Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

UMA AULA DE ÉTICA COM OS PETISTAS

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Por Reinado Azevedo em domingo, junho 22, 2008

Viram só? Na quarta-feira, Roberto Teixeira afirmou, em Brasília, ter recebido apenas US$ 350 mil da VarigLog. Aí a repórter Mariana Barbosa, do Estadão, conseguiu documentos que demonstram que ele recebeu, no mínimo, US$ 3,2 milhões. Na sexta, procurou a assessoria do valente e passou as informações. Quatro horas depois, pimba! Teixeira admitia que, bem..., de fato, tinha recebido aquele valor que anunciara, mas multiplicado por 9,14 vezes. Como isso é possível?

É. Roberto Teixeira é petista. No PT, não existem nem verdade nem mentira, mas apenas versões convenientes. O que um petista diz tem tempo de duração. Vejam no post abaixo: quando ele falou em US$ 350 mil, justifica-se, referia-se apenas a um período... É mesmo, é? Na entrevista, ele citou esse valor quando indagado sobre os US$ 5 milhões. Em outras palavras, ainda nem tão precisas, Teixeira faltou com a verdade.

Quantas vezes já vimos isso, hein? Petistas começam negando tudo de forma absoluta, depois vão admitindo aos poucos, e sempre um pouquinho mais, até que o descalabro todo se revele, mas como coisa normal. Querem ver? Refresco a memória de vocês. Lembro-me do então presidente do PT, José Genoino, em entrevista no programa Roda Viva. Negava de forma peremptória, definitiva, que o PT tivesse feito qualquer das malandragens denunciadas por Roberto Jefferson. Nada! Zero! O homem chegou a chorar, evocando a sua condição de ex-torturado — o que isso tinha a ver com as falcatruas? Nada!

Até que as provas surgiram. Aí Márcio Thomaz Bastos inventou a tese do caixa dois — os tais “recursos não-contabilizados” de Delúbio Soares. E Lula fez, então, um pronunciamento à nação se dizendo traído pelos companheiros. Todos os traidores continuam com ele, no partido. Só um anda um pouco afastado: parece que Silvio Pereira não passou no teste do sangue frio. O homem se descontrolou, e deram um jeito de tirá-lo de circulação — mas sem ficar na rua da amargura, é claro. Sua “empresa de eventos” já andou sendo contratada por estatais.

O que se disse e o que se sabe

Cansei de ler alguns tontos endossando a versão lulista: Denise Abreu não apresentou provas. É, ato de ofício, ela não apresentou. E nem poderia. Não era subordinada a Dilma Rousseff, e a ministra não lhe mandaria um memorando determinando que a VarigLog fosse vendida ao tal consórcio — que de “consórcio” nada tinha. Observo que o centro de sua denúncia está comprovado: contrariando a lei, a Volo, que comprou a empresa, não tinha os 80% de capital nacional.

É só? Não, não é só. Denise também relatou as idas e vindas do procurador da Anac, ao sabor das pressões do Planalto: um primeiro parecer contrário à operação, um segundo favorável — o que foi usado como documento para justificar a venda — e um terceiro contrário outra vez. Do depoimento de Denise, resta cristalino que a ordem era ignorar a questão da origem do dinheiro — e ela foi ignorada por todos, inclusive pelo juiz, que já disse em entrevista que isso não era sua obrigação. Não? Mas não era ele que atestava a legalidade da transação? Um dos pré-requisitos não era a exigência de 80% de capital nacional na composição do consórcio comprador?

No país da fuzarca, vejam só, a VarigLog foi comprada ilegalmente pela Volo. Desse ilegalidade, nasceu a venda da Varig para a Gol — que é considerada intocável. Tudo bem: o tal consórcio vendeu o que estava ilegalmente sob o seu controle, entendem? É a maneira tropical e “jabuticábica” de entender o chamado “ato jurídico perfeito”. E não custa lembrar: a TAM havia oferecido, nessa segunda venda, US$ 738 milhões pela empresa, mas a Gol a levou por muito menos. A negativa da TAM, noves fora, se resume ao seguinte: “Estamos juridicamente impedidos de falar sobre o assunto”. Sorte de Lap Chan e da Gol, né?

De todas as personagens até agora envolvidas no imbróglio, qual foi o único pego de calças curtas? Roberto Teixeira. Bastaram dois dias — de fato, um dia e meio — para que ele fosse obrigado a recuar: no melhor estilo do petismo, US$ 350 mil se transformam em US$ 3,2 milhões — e sua assessoria ainda diz que é seu acusador que muda a versão.

Podem comemorar

Mas Teixeira, Dilma, Lula, Lap Chan — enfim, toda essa terra de bravos — podem comemorar. Uma parte da imprensa e da crítica política não quer nem saber desse assunto: prefere tratar do inefável caso Alstom. Não que não mereça, claro. É urgente virar o governo Mário Covas de cabeça para baixo, não é mesmo? Que não sobre pedra sobre pedra...

Talvez seja coisa da maior gravidade tão logo se saiba quem são os acusados, de que contrato se fala, quem recebeu a propina... Outro dia repórteres de um jornal asseveraram ter conseguido, com exclusividade, um suposto documento com um promotor suíço; no mesmo dia, em outro jornal, o mesmo documento estava na reportagem de outro repórter. Suponho que promotores suíços, quando estão entediados, telefonam para repórteres no Brasil. Aliás, lendo um dos jornais deste domingo e alguns colunistas, fiquei com a impressão de que o PSDB fez um grande mal ao Brasil e está prestes a acabar, mergulhado numa grande crise ética.

Não duvido: os partidos brasileiros precisam aprender a ser éticos com o PT. Precisam aprender com Roberto Teixeira.

Esta história começou em uma terça-feira, 23 de outubro de 2007...

O blog CAVALEIRO DO TEMPLO comemora seu milésimo post. O primeirão foi ao ar no dia 23 de outubro de 2007.

Menos de um ano depois o contador de visitas 15 mil internautas de 70 países. Relutei a começar a escrever mas meu amigo-irmão Tarzan so super blog LOST IN THE E-JUNGLE deu o "empurrão tecnológico" que faltava. Na família, o apoio foi ZERO devido ao receio que os "velhos" ainda têm de perder o filho. Não digo que não tenham razão de ter medo.

O passo seguinte foi conversar com minha esposa-namorada (ou namorada-esposa, podem escolher) que me apoiou integralmente. Falei para ela que gostava de escrever e de tornar público algumas controvérsias e que antes do blog eu havia escrito alguns textos que me trouxeram alguns problemas...

Agradeço a todos pelo apoio, a briga está ficando boa, do jeito que eu gosto.

Recado para os sociopatas: meus pais não criaram um covarde, não tenho medo de morrer, de briga, de homem nem de bicho, muito menos de sub-criaturas como vocês.

A fria verdade sobre a Groenlândia

Do portal OrdemLivre.org
Por Patrick J. Michaels, artigo publicado no Chicago Sun-Times em 13 de Junho de 2007.

A Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, retornou recentemente de uma visita oficial à Groenlândia, onde diz que, entre outras coisa, "viu, em primeira mão, evidências de que a mudança climática é uma realidade". Pode ser até verdade, Presidente, mas a senhora não viu.

Novos satélites mostram que na Groenlândia – principalmente em sua parte mais ao sul – o gelo está derretendo a uma taxa de 25 milhas cúbicas por ano. Se a Groenlândia perdesse a maioria de seu gelo, o nível do mar subiria aproximadamente 6 metros. A Groenlândia é de longe a maior massa de gelo do Hemisfério Norte, com aproximadamente 10 por cento do total mundial.

O volume total de gelo na Groenlândia é de 680.000 milhas cúbicas e ela perde quatro dez mil avos de seu gelo por ano. Faça as contas. O resultado é que a Groenlândia perde 0,4% de sua massa total por século.

E nem importa que o mais recente estudo sobre a Groenlândia indique que mesmo essa minúscula taxa possa ter desacelerado. Pelosi é mais uma vítima da idéia de que um pequeno aquecimento da Groenlândia nos levará de imediato a uma inundação bíblica.

A Groenlândia está mais quente há 50 anos

Eis o enredo de espetáculo de terror que move a histeria. Mas como esse enredo ficaria se fosse comparado aos fatos?

Os arquivos do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos mostram que as temperaturas na Groenlândia na última década são muito pouco incomuns quando comparadas com as dos últimos 100 anos. O período de 1915 até 1965 – meio século – foi, aproximadamente, dois graus mais quente que hoje.

Onde, naquele tempo, esteve a catástrofe? Com a exceção de alguns geógrafos, ninguém notou. Onde estava a aceleração na subida do nível do mar? Em lugar nenhum. Em 1948, Hans van Ahlmann publicou um artigo no Journal da Royal Geographical Society comentando a perda de gelo nos fiordes costeiros e a chegada de peixes associados com águas mais quentes, notando que havia um aumento das áreas habitáveis.

Em 2000, Glen MacDonald e vários outros co-autores publicaram uma perspectiva reveladora sobre o histórico do clima no ártico Eurasiano, na respeitada revista Quaternary Research ("quaternário" foi um período da recente era do gelo, começado por volta de 1.8 milhões de anos atrás) na qual eles examinaram, usando radiocarbono, a idade de árvores antigas depositadas na tundra, em pontos bem mais ao norte que a linha das últimas árvores ao norte de hoje. Naquela região, o ponto onde se encontram as árvores está, geralmente, a mais de 100 milhas ao sul do Oceano Ártico. Mas por boa parte da era, de 3000 a 9000 anos atrás, a floresta se estendia até o mar.

As temperaturas no verão – as mesmas que derretem o gelo da Groenlândia – são o que determinam até que ponto as árvores avançam. MacDonald concluiu que "na maior parte do norte da Eurásia (durante aquele período), os verões devem ter sido de 0,9 a 2,52°C mais quentes que hoje."

Além disso, os autores escreveram que a único fator que possibilitou a ocorrência de tal fenômeno foi a enorme incursão de águas quentes, vindas da Corrente do Golfo, no Oceano Ártico. E como essa água chega lá? Passando entre a Groenlândia e a Europa. É o único meio.

Assim, a Groenlândia deve ser sido, por seis milênios, muito mais quente do que é agora. Novamente, onde estão os registros de um aumento sem precedentes no nível do mar? Não há nenhum; porque não aconteceram. Os níveis do mar subiram, de certa forma, até onde estão hoje.

Um silêncio ensurdecedor

A verdadeira história da Groenlândia esclarece uma coisa: não há emergência climática e, assim, não há necessidade de criarmos leis com regulações draconianas do uso de energia que afetariam dramaticamente quase todos os aspectos de nossas vidas. Além disso, ninguém demonstrou ainda que temos condições de reduzir as emissões de dióxido de carbono à quantidade necessária para evitar substancialmente um futuro aquecimento da Groenlândia.

E se não há nada a fazer, por que então nos importarmos? Simbolismo custa dinheiro e gasta capital que poderia ser usado no futuro para investimento em tecnologias energéticas reais, ainda que hoje desconhecidas.

Se Pelosi quer fazer alguma coisa a respeito do clima na Terra, empurrar o mundo em direção a uma política falha, baseada em informações científicas duvidosas, é a pior coisa a ser feita.

Comentário do Cavaleiro do Templo: para complementar, baixem e assistam este documentário abaixo.


Patrick J. Michaels é senior fellow
de Estudos Ambientais do Cato Institute.

O novo Comunismo

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

O PRESIDENTE QUE SAIU DOS ESCOMBROS DO COMUNISMO PARA ALERTAR O MUNDO

Nosso blog abre espaço para destacar essa figura singular e admirável do mundo político. O presidente conservador da República Tcheca, Vacláv Klaus, que em fevereiro deste ano, foi reeleito para um segundo e último mandato de cinco anos, e que nos dá os ensinamentos de quem viveu - in loco – as armadilhas do sombrio regime que assusta os mais esclarecidos e os apoiadores da liberdade humana.

Klaus é presidente honorífico do Partido Democrático Cidadão (ODS), um economista de direita e conservador na esfera social, que luta pela defesa dos valores cristãos com ênfase no modelo clássico de família, e na dignidade das pessoas.

Vacláv Klaus é considerado um dos mais importantes políticos tchecos desde a queda do comunismo, pois ele conduziu seu país que emergiu de décadas de estagnação sob o comando do comunismo, para uma completa transformação econômica, fazendo a difícil transição para um sistema de governo democrático e de mercado de livre iniciativa. Atualmente 78% da população são favoráveis a democracia e ao capitalismo, sendo que apenas 3% têm saudade do comunismo.

O presidente tcheco tem grande autoridade moral intelectual e conhecimento de causa, para denunciar com clareza sobre os perigos do comunismo em todas as suas formas. Uma dessas formas é a “doença do verde", o movimento para “salvar” o meio ambiente, tomado por ideólogos que defendem o controle total do governo sobre as nossas vidas.

São comunistas que assumem ares de verdadeiros mestres da natureza, são os retrógrados que usam as bandeiras da "fome, miséria e do aquecimento global”, para tentar criar nos homens a aversão ao progresso, e jogá-los sob a tutela do Estado, vendido como o único regulador e fiscalizador capaz de garantir o desenvolvimento sustentável de um povo.

Mas afinal, quem são esses aleijados da mente que querem alicerçar o projeto de vida de todos os humanos, fundamentados nessa ideologia assassina que matou mais de 100 milhões no passado?

Se você ainda não leu o texto do Mídia Sem Máscara, que fala sobre o livro - Blue Planet in Green, do Presidente Václav Klaus, leia aqui - pois temos certeza de que sua postura analítica mudará. Por Gabriela/Gaúcho

Nas entrelinhas: Bendito despreparo

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
É premente a necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas. Por Alon Feuerwerker – Correio Braziliense

Quem é o comandante-em-chefe das Forças Armadas (FFAA)? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem é o responsável pela segurança pública no Rio de Janeiro? O governador Sérgio Cabral.

Num crime horrendo, traficantes do Rio mataram três rapazes, entregues aos bandidos por militares que supostamente haviam sido desacatados pelo trio. Os oficiais e soldados envolvidos já estão presos e irão pagar na forma da lei, militar ou civil. Parabéns às FFAA pela rapidez nas providências. Já os traficantes homicidas continuavam soltos até o momento em que escrevia esta coluna. Vamos aguardar como age no caso a polícia do governador Cabral.

Há todo um movimento de opinião pública para imputar às FFAA, como instituição, a responsabilidade pelo terrível episódio. Isso é tão razoável quanto culpar a Igreja Católica por um eventual caso de pedofilia de um padre. É tão lógico quanto apontar o dedo acusador contra a direção nacional de um partido pelo fato de um vereador da legenda cobrar propina para acompanhar o prefeito nas votações da Câmara Municipal.

Também está na moda dizer que as três mortes indicam a falta de preparo das FFAA para cumprir missões na esfera da segurança pública. Até gente do governo defende a tese. Não deixa de ser curioso, já que, segundo a própria administração federal, as FFAA estão bem preparadas para executar esse tipo de missão no Haiti. Talvez porque nossa presença militar naquelas paragens do Caribe seja pedra de toque do lobby de Lula para obtermos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Se os militares brasileiros podem estar em Cité Soleil, por que não podem marcar presença no Morro da Providência? Claro que podem. Desde que o façam com o mesmo profissionalismo mostrado, até agora, nas favelas de Porto Príncipe. Evidente que problemas podem acontecer. Soldados são seres humanos, gente de carne e osso sujeita a fraquezas. Para preveni-las e puni-las, aliás, é que existe a lei.

Outro equívoco é defender que as FFAA devem restringir sua ação à defesa do país contra o inimigo externo. As FFAA não só podem como devem empregar seus recursos e sua conhecida capacidade em missões internas nas esferas do desenvolvimento econômico e do progresso social. Fora os lobbies contrariados, não vejo ninguém reclamar quando as FFAA são chamadas pelo presidente Lula para realizar obras rodoviárias. Ou quando se envolvem no apoio material à saúde e à educação de populações necessitadas.

Falsos argumentos à parte, o problema hoje enfrentado pelas FFAA é principalmente político. Nas hostes do antimilitarismo há os sinceros, que no íntimo ainda não conseguiram apagar a memória dos anos da ditadura. E há os espertos, que se valem do compreensível sentimento dos sinceros para tentar encurralar os militares e impedir que exerçam, no âmbito da democracia, seu papel constitucional na defesa do Estado brasileiro e contras as ameaças internas e externas. Um exemplo é a reserva indígena Raposa Serra do Sol.

As FFAA devem habituar-se à dura fiscalização pela sociedade, elemento constitutivo do regime democrático. E a sociedade deve acostumar-se ao fato de as FFAA serem uma instituição como outra qualquer, com bons e maus integrantes. Daí a absoluta e premente necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas, para não irmos mais longe.

Por falar em esperteza e sinceridade, talvez você esteja a se perguntar por que as duas interrogações no primeiro parágrafo desta coluna. Ora, as FFAA não estariam cumprindo sua atual missão carioca sem a anuência do comandante-em-chefe. E soldados não poderiam confraternizar com traficantes se a polícia do Rio estivesse realmente empenhada em combater os criminosos.

Elementar. Mas, assim como no recente caso da epidemia de dengue no Rio, Lula e Sérgio Cabral decidiram mergulhar e fazer que não é com eles. É uma tecnologia conhecida: fingir-se de morto na hora da batalha e aparecer depois para dividir os bônus da vitória.

Cabral e Lula são momentaneamente beneficiados por uma situação política peculiar. A presença do Exército no Morro da Providência relaciona-se com um projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato a prefeito da capital fluminense. O episódio das três mortes caiu, neste ano eleitoral, como uma luva para os muitos adversários do senador e da igreja dele, a Universal do Reino de Deus (Iurd). Como a igreja tem angariado mais inimigos do que recomendaria a prudência, o tempo fecha para Crivella e ninguém cobra nada do presidente e do governador.

Pensando bem, talvez num aspecto as Forças Armadas estejam mesmo despreparadas. Parece faltar aos nossos militares o necessário adestramento para freqüentar os meandros e labirintos de uma política partidária conduzida sem o menor apreço à verdade e ao interesse público. Bendito despreparo.


Tá com medinho, “seu” Chávez? Então pede pra sair!

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Por Graça Salgueiro, Fundadora e Representante do FDR para o Nordeste

“Os mitos desmoronam por si mesmos mas só podem ser totalmente banidos pela verdade”.
Dmitri Volkogonov

O presidente Hugo Chávez está entrando em seu inferno astral mas conta com bons estrategistas que o ajudam a mudar o rumo da prosa quando a luz vermelha se acende. É característico de seu comportamento obsessivo-compulsivo falar o que pensa sem medir as palavras e de tomar atitudes, as mais absurdas e criminosas, sem prever as conseqüências que podem advir desses rompantes.

Dentre estes fatos os mais notórios dos últimos tempos são: a modificação de 69 artigos da Constituição, na qual foi derrotado no Referendum de 2 de dezembro de 2007; os destemperados rótulos e xingamentos ao presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que considera um “cachorro do Império”; a solicitação ao mundo para acolher as FARC como um “agrupamento político beligerante”; o anúncio na Assembléia Nacional de que mastigava folhas de coca diariamente, ofertadas pelo cocalero Evo Morales, presidente da Bolívia; o minuto de silêncio em cadeia nacional pela morte de Raúl Reyes, e, finalmente, a criação da Lei do Sistema Nacional de Inteligência e Contra-Inteligência.

Esta Lei estabelece que todo cidadão fica obrigado a cooperar ilimitadamente com os novos órgãos de Inteligência, com os Conselhos Comunais chavistas e demais associações da militância e, em caso de negar-se a fazê-lo, será punido com uma condenação de dois a quatro anos de cárcere e se for funcionário público a pena é de quatro a seis anos de prisão. No Art. 19, a nova Lei autoriza o “emprego de qualquer meio especial ou técnico para a obtenção e processamento de informação” (Gaceta Oficial Nº 38.940 de 28 de maio de 2008), o que significa que os novos agentes secretos de Chávez podem interceptar correspondência, grampear ligações telefônicas, torturar para obter informação, seqüestrar, drogar, violentar, ameaçar, humilhar em público e até assassinar, tudo em nome da “Segurança Nacional”.

Quando esta Lei foi divulgada começaram as pressões, inclusive dentro das Forças Armadas, para anular esta aberração que Chávez criou utilizando-se das prerrogativas da Lei Habilitante. Uma semana depois, no programa dominical “Alô, Presidente” do dia 8 de junho, aparece um novo Chávez, conciliador, fazendo um mea culpa pelos “exageros” cometidos na tal Lei, alegando em sua defesa ter-se lembrado da tentativa de golpe liderado por ele em 1992 e que não fora, nem aceitaria, ser coagido para delatar quem quer que fosse porque isto era uma violação aos direitos humanos. Em vista deste “reconhecimento”, suspendeu a tal Lei até que fossem revistos alguns artigos.

Ainda no mesmo programa pediu que as FARC se desmobilizem e entreguem todos os reféns, porque a “guerra de guerrilhas é história” e “não se justifica derrocar um governo democraticamente eleito”. Dias depois foi a vez de Rafael Correa, o boneco de ventríloquo de Chávez, repetir o mesmo discurso cínico dizendo: “Por favor, já basta, deixem as armas, vamos ao diálogo político e diplomático para encontrar a paz. Dissemos isso 500 vezes”. (...) “Que futuro tem uma guerrilha que combate um governo democrático, ao menos em aparência, e que não tem nenhum apoio popular no século XXI?”.

Bem, esta solicitação de Chávez teve boa acolhida no governo colombiano e o presidente Uribe agradeceu o gesto de seu par venezuelano [1], passando por cima de todas as agressões e ofensas. Por outro lado, a Corte Suprema de Justiça da Colômbia solicitou à Scotland Yard que revisasse os computadores de Raúl Reyes para corroborar o informe da INTERPOL de que o material ali encontrado era autêntico e não fora violado, alterado ou suprimido.

O que se depreende de todas estas informações? Em primeiro lugar, Chávez pode ter iludido o mundo inteiro com estas declarações, parecendo ter recobrado a sensatez, mas não aos venezuelanos que o conhecem muito bem. Sua popularidade de dezembro até os dias de hoje despencou para risíveis 28% e este é um ano de eleições importantes, para prefeitos e governadores. Ele ainda aguarda o aval do Brasil para ingressar no MERCOSUL e ser defensor das FARC nesse momento depõe contra. Chávez sabe que as FARC estão em franco declínio - em decorrência do excelente trabalho realizado pelos orgãos de Segurança colombianos -, que contam com não mais que míseros 3% de apoio popular e que a Venezuela também é vítima deste bando terrorista por seqüestros, assassinatos e pelo tráfico de drogas e armas.

A Venezuela tem um dos índices de seqüestros mais elevados do mundo – muitos deles pelas mãos das FARC, que Chávez não reclama porque não rendem dividendos políticos - e os crimes por encomenda cresceram tanto, que já são uma das principais causas de morte no país. Por outro lado, os venezuelanos já foram vítimas da espionagem chavista – extra-oficialmente – através das famigeradas listas “Tascón” e “Maisanta” e continuam sendo perseguidos, ameaçados e encarcerados injustamente [2]. Chávez sabe, portanto, que está encurralado, que os venezuelanos o conhecem muito bem e já estão fartos de suas mentiras, de suas truculências e de vê-lo dizer uma coisa hoje para desmentir amanhã, se assim lhe for conveniente politicamente.

Por outro lado, já se sabe das ligações do PT e de funcionários do alto escalão do governo brasileiro com as FARC mas o presidente Lula, malgrado as substanciais provas de envolvimento através dos Encontros do Foro de São Paulo, será poupado, ou melhor, blindado, como vem sendo desde que assumiu o primeiro mandato em 2003.

A política, já disse alguém, é a “arte do possível”. Por isso Uribe fecha os olhos e poupa Lula de uma denúncia formal de envolvimento com as FARC, agradece a Chávez pelo seu pronunciamento e reata relações diplomáticas com o Equador. Por isso também, Rafael Correa mudou seu discurso porque sabe, tanto quanto Chávez, que corre o risco de entrar para a classificação de “países amigos de terroristas” dado pelos Estados Unidos e União Européia. Dependendo comercialmente dos Estados Unidos eles cedem, numa relação de amor e ódio, uma relação tão patológica quanto suas formas de governar.

Chávez está com medo mas, como todos os líderes totalitários não se importa muito em perder coisas materiais, desde que não perca o poder. Por isso muda o discurso, torna-se compassivo, chora, apela, finge-se de amigo mas sobretudo mente; mente muito e vai continuar mentindo. E é por isto mesmo que este reconhecimento não pode ser simplesmente aceito e a página virada. Não! Se ele não pede para sair, tem que ser julgado e posto na cadeia pelos seus crimes, pois ele é parte dos problemas causados pelas FARC, não só na Colômbia mas em toda a América Latina.

[1] Ouça o áudio do agradecimento em http://www.elpais.com/audios/internacional/Uribe/Quiero/reiterar/agradecimientos/Hugo/Chavez/csrcsrpor/20080615csrcsrint_1/Aes/

[2] http://www.payolibre.com/articulos/articulos2.php?id=1433

Escrito originalmente para o Jornal Inconfidência de Belo Horizonte

O Grande Frasista G. K. Chesterton

Do blog do ANGUETH
Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Verdades Eternas

Os sovinas acordam cedo; os ladrões, pelo que sei, acordam na noite anterior.

Defender quaisquer das virtudes cardeais tem, hoje em dia, toda a excitação de um vício.

Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la.

As falácias não se tornam menos falácias porque se tornaram modas.

Imparcialidade é um nome pomposo para indiferença, que é um nome elegante para ignorância.

Uma inconveniência é apenas uma aventura erroneamente considerada; uma aventura é uma inconveniência corretamente considerada.

O que amargura o mundo não é excesso de crítica, mas a ausência de autocrítica.

Um homem são é aquele que tem a tragédia em seu coração e a comédia em sua cabeça.

Entre os ricos você nunca encontrará um homem verdadeiramente generoso, nem por acaso. Eles podem doar seu dinheiro, mas nunca se doam; eles são egoístas, enigmáticos, secos como ossos velhos. Para ser inteligente o suficiente para conseguir todo aquele dinheiro, você deve ser estúpido o suficiente para desejá-lo.

Força moderada é usada na violência, força suprema é usada na levitação.

A simplificação de qualquer coisa é sempre sensacional.

Protestos sempre voltam como um eco dos confins do mundo; mas o silêncio nos revigora.

Costumes são, geralmente, generosos. Hábitos, são quase sempre, egoístas.

Acredito que o que realmente acontece na história é o seguinte: o homem idoso está sempre errado; e os jovens estão sempre errados sobre o que está errado. A forma prática que isso toma é a seguinte: enquanto o homem idoso se apega a algum costume estúpido, o homem jovem sempre o ataca, com alguma teoria que se mostra igualmente estúpida.

O centro de toda a existência do homem é um sonho. Morte, doença, insanidade, são, meramente, acidentes materiais, como uma dor de dente ou uma torção no tornozelo. Que essas forças brutais sempre sitiam e, freqüentemente, capturam a cidadela, não prova que elas são a cidadela.

O otimista é uma pessoa em permanente rebelião que, geralmente, vive e morre num esforço desesperado e suicida para persuadir as pessoas do quando elas são boas.

Ter o direito de fazer uma coisa não é, em absoluto, estar certo em fazê-la.

Todos os exageros estão certos, se eles exageram as coisas certas.

A comédia do homem sobrevive à sua tragédia.

Ultimamente não temos tido boas óperas cômicas, pois, o mundo real tem sido mais cômico que qualquer ópera imaginável.

Quando homens instruídos começam a usar a razão, então, geralmente, descubro que eles não a têm.

O homem livre é dono de si próprio. Ele pode se prejudicar comendo ou bebendo; ele pode se arruinar com o jogo. Se ele assim se comporta, ele é um grande idiota, e pode ser uma alma condenada; se não for esse o caso, ele é tão livre quanto um cachorro.

O esteta nunca faz nada além do que lhe é mandado fazer.

O esteta aspira à harmonia, não à beleza. Se seu cabelo não combina com o purpúreo por do sol, contra o qual ele se posta, ele rapidamente tinge seu cabelo com uma sombra de púrpura. Se sua esposa não combina com o papel de parede, ele se divorcia.

O reformador está sempre certo sobre o que está errado. Ele, geralmente, está errado sobre o que está certo.

A razão é sempre uma espécie de força bruta; aqueles que apelam mais para a cabeça do que para o coração, mesmo que pálido e educado, são, necessariamente, homens violentos. Falamos de ‘tocar’ o coração do homem, mas não podemos fazer nada com a sua cabeça, exceto golpeá-la.

O homem é sempre algo pior e algo melhor que um animal; e meros argumentos sobre a perfeição animal nunca o tocam. Assim, no sexo nenhum animal é cortes ou obsceno. E assim, nenhum animal inventou algo tão ruim quanto a embriaguez – ou tão boa quanto a bebida.

Quando entramos numa família, pelo ato de nascermos, entramos realmente num mundo que é incalculável, num mundo que tem suas próprias e estranhas leis, num mundo que poderia passar sem nós, num mundo que não criamos. Em outras palavras, quando entramos numa família, entramos num conto de fadas.

Uma coisa pode ser muito triste para ser crível ou muito má para ser crível ou muito boa para ser crível; mas ela não pode ser tão absurda para ser crível, neste planeta de sapos e elefantes, de crocodilos e peixes-espada.


Conselhos gratuitos

Não se deleite consigo mesmo. Deleite-se com a dança, com peças teatrais, com passeios de automóveis, com champagne e com ostras; deleite-se com jazz, com cocktails e com boates, se você não se diverte com nada melhor; deleite-se com a bigamia, com o roubo ou com outro crime qualquer; mas nunca se deleite consigo próprio.

Não olhe para os rostos nos jornais e revistas ilustrados. Olhe para os rostos na rua.

Quando for fazer um agrado a um amigo ou a uma criança, dê-lhes o que eles gostam, nunca o que seja bom para eles.

Concordo com o realista irlandês que diz que prefere a profecia depois do acontecido.


O culto ao progresso

O progresso é um comparativo para o qual ainda não temos o superlativo.

O progresso deve significar que estamos sempre mudando o mundo para adequá-lo à nossa visão, ao invés de sempre mudarmos a nossa visão.

Minha atitude perante o progresso passou do antagonismo ao tédio. Parei, a muito tempo, de discutir com as pessoas que preferem quinta-feira à quarta-feira porque é quinta-feira.

Os homens inventam novos ideais porque não ousam tentar os velhos ideais. Eles olham à frente com entusiasmo, porque eles temem olhar para trás.

Tradição significa votar na mais obscura das classes, nossos ancestrais. É a democracia dos mortos. A tradição recusa a se submeter àquela arrogante oligarquia que, por acaso, se encontra por perto.

O mundo moderno é um punhado de carros de corrida, todos obrigados a uma parada, presos num engarrafamento de trânsito.

Confortos raros aos nossos ancestrais são, agora, multiplicados nas fábricas e vendidos indiscriminadamente; e realmente, ninguém atualmente, que não se importe em passar sem ar, espaço, quietude, decência e boas maneiras, precisa se privar de nada que se queira; ou, pelo menos, de uma imitação barata do que se queira.

Uma história de detetive, geralmente, descreve seis homens discutindo sobre como aquele homem morreu. Uma história filosófica moderna, geralmente, descreve seis homens mortos discutindo como algum homem pode estar vivo.

Nenhuma das máquinas modernas, nenhuma das parafernálias modernas ... têm algum poder sobre alguém, exceto sobre aqueles que optaram por usá-las.

Toda a maldição do último século foi o que se pode chamar de a Oscilação do Pêndulo; isto é, a idéia de que o Homem deve ir, alternativamente, de um extremo ao outro. Isso é vergonhoso e chocante; é a negação de toda a dignidade da espécie humana. Quando o Homem está vivo ele permanece parado. É somente quando morre que ele oscila.

Este é o tempo no qual minorias ínfimas e teóricas podem conquistar maiorias inconscientes e não-teóricas.


Guerra e Política

[O marxismo], numa geração, irá para o limbo da maioria das heresias, mas enquanto isso, ele envenenará a Revolução Russa.

A guerra não é o melhor caminho para resolver as diferenças; é o único caminho para evitar que as diferenças sejam resolvidas em seu nome.

Há um corolário da concepção ‘ser muito orgulhoso para lutar’. Os humildes têm de empreender a maior parte da luta.

A única guerra defensável é a guerra de defesa.

O verdadeiro soldado luta não porque ele odeia o que está a sua frente, mas porque ele ama o que está atrás.

Como as revoluções envelhecem, e pior, se tornam respeitáveis!


Governo e Política

Uma vez que se abole Deus, o governo se torna Deus.

A América é o único país jamais fundando sobre um credo.

A Declaração de Independência baseia, dogmaticamente, todos os direitos no fato de que Deus criou todos os homens iguais; e está certa; pois, se eles não fossem criados iguais, eles, certamente, teriam evoluído desigualmente. Não há fundamento para a democracia, exceto no dogma da origem divina do homem.

A democracia inconsciente na América é uma coisa muito boa. É uma suposição verdadeira, profunda e instintiva na igualdade dos cidadãos que, mesmo o voto e as eleições, não destruíram.

Quando você desobedece as grandes leis, você não alcança a liberdade; você não promove nem mesmo a anarquia. Você promove as pequenas leis.

Se você tentar, atualmente, uma discussão real com um jornal de posição política oposta à sua, você não terá nenhuma resposta, exceto jargão ou silêncio.

É um crítico superficial aquele que não enxerga um eterno rebelde no coração de um conservador.

Você nunca terá uma revolução para estabelecer uma democracia. Você deve ter uma democracia para ter uma revolução.

Quando um político está na oposição ele é um expert nos meios para determinados fins; quando é situação, ele é um expert nos obstáculos.

Formei uma clara concepção de patriotismo. Geralmente, o tenho encontrado alçado ao primeiro plano por algum sujeito que tem algo a esconder no segundo plano. Tenho visto uma grande quantidade de patriotismo; e o tenho descoberto como o último refúgio dos patifes.

Não pode haver uma nação de milionários, e nunca houve uma nação de camaradas utópicos; mas pode haver muitas nações de camponeses toleravelmente felizes.

Todo governo é uma horrível necessidade.

É difícil tornar um governo representativo quando ele é, ao mesmo tempo, remoto.

É um bom sinal para uma nação quando as coisas estão sendo feitas imperfeitamente. Isso mostra que todo o povo as está fazendo. E é um mau sinal quando as coisas estão sendo feitas muito bem, pois, isso mostra que somente uns poucos experts e excêntricos as estão fazendo e que a nação está sendo um mero espectador.

Todo o mundo moderno se dividiu em conservadores e progressistas. O negócio dos progressistas é continuar cometendo erros. O negócio dos conservadores é prevenir que os erros sejam corrigidos.


Sociedade e cultura

Nunca pude ver nada de errado no sensacionalismo; e estou certo de que nossa sociedade sofre mais pela confidencialidade do que por quaisquer revelações extravagantes.

De tudo o que ouvimos da atividade e da pressa americanas, é realmente estranho que os americanos parecem gostar de se demorarem em grandes palavras.

É verdade que sou da velha guarda; muito do que amo foi destruído ou exilado.

Penso que o mais estranho sobre os povos avançados é que, ao mesmo tempo em que eles estão sempre conversando sobre as coisas como sendo problemas, eles, dificilmente, têm qualquer noção do que seja um problema real.

Super-civilização e barbárie estão a menos de uma polegada de distância. E uma marca de ambos é o poder do curandeiro.

Por especialistas em pobreza eu não quero dizer sociólogos, mas homens pobres.

Uma cidade moderna é feia não porque ela é uma cidade, mas porque ela não é suficientemente uma cidade, porque é uma selva, porque é confusa e anárquica, surgindo com a energia egoística e materialista.

Auto-negação é o teste e a definição do auto-governo.


Amor, casamento e os sexos

Amor significa amar o inamável, ou não é uma virtude, em absoluto.

As mulheres são as únicas realistas; todo seu objetivo na vida é opor seu realismo ao extravagante, excessivo e, ocasionalmente, embriagado idealismo dos homens.

O grande prazer do casamento é que ele é uma crise permanente.

O bom trabalho de um homem é conseqüência do que ele faz, o da mulher, do que ela é.

As mulheres têm uma sede de ordem e beleza como algo físico; há um estranho poder feminino de odiar a feiúra e o desperdício, enquanto que o homem bom somente odeia os pecados e as virtudes dos homens maus.

O casamento é um duelo mortal que nenhum homem honrado deve rejeitar.

Os primeiros dois fatos que um menino ou menina saudável sentem sobre o sexo são: primeiro que é bonito e depois que é perigoso.

Tenho poucas dúvidas de que quando São Jorge matou o dragão ele estava com um medo terrível da princesa.


Religião e Fé

Um dos principais usos da religião é que ela nos lembra nossa origem na escuridão, o simples fato de que fomos criados.

A Bíblia nos diz para amar nosso próximo e também para amar nosso inimigo; provavelmente porque eles são a mesma pessoa.

Se não houvesse Deus, não haveria nenhum ateu.

Há aqueles que odeiam o Cristianismo e chama esse ódio um completo amor pelas outras religiões.

O ideal Cristão não foi tentado e considerado imperfeito; ele foi considerado difícil e não foi tentado.

Os mistérios de Deus são mais satisfatórios que as soluções humanas.

Tem sido afirmado, muito acertadamente, que a religião é a coisa que faz o homem ordinário se sentir extraordinário; é uma verdade igualmente importante que a religião é a coisa que faz o homem extraordinário se sentir ordinário.

Teologia é somente o pensamento aplicado à religião.

A verdade é, claramente, que a rigidez dos Dez Mandamentos é uma evidência, não da obscuridade e estreiteza da religião, mas, ao contrário, da sua liberalidade e humanidade. É mais econômico afirmar as coisas proibidas do que as permitidas: precisamente porque muitas coisas são permitidas e apenas poucas proibidas.

Estes são tempos em que se espera do Cristão que ele admire todo credo, exceto o seu próprio.

O Puritanismo foi uma honrada disposição mental, uma nobre voga. Em outras palavras, foi um admirável erro.


Natal

Quando um homem considera o dia de Natal uma mera desculpa para se encharcar de comida e bebida, isso seria falso mas, haveria um fato verdadeiro escondido em algum lugar. Mas quando Bernard Shaw diz que o dia de Natal é somente uma conspiração estritamente comercial de avicultores e comerciantes de vinho, então ele diz algo chocante e magnificentemente estúpido. Ele poderia também ter dito que os dois sexos foram inventados por joalheiros interessados na venda de anéis.

Quem pensa que o Menino Jesus nasceu em dezembro entende por isso exatamente o que nós entendemos; que Cristo não é meramente um sol de verão para o próspero, mas um fogo invernal para o infeliz.

Quanto mais nos orgulhamos de que a história de Belém é simples o bastante para ser compreendida pelos pastores, e quase pelas ovelhas, tanto mais nos deixamos levar, através de obscurecidos e belos afrescos e procissões imaginárias, pelo mistério e majestade dos Três Reis Magos.

A grande maioria das pessoas continuará a observar formas que não podem explicar; elas continuarão, no dia de Natal, a trocar presentes de Natal e a aspirarem a benção de Natal; elas continuarão a fazê-lo; e algum dia, repentinamente, elas acordarão e descobrirão o por quê.


Moralidade e Verdade

Os homens não discordam muito nas coisas que eles consideram más; eles discordam, enormemente, sobre que males eles considerarão desculpáveis.

Não é que não temos patifes suficientes para amaldiçoar; é que não temos homens bons suficientes para amaldiçoá-los.

Há motivos para dizer a verdade; há motivos para evitar a calúnia; mas não há defesa possível para o homem que calunia e não diz a verdade.

A verdade integral é, geralmente, a aliada da virtude; a meia verdade é sempre aliada de algum vício.

A verdade é sagrada; e se você diz a verdade muito freqüentemente, ninguém acreditará.

A civilização tem corrido à frente da alma do homem, e está produzindo mais rápido do que ele pensa e possa agradecer.

Não é intolerância ter certeza de se estar certo; mas é intolerância ser incapaz de imaginar como pudemos ter errado.

Haveria muito menos desgraça se as pessoas não idealizassem o pecado e se posassem como pecadores.

Todos os homens têm sede de dizer a verdade mais do que bestas cansadas são sedentas por água; mas eles naturalmente se negam a confessá-los quando outras pessoas, que cometeram os mesmos crimes, se sentam por perto e se riem deles.

Idolatria é cometida, não somente pela instituição de falsos deuses, mas também, pela instituição de falsos demônios; fazendo os homens temerem a guerra e o álcool, ou a lei econômica, quando eles devem temer a corrupção espiritual e a covardia.

Eu digo que o homem deve estar certo de sua moralidade pela simples razão de que ele tem de sofrer por ela.

Para o homem humilde, e para o homem humilde somente, o sol é realmente o sol; para o homem humilde, e para o homem humilde somente, o mar é somente o mar.

Grandes verdades podem, somente, ser esquecidas, mas nunca podem ser falsificadas.

A voz de rebeldes e profetas especiais, recomendando descontentamento, deve, como eu disse, se fazer ouvir de quando em vez, repentinamente, como um anúncio. Mas as vozes dos santos e sábios, recomendando contentamento, devem soar incessantemente, como o mar.

Toda a ciência, mesmo a divina ciência, é uma sublime história de detetive. Mas ela não é para detectar porque o homem está morto; mas o obscuro segredo do porquê ele está vivo.

A maior parte da liberdade moderna tem sua raiz no medo. Não é que somos tão corajosos para nos submeter às leis; é que, ao contrário, somos muito tímidos para nos submeter às responsabilidades.

Se quisermos dar aos pobres entretenimento, devemos nos preparar para dá-los luxo. Se não os fizermos suficientemente ricos para serem limpos, então, devemos fazer o que fazíamos com os santos. Devemos reverenciá-los por estarem sujos.

O mundo será, muito proximamente, dividido, a menos que me engane, entre aqueles que continuarão explicando nosso sucesso, e aqueles, algo mais inteligentes, que estão tentando explicar nosso fracasso.

O que chamamos emancipação é, sempre e por necessidade, simplesmente, a livre escolha da alma entre um conjunto de limitações em detrimento de outro.

Há alguns desejos que não são desejáveis.

Na luta pela existência, a esperança começa a alvorecer somente para aqueles que permanecerem por dez minutos depois que tudo tenha se tornado desesperado.

A indulgência e tolerância modernas beneficiam os ricos; e não beneficiam mais ninguém.

O principal negócio terreno do ser humano é construir seu lar e seus arredores, tão simbólico e significativo para sua imaginação quanto ele seja capaz.


Teoria Econômica e Distributismo

O Grande Negócio e o Estado Socialista são muito parecidos, especialmente o Grande Negócio.

Nenhuma sociedade pode sobreviver da falácia socialista de que existe um número absolutamente ilimitado de autoridades inspiradas e uma quantidade absolutamente ilimitada de dinheiro para pagá-las.

Um cidadão dificilmente distingue entre um imposto e uma multa, exceto pelo fato de que a multa é, geralmente, muito menor.

Muito capitalismo não significa muitos capitalistas, mas muito poucos capitalistas.

O preço é uma coisa maluca e incalculável, enquanto o Valor é uma coisa intrínseca e indestrutível.

Os empresários, especialmente os grandes empresários, estão agora organizados como um exército. É, como alguns diriam, um militarismo suave sem derramamento de sangue; como eu digo, um militarismo sem as virtudes militares.

Todos, excetos os duros de coração, devem estar consternados com o patético dilema do homem rico, que tem de manter o homem pobre gordo o suficiente para conseguir trabalhar e magro o suficiente para ter de trabalhar.

Do ponto de vista de qualquer pessoa sã, o problema atual da concentração capitalista não é somente uma questão de lei, mas de lei criminal, para não falar de demência criminal.

Porque a garota deve ter cabelos longos, ela deve os ter limpos; porque ela os deve ter limpos, ela não deve ter uma casa suja; por que ela não deve ter uma casa suja, ela deve ter uma mãe livre e sem trabalho; por sua mãe não trabalhar, ela não deve ter um locador usurário; porque o locador não deve ser usurário, deve haver uma redistribuição de propriedade; porque deve haver uma redistribuição de propriedade, deve haver uma revolução.
Há apenas uma coisa em nosso meio, atenuada e ameaçada, mas detentora de um certo poder, como um fantasma da Idade Média: os Sindicatos.

[O capitalismo é] aquele sistema comercial em que a oferta imediatamente responde pela demanda e em que todo mundo parece estar completamente insatisfeito e incapaz de conseguir aquilo que deseja.

Nossa sociedade é tão anormal que o homem normal nunca sonha em ter a ocupação normal de cuidar se sua própria propriedade. Quando ele escolhe um negócio, ele escolhe um, entre milhares de negócios, que envolve cuidar da propriedade dos outros.

O argumento real contra a aristocracia é que ela sempre significa o governo do ignorante. Pois, a mais perigosa forma de ignorância é a ignorância do trabalho.

Fazer o locatário e o locador a mesma pessoa tem certas vantagens, tal como o locatário não pagar o aluguel e o locador não trabalhar muito.

Você não pode ter uma fazenda familiar sem ter família.

Eu daria à mulher não mais direitos, mas mais privilégios. Ao invés de mandá-la procurar aquela liberdade que, notoriamente, prevalece em bancos e fábricas, eu, especialmente, projetaria uma casa em que ela pudesse ser livre.


Arte e Literatura

Arte, como a moralidade, consiste em traçar uma linha em algum lugar.

A decadência da sociedade é louvada pelos artistas assim como a decadência de um defunto é louvada pelos vermes.

O temperamento artístico é uma doença que aflige os amadores.

Os selvagens e os artistas são igual e estranhamente levados a criarem algo mais feio que eles mesmos. Mas, os artistas acham a tarefa mais difícil.

A decoração do mundo não é trabalho da natureza, mas um trabalho de arte, assim, ele envolve um artista.

Por uma curiosa confusão, muitos críticos modernos passaram da proposição de que uma obra-prima pode ser impopular para a outra proposição de que, a menos que seja impopular, ela não é uma obra-prima.

E em todo o mundo, a velha literatura, a literatura popular, permanece a mesma. Ela consiste de muita tristeza digna e de muito divertimento indigno. Suas tristes lendas são de corações partidos; suas lendas alegres são de cabeças partidas.

As palavras de uma boa prosa significam o que elas dizem. As palavras de uma boa poesia significam o que elas não dizem.


Palavras Passadas e Dilemas Atuais

Pais ausentes
O que é chamado matriarcado é, simplesmente, anarquia moral, na qual as mães ficam sozinhas porque todos os pais são fugitivos ou irresponsáveis.

Volta à natureza
Propriamente falando, é claro, não existe tal coisa como uma volta à natureza, porque não uma tal coisa como uma saída dela. A frase lembra um cavalheiro, levemente embriagado, que se levanta na sua própria sala de jantar e declara, firmemente, que está indo para casa.

Preconceito
O preconceito é uma incapacidade de conceber, seriamente, uma alternativa a uma proposição.

Pena Capital
De minha parte, não haveria nenhuma execução, exceto pela plebe; ou, pelo menos, pelo povo agindo muito excepcionalmente. Eu proibiria a pena capital, exceto em casos de confisco. Assim, haveria alguma chance de uns poucos de nossos reais opressores serem enforcados.

Distribuição de Preservativos
Nossos mestres materialistas podem, e provavelmente irão, colocar o Controle de Natalidade em um programa prático imediato, enquanto todos nós estamos discutindo o terrível perigo de alguém colocá-lo numa distante Utopia.

O Sistema Educacional
O propósito da Educação Compulsória é o de negar às pessoas comuns seu senso comum.

Apesar das autoridades acadêmicas se orgulharem de conduzir tudo por meio da Avaliação, elas raramente cedem ao que as pessoas religiosas descrevem como Auto-Avaliação. A conseqüência disso é que o Estado moderno tem educado seus cidadãos numa série de modas transitórias.

Uma Sociedade Litigante
A posição que agora nos encontramos é esta: começando pelo Estado, tentamos remediar os fracassos de todas as famílias, de todas as creches, de todas as escolas, de todas as oficinas, de todas as instituições secundárias que tiveram, no passado, alguma autoridade própria. Tudo é, ao fim, levado aos Tribunais. Nós estamos tentando parar o vazamento que acontece do outro lado.

Psicanálise
Psicanálise é uma ciência conduzida por lunáticos para lunáticos. Eles estão, geralmente, preocupados em provar que as pessoas são irresponsáveis; e eles, certamente, tiveram sucesso em provar que algumas pessoas são.

Direitos Reprodutivos
Deixemos todos os bebes nascerem. Então, afoguemos aqueles de quem não gostarmos.

Separação Igreja-Estado
Liberdade religiosa deve significar que todos são livres para discutir sobre religião. Na prática ela significa que a quase ninguém é permitido mencionar o assunto.

Fonte: http://www.chesterton.org

O nacionalismo contra a nação

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 03 de abril de 2008

Em 1990, pronunciei na Casa do Estudante do Brasil , Rio de Janeiro, uma conferência sob o título de "O fim do ciclo nacionalista". A tese central era que a cultura brasileira, tendo como foco a busca e afirmação da identidade pátria, não sobreviveria ao advento de uma nova situação mundial marcada pela dissolução das soberanias nacionais e por aquilo que viria a ser chamado de "multiculturalismo". O Brasil havia chegado tarde demais ao palco da História e, excetuada a inverossímil hipótese de um upgrade intelectual formidável, suas elites seriam engolfadas por transformações mundiais que ultrapassariam de longe a sua capacidade de compreensão. O Brasil como unidade política autônoma estava em perigo de dissolver-se, sem que suas lideranças fossem capazes sequer de perceber o que se passava.

Decorridos dezoito anos, a apropriação de parcelas imensas do território pela narcoguerrilha colombiana, pelas gangues locais intimamente associadas a traficantes estrangeiros, por "nações
indígenas" criadas em proveta nos laboratórios da ONU, pelos chamados "movimentos sociais" a serviço do Foro de São Paulo - tudo isso mostra que só tenho uma coisa a alterar no meu diagnóstico de 1990: os verbos devem ser transpostos do tempo futuro para o tempo presente.

Sem dúvida, um dos principais fatores que contribuíram para transmutar as minhas previsões em realidade foi a total apropriação do nacionalismo brasileiro pelos movimentos de esquerda. O nacionalismo de esquerda é uma criatura esquiva e bifronte, que finge defender a soberania nacional só para mais facilmente subjugar o País aos interesses de um movimento que é internacionalista na origem e nos objetivos, e que aliás é sustentado pelas mesmas forças globalistas que, da boca para fora, professa combater.

Toda e qualquer identidade nacional que signifique alguma coisa na realidade, que não seja só um mito oficial, funda-se na consciência histórica transmitida e reforçada de geração em geração, bem como nos valores tradicionais que essa História incorpora e simboliza.

A"revolução cultural" gramsciana que se apossou do sistema nacional de ensino há quase três décadas apagou totalmente essas referências básicas, substituindo-as por um novo conceito de "nacionalismo" que consiste na síntese de ódio antiamericano, chavismo militante e multiculturalismo dissolvente.

Esse nacionalismo só serve para subjugar o Brasil aos interesses do esquerdismo internacional, empenhado em "reconquistar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu (C.T. - este é o objetyivo confesso do FORO DE SÃO PAULO)" e em integrar as nações do continente numa unidade regional onde terão tanta autonomia quanto a Ucrânia ou a Polônia tinham sob o jugo da URSS.

Preocupações com as iniciativas "verdes"

Do portal OrdemLivre.org
Por Donald Boudreaux

Karol, minha esposa, compartilha meu profundo apreço pela criatividade das pessoas quando elas podem agir em mercados livres, bem como meu ceticismo em relação à política. Concordamos em quase tudo.

Apesar disso, em algumas questões nós divergimos – não fundamentalmente, mas por uma questão de ênfase ou, talvez, apenas por questão de gosto.

Karol aplaude as ações privadas para encorajar os consumidores a “serem verdes”. Eu, por outro lado, desconfio da maioria desses esforços. Não que eu prefira as ações políticas. Pelo contrário. Se algumas mães de diferentes partes do país sentem a necessidade de “fazer algo pelo meio ambiente,” eu preferiria que elas fizessem algo voluntariamente – como comprar sacolas reutilizáveis – ao invés de ser forçadas pelo governo. Sem a força governamental, aqueles dentre nós que não estão interessados em demonstrar suas credenciais verdes estariam livres para seguir suas vidas. O que é sempre bom.

Eu desconfio desses esforços por duas razões. A primeira é idêntica à razão pela qual eu fico insatisfeito ao pensar que as pessoas voluntariamente compram livros que ensinam como enriquecer rapidamente ou como perder peso durante o sono. Embora eu não deseje usar a força para evitar que adultos gastem seu dinheiro em tais produtos, ainda assim, essas coisas são uma fraude. Os fornecedores desses produtos aproveitam-se da credulidade dos consumidores.

E o mesmo acontece com as várias propostas de como “valorizarmos o verde”. Por exemplo, pense nos avisos a respeito o uso de copos de vidro ao invés de copos de papel ou de isopor. A idéia é que a produção de copos de papel leva à derrubada de mais árvores, e que os copos de isopor causam a extração de mais petróleo. E essas atividades são consideradas “não-verdes”. Porém, a produção de copos de vidro necessita de um calor intenso – um requisito que consome recursos. E ainda, por serem mais pesados que copos descartáveis, os copos de vidro necessitam de uma quantidade maior de energia para serem transportados para o mercado. Finalmente, não podemos esquecer que a lavagem de copos de vidro também utiliza energia e água.

Agora, eu não faço a menor idéia se os copos descartáveis são melhores ou piores para o meio ambiente do que os copos de vidro – isso é o que eu quero dizer. A complexidade da nossa economia moderna é bem maior do que a maioria das pessoas pode imaginar. Como Milton Friedman (seguindo os passos de seu amigo Leonard Read, fundador da Foundation for Economic Education - FEE) explicou no seu famoso programa de TV “Free to Choose”, em 1979, ninguém sabe como fabricar um simples lápis comum.

A produção de cada lápis, no fim das contas, requer o conhecimento de como fazer serras mecânicas (para cortar as árvores), como extrair petróleo bruto (para alimentar as serras e os caminhões de entrega), como encontrar bauxita (para a fabricação da parte de alumínio que segura a borracha do lápis), como extrair grafite (para fazer a “ponta”) e, literalmente, milhões de outras tarefas necessárias para a produção do lápis que usamos em nosso dia a dia. Nenhuma pessoa ou comitê de pessoas poderia, nem de longe, tentar reunir e processar todo esse conhecimento. Os lápis são produzidos porque milhões de pessoas, cada uma com suas próprias habilidades e conhecimentos, são guiadas pelos sinais do mercado e contribuem para a fabricação dos lápis. Ninguém, entre as milhares de pessoas cujos esforços são necessários para a fabricação de um lápis, tem consciência que um dos resultados finais de seus esforços será um lápis.

Dada a enorme complexidade da economia, seria uma mentira qualquer pessoa insistir que, digamos, o uso de copos de vidro é melhor para a economia do que o uso de copos descartáveis (ou vice versa). O mesmo se aplica às várias iniciativas “verdes” famosas, como a reciclagem ou o uso de lâmpadas fluorescentes.

Dói ver tantas pessoas adotando ingenuamente a última moda “verde”, como se ela fosse baseada em estudos científicos e em dados suficientes.

Minha segunda razão para desconfiar até mesmo de iniciativas voluntárias é meu temor que elas alimentem o ambientalismo como religião. E uma religião ambientalista difundida ameaçaria se transformar em mais restrições, irracionais e destrutivas, à propriedade privada e ao livre mercado.

Exatamente porque ninguém que tome parte nas mais recentes iniciativas “verdes” privadas tem como saber se suas ações realmente ajudam o meio ambiente, o hábito da ação baseada no simbolismo vai-se tornando arraigado, em prejuízo da ciência (ou mesmo do senso comum). As pessoas se tornam seguras demais a respeito de suas crenças em relação às conseqüências de suas ações – seguras demais de que suas intenções são razão suficiente para agir dessa forma – sem nenhuma necessidade de verificar suas crenças à luz dos fatos.

Existem iniciativas verdes privadas que são válidas, como dirigir menos quando o preço da gasolina aumenta. Porém, quase todas as iniciativas que valem a pena são respostas às mudanças nos preços do mercado – preços que contêm informações de todos os lugares do planeta a respeito do estado objetivo do mundo. E agirmos baseados nessas informações é o melhor que podemos fazer.

(adendo C.T.) A bandeira verde, hoje, pode muitas vezes estar substituindo a falida bandeira vermelha.

Original em inglês.


O queridinho da elite global

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 12 de junho de 2008

Nada mais significativo do retardamento mental brasileiro do que a insistência mecânica, repetitiva, psicastênica, no mote: “Estarão os EUA maduros para aceitar um presidente negro?A chantagem psicológica embutida nessa pergunta é tão óbvia, tão grosseira, tão primária (“ou você vota em Obama ou confessa que é racista”), que por aqui até mesmo os mais devotos porta-vozes do candidato democrata procuram evitá-la, deixando-a para jornaizinhos de estudantes e grupos de esquerda sem a mínima expressão eleitoral. Tomando como modelo o discurso desses jornaizinhos, a “grande midia” nacional revela todo o seu provincianismo, a sua radical incapacidade de superar os slogans anti-americanos mais bobocas dos anos 50.

Afinal, por que os americanos deveriam, só para provar “maturidade”, eleger presidente o representante de uma comunidade étnica que mal chega a doze por cento da sua população? No Brasil, os negros e afrodescendentes são quase metade do contingente demográfico, e nunca um deles foi comandante das Forças Armadas nem ministro das Relações Exteriores. Nem mesmo candidato à presidência. Em Cuba jamais houve sequer um ministro negro, mas o estoque de negros nas prisões é um dos mais altos do mundo.

O que singulariza o sr. Barack Obama e explica a onda de badalação em torno dele não é a cor da sua pele, nem a soma de seus duvidosos talentos. Alan Keyes – meu candidato, se eu votasse nas eleições americanas – é duas vezes mais preto que ele, mil vezes mais culto e dez mil vezes mais honesto, e nem por isso deixou de ser boicotado ao ponto de ter de sair do Partido Republicano e lançar-se como candidato independente. Embora tenha considerável apoio entre os conservadores, foi excluído de todos os debates e jamais aparece na “grande mídia”.

As diferenças específicas do sr. Barack Obama são as seguintes:

1. Desde William Z. Foster e Earl Browder, que na década de 40 concorreram pelo Partido Comunista e tiveram votações irrisórias, Obama é o esquerdista mais radical que já se apresentou a uma eleição presidencial americana.

2. Ele apóia todas as medidas globalistas voltadas à destruição da soberania americana. Os círculos globalistas devolvem a gentileza, financiando-o generosamente.

3. Ele é o primeiro candidato presidencial que se apresenta com uma biografia nebulosa, contraditória e, a rigor, incompreensível, sendo menos uma pessoa historicamente identificável do que um amálgama de lendas e subterfúgios capaz de se amoldar às projeções mais desencontradas que a imaginação do eleitor possa lançar sobre ele. É, em toda a extensão do termo, uma figura construída, um fantoche.

4. Ele é o primeiro candidato presidencial americano que jamais teve um emprego produtivo. Só trabalhou como ativista. É um comedor de subsídios por natureza, e não espanta que seu programa de governo consista essencialmente de quatro coisas: aumentar impostos, elevar as despesas estatais até às alturas da catástrofe pura e simples, estrangular a indústria americana por meio de mais leis restritivas e bloquear sob lindos pretextos ecológicos a exploração de petróleo, tornando os EUA ainda mais dependentes da OPEC.

4. O círculo de proteção erigido em torno dele pela grande mídia é tão sólido que mesmo sucessivamente desmascarado pelas mentiras tolas que profere e pela revelação de suas ligações com toda sorte de terroristas e vigaristas, ele continua sendo tratado como alma pura e santa. Tal como Lula, ele foi adotado pela elite globalista e investido do dom da impecância eterna, imune à sujeira da sua vida real, que todo mundo conhece mas que é proibido levar em conta. O manto de proteção estendido sobre ele chega mesmo ao Brasil, onde até um colunista supostamente conservador como Ali Kamel canta louvores ao candidato com base tão-somente nas suas intenções declaradas, abstraindo, como se fossem zeros à esquerda, toda a sua atividade anterior e os inumeráveis trechos francamente racistas dos seus dois livros.

5. Somado a essas qualidades, o fato de ser negro é somente um detalhe útil, que não precisa nem deve ser explorado muito abertamente. A chantagem é tanto mais eficiente quanto mais sutil.

Domingo no parque: Encontro na Praça da Paz, no Ibirapuera, São Paulo, SP. Domingo 29.06.08, 10:00hs.

Domingo no parque.

Estaremos presentes e contamos com a presença de vocês.

Encontro na Praça da Paz, no Ibirapuera, São Paulo, SP. Domingo 29.06.08, 10:00hs.

Caminhada para mostrarmos ao mundo que a Amazônia é nossa. E assim deve permanecer.

Divulguem. Compareçam. Mais que um exercício de cidadania. É uma luta pelo que é nosso!!

 

Ana Paula Zatz Correia
Associação Nacional em Defesa da Ética e da Cidadania - ANDEC

http://andec.blogspot.com

Faça parte desse movimento!!

domingo, 22 de junho de 2008

Aplausos e vaias - ATENÇÃO RIO GRANDE DO SUL

Do blog da ANDEC - Associação Nacional em Defesa da Ética e Cidadania
21 Junho, 2008

Nossos aplausos e apoio, mais uma vez, ao Movimento Luto pelo Brasil.

ATENÇÃO RIO GRANDE DO SUL

No próximo dia 27, a partir das 12:00hs, os cidadãos sairão em caminhada rumo a Assembléia Legislativa, pelas ruas de Porto Alegre em prol da transparência e honestidade. Saída do Estacionamento Shopping Total (Av. Cristóvão Colombo, 545, Bairro Floresta, Porto Alegre, RS).

Torcemos para que os demais Estados sigam esse exemplo.

As vaias ficam para alguns dos senadores.

Havíamos pedido a todos que escrevessem ao Srs. Senadores cobrando apoio na rejeição da Contribuição Sem Sentido-CSS, aprovada pela Câmara dos Deputados.
Evidentemente, fizemos o mesmo.

Alguns desses 'representantes' sequer se dignaram a abrir os e-mails que enviamos antes de jogá-los fora! Reenviamos tais mensagens com a referência: Fw: Não lida: CSS

Pois bem. Aqueles que ainda têm um resquício de inteligência e/ou vergonha na cara abriram a segunda mensagem - e até nos responderam (!!!).

Outros, carentes das duas qualidades acima,
se limitaram a jogar a mensagem não aberta na lixeira, mais uma vez.

Os senadores que não valem o clique no botão da urna eletrônica (ATENÇÃO!!!):

1. Serys Slhessarenko - PT ( MATO GROSSO)
2. Cesar Borges - PR (BAHIA)
3. Heráclito Fortes - DEM (PIAUÍ)
4. Geraldo Mesquita - PMDB (ACRE)

Alguns deles tem seus e-mails redirecionados aos de(s) seu(s) respectivo(s) assessor(es), que apaga(m) as mensagens recebidas pelos eleitores, sem ler. Fica difícil, assim, saber quem são tais senadores tão mal assessorados. Se alguém souber, nos ajude a divulgar.

Assessores (de Senadores) que não cumprem sua função:

1. Pedro Roberto Rocha
2. Maria do Socorro Reis Carneiro
3. Gustavo Antonio Mendonça de Freitas
4. Marden Nascimento Costaa

Filósofos do Amanhã - para refletir e nos dar forças neste momento

O historiador alemão Jacob Burckhardt dizia que não seria difícil para dez homens, firmemente unidos no propósito de manter a inteligência e a coragem no mundo, afetarem dez mil.

Por outro lado, não há dúvida de que esses inovadores do pensamento, precisamente pela sua originalidade, levam muito tempo para se fazerem conhecidos.

Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana

Enviado por e-mail pelo Arlindo Montenegro

Comentário do Cavaleiro do Templo: seria a Austrália a melhor nação para se viver? Acho que sim pois antes de tudo, um país tem que defender-se das invasões de qualquer tipo. Quando digo invasão, falo do ato hostil de entrar em um país e tentar impor as regras religiosas ou não de outros onde as pessoas nasceram.

Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Austrália, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas.

Aparentemente, o Primeiro-ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação.

Citação: 'OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.

'A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade'.

'A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!'

'A maior parte dos Australianos crêem em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura'.

'Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco'.

'ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemo-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou'.

Não é uma questão de preconceito.

Circule este artigo entre seus amigos, envie-o para todos que conhece.
Talvez assim consigamos espalhar as mesmas verdades. A comissão Bouchard-Taylor deveria inspirar-se nesta declaração antes de qualquer outra.

Evento: 28.06.2008, das 14:00 às 17:00hs, na Rua Pio XI, 500, Lapa, São Paulo, SP

CONVITE

Gostaríamos de contar com a presença de todos os brasileiros de bem, grupos ou associações, em mais esse encontro que se realizará em 28.06.2008, das 14:00hs às 17:00hs, na Rua Pio XI, 500, Lapa, São Paulo, SP.

Vamos unir forças em prol de um País melhor para todos nós.

A reunião objetiva:

- manter a real oposição coesa

- planejar o próximo movimento de rua

- analisar em conjunto meios de pressão para evitar a ratificação, pelo Congresso Nacional, da declaração dos direitos indígenas firmada pelo governo Lula e

- analisar meios para acompanhamento/pressão junto ao STF nas ações de inconstitucionalidade da demarcação das terras de modo contínuo (especialmente considerando o lobby internacional bancado pelas 'ONGs', que está sendo feito com a utilização dos índios)

- analisar meios de divulgar (e reabrir a discussão nacional) da insegurança do atual sistema de urnas eletrônicas.

Faça a diferença, faça parte desse movimento!!

  

Ana Paula Zatz Correia

Associação Nacional em Defesa da Ética e da Cidadania - ANDEC  

http://andec.blogspot.com


PF prende grupo por desvio do PAC

Do portal do ESTADÃO
Felipe Recondo, Sábado, 21 junho de 2008

Esquema, que envolveria dois deputados, controlava R$ 700 milhões em contratos de saneamento e habitação

A Polícia Federal desbaratou ontem um esquema de desvio de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), montado por empresários e lobistas com a suposta participação de deputados, prefeitos e servidores. O que a PF chama de organização criminosa controlava contratos de R$ 700 milhões, no total, relativos a obras de saneamento e construção de casas populares (C.T. - é bastante significativo isto tudo pois aqui na minha cidade, Vitória/ES, o PREFEITO PETISTA tentou de todo jeito construir "na moita" um conjunto habitacional com 120 casas. Como queria fazer a coisa toda escondida da cidade e principalmente do bairro onde as casas seriam construídas, se deu mal. A Associação do Bairro de Fradinhos descobriu INÚMERAS falhas (para dizer o mínimo) no projeto, a mais grotesca era a CONSTRUÇÃO DESTAS CASAS DENTRO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DA MATA ATLÂNTICA. A equipe da Prefeitura literalmente enlouqueceu quando não conseguiu impor a todos o projeto e agora acho que sei porque... É muita GRANA na jogada. Leiam isto aqui , aqui e aqui ). Mais R$ 2 bilhões em recursos provenientes de emendas parlamentares e financiamentos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estariam na mira do grupo. Esse dinheiro deve ficar retido durante as investigações, para evitar novos desvios.

A Operação João de Barro envolveu mil agentes para cumprir 38 mandados de prisão e 230 de busca e apreensão em São Paulo, Minas, Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Goiás e Tocantins -, além do Distrito Federal. No total, são alvo das investigações 119 prefeituras, a maior parte de Minas.

No Congresso, os policiais vasculharam os gabinetes dos deputados mineiros João Magalhães (PMDB) e Ademir Camilo (PDT). Os dois são suspeitos de apresentar emendas para destinar recursos do Orçamento da União para prefeituras mineiras onde o grupo atuava com mais freqüência. Em troca, segundo as investigações, receberiam propina de 10% do valor da obra. Eles são investigados por suspeita de formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e concussão.

Dos 38 mandados de prisão, 26 foram efetuados até o fim do dia. Entre os presos estão um funcionário do Tesouro Nacional e servidores do Ministério das Cidades e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), do Ministério da Integração Nacional. As investigações mostram que eram encarregados de analisar os projetos e liberar recursos. São acusados, ainda, de repassar informações privilegiadas para empresas interessadas nos contratos.

Além dos 12 acusados que estão foragidos, a PF pode obter autorização para prender prefeitos (C.T. - será que vou ver um bandido eleito por aqui na cadeia???). Os pedidos já foram levados à Justiça, mas não analisados. Os investigadores não revelaram quantos podem ser presos nem as cidades envolvidas. Com os documentos e computadores apreendidos, a polícia pretende colher mais provas contra os suspeitos e descobrir o valor exato dos desvios.

PRINCÍPIO

O esquema foi montado por três grandes grupos de empresas e começou no governo Fernando Henrique Cardoso, informou a PF. Os empresários e lobistas manteriam sob seu controle funcionários públicos federais e municipais, encarregados de analisar os projetos de interesse das empresas e repassar informações privilegiadas.

Quando a verba estava prestes a ser liberada, os lobistas ou parlamentares, ainda segundo a PF, faziam a aproximação dos empresários com os prefeitos. Dava-se então o direcionamento das licitações. As empresas entregariam obras com padrão de qualidade abaixo do combinado. O dinheiro não gasto seria rateado entre os envolvidos: empresários, prefeitos, servidores, fiscais e parlamentares.

As apurações começaram no Tribunal de Contas da União (TCU), com 29 municípios mineiros. Comprovado direcionamento das licitações, a PF de Governador Valadares (MG) foi acionada. Quando chegou aos deputados, que têm foro privilegiado, remeteu o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro que relata o caso, Cezar Peluso, enviou para a primeira instância as investigações de servidores e empresários e para a Justiça Federal as denúncias contra prefeitos. De acordo com o superintendente da PF em Minas, David Salem, serão abertos 200 inquéritos, um para cada obra fraudada.

À noite, o Ministério das Cidades informou em nota que demitiu os servidores Luis Cláudio de Vasconcelos e Frederico Carlos de Carvalho Soares, presos na operação. A nota acrescentou que o ministério não firma contratos com prefeituras nem com governos estaduais, sendo essa atribuição específica de instituição financeira.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".