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segunda-feira, 13 de abril de 2009

MAS O QUE É ESSA TAL DEMOCRACIA?

MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Reinaldo Azevedo | Quarta, 08 de Abril de 2009 11:10

Cristovam, pegue o boné e vá pra casa. "Abaixo o povo, viva a elite!"
 
Um "texto de formação" para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que, coitado!, ainda não entendeu o regime democrático. Segundo afirmou, se o povo decidisse, em plebiscito, fechar o Congresso, isso não seria golpe. Se ele não entendeu a democracia até agora, esqueçam. Não dá mais tempo. O texto de formação fica só para leitores.

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Suponho que esteja tentando ser, a um só tempo, irônico com as críticas generalizadas ao Congresso e também crítico aos desmandos do Legislativo. Nos termos em que se expressa, no entanto, consegue se mostrar, no máximo, tolo. Seu discurso, aliás, é uma evidência da assustadora mediocridade do Parlamento. Mas nem assim se justificaria o seu fechamento. Uma democracia é obrigada a conviver até com bobagens.

A ironia e argumentação ab absurdo são recursos retóricos válidos num discurso ou numa porfia. O diabo é que essas coisas se desfazem quando o senador afirma que, se o povo votasse pelo fechamento do Parlamento, “isso não seria golpe”.

Errou, senador! Errou feio!


Seria golpe, sim. O senhor tire o bloquinho do bolso e anote aí o que Tio Rei vai dizer — Tio Rei não se importa de aprender com os moços ou de ensinar aos velhos: nem o povo tem legitimidade para fraudar a essência da democracia. Pense, senador, por exemplo, nas cláusulas pétreas da Constituição. Não podem ser mudadas, como o senhor deve saber, por emenda constitucional ou por qualquer outro instrumento. Só uma Constituinte poderia alterá-la. E uma Constituinte requer rompimento da ordem.


Ademais, caro senhor: se fosse dado ao povo votar em tal plebiscito, quem lhe teria facultado tal possibilidade senão um golpista?

Não, não, senador! O Parlamento tem de continuar aberto, operando com todas as suas prerrogativas. E tem de ser decente. Ainda que o senhor, pelo visto, não considere isso possível. Sendo assim, em vez de dizer tolices, tem de pegar o boné e ir pra casa.

Nem o povo tem o direito de, usando os instrumentos da democracia, solapar a democracia. É por isso, senador, que um linchamento, segundo os valores que aprendemos a cultivar, será sempre uma barbárie, independentemente dos motivos, das motivações e do crime cometido por aquele que se quer esfolar. Porque a civilização democrática aprendeu que os julgamentos devem ser feitos em tribunais, garantindo-se o direito de defesa. Ainda que o povo queira o direito de linchar, nós não lho daremos. O senhor me entende? Quer que eu desenhe?

“Nós, quem?”, o senhor poderia perguntar. Respondo sem susto — e quem sabe o senhor fique um tanto arrepiado: “nós, as elites”, os que formos distinguidos, por um conjunto de razões, para zelar por valores que a todos protegem, embora nem todos possam estar dispostos a protegê-los.

O seu destempero retórico pode nascer do desencanto — tenho até certa simpatia pelos desencantados e pelos pessimistas —, mas se deixa tocar pelo populismo mais rasteiro quando supõe que a única fonte de legitimidade da democracia é a maioria. O senhor está errado. Não existe democracia sem a proteção às minorias. Aliás, senador, nem é preciso regime democrático para fazer o que a maioria quer, como o fascismo deixou claro.

Na democracia, senador, a gente tem de ser tão diligente, mas tão diligente, que, se for preciso, a gente ajuda o povo a se proteger de si mesmo...

E de alguns senadores, é claro!
 
***
 
TEXTOS DE FORMAÇÃO – MAS O QUE É ESSA TAL DEMOCRACIA? 
 
Epa, epa, epa! Devagar com o andor!

Muita gente revoltada com as críticas que fiz a Cristovam Buarque. É? Pois acho que ainda fui condescendente. E não me venham com a história de que não entendi a ironia. Leiam direito o meu texto, ora essa! Eu mesmo abordei a hipótese de que ele estava sendo irônico e argumentando ab absurdo — sim, eu lhe dispensei até um pouco de latim... Ocorre que ele disse, com todas as letras, que, se o povo votasse a favor do fechamento do Congresso num plebiscito (que plebiscito???), isso não seria golpe. E aí eu afirmei: "Seria, sim!" Nem o povo tem direito de golpear a democracia. Ao fazer aquela afirmação, Cristovam estava dizendo que toda vontade popular é legítima. E eu digo: “NÃO É”.

Alguns relativistas vieram, então, com suas bizarrices: “Oh, mas os governos são construções históricas, não caem do céu!” Ora, não me digam! Ou então: “Mas o que é a verdadeira democracia?” — estes acreditam que ou a verdade cai do céu, ou tudo é falso. Eu chuto o traseiro de relativistas. Eu não deixo minha carteira dando sopa perto de relativistas. Eu não compraria um carro usado de relativistas. E a razão é simples: eles podem roubar o meu dinheiro ou me vender uma lata imprestável. Afinal, sabem como é, eles têm seus próprios valores...

É claro que a democracia representativa é uma construção histórica. Ela não se assenta apenas na observância das leis (estado de direito), posto que é possível haver “ditaduras de direito” — ou seja: elas só esmagam o cidadão segundo o código discricionário e transformam em leis as proibições as mais estúpidas. A democracia também não se assenta apenas na vontade da maioria, posto que é possível haver regimes violentos que contam com apoio popular, embora suas práticas sejam condenáveis(voltaremos a essa palavra; não se esqueçam dela): os fascismos europeus da década de 40 do século passado são clássicos no gênero; é possível que o Taleban, no Afeganistão, tivesse o apoio da maioria.

Então vejam: o estado de direito não basta para fazer uma democracia. O estado de direito mais a vontade da maioria não bastam para fazer uma democracia. Alguém pode indagar: “E se acrescentarmos aí, Reinaldo, a divisão e independência entre os Poderes? O conjunto basta para fazer uma democracia?” Melhora muito, meus caros. Mas ainda não basta. Digamos — não é o caso, mas digamos! — que o Legislativo e o Executivo na Venezuela, hoje, fossem independentes. Se os três Poderes continuassem irmanados na defesa das mesmas teses ditas “bolivarianas”, esmagando a divergência, não se teria democracia. Mas lhes dou um exemplo ainda mais óbvio.

As teocracias islâmicas, por exemplo, não podem ser democracias. Na maioria delas, há estado de direito, com respeito à vontade da maioria, e os Poderes até são independentes — dentro da independência possível. Ocorre que a religião se torna um redutor de todas as demandas, e seu valordeita sua sombra sobre a sociedade.

Escrevi a palavra-chave: VALOR. Uma democracia tem de estar assentada no estado de direito, na vontade da maioria, na separação e independência entre os Poderes e nos VALORES. Pergunto: é democrático que a maioria decida que nem todos são iguais perante a lei? É democrático que a maioria ache normal que a lei seja posta a serviço do grupo governante da hora? É democrático, para ficar nos termos do senador Cristovam, que o povo decida que não quer mais um Parlamento? Pode haver democracia islâmica, por exemplo, dado que as mulheres, sob o Islã (ou, se quiserem, sob os vários “Islãs”), não têm os mesmos direitos dos homens? "Ah, não se trata de uma questão de direitos, mas de cultura..." Pois é! Eu fico com os direitos...

A tese de que a vontade da maioria é a verdadeira força da democracia é autoritária e filoditatorial. Eu realmente acredito que alguns valores sociais e morais são patrimônios incorporados à evolução da civilização, como as vacinas por exemplo — e, a exemplo delas, nos fazem viver melhor. Eu realmente acredito que alguns valores da chamada cultura ocidental — como tolerância, respeito a minorias, igualdade perante a lei, liberdade religiosa — a fazem superior a outras realidades culturais.

Como diria Barack Hussein Obama, eu não estou em guerra com o Islã — nem com ninguém. Eu sou, isto sim, é um defensor radical, intransigente mesmo, desses valores. E, com efeito, acredito que os homens de toda a terra viveriam melhor sob o seu abrigo.

Sob este ponto de vista, reconheço meu lado quase jesuítico. Acho que os valores da democracia têm de ser espalhados pelos quatro cantos da terra. E creio que devem ser devidamente contidos aqueles que, mesmo estando entre nós, pretendem sabotá-los. Porque o regime de liberdades pode tolerar quase tudo — só não pode tolerar os intolerantes.

Houvesse um símbolo ou emblema para o regime democrático, como há para o cristianismo, por exemplo, eu não teria dúvida de nele inscrever a frase "In hoc signo vinces".
 
Publicado originalmente no Blog do Reinaldo Azevedo 

Não perca: deputado inglês esculhamba o primeiro-ministro

A dica veio do MÍDIA SEM MÁSCARA, fui até o YouTube e encontrei uma versão com legendas em inglês e com a transcrição do discurso logo abaixo do vídeo, também em inglês.

Texto do MSM: "Daniel Hannan, representante do Sudeste da Inglaterra no Parlamento Europeu, fez em dez minutos um dos mais brilhantes discursos políticos dos últimos tempos, mostrando como as políticas estatizantes estão destruindo a economia do seu país. Elegante, mas simples e direto, Hannan conquistou seu lugar na tradição dos grandes oradores britânicos, de Edmund Burke a Winston Churchill. Não deixe de ver: "



Discurso: "Prime Minister, I see youve already mastered the essential craft of the European politician, namely the ability to say one thing in this chamber and a very different thing to your home electorate. Youve spoken here about free trade, and amen to that. Who would have guessed, listening to you just now, that you were the author of the phrase British jobs for British workers and that you have subsidised, where you have not nationalised outright, swathes of our economy, including the car industry and many of the banks? Perhaps you would have more moral authority in this house if your actions matched your words? Perhaps you would have more legitimacy in the councils of the world if the United Kingdom were not going into this recession in the worst condition of any G20 country?

The truth, Prime Minister, is that you have run out of our money. The country as a whole is now in negative equity. Every British child is born owing around £20,000. Servicing the interest on that debt is going to cost more than educating the child. Now, once again today you try to spread the blame around; you spoke about an international recession, international crisis. Well, it is true that we are all sailing together into the squalls. But not every vessel in the convoy is in the same dilapidated condition. Other ships used the good years to caulk their hulls and clear their rigging; in other words to pay off debt. But you used the good years to raise borrowing yet further. As a consequence, under your captaincy, our hull is pressed deep into the water line under the accumulated weight of your debt We are now running a deficit that touches 10% of GDP, an almost unbelievable figure. More than Pakistan, more than Hungary; countries where the IMF have already been called in. Now, its not that youre not apologising; like everyone else I have long accepted that youre pathologically incapable of accepting responsibility for these things. Its that youre carrying on, wilfully worsening our situation, wantonly spending what little we have left. Last year - in the last twelve months a hundred thousand private sector jobs have been lost and yet you created thirty thousand public sector jobs.

Prime Minister, you cannot carry on for ever squeezing the productive bit of the economy in order to fund an unprecedented engorgement of the unproductive bit. You cannot spend your way out of recession or borrow your way out of debt. And when you repeat, in that wooden and perfunctory way, that our situation is better than others, that were well-placed to weather the storm, I have to tell you that you sound like a Brezhnev-era apparatchik giving the party line. You know, and we know, and you know that we know that its nonsense! Everyone knows that Britain is worse off than any other country as we go into these hard times. The IMF has said so; the European Commission has said so; the markets have said so which is why our currency has devalued by thirty percent. And soon the voters too will get their chance to say so. They can see what the markets have already seen: that you are the devalued Prime Minister of a devalued government."

E uma entrevista sobre a repercussão do discurso:



As bases que fundamentam o Nazismo

MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Murilo Medeiros  |  Ter, 07 de Abril de 2009 09:50

Muitos historiadores tentaram explicar o surgimento do nazismo de diferentes formas. O enfoque do economista Mises, no entanto, é bastante peculiar, pois mostra como o nazismo foi um filhote da mentalidade estatizante que dominou o mundo na época, e a Alemanha em particular. O prisma econômico de Mises permite uma abordagem transparente, que desfaz uma das maiores inversões já criadas na história: a ideia de que o nazismo é de “direita” e, portanto, oposto ao socialismo e mais próximo do capitalismo. Socialismo, afinal, trata de um sistema econômico de organização da sociedade, defendendo meios públicos de produção, contra o pilar do capitalismo, que é a propriedade privada. Analisando por este ângulo, fica evidente a proximidade entre nazismo e socialismo, ambos totalmente opostos ao capitalismo de livre mercado. 

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Quando se fala em nazismo, o anti-semitismo é uma das primeiras características que vem à mente. Mises mostra, no entanto, que esse ódio racial foi apenas um pretexto utilizado pelos nazistas, transformando os judeus em bodes expiatórios. Era impossível diferenciar antropologicamente alemães judeus dos não-judeus. Não existem características raciais exclusivamente judaicas, e o “arianismo” não passava de uma ilusão. As leis nazistas de discriminação contra os judeus não tinham ligação com considerações da raça em si. Eles se uniram aos italianos e japoneses, sem ligação alguma com a “supremacia racial nórdica”, enquanto desprezavam os nórdicos que não simpatizavam com seus planos de domínio mundial. Tantas contradições não incomodavam os “arianos”, pois o racismo não era a causa do movimento, e sim um meio político para seus fins. 

Tudo aquilo que representava um empecilho no caminho do poder total era considerado “judeu” pelos nazistas. Apesar de os nacionalistas alemães considerarem o bolchevismo uma criação judaica, isso não os impediu de cooperar com os comunistas alemães contra a República de Weimar, ou de treinar seus guardas de elite nos campos de artilharia e aviação russos entre 1923 e 1933. Também não os impediu de costurar um acordo de cumplicidade política e militar com a União Soviética entre 1939 e 1941. Mesmo assim, a opinião pública defende que o nazismo e o bolchevismo são filosofias implacavelmente opostas. O simples fato de que os dois grupos lutaram um contra o outro não prova que suas filosofias e princípios sejam diferentes. Sempre existiram guerras entre pessoas do mesmo credo ou filosofia. Se a meta for a mesma – o poder – então será natural uma colisão entre ambos. O rei Charles V disse uma vez que estava em pleno acordo com seu primo, o rei da França, pois ambos lutavam contra o outro pelo mesmo objetivo: Milão. Hitler e Stalin miravam no mesmo alvo. Ambos desejavam governar a Polônia, a Ucrânia e os estados bálticos. Além disso, disputavam o mesmo tipo de mentalidade, aqueles desesperados que estão dispostos a sacrificar a liberdade em prol de alguma promessa de segurança. Nada mais normal do que um bater de frente com o outro, quando sustentar o acordo mútuo ficou complicado demais. Não devemos esquecer que os socialistas de diferentes credos sempre lutaram uns contra os outros, e isso não os torna menos socialistas. Stalin não virou menos socialista porque brigou com Trotsky. 

Os bolcheviques partiram na frente em termos de conquista de poder, e o sucesso militar de Lênin encorajou tanto Mussolini como Hitler. O fascismo italiano e o nazismo alemão adotaram os métodos políticos da União Soviética. Eles importaram da Rússia o sistema de partido único, a posição privilegiada da polícia secreta, a organização de partidos aliados no exterior para lutar contra seus governos locais e praticar sabotagem e espionagem, a execução e prisão os adversários políticos, os campos de concentração, a punição aos familiares de exilados e os métodos de propaganda. Como Mises disse, a questão não é em quais aspectos ambos os sistemas são parecidos, mas sim em quais eles diferem. O nazismo não rejeita o marxismo porque sua meta é o socialismo, e sim porque ele advoga o internacionalismo. Ambos são anticapitalistas e antiliberais, delegando todo o poder ao governo centralizado e planejador. No nazismo, a propriedade privada não foi abolida de jure, mas foi de facto, e os empresários eram nada mais do que “gerentes administrativos”, obedecendo a ordens do governo, que decidia sobre tudo, incluindo alocação de capital e preços exercidos. 

É verdade que Hitler conseguiu subsídios das grandes empresas na primeira fase de sua carreira política. Mas ele tomou esse dinheiro como um rei toma o tributo de seus súditos. Se os empresários negassem o que era demandado, Hitler teria os sabotado ou mesmo usado violência. Os empresários preferiram ser reduzidos ao papel de gerentes administrativos sob o nazismo a ser liquidados pelo comunismo no estilo soviético. Não havia uma terceira opção naquele contexto. Tanto a força como o dinheiro eram impotentes contra as ideias, e estas apontavam na direção da estatização da economia. O próprio Hitler concluiu que não era necessário socializar os meios de produção oficialmente. Ele havia socializado os homens! Os empresários alemães contribuíram com parte do avanço nazista, assim como várias outras camadas da nação, incluindo as igrejas, tanto a católica como a protestante (*). O lamentável fato é que a maioria do povo alemão abraçou o nacional-socialismo. 

O cenário catastrófico da economia foi crucial para criar um terreno fértil ao nazismo. Mas o fato de existir uma doença não explica, por si só, a busca por um determinado remédio. Esse remédio é procurado porque o doente acredita que ele pode curá-lo. Logo, o caos econômico na Alemanha só levou ao nazismo porque muitos passaram a acreditar que este era o caminho da salvação. E isso foi uma consequência das ideias estatizantes, mercantilistas, que espalharam a falácia de que mais espaço físico e recursos naturais deveriam ser conquistados pelos alemães para garantir o suprimento doméstico e a retomada do crescimento. A inflação que devastou a economia não era vista como resultado das políticas do governo, mas sim como um problema do capitalismo internacional. A mentalidade de guerra, que encara o comércio entre nações como um jogo de perde e ganha, foi fundamental para o crescimento nazista. Poucos compreendiam as vantagens do livre comércio, da divisão internacional de trabalho. Para os males causados pelo intervencionismo estatal, mais estado foi proposto como solução. A ignorância econômica da grande maioria dos alemães foi o que permitiu o avanço do nacionalismo-socialista radical. 

Os aspectos fundamentais da ideologia nazista não diferem daqueles geralmente aceitos pelas demais ideologias estatizantes. O controle da economia deve ser estatal. O lucro é visto com enorme desdém. O planejamento centralizado é uma panaceia para os males econômicos. As importações são encaradas como uma invasão estrangeira negativa. O individualismo deve ser duramente combatido em prol do coletivismo. Eis o arcabouço ideológico que possibilitou a conquista do poder pelos nazistas, que derrubaram os concorrentes estatizantes porque estavam dispostos a defender até as últimas consequências esta mentalidade. Os pilares do nazismo foram erguidos sobre a mentalidade estatizante da época. A idolatria ao estado e a desconfiança em relação ao livre comércio sustentaram os dogmas nazistas. Mises afirma que somente através da destruição total do nazismo o mundo poderá retomar suas conquistas e melhorar a organização social, construindo uma boa sociedade. Infelizmente, os pilares de sua ideologia permanecem conquistando muitos adeptos, ainda que sob diferentes rótulos. São estes pilares que devem ser atacados para a garantia do progresso da civilização.


Nota do M.E.:


* Para mais detalhes sobre a problemática das Igrejas e o nazismo conferir os capítulos "Descida ao abismo eclesiástico: A Igreja Evangélica" e "Descida ao abismo eclesiástico: a Igreja Católica" do livroHitler e os Alemães (Voegelin, Eric; E Realizações, 2008):  Voegelin afirma que houve um problema de desordem e corrupção intelectual e espiritual em toda a sociedade a Alemã, inclusive nas Igrejas. Explica que os funcionários eclesiáticos não passavam de fucionários do estado; a "Igreja" era um componente das operações do estado que eram levadas a efeito pelo Partido Nacional-Socialista.

“ESTADÃO” A SOLDO DO PT

NIVALDO CORDEIRO
27 de março de 2009

 

Pouco a pouco se instala no Brasil o terror policial contra a plutocracia nacional. A esquerda, na marcha da sua revolução pela via de Antonio Gramsci, aparelhou a tal ponto os órgãos do Estado que o terror policial passou a ser tolerado como normalidade. O terror já faz parte da paisagem cotidiana, é manchete diária dos jornais.

 

Vimos o caso esdrúxulo da proprietária da loja Daslu ser condenada à inacreditável pena de 94 anos de prisão, que nem mesmo homicidas hediondos matadores de pais e de criancinhas receberam por seus crimes. A senhora Eliana Maria Tranchesi cometeu o “crime” mais bárbaro na ótica dos revolucionários, o de ter enriquecido por seus próprios méritos, por seu próprio empreendedorismo. Não vimos uma única palavra no jornal “Estadão” contra esse abuso judicial, que começou muito antes, pela formatação do sistema legal espúrio, tipificando crimes que não deveriam existir enquanto tal. E pelas escutas telefônicas “legais” (um abuso policial totalitário). Eis o desfecho  justiceiro da Justiça tornada revolucionária.

 

O mesmo caso vimos quando do episódio da prisão de Daniel Dantas. O aparelhamento das forças policiais federais contra empresários enquanto tal e, em especial, contra aqueles ligados aos grupos políticos tidos por inimigos tornou-se rotina. Ser empresário no Brasil hoje se tornou algo muito perigoso. Como o Estado é o grande cliente da maior parte das grandes empresas, elas têm que vender para ele de qualquer forma. E vender para o Estado é se submeter às máfias esquerdistas que o controlam e cobram propinas, como toda a gente sabe e ficou muito claro por ocasião da CPI dos Correios e no depoimento do ex-deputado Roberto Jefferson. E fazer negócios com esses mafiosos significa o risco de que eles mesmos usem a lei (moldada por eles mesmos), a polícia e a Justiça a qualquer momento, ao seu bel prazer, contra os fornecedores do Estado e contra qualquer um que se ponha no seu caminho.

 

É a lei positiva utilizada como guilhotina contra as pessoas de bem, que não têm como escapar às armadilhas. Essa gente precisa ter uma vida produtiva e vida produtiva exige vender ao Estado.  A situação lembra muito aquilo que aconteceu na Alemanha de Hitler. Quem não virou vassalo dos governantes nazistas foi simplesmente destruído, seja economicamente, seja moralmente. Muitos foram parar na prisão em face da inexorável lei injusta. O filme A LISTA DE SCHINDLER é uma crônica memorável desse momento funesto da História. Outro filme sobre a falsa Justiça sob revolucionários é o formidável UMA MULHER CONTRA HITLER. A lei praticando e suportando a mais hedionda injustiça

 

Escrevo essa nota, caro leitor, para apontar a má fé do “Estadão”, jornal posto a serviço do Planalto, como de resto toda a mídia. O caso dos grampos envolvendo o Grupo Camargo Correa, um dos gigantes da construção civil no Brasil, foi tão escandaloso que assustou a plutocracia nacional, tanto que mandaram plantar uma manchete “solidária” aos companheiros plutocratas:. “Operação assusta o Planalto”. Uma mentira escandalosa. Alguém imagina o Planalto assustado com os frutos de suas ações? O conteúdo da matéria não poderia ser mais ridículo, posto em negrito no alto da capa do jornal: “O advogado Marcio Thomaz Bastos, ex-ministro e conselheiro do presidente Lula, atendeu a solicitação do Palácio do Planalto e foi contratado pela Camargo Correa”. Ora, Lula agora escolhe os advogados das vítimas? Será isso um antídoto contra o totalitarismo em marcha? Deus nos acuda. Só um imbecil para engolir uma notícia dessa.

 

Vemos aqui o exemplo clássico da desinformação, da mentira pura e simples transformada em nota soporífera objetivando tranqüilizar a opinião pública. Fique atento, caro leitor. Esse movimento contra a Camargo Correa na verdade é um movimento ligado à sucessão de 2010. Um aviso do PT aos financiadores de campanha. Quem não estiver com eles estará contra eles. O PT não vai entregar o poder de bandeja, isso eu tenho escrito desde sempre.Será que elegerão a Dilma fazendo morrer de medo os financiadores da oposição? Estaremos diante do grande lance do PT para transformar a ex-guerrilheira Dilma na futura presidente? Penso que sim.

 

Primeiro vieram e pegaram o Daniel Dantes. Depois a Eliana Tranchesi (que deu emprego para a filha do Geraldo Alckmin, diga-se, e por isso tornou-se alvo dos revolucionários). Agora os diretores da Camargo Correa. Quem serão os próximos? Quando empastelarão o “Estadão”?

 

Meu caro leitor, essa gente que está indo para as masmorras, como Daniel Dantas e Eliana Tranchesi, merece ir por causa não dos alegados crimes impingidos pela arapongagem. Eles na verdade cometeram outros dois crimes que não estão tipificados no Código Penal: covardia diante dos inimigos de classe (e da civilização) quando eles começaram sua escalada ao poder e apoio político e financeiro aos seus algozes, uma vez no poder. Por isso merecem o castigo e muito mais. Não me causam nenhum sentimento de pena, mas de repulsa moral.

Dois artigos de Nivaldo Cordeiro - Totalitarismo em marcha e Totalitarismo imperfeito

MÍDIA SEM MÁSCARA

NIVALDO CORDEIRO | 09 ABRIL 2009 e
NIVALDO CORDEIRO | 11 ABRIL 2009


TOTALITARISMO EM MARCHA


Querem a perfectibilidade humana produzida pelo sistema legal e patrocinada pelo Estado. Essa tentação desgraçada ganhou corpo no século XX e agora se expandiu de maneira incontrolável.


Os jornais de hoje (8 de abril) deram destaque para a aprovação, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, do projeto de lei de iniciativa do governador José Serra que veda o uso de cigarros e derivados do tabaco em locais públicos. Chama a atenção a esmagadora maioria obtida no plenário, 69 votos favoráveis contra apenas 18 contrários. Esta lei está em conformidade com a Lei Seca, a que criminaliza no âmbito federal o uso de álcool por motoristas, ainda que em quantidades mínimas.


Meu caro leitor, estamos vendo a construção paulatina da forma mais perversa de totalitarismo, aquela feita pelo “aperfeiçoamento” do sistema jurídico, ainda que mantidas as formalidades da democracia. A cada inovação legal vemos que o espaço de liberdade individual vai se estreitando. Quero aqui me perguntar por que isso está acontecendo, porque uma formidável maioria parlamentar se formou para aprovar um monstro jurídico dessa natureza. O que se esconde por detrás de iniciativas legislativa assim?


Por primeiro, tenho que sublinhar que o sentido da democracia representativa existe quando o respeito às minorias é garantido. Essa lei infringe diretamente esse princípio. Admito que hoje os fumantes sejam em menor número do que aqueles que não fumam, mas nem por isso são cidadãos de segunda classe. Essa gente precisa ter seu espaço de liberdade individual respeitado. Uma lei dessa natureza simplesmente revoga o direto de fumar. Por mais que médicos bem intencionados digam que o fumo não faz bem à saúde, algo que não tem comprovação científica inquestionável (meu pai morreu aos 77 anos e fumou desde os dez anos, vítima de um mal não associado ao uso do cigarro, por exemplo), não se pode permitir que o Estado use a força para curar preventivamente quem quer que seja, da mesma forma, a Lei Seca trabalha no conceito de pré-crime, como se o usuário de álcool pudesse ser criminalizado por um suposto crime futuro que viesse a se materializar por dirigir alcoolizado, em qualquer grau.


O que vemos aqui é o mecanismo psíquico das multidões em funcionamento, as massas estúpidas que raciocinam como animais de rebanho ditando o suposto bem comum que gostariam de ver no homem. Querem a perfectibilidade humana produzida pelo sistema legal e patrocinada pelo Estado. Essa tentação desgraçada ganhou corpo no século XX e agora se expandiu de maneira incontrolável. As leis são como cânceres em metástase, uma tentativa de aperfeiçoar o homem leva sempre a uma seguinte. Por que não? Se for possível isso – a ilusão da perfeição humana produzida pelos meios jurídicos – então essa maioria estúpida leva a lógica às últimas conseqüências. E o que vemos é que as leis iníquas geram uma prisão invisível que faz dos brasileiros bois de curral.


O sofisma em que se apóia essa fúria legiferante tem dois lados. De um lado a suposição de que o homem pode ser aperfeiçoado pela engenharia jurídica estatal. Do outro, que a maioria pode ditar seus preconceitos às minorias, ao ponto de eliminá-las, como se tenta agora aos fumantes. Foi assim que começou a experiência nazista contra os judeus. Foi assim que Chicago gerou Al Capone.


Leis dessa natureza contrariam o próprio espírito da democracia, traduzindo-se no seu contrário. A criminalização das banalidades da vida não tolhe apenas as liberdades individuais, ela objetivamente sujeita o cidadão às masmorras do Estado (ou a prejuízos financeiros abusivos) ao menor descuido. Nos EUA 2% da população masculina adulta já estão atrás das grades cumprindo pena, pois naquele país a ânsia por aperfeiçoar os homens por força de lei é esforço mais antigo que aqui. O resultado dessa loucura é a multiplicação das polícias, dos fiscais e das prisões. Viver agora se tornou algo perigoso não por causas outras que não o próprio Estado, que avocou para si a condição divina de tornar os homens perfeitos.


Temos que meditar sobre a motivação dos homens que fazem essas leis iníquas. O que eles querem é uma coisa só: agradar às massas. Então fazem leis que tenham ressonância sobre a sua clientela eleitoral, para informar no horário eleitoral que tal lei é de sua iniciativa, exibindo-a como distintivo. Vivemos a ditadura das multidões estúpidas e os homens a quem cabia conduzi-las são eles mesmo conduzidos pela vontade das massas. Os verdadeiros governantes hoje não são aqueles que têm mandato, mas sim, seus marqueteiros políticos, que lhes dizem o que as massas desejam. É o rabo balançando a cabeça, não a cabeça balançando o rabo. Pesquisas de opinião valem mais do que o voto nas urnas.


A lei será sempre inexorável. Um monstrengo desses, uma vez aprovado, levará muito tempo para ser revogado. E supondo que nossos homens públicos cada vez mais procuram governar atendendo aos apelos das multidões estúpidas, tais dispositivos nunca serão revogados e serão multiplicados. Os homens e mulheres que continuam lúcidos e ciosos de sua liberdade individual correm agora o grande perigo de se tornarem a clientela preferencial do sistema prisional, serão os novos marginais, à margem da lei. Um mundo de horrores é o que nos aguarda.


Não deixa de ser cinicamente paradoxal que as mesmas pessoas que advogam pelas leis antitabagistas são aquelas que querem descriminalizar o uso de entorpecentes, como a maconha. O mundo está de cabeça para baixo. Os homens de bem precisam se unir para fazer frente à estupidez das massas, senão poderão ser destruídos. É a hora do bom combate.


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TOTALITARISMO IMPERFEITO


Eu nunca me esqueço de que Hitler subiu ao poder usando da sua obsessão  com o tema da saúde como plataforma, como faz agora José Serra. Ficaram famosas suas “guerras” contra o câncer e outras doenças. Ninguém podia fumar perto dele, que também não consumia carne por supostamente fazer mal à saúde.


Resolvi voltar ao tema do artigo anterior (Cavaleiro do Templo: acima) depois de ler os comentários da jornalista Barbara Gancia na Folha de São Paulo, em sua edição de hoje.  Rememoremos. O governador José Serra apresentou projeto de lei praticamente vedando o uso de tabaco em locais públicos no Estado de São Paulo. A Assembléia Legislativa o aprovou por ampla maioria e o monstrengo legal deverá ser sancionado proximamente. Mais um entulho legal totalitário a infernizar a vida das pessoas. Devo lembrar ao caro leitor que não advogo em causa própria, pois não faço uso do cigarro. Peguei o tema como exemplo do movimento geral que percebo das esquerdas revolucionárias ora governantes. Suas inovações jurídico-legais formam um movimento em pinça que objetiva duas metas importantes: impor a qualquer custo a homogeneização da distribuição de renda, roubando os contribuintes que trabalham e cevando vastas multidões de desocupados com remunerações ilegítimas pagas por impostos; e a regulação da vida pessoal ao ponto de se suprimir a espontaneidade da existência cotidiana.


Em artigo mais antigo  demonstrei que o filósofo Ortega y Gasset percebeu o mesmo fenômeno na Europa do seu tempo, fato que registrou no livro monumental A REBELIÃO DAS MASSAS, publicado em 1930. Nas suas palavras: “O estatismo é a forma superior que tomam a violência e a ação direta constituídas em normas. Através e por meio do Estado, máquina anônima, as massas atuam por si mesmas”. Estamos em plena rebelião das massas novamente.


Essa lei do governador José Serra é nada mais nada menos que isso, uma forma superior de violência direta contra os homens e mulheres livres. A burocratização da vida cotidiana ao ponto da asfixia está em grau avançado e outro nome não existe para esse processo que não ditadura. Caberia ao governante lúcido avocar para si a proteção das liberdades e das minorias; José Serra faz o seu contrário, no anseio de se credenciar junto às multidões cretinas para receber seus votos.


Mas voltemos ao texto de Barbara Gancia. Lamenta a autora que a lei não tenha sido mais abrangente: “Aos termocéfalos que ainda insistem em se matar a baforadas, ficou reservado o olho da rua e a intimidade (por quanto tempo, ninguém sabe) do próprio lar”. A articulista propõe implicitamente que tal lei deveria impedir o cigarro até mesmo no ambiente do lar, na inviolabilidade da intimidade da pessoa. A estúpida senhora completa: “Nenhum ser provido de massa encefálica pode ser contrário a uma lei que visa proteger os fumantes passivos, evita doenças graves e promove uma melhora generalizada na saúde da população”.


Eu nunca me esqueço de que Hitler subiu ao poder usando da sua obsessão  com o tema da saúde como plataforma, como faz agora José Serra. Ficaram famosas suas “guerras” contra o câncer e outras doenças. Ninguém podia fumar perto dele, que também não consumia carne por supostamente fazer mal à saúde. Veja, caro leitor, que só seres moralmente deformados como Hitler avocam a si a condições de aperfeiçoar a humanidade por meio do Estado e onde isso aconteceu a ditadura virou instituição. Mesmo nos EUA vive-se a ditadura do politicamente correto e a indústria mais próspera de lá, que não sofreu com a atual crise econômica, é a ampliação da oferta de novas vagas no sistema prisional. Tudo para a sua segurança e sua saúde.


Tentando ser espirituosa, Barbara Gancia concluiu assim o seu artigo: “Na quarta-feira, jantei na companhia de amigos em um restaurante fantástico dos Jardins. Éramos 16 à mesa, a maioria advogados. Perguntei sobre a lei antifumo e ouvi que ela pode fracassar por conta da enxurrada de contestações que chegarão aos tribunais. Olhei ao meu redor e percebi uma penca de fumantes exercitando o seu vício como se não houvesse amanhã”. Veja, caro leitor, que ela deixa no ar que exercitar o direito constitucional de entrar com mandatos de segurança é nocivo (como contestar uma lei supostamente tão boa e preocupada com a saúde de todos?). E observa seus amigos fumantes exercitando um suposto vício, algo contestável, esquecendo-se que a humanidade fuma desde que descobriu-se o tabaco. Ela não enxerga o óbvio: que seus amigos apenas exerciam a sua liberdade, que pessoas adultas, capazes e bem formadas, juristas ou não, são donas de suas próprias vidas. Mas liberdade é algo que essas almas deformadas pelo totalitarismo não suportam. 


Nos próximos dias veremos muitos artigos de formadores de opinião assalariados ao poder fazerem a defesa dessa lei estúpida. Atente, caro leitor: são todos eles mentirosos e mal intencionados. São cabos eleitorais de ditadores por vocação. São companheiros de viagem da revolução em marcha. São lacaios dos coletivistas totalitários. Querem destruir o bem mais precioso: a liberdade individual. Precisamos resistir. Existir é resistir. Nenhuma Bárbara Gancia escreverá essas alucinações mentirosas sem ser objeto de minhas contestações. Pode me aguardar.


Aproveito para desejar a você, caro leitor, uma Feliz Páscoa, na paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. 


Veja outros artigos deste autor

É absolutamente impossível a existência de comunistas ao final de uma psicoterapia bem feita

Recebi este por e-mail 


-------Mensagem original-------
 
De: F
Data: 04/10/09 20:19:22
Para: M.
Assunto: feliz pascoa
 
E aí, M.? Beleza?
 
Preliminarmente, FELIZ PÁSCOA!
 
Agora, voltando aos nossos debates sobre religião e mística, me explica isto que está lá embaixo, em seu Blog:
 
2. É absolutamente impossível a existência de comunistas ao final de uma psicoterapia bem feita.

3.
Porque comunismo e sanidade moral e emocional são antíteses tão perfeitas quanto comunismo e cristianismo.

4. Não é 'achismo', mas diagnóstico experimental.

Abraço

F.


***


Arre! e cazzo! que alguém finalmente perguntou! Por que cargas d'água nos envergonhamos de não saber!? Ou perdemos de vez a necessidade de conhecer?

..................................................................................................................
 
Primeiro:

A quantidade, facilidade e fidedignidade de fontes e testemunhas - pessoais, literárias, midiáticas - que explicitam o que seja o comunismo, que desmascaram sua malevolência ao oferecer comprovação factual insofismável sobre sua intrínseca destrutividade e incentivo à corrupção, é tão acessível que apenas a ignorância mais primária pode ser vitimizada.

Este desconhecer é usual entre os muito jovens, entre os deseducados e os analfabetos, o que os torna vítimas preferenciais dos "agentes de influência".

Supondo que sejam seres basicamente sadios, com pelo menos o mínimo de senso do certo-e-errado e com humanas parcelas de bondade e apreço pelos valores morais, bastará informá-los, dar-lhes acesso à verdade sobre tal visão de mundo para que dela se afastem repugnados.

Entretanto, se não obstante a adesão se mantém apesar de haver tomado ciência do horror implícito na praxis comunista, algum fator irracional, de potente conteúdo emocional motivador, deverá estar atuando.

Em meu trabalho com clientes esquerdistas descobri que a aderência teimosa se dá não apesar da destrutividade, mas precisamente por causa dela.
 
Curtinho: há, sempre, um ódio feroz - consciente ou não - que se baba de satisfação malévola ante a perspectiva de exercer poder para humilhar, ferir, empobrecer, anular, degradar, destruir o Outro.
 
Em nenhum dos casos pessoalmente trabalhados encontrei qualquer traço de experiências reais de vitimização pelo Outro, eventos de sofrimento deliberada e ativamente causados pelo Outro, para 'justificar' - explicativamente - um tal ódio. Por trás dos propalados 'amor à justiça', 'nobre anseio por igualdade de direitos', 'compaixão pelos excluídos' - racionalizações vagabundas facilmente desmascaradas, surgiu aquilo que ofendia mortalmente a tais indivíduos:  apenas e exclusivamente a mera existência do Outro.

O passo seguinte foi a descoberta que não era um Outro qualquer este objeto de ódio e rancor, mas o Outro diferenciado por posses, inteligência, talento, integridade, caráter, conhecimento, elegância, beleza, aceitação, admiração e enfim, tudo aquilo que - aos olhos do indivíduo -permitiria ao Outro aquilo que ele, odiento, jamais teve: amor, alegria, auto-estima, felicidade.

O que tais pessoas não suportam, aquilo que as ofende até ao fundo das tripas, é o bem-estar alheio.

E este peculiar estado psíquico é conhecido desde o tempo das cavernas:

 INVEJA.

O mais popularmente detestado dos vícios humanos - e o menos confessado ou sequer reconhecido em si mesmo.

E, entretanto, todos nós bichos-gente somos suscetíveis a ele.

Nenhum bípede neste planeta é tão seguro de si mesmo que não haja, alguma vez, sentido o ácido aguilhão deste monstro.

Não o reconhecemos porque reconhecer dói. 

O invejoso se auto-corrói, envenena-se e se intoxica a si mesmo, porque inveja é extrema humilhação - é reconhecer-se inferior. Esta emoção, mesquinha, inferior e degradante, é fonte de quase insuportável sofrimento para seus viciosos escravos. E a ignorância de si induz automaticamente a indentificar-se com a coisa - passo a SER a inveja e o sofrimento.
Daí a compulsiva e furiosa necessidade de destruir o objeto de inveja.

Os criadores da ideologia, e acredito que Marx e Engels foram apenas veículos, conhecem profundamente a psiquê humana e empenharam-se em estruturar um arcabouço conceitual a preceito para apoiar, alimentar e 'justificar' o que de pior possa existir no homem. Uma das razões porque o socialismo é sempre grupal é a necessidade da aceitação, valoração, apoio e validação mútuos, entre iguais - se todos pensam como eu, devo estar certo. O entusiástico apoio pelo grupo de iguais favorece a adesão a anti-valores óbvios e a 'justificada' petrificação da auto-cegueira.

Claro que o primeiro passo ascendente para a sanidade emocional nestas pessoas seria a honestidade para consigo e a coragem de encarar-se, sem máscaras, sem desculpas.
Reconhecer-se pelo que está se deixando ser, para eventualmente descobrir-se pelo que realmente se É.

Já lhe disse que seremos luminosos ou trevosos pela deliberada escolha de qual das duas instâncias preferencialmente alimentamos, mas a possibilidade de optar só ocorre com a consciência dos elementos em jogo, de suas naturezas e origens - consciência por auto-conhecimento, a mais árdua tarefa possíevel para os humanos - e, claro, a mais temida, e portanto, apaixonadamente destestada.

Para alguns esquertúpidos mais intelectualizados - jornalistas, escritores, catedráticos e similares - há ademais a imensa vaidade a impedir a reequilibração salvadora. Reconhecer - necessariamente em público, dadas as profissões - que esteve mentindo para defender uma mentira, lutando pela prevalência de um crime contra a humanidade, sendo estupidamente apoio e apóstolo de canalhas dementes, um tonto e risível "idiota-útil"... não é pra qualquer um.

"Dar o braço a torcer" exige coragem, honestidade, humildade, generosidade... Todas raras. E praticamente inexistentes entre esquerdiotas que por décadas alimentaram aquilo que de pior existia em suas pessoas, por covardia e intrínseca desonestidade para consigo e os demais.

Sua covardia essencial os levou a alimentar o negativo; a inevitável conseqüência é a corrupção gradual e crescente, tão funda às vezes que se faz irreversível. Para os mais inteligentes, inevitavelmente chega o momento de perceber que a ideologia é absolutamente falsa, uma máscara composta de sofismas que a maneira de anzóis engancham-se firmemente, precisamente naquilo que possa existir de mais podre e degradado nas personalidades, comprando sua fidelidade fanática pela aceitação justificadora de seu mau caratismo. É a força fixadora deste gancho que permite instrumentalizar fria e cinicamente estes idiotas-úteis para fins de poder, ao tempo que paulatinamente os faz aceitar a crescente corrupção de si mesmos.

Uma característica típica de seus quadros - que, para meu horror, vem se repetindo em nossas empresas - é ser a ascenção na escala hierárquica condicionada aos que apresentam maiores graus de corrupção: quanto mais canalha e desumano, maiores as chances de elevação de postos e cargos.

É a absoluta inversão de valores.

Nestes, há ainda mais um outro elemento motivador, de cunho patológico: a ânsia por poder. 
Muito mais freqüente que geralmente se supõe, tem origem muito cedo na vida humana. E quanto mais cedo se instala, tanto mais poderosa, oculta e irreversível. A partir daí se desenvolvem aspectos horríveis do psiquismo - tais e tão dominantes que se não houverem instâncias equilibradoras, tem-se a monstruosidade, a Fera em forma humana - mais ostensivamente os sociopatas explícitos e violentos, tal os stalins, lênins, castros, de um lado, ou mais sutis e refinados, menos ostensivos, como rockfellers, rothschilds e similares, do outro.

Menos poderosos, mas não menos malévolos e mesquinhos, compõem hierarquias inferiores desta estirpe - diretores, gerentes, capatazes - dedicam-se a exercer sua quota de poder tiranizando quem quer que se lhes subordinem.

Compulsiva, a sede por poder é um vício que, como todos os demais, precisa sempre de novos e mais fortes estímulos. Sob ela e lhe dando origem, subjaz a desesperada e desconhecida a ânsia por ser amado, algo obviamente condenado a jamais ser satisfeito por este caminho, e assim configurando-se no que chamamos 'saco-sem-fundo': quanto mais se alimenta, maior e mais desesperada a fome; quanto mais poder se exerce, mais poder se anseia ter, numa pulsão que visando demencialmente o absoluto inatingível,  só alcança o totalitarismo ditatorial. 

Externamente.

Por dentro, a mais extremada pobreza, o desespero seco de uma sede condenada a jamais ser saciada - o inferno em vida. Uma condenação que amálgama sofrimento, desespero e ódio cevado contra toda a Vida, que exige vingança sobre o Outro, o maldito que supostamente ama e é amado. Desta dinâmica provêm o conhecido ódio a Deus de Marx e toda inclinação à bestialidade demencial conhecida por satanismo.

A esta altura vc já entendeu que para estes indivíduos a ideologia, qualquer ideologia, não é mais que pretexto e instrumento manipulatório. Todos os "ismos", cristianismo inclusive, já foram armas de domínio e tirania, manipuladas por tais bestas.

A mitologia japonesa entende que estes seres, ao morrerem, transformam-se em demônios. E de outras fundas e antiquíssimas fontes, sei que isto é correto, embora nada tenha a ver com a concepção corrente de 'diabo'.

A opção pelo poder é a antítese da opção pelo Amor - a Senda Cristã, ou, como prefiro, a Via Crística.

Vc, que  já criou uns pelinhos aí pela zona sul, que até já atravessa a rua sozinho, já sabe que Amor nada tem a ver com aqueles curiosos eventos das novelas das sete. Aliás, um dos meus permanentes espantos é a quantidade de fenômenos esquisitos arrolados sob esta palavra.

Entendo que Amor é a coroa da Alma, a suprema conquista possível ao Homem e - claro - o mais luminoso, distante e difícil dos prêmios.

E diferentemente de vc, entendo que aquele moço de Nazaré, tentou nos ensinar como alcançá-lo - sendo um homem.

Sei que uns tantos destes ensinamentos, por vias outras que não a Sagrada Bíblia, chegaram a uns quantos poucos mosteiros católicos, onde monges dedicados se aplicam disciplinadamente na construção de si próprios, tijolo por tijolo, iniciando pelos fundos alicerces do auto-conhecimento aquela escada dourada que ascende para a excelência humana - a Consciência Crística, condicionante para SER-se verdadeiramente cristão.

Humilde e inteligentemente estudam e se alinham ao Grande Plano do Criador, legível no campo fenômenico da ordem natural das coisas vivas. Sabem que aquela Estrela é o objetivo maior a ser alcançado pelo burilamento máximo da Individualidade Consciente - o exato oposto do "novo homem socialista", entidade grupal indiferenciada, amorfa e sonambúlica - de emoções confusas, sentimentos bloqueados e a mente em permanente ponto-morto -  criada para servir sem os crimes contra o Grande Irmão, de pensar ou questionar - escravo útil e manso. 

Em uma cultura de miséria, normatizada não mais por regras válidas para todos, mas por autoritarismo que arbitrariamente permite a vida ou impõe a prisão e a morte, apenas a sobrevivência importa. E a sobrevivência depende de ser uma de duas coisas: ou instrumento criativo, criminal sem escrúpulos ao inteiro e leal serviço ao estado, ou ser-se igualitariamente inconspícuo, de não chamar atenção, de ser indiferenciado - uma rez perdida em meio ao rebanho, numa involução a uma condição quase animal onde os valores do caráter e do espírito estiolam, se chegarem a nascer.

O caminho de Cristo é sempre e sempre ascendente na construção e ampliação das virtudes e potenciais humanos; o socialismo castra o impulso ao crescimento e à integridade, estimula e premia o que de mais baixo possa existir na personalidade, impondo o degradar-se filogenético.

Feliz Páscoa.

M.

Brasil-Mentira - 1

DIÁRIO DO COMÉRCIO
Olavo de Carvalho - 8/4/2009 - 22h25

Este é o primeiro de uma série de cinco artigos com o tema Brasil-Mentira.

Nação nenhuma tem o monopólio da imoralidade, mas algumas foram dotadas com uma quota extra que as torna exemplos de escolha numa investigação de filosofia moral. Ao incluir o Brasil entre elas, não tenho em vista as famosas taxas nominais de corrupção, onde, ao contrário, as comparações com outros países têm até um efeito consolador sobre as almas dos nossos compatriotas. Refiro-me a fenômenos de outra ordem, mais difíceis embora não impossíveis de quantificar. Já observei mais de uma vez que nossa literatura de ficção, escassa em personagens de grandeza excepcional, santos, heróis ou monstros, é rica em figuras de minúsculos farsantes, mentirosos, fingidores compulsivos e semiloucos de vários matizes, que se abrigam numa esfera de irrealidade, fugindo da própria consciência.

Com uma ou duas exceções, os personagens do maior e mais significativo dos nossos romancistas são todos assim. Também o são os de Lima Barreto, Raul Pompéia, Marques Rebelo, Annibal M. Machado e tantos outros, sendo até covardia lembrar a figura de Macunaíma, na qual os brasileiros se reconhecem tão facilmente, e cuja veracidade sociológica é atestada por um milhão de piadas populares que mostram os nossos conterrâneos em traços bem parecidos com os dele.

Uma vaga consciência de que há algo de errado com os padrões de moralidade da nossa gente perpassa as conversas familiares, as crônicas de jornal, os espetáculos de cinema e teatro, as novelas de TV etc., e alimenta algumas discussões de mais alto nível, como aquelas que aparecem em livros de Paulo Prado, Mário Vieira de Melo, J. O. de Meira Penna, Roberto da Matta, Ângelo Monteiro. O que aí se destaca não é a propensão à criminalidade propriamente dita, mas uma tendência quase incoercível a preferir antes o fingimento do que a sinceridade, antes a aparência artificialmente construída do que a realidade conhecida. É como se o brasileiro não acertasse jamais falar com a sua própria voz, sentindo-se antes compelido, por um intenso desejo de aprovação – também ele camuflado –, a imitar o tom das conveniências momentâneas.

Desde os tempos de Lima Barreto, não se atenuou nem um pouco o vício nacional de sacrificar a ambições mesquinhas, se não à busca obsessiva de segurança contra perigos imaginários, os impulsos mais altos do espírito humano, condenando-os, não raro, como tentações pecaminosas, provas de vaidade, cobiça, pedantismo ou desprezo pelos semelhantes. As vocações intelectuais e artísticas são aí especialmente sacrificadas, não só quando se veem esmagadas pela pressão e pela chacota do ambiente, mas até mesmo quando se realizam, porque o fazem num sentido oportunístico e farsesco, o único possível nessas condições, que as transforma em caricaturas de si mesmas.

Nas últimas décadas, porém, essa deformidade moral crônica foi se acentuando de tal modo que começa a assumir as feições de uma sociopatia alarmante, disseminada sobretudo entre as classes cultas com mais acesso aos meios de difusão. As opiniões dessa gente vão se afastando dia a dia de todo padrão universal de veracidade e moralidade, ao ponto de constituirem já um sistema ético peculiar, válido só no território nacional, fechado e hostil às exigências da consciência humana em geral, inacessível a toda cobrança superior de idoneidade e racionalidade.

O mais característico desse novo sistema é que seus criadores e representantes não têm a mais mínima idéia de quanto suas falas, atitudes e julgamentos são imorais, maliciosos e alheios àquele mínimo de franqueza que uma alma deve ter ao falar consigo mesma para que, quando fala com os outros, se reconheça nela a voz de uma "consciência", um espírito alerta, uma presença viva. 
Falar numa linguagem de estereótipos, com um automatismo sufocante, parece que se tornou obrigatório.

O fator que mais contribuiu para isso foi decerto a tomada dos meios de comunicação, do sistema educacional, das instituições de cultura e dos altos postos da política por uma geração marcada pelo sentimento de vitimização, acompanhado, inevitavelmente, da crença na sua bondade intrínseca e na recusa completa, radical, absoluta, de encarar seus supostos inimigos como sujeitos humanos portadores de consciência moral, capazes de dar razão de seus atos e merecedores de um confronto justo.

O sentimento de impecância essencial, que está hoje disseminado em todas as classes falantes deste país, predispõe a um discurso de acusação indignada que encobre os mais óbvios pecados próprios sob a impressão – artificiosamente reiterada ao ponto de tornar-se uma carapaça invulnerável – de estar sempre discursando em nome de valores sublimes sufocados pelo mundo mau, quando, na verdade, o que torna o mundo mau é acima de tudo o número excessivo de pessoas imbuídas desse mesmo sentimento.

Um dos sintomas mais alarmantes dessa patologia é a fúria justiceira com que as autoridades e seus acólitos, os "formadores de opinião", investem contra delitos menores, sobretudo de ordem financeira, ao mesmo tempo que toleram, como detalhe irrisório, a taxa anual de 50 mil homicídios que faz do Brasil a nação mais cruel e assassina do mundo. Quando um magistrado exclama que 94 anos de cadeia são punição branda para a sonegação fiscal e delitos correlatos, ao mesmo tempo que assassinos em série, seqüestradores e traficantes de drogas são protegidos pela leniência das leis e ainda celebrados como vítimas da sociedade má, está claro que uma nova classe falante subiu ao primeiro plano da cena pública, intoxicada de uma tal dose de rancor invejoso contra a "burguesia", que não hesita em conceber traficantes multibilionários como pobres vítimas do capitalismo, fazendo deles aliados na epopeia revolucionária da "justiça social" que pretende implantar.


Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".