Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Honduras e o Foro de São Paulo

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
HEITOR DE PAOLA | 16 JULHO 2009
INTERNACIONAL - AMÉRICA LATINA

Há muito perdi a inocência de aceitar humilde e passivamente o lugar que os revolucionários deixam para os defensores da liberdade na guerra assimétrica: enquanto eles agem como bem entendem, nós temos que nos restringir a ações legais. Não houve golpe em Honduras, mas se houvera, eu o defenderia da mesma forma. A remoção de um títere de Fidel Castro para o retorno ao Império das Leis (rule of law) com a garantia da "vida, da liberdade e da busca da felcicidade" é sempre bem vinda.


Quando da destituição, há 17 dias, do Presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales, pela Suprema Corte, seguindo processo constitucional, e sua posterior expulsão do país, percebi que estava ocorrendo algo inédito na Iberoamérica - denominação preferível àquela inventada pelas esquerdas cepalinas na década de 50, América Latina: pela primeira vez a organização criminosa castrocomunista Foro de São Paulo estava sendo desafiada. Mesmo tendo tomado conhecimento pela mídia dominada pelas esquerdas que berrava "golpe militar em Honduras"!, ficou claro para mim que aquele pequeno país centro-americano estava dando um exemplo para o mundo. Era óbvio que a quadrilha não ia deixar por menos e iria reagir com todas suas forças, principalmente agora que conta com o poderio da fraude Obama como um dos seus capi. Imediatamente pus meu website à disposição das forças atuantes contra o foro e dei-lhe o subtítulo de HONDURAS LIVRE/BRASIL.

Desde então tenho recebido um volume enorme de contribuições de pessoas antes desconhecidas que enviam notícias, artigos, cartas e traduções espontâneas de textos. A cada um agradeci em particular e aqui o faço de público.

Com exceção do que recebo pela entidade à qual pertenço, UNOAMÉRICA, do que é publicado em Mídia Sem Máscara e da guerreira sempre a postos Graça Salgueiro, a maioria das contribuições avulsas vêm de brasileiros preocupados. Isto traz duas notícias auspiciosas. Em primeiro lugar orgulha-me o crescimento de meu website neste um ano e pouco de funcionamento. Muito mais importante, todavia, é que um número grande de brasileiros se mostra interessado no assunto, dando, de certa forma, razão ao nosso itinerante hóspede do Planalto: se a moda pega!!!

É claro que recebo também comunicações de outros teores. Os ataques, ignoro. Mas alguns leitores querem ingenuamente que eu veja os dois lados da questão. A esses, respeitosamente advirto que meu website não é neutro e aqui só serão publicadas matérias favoráveis às forças defensoras da liberdade na Iberoamérica e no mundo. Por outro lado, há muito perdi a inocência de aceitar humilde e passivamente o lugar que os revolucionários deixam para os defensores da liberdade na guerra assimétrica: enquanto eles agem como bem entendem, nós temos que nos restringir a ações legais. Não houve golpe em Honduras, mas se houvera, eu o defenderia da mesma forma. A remoção de um títere de Fidel Castro para o retorno ao Império das Leis (rule of law) com a garantia da "vida, da liberdade e da busca da felcicidade" é sempre bem vinda.

Não é assim que eles agem. A OEA, por exemplo, condena a destituição legal de Zelaya e aceita de volta com aplausos a pior ditadura que assola nosso continente há quase cinqüenta (com trema!) anos? A ONU não fecha os olhos para o genocício em Darfur e para o terrorismo islamo-comunista enquanto condena as medidas defensivas de Israel, o único país onde impera o rule of law em todo o Oriente Médio? Não é assim que age a "comunidade internacional", eufemismo para as poderosas fundações e as ONGs por elas sustentadas, tolerando as atrocidades de Mugabe, Ahmadinejad, Kim Jong-il e outros patifes e reagindo histericamente às ações infinitamente menos graves de Abu Ghraib e Guantánamo? Por que deveríamos agir diferentemente?

Se considerarmos, como eu o faço, que a vida, a liberdade e a busca da felicidade são valores absolutos, eternos e imutáveis e que "os governos são instituídos para preservá-los", então, sempre que "um governo tenta destruir esta finalidade é um direito do povo alterá-los ou abolí-los para instituir um novo governo que seja fundado naqueles princípios".

Rafael Correa (Equador) e as FARC

Áudio importantíssimo de um programa da rádio RCN de Bogotá que trata das "relações" de Rafael Correa, presidente do Equador, com as FARC.

Clique AQUI para ouvir ou clique abaixo para fazer o download.

Militares dicen que video del Monoy Jojoy confirmando entrega de dinero para financiar campaña de Correa es suficiente prueba

Fonte: BLOG DA UNOAMERICA
Bogotá, 21 jul (EFE).

El comandante de las Fuerzas Militares de Colombia, general Freddy Padilla, aseguró que el vídeo en el que el jefe militar de las FARC, conocido con el alias de "Mono Jojoy", admite que entregaron dinero a la campaña electoral del presidente ecuatoriano, Rafael Correa, "está completo". El general señaló en una entrevista que hoy publica el diario bogotano El Tiempo que en el vídeo aparece el "Mono Jojoy", alias de Jorge Briceño, leyendo una extensa carta del desaparecido fundador del grupo rebelde Pedro Antonio Marín o "Manuel Marulanda", conocida como "El testamento de 'Tirofijo'". "El vídeo original está completo. Los medios lo editaron, porque originalmente dura una hora", dijo Padilla en referencia a las declaraciones del secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, en las que dice que la copia que recibió está incompleta.

Noticia relacionada:
UnoAmérica advierte a EU y a Arias que Zelaya podría estar ligado al narcotráfico

Bruno Tolentino - Quero o país de volta

Fonte: JORNAL DA POESIA


"Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..."


O poeta que passou trinta anos na Europa se diz horrorizado com o baixo nível, acha que o país regrediu e parte para a briga.

Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino, menino carioca de família aristocrática, gosta de dizer que é de um tempo em que rico não roubava. O avô foi conselheiro do Império e fundador da Caixa Econômica Federal e seus tios eram intelectuais, como os escritores Lúcia Miguel Pereira e Otávio Tarquinio dos Santos, além dos primos Barbara Heliodora, a crítica teatral, e Antonio Candido, o crítico literário. Ainda era analfabeto em português quando duas preceptoras, mlle. Bouriau e mrs. Morrison, o ensinaram a conversar em francês e inglês dentro de casa. Tolentino saiu do Brasil em 1964 e, no estrangeiro, ocupou-se de árvores genealógicas de origem erudita. Orgulha-se de ter filhos com mulheres descendentes do filósofo Bertrand Russell e do poeta Rainer Maria Rilke. O mais novo, Rafael, de 8 anos, nascido em Oxford, Inglaterra, onde o pai ensinou literatura durante onze anos, é filho da francesa Martine, neta do poeta René Char. Bruno publicou livros de poesia em inglês e francês. Em 1994, lançou no Brasil As Horas de Katharina, e no fim do ano passado mais dois, Os Deuses de Hoje e Os Sapos de Ontem - todos ignorados pela crítica, pelo público e pelos curiosos.

Aos 56 anos, já de volta ao Brasil, Tolentino tem feito força para tornar-se herdeiro do embaixador José Guilherme Merquior, intelectual de boa formação e polemista musculoso. Tem conseguido aparecer. Brigou com os poetas concretos, depois com o que considera máquina de propaganda de Caetano Veloso e sua turma. Em seguida, com os críticos literários e os filósofos, elevando ainda mais o tom numa entrevista publicada por O Globo, duas semanas atrás.

Fora do país, Tolentino ensinou em Oxford, Essex e Bristol e trabalhou com o grande poeta inglês W.H. Auden. Conheceu celebridades como Samuel Beckett e Giuseppe Ungaretti. Horrorizado com a possibilidade de ver o filho mais novo crescendo em escolas que ensinam as obras de letristas da MPB ao lado de Machado de Assis, abriu fogo contra o que considera o lado ruim de sua pátria, como explica em sua entrevista a VEJA:

VEJA - Por que tantas brigas ao mesmo tempo?
TOLENTINO - Para ver se o pessoal cai em si e muda de mentalidade. O Brasil é um país vital que está caindo aos pedaços. Não quero sair outra vez da minha terra, mas não posso ficar aqui sem minha família, que está na França. Não posso educar filho em escola daqui.

VEJA - Por que não?
TOLENTINO - Foi minha mulher quem disse não. Educar um filho ao lado de Olavo Bilac, última flor do Lácio inculta e bela, que aconteceu e sobreviveu, ao lado de um violeiro qualquer que ela nem sabe quem é, este Velosô, causou-lhe espanto. A escola que ela procurou para fazer a matrícula tem uma Cartilha Comentada com nomes como Camões, Fernando Pessoa, Drummond, Manuel Bandeira e Caetano. O menino seria levado a acreditar que é tudo a mesma coisa. Ele nasceu em Oxford, viveu na França e poderá morar no Rio de Janeiro. Ele diz que seu cérebro tem três partes. Mas não aceitamos que uma dessas partes seja ocupada pelo show business.

VEJA - Qual o problema?
TOLENTINO - Minha mulher já havia se conformado com os seqüestros e balas perdidas do Rio, mas ficou indignada e espantada pelo fato de se seqüestrar o miolo de uma criança na sala de aula. Se fosse estudar no Liceu Condorcet, em Paris, jamais seria confundido sobre os valores do poeta Paul Valéry e do roqueiro Johnny Hallyday, por exemplo. Uma vez entortado o pepino, não se desentorta mais. Jamais educaria um filho meu numa escola ou universidade brasileira.

VEJA - Não é levar Caetano Veloso a sério demais? Ele não é só um tema de currículo, entre tantos outros?
TOLENTINO - Não. Ele está também virando tese de professores universitários. Tenho aqui um livro, Esse Cara, sobre Caetano, uma espécie de guia para mongolóides, e a mesma editora desse livro me pede para escrever um outro, sob o título Caetano Se Engana. É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o show biz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura.

VEJA - O que você tem contra a música popular?
TOLENTINO - Se fizerem um show com todas as músicas de Noel Rosa, Tom Jobim ou Ary Barroso, eu vou e assisto dez vezes. Mas saio de lá sem achar que passei a tarde numa biblioteca. Não se trata de cultura e muito menos de alta cultura. Gosto da música popular brasileira e também da de outros países, mas a música popular não se confunde com a erudita. Então, como é que letra de música vai se confundir com poesia?

VEJA - O senhor não está ressentido por ele ter assinado um manifesto contra um artigo seu sobre uma tradução do poeta Augusto de Campos? No fundo, parece que o senhor está querendo aparecer à custa deles.
TOLENTINO - Não tenho ressentimento nem ciúme. Nem tenho nada contra quem assina manifesto. Se você vê um amigo seu brigando na rua, o mínimo que pode fazer é ir lá apartar. Foi o que ele fez no caso do Augusto de Campos. Só que assinou um cheque em branco. A princípio achei que ele tinha entrado de gaiato, e lhe dei o benefício da dúvida, sobre uma questão muito delicada de tradução e de cultura que ele não está capacitado para julgar. Nem ele nem Gal Costa. Que intelectuais são esses? Se os irmãos Campos não sabem inglês, imagine eles.

VEJA - Os poetas e tradutores Augusto e Haroldo de Campos não sabem inglês?
TOLENTINO - Não sabem inglês, nem alemão, nem grego. Por exemplo, traduziram Rainer Maria Rilke e criaram a frase "ele tem um pássaro", que é literal, mas que em alemão quer dizer que alguém tem uma telha a menos, é meio doido. São péssimos poetas e péssimos escritores. Não sabem absolutamente nada do que alardeiam saber.

VEJA - Por que só o senhor, e não outros críticos, diz essas coisas?
TOLENTINO - Na República das Letras ainda estamos à espera das diretas já. A usurpação do poder legal por vinte anos deixou-nos seus legados nas patotas literárias que desde então controlam a entrada em circulação, ou a exclusão pelo silêncio, de livros, autores, obras inteiras. Nas redações dos jornais como nas universidades prevalece a censura, e o único critério para sancionar uma obra parece ser o bom comportamento do neófito, sua genuflexão aos ícones da hora. Nossa crítica suicidou-se matando o diálogo, o debate e a polêmica. Mascarados de universitários, esses anõezinhos conseguem dar a impressão de que a inteligência nacional encolheu, que em Lilliput só se sabe da cintura para baixo. Quem já ouviu falar de Alberto Cunha Melo, que vive escondido no Recife, e é nosso maior poeta desde João Cabral? São dele estas palavras: "Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem". Mas José Miguel Wisnik ora é crítico, ora é letrista e compositor, portanto é catedrático. Os violeiros empoleiraram-se nas cátedras e Fernando Pessoa virou afluente da MPB. Não é à toa que até em Portugal os brasileiros viraram piada. Ouvi uma que provocava gargalhada logo à primeira frase: "Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..." É preciso perguntar dia e noite: por que Chico, Caetano e Benjor no lugar de Bandeira, Adélia Prado e Ferreira Gullar?

VEJA - Por que o senhor acha os críticos brasileiros ruins?
TOLENTINO - O que os críticos disseram sobre meus trinta anos de poesia? Só, desonestamente, que minha poesia é arcaizante e não suficientemente progressista. Que eu, o escritor Diogo Mainardi e - como é mesmo o nome do marido da Fernandinha Torres? - o diretor Gerald Thomas somos figurinhas carimbadas porque somos amigos de gente famosa. Quer dizer, chamam a atenção para a pessoa e não para a obra. E toda pessoa é discutível. Eu sou meio apalhaçado mesmo. A minha biografia é interessante, meio cinematográfica, e assim é como se eu não tivesse escrito nada. Uma espécie de Ibrahim Sued das letras.

VEJA - Mas o que aconteceu com os críticos para que se tornassem tão incapazes, na sua opinião?
TOLENTINO - A crítica brasileira não existe mais. Cometeu um haraquiri muito bem pago. Trocou sua independência por cátedras e verbas. É uma gente venal, vendida, que controla as nomeações para as cátedras, bolsas e verbas. Vão se meter com um maluco como eu? Todos, de Roberto Schwarz a David Arrigucci, foram formados pelo meu primo Antonio Candido, que é um geriatra nato.

VEJA - Caramba... Não sobra nenhum crítico brasileiro?
TOLENTINO - Sobra, evidentemente, Wilson Martins, que não tem lá muito gosto poético, mas enfim...

VEJA - O senhor também não sobra?
TOLENTINO - Em vários sentidos. Não tenho onde escrever. Sou herdeiro, e me considero assim, da combatividade crítica de José Guilherme Merquior. Crescemos e fomos amigos juntos, tínhamos idéias convergentes embora nem sempre coincidentes. Quando ele morreu, em 1991, houve um grande suspiro de alívio entre nossos crititicos e poetômanos. Infelizmente ele era embaixador. Eu não sou embaixador de nada. Essa gente está morta de medo de que eu venha a ter uma tribuna. Não me importa ser celebrado lá fora. Não faço falta lá, há muitos outros como eu. Aqui, com esta independência, cultura, erudição e combatividade, não tem outro que nem eu.

VEJA - Sem embaixada, o senhor vai ser só poeta?
TOLENTINO - Minha obra poética está basicamente terminada. Escrevi poesia por mais de trinta anos e não conheço nenhum outro poeta, além de Manuel Bandeira, que tenha conseguido escrever bem além dessa média. A partir daí, decai. Estou transferindo o meu esforço para o ensaio. Falar, por exemplo, dos males que a ditadura causou ao país me parece cada vez mais um sintoma do que uma causa. É um sintoma do Febeapá, vem no bojo dele. A imbecilidade já crescia. A ditadura simplesmente institucionalizou a falta de respeito pela realidade, pelo próximo, pela legalidade. A verdade foi substituída pela verossimilhança, a literatura, pela imitação da literatura.

VEJA - O senhor poderia dar exemplos disso?
TOLENTINO - Foi Wilson Martins quem levantou essa idéia, ao dizer que as obras de Chico Buarque e Jô Soares eram imitações da literatura. Auden, o Drummond lá dos ingleses, também dizia algo parecido. A gente lia um cara e concluía que ele era muito ruim. Auden discordava, dizendo que ele era muito bom. "Faz a melhor imitação de poesia que já li", dizia. Parecia piada mas não era.

VEJA - O senhor acha que a imitação é ruim?
TOLENTINO - A imitação da literatura se dá quando se fecha no círculo de ferro na modernidade. Ela obriga o leitor a seguir moda, busca efeito imediato, como se tudo começasse por você, naquele momento. A verdadeira literatura está sempre acuando tudo que a precedeu. Quincas Borba, de Machado, contém toda a novelística russa, e também Balzac. Wilson mostrou com muita acuidade e mordacidade que os romances de Chico são uma reedição do nouveau roman, que já morreu. Agora morreu a última representante dele, Marguerite Duras. Conheci toda aquela gente do nouveau roman, Alain Robbe-Grillet, Michel Butor, e saí correndo. Chato existe em todo lugar, não só no Brasil. Mas Wilson foi injusto com a imitação do Jô. É uma coisa que não pretende ser mais do que aquilo mesmo, divertir.

VEJA - Por que o senhor não vai ensinar o que sabe nas universidades?
TOLENTINO - Só entro numa universidade disfarçado de cachorro ou levado por uma escolta de estudantes. Sou um vira-lata muito barulhento. Não vão me convidar para nada porque eu quero acabar com os empregos e mordomias deles. Quero que eles passem por todos os exames de Oxford para ver se sabem mesmo alguma coisa.

VEJA - Então as universidades não servem para nada?
TOLENTINO - A escola pública desapareceu. A fórmula de sobrevivência do país é a trilogia emprego público, de preferência com aposentadoria acumulada, condomínio fechado e plano de saúde. Esse é o apartheid construído por uma elite analfabeta e totalmente irresponsável que entregou nossa cultura. Nem estou falando da nossa classe média, que tem dinheiro para gastar em boates e shows e sair de lá gargarejando cultura.

VEJA - O senhor tem acompanhado a produção intelectual das universidades brasileiras?
TOLENTINO - O departamento de filosofia da Universidade de São Paulo nunca produziu filosofia nenhuma, não por inépcia ou preguiça, mas por um estranho espírito de renúncia parecido ao espírito de porco. Cultivavam a crença de que só poderia nascer uma filosofia no Brasil "ao término de um infindável aprendizado de técnicas intelectuais criteriosamente importadas", como diz um professor de lá. Mais urgente do que filosofar era macaquear os debates dos "grandes centros" produtores de cultura filosófica. O que significava tomar o padrão europeu do dia como norma de aferição do valor e da importância do pensamento local. Imaginando ou fingindo preservar a mente brasileira de uma independência prematura, o que os maîtres à penser da USP fizeram foi apenas incentivar a prática generalizada do aborto filosófico preventivo. Não espanta que, por quatro décadas, o "rigor" (com aspas) uspiano não produziu outro resultado senão o rigor mortis de uma filosofia que poderia ter sido o que não foi.

VEJA - Mas José Arthur Giannotti escreveu um livro de filosofia, Apresentação do Mundo, que foi muito elogiado...
TOLENTINO - É, ele escreveu um besteirol sobre Ludwig Wittgenstein saudado em suplementos de várias páginas como marco do nascimento da filosofia no Brasil. É uma audácia depois de Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, Vicente Pereira da Silva e Olavo de Carvalho. Nós temos uma filosofia nativa, isso sem falar da filosofia de cunho religioso, teológico, que eu não vou citar porque sou católico e vão dizer que estou puxando a brasa para a sardinha da Virgem Maria. Passei cinco meses garimpando nas páginas daquele livro e não encontrei nada que não fosse uma leitura do que Wittgenstein acha da dificuldade lingüística de compreender a realidade. Isso a gente já sabe, a partir do próprio Wittgenstein. Uma filosofia nacional não tem nada a ver com isso.

VEJA - Tem a ver com o quê?
TOLENTINO - A cultura filosófica brasileira é quase nula. Nossos professores gastaram décadas lendo Marx, em vez de Husserl. Aqui só dá o tripé Kant, Hegel e Marx. E onde está a grande tradição escolástica que vai de Aristóteles a Husserl? Isso não é lido nem discutido aqui. Mas existe uma filosofia brasileira. Reale e Olavo de Carvalho, que não se formaram em lugar algum, não perderam tempo com essa estupidez. Foram estudar e aprender as tantas línguas que falam. Eu, quando tenho dificuldade com latim, grego ou alemão, é para eles que telefono.

VEJA - O senhor não está exagerando, sendo duro demais?
TOLENTINO - Não. Não passei nenhum dia aborrecido aqui. Sempre encontro gente inteligente. Quando cheguei à Europa, não tive nenhum complexo de inferioridade. É verdade que eu conheci em casa o que o Brasil tinha de melhor. Faço parte do patriciado brasileiro. E não via diferença entre Ungaretti e Manuel Bandeira, só de língua. Era a mesma coisa. Não havia um Terceiro Mundo na minha cabeça. Eu, quando pequeno, conheci Graciliano Ramos e Elisabeth Bishop. Só havia gente dessa categoria.

VEJA - Dá a impressão de que só agora se começou a falar e a escrever besteira no país...
TOLENTINO - O besteirol, se havia, estava lá longe, nos cantos. Hoje ele está no centro. Tem razões mercadológicas, de dinheiro. Os artistas devem ganhar muito, muito dinheiro, para ir gastar em Miami. Só não é possível que esses senhores usurpem a posição do intelectual. Eles são um formigueiro com pretensão a Everest.

VEJA - Não é bom para o país ter um intelectual na Presidência da República?
TOLENTINO - Votei no Fernando Henrique Cardoso porque era uma oportunidade única, desde Rui Barbosa, de ter um intelectual no poder. E o que ele fez na sua primeira entrevista coletiva? Citou Machado de Assis ou Euclides da Cunha? Não. Citou o mano Caetano. Uma coisa tão espantosa quanto Rui Barbosa, se tivesse ganho a eleição, citasse Chiquinha Gonzaga. O Brasil que eu conheci, e do qual me recordo vivamente, era um país de grande vivacidade intelectual, mesmo sendo uma província. Não estou sendo duro com o Brasil. Quero saber quem seqüestrou a inteligência brasileira. Quero meu país de volta.

Verás que um filho teu... Não, não verás

Diário do Comércio, 17 de julho de 2009

Como é possível que, menos de duas décadas após a dissolução da URSS, os partidos e movimentos de teor inequivocamente socialista, que então pareciam destinados à lata de lixo da História, podem ter avançado o bastante não só para dominar o continente latino-americano praticamente sem encontrar resistência, mas também para criar a campanha de ódio anti-americano mais bem sucedida de todos os tempos, ludibriando a opinião pública mundial ao ponto de fazer a guerra no Congo (quatro milhões de mortos até 2004) desaparecer sob a gritaria geral contra a guerra do Iraque?

Deslindar as causas efetivas do fenômeno é menos importante do que identificar e eliminar as condições ambientes que o possibilitaram, especialmente na medida em que foram criadas pelos adversários mesmo do socialismo, quer se denominem liberais ou conservadores.

A primeira dessas condições é a própria inexistência de uma “internacional de direita”, ou mesmo de direitas nacionais unificadas em cada país afetado pela ascensão da esquerda. A unidade do movimento esquerdista mundial é cada vez mais visível na harmonia geral das suas mensagens, no instantâneo apoio recíproco entre iniciativas geograficamente distantes entre si, na incrível coordenação entre as organizações mais díspares e aparentemente incompatíveis, na uniformidade dos slogans gritados em cinco continentes.

Do outro lado, até o mais poderoso movimento conservador do mundo – o americano – isola-se cada vez mais na esfera das questões nacionais e até regionais, sem nem pensar em assumir a luta fora do território americano.

Na América Latina, a incomunicação, incompreensão ou mesmo hostilidade entre os vários grupos inconformados com a dominação esquerdista bloqueia qualquer iniciativa maior – exceto na Colômbia e, quase paradoxalmente, na Venezuela – e vai cada vez mais reduzindo os partidos de direita à condição de auxiliares menores da “esquerda moderada”, na qual, com o auto-ilusionismo dos desesperados, acabam depositando e desperdiçando seu restinho de capital eleitoral, cada vez mais minguado.

Na verdade, o maior sonho dessas organizações não é lutar e vencer: é conquistar a benevolência do inimigo e ser dispensados da luta. Tanto que, quando alguém do seu lado as convida a lutar, elas imediatamente tratam de mandar às urtigas o “radical”, o “fanático”, ostentando isso em seguida, diante do trono real, como prova de “moderação” e “equilíbrio”, os novos nomes da subserviência, da acomodação e da covardia.

No Brasil, não há sequer uma militância liberal ou conservadora. Há apenas um eleitorado solto, esparramado e inerme, sem ter quem fale por ele, e milhares de jovens que, sem meios de ação, descarregam sua frustração e desesperança em blogs, isto quando não se estapeiam uns aos outros em fóruns de discussão, para maior alegria da esquerda triunfante.


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http://www.seminariodefilosofia.org/forum/15

ENTREVISTA COM HEITOR DE PAOLA PARA A REVISTA DO CLUBE MILITAR

Fonte: HEITOR DE PAOLA

O Dr Heitor De Paola, 64, é médico psiquiatra e psicanalista, membro da International Psycho-Analytical Association e do Board of Directors da Drug Watch International e Diretor Cultural da BRAHA, Brasileiros Humanitários em Ação, articulista e escritor, com diversos artigos publicados no Brasil e no exterior, e um livro. No passado, pertenceu a organização Ação Popular (AP) da esquerda revolucionária. Em entrevista à Revista do Clube Militar, o Dr De Paola falou sobre sua experiência passada, sobre seu desencanto com a esquerda, e sobre sua visão atual dos acontecimentos políticos no Brasil, na América Latina e no mundo. Articulista do jornal eletrônico Mídia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica, e do site Ternuma. Site pessoal: www.heitordepaola.com.




1) Dr De Paola, inicialmente pediríamos que o senhor nos relatasse algo sobre sua experiência como militante de organização de esquerda.



Minha participação começou já em 1959 quando a esquerda da JEC (Juventude Estudantil Católica, versão secundarista da JUC) conquistou pela primeira vez a UGES (União Gaúcha de Estudantes Secundários), com uma campanha ardilosa. Inicialmente fiquei limitado ao mundo estudantil até a renúncia de Jânio. A partir de então engajei na campanha da “legalidade” de Leonel Brizola, então Governador do RS, posteriormente na campanha pelo plebiscito para a volta do presidencialismo (janeiro de 1963). Neste mesmo ano, já universitário, mantive minha participação estudantil, participei do Congresso da UNE que elegeu José Serra Presidente e neste ano começaram meus contatos com a Ação Popular (AP) e com a Juventude Trabalhista.


Senti que eu precisava entender melhor no que estava me metendo e me inscrevi num curso de marxismo do PCB e facilmente fui fisgado por aquela cantilena mágica que fornecia meia dúzia de regrinhas para explicar tudo o que se quisesse. Entrei para a AP pouco depois do comício da Central (13/03/64) e no dia 1º de abril liderei uma greve que atingiu quase todas as faculdades de Pelotas, RS, com exceção da agronomia, onde predominavam filhos de fazendeiros que nos expulsaram a pauladas! Esta greve era coordenada com a Casa do Trabalhador, reduto do PCB.


Em 65 fui eleito Vice-Presidente da UNE num Congresso cercado pelo DOPS e pela Força Pública, no Centro Politécnico de SP. Na campanha da UNE Volante, em outubro, fui preso em Fortaleza, CE, ficando até dezembro no 23º BC. A Diretoria foi desbaratada, sobrando apenas um dos Vices. Em janeiro 66 haveria um Congresso na União Internacional de Estudantes (UIE) na Mongólia ao qual não consegui comparecer.


Nos dois anos seguintes levei uma vida dupla: como já estava visado, abandonei a política estudantil e integrei o Comando Zonal Sul da AP, encarregado principalmente de Rio Grande, RS. Lá, organizei duas células operárias e uma camponesa e ainda ajudei a montar o esquema de passagem Brasil-Uruguai via Jaguarão-Rio Branco. Em janeiro de 68 saí. Os estudos teóricos, geralmente com estrangeiros clandestinos, versavam sobre Mao, Ho Chi Minh, Giap, Régis Debray.



2) E como se deu o desencanto com a esquerda?



Desde que entrei para a AP rebelei-me contra o extremo autoritarismo que reinava entre seus membros, disfarçado de livre discussão – a “luta interna”. Eu já havia estudado Marx e Lenin e conhecia teoricamente o conceito de “centralismo democrático(Cavaleiro do Templo: esta turma da esquerda adora contradições, não é mesmo? O que seria o centralismo de algo que é/seria "de todos, para todos"?), mas jamais o havia experimentado ao vivo. No entanto logo ocorreu a contra-revolução de 64 e me convenci que, num movimento clandestino, ele é fundamental, pelo menos por razões de segurança.


Outro fator foi quando, em 65, sendo Vice-Presidente da UNE, percebi a enorme hipocrisia de reuniões para promover a revolução proletária em mansões de altíssimo luxo com farta distribuição de bebidas importadas e carros idem. Numa delas encontramos com altos dirigentes da AP, inclusive o Coordenador Nacional, Herbert José de Souza, o Betinho e eles me pareceram plenamente satisfeitos e adaptados ao local.


Eu percebia, também, um absoluto desprezo pelos outros, os quais só serviam enquanto fossem úteis à causa ou a propósitos mais sórdidos dos dirigentes. Um dos operários que eu “ampliara” foi despedido, ninguém – nem eu – o ajudou, passou a beber, foi abandonado pela família. Outro, um camponês, foi mandado para um encontro no Nordeste e jamais voltou e passou a ser proibido perguntar por ele.


Mas não quero passar por inocente: só saí em função da luta armada, que não aceitei. Não fosse isto eu teria permanecido mais tempo, não sei quanto.



3) Pode-se afirmar que há sinceridade nas afirmações de ex-terroristas, quando alegam que pegaram em armas para salvar a democracia no Brasil?



Absolutamente nenhuma sinceridade! A “luta armada” começara ainda durante o governo democrático de João Goulart, em 1961 e, se teve que ver com alguma ditadura, foi com a cubana. No dia 1º de maio daquele ano a revolução cubana abraçou oficialmente o comunismo e tornou-se uma cabeça de ponte soviética na América Latina. Note-se também que neste ano houve uma radicalização da guerra fria e a construção do Muro de Berlim. A exportação da revolução para o resto do continente começou imediatamente visando, primariamente, a Venezuela – por causa do petróleo – e o Brasil – por seu imenso território e importância estratégica em função da industrialização que avançava lentamente, mas de forma segura. E também por possuírem as Forças Armadas mais capacitadas do continente e era necessário vingar-se de 35. A esquerda brasileira, que tinha um pé firme no governo federal, imediatamente aliou-se a Cuba com a finalidade de implantar um regime idêntico aqui.


Três mentiras precisam ser desfeitas:


a- De que a “resistência democrática” começara após o “golpe” de 64. Na verdade, este movimento cívico-militar só ocorreu em conseqüência do grau que já alcançara o avanço revolucionário sobre o poder.


b- De que a luta armada foi desencadeada após o AI-5. Agitações, atos terroristas, focos guerrilheiros precederam a promulgação do mesmo e foram a sua causa.


c- De que a esquerda revolucionária lutava para restaurar a democracia. Não conheci – e continuo quarenta anos depois sem conhecer – nenhum esquerdista democrata. A esquerda visa, ao contrário, implantar o comunismo. Só. O resto é balela.



4) O senhor ao passar a defender princípios contrários aos que esposava no passado sofreu algum tipo de reação traumática em seu relacionamento pessoal?



Logo no início sim. Quando me recusei a prosseguir no caminho revolucionário, exatamente em função da aprovação da luta armada pela AP em janeiro de 68, sofri ameaças de meus antigos “companheiros”, que incluíam pessoas a mim chegadas. Mas eu ainda não defendia princípios contrários. Permaneci alguns anos numa espécie de limbo ideológico, a convalescença veio bem mais tarde, como já expliquei em artigos, conferências e livro. Durante alguns anos eu ainda era procurado por antigos companheiros, inclusive após minha mudança para o Rio. É impressionante como me localizaram rapidamente. Mas não houve mais ameaças, apenas tentativas de arregimentar-me outra vez e contribuições para o sustento do pessoal clandestino.



5) Que considerações o senhor faz sobre o Foro de São Paulo?



A principal consideração não é minha, mas dos próprios fundadores do FSP: é uma organização que reúne as esquerdas da América Latina na tentativa de recuperar neste continente o que fora perdido do Leste Europeu. Ora, o que se perdeu lá – se é que se pode dizer que tenha havido alguma perda? O comunismo. Portanto é uma falácia dizer que o FSP é um clube de amigos, apenas um fórum de debates, cujas decisões não são mandatórias. Segundo seu próprio idealizador, fundador e por anos Secretário-Geral, Marco Aurélio Garcia, trata-se da refundação do comunismo, não mais como uma “revolução proletária”, mas seguindo os ensinamentos de Antonio Gramsci, privilegiando a revolução cultural. Pode dar a impressão de não haver unidade já que o grau de evolução é distinto nos diversos países, mas Hugo Chávez já explicou claramente que, enquanto ele vai de Ferrari, outros são obrigados a ir mais devagar: “O gradualismo é uma estratégia necessária dos governantes esquerdistas para se fazerem aceitar aos poucos”. É ainda MAG quem disse: “Primeiramente temos que dar a impressão de que somos democratas. No início teremos que aceitar certas coisas. Mas isto não durará muito tempo”.


O regime que virá a se estabelecer é a ditadura de terceira geração: a repressão não mais generalizada, como o paredón de Fidel, mas seletiva. São atacadas algumas pessoas ou organizações cuidadosamente selecionadas e o resto se intimida. Veja-se o que ocorre na Venezuela e mais recentemente no Equador, na Nicarágua e na Bolívia.


Apenas secundariamente o FSP foi fundado para tirar Cuba da situação em que se encontrava após o fim da mesada soviética, sendo a última Resolução da OEA cancelando a expulsão de 1962, um dos objetivos secundários plenamente atingidos pelo FSP.



6) Como o senhor analisa o chamado socialismo bolivariano?



Fiquemos com o substantivo porque o adjetivo é falso: socialismo, a fachada de sempre para esconder o fato de que é o velho comunismo. O “bolivarianismo” é uma falácia, uma mistura de elementos incompatíveis para enganar a população e unir comunismo com orgulho nacionalista – ou latinista, pois se pretende implantá-lo em todo o continente – enquanto sua pseudo-doutrina é marxista-leninista e maoísta na origem, nos meios e nos objetivos. Em 1858, em contundente artigo denominado Simón Bolívar, Karl Marx ataca o Libertador com sua costumeira fúria e mordacidade. O desprezo de Marx por Bolívar era tão profundo que, no verbete biográfico que escreveu para a New American Encyclopaedia, ele analisa em detalhes cada uma de suas campanhas, nega suas aptidões militares e, pior ainda, nega-lhe a valentia. Segundo Marx, Bolívar sempre abandonou seus homens em batalha para fugir covardemente. Como então juntar Marx e Bolívar na mesma mixórdia ideológica de Chávez? É só para inglês – ou americano – ver!



7) Como o Senhor vê a verdadeira lavagem cerebral que os estudantes brasileiros têm sido submetidos nas escolas brasileiras, em todos os níveis de ensino?



Como parte essencial da revolução cultural, da “longa marcha para dentro dos aparelhos de hegemonia da burguesia”: educação, mídia, sociedades científicas, Igreja Católica e Forças Armadas, visando modificar o senso comum (as bases tradicionais do pensamento e dos valores ocidentais). Obviamente a educação é primordial, pois abrange desde a mais tenra idade, como já se vê ocorrer com as crianças que, submetidas à doutrinação marxista, já se voltam contra os pais e a família.


A obra maléfica de Paulo Freire, A Pedagogia do Oprimido, começou a ser utilizada na década de 60, antes mesmo do livro que consolidou o pensamento freiriano, principalmente nas escolas de monges capuchinhos, jesuítas e dominicanos. Doutrinando, ao invés de ensinar, foi destruindo lentamente e de forma sutil, toda a educação clássica e formando robôs com “consciência social” e não mais pessoas eruditas. A juventude de hoje sequer consegue articular frases coerentes, mas sabe muito bem quem são os “opressores e os oprimidos”, não conhece – ou desdenha – os heróis nacionais, mas cultua Che, Mao, Fidel, etc. desconhece a rica literatura brasileira e portuguesa, mas conhece bem a reles pseudo-literatura dos Best Sellers. A atual geração de pais e mães já foi deformada de modo que não podem ser “opressores” dos próprios filhos e deixam a eles decisões que não têm condições de tomar. Já estamos perto do caos total e isto se reflete nos baixíssimos índices que a educação brasileira vem obtendo.



8) O senhor lançou recentemente o livro “O Eixo do Mal Latino-Americano”, um estudo minucioso da evolução do comunismo entre o pós-guerra e o Foro de São Paulo. Que comentários pode fazer sobre mais essa obra sua?



Deixo a palavra com o Professor Ivanaldo Santos que, recentemente, elaborou uma resenha do livro: “Neste livro Heitor De Paola apresenta, a partir de sólida documentação, como milhões de pessoas estão sendo submetidas a um sistema de profunda lavagem cerebral e, por conseguinte, de total anestesia política. Esse sistema é financiado pelos governos esquerdista-liberais, por ONGs e fundações internacionais. Além de amplas fontes de recursos financeiros existe a cumplicidade de setores estratégicos da sociedade como, por exemplo, a grande mídia, parte da intelectualidade universitária e setores da Igreja que se auto proclamam de “progressistas” e “esclarecidos”. Entre esses setores ganha destaque a Teologia da Libertação (TL). Uma teologia de inspiração marxista e ateísta que, na prática, funciona como a quinta coluna, a qual tem por finalidade minar e, se possível, destruir a Igreja por dentro, ou seja, a partir de seus sólidos alicerces evangélicos e filosóficos. (...) Por fim, afirma-se que o livro de Heitor De Paola é fundamental para a compreensão da história e das atuais estratégias planetárias de implantação de um governo único e, com isso, acabar com a liberdade. Este livro pode ser o primeiro passo de um processo de esclarecimento e contra-revolucionário na América Latina e no mundo. Justamente o processo que a atual sociedade precisa para novamente poder compreender e experimentar a liberdade e a dignidade humana”.

O Bolsa-Cachorro Da Petrobrás

Fonte: VILLAS-BOAS CORREA

Julho 21, 2009


Não poderia ter acontecido em pior hora, em cima da CPI da Petrobrás, a estranha denúncia do desvio de milhões da maior empresa do país, através de tortuosos caminhos, para um canil que agasalha no momento, 60 vira-latas.

O enredo além de inédito na crônica da rapinagem com o dinheiro público, é um primor de impostura. A Sibemol Promoções e Eventos é especializada em rodeios, marionetes, espetáculos de danças e atividades de sonorização. Com tais prendas, conseguiu comover a Petrobrás no seu desvelo pelos bichos para abiscoitar R$ 120 mil para realizar o projeto Quilombos Cariocas. Um pequeno engano no endereço botou tudo a perder: no endereço declarado à Receita Federal funciona o canil com o modesto total de 60 cães.

Daí em diante os fios se embaralham numa teia de suspeitas manobras para avançar no cofre da Petrobrás, onde também é guardado o dinheiro da Viúva. A próspera empresa tem como sócio Raphael de Almeida Brandão, também dono da R.A. Brandão e da Guanumbi Promoções e Eventos que não foram encontradas nos endereços declarados à Receita. Enganos de endereços são cometidos com freqüência por pessoas de memória fraca. Mas, segundo apurou a revista “Veja”, as empresas do Raphael Brandão e sócios que preferem preservar o anonimato, receberam, em 2008, da Petrobrás, R$ 8,2 milhões, o que é muito para alimentar os 60 cachorros do canil da Sibemol.

Sócios se confraternizam nas parcerias das empresas do criativo grupo. Raphael é sócio minoritário da Sibemol, que divide com o mano Luiz Felipe de Almeida Brandão. Apanágio da família, Raphael divide com a mamãe, Telma de Almeida Brandão, a Guanumbi. Todas têm endereço declarado em Jacarepaguá. E, mais uma surpresa: na casa está funcionando o canil, freguês da Petrobrás, que abriga também 200 gatos. O tratador dos animais é um abnegado, de tal modéstia que não quis revelar o nome. Não explora o negócio nem recebe nada dos donos do terreno. Os vizinhos informam que a casa pertence a uma senhora conhecida pelo sonoro nome de Telma, mãe de Raphael.

As discretas firmas Sibemol e Guanumbi, além de omitir os endereços, oferecem aos fregueses também anônimos uma variedade de serviços surpreendentes, como a ajuda ao desenvolvimento do Museu de Astronomia e Ciências Afins, no Rio; ao depósito naval em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, tudo com a modesta quanta de R$ 45.528, em 2008.

A Guanumbi recebeu R$ 395,4 mil para tocar projetos do governo, do Programa Nacional de Atividades Nucleares a planos de saúde. Além da Petrobrás, a Guanumbi tem acesso aos cofres dos ministérios da Defesa, da Cultura e da Ciência a Tecnologia. A Petrobrás informa que uma comissão interna está avaliando os contratos para “apurar eventuais irregularidades”. E que não houve contratos, mas pagamentos por serviços prestados – o que não esclarece coisa nenhum.

Eu nunca pensei que hospedar cachorros fosse tão bom negócio.

Cavaleiro do Templo: tem muito mais sobre o assunto aqui:

Lou Dobbs Fill in Pilgram: "Overwhelming Evidence Obama's Birth Cert. is Real." Does Dobbs Know?

Explica, Obama, explica...




PILGRIM: Well, an Army Reserve major is again raising controversy over President Obama's place of birth. Now, the major challenged his deployment orders, claiming that President Obama wasn't born in the United States, and that renders his orders illegal.

Now, a former presidential candidate, Alan Keyes, also filed a lawsuit challenging the president's right to hold an office, and a hearing will be -- on that suit will be held on Monday.

Now, questions about the president's place of birth have been asked and answered many times since before the election, and the president's birth certificate says he was born in Hawaii. The state's Republican governor and other officials have backed that up. CNN has fully investigated the issue, found no basis for the questions about the president's birthplace, but the controversy lives on, especially on the Internet.

Joining me now is Orly Taitz, and she represents the Army major and filed the Keyes lawsuit. Former presidential candidate Alan Keyes joins us. And on the other side, John Avlon, who is a columnist for the DailyBeast.com and author of Independent Nation; and Errol Louis, columnist for the New York Daily News and a CNN contributor, also an attorney.

And so, let me, just before we start, bear with me a bit. There's overwhelming evidence that proves that his birth certificate is real, and that he was born in Honolulu on August 4, 1961. If you'll just bear with me, I'll run through a little bit of the evidence, and then we can get to this discussion. Now, the Annenberg Political Fact Check, which is a nonpartisan group, went to Chicago to view the birth certificate last year, and they released photos and this statement, "FactCheck.org staffers have now seen, touched, examined and photographed the original birth certificate. We conclude that it meets all of the requirements from the State Department for proving U.S. citizenship. Our conclusion: Obama was born in the U.S.A. just as he always has said."

The Republican governor of Hawaii, Linda Lingle, on record, she says Obama was indeed born in her state, and we should note, she did support John McCain. So, we also have a copy of the Honolulu Advertiser, the newspaper, August 13, and the Hawaii Star-Bulletin, August 14, 1961, both announcing Barack Obama's birth.

Also, October last year, the director of the Hawaii Department of Health wrote a letter, stating, "I have personally seen and verified that the Hawaii State Department of Health has Senator Obama's original birth certificate on record in accordance with state policies and procedure."

PolitiFact.com reissued their results from their investigation they conducted in June of last year, and they say, quote, "Since we published Obama's birth certificate, questions about its authenticity have been frequent and fierce. After reviewing the evidence, we are confident of our rulings."

And this is the last one; thanks for bearing with me. The White House press briefing this week, reporter from the WorldNetDaily pressed again about the birth certificate. The White House press secretary, Robert Gibbs, said this following comment:

GIBBS [video clip]: Do all of your listeners and the listeners throughout this country the service to which any journalist owes those listeners, and that is the pursuit of the noble truth, and the noble truth is that the president was born in Hawaii, a state of the United States of America.

PILGRIM: Now, Alan Keyes, you've been patient letting me get through all that, but what more do you need to be convinced?

KEYES: Some evidence. And the evidence is something that President Obama is strenuously blocking. You ask me to prove that I was born in New York City at the time and hospital I say, and I will give you a certified copy of a full birth certificate with a doctor's signature, the hospital, and everything else. I won't direct you to some photograph on the Internet and a bunch of hearsay statements that would not be accepted as evidence in any court of law.

And so the very simple question is: Why spend $800,000 to a million dollars blocking the birth certificate, blocking records at school and college that would in any way have a bearing on the question --

PILGRIM: All right, Alan --

KEYES: -- both of his birth and of his citizenship claims at various times in his life.

PILGRIM: Let me let --

KEYES: Why is he going to all this trouble if, as they say, the matter is resolved? Can't be resolved by a bunch of statements and assertions.

PILGRIM: OK, Orly, we have to keep this quicker --

TAITZ: Yes.

PILGRIM: -- but please tell me what you --

TAITZ: OK, Obama never provided his birth certificate. What he provided is certification of live birth that was issued last year that does not have the name of the doctor, does not have the name of the hospital, does not have any signatures. Do you know that Hawaii has a statute, 338, that allows foreign-born children of Hawaiian residence to get Hawaiian birth certificates? Did you know that?

PILGRIM: Errol, I would like you to respond.

LOUIS: Listen, I think -- I think what we have here is a case where under the guise of saying, well, we can't trust whether or not he should be president because we don't have the evidence, it's actually the reverse. These are folks -- and there are a number of them, and some of them are raising money, like WorldNetDaily, which is as far as I'm concerned, running a scam, where they're selling all kinds of bumper stickers and stuff like that. And I don't know what Miss Taitz is taking in the way of legal fees.

TAITZ: Excuse me, if you --

LOUIS: They're raising legal fees from across the country --

TAITZ: I'm doing this pro bono.

PILGRIM: All right.

LOUIS: -- and the reality is they don't accept --

TAITZ: It's pro bono.

LOUIS: -- they don't accept that the president is the president --

TAITZ: No, no, no, no.

LOUIS: -- and, therefore, they work backward and there will never be enough proof to satisfy them.

PILGRIM: All right, John, I have to let --

AVLON: You've offered a mountain of evidence in addition to two birth announcements. That's a pretty deep conspiracy. What we have here --

TAITZ: Can I respond to this?

AVLON: No.

PILGRIM: In just one second.

AVLON: What we have here is Obama derangement syndrome. This is pathological hatred of the president posing as patriotism.

TAITZ: This is nonsense. This is total nonsense. You have never investigated this.

AVLON: Ambassador Keyes says that President Obama has called him a radical communist.

TAITZ: This is absolutely irrelevant. Sir, this is absolutely irrelevant.

AVLON: You on your blog have repeatedly referred to the administration as Gestapo SS. Which is it? Get your story straight. Is he a Nazi or a communist? You guys are nuts.

TAITZ: You don't know what you're talking about.

PILGRIM: Orly, I have to ask you to let everyone at least have their say before you respond to it.

TAITZ: OK.

PILGRIM: I believe we're out of time, I'm sorry to say. Great discussion. Orly Taitz, Alan Keyes, Errol Louis, and John Avlon.

TAITZ: You know what, let me just mention one more thing. In order to be the president, you have to have two parents that are citizens. Obama's father was never a citizen of this country.

PILGRIM: All right.

TAITZ: He was a British citizen.

PILGRIM: Orly, we have to call it there. I'm sorry. Thank you very much -- all of you -- for joining in this very lively debate.

From the July 15 edition of United Stations Radio Networks' The Lou Dobbs Show:

DOBBS: Well, later this hour I'll be talking about the Alan Keyes lawsuit. Folks, this is something -- I have to tell you. When David -- when Major Cook, Stefan Cook -- decided to resist his deployment to Afghanistan -- we learned of it yesterday -- on the basis that Barack Obama is not legitimately president of the United States because he's not a natural-born citizen, I thought, "Here we go with the lunatic fringe. This is a bunch of quackeroos going after him."

It turns out that the Army just rescinded the deployment order to Afghanistan for the major. Alan Keyes -- we talked with his attorney -- Major Cook's, and Alan Keyes' attorney, Orly Taitz -- I mean, I've learned more here in the last day about natural-born citizenship, what documents are available for the president of the United States,and what aren't -- I mean, it's truly crazy. And I decided we'd do something on this, you know, on this show, just to get it out of the way.

But you know what? This isn't one of those things that goes away quite as easily as I -- at least I thought. I thought we were talking about a bunch of folks that were on the left, or on the right, you know, the fringe that gets a little excited about, you know, tinfoil on their heads and that sort of thing. Well, guess what, folks? There are some issues here that should be really resolved. What's really crazy about this is all the president of the United States has to do is produce a birth certificate. That's all that has to be done, and it would be over. So, we're going to be talking about that this hour. We're going to be talking with you.

As a matter of fact, I want to go to the phones right now. I want to talk to Jay in Reno, Nevada. Jay, good to have you with us on The Lou Dobbs Show.

CALLER: Hey, Lou, it's great to hear you. The reason -- there's a whole bunch of points that the media has overlooked. The only thing that the Obama people have is ridicule; they don't have answers, they just make fun of anybody who asks a question. But, you know, his birthday is coming up -- I'll point out a few things nobody mentions. His birthday is coming up in a few weeks, and everybody in the media is going to be telling us he's 48 years old. I would like to know how they know that.

DOBBS: Well, because it says that on the certification of live birth, which I have in my hands right in front of me, Jay. I have the actual document that says that this is a document certifying that there is another document.

CALLER: Shown to be fraudulent, but I'll get to that in a minute. Orly Taitz's going to tell you about that.

DOBBS: All right, but you don't have a whole bunch of time now, partner. I'm not contracted with you for a long run here. Just gotta -- gotta get to the point, if you will, Jay.

CALLER: What could be more personal than somebody's tax return? Barack Obama gladly showed his tax return on April 15, but he won't show his birth certificate. I would like to know the very simple question. Why is he spending millions of dollars in court cases all over America to prevent anyone from seeing it? His lawyers have even threatened people for even asking to see his birth certificate, not to mention all the other records that he refused to show.

DOBBS: Well, if they want to sue The Lou Dobbs Show here, if they want to sue me personally, come on down. But we're going to keep talking about this until we get some straight answers. You know, I can afford a lawyer or two myself, you know. But I really want to know what's going on. I have no idea what the real -- what the reality is here, but I'm one of those morons who, when I look at something that says "certification of live birth" on FactCheck.org, I assume it's certification of live birth, not -- you know, that's it.

FactCheck.org is a terrific website, and they do a wonderful job. But when I'm looking at a certificate of live birth that is certified to be a certification that there is another document that I haven't seen, I get a little annoyed. Especially when John McCain, born in Panama, went to all of the trouble to make certain that the solicitor general rendered an opinion and a determination that he was a natural-born citizen, so why not do the same thing for President Obama? Produce a doggone long -- so-called -- I don't even know what it a long-form birth certificate looks like -- but just produce it and be done with it. I mean, that'd satisfy you, wouldn't it, Jay?

CALLER: It certainly would, but he is going out of his way not to show that there's a reason why he won't show it. American people have a right -- the people --

DOBBS: One of our callers, Jay, by the way, pointed out a lot of people in states all over the country have to produce their birth certificates to get a driver's license, for crying out loud.

CALLER: Every single thing he's done as president, if he is not eligible, will be deemed illegal and have to be undone. What a catastrophe.

DOBBS: Yeah, well that would be a little annoying, wouldn't it?

CALLER: From spending us into oblivion with trillions of dollars that nobody should have ever spent --

DOBBS: Now, wait a minute. You know what I would really like to find out is that George Bush wasn't a natural-born citizen, because that means we could get back about $12 trillion under his authorization that went into the economy. What do you think?

CALLER: I agree, but he would show his -- you -- George Bush, me, you, and everybody else would show a birth certificate.

DOBBS: Yeah.

CALLER: This guy refuses.

DOBBS: You got it. Well, I appreciate the call, Jay, there in Reno, Nevada. We're going to take a quick break; we're going to be taking your calls, we want to hear you. What do you think? Is President Obama -- should he produce his birth certificate -- the long form, the real deal? Should he be a little more forthcoming?

One of our callers, by the way, pointed out that he didn't release -- he didn't release his medical records, either. Now isn't that interesting? And hasn't produced some other documents. What's the deal? What is the deal here? I'm starting to think we have a -- we have a document issue. Do you suppose he's un -- no, I won't even use the word undocumented. It wouldn't be right. We'll be right back.

[...]

DOBBS: Professor, I have to be honest. When we started this, going -- following the lawsuit by Major Cook, I thought, "My gosh, you know, this is crazy stuff. Let's get this, you know, get into it and get out of it, and we'll get the truth and we'll be done." This is not quite that easy, is it?

SPIRO: Well, I think it is pretty easy, actually.

DOBBS: All right.

SPIRO: I don't think there's much of a case here.

DOBBS: All right.

SPIRO: It's pretty clear that Barack Obama was born in Hawaii in 1961.

DOBBS: Right.

SPIRO: And there's absolutely no doubt that he is eligible to be president of the United States on that basis.

DOBBS: All right.

SPIRO: Now what's --

DOBBS: Now you've done that, but you know what? I've got the problem that other people looking at the only document that's available say, "Wait a minute."

SPIRO: I'm not sure what the "wait a minute" is about. I think what's fueling these theories is the counter-factual of if he had been born in Kenya, under the citizenship statute as it was then written, he would not have been a citizen at birth.

DOBBS: Right.

SPIRO: So that gives these theorists something to work with.

DOBBS: Right.

SPIRO: Even though at the threshold there's a basic factual problem with the theory.

DOBBS: All right, here's my problem as I look at it. And I respect very much the fact that, you know, you've declared him to be a, you know, a natural-born citizen. But my question is: Are you making such a judgment based on his birth certificate that we see on the Web?

SPIRO: Well, as far as I know, nobody has offered up any evidence to the contrary.

DOBBS: Correct.

SPIRO: So there's no evidence that he was born in Kenya.

DOBBS: Right.

SPIRO: And so the best evidence we have is the birth certificate, which has been attested to by various state officials and others with knowledge of what birth certificates from Hawaii look like.

DOBBS: Right.

SPIRO: So there's no reason to believe that he wasn't born in Hawaii.

DOBBS: So, you -- what you're saying is then the burden of proof rests not with the individual or the statement that he is or is not a natural-born citizen, but rather on those who would disprove that he or she is?

SPIRO: Well, I think he's supplied adequate evidence for his birth in the United States, that the burden has certainly shifted to others to prove otherwise.

DOBBS: All right. And here is part of -- you know, I'm not sure how one does that. In this case, we're talking about disproving a negative. But rather than going to the merits of this, I want to get back -- well, first of all --

SPIRO: It's not proving the negative; it's proving an allegation that he was born in Kenya.

DOBBS: No, I understand what you're saying, but I'm actually not saying that that would be the problem here. The first thing is to determine whether or not his birth certificate is valid.

SPIRO: Right.

DOBBS: And what I don't understand is why that has not been released and given over to the public record. We have a certification of live birth that doesn't have a signature or an attestment of any kind attached to it.

SPIRO: You know, I'm not an expert on Hawaiian documents, but my understanding is that this is the real thing.

DOBBS: Right. No, no, I understand the same thing, too --

SPIRO: And that, you know, at this point, the claims are fringy enough that, again, in the absence --

DOBBS: My word exactly.

SPIRO: -- in the absence of any proof to the contrary, he's satisfied any burden of proof here.

[...]

CALLER: The professor who was on is like a mouthpiece for the Obama administration.

DOBBS: Yeah, I agree --[caller] -- I gotta say. Peter Spiro, he is the foremost authority on citizenship, but I was sort of taken by the fact he declares President Obama to be a natural-born citizen without having looked at any of the real documentation that would make it so.

CALLER: That's correct. And the other thing is there have been lawsuits that have -- that they have been attempted to force the legislators and the Electoral College to validate his eligibility. And it's like you have said, there have been millions and millions of dollars spent to quash all of these lawsuits in every legitimate inquiry.

DOBBS: Yeah.

CALLER: And, you know, if it smells like a skunk, it probably is a skunk, and something doesn't smell right with all of this.

DOBBS: Well -- and the way to get rid of those odors is always just open the windows and let the sun shine in. And all we need here is a doggone document, but for some reason the president doesn't want to release that.

[...]

DOBBS: First of all, we got to figure out what's going on. You know, we heard Professor Peter Spiro, who's a professor of law at Temple. He's the foremost -- one of the country's foremost experts on citizenship. He says in his judgment that the president is a natural-born citizen. I think most of us would say, as a matter of fact, that he is a natural-born citizen until proved otherwise.

David [caller], we have no proof that he isn't a natural-born citizen, and what's really frustrating here is that he seems to be resistant to the idea of proving that he is -- that is, providing the full-form birth certificate. Why, I don't know. What do you think?

CALLER: Well, all the lawsuits that he's squashing -- it's possible, and probable, I think, that the president knows what's coming.

DOBBS: Well, you know, the way you frame that -- it is possible to say it's probable, you know, as a matter of your opinion or mine, it doesn't matter. You know, I think it's improbable, you think it's probable. The issue is we're talking about it. Wouldn't it be helpful if the president would simply set this aside? Because there's a number of callers have said on this broadcast -- you know, here is John McCain, 72 years old, running for president of the United States. He knows he was born in Panama, because his father was in the Navy and his mother was with his father in Panama, and he was born there. He sought out a ruling by the solicitor general to determine that he met the standard of natural-born citizen.

Absolutely, you know, no effort to do so on the part of Barack H. Obama. Nor, as also our callers have pointed out, this president would not release his medical records. And the national media seemed to be fine with that, whereas they probably would have eviscerated John McCain for failing to do so.

CALLER: Well, I think it's probable. And I think that he's rushing through all these programs through by whatever means because he knows, by virtue of all the lawsuits that are generated, that we the public, we the citizens of the United States, have a mission, and we don't have to wait until the votes -- the voting for 2010.

DOBBS: Well, you obviously are intent upon that. And, David, you know, we'll see if you're right. Certainly your view can't be discounted at this point, because this president refused to provide the documentation that would settle all of the controversy here. David, thank you a lot for the call from Freeport, New York.

[...]

DOBBS: There's some reason -- there's some reason that they don't want to do this. I mean, I don't know what the heck it is. But this whole -- you and I agree no matter what you believe about this other stuff -- we agree, do we not, [caller], that if we just looked down at a certificate of birth that had the signature of the doctor, the testament of the hospital, the name of the hospital, the seal, whatever, you know, that would be sufficient.

But what we've got here is a certification of live birth that says that this is evidence that another document exists somewhere at some place at some time.

[...]

CALLER: Good to hear you, Lou. I DVR your show every day; I watch it on television. I just found out you had this on your air, and I'm -- this has been an issue on the blogs for over a year now.

DOBBS: Right.

CALLER: When I first heard about it, I thought, "Oh, come on, leave this guy alone. This is the dumbest thing ever."

DOBBS: Well, it is a dumb thing. I think we have to all admit this is a dumb thing either way, because, I mean, I can't understand why the president wouldn't just move to get this stuff out of the way. Show the documents, get it done -- I mean, he -- think about it. Well, actually, when I sit here thinking about it, he did not release his medical records, did he?

CALLER: No medical records.

DOBBS: That's right.

CALLER: He spent over a billion -- million dollars to fight this. Why? McCain has shown his birth certificate. Do you realize to get my license renewed in Oregon I have to show my birth certificate?

DOBBS: You know what? This is really very interesting, isn't it? I mean, because I got to be honest with everybody. When I started looking at this and the lawsuit -- Orly Taitz his attorney, for Major Cook, when he -- you know, I thought this is kind of peculiar. But I thought we should find out what's going on because, you know, it's a lawsuit -- a major who is -- he is, by the way, a combat veteran. Some people in the media have called him a coward; they are fools for doing so. But they're fools, anyway; it isn't this one instance that makes them fools.

This is a man who should be taken seriously. There are real questions here that need to be answered. And people talk about, quote-unquote, the lunatic fringe are the only ones interested in this, and it turns out that reasonable people should be interested, and reasonable -- excuse me -- reasonable minds have to understand what's going on. And this can be dismissed with one -- the production of one simple little document, and that's a birth certificate. It's extraordinary.

CALLER: That's all we're asking for. And have you looked at the birth certificate that is online?

DOBBS: Yes, I have. I've got it in front of me, as a matter of fact.

CALLER: Look at the verbiage. Does that look like '60s verbiage for a birth certificate?

DOBBS: Sixties verbiage?

CALLER: The nationality of his father.

DOBBS: OK, under race?

CALLER: Yes.

DOBBS: Yes, African. Mother's race: Caucasian. It's peculiar, I have to say. But, you know, hell, I can tell you this, in a career in journalism and broadcasting, I've seen a lot of peculiar things that turned out to be just as true as they can be. And things that seemed as true as they ought to be were the phoniest son-of-a-guns in the world, so we'll find out. We appreciate the call, [caller]. Thank you very much.

But this is a peculiar little document, this certification of live birth that everyone is purporting to validate the president. I think there's some issues with this. I mean, it's peculiar.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".