Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Profanação do Templo por pseudo-padres católicos

visite também o OBSERVATORIO BRASILEÑO também da Graça - em espanhol

Trechos abaixo, íntegra AQUI

"Também na semana passada os cristãos católicos brasileiros se viram afrontados com a notícia de que o padre-cantor-e-apresentador-de-shows Marcelo Rossi havia celebrado uma missa para cerca de 20 mil pessoas, onde recebeu uma “convidada especial”. A esta “convidada” foi dado o direito de fazer uma leitura bíblica, numa agressão àqueles fiéis mais conservadores e numa prova inconteste de que este padre se propunha a alavancar a candidatura à presidência da ministra Dilma Rousseff.
Que particularmente Marcelo Rossi “se assente entre os escarnecedores”, como é o caso da visitante em campanha, é um problema pessoal dele com Deus. Agora, o que ele NÃO TEM O DIREITO é de cometer um sacrilégio como este, impondo a toda uma assembléia a presença de uma atéia comunista, criminosa e terrorista, e ainda permitir que a infeliz faça uma leitura bíblica – e, diga-se de passagem, escolhida a dedo para seus (dela e do seu chefe Lula) propósitos – que só deve ser feita por alguém que pertença àquela paróquia, que seja reconhecidamente fiel praticante e que participe dos ofícios, confesse e comungue regularmente. Será que o padre Rossi sabe disso ou é preciso que os leigos ensinem o que ele deveria saber desde os primeiros anos de seminário?"

"Ainda a respeito da excomunhão proclamada por Dom José Cardoso, li muitos comentários de que a Igreja “deveria se preocupar mais com a pedofilia que grassa em seu seio” e de fato concordo com isso. O que não posso concordar, de modo algum, é que palpiteiros ignorantes critiquem a Igreja por esses crimes sem saber porquê isto tem se tornado praticamente tão comum hoje em dia. Não é a Igreja de Cristo que está podre porque esta é inabalável até o fim dos tempos, mas aqueles que foram colocados lá exatamente com este objetivo: destruí-la desde dentro, infiltrando comunistas, homossexuais, pedófilos para assim desonrá-la, reduzi-la a um bordel de beira de estrada e esvaziá-la por completo desmoralizando o próprio Cristo."

"E ainda continuando a comentar as afrontas e provações que a Igreja Católica vem sofrendo nos últimos tempos, apresento mais um vídeo – desta vez da suposta homilia – do padre comunista venezuelano Adolfo Rojas Jiménez. Na edição de 1 de março oNotalatina apresentou o vídeo da “consagração ao Senhor” que este velho imundo fez a seu verdadeiro amo e senhor, o ditador Chávez. Hoje, ele se revela mais um pouco e é aplaudido pelas hienas idiotizadas que compunham a claque presidencial.

Com paramento propositalmente vermelho ele diz que os “fiéis” têm que ler o “Manifesto Comunista” de Karl Marx, diz que Cristo era socialista, e conclama a todos a abraçar o Socialismo do Século XXI.Termina gritando “Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos!”.Vocês não acreditam que um padre possa ter terminado uma homilia com esta palavra-de-ordem? Pois assistam ao vídeo e vocês poderão compreender com maior clareza aquilo que o Olavo fala no artigo citado acima."


Íntegra AQUI

O que falta para que o MST seja reconhecido como uma organização paramilitar?

LIBERTATUM
Por Klauber Cristofen Pires
QUINTA-FEIRA, MARÇO 05, 2009


Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?

Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “- são os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.

Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.

Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?

Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?

Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo: “-Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim depredou em mais de uma ocasião a sede do Incra no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do Incra incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claro de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.”(Extraído do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, em 05 de março de 2009).

O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?

Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST. (MAIER, Félix. Annus Gramscii. 17/03/2002. Acesso em 05/03/2009. Disponível emhttp://www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm).

Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por onde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras.

Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.

Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.

A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amaziar-se com o crime, a violência e a revolução socialista. Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas. Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas! A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força. Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.

PEDOFILIA EM CATANDUVA - LINCHAMENTO MORAL ATÉ PROVEM O CONTRÁRIO

O EMUNCTÓRIO

Todo cuidado é pouco
Por Richard Pedicini em 3/3/2009

Parece que mais um crime de imprensa está em andamento, como os da Colina do Sol e da Escola Base. Dessa vez é a "rede de pedofilia" descoberta em Catanduva, SP.

Os sinais são os de sempre. A cobertura jornalística parece tão-somente tentar comprovar as acusações, ao invés de investigar ou pesar os fatos.

Cinco dos oito suspeitos não foram reconhecidos por qualquer vítima; o imóvel onde os crimes teriam sido cometidos também não foi reconhecido, apesar de uma criança ter sido levada em frente dele três vezes; as supostas fotos pornográficas não foram encontradas, nem em papel nem na internet.

Numa situação normal, isso seria razão para parar e pensar. E efetivamente, o noticiário sugere que a delegada Rosana Vanni está evitando tomar decisões precipitadas, ao contrário do delegado do caso Colina do Sol. Mas por sua prudência – por exemplo, em não divulgar os nomes das pessoas acusadas pelas mães e não reconhecidas pelas filhas –, a delegada Rosana está sofrendo pressão das mais pesadas.

Linchamento moral?

A mídia tem colhido acusações de mães em pânico – a principal mãe-acusadora tem problemas psicológicos reconhecidos – e as tem repetido com destaque, ainda que em contradição com os fatos escondidos nas mesmas reportagens. Isso dá ao caso um alento espúrio que pode muito bem levar às grotescas injustiças do passado não tão distante. Basta lembrar que no caso Colina do Sol, ainda em curso, o Tribunal de Justiça finalmente libertou os acusados – mas não antes de amargarem treze meses de prisão, em virtude simplesmente do grande número e da natureza esmagadora das acusações, que surtem efeito, quer sejam ou não acompanhadas de indícios confiáveis (ver, neste Observatório, "Prisão é notícia; a defesa, nem tanto").

A delegada Eunice Bonome, encarregada da proteção de crianças no Paraná, alertou que 80% das denúncias de pedofilia recebidas em novembro passado eram falsas, e que "quanto mais grave [a denúncia], maior é a chance de ser infundada" (ver aqui). As denúncias de Catanduva são das mais graves e os indícios dos mais inconsistentes: grandes esforços investigativos nada comprovaram.

Ora, prova cabal de inocência não existe. O melhor que o acusado pode esperar é que a polícia, agindo com isenção, pese a credibilidade dos indícios (ou a falta deles), e resista à tentação de angariar fama barata, agindo em detrimento tanto dos acusados como das supostas vítimas. Não se exclui a possibilidade de que em Catanduva uma ou outra criança tenha sido molestada – e se assim for, o mais provável é que o perpetrador seja um parente, de acordo com as estatísticas.

Mas que se trate de uma rede de pedofilia é bem menos lógico do que estar havendo mais um linchamento moral.

A casa misteriosa

Vejamos alguns detalhes do noticiário:

Os abusos de Catanduva teriam acontecido numa "mansão com piscina onde as crianças [eram] filmadas, fotografadas e molestadas". Esta descrição é sem tirar nem pôr a mesma do caso da Escola Base. Mansão é fantasia de adulto, não de criança.

"[A] criança não reconheceu a casa, nem a cor da motocicleta", conforme a delegada que acompanhou o reconhecimento. Ainda segundo ela, "a criança foi colocada em um veículo da polícia acompanhada da avó. Em seguida, dirigiram-se até o local e passaram três vezes em frente à residência. A vítima de abusos, no entanto, não [reconheceu] o imóvel".

Pois bem, a mãe garante que a criança reconheceu a casa, sim. E a juíza disse a mesma coisa– antes de ter o relato da delegada! E como é que elas saberiam? Nem uma nem outra estavam presentes. Imparcialidade não é divulgar as duas opiniões como se tivessem o mesmo peso; é submeter ambas à análise.

As fotos desaparecidas

Há uma matéria de 19 de fevereiro dando como certo que haja "fotos e filmes apreendidos no inquérito". Logo depois, já não há mais fotos: "Como estas fotos não foram localizadas pela polícia, a juíza da Vara da Infância e Juventude de Catanduva, Sueli Juarez Alonso, acredita que elas tenham sido publicadas na internet e por isso pediu o apoio da Polícia Federal."

Uma outra matéria dá uma desculpa para o "sumiço de provas dos abusos, como fotos em que crianças da cidade apareciam nuas, e de depoimentos dados pelas crianças, que desapareceram de um dos inquéritos". Isso, aparentemente, segundo relato de uma mãe. Confirmação que as fotos existiam, ou de que os depoimentos sumiram, não há nem no Estado de S.Paulo nem em qualquer outro lugar. Por certo, só sabemos que ninguém pode, agora, comprovar que estas fotos jamais existiram.

Este relato posterior de "sumiço" é o tipo de desculpa que jornalista sempre agarra para não ter que dizer: "O que reportamos antes era falso."

O reconhecimento dos acusados

As crianças foram levadas para reconhecer oito suspeitos e o Estado largou a manchete "Vítimas reconhecem três suspeitos de pedofilia em SP". Já no primeiro parágrafo, passa para "pelo menos três." Lendo a matéria, acho que "Vítimas reconhecerem somente dois dos oito suspeitos" seria mais correto.

Uma matéria anterior à diligência, esta da Agência Brasil, era ainda mais absurda: "Vítimas de pedofilia reconhecerão suspeitos em Catanduva" – uma frase que não deixa dúvida sobre a materialidade do crime, nem da isenção do jornalista, ou para que resultado ele estava torcendo. (A versão da matéria no site da Agência Brasil, revisada, abranda as conclusões apressadas.)

Com no não-reconhecimento também há espaço para uma desculpa: "Um deles foi até de touca; outros rasparam, tingiram ou mudaram o corte de cabelo" – disse uma das crianças de oito anos, uma das principais testemunhas do caso. E como é que, exatamente, a criança sabia disso? Ou reconheceu ou não reconheceu. Conjeturar que não reconheceu porque o acusado se fantasiou não tem lógica. E se a polícia ou a promotoria têm condições de comparar a aparência dos suspeitos com seus RGs, o mesmo não se pode dizer da criança de oito anos.

Mais buracos que respostas

No caso da Escola Base, o psicólogo da polícia notou que a mãe acusadora tinha projetado no filho seus próprias problemas psicológicos (e sexuais). Em Catanduva, uma das mães, pelo menos, tem severos problemas psicológicos (ver aqui). Isso não invalida o que ela tem a dizer necessariamente, mas seria o caso de tomar cuidado.

Outro motivo de cautela são as referências a laudos não divulgados. Há relatos de laudos que indicam abuso, mas isso não comprova que os atuais acusados sejam os autores. Houve também no caso da Escola Base, e agora no caso Colina do Sol, relatos de laudos, mas nos dois casos os laudos eram bem diferentes do que a imprensa divulgou.

A isenção da juíza é questionável, a julgar por este relatório. O que assusta aqui é que ela cogita a possibilidade de que "exames psicológicos a serem realizados por sua equipe comprovem que as crianças sofreram abusos". Lembra demais o caso Colina do Sol, em que adolescentes insistiam que não foram molestados, mas uma "psiquiatra forense" (estava no décimo mês de estágio) "com especialização em violência familiar" (tinha feito um telecurso e outro curso não credenciado) disse que foram abusados e a imprensa engoliu.

Eu não conheço Catanduva nem os acusados, da mesma maneira que não conhecia Colina do Sol nem os acusados antes daquelas acusações. Mas no caso Colina, a cobertura também cheirou mal e a verificação in loco comprovou que tinha algo de podre.

No caso da Escola Base, como no caso do Bar Bodega, a seriedade do Ministério Público, que desconfiou, abreviou o sofrimento dos acusados. No caso Colina do Sol, ainda em curso, a promotora não só não pesou a credibilidade dos indícios transmitidos pela polícia, como ornou a denúncia com requintes oriundos da própria imaginação. Resta esperar que em Catanduva a polícia e o Ministério Público sigam o exemplo correto.

Há sinais de sanidade; por exemplo, não havia motivo de manter um acusado preso e ele foi solto. Mas está patente que uma vez o cheiro de sangue no ar, a opinião pública – ou pelo menos a mídia – quer mais: O Globo conta que depois das "denúncias das famílias ouvidas pelo Globo e pela juíza Sueli Alonso de que a polícia civil e o Ministério Público não estavam considerando o número exato de vítimas nem o número de suspeitos", um juiz mandou a PM fazer rondas ostensivas no bairro das supostas vítimas. Vêm enviados da Corregedoria para fiscalizar a delegada. O promotor Antonio Bandeira Neto, que tem evitado dar entrevistas (sinal de serenidade), vai ter o caso acompanhado por um promotor do equipe da CPI da Pedofilia.

O caso sendo desvendado, espero que os que resistirem sejam promovidos e condecorados. 

Reconhecimento da imprensa, pela experiência do passado, nem sonhar.

Freirianismo ou Plágio? - mais sobre o sociopata PAULO FREIRE

PROF. MARLON
TERÇA-FEIRA, 9 DE OUTUBRO DE 2007

Cavaleiro do Templo: mais do mesmo quando se fala em comunista: não ser capaz de avaliar moralmente seus atos. Ou SOCIOPATIA. Leiam abaixo mais sobre o comunista maldito PAULO FREIRE, ídolo de "professores" por estas bandas...

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884-1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach (foto) fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% - o que muito nos envergonhava - e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades – não havia ainda uma universidade em Pernambuco - e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers' Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método - muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco - assim ele afirma em sua autobiografia - encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia" - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire "pegou", e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach – o autêntico - fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada "Brasília Teimosa", bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava "cooptando" o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “ïmperialista”, que tinha em meta unicamente "dominar o povo brasileiro".

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de "bolsa-escola" de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a "cooptar" o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela UNESCO, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC – que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola - foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de MOBRAL. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era "amigo da ignorância" - ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores - e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro – que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” - foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria "produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.

O autor é historiador - David Vieira

BIBLIOGRAFIA

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994. BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, S.P., 1997. CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985. GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999. GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.). GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994. GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994. HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999. LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d. MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., S.P., 1998. SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d. SPACH, Jules, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar, Recife, PE, 2000.

A MEDICINA ESTÁ CERTA!


A MEDICINA ESTÁ CERTA!


NOS CASOS ABAIXO RELATADOS NÃO FOI NECESSÁRIA A INTERVENÇÃO RELIGIOSA PORQUE NÃO HOUVE INTERVENÇÃO IDEOLÓGICA ANTERIOR, COMO EM PERNAMBUCO. 


DEIXARAM OS MÉDICOS AGIR!


Menina índia de 9 anos tem bebê em Manaus


Por três meses, uma menina índia de 9 anos da tribo apurinã, do Amazonas, brincou com as bonecas que ganhou de funcionários do hospital Moura Tapajós, de Manaus. 


Sorridente, mas calada, passava horas fingindo estar alimentando a boneca. 


Na quarta-feira, às 16h33m, após uma gravidez que ameaçou ser de alto risco, ela deu à luz sua primeira filha, uma menina que nasceu pesando pouco mais de dois quilos e medindo 42cm. 


As duas crianças passam bem. A criança-mãe está numa enfermaria, com outras três pacientes, com as quais já fez amizade. LEIA NA ÍNTEGRA AQUI


_________________________________________


Menina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru


LIMA, 2 dez (AFP) - Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.


O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI.

A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la.

"Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições", declarou.

A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.

O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país.

Porque um professor universitário brasileiro bate palmas o MST

10.03.09

Com Fidel Castro, mais que um sonho... uma realização ideológica. 
Autor da frase e com a camiseta na foto: José Jonas Duarte da Costa *


Agora uma pérola de um "ícone" para o pessoal do ensino brasileiro, Paulo Freire, que diz explicitamente que existem vidas humanas que valem a pena e outras que não valem a pena, portanto DEVEM ser terminadas. O mais interessante: os critérios sobre qual vida pode continuar vem da doutrina dele mesmo. Ele é o juiz e o carrasco. É isto que tem na cabeça um dos "mestres de nossos mestres".


“A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.” 

Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”, defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro 

Já vimos acima quem o PROFESSOR JOSÉ JONAS DUARTE DA COSTA, ou só JONAS DUARTE, adora. O comunista sociopata (poderia ser diferente?) Fidel Castro. Vimos também Paulo Freire, um dos ícones nas instituições de ensino defendendo o ASSASSINATO de pessoas que simplesmente discordam da ideologia assassina imposta por FIDEL e outros mundo afora.  

Pergunto então: 

É DE SE ESTRANHAR QUE UM "PROFESSOR" APLAUDA O MST? CLARO QUE NÃO É DE SE ESTRANHAR. 

Agora pergunto aos pais que estão lendo:
 
VOCÊS SABEM O QUE OS PROFESSORES DE TEUS FILHOS ESTÃO ENSINANDO PARA ELES NAS ESCOLAS?

Se não sabe, DEVERIA. Visite o site ESCOLA SEM PARTIDO e se quiser ajudar a acabar com a doutrinação nas escolas, entre em contato clicando AQUI. Agora leia as declarações deste doutrinador comunista que se traveste de professor:


Eu sou José Jonas Duarte da Costa. Sou professor do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da UFPB - Universidade Federal da Paraíba. Atualmente coordeno o curso de História para os Movimentos Sociais do Campo nesta Universidade. Sou graduado em História, mestre em Economia e doutor em História Econômica pela USP.


Diante da ofensiva de setores reacionários da sociedade brasileira contra o Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) venho a público prestar minha irrestrita solidariedade e apoio a esse movimento social popular que hoje é o depositário da resistência democrática e da luta por um tempo melhor de justiça e paz na sociedade brasileira.


Minha aproximação com o MST ocorreu quando o nosso Departamento de História aprovou, ainda em 2004, um curso de história para os movimentos sociais do campo, em parceria com o PRONERA - Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, do INCRA/MDA, cujo demandante era o MST.


Nessa aproximação pude constatar que o MST é o que há de novo e revolucionário na sociedade brasileira, em termos de sua postura ética e dos valores disseminados. Há um código de postura no MST que se baseia na solidariedade, na justiça e na democracia interna, respeitando as diferenças, mas mantendo a unidade da ação política e social.


Nos primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo acadêmico tivemos a oportunidade de apreender com os (as) militantes do Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor. O MST trouxe à academia brasileira a vibração e os questionamentos de uma sociedade prenha de contradições, desigualdades e injustiças. Mas também trouxe métodos, técnicas e teorias baseadas na solidariedade com o próximo, na honestidade e na crítica corajosa da academia. Por isso conquistou a todos docentes, discentes e servidores que conheceram essa nova postura diante da sociedade alienada, consumista e individualista em que vivemos. Mostrou-se ser um pólo de aglutinação da resistência democrática. Sem partidarismos ou sectarismos, ao mesmo tempo em que se tornou pólo de aglutinação para os que lutam por um mundo de justiça e de liberdade. Para quem tem visão emancipadora para os oprimidos da Terra.


Por isso os fascistas, os reacionários e os adesistas da ordem perseguem e tentam criminalizar o MST. Porque ele, o Movimento, é avesso às injustiças. Porque não se cala diante das ignomínias. Porque denuncia a exploração. Porque organiza o povo. Porque eleva o nível político cultural das massas trabalhadoras. Porque desperta o povo brasileiro para lutar por justiça, por igualdade, por emancipação. Essa atuação do MST desperta a ira da classe dominante brasileira. Essa classe dominante que não pode ser chamada de elite para embelezar sua trajetória histórica suja e vergonhosa. Classe dominante escravocrata, preconceituosa. Que mantém sua opulência e consumismo à custa do sofrimento, da fome, da miséria e do abandono em que vivem milhões de brasileiros. Classe dominante que se associou submissa aos magnatas do capital internacional para entregar a pátria, nosso patrimônio comum. Deram de mãos beijadas a Vale do Rio Doce, a CSN, a TELEBRÁS e parte da PETROBRÁS. Classe dominante que se apropria por grilagem descarada das terras públicas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e em várias partes do Brasil; que mantém trabalhadores escravos em sua sanha de acumulação nas mais modernas fazendas e usinas. Classe dominante parasitária, abarrotada de dinheiro fictício oriundo da especulação financeira e da jogatina nos mercados de ações. Enfim, classe dominante que em nada honra o Brasil e seu povo trabalhador, honesto, explorado, mas altivo.


Repudio energicamente esses representantes do poder judiciário e dos meios de comunicação, a serviço dos neofascistas disfarçados de democratas e enganosamente falando em defesa do Estado de Direito na tentativa de criminalizar o MST. Esses representam o autoritarismo, os poderosos, os que querem a manutenção da opressão e da injustiça social.


Vejam a quem serve o poder judiciário brasileiro - a instituição mais antidemocrática desse país; que de fato só observa a Lei quando é contra os pobres, os desvalidos, os indefesos. Os verdadeiros criminosos contra o povo, contra o patrimônio brasileiro e contra o Brasil estão impunes, por um poder judiciário que para esses é dócil, lento e ordinário. E a quem serve esses meios de comunicação de massa senão a esses setores neofascistas que vêm em onda no Brasil? Que entram nos lares brasileiros diariamente dizendo suas mentiras e espalhando a ideologia dos dominantes, dos exploradores. A ideologia do individualismo, do consumismo, da alienação.


Atacar o MST é atacar a esperança num tempo melhor. (Cavaleiro do Templo: o professor DE FATO Olavo de Carvalho explica perfeitamente este tipo de doença incurável e também assassina que ataca alguns seres humanos e inverte em seus cérebros a relação temporal AQUI).


Gostaria de falar sobre a experiência no curso de história para os Movimentos Sociais do Campo. E certamente falo em nome dos professores desse bravo Departamento de História que aprovou, por unanimidade, a segunda turma de História para os Movimentos Sociais do Campo, já em andamento.


No nosso curso de História tivemos os estudantes mais dedicados e esforçados da UFPB. Alcançaram um Coeficiente de Rendimento Escolar Médio de 8,65. Bastante superior aos dos nossos alunos de História do curso extensivo, que souberam acolher e apoiar a experiência magistral que desenvolvemos nesta Universidade e que mantém o curso de História da UFPB entre os dez melhores do Brasil. O índice de desistência do curso para os movimentos sociais do campo foi de apenas 3,2%. Dez vezes menos do que o índice médio da universidade. As monografias apresentadas pelos graduados em História oriundos dos Movimentos Sociais do Campo, particularmente do MST, foram destaque nessa universidade. Algumas estão para ser publicadas por editoras internacionais. Muitos desses alunos/militantes foram aprovados em concursos Brasil afora e em programas de mestrados.


A convivência com os militantes do MST nos orgulha, orgulha a UFPB e a todos que com eles socializam essa experiência. O espírito de solidariedade deles contagiou a muitos dos que com eles partilharam os estudos acadêmicos e as ações políticas na Universidade. Aos que com eles participaram das jornadas nos fins de semanas voluntários, quando realizavam limpeza no quarteirão onde estavam alojados. Quando decidiram colaborar com as colônias de pescadores da Praia da Penha, consertando barcos, redes e outros apetrechos da pescaria, quando resolveram fazer, semestralmente, mutirões de doação de sangue para o Hemocentro da Paraíba, como uma espécie de retribuição carinhosa à Paraíba pela recepção calorosa do nosso Estado a esses educandos/militantes oriundos de 23 estados brasileiros onde o MST se organiza.


Por isso não só apoio o MST, como sinto-me honrado de trabalhar com esse Movimento. Conclamo aos que lerem esse meu desabafo e concordarem com ele a cerrarem fileira numa grande mobilização internética e/ou de rua em apoio ao MST. O momento é crucial, pois em época de crise a direita mostra suas armas contra o povo e suas organizações. Revivemos momento de ameaça a vida democrática brasileira. Por isso é hora dos que defendem a democracia erguer os punhos unidos contra o avanço do autoritarismo e do golpismo. A direita quer acuar o Governo Lula em seu viés democrático, progressista. Não podemos ficar indiferentes.


* Professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

O PROBLEMA DO ORÇAMENTO PÚBLICO

NIVALDO CORDEIRO
02 de março de 2009

No artigo anterior  comentei que o primeiro orçamento apresentado pelo presidente Barack Obama para o próximo ano fiscal é uma insanidade, em face do tamanho do déficit proposto, mas também em face da qualidade dos gastos perseguidos. Os bailouts de empresas tecnicamente falidas, como bancos, a AIG e a General Motors Corporation, bem como a compra dos ditos ativos imobiliários tóxicos é uma afronta às leis naturais do mercado. Esse orçamento é um sinal dos novos tempos em direção ao Estado Total.

 

Essa proposta orçamentária impõe uma reflexão sobre o papel do orçamento público. Na origem a peça orçamentária foi um símbolo da luta libertária contra a tirania do Estado Absolutista. A idéia de que os impostos devem ser votados antes do exercício fiscal revolucionou a relação entre os poderes e de fato acabou com o arbítrio dos Estados. Foi um grande avanço para a civilização. O orçamento tornou-se a trava ao avanço do Estado sobre a renda dos particulares e melhorou a representação política.

 

Ocorre que no século XX, já no bojo da revolução gramsciana que alcançou todo o globo, vimos o poder de Estado se agigantar e o orçamento publico mudou de aspecto. Ele não apenas deixou de ser a trava, mas tornou-se o dínamo a sugar os recursos privados.  Mesmo antes das idéias de Gramsci serem generalizadas tivemos o movimento em torno do keynesianismo e do progressismo, nos EUA, que levou ao crescimento secular da carga tributária e das despesas. Na prática o que tivemos foi uma profunda mudança nas crenças coletivas a respeito do Estado. Este deixou de ser temido enquanto ameaça potencial que é para ser adorado como salvador.

 

Os movimentos que defendem o agigantamento do Estado são todos de fundo religioso, sucedâneos das religiões tradicionais, e não meros fatos políticos. A democracia de massa permitiu que gente moralmente inferior viesse a ocupar o lugar dos estadistas. Estado forte com dirigentes despreparados e moralmente inferiores é a fórmula do desastre.

 

O que vemos desde o século XX  é movimento da classe política e da burocracia estatal para esparramarem do seu poder, sempre policialesco e fiscalista, vendendo ao povo a falsa solução mágica de que o Estado teria o poder de eliminar os riscos existenciais. Toda a literatura econômica, inclusive aquela que poderia ser chamada de liberal, está baseada na crença de que há um poder redentor nas ações do Estado capaz de gerenciar a vida ela mesma e aperfeiçoar a humanidade. As lições dos liberais clássicos foram esquecidas, especialmente aquela de que o Estado é o grande perigo, a besta maior, o elemento que precisa ser politicamente neutralizado.

 

Interessante é que o conflito da Segunda Guerra Mundial foi contra uma forma de Estado Absolutista, o nazismo, mas do lado vencedor tínhamos os comunistas russos e os progressistas dos EUA. Este país, tido como o paradigma do liberalismo, caminhou a passos largos para montar uma forma de Estado Total ainda mais perigoso que o comunismo, fenômeno que Peter Drucker chamou de “socialismo de fundo de pensão”. Estamos muito próximos disso. Esse Estado Total tende a controlar todas as dimensões da  vida humana e só de detém diante da crise que ele próprio constrói, de dentro para fora.  Ao se sobrepor à espontaneidade do mercado, ao sufocar a economia com a supertributação, ao estrangular a liberdade com o excesso de regulamentos e ao transformar a vida prática em uma ação perigosa, com sérios riscos jurídicos, não se poderia esperar outra coisa que não a eclosão de uma catástrofe, econômica assim como política. Não é mero acaso que a população encarcerada cresce exponencialmente nos EUA.

 

Essa crise tem caráter catastrófico precisamente porque o Estado foi longe demais, desvinculou-se de suas funções essenciais e passou a servir a verdadeiras gangues que estão controlando as agremiações políticas. Uma luta de resistência precisa ser levada avante. Existir é resistir. O irracionalismo de se colocar o Estado a serviço de grupos particulares, sob qualquer pretexto, é o fator determinante para a crise. Sem o consenso de que precisa viger o Estado Mínimo essas minorias gananciosas avançam. Ela, a crise, é isso: a expressão da manifestação mais peremptória da lei da escassez. Não há como a humanidade fugir dela. Os EUA vão enfrentar essa dura realidade nos próximos anos. Ela virá como empobrecimento, como liquidação das gangues que controlam o poder (com a respectiva crise política) e o sério risco de depreciação do dólar, prejudicando as trocas internacionais.

 

A crise é ainda mais dramática pelas repercussões internacionais, vez que os EUA são não apenas os maiores importadores, como também são os emissores da moeda que intermedia as trocas mundiais. Uma depreciação descontrolada do dólar equivale à destruição, ainda que temporária, do mercado internacional. Uma bomba atômica não seria mais letal que isso, pois a paralisia do comercio internacional equivaleria a um empobrecimento instantâneo, em escala planetária.

 

O afã dos adoradores do deus-Estado de torná-lo o salvador do mundo, tão bem representado pela figura deObama, poderá jogar a humanidade em uma situação desconhecida e de difícil superação. Discutir a natureza do orçamento, sua função e sua dimensão política tornou-se uma atualidade de larga importância. Entendo que não é apenas do perigo à liberdade que estamos falando, mas à vida civilizada como a conhecemos. Uma regressão econômica dessa envergadura jogaria o mundo em uma situação de caos.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Caso Morel


Dom, 08 de Março de 2009 12:13Ipojuca Pontes Artigos Desinformação


Sobre quem manda hoje na TV Brasil, Mario Morel faz revelações inusitadas: “Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ‘TV do La Pena’. La Pena é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. 

Mario Morel é jornalista de larga experiência na imprensa brasileira. Depois de trabalhar como repórter no jornal “Última Hora” e na revista “Manchete”, iniciou-se na tevê na redação dos telejornais da TV Rio e Excelsior – duas das grandes emissoras televisivas do eixo Rio-São Paulo, nos anos 1960. A partir de 1985, Morel ingressou na TV Educativa (hoje, TV Brasil) e, pelas mãos de Fernando Barbosa Lima, passou a dirigir por quase 10 anos o programa de entrevistas “Sem Censura”, à época, com nítida audiência registrada pelo Ibope.  


Na TV do Lula, desalojado do “Sem Censura”, Mario Morel passou a dirigir “Olhar” e, no início do segundo mandato, “Espaço Público” – ambos, programas de entrevistas, no ar a partir de meia-noite. Em setembro de 2008, no entanto, depois de duas décadas na TV Brasil (ex-TVE), o jornalista foi demitido sem nenhuma explicação. E também foi para o espaço o programa “Espaço Público”, único a questionar problemas brasileiros sem o enfoque exclusivamente governista, ainda que subordinado à ótica de debatedores em geral comprometidos com a ortodoxia esquerdista.     


Não se pode dizer que o jornalista tenha sido expurgado da TV Brasil por ser profissional incompetente, petista dissidente ou mesmo um neoliberal tresmalhado. Filho do legendário repórter Edmar Morel (autor do livro-depoimento “A Revolta da Chibata”, apreciado, entre outros, por Luiz Carlos Prestes), Mario Morel, ademais, escreveu “Lula, o metalúrgico – anatomia de uma liderança” (Nova Fronteira, Rio, 1980, em 3ª edição), livro biográfico que, no seu devido tempo, ajudou o ex-operário a chegar à Presidência da República.    


De fato, a demissão de Mario Morel é um enigma. Ele dá a entender que “Espaço Público”, uma fenda na programação da casa, pode ter sido a razão de sua saída. Em declaração formal, o jornalista partiu para a denúncia: “Fica cada vez mais claro que a TV Brasil é uma ‘TV chapa-branca’ a serviço do oficialismo da comunicação, objeto do deslumbramento de alguns diretores, cabide de emprego, sorvedouro de verbas públicas e área de manobra para empresas de comunicação do setor privado”.


Na sua indignação, Morel, que antes imaginava a TV Brasil como uma possível “tevê pública”, conforme anúncio original de Lula, não faz jogo de palavras: “Os atuais dirigentes não são do ramo. Entre eles, ninguém nunca trabalhou em uma emissora de televisão ou rádio. E ninguém tem experiência como dirigente de empresas. Criou-se ali um programa de debates, “livre e independente”, chamado “3 a 1”. O primeiro entrevistado foi o presidente Lula. Para a entrevista foi escalada a própria diretora de jornalismo de emissora”.


Sobre quem manda hoje na TV Brasil, Mario Morel faz revelações inusitadas: “Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ‘TV do La Pena’. La Pena é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. Nos corredores da TV – afiança Morel –, La Pena se intitula amigo e conselheiro do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins”.


Ao tecer suas considerações, o jornalista pondera, em tom dedutivo, mas contundente: “A TV Brasil não será uma TV pública como Lula disse que desejava. Uma TV que demite um jornalista (Luíz Lobo, ex-editor-chefe da tevê e ex-âncora do “Repórter Brasil”) que não aceita chamar de “Banco de Dados” o “Dossiê” do governo Federal contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; que extingue “Espaço Público”, único programa a discutir problemas brasileiros com independência; uma TV que só atinge 52 municípios dos 5565 do País e com menos de 1% de audiência, não é uma TV pública – é um brinquedo que custa R$ 350 milhões dos cofres públicos. A TV do La Pena é cara”.         


De fato, segundo o Ibope, a audiência média (nacional) da TV Brasil, que era de 0,75%, caiu para 0,72% (cerca de 170 mil pessoas) na atual gestão. E custa quantia bem mais elevada aos cofres da Viúva (leia-se bolso do contribuinte): além dos R$ 350 milhões mencionados, a empresa tem acesso a um fundo de produção do Ministério da Cultura na ordem de R$ 80 milhões, além de outros tantos milhões advindos do faustoso universo das verbas publicitárias das estatais e do governo – verbas, como se sabe, sob o controle da Secretaria de Comunicação Social, dirigido pelo ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, a quem em última instância a emissora está subordinada.


Por mais incrível que pareça, o principal problema da TV Brasil não se apresenta no ostensivo desperdício do dinheiro público, nem muito menos no oficialismo que tomou conta dos seus informativos ou mesmo a sua redução à área de manobra para empresas de comunicação privada, conforme acusa o jornalista demitido. O mais perigoso, ou daninho, em especial para a frágil democracia vigente no País é a infiltração sistemática da ideologia terceiro-mundista que impera na sua programação, a vender, sempre, de forma subliminar ou direta, valores distorcidos, preconceitos da luta de classes e as inatingíveis promessas da “utopia” socialista.


Com efeito, como a justificar os índices vergonhosos de audiência, ali se cultivam, sem questionamentos, as idéias e imagens de um Guevara messiânico, as bravatas do chavismo bolivariano, as eternas louvaminhas ao democida Fidel Castro, responsável direto pela morte de 130 mil pessoas. Outro dia, reproduzindo programa de entrevista com o esloveno Slavo Sizek, “filósofo do caos”, o espectador tomou o choque de ouvir esse embusteiro cultural tecer considerações (alucinadas) sobre a positividade dos Gulags soviéticos, sem que ninguém presente protestasse.


Quanto ao enigma da demissão de Morel, parece não haver neste caso enigma nenhum: ele apenas expressa, desde Lenin, a velha prática do Poder esquerdista devorar os próprios aliados.

ONTEM GENOCIDAS, HOJE HERÓIS

VERITATIS SPLENDOR

RAVAZZANO, Pedro. Apostolado Veritatis Splendor: ONTEM GENOCIDAS, HOJE HERÓIS
Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5566. Desde 04/03/2009.

Hitler matou seis milhões de judeus ao longo da Segunda Guerra Mundial. A URSS, em apenas um ano, matou sete milhões de ucranianos de fome. A China maoísta, aproximadamente, aniquilou sessenta e cinco milhões de chineses. A Cuba castrista assassinou vinte mil pessoas e gerou o exílio de dois milhões de habitantes, homens e mulheres que buscavam a liberdade. A pergunta que fica é; por que o nazismo foi radicalmente execrado da vida social e política moderna ao mesmo tempo em que o comunismo genocida, além de valorizado, passou a ser popularizado por meio de um marketing bem feito e pela conversão de assassinos em heróis? 

Talvez esse questionamento gere a ira de neonazistas. Realmente, um jovem seguidor de Hitler deve fazer essa pergunta frequentemente, até poderia ir além ao chamar o regime hitlerista de “nazismo real”, distinto dos verdadeiros princípios do nacional-socialismo. Não obstante, o problema não é a condenação de Hitler, mas a não condenação de outros assassinos que marcaram e marcam a história da humanidade.

A banalização da morte de milhões de pessoas, onde carrascos se tornam exemplos para a juventude e baluartes da vanguarda, apenas comprova a decadência moral, ética, espiritual, da sociedade moderna. Um marxista não-totalitário, o que até pode ser difícil de encontrar dentro de uma perspectiva ortodoxa, já que a marxologia atual constata o caráter violento intrínseco a hermenêutica das obras de Karl Marx, deveria ter a obrigação de rechaçar a defesa desses regimes genocidas. Os malabarismos teóricos e práticos usados para justificar mortes em série e extermínios em massa apenas constatam a banalização da vida, o esvaecimento da dignidade humana que ocorre entre os homens que se encontram submersos na cegueira ideológica.

Essa popularização de figuras como Che e Mao só é possível, na sociedade atual, porque reina, de forma pujante, um relativismo feroz e aniquilador. É muito engraçado ver artistas famosos, cantores, milionários e esbanjadores, batendo palmas e elogiando líderes que eram defensores incontestes da morte de inimigos políticos, ou seja, qualquer cidadão que defendesse a liberdade ou fosse visto como influência do imperialismo, seja por meio da música americana, cinema europeu, religião etc. Tudo era compreendido como ferramenta de alienação; superestruturas que sustentavam o sistema capitalista, daí a radical necessidade de destruir os pilares fundamentais da civilização ocidental; a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega; as peças basilares que juntas definiam a identidade do homem do Ocidente, sem elas, ou por meio do início de uma guerra contra elas, os indivíduos não mais se reconheciam.

Hoje o mundo se escandaliza com Guantánamo, por acaso alguém se importa com a prisão de La Cabaña, chefiada por Guevara, onde quatrocentos cubanos foram assassinados sem julgamento, onde o único crime cometido, quando havia alguma acusação, era o de se opor ao regime castrista? O bom senso nos obrigaria a fazer uma radical oposição as duas realidades, ambas representantes da banalização da vida, os dois casos retratando o descaso, a profanação da dignidade do ser humano. Entretanto, infelizmente, ao mesmo tempo em que a mass media, a casta artística e jornalistica, governantes e políticos, incitam e estimulam a oposição caricata ao governo Bush, essas mesmas estruturas são as responsáveis por alimentar os devaneios de milhares de homens e mulheres que, enebriados com a massificação socialista, esquecem ou pouco se importam com as mortes e os extermínios em massa. Tudo isso ao mesmo tempo em que, ironicamente, protestam contra o Presidente dos EUA que mantém uma prisão desumana em solo cubano. Ora, Guevara e outros assassinos comunistas se encontravam num estágio superior, eles não escondiam o grau de importância que davam a essas mortes políticas; “fuzilamento, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”, dizia Che na Assembleia da ONU. O mais “engraçado” foi quando questionado sobre duas mil mortes que havia sido diretamente responsável, respondeu que todos eram agentes da CIA. Realmente, quem não saberia que camponeses, trabalhadores, padres, freiras, pastores, comerciantes e estudantes na verdade, por debaixo das aparências, eram espiões bem treinados da Inteligência Americana?!

Essa conversão, a transformação de assassinos em heróis, só se sustenta por meio de um processo de decadência. Quando a sociedade ocidental passa a não mais se importar com a verdade, quando começa a reinar um sentimentalismo exacerbado e, para piorar, ocorre o triunfo de doutrinas políticas massificantes, estatólatras, invadindo a mídia, a arte e corrompendo a educação básica, os homens passam a ser formados com uma concepção obtusa a respeito da realidade. Antíteses claras e óbvios paradoxos são defendidos sem qualquer preocupação intelectual; não há um mínimo senso de responsabilidade. A defesa dos absurdos – elogiar um Che genocida e criticar Bush militarista, ou se dizer católico, que acredita na ressurreição, e espírita, que é reencarnacionista -, não incomoda, não gera desconforto intelectual. 

De forma sucinta podemos dizer que os homens modernos não mais se sentem responsáveis com a Verdade, desse modo abrem espaço para o triunfo não só da mentira, mas das falácias e das contradições.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".