Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cuba: Castro diz para limpar com jornal (digo, com propaganda do "governo")

Fonte: FOLHA ONLINE
07/08/2009 - 20h46
É a esta situação a que a esquerdopatia celerada mundial submete seu povo quando toma o poder. Mas não se enganem: eles, a "turma dos palácios", jamais passam por necessidades.
Se a questão é a comparação entre sistemas sócio-político-econômicos, perguntem-se: onde é pior? EEUU ou Cuba/China/Coréia/Venezuela? Onde estão os mais incompetentes? Onde estão os mentirosos mais canalhas?
Não se trata de comparar, evidentemente, o "ideal de santidade" que a esquerdopatia afirma ser molde e modelo (por si só uma declaração de senilidade) com o que é possível. Vagabundos sempre existirão neste planeta, ou pelo menos até o dia de hoje existem, eu mesmo conheço alguns. Não sei se amanhã desaparecerão por encanto, realmente não sei. Mas de uma coisa eu tenho a mais clara das certezas: prefiro UM MILHÃO DE VEZES os vagabundos dos sistemas de produção/não-escravidão, e vocês?
Lá eles vendem lula enlatada (está no artigo que segue). Que legal, né? Podíamos juntar o útil ao melhor dos mundos e mandar nossa lula para eles, já que a lula brasileira ADORA a ilha-senzala, que acham da idéia?
Por fim que fique registrado: o povo cubano, em sua maioria, gostaria de viver em um país onde se compra papel higiênico de mil tipos diferentes no "armazém" da esquina.

Em crise econômica, Cuba enfrenta escassez de papel higiênico

da Folha Online
da Reuters, em Havana

Em meio a uma séria crise econômica, Cuba está enfrentando escassez de papel higiênico e pode não ter o suficiente para atender à população até o final deste ano, disseram fontes de empresas estatais nesta sexta-feira. As autoridades dizem reduzir os preços de 24 produtos básicos em reação à crise global financeira e aos três violentos furacões no último ano.

Cuba importa e produz papel higiênico, mas atualmente não tem matéria prima suficiente para a produção.

Efe
Menino caminha diante de grafite que diz "sim por Cuba", em Havana; país passa por grave crise e teve de cortar importações
Menino caminha diante de grafite que diz "sim por Cuba", em Havana; país passa por grave crise e teve de cortar importações

As reservas financeiras do país ficaram esgotadas devido ao maior gasto com importações e à redução da renda com exportações, o que obrigou o governo comunista a tomar medidas excepcionais. Uma delas é um corte de 20% nas importações, o que nos últimos dias se tornou evidente na redução da oferta de produtos nas lojas estatais. Cuba importa cerca de 60% dos seus alimentos.

Apesar da escassez, os preços serão reduzidos entre 5% e 27% para alguns alimentos, medicamentos e produtos de higiene pessoal, segundo autoridades.

Uma visita a uma loja no bairro do Vedado, nesta sexta-feira, mostrou uma queda nos preços de maionese, molho para churrasco e lula enlatada. Um cliente que se identificou como Pedro disse que "não parece que os preços caíram para os produtos fundamentais", como o óleo de cozinha.

Ana María Ortega, subdiretora do conglomerado varejista TRD Caribe, administrado pelos militares, disse que não haverá escassez de produtos essenciais. "As condições estão em vigor para manter a oferta de produtos essenciais", disse ela no mesmo programa de rádio.

Os cubanos recebem (Cavaleiro do Templo: como cães) uma ração subsidiada de alimentos do governo a cada mês, mas dizem que essa quantidade alcança para apenas duas semanas. O presidente Raúl Castro disse na semana passada à Assembleia Nacional que o governo cortou os gastos orçamentários pela segunda vez no ano e tem negociado seus débitos e gastos com fornecedores estrangeiros.

Cuba tradicionalmente atribui seus problemas econômicos ao embargo norte-americano (Cavaleiro do Templo: Ué, peraí... a Revolução não é contra o "imperialismo e seus aliados"? Então, ter ou não ter qualquer tipo de "sanção imperial" daria no mesmo. Ou será que os revolucionários são aquele tipo de gente que na frente da pessoa (ou do "império") pedem favores, fazem negócios, elogiam, riem e brincam e por trás metem o pau ("malditos imperialistas, só querem nos ferrar...")? Ah, esqueci... São do segundo tipo de gente: SOCIOPATAS), mas desta vez diz também que os furacões do ano passado, que provocaram prejuízos de 10 bilhões de dólares, obrigaram o governo a gastar mais na importação de alimentos e compra de materiais para a reconstrução.

Chávez perdeu o pleito das bases

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
EDUARDO MACKENZIE | 13 AGOSTO 2009
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO


A abertura de sete bases militares colombianas às tropas norte-americanas, o que não é o mesmo que a criação de sete bases norte-americanas na Colômbia, como a propaganda "bolivariana" trata de fazer crer, é algo que nem Caracas nem seus aliados do Foro de São Paulo haviam previsto.



Os aparatos políticos da desestabilização na Colômbia foram chamados pelo regime de Caracas à mobilização geral.

Sua tarefa prioritária: impedir a assinatura dos acordos entre Bogotá e Washington sobre a presença de tropas norte-americanas em bases militares da Colômbia. Ante a dificuldade de impedir tal assinatura, Caracas trata por todos os meios de negociar, ao menos através de terceiros, uma redução do alcance desses acordos. Para isso o regime venezuelano utiliza o partido esquerdista colombiano Polo Democrático e os amigos que ainda lhe restam, como o ex-presidente Ernesto Samper (1994-1998) nas altas esferas da classe política colombiana.

As manobras do palácio de Miraflores contra esses acordos têm um certo fedor de desespero. O presidente Hugo Chávez se sente realmente desestabilizado pelo reforço da presença de militares norte-americanos na Colômbia. O chefe de Estado venezuelano não poupa esforço algum nestes dias para tratar de frear ou de desviar essa dinâmica. Chávez se mobiliza, ameaça, gesticula, intriga e exige e, além disso, que seus seguidores na Colômbia e em outros países façam outro tanto. Desde seu bunker, medicado em Havana, Fidel Castro respondeu a seu chamado e estimou que o pacto colombo-americano é "uma ameaça para a Venezuela e para toda a região".

A abertura de sete bases militares colombianas às tropas norte-americanas, o que não é o mesmo que a criação de sete bases norte-americanas na Colômbia, como a propaganda "bolivariana" trata de fazer crer, é algo que nem Caracas nem seus aliados do Foro de São Paulo haviam previsto. Caracas se dá conta hoje, um pouco tardiamente, de que ordenar ao presidente equatoriano Rafael Correa o fechamento da base de Manta e ao cessar, Venezuela e Equador, toda a colaboração com os Estados Unidos na luta contra o tráfico de drogas, o chavismo cometeu um erro maiúsculo, pois aumentou as possibilidades de os Estados Unidos e a Colômbia encontrarem uma solução de recambiar esses dois importantes tropeços.

Os novos acordos militares entre Bogotá e Washington têm por marco a luta contra o narcotráfico e as organizações terroristas. São também o resultado necessário do rearmamento desproporcionado da Venezuela e das reiteradas ameaças bélicas e políticas que o mandatário venezuelano lança com muita freqüência contra a Colômbia, sem falar do apoio, cada vez mais evidente, que Caracas presta aos movimentos terroristas colombianos FARC e ELN. Em outras palavras, Hugo Chávez está colhendo os frutos amargos de sua política exterior briguenta e provocadora.

Nunca a Colômbia tinha se visto em uma situação geopolítica como a atual. Uma potência petroleira mundial vizinha, apesar dos laços históricos que unem as duas nações, utiliza todo seu potencial econômico, financeiro e militar para tratar de derrubar o governo colombiano, democraticamente eleito, e alterar a continuidade de sua tradição liberal e civilista. Tudo isso mediante o fomento visível de uma guerrilha comunista degenerada e o auspício de oposições pseudo legais e extremistas dentro do país. Essa potencia petroleira tenta, por outra parte, cercar a Colômbia pelo sul, pelo oriente ou pelo norte, com regimes agressivos e liberticidas, dirigidos com grande desfaçatez pelos regimes "revolucionários" de Cuba e Venezuela.

A resposta do Estado e da nação colombiana a esses graves desafios é conhecido de todos: a eleição e a reeleição de um presidente de mão firme contra a subversão armada, e um respaldo popular quase unânime e durável a uma política de defesa e segurança nacional que inclui agora a renovação dos acordos militares tradicionais entre a Colômbia e os Estados Unidos.

Hugo Chávez devia ter pensado nisso antes de empreender sua longa campanha que leva mais de uma década de humilhações e ameaças militares, comerciais e diplomáticas contra a Colômbia, sobretudo desde que dispôs de aviões russos de combate. Ele está colhendo o que plantou.

A aprovação de Bogotá de um reforço da presença militar norte-americana na Colômbia, ocorre precisamente em uma conjuntura dramática para o regime "bolivariano". O fracasso da aventura golpista em Honduras e a queda de Zelaya não só deixou Caracas sem um peão essencial que ia reforçar seus planos na América Central, senão que serviu para abrir os olhos aos demais povos do continente sobre os métodos sinistros que a dupla Castro-Chávez é capaz de utilizar contra as sociedades democráticas.

Durante duas semanas o presidente da Venezuela apelou aos mais histéricos anúncios para tratar de parar ou travar as negociações Bogotá-Washington. Ordenou "congelar", de novo, as relações diplomáticas com a Colômbia e retirou seu embaixador em Bogotá. A TeleSur fez com que a imprensa européia acreditasse que as negociações de Bogotá e Washington haviam criado uma "crise regional".

A Colômbia, entretanto, conservou o sangue frio. O presidente Uribe em vez de dar marcha-ré, propôs, ao contrario, explicar pessoalmente a cada presidente latino-americano (salvo aqueles que haviam rompido relações diplomáticas com a Colômbia), em um rápido giro, os alcances do acordo com os Estados Unidos.

Nesse momento, o chefe de Estado venezuelano já havia mostrado o garrote econômico com o qual esperava dobrar, por fim, a resistência dos colombianos: decidiu pelo cancelamento da importação de 10.000 veículos colombianos e advertiu que isso obedecia aos "atritos diplomáticos entre ambos os países", gerados pelo acordo militar entre os Estados Unidos e a Colômbia.

Porém, nem os industriais colombianos, nem o país em geral entraram em colapso nervoso, apesar de que semelhante mostra de barbárie econômica, digna dos piores regimes totalitários do mundo, causará, certamente, enormes dificuldades ao setor automotriz colombiano e venezuelano.

Finalmente, o giro de Álvaro Uribe foi exitoso. Ele demonstrou que a tal "crise regional" era um balão murcho. Nenhum dos presidentes latino-americanos que Uribe entrevistou, nem sequer o exaltado Evo Morales, nem a irascível senhora Kirchner, repetiram as promessas incendiárias e guerreiristas do ogro de Caracas contra o ato de soberania da Colômbia. Luis Inácio Lula da Silva, em quem Chávez depositava suas maiores esperanças, tampouco se atreveu a tocar o disco arranhado da "ameaça imperialista que quer devorar a América do Sul". Ao contrário, o presidente colombiano conseguiu de seu êmulo brasileiro uma atitude de respeito para com o acordo sobre as bases militares colombianas.

Após o encontro de Uribe e Lula, Celso Amorim, o chanceler brasileiro, assinalou que qualquer que seja o acordo do governo de Uribe com a administração de Barack Obama, "é uma matéria naturalmente de soberania da Colômbia". Embora Brasília tenha pedido a Uribe "transparência", o governo do Brasil acudiu à doutrina da "soberania nacional" para rechaçar imiscuir-se na decisão de Bogotá.

Antes desse desenlace favorável à Colômbia, Hugo Chávez tratou de incluir Barack Obama em seus planos. Acreditou que poderia fazer o novo presidente dos Estados Unidos sofrer com a conhecida farsa da reverência-intimidação. Em 5 de agosto, com efeito, Chávez suplicou ao chefe da civilização que ele mais aborrece, que não amplie a presença norte-americana na Colômbia. Ameaçador, sublinhou que essas bases "poderiam ser o começo de uma guerra na América do Sul". E ante os repórteres deixou escapar, como para que em Washington não restassem dúvidas: "Estamos falando dos Yanquis, a nação mais agressiva da história da humanidade".

Barack Obama lhe respondeu friamente em 7 de agosto. Disse que seu Governo não tem intenção de estabelecer bases militares na Colômbia, e que o acordo que negocia com Bogotá é para "melhorar os laços da cooperação". Obama explicou que se trata de uma atualização do acordo de cooperação militar que ambos os países têm, e reiterou que nos Estados Unidos "não temos nenhuma intenção de estabelecer uma base militar norte-americana na Colômbia". "Não autorizei uma base militar americana na Colômbia, nem me pediram". "Não temos intenção de enviar um grande número de tropas adicionais à Colômbia", concluiu.

Ao ver que não havia sido secundado por Obama nem pelos outros presidentes latino-americanos, Hugo Chávez deu marcha-ré e despachou de novo seu embaixador a Bogotá. Seria um erro tomar esse gesto como um sinal de apaziguamento. A ofensiva chavista para desacreditar e malograr o pacto e o governo de Álvaro Uribe já começou e continuará.

O aparato de propaganda do Foro de São Paulo apelou ao velho truque da arqueologia comunista de transmutar o bem no mal e o mal no bem. Exemplo: dizer que o pacto Bogotá-Washington equivale a uma "entrega da soberania" e a um gesto de "dependência ante os Estados Unidos". Em seguida, os grupelhos chavistas em Bogotá e outras capitais latino-americanas armaram operações de "agitação e propaganda". E começou assim a nova mobilização "anti-imperialista" a qual será, como sempre, de caráter combinado.

Carlos Gaviria, o grande manitú [1] do Polo Democrático (PD), foi o primeiro a tomar o microfone para repetir os insultos de Caracas. Disse que "a Colômbia é um país súdito dos Estados Unidos", e que o governo de Uribe "está entregando a soberania".

O senador Jaime Dussán, outro cacique do PD, partiu tão rapidamente em cruzada que se equivocou. Em 4 de agosto disse à imprensa que pedirá ao presidente Uribe que "descarte definitivamente a possibilidade da presença de bases militares na Colômbia" (sic). Jaime Dussán se referia, talvez, à presença militar norte-americana em bases colombianas. O lapso cometido ante os jornalistas (ver El Espectador, "Polo busca mediação com Chávez e Correa", 4 de agosto de 2009) revela o desejo profundo de Dussán: que na Colômbia não existam bases militares de nenhum gênero, nem norte-americanas nem colombianas, pois para sua seita marxista o melhor é uma Colômbia desnuda ante os modernos tanques, mísseis e aviões russos adquiridos pela fracassada porém bem armada revolução "bolivariana". Dussán anunciou viagens de chefes do Polo a Caracas e a Quito para preparar ações internacionais contra seu próprio país. Outra eminência do PD, o ex-guerrilheiro e senador Gustavo Petro, reiterou que esses acordos, em sua opinião, "isolarão a Colômbia da América Latina".

Quem estão se isolando do mundo são os senhores do Polo, pois as maiorias colombianas, segundo inúmeras sondagens de opinião, dizem estar de acordo com o governo de Álvaro Uribe, com o acordo sobre as bases e com o giro empreendido pelo chefe de Estado colombiano pela América Latina.

Ante cada conjuntura delicada que a Colômbia vive no espaço internacional, o Polo Democrático se alinha servilmente com as posições dos ditadores.

A nova mobilização da esquerda caviar não inclui só discursos. Em sincronia perfeita com a agitação política, sobreveio o ataque armado contra uma propriedade da multinacional Cartón da Colômbia. Homens armados chegaram a uma localidade perto de Popayán, no estado do Cauca, e destruíram bosques e maquinário que dava trabalho a 200 pessoas. Esse ato terrorista mostrou que a campanha contra o tratado com os Estados Unidos tem e terá artistas nos quais as FARC farão das suas diretamente.

Depois, entrou em cena o espetáculo arqui-conhecido das "mediações" espontâneas e das viagens "salvadoras".

O ex-presidente Ernesto Samper acreditou ser indispensável ir em peregrinação a Caracas. De seu encontro com Chávez se sabe pouco. Horas depois, Chávez recebeu Piedad Córdoba e mudou de tática. Ordenou o retorno a Bogotá de seu embaixador e começou a falar de "desuribizar o diálogo com a Colômbia". Pediu que a ex-chanceler colombiana, María Emma Mejía, fosse a Caracas para servir de "mediadora", e convidou prefeitos e governadores colombianos da região fronteiriça a iniciar conversações com ele acerca das tensões entre os dois países.

Essa insidiosa tática é conhecida. Em 2003, Chávez quis tirar do presidente Uribe o tema da libertação de Ingrid Betancourt e para isso realizou contatos diretos com o governo francês. Em agosto de 2009, Chávez reforçou sua tentativa de apoderar-se do assunto dos reféns com o pretexto de adiantar uma gestão "mediadora". Seu fracasso foi espetacular. Agora retoma o mesmo método, com a ajuda de Córdoba e Samper. Porém, Mejía rechaçou fazer esse papel e lembrou a Chávez que quem dirige as relações exteriores da Colômbia é o presidente Uribe e seu chanceler. O presidente Uribe saiu na frente da tentativa chavista e desautorizou em um comunicado todo gesto nesse sentido. "A Constituição Nacional é expressa: as relações exteriores são de exclusiva competência do Presidente da República e do chanceler e, portanto, nenhum funcionário de nível nacional, estadual, municipal ou local poderá adiantar gestão que viole este preceito constitucional".

Desgastada até o osso por seu discurso pró FARC e seu servilismo ante o regime chavista, a senadora Córdoba faz chamados alarmistas. Pretende que o "conflito" colombiano (um conceito das FARC) "inundará toda a América do Sul" e que por isso a casca vazia da Unasul deve discutir os novos acordos Bogotá-Washington. Sua idéia é infiltrar essas discussões e transformar as bases militares colombianas com presença norte-americana em "bases de paz". É necessário impedir essa ingerência. Já se sabe o que faz a esquerda caviar quando fala de "paz".



[1] Manitú foi um líder dos Dakota e Sioux da América do Norte. Para eles, manitú é alguém que tem poderes sobrenaturais podendo se transformar em águia, cacto, o que quiser. A língua francesa adotou essa expressão há tempo, para designar um "personagem poderoso". Na França costuma-se falar "o grande manitú da imprensa", "o manitú do partido", etc., e agora a língua espanhola está começando a adotá-la com o mesmo sentido de "poderoso", ou "todo-poderoso". (N.T.)

Tradução: Graça Salgueiro

Por trás da subversão

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 5 de junho de 2006


Como é que se leva um cérebro humano a mergulhar nesse abismo de estupidez? É simples: basta criar uma equipe selecionada entre esquerdistas bem falantes e dividi-la em duas alas, encarregadas de tarefas opostas -- uma infiltrada na mídia, incumbida de espalhar mentiras escabrosas, fomentando o ódio anti-militar; outra, bem colocada nos próprios círculos militares e na ESG, encarregada de afagar o ego das Forças Armadas e induzi-las à conciliação e à colaboração com a estratégia comunista continental por força do seu próprio patriotismo...


No começo de 2001, o Council on Foreign Relations (CFR), bilionário think tank de onde já emergiram tantos presidentes e secretários de Estado que há quem o considere uma espécie de metagoverno dos EUA, criou uma “força-tarefa”, transbordante de Ph.-Ds, presidida pelo historiador Kenneth Maxwell e encarregada de sugerir modificações na política de Washington para com o Brasil. A primeira lista de sábios conselhos, publicada logo em 12 de fevereiro, enfatizava “a urgência de trabalhar com o Brasil no combate à praga das drogas e à sua influência corruptora sobre os governos”.

Naquele momento, destruídos os antigos cartéis, emergiam como dominadoras do mercado de drogas na América Latina as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, deliberadamente poupadas pelo Plano Colômbia do governo Clinton sob o pretexto de que o combate ao narcotráfico deveria ser apolítico. As Farc, uma organização comunista, haviam entrado no mercado das drogas para financiar suas operações terroristas e a tomada do poder. Desde 1990 faziam parte do Foro de São Paulo, onde articulavam suas ações com a estratégia geral da esquerda latino-americana, garantindo apoios políticos que a tornavam virtualmente imunes a perseguições em vários países onde operavam. No Brasil, por exemplo, a despeito das centenas de toneladas de cocaína que por meio do seu sócio Fernandinho Beira-Mar elas despejavam anualmente no mercado, e apesar dos tiros que de vez em quando trocavam com o Exército na floresta amazônica, as Farc eram bem tratadas: seus líderes circulavam livremente pelas ruas sob a proteção das autoridades federais e eram recebidos como hóspedes oficiais pelo governo petista do Estado do Rio Grande. Nunca, portanto, as relações entre narcotráfico e política tinham sido mais íntimas. Arriscavam tornar-se ainda mais intensas porque Luís Inácio Lula da Silva, fundador do Foro e portanto orquestrador maior da estratégia comum entre partidos legais de esquerda e organizações criminosas, parecia destinado a ser o próximo presidente do Brasil.

A integração crescente de narcotráfico e política tornava portanto urgente combater “a praga das drogas e sua influência sobre os governos”. E a única maneira de fazer isso era, evidentemente, desmantelar o Foro de São Paulo. Vista nessa perspectiva, a sugestão da “força-tarefa” parecia mesmo oportuna. Mas só a interpreta assim quem não entende as sutilezas do metagoverno. O sentido literal da frase expressava, de fato, o oposto simétrico do que o CFR pretendia.

Desde logo, o Foro de São Paulo, para continuar se imiscuindo impunemente na política interna de várias nações latino-americanas, necessitava manter sua condição de entidade discreta ou semi-secreta, e o próprio chefe da força-tarefa o ajudava nisso. Em artigo publicado na New York Review of Books – e, é claro, reproduzido na Folha --, Maxwell declarava que o Foro simplesmente não existia, porque “nem os mais bem informados especialistas com quem conversei no Brasil jamais ouviram falar dele”.

Para um historiador profissional, confiar-se à opinião de terceiros em vez de averiguar as fontes primárias, então fartamente disponíveis no próprio site do Foro, era uma escandalosa prova de inépcia. Na época, o sr. Maxwell pertencia (pertence ainda) ao círculo de iluminados que costumava (costuma ainda) ser ouvido com o máximo respeito pela mídia brasileira, especialmente pela Folha de S. Paulo. Isso parecia dar uma prova incontestável de que ele era de fato um jumento, tendo agido de maneira tão extravagante em pura obediência à sua natureza animal. Mas agora noto que isso não explicava tudo. Logo depois, outro intelectual de grande reputação nos círculos asininos, Luiz Felipe de Alencastro, professor de História do Brasil na Sorbonne e colunista da Veja, brilhava num debate do CFR emprestando à tese da inexistência do Foro de São Paulo o aval da sua formidável autoridade e ainda acrescentava ter sido eu o criador da lendária organização... Dar sumiço na coordenação continental do movimento comunista latino-americano parecia ter-se tornado um hábito consagrado no CFR.

Isso poderia ser apenas um inocente acúmulo de erros de interpretação se a entidade não tivesse cultivado simultaneamente um outro hábito: o das boas relações com as Farc. Em 1999, o presidente da Bolsa de Valores de Nova York, Richard Grasso, membro do CFR, fez uma visita de cortesia ao comandante das Farc, Raul Reyes, e saiu dali festejando a comunidade de interesses entre a quadrilha colombiana e a elite financeira “progressista” dos EUA. Logo em seguida, outros dois membros do CFR, James Kimsey, presidente emérito da America Online, e Joseph Robert, chefe do conglomerado imobiliário J. E. Robert, tinham um animado encontro com o próprio fundador das Farc, o velho Manuel Marulanda, e em seguida iam ao presidente colombiano Pastrana para tentar convencê-lo, com sucesso, a ficar de bem com a narcoguerrilha.

A divisão de trabalho era nítida: os potentados do CFR negociavam com a pricipal força de sustentação militar e financeira do Foro de São Paulo, enquanto seus office-boys intelectuais cuidavam de despistar a operação proclamando que o Foro nem sequer existia. O CFR alardeava a intenção de eliminar a influência do narcotráfico nos governos ao mesmo tempo que contribuía ativamente para que essa influência se tornasse mais vasta e fecunda do que nunca.

Ao CFR pertencia também o presidente Clinton, cujo famigerado Plano Colômbia tinha tido por principal resultado eliminar os concorrentes e entregar às Farc o quase monopólio do mercado de drogas na América Latina. Em 2002, a política latino-americana dos grão-senhores globalistas sofria um upgrade: ao esforço de embelezar as Farc somava-se agora o empenho de fazer do presidente do Foro de São Paulo o presidente do Brasil. Poucos dias antes da eleição de 2002, a embaixadora americana Donna Hrinak, que não sei se pertence pessoalmente ao CFR mas está entre os fundadores de uma entidade estreitamente associada a ele, o Diálogo Interamericano, fazia propaganda descarada do candidato petista, proclamando-o “uma encarnação do sonho americano”. Embora fosse uma interferência ilegal e indecente de autoridade estrangeira numa eleição nacional -- só não causando escândalo porque até a prepotência imperialista se torna amável quando trabalha para o lado politicamente correto --, e embora a fórmula verbal escolhida para realizá-la fosse uma absurdidade sem par (pois não consta que muitos americanos tivessem como suprema ambição parar de trabalhar aos 24 anos para fazer carreira num partido comunista), a expressão fez tanto sucesso que, logo em seguida, foi repetida ipsis litteris, sem citação de fonte, num artigo da New York Review of Books que celebrava entusiasticamente a vitória de Lula. Adivinhem quem assinava o artigo? O indefectível Kenneth Maxwell.

Diante desses fatos, alguém ainda hesitará em perceber que as ligações entre o esquerdismo pó-de-arroz do CFR e o esquerdismo sangue-e-fezes dos Marulandas e Reyes são mais íntimas do que caberia na imagem estereotipada de uma hostilidade essencial e irredutível entre capitalistas reacionários e comunistas revolucionários? O sentido dos acontecimentos é transparente demais, mas o cérebro das nossas elites ainda é capaz de projetar sobre eles a sua própria obscuridade para esquivar-se de tirar as conclusões que eles impõem.

É claro que não endosso a idéia de que o CFR, como instituição, seja uma central conspiratória pró-comunista. Muitos de seus membros são patriotas americanos que jamais endossariam conscientemente uma política prejudicial ao seu país. Mas não dá para esconder que, ali dentro, um grupo de bilionários reformadores do mundo, incalculavelmente poderosos, tem induzido a entidade a influenciar o governo de Washington, quase sempre com sucesso, no sentido mais esquerdista e anti-americano que se pode imaginar. Nos EUA isso é um fato de conhecimento geral. Ninguém o coloca em dúvida. Só o que se discute é a “teoria da conspiração” usada para explicá-lo. Essa teoria tem entre seus defensores alguns intelectuais de primeira ordem como Carroll Quigley, professor de História em Harvard e mentor de Bill Clinton, ou o economista Anthony Sutton, autor do clássico Western Technology and Soviet Economic Development (4 vols.). Contribui ainda mais para a credibilidade da tese o fato de que o primeiro é um adepto entusiasta e o segundo um crítico devastador da elite globalista. E o que a torna ainda mais atraente é o fato de que o CFR, reconhecendo a sua existência ao ponto de lhe oferecer um desmentido explícito no seu site oficial, se esquive de debater com esses dois pesos-pesados e com dezenas de outros estudiosos sérios que escreveram a respeito, e prefira em vez disso ostentar uma vitória fácil e postiça num confronto com as versões popularescas e caricaturais da tese conspirativa, inventadas por tipos como Lyndon LaRouche e o pastor Pat Robertson. Este é um bom sujeito que jamais mentiria de caso pensado, mas é um boquirroto, campeão continental de gafes eclesiásticas. Discutir com ele é a coisa mais fácil, porque ele sempre vai acabar dizendo alguma inconveniência e pondo sua opinião a perder, mesmo quando está com a razão. LaRouche, que chegou a ser pré-candidato presidencial pelo Partido Democrata, é ele próprio um conspirador que só enxerga as conspirações dos outros pelo prisma deformante dos seus objetivos e interesses próprios. Tomar esses dois como porta-vozes representativos das acusações de conspiração contra o CFR é o mesmo que derrubar o dr. Emir Sader e sair cantando vitória sobre Karl Marx. Que o CFR use desse expediente esquivo para se safar das denúncias é um sério indício de que elas têm pelo menos algum fundo de verdade.

Para vocês avaliarem o quanto a nossa elite econômica, política e militar está alienada e por fora do mundo, basta notar que sua principal fonte de informação sobre o CFR, o Diálogo Interamericano e outros organismos globalistas tem sido justamente o sr. Lyndon LaRouche, cuja Executive Intelligence Review é lida pelos luminares da Escola Superior de Guerra como se fosse o exemplar mais puro de inside information (ele está tão bem informado que chegou a me classificar – logo a mim, porca miséria – como apóstolo do globalismo, pelo fato de eu escrever então num jornal chamado O Globo). As outras fontes conhecidas no país são todas de esquerda, e o que elas têm em comum com o boletim do sr. LaRouche é que distorcem monstruosamente os fatos ao apresentar os círculos globalistas como representantes do bom e velho “imperialismo americano” em luta desigual contra as soberanias nacionais dos países pobrezinhos. Não sei se rio ou se choro ao ver quantos brasileiros, que de esquerdistas não têm nada, levam essa versão a sério e baseiam nela suas análises estratégicas e propostas de governo. É ridículo e trágico ao mesmo tempo. Com tantas fontes primárias e diagnósticos de alto nível à disposição, por que comer lixo e arrotar o cardápio do Tour d’Argent? Do lamaçal cultural subdesenvolvido só brotam flores de ignorância e auto-engano.

O site www.vermelho.org, por exemplo, apresenta o Diálogo Interamericano como repleto de “personalidades da direita mais conservadora”, e estas como “representantes do Establishment americano”. Nos EUA, até crianças de escola sabem que Establishment quer dizer “esquerda chique”, que não há nem pode haver ali dentro “personalidades da direita mais conservadora”, e que, se alguma soberania nacional é posta em risco pelo Establishment, é a dos EUA em primeiríssimo lugar. A longa e feroz polêmica movida pelos conservadores e nacionalistas contra o CFR, o Diálogo Interamericano e os círculos globalistas em geral é completamente desconhecida pelos tagarelas da ESG e pelo “bando de generais” que acredita nas fontes esquerdistas e no sr. LaRouche. Nessa multidão de caipiras crédulos há inúmeros patriotas sinceros. Mas a destruição de um país começa quando seus patriotas se idiotizam, deixando aos traidores, conspiradores e revolucionários o monopólio da esperteza.

A história da manipulação dos patriotas brasileiros por espertalhões de esquerda é em si mesma uma tragicomédia. Desde há décadas, a liderança esquerdista vem submetendo essa gente a um tratamento pavloviano, na base de um-choque-um-queijo, que se demonstrou eficaz ao ponto de muitos oficiais de alta patente, ideologicamente anticomunistas, acharem hoje que é uma lindeza sumamente honrosa transformar os nossos soldados em cavouqueiros e tratoristas a serviço do MST. Como é que se leva um cérebro humano a mergulhar nesse abismo de estupidez? É simples: basta criar uma equipe selecionada entre esquerdistas bem falantes e dividi-la em duas alas, encarregadas de tarefas opostas -- uma infiltrada na mídia, incumbida de espalhar mentiras escabrosas, fomentando o ódio anti-militar; outra, bem colocada nos próprios círculos militares e na ESG, encarregada de afagar o ego das Forças Armadas e induzi-las à conciliação e à colaboração com a estratégia comunista continental por força do seu próprio patriotismo, facilmente convertido em anti-americanismo por meio de um fluxo habilmente planejado de informações falsas (entre as quais é claro, as fornecidas pelo sr. LaRouche).

Na primeira equipe, destacam-se Caco Barcelos, Cecília Coimbra e Luiz Eduardo Greenhalgh.

Na segunda, Márcio Moreira Alves, Mário Augusto Jacobskind e Cesar Benjamin.

A duplicidade de tratamento deixa a vítima desnorteada e acaba por subjugá-la. Entre tapas e beijos, boa parte da nossa oficialidade se deixou facilmente cair no engodo, mostrando ter mesmo QI de ratinho de laboratório. A recente palestra do comandante do Exército em Porto Alegre mostra até que ponto uma instituição caluniada, marginalizada e espezinhada sente alívio e reconforto ante a oferta humilhante de um lugarzinho no banquete de seus tradicionais detratores.

Ardis semelhantes foram aplicados entre empresários e políticos, com igual eficácia.

É por isso que se tornou tão difícil explicar aos brasileiros aquilo que, entre os conservadores americanos, até os mais lerdos de inteligência como Pat Robertson entendem perfeitamente bem: que a elite globalista é o inimigo número um da soberania nacional americana e, por tabela, mas somente por tabela, de todas as demais soberanias.

***

P. S. – Um amigo envia-me o seguinte lembrete: “No dia 30 passado a polícia de São Paulo prendeu a peruana Juliana Custódio, envolvida na morte de um bombeiro durante aqueles dias. A TV Bandeirantes deu destaque para o caso. A Globo deu uma nota e esqueceu o assunto. Acontece que ontem um juiz entrevistado pela Band disse o seguinte: em dez anos estará formada no Brasil a maior rede terrorista jamais vista nas Américas. Eu, particularmente, acho que a ‘Coisa’ estará formada antes mas ela é inevitável. A peruana é apontada como elo de ligação entre as FARC e o PCC.

Enquanto isso, o sr. Lula continua atribuindo a onda de violência em São Paulo à (aliás inexistente) falta de vagas para as crianças nas escolas. É um cínico e um cara-de-pau como jamais se viu.

Obama, Honduras e o abismo chavista

Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO
6/8/2009 - 21h21

Estados Unidos dão tratamento desigual a governo de Honduras, Cuba e Venezuela.

Armando Valladares

Quando o presidente hondurenho Manuel Zelaya foi deposto, por ordem da Suprema Corte daquele país e com o apoio majoritário do Congresso, Honduras caminhava rapidamente para uma ditadura chavista, passando por cima da Constituição e das leis locais. Além do mais alto órgão judicial de Honduras, os mais importantes representantes políticos e religiosos do país já vinham alertando sobre o risco chavista.


Mas nem o presidente Obama nem o secretário geral da OEA, o socialista chileno Insulza, nem o "moderado" presidente do Brasil, Lula da Silva, nem mesmo – até onde sabemos – nenhum outro presidente latino-americano disse uma palavra sobre o fato. Alegou-se a autodeterminação, bem como a necessidade do diálogo, o respeito pelo processo político interno etc.

Todos esses atores políticos tiveram a chance de interceder a favor de Honduras e, embora essas oportunidades sejam muito recentes, eles preferiram lavar as mãos, como Pilatos. Eu gostaria de destacar duas dessas oportunidades.

A primeira foi durante a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, perto de Honduras, durante a qual o presidente Obama, com seu estilo neo-kerenskysta, foi todo sorrisos com o ditador-presidente Chávez, flertou com o próprio Zelaya e com outros presidentes populistas-indígenas, como Correa, do Equador, e Morales, da Bolívia, elogiou o Lula "moderado" e anunciou que estava querendo dialogar e estabelecer "um novo começo" com a sanguinária ditadura de Castro.

A segunda foi na Assembléia Geral da OEA – que por uma ironia da história foi realizada na própria Honduras – durante a qual, com a aprovação do governo Obama, a ditadura de Castro foi absolvida e as abriram-se as portas para o país voltar ao organismo internacional. Debaixo dos próprios narizes e diante dos próprios olhos, os ministros das Relações Exteriores dos governos das Américas puderam sentir e ver a grave situação interna de Honduras. Contudo, todos eles preferiram lavar as mãos, como Pilatos.

Quando Zelaya foi afastado do poder, por determinação da Corte Suprema, com base em preceitos constitucionais que impedem que um presidente seja reeleito, as fantasias foram rasgadas e iniciou-se uma das maiores gritarias de esquerdistas e "moderados úteis" da história contemporânea, com uma verdadeira fúria contra um pequeno país que decidiu resistir a essas pressões. Um pequeno país que se agigantou espiritualmente, inspirado na expressão de São Paulo, esperando "contra toda as esperanças humanas", porém aguardando tudo da Providência, e lembrando o personagem bíblico de Davi contra Golias aos que se importam com o drama hondurenho.

No momento em que escrevia essas linhas, o presidente deposto Zelaya ameaçava voltar a Honduras, onde, segundo advertências, ele pode se tornar responsável pelo derramamento de sangue entre irmãos. Diante da resistência hondurenha, até o presidente-ditador Chávez olha para o presidente Obama e espera que ele quebre as resistências hondurenhas ao chavismo no país. Também no momento em que escrevia essas linhas, era divulgada a notícia de que a secretária de Estado, Hillary Clinton, havia telefonado ao presidente interino de Honduras, e a versão é de que ela lhe teria dado um ultimato.

Trata-se da mesma secretária Clinton que em Honduras, na recente reunião da OEA, aprovou a absolvição da sangrenta ditadura de Castro; a mesma secretária de Estado que, junto com o presidente Obama, está aberta ao diálogo com o governo pró-terrorista iraniano. Ela abre os braços aos comunistas cubanos, reúne-se e ri com o presidente-ditador Chávez e bate a porta na cara da delegação civil hondurenha que foi a Washington para simplesmente explicar sua versão dos fatos.

Há dois pesos e duas medidas de injustiça, hipocrisia e arbitrariedade que chocam. Como já foi lembrado, o cardeal de Honduras advertiu o presidente deposto Zelaya de que ele será responsabilizado pelo banho de sangue que possa ocorrer se forçar sua volta a seu país.

Por minha parte, como ex-preso político cubano durante 22 anos nas cadeias de Castro, em minha condição de embaixador dos EUA na Comissão de Direitos Humanos da ONU durante vários anos e como simples cidadão das Américas, tenho certeza de que, assim como o presidente Eduardo Frei Montalva passou para a história como o Kerensky chileno, por pavimentar o caminho para o socialista Fernando Allende, o presidente Obama corre o risco de passar à história como o Kerensky das Américas, se continuar a empurrar Honduras para o abismo chavista.


Armando Valladares foi embaixador dos Estados Unidos na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, durante os governos Reagan e Bush. Recebeu recentemente em Roma um importante prêmio de jornalismo por seus artigos em favor da liberdade em Cuba e no mundo inteiro.

Tradução: Rodrigo Garcia

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Você já contribuiu com o seu suor?

Fonte: Dr. PAULO CESAR BUDRI FREIRE
TERÇA-FEIRA, 4 DE AGOSTO DE 2009


Pagamos impostos pra isso?


Vocês conhecem o jornalista Gilberto Dimenstein; trata-se de um pessoa íntegra e inteligente; pois bem, vejam esta mensagem que ele está divulgando para todo o Brasil. Informações obtidas pela revista ISTO É DINHEIRO, com dados coletados por um grupo de consultores com acesso ao SIAFI- Sistema Integrado de Administração Financeira.

DESPESAS DO GABINETE PRESIDENCIAL

1995 FHC R$ 38,4 mi
2002 FHC R$ 76,0 mi

2003 Lula R$ 318,6 mi
2004 Lula R$ 373 milhões (R$ 1,5 milhão x dia útil)


FUNCIONÁRIOS DO PALÁCIO DO PLANALTO

Itamar Franco 1,8 mil

FHC 1,1 mil

Lula 3,3 mil


CUSTOS ANUAIS PARA MANTER A CHEFIA DE ESTADO

Comparemos Brasil com as principais monarquias e EUA:

- Inglaterra (monarquia): US$ 1,87/capita = US$ 104 milhões
- Dinamarca (monarquia): US$ 1,86/capita = US$ 9,5 milhões
- Bélgica (monarquia): US$ 1,10/capita = US$ 10,8 milhões
- Países Baixos (monarquias): US$ 1,05/capita = US$ 15,4 milhões
- Noruega (monarquia): US$ 0,83/capita = US$ 3,6 milhões
- Japão (monarquia): US$ 0,42/capita = US$ 52,0 milhões
- Espanha (monarquia): US$ 0,20/capita = US$ 8,1 milhões
- EUA (república): US$ 4,6/capita = US$ 1.100 milhões

- Brasil (republica sindical): US$ 12,0/capita = US$1.700 milhões


CONCLUSÃO: É mais barato manter uma FAMILIA REAL do que um PRESIDENTE OPERÁRIO !!


E PARA SUSTENTAR ESSA FARRA NÓS PAGAMOS IMPOSTOS

IMPOSTOS

Começou a percorrer o país, na semana passada, uma notável lição de cidadania. É uma exposição, em praça pública, de uma série de produtos, a qual uma só idéia está à venda: a de que o consumidor não sabe quanto deixa para o governo ao comprar qualquer coisa de um automóvel a um chiclete.

Ao visitar o Feirão de Impostos e observar as placas com porcentagens grudadas em cada produto, o visitante da exposição saberá, por exemplo, que, ao adquirir um carro de mil cilindradas, terá deixado 44% para o poder público. Cada vez que enche o tanque com gasolina, são mais 53% em impostos.

Os organizadores dessa experiência, exibida no centro de São Paulo, apostam no seguinte: quando o consumidor, de fato, souber quanto o governo lhe tira diariamente, haverá mais pressão para que melhore o desempenho da administração pública. Essa exposição é um detalhe pedagógico de um crescente movimento no país.

"Está em gestação uma rebelião", afirma Gilberto Luiz do Amaral, advogado especialista em impostos, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

A semana passada deu sinais de que há algo novo nascendo no país: uma inconformidade crescente, que envolve líderes empresariais, dirigentes de tralhadores e classe média, todos contra a carga de impostos.

Sindicalistas foram a Brasília para pedir ao governo que baixasse impostos e, assim, ajudasse os empresários a criar mais empregos - assim seria possível, segundo eles, viabilizar o pedido de redução da jornada de trabalho sem diminuição dos rendimentos dos empregados. Embute-se aí a percepção dos trabalhadores de que mais impostos significam menos empregos, o que vai muito além de reivindicações corporativas.

Diante da gritaria geral, o presidente Lula, na terça-feira, cedeu às pressões e voltou atrás: não vai mais aumentar a contribuição previdenciária. Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciou um pacote que, supostamente, diminuirá em R$ 2,5 bilhões a carga tributária.

Talvez sirva para aliviar o crescente desconforto da opinião pública em relação à voracidade fiscal da gestão Lula.

Prepare-se: é apenas o começo!

A experiência do Feirão dos Impostos é apenas um ínfimo detalhe pedagógico no panorama de uma rebelião que, silenciosamente, sem manifesto nem porta-voz, vem sendo feita pelas centenas de milhares de pessoas que optam pela informalidade, ou seja, pela clandestinidade.

Quando os jornais informam que a carga tributária de 1998 representava 22% do PIB e agora representa 40% - isto é algo incompreensível para o cidadão comum. Talvez seja mais didático saber que os impostos dobraram de 1998 até agora, e que cada brasileiro trabalha quatro meses e 18 dias do ano para manter as despesas dos governos.

Trabalha-se cada vez mais para manter os governos. E cada vez mais para comprar os serviços privados que, em tese, deveriam ser públicos. Está nisso a essência da rebelião. Se cada cidadão soubesse que, por ano, dá quatro meses e 18 dias em impostos e ainda recebe tão pouco de volta - e não se esquecesse dessa conta, seria natural que a pressão pela eficiência pública fosse ainda maior. E a capacidade dos governantes de tentar tirar mais dinheiro, menor.

Para desespero dos poderosos, o que está em jogo é simples. É justamente o que se vê na experiência da exposição, em praça pública, de produtos, digamos, pedagógicos. À medida que a democracia se aprofunda, o cidadão vai conhecendo mais seus direitos.

Não dá para o governante confiar por muito tempo mais na ignorância de quem, além de trabalhar tanto e cada mais vez para sustentá-lo, ainda recebe pouco.

Está em construção uma nova agenda brasileira, na qual o desempenho do governante será medido pela eficiência administrativa combinada com o respeito ao contribuinte. Ou seja, gastar melhor com menos dinheiro.

"Gilberto Dimenstein "

Comentário: notícia velha com dados defasados. A situação não melhorou, piorou pois os impostos diretos e indiretos chegam perto dos 40% do PIB em 2009. Isto demonstra que palavras são apenas palavras

Contactos de Chávez y Correa con las Farc no se limitan a los que figuran en computador de 'Reyes'

Fonte: CAMBIO
Miércoles 12 de agosto de 2009


Cavaleiro do Templo: está em espanhol mas quem não consegue entender tudo (como eu) terá pelo menos uma boa idéia do que este artigo fala. Depois, vejam o artigo anterior que postei com material sobre as atas de reunião do FORO DE SÃO PAULO e entenderão que estamos sendo governados por sociopatas na Iberoamérica quase toda (exceto com certeza na Colômbia do Alvaro Uribe).


El general venezolano Hugo Armando Carvajal es el único jefe de servicios de Inteligencia Militar de América Latina a quien Estados Unidos decidió aplicarle la Ley de Designación de Cabecillas Extranjeros de la Droga (1999), conocida como Ley Kingpin. Además, figura desde hace 11 meses en la famosa "lista Clinton" y como consecuencia de esto tiene congeladas sus propiedades y cuenta en Estados Unidos y no puede celebrar negocios comerciales ni transacción financiera alguna con entidades de ese país en ninguna parte del mundo.

Funcionarios de los departamentos del Tesoro y de Justicia de Estados Unidos no solo confirmaron la existencia de un expediente en su contra, sino que la semana pasada decidieron ampliar su contenido con nueva evidencia, a raíz de un editorial del diario The Washington Post en el que le pide al gobierno de Obama no asumir una actitud pasiva frente al gobierno del presidente Hugo Chávez por el riesgo que representa para la seguridad regional su supuesto apoyo a las Farc. "El Departamento de Estado (...) debería poner su atención en los que en este hemisferio han tratado de derrocar a un gobierno democrático mediante el suministro de armas a terroristas", dice el editorial publicado después de que fuera confirmada la noticia de que lanzacohetes que Suecia había vendido al Ejército de Venezuela en 1998, terminaron en poder de las Farc.

Oficiales de los servicios de seguridad colombianos que vienen indagando sobre el presunto apoyo de Venezuela a las Farc y que tuvieron acceso a la información que tienen las autoridades estadounidenses, le dijeron a CAMBIO que no solo es cierto que el general Carvajal, director de Inteligencia Militar de Venezuela, ha tenido que ver con la entrega de armas y pertrechos a las Farc, sino que ha estado involucrado en operaciones hechas desde suelo venezolano por narcotraficantes asociados a la guerrilla.

Por la misma razón figuran en la lista de la Oficina de Control de Activos Extranjeros (OFAC) del Departamento del Tesoro, otros dos ex funcionarios del gobierno de Chávez: Henry de Jesús Rangel, ex director de la Policía Política, Disip, y el capitán de navío (r) Ramón Emilio Rodríguez Chacín, ex ministro de Justicia y del Interior.

Fuentes estadounidenses y colombianas coinciden en que tanto Carvajal como Rangel y Rodríguez, favorecieron el tráfico de armas y drogas mediante un contacto con un cartel de narcotraficantes en Arauca, conocido como el "clan de los hermanos Ríos". Se trata de una organización que, desde la segunda mitad de la década del noventa, hizo parte del flanco financiero del frente décimo de la guerrilla, entonces al mando de Tomás Medida Caracas, 'el negro Acacio'.

Una de las fuentes que ha ayudado a documentar las denuncias, es Germán Arturo Rodríguez Ataya, un piloto que fue capturado a finales de 2005 cuando trabajaba con los Ríos y con las Farc en el transporte de droga y de guerrilleros heridos en operaciones militares. Rodríguez Ataya dio las coordenadas de las bases de la guerrilla en territorio venezolano y entregó fotografías de los contactos hechos con oficiales de la Guardia Venezolana que, por orden de Carvajal, habrían entregado el armamento.

Según uno de los oficiales que trabaja en la validación y organización del material, "esa información hace parte de una especie de dossier preparado por organismos colombianos para cuando se presente la ocasión de demostrar ante la comunidad internacional, que las únicas pruebas sobre la relación de miembros del Gobierno con Venezuela no están en la memoria del computador de 'Raúl Reyes' ".

Pero los episodios relacionados con la entrega de armas y el tráfico de drogas no son los únicos que figuran en ese dossier. También aparece documentada la forma en que, cuando el Gobierno adelantaba conversaciones con las Farc en el Caguán, Rodríguez Chacín, enviado por Chávez, estableció contactos con la guerilla y visitó clandestinamente a 'Tirofijo'. Videos y fotografías de seguimiento hechos por el DAS así lo demuestran.

Desde entonces y en por lo menos ocho ocasiones, Rodríguez Chacín no solo habría llevado a jefes de las Farc a reuniones en el Palacio de Miraflores, sino que habría gestionado a finales de 2007 un préstamo por 250 millones de dólares del Gobierno venezolano a las Farc, según uno de los documentos que sirvió de soporte para su inclusión en la lista de la OFAC.

De vieja data

La información que analizan las autoridades colombianas también compromete a funcionarios y ex asesores de confianza del presidente ecuatoriano Rafael Correa, que habrían tenido nexos con las Farc. Parte importante del material probatorio fue entregado por oficiales de las Fuerzas Armadas de Ecuador, que rechazan las presiones y los intentos de algunos altos mandos de ocultar y borrar evidencias.

Uno de ellos es el mayor Manuel Silva, ex jefe de la Unidad de Investigaciones Especiales de la Policía, quien confirmó la existencia de encuentros del ex ministro del Interior Gustavo Larrea con las Farc, cuyos pormenores quedaron registrados en las agendas y relatorías de las reuniones que hizo Ignacio Chauvín, mano derecha de Larrea. Estos documentos podrían servir para enjuiciar a Larrea, si el presidente Correa cumple con lo que dijo en la entrevista con María Cristina Uribe de Noticias Uno el sábado pasado: "Si me prueban que Larrea se reunió con las Farc, yo mismo le promoveré un juicio por traición a la patria".

La información aportada por Silva coincide con la que entregaron miembros del alto mando militar quiteño el 2 de marzo de 2008, un día después del bombardeo al campamento de 'Raúl Reyes'. En una reunión con corresponsales extranjeros, miembros de la cúpula que poco días después fue objeto de una purga por su presunta relación con la CIA, dijeron: "Chauvín le agenda varias reuniones a Larrea con las Farc".

El resentimiento no ha sido la única causa por la cual militares y policías retirados decidieron entregar información reservada. También ha sido determinante el desencanto de algunos por la decisión del magistrado de la Sala Penal de la Corte de Ecuador, Julio Logroño, de archivar un auto para seguirle un juicio político a Larrea.

Colombia tendría cómo demostrar también que, aparte del contenido del computador de 'Reyes', existe copiosa evidencia de que las "acciones sistemáticas" de Correa y su círculo cercano contra Colombia, empezaron antes de llegar al poder y en varias ocasiones a instancias de las Farc.

Entre los ejemplos a mano está el papel que jugaron Larrea y Chauvín - también comprometido con un cartel de narcotraficantes que trabajaban con las Farc - cuando en 1998 la Aldhu, una organización ecuatoriana de derechos humanos, presentó denuncias contra Colombia en tribunales internacionales por el uso del glifosato y por supuestas desapariciones y maltratos a campesinos de frontera atribuidos a miembros de las Fuerzas Militares colombianas. Unidades de contraguerrilla del Ejército colombiano encontraron varios documentos preparados durante operaciones realizadas en la frontera con Ecuador.

Por lo pronto, hay 17 casos probados de milicianos de las Farc con antecedentes en Colombia, que participaron en los llamados "Comités de la Revolución Ciudadana" que fueron unas de las bases de la campaña de Correa. Quizá por mucho más que una simple coincidencia, un asesor colombiano de esos comités aportó a la Justicia ecuatoriana información significativa que llevó a que Larrea fuera vinculado a un proceso penal por narcotráfico en enero de 2009.

Las pruebas dieron lugar a la captura de Ignacio Chauvín durante la operación 'Huracán de la Frontera', que lo conectó con la organización de narcotraficantes de los Astaiza que, al igual que el "clan de los Ríos", alimentaban las finanzas de las Farc.

Información hay de sobra para demostrar las relaciones de funcionarios y ex funcionarios de los gobiernos vecinos con las Farc. Y todo indica que no precisamente se trata de contactos por razones humanitarias.

El 'lapsus' de Chávez

"Amo a Colombia", dijo Hugo Chávez en la rueda de prensa con corresponsales extranjeros que acudieron el martes al Palacio de Miraflores. Sin embargo, soltó una diatriba en la que llamó 'irresponsable' a Álvaro Uribe, aseguró que la presencia de militares estadounidenses en bases colombianas marcaría el comienzo de una guerra en Suramérica y buscó minimizar el hallazgo de lanzacohetes comprados por Venezuela a Suecia que terminaron en poder de las Farc.

En un escenario 'decorado' con lanzacohetes de última generación, Chávez mostró un documento que el canciller colombiano, Jaime Bermúdez, le entregó al venezolano, Nicolás Maduro, el 2 de junio en Honduras, durante la cumbre de la OEA. La intención de Bermúdez era pedirle en privado a Venezuela explicación sobre lo que habría podido ocurrir para que el material de guerra comprado en 1998 hubiera ido a parar a manos de la guerrilla. Chávez aseguró que detrás de la historia de los lanzacohetes no hay nada oscuro y dijo que el material fue robado durante un ataque de las Farc a la base naval venezolana de Cararabo, región fronteriza de Apure, el 26 de febrero de 1995.

Lo que el mandatario olvidó es que ese ataque, en el que murieron ocho infantes de Marina, no fue obra de las Farc sino del Eln, como lo admitieron en escenarios judiciales sus protagonistas. Mentira o error, el dato de Chávez no sería válido como explicación. Chávez calificó como una nimiedad el reclamo de Colombia, que contrastó con la actitud de su Gobierno de no haber hecho escándalo al hallar armamento con marquillas colombianas en poder de un paramilitar capturado en Venezuela.


Cavaleiro do Templo: no vídeo abaixo você vai ver Chávez muito triste e indignado com a morte de Raúl Reyes, número 2 das FARC citado no texto acima. Chávez, um presidente de país "democrático" faz 1 MINUTO DE SILÊNCIO pela morte do terrorista-sequestrador-narcotraficante. Este vídeo "continua" no artigo aí abaixo e na sequência Chávez diz que conheceu Raúl Reyes e Lula em um dos encontros do FORO DE SÃO PAULO.

Algumas informações contidas nas atas do FORO DE SÃO PAULO e vídeos mais do que importantes

Para mostrarmos que o FORO DE SÃO PAULO (FSP) é uma entidade que jamais poderia ter vindo a existir, eis algumas informações sobre os participantes da mesma. Este material faz parte das ATAS DAS REUNIÕES do FSP, material que encontra-se na íntegra aqui:

Nos vídeos você percebe a adoração pelas FARC, participante ativo do FSP. Se você baixar as ATAS use o Adobe para buscar pelo nome deles (FARC). Veja quantas vezes aparece e caia para trás. Os outros lixos ELN e MIR são "irmãozinhos", se não forem piores. A coisa começa assim (página 104):

BREVE HISTÓRICO DO FORO DE SÃO PAULO

O Foro de São Paulo se constituiu em 1990 quando o Partido dos Trabalhadores (PT Brasil) convocou outros partidos da América Latina e Caribe...


***

PARTICIPANTES DEL IX ENCUENTRO - 2000 (página 102)

Brasil - Partido dos Trabalhadores (PT)
Brasil - Partido Socialista Brasileiro (PSB)
Brasil - Partido Comunista do Brasil (PC do B)
Brasil - Partido Popular Socialista (PPS)
Brasil - Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) - O MR8 continua atuando até os dias de hoje, junto a diversas organizações políticas, como corrente no PMDB.

Chile - MIR - http://pt.wikipedia.org/wiki/Mir_chileno (DETALHE: No Brasil, o grupo participou do sequestro do empresário Abílio Diniz, em 1989)


***

Eis abaixo parte das resoluções do DÉCIMO ENCONTRO DO FSP.

Notem (em azul) que o FSP considera TERRORISTA O ESTADO COLOMBIANO ao mesmo tempo em que LEGITIMA (em laranja) as FARC e o ELN, também colombianos, porém grupos de sociopatas assassinos, claro.

RESOLUÇÃO DE CONDENAÇÃO PLANO COLÔMBIA E APOIO AO POVO COLOMBIANO (página 504)

X ENCONTRO DO FORO DE SÃO PAULO

RESOLUÇÃO DE CONDENAÇÃO AO PLANO COLÔMBIA E DE SOLIDARIEDADE COM A LUTA DO POVO COLOMBIANO

O X Encontro do Foro de São Paulo reunido de 4 a 7 de dezembro de 2001, em Havana, Cuba.

CONSIDERANDO:

1. A grave crise econômica, política e social que sofre o povo colombiano, produto das políticas desenvolvidas pelo Estado e seus diferentes governos, aplicando as imposições do Império (Cavaleiro do Templo: são doentes mentais vivendo em um mundo imaginário onde existe um "Império"...) e as receitas do Fundo Monetário Internacional – FMI.

2. A justa e necessária luta de colombianas e colombianos por construir a sociedade que merecem, em paz, com justiça social, dignidade e soberania.

3. O desenvolvimento de medidas imperiais como o Plano Colômbia e seu complemento, a Iniciativa Regional Andina, verdadeiros planos de guerra contra o povo colombiano, latino-americano e caribenho.

4. O terrorismo de Estado que segue assassinando a população civil paralisada pela ação de seus grupos paramilitares.

RESOLVE:

5. Apoiar e encoraja os processos de diálogos desenvolvidos pelas FARC – Exército do Povo e o ELN, em busca de soluções diferentes à guerra para a grave crise colombiana e o conflito social, político e armado, ficando à disposição, na medida de nossas possibilidades e as necessidades dos processos.

6. Manifestar sua solidariedade e reconhecimento com a Frente Social e Política como expressão importante da organização de colombianos e colombianas no desenvolvimento da luta por seus direitos.

7. Repudiar e condenar novamente o Plano Colômbia e seu complemento, a Iniciativa Regional Andina, e organizar a resistência popular como parte da corrente de lutas contra a dominação neocolonial da qual fazem parte megaprojetos como a ALCA.

8. Manifestar publicamente, como forças e movimentos políticos anti-imperialistas, nossa defesa aos direitos de rebelião e autodeterminação dos povos do mundo e rechaçar o qualificativo de terroristas para toda forma de resistência.

9. Ratificar a legitimidade, justeza e necessidade da luta das organizações colombianas e solidarizar-nos com elas.

10. Condenar energicamente o terrorismo de Estado e demandar castigo ao paramilitarismo e seus responsáveis materiais e intelectuais, nacionais e estrangeiros.

11. Reivindicar o reconhecimento dos presos políticos e sindicais na Colômbia e exigir sua liberdade imediata. Pedir o pleno exercício do direito à defesa e a aplicação urgente das recomendações da ONU para modificar as condições carcerárias deploráveis em contradição com as normas elementares da dignidade humana.

Cidade de Havana, 7 de dezembro de 2001.


***

Para mais informações sobre o FORO DE SÃO PAULO uma das inúmeras fontes é a Revista MUNDO REAL, que traz enorme quantidade sobre o lixo citado acima e muitas outras informações, confira:
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Chávez criminaliza de vez, como se precisasse, o FORO DE SÃO PAULO, ao dizer que conheceu RAÚL REYES, o número 2 das FARC, que foi devidamente morto pelo exército colombiano, em um das MESAS DE TRABALHO do FSP. NOtem bem isto: não foi na CANTINA do FSP, foi na reunião interna do grupo, onde eles deliberam e de onde ditam a conduta da "turma" pela Iberoamérica afora.



Esta aqui de baixo é especial. Você vai ver palmas para as FARC. Entenderão porque o FORO DE SÃO PAULO quer acabar com o governo ALVARO URIBE (Colômbia) e porque o classificam como GOVERNO TERRORISTA, ao mesmo tempo em que beatificam as FARC. Note bem, o pronunciamento vem do grupo interno que comanda a coisa toda, através do presidente da Nicarágua, senatado na mesa onde estão os "líderes" do evento.

Veja também ele, o MARCO AURÉLIO "TOP-TOP" GARCIA na mesma mesa.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".