Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Alexandre Mansur, Luciana Vicária e Renata Leal na revista ÉPOCA em 20 de janeiro de 2008
Boa parte dos livros didáticos apresenta distorções ideológicas. Por que elas existem e como comprometem a educação
A catarinense Mayra Ceron Pereira, que mora na cidade de Lages, se sentiu incomodada com a lição de casa do filho, no início do ano. Aluno da 7a série do colégio Bom Jesus, uma rede privada do sul do país, Gabriel, de 13 anos, tinha de definir o que é a mais-valia. Ela folheou o livro Terra e Propriedade, da coleção História Temática, que ele usa na escola, e encontrou uma foto de José Rainha, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Ele aparecia apenas como líder social”, diz Mayra. “Não havia a informação de que foi condenado pela Justiça.” Em uma leitura mais atenta, ela se incomodou ainda mais com o que identificou como maniqueísmo nos textos. “Os poderosos são sempre os vilões, e os proletários os coitados. Não acho saudável crescer dividindo o mundo entre vítimas e culpados”, afirma Mayra, que é vereadora do partido Democratas (ex-PFL). “Eu não quero um livro neoliberal. Quero que deixem meu filho desenvolver seu julgamento no futuro. Nesse livro, as pessoas já vêm julgadas e condenadas.”
Na central do colégio, em Curitiba, a informação é que o livro está sendo reavaliado como qualquer outro. “Estamos com essa coleção há oito anos e ela é uma das mais conceituadas na área. Pode ter problemas, mas nenhum livro é 100%”, afirma o educador Pedro Gardim, coordenador pedagógico do colégio. Segundo ele, a informação sobre José Rainha não estava no livro porque a edição usada era anterior à condenação. “O livro fala do MST, que é um movimento polêmico, mas importante para discutir o tema da terra. Assim como, mesmo sendo uma escola católica, falamos da Inquisição.” Segundo Roberto Catelli, um dos autores do livro, a obra não faz nenhuma apologia a José Rainha. Para Catelli, mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), o fato de o livro reproduzir trechos da versão em quadrinhos de O Capital, do filósofo e economista Karl Marx, sobre o conceito de mais-valia, também não é pregação ideológica. “O texto deixa explícito que se trata do pensamento de um autor, e não de uma verdade única”, diz. “O objetivo é que o aluno tenha acesso ao pensamento marxista, básico no estudo das ciências humanas.”
“No discurso da escola, mérito é um conceito burguês. E isso é visto como negativo” Bráulio Porto de Matos, da UnB
O caso suscita uma discussão relevante para as famílias de 42 milhões de estudantes do ensino fundamental e médio no Brasil, nas redes pública e privada. Afinal, o que se ensina às crianças e aos adolescentes do país? Há um mês, um artigo do jornalista Ali Kamel despertou a polêmica, ao transcrever trechos do livro Nova História Crítica no jornal O Globo. Para Kamel, o livro é uma “tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo”. ÉPOCA analisou o livro e encontrou trechos problemáticos, como “Adam Smith acreditava que as forças do mercado agiriam como uma mão invisível a regular a economia. Em suma, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso geral de forma harmoniosa”, uma visão estereotipada do capitalismo, como um sistema desprovido de ética. Nova História Crítica foi um campeão de vendas. Teve 9 milhões de exemplares distribuídos desde 1998 pela rede pública de ensino e 1 milhão pela rede particular. Estima-se que 30 milhões de adolescentes estudaram História com ele. O autor, Mario Furley Schmidt, não se pronunciou. Arnaldo Saraiva, presidente da editora Nova Geração, respondeu que o livro “não é o único nem o primeiro que questiona a permanência de estruturas injustas e que enfoca os conflitos sociais em nossa história”. Disse também: “Não publicamos livros para fazer crer nisso ou naquilo, mas para despertar nos estudantes a capacidade crítica de ver além das aparências e de levar em conta múltiplos aspectos da realidade”. O livro de Schmidt já não faz parte da lista de recomendações do MEC. Fora aprovado, com ressalvas, pelas bancas que analisam os livros didáticos, em 1998, 2001 e 2004. Em 2007, quando a categoria “com ressalvas” acabou, ele foi rejeitado.
Mas há outros, com teor parecido. ÉPOCA fez um levantamento de 20 livros didáticos e 28 apostilas de História e Geografia adotados por escolas públicas e privadas. Em um país democrático, pode-se esperar que os títulos reflitam o amplo espectro ideológico e político da sociedade. Não é o que ocorre. A maioria dos livros – em especial os de História – é simpática ao socialismo e apresenta o livre mercado como um modelo econômico gerador de desigualdade e pobreza. Embora a ênfase seja desequilibrada para a ideologia de esquerda, isso faz parte do jogo democrático. O dado que assusta é a quantidade de distorções que os autores fazem em nome da visão socialista. Existem dois tipos de problemas. O primeiro é a omissão. Ao tratar de revoluções socialistas, como a da China e a de Cuba, vários livros deixam de mencionar o caráter opressivo e ditatorial desses regimes. Além disso, a ideologia leva alguns autores a publicar informações erradas, como dizer que a globalização aumentou a pobreza mundial. Segundo dados da ONU, a abertura do comércio internacional da década de 90 fez com que a renda per capita dos países pobres crescesse mais que a dos países desenvolvidos (confira nos quadros).
“Os professores empreenderam uma grande luta de retorno à democracia. Estamos em uma fase de transição” Célio Cunha, da Unesco
O caso mais impressionante é o do material elaborado pelos professores da rede estadual do Paraná no programa Livro Didático Público. Seus livros vão para 450 mil alunos do ensino médio. Há até um livro de Educação Física com um capítulo intitulado “Faço esporte ou sou usado pelo esporte?”, em que a atividade física é apresentada como ferramenta de exploração capitalista. “Regras: é preciso respeitá-las para sermos bons esportistas. Em nossa sociedade, devemos ser submissos às regras impostas pela classe dominante”, escreve o autor. “Em nosso convívio social, devemos respeitar nossos colegas (...), contribuindo com o êxito da equipe ‘de trabalho’, isso quer dizer ‘enriquecer cada vez mais os patrões’.” O governo paranaense diz que não houve orientação ideológica para os autores. “Algumas perspectivas podem ser vistas como reducionistas, mas todas as realidades existem”, diz o filósofo Jairo Marçal, coordenador do programa. “Seria complicado assumir o relativismo que acaba aceitando todas as posições como corretas. Não se pode mais fazer uma crítica ao modelo econômico que está colocado?”
Quem escreve livros como esses? Escritores revolucionários? Nem tanto. O autor dos capítulos de Educação Física do Paraná é Gilson José Caetano, de 30 anos, casado com uma professora de Educação Física e pai de uma menina de 2 anos. Ele é professor no município de Turvo, com 14 mil habitantes. Sua formação é o curso de Educação Física de uma universidade particular de Palmas, no interior do Paraná. Caetano é diretor da Escola Joanna s Lechiw Thomé, com 96 alunos entre a 5a e 8a séries. Para chegar lá, todas as manhãs percorre 17 quilômetros de estrada de terra. Metade do caminho dentro de uma van contratada pelos professores, metade de carona no ônibus escolar dos alunos. À tarde, leciona para 180 estudantes do Colégio Estadual Edite Cordeiro. À noite, faz bico como instrutor de uma academia de ginástica. “Aqui no interior é difícil alguém notar o nosso trabalho. O livro foi uma grande oportunidade”, diz.
Para escrever seu livro de esporte com críticas ao capitalismo, Caetano diz ter escolhido “um recorte baseado no materialismo histórico dialético”, referindo-se à concepção de História desenvolvida por seguidores de Karl Marx. Ele afirma que o marxismo seria a base teórica de consenso entre os professores que criaram as diretrizes da Secretaria de Educação do Paraná. “Todo livro didático público tem uma visão. Se partirmos da neutralidade, não pensamos um aluno crítico”, diz. “Isso não significa que eu seja comunista. Nem me interesso muito por política.” Caetano se diz um atleta frustrado. “Praticava todos os esportes, mas nunca descobria minha habilidade. Meu professor de Educação Física se preocupava tanto em ajudar os alunos que resolvi ser como ele. Quero fazer algo pela comunidade por meio da formação dos estudantes.”
Em uma apostila do sistema Anglo, os autores Claudio Vicentino e José Carlos Moura, de São Paulo, escrevem: “o império da sociedade de consumo é um mundo em que alguns são senhores do mercado e a esmagadora maioria sua vítima”. Por e-mail, eles explicaram seu texto. “Consideramos que esses problemas transcendem uma visão ideológica, seja ela de direita ou de esquerda, e inclusive por isso assinalamos na mesma página, logo a seguir, que nem o socialismo real e nem o capitalismo foram capazes de resolver esses grandes impasses da humanidade.”
Já a professora Katya Picanço escreveu um capítulo intitulado “Ideologia” em uma apostila de Sociologia distribuída na rede pública do Paraná. Em sua obra, a autora afirma que “na sociedade capitalista, o poder público está a serviço da classe dominante, via seus representantes no governo”. Na opinião de Katya, “é óbvio que os políticos estão a serviço da classe dominante, senão a sociedade teria mudado”. Roberto Catelli, no livro Terra e Propriedade, descreve a revolução chinesa de Mao Tsé-tung, mas não menciona que seu regime opressor promoveu um dos maiores massacres da História. Catelli afirma que optou por um recorte econômico, não político. Sua resposta é a mesma em relação à ditadura de Fidel Castro: “Só mencionamos o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba, uma questão política, porque ele teve impacto direto na economia do país”.
Alguns autores, diante das críticas, afirmam que os livros didáticos com problemas serão revisados. É o caso de Uma História em Construção, que tem a ilustração de um americano esmagando o Brasil. O autor, José Rivair Macedo, diz que vai reformular o conteúdo e a parte gráfica. “Estamos revendo uma série de aspectos conceituais e formais, de modo a tornar a obra mais objetiva e em consonância com as atuais propostas de ensino”, afirma. Procuradas por ÉPOCA, as editoras Saraiva, Scipione e Moderna não quiseram se manifestar.
A doutrina política de esquerda não é o único problema do mercado didático. O livro Banzo, Tronco & Senzala, da editora Harbra, foi recolhido da rede de Brasília em 2003 porque sua ilustração de capa trazia escravos negros com traços faciais semelhantes aos de macacos. No início de 2003, o caso foi denunciado por um pai de aluno ao senador Paulo Paim (PT-RS) – que procurou o governo do Distrito Federal. Embora não fosse distribuído pelo governo, muitas escolas compravam o livro com orçamento próprio. “O caso é chocante porque é extremo. Mas não é difícil achar ilustrações que embrutecem a face dos negros nos livros didáticos”, afirma a educadora Andréia Lisboa de Sousa, doutoranda em currículos escolares na Universidade do Texas.
Em outra coleção excluída depois de ser distribuída por três anos pelo MEC, os índios são retratados como seres incivilizados, e os nordestinos como culpados pela pobreza nas grandes cidades. No volume para a 6a série de Uma História em Construção, lê-se: “Comparando o tipo de vida dos indígenas com o dos civilizados, notamos grandes diferenças” (o termo civilizados, segundo consenso dos antropólogos, é preconceituoso, pois implica que os índios não têm civilização. Seriam, portanto, selvagens). No livro para a 7a série, o autor escreve: “A fome não diminuiu no Nordeste, mas foi trazida para o Sudeste e para o Sul. Quem trouxe? Os 28 milhões de migrantes que marcharam para as regiões desenvolvidas”.
Quanto eles vendem
O segmento de livros didáticos deverá movimentar R$ 1,2 bilhão entre 2007 e 2008. Cerca de 58% do faturamento vem da venda para o governo federal
Fontes: Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros)/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
“Livros que induzem a preconceitos e estereótipos levam a uma formação errada, uma visão distorcida do mundo. Formam pessoas racistas, com xenofobia. As idéias de que no Nordeste só há seca e miséria e que todos os alemães são nazistas não ajudam o aluno a compreender o mundo”, afirma a historiadora Margarida Matos, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ela coordenou a banca que excluiu o livro Nova História Crítica da lista do MEC neste ano. A visão doutrinária foi apenas um dos problemas identificados. Schmidt, o autor, faz ainda abordagens estereotipadas de períodos e personagens históricos e abusa de expressões coloquiais. No livro para a 5a série, ele especula sobre as razões da expansão do cristianismo: “Muitas pessoas ricas começaram a adotar o cristianismo. Estavam cansadas de sua vida vazia, de egoísmos e de futilidades. As orgias alegravam por um tempo, mas depois vinha a depressão”.
Os escritores de livros didáticos são os maiores vendedores de livros do Brasil. Segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, 53% dos 310 milhões de exemplares vendidos no ano passado no país se encaixavam nessa categoria. O segmento representa mais da metade do faturamento do mercado editoral brasileiro. Autores que estão há décadas no mercado já venderam milhões de exemplares e formaram gerações. Até autores novos no ramo podem alcançar esse volume em apenas uma única venda para o programa do governo federal de distribuição de livros para escolas da rede pública. São números expressivos para um mercado em que fenômenos como Harry Potter saem com tiragem inicial de 350 mil exemplares. Potter precisou de cinco volumes para bater a casa dos 2 milhões de livros vendidos.
O grande impulso para o mercado de livros didáticos vem do governo federal. O Ministério da Educação (MEC) destinou R$ 746 milhões à compra de livros didáticos para o próximo ano letivo nas redes federal, estadual e municipal. O programa brasileiro é o terceiro maior do mundo – só fica atrás dos programas da China e dos Estados Unidos, segundo estudo do economista Fábio Sá Earp, coordenador do Laboratório de Economia do Livro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para as editoras, é um mercado de mais de 37,6 milhões de alunos da rede pública. Boa parte dos livros com viés ideológico de esquerda passa pela análise do governo federal. Em cada disciplina, os livros são analisados por uma banca de especialistas de uma universidade pública. Dos 587 inscritos no ano passado, 182 foram excluídos. As escolas privadas não são obrigadas a seguir a lista dos livros aprovados pelo MEC. Mas geralmente a usam como referência.
Quem escolhe os livros didáticos
Como o material é avaliado nas redes pública e privada:
O autor escreve o livro didático. A cada três anos, as editoras encaminham suas coleções para avaliação do Ministério da Educação. No ano passado, 13 editoras inscreveram 587 coleções.
NAS ESCOLAS PÚBLICAS
1 - O MEC envia esses livros para universidades públicas. Cada disciplina vai para uma universidade, que monta uma banca de professores da área para avaliar o conteúdo
2 - As universidades têm seis meses para elaborar um parecer justificando quais livros serão aprovados e excluídos. Além de um documento com recomendações e ressalvas para auxiliar o professor na escolha dos livros aprovados
3 - Entre março e abril, o MEC divulga a lista dos aprovados. E envia a justificativa de exclusão dos não aprovados para as editoras
4 - A lista fica na internet e as escolas públicas escolhem, com os professores, os livros que vão usar
5 - O MEC compra os livros e, no início do ano seguinte, eles estão nas mãos dos alunos
NAS ESCOLAS PARTICULARES
1 - Vendedores das editoras mostram os livros nas escolas particulares
2 - A maioria das escolas usa como referência a lista de aprovados pelo MEC, por opção própria
APOSTILAS
Algumas escolas do país usam sistemas de apostilas feitas por grandes empresas de educação como Objetivo, Anglo, Pitágoras, UNO e Positivo.
O material feito por essas editoras nem passa pelo MEC
Fontes: Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Associação Brasileira de Editores de Livros
EDUCAÇÃO FÍSICA
Gilson José Caetano em uma escola estadual do Paraná. Segundo seu livro, “em nossa sociedade, devemos ser submissos às regras impostas pela classe dominante”
As bancas das universidades que analisam os livros para o MEC costumam rejeitar títulos por má qualidade do conteúdo. São freqüentes os casos de livros recusados por informações incorretas, uso de linguagem inapropriada ou mesmo expressões racistas ou preconceituosas. Um dos critérios para a exclusão de livros é s a doutrinação política. Mas a banca deixa passar títulos que condenam o capitalismo e enaltecem o socialismo. Apesar da polêmica, o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que não vai reformular o sistema de avaliação por bancas, iniciado no governo FHC. “O Ministério da Educação não pode, sob pena de cometer gravíssimo erro, adotar a postura de censor. Em educação, a avaliação que dá certo é a avaliação feita por pares. Ela pode ter imperfeições, mas é melhor que qualquer outra”, disse Haddad.
Na avaliação pelos pares, esse viés que condena o capitalismo não choca boa parte dos acadêmicos. “O professor é de esquerda porque não acredita que haja uma solução para o problema da desigualdade que emane da direita”, diz o filósofo Renato Janine Ribeiro, diretor de avaliação da Capes, fundação do MEC que investe na pós-graduação. “Afinal, a direita governou o país quase o tempo todo. Ela gerou este país.” O próprio Janine Ribeiro apresenta sua visão do liberalismo econômico. “Para a riqueza das elites aumentar, é preciso mexer no bolo. Se alguns passam a ganhar mais, é provável que isso diminua o que vai para os que já ganham menos”, diz. Essa visão se baseia na concepção de que a riqueza é finita. Mas a corrente de pensamento econômico predominante é de que é possível criar valor – quando um país prospera, sua economia cresce, o que pode gerar riqueza para todos os estratos sociais.
Por que o ensino de História ganhou esse tom anticapitalista no Brasil? Segundo alguns economistas e educadores, isso é resultado de uma mudança no perfil dos professores ocorrida na década de 70. Naquele momento, a expansão da educação básica aconteceu à custa da redução do salário dos professores. O poder de compra deles hoje é até 70% menor do que foi na década de 50, de acordo com o sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp). Samuel Pessoa, economista da Fundação Getúlio Vargas, diz que o professor reage por conviver, em sala de aula, com crianças miseráveis, vítimas de violência e sem perspectivas. “É razoável que os professores se revoltem contra esta situação. Daí a surgir um pensamento de esquerda, parece meio natural”, afirma.
Segundo Pessoa, no entanto, o discurso marxista chega distorcido e pouco aprofundado, de modo que o discurso se resume a uma crítica ao capitalismo perverso. “Para entender o mundo, os professores passam a adotar uma lógica conveniente, simplista e sedutora, em geral conspiratória da História”, afirma. “Imagine que fácil se toda a tragédia social do país pudesse ser explicada pela globalização. Se todas as mazelas de países subdesenvolvidos fossem fruto apenas de forças externas e nunca de opções erradas que se fez durante o desenvolvimento.”
“Para entender o mundo, os professores passam a adotar uma lógica conveniente, simplista e sedutora” Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas
A visão maniqueísta da História pode ser encontrada já no curso de Pedagogia. Para mostrar isso, Bráulio Porto de Matos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, compara os manuais de didática mais usados pelos professores na década de 60 com o livro mais popular de hoje. O manual de Amaral Fontoura, usado até os anos 70, era principalmente técnico: fazia críticas ao processo de ensino. A obra mais atual, de Carlos Libâneo, no entanto, já em suas primeiras páginas fala sobre a perversidade do capitalismo: “As relações sociais do capitalismo são, assim, fortemente marcadas pela divisão da sociedade em classes, onde capitalistas e trabalhadores ocupam lugares opostos e antagônicos no processo de produção. A classe proprietária dos meios de produção retira seus lucros da exploração do trabalho da classe trabalhadora”.
De certa forma, a esquerdização dos professores no Brasil foi um reflexo do período de ditadura militar no país, nos anos 70. “Os professores empreenderam uma grande luta de retorno à democracia”, diz Célio Cunha, assessor de educação da Unesco no Brasil. “Estamos em uma fase de transição. Naturalmente estes livros refletem a realidade recente do país”, diz. Para ele é importante manter o direito de livre escolha do professor. “É a continuidade desse processo que nos colocará, daqui a alguns anos, em um ponto de equilíbrio.” Mas a transição talvez esteja demorando demais em um país que abandonou a ditadura há 20 anos. E ela não justifica o maniqueísmo assumido pelos livros.
A qualidade dos livros didáticos e a preocupação com os pontos de vista que eles veiculam não são uma questão importante somente no Brasil. “Os livros de História de qualquer sociedade não têm, necessariamente, um compromisso com a verdade”, afirma Bárbara Freitag, pedagoga da Universidade de Brasília. “Diariamente aparecem denúncias e descobertas que impõem a revisão do que se escreveu e permitem uma aproximação à verdade.” Nos Estados Unidos, existem pelo menos três organizações que se dedicam a estudar e, eventualmente, denunciar os conteúdos ensinados nas escolas e nas faculdades americanas. Elas dizem querer garantir a liberdade de pensamento e evitar a doutrinação, por parte dos professores, de qualquer crença, ideologia política ou convicção.
Recentemente, na Inglaterra, alguns pais se mostraram preocupados com a educação de seus filhos. De acordo com eles, o papel histórico do país como grande colonizador da Índia e de países africanos e sua participação nas duas guerras mundiais estariam sendo suavizados. A explicação para o abrandamento da História estaria no fato de que muitos indianos e africanos oriundos de ex-colônias britânicas estudam nas escolas inglesas. Rever a História e consertar no papel os possíveis excessos cometidos pela Inglaterra poderia evitar uma animosidade entre os alunos, impedir a exacerbação do nacionalismo nos imigrantes e da xenofobia nas demais crianças.
Mas talvez o maior exemplo de vigilância em relação aos livros didáticos seja dos alemães. “O governo é muito rigoroso com os livros com os quais as crianças vão estudar e com os professores que darão aulas”, diz Henning Suhr, assessor político da Fundação Konrad Adenauer. “Se algum professor disser que o nazismo não foi tão ruim, é imediatamente exonerado.” Demonstrações de nacionalismo, como o ato de cantar o hino nacional nas escolas, são vetadas.
QUEIXAS
Gabriel e a mãe, Mayra, com o volume de História da escola. “Neste livro, as pessoas já vêm julgadas e condenadas”, diz ela
Há quem diga que a ideologia nos livros didáticos não é um problema. “O viés esquerdista dos livros importa pouco”, afirma o sociólogo Alberto Carlos Almeida, diretor de planejamento da empresa de pesquisa Ipsos e autor do livro A Cabeça do Brasileiro. “Porque, à medida que a pessoa estuda, sua cabeça muda. Em geral, quem estuda mais tem uma visão menos estatizante.” Outro argumento de pensadores que minimizam o problema é que as fontes de informação no mundo atual são múltiplas e, por isso, contrabalançam qualquer viés na escola.
Mas, para milhões de crianças e jovens, isso não é verdade. “O material didático tem uma importância grande na formação do aluno pelo mero fato de ele ser, muitas vezes, o único livro com o qual a criança entrará em contato”, afirma a pedagoga Bárbara Freitag, da UnB. O conhecimento registrado no livro escolar também tem status maior que o da televisão, da internet ou mesmo da conversa com os pais. E, quanto mais nova é a criança, menos capacidade ela tem de questionar o que é mostrado no livro. “O didático representa para a criança a fonte do conhecimento valorizado pela sociedade”, afirma Ângela Soligo, coordenadora de pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Por isso, ela tende a acreditar piamente em tudo o que está ali. Aquele conteúdo é visto como absolutamente verdadeiro.” Alguns bons professores levam para a sala recortes de revistas e s jornais, filmes ou outros livros de referência. “Mas algumas vezes o professor usa o livro como bengala”, diz Bárbara.
Embora a supremacia do livro seja incontestável, a internet já começa a proporcionar conteúdos capazes de rivalizar com esse conhecimento. Sites como a Wikipédia apresentam informações cuja veracidade é equivalente à dos livros didáticos. O problema é que essa ainda é uma fonte de pesquisa restrita. “Poucos professores mandam seus alunos pesquisar na internet. E o número de alunos que efetivamente pesquisam é menor ainda”, afirma Vani Kenski, da USP, especialista em tecnologia da educação.
O dano que livros didáticos ruins podem causar ao país vai além da questão política. “Eles ensinam para crianças e jovens fatos que não são verdadeiros, distorcendo a finalidade da educação”, diz o cientista político Bolívar Lamounier. É nessa fase do ensino fundamental e do ensino médio que os jovens se interessam por questões políticas. “Se receberem uma informação distorcida, criarão uma visão de mundo também distorcida.”
“Se receberem uma informação distorcida, os alunos criarão uma visão de mundo também distorcida” Bolívar Lamounier, cientista político
Segundo Bráulio Porto de Matos, da UnB, essa visão gera nas pessoas um sentimento de culpa indevida diante das riquezas advindas do próprio trabalho. “O sujeito vê que tem três carros na garagem e acha que tem de votar na esquerda porque aquilo é injusto”, diz. Para Matos, mais grave é o efeito na vida prática. “Quem analisa o mundo segundo uma ótica de conflito de classes tende a acreditar menos na iniciativa individual. No discurso da escola, mérito é um conceito burguês. E isso é visto como negativo.” Segundo Matos, essa educação desestimula as pessoas a empreender e a buscar o lucro como prêmio pelos esforços. “Esses livros não vão fazer uma revolução socialista no país, mas o Brasil fica mais pobre de perspectivas”, diz.
A presença de distorções em livros que, muitas vezes, passam pelo próprio crivo do MEC é um problema complexo. Mas pode ser resolvido. Lamounier aponta alguns caminhos. “Um deles seria criar comissões de análise mais pluralistas, com membros de diversas filosofias”, diz. “Outra estratégia seria convidar, para escrever os livros, pessoas com capacidade de expor os fatos de forma mais objetiva.” Para Marco Antonio Villa, historiador da Universidade Federal de São Carlos, o ideal seria haver uma profunda revisão dos livros. “A universidade precisa estar ligada a esse processo”, diz. “Livros didáticos não podem ser obras individuais, precisam ser coletivas.”
O discurso dos livros
Como é a História, segundo alguns dos livros didáticos e apostilas usados por alunos das escolas brasileiras:
CAPÍTULO I
REVOLUÇÃO CHINESA
Em alguns livros, os autores apresentam a tomada do poder pelos socialistas, liderados por Mao Tsé-tung, e suas reformas. Mas omitem a repressão e o sistema ditatorial que dura até hoje.
O QUE DIZ
“Em janeiro de 1949, abandonado pelos que o protegiam (os Estados Unidos), Chiang Kai-shek foi derrotado por Mao Tsé-tung e refugiou-se em Taiwan, onde estabeleceu o seu governo. Triunfava assim a revolução comunista na China.” (História – Origens, Estruturas e Processos/Ensino Médio. Luiz Koshiba. São Paulo: Atual, 2000)
O QUE FALTA
Sob o regime de Mao Tsé-tung (1949-75), a China teve fome, pobreza e opressão. Estima-se que até 70 milhões de pessoas morreram. Segundo o livro Mao: a História Desconhecida, de Jung Chang e Jon Halliday, 38 milhões de pessoas morreram de fome e excesso de trabalho. Pelo menos 27 milhões morreram em campos de trabalhos forçados. Mais de 3 milhões tiveram mortes violentas. Outros 3 milhões foram executados, vítimas de linchamento ou se suicidaram. O país progrediu após a morte do líder, mas a ditadura permanece até hoje. A comunicação é apenas de fonte oficial do governo. A internet é censurada.
CAPÍTULO II
REVOLUÇÃO CUBANA
Os autores contam os resultados da revolução comunista em Cuba, mas não mencionam a censura, a opressão e a ditadura que permanecem até hoje.
O QUE DIZ
“A Revolução Cubana conseguiu eliminar o analfabetismo, reduzir a mortalidade infantil e o desemprego. Os trabalhadores tiveram acesso facilitado à moradia, à saúde pública e à alimentação.” (História 8, Projeto Araribá, Editora Moderna)
“(...) a guerrilha de Sierra Maestra não era socialista em sua origem, já que a Revolução Cubana foi uma luta armada contra um ditador, em cujo desfecho a sociedade se viu obrigada a optar pelo socialismo.” (História – Origens, Estruturas e Processos/Ensino Médio. Luiz Koshiba. São Paulo: Atual, 2000)
O QUE FALTA
A revolução cubana de Che Guevara e Fidel Castro determinou a opressão dos opositores ao novo regime e cerceou a liberdade da população. Até hoje os cubanos precisam de autorização do governo para sair do país. Não há eleição para presidente. Pelas ruas, circulam carros com décadas de uso. A população depende de vales para obter alimentos, roupas etc.
CAPÍTULO III
CONSUMO
Predomina a leitura de que o consumo é algo negativo, praticamente imposto pelos meios de comunicação. Não se fala que as pessoas vivem melhor em sociedades afluentes.
O QUE DIZ
“Um jovem hippie dos anos 60. Observe suas roupas. Descontraído, ele despreza a ‘sociedade de consumo’ que produziu as guerras, a pobreza, o endeusamento do dinheiro. Do outro lado, o yuppie, executivo dos anos 80 e 90, feliz com seu sucesso financeiro” (Nova História Crítica. Mario Furley Schmidt. São Paulo: Nova Geração, 2002)
"Ou as próprias preocupações foram induzidas pelo ‘marketing’, pela ‘propaganda’ e não refletem uma preocupação sobre o ato de consumir (o que você entende por ‘ato de consumir’?). O indivíduo ‘é reduzido ao papel de consumidor, sendo cobrado por uma espécie de obrigação moral e cívica de consumir’.” (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, capítulo “Dinheiro Traz Felicidade”, Gisele Zambone)
“Muitas sociedades do Terceiro Mundo também sofreram influência de uma série de valores culturais externos. Hoje em dia, grande parte da moderna tecnologia de comunicação de massa (internet, cinema, televisão, revistas, jornais) projeta muitos valores que interessam às sociedades capitalistas mais desenvolvidas e às elites locais desses países: individualismo extremo, consumismo, ruptura das tradições locais, busca desenfreada do lucro etc.” (História Global – Brasil e Geral/Volume Único. Gilberto Cotrim. São Paulo: Saraiva, 2002)
O QUE FALTA
Em busca de lucros, as empresas inovam seu processo produtivo. A concorrência faz com que ofereçam cada vez mais produtos por preços menores. Bens de consumo – como geladeira, telefone, TV – se tornam acessíveis aos mais pobres e melhoram suas condições de vida.
CAPÍTULO IV
ECONOMIA CAPITALISTA
Predomina a versão de que o sistema capitalista aumenta a pobreza e a desigualdade – mesmo tendo os países capitalistas gerado maior prosperidade para suas populações.
O QUE DIZ
“No início do século XXI, os resultados práticos desse modelo (neoliberalismo) começaram a aparecer nas estatísticas, revelando o que seus críticos sabiam desde o princípio: o mercado, sem controle, não distribui renda nem riqueza, concentra-as nas mãos de uma minoria. Traduzindo: enriquece mais os ricos e empobrece mais os pobres.” (História do Brasil no Contexto da História Ocidental/Ensino Médio. Luiz Koshiba e Denise Pereira. São Paulo: Atual, 2003)
"Crie um exemplo de mais-valia, tomando por base alguma situação real de nossa sociedade capitalista.” (exercício proposto por História Temática: Terra e Propriedade, 7a série. Andrea Montellato, Conceição Cabrini, Roberto Catelli Junior. São Paulo: Scipione, 2005 – Coleção História Temática)
O QUE FALTA
A história oferece boas comparações de modelos econômicos. A Coréia do Sul enriquece com o capitalismo, e a do Norte mantém a pobreza, com altas taxas de mortalidade infantil e baixa expectativa de vida. A Alemanha Ocidental prosperou mais que a Oriental, comunista.
CAPÍTULO V
GLOBALIZAÇÃO
É apresentada como a nova forma de imperialismo. As nações ricas exploram as pobres. Falta dizer que a abertura de mercados também dá oportunidades aos países pobres.
CAPITALISMO
O QUE DIZ
“A riqueza material produzida nos países que adotam o sistema capitalista não é distribuída de forma equilibrada entre as populações. É brutal o abismo existente entre as sociedades dos países ricos e as dos países pobres. Calcula-se que 80% da renda produzida no mundo concentra-se nas mãos de 15% da população do planeta, que vive nos países ricos.” (História Global: Brasil e Geral/Volume Único. Gilberto Cotrim. São Paulo: Saraiva, 2002)
"Muitas sociedades do Terceiro Mundo também sofreram influência de uma série de valores culturais externos. Hoje em dia, grande parte da moderna tecnologia de comunicação de massa (internet, cinema, televisão, revistas, jornais) projeta muitos valores que interessam às sociedades capitalistas mais desenvolvidas e às elites locais desses países: individualismo extremo, consumismo, ruptura das tradições locais, busca desenfreada do lucro etc.” (Idem)
“A globalização tende, portanto, a elevar o número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, principalmente na América Latina, na Ásia e na África. O resultado tem sido a organização de movimentos de denúncia da globalização, como o Fórum Social Mundial.” (História 8, Projeto Araribá, Editora Moderna)
"Esse processo é denominado divisão internacional do trabalho e favoreceu os países detentores de tecnologia mais avançada, que podiam produzir bens de consumo a preços baixos. Os demais países ficaram condenados a colocar no mercado internacional apenas matérias-primas e produtos agrícolas. Esse processo agravou o abismo econômico que separa nações pobres e ricas.” (apostila com módulo de História do Sistema UNO de Ensino, de Nicolina Luiza de Petta)
"É o império da sociedade de consumo, perseguidora de maior produção, que continua a destruir o que resta de meio ambiente saudável no planeta. Cada vez mais destituída de solidariedade humana, essa sociedade consumista substitui a sociedade de cidadãos. É um mundo em que alguns são senhores do mercado e a esmagadora maioria, sua vítima; tanto uns como outros mais e mais desumanizados.” (apostila História 3 – coleção Anglo. Cláudio Vicentino e José Carlos Pires de Moura)
O QUE FALTA
A globalização beneficiou países periféricos, como China, Índia e Brasil, que atraíram grandes investimentos de empresas que geram emprego. Esses países também passaram a competir no mercado global com suas empresas. Dados da ONU mostram que, entre 1985 e 2000, o valor das exportações anuais de todos os países do mundo aumentou de US$ 1,9 trilhão para US$ 6,3 trilhões. A renda per capita dos países em desenvolvimento subiu, em média, 5% ao ano durante a década de 1990 – bem acima dos países desenvolvidos. Os Tigres Asiáticos ficaram ricos com a entrada no mundo globalizado.
CAPÍTULO VI
REFORMA AGRÁRIA
A reforma agrária é apresentada como solução para a concentração de terras no Brasil. Não se fala que o setor terciário urbano é que tende a absorver essa mão de obra.
O QUE DIZ
“A luta pela posse da terra é uma guerra não concluída na América Latina.” (apostila com módulo de História do Sistema UNO de Ensino, de Nicolina Luiza de Petta)
O QUE FALTA
Existe um moderno setor de agronegócios no Brasil que gera um terço do PIB nacional e exige cada vez menos mão-de-obra. Por outro lado, a população brasileira é cada vez mais urbana e as oportunidades de emprego tendem a surgir no setor de serviços das cidades.
CAPÍTULO VII
VIVA A REVOLUÇÃO
A revolução armada é apresentada como solução justificável para acabar com a opressão. Os autores omitem que esses golpes costumam levar a ditaduras.
O QUE DIZ
“Uma vez que os poderosos beneficiários de qualquer sistema baseado na desigualdade social não estão dispostos a abrir mão espontaneamente de seus privilégios, o confronto violento é uma das possibilidades permanentes e inerentes a todo processo de mudança histórica estrutural, o que explica a importância do caráter militar das revoluções.” (História – Origens, Estruturas e Processos/Ensino Médio. Luiz Koshiba. São Paulo: Atual, 2000)
“No Rio Grande do Sul, mulheres aprendem a atirar – a busca pela terra prometida sempre se faz através de muita luta.” (Brasil: uma História em Construção/Volume 2. José Rivair de Macedo e Mariley Oliveira. Editora do Brasil)
O QUE FALTA
Há 20 anos não há revoluções armadas no mundo. No Brasil, com a volta da democracia em 1985, os cidadãos têm mudado os rumos do país pelo voto. Já elegeram governos de direita e de esquerda. Países desenvolvidos, como os europeus, oscilam entre governos dos dois tipos dentro de seus regimes democráticos.
CAPÍTULO VIII
DOMINAÇÃO
Alguns livros didáticos do Estado do Paraná reduzem o mundo a um conflito entre as elites dominantes e os povos dominados.
O QUE DIZ
“Assim, há uma dominação ideológica que se desenvolve com a intenção de reproduzir a sociedade e fazer com que as regras e o lugar que cada um ocupa – os que dominam e os dominados – continue o mesmo (sic), ou que as mudanças ocorram dentro do controle daqueles que têm interesse em manter tudo como está.” (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, Ideologia, Katya Picanço)
“Para o cientista político Norberto Bobbio (1909-2004), o uso da informação realizado pela indústria cultural produz doutrinação, uma vez que dita o que será veiculado pela mídia, filtrando o que será produzido e impedindo a difusão da cultura popular e a crítica à cultura dominante.” (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, O Estado Imperialista e Sua Crise, Altair Bonini e Marli Francisco)
O QUE FALTA
As pessoas exercem vários papéis nas sociedades democráticas. As elites no governo são eleitas pela própria população. Os consumidores têm cada vez mais poder sobre as empresas, exigindo que seus direitos sejam respeitados e cumpridos. Pela bolsa de valores, os cidadãos podem ser acionistas das grandes empresas, obtendo parte dos lucros.
CAPÍTULO IX
O IMPÉRIO AMERICANO
Os Estados Unidos são apresentados como um império de influências negativas. Não se fala da história de independência, democracia e direitos humanos do país.
O QUE DIZ
“Como se livrar da dependência dos USA?” (Brasil: uma História em Construção/Volume 2. José Rivair de Macedo e Mariley Oliveira. Editora do Brasil)
“Os EUA logo após o fim da Guerra Fria passaram a ser considerados a única superpotência mundial, um império implacável, hegemônico, com interferência em muitas partes do mundo, apologista da globalização ou da mundialização do capitalismo. O ataque às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, além de mostrar aos EUA que eles também são vulneráveis, significou um enfrentamento ao imperialismo norte-americano.” (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, O Estado Imperialista e Sua Crise, Altair Bonini e Marli Francisco)
O QUE FALTA
Os Estados Unidos têm uma das mais antigas e sólidas democracias do mundo. Sua influência em outros países se deve também à pujança de sua economia, alcançada graças a um sistema que incentiva a inovação constante – e que permite a criação de novas tecnologias, como internet, ou remédios. A globalização é um fenômeno irreversível e com muitos aspectos positivos, como o investimento de países mais ricos nos mais pobres. A vitória do capitalismo deve-se ao fracasso dos regimes socialistas, de economia planejada, que resultou no fim da Guerra Fria. Se não tivesse produzido mais ganhos que perdas, o capitalismo estaria em extinção.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Farc seqüestram seis turistas na Colômbia DEPOIS de liberar as duas reféns
Do portal BBC Brasil
Marcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC Brasil em 14 de janeiro de 2008
O grupo guerrilheiro Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestrou seis turistas colombianos no último fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país nesta segunda-feira.
Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha.
Ainda de acordo com a marinha colombiana, os rebeldes teriam tirado os pertences dos turistas e levado dois professores, uma bióloga, um universitário e dois comerciantes – todos colombianos.
O telejornal Notícias Uno informou que o comandante da Marinha, almirante Mauricio Soto, determinou o resgate dos seqüestrados numa operação que inclui dois aviões.
Libertação de reféns
O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro.
Clara teve um filho na selva, fruto de uma relação com um guerrilheiro do grupo, e neste domingo voltou a se reunir com o menino, Emmanuel, que já tem quase quatro anos.
Leia mais: Ex-refém das Farc fica com guarda provisória do filho Emmanuel
Com Clara também foi liberada a ex-congressista Consuelo González, cujo marido morreu, em Bogotá, durante seus dias de cativeiro na selva colombiana.
Clara e Consuelo formavam parte de um grupo de reféns que as Farc cogitam trocar por guerrilheiros e simpatizantes do grupo rebelde que foram presos pelas autoridades do país.
Este grupo especial é formado por pelo menos outras 40 pessoas, incluindo a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, companheira de chapa de Rojas.
Mas, segundo o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, cerca de 750 reféns estariam hoje em poder das Farc.
Consuelo González contou em entrevistas no fim de semana que alguns reféns estão há dez anos no cativeiro e estão vivendo com correntes amarradas no pescoço. É o caso de prisioneiros que eram policiais e militares.
Nesta segunda-feira, a imprensa colombiana destaca ainda que políticos americanos do Partido Democrata querem abrir diálogo com as Farc para tentar liberar três compatriotas que estão com os rebeldes.
Comentário do Cavaleiro do Templo: para quem acha que estes traficantes-terroristas-sequestradores prestam para alguma outra coisa que não seja vira adubo, aí está a prova de suas verdadeiras intenções. É coisa antiga mas vocês sabem que o Governo brasileiro não reconhece as FARC nem o ELN nem mesmo o MIR como entidades criminosas? Sabem porque? Por causa do acordo entre as partes feito no FORO DE SÃO PAULO assinado, no lado brasileiro, pelo LULA.
Comentário do Reinaldo Azevedo:
A última do terror
Há quanto tempo este blog chama de mera operação de marketing a libertação das duas reféns que estavam em poder das Farc, na pantomima comandada por Hugo Chávez? Desde o primeiro dia. A maior parte da mídia mundial — sim, mundial — comete um erro brutal: espetaculariza o drama de duas pessoas — acompanhando, por exemplo, cada lance do reencontro de Clara Rojas com seu filho — e põe em segundo plano a existência na selva de um campo de concentração, sob o comando dos terroristas, onde se amontoam 800 indivíduos.
(...)
Os terroristas das Farc seqüestraram mais seis pessoas. Entenderam? Libertaram duas e seqüestraram seis. O saldo do campo de concentração acaba de ser ampliado em mais quatro indivíduos. É a força que Chávez quer ver reconhecida como voz legítima na Colômbia. É o grupo que mereceu a condescendência do governo brasileiro numa nota asquerosa do Itamaraty.
É bom ter princípios, não é mesmo? Um deles é este: não se negocia com terroristas. E ponto final.
NÃO HÁ NEGOCIAÇÃO POSSÍVEL COM TERRORISTAS!
Marcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC Brasil em 14 de janeiro de 2008
O grupo guerrilheiro Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestrou seis turistas colombianos no último fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país nesta segunda-feira.
Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha.
Ainda de acordo com a marinha colombiana, os rebeldes teriam tirado os pertences dos turistas e levado dois professores, uma bióloga, um universitário e dois comerciantes – todos colombianos.
O telejornal Notícias Uno informou que o comandante da Marinha, almirante Mauricio Soto, determinou o resgate dos seqüestrados numa operação que inclui dois aviões.
Libertação de reféns
O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro.
Clara teve um filho na selva, fruto de uma relação com um guerrilheiro do grupo, e neste domingo voltou a se reunir com o menino, Emmanuel, que já tem quase quatro anos.
Leia mais: Ex-refém das Farc fica com guarda provisória do filho Emmanuel
Com Clara também foi liberada a ex-congressista Consuelo González, cujo marido morreu, em Bogotá, durante seus dias de cativeiro na selva colombiana.
Clara e Consuelo formavam parte de um grupo de reféns que as Farc cogitam trocar por guerrilheiros e simpatizantes do grupo rebelde que foram presos pelas autoridades do país.
Este grupo especial é formado por pelo menos outras 40 pessoas, incluindo a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, companheira de chapa de Rojas.
Mas, segundo o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, cerca de 750 reféns estariam hoje em poder das Farc.
Consuelo González contou em entrevistas no fim de semana que alguns reféns estão há dez anos no cativeiro e estão vivendo com correntes amarradas no pescoço. É o caso de prisioneiros que eram policiais e militares.
Nesta segunda-feira, a imprensa colombiana destaca ainda que políticos americanos do Partido Democrata querem abrir diálogo com as Farc para tentar liberar três compatriotas que estão com os rebeldes.
Comentário do Cavaleiro do Templo: para quem acha que estes traficantes-terroristas-sequestradores prestam para alguma outra coisa que não seja vira adubo, aí está a prova de suas verdadeiras intenções. É coisa antiga mas vocês sabem que o Governo brasileiro não reconhece as FARC nem o ELN nem mesmo o MIR como entidades criminosas? Sabem porque? Por causa do acordo entre as partes feito no FORO DE SÃO PAULO assinado, no lado brasileiro, pelo LULA.
Comentário do Reinaldo Azevedo:
A última do terror
Há quanto tempo este blog chama de mera operação de marketing a libertação das duas reféns que estavam em poder das Farc, na pantomima comandada por Hugo Chávez? Desde o primeiro dia. A maior parte da mídia mundial — sim, mundial — comete um erro brutal: espetaculariza o drama de duas pessoas — acompanhando, por exemplo, cada lance do reencontro de Clara Rojas com seu filho — e põe em segundo plano a existência na selva de um campo de concentração, sob o comando dos terroristas, onde se amontoam 800 indivíduos.
(...)
Os terroristas das Farc seqüestraram mais seis pessoas. Entenderam? Libertaram duas e seqüestraram seis. O saldo do campo de concentração acaba de ser ampliado em mais quatro indivíduos. É a força que Chávez quer ver reconhecida como voz legítima na Colômbia. É o grupo que mereceu a condescendência do governo brasileiro numa nota asquerosa do Itamaraty.
É bom ter princípios, não é mesmo? Um deles é este: não se negocia com terroristas. E ponto final.
NÃO HÁ NEGOCIAÇÃO POSSÍVEL COM TERRORISTAS!
Mais uma prova sobre o FORO DE SÃO PAULO e seus criadores
Direto do jornal CUbano GRANMA
Reúnem-se Lula e Fidel
NOSSO presidente (leia-se DITADOR SANGUINÁRIO ASSASSINO DE 120 MIL SERES HUMANOS, CUBANOS E ANGOLANOS), Fidel Castro Ru, e o presidente da República Federativa de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tiveram, na tarde da terça-feira, 15 de janeiro, um encontro amistoso e fraternal.
De maneira especial, Lula e Fidel lembraram seus primeiros encontros e a idéia de um deles de criar o Fórum de São Paulo, como espaço de intercâmbio entre os partidos da esquerda latino-americana. Hoje, vários destes partidos estão no governo em seus países.
O presidente brasileiro transmitiu ao presidente cubano o profundo carinho de seu povo para Cuba e nosso povo, e o líder da Revolução Cubana lhe retribui esses votos.
Reúnem-se Lula e Fidel
NOSSO presidente (leia-se DITADOR SANGUINÁRIO ASSASSINO DE 120 MIL SERES HUMANOS, CUBANOS E ANGOLANOS), Fidel Castro Ru, e o presidente da República Federativa de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tiveram, na tarde da terça-feira, 15 de janeiro, um encontro amistoso e fraternal.
De maneira especial, Lula e Fidel lembraram seus primeiros encontros e a idéia de um deles de criar o Fórum de São Paulo, como espaço de intercâmbio entre os partidos da esquerda latino-americana. Hoje, vários destes partidos estão no governo em seus países.
O presidente brasileiro transmitiu ao presidente cubano o profundo carinho de seu povo para Cuba e nosso povo, e o líder da Revolução Cubana lhe retribui esses votos.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
A farsa montada por Chávez e as FARC - I
Do blog NOTALATINAPor Graça Salgueiro em 12 de janeiro de 2008
O terceiro ato (o primeiro foi o fracassado de dezembro e o segundo foi a soltura das vítimas) da farsa montada por Chávez e as FARC aconteceu hoje (dia 11), num pronunciamento feito pelo psicopata delirante na Assembléia Nacional onde, a rigor, ele deveria prestar contas de sua gestão do ano de 2007 mas acabou tornando-se um espetáculo que beirava a loucura coletiva. Todos os presentes, ministros, embaixadores, parlamentares, as famílias das recém-libertadas e outros puxa-saco do bolivarianismo grotesco, estavam muito afinados com aquela cena patética de auto-deificação que era aplaudida a cada frase dita no revirar dos olhos, e na narcísica satisfação com o efeito e o som das próprias palavras.
Não quero comentar muito sobre o “gesto humanitário” visto por todos pela televisão mas algumas coisas saltaram aos olhos atentos daqueles que não comungam do que vem sendo divulgado pela mídia. Causou muita estranheza o aspecto cuidado e saudável das ex-prisioneiras, com unhas pintadas, cabelos cortados, bem como da afetuosa despedida dos seus algozes, com beijinhos, abraços e apertos de mão. Apesar disso, Clara Rojas, a mais falante das duas, disse posteriormente que era costume os “humaníssimos” guerrilheiros acorrentarem suas vítimas, como fez com ela e Ingrid Betancourt, após uma fracassada tentativa de fuga. As duas ficaram acorrentadas durante um mês (como se vê na foto de Ingrid) e eram constantemente atormentadas com aranhas, onças mortas e cobras venenosas postas aos pés de suas camas.
Além disso, é triste ver a lavagem cerebral que sofreram as famílias das vítimas em prol dos propiciadores desta barbárie inumana, defendendo Chávez e ficando contra Uribe. Segundo a filha de Ingrid Betancourt, “É a primeira vez que a guerrilha libera de forma unilateral a dois reféns, e isso converte o presidente (Hugo) Chávez numa pessoa idônea”. É lamentável que esta jovem tenha a memória tão curta que não lembre que muito antes desse “gesto humanitário” o presidente Uribe tenha libertado vários prisioneiros das FARC (que não são “vítimas” mas malfeitores criminosos), inclusive o “chanceler” Rodrigo Granda, UNILATERALMENTE, e o que foi que teve como resposta? O assassinato de 11 deputados colombianos a sangue frio! E que muito antes de Uribe o ex-presidente Andrés Pastrana cedeu uma vasta área como “território desmilitarizado” para estes monstros aumentarem suas áreas de plantio de coca e campos de concentração de prisioneiros, como a mãe dela, com a conivência e cumplicidade desse mesmo Chávez “idôneo”. Confirmem aqui neste vídeo. Também esqueceu a jovem, de que no fim do ano passado foi encontrado pelas Forças de Segurança colombiana, uma vala com 300 corpos de pessoas assassinadas pelas FARC. Mas, quem se importa com este detalhe insignificante diante de tão grandiloqüente “gesto humanitário”, não é?
O empolado discurso do ditador de Miraflores teve seu ápice em duas declarações que, apesar de não parecer, estão intimamente ligadas entre si. A primeira, quando afirmou que “o acordo humanitário destroçou a confiança que vínhamos criando entre os governos da Venezuela e da Colômbia, o que foi, e disso estou seguro, produto de infinitas pressões dos que querem a guerra, daqueles a quem não lhes importa a vida nem a sorte dos povos”. (Aplausos calorosos e prolongados). Prosseguiu delirante: “... Por isso dizemos que as FARC e o ELN não são forças terroristas senão verdadeiros exércitos que ocupam espaços na Colômbia e é preciso dar-lhes reconhecimentos como forças insurgentes que têm um projeto político, bolivariano, que aqui é respeitado”. E concluiu: “Eu solicito aos governos do continente e da Europa que retirem as FARC e o ELN da lista de grupos terroristas do mundo, porque isso tem uma só causa: a pressão dos Estados Unidos”. Aplausos de pé de toda a assembléia!
E a segunda declaração, que há muito se comenta na Venezuela e hoje foi confessada publicamente pelo próprio Chávez: “Eu mastigo coca todos os dias de manhã e vejam como estou. Evo me manda pasta de coca; eu lhes recomendo”. Curiosamente, esta parte importantíssima do seu discurso foi omitida de todos os noticiários e periódicos, com exceção do site Urgente 24, da Argentina, que fez durante todo este tempo uma cobertura extraordinária e realmente com a urgência que o caso requeria. E o delinqüente ainda acrescentou que os Estados Unidos são os pioneiros e maiores consumidores de cocaína, que “não tem nada a ver com a pasta de coca, que é saudável e faz parte da cultura dos povos indígenas”.
Além de omitir este dado importantíssimo que revela um dos motivos da defesa de Chávez pelos bandos narco-terroristas, vale destacar a vergonhosa manipulação da agência de notícias Reuters - que há muito está proibida de chamar terroristas de terroristas, substituindo pelos eufemismos “insurgentes” ou “manifestantes sociais” - que escreveu o que não foi dito em momento nenhum porque eu assisti ao vivo pela CNN em Espanhol, deixando subentendido o seu próprio desejo. Vejam aqui como saiu publicada a declaração de Chávez pela Reuters: “Embora possa incomodar alguns, as Farc e o ELN não são corpos terroristas, são exércitos, verdadeiros exércitos”. Ora, esse “embora possa incomodar alguns” é o que pensa a Reuters, significando que quem escreveu ou a própria agência concorda com a opinião do ditador de Miraflores: as FARC e o ELN NÃO são terroristas, por mais que as pessoas normais e de bem não aceitem!
Agora, muita gente deve estar se perguntando que importância podem ter esses “detalhes” e porquê Chávez defende tanto estes narco-terroristas. Seria mesmo por altruísmo? Por “grandeza de espírito” e “piedade” para com os seqüestrados? Reproduzo abaixo parte do meu artigo “Mentindo sobre as Farc: Mercadante pego no pulo”, para que se possa confirmar a falsidade e cinismo daqueles que dizem “não ter qualquer relação com as FARC” e, pior que isso, como disse Marco Aurélio Garcia (o mais novo garoto-propaganda da Colgate), o fundador do Foro de São Paulo e amigo de Manuel Marulanda “Tirofijo”, que “não tem simpatia pelas FARC”:
“Entretanto, a Resolução nº 9 do X Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em Havana em 7 de dezembro de 2001, decide claramente: “Ratificar la legitimidad, justeza y necesidad de la lucha de las organizaciones colombianas y solidarizarnos con ellas”, resolução referente às narco-guerrilhas FARC e ELN que foi assinada por todos os partidos-membros, inclusive seu fundador, o PT”.
“Em 16 de janeiro de 2007, por ocasião do XIII Encontro do FSP em El Salvador, a Comissão Internacional das FARC envia uma carta aos “companheiros” em que diz a certa altura: “Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones”. (http://www.farcep.org/?node=2,2513,1). Em 30 de abril de 2007, o Comandante Raúl Reyes envia pessoalmente uma carta a Lula agradecendo pela concessão do status de “refugiado político” a Oliverio Medina (http://www.farcep.org/?node=2,2852,1). E em 30 de julho de 2007, novamente a Comissão Internacional das FARC dirige-se ao Grupo de Trabalho do FSP, por ocasião de mais uma reunião: “Compañeros Mesa Directiva del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo”. “Nos reunimos en un momento muy importante para el avance político y social de nuestro Continente”. (...) “La consolidación de las revoluciones cubana, venezolana y boliviana nos aseguran que el futuro de América Latina y el Caribe se encamina por los cambios en beneficio de los pueblos”. (http://www.farcep.org/?node=2,3098,1)”.
Como se pode ver, tanto Chávez quanto todos aqueles pseudo-defensores da libertação dos seqüestrados pertencem ao Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros: Brasil – seu fundador e idealizador junto com Fidel Castro -, Cuba, Equador, Bolívia, Argentina. A França participou da farsa porque tem interesse político em resgatar Ingrid Betancourt que possui dupla nacionalidade, e a Suíça por causa da Cruz Vermelha. Neste vídeo feito por Raúl Reyes, por solicitação de Chávez para a “Cúpula pela Amizade e Integração dos Povos da Iberoamérica”, ocorrido em 14 de novembro de 2007, (evento paralelo à “Cúpula Iberoamericana” no Chile em que o rei Juan Carlos perguntou porque Chávez não calava a boca), ele mente cinicamente ao afirmar que o interesse numa “troca humanitária” partiu deles desde quando Uribe assumiu seu primeiro mandato e que foi negado.
É preciso ficar claro de uma vez por todas que isto é a mais deslavada mentira, porque o governo e as Forças de Segurança não seqüestram ninguém, tampouco explodem pessoas a troco de nada. Qualquer atitude que possa significar “gesto humanitário” só pode ser visto do lado daqueles que desejam acabar com a matança indiscriminada de pessoas inocentes e não de quem praticou o mal primeiro, e continua fazendo compulsivamente em troca de muito dinheiro. Chega de ver bondade nesses monstros assassinos porque se eles devolverem as pessoas às suas famílias não fazem mais do que sua obrigação!
A presidenta da Assembléia Nacional da Venezuela, Cilia Flores, disse eufórica depois do pronunciamento de Chávez: “Não pode ser que os que não têm moral, para fazer este tipo de classificação, sejam precisamente os que elaboram estas listas e decidam quem é terrorista e quem não é, como o faz o império norte-americano e o governo do presidente George W. Bush”. E por acaso dona Cilia tem esta moral? O ditador psicopata Chávez tem? E por acaso que pratica atos como estes, tem mais moral do que quem lhes chama de terroristas, dona Cilia? E concluiu: “Isto não é politicagem desta liquidação que alguns costumam fazer; isto é algo de grande nobreza que vai além de qualquer situação política e qualquer mesquinhez. É um gesto humanitário”. Mas as FARC mantêm seqüestrados 150 venezuelanos e Chávez jamais moveu um dedo para libertá-los, porque não são pessoas importantes que gerem dividendos políticos ou holofotes na mídia, e seu “poder comercial” é baixo. A “foto oficial” no Palácio de Miraflores mostra bem a importância que estas vidas têm para o degenerado Chávez; observem “quem” aparece em primeiro plano: Chávez e a “jinetera” comuna Piedad Córdoba. As vítimas são apenas parte da paisagem deste macabro espetáculo que já cumpriram seu papel de devolver as atenções do mundo, não para si e estes crimes hediondos mas para Chávez, pondo-o no centro das atenções outra vez.
Uribe deu a resposta certa a esta patifaria, com firmeza e imediatamente, e todos os países democráticos do mundo deveriam unir-se em torno dele e apoiá-lo, porque defendê-lo é defender as vítimas e suas famílias, é defender a liberdade, o respeito e a integridade do ser humano. Em 19 de dezembro as FARC disseram que “Uribe é um covarde” e exaltaram Chávez por “sua dedicação, esforço colossal como facilitador, inquestionável boa-fé nesta jornada humanitária, sua solidariedade com a causa pacífica de nosso povo” mas no dia 13, deste mesmo mês de dezembro de 2007, as Farc planejavam seqüestrar dois filhos de Uribe - e ninguém se importou, ninguém lembra mais - enquanto ele, de coração aberto para a solução do problema, tentava negociar com marginais como Chávez e as FARC. Onde está a nobreza do “gesto humanitário” do macaco bolivariano? Onde está o altruísmo “unilateral”? Onde está, finalmente, “a causa pacífica” das FARC?
Assistam todos os vídeos linkados nesta edição, acessem os links e vejam quem são os vilões da história. E, parodiando a citação de um dos vídeos, se vocês não se convencerem de que tudo isto foi uma farsa macabra e miserável engendrada desde o ventre do Foro de São Paulo, vocês são parte do problema e não a solução. Fiquem com Deus e até a próxima!
Agradecimentos especiais ao meu amigo Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria pelos vídeos apresentados nesta edição.
"Quem" é "o mundo"?????
Do blog ALERTA TOTAL
Por Alexandre Montenegro em 12 de janeiro de 2008
Perguntei e meu amigo Robualdo Probo Filho detonou a resposta: “A maioria dos ignorantes...”. E continuamos nossa filosofagem falando dos Quixotes, dos presidentes, de políticos e da reprodução da idiotice, mais rápida, segundo Robualdo, que a reprodução das virtudes. Passamos pelo ensino básico, e pela “gente incapacitada para raciocinar no mundo letrado”.
Robualdo é um homem livre. Diferente destes que se auto rotulam direitistas ou esquerdistas. Espécies prisioneiras de concepções e soluções ultrapassadas pela globalização da economia. Os que têm tempo de pensar um pouquinho podem perceber que somos todos prisioneiros de uma verdade única: a vida. E cada um escolhe a todo instante como manifestar aos outros seu nível de entendimento, para que as tarefas do mundo do trabalho e da sociabilidade sejam cumpridas de modo afirmativo.
E concordamos que existem caras brilhantes pelo mundo afora. Caras que encontram seu quinhão de grana, amor e respeito, com aplicação ao estudo e trabalho produtivo, abrindo caminhos para os menos aquinhoados de massa encefálica, seja por ter nascido no hemisfério Sul ou por não ter tido oportunidade de estudar em escolas tipo aquelas idealizadas por Brizola, os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública), que morreram no nascedouro.
Conheci o Brizola um pouco. E detestei seu modo concentrador e autoritário, como que utilizando os “de baixo” como ponte para um caminho que parecia levar a outra ditadura, diferente daquela dos militares, mas resvalando nos costados do comunismo, que ele queria utilizar como ponte para uma espécie de nacionalismo, talvez próximo do nasserismo. Primeiro, um Brasil fechado e depois de arrumada a casa, então a abertura para as relações com os outros de igual para igual. Uma utopia no ambiente global, onde as “nacionalizações” e concentração de poder político subsistem apenas nos recantos populistas que defendem a luta de classes e violência e persuasão pelo medo para governar ignorantes.
Na velhice, tenho tipo tempo de pensar. Não tanto quanto gostaria de, porque neste país ainda tenho de defender o pão de cada dia e pagar os mais sofridos impostos do mundo, além de estar pendurado com uma dívida com o Rockfeller enquanto espero por um governo que governe honrando os compromissos democráticos e confie e pague as dívidas para com a sociedade: aquelas dos 30% sobre o preço de um carro novo, aquelas da gasolina, aquelas do FGTS e outras mais dolorosas que nos afligem no dia a dia. Como não resta tempo para ir ao Procon, nem grana para contratar advogado, fico pensando como deveria ser um país livre e soberano.
Foi aí que Papai Noel me mandou pelo correio um livro: “A era da turbulência – Aventuras em um mundo novo” em que Alain Greenspan descreve sua trajetória brilhante. Ele participou e contribuiu para eventos marcantes que mudaram o mundo: a glasnost soviética, as mudanças na China, as políticas dos EUA e da nova Europa e suas conseqüências. Meninos! Que colosso! Este homem notável me fez compreender as diferenças entre a economia capitalista e a burrice comunista. Ele é elegante, distante da grosseria de desprezar os burros, jegues ou outros animais.
Aprendi com esta leitura como o capitalismo em sua essência, implica liberdade e progresso continuado. E o que significou o reverso da medalha, a aventura marxista que impõe imobilismo às pessoas num curral autoritário, burocrático, paternalista, concentrador das riquezas. Uma sociedade onde a competitividade está ausente, impedindo a criatividade que mobiliza cada um a fazer melhor que seu anterior. Uma forma de governo tão monstruosa e impiedosa que somente os “sábios” doutores populistas e seus parceiros revolucionários ainda se atrevem a defender, desprezando e pior, mantendo a ignorância dos eleitores que suam para criar a riqueza que eles desviam, desperdiçam e utilizam para perpetuar seus feudos.
As nossas escolas ensinam o mundo através da ótica marxista e deixam de ensinar como a ação capitalista - firmada nas liberdades de opinião, crenças, propriedade, competitividade – renova e faz girar a roda da vida. Comecei a imaginar a dona de casa inventando o lavador e escorredor de arroz. No começo, para facilitar a própria vida e sobrar um tempinho. Depois, pensando em ganhar uns trocos para ajudar nas despesas de casa. E na seqüência, aquele que parecia ser apenas um conforto a mais na cozinha, mobilizando a construção de máquinas, fábricas, criando empregos em todos os setores... Por um tempo, porque logo depois vieram as embalagens plásticas com o arroz selecionado e lavado ou pré-cozido ou aquelas em que vai para a panela diretamente na embalagem.
E uma das coisas que o Greenspan mostra é que durante mais de 250 anos o capitalismo avançou, reduzindo a pobreza e implementando a qualidade de vida, criando as condições para que a terra suportasse o aumento geométrico da população, através do que ele chama de “destruição criativa”: o sucateamento das velhas tecnologias e do jeito de fazer as coisas, cedendo lugar ao novo. Diz ele: “A descoberta de ouro, de petróleo ou de outros recursos naturais, a história nos ensina, não produz o mesmo efeito” – para aumentar a produtividade. A intransigência competitiva do capitalismo instala a vontade de fazer melhor.
Irônico como aplaudimos esta garra competitiva nos esportes e a tememos nas mudanças implícitas para a vida pessoal. Buscamos ser um país respeitável e isto só acontece quando reverenciamos uma tradição que nos proporcione alegria, orgulho. Isto acontece conosco? No momento parece que a resposta é negativa. Falha educacional? Em parte. Limitamo-nos a reverenciar a grandeza territorial e as riquezas que sucateamos enviando-as, a baixo custo, como matéria prima para os países ricos. Que habilitação temos para competir com os tigres asiáticos, com a China...? Que orgulho temos da persistência, da garra, da força como nação para perseguir objetivos claros, entendendo o bem comum?
No capitalismo, a divisão do trabalho é determinada pela competência. E as constantes “destruições criativas” impulsionam cada trabalhador a buscar melhores posições através da capacitação continuada, para lidar com máquinas sofisticadas e que decuplicam a produtividade, garantindo a competitividade no mundo globalizado. A riqueza maior provém desta revolução de competências. Nos estados onde se instalaram governos populistas, como a nossa vizinha Venezuela, a produtividade dos poços de petróleo caiu pela metade, desde que o governante milico marxista substituiu os quadros técnicos pelos "apaniguados": de 3.2 milhões para 2.4 milhões de barris/dia. Estado concentrador de riquezas, parecido com um outro estado que conhecemos bem. E nós? Nos contentamos com o “jeitinho”, com a esperteza, com a malandragem - traço cultural nefando, fraqueza de caráter.
Os capitalistas investiram na URSS e na China. O mercado competitivo proporcionou as mudanças. Uma guerra vencida sem armas de fogo, sem bombas. Caiu a máscara do marxismo, onde o estado decide tudo e imobiliza as pessoas no local onde nascem, sem referências com o mundo exterior. No ambiente da globalização econômica todos são encaminhados a produzir mais e melhor, mobilizando novas técnicas, indústrias, escolas diferente do centralismo marxista onde ninguém compete e a burocracia determina tudo.
O que fundamentava os planos estatais da economia soviética ou chinesa era que as pessoas estavam ali, imóveis onde nasceram, para garantir o plantio e a colheita, na base do arado e da enxada. Ate a natalidade, controlada pelo Estado, garantia a imobilidade no tempo e a substituição de mão de obra. Sem concorrência, competitividade... Os mesmos tratores, os mesmos carro(ças)... Os mesmos barbeadores... O mesmo marasmo sob controle estatal burocrático.
Mas, na nossa América do Sul, o populismo mama nas tetas gordas do Estado, impedindo a competição com o resto do mundo. O populismo mantém a desigualdade da distribuição de renda nos mais altos patamares do mundo. E isto se deve à colonização européia, ao escravagismo e feudos remanescentes, muito atuais ainda. Como os norte-americanos dominaram militarmente a região por mais de cem anos, desenvolveu-se, com ajuda da propaganda soviética o sentimento anti-americano que impede o desenvolvimento capitalista mantendo a miragem socialista.
Resultado: vamos esperar que o irracionalismo das idéias populistas dominantes possa regredir, desde que novos líderes, com novas idéias, reconheçam a fonte dos reiterados fracassos em nossa mesma história econômica e na condução paternalista/familiar dos negócios nacionais.
Se queremos viver numa sociedade democrática e livre podemos pensar um pouco na lição de Greenspan:
“O populismo vinculado aos direitos individuais é o que a maioria das pessoas chama de democracia liberal. O populismo econômico... uma democracia em que não se leva em conta os direitos individuais... Os verdadeiros democratas apóiam uma forma de governo em que a maioria predomina em todas as questões públicas, mas nunca transgredindo os direitos básicos dos indivíduos.”
A leitura destas “Aventuras em um mundo novo” é essencial para entendê-lo melhor.
Arlindo Alexandre Montenegro é Apicultor
Por Alexandre Montenegro em 12 de janeiro de 2008
Perguntei e meu amigo Robualdo Probo Filho detonou a resposta: “A maioria dos ignorantes...”. E continuamos nossa filosofagem falando dos Quixotes, dos presidentes, de políticos e da reprodução da idiotice, mais rápida, segundo Robualdo, que a reprodução das virtudes. Passamos pelo ensino básico, e pela “gente incapacitada para raciocinar no mundo letrado”.
Robualdo é um homem livre. Diferente destes que se auto rotulam direitistas ou esquerdistas. Espécies prisioneiras de concepções e soluções ultrapassadas pela globalização da economia. Os que têm tempo de pensar um pouquinho podem perceber que somos todos prisioneiros de uma verdade única: a vida. E cada um escolhe a todo instante como manifestar aos outros seu nível de entendimento, para que as tarefas do mundo do trabalho e da sociabilidade sejam cumpridas de modo afirmativo.
E concordamos que existem caras brilhantes pelo mundo afora. Caras que encontram seu quinhão de grana, amor e respeito, com aplicação ao estudo e trabalho produtivo, abrindo caminhos para os menos aquinhoados de massa encefálica, seja por ter nascido no hemisfério Sul ou por não ter tido oportunidade de estudar em escolas tipo aquelas idealizadas por Brizola, os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública), que morreram no nascedouro.
Conheci o Brizola um pouco. E detestei seu modo concentrador e autoritário, como que utilizando os “de baixo” como ponte para um caminho que parecia levar a outra ditadura, diferente daquela dos militares, mas resvalando nos costados do comunismo, que ele queria utilizar como ponte para uma espécie de nacionalismo, talvez próximo do nasserismo. Primeiro, um Brasil fechado e depois de arrumada a casa, então a abertura para as relações com os outros de igual para igual. Uma utopia no ambiente global, onde as “nacionalizações” e concentração de poder político subsistem apenas nos recantos populistas que defendem a luta de classes e violência e persuasão pelo medo para governar ignorantes.
Na velhice, tenho tipo tempo de pensar. Não tanto quanto gostaria de, porque neste país ainda tenho de defender o pão de cada dia e pagar os mais sofridos impostos do mundo, além de estar pendurado com uma dívida com o Rockfeller enquanto espero por um governo que governe honrando os compromissos democráticos e confie e pague as dívidas para com a sociedade: aquelas dos 30% sobre o preço de um carro novo, aquelas da gasolina, aquelas do FGTS e outras mais dolorosas que nos afligem no dia a dia. Como não resta tempo para ir ao Procon, nem grana para contratar advogado, fico pensando como deveria ser um país livre e soberano.
Foi aí que Papai Noel me mandou pelo correio um livro: “A era da turbulência – Aventuras em um mundo novo” em que Alain Greenspan descreve sua trajetória brilhante. Ele participou e contribuiu para eventos marcantes que mudaram o mundo: a glasnost soviética, as mudanças na China, as políticas dos EUA e da nova Europa e suas conseqüências. Meninos! Que colosso! Este homem notável me fez compreender as diferenças entre a economia capitalista e a burrice comunista. Ele é elegante, distante da grosseria de desprezar os burros, jegues ou outros animais.
Aprendi com esta leitura como o capitalismo em sua essência, implica liberdade e progresso continuado. E o que significou o reverso da medalha, a aventura marxista que impõe imobilismo às pessoas num curral autoritário, burocrático, paternalista, concentrador das riquezas. Uma sociedade onde a competitividade está ausente, impedindo a criatividade que mobiliza cada um a fazer melhor que seu anterior. Uma forma de governo tão monstruosa e impiedosa que somente os “sábios” doutores populistas e seus parceiros revolucionários ainda se atrevem a defender, desprezando e pior, mantendo a ignorância dos eleitores que suam para criar a riqueza que eles desviam, desperdiçam e utilizam para perpetuar seus feudos.
As nossas escolas ensinam o mundo através da ótica marxista e deixam de ensinar como a ação capitalista - firmada nas liberdades de opinião, crenças, propriedade, competitividade – renova e faz girar a roda da vida. Comecei a imaginar a dona de casa inventando o lavador e escorredor de arroz. No começo, para facilitar a própria vida e sobrar um tempinho. Depois, pensando em ganhar uns trocos para ajudar nas despesas de casa. E na seqüência, aquele que parecia ser apenas um conforto a mais na cozinha, mobilizando a construção de máquinas, fábricas, criando empregos em todos os setores... Por um tempo, porque logo depois vieram as embalagens plásticas com o arroz selecionado e lavado ou pré-cozido ou aquelas em que vai para a panela diretamente na embalagem.
E uma das coisas que o Greenspan mostra é que durante mais de 250 anos o capitalismo avançou, reduzindo a pobreza e implementando a qualidade de vida, criando as condições para que a terra suportasse o aumento geométrico da população, através do que ele chama de “destruição criativa”: o sucateamento das velhas tecnologias e do jeito de fazer as coisas, cedendo lugar ao novo. Diz ele: “A descoberta de ouro, de petróleo ou de outros recursos naturais, a história nos ensina, não produz o mesmo efeito” – para aumentar a produtividade. A intransigência competitiva do capitalismo instala a vontade de fazer melhor.
Irônico como aplaudimos esta garra competitiva nos esportes e a tememos nas mudanças implícitas para a vida pessoal. Buscamos ser um país respeitável e isto só acontece quando reverenciamos uma tradição que nos proporcione alegria, orgulho. Isto acontece conosco? No momento parece que a resposta é negativa. Falha educacional? Em parte. Limitamo-nos a reverenciar a grandeza territorial e as riquezas que sucateamos enviando-as, a baixo custo, como matéria prima para os países ricos. Que habilitação temos para competir com os tigres asiáticos, com a China...? Que orgulho temos da persistência, da garra, da força como nação para perseguir objetivos claros, entendendo o bem comum?
No capitalismo, a divisão do trabalho é determinada pela competência. E as constantes “destruições criativas” impulsionam cada trabalhador a buscar melhores posições através da capacitação continuada, para lidar com máquinas sofisticadas e que decuplicam a produtividade, garantindo a competitividade no mundo globalizado. A riqueza maior provém desta revolução de competências. Nos estados onde se instalaram governos populistas, como a nossa vizinha Venezuela, a produtividade dos poços de petróleo caiu pela metade, desde que o governante milico marxista substituiu os quadros técnicos pelos "apaniguados": de 3.2 milhões para 2.4 milhões de barris/dia. Estado concentrador de riquezas, parecido com um outro estado que conhecemos bem. E nós? Nos contentamos com o “jeitinho”, com a esperteza, com a malandragem - traço cultural nefando, fraqueza de caráter.
Os capitalistas investiram na URSS e na China. O mercado competitivo proporcionou as mudanças. Uma guerra vencida sem armas de fogo, sem bombas. Caiu a máscara do marxismo, onde o estado decide tudo e imobiliza as pessoas no local onde nascem, sem referências com o mundo exterior. No ambiente da globalização econômica todos são encaminhados a produzir mais e melhor, mobilizando novas técnicas, indústrias, escolas diferente do centralismo marxista onde ninguém compete e a burocracia determina tudo.
O que fundamentava os planos estatais da economia soviética ou chinesa era que as pessoas estavam ali, imóveis onde nasceram, para garantir o plantio e a colheita, na base do arado e da enxada. Ate a natalidade, controlada pelo Estado, garantia a imobilidade no tempo e a substituição de mão de obra. Sem concorrência, competitividade... Os mesmos tratores, os mesmos carro(ças)... Os mesmos barbeadores... O mesmo marasmo sob controle estatal burocrático.
Mas, na nossa América do Sul, o populismo mama nas tetas gordas do Estado, impedindo a competição com o resto do mundo. O populismo mantém a desigualdade da distribuição de renda nos mais altos patamares do mundo. E isto se deve à colonização européia, ao escravagismo e feudos remanescentes, muito atuais ainda. Como os norte-americanos dominaram militarmente a região por mais de cem anos, desenvolveu-se, com ajuda da propaganda soviética o sentimento anti-americano que impede o desenvolvimento capitalista mantendo a miragem socialista.
Resultado: vamos esperar que o irracionalismo das idéias populistas dominantes possa regredir, desde que novos líderes, com novas idéias, reconheçam a fonte dos reiterados fracassos em nossa mesma história econômica e na condução paternalista/familiar dos negócios nacionais.
Se queremos viver numa sociedade democrática e livre podemos pensar um pouco na lição de Greenspan:
“O populismo vinculado aos direitos individuais é o que a maioria das pessoas chama de democracia liberal. O populismo econômico... uma democracia em que não se leva em conta os direitos individuais... Os verdadeiros democratas apóiam uma forma de governo em que a maioria predomina em todas as questões públicas, mas nunca transgredindo os direitos básicos dos indivíduos.”
A leitura destas “Aventuras em um mundo novo” é essencial para entendê-lo melhor.
Arlindo Alexandre Montenegro é Apicultor
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A alegria do chupim (II)
Do site MÍDIA SEM MÁSCARApor Percival Puggina em 14 de janeiro de 2008
Resumo: É inútil Lula apresentar-se como metamorfose ambulante. Ele não é isso. Ele chegou ao governo como um aproveitador de discursos demagógicos e nele se mantém do mesmo modo.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Desabaram sobre meu correio eletrônico manifestações de discordância em relação a um artigo anterior - “A alegria do chupim”. Mostrei, no referido texto, que os bons números da atividade econômica e do desenvolvimento social sobre os quais se lastreia o discurso ufanista do presidente Lula não decorrem, como anunciam suas trombetas, de iniciativas de seu governo, mas foram alcançados através de medidas a que ele e seu partido sistematicamente se opuseram.
Tem faltado humildade e honestidade ao presidente. Ambas lhe teriam valido para reconhecer que os bons resultados da economia são méritos, principalmente, daqueles que o antecederam. Tivessem os precursores de Lula cumprido o roteiro que lhes cobrava o PT oposicionista, o país teria ido à breca. Ou não? É inútil Lula apresentar-se como metamorfose ambulante. Ele não é isso. Ele chegou ao governo como um aproveitador de discursos demagógicos e nele se mantém do mesmo modo. Sem qualquer apreço à verdade, com imensas dificuldades para manter a própria palavra por mais de uma semana, e deseducando a sociedade.
Evidentemente pisei no calo. E não foi por acaso ou desinformação. Há duas décadas participo do debate político, em rádio e tevê. Não uma nem duas vezes, mas bem mais de uma centena de vezes por ano. Ouvi todos os argumentos e propostas da esquerda na oposição. Escrevi e publiquei milhares de artigos em centenas de jornais e sites. Para prover meu próprio site leio, todo ano, dezenas de livros e mais de mil textos de opinião em periódicos do país. Não sou um observador político de happy hour em mesa de bar. Sei do que falo, portanto, quando afirmo que Lula, os petistas e seus fiéis discípulos sempre se opuseram, furiosamente, a tudo que era preciso fazer para que o país desse certo: combate à inflação, respeito à propriedade privada, responsabilidade fiscal, rigoroso controle dos gastos públicos, superávit primário, pagamento da dívida externa, privatizações, reforma da previdência, abertura do setor produtivo ao mercado internacional e à competitividade, o agronegócio, a biotecnologia. Lula e suas esquerdas não apenas se colocavam contra, mas defendiam o inverso: socialismo, estatização, reforma agrária do MST, corporativismos funcionais, calote da dívida externa e aumento do gasto público. Qualquer coisa diferente disso era o maldito neoliberalismo e a famigerada globalização que só atendiam aos interesses do “grande capital”. Era preciso entregar o poder à benevolência da esquerda para fazer tudo ao contrário do que vinha sendo feito. Era o socialismo contra o neoliberalismo!
Estou afirmando alguma inverdade? Algo que não tenha sido dito e repetido à exaustão, eficazmente, até levar o PT ao poder? Admitam, então, os imensos equívocos sobre os quais construíram sua trajetória. Se quiserem saber o que, de fato, pensam, dêem uma lida na tese sobre o socialismo aprovada agora, em setembro, no 3º Congresso do PT (clique aqui). E se quiserem saber quem são, perguntem com quem andam. Indaguem sobre o Foro de São Paulo. Aí, verão, que não apenas andam juntos, mas tecem juras de amor e subscrevem teses com qualquer ditador comunista que se instale no poder e com qualquer grupo político revolucionário, guerrilheiro e narco-terrorista que se apresente - das FARC ao MIR chileno. Responsáveis pelo progresso do Brasil? Me poupem!
"A era da turbulência – Aventuras em um mundo novo"
Trechos do novo livro de Alan Greenspan sobre "nóis":"O populismo econômico não se baseia em analise formal para a criação de riqueza (...) As panacéias mais comuns são a redistribuição de terras e o indiciamento das elites corruptas que, alegadamente, roubam os pobres (...)“
"(...) Os líderes prometem terra, comida e habitação para todos... Justiça na acepção resistributiva... e se opõem ao capitalismo de livre mercado, falseando o conceito de capitalismo”.
"Onde quer que se constatem situações de sucesso (...) a ampliação dos mercados abertos e o reforço dos direitos de propriedade desempenharam papel crucial”.
Sorrisos de uma menina anencéfala
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz em 15 de janeiro de 2008
Resumo: O valor da vida de um ente humano não se mede pela expectativa de duração, nem pela presença ou ausência de um órgão, nem pelo funcionamento ou não dos sentidos, nem sequer pela possibilidade ou não de consciência.
© 2008 MidiaSemMascara.org
No dia 20 de outubro de 2004, enquanto fervilhava a discussão sobre o aborto de anencéfalos no Supremo Tribunal Federal, o advogado Luiz Roberto Barroso, em sustentação oral, afirmou solenemente:
"A letalidade da anencefalia é de 100%. Se alguém disser que viu um anencéfalo que viveu semanas, meses e anos, não é que esteja mentindo; está acreditando no que quer acreditar, porque não é possível acontecer isso de acordo com a ciência médica".
Ao fazer essa afirmação categórica, o renomado jurista foi imprudente. A sobrevida extra-uterina de um bebê anencéfalo costuma ser breve, mas não é impossível que ultrapasse semanas ou meses. Em 21 de junho de 1996, o Comitê Nacional para a Bioética do governo italiano aprovou uma declaração em que se dizia:
... com os atuais tratamentos a sobrevivência do anencéfalo é muito reduzida. São relatadas percentagens de nascidos vivos entre 40 – 60%, enquanto depois do nascimento somente 8% sobrevive mais de uma semana e 1% entre 1 e 3 meses. Foi relatado um caso único de sobrevivência até 14 meses e dois casos de sobrevivência de 7 a 10 meses, sem recorrer à respiração mecânica.[1]
No Brasil, já houve o caso de uma menina anencéfala, Maria Teresa, nascida em 17/12/2000, em Fortaleza (CE), que recebeu alta hospitalar que só veio a falecer em 29/03/2001, portanto com mais de três meses de nascida![2]
A anencéfala Marcela de Jesus Ferreira, porém, nascida e batizada na Santa Casa de Patrocínio Paulista (SP) no dia 20 de novembro de 2006, parece estar disposta a ultrapassar todos os recordes. Recebeu alta hospitalar no dia 18 de abril de 2007 (portanto, com quase cinco meses de nascida!), e agora vive com sua mãe Cacilda Galante Ferreira em uma casa na cidade. A necessidade de estar perto de um lugar com assistência médica impediu Marcela e sua mãe de irem para o sítio da família, onde vive o pai de Marcela, Sr. Dionísio Justino Ferreira, com as duas filhas do casal: Débora (18 anos) e Dirlene (15 anos). No dia 20 de novembro de 2007, Marcela fez seu primeiro aniversário.
Ora, o valor da vida de um ente humano, como Marcela, não se mede pela expectativa de duração, nem pela presença ou ausência de um órgão (como o cérebro), nem pelo funcionamento ou não dos sentidos, nem sequer pela possibilidade ou não de consciência. Quando éramos uma única célula (chamada ovo ou zigoto), nenhum órgão sensorial existia. O cérebro só começaria a emitir ondas na sexta semana de vida. No entanto, nossa vida já era inviolável, mesmo naquele estágio unicelular.
Assim, ainda que fosse verdade o que a revista Veja falou de Marcela, essa criança não seria menos humana, menos viva e nem menos digna de respeito. No entanto, os dados apresentados pela revista são simplesmente falsos. Marcela não é uma "menina sem estrela".
Diz Sra. Cacilda: "Eu acho que ela é uma estrela mandada por Deus, para que seja um instrumento nas mãos dele".
Marcela reage ao toque da mãe. Com sua mãozinha, ela agarra os dedos de Sra. Cacilda. Ela se assusta com o som de alguma coisa caindo, reage à luz dos refletores trazidos pelos fotógrafos, grita de dor quando sente cólica, fica triste, faz beiço, chora. Quando não gosta de um alimento, ela cospe. Reconhece a voz da mãe. "Quando sou eu que falo com ela, ela fica quietinha", diz Sra. Cacilda.
Com cerca de 13 kg e 66 centímetros , Marcela, que já completou um ano de nascida, é uma menina gordinha. Alimenta-se não só de leite NAN 2, mas também das papinhas que a mãe prepara. Por exemplo: arroz, feijão e carne batidos no liquidificador.
A mãe se surpreende com ela a cada minuto que passa. "Ela está aprendendo até a conversar comigo. Ela fala 'é...', 'mã..'".
Mas a reação mais impressionante de Marcela é o sorriso. Ela não apenas ri muito, mas chega a dar gargalhadas quando a mãe lhe faz cócegas. O riso – privilégio da espécie humana – não está ausente em Marcela, que é humana como nós.
Pode um anencéfalo ter consciência? Devido a um fenômeno chamado neuroplasticidade, os neurônios são capazes de assumir funções de células vizinhas que foram lesadas. No anencéfalo, o córtex cerebral está ausente, mas está presente o tronco cerebral e o cerebelo. Referindo-se ao anencéfalo, assim se pronuncia o citado Comitê de Bioética: "... a neuroplasticidade do tronco poderia ser suficiente para garantir ao anencéfalo, pelo menos, nas formas menos graves, uma certa primitiva possibilidade de consciência." E prossegue com esta importante conclusão:
"Deveria, portanto, ser rejeitado o argumento de que o anencéfalo, enquanto privado dos hemisférios cerebrais, não está em condições, por definição, de ter consciência e provar sofrimentos."[4]
A reabilitação do anencéfalo
Em 08 de setembro de 2004, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma Resolução[5] que permitia arrancar os órgãos de recém-nascidos anencéfalos para fins de transplante mesmo antes de eles estarem mortos, ou seja, com o tronco cerebral ainda funcionando!
Esta resolução confirmou o Parecer n. 24, de 9 de maio de 2003, do conselheiro Marco Antônio Becker[6], que trazia a seguinte recomendação: "uma vez autorizado formalmente pelos pais, o médico poderá proceder ao transplante de órgãos do anencéfalo após a sua expulsão ou retirada do útero materno, dada a incompatibilidade vital que o ente apresenta, por não possuir a parte nobre e vital do cérebro, tratando-se de processo irreversível, mesmo que o tronco cerebral esteja temporariamente funcionante (grifo nosso)".
Essa monstruosidade foi revogada pela Portaria n. 487, de 2 de março de 2007,[7] do Ministro da Saúde José Agenor Álvares da Silva. Segundo essa portaria, "a retirada de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para fins de transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de parada cardíaca irreversível" (art. 1°). Ou seja, será necessário que o coração pare definitivamente de bater, para só depois iniciar a remoção dos órgãos.
Essa portaria, graças a Deus, reconhece o "status" de ente humano vivo do bebê anencéfalo. Fica assim mais difícil para os Ministros do Supremo Tribunal Federal acatar o pedido da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), de liberar o aborto de anencéfalos. Mais difícil ainda enquanto Marcela estiver viva e dando gargalhadas...
Nossa! Eu me sinto tão privilegiada de Deus ter-me escolhido para cuidar de um anjinho desses! É um anjo mesmo, é um anjo que está salvando muitas vidas" (Cacilda Galante Ferreira, mãe de Marcela).
Roma, 30 de novembro de 2007.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
[1] COMITATO NAZIONALE PER LA BIOETICA. Il neonato anencefalico e la donazione di organi. 21 giugno 1996. p. 11. Disponível em: . Acesso em: 03 set. 2007, tradução nossa.
[2] Maria Teresa foi a quarta filha de Ana Cecília Araújo Nunes, Mestra em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará e professora da Universidade Estadual do Ceará. Cf. Ana Cecília Araújo NUNES, A história de Maria Teresa, anencéfala, ago. 2004. Disponível em: Acesso em: 3 set. 2007.
[3] LOPES, Adriana Dias. A menina sem estrela. Veja, São Paulo, SP, 15 ago. 2007, p. 122.
[4] COMITATO NAZIONALE PER LA BIOETICA , Op. cit. p. 15. Tradução nossa.
[5] Resolução 1.752/2004, publicada na seção 1 - página 140 do Diário Oficial da União do dia 13/09/2004.
[6] Parecer sobre o Processo-Consulta 24/2003, a pedido do Ministério Público do Paraná.
[7] Publicada no Diário Oficial da União, 5 mar. 2007, Seção 1, p. 29.
por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz em 15 de janeiro de 2008
Resumo: O valor da vida de um ente humano não se mede pela expectativa de duração, nem pela presença ou ausência de um órgão, nem pelo funcionamento ou não dos sentidos, nem sequer pela possibilidade ou não de consciência.
© 2008 MidiaSemMascara.org
No dia 20 de outubro de 2004, enquanto fervilhava a discussão sobre o aborto de anencéfalos no Supremo Tribunal Federal, o advogado Luiz Roberto Barroso, em sustentação oral, afirmou solenemente:
"A letalidade da anencefalia é de 100%. Se alguém disser que viu um anencéfalo que viveu semanas, meses e anos, não é que esteja mentindo; está acreditando no que quer acreditar, porque não é possível acontecer isso de acordo com a ciência médica".
Ao fazer essa afirmação categórica, o renomado jurista foi imprudente. A sobrevida extra-uterina de um bebê anencéfalo costuma ser breve, mas não é impossível que ultrapasse semanas ou meses. Em 21 de junho de 1996, o Comitê Nacional para a Bioética do governo italiano aprovou uma declaração em que se dizia:
... com os atuais tratamentos a sobrevivência do anencéfalo é muito reduzida. São relatadas percentagens de nascidos vivos entre 40 – 60%, enquanto depois do nascimento somente 8% sobrevive mais de uma semana e 1% entre 1 e 3 meses. Foi relatado um caso único de sobrevivência até 14 meses e dois casos de sobrevivência de 7 a 10 meses, sem recorrer à respiração mecânica.[1]
No Brasil, já houve o caso de uma menina anencéfala, Maria Teresa, nascida em 17/12/2000, em Fortaleza (CE), que recebeu alta hospitalar que só veio a falecer em 29/03/2001, portanto com mais de três meses de nascida![2]
A anencéfala Marcela de Jesus Ferreira, porém, nascida e batizada na Santa Casa de Patrocínio Paulista (SP) no dia 20 de novembro de 2006, parece estar disposta a ultrapassar todos os recordes. Recebeu alta hospitalar no dia 18 de abril de 2007 (portanto, com quase cinco meses de nascida!), e agora vive com sua mãe Cacilda Galante Ferreira em uma casa na cidade. A necessidade de estar perto de um lugar com assistência médica impediu Marcela e sua mãe de irem para o sítio da família, onde vive o pai de Marcela, Sr. Dionísio Justino Ferreira, com as duas filhas do casal: Débora (18 anos) e Dirlene (15 anos). No dia 20 de novembro de 2007, Marcela fez seu primeiro aniversário.
Diz Sra. Cacilda: "Desde que eu fiquei sabendo que ela ia nascer com problema, eu a entreguei nos braços de Jesus, pedindo a Ele que ela seja um instrumento nas mãos dele... para que Ele a use da maneira que for da vontade dele".

Diz Sra. Cacilda: "Desde que eu fiquei sabendo que ela ia nascer com problema, eu a entreguei nos braços de Jesus, pedindo a Ele que ela seja um instrumento nas mãos dele... para que Ele a use da maneira que for da vontade dele".
Lamentavelmente a revista Veja publicou sobre Marcela uma matéria altamente pejorativa, intitulada "A menina sem estrela"[3]. Segundo a jornalista, Marcela nunca sentiu o toque das mãos de sua mãe (!). E prossegue: "A menina nunca ouviu um único som e não sabe o que é sentir dor física ou emocional. Desconhece o cheiro e o sabor de qualquer alimento. Sobrevive no mais absoluto vazio". A reportagem termina citando um pediatra alemão, Roberto Wüsthof, que diz, referindo-se à eutanásia para crianças, permitida na Holanda: "Casos como o de Marcela certamente seriam incluídos nos protocolos de eutanásia na Holanda. [...] Não faz sentido ser diferente. É como se ela fosse um computador sem processador".Ora, o valor da vida de um ente humano, como Marcela, não se mede pela expectativa de duração, nem pela presença ou ausência de um órgão (como o cérebro), nem pelo funcionamento ou não dos sentidos, nem sequer pela possibilidade ou não de consciência. Quando éramos uma única célula (chamada ovo ou zigoto), nenhum órgão sensorial existia. O cérebro só começaria a emitir ondas na sexta semana de vida. No entanto, nossa vida já era inviolável, mesmo naquele estágio unicelular.
Assim, ainda que fosse verdade o que a revista Veja falou de Marcela, essa criança não seria menos humana, menos viva e nem menos digna de respeito. No entanto, os dados apresentados pela revista são simplesmente falsos. Marcela não é uma "menina sem estrela".
Diz Sra. Cacilda: "Eu acho que ela é uma estrela mandada por Deus, para que seja um instrumento nas mãos dele".
Marcela reage ao toque da mãe. Com sua mãozinha, ela agarra os dedos de Sra. Cacilda. Ela se assusta com o som de alguma coisa caindo, reage à luz dos refletores trazidos pelos fotógrafos, grita de dor quando sente cólica, fica triste, faz beiço, chora. Quando não gosta de um alimento, ela cospe. Reconhece a voz da mãe. "Quando sou eu que falo com ela, ela fica quietinha", diz Sra. Cacilda.
Com cerca de 13 kg e 66 centímetros , Marcela, que já completou um ano de nascida, é uma menina gordinha. Alimenta-se não só de leite NAN 2, mas também das papinhas que a mãe prepara. Por exemplo: arroz, feijão e carne batidos no liquidificador.
A mãe se surpreende com ela a cada minuto que passa. "Ela está aprendendo até a conversar comigo. Ela fala 'é...', 'mã..'".
Mas a reação mais impressionante de Marcela é o sorriso. Ela não apenas ri muito, mas chega a dar gargalhadas quando a mãe lhe faz cócegas. O riso – privilégio da espécie humana – não está ausente em Marcela, que é humana como nós.
Pode um anencéfalo ter consciência? Devido a um fenômeno chamado neuroplasticidade, os neurônios são capazes de assumir funções de células vizinhas que foram lesadas. No anencéfalo, o córtex cerebral está ausente, mas está presente o tronco cerebral e o cerebelo. Referindo-se ao anencéfalo, assim se pronuncia o citado Comitê de Bioética: "... a neuroplasticidade do tronco poderia ser suficiente para garantir ao anencéfalo, pelo menos, nas formas menos graves, uma certa primitiva possibilidade de consciência." E prossegue com esta importante conclusão:
"Deveria, portanto, ser rejeitado o argumento de que o anencéfalo, enquanto privado dos hemisférios cerebrais, não está em condições, por definição, de ter consciência e provar sofrimentos."[4]
A reabilitação do anencéfalo
Em 08 de setembro de 2004, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma Resolução[5] que permitia arrancar os órgãos de recém-nascidos anencéfalos para fins de transplante mesmo antes de eles estarem mortos, ou seja, com o tronco cerebral ainda funcionando!
Esta resolução confirmou o Parecer n. 24, de 9 de maio de 2003, do conselheiro Marco Antônio Becker[6], que trazia a seguinte recomendação: "uma vez autorizado formalmente pelos pais, o médico poderá proceder ao transplante de órgãos do anencéfalo após a sua expulsão ou retirada do útero materno, dada a incompatibilidade vital que o ente apresenta, por não possuir a parte nobre e vital do cérebro, tratando-se de processo irreversível, mesmo que o tronco cerebral esteja temporariamente funcionante (grifo nosso)".
Essa monstruosidade foi revogada pela Portaria n. 487, de 2 de março de 2007,[7] do Ministro da Saúde José Agenor Álvares da Silva. Segundo essa portaria, "a retirada de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para fins de transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de parada cardíaca irreversível" (art. 1°). Ou seja, será necessário que o coração pare definitivamente de bater, para só depois iniciar a remoção dos órgãos.
Essa portaria, graças a Deus, reconhece o "status" de ente humano vivo do bebê anencéfalo. Fica assim mais difícil para os Ministros do Supremo Tribunal Federal acatar o pedido da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), de liberar o aborto de anencéfalos. Mais difícil ainda enquanto Marcela estiver viva e dando gargalhadas...
Nossa! Eu me sinto tão privilegiada de Deus ter-me escolhido para cuidar de um anjinho desses! É um anjo mesmo, é um anjo que está salvando muitas vidas" (Cacilda Galante Ferreira, mãe de Marcela).
Roma, 30 de novembro de 2007.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
[1] COMITATO NAZIONALE PER LA BIOETICA. Il neonato anencefalico e la donazione di organi. 21 giugno 1996. p. 11. Disponível em:
[2] Maria Teresa foi a quarta filha de Ana Cecília Araújo Nunes, Mestra em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará e professora da Universidade Estadual do Ceará. Cf. Ana Cecília Araújo NUNES, A história de Maria Teresa, anencéfala, ago. 2004. Disponível em:
[3] LOPES, Adriana Dias. A menina sem estrela. Veja, São Paulo, SP, 15 ago. 2007, p. 122.
[4] COMITATO NAZIONALE PER LA BIOETICA , Op. cit. p. 15. Tradução nossa.
[5] Resolução 1.752/2004, publicada na seção 1 - página 140 do Diário Oficial da União do dia 13/09/2004.
[6] Parecer sobre o Processo-Consulta 24/2003, a pedido do Ministério Público do Paraná.
[7] Publicada no Diário Oficial da União, 5 mar. 2007, Seção 1, p. 29.
Lula viaja ansioso para negociar com Raul Castro um mega resort com cassino e acordo que beneficia a Petrobrás
Do blog ALERTA TOTALPor Jorge Serrão em 14 de janeiro de 2008
Exclusivo - O poderoso Lula tem grandes interesses pessoais na viagem apressada que faz hoje a Cuba e Guatemala. A suposta visita ao vivo-morto Fidel Castro, companheiro no Foro de São Paulo, é uma mera desculpa. A principal motivação de Lula é sacramentar negócios para seu grupo de poder.
A família da Silva e parceiros querem permissão do governo cubano para a investir em um mega-resort, que possa até abrigar um cassino, na Ilha Perdida. É isso que Lula está ansioso para amarrar com Raul Castro, irmão e sucessor de Fidel. E a turma de Lula vai lutar pela legalização do jogo no Brasil, desde que explorado por “investidores” de fora, e não pelo que consideram “máfias daqui”.
A ansiedade de Lula com a viagem a Cuba foi tanta que nem a doença do vice presidente atrapalharia sua viagem. José Alencar assume hoje a Presidência, literalmente, na emergência. Mesmo internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Alencar ocupa o posto de chefe da Nação a partir das 9h 30min da manhã. Por causa dos interesses maiores de Lula, antes de ser internado, Alencar não se licenciou do cargo.
Se tivesse procedido dessa forma, caberia ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), assumir a Presidência. O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, ligou para o vice no domingo, e ouviu de Alencar que ele estaria pronto para o sacrifício. Lula deve retornar ao Brasil na terça-feira à noite, para retomar suas funções na quarta-feira.
Na fachada oficial da viagem, Lula vai promover a extensão dos acordos que serão firmados entre Cuba e a Petrobrás. O objetivo é explorar petróleo em lotes do Golfo do México delimitados pelos cubanos. Em contrapartida, a Petrobrás abriria uma fábrica de lubrificantes em Cuba. Essa condição imposta pela Petrobrás sempre embolou a negociação com os cubanos. Mas tudo indica que o governo cubano agora vai facilitar o negócio.
Negócio rentável
No submundo dos negócios, comenta-se que o grupo de Lula também quer comandar o mega-empreendimento do jogo no Brasil.
A aprovação legal do jogo no Brasil será um dos favores mais rentáveis para a base aliada na atual legislatura.
“Investidores” prometem generosas molhadas de mão para que o projeto emplaque, apesar da restrição que sofre, historicamente, da cúpula da Igreja Católica.
Fazendo o Jogo
O lobby corre pesado para a autorização do funcionamento do primeiro cassino legalizado no Brasil.
Em Florianópolis, reserva-se uma área para a implantação do primeiro complexo.
No Guarujá, o empresário Silvio Santos também já preparou toda a infra-estrutura para isso em seu mega-empreendimento hoteleiro.
Mas o super cassino tem tudo para virar realidade em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, aproveitando a proximidade do novo Clube Méd que se constrói ali.
Quem faz o lobby
O esquema para implantação do jogo é internacional, e não teria relação com as atuais máfias brasileiras.
A implantação dos cassinos contaria com apoio de investidores internacionais.
Um dos operadores deste lobby é de dois ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Franco e Armínio Fraga.
O empresário Eike Batista e genro de Lula, Marcelo Sato, também estariam nessa parada que é comandada por José Dirceu, Antonio Palocci e José Genoíno.
A família da Silva e parceiros querem permissão do governo cubano para a investir em um mega-resort, que possa até abrigar um cassino, na Ilha Perdida. É isso que Lula está ansioso para amarrar com Raul Castro, irmão e sucessor de Fidel. E a turma de Lula vai lutar pela legalização do jogo no Brasil, desde que explorado por “investidores” de fora, e não pelo que consideram “máfias daqui”.
A ansiedade de Lula com a viagem a Cuba foi tanta que nem a doença do vice presidente atrapalharia sua viagem. José Alencar assume hoje a Presidência, literalmente, na emergência. Mesmo internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Alencar ocupa o posto de chefe da Nação a partir das 9h 30min da manhã. Por causa dos interesses maiores de Lula, antes de ser internado, Alencar não se licenciou do cargo.
Se tivesse procedido dessa forma, caberia ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), assumir a Presidência. O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, ligou para o vice no domingo, e ouviu de Alencar que ele estaria pronto para o sacrifício. Lula deve retornar ao Brasil na terça-feira à noite, para retomar suas funções na quarta-feira.
Na fachada oficial da viagem, Lula vai promover a extensão dos acordos que serão firmados entre Cuba e a Petrobrás. O objetivo é explorar petróleo em lotes do Golfo do México delimitados pelos cubanos. Em contrapartida, a Petrobrás abriria uma fábrica de lubrificantes em Cuba. Essa condição imposta pela Petrobrás sempre embolou a negociação com os cubanos. Mas tudo indica que o governo cubano agora vai facilitar o negócio.
Negócio rentável
No submundo dos negócios, comenta-se que o grupo de Lula também quer comandar o mega-empreendimento do jogo no Brasil.
A aprovação legal do jogo no Brasil será um dos favores mais rentáveis para a base aliada na atual legislatura.
“Investidores” prometem generosas molhadas de mão para que o projeto emplaque, apesar da restrição que sofre, historicamente, da cúpula da Igreja Católica.
Fazendo o Jogo
O lobby corre pesado para a autorização do funcionamento do primeiro cassino legalizado no Brasil.
Em Florianópolis, reserva-se uma área para a implantação do primeiro complexo.
No Guarujá, o empresário Silvio Santos também já preparou toda a infra-estrutura para isso em seu mega-empreendimento hoteleiro.
Mas o super cassino tem tudo para virar realidade em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, aproveitando a proximidade do novo Clube Méd que se constrói ali.
Quem faz o lobby
O esquema para implantação do jogo é internacional, e não teria relação com as atuais máfias brasileiras.
A implantação dos cassinos contaria com apoio de investidores internacionais.
Um dos operadores deste lobby é de dois ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Franco e Armínio Fraga.
O empresário Eike Batista e genro de Lula, Marcelo Sato, também estariam nessa parada que é comandada por José Dirceu, Antonio Palocci e José Genoíno.
Farc e ENL receberam armas da Venezuela em troca de reféns, e Chávez admite que masca folha de coca todo dia
Do blog ALERTA TOTALPor Jorge Serrão em 15 de janeiro de 2008
Exclusivo - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia receberam armamentos da Venezuela como moeda de troca para a marketagem pretensamente humanitária da libertação de duas reféns. Aviões militares venezuelanos despejaram os armamentos na selva, como parte do criminoso acordo entre o presidente Hugo Chávez e os narco-guerrilheiros das Farc. Além das armas, Chávez se comprometeu a fazer o pedido de que as Farc e o Exército de Libertação Nacional sejam retiradas da lista de “organizações narco-terroristas”, passando à categoria de “força beligerante e insurgente na Colômbia”. A informação é guardada (não se sabe até quando e nem por qual motivo) por serviços de inteligência privados norte-americanos.
O acordo de troca de armas e do marketing em favor da guerrilha colombiana foi acertado entre os principais líderes do impronunciável (na mídia brasileira) Foro de São Paulo – balaio de gato que mistura partidos ditos de esquerda e grupos revolucionários financiados pelo dinheiro fácil do narcotráfico. O argentino Kirchner e o brasileiro Lula, em princípio, foram contra o envio das armas, mas acabaram vencidos por Chávez. Além disso, seguindo o combinado entre a cúpula do Foro, o chefão Lula da Silva também fez ontem a mesma defesa pública das Farc. O brasileiro também apelou “ao amigo Álvaro Uribe”, presidente da Colômbia, que promova reclassificação das Farc.
Os pedidos de Hugo Chávez e de Lula para que se deixe de considerar "terroristas" as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional), foi rejeitado pelo presidente colombiano Álvaro Uribe. "Todos os grupos violentos da Colômbia são terroristas. São terroristas por atentar contra uma democracia respeitável e por seus métodos de extermínio da humanidade". O governo colombiano condena a fonte de financiamento da guerrilha: o narcotráfico. E justifica a classificação de terrorismo: "São terroristas porque seqüestram, põem bombas indiscriminadamente, recrutam e assassinam crianças, matam mulheres grávidas e idosas e deixam em sua passagem milhares de vítimas inocentes. Todas essas práticas violam os direitos humanos".
Coca todo dia
Um site em espanhol (Urgente24 Latinoamérica), da Argentina, revelou uma informação sobre uma peculiar rotina diária do presidente Hugo Chávez, até agora omitida pela imprensa em geral.
Ao criticar o governo dos EUA e a mídia em geral por se referir ao presidente boliviano Evo Moralles como “cocalero”, Chávez fez sua revelação:
“Yo mastico coca todos los días a la mañana y miren cómo estoy. Evo me manda pasta de coca, se los recomiendo”.
Entre neste link e veja uma confissão de uso de folha de coca por Chávez - http://www.urgente24.com/index.php?id=ver&tx_ttnews%5btt_news%5d=92576&tx_ttnews%5bbackPid%5d=17&cHash=70352ac3ae.
Invasão
Do blog MÍDIA SEM MÁSCARApor Heitor De Paola em 14 de janeiro de 2008
Resumo: Conforme previsto em artigo publicado pelo MSM, fazenda Coqueiros é invadida pelo MST.
© 2008 MidiaSemMascara.org
A fazenda Coqueiros, como já se previa na série de artigos de minha autoria, foi invadida esta madrugada (13-14 janeiro) pelo MST. Aguarda-se notícias mais detalhadas.
Meditando com Alan Greenspan
Do blog ALERTA TOTAL
Por Arlindo Alexandre Montenegro em 12 de janeiro de 2008
As criações mais geniais da humanidade foram geradas por individualidades e pela difusão do conhecimento, isto é, por pessoas e equipes integralmente dedicadas à ciência. As biografias descrevem pessoas de mente aberta e com elevado senso de liberdade. Pessoas sensatas e voltadas para o bem comum.
Vivemos um momento histórico sem precedentes, em que o impulso do progresso material mobiliza nações e povos que adotaram o capitalismo como forma de organização da economia, marcando novos e crescentes índices de produtividade e competência profissional, relacionada com pesados investimentos em educação e treinamento, habilitação de pessoas. Tudo propiciando melhor qualidade de vida.
Por que será que, nos assuntos políticos, seguimos o caminho inverso?
Parte da resposta foi dada pela Professora de Filosofia da USP, Maria Sylvia, em entrevista à revista Veja: “A censura ideológica neste país é muito grande...Ideologia emburrece.”
Por que será que não adotamos a política de administradores competentes em lugar da incompetência de políticos feirantes?
As empresas mais competentes sediadas em todo o orbe, mesmo por aqui, admitem suas equipes de direção, suas equipes gerenciais e seus trabalhadores, utilizando critérios de capacidade, experiência, gana de aprendizagem e formação profissional continuada, pelo empenho, pela assiduidade e outros valores, de modo a garantir suas metas, objetivos, lucro competitivo no mercado, sem o que são absorvidas por outras empresas ou vão amargar endividamentos e falência.
Na verdade, para administrar, conduzir nosso País, os partidos apresentam aos eleitores, seus militantes mais fanfarrões, mais gabolas, mais camelôs e em sua maioria menos preparados? Como acreditar na seriedade de um partido sem um programa de governo coerente com os avanços e conquistas da democracia? Que se pode esperar da incapacidade?
Carecemos de uma legislação de competência, exigindo que os candidatos a cargos públicos apresentem credenciais e histórico de vida transparente. Se aspiramos vir a ser uma nação soberana, vamos espelhar-nos em nações que na prática demonstram ser mais competentes. E, dentre tantas, não se encontra uma só, cujos estadistas e líderes não apresentassem credenciais, históricos de vida dedicada à pátria, à humanidade e saber intelectual superior.
São pensadores, militares de nível com atuação destacada, doutores, artistas, professores, os que conduziram seus povos aos ambientes de prosperidade. Todos dignos do respeito da nação, intransigentes quanto aos princípios e valores culturais, direitos, respeito às Leis e tradições.
Para evoluir no mundo de economia globalizada os países precisam ser dirigidos por equipes dos mais competentes. Precisam de algo mais que o histórico de um ex-agitador sindical ou estudantil, algo mais que membro de um minúsculo agrupamento de seqüestradores e assaltantes de banco - todos escudados numa ideologia totalitária, já desmoralizada. Algo mais que partidos oligárquicos ou que apresentem em seus registros o propósito de restaurar modelos econômicos e ideologias ultrapassadas, violentas e fora do lugar.
Existem escolas para os diplomatas. Existem escolas para os militares superiores. Existem escolas para a administração de empresas. Existem escolas para todas as disciplinas e até uma que se diz de Ciências “políticas”. Mas, para ser um profissional político, basta o papo e o rapapé ao chefe do grêmio partidário. E os “eleitos” são capazes apenas para votar as Leis na direção do cabresto orientado pelo “chefe”, cargo vitalício do tal ou qual partido. Pobres e iludidos, os eleitores irracionais, “escolhem livremente” através de uma maquininha suspeita, os que vão administrar a empresa Brasil. E pagam o pato!
Para fazer o dever de casa dos incompetentes, o sistema contrata assessores caríssimos, consultores da panelinha acadêmica, compadres, tios, primos, namoradas, ongs suspeitas e que não prestam contas, agências de propaganda, horários de tv, páginas ou jornais inteiros, jornalistas corruptos, serviços bancários, jardineiros, massagistas, cabeleleiros e manicures, alfaiates e limpadores de piscina... E claro, um bom grupo de advogados criminalistas. Escapes para a lavagem de dinheiro público...
Nunca vi um diretor de empresa fazendo propaganda das diversas gerências e departamentos. Avaliação sim, para verificar se as metas estão sendo cumpridas, fazer correções e meter o pé na bunda dos incompetentes, abrindo vaga para os mais capazes de produzir. Profissionalismo e competência andam de mãos dadas e as empresas familiares, muitas vezes vão à falência por ignorância dos donos para adotar controles profissionais, escolhendo atribuir as tarefas de direção produtiva ao parente ou ao amigo incompetente.
Lendo Greenspan, topei com a agenda de um presidente eleito nos EUA: “aumentar a competitividade do país incrementando os programas de educação e treinamento.”
As nossas universidades publicas têm folhas de pagamento caríssimas, dão como retorno uma educação deficiente fundamentada num elitismo marxista e intolerante. Suprema teimosia!
A economia financeira resultante do trabalho da nação paga caro os projetos, estudos, planejamentos e direções positivas apontadas para o bem comum, que são “engavetadas” e pouco ou nada significam diante das prioridades das barraqueiros da feira deste tal congresso legislativo, “livremente eleito” (???) Por que as maquininhas que já levantaram tanta suspeição, devidamente abafada, jogada pra baixo do tapete, arquivada para encher a barriga das traças, não emitem o recibo para o eleitor conferir seu voto? Era da informática? Primeiro mundo? Utilizado para engabelar os bestas?
Este é o poder populista dos partidos e seus legisladores ignorantes, controlados por feudos familiares vitalícios que há séculos utilizam todas as políticas de convencimento e persuasão pelo medo, incluindo a ponta do punhal ou bala da pistola de um cangaceiro alugado por míseros vinténs ou mesmo um prato de comida.
Já estamos atrasados para virar as costas ao papo de enrolação dos que se identificam como direita ou esquerda, comunismo ou liberalismo, militarismo ou populismo. Temos de pensar no mundo globalizado exigindo novas ações, novos pensamentos, novos comportamentos tanto dos militares como profissionais competentes para a defesa integral dos interesses do País, como dos conservadores que ainda têm vergonha na cara e aspiram a dignidade de uma nação soberana, como também dos revolucionários que dizem uma coisa e fazem o contrário, disseminando a enrolação e a mentira, em detrimento da ação construtiva de um mundo menos bestial, intolerante e violento.
O Greenspan tem uma citação sobre religiosidade dos marxistas. Lembra que a noção pecaminosa de propriedade privada, obtenção de lucro e empréstimo a juros tem raízes no cristianismo, islamismo e outras religiões... E Karl Marx foi o primeiro a condenar a propriedade privada que tornou-se fundamento do socialismo. As religiões praticam a caridade para reduzir os males da pobreza. Os estados marxistas disseminaram a pobreza e taparam as bocas dos antagonistas por mais de 50 anos. Caiu o muro de Berlim e escancarou-se a diferença entre a sociedade capitalista e o totalitarismo comunista. Em pouco mais de um mês a economia de mercado começou a mudar a cara de Berlim Oriental.
Entre nós, vige a teologia da libertação, enlace espúrio de cristãos (?) e marxistas, mobilizando as guerrilhas do mst, com ajuda econômica dos impostos que os brasileiros da produção ativa pagam para manter escolas com professores das farc e para destruir bens e propriedades publicas e privadas, laboratórios de pesquisa, ocupar estradas impedindo o abastecimento e o transporte... é o populismo com aplauso dos aliados e bênçãos dos governantes marxistas.
À nossa política de feirantes falta a habilidade intelectual, a preparação rigorosa, o envolvimento emotivo com o bem comum, a correção profissional, o senso de pertencer a um conjunto com identidade Brasil, cujas unidades, estados, com vocação e cultura variada devem - e depressa - atuar de modo concorrente e competitivo, sem paternalismos. Somente assim poderão sair da inércia preguiçosa. Algumas iniciativas capitalistas já estão provando esta realidade no nordeste.
A miséria, a pobreza ignorante é superada, sempre que o Estado proporcione a liberdade, as ferramentas para a livre iniciativa, garantindo a propriedade. Aí prevalece o anseio, o movimento de cada cidadão na direção objetiva de sair da merda. Diferente de cobrar impostos e presentear cartões de bolsa família, seria distribuir bônus aos mais pobres, para a compra de empresas estatais e outras, falidas por má administração, ensinando como atuar competitivamente, como superar a pobreza com trabalho e educação.
A gerencia dos negócios nacionais tarda em assumir seu papel de coordenação, pura e simples, afastando-se do bate boca personalista, da intolerância ideológica, da gastança e do roubo, para adotar uma vontade firme e dedicação total ao trabalho, lidando sim com a multiplicidade de interesses, permitindo a competitividade criativa entre os diversos grupos produtivos, ousando incentivar os riscos, a ciência, a tecnologia e criando prioritariamente instrumentos e profissionais capazes para a reeducação da força de trabalho e formação das novas gerações.
Quando isto acontecer, resta somente uma observação: Demorou!
Arlindo Alexandre Montenegro é Apicultor.
Por Arlindo Alexandre Montenegro em 12 de janeiro de 2008
As criações mais geniais da humanidade foram geradas por individualidades e pela difusão do conhecimento, isto é, por pessoas e equipes integralmente dedicadas à ciência. As biografias descrevem pessoas de mente aberta e com elevado senso de liberdade. Pessoas sensatas e voltadas para o bem comum.
Vivemos um momento histórico sem precedentes, em que o impulso do progresso material mobiliza nações e povos que adotaram o capitalismo como forma de organização da economia, marcando novos e crescentes índices de produtividade e competência profissional, relacionada com pesados investimentos em educação e treinamento, habilitação de pessoas. Tudo propiciando melhor qualidade de vida.
Por que será que, nos assuntos políticos, seguimos o caminho inverso?
Parte da resposta foi dada pela Professora de Filosofia da USP, Maria Sylvia, em entrevista à revista Veja: “A censura ideológica neste país é muito grande...Ideologia emburrece.”
Por que será que não adotamos a política de administradores competentes em lugar da incompetência de políticos feirantes?
As empresas mais competentes sediadas em todo o orbe, mesmo por aqui, admitem suas equipes de direção, suas equipes gerenciais e seus trabalhadores, utilizando critérios de capacidade, experiência, gana de aprendizagem e formação profissional continuada, pelo empenho, pela assiduidade e outros valores, de modo a garantir suas metas, objetivos, lucro competitivo no mercado, sem o que são absorvidas por outras empresas ou vão amargar endividamentos e falência.
Na verdade, para administrar, conduzir nosso País, os partidos apresentam aos eleitores, seus militantes mais fanfarrões, mais gabolas, mais camelôs e em sua maioria menos preparados? Como acreditar na seriedade de um partido sem um programa de governo coerente com os avanços e conquistas da democracia? Que se pode esperar da incapacidade?
Carecemos de uma legislação de competência, exigindo que os candidatos a cargos públicos apresentem credenciais e histórico de vida transparente. Se aspiramos vir a ser uma nação soberana, vamos espelhar-nos em nações que na prática demonstram ser mais competentes. E, dentre tantas, não se encontra uma só, cujos estadistas e líderes não apresentassem credenciais, históricos de vida dedicada à pátria, à humanidade e saber intelectual superior.
São pensadores, militares de nível com atuação destacada, doutores, artistas, professores, os que conduziram seus povos aos ambientes de prosperidade. Todos dignos do respeito da nação, intransigentes quanto aos princípios e valores culturais, direitos, respeito às Leis e tradições.
Para evoluir no mundo de economia globalizada os países precisam ser dirigidos por equipes dos mais competentes. Precisam de algo mais que o histórico de um ex-agitador sindical ou estudantil, algo mais que membro de um minúsculo agrupamento de seqüestradores e assaltantes de banco - todos escudados numa ideologia totalitária, já desmoralizada. Algo mais que partidos oligárquicos ou que apresentem em seus registros o propósito de restaurar modelos econômicos e ideologias ultrapassadas, violentas e fora do lugar.
Existem escolas para os diplomatas. Existem escolas para os militares superiores. Existem escolas para a administração de empresas. Existem escolas para todas as disciplinas e até uma que se diz de Ciências “políticas”. Mas, para ser um profissional político, basta o papo e o rapapé ao chefe do grêmio partidário. E os “eleitos” são capazes apenas para votar as Leis na direção do cabresto orientado pelo “chefe”, cargo vitalício do tal ou qual partido. Pobres e iludidos, os eleitores irracionais, “escolhem livremente” através de uma maquininha suspeita, os que vão administrar a empresa Brasil. E pagam o pato!
Para fazer o dever de casa dos incompetentes, o sistema contrata assessores caríssimos, consultores da panelinha acadêmica, compadres, tios, primos, namoradas, ongs suspeitas e que não prestam contas, agências de propaganda, horários de tv, páginas ou jornais inteiros, jornalistas corruptos, serviços bancários, jardineiros, massagistas, cabeleleiros e manicures, alfaiates e limpadores de piscina... E claro, um bom grupo de advogados criminalistas. Escapes para a lavagem de dinheiro público...
Nunca vi um diretor de empresa fazendo propaganda das diversas gerências e departamentos. Avaliação sim, para verificar se as metas estão sendo cumpridas, fazer correções e meter o pé na bunda dos incompetentes, abrindo vaga para os mais capazes de produzir. Profissionalismo e competência andam de mãos dadas e as empresas familiares, muitas vezes vão à falência por ignorância dos donos para adotar controles profissionais, escolhendo atribuir as tarefas de direção produtiva ao parente ou ao amigo incompetente.
Lendo Greenspan, topei com a agenda de um presidente eleito nos EUA: “aumentar a competitividade do país incrementando os programas de educação e treinamento.”
As nossas universidades publicas têm folhas de pagamento caríssimas, dão como retorno uma educação deficiente fundamentada num elitismo marxista e intolerante. Suprema teimosia!
A economia financeira resultante do trabalho da nação paga caro os projetos, estudos, planejamentos e direções positivas apontadas para o bem comum, que são “engavetadas” e pouco ou nada significam diante das prioridades das barraqueiros da feira deste tal congresso legislativo, “livremente eleito” (???) Por que as maquininhas que já levantaram tanta suspeição, devidamente abafada, jogada pra baixo do tapete, arquivada para encher a barriga das traças, não emitem o recibo para o eleitor conferir seu voto? Era da informática? Primeiro mundo? Utilizado para engabelar os bestas?
Este é o poder populista dos partidos e seus legisladores ignorantes, controlados por feudos familiares vitalícios que há séculos utilizam todas as políticas de convencimento e persuasão pelo medo, incluindo a ponta do punhal ou bala da pistola de um cangaceiro alugado por míseros vinténs ou mesmo um prato de comida.
Já estamos atrasados para virar as costas ao papo de enrolação dos que se identificam como direita ou esquerda, comunismo ou liberalismo, militarismo ou populismo. Temos de pensar no mundo globalizado exigindo novas ações, novos pensamentos, novos comportamentos tanto dos militares como profissionais competentes para a defesa integral dos interesses do País, como dos conservadores que ainda têm vergonha na cara e aspiram a dignidade de uma nação soberana, como também dos revolucionários que dizem uma coisa e fazem o contrário, disseminando a enrolação e a mentira, em detrimento da ação construtiva de um mundo menos bestial, intolerante e violento.
O Greenspan tem uma citação sobre religiosidade dos marxistas. Lembra que a noção pecaminosa de propriedade privada, obtenção de lucro e empréstimo a juros tem raízes no cristianismo, islamismo e outras religiões... E Karl Marx foi o primeiro a condenar a propriedade privada que tornou-se fundamento do socialismo. As religiões praticam a caridade para reduzir os males da pobreza. Os estados marxistas disseminaram a pobreza e taparam as bocas dos antagonistas por mais de 50 anos. Caiu o muro de Berlim e escancarou-se a diferença entre a sociedade capitalista e o totalitarismo comunista. Em pouco mais de um mês a economia de mercado começou a mudar a cara de Berlim Oriental.
Entre nós, vige a teologia da libertação, enlace espúrio de cristãos (?) e marxistas, mobilizando as guerrilhas do mst, com ajuda econômica dos impostos que os brasileiros da produção ativa pagam para manter escolas com professores das farc e para destruir bens e propriedades publicas e privadas, laboratórios de pesquisa, ocupar estradas impedindo o abastecimento e o transporte... é o populismo com aplauso dos aliados e bênçãos dos governantes marxistas.
À nossa política de feirantes falta a habilidade intelectual, a preparação rigorosa, o envolvimento emotivo com o bem comum, a correção profissional, o senso de pertencer a um conjunto com identidade Brasil, cujas unidades, estados, com vocação e cultura variada devem - e depressa - atuar de modo concorrente e competitivo, sem paternalismos. Somente assim poderão sair da inércia preguiçosa. Algumas iniciativas capitalistas já estão provando esta realidade no nordeste.
A miséria, a pobreza ignorante é superada, sempre que o Estado proporcione a liberdade, as ferramentas para a livre iniciativa, garantindo a propriedade. Aí prevalece o anseio, o movimento de cada cidadão na direção objetiva de sair da merda. Diferente de cobrar impostos e presentear cartões de bolsa família, seria distribuir bônus aos mais pobres, para a compra de empresas estatais e outras, falidas por má administração, ensinando como atuar competitivamente, como superar a pobreza com trabalho e educação.
A gerencia dos negócios nacionais tarda em assumir seu papel de coordenação, pura e simples, afastando-se do bate boca personalista, da intolerância ideológica, da gastança e do roubo, para adotar uma vontade firme e dedicação total ao trabalho, lidando sim com a multiplicidade de interesses, permitindo a competitividade criativa entre os diversos grupos produtivos, ousando incentivar os riscos, a ciência, a tecnologia e criando prioritariamente instrumentos e profissionais capazes para a reeducação da força de trabalho e formação das novas gerações.
Quando isto acontecer, resta somente uma observação: Demorou!
Arlindo Alexandre Montenegro é Apicultor.
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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".

