Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Foro de São Paulo por Alejandro Peña Esclusa (fundador e presidente de UNOAMÉRICA) e Hugo Chávez comprovando com fatos

Três vídeos para os leitores do Cavaleiro do Templo conhecerem o maior projeto criminoso já posto em prática na América Latina: o FORO DE SÃO PAULO, que tem como um de seus "papais" Luiz Inácio LULA da Silva.

Fonte: institutomillenium




O presidente da UnoAmerica, Alejandro Peña Esclusa fala sobre o Foro de São Paulo e a ameaça que ele representa para a América Latina.

Visite: http://unoamerica.org/ e http://www.imil.org.br/



Fonte: KitKyre




Neste vídeo, aos 3m17s, Hugo Chávez diz onde conheceu Lula - atual presidente do Brasil - e Raul Reyes, segundo maior terrorista, narcoguerrilheiro e traficante das FARC, procurado e morto pelo excelente governo Uribe.

O grande encontro deu-se em 1995, em El Salvador, no "Foro de São Paulo", fundado por Luis Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Fidel Castro.

Recentemente, a revista Cambio publicou o "Dossiê Brasileño", onde é relatado parte do conteúdo encontrado no computador do narcoguerrilheiro morto. Neste conteúdo, há trocas de emails entre os acessores e pessoas de confiança diretamente ligados à Lula, dentro do palácio do Planalto.



Fonte: vejapontocom



Saiba como foi Foro de São Paulo 2008, o encontro de partidos de esquerda que aconteceu em Montevidéu, no Uruguai.

CORRUPÇÃO E REVOLUÇÃO

Fonte: HEITOR DE PAOLA
07 de dezembro de 2009


Nivaldo Cordeiro


A entrevista da psicóloga Sandra Jovchelovitch publicada na edição de hoje da Folha de São Paulo é um convite à reflexão sobre os acontecimentos recentes da política brasileira. No centro a questão da corrupção política. A psicóloga cometeu erros de avaliação que quero aqui sublinhar, bem como não se deu conta do problema real nacional no campo da política.

Falar de “brasileiro” em geral é sempre algo problemático e, como toda generalização, comete injustiças e escorrega em imprecisão. Vejamos o que declarou a psicóloga: “A corrupção no Brasil é um problema sistêmico. Ela se alicerça em avatares muito profundos da nossa cultura, o que explica a recorrência dos escândalos e a nossa incapacidade histórica em lidar institucionalmente com eles. Isso está vinculado a uma autointerpretação do brasileiro de que nós somos um povo corrupto, de que a corrupção está na constituição do nosso corpo político e social”.

Quais são os fatos? Os fatos são que a corrupção política (ela sempre fala como se a corrupção política fosse a corrupção por antonomásia, o que considero um erro) é inerente à condição humana [Lembro-me aqui de um fato. Quando foi lançado o filme À ESPERA DE UM MILAGRE fui ler o livro homônimo de Stephen King, que deu base ao roteiro. Lá pelas tantas o personagem afirma que para fornecer ao governo dos EUA é preciso pagar 10% de comissão. Lá como cá.]. A corrupção não é atributo nacional exclusivo. O poder é sempre corrupção e a única forma de minimizá-la é reduzindo o Estado, separando o mais possível o poder econômico do poder político.

Para entender os níveis de corrupção vigentes a autora teria que sublinhar que o Brasil está mergulhado no processo revolucionário, que consiste basicamente em viver dentro de uma realidade fantasmagórica – uma Segunda Realidade – em que o poder de Estado é suposto capaz de tudo, inclusive de alcançar a perfectibilidade do homem em vida. Essa distorção revolucionária é duplamente a fonte da elevação a níveis intoleráveis da corrupção: pela promessa falsa de alcançar a perfeição e pelos meios empregados, já que os revolucionários justificam todos os meios de corrupção para alcançar a beatitude final da sociedade socialista. Vimos isso em toda parte onde a revolução ocorreu. Desde a entrega do poder pelos militares, período em que a corrupção era notavelmente menor, estamos vendo o descenso inexorável das práticas políticas, a corrupção moral em larga escala, culminando com a compra de votos pura e simples, mediante bolsas estatais.

O mecanismo de cativar as multidões com benesses crescentes, à revelia do livre mercado e da lei da escassez, é a corrupção que tangencia o espiritual e é esta a base pela qual se move a estrutura de poder petista. Acontece que as massas são sempre insaciáveis e cativá-las implica cativar vícios de difícil erradicação, como a preguiça. Os meios de existência não caem do céu, mas os revolucionários insistem que esses podem ser obtidos pelo concurso benevolente do poder público, desde que este esteja sob seu controle.

O que o PT está fazendo é a fusão integral entre o poder econômico e o poder político, uma notável reprodução da fórmula nazista e comunista.

Para tanto, abraçou todas as bandeiras corruptas em si, como a climática (coloca o homem a serviço da natureza, contra a realidade contrária), a de raças (no Brasil não há racismo, mas fusão de raças), de sexo, de classe. Junto a promessa de que o governo tem o poder de resolver todos os problemas. Infelizmente, a autora não tem uma palavra sobre esse quadro amplo que se desenrola. Penso até que ela não se deu conta dele, estando inconsciente do processo revolucionário em curso, que é a “mãe de toda a corrupção”.

Ela declarou: “No Brasil, em geral, há uma reafirmação de um fatalismo: "a política é assim", ‘esses caras não têm jeito’, ‘quem pode faz mesmo’.

Seria um pouco pesado dizer, mas existe uma disseminação de um certo comportamento corrupto na sociedade brasileira. É o sujeito que suborna o policial para não levar uma multa, que compra a carteira de motorista, que pede favor pessoal ao vereador, que sonega impostos. Existe uma simetria entre a rua e a política. A relação com a coisa pública não é só dos políticos, ela é nossa. Está tanto nos microespaços do cotidiano como nos macroespaços institucionais brasileiros”.

Aqui tem outra confusão. Nunca foi tarefa do chamado homem comum zelar pelas virtudes públicas. Elas sempre estiveram a cargo da elite que comanda o Estado. Ocorre que a elite que comanda o processo revolucionário é sempre uma elite criminosa, que faz do crime instrumento para a tomada do poder. Normalmente o homem comum pratica os valores conservadores tradicionais e, “caindo em erro”, tem à sua espera o sistema judicial. Com a elite, ela própria moldando o processo judicial e policial, a coisa corre diferente. É a corrupção da própria lei e do aparato judicial. O caso do governador José Roberto Arruda, analisado na entrevista, não pode ser percebido sem ter esse pano de fundo geral de caráter revolucionário. O que é uma prática tradicional do regime patrimonialista foi usado pelos revolucionários para a destruição dos políticos envolvidos. Os homens que controlam a Justiça e a Polícia Federal são corruptos muitos maiores, que usam de seu poder de Estado, dos valores dos bons costumes ainda reconhecidos como desculpa e da sofisticação técnica de espionagem apenas para alcançar o poder. Nada mais, nenhum compromisso com as virtudes. Não se dar conta de que essa natureza de corrupção é mais séria e mais grave – e ainda mais perigosa – do que a corrupção do estilo praticado por José Roberto Arruda é cegueira atroz.

Nem poderia ser diferente, pois a autora se baseia em referencial teórico aparentado com aquele usado pelos revolucionários: “A criminalidade é uma patologia social que tem origem, de certa forma, nas desigualdades da nossa sociedade. A psicologia clássica descreve a relação do criminoso com o espaço público exatamente como eu estava descrevendo a relação do político que rouba com a esfera pública: ausência de investimento no coletivo, no social. A dinâmica do psicopata é de não sentir culpa, não se sentir responsável. E essa dinâmica é muito semelhante à da corrupção na esfera política.

O mantra da desigualdade, o mantra mentiroso que vem desde Rousseau, está na boca da psicóloga. Ela não poderia compreender o que se passa sem se afastar do genebrino. É ela também escrava do coletivismo, como o são os revolucionários petistas. Ela não dispõe de meios teóricos capazes para descrever a realidade que se propôs a comentar. Por isso não tem respostas, tateia e falseia os fatos. Escapar do discurso coletivista é o primeiro passo para apreender o real. A origem da patologia social é precisamente o mergulho na Segunda Realidade revolucionária, na qual a própria psicóloga está imersa. Não tem como enxergar o real.

O livro vermelho de Antônio Paim

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
ANTÔNIO ROBERTO BATISTA | 08 DEZEMBRO 2009

livro-marxismo-e-descendencia

Depois de interrogar se o marxismo seria, afinal, um tipo de messianismo, a pergunta proposta é: pode, o marxismo, coexistir com outras correntes de pensamento? A prática política parece demonstrar, que onde o seu domínio partidário se implanta, faz-se mister eliminar toda a divergência.

Acaba de surgir no meio especializado brasileiro uma obra pouco comum, gestada por longo período e que havia sido prevista, inicialmente, para lançamento no mercado livreiro português. Denomina-se "Marxismo e Descendência" e inaugura a Coleção História & Pensamento da Vide Editorial. Nasce da pena de um renomado professor de filosofia política, com trajetória intelectual capaz de tornar atraente e interessante um tema, em princípio, bastante difícil.

O Prof. Antonio Ferreira Paim conduziu suas mais recentes pesquisas, para o desenvolvimento do tema, durante longas permanências em Portugal, onde ministrava cursos sobre o pensamento político luso-brasileiro. O estilo, já conhecido de outras obras como, por exemplo, o clássico "A Querela do Estatismo", corresponde ao seu perfil de historiador das idéias, tornando a leitura muito mais palatável do que se mergulhasse apenas nos meandros teóricos, sem acompanhá-los com o relato dos fatos ilustrativos. Segundo revela em recente entrevista concedida (veja abaixo), tratava-se de uma pendência que vinha de longa data, desde quando rompeu, com considerável risco pessoal, seu vínculo com o Partido Comunista, morando ainda na União Soviética e necessitando encontrar maneira de "sair" de lá, com mulher e filha, o que só foi possível graças à corajosa interferência de um diplomata brasileiro. Encontrava-se estudando na Universidade de Lemonosov, centro qualificado do pensamento marxista soviético onde, segundo revela com um misto de humor e melancolia, estava sendo preparado para ser um "bolchevique sem alma". Corria, então, o ano de 1958. Mas só agora, depois de uma longa jornada que o consagrou como pensador liberal e vigoroso defensor da democracia representativa, o Prof. Paim retorna ao tema para uma análise desapaixonada do marxismo como modelo de pensamento, em busca, com diz, de acertar suas contas, avaliando alguns porquês e incongruências do tema, inclusive a notória diversidade presente num pensamento supostamente rigoroso, "científico" e totalizante. Durante a entrevista feita, com a participação do Prof. Paulo Kramer, este destaca, reforçando a visão de Paim, que no Brasil como na Rússia o marxismo acaba por funcionar como um avatar do patrimonialismo.




O livro está dividido em três partes: Doutrina marxista do Estado; Doutrina marxista da Sociedade e Doutrina marxista do Pensamento.

Na primeira parte Paim estuda, primordialmente, a forma assumida pelo marxismo soviético, impregnado do patrimonialismo tradicional russo, radicalizando as piores facetas do czarismo e demonstra, cabalmente, que todo o arcabouço totalitário foi organizado minuciosamente pela batuta de Lênin e não, como muitas vezes se argumenta, por um desvio stalinista acidental e posterior. Surpreende verificar que o "camarada Stalin", sem prejuízo da sua atividade genocida, manteve produção teórica constante no sentido de explicitar diversos aspectos do ideário marxista. Seu interesse pela "lingüística" é sugestivo do formato e da trajetória que viria a marcar a produção intelectual de notórios seguidores até os dias de hoje.

Na segunda parte, centrada, principalmente, no exemplo francês, Paim discute a faceta cientificista do marxismo e como foi desenvolvida uma relação de simbiose com a cultura francesa. A formação e trajetória do Partido Comunista Francês, que chegou a ser o maior dessa natureza no Ocidente, é relatada com certo detalhe, inclusive a forma truculenta como se apossaram da máquina partidária socialista, enquanto na Alemanha resistiam com sucesso os Democratas Sociais. É curioso observar como um partido nacional de tamanha importância teve como marca fundamental a submissão absoluta aos ditames da potência soviética. Vale acompanhar, não apenas as tumultuadas relações de Marx com os seus próprios inspiradores (em especial o caso de Proudhon), como as relações complementares, no plano teórico, que a herança saint-simoniana e positivista, particularmente na sociologia, exerceram sobre a mentalidade intelectual francesa, suprindo a insuficiência marxista original. Paim se vale dos brilhantes estudos de Raymond Aron sobre o tema e se refere à crítica epistemológica de Karl Popper, ambas demolidoras das pretensões do marxismo como ciência, mas que ilustram bem a sua inserção na mentalidade cientificista. Duas curiosidades a nosso ver: a desmistificação do tão decantado episódio da Comuna de Paris, que Paim já cita na apresentação do livro e demonstra nada ter a ver com o roteiro marxista da história, sendo uma mera revolta da Guarda Nacional; e uma interessante análise de como o marxismo passou a influenciar o ambiente intelectual francês e, conseqüentemente, de quem o assumiu como produto de consumo onde, possivelmente, se enquadrem muitos dos nossos mais pernósticos acadêmicos.

A terceira parte do livro, da Doutrina Marxista do Pensamento, apesar do título, mantém uma abordagem narrativa paralela à discussão conceitual, de leitura agradável, onde vamos identificando as origens de certos marcos, tanto do marxismo como proposta filosófica, como das adaptações sofridas em benefício de diversas conveniências político-revolucionárias. A trajetória percorrida por O Capital, como obra inacabada e ajustada, posteriormente, por Engels é apenas um dos relatos. A forma agressiva como a ortodoxia leninista se impôs, inclusive com o virulento e desrespeitoso ataque de Lênin a Karl Kaustky, até então reconhecido como grande expoente ocidental do marxismo é significativo da fusão inevitável da doutrina com um projeto totalitário. O padrão intolerante do debate já tinha antecedentes no próprio Marx. Em todas as circunstâncias que se viriam a apresentar, a eliminação de uma idéia e a eliminação do portador da idéia tornou-se, cada vez mais, uma marca central da doutrina aplicada. Paim relata e explica, nesse contexto, o nascimento do que se convencionou chamar "vulgata marxista".

É nessa terceira parte que o autor se estende, mais claramente, à denominada descendência pois, embora os descendentes imediatos já estejam presentes no caso soviético e francês, segue-se uma abordagem da variante italiana, inclusive a contribuição supervalorizada de Gramsci, uma análise das manifestações da Escola de Frankfurt, incluindo o caso tão especial quanto repulsivo do marcuseanismo, de funestas conseqüências e, acrescento eu, possível responsável pela paixão que os nossos marxistas locais devotam ao que Marx denominava de lumpem. O autor não aprofunda, mas localiza bem o encontro realizado, no espaço das variantes frankfurtianas, entre marxismo e freudianismo. Não se esquece do Brasil, onde tais influências se fizeram sentir fortemente, embora nem sempre nominadas. Põe em discussão, também, como bem ressalta durante a entrevista a que nos referimos, a tentativa de utilização "neutra" da análise marxista no desenvolvimento da tão comentada Teologia da Libertação. Esse é um ponto crucial da discussão: é possível o uso neutro do método marxista, quando o próprio Marx, assim como os positivistas, concebia a sua doutrina como algo que exigia aplicação integral à realidade, tanto na componente interpretativa quanto prescritiva?

Para cada uma das grandes partes em que se encontra dividida a obra, Paim extrai uma ou mais conclusões básicas e formula questões pendentes que mereceriam meditação. Para a primeira parte, Paim conclui que, na verdade, inexiste uma teoria do Estado no marxismo e cita o professor Norberto Bobbio, sentenciando que há apenas uma crítica ao chamado Estado burguês que cumpre destruir, mas não se avança numa proposta definida de Estado, sequer do modelo intermediário que precederia a sua extinção pela sociedade sem classes. Na segunda parte, rica no relato das tramas intelectuais e políticas, o questionamento proposto é mais simples: o marxismo esgota-se no cientificismo? Ao que Paim responde negativamente, dadas as pretensões muito mais amplas da doutrina, às suas raízes e diálogos com o idealismo alemão e com isso nos remete à terceira parte. O encerramento da terceira parte do livro e sua pergunta final é, por certo, a conclusão mais grave a que nos conduz a alentada obra. Depois de interrogar se o marxismo seria, afinal, um tipo de messianismo, a pergunta proposta é: pode, o marxismo, coexistir com outras correntes de pensamento? A prática política parece demonstrar, que onde o seu domínio partidário se implanta, faz-se mister eliminar toda a divergência.

Com essa obra, o Prof. Antonio Paim alcança cumprir plenamente a sua aspiração de ajustar, definitivamente, suas contas com a corrente de pensamento que empolgou tantos intelectuais nos anos da sua juventude. Como ele nos diz, após o primeiro choque causado nos militantes, através do famoso Relatório Kruchov, mesmo assim "uns largaram e outros não largaram". Para alguns de nós, o mais atraente do seu relato é justamente o retrato histórico que contém, ilustrando a forma como uma doutrina, transformada em ortodoxia de Estado e graças à sua contínua reinterpretação, gera tão renitentes resistências à democracia representativa e responde por tantas catástrofes econômicas, humanas e sociais.


O livro está à venda no site
www.videeditorial.com.br.

Mais de 130 igrejas foram fechadas desde 2004

Fonte: PORTAS ABERTAS
2/12/2009 - 06h35


COLÔMBIA (*) - Uma pesquisa conduzida por Portas Abertas descobriu que por toda Colômbia, igrejas sofrem vários graus de perseguição. Algumas vezes, os templos continuam abertos apesar de os perseguidores tentarem fazer com que os membros fujam.

Nas demais regiões do país, entretanto, perseguição é sinônimo de prédios fechados. As guerrilhas de esquerda e os grupos paramilitares de direita estão por trás do fechamento de 132 igrejas (sem contar igrejas domésticas) na Colômbia desde 2004. Um pequeno número de igrejas foi forçado a fechar por ações de grupos indígenas.

O principal motivo pelos quais os grupos armados forçam as igrejas a fecharem é o fato de não concordarem com as pregações e os ensinos dos pastores e dos líderes. Os guerrilheiros acreditam que os cristãos são contra a doutrina marxista e que os pastores estão tentando estender o “imperialismo estadunidense”. A opinião deles é que os pastores levantam dinheiro para construir templos, mas não se preocupam com projetos sociais que ajudem os pobres. Ao contrário dos pastores e dos líderes cristãos, os guerrilheiros acreditam que a solução de todos os problemas se encontra não em Deus, pois eles não acreditam que Ele exista, mas na revolução armada.

No fim de março, a Portas Abertas falou com um alto comandante da FARC que reiterou que a ordem de fechar as igrejas e banir todas as reuniões evangélicas das áreas controladas por guerrilhas vem do comitê nacional de liderança do grupo rebelde. Os líderes têm poder para sentenciar a morte os pastores que desobedecerem as suas ordens.

Os grupos guerrilheiros têm uma hierarquia dentro da organização. Um simples comandante, entretanto, é responsável por colocar em prática a decisão do comitê, seja de permitir que os pastores dirijam cultos ou mesmo se reúnam na casa dos membros de sua igreja. A ironia é que a maioria dos guerrilheiros possui familiares cristãos ou são, eles mesmos, ex-membros de igrejas.

A Portas Abertas entrevistou um comandante que disse que os rebeldes não se metem com as igrejas que obedecem as regras da guerrilha. É extremamente difícil para os cristãos aceitarem esse acordo.

- Nenhuma reunião em casa ou na igreja poderá acontecer sem a permissão do líder da guerrilha.

- Os cristãos não podem pregar contra a revolução armada ou para os guerrilheiros.

- As igrejas não podem recolher ofertas, a não ser quando a guerrilha exija algum tipo de pagamento. As igrejas não podem convidar pregadores de outras localidades.

Um pastor do sul da Colômbia disse que enquanto a igreja prega a paz, os grupos guerrilheiros convocam jovens a pregar a guerra. “É impossível obedecer aos grupos guerrilheiros porque não podemos ir contra os princípios bíblicos”.


Tradução: Priscilla Figueiredo

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

Fonte: Portas Abertas

A CHANTAGEM SOBRE O CLIMA

Fonte: ViVerdeNovo
QUARTA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2009


Por Arlindo Montenegro


No endereço http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/ você pode seguir e entender tudo sobre blefes, mentiras, corrupção, em fim sobre a chantagem dos que desejam controlar o mundo. Abaixo estão algumas afirmações e interrogações essenciais da entrevista do Professor Luiz Carlos Molion, representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial reproduzida naquele blog:




“Desde 1999, o Oceano Pacífico esfria. Hoje, não só monitoramos os oceanos, mas existem mais de 3.200 boias à deriva e mergulhadoras. Elas mergulham até 2.000 metros de profundidade, se deslocam com a corrente marinha e nove dias depois elas sobem, e passam os dados para o satélite.”

“Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua subindo.O clima hoje deixou de ser um problema científico, ele é um problema político-econômico.”

“Para os países subdesenvolvidos e emergentes, excetuando-se o Brasil, reduzir significa gerar menos energia elétrica. Em muitos países só tem carvão mineral e petróleo para gerar energia. Eu não quero dizer com isso, que nós devemos sair por aí depredando o meio ambiente, tem que haver mudanças de hábito de consumos, mas as emissões de carbono não são o caminho correto.”

“Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação. Consensos são políticos, cientificamente eles não existem, cientificamente existem experimentações.”

“Existe uma trama por detrás disso tudo. Países como os do G7. Eles já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.”

“Quando você olha para os livros didáticos das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra está se aquecendo, que o nível do mar vai subir... Isso está errado!”

“O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral? Na minha opinião, olhando todos os indicadores climáticos, nós vamos ter um resfriamento climático nos próximos vinte anos. O que vai acontecer com essa criançada quando eles perceberem que, ao invés de aquecer, está esfriando, e que esse esfriamento é muito pior para a humanidade?”

“Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas. Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Kyoto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário.”


“Conversa é conversa, na prática, não há como fazer isso. À medida em que a população aumenta, há a necessidade de mais energia elétrica, se a gente quiser incluir esse pessoal em uma sociedade que viva adequadamente.”

Na sequência a palavra dos que defendem o ecoterrorismo e a ditadura comunista globalitária na reunião de Copenhague, os mesmos que aprovam a eliminação, homicídio de 1/3 da população do planeta, um genocídio cirúrgico para satisfazer as ambições de poder satânico de uns poucos coroados, banqueiros e políticos”.

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC, Rajendra Pachauri, apareceu nas páginas do jornal londrino “The Observer” exigindo mudanças radicais no estilo de vida ocidental para “evitar um desastre global”, mudanças para um “regime de vida miserável para as populações, semelhante à miséria soviético-cubana, ou à miséria místico-religiosa dos faquires da Índia aplicada à nova religião ecoterrorista.

Pachauri, indica uma radical mudança de filosofia de vida. Um sistema de valores baseado no “consumo sustentável”, com a redução drástica de vôos utilização de automóveis, comer menos carne (adeus churrasco!), controlar o consumo de eletricidade até nos hotéis, reduzir o serviço de água gelada nos restaurantes... e na continuidade o critério será aplicado para “os locais públicos, de trabalho, e por fim, para a intimidade do lar. Sempre com pesados impostos e taxas!

“Acho que (...) os adultos foram corrompidos por causa dos caminhos que percorremos há anos.” Um argumento estranho ao mundo científico. Como diz a página de onde foi resumida esta informação,(endereço acima) “verde é a nova cor do comunismo”. Lá se encontram depoimentos que caracterizam as cores que identificam Bin Laden e outras figurinhas carimbadas, bem ao lado dos chanatagistas que nem Al Gore.

O fiasco de Copenhague: a realidade se impõe

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Wall Street Journal em 18 de novembro de 2009


Barack Obama: retórica de campanha novamente não resiste aos fatos

A


pretendida reprise do Protocolo de Kyoto já é um fracasso antes mesmo de ser lançada, mas ainda não podemos respirar aliviados.

"Agora é a hora de enfrentar este desafio de uma vez por todas”, proclamava o recém-eleito presidente Barack Obama em novembro de 2008. “O adiamento não é mais uma opção”. Mas o adiamento se mostra uma opção — na verdade, a única opção com apoio mundial.

Durante o fim de semana, o Presidente Obama curvou-se à realidade [*] ao admitir que pouca coisa substancial resultará da cúpula sobre mudanças climáticas em Copenhague no mês que vem [07-18 Dezembro]. Durante um ano o presidente americano vinha prometendo um tratado internacional compulsório sobre as emissões de carbono [mais propriamente, do não poluente dióxido de carbono] à la Protocolo de Kyoto, mas em vez disso, os negociadores de 192 países agora esperam chegar a um acordo preliminar quanto a um compromisso de assinar tal tratado na Cidade do México em 2010. Sem dúvida.

O lobby ambientalista está culpando o Senado americano pelo colapso antecipado da cúpula de Copenhague, pois esse não aprovou o projeto de lei Cap & Trade, aprovado por estreita margem na Câmara dos Deputados dos EUA em junho de 2009. Os ambientalistas argumentam que “o mundo” não firmará compromissos até que os Estados Unidos também o façam.

Mas sempre haverá uma desculpa ou outra, considerando que países em desenvolvimento, tais como a China e a Índia jamais serão suficientemente masoquistas a ponto de sujeitar suas economias às neuroses climáticas do Ocidente [
Nos tristes trópicos, o Governador José Serra e o Presidente Lula, através da Ministra Dilma, foram “altruístas” e “vanguardistas”, revelando grande desprendimento: o primeiro já assinou lei estadual de restrição de emissões e o segundo diz que o Brasil vai a Copenhague com proposta de redução “para valer”. Mais uma vez, “o mundo” curva-se diante do Brasil; talvez de tanto rir]. Enquanto isso, a Europa provou, com o Protocolo de Kyoto, que as únicas cotas de emissões que aceitará são aquelas que na realidade não precisam ser atingidas.

O Presidente George W. Bush, a despeito de todos os insultos e constrangimentos que sofreu por não ratificar Kyoto, tentou desviar o debate sobre mudanças climáticas para uma direção que levasse a políticas realistas e alcançáveis, particularmente ao insistir que os benefícios deveriam, obrigatoriamente, justificar qualquer freio ao crescimento econômico. Esta estratégia, porém, resultou em enorme desperdício do dinheiro dos contribuintes, incluindo muitos subsídios clientelistas, tão queridos e ampliados pelo Sr. Obama. Todavia, essa estratégia também evitou que o Sr. Bush fizesse promessas grandiosas, mas fúteis, sem nenhuma relação com a realidade política.

É claro que a inutilidade da cúpula de Copenhague se transformará em parte do argumento do Sr. Obama de que o Senado deve infligir o Cap & Trade sobre os Estados Unidos, tanto quanto servirá de justificava para as súbitas e não democráticas ações punitivas da EPA [Agência de Proteção Ambiental],via regulamentos do Clean Air Act.

Porém, se ele e nós tivermos sorte, o Senado americano também não conseguirá agir, a EPA ficará atada nos tribunais, e a economia se recuperará mais rapidamente sem o pairar do espectro de mais impostos sobre a energia. [
O contribuinte de São Paulo tem todo o direito de perguntar: E agora, Sr. Governador?]

Título original: Copenhagen's Collapse. Tradução integral da coluna de opinião publicada ontem, 17/11/2009, pelo Wall Street Journal, com acréscimo de comentários.

[*] NR: Muito antes de qualquer veículo da mídia brasileira, o Mídia@Mais, através de sua equipe de redação e de seus colunistas, já antecipava essa realidade. Leia aqui e aqui.

LULA É VAIADO DENTRO DO CINEMA

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
terça-feira, 8 de dezembro de 2009 | 22:40


No dia 18 de novembro, escrevi aqui sobre “Lula, O Filho do Brasil”:

“Nos cinemas, os trailers têm sido recebidos com uma vaia meio preguiçosa — um muxoxo, um ‘hannn’ de insatisfação”


A coisa já evoluiu. Em sua coluna, Ancelmo Goes informa que, no sábado, na sessão das 18h40 do Cine Leblon 1, no Rio, que exibia “Abraços Partidos”, de Almodóvar, foi aparecer o trailer da hagiografia lulesca, e o cinema explodiu numa “vaia monumental”.

TRINTA ANOS DE LULA: OS HOMENS ADMIRÁVEIS

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 | 4:49


Publiquei ontem alguns trechos da entrevista de Lula à revista Playboy em julho de 1979 e fiz uma pequena provocação intelectual: “O sindicalista é o pai do homem”. Acho que há mais trechos que os eleitores têm o direito de ler. Sacrifico-me por vocês. Como não está na Internet, tenho de digitá-los. Mas não me importo. Tudo pelo esclarecimento.


Os trechos que vocês lerão em vermelho são fortes, sim. Não fosse o Brasil, hoje, amigo de todas as ditaduras que há no planeta; não tivesse o governo Lula estendido o tapete vermelho para o um delinqüente como Mahamoud Ahmadinejad, censurado na ONU uma semana depois, com os votos de Rússia e China, mas sem o voto do Brasil; não tivesse flertado o Itaramaty, por vias oblíquas, até com o terrorismo das Farc, e a fala de Lula de 30 anos atrás não teria relevância. Mas, infelizmente, tem. Vamos lá.


(…)
Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

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Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

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Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] - O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.


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Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.


lula-admira-khomeini

Lula – Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

(…)

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gene, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.


Voltei

Que coisa, não? O único do grupo que não é um facínora, um assassino contumaz, um homicida frio, é Gandhi. Mas Gandhi, convenham, é a Portuguesa de Desportos das figuras ilustres da humanidade. Se a Portuguesa está em campo, e o adversário não é o nosso time, a gente torce pra quem?


Os outros… A referência a Hitler se presta a uma ironia sinistra: “O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”. Sem dúvida, o homem era o senhor do fogo…


Lula mudou? Digamos que alguns facínoras foram acrescentados à sua galeria: Ahmadinejad, Khadafi, Omar Hassan Ahmad al-Bashir
(o genocida do Sudão)… Fidel, bem…, a múmia, rejeitada até pelo diabo, continua objeto de culto…


De todas as admirações, esta que diz pouco se importar com ideologia é, sem dúvida, a mais perigosa. Afinal, 30 anos depois daquela entrevista, indagado se não se incomodava em receber Ahmadinejad, que nega o holocausto dos judeus, promovido por Hitler – aquele que “tinha o fogo de se propor a fazer alguma coisa”, Lula respondeu:

“Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política”.


O sindicalista, como se vê, era mesmo o pai do presidente.


Se você ainda não leu, leia também:

- LULA, O SEXO, OS ANIMAIS E AS VIÚVAS;
- Lula e as mulheres: “O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O fim das democracias européias

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

No novo Estado, "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições".

Entrou em vigor ontem [1 de dezembro de 2009] o Tratado de Lisboa, que transforma a União Européia em um Estado autônomo. Embora muitos europeus ainda não se tenham dado conta, 500 milhões deles possuem agora um governo comum ao qual os governos de seus próprios países são juridicamente subservientes. Desde ontem, os 27 Estados da UE foram reduzidos ao status de províncias. O Tratado de Lisboa, que é a carta básica (isto é, a Constituição) do novo Estado da UE estipula que os parlamentos das 27 províncias estão obrigados a "contribuir ativamente ao bom funcionamento da União." É obrigação legal dos parlamentos avançar primordialmente os interesses da União em vez daqueles de seu próprio povo.

No início desta semana, Michel Barnier, membro francês da Comissão Européia, explicou ao jornal Le Figaro, de Paris, que "a Comissão Européia é o Primeiro Ministro da UE". Muitos europeus pensam que essa é uma metáfora, mas, infelizmente, ela deve ser levada a sério.


A Comissão Européia é, como disse Barnier, "um Primeiro Ministro coletivo que junta 27 países que estão unidos em seu destino". A Comissão é presidida por José Manuel Barroso, de Portugal. Seu título é o de "Presidente da Comissão Européia". Por enquanto, cada uma das províncias ainda possui um membro na Comissão, mas o seu número será reduzido a dois terços do número de províncias a partir de 2014. A Comissão representa a União, não as províncias. Os atuais 27 comissários são indicados por um período de cinco anos por seus respectivos governos, i.e., os governos das 27 províncias. No entanto, eles não representam esses governos e permanecem membros da comissão mesmo se o governo provincial for substituído por outro.


A Comissão é não somente o órgão executivo do novo Estado, mas também seu órgão legislativo. Não há separação de poderes na UE.


O Sr. Barroso chefia a Comissão e como tal é o rosto humano do "Primeiro Ministro coletivo".


Como as instituições prcisam de um rosto, não seria errado descrevê-lo como o Primeiro Ministro da Europa.


A Baronesa britânica
Cathy Ashton foi designada (Cavaleiro do Templo: notem bem, não foi através do voto do cidadão) Ministra do Exterior do novo Estado. O título exato dela é "Alta Comissária para Assuntos Externos e Política de Segurança". Por lei, o Alto Comissário é também Vice-Presidente da Comissão. Lady Ashton é também a representante britânica na Comissão. O seu status é especial porque ela não foi designada por seu governo provincial, mas, como Alta Comissária, precisou do apoio de todos os 27 governos. Quando os ministros do exterior das 27 províncias se reúnem, ela preside as reuniões. Como o Ministro do Exterior britânico também está presente, há dois cidadãos da província britânica presentes na sala, mas em sua qualidade de Alta Comissária, Lady Ashton não representa a sua província, mas a União como um todo.


O novo Estado tem também uma pessoa a quem nós chamamos de Presidente.
Herman Van Rompuy da Bélgica foi designado (Cavaleiro do Templo: de novo, sem voto do cidadão) para essa posição. O título exato de Van Rompuy é "Presidente do Conselho Europeu". Como a Comissão é o Primeiro Ministro coletivo do novo Estado, o Conselho Europeu deve ser visto como o "Presidente coletivo" da UE. O Conselho é a entidade na qual os chefes de governo das 27 províncias se encontram. O Conselho é presidido pelo Sr. Van Rompuy. Ele foi indicado pelos governos das 27 províncias e, como Lady Ashton, precisou da aprovação de todos os 27. No entanto, ao contrário de Lady Ashton, Van Rompuy não é membro da Comissão. A província da Bélgica tem seu próprio comissário e tem também seu próprio representante no Conselho, o Primeiro Ministro da Bélgica. O Sr. Van Rompuy é só Presidente do Conselho e nada mais. Ele também representa a UE para fins de cerimonial.


Ainda não está claro se será o Primeiro Ministro da UE (i.e. a Comissão, presidida pelo Sr. Barroso) ou o Presidente da UE (i.e. o conselho, presidido pelo Sr. Van Rompuy) quem terá mais poder político no novo Estado. Isso dependerá da força que tenha o Sr. Van Rompuy como figura política e quanta influência política direta ele quererá exercer. A expectativa geral era a de que, se a presidência tivesse ido para um político conhecido, como Tony Blair, o Preidente teria em suas mãos a liderança política da UE, às custas da Comissão. O Sr. Barroso não é uma figura particularmente forte.


No entanto, não está certo que o Sr. Van Rompuy agirá para reduzir a influência da Comissão. Van Rompuy é um federalista europeu que quer limitar os poderes das províncias (os 27 Estados-membros da UE) e fortalecer os poderes centrais da União. Embora o Presidente (i.e. o Conselho, presidido por Van Rompuy) seja o órgão que representa as províncias, é provável que Van Rompuy favoreça
mais poderes para a Commissão, que é o órgão central em Bruxelas. Apesar de que o Sr. Van Rompuy não é membro da Comissão, muitos o vêem como o homem da Comissão no Conselho. Ele é uma figura política mais forte do que o Sr. Barroso, mas, paradoxalmente, vai usar sua influência para fortalecer o Sr. Barroso e a Comissão às custas do Conselho que ele próprio preside.


A província de origem do Sr.Van Rompuy é a Bélgica. Essa província é ela mesma feita de nações subjugadas, a mais importante das quais é a Flandres de língua holandesa. Embora o Sr. Van Rompuy seja flamengo, seu objetivo político sempre foi o de desfazer os sentimentos de identidade flamenga e promover a belgicidade. Não há muita dúvida de que vá fazer o mesmo no plano europeu. Em entrevista recente com o semanário em holandês
Elseviers (7/11), o Presidente Van Rompuy afirmou: "Eu sou um europeu [porque] a idéia européia é um antídoto contra o nacionalismo, um soro contra o Movimento Flamengo". Van Rompuy opõe-se ao nacionalismo provincial e aos movimentos que querem fortalecer o provincialismo e a identidade provincial. Ele considera esta última como o veneno que precisa de um antídoto. O novo presidente é um centralista que favorece a autoridade federal sobre a "venenosa" autoridade provincial (i.e. soberania nacional).


Além de um Presidente e de um Primeiro Ministro, o novo Estado da UE tem também um Parlamento. Este, no entanto, não possui poderes legislativos. O único poder que ele tem é o de rejeitar o orçamento anual proposto pela Comissão e vetar a indicação de membros da Comissão. Portanto, o Parlamento pode vetar a indicação do Sr. Barroso, de Lady Ashton, e de qualquer outro Comissário. Mas ele não pode vetar a indicação do Sr. Van Rompuy como Presidente da UE.


Nosso novo Estado não é uma democracia. Nem a Comissão, nem o Presidente Van Rompuy foram eleitos pelo povo. Ao ratificarem o Tratado de Lisboa, os parlamentos provinciais (ex-nacionais) democraticamente eleitos abriram mão, voluntariamente, de sua soberania, reduzindo a si mesmos a instituições provinciais e retirando de seus eleitorados o direito de decidir democraticamente sobre seu próprio futuro. Em troca dessa emasculação nacional, as 27 províncias receberam um Primeiro Ministro coletivo comum, incorporado no Sr. Barroso, e um Presidente comum, incorporado no Sr. Van Rompuy.


Se os povos da Europa desejam restaurar sua soberania e seus direitos democráticos anteriores, a única opção que lhes resta é a alta traição, i.e. deslealdade para com o Estado ao qual pertencem (a União européia), buscando a sua destruição e desmembramento.


Isso é obviamente ilegal.
Como notou o Prof. Anthony Coughlan, no novo Estado "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições".


A primazia da União sobre as entidades provincias, ex-nacionais, vem contra tudo o que os povos da Europa percebem como normal e natural. Como tal, ela é fundamentalmente imoral. Tendo de escolher entre a lealdade jurídica devida ao novo Estado, estabelecido ontem, e a lealdade moral devida às suas próprias províncias e à sua antiga identidade nacional, os povos da Europa estão agora diante do mesmo desafio no qual se encontram os flamengos desde sua incorporação, pela força, ao Estado da Bélgica em 1830. Alguns, como o Sr. Van Rompuy, escolherão as obrigações legais sobre as morais; outros escolherão a moralidade sobre a lei. A questão a ser indagada é a de se é legítimo um Estado que impõe tal dilema a seu povo.

É este tipo de gente que o Brasil glorifica no boteco e na faculdade e, portanto, por merecimento, torna-se "prezidênti"...

Abaixo dois artigos do BLOG REINALDO AZEVEDO que, depois de lermos o que diz a Dra. Ana Beartiz Barbosa Silva, ficarão cristalinos, serão perfeitamente compreendidos e ninguém mais ficará surpreso com nada que venha de "brazílha":

Mas o psicopata (ou sociopata) não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

Psiquiatra e escritora, diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos.



LULA, O SEXO, OS ANIMAIS E AS VIÚVAS

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 16:56

Vocês sabem: fim de ano é hora de jogar fora papel velho, livros de auto-ajuda que lhe mandam na suposição de que você precise deles, jornais e revistas que vão ficando pelo caminho. Regra geral: “Conteúdo que já estiver na Internet vai pro lixo, excetuando-se algumas edições históricas de momentos históricos”. Há algumas coisas aqui: o fim do AI-5, os grandes comícios das diretas, afastamento de Fernando Collor, atentados de 2001, mensalão… Não jogo essas coisas, não, ainda que uma ou outra possam estar na rede. E eis que me deparo com algo tornado também histórico: a entrevista de Lula à revista Playboy em 1979. TRINTA ANOS ESTA TARDE!


Pena não ser possível digitar tudo. Sabem aquela máxima de Wordsworth que vivo citando aqui, “o menino é o pai do homem” (depois “popularizada” por Machado de Assis)? Pois é… O sindicalista era o pai do presidente. Vou brindá-los com alguns trechos que revelam o, digamos, espírito do homem por dentro daquela figura pública mítica que começava a se plasmar ali.


Lula tinha, então, 34 anos e era visto por parte da esquerda como a grande novidade da política — uma liderança genuinamente operária. Outra parte torcia o nariz e rejeitava o que lhe parecia individualismo excessivo, falta de “consciência de classe” (risos), despolitização, flerte com o populismo etc. Eu tinha 18 anos à época, militava numa organização trotskista e o considerava um verdadeiro violador dos princípios da classe operária… Bem, já contei para vocês como eu e o mito Lula nunca nos demos: antes, eu era esquerdista demais para suportá-lo; depois, acho que virei democrata demais…


Na entrevista, como não poderia deixar de ser, Lula fala sobre sexo também. Destaco um trecho:


Playboy - Com que idade você teve sua primeira experiência sexual?
Lula -
Com 16 anos.

Playboy - Foi com mulher ou com homem?
Lula
(surpreso) - Com mulher, claro! Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre…


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Evito comentar. Não considero o trecho propriamente político. Apenas relevo que, dada a pergunta, a resposta-síntese é esta: “Nem com mulher nem com homem”. Vamos a outro trecho. Este, com efeito, apela a algumas instâncias um tanto mais graves da vida pública.


Referindo-se a seu passado, Lula conta que já era viúvo e costumava sair da casa de uma namorada no começo da madrugada. Andava de táxi (!!!). Sempre o mesmo. O motorista lhe contara que o filho fora assassinado ainda muito jovem e que sua nora prometera jamais se casar. Pressuroso e solidário, Lula pensava
segundo ele próprio confessa: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”. Agora sigo com Lula, entre aspas:


“Nessa época, a Mariza apareceu no sindicato. Ela foi procurar um atestado de dependência econômica para internar o irmão. Eu tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viúva bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”.


Comento


Entendeu, leitor amigo? Era morrer um representante da “craçe trabaiadora”, Lula estava ali, preparado, para “papar” a carente mulher do defunto. Se eu fosse esquerdista, construiria aqui um raciocínio demonstrando que Lula cresceu sobre os cadáveres da classe operária. Mas eu não sou. A abordagem que me interessa é a do caráter dos indivíduos. Então afirmo que Lula abusava de sua posição institucional, política, para obter uma vantagem que era, convenham, absolutamente individual. E isso expõe a diferença entre individualismo e oportunismo.


Que outro brasileiro teria sobrevivido politicamente à confissão de que usava o sindicato para “papar” a mulher de companheiros mortos? Lula sobreviveu. E se tornou um mito. Não sei se o filme mostra todo o seu empenho em conquistar as viúvas. A turma da hagiografia vai dizer que ele fizera aquele pedido porque estava em busca de uma “esposa”. O seu pensamento enquanto o taxista contava as suas agruras diz tudo: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”


Na vida de Lula, tudo termina em filme. A “nora do velho” que ele prometera “papar” era, o que ele só soube depois, justamente… Marisa! Não é demais? Sua antevisão se consumou. Só que, consta, ele casou primeiro e “papou” depois. Mirian Cordeiro, tornada a bruxa nacional pelos adoradores de Lula, é desse período. Ele próprio já confessou que a abandonou grávida. Papou e largou. Nem todas as filhas e mulheres da classe operária que cruzaram com Lula tiveram a mesma sorte…


Ainda comentarei por estes dias outros aspectos da entrevista. Uma coisa é certa: o mito estava em construção — e a excelente entrevista feita pela Playboy — 13 páginas — não deixa de ser parte dessa construção. Mas que se releve: embora seja simpática a Lula e o trate sempre com admiração (e alguma benevolência), revela de modo indubitável que o sindicalista era o pai do presidente. Tudo estava devidamente anunciado ali.


***


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 17:50


Os petralhas estão injuriados com a transcrição de trechos da entrevista que Lula concedeu em 1979 à Playboy. Dizem que isso é “golpe baixo”. Desde quando usar as palavras do líder supremo deles, do aiatolula, é “golpe baixo”?

Nem transcrevi ainda tudo o que há lá de interessante. Lula expressou, por exemplo, um juízo sobre as mulheres e sua, como direi?, resistência. Marisa está contando que estava entre dois pretendentes - um deles era Lula:

MARISA -
Um tinha boa intenção, outro, intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone [gargalhada de Lula]. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas, no fim, acabava atendendo.

LULA -
Charminho dela… O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".