Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Caso Morel


Dom, 08 de Março de 2009 12:13Ipojuca Pontes Artigos Desinformação


Sobre quem manda hoje na TV Brasil, Mario Morel faz revelações inusitadas: “Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ‘TV do La Pena’. La Pena é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. 

Mario Morel é jornalista de larga experiência na imprensa brasileira. Depois de trabalhar como repórter no jornal “Última Hora” e na revista “Manchete”, iniciou-se na tevê na redação dos telejornais da TV Rio e Excelsior – duas das grandes emissoras televisivas do eixo Rio-São Paulo, nos anos 1960. A partir de 1985, Morel ingressou na TV Educativa (hoje, TV Brasil) e, pelas mãos de Fernando Barbosa Lima, passou a dirigir por quase 10 anos o programa de entrevistas “Sem Censura”, à época, com nítida audiência registrada pelo Ibope.  


Na TV do Lula, desalojado do “Sem Censura”, Mario Morel passou a dirigir “Olhar” e, no início do segundo mandato, “Espaço Público” – ambos, programas de entrevistas, no ar a partir de meia-noite. Em setembro de 2008, no entanto, depois de duas décadas na TV Brasil (ex-TVE), o jornalista foi demitido sem nenhuma explicação. E também foi para o espaço o programa “Espaço Público”, único a questionar problemas brasileiros sem o enfoque exclusivamente governista, ainda que subordinado à ótica de debatedores em geral comprometidos com a ortodoxia esquerdista.     


Não se pode dizer que o jornalista tenha sido expurgado da TV Brasil por ser profissional incompetente, petista dissidente ou mesmo um neoliberal tresmalhado. Filho do legendário repórter Edmar Morel (autor do livro-depoimento “A Revolta da Chibata”, apreciado, entre outros, por Luiz Carlos Prestes), Mario Morel, ademais, escreveu “Lula, o metalúrgico – anatomia de uma liderança” (Nova Fronteira, Rio, 1980, em 3ª edição), livro biográfico que, no seu devido tempo, ajudou o ex-operário a chegar à Presidência da República.    


De fato, a demissão de Mario Morel é um enigma. Ele dá a entender que “Espaço Público”, uma fenda na programação da casa, pode ter sido a razão de sua saída. Em declaração formal, o jornalista partiu para a denúncia: “Fica cada vez mais claro que a TV Brasil é uma ‘TV chapa-branca’ a serviço do oficialismo da comunicação, objeto do deslumbramento de alguns diretores, cabide de emprego, sorvedouro de verbas públicas e área de manobra para empresas de comunicação do setor privado”.


Na sua indignação, Morel, que antes imaginava a TV Brasil como uma possível “tevê pública”, conforme anúncio original de Lula, não faz jogo de palavras: “Os atuais dirigentes não são do ramo. Entre eles, ninguém nunca trabalhou em uma emissora de televisão ou rádio. E ninguém tem experiência como dirigente de empresas. Criou-se ali um programa de debates, “livre e independente”, chamado “3 a 1”. O primeiro entrevistado foi o presidente Lula. Para a entrevista foi escalada a própria diretora de jornalismo de emissora”.


Sobre quem manda hoje na TV Brasil, Mario Morel faz revelações inusitadas: “Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ‘TV do La Pena’. La Pena é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. Nos corredores da TV – afiança Morel –, La Pena se intitula amigo e conselheiro do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins”.


Ao tecer suas considerações, o jornalista pondera, em tom dedutivo, mas contundente: “A TV Brasil não será uma TV pública como Lula disse que desejava. Uma TV que demite um jornalista (Luíz Lobo, ex-editor-chefe da tevê e ex-âncora do “Repórter Brasil”) que não aceita chamar de “Banco de Dados” o “Dossiê” do governo Federal contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; que extingue “Espaço Público”, único programa a discutir problemas brasileiros com independência; uma TV que só atinge 52 municípios dos 5565 do País e com menos de 1% de audiência, não é uma TV pública – é um brinquedo que custa R$ 350 milhões dos cofres públicos. A TV do La Pena é cara”.         


De fato, segundo o Ibope, a audiência média (nacional) da TV Brasil, que era de 0,75%, caiu para 0,72% (cerca de 170 mil pessoas) na atual gestão. E custa quantia bem mais elevada aos cofres da Viúva (leia-se bolso do contribuinte): além dos R$ 350 milhões mencionados, a empresa tem acesso a um fundo de produção do Ministério da Cultura na ordem de R$ 80 milhões, além de outros tantos milhões advindos do faustoso universo das verbas publicitárias das estatais e do governo – verbas, como se sabe, sob o controle da Secretaria de Comunicação Social, dirigido pelo ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, a quem em última instância a emissora está subordinada.


Por mais incrível que pareça, o principal problema da TV Brasil não se apresenta no ostensivo desperdício do dinheiro público, nem muito menos no oficialismo que tomou conta dos seus informativos ou mesmo a sua redução à área de manobra para empresas de comunicação privada, conforme acusa o jornalista demitido. O mais perigoso, ou daninho, em especial para a frágil democracia vigente no País é a infiltração sistemática da ideologia terceiro-mundista que impera na sua programação, a vender, sempre, de forma subliminar ou direta, valores distorcidos, preconceitos da luta de classes e as inatingíveis promessas da “utopia” socialista.


Com efeito, como a justificar os índices vergonhosos de audiência, ali se cultivam, sem questionamentos, as idéias e imagens de um Guevara messiânico, as bravatas do chavismo bolivariano, as eternas louvaminhas ao democida Fidel Castro, responsável direto pela morte de 130 mil pessoas. Outro dia, reproduzindo programa de entrevista com o esloveno Slavo Sizek, “filósofo do caos”, o espectador tomou o choque de ouvir esse embusteiro cultural tecer considerações (alucinadas) sobre a positividade dos Gulags soviéticos, sem que ninguém presente protestasse.


Quanto ao enigma da demissão de Morel, parece não haver neste caso enigma nenhum: ele apenas expressa, desde Lenin, a velha prática do Poder esquerdista devorar os próprios aliados.

ONTEM GENOCIDAS, HOJE HERÓIS

VERITATIS SPLENDOR

RAVAZZANO, Pedro. Apostolado Veritatis Splendor: ONTEM GENOCIDAS, HOJE HERÓIS
Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5566. Desde 04/03/2009.

Hitler matou seis milhões de judeus ao longo da Segunda Guerra Mundial. A URSS, em apenas um ano, matou sete milhões de ucranianos de fome. A China maoísta, aproximadamente, aniquilou sessenta e cinco milhões de chineses. A Cuba castrista assassinou vinte mil pessoas e gerou o exílio de dois milhões de habitantes, homens e mulheres que buscavam a liberdade. A pergunta que fica é; por que o nazismo foi radicalmente execrado da vida social e política moderna ao mesmo tempo em que o comunismo genocida, além de valorizado, passou a ser popularizado por meio de um marketing bem feito e pela conversão de assassinos em heróis? 

Talvez esse questionamento gere a ira de neonazistas. Realmente, um jovem seguidor de Hitler deve fazer essa pergunta frequentemente, até poderia ir além ao chamar o regime hitlerista de “nazismo real”, distinto dos verdadeiros princípios do nacional-socialismo. Não obstante, o problema não é a condenação de Hitler, mas a não condenação de outros assassinos que marcaram e marcam a história da humanidade.

A banalização da morte de milhões de pessoas, onde carrascos se tornam exemplos para a juventude e baluartes da vanguarda, apenas comprova a decadência moral, ética, espiritual, da sociedade moderna. Um marxista não-totalitário, o que até pode ser difícil de encontrar dentro de uma perspectiva ortodoxa, já que a marxologia atual constata o caráter violento intrínseco a hermenêutica das obras de Karl Marx, deveria ter a obrigação de rechaçar a defesa desses regimes genocidas. Os malabarismos teóricos e práticos usados para justificar mortes em série e extermínios em massa apenas constatam a banalização da vida, o esvaecimento da dignidade humana que ocorre entre os homens que se encontram submersos na cegueira ideológica.

Essa popularização de figuras como Che e Mao só é possível, na sociedade atual, porque reina, de forma pujante, um relativismo feroz e aniquilador. É muito engraçado ver artistas famosos, cantores, milionários e esbanjadores, batendo palmas e elogiando líderes que eram defensores incontestes da morte de inimigos políticos, ou seja, qualquer cidadão que defendesse a liberdade ou fosse visto como influência do imperialismo, seja por meio da música americana, cinema europeu, religião etc. Tudo era compreendido como ferramenta de alienação; superestruturas que sustentavam o sistema capitalista, daí a radical necessidade de destruir os pilares fundamentais da civilização ocidental; a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega; as peças basilares que juntas definiam a identidade do homem do Ocidente, sem elas, ou por meio do início de uma guerra contra elas, os indivíduos não mais se reconheciam.

Hoje o mundo se escandaliza com Guantánamo, por acaso alguém se importa com a prisão de La Cabaña, chefiada por Guevara, onde quatrocentos cubanos foram assassinados sem julgamento, onde o único crime cometido, quando havia alguma acusação, era o de se opor ao regime castrista? O bom senso nos obrigaria a fazer uma radical oposição as duas realidades, ambas representantes da banalização da vida, os dois casos retratando o descaso, a profanação da dignidade do ser humano. Entretanto, infelizmente, ao mesmo tempo em que a mass media, a casta artística e jornalistica, governantes e políticos, incitam e estimulam a oposição caricata ao governo Bush, essas mesmas estruturas são as responsáveis por alimentar os devaneios de milhares de homens e mulheres que, enebriados com a massificação socialista, esquecem ou pouco se importam com as mortes e os extermínios em massa. Tudo isso ao mesmo tempo em que, ironicamente, protestam contra o Presidente dos EUA que mantém uma prisão desumana em solo cubano. Ora, Guevara e outros assassinos comunistas se encontravam num estágio superior, eles não escondiam o grau de importância que davam a essas mortes políticas; “fuzilamento, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”, dizia Che na Assembleia da ONU. O mais “engraçado” foi quando questionado sobre duas mil mortes que havia sido diretamente responsável, respondeu que todos eram agentes da CIA. Realmente, quem não saberia que camponeses, trabalhadores, padres, freiras, pastores, comerciantes e estudantes na verdade, por debaixo das aparências, eram espiões bem treinados da Inteligência Americana?!

Essa conversão, a transformação de assassinos em heróis, só se sustenta por meio de um processo de decadência. Quando a sociedade ocidental passa a não mais se importar com a verdade, quando começa a reinar um sentimentalismo exacerbado e, para piorar, ocorre o triunfo de doutrinas políticas massificantes, estatólatras, invadindo a mídia, a arte e corrompendo a educação básica, os homens passam a ser formados com uma concepção obtusa a respeito da realidade. Antíteses claras e óbvios paradoxos são defendidos sem qualquer preocupação intelectual; não há um mínimo senso de responsabilidade. A defesa dos absurdos – elogiar um Che genocida e criticar Bush militarista, ou se dizer católico, que acredita na ressurreição, e espírita, que é reencarnacionista -, não incomoda, não gera desconforto intelectual. 

De forma sucinta podemos dizer que os homens modernos não mais se sentem responsáveis com a Verdade, desse modo abrem espaço para o triunfo não só da mentira, mas das falácias e das contradições.

Os pais da crise americana

Diário do Comércio, 5 de março de 2009

Se a folha de realizações criminosas dos movimentos revolucionários nas democracias não pode, por definição, concorrer com o desempenho deles nas áreas que dominam, nem por isso ela deixa de ser a causa principal de distúrbios e sofrimentos, seja no Terceiro Mundo, seja nas nações desenvolvidas. Não há crise, não há fome, não há violência, não há fracasso para o qual a proposta revolucionária, nua e crua ou numa de suas inumeráveis versões camufladas, não tenha dado sua contribuição essencial. Talvez o exemplo mais evidente esteja em nosso próprio país, onde as gangues de criminosos jamais teriam chegado a derramar o sangue de 40 mil brasileiros por ano se não fosse pela ajuda, indireta e direta, que receberam dos revolucionários, primeiro mediante a instrução em técnicas de organização e guerrilha, recebida dos terroristas presos na Ilha Grande na década de 70, segundo pela sucessão de leis que esses mesmos terroristas, anistiados e transfigurados em políticos, criaram para proteger os criminosos e dificultar a ação da polícia, terceiro pela assistência técnica e treinamento militar que as Farc hoje dão às quadrilhas nacionais.


Mas outro exemplo, não menos significativo, é o da crise econômica americana. Especulações quanto às causas desse fenômeno pululam por toda a mídia internacional, mas é um erro metodológico monstruoso buscar explicação em supostas tendências gerais da economia e da sociedade quando se pode pôr à mostra a seqüência precisa e determinada de ações individuais e grupais que produziram o efeito. Muito da pretensa “ciência social” contemporânea consiste em camuflar as causas concretas sob universais abstratos. Não espanta que, na totalidade dos casos, os explicadores sejam ou os próprios agentes posando de observadores externos, ou suas vítimas idiotizadas, empenhadas em anestesiar-se mediante auto-injeções de pseudociência para não ter de enxergar a verdadeira identidade de seus opressores.


Deixar-nos iludir por essa camuflagem é ainda mais inaceitável quando os agentes do processo daninho não têm sequer de ser investigados a posteriori porque eles mesmos legaram ao historiador a exposição escrita de seus planos e métodos. No caso em questão, a derrubada da previdência social americana e do sistema bancário que a sustenta não foi o efeito de uma confluência involuntária de fatores anônimos, não foi nem mesmo o resultado de uma longa colaboração de inépcias, mas foi a simples realização de um plano traçado desde a década de 60 por estrategistas de esquerda inspirados por Saul Alinksy, mais tarde o mentor de um jovem estudante de Direito, Barack Hussein Obama.


O documento que o atesta acima de qualquer possibilidade de dúvida nada tem de secreto. Foi publicado em 1966 na prestigiosa revista The Nation e até hoje consta da lista dos dez artigos mais lidos da publicação desde sua fundação em 1886 (v. Richard A. Cloward e Frances Fox Piven, “The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty”, The Nation, 2 de maio de 1966; uma cópia do artigo em PDF pode ser obtida por três dólares na página de arquivos da revista; um excelente resumo comentado encontra-se no artigo de James Simpson, “Barack Obama e a estratégra da crise orquestrada”, traduzido para o português em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2009/01/barack-obama-e-estratgia-da-crise.html).


Os autores, Cloward e Piven, buscavam aí colocar em ação a regra ensinada por Saul Alinsky, que ele mais tarde enunciaria por escrito em seu livro Rules for Radicals, de 1971 (Vintage Books): “Faça o inimigo pôr em prática seu própria manual.” A regra antecipa uma das táticas mais notórias da “guerra assimétrica”. David Horowitz assim a interpreta:


“Quando pressionada a honrar cada palavra de cada lei e estatuto, cada princípio moral judaico-cristão e cada promessa implícita do contrato social liberal, a ação humana é inevitavelmente deficiente. O fracasso do sistema em ‘pôr em prática’ o seu manual de regras pode então ser usado para desacreditá-lo completamente e para substituir um manual capitalista por um socialista.” (V.http://www.discoverthenetworks.org.)


A estratégia proposta por Cloward e Piven consistia, segundo Horowitz, em “forçar uma mudança política através da crise orquestrada, ... procurava acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia governamental com uma enchente de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para uma crise e um colapso econômico”. Mas não pensem que isso é interpretação proposta por Horowitz. O texto original de Cloward e Piven é de uma clareza absolutamente cínica:


“É nosso propósito pôr em ação uma estratégia que forneça a base para uma convergência de organizações... Se essa estratégia for implementada, o resultado será uma crise política que poderá levar a uma legislação que garanta uma renda anual e portanto acabe com a pobreza.”


Cloward e Piven prosseguiam explicando que havia “um abismo de diferença entre os direitos nominais assegurados pela previdência social e o número de pessoas que desfrutavam efetivamente desses direitos. Se fosse possível localizar e organizar esses beneficiários inatendidos e usá-los para pressionar os institutos de previdência, estes não teriam dinheiro para atender à demanda e entrariam fatalmente em colapso.” A proposta de uma legislação socialista surgiria então, com aparente espontaneidade, como natural solução do problema. Nas décadas que se seguiram, a estratégia foi aplicada à risca, arregimentando milhões de beneficiários potenciais para que exigissem seus direitos em massa e produzissem a crise. Na liderança desse movimento estava o grupo de ativistas formado por Alinsky, entre os quais Barack Hussein Obama. A pletora de créditos imobiliários fornecidos pelos bancos, sob pressão dos ativistas, a solicitantes desprovidos das mínimas condições de pagar os empréstimos, foi a causa direta da crise bancária eclodida em setembro de 2008.


Dois pontos essenciais do plano Cloward-Piven chamam imediatamente a atenção do observador externo. De uma lado, a diferença entre duas concepções da previdência social. No sistema capitalista, a previdência social é, por natureza, um último recurso a que os cidadãos só devem recorrer em casos de extrema necessidade. A prosperidade geral do sistema, esperava-se, deveria prover por si o sustento das famílias, reduzindo a um mínimo as filas nos guichês da previdência. Cloward e Piven reconhecem essa obviedade em teoria mas adotam como estratégia ignorá-la na prática, forçando o direito virtual expresso em lei a tornar-se uma garantia de atendimento imediato a todos os pretendentes reais e potenciais, necessitados ou não. Entravam instantaneamente na fila, portanto, desde os miseráveis genuínos (um número insignificante) até pessoas de classe média baixa meramente insatisfeitas com a sua situação modesta:


“Para cada pessoa nas listas da previdência, há pelo menos mais uma que preenche os critérios de legibilidade mas não está recebendo assistência. Essa discrepância não é um acidente que emerga da ineficiência burocrática. É um traço inerente do sistema previdenciário, o qual, se desafiado, precipitará uma profunda crise financeira e política. A força para esse desafio, e a estratégia que propomos, é um esforço maciço para recrutar os pobres e colocá-los nas listas da previdência.”


Sob esse aspecto, a mera entrada em ação da campanha Alinsky-Cloward-Piven já modificava radicalmente a natureza do sistema, transformando o Estado liberal-capitalista num Estado previdenciário pré-socialista – e a falência deste último seria então denunciada como crise do anterior.


De outro lado, o objetivo último proclamado – garantir uma renda anual estatal a todos os pobres – se autodesmascarava imediatamente como farsa, pelo enunciado mesmo do plano: se a previdência não tinha dinheiro nem para atender os direitos já existentes no papel, como poderia tê-lo para arcar com um gasto imensamente maior? “Acabar com a pobreza” não era o objetivo do plano: era apenas o pretexto moral para gerar a crise. Esta era o único objetivo real, e não resta a menor dúvida de que foi alcançado. Neste caso, como em muitos outros, o discurso revolucionário apela a um objetivo utópico inatingível para viabilizar o esforço por um objetivo prático perfeitamente atingível, só que propositadamente desastroso. Se olharmos para a situação atual da economia americana, com o sistema bancário agonizante e o desemprego crescendo dia após dia, e notarmos que tudo isto foi feito sob a desculpa de “acabar com a pobreza”, é impossível deixar de perceber que os autores da idéia jamais acreditaram nessa desculpa, assim como os propugnadores de leis criminais mais brandas não acreditavam em diminuir a criminalidade e os defensores da educação sexual nas escolas não acreditavam em diminuir os casos de gravidez adolescente. Todas essas medidas e muitas outras similares visam tão-somente a destruir o sistema capitalista por meio de políticas assistenciais socialistas, calculadamente formuladas sob a lógica do prejuízo. Não há nenhum motivo razoável para supor que os danos resultantes fossem o puro efeito da inépcia ou da má administração. Foram resultados calculados, alcançados mediante uma engenharia social notavelmente eficaz. Trata-se, sempre e invariavelmente, de fazer o “sistema” pagar pelas culpas de seus agressores.

Governo impõe ideologia abortista no ENADE - mas claro, o PT É ABORTISTA!!!

ESCOLA SEM PARTIDO

Todo ano o Ministério da Educação, por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAE) propõe um exame (o ENADE) que avalia os estudantes de nossas universidades.


É assustador, mas é verdade. O ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de novembro de 2008 traz uma questão em que os estudantes são obrigados a concordar com a ideologia abortistas, sob pena de perder pontos. Trata-se da questão n. 4º da prova de História, que pode ser vista em http://www.inep.gov.br/download/Enade2008_RNP/HISTORIA.pdf


QUESTÃO 4


CIDADÃS DE SEGUNDA CLASSE?


As melhores leis a favor das mulheres de cada país-membro da União Européia estão sendo reunidas por especialistas. O objetivo é compor uma legislação continental capaz de contemplar temas que vão da contracepção à eqüidade salarial, da prostituição à aposentadoria. Contudo, uma legislação que assegure a inclusão social das cidadãs deve contemplar outros temas, além dos citados.


São dois os temas mais específicos para essa legislação:


(A) aborto e violência doméstica.
(B) cotas raciais e assédio moral.
(C) educação moral e trabalho.
(D) estupro e imigração clandestina.
(E) liberdade de expressão e divórcio.


A questão termina aí. Qual opção você marcaria como certa? Talvez "educação moral e trabalho" (letra C) fosse um tema importante para favorecer as mulheres.


Mas se você marcasse essa opção, erraria a questão. Qual é, então, a opção certa?


Segundo o Ministério da Educação, é a letra A: "aborto e violência doméstica". Aborto como tema específico de "inclusão social das cidadãs". É assim que os estudantes devem pensar. E é assim que devem responder. Se não, perdem ponto no exame.


O gabarito da prova de História pode ser verificado em http://www.inep.gov.br/download/Enade2008_RNP/GABARITO_HISTORIA.pdf


Para refletir

"As pessoas que nunca se identificaram ou que se afastam das simpativas comunistas, socialistas ou esquerdistas (que é tudo a mesma coisa), são aquelas que compreendem que as desigualdades acidentais (riqueza, prestígio, etc) são um bem em si, de acordo com a vontade de Deus e com a Lei Natural."

C. Caetano, um novo amigo

Why leftists love tyrants and terrorists - New blockbuster 'United in Hate' earns critical acclaim

WORLD NET DAILY
Posted: March 06, 2009 | 12:15 am Eastern

© 2009 WorldNetDaily

Critical acclaim is mounting for the newly released "United in Hate: The Left's Romance With Tyranny and Terror," by Jamie Glazov, with President Reagan's national security adviser, Robert C. McFarlane, calling it a "must-read."


In his book, which assuredly will make so-called "progressives" see red, Glazov describes the unholy alliance between jihadists and people like Michael Moore, Sean Penn, Ted Turner and Noam Chomsky.


He uses the Leftists' own words to reveal their agenda of death, and now a flood of praise is pouring in.


McFarlane said it is "the redefining work for 21st Century readers of an eternal message."


President Reagan's assistant secretary of defense, Richard Perle, said, "Jamie Glazov rolls over left-wing intellectual pretensions with a Mack truck that handles like a Porsche. He rounds them up – and when he's finished, there's nothing left."


Although history allows no doubt Leftist beliefs have spawned mass carnage and misery, and the deaths of millions of people, until now it has been extremely difficult for rational people who value personal freedom to understand the motivation of those who live in comfort, yet embrace monstrous dictators, ideologies and policies that leave only death in their wake.


Rising to the call, Glazov uses the astonishing words of well-known Leftists to explain their love for and deification of totalitarian ideologies with clarity and candor.


R. James Woolsey, former CIA chief, says Glazov's "courageous and illuminating book" calls out the "Nazis and Stalinists' of today."


"What draws Leftists moth-like toward the annihilating fires of unbridled totalitarianism, or drives them to slavishly worship at the feet of dictators?" asks Ben R. Furman, the FBI's former counterterrorism chief. "Dr. Glazov answers these and other 'head scratching' questions in a court-ready presentation of the Left's mindset that will make forensic psychologists proud."


"This superbly enlightening book should be required reading for the American and European policymakers that are not utterly beholden to the Left, for most of them have yet to come to grips with the Islamic supremacist agenda and its totalitarian imperative – which Glazov ably exposes here," writes Robert Spencer, author of the New York Times best-seller "The Politically Incorrect Guide to Islam (and the Crusades)."


Glazov holds a Ph.D. in history with specialities in U.S., Russian and Canadian foreign policy, and is editor of FrontPage Magazine.


Quoting notoriously leftwing British lawmaker George Galloway, "United in Hate" makes the beliefs of today's political Left crystal clear:


"Not only do I think it's possible [a Muslim-leftist alliance] but I think it is vitally necessary and I think it is happening already," explained Galloway. "It is possible because the progressive movement around the world and the Muslims have the same enemies. Their enemies are the Zionist occupation, American occupation, British occupation of poor countries, mainly Muslim countries. They have the same interest in opposing savage capitalist globalization, which is intent upon homogenizing the entire world, turning us basically into factory chickens which can be force-fed the American diet of everything from food to Coca-Cola to movies and TV culture and whose only role in life is to consume the things produced endlessly by the multinational corporations ..." You get the idea.


Ronald Radosh at FrontPage notes how today's members of the Left "seek to forge an alliance with America's enemies, once the Communist world, now the forces of radical Islam;" adding, "Glazov traces and seeks to analyze the causes of this movement from the left's support of 'the red flag of proletarian revolution' to that of the 'black flag of Islamic jihad.'


"In many cases, Glazov shows how the same people who once sang the praises of Stalin as an anti-fascist leader now praise Islamic terrorists who seek to attack the West. While many learned from 9/11 that the West had real and very dangerous enemies, major figures of the once pro-Soviet Left apparently felt rejuvenated, viewing the attack on the twin towers as the revenge of the masses for American oppression of the Third World. For these people, Glazov writes, 9/11 was a 'personal vindication,' since they saw 'only poetic justice in American commercial airplanes plunging into American buildings packed with people,'" Radosh says.


Adds Brigitte Gabriel, a renowned terrorism expert and New York Times best-selling author, "'United in Hate' is a must-read for all Americans concerned with the future of America."


"Finally, someone has the courage and the bravery to fully expose a mystery which for years has baffled us. The trutyh is o the cover, but it takes someone like Dr. Glazov to make us see it," says Joan Lachkar, author of "How to Talk to a Narcisssist."


"Any leftist who reads this, and has any honesty left in his mind, must recognize himself in this picture and, hopefully, be ashamed," adds Vladimir Bukovsky, once a leading Soviet dissident and author of "Judgment in Moscow."


Within hours of its release, "United in Hate" was No. 1 among books relating to communism on Amazon.com.


Glazov concludes: "This is where the Western Left and militant Islam (like the Western Left and Communism) intersect: human life must be sacrificed for the sake of the idea. Like Islamists, leftists have a Manichean vision that rigidly distinguishes good from evil. They see themselves as personifications of the former and their opponents as personifications of the latter, who must be slated for ruthless elimination."


Sounds crazy, but how else can one explain the views of famed moviemaker Francis Ford Coppola, who said of one of the world's most notorious dictators: "Fidel, I love you. We both have the same initials. We both have beards. We both have power and want to use it for good purposes." Or Harry Belafonte, who said: "If you believe in freedom, if you believe in justice, if you believe in democracy, you have no choice but to support Fidel Castro."


Get Jamie Glazov's "United in Hate: "The Left's Romance With Tyranny and Terror," signed by the author from the people who published it – WND and WND Books.


If you are a member of the media and would like to interview Jamie Glazov, e-mail publicist Sandy Frazier. 

A democracia ameaçada

ÚLTIMO SEGUNDO
07/03/2009 - 18:36 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

TEL AVIV - A alienação das maiorias com relação ao que acontece no mundo é fenômeno internacional. Os povos e nações não chegaram a assimilar os significados de globalização e interdependência antes de ingressarmos na crise. Na sua maioria, sentem-se desorientados pelo noticiário.


Num dia o mundo parecia o melhor dos mundos. No outro, o pior. O que aconteceu? Veio insegurança individual quanto à próxima fonte de seu pão. O medo cresce. Até minorias enriquecidas no bons tempos estão  assustadas.


Até onde e a quem chegará a crise? As mais gigantescas empresas, sinônimos de fortalezas inexpugnáveis, balançam em precário equilíbrio. Os mais poderosos bancos. A mais poderosa empresas de seguros. Empregadores de centenas de milhares de indivíduos espalhados pelo mundo podem falir! Ninguém, gênio algum, parece saber qual a profundeza do inferno criado.


A mídia escrita ainda não se conscientizou que seu papel de meio de informação não é mais suficiente. Não encontrou um caminho a seguir.  É simplório demais, esteja sendo ultrapassada na antiga missão de informar pela agilidade da internet e outros meios eletrônicos.


Ter perdido anunciantes e leitores. Falta de dinheiro? Ou ao não ter comprendido que tinha de adequar às mudanças? Houve   tempos que navegadores se orientava pelas estrelas. Mas hoje o GPS   indica o caminho certo. Os satélites enxergam lá de cima.


Quem tem GPS nem de mapa carece. Maravilha das maravilhas. Ninguém se perde. Mas o GPS ainda não lhe ajuda a navegar pelo abstrato. Muralha. Ele não explica nada. Só indica o caminho pedido.


A grande falha da mídia tradicional é a de não  contribuir para que se compreenda a época em que se vive. Ou a contribuição é mínima. O indivíduo de nossos dias sente-se sozinho num mar sem fim, sem ninguém por  perto para salva-lo. Nada que torne seus dias menos angustiantes sem sequer ter vaga ideia de onde está. Tentar alienar-se é como fechar os olhos para não ver o leão faminto nas proximidades. Ninguém escapa.


O que sabem da crise além de seus efeitos? Ou a humana esperança  de a vítima ser o outro. Não pensar. Basta atentar para o peso e seriedade com que o noticiário que ignora a crise é tratado pela mídia. O destaque, estilo,  paroquealismo, o convencionalismo das chamadas, lideranças que continuam brigando por cargos e poder. Para quê? Falar  de reformas que eram urgentes em outros tempos como se fossem atuais. Sustentam-se em velhas mentiras e promessas irrealizáveis. E tirando dos bolsos de sempre. Dos contribuintes.


A cada dia, acompanhando-se o chamado noticiário, verifica-se que  ondas subterrâneas de falta de confiança no Estado e governos surgem e se acentuam. E a qualquer momento virão à superfície ferozmente tormentosas.


Nada mais perigoso e explosivo do que explorar o mal-estar por  mesquinhos objetivos políticos. Tentar esconder a verdade com retórica demagógica não vai longe. Quando falta o pão é um Deus nos acuda. Mais perigoso ainda quando não se sabe a razão. Quando não ajudam  o indivíduo se encontra no meio da confusão pela qual não tem culpa alguma. Mesmo os que não sabem nadar têm o direito de tentar a salvação. A notícia importa menos do que o significado e as consequências.

segunda-feira, 9 de março de 2009

MARXISTAS MARCAM PRESENÇA NO DOCUMENTO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE: ALTHUSSER E MARCUSE

ADVERSUS HAERESES
09/03/2009

É pessoal, quem puder dar uma olhada no documento da Campanha da Fraternidade irá claramente perceber a presença de autores comunistas consagrados pela Nova Esquerda. Basta dar uma olhada nas referências bibliográficas das páginas 36 e 37 onde aparecem dois autores marxistas idolatrados pela New Left: Louis Althusser e Herbert Marcuse !!!

Althusser cansou de afirmar a primazia da luta de classes em suas obras; criticava também a individualidade (e não o individualismo) como produto da ideologia burguesa. Defendia que a religião é um dos aparelhos ideológicos do Estado. Já Marcuse é aquele que defendia a liberação sexual !!! defensor da cultura erótica (Cf. Eros e Civilização). Marcuse defende neste livro que a humanidade anseia por regressar a um estado de onde todo o corpo volte a ser fonte de prazer sexual. Para Marcuse, as chamadas "perversões" expressam somente uma rebelião contra a subjugação da sexualidade à ordem de procriação, do matrimônio monogâmico e contra as instituições que garantem essa ordem. Pretende a subversão dos valores cristãos da sociedade !!! Marcuse está ligado ao marxismo cultural.

Além disso, o texto da CF endossa a concepção de Rousseauniana de democracia enquanto poder soberano do povo, o que atenta contra a fé católica que afirma claramente que todo poder vem de Deus e que uma verdadeira democracia deve ter como parâmetro a Lei Natural e a Lei divina.

O documento ainda tem como movidos pela "ação divina": Dom Oscar Romero, Dom Luciano Mendes de Almeida, Dom Helder Câmara, Padre Josimo, Ir. Doroty Stang, Santo Dias da Silva e Chico Mendes, entre outros. (que coisa !)

O País Bizarro dos Socialistas

LIBERTATUM
Por Klauber Cristofen Pires
QUARTA-FEIRA, MARÇO 04, 2009

Sempre advirto meus convivas: “- afaste-se do adoçante! Adoçante engorda! Veja por si mesmo: a maior parte das pessoas que usa adoçante é gorda!”. Já vi também crianças reclamando de suas mães, mais ou menos assim: “- mãe, você me tortura com este pente fino; você sempre vem com ele pra cima de mim, que nunca tive piolhos...”.

Como se pode verificar dos hilários exemplos acima, trata-se de uma óbvia inversão de causa e efeito. Todavia, contanto que aqui pareça simplesmente, continuamente políticos e intelectualóides esquerdistas recorrem a este procedimento, algumas vezes conscientemente, outras nem tanto – afinal, é a própria maneira de pensar deles que é invertida, de modo que um pensamento de trás pra frente não passa de um desdobramento natural.

Ocorre, porém, que um pensamento legítima e logicamente invertido é inconcebível. Este é o grande problema; o planeta bizarro somente existe nos quadrinhos da Liga da Justiça! Então, o que fazem os socialistas? Copiam como são as coisas nos países desenvolvidos capitalistas, e procuram transmutar para os seus países os efeitos do que eles enxergam, e não as suas causas. Alguns tópicos a seguir podem clarear esta realidade:

Dizem certos pesquisadores que a educação trará a melhoria de vida ao país. Estudos chegam a afirmar até mesmo uma certa quantia estatística que é acrescida à renda ou ao salário de um cidadão, conforme cada ano a mais de estudo. Este tipo de discurso, raramente o vi ser contestado. Pois esta então será uma ótima oportunidade para se verificar a autenticidade de seu conteúdo.

Certo está que a educação, o estudo, a profissionalização podem vir a trazer melhorias de vida aos seus cidadãos. Todavia, o acerto de como se dá esta educação somente ocorre numa sociedade livre, onde cada cidadão tem a chance de aplicar seus estudos na área em que entender que será mais bem-sucedido, e o faz mediante uma criteriosa decisão, já que é ele quem paga. Porém, isto, por si só, não basta. É necessário também que seu conhecimento se transforme efetivamente em um aumento na produção de bens e serviços para a sociedade. Na verdade, esta é a verdadeira causa do aumento da renda e dos salários. Porém, o que faz o governo dos políticos socialistas? Saem multiplicando vagas de ensino – aqui refiro-me especialmente ao nível superior - na crença vã de que os tais aumentos estatísticos caiam no bolso dos seus pupilos como gotas de chuva.

O vício da inversão é tão arraigado no populismo brasileiro que chegamos enfim ao absurdo máximo de aprovar automaticamente os alunos com rendimento insuficiente, como meio de combater a repetência!

Em Cuba, há possivelmente a maior concentração relativa de médicos do mundo. Porém, nem um deles vive bem. Uma anedota popular diz que as esposas de médicos daquele país costumam dizer às suas amigas: “-meu marido é médico, mas um amigo nosso já lhe garantiu uma vaga de garçom para o ano que vem”. Elas se referem, pra quem não sabe, aos resorts estrangeiros que têm tido permissão de explorar o turismo – e os cubanos - que lá só podem colocar o pé por motivo de trabalho. A extrema abundância de profissionais – e tanto pior será quanto mais bem qualificados forem – gera a pobreza em todas as outras áreas onde predomina - forçosamente – a deficiência de recursos humanos. Esta é uma das causas da extrema pobreza daquela ilha-presídio.

No Brasil, as universidades públicas e os incentivos tais como o Prouni e o FIES possibilitam que haja um enorme desperdício de recursos – que, na pior das hipóteses, poderiam ser mais bem utilizados na educação de base. Já conheci inúmeras pessoas que adiam indefinidamente seus cursos, e outras que possuem duas, três e até quatro graduações, sem jamais ter exercido a profissão em uma só delas. Toda esta dinheirama acaba gerando não um enriquecimento geral, mas sim um empobrecimento de toda a sociedade, à medida que as pessoas são enganadas quanto às possibilidades que o mercado tem a oferecer, e fazendo com que um custoso investimento deixe de gerar seus frutos.

Um outro exemplo pode ser mais ilustrativo do que digo. Quando eu era aluno da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, a Marinha do Brasil dava aos seus alunos doentes os remédios. Porém, um tenebroso quadro passou a surgir: cada vez mais havia alunos doentes, e os armários dos alojamentos começaram a se parecer mais com farmácias. Quando isto foi bem percebido, a Marinha decidiu então pagar somente a metade de cada remédio. Pois, usando um bom trocadilho: que santo remédio! As filas das enfermarias praticamente sumiram, os alunos se tornaram mais saudáveis, e uma grande economia aos cofres públicos foi alcançada.

Outra falácia esquerdista diz respeito à distribuição de renda. Segundo afirmam categoricamente, no Brasil há uma horda de excluídos e pessoas que ganham muitas vezes mais do que o salário mínimo. Que nos países desenvolvidos a distância entre os menores e os maiores salários raramente chega a ser de seis vezes.

Mais uma vez, outra inversão. Nos países desenvolvidos, a diferença salarial é pouca, porque a atividade econômica é ou foi em um largo período capaz de gerar uma quantidade apreciável de empregos. Com a demanda por trabalhadores aumentada, os salários mais básicos tiveram, forçosamente, de subir. Obviamente, à medida que os salários da base aumentam, tendem a se aproximar relativamente dos salários do topo.

Um mero raciocínio pode demonstrar isto claramente: se João hoje tem oito anos de idade, e Maria, 4, então João tem o dobro da idade de Maria. Todavia, daqui a 60 anos, João será apenas cerca de 6% mais velho do que Maria.

No caso do Brasil, se há uma imensa massa de pessoas desempregadas ou sub-empregadas, isto é tão somente porque o governo as proíbe - literalmente – de conseguirem um emprego, e aqui podemos apreciar mais uma falácia: o salário-mínimo.

Infelizmente, quase todos os brasileiros tendem a acreditar que o salário mínimo é uma garantia de uma renda mínima. Em recente aula de filosofia, um professor declarou taxativamente que o salário-mínimo brasileiro é anti-ético, por não ser capaz de cobrir todas as despesas previstas da Constituição. Em contrapartida, exaltou o salário-mínimo francês, este sim, bastante ético, ainda que a França esteja no sinal vermelho do desemprego.

Pessoas imbuídas de um pensamento socialista sempre exaltam o que pode ser facilmente visto, ou que pretendem mostrar, e varrem pra debaixo do tapete os efeitos colaterais que sempre exsurgem. Pois bem, alguém já chegou a pensar que o salário mínimo não venha a ser uma garantia, mas uma proibição? Ora, se o salário mínimo fosse uma garantia, em cada lar haveria um pai empregado sorridente e uma mesa posta. Pois pergunto: é isto o que acontece? Claro está que não.

O salário mínimo, tenho dito a quem quiser entender, é uma proibição. Por meio da lei que estipula o seu valor, pessoas que exercem uma atividade econômica de menor alcance, como é muito comum nas localidades menores e mais pobres, não podem empregar ou serem empregadas. Daí o desemprego. Pois então pergunto: é ético proibir alguém de trabalhar? Uma pessoa que poderia receber menos que o atual salário mínimo está melhor na condição de desempregada?

Durante todos os dois mandatos do Governo Lula, o salário mínimo foi alegremente aumentado enquanto a economia andava no vácuo das economias mais pujantes em fase de prosperidade, sem que nenhum ajuste estrutural tivesse sido realizado. Agora, quando o mercado sofre um revés – e frise-se, causado pela incúria do estado norte-americano e seguida por outros, inclusive o tupiniquim – é óbvio que Lula não terá peito para fazer regredir os salários de modo que voltem a refletir o quadro da magnitude econômica atual. Antes, fará rodar a maquininha, aquela de imprimir dinheiro, e todos os brasileiros quedar-se-ão mais pobres, pela desvalorização da moeda, pelo endividamento público e/ou e pelo aumento da inflação.

Tempos atrás, uma empregada doméstica que trabalhava comigo pediu a sua demissão, e explicou-me suas razões, que do ponto de vista econômico dariam uma boa aula a quantos economistas andam por aí à solta: acontece que ela morava no interior, onde podia plantar uma roça e se servir da pesca. No interior, estava subempregada, segundo a atual lei do salário mínimo, porque a sua então patroa lhe pagava cerca de duzentos reais por mês. Todavia, era o suficiente para as suas necessidades, desde que com este dinheiro ela podia comprar roupas, remédios e alguns mantimentos. Porém, quando veio para Belém, ela teve de pagar pelo aluguel de sua moradia e por boa parte de sua alimentação, de modo que o salário de trezentos e oitenta reais vigentes à época resultou em bem menos que do que ela costumava obter.

Estes são três singelos exemplos de uma verdadeira enciclopédia deste planeta bizarro chamado Brasil, e torço para que os leitores abram os olhos para tantas quantas decisões equivocadas são tomadas mediante a inversão das causas pelas conseqüências.

CASO DA MENINA DE ALAGOINHA - O lado que a imprensa deixou de ver

PADRE EDSON RODRIGUES
6.3.09

No dia 25 de fevereiro, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de nove anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de treze anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), ambos em Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.

No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia dois de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das quinze horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.

Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.

Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.

Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.

Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.

Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas com a promessa da assistente social de que a documentação sobre a menina dos 9 anos com o parecer médico e os encaminhamentos para o aborto seriam enviados ao Conselho Tiutelar de Alagoinha até a quarta-feira, dia 4 de março, o que até hoje no Conselho Tutelar se espera. Foram enviados apenas os documentos relativos às informações sobre a menina irmã de 14 anos, também violentada.

Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer, pois estava claro para nós que em pouco tempo seria iniciado o processo abortivo.

Dada a repercussão do fato, o Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se deu. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a forma como tudo se seu. Nessa reunião, que se deu na terça-feira, dia 3, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, também estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente para com o pai, ligou ao IMIP e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez por volta das 8 horas da manhã.

Outro encontro de grande importância na luta pela vida dos bebês aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira, dia 3. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina fomos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, ficamos na sala de espera, mas o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas e possíveis providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro, que se deu na Sala da Presidência do TJPE, também estava presente o pai da criança, o Sr. Erivaldo. Depois de cerca de 1 hora de reunião, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda pudessem ser salvas, com base na orientação dada pelo diretor do IMIP para cancelamento de toda e qualquer iniciativa pró-aborto naquele dia.

Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso Sobrinho recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceitado. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança e a mãe. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Eu e o Conselheiro Hélio ficamos embaixo esperando a volta de Maria José. Ela, na recepção do quarto andar, identificou-se e a atendente, certamente ciente que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.

No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao IMIP para ver a criança, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento reservado exclusivamente para a menina e a sua mãe, uma balconista (enfermeira atendente) chamada Sandra afirmou meio irritada em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que se trata de alguém influente na casa.

Ficamos então a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo “risco de morte” e que, por isso, deveria ser submetida urgentemente aos procedimentos abortivos para que a situação não se agravasse mais ainda. A pergunta é: como alguém correndo risco de morte poderia ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse uma paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente e a criança ter condições de ser removida a um outro hospital? O que teriam dito as militantes do grupo Curumins à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai, que depois de cerca de vinte e cinco minutos de conversa, a sós, com a Assistente Social, a portas fechadas, saiu da sala totalmente convicto de que a sua filha deveria abortar os seus netos, desfazendo sua opinião primeira favorável à vida das crianças? Por que ninguém no IMIP informou ao Conselho Tutelar para onde teria sido transferida a criança? Por que tanto silêncio e tanto mistério? Estariam, por acaso, fazendo algo errado que não pudesse ser conhecido?

De lá do IMIP voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos de onde a menina e a sua mãe se encontravam. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha naquela noite.

Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, já em Alagoinha, ficamos sabendo, por meio da imprensa, que a criança estava internada no CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho e luta para salvar as duas crianças se foi, baseado num ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana como se de nada estivéssemos falando.

Tudo isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.

Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, no momento em que, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.

Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra dele mesmo que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo. 10,10).

Nisso cremos, nisso apostamos e por isso nos gastaremos sempre.

Acima de tudo, a Vida, dom de Deus para todos!

UNOAMÉRICA - MUDANÇA DE DATA DO EVENTO


 


 


COMUNICADO  # 3


ATENÇÃO: MUDANÇA DO DIA DO EVENTO NA ABF


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DECRETOU FERIADO ESTADUAL NO DIA 23 DE ABRIL.


A PALESTRA DE ALEJANDRO ESCLUSA SERÁ DIA 28 DE ABRIL, TERÇA-FEIRA


NO FDR FICA MANTIDA A DATA ORIGINAL, 25 DE ABRIL




PRESIDENTE DA UNOAMÉRICA, ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA,  NO RIO DE JANEIRO


TOTALITARISMO BOLIVARIANO CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO NA AMÉRICA LATINA


DIA 28 DE ABRIL
Horário: 10:00H ÀS 13:00H
Local: Sede da Academia Brasileira de Filosofia
Rua: Riachuelo, 303 - Casa de Osório - Centro


ORGANIZAÇÃO: JOÃO RICARDO MODERNO (PRESIDENTE DA ABF) E HEITOR DE PAOLA


Estacionamento Privado na Rua Riachuelo, 305


UNOAMÉRICA E O EIXO DO MAL LATINO-AMERICANO


DIA 25 DE ABRIL

Horário: das 9:00h às 13:00h

Local: Anfiteatro do Centro Médico Barrashopping, 3º andar - Bara da Tijuca

 

(PROGRAMA PROVISÓRIO)

 

 APRESENTAÇÃO: Jorge Roberto Pereira e João Ricardo Moderno

HEITOR DE PAOLA: O Eixo do Mal Latino Americano

GRAÇA SALGUEIRO: As FARC e o terrorismo na América Latina

ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA: UNOAMÉRICA - Perspectiva de mudanças na América Latina

 

ORGANIZAÇÃO: JORGE ROBERTO PEREIRA (PRESIDENTE DO FDR)  

200 lugares apenas. Inscrição: R$15,00, depósito comprovado em conta.
Inscrições e reserva: lspenitente@faroldademocracia.org

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".