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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A civilização cristã e o socialismo

MÍDIA SEM MÁSCARA

Pouco importa qual área do conhecimento ou dimensão da vida humana. Psicologia, educação, saúde, economia ou direito. Está cada vez mais claro: todas as campanhas da esquerda têm um fim comum: bestializar o ser humano.
Prezados leitores,
As diversas manifestações que hoje percebemos no mundo nos permitem traçar, a esta altura dos fatos, um paralelo demonstrativo entre os valores consagrados pela tradição judaico-cristã, formadora da civilização ocidental, e tudo aquilo que se situa em volta do que vou chamar aqui simplesmente de socialismo.
Para a compreensão deste texto, necessário se torna ao leitor não iniciado compreender o socialismo como essencialmente uma cultura de negação. Isto se dá porque, embora reivindique a formação de um corpo doutrinal fundamental, a utilização de estratégias de aliciação e de destruição psicológica das nações ocidentais se vale de um número infindo e não poucas vezes francamente contraditório de conceitos e ideias, que acabam se fundindo num amálgama irreconhecível, daí a dificuldade dos cidadãos, mesmo os que se dizem mais letrados, de reconhecer as suas origens e os seus propósitos.
De uma forma geral que baste ao entendimento, valemo-nos da obra do dissidente soviético Anatoli Golytsin, que com sua obra "New Lies for Old" ("Novas Mentiras Velhas") já anteviu com pelo menos duas décadas de antecedência o aparecimento das milhares de ONG’s e movimentos ditos sociais, como fruto da inserção de agentes de informação e desinformação soviéticos nas instituições públicas e privadas das democracias capitalistas, com o fim de esmaecer os valores morais das populações e tomá-las por dentro para então dirigir o comportamento dos indivíduos segundo a vontade do partido comunista. 
Tendo já alcançado significativa penetração nos meios de comunicação, nas escolas, nas igrejas e na máquina pública, o que este texto pretende é nada mais do que evidenciá-las, deixando ao leitor o encargo de formular as suas próprias convicções. 
Na magistral minissérie Roma, criada e exibida pela rede HBO - e disponível nas locadoras -  o telespectador é transportado com a maior fidedignidade possível à Antiguidade, para vivenciar quase que ao vivo a violência, as atrocidades e as iniquidades que não somente aconteciam, mas eram respeitadas como condutas moralmente esperáveis. Um dos fatos mais cômicos de que me lembro é o da aristocrata Atia, ao presentear Servillia com um escravo sexual bem-dotado, tendo inclusive o cuidado caprichoso de enfeitá-lo com laços e outros apliques. Cômico, claro, para mim, que assistia pela no conforto de meu lar, no século XXI.  No entanto, no mesmo seriado se conta a história de um judeu que trabalhava como capo de Servillia, executando os serviços sujos de matar e torturar os desafetos dela, até que um dia ele se rebela contra a vida que leva e proclama: "eu não sou um animal!"
A religião cristã nos convida à busca da elevação espiritual. O diabo, muito propriamente descrito como a Besta, encarna as tendências animalescas do ser humano, que para elevar-se espiritualmente, deve esforçar-se por livrar-se delas. 
Quando alguém diz: “adoro sorvete de chocolate, mas não vou comê-lo, porque preciso estar em forma”, dá uma demonstração de superioridade de sua alma sobre o seu corpo. Age dominando o seu impulso instintivo de gula. 
O exemplo acima é de fácil compreensão e larga aceitação porque atualmente está em voga um culto à boa forma. Na verdade, todavia, muitos que se submetem à disciplina alimentar têm em mente entregarem-se a outros tipos de vícios, como a vaidade e a sensualidade. Não que uma dose sensata dos cuidados com a aparência e o gozo do prazer responsável sejam em si pecados. Não são, exceto como no caso mesmo daqueles que se entregam desmedidamente aos prazeres do garfo ou do copo. 
No campo da Psicologia, correntes nascidas como fruto do movimento revolucionário têm defendido que o ser humano deve extravasar o que sente e agir segundo a sua natureza, exatamente o oposto da doutrina judaico-cristã, que defende a moderação e diz que o ser humano deve elevar-se acima de sua condição natural. O Cristianismo diz: "você não tem o direito de bater em alguém com base na alegação de que você é assim mesmo, que nasceu assim, e que esta é a sua natureza. Pelo contrário, você deve dominar os seus impulsos, por meio da oração, do treinamento e da disciplina". Já aqueles psicólogos modernistas diziam "grite, extravase, quebre um vaso, chute a porta - depois disso você vai se sentir mais feliz". O fato é que atualmente tal escola parece estar em franca decadência entre os especialistas deste ramo, embora tenha produzido grande prejuízo a um número incontável de vidas. Mesmo assim, nos filmes e nas novelas ainda tal mote é apregoado com franca hegemonia "faça o que seu coração mandar! Obedeça aos seus desejos!"
No campo da Psiquiatria, movimentos da mesma origem deram início a uma grande campanha contra as instituições de internações de pessoas com problemas mentais. Recordo-me muito bem do momento de sua deflagração, quando até mesmo reportagens jornalísticas, novelas e seriados foram produzidos para difamar os manicômios dos quais um dos mais famosos era o Instituto Philippe Pinel. O grande mote era o de que pessoas com problemas mentais deveriam ser tratadas no seio do lar, sob o amparo amoroso dos familiares. Ninguém se preocupou com o fato de que havia doentes sem família ou que havia doentes do sexo masculinos fortes e violentos que acabavam matando velhinhas e crianças. O que importava é que deviam ser soltos. 
A revolução socialista inaugurou o movimento de libertação sexual. A pílula anticoncepcional carrega até hoje, nas costas, coitada, o encargo de ter sido a responsável pelo sexo livre, desimpedido, comunal, orgiástico, mas a verdade está no fato de que o conceito tradicional de família deveria, na visão revolucioária, desconstruído, e nada como o amor livre como ponto de partida. Vale dizer o quanto os nomes mais ilustres das esquerdas, dentre filósofos, políticos e artistas foram adeptos sôfregos de surubas que fariam César babar de inveja. 
Para quem não sabe, o  Ministério do Trabalho mantém em seu site uma página com um roteiro passo a passo para quem quiser seguir a profissão de prostituta. O objetivo é conscientizar as profissionais do sexo para a sua importância como classe trabalhadora e regulamentar a profissão, com direito ao uso do SUS e da carteira assinada.
Então sobreveio o movimento gayzista: declarando a existência da homoafetividade como emulação da relação natural entre homem e mulher, reivindicaram o respeito que se atribui ao casamento heterossexual. Era o tempo em que se usava a sigla GLS. Depois, novas formas de sexualidade foram se apresentando, não necessariamente decorrentes do sentimento chamado de amor, mas cada uma reclamando seu lugar no mundo como condição de cidadania, e a sigla foi crescendo: GLBT, GLBTT, até que eu perdi a conta e a cunhei de vez como "GLBTSTUVXZ"! Nao por coincidência,  não há muito tempo, na Austrália, o movimento gayzista de lá tentou fazer uma lei que aprovasse o reconhecimento de 23 categorias diferentes de sexualidade! Eu nem sequer conseguiria imaginar tantas variações: fiquei comigo confabulando... terá entre elas os “postessexuais” (sexo com postes de iluminação) ou os abajursexuais (sexo com abajures, arandelas e outros tipos de luminárias)? 
Atualmente, tendo o movimento gayzista praticamente dominado a opinião pública - pelo menos tem o poder de controlar os meios de comunicação e as classes intelectuais políticas  - o que dá no mesmo, surge uma nova etapa: a apologia da pedofilia, recentemente apresentada em congressos nos EUA por ditos especialistas, que com palavras doces buscam legitimar a curra de meninos. 
Além disso, também surge a desnaturalização sexual das crianças: em vários países já começam a ser adotadas medidas para retirar das crianças a identidade sexual natural. Por exemplo, ao invés de "pais", a certidão de nascimento passa a constar como "filiação". A senadora Mata Suplicy mantém um projeto deste teor para o Brasil.
Vamos agora para o campo econômico: toda a tradição judaico-cristã aponta para o comedimento, para a previdência e para o reconhecimento da relativa raridade dos recursos materiais como ponto de partida para o estabelecimento das bases da ciência econômica, mas as teorias revolucionárias, com ênfase no keynesianismo, delcaram justamente o contrário, isto é, que quanto mais os governos gastarem, melhor será para o progresso geral da sociedade. De tanto terem levado a sério tal nonsense que qualquer pai e mãe de família instintivamente percebem como falso, os governos chegaram ao cúmulo de revogar o ouro e começaram a enfiar goela abaixo das pessoas umas tiras de papel pintado, facilmente imprimíveis, como meio de troca compulsoriamente legal, e a dar aos bancos o poder de emprestar quantidades praticamente ilimitadas de dinheiro, mesmo sem ativos suficientes.
Na área da educação, teve lugar a revolução freiriana, aquela que iguala o professor ao aluno e que inocula a doutrina da “luta de classes” até mesmo em disciplinas como Física e Matemática. O resultado disso está na pior classificação mundial para o estudante brasileiro, que majoritariamente se forma nas faculdades sem saber ler e interpretar um texto e realizar as quatro operações, mas que já pode se orgulhar de ter algumas vezes chutado o traseiro de seus professores, estuprado algumas coleguinhas e fumado uns "tapas". O cume da montanha já foi alcançado, por recente campanha defendida pelo Ministério da Educação que ensina que o certo é escrever errado.
O que dizer então das drogas? Basta verificar como o governo intensifica o combate ao fumo comum e incentiva ao uso das drogas mais pesadas, chegando ao ponto mesmo de reconhecer a legitimidade da marcha pela legalização da maconha, com o garoto-propaganda Fernando Henrique Cardoso à frente, e de distribuir gratuitamente seringas e cachimbos para usuários de cocaína e de crack, sob pretexto de fazer uso de uma "política de redução de danos".
Liberação sexual total, não só despida de qualquer compromisso e responsabilidade como até mesmo persecutória a quem os defenda; entrega às drogas, sem limites; desrespeito a toda autoridade constituída e à elite da sociedade; gastança desenfreada; extravasamento da natureza de cada um; analfabetismo útil. Vamos resumir: todas as propostas da esquerda, do socialismo, da social-democraica, do comunismo ou do progressismo, como se queira denominar esta corrente de pensamento, ou melhor, de anti-pensamento, pregam a mais completa e absoluta animalização do ser humano, em todas as esferas da vida. Deu pra perceber ou ainda não está claro? Como disse Jesus, são pelos frutos que se reconhece a árvore.
Talvez agora se torne mais compreensível entender a passagem na qual está escrito que Jesus liberta. Mas então, você vai dizer: o que pretendem, então, com isto? Basta olhar para o cavalo? Por que ele puxa a carroça? É porque ele não sabe...

Um comentário:

José de Araújo Madeiro disse...

Para Cavaleiro do Templo:

José de Araújo Madeiro

27/10/2011 às 7:15
Seu comentário está aguardando moderação

Para Reinaldo Azevedo.

Socialismo e o burro de carga para o Rei Lula:

O socialismo é desculpa dos vagabundos
que vivem ($$$$$$$$$$$) bem às custas dos outros.

E o pior que ainda existe trabalhador que vive iludido.

É o burro de carga.

Então se não quiser ser um burro de carga, reaja.

Para depois não vir chorar o leite derramado junto de mim.

Que assuma sua burrice, se concorda.

Que essas lepréias
paguem pelos seus crimes!

Abçs, Madeiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".