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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Da superioridade intelectual do conservador cético sobre o esquerdista

 

LUCIANO AYAN


Eu não sei se existe essa disciplina. Talvez seja a teoria do caos.  Ou seja, o estudo de padrões em sistemas complexos e dinâmicos.

Não me interessa o nome da teoria, o que importa é que eu sempre me interessei pela busca de padrões.

Como gerente consultor, não me interessam apenas os resultados. Mas sim os padrões, em sistemas dinâmicos, que levam a resultados.

Talvez essa tenha sido (não tenho certeza) a minha maior influência para estudar os padrões do comportamento esquerdista, quando comecei a estudar os padrões do comportamento neo ateísta. Quando sincronizei estes padrões com os do comportamento humanista, a equação foi fechada.

Mas não são apenas os padrões de discurso que quero estudar, mas padrões do comportamento, dentro do espectro da guerra política.

Um desses padrões é o do uso de uma postura de superioridade intelectual, em todos os níveis. Isso provavelmente explique por que os conservadores cristãos foram expurgados das universidades. Um dos elementos fundamentais do comportamento humanista é tratar todo cristão que vê pela frente como alguém:

  1. que é sinônimo de atraso cultural
  2. que quer retornar à era medieval
  3. digno de pena, por ter uma crença que somente lhe serviria de consolo
  4. delirante, portanto alguém que não deve ser ouvido

Esses não são os únicos aspectos da postura praticada pelos humanistas. Mas com certeza são os principais.

É possível até encontrar simulacros de condescendência, como dizer: “A crença do cristão lhe serve de consolo, mas será que temos o direito de lhe deixar ter esse consolo? Será que não podemos trocar por outra coisa? Talvez por uma mariola? Ele não vai sofrer demais? Mas e os riscos de sua crença para os outros?”. Tecnicamente, Daniel Dennett é um dos mestres desse tipo de postura.

O que importa é o resultado e o padrão executado: a todo momento, o cristão é tratado como alguém em inferioridade intelectual em todos os níveis, e ao mesmo tempo digno de pena. Se isso ocorresse em termos corporativos, obviamente resultaria em uma demissão. Nas universidades, significa apenas a retirada de alguém da esfera de influência, e portanto longe dos salões do poder.

Ora, se estudamos os padrões que ajudaram os humanistas a terem sucesso durante séculos a tirarem os cristãos das esferas do poder, devemos copiar os padrões utilizados na postura para REBAIXAR INTELECTUALMENTE os humanistas.

E como fazer isso?

Muito fácil. Vejamos nos quatro elementos que apontei:

1. O humanista como sinônimo de atraso cultural

Ao manifestar a crença no homem, e em uma potencialidade (do homem resolver suas contingências para criar “um mundo justo”), o humanista ignora tudo que sabemos sobre neurociência, psicologia evolutiva e dinâmica social. Por rejeitar conhecimento e viver atolado em uma fé cega (nem um pouco melhor que o criacionismo da Terra Jovem) ele significa um atraso cultural em todos os sentidos.

2. O humanista não quer retornar apenas à era medieval, mas ao tempo das relações tribais e da cultura do macho alfa das tribos

Dizem que os cristãos querem retornar à era medieval. Talvez alguns queiram, não sei. Mas TODO humanista retorna automaticamente ao tempo das relações tribais e vive a cultura de subserviência ao macho alfa, que obviamente não é ele (a não ser que ele seja um beneficiário).

3. O humanista é digno de pena, por ter uma crença que atende apenas as suas carências emocionais (e ainda o faz ser massa de manobra de beneficiários)

Ao viver buscando seguir os machos alfa que simulariam criar o mundo melhor, ele se torna não mais que alguém dependente emocionalmente dessas pessoas, e só por isso é ridicularizável. Mas nada é mais risível do que ver o fato de que seus beneficiários obtem o poder e não lhe dão nada em troca. Um exemplo é a fortuna de Fidel Castro, apontada em mais de 900 milhões de dólares pela Forbes. Mas quanto dessa fortuna ele destina aos seus funcionais? Nada. Em suma, todos os funcionais são dignos de pena, enquanto Fidel Castro pode ser chamado de esperto. É ou não é fácil ridicularizar qualquer funcional de Castro com essa informação?

4. O humanista é delirante em essência, e não merece ser ouvido

Todas as crenças acima, no entanto, ainda não superam o ridículo da constatação óbvia: devíamos ter aprendido, com nossas mães, a não confiar em estranhos. É por isso que não damos nossas senhas de cartão de crédito a desconhecidos. Mas os humanistas acreditam em homens que criariam o mundo melhor, após obterem o poder em um governo global, apenas por “altruísmo” ou “empatia”. De onde surgirão essas características senão da fé cega do humanista? Obviamente, temos uma crença delirante.

Só que as 4 crenças não são apenas ridículas, mas perigosas.

Diante disso, tratar o humanista como alguém inferior intelectualmente, em todos os aspectos, é apenas uma constatação dos fatos.

E assim será possível aos poucos reduzir o poder que tais pessoas tem obtido em academias e circulos políticos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".