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domingo, 15 de abril de 2012

Os crimes desnecessários

 

LUCIANO AYAN

 

O estudo da mente esquerdista nos apresenta tantos meandros e bizarrices que as definições correntes muitas vezes não são suficientes para explicar a situação em que estamos.

Por isso, muitas vezes precisamos de novas definições. É o caso do conservadorismo cético, defendido neste blog.

Outro termo que criei (novamente somente por causa da existência da esquerda) é crime desnecessário. De maneira simples, significa um crime que não precisava ter ocorrido. O motivo para a existência desse crime é fútil.

Para entender melhor esse conceito, vamos avaliar a questão dos acidentes de carro.

Eles ocorrem todos os dias, e em muitos casos vemos que pequenas desatenções são suas causas. Muitas vezes alguém está atrasado para o trabalho e acaba dirigindo em velocidade mais alta que o necessário. Imagine a situação em que essa pessoa atropela e mata um pedestre.

É claro que não podemos dizer que este é um acidente necessário. Mas da mesma forma não podemos qualificá-lo como um acidente desnecessário.

Agora imagine a mesma situação de atropelamento e morte de um pedestre, surgida a partir de um carro lançado em direção a ele durante um racha. Quer dizer, por causa de uma diversão irresponsável, uma vida é ceifada.

Este com certeza é o caso de um acidente desnecessário. O culpado pelo homicídio poderia passar sua vida muito bem sem sua mania, e enquanto realizava sua ação tinha pleno conhecimento de que colocava a vida dos outros em risco. Outro termo que a justiça encontrou para definir esse caso é o homicídio por motivo fútil.

A mesma coisa pode ser aplicada aos crimes.

Não é possível colocar todo suspeito na cadeia e nem antever os crimes que alguém irá cometer, como no filme Minority Report. Assim sendo, alguns crimes são impossíveis de serem previstos, e temos que conviver com isso. Especialmente os primeiros crimes da carreira criminosa de alguém.

Entretanto, por causa da estratégia de esquerda Apologia e Tolerância ao Crime, muitos criminosos que hoje poderiam estar na cadeia estão na rua. Isso ocorre através de medidas como indultos, afrouxamento de penas, sistemas de redução de penas, penas alternativas e até a aberração da impunidade aos menores.

Esquerdistas vivem dizendo que “é melhor educar uma criança do que punir um adulto”, mas essa é a falácia do falso dilema, pois é possível punir todos os criminosos adultos enquanto se educam as crianças.

Seja lá como for, esquerdistas passam a vida lutando para manter a sua mania de ser o mais tolerante possível com criminosos. Se um criminoso violento passar apenas 2 anos na cadeia, bom. Se passar somente 6 meses, melhor ainda.

Por causa desta tolerância ao crime, muitos crimes recorrentes ocorrem, especialmente aqueles praticados pelos menores. Mas estes crimes NÃO PRECISAM MAIS acontecer, pois os criminosos podiam estar na cadeia.

A constatação é óbvia: uma MANIA de esquerdistas por tolerância ao crime é responsável por crimes que são cometidos contra cidadãos, e muitos deles não são esquerdistas. Se os crimes desnecessários fossem cometidos somente contra esquerdistas, sem problemas, pois seria apenas a execução do livre arbítrio da parte deles. Embora todos queiram ficar livres de crimes, poderíamos dizer que eles assumiram o risco ao deixarem bandidos perigosos na rua. O problema é quando os crimes desnecessários ocorrem contra conservadores, que não são responsáveis pela tolerância ao crime. Em resumo, uma mania esquerdista é diretamente responsável por muitos crimes desnecessários, e o problema é agravado pelo fato de que muitas vítimas não são adeptas das manias que geraram esses crimes.

É como no exemplo dos rachas de carros. Se todas as vítimas fossem praticantes de racha, não haveria problema, pois isso seria um risco assumido pelos praticantes. O problema maior é quando as vítimas estão entre aqueles que nem de longe apoiam a prática de rachas.

Atenção, importante! Afirmar a consequência de uma crença não é o mesmo chamá-la de falsa. Isso seria a prática da falácia do apelo à consequência, em relação a qual me oponho. Existem vários outros motivos para renegar o esquerdismo, especialmente em relação ao seu dogma central, a crença no homem. Entretanto, tomando como premissa que o esquerdismo é falso, podemos (e devemos) apontar as consequências dessa crença.

Um dos principais motivos, portanto, para renegarmos a doutrina esquerdista, na maioria de suas variações, é que o esquerdismo gera muitos crimes desnecessários.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".