Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O burguês brasileiro

Como o dicionário do esquerdopata é único pois cada um tem a sua própria edição, não dá para saber o que chamam de burguês, não dá para saber o que eles entendem por Capitalismo, ladrão é sempre o outro, nunca ele mesmo ou um outro amigo esquerdopata assim como currPTo.
Sobre burguês, parece que existe apenas um ponto em comum em todos os dicionários esquerdopatas: burguês não presta!!!

O chefe de LULA, Fidel Castro, chamaria este cara da matéria abaixo de burguês, com certeza.


***

Lula entende de Matisse

Do portal VEJA ONLINE por Diogo Mainardi em 15 de novembro de 2006

"O investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o
critério adotado. Depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa
do filho do presidente, o crescimento foi ainda maior. Lula dá cada vez mais dinheiro à agência Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula"

Entre Deus e Lula, Lula é melhor. Pelo menos para a Rede Bandeirantes. No começo do ano, o bispo R.R. Soares tentou comprar o Canal 21. A Bandeirantes preferiu ceder o negócio à Gamecorp, a empresa do filho de Lula. De lá para cá, segundo os dados do Ibope Monitor, os gastos em propaganda estatal na Bandeirantes aumentaram sem parar. Em 2005, foram 113 milhões e 181 000 reais. Em 2006, só até setembro, atingiram 151 milhões e 593 000 reais. Um salto de 40 milhões de reais. Quem precisa de Deus podendo contar com um parceiro desses?

É moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou o instrumento ideal para a reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado, tanto em cifras absolutas quanto no cotejo com as demais emissoras. Do total destinado pelo governo à propaganda televisiva, a fatia da Bandeirantes subiu mais de 50% de um ano para o outro. Considerando-se apenas o período de maio a setembro, depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa do filho de Lula, o crescimento foi ainda maior: 60%. Curiosamente, o único dado que permaneceu igual foi a audiência. Nesse ponto, a Bandeirantes ficou estacionada, como sempre.

Se o Brasil fosse menos bananeiro, a imprensa, os partidos políticos e a Justiça se perguntariam se há algum elo entre os negócios do filho do presidente e o aumento da propaganda estatal na emissora de seus parceiros. Como o Brasil é o que é, o assunto será ignorado. Mesmo que um dos maiores aumentos tenha ocorrido justamente na verba publicitária da Presidência da República, de responsabilidade direta do gabinete de Lula. Em 2005, a Bandeirantes recebeu 5 milhões e 871 000 reais do Palácio do Planalto. Em 2006, até setembro, incluindo o período de recesso eleitoral, foram 10 milhões e 28 000 reais. Quase o dobro.

A agência que cuida da publicidade da Presidência da República é a Matisse. A Matisse nasceu numa sala dos fundos da M7, a produtora de Kalil e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula na Gamecorp. O mercado até suspeita que eles sejam sócios ocultos da agência. A verba que o gabinete de Lula destina à Matisse aumenta todos os anos. Foram 3 milhões e 687 812 reais em 2003. 36 milhões e 941 315 reais em 2004. 37 milhões e 882 635 reais em 2005. 59 milhões e 858 210 reais em 2006. O número de 2006 reúne os gastos até setembro, mas o governo já autorizou um acréscimo de 37 milhões de reais para os últimos meses do ano. A Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula.

O TCU acaba de apontar um buraco de mais de 100 milhões de reais na publicidade do governo federal. O ministro Ubiratan Aguiar chegou a defender o fim da publicidade institucional. Sorte de Lula o Brasil ser o que é.

O livro proibido do mensalão - leiam, é de graça e não é pirataria

O CHEFE (clique aqui para ver o site ou aqui se quiser apenas baixar o livro em formato PDF).



Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos” do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os serviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão. Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá. Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo. Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação. O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito. Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder. Este livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aos poderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar o mais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da história brasileira, em todos os tempos.

Ivo Patarra

Manifestação das nossas FORÇAS ARMADAS, nossos salvadores caso "alguém" queira detonar este país

Não nos esqueçamos que são as nossas Forças Armadas, tão dilaceradas, maltratadas e sobre as quais tecem-se mentiras constantes, uma atrás da outra a tantos anos, são a nossa defesa contra agressões de qualquer natureza, INTERNA OU EXTERNA. E foram o que fizeram em 1964 quando BARRARAM A REVOLUÇÃO COMUNISTA QUE HOJE ESTÁ AÍ DE NOVO, SENDO LEVADA A CABO ATRAVÉS DOS MESMOS AGENTES.

Precisamos parar de uma vez por todas de "dar porrada" nos caras pois se alguma coisa ruim acontecer, INTERNA OU EXTERNAMENTE, COMO POR EXEMPLO O FORO DE SÃO PAULO, são eles que vão lá dar sua vida por nós, seus burros (burros = os que adoram falar mal dos nossos militares, ok?).

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Imbecilidade do dia. Melhor, do ano.

O Emílio Odebrecht disse: "Lula nunca foi de esquerda."

Comprensível pois é empreeiteiro e, em uma país que vive o Socialismo difarçado como o Brasil, se você não puxar o saco do patrão/governo você não vai pra frente, não ganha licitações.

Que bom seria se o Brasil vivesse de verdade o Capitalismo sem um sistema Socialista por trás. Para quem não sabe, não existe incompatibilidade direta entre os dois. Só estúpidos acreditam nisto que os professores universitários vendem. Temos um Estado gigante que controla até nossas contas bancárias (CPMF, ainda bem que se foi...), que não nos entrega nada em troca dos impostos e que amarra de tal forma a iniciativa humana que montar uma empresa transforma-se em um suplício, em uma impossibilidade. Tente montar uma empresa e fazer tudo que a Lei manda você fazer.

Ainda por cima, a "sua" empresa vai ser metade sua e de seus sócios e metade do Estado. Depois vem os impostos que levam pelo menos 30% da sua parte.

É ou não Socialismo disfarçado???

Os socialistas fazem oposição ao Capitalismo porque em um país onde existe o verdadeiro espírito capitalista as pessoas não aceitam o controle da elite socialista, classe extremamente poderosa politicamente falando que "manda" no país e faz o que quer. Portanto, para que tenham vez, os socialistas precisam fazer as pessoas não entenderem o que é o Capitalismo e este processo no Brasil começa nas escolas e na mídia em gertal.

Em resumo, em um país onde floresce o verdadeiro espírito capitalista as pessoas não aceitam que um bando de incompetentes comandem suas vidas. Aqui acontece o contrário: o sonho profissional do brasileiro é ser funcionário público. Assim como o "empresário" acima.

Correção/adendo ao post "DIGITAIS DO FORO DE SÃO PAULO"

Segue abaixo o conteúdo do site das FARC (convenientemente retirado do ar mas antes disto eu já o tinha salvo em meu sistema) citado no post "Digitais do Foro de São Paulo".

16 de Enero de 2007
Saludo Mesa directiva del Foro de Sao Paulo
Compañeros

Mesa directiva del Foro de Sao Paulo.

San Salvador, El Salvador.

Compañeros y compañeras delegados y delegadas al XIII Foro, reciban nuestro cariñoso y bolivariano saludo, muchos éxitos en sus deliberaciones.
Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones.

Queridos compañeros.

En 1990 ya se veía venir abajo el campo socialista, todas sus estructuras flaqueaban como castillo de naipes, los enemigos del socialismo festejaban a más no poder, se acuñaron teorías como la del fin de la historia, muchos revolucionarios en el mundo observaban atónitos y sin conocer lo que había fallado para que ocurriera semejante catástrofe.

La utopía se esfumaba, la desesperanza se apodero de muchísimos dirigentes que habían dedicado toda su vida a la lucha por conquistar un mundo mejor, idealizándolo con el modelo de socialismo desarrollado de la Unión Soviética. Al derrumbarse ese modelo, para muchos se acabó la motivación de lucha y sólo quedamos unos pocos soñadores que nos mantuvimos y nos seguimos manteniendo en la teoría, en la política y en la realidad de nuevas expresiones de socialismo, lo que ha potenciado la decisión de lucha y ha acelerado el crecimiento y fortalecimiento de ese contingente de soñadores que ve en esa lucha por un mundo mejor, algo realmente posible.

En Asia: China, Vietnam y Corea del Norte, ondeaban sus banderas socialistas sin darle cabida al derrotismo y sin escuchar los cantos de sirena para que abandonaran el sistema que se le oponía al capitalismo.
En América: Cuba quedó sola, navegando en la crisis más profunda que le haya tocado vivir a país alguno, con su comercio que alcanzo niveles de caída que no pocos creyeron imposible de revertir dado el brusco cambio en las fuetes y condiciones de su comercio exterior. El imperialismo creyó equivocadamente que había llegado el momento de acabar con el socialismo en América, aumento su agresión con el bloqueo económico, comercial y financiero, sin importarle la vida de millones de niños y ancianos que sufrirían las consecuencias de tan demencial maniobra.
Es en ese preciso momento que el PT lanza la formidable propuesta de crear el Foro de Sao Paulo, trinchera donde nos pudiéramos encontrar los revolucionarios de diferentes tendencias, de diferentes manifestaciones de lucha y de partidos en el gobierno, concretamente el caso cubano. Esa iniciativa, que encontró rápida acogida, fue una tabla de salvación y una esperanza de que todo no estaba perdido. Cuanta razón había, han trascurrido 16 años y el panorama político es hoy totalmente diferente. El otrora imperialismo arrogante y prepotente esta sumido en una profunda crisis que nadie sabe cuando ni como terminará. Las brutales e ilegitimas agresiones contra los pueblos de Afganistán, Irak y Líbano han recibido respuestas inesperadas y cada día sumen en el desconcierto al gobierno norteamericano y sus aliados, que han tenido que cargar con el peso político y social que significan miles de muertos y heridos, así como de una previsible derrota. Duras realidades como el déficit fiscal, el déficit en la balanza comercial, la caída de los halcones: Ruffell, Boltón y Negroponte y la creciente actitud critica del pueblo norteamericano, agudiza aún más la crisis de quienes soñaron y aún sueñan con el poder mundial, creyendo muertas y enterradas las fuerzas que se les pudiesen oponer.
En América Latina, no hacemos más que reseñar, pues todos conocemos los procesos: Cuba, Venezuela, Bolivia, Nicaragua, Ecuador, Brasil, Uruguay y Argentina, en total ocho países, se orientan por el desarrollo de modelos de gobierno y de sistemas diferentes al tradicional impuesto por el imperialismo yanqui. Los pueblos han optado por el cambio, nada los ha detenido, la amenaza, el chantaje, la compra de votos, los fraudes millonarios, no han sido suficientes para hacer cambiar la opinión de millones que han buscado y siguen buscando una nueva alternativa.
Es en el marco de este escenario político que se ha desarrollado y se sigue desarrollando el Foro de Sao Paulo. De un partido en el gobierno que inicialmente hacía parte del Foro, el Partido Comunista Cubano, hoy son ocho las fuerzas gobernantes que, además de ser fuerzas en el gobierno, fueron fundadoras de éste importante movimiento. Así las cosas, cualquiera pensaría que el haber avanzado en luchados y esperados objetivos, haría del Foro de Sao Paulo un impulsador de la integración de América Latina, en un ariete de las luchas sociales, en un ente solidario con la lucha de los pueblos, en una fuerza capaz de buscar y proponer soluciones políticas a conflictos internos que se presentan como consecuencia de la inequidad, la injusticia y la antidemocracia.
Pero no es así, hay quienes piensan que el haber llegado al gobierno los separa del Foro. Según tal y muy respetable forma de pensar, una cosa es ser oposición y otra ser gobierno, en razón a tener que desarrollar, en algunos casos, políticas que el Foro no comparte, como la política neoliberal. Piensan que la nueva condición los inhibe de participar y quieren un Foro menos dinámico, que no se haga sentir, que no sea propositivo, que no sea luchador por objetivos que fueron y siguen siendo validos. Ante tal situación, otros piensan que se debe acabar el Foro, que lo mejor es darle entierro de tercera y crear un nuevo movimiento.
En las FARC creemos que no son correctas las dos apreciaciones anteriores y, por el contrario, pensamos que los partidos que se encuentran en el Foro y que hacen parte de los gobiernos, tienen el espacio, el justo derecho y la necesidad de plantear en sus países el fortalecimiento del movimiento tal como fue creado: sin exclusiones, sin imposiciones y sin dogmatismos. Creemos así mismo que se debe buscar el que, esta organización sea más funcional, sea un ente catalizador de las opiniones de los pueblos que siempre están adelante de sus gobernantes, porque son los que sienten como se está ejerciendo el gobierno, si es justo, si es pulcro, si es humano, si ha cumplido con lo que le ha prometido. Tenerle miedo a la crítica que pueda hacer una organización como el Foro de Sao Paulo, es negar su misma esencia como gobierno democrático, amplio y pluralista.
Pensar en crear otra organización echando por la borda 16 años de experiencias, de credibilidad, es despilfarrar la oportunidad de convertir el Foro en un ente coordinar de diferentes partidos, movimientos y organizaciones políticas que respetando las diferencias nos ratificamos en la lucha contra el imperialismo, el neoliberalismo, la solidaridad y la integración de América Latina.
Hacemos un reconocimiento a los compañeros del Grupo de Trabajo por la iniciativa de ayudar en la solución política al conflicto social, político y armado que vive Colombia desde hace 60 años, la declaración de Bogotá es sin duda un documento muy importante que, con el derecho que nos asiste, pedimos sea difundido entre los asistentes al Foro.
En Colombia hay una intervención directa del Imperialismo Yanqui, en la actualidad hay 1.400 oficiales del ejército estadounidense, dirigiendo las operaciones del Plan Colombia, el Plan Patriota y el Plan Victoria. Los Estados Unidos, están instigando y financiando la guerra con el pretexto del narcotráfico y para ello diariamente se están gastando 17.5 millones de dólares para perseguir y liquidar a los luchadores sociales, revolucionarios y bolivarianos. Las fumigaciones están acabando con la flora y la fauna de la amazonía, son miles de toneladas de Glifosato y Paraqua, igual que los experimentos con el Fusariun Oxiporun. Que destruye la mata de coca pero igual acaba toda la flora que haya en el lugar, como son las cuencas hidrográficas, sus cepas se embarcan causándole inmensa pérdida al sistema ecológico.
Creemos oportuno manifestar nuestra inquietud y desagrado por la posición de algunos compañeros que, en forma y bajo responsabilidad personal, públicamente dicen que las FARC no pueden participar en el Foro, por ser una organización alzada en armas. La lucha armada no se ha creado por decreto y tampoco se acaba por decisión similar, es la expresión de un pueblo que ha sufrido la devastación de su población en más de un millón de personas que en estos 60 años han sido asesinadas, es la expresión de los miles de militantes que fueron asesinados del Partido Comunista y de la Unión Patriótica, es la expresión de miles de sindicalistas que han sido asesinados en estos últimos años. A los compañeros que piensan que no podemos participar, fraternalmente los invitamos a que nos acompañen, no en el accionar militar al que las circunstancias nos han obligado, pues sabemos que no la comparten y respetamos sus puntos de vista, los invitamos a participar de la búsqueda de la solución política y para ello los hacemos partícipes de la Plataforma para un gobierno de Reconstrucción y Reconciliación Nacional, aprobada por nuestra 8ª Conferencia realizada en 1993. Con esta Plataforma de 12 Puntos hemos invitado reiteradamente a todos los sectores sociales, económicos y políticos de nuestro país, para que nos sentemos y entre todos construyamos la Nueva Colombia. Al Foro, en su conjunto, lo invitamos a que prosiga en sus importantes pronunciamientos y accionar por la solución política al conflicto social y armado en Colombia, paso importante para alcanzar la paz con justicia social por la que ha luchado y seguirá luchando nuestro pueblo, a la vez que paso necesario para impedir que este conflicto pueda ser utilizado para que el imperialismo intente acciones desestabilizadoras en la región.
Seguimos invitando a todos los partidos políticos, organizaciones sociales, de estudiantes, obreros, intelectuales, campesinos, indígenas y a todo el que este en contra de la injusticia, a buscar una solución política. Invitamos a que nos acompañen en la lucha por el Intercambio Humanitario, con lo que estaremos abriendo las puertas para que centenares de colombianos y colombianas regresen a sus hogares a compartir con sus seres queridos.

Comisión Internacional
Fuerzas Armada Revolucionarias de Colombia-Ejército del Pueblo, FARC-EP

Montañas de Colombia, enero 7 de 2007”.

http://www.farcep.org/?node=2,2513,1 (mas o site das FARC foi tirado no final do ano passado).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Educação para a Democracia

Do portal ALERTA TOTAL
Por Arlindo Montenegro em domingo, 27 de janeiro de 2008

Diante do sucesso das ong (oficiosas) de trabalhadores do campo, remuneradas pelos atuais governantes para agitar, invadir, depredar laboratórios de agronegócios, destruir plantações, matar vacas, escolarizar adolescentes na cartilha marxista e guerrilheira das farc e do guevarismo, obstruir estradas, ocupar hidroelétricas, entre outros feitos, todos em cumprimento às deliberações do Foro de São Paulo e seus fundadores, é admirável o esforço de um senhor que, através do site http://www.polanlacki.com.br/, agita uma proposição que se pode ler como alternativa política séria e eficaz para os tempos de globalização.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick e Bill Gates defenderam recentemente em Davos, onde se reúnem os que mandam no mundo, a liberalização do comércio mundial, que tiraria da pobreza milhões de agricultores pobres. R. Zoellick declarou: “A Rodada Doha avança para um momento crítico e a agricultura é uma parte chave. Um acordo impulsionaria o cumprimento das Metas do Milênio para acabar com a fome e a mal nutrição. Esse é o momento de fazer algo". E Bill Gates fechou o papo: "Não serve de muito se um agricultor, através de melhores sementes, solo ou irrigação, aumenta a produção, mas não tem mercado para vender o superávit”.

O que o Sr. Polak defende há anos é: “uma educação de boa qualidade, com conteúdos curriculares adequados às necessidades de vida e de trabalho imperantes nas zonas rurais e nas atividades agropecuárias.”

Quando fui criança, isto há mais de meio século, os pobres do campo, viviam em casas de alvenaria ou barro batido, pintadas de cal, dentro de uma propriedade onde prestavam serviços, podendo plantar e colher de suas próprias roças em locais designados. As grandes fazendas normalmente bancavam uma escola primária, com professora contratada para ensinar as primeiras letras aos filhos dos trabalhadores, que podiam brincar, correr, banhar-se nos rios, aprender com os pais a plantar e colher, ordenhar vacas, fazer manteiga... aprendiam a fazer cordas e esteiras de fibras e outros assuntos atinentes à vida.

Mas nas escolas de hoje, o mst que o diga, todos os centros de ensino do País que o digam, tudo se fundamenta na pura doutrinação socialista, classista, preconceituosa, com cartilhas marxistas aprovadas pelos catedráticos universitários e pelo MEC. Quem quiser detalhes, é só entrar no site http://www.escolasempartido.org/ ou ler na revista Digesto Econômico número 445/2007 (pedir pelo fone (11) 3244 3055, a redação manda pra você) a entrevista com o Ministro da Educação, além de outras matérias que documentam o viés político que desmonta e esculhamba com esta nação, com o propósito de recriar no continente a estrutura econômica e política da falida União Soviética e seus satélites.

O comunismo que parecia refluir com a queda do muro de Berlim, travestiu-se de democrata e montou a máquina engana trouxa, presente como caça níqueis em todas as escolas e redações midiáticas!

Neste cenário, o estudioso Sr. Polak, nos propõe uma reflexão sadia e capitalista, simples, direta, objetiva, prática democrática: uma educação de boa qualidade! Isto porque o modelo vigente, educacional e produtivo da nossa agropecuária e afins, encurrala os pequenos “porque mantêm muitos agricultores em atitudes de passividade e fatalismo, quando a realidade concreta do mundo atual, globalizado e altamente competitivo, está exigindo deles exatamente o contrário, isto é, que eles sejam cada vez mais proativos e mais empreendedores.”

Propõe ainda: substituir as soluções ingênuas por soluções de verdade, que sejam baseadas na eficiência, no profissionalismo e na organização empresarial dos agricultores; demonstrando que este é o único caminho possível para promover o desenvolvimento rural, quando temos tantos pobres.

Já existem alguns incipientes empreendimentos cooperativos que se aproximam deste sonho, maioria atrelado a empréstimos bancários, burocratizados e pouco eficientes e não aprovados pelo viés dominante nas políticas oficiais e emiesitês que propagam a destruição violenta do imperialismo capitalista norte-americano e das democracias liberais.

“...lançar uma mobilização nacional em prol de uma educação rural emancipadora, que forme uma nova geração de agricultores profissionalizados, capazes de fazer uma agricultura eficiente, rentável e competitiva. ... uma educação mais realista, objetiva e prática, que proporcione aos educandos as competências para que eles mesmos - e não o retórico paternalismo estatal - queiram, saibam e possam corrigir suas próprias ineficiências; e ao fazê-lo, solucionar os seus problemas.”

Tal campanha se aplica para toda a nacionalidade, desde que as políticas do poder, os acadêmicos e a mídia,trilhe caminhos científicos, verdadeiramente democráticos, abandonando a ficção que privilegia os poderosos e mantém os traços culturais mais perversos.

“...não devemos continuar iludindo os agricultores com panacéias creditícias nem com humilhantes migalhas de governos supostamente generosos, porque o verdadeiro desenvolvimento agrícola e rural deve começar pela adequada formação e capacitação dos agricultores, dos seus empregados e das famílias de ambos.”

Parece um apelo aos que vivem no campo e enxergam um palmo diante do nariz, um apelo que se aplica a toda a nação, um apelo que infere a generosidade e o amor à pátria, amor humano contra a esperteza e ladroagem.

“Quando tivermos uma educação de boa qualidade, a pobreza rural será eliminada pelos próprios habitantes rurais dentro dos seus lares, das suas propriedades, das suas comunidades e dos mercados rurais. O desenvolvimento será mais endógeno que exógeno, pois ocorrerá de dentro para fora e de baixo para cima; e não de fora para dentro e de cima para baixo, como propõem as pessoas que não conhecem e não acreditam nas potencialidades existentes no meio rural, especialmente nas potencialidades latentes dos seus habitantes.”

É bastante eliminar do texto as palavra rural/rurais. Temos o caminho traçado para a construção de uma nação livre e soberana. Resta remover as pedras que estão no caminho. Resta sacudir a poeira e sair da apatia que trava as iniciativas e a vontade de construir o próprio destino.

Arlindo Alexandre Montenegro é Apicultor.

Tsunami Financeiro Mundial

Do portal ALERTA TOTAL
Por Adriano Benayon em domingo, 27 de janeiro de 2008

Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.

Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: “Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do Mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.”

A especulação é antiga como o Mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros.

Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado: "Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo."

O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy.

Está, pois, claro quem emite e controla a moeda e o crédito, e para favorecimento de quem. Os bancos, ademais das receitas com títulos públicos e privados, auferem juros dos empréstimos. O lançamento de títulos de empresas é outra fonte de ganhos. Esses títulos são objeto de opções e swaps etc. Deles saem derivativos e títulos colateralizados. Até índices de preços de ações e taxas de câmbio são securitizados. Além disso, há as taxas e comissões. Para investir, os bancos usam recursos do banco central a custo inferior aos juros que auferem; emprestam múltiplos dos depósitos à vista livres do depósito compulsório; aplicam investimentos de empresas e de outros.
Ávidos de lucros e poder, criam montanhas de ativos financeiros mais altas que o Everest. Para esse fim e tendo ascendência sobre os políticos, desmontaram os controles instituídos nos anos 30 em face dos terríveis males econômicos e sociais gerados pela bolha de 1929. Formaram outra a partir dos anos 80. Grana é o combustível da ideologia (neo)liberal e da globalização. Não há ninguém limitando suas decisões: essa é a origem do presente colapso financeiro mundial. A regulamentação que continha, em parte, as jogadas abusivas do mercado financeiro já vinha sendo driblada, por meio do mercado de eurodólares, a partir dos anos 60, com extenso uso dos paraísos fiscais, a maioria deles situada em áreas ultramarinas controladas pela Inglaterra.

Nos últimos vinte anos os ativos financeiros cresceram exponencialmente, em gritante desproporção com a inflação moderada dos ativos monetários. Os títulos de crédito, inclusive derivativos, ultrapassam 500 trilhões de dólares. Grande parte são junk bonds (títulos podres). Esses títulos pagam juros altos, e muita gente descuida de ver em que se baseiam.

A existência de tanto dinheiro seria impossível mesmo no plano simbólico do papel-moeda, dos certificados de títulos e dos lançamentos em livros. As transações financeiras e cambiais diárias, de trilhões de dólares, realizam-se através de supercomputadores. Inclusive para lavar dinheiro dos tráficos ilícitos: quanto mais operações, mais difícil retraçar a origem dos fundos.

Sem contar os derivativos, que atingiram somas inconcebíveis, acima de U$ 500 trilhões, os ativos financeiros chegaram a US$ 167 trilhões: 14 vezes a cifra de 1980. Em contraste com essa mega-inflação a economia real estagnou, por causa do baixo investimento na infra-estrutura e nas estruturas produtivas. Financiaram-se, antes, fusões e aquisições.

Daí ter declinado o emprego e os rendimentos da classe média, e surgido dificuldades para o pagamento de débitos em cima dos quais se criou a montanha dos derivados. O consumo foi estimulado pelo crédito, apesar de a maioria ter perdido renda real com a transferência em favor do segmento de 1% que, sozinho, detém 40% dela.

A inadimplência de devedores hipotecários detonou o colapso financeiro, mas este alcança empréstimos de empresas, cartões de crédito e muito mais. O sistema financeiro abusou da conversão de dívidas em títulos (securitização) e classificou débitos sub-prime como AAA.

A implosão tornou-se evidente desde o 1º semestre de 2007, quando grandes corretoras como Merrill Lynch e Lehman Brothers suspenderam a venda de colaterais, só conseguindo ofertas de 20 centavos por dólar de valor nominal. Em julho de 2007, bancos europeus registraram prejuízos com contratos baseados em hipotecas sub-prime. O IKB, da Alemanha, foi salvo com um empréstimo de emergência de US$ 11 bilhões, e houve corrida bancária ao britânico Northern Rock.

O colapso acarreta modificação estrutural no fluxo internacional de capitais. Até agosto de 2007, investidores fora dos EUA compravam mais do que vendiam títulos norte-americanos. Naquele mês o fluxo tornou-se negativo. Apesar de terem voltado as compras líquidas, a média de agosto a novembro (US$ 52,1 bilhões) foi menos que metade da média de janeiro a julho (US$ 113,1 bilhões). Os estrangeiros buscam livrar-se dos títulos de longo prazo.

A partir de outubro, parte substancial dos ingressos de divisas nos EUA provém do socorro por fundos soberanos da Ásia e do Oriente Médio, que adquirem títulos conversíveis em ações de bancos dos EUA. Em novembro, ações ordinárias do Citigroup foram compradas pelo fundo soberano de Abu Dhabi por US$ 7,5 bilhões.

O Citigroup, maior banco dos EUA, teve de vender, em 15.01.2008, ações preferenciais por US$ 14,5 bilhões ao Temasek, fundo nacional de Cingapura. Captou também da Autoridade de Investimentos do Kuwait. São US$ 26 bilhões desde o início do colapso. Merrill Lynch recebeu, em janeiro de 2008, U$ 6,6 bilhões da Companhia de Investimentos da Coréia, da Autoridade de Investimentos do Kuwait e de outros, além de US$ 6,2 bilhões em dezembro.

O suíço UBS deu baixa, no 3º trimestre de 2007, em 3,4 bilhões de dólares de títulos ligados aos mercados sub-prime dos EUA. No 4º trimestre, mais US$10 bilhões. Então levantou US$ 17,6 bilhões: participação de 9% do governo de Cingapura no capital do banco e mais recursos de investidor não divulgado do Oriente Médio. Chegam a US$ 100 bilhões de dólares as recentes injeções em bancos estadunidenses e europeus, por fundos nacionais e investidores de Abu-Dabi, Kuwait, Dubai, Arábia Saudita, China, Cingapura e Coréia.

Também ganham vulto as operações de resgate por parte dos bancos centrais para evitar que os bancos ponham à venda ativos podres, o que aceleraria a débâcle. O FED tem soltado centenas de bilhões de dólares. Em 18.12.2007 o Banco Central Europeu, o FED e o Banco da Inglaterra socorreram bancos do continente europeu e ingleses com US$ 548 bilhões. Isso atiça a inflação, mas não logra sanear os bancos.

Observadores calculam que mais de US$ 1 trilhão de ativos já ficaram sem valor nos últimos meses. A bolha pode alcançar US$ 20 trilhões, segundo o Serviço de Notícias da Executive Intelligence Review (EIRNS, informe de 17 de outubro de 2007).

Tudo isso é escondido dos olhos do grande público. A oligarquia responsável pelo colapso pretende fazê-lo pagar por este. Até há pouco, os economistas dos bancos esbanjavam loas à expansão econômica. Agora, muitos persistem na enganação, e uns poucos dizem que “a situação mudou”, em vez de reconhecer que erraram. Foi mais sincero o executivo-chefe da Fannie Mae, importante instituição hipotecária dos EUA: “o pior da crise ainda está por vir, pois o mercado não chegará ao fundo antes do final de 2008.”

Conclusão: Os efeitos irão além da recessão em curso nos EUA. Virá a depressão, e já está difícil ocultar a natureza fraudulenta do sistema mundial de poder. Por ficar atrelada a este, a sociedade brasileira foi sacrificada demais e tolhida em seu desenvolvimento. O Brasil progrediu nos anos 30 e 40, ao cair o comércio internacional por causa da depressão nos países hegemônicos. Está na hora de o País organizar-se, controlar os capitais e desconcentrar a estrutura econômica.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras.

Casta de malditos

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Olavo de Carvalho em 27 de janeiro de 2008

Há mais de dois séculos a casta dos intelectuais ativistas espalha terror e sofrimento por toda parte, sempre sob a desculpa de conduzir a humanidade a um reino de justiça igualitária. Não há genocídio, não há violência, não há brutalidade que não tenha por trás a criatividade incansável desses tagarelas iluminados, cujo maior talento é o de jogar os demais grupos humanos uns contra os outros enquanto mantêm oculta sua própria existência de agentes históricos principais, dirigentes máximos do processo e mandantes últimos de todos os crimes.

O intelectual ativista distingue-se do filósofo, do erudito, do cientista, do escritor, embora possa atuar sob a camuflagem de um ou vários desses papéis sociais, confundindo a platéia. A diferença é que, enquanto estes se esforçam para tentar compreender e expressar a realidade, ele só se ocupa de condená-la e de tentar transformá-la em outra coisa. O homem de estudos tem diante de si um mundo que já lhe parece complicado demais para a sua pobre cabecinha. O intelectual ativista tem na cabeça inchada um projeto de mundo, o plano integral de uma nova humanidade, que ele acha infinitamente superior a tudo quanto já existiu ou existe neste universo desmasiado estreito para a sua grandiosa imaginação.

Como não se pode interferir numa coisa sem jamais pensar nela, o intelectual ativista às vezes estuda algo da realidade, com o objetivo de alcançar prestígio num domínio especializado para depois poder falar com uma tremenda autoridade científica sobre assuntos dos quais ele sabe pouco ou nada e dos quais na verdade não quer saber coisa nenhuma. Voltaire ganhou fama como expositor da física de Newton, que ele havia estudado com certa atenção, para depois posar de guru em todas as áreas da atividade humana nas quais sua erudição era sofrível ou nula. Karl Marx estudou razoavelmente Epicuro e Demócrito para depois entrar na história como reformador da filosofia de Hegel, da qual ele tinha conhecimentos muito limitados e uma compreensão barbaramente deficiente. Richard Dawkins estudou genética e saiu dando palpites sobre religiões que ele desconhece no todo e nos detalhes. Noam Chomski dedicou alguns anos aos estudos lingüísticos para depois poder orientar a humanidade em questões de economia, guerra, política, direito e relações internacionais, onde seus conhecimentos se limitam àquilo que qualquer um pode ler diariamente na mídia popular esquerdista.

A quota de atividade intelectual séria a que esses indivíduos se entregam durante a primeira parte da vida não reflete seus interesses verdadeiros. É apenas uma fase temporária de conquista de credenciais que depois serão usadas e abusadas fora da sua jurisdição. É por isso que eles se chamam intelectuais ativistas e não intelectuais tout court. O objetivo de suas existências é o ativismo. A vida intelectual é somente um meio e pretexto. Eles não querem compreender a realidade. Querem modificá-la, e não apenas em algum detalhe que esteja ao seu alcance. Querem modificá-la no todo, de alto a baixo, corrigindo a natureza e Deus, que tiveram o desplante de fazer as coisas como elas são sem consultar antes a sabedoria de Voltaire, Karl Marx e Richard Dawkins.

Vejam o caso deste último. O fato de que todas as civilizações conhecidas tivessem alguma religião pode ser facilmente explicado pela razão de que as religiões são universalmente necessárias para dar abertura a uma dimensão da realidade que não poderia ser conhecida sem elas. Richard Dawkins prefere atribuir a existência das religiões a um efeito residual da evolução das espécies, que não logrou produzir ao longo dos tempos nenhuma criatura tão inteligente quanto Richard Dawkins e por isso deixou a humanidade à mercê de crendices e superstições bárbaras.

Com o risco de afastar-me perigosamente do assunto principal deste artigo, não resisto a observar que a simples redução da questão religiosa a uma matéria de “crença” ou “descrença” já é uma simplificação intelectualista que jamais poderia ter-se produzido antes que um assunto tão complicado e exigente fosse entregue ao arbítrio de palpiteiros ativistas que não têm a mínima condição de compreendê-lo.

Desde logo, a noção de “fé” só existe nas religiões do grupo abraâmico – judaísmo, cristianismo e islamismo. Não se fala disso no budismo, no hinduísmo, no xintoísmo ou nas religiões cosmológicas do Egito, da Babilônia, da Pérsia, etc. Um elemento tão limitado no tempo e no espaço não pode, com alguma razoabilidade científica, ser apontado como o traço universal definidor das religiões em geral. Mesmo dentro do estrito domínio cristão, a fé não significa “crença”, muito menos crença irracional, mas apenas confiança numa presença divina cujas provas iniciais tendem a ser esquecidas na agitação e dispersão de uma vida ilusória. A fé não é “crença”, é antes a fidelidade a uma recordação espiritual evanescente. O sujeito que não sabe nem isso deveria ser autorizado a participar do debate religioso, na melhor das hipóteses, só como ouvinte atento e mudo.

Em segundo lugar, o religioso não se distingue do materialista só na superfície intelectual das suas “crenças”, mas na profundidade da sua vida interior, na sua percepção da realidade. O materialista identifica-se com o seu corpo porque não tem capacidade de abstração suficiente para conceber sua pessoa como unidade espiritual, como “tipo” cuja estrutura essencial antecedia como possibilidade sua existência temporal e continuará inalterada como tal depois da morte. “Tel qu'en lui-même enfin l'éternité le change”, dizia Mallarmé ante o túmulo de Edgar Allan Poe: a eternidade o transforma enfim naquilo que ele sempre foi. Esse nível de percepção de si é inacessível ao indivíduo sensorialista, hipnotizado pelo fluxo das impressões corporais. Para ele, o discurso espiritual não diz, nada, é vazio, porque trata de realidades que transcendem a sua esfera de experiência. Ele só pode compreender esse discurso como seqüência de afirmativas sobre o universo físico, as quais, não podendo ser testadas pelos meios da ciência de laboratório, só podem ser objeto de “crença” ou “descrença”. Por trás da afetação de superioridade olímpica de um Dawkins ou de um Daniel Dennett existe a consciência humilhante e dolorida de uma deficiência psíquica, de um handicap espiritual deprimente. É por isso que seu “materialismo” não é só uma teoria, é uma atitude integral, carregada de ódio às religiões e de uma vontade radical de eliminá-las da face da Terra. O sentimento de inferioridade e exclusão que corrói as almas desses indivíduos é ainda mais intolerável do que aquele que poderia resultar de qualquer discriminação meramente social ou cultural: o homem privado de acesso à dimensão divina da existência sente-se em vida um condenado do inferno, sua alma é permanentemente acossada por uma inveja espiritual insanável e sem descanso. Ele é, literalmente, um pobre diabo.

Não espanta que tantos materialistas – explícitos ou disfarçados – venham engrossar as fileiras dos intelectuais ativistas e explorar o ressentimento dos excluídos sociais. Incitando estes últimos ao ódio e à revolta contra uma condição social específica que pode ser acidental e passageira, eles buscam alívio para seu próprio sentimento de exclusão, muito mais permanente, geral e insanável.

Também não é de estranhar que muitas vezes os intelectuais ativistas gostem de ostentar o título de “malditos”, dando a este termo a acepção de meros excluídos da sociedade. Essa acepção é falsa, porque em geral eles não são excluídos sociais de maneira alguma, são os queridinhos do sistema, paparicados e bem remunerados. Esse uso do termo é pura camuflagem irônica: eles sabem que são malditos num sentido muito mais real e profundo. São malditos espiritualmente, excluídos da experiência do divino no mundo.

É claro que muitos crentes das religiões são, nesse sentido, tão materialistas quanto Dawkins ou Dennett: estão privados da vivência espiritual e só podem assimilar o conteúdo da religião como “crença”, na esperança de alcançar algum dia, ao menos na hora da morte, uma percepção mais consistente da realidade divina. Só que nessa esperança existe mais sabedoria do que num desespero travestido de orgulhoso desprezo. O puro “crente”, que tem apenas “crença” e ainda não a verdadeira “fé”, está no caminho da vida espiritual. Mas aquele que pensa que toda fé é crença, esse é o mais ignorante de todos os ignorantes, que discursa com ares de certeza tanto mais infalível quanto menos concebe a realidade de que fala.

Mas, voltando aos intelectuais ativistas, dois acontecimentos recentes ilustram da maneira mais enfática o espírito que anima essas criaturas.

O primeiro, naturalmente, é a pressa indecente com que o prof. Roberto Mangabeira Unger aceitou um cargo no governo que ele vinha insistentemente rotulando – aliás com razão -- de “o mais corrupto da nossa história”. Acrescentando à obscenidade o cinismo, o ex-professor de Harvard prontificou-se a retirar suas críticas, atribuindo-as à ingenuidade de ter acreditado na mídia antipetista, sem nem mesmo lhe ocorrer que alguém pudesse desejar saber por que o arrependimento de tê-las publicado só lhe veio depois do convite para o ministério, nem um minuto antes.

O objetivo do intelectual ativista é sempre e invariavelmente o poder. Sua atividade intelectual é apenas um instrumento ou um derivativo provisório, sem qualquer significado em si mesmo. Não li toda a obra do prof. Unger, mas a parte que li não continha uma só página de análise da realidade: só a expressão obsessivamente insistente de projetos, de utopias, de deveres que as pessoas deveriam cumprir se elas tivessem a felicidade de ser o prof. Unger e se o mundo não fosse injusto ao ponto de ter feito desse profeta iluminado um simples professor universitário e não uma reencarnação de Júlio César ou Gengis-Khan. O prof. Unger sempre discursa na clave do “dever ser”, com profundo desinteresse pelo “ser”. Ante a oportunidade de exercer ainda que uma migalha insignificante de poder no governo podre de um país falido, situado na extrema periferia do mundo, ele não se fez de rogado como Jonas ante o chamamento divino. Mais que depressa, atirou ao lixo a camuflagem de estudioso e mostrou o que é: um oportunista afoito, ávido de meios para “transformar o mundo” à sua imagem e semelhança.

Mas, já que ele se arrependeu de suas próprias palavras, deu-me também a oportunidade de me arrepender das minhas: qualquer coisa que eu tenha dito ou escrito em louvor do prof. Unger fica nula e sem efeito a partir da sua nomeação. Os atos públicos de um filósofo são interpretações – às vezes radicais – que ele dá à sua própria filosofia. Sócrates, enfrentando a morte com um sorriso, deu o melhor esclarecimento possível sobre como se deveria interpretar sua teoria da vida eterna. Integrando o establishment que antes ele fingia desprezar, o prof. Unger mostrou o que é sua filosofia: mero discurso de autopropaganda, trocável por qualquer outro que sirva ao mesmo objetivo.

O outro acontecimento foi o discurso bombástico da professora de Literatura Inglesa, Nikki Giovanni, na noite de vigília da Virginia Tech em homenagem às vítimas de Cho Seung-hui. “Nós somos a Virginia Tech! Nós não seremos derrotados”, exclamava ela, adornando com uma retórica de triunfalismo retroativo o vexame da inermidade de milhares ante um agressor solitário e sendo instantaneamente celebrada pela mídia como uma espécie de antípoda do assassino sul-coreano, a encarnação da vida invencível da coletividade em contraste com a morte de uns quantos indivíduos.

Nenhum outro orador seria melhor para essa farsa. Nikki Giovanni foi quem, nas suas aulas, deu sentido e orientação prática à loucura de Cho Seng-hui, infundindo-lhe o ódio assassino aos protestantes, aos judeus e aos brancos em geral. As duas peças de teatro, deformidades literárias medonhas nas quais o criminoso em preparação anuncia ao mundo as intenções que lhe passavam pela alma, são um traslado quase literal de poemas da sua professora, onde é explícito e enfático o apelo à matança dos “honkies” – o equivalente branco do pejorativo “nigger”. Num deles, “The True Import of Present Dialog, Black vs. White” (“O verdadeiro alcance do presente diálogo, negro versus branco”), ela não deixa por menos: “We ain't got to prove we can die. We got to prove we can kill” (“Não temos de provar que somos capazes de morrer. Temos de provar que somos capazes de matar.”) E, num convite direto: “Do you know how to draw blood? Can you poison? Can you stab-a-Jew? Can you kill huh?” (“Você sabe como arrancar sangue? Sabe envenenar? Sabe esfaquear um judeu? Você sabe matar, hein?”). Mais adiante, ela sugere ao negro urinar numa cabeça loira e em seguida arrancá-la. Num outro poema, dedicado ao espirito das revoluções, ela propõe um kit especial para crianças, com gasolina e instruções sobre como montar um coquetel Molotov. Seus ensaios estão repletos de estereótipos racistas destinados a fomentar o ódio aos brancos. Mas talvez a melhor expressão da mentalidade que ela transmite a seus alunos seja a tatuagem que ela traz no braço, “Thug life”, (“vida de bandido”), em homenagem a Tupac Shakur, um delinqüente raper assassinado num tiroteio por outros rapers em 1997.

A história de Nikki Giovanni, que jamais aparecerá na mídia brasileira, pode ser lida no artigo de Steve Sailer, “Virginia Tech's Professor of Hate” (“A professora de ódio na Virginia Tech”, publicado na revista de David Horowitz, Front Page Magazine. Mas quem melhor a resumiu foi um dos leitores que enviaram comentários ao blog de Sailer: “Quantas vezes Cho Seng-hui ouviu na Virginia Tech as palavras ‘privilégio branco'?” Não dá para contar, mas, só no website da escola essa expressão aparece 33 vezes.

Enfie todo esse ódio na mente de um maluco e ele só não sairá matando gente se estiver dopado. E a própria Nikki Giovanni sempre soube que Cho não era bom da cabeça. Mas que importa? Os intelectuais ativistas, por definição, são sempre inocentes das conseqüências de seus atos e palavras. Se o prof. Unger disse tais ou quais coisas contra o governo, a culpa é da mídia que o enganou, pobrezinho. Se Cho Seng-hui levou à prática o ódio anti-branco que uma professora lhe inoculou, a culpa é dos próprios brancos, do sistema, do capitalismo, do mundo mau – de todos, menos dela.

Essa crença do intelectual ativista na sua própria inocência e na culpa radical dos outros é uma herança direta das heresias do fim da Idade Média, cuja continuidade nas ideologias revolucionárias modernas é hoje uma realidade histórica bem provada.

Às vezes não é só convicção de inocência. É um sentimento de ser vítima no instante mesmo em que se comete o crime. É uma inversão total da relação de atacante e atacado. Se querem um exemplo, vejam o projeto de lei PLC 122/2006, que quer punir como crime toda crítica ao homossexualismo. A desculpa é proteger uma comunidade discriminada, mas que comunidade é mais discriminada do que os cristãos, que morrem aos milhares toda semana, nos países islâmicos e comunistas, e que nas democracias ocidentais são cada vez mais privados do direito de expor sua fé em público? É contra eles que essa lei iníqua se volta diretamente, numa ameaça tenebrosa aos seus direitos mais elementares – uma perseguição aberta e cínica incomparavelmente mais temível do que qualquer risco que os homossexuais possam ter sofrido neste país ou em qualquer outro. O que esse projeto consagra como lei é a inversão de nomes entre o perseguidor e o perseguido, entre o opressor e o oprimido, fazendo o primeiro de coitadinho e o segundo de criminoso.

Se a história da origem das ideologias modernas fosse contada ao público, este reconheceria imediatamente, nessa lei, nas declarações do prof. Unger ou no discurso da profa. Nikki Giovanni, a mesma velha pretensão demencial dos cátaros e dos albigenses à pureza intocável, coroada pelo direito de condenar o universo.

Como ninguém conhece isso, a ordem dos tempos também fica invertida, as velhas reivindicações de heresiarcas assassinos aparecem como o cume do progresso e das luzes, a objeção racional às suas pretensões se torna “fanatismo” e “fundamentalismo opressor”.

***

Sobre os intelectuais ativistas, leiam, se puderem, estes dois livros:

(1) “A Traição dos Intelectuais”, de Julien Benda, trad. Paulo Neves, São Paulo, Editora Peixoto Neto, 2007. É tradução de “ La Trahison des Clercs”, um clássico de 1927 em que o filósofo judeu, um dos homens mais lúcidos que a França já produziu, denuncia a abdicação geral dos deveres da inteligência por parte de intelectuais ávidos de poder. O editor Peixoto Neto foi meu aluno. Não o vejo há muitos anos, mas não é errado um professor ter orgulho de seus ex-alunos quando estão fazendo um belo trabalho.

(2) “Le Socialisme des Intellectuels”, de Jan Waclav Makhaïski, trad. e ed. Alexandre Skirda, Les Éditions de Paris, 2001. Makhaïski, autor polonês que escrevia em russo, foi militante esquerdista e conheceu bem os meios revolucionários russos e internacionais no fim do século XIX. Das suas observações e experiências, tirou as seguintes conclusões: (1) a classe revolucionária efetiva não eram os proletários, mas os intelectuais; (2) eles não eliminariam o capitalismo, mas o modificariam até que ele começasse a trabalhar mais em proveito deles do que dos capitalistas. Batata. Não deu outra.

Publicado no Diário do Comércio - 30/04/2007

Digitais do Foro de São Paulo

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Olavo de Carvalho em 28 de janeiro de 2008

Nos documentos de fonte primária sobre o Foro de São Paulo, encontramos as seguintes informações:

1) Conforme afirmei desde o início, e contra todo o exército de achismos e desconversas, o Foro de São Paulo existe e é a coordenação estratégica do movimento comunista na América Latina (ver documento original em http://www.youtube.com/watch?v=VNPjm0qfByc e comentário em http://www.olavodecarvalho.org/semana/070824jb.html; outro documento original em http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr464-2@.doc e comentário em http://www.olavodecarvalho.org/semana/071213jb.html).

2) Ao longo de seus dezessete anos e meio de atividade, não se observa nas atas de suas assembléias e grupos de trabalho a menor divergência, muito menos conflito sério, entre as centenas de facções de esquerda que o compõem. Todas as declarações finais foram assinadas pela unanimidade dos participantes (cf. transcrição das atas e assinaturas em http://www.midiasemmascara.com.br/pop_foro.htm). Nenhuma das queixas e recriminações vociferadas pelos antipetistas de esquerda na mídia que eles mesmos chamam de direitista e burguesa foi jamais levada às discussões internas do Foro, o que prova que a esquerda latino-americana permanece unida por baixo de suas divergências de superfície, por mais que estas impressionem a platéia ingênua.

3) As ações do Foro prolongam-se muito além daquilo que consta das atas. Segundo confissão explícita do sr. presidente da República, os encontros da entidade são ocasião de conversações secretas que resultam em decisões estratégicas de grande alcance, como, por exemplo, a articulação internacional que consolidou o poder de Hugo Chávez na Venezuela (ver o documento oficial em http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc e comentário em http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm). Estas decisões e sua implementação prática subentendem uma unidade estratégica e tática ainda mais efetiva do que aquela que transparece nas atas.

4) Segundo as Farc, a criação desse mecanismo coordenador salvou da extinção o movimento comunista latino-americano e foi diretamente responsável pela ascensão dos partidos de esquerda ao poder em várias nações do continente. (ver Comissão Internacional das Farc, “Saudação à Mesa Diretora do Foro de São Paulo, 16 de janeiro de 2007”, significativamente já retirado do ar, mas recuperável em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/01/correoadendo-ao-post-digitais-do-foro.html.

5) As declarações de solidariedade mútua firmadas no Foro de São Paulo entre partidos legais e organizações criminosas (ver por exemplo X Foro de São Paulo, “Resolução de Condenação ao Plano Colômbia e de Apoio ao Povo Colombiano”) não ficaram no papel, mas traduziram-se em ações políticas em que as entidades legais eram instantaneamente mobilizadas para proteger e libertar os agentes das Farc e do Mir presos pelas autoridades locais (explicarei isto melhor, com os documentos respectivos, num próximo artigo).

Na pesquisa histórica, na investigação policial, nos processos judiciais, na ciência política ou em qualquer discussão pública que se pretenda mais séria do que propaganda eleitoral ou conversa de botequim, o princípio mais elementar e incontornável é que os documentos de fonte primária são a autoridade absoluta, o critério último de arbitragem entre as hipóteses e opiniões.

Trinta anos de definhamento intelectual sem precedentes no mundo civilizado tornaram esse princípio inacessível e incompreensível às mentes dos formadores de opinião neste país, principalmente aqueles que a mídia considera mais respeitáveis e dignos de ser ouvidos.

A idéia mesma de “prova”, sem a qual não existe justiça, nem ciência, nem honestidade, nem muito menos a possibilidade da ação racionalmente conduzida, desapareceu do horizonte de consciência desses indivíduos, que se rebaixaram assim à condição de criancinhas mentirosas, apegadas a sonsos jogos de palavras para fazer desaparecer por mágica os fatos que as desagradam ou que por outro motivo qualquer desejam ocultar.

Não digo apenas que se tornaram desonestos: abdicaram por completo da capacidade de distinguir o honesto do desonesto, o certo do errado, o verdadeiro do falso. Uns fizeram isso por sacrifício voluntário no altar de suas crenças políticas, outros por presunção vaidosa, outros por comodismo, outros por mera covardia.

Confiado neles, o Brasil cometeu suicídio intelectual, tornando-se um país incapaz de acompanhar sua própria história presente com aquele mínimo de consciência alerta cuja presença distingue a vigília do sono.

Jamais, na história da mídia mundial, tantos traíram ao mesmo tempo sua missão de investigar e informar.

Publicado no Diário do Comércio - 28/01/2008

Nota da editoria Endireitar.org
Para saber mais, leia a editoria sobre o Foro de São Paulo em: http://www.endireitar.org/content/view/230/1/content/category/1/1/76/

Desvendando o enigma do DVD

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz em 25 de janeiro de 2008

Resumo: Como a organização abortista e anti-católica "Católicas pelo Direito de Decidir" conseguiu participar do DVD da Campanha da Fraternidade 2008?

© 2008 MidiaSemMascara.org

Quando foi divulgada a notícia de que o grupo pró-aborto "Católicas pelo Direito de Decidir" (CDD) havia tomado parte na confecção do DVD da Campanha da Fraternidade de 2008 ("Fraternidade e defesa da vida"), seria normal pensar que a iniciativa partiu das próprias "Católicas".

De fato, tendo escritório no andar imediatamente acima da sede do Regional Sul 1 da CNBB, no mesmo prédio alugado pela Ordem Carmelita[1], alguém poderia pensar que elas fizeram um trabalho de "infiltração", até obterem o espaço desejado no vídeo.

Mas a história foi outra. Não foi preciso que elas pedissem para participar. Elas é que foram convidadas. Por quem? Pelo Sr. Nelson Tyski, um padre verbita que deixou o sacerdócio e hoje trabalha na Verbo Filmes[2].

Antes de contar o que ocorreu, convém explicar como tudo veio ao público. Muito simples: já era público. As CDD criaram um grupo de discussão no Yahoo, no endereço http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br. Quando se cria um grupo de discussão, pode-se escolher se as mensagens ficarão acessíveis ao público, ou se somente os membros do grupo terão acesso a elas. No caso, elas optaram por deixar as mensagens acessíveis a todos. Assim, no dia 9 de janeiro deste ano, o autor do blog "O possível e o extraordinário"[3] , copiou e publicou as mensagens em que aparecia o convite de participar do vídeo da Campanha da Fraternidade. Nada de espionagem, de interceptação telefônica ou de gravação clandestina. Nada de invasão da privacidade, já que o acesso às mensagens foi franqueado ao público. Eis como tudo aconteceu.

No dia 12 de setembro de 2007, ele Sr. Nelson Tyski fez o convite. No mesmo dia, Sra. Dulce Xavier, membro da CDD, enviou o recado às colegas:[4]

Companheiras,

Em anexo o texto da CF 2008. O Nelson - da Verbo Filmes - quer nos incluir num vídeo que eles vão fazer sobre o tema da CF. Vou ligar para saber mais sobre o vídeo, qual vai ser o roteiro - se terá perguntas, quais, etc. e que condições teremos de acompanhara produção do mesmo para saber o que vai ser editado da nossa fala. Vou repassando estas conversas, certo?

Dulce

No dia 17 de setembro, uma nova mensagem:[5]

Meninas,

Lembram que eu falei sobre a nossa participação num vídeo sobre a CF 2008 da Verbo Filmes ??? Pois é, o Nelson está solicitando quando podemos fazer isso. Isso deve levar no mínimo uma hora. Conversei com a Zeca e a Yury e elas acham que é importante CDD participar. Quem poderia dar um depoimento? Precisamos definir quem e ver a disponibilidade de tempo. O que acham?

Dulce

No mesmo dia, Sra. Maria José Rosado (Zeca), presidente das CDD, respondeu:[6]

Isso pode ser um ponto de pauta da reunião, não é?!

Zeca

No dia 18 de setembro, Sra. Dulce Xavier respondeu ao Sr. Nelson Tyski:[7]

Olá Nelson,

Conversei com a Equipe e decidimos que vamos sim gravar o depoimento. Teremos uma reunião na quinta-feira, quando decidiremos quem pode fazer isso. Você pode esperar até lá? Você poderia nos indicar um roteiro deste depoimento? Quais as perguntas serão feitas? E ainda qual o melhor dia ou horário para vocês? Assim, vamos organizando nosso tempo também.

Abraços

Dulce

Foi assim que o vídeo foi feito. Sra. Dulce Xavier foi a escolhida para fazer uma fala de 5 minutos, na qual criticou a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção, e defendeu a realização do aborto pela rede hospitalar pública para preservar "a vida das mulheres".

Na segunda quinzena de dezembro de 2007, o DVD produzido pela Verbo Filmes, com a fala de Sra. Dulce Xavier, foi colocado à venda nas livrarias católicas. Embora a CNBB não fosse a produtora, seu logotipo aparecia no cartaz oficial da Campanha da Fraternidade, que foi estampado na capa.

A inserção das "católicas" no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD. Quando as "católicas" vieram a saber disso, comentaram o assunto em sua lista. No dia 11 de janeiro de 2008, Sra. Dulce Xavier escreveu uma mensagem com o assunto "Notícias sobre as ações dos Pró-morte"[8] :

Dando continuidade aos informes sobre a participação de CDD no vídeo da CF 2008:

Conversei com o Nelson da Verbo Filmes que me informou o seguinte:

O Secretário Geral da CNBB, Dom Dimas, foi quem solicitou a retirada da fala de Católicas. O DVD é divulgado com o Logo da CNBB e a ordem religiosa, segundo seus responsáveis, não teve alternativa a não ser ceder diante da pressão, apesar de reconhecer a necessidade de considerar outros argumentos além dos "oficiais".

Segundo O Nelson, o depoimento de CDD foi retirado do DVD, assim como o da Marília - Movimento em Defesa da Vida. Os DVDs estão sendo substituídos pela nova versão.

Os verbitas reconhecem a necessidade de ouvir as várias posições sobre o tema, no entanto o Secretário Geral da CNBB declarou que os padres não estão preparados para conduzir este debate com suas comunidades.

O Nelson e outro padre (que não me lembro o nome) pediram desculpas e reforçaram o entendimento deles sobre a necessidade de um debate sobre estas questões, considerando a prática real dos/das católicos. E ainda chamaram a atenção para a disputa de poder interna dentro da IC.

Enfim, conversando com a Zeca ela sugeriu de enviar estas informações para os meios de comunicação;

Já dei uma entrevista sobre esta questão para o Jornal Gazeta do Povo do Paraná, mas ainda não recebi a matéria.

Abçs

Dulce

Refletindo...

A presença abortista na Igreja está bem mais próxima do que se pensa. No caso acima documentado, quem tomou a iniciativa foi a própria Verbo Filmes, uma empresa fundada em 1979, de propriedade da Congregação do Verbo Divino. E foi a contragosto, pedindo desculpas às CDD, que a Verbo Filmes voltou atrás.

É necessário e urgente, não só que a CNBB se manifeste sobre as CDD, mas que o caso chegue ao conhecimento da Santa Sé, uma vez que estão envolvidas ainda outras duas entidades religiosas: os Verbitas (donos da Verbo Filmes, que produziu o vídeo) e os Carmelitas (proprietários do imóvel alugado às CDD).

Estatísticas pró-aborto

O ex-abortista Dr. Bernard Nathanson, depois de convertido à causa pró-vida, confessou quantas mentiras havia inventado e divulgado sobre o aborto nos Estados Unidos. No Brasil, usa-se a mesma estratégia, por exemplo, multiplicando por mil o número de mortes maternas em decorrência de abortos "mal feitos". Mas, ainda que a pesquisa seja verdadeira, os abortistas escolhem os dados a publicar e os dados a ocultar.

As CDD, por exemplo, encomendaram ao IBOPE uma pesquisa logo após a visita do Papa. No entanto, um dos resultados não agradou: o número de pessoas favoráveis ao chamado "Estado laico" diminuiu com a vinda do Santo Padre. Então, elas resolveram ocultar esse dado, conforme a seguinte mensagem de Dulce Xavier, de 1º de agosto de 2007:[9]

Companheiras

[...]

Segue texto e tabela da Pesquisa feita pelo IBOPE depois do Papa.

Neste fim de semana deverá ser veiculado pelo ESTADÃO, Revista Isto É, e alguma TV.

Acho legal vocês saberem pois alguém pode ligar para saber, etc.

A Idéia da Fátima Jordão foi de não divulgar os dados da pesquisa de CDD de 2005 junto com a de 2007 porque havia resultado como ex. do Estado Laico que diminuíram a concordância pós Papa; o combinado então foi de trabalhar apenas com um dado anterior, de uma pergunta feita pelo Vox Populi um pouco antes da vinda do Papa em 2007.

Enfim p. favor dêem uma olhada para saberem o que está rolando.

Dulce

Roma, 22 de janeiro de 2008.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis Telefax: 55+62+3321-0900 Caixa Postal 456 75024-970 Anápolis GO http://www.providaanapolis.org.br

[1] Rua Sebastião Soares de Faria, n.º 56, São Paulo, SP.
[2] A história da vida do Sr. Nelson Tyski é narrada por ele próprio no sítio dos Missionários do Verbo Divino (Verbitas):
[3] http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/01/09/mensagem-para-voce/
[4] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1906
[5] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1917
[6] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1921
[7] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1922
[8] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/2151 "Pró-morte" é o apelido carinhoso com que ela chama a nós, pró-vida.
[9] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1813

Comentário do Cavaleiro do Templo: esta Igreja está PODRE de cima abaixo e, neste ponto, concordo com o Olavo de Carvalho. Ele á católico mas diz com todas as letras que a Igreja está infestada do pior tipo de gente. Eu aqui quero disponibilizar informações sobre o mundo e porque estamos nesta situação calamitosa. Quero expor SOCIOPATAS sendo mais específico. Não sou contra nem a favor da fé de ninguém e falar mal da Igreja não é falar mal da fé que alguns possuem. Se não me engano, Jesus teria dito que "a Igreja está dentro de cada um". Um amigo-irmão blogueiro, o Frederico (super-blog LOST IN THE E-JUNGLE) postou isto que mudou e muito minha visão das coisas. Valeu Fredão, tu és demais, velho!!! Sou parte daquele time que você falou a alguns dias, lembra??? heheheh...

Blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO dá destaque ao blog Cavaleiro do Templo

Muito legal, agradeço aqui publicamente ao pessoal deste blog, o MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO pelo destaque na coluna BLOGS PARCEIROS. Eles tem muita mais vistantes que o Cavaleiro do Templo e, mesmo assim, me deram a honra de figurar entre os outros grandes blogs de sua lista. Várias das matérias que leram aqui foram "copiadas e coladas" de lá, sempre com as devidas referências e links.

Graças a você, meus leitores e amigos e à estupidez e canalhice esquerdopata revolucionária, estupidez e canalhice estas que tornam possível uma besta quadrada como eu escrever alguma coisa de vez em quando e executar o velho "copiar e colar" dos sites, portais e blogs das pessoas sérias deste país (como o blog citado, clique aqui para saber mais sobre o mundo ou procure por eles na seção "NÃO DEIXEM DE LER" deste blog) para assim tentar ajudar a acordar os sonâmbulos desta nação.

Obrigado a todos vocês.

Cavaleiro do Templo.

Polícia Federal revela antro de corrupção montado no governo Lula

Do blog do DEPUTADO FEDERAL ALELUIA

Relatório da Polícia Federal diz que fisiologismo político e desvio de dinheiro infestam órgãos públicos e empresas estatais.

LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

FORO DE SÃO PAULO na Veja de 30 de janeiro de 2008

FINALMENTE!!!!!!

Como acontece com crianças, que não podem ser identificados em matérias jornalísticas, a mídia brasileira esperou o FORO DE SÃO PAULO chegar aos seus 18 ANOS DE VIDA para revelar ao grande público (ou melhor, aos leitores da VEJA) a maior aberração que existe na América LatRina.

Este "entidade" chamada FORO DE SÃO PAULO que foi criada por LULA e FIDEL e dela participam ainda as FARC, o ELN e o MIR, é o suporte da socipatia latRina esquerdopata pois organizou e permitiu que pessoas como CHÁVEZ chegassem ao poder, como AFIRMA o nosso PresiMente (trecho: "... Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela..." e ainda pior, "... sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política ..." ).

Leia na íntegra o que LULA falou, está no site do Governo Federal a informação acima. Ele, como PresiMente do Brasil, conspirou para a eleição de um amigo.

Segue a matéria da Veja

Artigo de Reinaldo Azevedo que sairá na VEJA de 30.01.2008 sobre o Foro de SP:

O FORO DE SÃO PAULO NÃO É UMA FANTASIA

Resumo: "Os petistas falam do Foro sem receio. Fizeram-no no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver. Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo".

Vivemos os últimos dias de 2007 e os primeiros de 2008 sob o signo do terror. Setores da imprensa do Brasil e do mundo se deixaram seduzir pela pauta dos bandidos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Co-estrelaram a farsa protagonizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que "libertou" duas reféns (há oitocentos!), os governos do conservador Nicolas Sarkozy, presidente da França, e do "progressista" Luiz Inácio Lula da Silva. Os maus herdeiros de Tocqueville (1805-1859), autor de Democracia na América, querem apenas resgatar do coração das trevas Ingrid Betancourt, uma cidadã que também tem nacionalidade francesa – e depois esquecer aquele canto amaldiçoado das... Américas. Já Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e representante brasileiro na "negociação", estava lá como um utopista. Ele é fundador de uma entidade internacional chamada Foro de São Paulo, que tem como sócios tanto o PT como as Farc. Existe, portanto, uma entidade em que essas duas organizações são parceiras, companheiras e partilham objetivos comuns.

O tal Foro foi criado em 1990 por Lula e pelo ditador Fidel Castro. Reúne partidos e grupos de esquerda e extrema esquerda da América Latina. Era a resposta local ao fim do comunismo – a URSS seria oficialmente extinta no ano seguinte. Há dois anos e meio, no aniversário de quinze anos da entidade, a reunião dos "companheiros" se deu no Brasil. E Lula discursou para a turma. Não acredite em mim, mas nele. A íntegra de sua fala está no endereço oficial http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc. Ou clique no terceiro item da coluna à esquerda, "Discursos e entrevistas", e depois faça a procura por data: está lá, no dia 2 de julho de 2005.

Em sua fala, o presidente brasileiro:

- exalta a atuação de Marco Aurélio Garcia no Foro:
"O companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990";

- explicita as vinculações da organização com Chávez:
"O Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos (...) a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela";

- canta as conquistas internacionais da patota:
"E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador (...)";

- expõe os tentáculos internos de que o Foro se serve:
"Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. (...) A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra";

- e reafirma a marcha rumo ao poder no continente e, se der, fora dele:
"Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de quinze anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. (...) Logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento (...)."

Os petistas, como se vê, falam do Foro sem receio. Fizeram-no, por exemplo, no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver o tal SOCIALISMO PETISTA. Ou ainda aqui para vê-lo no próprio site do PT (procure por SOCIALISMO PETISTA). É muito elucidativo este vídeo pois dizem, entre outras coisas, que vão "EXTINGUIR O CAPITALISMO". Não há limite para a mente doente...

Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo. Se você é do tipo que prefere anuir com o crime a ficar sozinho, acaba se comportando como um vapor barato do tráfico ideológico.

Já lembrei no blog a viagem que o escritor francês André Gide (1869-1951) fez à URSS em 1934, para participar do Primeiro Congresso dos Escritores. O evento era organizado por Jdanov, o poderoso ministro da Cultura. Intelectuais de todo o mundo estiveram lá. Só Gide denunciou o regime do ditador soviético Stalin (1879-1953), o que fez no livro Retour de l’URSS. Isso lhe valeu o ódio da esquerda internacional e uma espécie de ostracismo. André Malraux (1901-1976) foi um dos que silenciaram. Fez pior do que isso: afirmou que os Processos de Moscou, farsas jurídicas a que Stalin recorria para eliminar seus adversários (e até aliados), não maculavam a essência humanista do socialismo. De fato, o autor de A Condição Humana era um espião soviético. As esquerdas têm muitos heróis nascidos no solo fertilizado pelos cadáveres de seus adversários. Posso ficar só, mas repudio o crime.

Malograda a primeira expedição de Chávez e dos "observadores" para resgatar os reféns das Farc, o Itamaraty divulgou uma nota no dia 1º de janeiro lamentando o desfecho e concluía: "O governo brasileiro reitera seu apoio ao processo de paz na Colômbia, assim como a disposição de aprofundar sua contribuição a iniciativas de fortalecimento do diálogo interno naquele país". Traduzindo a linguagem diplomática: o Brasil reconhecia as Farc como "força beligerante" – uma reivindicação de Chávez –, e não como grupo terrorista. No dia 14 de janeiro, em seu programa de rádio, foi a vez de o próprio Lula afirmar: "Na medida em que as Farc se dispõem a libertar dois reféns, ela está dando (sic) um sinal de que é possível libertar mais. Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente (Álvaro) Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa (sic) libertar mais pessoas que estão seqüestradas". Os terroristas, que recorrem a assassinatos e seqüestros e vivem da proteção que oferecem ao narcotráfico, eram, assim, reconhecidos como expressão política legítima – agora não apenas no Foro de São Paulo, mas no âmbito da diplomacia e do governo brasileiros.

Isso tudo é irrelevante? Não é, não. Já publiquei no blog a lista dos partidos e organizações que integram o Foro: além do PT, do PC do B e das Farc, estão, entre outros, o também colombiano Exército de Libertação Nacional, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Comunista do Chile, o Partido Comunista da Bolívia (aliado de Evo Morales), o Partido Comunista da Venezuela (engolido por Chávez), a Frente Sandinista de Libertação Nacional e o PRD mexicano (Partido da Revolução Democrática), do arruaceiro López Obrador, aquele que não aceita perder eleições.

A recusa em condenar as Farc, a defesa incondicional do governo de Hugo Chávez na Venezuela, o apoio às pantomimas de Evo Morales na Bolívia – mesmo e especialmente quando ele contraria interesses brasileiros – e de Rafael Correa no Equador e as relações sempre especiais com a tirania cubana fazem parte do alinhamento do governo do PT com este "Comintern" (Internacional Comunista) cucaracho, o Foro de São Paulo.

Ah, não. Não haverá uma revolução comunista liderada pelos petistas. É mais lucrativo operar uma "revolução" na telefonia, não é mesmo? Condescender com a hipótese do levante é uma forma de fazer uma caricatura do que vai acima. O que estou afirmando, e isto é inconteste, é que existe uma organização na América Latina, chamada Foro de São Paulo, a que pertencem o PT e as Farc, que coonesta grupos e governos que optaram pelo terror, pela ditadura ou por ambos. O que essa gente faz é chantagear a democracia, cobrando muito caro por aquilo a que temos direito de graça. E isso se dá, como sempre, sob o silêncio cúmplice e medroso dos democratas.

E que se note: por motivos óbvios, os petistas são mais decentes quando silenciam sobre os crimes das Farc do que quando fingem indignação em entrevistas.

Mais sobre o FORO DE SÃO PAULO na REVISTA MUNDO REAL.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A única coisa certa que ele conseguiu falar até hoje

A grande notícia do ano – que você não vai ler nos jornais

Do site LucasMafaldo
Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


Caro leitor,

Há poucos dias, recebi uma notícia importantíssima – uma confirmação, na verdade, de algo que já me haviam avisado que ia acontecer – que um amigo sabiamente intitulou "a grande notícia do ano".

Este notícia, meu caro, certamente não sairá nos grandes jornais, mas logo você verá que ela supera muito em importância as manchetes que correm diariamente – e que são logo esquecidas no dia seguinte.

Pouco antes de receber a notícia, vi que, em seu Feliz Nova Dieta, Júlio Lemos anunciava cripticamente que 2008 seria um ano de grande agitação cultural em São Paulo – e não me restou dúvida alguma de que ele e meu amigo falavam da mesma coisa.

Mas chega de suspense, leitor, a notícia é bastante simples, mas tenho certeza que o leitor saberá saborear sua importância: acaba de ser lançado o primeiro instituto com cursos especialmente fundamentados na educação liberal.

Trata-se do Instituto Internacional de Ciências Sociais (www.ceu.org.br), cujo Departamento de Humanidades anuncia os mais variados cursos baseados no bom e velho método da leitura dos clássicos.

Quem acompanha o trabalho que temos feito com o Aristoi – www.aristoi.com.br – certamente sabe por que o retorno à leitura dos clássicos é a melhor forma de adquirir uma sólida formação intelectual, assim como provavelmente concorda que sua substituição pela leitura fragmentária de textos e apostilas mal digeridas está na raiz da grande tragédia do nosso – suposto - sistema educacional.

Só o retorno à leitura dos clássicos e à meditação sobre as "coisas permanentes" pode nos resgatar da barbárie em que estamos. Não são necessárias mais verbas para a educação; não precisamos de mais reformas políticas; precisamos apenas concentrar nossa atenção sobre os livros que, de fato, merecem nosso tempo – e o IICS está dando um grande passo nessa direção.

A missão do instituto é inequívoca - "Formar pessoas com a capacidade de dialogar com os grandes mestres de todas as épocas e de todas as culturas, em uma abertura intelectual baseada no sólido conhecimento da realidade e dos valores individuais" – eis a própria essência da educação liberal.

O instituto ainda faz referência ao St. John's College e ao Thomas Aquinas College – grandes modelos de instituições que recolocam a educação liberal no centro do ensino superior.

Esta, de fato, é a grande notícia do ano: por décadas não se ouviu falar de educação liberal em nosso país, enquanto no resto do mundo floresciam diferentes associações que criavam pequenas ilhas de tradição intelectual para se protegem da decadência generalizada, mas agora, finalmente, estes frutos começam a chegar ao nosso país.

Esta notícia não deve aparecer nas páginas dos grandes jornais, mas seus efeitos certamente serão mais profundos e duradouros do que as notícias que ocupam as manchetes do dia.

Para quem mora em São Paulo – e até mesmo para quem mora nos arredores – este instituto representa uma oportunidade imperdível de fazer um precioso investimento na própria formação.

Para nós outros, impedidos pela geografia de usufruir diretamente deste empreendimento, podemos ao menos nos confortar em saber que este instituto certamente é apenas um sinal de uma nova e positiva tendência que está surgindo em nossa sociedade: o retorno à educação clássica como base para a formação pessoal.

Faço meus votos de que o instituto tenha muito sucesso e de que iniciativas como essa, se reproduzam por todo o país.

Um abraço,
Lucas Mafaldo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".