
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Profanação do Templo por pseudo-padres católicos

O que falta para que o MST seja reconhecido como uma organização paramilitar?

Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?
Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “- são os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.
Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.
Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?
Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?
Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo: “-Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim depredou em mais de uma ocasião a sede do Incra no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do Incra incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claro de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.”(Extraído do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, em 05 de março de 2009).
O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?
Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST. (MAIER, Félix. Annus Gramscii. 17/03/2002. Acesso em 05/03/2009. Disponível emhttp://www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm).
Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por onde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras.
Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.
Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.
A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amaziar-se com o crime, a violência e a revolução socialista. Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas. Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas! A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força. Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.
PEDOFILIA EM CATANDUVA - LINCHAMENTO MORAL ATÉ PROVEM O CONTRÁRIO
Por Richard Pedicini em 3/3/2009
Parece que mais um crime de imprensa está em andamento, como os da Colina do Sol e da Escola Base. Dessa vez é a "rede de pedofilia" descoberta em Catanduva, SP.
Os sinais são os de sempre. A cobertura jornalística parece tão-somente tentar comprovar as acusações, ao invés de investigar ou pesar os fatos.
Cinco dos oito suspeitos não foram reconhecidos por qualquer vítima; o imóvel onde os crimes teriam sido cometidos também não foi reconhecido, apesar de uma criança ter sido levada em frente dele três vezes; as supostas fotos pornográficas não foram encontradas, nem em papel nem na internet.
Numa situação normal, isso seria razão para parar e pensar. E efetivamente, o noticiário sugere que a delegada Rosana Vanni está evitando tomar decisões precipitadas, ao contrário do delegado do caso Colina do Sol. Mas por sua prudência – por exemplo, em não divulgar os nomes das pessoas acusadas pelas mães e não reconhecidas pelas filhas –, a delegada Rosana está sofrendo pressão das mais pesadas.
Linchamento moral?
A mídia tem colhido acusações de mães em pânico – a principal mãe-acusadora tem problemas psicológicos reconhecidos – e as tem repetido com destaque, ainda que em contradição com os fatos escondidos nas mesmas reportagens. Isso dá ao caso um alento espúrio que pode muito bem levar às grotescas injustiças do passado não tão distante. Basta lembrar que no caso Colina do Sol, ainda em curso, o Tribunal de Justiça finalmente libertou os acusados – mas não antes de amargarem treze meses de prisão, em virtude simplesmente do grande número e da natureza esmagadora das acusações, que surtem efeito, quer sejam ou não acompanhadas de indícios confiáveis (ver, neste Observatório, "Prisão é notícia; a defesa, nem tanto").
A delegada Eunice Bonome, encarregada da proteção de crianças no Paraná, alertou que 80% das denúncias de pedofilia recebidas em novembro passado eram falsas, e que "quanto mais grave [a denúncia], maior é a chance de ser infundada" (ver aqui). As denúncias de Catanduva são das mais graves e os indícios dos mais inconsistentes: grandes esforços investigativos nada comprovaram.
Ora, prova cabal de inocência não existe. O melhor que o acusado pode esperar é que a polícia, agindo com isenção, pese a credibilidade dos indícios (ou a falta deles), e resista à tentação de angariar fama barata, agindo em detrimento tanto dos acusados como das supostas vítimas. Não se exclui a possibilidade de que em Catanduva uma ou outra criança tenha sido molestada – e se assim for, o mais provável é que o perpetrador seja um parente, de acordo com as estatísticas.
Mas que se trate de uma rede de pedofilia é bem menos lógico do que estar havendo mais um linchamento moral.
A casa misteriosa
Vejamos alguns detalhes do noticiário:
Os abusos de Catanduva teriam acontecido numa "mansão com piscina onde as crianças [eram] filmadas, fotografadas e molestadas". Esta descrição é sem tirar nem pôr a mesma do caso da Escola Base. Mansão é fantasia de adulto, não de criança.
"[A] criança não reconheceu a casa, nem a cor da motocicleta", conforme a delegada que acompanhou o reconhecimento. Ainda segundo ela, "a criança foi colocada em um veículo da polícia acompanhada da avó. Em seguida, dirigiram-se até o local e passaram três vezes em frente à residência. A vítima de abusos, no entanto, não [reconheceu] o imóvel".
Pois bem, a mãe garante que a criança reconheceu a casa, sim. E a juíza disse a mesma coisa– antes de ter o relato da delegada! E como é que elas saberiam? Nem uma nem outra estavam presentes. Imparcialidade não é divulgar as duas opiniões como se tivessem o mesmo peso; é submeter ambas à análise.
As fotos desaparecidas
Há uma matéria de 19 de fevereiro dando como certo que haja "fotos e filmes apreendidos no inquérito". Logo depois, já não há mais fotos: "Como estas fotos não foram localizadas pela polícia, a juíza da Vara da Infância e Juventude de Catanduva, Sueli Juarez Alonso, acredita que elas tenham sido publicadas na internet e por isso pediu o apoio da Polícia Federal."
Uma outra matéria dá uma desculpa para o "sumiço de provas dos abusos, como fotos em que crianças da cidade apareciam nuas, e de depoimentos dados pelas crianças, que desapareceram de um dos inquéritos". Isso, aparentemente, segundo relato de uma mãe. Confirmação que as fotos existiam, ou de que os depoimentos sumiram, não há nem no Estado de S.Paulo nem em qualquer outro lugar. Por certo, só sabemos que ninguém pode, agora, comprovar que estas fotos jamais existiram.
Este relato posterior de "sumiço" é o tipo de desculpa que jornalista sempre agarra para não ter que dizer: "O que reportamos antes era falso."
O reconhecimento dos acusados
As crianças foram levadas para reconhecer oito suspeitos e o Estado largou a manchete "Vítimas reconhecem três suspeitos de pedofilia em SP". Já no primeiro parágrafo, passa para "pelo menos três." Lendo a matéria, acho que "Vítimas reconhecerem somente dois dos oito suspeitos" seria mais correto.
Uma matéria anterior à diligência, esta da Agência Brasil, era ainda mais absurda: "Vítimas de pedofilia reconhecerão suspeitos em Catanduva" – uma frase que não deixa dúvida sobre a materialidade do crime, nem da isenção do jornalista, ou para que resultado ele estava torcendo. (A versão da matéria no site da Agência Brasil, revisada, abranda as conclusões apressadas.)
Com no não-reconhecimento também há espaço para uma desculpa: "Um deles foi até de touca; outros rasparam, tingiram ou mudaram o corte de cabelo" – disse uma das crianças de oito anos, uma das principais testemunhas do caso. E como é que, exatamente, a criança sabia disso? Ou reconheceu ou não reconheceu. Conjeturar que não reconheceu porque o acusado se fantasiou não tem lógica. E se a polícia ou a promotoria têm condições de comparar a aparência dos suspeitos com seus RGs, o mesmo não se pode dizer da criança de oito anos.
Mais buracos que respostas
No caso da Escola Base, o psicólogo da polícia notou que a mãe acusadora tinha projetado no filho seus próprias problemas psicológicos (e sexuais). Em Catanduva, uma das mães, pelo menos, tem severos problemas psicológicos (ver aqui). Isso não invalida o que ela tem a dizer necessariamente, mas seria o caso de tomar cuidado.
Outro motivo de cautela são as referências a laudos não divulgados. Há relatos de laudos que indicam abuso, mas isso não comprova que os atuais acusados sejam os autores. Houve também no caso da Escola Base, e agora no caso Colina do Sol, relatos de laudos, mas nos dois casos os laudos eram bem diferentes do que a imprensa divulgou.
A isenção da juíza é questionável, a julgar por este relatório. O que assusta aqui é que ela cogita a possibilidade de que "exames psicológicos a serem realizados por sua equipe comprovem que as crianças sofreram abusos". Lembra demais o caso Colina do Sol, em que adolescentes insistiam que não foram molestados, mas uma "psiquiatra forense" (estava no décimo mês de estágio) "com especialização em violência familiar" (tinha feito um telecurso e outro curso não credenciado) disse que foram abusados e a imprensa engoliu.
Eu não conheço Catanduva nem os acusados, da mesma maneira que não conhecia Colina do Sol nem os acusados antes daquelas acusações. Mas no caso Colina, a cobertura também cheirou mal e a verificação in loco comprovou que tinha algo de podre.
Há sinais de sanidade; por exemplo, não havia motivo de manter um acusado preso e ele foi solto. Mas está patente que uma vez o cheiro de sangue no ar, a opinião pública – ou pelo menos a mídia – quer mais: O Globo conta que depois das "denúncias das famílias ouvidas pelo Globo e pela juíza Sueli Alonso de que a polícia civil e o Ministério Público não estavam considerando o número exato de vítimas nem o número de suspeitos", um juiz mandou a PM fazer rondas ostensivas no bairro das supostas vítimas. Vêm enviados da Corregedoria para fiscalizar a delegada. O promotor Antonio Bandeira Neto, que tem evitado dar entrevistas (sinal de serenidade), vai ter o caso acompanhado por um promotor do equipe da CPI da Pedofilia.
O caso sendo desvendado, espero que os que resistirem sejam promovidos e condecorados.
Freirianismo ou Plágio? - mais sobre o sociopata PAULO FREIRE
O autor é historiador - David Vieira
A MEDICINA ESTÁ CERTA!

NOS CASOS ABAIXO RELATADOS NÃO FOI NECESSÁRIA A INTERVENÇÃO RELIGIOSA PORQUE NÃO HOUVE INTERVENÇÃO IDEOLÓGICA ANTERIOR, COMO EM PERNAMBUCO.
DEIXARAM OS MÉDICOS AGIR!
Menina índia de 9 anos tem bebê em Manaus
Por três meses, uma menina índia de 9 anos da tribo apurinã, do Amazonas, brincou com as bonecas que ganhou de funcionários do hospital Moura Tapajós, de Manaus.
Sorridente, mas calada, passava horas fingindo estar alimentando a boneca.
Na quarta-feira, às 16h33m, após uma gravidez que ameaçou ser de alto risco, ela deu à luz sua primeira filha, uma menina que nasceu pesando pouco mais de dois quilos e medindo 42cm.
As duas crianças passam bem. A criança-mãe está numa enfermaria, com outras três pacientes, com as quais já fez amizade. LEIA NA ÍNTEGRA AQUI
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Menina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru
LIMA, 2 dez (AFP) - Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.
O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI.
A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la.
"Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições", declarou.
A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.
O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país.
Porque um professor universitário brasileiro bate palmas o MST

Diante da ofensiva de setores reacionários da sociedade brasileira contra o Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) venho a público prestar minha irrestrita solidariedade e apoio a esse movimento social popular que hoje é o depositário da resistência democrática e da luta por um tempo melhor de justiça e paz na sociedade brasileira.
Nessa aproximação pude constatar que o MST é o que há de novo e revolucionário na sociedade brasileira, em termos de sua postura ética e dos valores disseminados. Há um código de postura no MST que se baseia na solidariedade, na justiça e na democracia interna, respeitando as diferenças, mas mantendo a unidade da ação política e social. Nos primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo acadêmico tivemos a oportunidade de apreender com os (as) militantes do Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor. O MST trouxe à academia brasileira a vibração e os questionamentos de uma sociedade prenha de contradições, desigualdades e injustiças. Mas também trouxe métodos, técnicas e teorias baseadas na solidariedade com o próximo, na honestidade e na crítica corajosa da academia. Por isso conquistou a todos docentes, discentes e servidores que conheceram essa nova postura diante da sociedade alienada, consumista e individualista em que vivemos. Mostrou-se ser um pólo de aglutinação da resistência democrática. Sem partidarismos ou sectarismos, ao mesmo tempo em que se tornou pólo de aglutinação para os que lutam por um mundo de justiça e de liberdade. Para quem tem visão emancipadora para os oprimidos da Terra. Por isso os fascistas, os reacionários e os adesistas da ordem perseguem e tentam criminalizar o MST. Porque ele, o Movimento, é avesso às injustiças. Porque não se cala diante das ignomínias. Porque denuncia a exploração. Porque organiza o povo. Porque eleva o nível político cultural das massas trabalhadoras. Porque desperta o povo brasileiro para lutar por justiça, por igualdade, por emancipação. Essa atuação do MST desperta a ira da classe dominante brasileira. Essa classe dominante que não pode ser chamada de elite para embelezar sua trajetória histórica suja e vergonhosa. Classe dominante escravocrata, preconceituosa. Que mantém sua opulência e consumismo à custa do sofrimento, da fome, da miséria e do abandono em que vivem milhões de brasileiros. Classe dominante que se associou submissa aos magnatas do capital internacional para entregar a pátria, nosso patrimônio comum. Deram de mãos beijadas a Vale do Rio Doce, a CSN, a TELEBRÁS e parte da PETROBRÁS. Classe dominante que se apropria por grilagem descarada das terras públicas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e em várias partes do Brasil; que mantém trabalhadores escravos em sua sanha de acumulação nas mais modernas fazendas e usinas. Classe dominante parasitária, abarrotada de dinheiro fictício oriundo da especulação financeira e da jogatina nos mercados de ações. Enfim, classe dominante que em nada honra o Brasil e seu povo trabalhador, honesto, explorado, mas altivo. Repudio energicamente esses representantes do poder judiciário e dos meios de comunicação, a serviço dos neofascistas disfarçados de democratas e enganosamente falando em defesa do Estado de Direito na tentativa de criminalizar o MST. Esses representam o autoritarismo, os poderosos, os que querem a manutenção da opressão e da injustiça social. Vejam a quem serve o poder judiciário brasileiro - a instituição mais antidemocrática desse país; que de fato só observa a Lei quando é contra os pobres, os desvalidos, os indefesos. Os verdadeiros criminosos contra o povo, contra o patrimônio brasileiro e contra o Brasil estão impunes, por um poder judiciário que para esses é dócil, lento e ordinário. E a quem serve esses meios de comunicação de massa senão a esses setores neofascistas que vêm em onda no Brasil? Que entram nos lares brasileiros diariamente dizendo suas mentiras e espalhando a ideologia dos dominantes, dos exploradores. A ideologia do individualismo, do consumismo, da alienação. Atacar o MST é atacar a esperança num tempo melhor. (Cavaleiro do Templo: o professor DE FATO Olavo de Carvalho explica perfeitamente este tipo de doença incurável e também assassina que ataca alguns seres humanos e inverte em seus cérebros a relação temporal AQUI). Gostaria de falar sobre a experiência no curso de história para os Movimentos Sociais do Campo. E certamente falo em nome dos professores desse bravo Departamento de História que aprovou, por unanimidade, a segunda turma de História para os Movimentos Sociais do Campo, já em andamento. No nosso curso de História tivemos os estudantes mais dedicados e esforçados da UFPB. Alcançaram um Coeficiente de Rendimento Escolar Médio de 8,65. Bastante superior aos dos nossos alunos de História do curso extensivo, que souberam acolher e apoiar a experiência magistral que desenvolvemos nesta Universidade e que mantém o curso de História da UFPB entre os dez melhores do Brasil. O índice de desistência do curso para os movimentos sociais do campo foi de apenas 3,2%. Dez vezes menos do que o índice médio da universidade. As monografias apresentadas pelos graduados em História oriundos dos Movimentos Sociais do Campo, particularmente do MST, foram destaque nessa universidade. Algumas estão para ser publicadas por editoras internacionais. Muitos desses alunos/militantes foram aprovados em concursos Brasil afora e em programas de mestrados. A convivência com os militantes do MST nos orgulha, orgulha a UFPB e a todos que com eles socializam essa experiência. O espírito de solidariedade deles contagiou a muitos dos que com eles partilharam os estudos acadêmicos e as ações políticas na Universidade. Aos que com eles participaram das jornadas nos fins de semanas voluntários, quando realizavam limpeza no quarteirão onde estavam alojados. Quando decidiram colaborar com as colônias de pescadores da Praia da Penha, consertando barcos, redes e outros apetrechos da pescaria, quando resolveram fazer, semestralmente, mutirões de doação de sangue para o Hemocentro da Paraíba, como uma espécie de retribuição carinhosa à Paraíba pela recepção calorosa do nosso Estado a esses educandos/militantes oriundos de 23 estados brasileiros onde o MST se organiza. Por isso não só apoio o MST, como sinto-me honrado de trabalhar com esse Movimento. Conclamo aos que lerem esse meu desabafo e concordarem com ele a cerrarem fileira numa grande mobilização internética e/ou de rua em apoio ao MST. O momento é crucial, pois em época de crise a direita mostra suas armas contra o povo e suas organizações. Revivemos momento de ameaça a vida democrática brasileira. Por isso é hora dos que defendem a democracia erguer os punhos unidos contra o avanço do autoritarismo e do golpismo. A direita quer acuar o Governo Lula em seu viés democrático, progressista. Não podemos ficar indiferentes.
* Professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
O PROBLEMA DO ORÇAMENTO PÚBLICO
02 de março de 2009
No artigo anterior comentei que o primeiro orçamento apresentado pelo presidente Barack Obama para o próximo ano fiscal é uma insanidade, em face do tamanho do déficit proposto, mas também em face da qualidade dos gastos perseguidos. Os bailouts de empresas tecnicamente falidas, como bancos, a AIG e a General Motors Corporation, bem como a compra dos ditos ativos imobiliários tóxicos é uma afronta às leis naturais do mercado. Esse orçamento é um sinal dos novos tempos em direção ao Estado Total.
Essa proposta orçamentária impõe uma reflexão sobre o papel do orçamento público. Na origem a peça orçamentária foi um símbolo da luta libertária contra a tirania do Estado Absolutista. A idéia de que os impostos devem ser votados antes do exercício fiscal revolucionou a relação entre os poderes e de fato acabou com o arbítrio dos Estados. Foi um grande avanço para a civilização. O orçamento tornou-se a trava ao avanço do Estado sobre a renda dos particulares e melhorou a representação política.
Ocorre que no século XX, já no bojo da revolução gramsciana que alcançou todo o globo, vimos o poder de Estado se agigantar e o orçamento publico mudou de aspecto. Ele não apenas deixou de ser a trava, mas tornou-se o dínamo a sugar os recursos privados. Mesmo antes das idéias de Gramsci serem generalizadas tivemos o movimento em torno do keynesianismo e do progressismo, nos EUA, que levou ao crescimento secular da carga tributária e das despesas. Na prática o que tivemos foi uma profunda mudança nas crenças coletivas a respeito do Estado. Este deixou de ser temido enquanto ameaça potencial que é para ser adorado como salvador.
Os movimentos que defendem o agigantamento do Estado são todos de fundo religioso, sucedâneos das religiões tradicionais, e não meros fatos políticos. A democracia de massa permitiu que gente moralmente inferior viesse a ocupar o lugar dos estadistas. Estado forte com dirigentes despreparados e moralmente inferiores é a fórmula do desastre.
O que vemos desde o século XX é movimento da classe política e da burocracia estatal para esparramarem do seu poder, sempre policialesco e fiscalista, vendendo ao povo a falsa solução mágica de que o Estado teria o poder de eliminar os riscos existenciais. Toda a literatura econômica, inclusive aquela que poderia ser chamada de liberal, está baseada na crença de que há um poder redentor nas ações do Estado capaz de gerenciar a vida ela mesma e aperfeiçoar a humanidade. As lições dos liberais clássicos foram esquecidas, especialmente aquela de que o Estado é o grande perigo, a besta maior, o elemento que precisa ser politicamente neutralizado.
Interessante é que o conflito da Segunda Guerra Mundial foi contra uma forma de Estado Absolutista, o nazismo, mas do lado vencedor tínhamos os comunistas russos e os progressistas dos EUA. Este país, tido como o paradigma do liberalismo, caminhou a passos largos para montar uma forma de Estado Total ainda mais perigoso que o comunismo, fenômeno que Peter Drucker chamou de “socialismo de fundo de pensão”. Estamos muito próximos disso. Esse Estado Total tende a controlar todas as dimensões da vida humana e só de detém diante da crise que ele próprio constrói, de dentro para fora. Ao se sobrepor à espontaneidade do mercado, ao sufocar a economia com a supertributação, ao estrangular a liberdade com o excesso de regulamentos e ao transformar a vida prática em uma ação perigosa, com sérios riscos jurídicos, não se poderia esperar outra coisa que não a eclosão de uma catástrofe, econômica assim como política. Não é mero acaso que a população encarcerada cresce exponencialmente nos EUA.
Essa crise tem caráter catastrófico precisamente porque o Estado foi longe demais, desvinculou-se de suas funções essenciais e passou a servir a verdadeiras gangues que estão controlando as agremiações políticas. Uma luta de resistência precisa ser levada avante. Existir é resistir. O irracionalismo de se colocar o Estado a serviço de grupos particulares, sob qualquer pretexto, é o fator determinante para a crise. Sem o consenso de que precisa viger o Estado Mínimo essas minorias gananciosas avançam. Ela, a crise, é isso: a expressão da manifestação mais peremptória da lei da escassez. Não há como a humanidade fugir dela. Os EUA vão enfrentar essa dura realidade nos próximos anos. Ela virá como empobrecimento, como liquidação das gangues que controlam o poder (com a respectiva crise política) e o sério risco de depreciação do dólar, prejudicando as trocas internacionais.
A crise é ainda mais dramática pelas repercussões internacionais, vez que os EUA são não apenas os maiores importadores, como também são os emissores da moeda que intermedia as trocas mundiais. Uma depreciação descontrolada do dólar equivale à destruição, ainda que temporária, do mercado internacional. Uma bomba atômica não seria mais letal que isso, pois a paralisia do comercio internacional equivaleria a um empobrecimento instantâneo, em escala planetária.
O afã dos adoradores do deus-Estado de torná-lo o salvador do mundo, tão bem representado pela figura deObama, poderá jogar a humanidade em uma situação desconhecida e de difícil superação. Discutir a natureza do orçamento, sua função e sua dimensão política tornou-se uma atualidade de larga importância. Entendo que não é apenas do perigo à liberdade que estamos falando, mas à vida civilizada como a conhecemos. Uma regressão econômica dessa envergadura jogaria o mundo em uma situação de caos.
terça-feira, 10 de março de 2009
O Caso Morel

Mario Morel é jornalista de larga experiência na imprensa brasileira. Depois de trabalhar como repórter no jornal “Última Hora” e na revista “Manchete”, iniciou-se na tevê na redação dos telejornais da TV Rio e Excelsior – duas das grandes emissoras televisivas do eixo Rio-São Paulo, nos anos 1960. A partir de 1985, Morel ingressou na TV Educativa (hoje, TV Brasil) e, pelas mãos de Fernando Barbosa Lima, passou a dirigir por quase 10 anos o programa de entrevistas “Sem Censura”, à época, com nítida audiência registrada pelo Ibope.
Na TV do Lula, desalojado do “Sem Censura”, Mario Morel passou a dirigir “Olhar” e, no início do segundo mandato, “Espaço Público” – ambos, programas de entrevistas, no ar a partir de meia-noite. Em setembro de 2008, no entanto, depois de duas décadas na TV Brasil (ex-TVE), o jornalista foi demitido sem nenhuma explicação. E também foi para o espaço o programa “Espaço Público”, único a questionar problemas brasileiros sem o enfoque exclusivamente governista, ainda que subordinado à ótica de debatedores em geral comprometidos com a ortodoxia esquerdista.
Não se pode dizer que o jornalista tenha sido expurgado da TV Brasil por ser profissional incompetente, petista dissidente ou mesmo um neoliberal tresmalhado. Filho do legendário repórter Edmar Morel (autor do livro-depoimento “A Revolta da Chibata”, apreciado, entre outros, por Luiz Carlos Prestes), Mario Morel, ademais, escreveu “Lula, o metalúrgico – anatomia de uma liderança” (Nova Fronteira, Rio, 1980, em 3ª edição), livro biográfico que, no seu devido tempo, ajudou o ex-operário a chegar à Presidência da República.
De fato, a demissão de Mario Morel é um enigma. Ele dá a entender que “Espaço Público”, uma fenda na programação da casa, pode ter sido a razão de sua saída. Em declaração formal, o jornalista partiu para a denúncia: “Fica cada vez mais claro que a TV Brasil é uma ‘TV chapa-branca’ a serviço do oficialismo da comunicação, objeto do deslumbramento de alguns diretores, cabide de emprego, sorvedouro de verbas públicas e área de manobra para empresas de comunicação do setor privado”.
Na sua indignação, Morel, que antes imaginava a TV Brasil como uma possível “tevê pública”, conforme anúncio original de Lula, não faz jogo de palavras: “Os atuais dirigentes não são do ramo. Entre eles, ninguém nunca trabalhou em uma emissora de televisão ou rádio. E ninguém tem experiência como dirigente de empresas. Criou-se ali um programa de debates, “livre e independente”, chamado “3 a 1”. O primeiro entrevistado foi o presidente Lula. Para a entrevista foi escalada a própria diretora de jornalismo de emissora”.
Sobre quem manda hoje na TV Brasil, Mario Morel faz revelações inusitadas: “Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ‘TV do La Pena’. La Pena é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. Nos corredores da TV – afiança Morel –, La Pena se intitula amigo e conselheiro do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins”.
Ao tecer suas considerações, o jornalista pondera, em tom dedutivo, mas contundente: “A TV Brasil não será uma TV pública como Lula disse que desejava. Uma TV que demite um jornalista (Luíz Lobo, ex-editor-chefe da tevê e ex-âncora do “Repórter Brasil”) que não aceita chamar de “Banco de Dados” o “Dossiê” do governo Federal contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; que extingue “Espaço Público”, único programa a discutir problemas brasileiros com independência; uma TV que só atinge 52 municípios dos 5565 do País e com menos de 1% de audiência, não é uma TV pública – é um brinquedo que custa R$ 350 milhões dos cofres públicos. A TV do La Pena é cara”.
De fato, segundo o Ibope, a audiência média (nacional) da TV Brasil, que era de 0,75%, caiu para 0,72% (cerca de 170 mil pessoas) na atual gestão. E custa quantia bem mais elevada aos cofres da Viúva (leia-se bolso do contribuinte): além dos R$ 350 milhões mencionados, a empresa tem acesso a um fundo de produção do Ministério da Cultura na ordem de R$ 80 milhões, além de outros tantos milhões advindos do faustoso universo das verbas publicitárias das estatais e do governo – verbas, como se sabe, sob o controle da Secretaria de Comunicação Social, dirigido pelo ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, a quem em última instância a emissora está subordinada.
Por mais incrível que pareça, o principal problema da TV Brasil não se apresenta no ostensivo desperdício do dinheiro público, nem muito menos no oficialismo que tomou conta dos seus informativos ou mesmo a sua redução à área de manobra para empresas de comunicação privada, conforme acusa o jornalista demitido. O mais perigoso, ou daninho, em especial para a frágil democracia vigente no País é a infiltração sistemática da ideologia terceiro-mundista que impera na sua programação, a vender, sempre, de forma subliminar ou direta, valores distorcidos, preconceitos da luta de classes e as inatingíveis promessas da “utopia” socialista.
Com efeito, como a justificar os índices vergonhosos de audiência, ali se cultivam, sem questionamentos, as idéias e imagens de um Guevara messiânico, as bravatas do chavismo bolivariano, as eternas louvaminhas ao democida Fidel Castro, responsável direto pela morte de 130 mil pessoas. Outro dia, reproduzindo programa de entrevista com o esloveno Slavo Sizek, “filósofo do caos”, o espectador tomou o choque de ouvir esse embusteiro cultural tecer considerações (alucinadas) sobre a positividade dos Gulags soviéticos, sem que ninguém presente protestasse.
Quanto ao enigma da demissão de Morel, parece não haver neste caso enigma nenhum: ele apenas expressa, desde Lenin, a velha prática do Poder esquerdista devorar os próprios aliados.
ONTEM GENOCIDAS, HOJE HERÓIS
Talvez esse questionamento gere a ira de neonazistas. Realmente, um jovem seguidor de Hitler deve fazer essa pergunta frequentemente, até poderia ir além ao chamar o regime hitlerista de “nazismo real”, distinto dos verdadeiros princípios do nacional-socialismo. Não obstante, o problema não é a condenação de Hitler, mas a não condenação de outros assassinos que marcaram e marcam a história da humanidade.
A banalização da morte de milhões de pessoas, onde carrascos se tornam exemplos para a juventude e baluartes da vanguarda, apenas comprova a decadência moral, ética, espiritual, da sociedade moderna. Um marxista não-totalitário, o que até pode ser difícil de encontrar dentro de uma perspectiva ortodoxa, já que a marxologia atual constata o caráter violento intrínseco a hermenêutica das obras de Karl Marx, deveria ter a obrigação de rechaçar a defesa desses regimes genocidas. Os malabarismos teóricos e práticos usados para justificar mortes em série e extermínios em massa apenas constatam a banalização da vida, o esvaecimento da dignidade humana que ocorre entre os homens que se encontram submersos na cegueira ideológica.
Essa popularização de figuras como Che e Mao só é possível, na sociedade atual, porque reina, de forma pujante, um relativismo feroz e aniquilador. É muito engraçado ver artistas famosos, cantores, milionários e esbanjadores, batendo palmas e elogiando líderes que eram defensores incontestes da morte de inimigos políticos, ou seja, qualquer cidadão que defendesse a liberdade ou fosse visto como influência do imperialismo, seja por meio da música americana, cinema europeu, religião etc. Tudo era compreendido como ferramenta de alienação; superestruturas que sustentavam o sistema capitalista, daí a radical necessidade de destruir os pilares fundamentais da civilização ocidental; a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega; as peças basilares que juntas definiam a identidade do homem do Ocidente, sem elas, ou por meio do início de uma guerra contra elas, os indivíduos não mais se reconheciam.
Hoje o mundo se escandaliza com Guantánamo, por acaso alguém se importa com a prisão de La Cabaña, chefiada por Guevara, onde quatrocentos cubanos foram assassinados sem julgamento, onde o único crime cometido, quando havia alguma acusação, era o de se opor ao regime castrista? O bom senso nos obrigaria a fazer uma radical oposição as duas realidades, ambas representantes da banalização da vida, os dois casos retratando o descaso, a profanação da dignidade do ser humano. Entretanto, infelizmente, ao mesmo tempo em que a mass media, a casta artística e jornalistica, governantes e políticos, incitam e estimulam a oposição caricata ao governo Bush, essas mesmas estruturas são as responsáveis por alimentar os devaneios de milhares de homens e mulheres que, enebriados com a massificação socialista, esquecem ou pouco se importam com as mortes e os extermínios em massa. Tudo isso ao mesmo tempo em que, ironicamente, protestam contra o Presidente dos EUA que mantém uma prisão desumana em solo cubano. Ora, Guevara e outros assassinos comunistas se encontravam num estágio superior, eles não escondiam o grau de importância que davam a essas mortes políticas; “fuzilamento, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”, dizia Che na Assembleia da ONU. O mais “engraçado” foi quando questionado sobre duas mil mortes que havia sido diretamente responsável, respondeu que todos eram agentes da CIA. Realmente, quem não saberia que camponeses, trabalhadores, padres, freiras, pastores, comerciantes e estudantes na verdade, por debaixo das aparências, eram espiões bem treinados da Inteligência Americana?!
Essa conversão, a transformação de assassinos em heróis, só se sustenta por meio de um processo de decadência. Quando a sociedade ocidental passa a não mais se importar com a verdade, quando começa a reinar um sentimentalismo exacerbado e, para piorar, ocorre o triunfo de doutrinas políticas massificantes, estatólatras, invadindo a mídia, a arte e corrompendo a educação básica, os homens passam a ser formados com uma concepção obtusa a respeito da realidade. Antíteses claras e óbvios paradoxos são defendidos sem qualquer preocupação intelectual; não há um mínimo senso de responsabilidade. A defesa dos absurdos – elogiar um Che genocida e criticar Bush militarista, ou se dizer católico, que acredita na ressurreição, e espírita, que é reencarnacionista -, não incomoda, não gera desconforto intelectual.
De forma sucinta podemos dizer que os homens modernos não mais se sentem responsáveis com a Verdade, desse modo abrem espaço para o triunfo não só da mentira, mas das falácias e das contradições.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.

