Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

Vem aí, o “Patriotic Act” – O preço do onanismo mental de Chávez

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
EUA PREPARA BOICOTE CONTRA TRANSAÇÕES BANCÁRIAS VENEZUELANAS

Busch não mandará seus Marines invadirem a Venezuela, como imagina o alucinado Hugo Chávez. No entanto, está em marcha uma série de medidas econômicas e financeiras orientadas a desestabilizar e, eventualmente desencadear a implosão da Revolução Bolivariana de Chávez. O secretário do tesouro norte-americano prepara um embargo comercial e também financeiro contra o Estado venezuelano.

Quem informa é o jornalista Santiago Alcalá do jornal “El Quirofano”, que teve contato com fontes do Tesouro americano. Motivo: as informações contidas no PC de Raul Reys. Os EUA apenas estão dando os retoques finais para a aplicação da Lei.

VEM AÍ, A “PATRIOT ACT”
Artigo 3.1.1. – “Providing Appropiate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism”

Resistirá a “rebulição” a um embargo similar ao imposto contra Cuba, Coréia do Norte, Irã e Sudão? Atualmente, mesmo sem embargo comercial e financeiro, já não existe pão, leite, ovos, frango, e a inflação está nas alturas. Os gringos acham que Hugo não resiste. Além do mais, a crosta de corrupção, depravação e flacidez dos costumes que imperam no governo revolucionário, precipitarão sua derrocada. Leia o artigo completo
aqui - Via 24 Horas - Tradução: Arthur (MOVCC)

POR QUE O BRASIL ESTÁ MUITO PIOR QUE A VENEZUELA? Apesar não estar faltando comida (ainda)?

- Porque lá, os estudantes e a população em geral, ocupam as ruas para defender seu país.

Esta foto é de uma das manifestações do “NO”, ocorridas em Caracas no ano passado contra a mudança da Constituição, que o Chávez queria meter goela abaixo do povo.

ENQUANTO ISSO, AQUI NO BRASIL....

Os estudantes (UNE) saem às ruas justamente para saudar o Chávez, e o povo só ocupa as avenidas quando tem parada Gay, como hoje, em São Paulo. Quando é Circo financiado justamente por aquele que mete as patas sem dó no dinheiro público.

Carta aberta ao Congresso e outras autoridades

Por Ester Azoubel da ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA ÉTICA E DA CIDADANIA - ANDEC

Divulguem aos seus amigos e contatos

Aos Ministros da Justiça, da Defesa, aos Congressistas e demais autoridades

É com grande tristeza e espanto que constatamos que a lei da anistia foi esquecida, parcialmente descartada, sem ter sido revogada.

Então a anistia só existe para um dos lados em conflito? Se não serve para todos, então vamos revogar de verdade.

Está na hora de abrir o jogo para os brasileiros que nasceram depois de 1964. Havia, aqui, um grupo de dementes esquerdopatas que queriam, à semelhança do que acontecia nos infelizes países comunistas, nos transformar em um “paraíso socialista”. Aquele tipo de paraíso que beneficia um grupo dirigente que se locupleta de todos os bens da nação, em detrimento do povo que é nivelado no mais rasteiro nível social, igualando a miséria e a infelicidade para toda a população. Foi assim que aconteceu em todos os países que caíram nessa infelicidade. Haja vista o genocida Fidel Castro (que o Diabo o carregue o quanto antes), que é um dos homens mais ricos do mundo enquanto o povo cubano amarga a mais infeliz das misérias.

Houve uma justa reação da população e a esta reação, acorreram as FFAA. Se os terroristas não tivessem tentado usar a força para alcançar seus intentos demoníacos, provavelmente tudo se teria resolvido na paz.

Mas tentaram. Assassinatos, seqüestros, assaltos, justiçamentos, terror com bombas colocadas em pontos da cidade alcançando pessoas inocentes.

Vamos revogar a Lei da Anistia?

Ótimo.

Começamos pedindo que os terroristas devolvam as indenizações que indevidamente receberam, dinheiro absurdamente distribuído a quem só o mal tentou fazer, dinheiro que veio dos impostos escorchantes que pagamos e que deveria ser usado em benefício da população.

O Brasil não deve nada a terroristas. Mas vamos indenizar suas vítimas. Aqueles inocentes que foram mortos por estes bandidos dementes que queriam trazer o inferno para o nosso país. Vamos denunciá-los e processá-los adequadamente.

Se a anistia não é para todos, então não deve servir para ninguém.

Pobre Brasil! Pobre povo Brasileiro!

Ester Azoubel

Alain Touraine, por qué no te callas?

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho, 19 de maio de 2008

Em recente entrevista à France-Presse , em Lima, o mundialmente célebre sociólogo francês Alain Touraine (C.T. - não esqueçam o nome deste desqualificado, para dizer o mínimo) disse que “a América Latina caminha para a Direita ”. O argumento que ele apresentou para justificar uma afirmativa tão extravagante foi que “nenhum dos países da região fez reformas para reduzir a desigualdade”. A ciência política nasceu quando Platão e Aristóteles distinguiram entre o discurso do agente político que quer produzir certos efeitos práticos e o discurso teorético do estudioso que quer apenas compreender a ação política. Decorridos dois mil e quatrocentos anos, ainda há quem se esforce para apagar essa distinção, de modo a que o olhar atento do filósofo não constitua obstáculo à ação política baseada na confusão e no erro. Hoje em dia esse esforço é premiado com honras acadêmicas e aplausos da mídia, constituindo mesmo tudo o que um cidadão precisa fazer para celebrizar-se como cientista político.

Direita e Esquerda são termos que podem ser usados seja por um observador para descrever entidades políticas concretas, seja por essas mesmas entidades para definir-se a si próprias ou a seus adversários. Têm, portanto, três camadas básicas de significado. São, em primeiro lugar, nomes de grupos políticos atuantes, perfeitamente identificáveis. Em segundo lugar, nomeiam um conjunto de ideais e valores, reais ou fictícios, alegados para legitimar as ações desses grupos. Em terceiro lugar, e com emprego inverso, constituem o nome de vícios e crimes que cada um dos grupos imputa ao respectivo adversário.

Só o primeiro desses três sentidos corresponde diretamente a uma realidade objetiva: os outros dois são expressões simbólicas de emoções e preferências subjetivas. Deixar claro em qual desses três sentidos as expressões estão sendo usadas é um dever que incumbe até mesmo às pessoas empenhadas na pura ação política, quanto mais ao estudioso acadêmico. Confundir os significados é a obra dos demagogos e charlatães.

Na primeira das três acepções, Esquerda é o nome das entidades que sustentam a política de Lula, no Brasil, de Hugo Chávez, na Venezuela, de Evo Morales, na Bolívia, etc. Na segunda acepção, representa o conjunto de pretextos ideológicos que legitimam essa sustentação, o mais veemente dos quais é a promessa de “reduzir as desigualdades”. Na terceira, expressa a auto-imagem desses grupos enquanto inimigos da Direita , identificada, para fins de propaganda, como criadora e beneficiária da desigualdade.

Nos países latino-americanos presentemente governados pela Esquerda , os partidos que ela denomina de Direita - dos quais alguns se autodefinem como tal e outros não - encontram-se cada vez mais distanciados não só do poder como da mera possibilidade de alcançá-lo um dia, tal a força dos mecanismos repressivos e de controle, ostensivos ou sutis, que a Esquerda dominante mobilizou contra eles.

Em segundo lugar, a Esquerda latino-americana está organizada supranacionalmente, através do Foro de São Paulo e da sua bem azeitada rede de contatos, que lhe tem propiciado vitórias em cima de vitórias, enquanto os partidos de Direita se limitam a reações locais e inconexas, incapazes de fazer face a uma estratégia continental unificada. Muitos desses partidos encontram-se tão debilitados que já temem ostentar o rótulo de direitistas e buscam adaptar-se ao esquerdismo triunfante por meio de toda sorte de concessões pusilânimes e mimetismos simiescos. Mais ainda, as organizações de esquerda , apoiadas por fundações bilionárias, por organismos internacionais e pela grande mídia da Europa e dos EUA, têm hoje recursos financeiros com que nenhum partido de Direita ousaria sonhar.

Por fim, o governo dos EUA, em vez de contrabalançar a situação ajudando os partidos latino-americanos de direita no seu próprio interesse, insiste na velha tática de buscar “conter a Esquerda radical ” por meio do apoio à Esquerda moderada , ignorando solenemente a solidariedade profunda entre as duas esquerdas e ajudando a marginalizar e estrangular as poucas forças de Direita e pró-americanas que possam restar no continente. Nesse panorama, a coisa mais evidente é que a Esquerda , como força concreta organizada, já domina a América Latina como nenhuma outra corrente política unificada jamais dominou antes, e que as perspectivas de afastá-la do poder são cada vez mais remotas e, a curto prazo, praticamente inexistentes.

Por outro lado, é um fato histórico inegável que a Esquerda , justamente nos países que dominou da maneira mais completa e incontrastada, como a URSS, a China ou Cuba, não só fez pouco ou nada para reduzir as desigualdades, como realmente as aumentou. Tanto do ponto de vista político quanto do econômico, a distância entre os privilegiados e a massa popular aí cresceu a um ponto que o cidadão comum das democracias mal pode conceber, mas que se mede em números: jamais se morreu de fome, no mundo, como se morreu nessas nações governadas por nababos revolucionários. Em matéria de fome e miséria, nada, nos países capitalistas, ou mesmo na maior parte das colônias das antigas potências européias, se compara ao que se passou na Ucrânia em 1932-33 ou na China durante o Grande Salto para a Frente .

Definir a Esquerda pela “luta contra a desigualdade” é defini-la pelo seu discurso de auto-exaltação ideológica exclusivamente, vendendo como realidade atual e concreta o que é somente um slogan publicitário e uma promessa jamais cumprida. Isso não é ciência, é vigarice intelectual. Vigarice tanto mais intolerável quando acoplada à fraude semântica complementar e inversa que, recusando à Direita o privilégio conferido à Esquerda , de autodefinir-se por seus ideais nominais, a define pelos males e pecados que a Esquerda lhe imputa. Mas fazer desse truque imoral o fundamento para o diagnóstico de uma situação política concreta, saltando da mera confusão proposital de conceitos à falsificação de um estado de fato, já é ir além da pura vigarice, é abdicar da condição de intelectual e rebaixar-se ao nível dos demagogos mais chinfrins e desprezíveis.

Além de camuflar o poder da Esquerda sob o falso alarma de uma guinada à Direita, desviando as atenções gerais de um desastre atual e presente para um perigo remoto e fictício, o professor Touraine transforma em propaganda esquerdista aquilo que, pela sua substância fática, só poderia e deveria ser um ataque frontal à hipocrisia das organizações de Esquerda , ao já proverbial cinismo com que, uma vez chegadas ao poder, elas só se ocupam em conquistar mais poder ainda, em vez de zelar pelo bem do povo que nelas confiou.

Não, o que define a Esquerda, historicamente, não é a luta contra a desigualdade. É a luta pela concentração de poder político, sob o pretexto de combater a desigualdade. Foi isso o que se viu na Revolução Francesa, na Revolução Russa, na Revolução Chinesa, na Revolução Cubana e por toda parte onde a Esquerda reinou sem ser atrapalhada pela presença da maldita Direita . Mesmo nas nações democráticas, onde tem adversários a enfrentar, a Esquerda busca sempre aumentar por todos os meios possíveis o poder da burocracia estatal. E, como a concentração do poder político concentra também necessariamente o poder econômico – motivo pelo qual os capitalistas monopolistas ajudam sempre a Esquerda , não a Direita --, a Esquerda mundial deve ser definida estritamente, segundo a substância da sua realidade histórica, como a força política que há pelo menos dois séculos promove a desigualdade em nome da igualdade.

Nenhum cientista social, mesmo sem o prestígio do prof. Touraine, tem jamais o direito de tomar slogans como realidades, seja para favorecer o seu próprio grupo político, seja para denegrir o adversário.

Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista e professor de Filosofia

Os homens certos no lugar certo

Do portal OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 19 de maio de 2008

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina –, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de “terrorista”, isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de “ex-terrorista”, que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de “ex-assassino”. Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura , estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto “científico” para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.

Roraima: índio quer minério, autonomia, e promove ‘purificação étnica’

Do portal ALERTA EM REDE
Por Nilder Costa on 05 Maio, 2008 21:16:00

1/mai/08 (AER) – Se ainda existia alguma dúvida sobre as intenções separatistas que movem os principais protagonistas em prol da criação da reserva indígena Raposa-Serra do Sol em território único, em Roraima, ela foi cabalmente dissipada por Júlio Macuxi, chefão do Conselho Indígena de Roraima (CIR), principal ONG que coordena as ações para implantar uma nação indígena autônoma em pleno território brasileiro.

Em entrevista coletiva à imprensa concedida na terça-feira 29, Júlio Macuxi apresentou uma carta que será entregue ao Supremo Tribunal Federal com informações para ‘subsidiá-lo’ no momento em que for julgar o mérito das ações sobre a demarcação da reserva indígena. Porém, foi quando reclamou da demora na aprovação do projeto sobre mineração em terra indígena que tramita na Câmara de Deputados que Júlio Macuxi deixou claríssimo qual é o mapa da mina para que uma futura Raposa-Serra do Sol em território contínuo venha a conquistar a sua autonomia, etapa necessária para uma subseqüente soberania: [1]
“Queremos que seja aprovado um Estatuto Indígena que regulamenta a exploração das [nossas] riquezas minerais, dos nossos recursos hídricos e que contempla outras áreas como educação e saúde. Não queremos ganhar migalhas de royalties, queremos vender o nosso produto ao Brasil. Também não queremos ganhar migalhas de royalties com a construção da hidrelétrica de Cotingo. Temos condição de construí-la e de vender energia ao Estado”.
Empolgados, Macuxi e outros quatro ‘tuxauas’ do CIR presentes à coletiva declararam que não aceitarão qualquer redução da área territorial da Raposa-Serra do Sol: “Não aceitamos reduzir nem negociar a nossa terra. O que tinha de ser feito já foi feito e negociado, nem um palmo de terra mais”, disse o tuxaua Walter de Oliveira. Jacir de Souza Macuxi, o outro tuxaua, aproveitou a ocasião para anunciar que, ‘desde ontem’ (28), a entrada na terra indígena se fará por meio de autorização das lideranças indígenas: “Aprendemos com vocês [não-índios]. Quando vamos entrar em qualquer lugar em Boa Vista precisamos de autorização”, disse ele, complementando tal decisão consta da carta endereçada ao STF:
“Estamos exigindo o cumprimento do artigo 5º da Portaria do MJ nº 534 de 13 de abril de 2005, que proíbe o ingresso, trânsito e a permanência de pessoas ou grupos de não-índios dentro da nossa terra sem nossa autorização.”
Outra decisão tomada pelos tuxauas do CIR é a de controlar o casamento entre índios e ‘não-índios’. Para Jacir Macuxi, a união civil envolvendo índios passará pela análise de um comitê de tuxauas, que dará, ou não, o sinal verde. Segundo Júlio Macuxi, é necessário haver um controle sobre os casamentos inter-raciais para que a comunidade indígena não seja obrigada a conviver com ‘maus elementos’. A decisão revela que o CIR pretende promover uma autêntica ‘purificação étnica’ que, eventualmente, pode incluir até mesmo índios de outras tribos que não a dos macuxis, que são majoritários e controlam as ações na área da Raposa-Serra do Sol. [2]

É importante se recordar que o CIR é uma ONG internacional de fato e recebe apoio ostensivo de entidades governamentais estrangeiras, como o Norad (governo da Noruega), outras ‘quase governamentais’, como a britânica Oxfam, e mega-ONGs ambientalistas como a The Nature Conservancy (maior ONG do mundo com ativos que superam o bilhão de dólares) e o Greenpeace. Qual a natureza e montante desse apoio internacional é um mistério para a sociedade brasileira, já que o Governo não dispõe de instrumentos legais, nem vontade política, para elucidá-lo e torná-lo público.

Após o alerta feito pelo general Heleno, que vocalizou a percepção e o entendimento da imensa maioria da sociedade brasileira, espera-se que o STF tenha a clarividência necessária para interromper esse espúrio processo para a demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol, cujos mentores e agentes, como se viu acima, já declararam publicamente que suas intenções são separatistas e que pretendem promover uma ‘purificação étnica’ totalmente contrária às tradições históricas que forjaram a Nação Brasileira.

Raposa Serra do Sol e a monarquia britânica

Do portal ALERTA EM REDE
Por Nilder Costa on 12 Maio, 2008 22:03:57

8/mai/08 (AER) - Passou quse despercebida a reunião organizada pelo príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, que foi realizada em Londres nos dias 29 e 30 passados, reunindo autoridades e parlamentares de estados da região amazônica com representantes de instituições financeiras e das indefectíveis ONGs. [1]

O encontro, realizado na residência do Príncipe (Clearence House), discutiu temas como Agricultura e Meio Ambiente; Infra-Estrutura; Finanças e Saúde e Educação. Estiveram presentes Ana Júlia Carepa, do Pará; Waldez Góes, do Amapá; e José de Anchieta Júnior, de Roraima. O Acre e o Amazonas foram representados pelos senadores Tião Viana (PT) e Arthur Virgílio (PSDB), respectivamente. Dentre os outros participantes, destacam-se executivos de grandes empresas como Rio Tinto, Shell, Deutsche Bank, Goldmann Sachs, Morgan Stanley e MacDonald's que se misturaram com dirigentes do WWF, Greenpeace, Friends of the Earth (Amigos da Terra) e até mesmo de líderes indígenas como Almir Suruí, da COIAB. Uma reunião e tanto.

Segundo deu a entender um dos organizadores do convescote, o empresário brasileiro Jorge Pinheiro Machado, o príncipe Charles quer se transformar numa espécie de interlocutor privilegiado entre as personalidades brasileiras envolvidas nas questões amazônicas e as lideranças britânicas interessadas na ‘proteção’ da floresta amazônica. O objetivo de Sua Alteza é promover uma espécie de ‘financeirização’ das florestas nativas via remuneração dos ‘serviços ambientais’ que elas prestam à humanidade. A linha de ação do esquema prevê a melhoria da qualidade de vida dos povos da floresta – leia-se índios - para que se transformem em ‘guardiões das florestas’.

Segundo ainda Machado, a comunidade britânica estaria disposta a desembolsar cerca de 10 bilhões de libras esterlinas (mais de R$ 50 bilhões) para remunerar os serviços ambientais prestados pelas florestas. O que se discute agora são as formas de captação desses recursos, se por pagamento de ‘bolsas-floresta’, por aporte direto aos fundos estaduais de meio ambiente, por projetos específicos ou ainda por outros mecanismos financeiros.

Nenhuma novidade no esquema desenhado sob medida para manter a Amazônia despovoada e desconectada do restante do Brasil, a não ser pelo envolvimento aberto – e não mais encoberto – da Casa Real britânica nesse processo. A prova foi dada por Roberto Smeraldi, chefão da Friends of the Earth (Amigos da Terra) no Brasil, ao relatar que


Alguns dos convidados brasileiros deixaram perplexos os participantes britânicos ao defender iniciativas tidas como pouco compatíveis com o desenvolvimento das populações locais, foco principal do encontro: é o caso do governador Anchieta de Roraima, que afirmou ter "apoio de 80% da população indígena" para promover o cultivo de arroz no leste de seu Estado e do secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, que defendeu a realização de grandes projetos para barrar os principais rios da região, como o Madeira, o Xingu e o Tapajós. [2]

Está prevista uma segunda etapa desse encontro a realizar-se dentro de 90 dias e deverá ser sediada em Belém (PA), tendo como anfitriões a governadora Ana Júlia e demais governadores da Amazônia, que se reunirão com um grupo de convidados britânicos sob a liderança do Príncipe Charles.

Seria conveniente que ao menos os governadores e parlamentares que participaram do encontro em Londres refletissem sobre as atuações do príncipe Charles em assuntos da Amazônia. Em abril de 1991, por exemplo, o príncipe Charles empreendeu uma visita ao Brasil quando promoveu um seminário de dois dias a bordo do iate real Brittannia, ancorado sintomaticamente no rio Amazonas, do qual participaram David Triper, ministro de Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia e Robert Horton, presidente da British Petroleum. Tanto Collor de Mello quanto Lutzenberger estiverem entre os presentes. Meses depois, Collor de Mello criou a gigantesca reserva ianomâmi, etnia inventada por antropólogos da Survival International, braço ‘humano’ do WWF.

Por uma curiosa coincidência, sempre que esquenta o imbróglio em torno da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, como agora, Charles está por perto. No início de 2000, quando a sociedade roraimense levantou-se pela primeira vez contra a criação da reserva, o príncipe visitava a vizinha Guiana onde participou pessoalmente da inauguração da reserva ambiental de Iwokrama. A reserva, com 400 mil hectares, situa-se na região do rio Rupunini, que já foi território brasileiro. Seis meses antes, o secretário do Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, Paul Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima para "conhecer de perto a realidade indígena" do Estado. Recorde-se ainda que, no ano passado, o governo da Guiana resolveu se auto-transformar em ‘protetorado verde’ sob a administração britânica, tendo Iwokrama como modelo. [3]

Mediante tais fatos incontestáveis, seria no mínimo prudente que autoridades brasileiras, principalmente os governadores dos Estados da Amazônia, refletissem bem antes de participar da anunciada ‘segunda rodada’ da iniciativa do príncipe Charles.

Só não enxerga quem não quiser ver que essa nova ofensiva do Establishment britânico em terras amazônicas, visando diretamente o fortalecimento de ‘nações indígenas’, se constitui em uma ameaça direta à soberania brasileira na região.

Uma lição inglesa para Roraima

Do portal ALERTA EM REDE
Por Nilder Costa on 03 Dezembro, 2007 21:44:38

image28/nov/07 (AER) – Em sua edição do dia 24 passado, uma reportagem do jornal britânico The Independent revelou que Bharrat Jagdeo, presidente da Guiana, em visita à Grã-Bretanha, teria proposto que este país seja responsável pela ‘manutenção da floresta’ da Guiana em troca de um pacote de financiamentos para o ‘desenvolvimento sustentável’ e assistência técnica para tornar a indústria guianense mais viável ambientalmente. [1]

O presidente Jagdeo refuta que a proposta coloque em risco a soberania do país, mas o fato é que o modelo utilizado foi a reserva ambiental de Iwokrama, criada no início de 2000 sob os auspícios do WWF e administrada pela Comunidade Britânica. A reserva, com 400 mil hectares, situa-se na região do rio Rupunini, próximo à fronteira de Roraima, e foi inaugurada pelo príncipe Charles em pessoa. [2]

charles_iwokrama
Príncipe Charles na Guiana para a inauguração do parque Iwokrama

 

A proposta guianense foi objeto de um artigo do jornalista Elio Gaspari que, corretamente, classificou-a como uma recaída colonial para a Guiana – ex-Guiana Britânica - que se transformaria, assim, em um ‘protetorado ambiental’ da Inglaterra. Mesmo deixando implícito que tal medida, se implementada, traria sérias implicações geopolíticas para o Brasil na Amazônia por via do ‘fator ambiental’, Gaspari deixou de fora outro vetor tão ou mais importante que ameaça a nossa soberania na região: o ‘fator indígena’ e, mais especificamente, a homologação em curso da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Ocorre que a área da reserva Raposa-Serra do Sol faz parte do território reclamado pela Inglaterra em meados do século 19, especificamente, a área delimitada pelo rio Cotingo, desde sua nascente, até sua confluência com o rio Tacutu, como mostrado na parte hachurada horizontalmente no mapa histórico abaixo reproduzido:

pirara
Mapa elaborado em 1904 pelo Ministério da Guerra mostrando território contestados pela Grã-Bretanha

O território “contestado” pela Inglaterra media 54.687 km2, sendo posteriormente (1891) reduzido para 25.187 km2, dos quais o Brasil renunciou a 15.087 km2 ao aceitar, em 1904, o laudo do rei Vittorio Emanuele I, da Itália, escolhido como árbitro da disputa.

É de fundamental importância recordar que a Inglaterra invocou o ‘fator indígena’ para justificar o seu pleito territorial ao argumentar que as terras a leste do Forte de São Joaquim eram habitados por “tribos independentes que clamam pela proteção britânica”. Em 20 de fevereiro de 1841, o encarregado de negócios de S.M. Britânica no Rio de Janeiro comunicava ao ministro de Negócios Estrangeiros, Aureliano Coutinho, que o Governo britânico enviara instruções ao Governo da Colônia (ex-Guiana Inglesa) “para se opor a toda usurpação sobre o Pirara ou sobre o território ocupado até agora por tribos independentes” (cf. Obras do Barão do Rio Branco, vol. II - Questões de Limites - Guiana Britânica, Ministério das Relações Exteriores, 1945).

Além disso, não é segredo que, há mais de um século, a Venezuela reclama o
território do Essequibo, perdido para a então Guiana Britânica em um contestado pleito decidido por arbitragem internacional, em 1899.

É nessa região historicamente conflagrada que deve ocorrer uma verdadeira operação de guerra, ordenada pelo presidente Lula, para poder ‘expulsar’ os arrozeiros que se recusam a sair da área delimitada para a reserva Raposa Serra do Sol.

A ‘batalha de Roraima’, que já causou a mais séria crise militar no período Lula e ganhou o repúdio generalizado de parlamentares e da maioria da população roraimense, inclusive a indígena, ainda tem potencial suficiente para criar grandes dissabores ao presidente Lula.

Por outro lado, a proposta guianense de se auto-transformar em ‘protetorado verde’, seja ela aceita ou não, encerra um alto valor pedagógico para o governo brasileiro, a que o ‘fator indígena’ e o ‘fator ambiental’, promovidos por uma constelação de ONGs que atuam abertamente no país como agentes de influência de potências estrangeiras, já foram longe demais.

Morte de "Marulanda" é um duro golpe para as Farc

Do portal do ESTADÃO
25 de Maio de 2008 | Atualizado às 22:05h

BOGOTÁ - A morte do líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Pedro Antonio Marín, mais conhecido como "Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo", representa o mais duro revés para a organização guerrilheira, já que perde a seu emblemático líder e fundador, mas não o definitivo, segundo analistas políticos colombianos.

"Marulanda", que dirigiu as Farc desde 1966 e pretendeu a tomada do poder pela via armada, morreu no dia 26 de março "por causas que ainda estão por ser confirmadas", segundo disse o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia, o almirante David René Moreno.

O ministro da defesa, Juan Manuel Santos, tinha dito à revista "Semana" que o chefe guerrilheiro "estaria no inferno" e, respondendo a pergunta de se "Tirofijo" estava morto, o alto funcionário respondeu: "Sim, está morto".

Estudiosos do conflito colombiano concordam que Marulanda, de 78 anos, era o encarregado de dirigir as Farc, apesar de já não manter em suas mãos todas as decisões. Pedro Antonio Marín deu vida a um movimento guerrilheiro composto por camponeses, mas degenerou em um grupo que seqüestrava e, pior ainda, tinha no narcotráfico uma fonte de financiamento.

O analista político Pedro Medellín, considerou que a morte do líder máximo guerrilheiro das Farc, "dá fim a uma era", mas não é o fim do grupo armado, um dos mais antigos do mundo. Ele disse que apesar do desaparecimento de "Marulanda", este já não exercia a liderança de outras épocas e que inclusive a morte de outros líderes guerrilheiros, como o caso de "Ivan Ríos" e "Raúl Reyes", devem ter mais repercussões no seio das Farc.

Para o analista político, Alejo Vargas, o desaparecimento de "Marulanda" pode trazer a possibilidade de que essa guerrilha possa se recapacitar e inclusive buscar uma saída realista. Após a morte de "Marulanda", seu substituto natural seria Guillermo León Sáenz, conhecido como "Alfonso Cano", que passou os últimos 31 anos de sua vida com o grupo rebelde. Antes de ingressar nas Farc, "Cano" - nascido em 22 de julho de 1948 - militou nas fileiras do Partido Comunista Colombiano, do qual foi seu "comissário político". Atualmente tem 47 ordens de captura e está na "circular vermelha" da Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol), sob acusações de rebelião, terrorismo, homicídio e seqüestro.

À luz dos resultados, a administração do presidente Álvaro Uribe, é a que mais êxito teve na luta contra as Farc. Além de abater importantes chefes do grupo, o número de deserções é elevado, por isso que constantemente porta-vozes governamentais asseguram que o "esfacelamento" das Farc está à vista.

Os mais duros golpes sofridos pelas Farc nos dois últimos anos começaram com a morte do guerrilheiro conhecido como "J", abatido quando viajava em uma lancha.

Posteriormente, caiu o "negro Acacio", que morreu em um bombardeio em setembro de 2007 e, então, qualificado como o golpe mais duro dado nas Farc.

A estas mortes seguiram as de "Martín Caballero", com quem caíram outros 23 membros do grupo no departamento de Bolívar (norte); e a de "Martín Sombra", um dos chefes do comando central das Farc e também muito próximo a "Tirofijo".

No entanto, ninguém dúvida que o maior sucesso do Governo colombiano contra os rebeldes foi a morte de Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", segundo no comando das Farc.

"Reyes" morreu em território equatoriano em uma operação militar realizada no dia 1º de março. O guerrilheiro conhecido como "Ivan Ríos" foi morto por seus próprios homens e recentemente, Nelly Ávila Moreno, conhecida como "Karina", entregou as armas em uma zona rural do departamento de Antioquia.

A captura e posterior extradição aos Estados Unidos de Ricardo Palmera, conhecido como "Simón Trinidad", e Nayibe Rojas Cabrera, conhecida como "Sonia", também enfraqueceram as Farc.

PLC 122/2006: podar ou extirpar?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz em 24 de maio de 2008

Resumo: O erro do PLC 122/2006 não está nos meios que pretende usar para defender uma boa causa. O erro do projeto está em seu próprio fim: dar direitos ao vício.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Suponhamos que alguém fizesse a proposta de uma lei em defesa dos fumantes. A injúria – que já é crime – seria um crime especial, com pena maior, se fosse cometida contra alguém em razão de ser fumante. O crime de constrangimento ilegal – por exemplo, impedir alguém de se locomover em um local público – teria uma pena agravada se o fosse praticado em razão do tabagismo da pessoa constrangida. A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passaria a ser crime se o empregado fosse tabagista e se fosse dispensado em razão do fumo.

Certamente surgiriam objeções a essa proposta legislativa. Afinal – diriam – os direitos das pessoas, fumantes ou não, já estão elencados na Constituição Federal. O fumante, na qualidade de fumante, não tem direitos. O tabagismo é um vício que não pode acrescentar direito algum a alguém.

* * *

Está para ser apreciado no Senado Federal um projeto (PLC 122/2006) que pretende defender os que praticam atos de homossexualismo. A injúria – que já é crime – será um crime especial, punível com reclusão de 1 a 3 anos e multa, se cometida contra alguém em razão de seu comportamento homossexual (cf. art. 10). A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passará a ser crime punível com 2 a 5 anos de reclusão se o empregado for homossexual e se for dispensado em razão de atos de homossexualismo (cf. art. 4º). A proibição de ingresso ou permanência de alguém em um estabelecimento aberto ao público será crime punível com 1 a 3 anos de reclusão se a pessoa impedida for homossexual e se a causa do impedimento for sua conduta homossexual (cf. art. 5º).

Que significa isso? Que além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todas as pessoas, os praticantes do homossexualismo terão direitos em virtude do homossexualismo por eles praticado. O projeto pretende dar aos homossexuais direitos, não na qualidade de pessoa, mas na qualidade de homossexuais. Ora, o homossexualismo (entendido como prática da conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo) é um vício contra a natureza, que não pode acrescentar direito algum a alguém.

* * *

O PLC 122/2006 tem sido alvo de inúmeras críticas. Fala-se da perseguição que sofrerão aqueles que, comentando passagens bíblicas, condenarem o homossexualismo; da punição que sofrerá uma mãe de família ao dispensar a babá que cuida de suas crianças, após descobrir que ela é lésbica; da sanção penal que sofrerá o reitor de um seminário ao não admitir um candidato homossexual. Tudo isso é verdadeiro, mas não constitui o cerne da questão.

Fala-se também que as penas propostas para os novos crimes serão enormes, o que também é verdade. Mas também isso não é o ponto central do problema.

O núcleo do PLC 122/2006 é que ele, pela primeira vez na história legislativa brasileira, pretende dar direitos ao vício. Em nosso país isso é inédito, embora já existam coisas semelhantes em leis estrangeiras, com efeitos desastrosos.

* * *

Os pecadores têm um lugar especial no Cristianismo. Jesus disse textualmente: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. [...] Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mt 9,12-13). Ele, que acolheu a mulher adúltera que estava para ser apedrejada (Jo 8,2-11) e o ladrão que fora crucificado ao seu lado (Lc 23,39-43), não rejeitaria um homossexual penitente. Certamente, Ele o perdoaria dizendo: “Vai, e de agora em diante, não peques mais” (Jo 8,11).

O auxílio que Jesus veio trazer aos pecadores é libertá-los do pecado. Afinal, disse Ele, “quem comete pecado é escravo” (Jo 8,34).

O PLC 122/2006 pretende, não libertar os homossexuais, mas consolidar sua escravidão. Longe de estimular uma verdadeira mudança de conduta (“conversão”), o projeto pretende glorificar o vício contra a natureza. Numa total inversão de valores, ele pretende que sejam punidos como criminosos aqueles que censuram o comportamento antinatural (C.T. - além do que, alguém teria a coragem de dizer que neste país existe preconceito contra o homossexual, visto a imensa quantidade das pessoas que o seriam que aparecem todos os dias na mídia em diversos cargos das empresas e entidades públicas, entrevistados na rua, onde andam sem sofrer ataques, além das imensas passeatas homossexuais que transcorrem sem violência cometida pelos que supostamente os detestam?).

O PLC 122/2006 não é uma árvore, em si boa, mas com alguns ramos muito altos, que precisam ser podados. É uma erva daninha, que precisa ser extirpada pela raiz.

O erro do PLC 122/2006 não está nos meios que pretende usar para defender uma boa causa. O erro do projeto está em seu próprio fim: dar direitos ao vício. Por isso, é inútil fazer emendas para tentar aproveitar alguma coisa. É preciso rejeitá-lo totalmente.

‘Farc não são o que vendem’

Do portal JB Online através da dica no blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
[ 25/05/2008 ] 02:01

A Juventude Comunista foi a ponte para a entrada nas Farc. Mas a mesma formação política que lhe garantiu ser líder na guerrilha foi determinante para a desilusão ideológica. Demonizado por questionar o financiamento do narcotráfico e a ação contra civis, Alvaro Agudelo, de 34 anos, conta ao JB que chegou perto do fuzilamento e que recebeu representantes do movimento brasileiro dos Sem Terra. Desmobilizado, o militante criou o grupo Mãos pela Paz e frente às constantes ameaças das Farc, é vigiado 24 horas por dois seguranças do Estado.

Como você entrou para as Farc?

– Estava no ensino médio quando entrei para a Juventude Comunista, caldo de cultivo de guerrilheiros para as Farc. Aos 17 anos, estava na Frente Bolivariana 21, uma milícia urbana, que ainda permite uma vida pública. Assim, antes mesmo de poder entrar na faculdade, tive aula de eletrônica, inteligência, logística, comunicação, e aprendi a manejar material bélico e explosivos. No mesmo ano fui capturado. Meses depois, saí e me incorporei às Farc.

E quando se desiludiu?

– Depois de cinco anos na guerrilha, fui tachado de radical porque questionava o narcotráfico como forma de financiamento e a ação bélica contra civis. As Farc não representam o que vendem. Criticam os paramilitares, mas geram milhões de refugiados. As Farc expulsaram muitas pessoas da guerrilha sem razão. Outros foram mortos sem julgamento por serem considerados amorais ou infiltrados. Depois de uma série de discussões, fui demonizado pela intransigência.

Qual era seu cargo?

– Eu e meu irmão éramos líderes da nossa unidade. Um dia, ele foi preso e optou por se desmobilizar. Então, o governo começou a mandar enviados para nos convencer do mesmo. Neste meio tempo, fui julgado por um tribunal revolucionário que queria me condenar a fuzilamento pela deserção do meu irmão. Diante disto e dos benefícios oferecidos pelo governo, optei pela desmobilização. Combinei um ponto de resgate com os enviados e levei mais de 20 subordinados comigo.

Você sofreu represálias?

– Muitas. Tive de ficar um tempo isolado porque tinha gente me vigiando. Minha família vinha me visitar. Depois, enviaram pessoas para vigiá-los. Com o apoio da polícia e do Exército, foram capturados.

Você tinha filho antes de entrar para a guerrilha?

– Deixei um filho de 1 ano e quando voltei encontrei um de 14. No início, o via muito esporadicamente, depois não mais. Como se criou sem a minha presença, hoje não tenho autoridade. É estranho mas estamos nos reaproximando.

Algum agente do Estado zela pela sua proteção?

– Ando com dois homens 24 horas por dia. Mas nem todos têm essa possibilidade. Antes tinha medo de cair nas mãos do Estado. Agora, das Farc. Há infiltrados de ONGs, organizações agrárias e comunistas que trabalham para a guerrilha.

Seus crimes foram anulados pelo programa de deserção?

– Eu tinha duas ordens de captura. Uma por rebelião, a qual já fui condenado a 7 anos, e outra por fabricação de explosivo, que estava em curso e foi anulada.

Que trabalhos vocês realizavam na sua unidade?

– Fazíamos de tudo. Recrutamento, tratamento médico, inteligência, extorsão, vigilância da zona de cultivo de papoula e cobrança de impostos de seus cultivadores.

Como é feita a comunicação com os altos mandos?

– Por meio de rádios de muita potência e freqüências clandestinas. Tudo é dito em código.

Há brasileiros entre os seqüestrados?

– Isso não tenho como saber. Mas posso dizer que recebi representantes do movimento brasileiro dos Sem Terra. E gostaria de dizer ao povo brasileiro que não caia na lábia de ditaduras de esquerda apáticas aos problemas sociais.

Como surgiu a idéia de criar o grupo Mãos pela Paz?

– Todos nós sabemos que as Farc não estão interessadas nos prisioneiros da troca humanitária. Se estivessem, libertariam todos os seqüestrados e se lançariam na política. Junto aos detidos, enviamos uma mensagem às Farc dizendo que, se nós éramos o pretexto para travar a troca humanitária, abdicávamos da posição em troca da libertação unilateral dos reféns. Não queremos voltar às filas guerrilheiras. Eu, meu irmão e outros companheiros presos buscamos Liduine para ter respaldo na negociação com o governo.

O programa de reinserção social do governo é eficaz?

– Não o suficiente para evitar que os desmobilizados voltem às armas. Há cada vez mais deles e o governo é incompetente para encontrar soluções. Muitos não sabem ler, nunca tiveram conta bancária e nem conhecem a cidade. O programa foi indolente. E hoje vemos reincidentes criando gangues emergentes.

E a ofensiva militar do governo de Álvaro Uribe?

– Eles realmente conseguiram deslocar as Farc para as montanhas. Muitos territórios foram abandonados. Isto cortou a comunicação interna. Muitos líderes começam a girar como peças soltas, atuam individualmente e desrespeitando as regras de uma hierarquia extremamente verticalizada. Foi meu caso.

[ 25/05/2008 ] 02:01

sábado, 24 de maio de 2008

A GRANDE MENTIRA

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

Síntese do livro “A GRANDE MENTIRA” (*), do General Agnaldo Del Nero Augusto, Gen Div Ref, ex-chefe da Seção de Informações do Centro de Informações do Exército.

Por Valter Martins de Toledo, Magistrado aposentado e Membro da Academia de Cultura de Curitiba (v.toledo@terra.com.br)

Introdução

Diz um provérbio citado por Alexandre Solzhenitsyn no início do livro Arquipélago Gulag “Não se deve remexer no passado! Aquele que recorda o passado perde um olho”. Mas o provérbio tem um complemento: “Aquele que o esquece perde os dois”. Vamos remexer. Enquanto tivermos um olho seremos capazes de obter a conformidade entre o sujeito (inteligência) e o objeto (fatos ou situações). Só assim chegaremos à verdade, que consiste na perfeita conformidade da inteligência com o objeto.

Por outro lado, Jean Brunhes ensina que, por um estranho abuso de palavras, fala-se na veracidade de um fato. Um fato possui dimensões, cor, duração, mas não a verdade. Verdade (ou não) será a percepção que temos do fato, assim como mais ou menos justo pode ser o juízo que sobre ele formamos.

Estes ensinamentos podem servir como introdução às considerações que são tecidas a seguir, sobre os fatos em torno da ditadura militar que durou 21 anos.

O tema volta ao palco dos debates, e traz um fato recente: a destruição de arquivos do regime militar, descobertos na Base Aérea de Salvador.

As forças armadas brasileiras sempre combateram o totalitarismo, fosse de esquerda ou de direita. Participaram da II Guerra Mundial, onde tiveram papel de destaque, principalmente na tomada de Monte Castelo. Combateram o comunismo e o venceram em todas as ocasiões em que este tentou tomar o poder.

Porém, tais fatos são deturpados pela história, na medida em que esta é construída de forma unilateral pelos derrotados, com suas versões distorcidas dos fatos.

No Brasil, a ditadura militar foi o coroamento do enfrentamento, em três ocasiões, da tentativa de tomada do poder pelos comunistas. Todas foram impedidas pelas Forças Armadas, que livraram a população brasileira dos horrores do totalitarismo comunista, um dos mais bárbaros registrados pela História.

A primeira tentativa (Intentona Comunista – 1935)

Em março de 1919 foi realizado em Moscou o Congresso de Fundação da III Internacional, que ficaria conhecida como Internacional Comunista, ou IC. A finalidade era unificar e orientar o processo revolucionário mundial. Incentivava a criação de partidos comunistas em todos os países, partidos esses que ficariam subordinados ao PC russo. Lenin acreditava que a revolução russa era o primeiro passo para a adoção do internacionalismo proletário.

Em março de 1922 foi fundado o Partido Comunista – seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), registrado legalmente como entidade civil. Três meses depois, foi colocado na ilegalidade em decorrência do estado de sítio resultante da revolta tenentista.

Na década de 30 o Brasil vivia uma intensa agitação política. Julio Prestes, governador de São Paulo, era apoiado para a presidência da república. Getúlio Vargas, governador do Rio Grande do Sul, e Antonio Carlos de Andrade, de Minas Gerais, também aspiravam à sucessão presidencial. Os entendimentos políticos levaram à união em torno do nome de Vargas, e surgiu a Aliança Liberal.

Nessa época, Luiz Carlos Prestes, um respeitado líder tenentista, estava exilado na Argentina. Prestes não apoiou Getulio Vargas, porque não acreditava nas possibilidades da revolução apregoada pelos aliancistas, especialmente por Antonio Carlos, que afirmara: “Façamos a revolução, antes que o povo a faça”.

Em abril de 1935 Luiz Carlos Prestes voltou para o Brasil, acompanhado de Olga Benário, comunista alemã que tinha a missão de ser sua sombra, controlá-lo e protegê-lo.

Em 1934 o PC-SBIC mudara o nome para Partido Comunista do Brasil (Seção da IC), que passou a pregar a luta antifascista, organizada como uma “frente popular contra os integralistas”. Em 1935 foi fundada a Aliança Nacional Libertadora, que chegou a ter mais de cem mil militantes. Porém, o caráter marxista-leninista da Aliança logo a jogou na ilegalidade, decretada pelo governo Vargas. A Aliança passou a atuar na absoluta clandestinidade. Nesse mesmo ano aconteceu a Intentona Comunista, com combates confusos e mal liderados, em Natal, Recife e Rio de Janeiro. Houve, por parte dos insurretos, tiroteios desordenados, assassinatos covardes e saques a estabelecimentos comerciais e bancários.

A Intentona previa a insurreição nas capitais, porém, ficou restrita a essas três cidades, fracassando no mesmo dia.

Prestes estava em segurança no seu QG, porém, a derrota e a prisão de líderes comunistas desestruturaram o partido, ao qual foram imputados vários assassinatos, inclusive de correligionários acusados de traição.

O Brasil vencera a primeira tentativa de instauração do comunismo.

A segunda tentativa - Revolução de 1964

Em 1941 as tropas nazistas invadiram a Rússia, mudando radicalmente o mapa político do mundo. Stalin se apressou em ganhar o apoio das democracias ocidentais contra o nazismo. O PCB apoiou incondicionalmente o governo Vargas nessa luta. Ao final da II Guerra, o governo Vargas decretou a anistia e legalizou todos os partidos políticos. Prestes foi anistiado. Em 1946 teve início a chamada Guerra Fria. A Rússia dominara mais de uma dezena de países do Leste Europeu e continuava apoiando os movimentos revolucionários em todo o mundo. O Brasil rompeu relações diplomáticas com a Rússia e cassou o registro do PCB, que caiu mais uma vez na ilegalidade. Porém, sua estrutura não foi tocada.

Em 1950, o PCB lançou o Manifesto de Agosto, que defendia a revolução como a única solução viável e progressista dos problemas brasileiros, defendendo a luta armada. Porém, apesar desse manifesto, a classe operária votou mais uma vez em Getúlio Vargas, que suicidou em 1954.

Nessa época, em muitas universidades ocidentais predominava uma visão social esquerdista, sendo que grande parte do Terceiro Mundo aclamava o modelo soviético como a estrada para a justiça social. Muitos intelectuais se declaravam marxistas. Essa situação, porém, era apenas uma conseqüência de anos de propaganda calcada na Grande Mentira. Assim, a conjuntura era altamente favorável ao comunismo, o que provocou uma expansão dramática do comunismo. No final da década de 1950, o comunismo já aportara na América com a vitória da revolução cubana.
Entretanto, o mundo estava dividido pelo jogo de poder entre as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, a chamada Guerra Fria. Nesse jogo, o Brasil despertou o interesse das grandes potências. Sendo um país de dimensões imensas, fronteiriço com quase todos os países da América Latina, seria também um elemento estratégico no cenário mundial, fazendo pender o fiel da balança estratégica para o lado desejado.

Em agosto de 1961, o Presidente Jânio Quadros renunciou. Deveria assumir João Goulart, contra o que se insurgiram os ministros militares, por considerarem que Jango apoiava o comunismo internacional. Assumiu Ranieri Mazzilli, então presidente da Câmara dos Deputados. Leonel Brizola lançou um movimento legalista – a “campanha da legalidade” - pela posse de Jango, seu cunhado. O impasse terminou no Congresso, que aprovou a Emenda Parlamentarista, dando posse a João Goulart.

Segundo Gorender, “finalmente ocupava a presidência da República um político ao qual o PCB tinha acesso direto e que poderia considerar aliado”.

Outras organizações de esquerda começaram a surgir, divergindo da linha política do PCB, tais como os trotskistas (que chegaram a criar várias organizações filiadas à Quarta Internacional, algumas ligadas a J.J. Posadas, porém sem maior expressão), a POLOP (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), que defendia a implantação imediata do socialismo, ao contrário do PCB, que havia optado pelo chamado “etapismo”, com uma primeira etapa democrático-burguesa para cooptar a burguesia nacionalista, e somente depois seria desencadeada a revolução socialista, a AP (Ação Popular, uma criação da esquerda católica mas com grande influência maoísta), a Frente de Libertação Nacional (lançada por Leonel Brizola e Mauro Borges (então Governador de Goiás), um mês após a posse de Goulart, enfatizava a ação exploradora do capital estrangeiro e a necessidade de nacionalização de empresas e da reforma agrária) e o Master (Movimento dos Agricultores sem Terra).

Enquanto isso, Goulart governava o país de uma forma pendular, ora pendia para o lado dos comunistas, ora para o lado dos conservadores. O país vivia agitações e greves nos grandes centros industriais. O sistema presidencialista foi restaurado no início de 1963. Porém as greves continuaram, sendo difícil calcular os prejuízos de toda ordem que ocasionaram ao país. Jango continuou governando de forma pendular. Em setembro de 1963, tudo indicava que o país caminhava para uma revolução de esquerda, principalmente com a rebelião dos sargentos de Brasília. Estes, liderados pelo sargento da Força Aérea Antonio Prestes de Paula, apossaram-se do Ministério da Marinha, da Base Aérea, da Área Alfa, do Aeroporto civil, da Estação rodoviária e da Rádio Nacional. Prenderam um ministro e o presidente da Câmara Federal. Porém, o movimento foi debelado e os seus líderes foram presos. Houve apenas um confronto do qual resultaram um marinheiro morto e dois feridos. Porém, um clima “pré-golpe de estado” foi se definindo, objetivando derrubar as instituições democráticas, supostamente lideradas pelo próprio João Goulart, que buscou o apoio das forças sindicais, agarrando-se às reformas de base como tábua de salvação, o que subverteria de vez todo o país.

No início de março de 1964, a conturbada situação nacional exigia medidas drásticas para solução da crise. Jango e o PCB mantinham entendimentos constantes. No dia 13, um comício realizado no Rio de Janeiro, ficou conhecido como o Comício das Reformas, realizado com recursos das empresas estatais e dos sindicatos. Mais de cem mil pessoas participaram, pedindo reformas, legalização do PCB e entrega de armas ao povo para a luta. No palanque, Jango, Arraes e Brizola. Parecia que Jango levava a melhor. Porém, na mesma noite, o Rio de Janeiro se iluminou de velas nas janelas, em demonstração do descontentamento de grande parte da população com os rumos que tomava a situação nacional, principalmente devido à impressionante demonstração de força, o tom radical dos discursos de Arraes e Brizola e a profusão de cartazes com a foice e o martelo.

No dia 19 aconteceu a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu oitocentas mil pessoas, em oposição ao comício do dia 13.

Em 20 de março, AMFNB (Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil) reuniu-se, declarando um motim. Seus dirigentes foram todos presos por ordem do Ministro da Marinha. No dia 26, os marinheiros amotinados fizeram exigências para o fim do movimento, entre as quais o seu reconhecimento legal. O ministro da marinha destacou um grupo de fuzileiros navais para prender os amotinados.

O CGT expediu um aviso de estado de alerta, denunciando o golpe da elite da marinha contra o povo, contra as reformas e contra o Presidente da República. Brizola apoiou o movimento dos marinheiros e fuzileiros navais.

Na manhã do dia 27, a Marinha soube que havia outros movimentos rebeldes em alguns navios da esquadra. No dia 29, centenas de oficiais da Marinha reuniram-se, em flagrante protesto contra a quebra da disciplina e da hierarquia. Ninguém mais aceitava os desmandos do presidente que, à surdina, preparava um golpe esquerdista, com início previsto para primeiro de maio. De contatos entre o General Castello Branco, Chefe do Estado Maior do Exército, com outros oficiais generais, formou-se um grupo que passaria a ter importante papel no preparo da contra-revolução. As Forças Armadas estavam divididas, tanto que, no comício do dia 13, Jango foi prestigiado pela presença dos três ministros militares.

No dia 30 de março, finalmente desencadeou-se a contra-revolução, que inicialmente estava marcada para o dia 2 de abril. Tropas sediadas em Minas Gerais se dirigiram ao Rio de Janeiro, e se encontraram com as tropas do I Exército, que pretendiam barrar as forças atacantes. O confronto foi esgotado em diálogos de persuasão e em gestos de confraternização. No eixo Rio – São Paulo, confrontos semelhantes ocorreram. Na tarde de 1º de abril, tudo estava terminado. Ruíra o dispositivo militar do presidente. Ninguém se moveu nem esboçou resistência em defesa de Goulart. No dia 2 de abril, mais de um milhão de pessoas lotaram as ruas e praças do Rio de Janeiro, para comemorar a vitória da democracia sobre o comunismo. Foi a segunda vitória sobre a tentativa de tomada de poder pelos comunistas.

A terceira tentativa (período de 1968 a 1973)

A primeira preocupação do comando da contra-revolução foi como conciliar a manutenção das garantias democráticas com as medidas de prevenção contra os abusos. Segundo o Marechal Juarez Távora, “o caminho mais indicado para isso era a eleição imediata de um dos chefes militares da revolução para a presidência da república, assegurando-se, desde logo, com as restrições necessárias, o funcionamento do mecanismo de equilíbrio entre a liberdade e a ordem”. O General Costa e Silva não queria ser eleito, mas julgava indispensável que, antes de se eleger um novo presidente, era indispensável “limpar” o país. Com esta finalidade, no dia 9 de abril, foi editado e divulgado o primeiro ato revolucionário – o Ato Institucional, que veio acompanhado de uma lista de políticos cassados, incluindo quarenta parlamentares. O AI outorgava à revolução os poderes necessários para a rápida transformação do país, preservando os poderes e a própria Constituição. Autorizava a suspensão de direitos políticos pelo prazo de dez anos e a cassação de mandatos legislativos, excluída a apreciação judicial. Nisso tudo, a direita civil armada foi pega de surpresa pelo golpe militar e inteiramente desmantelada pelo novo governo.

Para a sucessão presidencial, o nome escolhido foi o do Gen. Castello Branco tendo como Vice o Deputado José Maria Alkmin. Fora escolhido um chefe militar a fim de garantir a unidade das forças armadas. Castello Branco assumiu prometendo que a elevação moral, educacional, material e política seria o centro das preocupações do Governo.

Porém, a posse da nova Presidência não trouxe consigo a unanimidade entre os participantes. O AI, por exemplo, não agradou os militares mais jovens, bem como alguns grupos revolucionários que desejavam uma ditadura imposta, sem eleição, com fechamento do Congresso e do STF, e dissolução dos partidos políticos. Essa ala ficou conhecida como linha dura, ou “fervorosos”. A outra ficou conhecida como linha moderada ou “moderados”.

O governo revolucionário herdara graves problemas econômicos e o governo teria que enfrentar a dura realidade de plantar muito e colher pouco. Algumas medidas descontentaram a população e foram usadas pelos agitadores para convencer os trabalhadores da insensibilidade do governo. Isto contribuiu para que os trabalhadores permanecessem afastados da revolução.

Na área estudantil a propaganda subversiva se disseminava, principalmente nas universidades. Em novembro de 1964 foi editada a Lei Suplicy, que regulamentava a vida dos estudantes, proibia atividades político-partidárias, regulamentava a escolha dos representantes. Núcleos esquerdistas taxaram a nova lei de tipicamente fascista. Porém, importantes medidas foram tomadas para o aperfeiçoamento do ensino. Foi feito o primeiro censo escolar, revelando que o país tinha trinta milhões de analfabetos. Criou-se o salário educação.

Em 1965 terminou a vigência do Ato Institucional. Esse ano foi marcado por sucessivas crises internas na área revolucionária. Houve eleições diretas para governador, o que não agradou os defensores da ditadura. No dia 27 de outubro o governo editou o AI-2, destinado a reunificar os grupos revolucionários em torno do poder incontestável da revolução. O AI-2 revigorava grande parte dos poderes que haviam expirado com o AI-1 e permitiu a posse pacífica dos governadores eleitos. Foram extintos os partidos políticos e instalado o regime bi-partidário: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), do governo, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), da oposição.

Em 31 de março de 1966, quando se comemorava o aniversário da revolução, teve início uma série de atentados terroristas. Em Recife, houve explosões nos Correios e Telégrafos e no Comando do IV Exército; uma terceira explosão falhou, na Câmara Municipal. Em 20 de maio foram lançados dois coquetéis molotov e um petardo de dinamite contra os portões da Assembléia Legislativa.

Em 25 de julho Recife foi novamente sacudida por explosões, uma na sede da União dos Estudantes de Pernambuco, outra nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados Unidos. A terceira bomba é considerada o marco inicial da luta terrorista no Brasil. Explodiu no Aeroporto Internacional de Guararapes, onde era esperado o Marechal Costa e Silva, então candidato à presidência da república, que, felizmente, não pôde viajar de avião. Na explosão morreram 15 pessoas. Em agosto outra bomba explodiu no Cine Itajubá, em Santos. Em setembro, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

Porém, o governo continuava trabalhando. Várias reformas foram implementadas: a Lei de Imprensa foi aprovada pelo Congresso, foi criado o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, a reforma administrativa foi consubstanciada no Decreto-Lei 200, de 25.01.1966, implantado o FGTS, o Instituto Nacional de Previdência Social, a Embratel, o FUNRURAL e o PRORURAL.
Movimentos de resistência armada foram organizados com participantes treinados em Cuba, na Rússia, no Leste Europeu e até na China, países que financiavam a guerrilha no Brasil. Cerca de 20 organizações subversivas atuavam no país.

Em 15 de março de 1966 foi promulgada a nova Constituição, com a posse do Marechal Costa e Silva. Em janeiro de 1967, nova Constituição. A eleição deveria ser direta e democrática, porém isto não foi possível devido ao início dos atentados terroristas. Das grandes manifestações de 1968, muitos jovens saíram para integrar organizações guerrilheiras urbanas, como conseqüência do trabalho político dentro do movimento estudantil. O celeiro da luta armada era a UnB (Universidade de Brasília). O objetivo era instalar no país um regime totalitário, a exemplo dos vigentes na Rússia, na China e em Cuba.

As agitações estudantis alastravam-se praticamente por todo o mundo. Amsterdã, Berlim Ocidental, Paris, Roma, Tóquio, Montevidéu, México e outras grandes cidades, foram palcos de confrontos com a polícia, com derramamento de sangue e mortes. Nesse clima, em 13 de dezembro de 1968 foi editado o AI-5, que gerou um estado de direito autoritário, uma “revolução dentro da revolução”. O AI-5 não tinha prazo de vigência. Por ele o Congresso Nacional foi colocado em recesso, assim como seis Assembléias Legislativas Estaduais e dezenas de Câmaras de Vereadores em todo país; foram cassados mais de sessenta e nove parlamentares, incluindo o ex-Governador Carlos Lacerda, suspenso o direito de hábeas corpus e restringida a liberdade de imprensa, para conter a propaganda subversiva. É importante enfatizar que a guerrilha irregular foi causa, e não efeito, do AI-5.

Em 1973, o Brasil vivia a euforia do “milagre brasileiro”. A economia crescia a níveis jamais alcançados. Porém, assaltos, assassinatos, atentados, seqüestros, atividades terroristas e de guerrilha, continuavam freqüentes. Os grupos responsáveis por essas atividades foram sendo gradativamente desarticulados, até que, em meados de 1974, concluiu-se que as forças subversivas já não tinham condições de atuar coordenadamente. Foi a terceira vitória contra o comunismo no Brasil.

O governo militar prosseguiu no Brasil até 1985, quando ocorreu a eleição direta para presidente da república.

Conclusão

A grande mentira refere-se ao comunismo que, sob uma capa de “proteção aos direitos humanos”, comparando-se ao Cristo que “passou pela Terra fazendo o bem, mas foi perseguido, torturado e morto”, deseja, na verdade, instaurar um regime totalitário.

No Brasil, com a anistia, os meios de comunicação foram inundados por matérias favoráveis aos ex-terroristas, reforçando a grande mentira. Cria-se, assim, uma situação invertida, como propõe Revel, em que aqueles que querem destruir a democracia parecem lutar por reivindicações legítimas, enquanto que aqueles que defendem a democracia são apresentados como artífices de uma repressão reacionária.

Os fatos devem ser analisados sem adjetivações, num trabalho sério e sem paixão, para que se possa fazer a reconstituição histórica de um período marcado por barbáries. É importante considerar que, nos dias atuais, a população é alvo da propaganda disseminada pelos vencidos (um grande contra-senso), que escondem seus verdadeiros atos e intenções. Afinal, sabe-se que uma “grande mentira”, repetida muitas e muitas vezes, ganha uma aparência de “verdade” que acaba sendo aceita.

Aos brasileiros que não viveram os períodos citados e recebem informações impregnadas por inverdades, distorcidas por ideologia intolerante, é importante que se ofereça a oportunidade de verem o outro lado dos fatos, de compararem as suas interpretações, de refletirem com espírito crítico e de encontrarem suas próprias verdades. Enfim, de conhecerem a ameaça que aqueles fatos representaram à liberdade e à democracia no Brasil.

Afinal, como bem assinala o ex-ministro Jarbas Passarinho, a história, é “O facho que ilumina o passado para precatar-nos de repetir os erros praticados”.

(*) Publicado pela Biblioteca do Exército Editora, RJ, 2001, recomendado pelo FDR no Tema “Movimento Cívico-Patriótico de 1964”.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ad aeternum

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 22 de maio de 2008

Ao longo dos tempos, a militância socialista usou de dois meios preferenciais de luta, juntos ou alternados: o assassinato e o roubo, ou, mais genericamente, a crueldade e o embuste. A primeira fez as glórias da esquerda cubana, o segundo as da brasileira.

Nenhum governo da América Latina pôde jamais competir com o de Fidel Castro em brutalidade, nem com o de Lula em safadeza. O primeiro ficou no poder por quarenta anos enviando cem mil cubanos ao outro mundo e mais cem mil para a cadeia. O segundo mantém-se no alto das pesquisas conservando fora da cadeia todos os que deveriam estar nela -- uma longa lista que começa nos ministros que falsificam documentos para legitimar a fragmentação do território nacional, passa pelos familiares do presidente transfigurados em milionários da noite para o dia e culmina nos terroristas estrangeiros aos quais o partido do sr. presidente prometeu e jamais negou solidariedade.

Em qualquer democracia normal, um só dos crimes desse governo – o laudo falso em prol da doação de Roraima, por exemplo – bastaria para levar o presidente ao impeachment e seus assessores ao cárcere. Aqui, centenas desses episódios acumulados provocam, no máximo, uns resmungos preguiçosos, umas gesticulações de vago descontentamento, umas simulações pusilânimes de protesto cívico e, coroando tudo, a firme decisão de não fazer nada.

Nada? Estou sendo injusto. As elites falantes “dêfte paíf” fazem alguma coisa, e até uma coisa revolucionária, inédita: chamam de “normalidade institucional” o direito concedido a uma agremiação partidária de roubar o quanto queira, de distribuir a seus cúmplices estrangeiros o patrimônio nacional, de tratar como parceiros e amigos os terroristas que armam e adestram os quadrilheiros locais para que espalhem o terror nas ruas, de destruir a cultura nacional no altar da propaganda comunista e do mais vulgar show business politicamente conveniente, de abafar investigações e censurar notícias, de usar a burocracia estatal como secretaria do partido, de ofender toda semana os sentimentos morais e religiosos da população, de gastar dinheiro público numa orgia carnavalesca onde a esposa de um ministro se esfrega despudoradamente num governador e respectiva digníssima, etc. etc. etc.

Cada um desses episódios daria um livro, como o Mensalão deu “O Chefe”, de Ivo Patarra ( http://www.escandalodomensalao.com.br/ ). Todos juntos formariam uma enciclopédia da patifaria como jamais se viu no mundo. Mas, como se convencionou que a soma desses descalabros constitui a “normalidade institucional”, toda alternativa ao presente estado de coisas parece medonha ameaça de golpe, hipótese que inspira um sacrossanto horror e conduz inevitavelmente à conclusão de que o lulismo é uma fatalidade cósmica inelutável: ruim com ele, pior sem ele. E assim vão se passando os dias, o Chefe cada vez mais poderoso, os políticos “de oposição” cada vez mais colaboracionistas, a elite cada vez mais acanalhada e subserviente, a “sociedade civil” cada vez mais atrelada às ONGs esquerdistas bilionárias, a vontade popular cada vez mais débil, mais fácil de desviar contra alvos fictícios e bodes expiatórios, entre os quais ela própria.

O sr. Lula diz que ele e José Serra inauguraram um novo modo de fazer política. É verdade, com a ressalva de que ele não falava de duas pessoas, mas de dois partidos, gêmeos nascidos do ventre da USP. E esse novo modo consiste no seguinte acordo: Nós dois vamos à ONU, pegamos cada um uma cópia do receituário globalista para a destruição das soberanias nacionais e da civilização judaico-cristã e o aplicamos no Brasil à risca, mas fazendo de conta que seguimos duas políticas diferentes e trocando uns tapinhas de vez em quando. Como prêmio, a mídia internacional dirá que somos maravilhosos e exibirá ao mundo nossa alternância no governo como prova de maturidade democrática. Os brasileiros, idiotas, dirão que é “normalidade institucional” e, temendo rompê-la, nos manterão no poder ad aeternum .

Capimunismo itinerante

Do blog ALERTA TOTAL
Por Arlindo Montenegro, 17 de maio de 2008

A Democracia defeituosa que praticamos no Brasil tem negado a liberdade à livre iniciativa e atenção superior que o combate à pobreza requer. A eficácia de qualquer governo neste século será medida por sua eficiência democrática. E redução de pobreza consiste em educação e pleno emprego. As soluções paternalistas de caráter socializante são distorções que podem aliviar momentaneamente parte da fome, mas não solucionam a doença endêmica.

Fala-se muito em BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China - países que atuam para transformar força econômica em poder. O problema é que se trata de um poder menos voltado para reforçar a soberania e muito mais presente nas negociatas com bancos, corretoras e seguradoras, bolsas de valores e mercado financeiro. Voltado para negócios internacionais com matérias primas e até fatias do próprio território.

O Brasil tem com a China um relacionamento cheio de favores e compadrios que facilitam as ações do capimunismo – a mistura de economia capitalista com os controles rígidos do estado comunista. Lá na China uma realidade palpável que reduziu a miséria de uns 300 milhões, permitindo o trabalho na produção capitalista, enquanto mais de um bilhão de habitantes continua mergulhada na subsistência medieval. De qualquer modo, um passo, diferente do Brasil, que declinou da educação e dificultou a criação de postos de trabalho para distribuir esmolas e tentar o controle estatal autoritário.

Há muitos anos falava-se em Primeiro Mundo, os ricos; Segundo Mundo, para citar os remediados em ascendência e Terceiro Mundo, o dos miseráveis com mínimas possibilidades de acesso as tecnologias facilitadoras do trabalho produtivo ou organização para experimentar liberdades democráticas.

Os ricos investiam e barbarizavam com os povos do Terceiro Mundo: mão de obra barata em plantações extensivas, coleta e processamento primário de minérios e matérias primas. África do Sul, Índia, América Central e o mundo pobre, todos conheceram o tacão dos civilizadores, alguns extremamente racistas. Era a ação do capitalismo itinerante carreando riquezas para o norte.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os ricos do Norte tiveram suas dívidas perdoadas para reconstruir suas cidades arrasadas e puderam desenvolver a civilização fabril, adotando novas tecnologias. As fábricas sucateadas e tecnologias ultrapassadas foram vendidas a preço de ouro para o mundo dos pobres, onde a mão de obra barata e auxiliar poderia desenvolver-se aliviando tensões sociais, com ganhos para as obedientes oligarquias locais.

O comunismo caiu de podre com o Muro de Berlim. E de um “passe de mágica” surgiu o fato consumado: a globalização da economia, fortemente apoiada nas comunicações por satélite e internet de alta velocidade.

Na fatia dita democrática, onde o capitalismo depende da liberdade, mobilidade e competitividade das pessoas, surgiu a válvula de escape das migrações temporariamente para a Europa, EUA, Japão. A dupla nacionalidade facilitava empregos no mesmo nível dos nativos que acolhiam o migrante.

O fenômeno agora é que existem apenas dois Mundos: o Mundo dos ricos e o Mundo dos pobres espalhados em todos os territórios, com suas fábricas e demanda de mão de obra barata. Sensíveis a qualquer oscilação na oferta e demanda de petróleo, minérios estratégicos e alimentos.

Com muito crédito que os banqueiros espalham, adiantando o que cada trabalhador “cliente” vai faturar com sua capacidade produtiva dentro de um ano, dois, três, cinco, para comprar comida, pagar aluguel, comprar roupa, sapato, cosméticos e consumir mais. Pagam depois. Em suaves prestações mensais + os juros... Aí é que a porca torce o rabo!

A China produz tênis, eletro eletrônicos, roupas e quinquilharias diversas. Todos os sonhados, desejados, disputados bens de consumo por preço que arrasavam qualquer concorrência. Os americanos, os alemães, os ingleses... levaram suas fábricas para a China, para lucrar mais e a fonte começa a secar.

A multinacional que fabrica tênis ou a confecção, nem avisa. Se lucra menos aqui, muda pra Índia, Bangladesh ou Vietnam, onde a mão de obra é baratinha. Um operário de produção ganha entre 120 e 180 Reais por mês. Um engenheiro, 4.400 Reais. Na Itália, um grupo empresarial fecha a fábrica e oferece vaga aos empregados na filial do Brasil, ou na Turquia onde vão ser remunerados com 1/3 do que ganhavam.

E o nó está nos operários da China exigindo melhores salários e condições de trabalho. Só pra constar, nos dormitórios coletivos que ocupam não existem banheiros nem chuveiros. Quem quiser um banho tem de buscar água num balde. Assim eles produzem tudo quanto está no hardware dos computadores pelo mundo afora. No Vale do Pérola, perto de Hong Kong, já há uma demanda por 2 milhões de operários. Os fabricantes competem para recrutar mão-de-obra, disputam cada trabalhador. E o Estado está cobrando mais impostos.

Os lucros da fábrica de escovas e secadores de cabelos que estão nas prateleiras com diversas marcas, entre as quais a Revlon, conhecida por aqui, caíram de 15% para 3%. As indústrias Adidas e Timberland já migraram para o Vietnam.

Configura-se mais um capítulo da história da globalização da economia.

A engenharia da globalização já rendeu os melhores lucros. Bancos e empresários de toda parte se beneficiaram. A China foi a principal fornecedora dos consumidores de camisetas, tênis, shorts, lanterninhas, camisas de seda, garrafas térmicas e falsificações de toda espécie. Mas os custos estão subindo. A matéria prima está mais cara. A moeda chinesa valorizada. A inflação já alcançou os 8%.

O fenômeno ultrapassa as questões econômicas. O Brasil, a Índia, a África do Sul e a Nigéria brigam para ter assento permanente no Conselho de Segurança da Onu. A China e a Rússia se aliam e fundam a Organização de Cooperação de Xangai, para alinhar as políticas de negócios, contraterrorismo e narcotráfico na Ásia Central. O Irã, Afeganistão e Paquistão querem fazer parte. A América Latina se une à União Européia. Organismos como a OEA e a Otan ficam mais fracos.

Os EUA, perdem em liderança para o avanço dos três blocos de poder econômico: EUA, União Européia e China, dominam econômica e militarmente uma parte do mundo que dá sinais de enfermidade crônica. E o poder bélico parece dar os primeiros sinais de exaustão. Agora o que vale é buscar maiores lucros em qualquer parte do planeta.

Os planejadores da China sabem que o país não tem futuro confeccionando mercadorias de baixo custo, dizem os analistas do Der Spiegel, Alexander Jung e Wieland Wagner. Os políticos nem se importam com o êxodo dos empresários. E o próximo passo nesta estratégia elevará a produção chinesa aos níveis da alta tecnologia. Estão se garantindo com a compra de terras, madeiras e matéria prima, minérios ainda baratos, aqui no Brasil e pelo mundo afora. A nova economia do capimunismo itinerante é marca registrada da globalização.

Entre nós as políticas impostas pela globalização reduziram uma fração da pobreza absoluta. Os lucros auferidos aqui pelo Primeiro Mundo estão entre os mais elevados. Muitas das famílias que consumiam na classificação A e B, mais ricas, estão agora consumindo os produtos classificados C, mais baratos. O governo predador leva a metade do PIB. Importamos a inflação dos outros na forma de trigo e itens constantes dos acordos de comércio internacional. Quando eles querem aumentam o preço do que produzem e decidem quanto pagam pelo que produzimos. A incompetência e o ideologismo utilizam decretos para impor as regras do jogo.

O Congresso é presa da mais gritante inconseqüência e mercantilismo. Os preços dos produtos aumentam para garantir os lucros do capimunismo. E há quem acredite e repita que está tudo bem.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Atualização em câncer pelo John Hopkins Hospital

Enviado por e-mail pelo Arlindo Montenegro.

DEPOIS DE ANOS DIZENDO ÀS PESSOAS QUE A QUIMIOTERAPIA É O ÚNICO CAMINHO A TENTAR (TENTAR É A PALAVRA CHAVE) PARA ELIMINAR O CÂNCER, O HOSPITAL JOHN HOPKINS ESTÁ FINALMENTE COMEÇANDO A DIZER-LHES QUE HÁ UM CAMINHO ALTERNATIVO.


Atualização em câncer pelo John Hopkins Hospital

1 Todas as pessoas têm células cancerosas no corpo. Estas células não aparecem nos testes-padrão até que tenham se multiplicado e atingido o número de alguns bilhões. Quando os médicos dizem aos pacientes de câncer que não há mais células cancerosas nos seus corpos depois do tratamento, isto quer apenas dizer que os testes são incapazes de detectar as células cancerosas porque não atingiram o número detectável.


2. Células cancerosas ocorrem de 6 a mais de 10 vezes ao longo da vida das pessoas.


3. Quando o sistema imunológico da pessoa está forte, as células cancerosas são destruídas e impedidas de se multiplicar e formar tumores.


4. Quando uma pessoa tem câncer, isto indica que ela tem múltiplas deficiências nutricionais. Estas podem ser decorrentes de fatores genéticos, do meio ambiente, da alimentação e do estilo de vida.


5. Para superar as múltiplas deficiências nutricionais, mudanças na dieta e a inclusão de suplementos fortificarão o sistema imunológico.


6. Quimioterapia envolve o envenenamento das células cancerosas de rápido crescimento e também destrói células saudáveis também de rápido crescimento da medula óssea, do trato gastrointestinal etc, e causar danos a órgãos como o fígado, os rins, coração, pulmões etc.


7. A radiação enquanto destrói células cancerosas, também queima, deixa cicatrizes e danifica células sadias, tecidos e órgãos.


8. Os tratamentos iniciais com quimioterapia e radiação freqüentemente reduzirão o tamanho do tumor. Contudo, o uso prolongado da quimioterapia e da radiação não resultará em maior destruição do tumor.


9. Quando o corpo tem uma carga muito grande de toxinas da quimioterapia e da radiação, o sistema imunológico é ou comprometido, ou destruído. Em conseqüência a pessoa pode sucumbir por várias espécies de infecções e complicações.


10. Quimioterapia e radiação podem ocasionar mutações nas células cancerosas, tornando-as resistentes e difíceis de destruir. A Cirurgia também pode espalhar as células cancerosas para outros lugares.


11. Um meio eficaz de combater o câncer é fazer as células cancerosas passarem fome, não lhes dando os alimentos de que necessitam para se multiplicar.


AS CÉLULAS CANCEROSAS SE ALIMENTAM DE:


1. O açúcar é um alimentador de câncer. Ao eliminar o açúcar é cortada uma importante fonte de alimentação para as células do câncer. Substitutivos do açúcar como Nutra Sweet, Equal, Spoonful, etc são feitos com Aspartame que é prejudicial. Um substituto natural melhor seria mel Manuka ou melado, mas somente em pequenas quantidades. Sal de mesa tem uma substância química adicionada para lhe dar a cor branca. Melhor alternativa é ´Bragg's aminous (?) ou sal marinho.


2. O leite faz o corpo produzir muco, especialmente no trato gastro-intestinal. O câncer se alimenta de muco. Cortar o leite e substituí-lo por leite de soja sem açúcar faz com que as células do câncer morram de fome.


3. As células de câncer prosperam em ambientes ácidos. Uma dieta a base de carne é ácida e é melhor comer peixe e galeto em vez de carne de vaca ou de porco. Carne bovina também contém antibióticos para o gado, hormônio do crescimento e parasitas, que são prejudiciais, especialmente para pessoas com câncer.


4. Uma dieta com 80% de vegetais frescos e sucos, grãos integrais, sementes, nozes e um pouco de frutas ajuda a colocar o corpo num ambiente alcalino. Cerca de 20% podem ser de alimentos cozidos inclusive feijões.. Sucos de vegetais frescos proporcionam enzimas vivas que são facilmente absorvidas e descem até o nível celular dentro de 15 minutos para nutrir e estimular o crescimento das células sadias. Para obter enzimas vivas para formar células sadias experimente e beba sucos de vegetais frescos (a maioria dos vegetais inclusive brotos de feijão) e coma alguns vegetais crus 2 ou 3 vezes ao dia. As enzimas são destruídas a temperatura de 40º C (104° F).


5. Evite café, chá e chocolate, que contêm muita cafeína. Quanto à água - é melhor tomar água purificada, ou filtrada, para evitar toxinas conhecidas e metais pesados da água de torneira. Água destilada é ácida, evite-a.


2. A proteína da carne é de difícil digestão e exige um monte de enzimas digestivas. Carne não digerida ao permanecer no intestino apodrece e conduz a um aumento das toxinas.


3. As paredes das células cancerosas têm uma cobertura de proteína dura. Evitar ou comer menos carne libera mais enzimas para atacar as paredes de proteínas das células cancerosas e possibilita que as células matadoras do corpo destruam as células cancerosas.


4. Alguns suplementos constroem o sistema imunológico (IP6, Flor-ssence, Essiac (???), antioxidantes, vitaminas, minerais EFAs (?) etc.) para possibilitar que às células matadoras do próprio corpo destruir as células cancerosas. Outros suplementos, como a vitamina E, são conhecidos por acarretar apoptose, ou seja morte programada de células, método normal do corpo de desfazer-se de células danificadas, indesejadas ou desnecessárias.


5. O câncer é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito preventivo e positivo ajudará ao guerreiro do câncer a ser um sobrevivente. A ira, o não perdoar e a amargura colocam o corpo num ambiente de tensão e acidez. Aprenda a ter um espírito amoroso e de perdão. Aprenda a relaxar e desfrutar da vida.


6. As células cancerosas não prosperam em um ambiente oxigenado. Exercícios diários e respiração profunda ajudam a proporcionar mais oxigênio para o nível celular. A terapia com oxigênio é outro meio empregado para destruir células cancerosas.


Nenhum recipiente de plástico no microondas.
Nenhuma garrafa de água no 'freezer'.Nenhum envoltório de plástico em microondas.

John Hopkins recentemente mandou isto em um dos seus comunicados à imprensa. Esta informação está também circulando no Centro Médico Walter Reed, do Exército.


A substância química dioxina causa câncer, especialmente câncer do seio.

As dioxinas são altamente venenosas para as células dos nossos corpos.


Não congele garrafas plásticas com água, pois isto libera dioxinas do plástico.


Recentemente o Dr Edward Fujimoto, Gerente do Programa de Bem-Estar do Hospital Castle, esteve num programa de TV para explicar este risco para a saúde. Ele falou sobre as dioxinas e o quanto elas são ruins para nós. Ele disse que não devemos aquecer nossos alimentos no microondas usando vasilhas de plástico.


Isto se aplica especialmente para os alimentos que contenham gordura. Ele disse que a combinação de gordura, alta temperatura e plásticos libera dioxinas para os alimentos e, finalmente, para dentro das células do corpo..


Em lugar dos plásticos ele recomenda usar vidro, tais como Corning Ware, Pyrex ou vasilhas de cerâmica para aquecer os alimentos. Obtém-se os mesmos resultados, mas sem a dioxina. Para coisas como receitas de TV (TV dinners), macarrão de cozimento rápido e sopas, etc., eles devem ser removidos da embalagem e aquecidos em outro recipiente.


Papel não é ruim, mas não se sabe o que o papel contém. Simplesmente, é mais seguro usar vidro temperado. Ele nos lembra que algum tempo atrás, alguns dos restaurantes de comida rápida (fast food) abandonaram recipientes de espuma e passaram para papel. O problema das dioxinas foi uma das razões.

Ele também ressaltou que envoltório plástico, como o filme plástico, é também tão perigoso quando colocados sobre os alimentos a serem cozidos em microondas. Com o alimento sob a ação da microonda, a alta temperatura acarreta que efetivamente toxinas venenosas evaporem do envoltório plático penetrem no alimento. Como substituto, cubra o alimento com toalha de papel.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".