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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Prof. Linzen, do MIT: o ambientalismo é imoral: leva à estagnação, à miséria e atenta contra a população humana

 

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

domingo, 24 de junho de 2012

Prof. Richard S. Lindzen, professor do Dep. de Meteorologia do MIT

Prof. Richard S. Lindzen, professor do Dep. de Meteorologia do MIT

Antes um dos mais prestigiados cientistas climáticos do mundo, o americano Richard Lindzen, professor de Meteorologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), virou ovelha negra depois de “mudar de lado”, como ele mesmo diz.

Integrante dos primeiros relatórios do IPCC, ele passou a criticar os modelos com previsões alarmantes sobre as consequências do aquecimento do planeta e o uso político do discurso ambi-ental.

Para ele, não há provas de que a elevação da temperatura da Terra aumentará o número de desastres climáticos.

Sua nova posição angariou numerosos detratores e acabou por prejudicar a divulgação de suas pesquisas, contou ele em entrevista ao Globo, por telefone, de seu laboratório em Cambridge, Massachusetts.

— O senhor acredita que o dióxido de carbono é um gás de efeito estufa cuja concen-tração está aumentando e provoca um processo de aquecimento global?

RICHARD LINDZEN — Para começar, vamos deixar algumas coisas claras. É claro que o CO2 é um gás do efeito estufa, que sua concentração aumentou nos últimos 150 anos, que provoca leve aquecimento do planeta e que o homem tem influência nisso.

Tudo isso nunca esteve sob questão, todos os cientistas climáticos sérios acreditam nisso. O que não está claro é se tudo isso terá as implicações alarmantes que vemos apresentadas como fatos científicos.

Prof. Richard S. Lindzen, professor do Dep. de Meteorologia do MIT

Prof. Richard S. Lindzen,
professor do Dep. de Meteorologia do MIT

As pessoas não veem que o argumento principal é outro, que isso está sendo usado como razão para dizer que o desastre está a caminho e temos de destruir nosso atual sistema de energia para evitá-lo. O que vemos é a extrapolação de algo que é trivial para uma alegação de que a Terra está em perigo.

Mas a ação humana não está alterando o equilíbrio da Terra?

— A Terra nunca está em equilíbrio. O planeta é um sistema dinâmico que está sempre mudando. Se um dia ela parar de mudar, aí sim saberemos que estamos com problemas. A questão é como estamos lidando com isso.

Não há evidências de que há uma grande sensibilidade do clima ao CO2. Não há nada que comprove os modelos climáticos de que a Terra vai se aquecer muito e que isso terá consequências catastróficas.

E quanto aos dados que mostram que na última década tivemos alguns dos anos mais quentes já registrados?

— O que as pessoas não percebem é que os registros não mostram um aquecimento significativo nos últimos 15 anos, como deveria acontecer de acordo com as previsões dos modelos climáticos do IPCC.

A temperatura média global subiu um pouco até 1995, mas desde então ela está estacionada nesse nível mais alto e não se moveu. Assim, os modelos têm que ser ajustados para refletir isso.

É como um aluno fazendo uma prova já sabendo seu gabarito. Ficar ajustando constante-mente os modelos para que eles se conformem à realidade não é ciência, é fraude.

Além disso, os registros não são tão longos e nem tão precisos para que possamos afirmar que a Terra está mais quente do que em qualquer momento anterior da História.

Mas esse aquecimento, mesmo leve, não é preocupante?

— A elevação calculada da temperatura média global nos últimos 150 anos, de entre 0,7 e 0,8 grau Celsius, não é nem de longe significativa. Quanto a temperatura varia do dia para a noite no Rio de Janeiro?

Aqui em Boston, essa variação supera em muito os 10 graus. Então, estamos falando de uma mudança muito pequena na temperatura média global e é uma loucura dizer que isso é o fim do mundo.

Sua crítica então é quanto ao discurso em torno das mudanças climáticas?

Ambientalismo condena o Brasil à estagnaçao e à miséria, diz Lindzen.  Na Rio+20 pedem "decrescimento". Foto Marcello Casal Jr-ABR

Ambientalismo condena o Brasil à estagnaçao e à miséria, diz Lindzen.
Na Rio+20 pedem "decrescimento". Foto Marcello Casal Jr-ABR

— Exato. O movimento ambientalista é imoral. Com seu discurso, estamos negando a bilhões de pessoas a possibilidade de ter acesso a energia para viver decentemente e, com a política que os ambientalistas querem implementar, elas nunca terão.

É claro que todas as pessoas gostam de ter ar e água limpos, um ambiente agradável para se viver. Então, qual o significado de se ter um movimento em torno de questões em que todos concordam?

Sua finalidade é empurrar uma agenda política que prevê zero de crescimento populacional, impede o desenvolvimento dos países mais pobres etc.

Como podemos dizer para os países da África que eles não podem usar combustíveis fósseis para melhorar a qualidade de vida da sua população? Vamos atrapalhar o crescimento da China, da Índia ou do Brasil porque tememos sua concorrência?

Em Paris, os caminhões de lixo são verdes, e os garis vestem roupas verdes. É este o tipo de emprego verde que eles querem criar?

O mundo então não deve conter as emissões de carbono?

O CO2 não tem nada a ver com ar limpo. Carbono é do que eu, você, todo mundo é feito, ele não é um poluente. Ao se focarem nisso, as discussões esquecem os verdadeiros poluentes, muito mais perigosos.

O CO2 é essencial para a existência da vida, para o crescimento das plantas. Como podemos chamar de poluente algo de que precisamos tanto?

A diabolização do CO2 é imoral. O CO2 é o gás da vida, diz o prof. Lindzen.

A diabolização do CO2 é imoral. O CO2 é o gás da vida, diz o prof. Lindzen.

Mais uma vez, a questão é explorada politicamente para assustar as pessoas. Recentemente, correu nos EUA a história de abaixo-assinados que pediam o banimento de um perigoso composto químico, o monóxido de dihidrogênio.

Várias pessoas assinaram sem perceber que na verdade estavam pedindo o banimento da água! Elas estavam apenas querendo se livrar de uma coisa que dizem que é um problema sem ao menos entendê-lo.

É assim que o discurso do aquecimento global está sendo usado. Os ambientalistas dizem que dois e dois são quatro e logo perguntam: “O que fazer?”

A influência humana no clima pode então ser negligenciada?

— Acho que provavelmente contribuímos com algo entre 0,25 e 0,5 grau Celsius do aquecimento calculado nos últimos 150 anos e devemos acrescentar mais ou menos o mesmo nos próximos 200.

Minha pergunta é: quem disse que isso é um problema? Por que o aquecimento global é tratado como o fim do mundo?

Mas também não estamos vendo um aumento de eventos climáticos extremos?

— Na verdade, não. Eventos extremos sempre ocorrem em algum lugar do mundo todo ano. Os EUA, por exemplo, não veem um grande furacão desde o Katrina (em 2005), o que segundo os modelos alarmistas deveria ser cada vez mais frequente.

Mais uma vez, não se percebe que o que alimenta as grandes tempestades é a diferença de temperatura entre os trópicos e os polos e que, com o aquecimento global, essa diferença tende a diminuir. Com isso, teremos menos e não mais tempestades severas. Mas esse discurso não assusta ninguém, enquanto dizer o contrário parece excitante.

Novamente, é um uso político do discurso ambiental?

Políticas ambinentais contra o aquecimento global são perigosas, diz prof. do MIT

Políticas ambinentais contra o aquecimento global são perigosas, diz prof. do MIT.
Na Rio+20 contra o desmatamento. Foto Marcello Casal Jr-ABR

— Sim. Pode-se usar mal a linguagem, o que é um erro, ou dizer o oposto da verdade, o que é uma mentira deslavada. Temos um mundo que está progredindo, mas achamos uma vergonha o que estamos fazendo. Isso sim que é insano e extremo.

O aquecimento global em si não é perigoso, mas as políticas que estão sendo propostas para combatê-lo é que certamente são perigosas.
Elas vão manter as pessoas pobres e sem acesso à energia barata.

E, mesmo que se acredite nas previsões catastróficas, as políticas propostas não terão efeito nenhum. Para realmente fazer alguma diferença,seria necessário reduzir em 60% a 70% as emissões de gases-estufa, o que para os EUA e a Europa significaria voltar para o início do século XX, enquanto para Brasil, Índia ou China seria parar totalmente de crescer.

Precisamos esquecer o clima e nos focar nos problemas reais da Humanidade, como eliminar a malária ou garantir o acesso de todos à água limpa. Tudo isso custaria muito pouco e pode ter um grande efeito na qualidade de vida das pessoas.

Combater as mudanças climáticas está tirando recursos que seriam mais bem usados em outras questões mais importantes.


(Fonte: O Globo, “‘O movimento ambiental é imoral’, diz Richard Lindzen”, 20 de junho de 2012)

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".