Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O fim das democracias européias

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

No novo Estado, "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições".

Entrou em vigor ontem [1 de dezembro de 2009] o Tratado de Lisboa, que transforma a União Européia em um Estado autônomo. Embora muitos europeus ainda não se tenham dado conta, 500 milhões deles possuem agora um governo comum ao qual os governos de seus próprios países são juridicamente subservientes. Desde ontem, os 27 Estados da UE foram reduzidos ao status de províncias. O Tratado de Lisboa, que é a carta básica (isto é, a Constituição) do novo Estado da UE estipula que os parlamentos das 27 províncias estão obrigados a "contribuir ativamente ao bom funcionamento da União." É obrigação legal dos parlamentos avançar primordialmente os interesses da União em vez daqueles de seu próprio povo.

No início desta semana, Michel Barnier, membro francês da Comissão Européia, explicou ao jornal Le Figaro, de Paris, que "a Comissão Européia é o Primeiro Ministro da UE". Muitos europeus pensam que essa é uma metáfora, mas, infelizmente, ela deve ser levada a sério.


A Comissão Européia é, como disse Barnier, "um Primeiro Ministro coletivo que junta 27 países que estão unidos em seu destino". A Comissão é presidida por José Manuel Barroso, de Portugal. Seu título é o de "Presidente da Comissão Européia". Por enquanto, cada uma das províncias ainda possui um membro na Comissão, mas o seu número será reduzido a dois terços do número de províncias a partir de 2014. A Comissão representa a União, não as províncias. Os atuais 27 comissários são indicados por um período de cinco anos por seus respectivos governos, i.e., os governos das 27 províncias. No entanto, eles não representam esses governos e permanecem membros da comissão mesmo se o governo provincial for substituído por outro.


A Comissão é não somente o órgão executivo do novo Estado, mas também seu órgão legislativo. Não há separação de poderes na UE.


O Sr. Barroso chefia a Comissão e como tal é o rosto humano do "Primeiro Ministro coletivo".


Como as instituições prcisam de um rosto, não seria errado descrevê-lo como o Primeiro Ministro da Europa.


A Baronesa britânica
Cathy Ashton foi designada (Cavaleiro do Templo: notem bem, não foi através do voto do cidadão) Ministra do Exterior do novo Estado. O título exato dela é "Alta Comissária para Assuntos Externos e Política de Segurança". Por lei, o Alto Comissário é também Vice-Presidente da Comissão. Lady Ashton é também a representante britânica na Comissão. O seu status é especial porque ela não foi designada por seu governo provincial, mas, como Alta Comissária, precisou do apoio de todos os 27 governos. Quando os ministros do exterior das 27 províncias se reúnem, ela preside as reuniões. Como o Ministro do Exterior britânico também está presente, há dois cidadãos da província britânica presentes na sala, mas em sua qualidade de Alta Comissária, Lady Ashton não representa a sua província, mas a União como um todo.


O novo Estado tem também uma pessoa a quem nós chamamos de Presidente.
Herman Van Rompuy da Bélgica foi designado (Cavaleiro do Templo: de novo, sem voto do cidadão) para essa posição. O título exato de Van Rompuy é "Presidente do Conselho Europeu". Como a Comissão é o Primeiro Ministro coletivo do novo Estado, o Conselho Europeu deve ser visto como o "Presidente coletivo" da UE. O Conselho é a entidade na qual os chefes de governo das 27 províncias se encontram. O Conselho é presidido pelo Sr. Van Rompuy. Ele foi indicado pelos governos das 27 províncias e, como Lady Ashton, precisou da aprovação de todos os 27. No entanto, ao contrário de Lady Ashton, Van Rompuy não é membro da Comissão. A província da Bélgica tem seu próprio comissário e tem também seu próprio representante no Conselho, o Primeiro Ministro da Bélgica. O Sr. Van Rompuy é só Presidente do Conselho e nada mais. Ele também representa a UE para fins de cerimonial.


Ainda não está claro se será o Primeiro Ministro da UE (i.e. a Comissão, presidida pelo Sr. Barroso) ou o Presidente da UE (i.e. o conselho, presidido pelo Sr. Van Rompuy) quem terá mais poder político no novo Estado. Isso dependerá da força que tenha o Sr. Van Rompuy como figura política e quanta influência política direta ele quererá exercer. A expectativa geral era a de que, se a presidência tivesse ido para um político conhecido, como Tony Blair, o Preidente teria em suas mãos a liderança política da UE, às custas da Comissão. O Sr. Barroso não é uma figura particularmente forte.


No entanto, não está certo que o Sr. Van Rompuy agirá para reduzir a influência da Comissão. Van Rompuy é um federalista europeu que quer limitar os poderes das províncias (os 27 Estados-membros da UE) e fortalecer os poderes centrais da União. Embora o Presidente (i.e. o Conselho, presidido por Van Rompuy) seja o órgão que representa as províncias, é provável que Van Rompuy favoreça
mais poderes para a Commissão, que é o órgão central em Bruxelas. Apesar de que o Sr. Van Rompuy não é membro da Comissão, muitos o vêem como o homem da Comissão no Conselho. Ele é uma figura política mais forte do que o Sr. Barroso, mas, paradoxalmente, vai usar sua influência para fortalecer o Sr. Barroso e a Comissão às custas do Conselho que ele próprio preside.


A província de origem do Sr.Van Rompuy é a Bélgica. Essa província é ela mesma feita de nações subjugadas, a mais importante das quais é a Flandres de língua holandesa. Embora o Sr. Van Rompuy seja flamengo, seu objetivo político sempre foi o de desfazer os sentimentos de identidade flamenga e promover a belgicidade. Não há muita dúvida de que vá fazer o mesmo no plano europeu. Em entrevista recente com o semanário em holandês
Elseviers (7/11), o Presidente Van Rompuy afirmou: "Eu sou um europeu [porque] a idéia européia é um antídoto contra o nacionalismo, um soro contra o Movimento Flamengo". Van Rompuy opõe-se ao nacionalismo provincial e aos movimentos que querem fortalecer o provincialismo e a identidade provincial. Ele considera esta última como o veneno que precisa de um antídoto. O novo presidente é um centralista que favorece a autoridade federal sobre a "venenosa" autoridade provincial (i.e. soberania nacional).


Além de um Presidente e de um Primeiro Ministro, o novo Estado da UE tem também um Parlamento. Este, no entanto, não possui poderes legislativos. O único poder que ele tem é o de rejeitar o orçamento anual proposto pela Comissão e vetar a indicação de membros da Comissão. Portanto, o Parlamento pode vetar a indicação do Sr. Barroso, de Lady Ashton, e de qualquer outro Comissário. Mas ele não pode vetar a indicação do Sr. Van Rompuy como Presidente da UE.


Nosso novo Estado não é uma democracia. Nem a Comissão, nem o Presidente Van Rompuy foram eleitos pelo povo. Ao ratificarem o Tratado de Lisboa, os parlamentos provinciais (ex-nacionais) democraticamente eleitos abriram mão, voluntariamente, de sua soberania, reduzindo a si mesmos a instituições provinciais e retirando de seus eleitorados o direito de decidir democraticamente sobre seu próprio futuro. Em troca dessa emasculação nacional, as 27 províncias receberam um Primeiro Ministro coletivo comum, incorporado no Sr. Barroso, e um Presidente comum, incorporado no Sr. Van Rompuy.


Se os povos da Europa desejam restaurar sua soberania e seus direitos democráticos anteriores, a única opção que lhes resta é a alta traição, i.e. deslealdade para com o Estado ao qual pertencem (a União européia), buscando a sua destruição e desmembramento.


Isso é obviamente ilegal.
Como notou o Prof. Anthony Coughlan, no novo Estado "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições".


A primazia da União sobre as entidades provincias, ex-nacionais, vem contra tudo o que os povos da Europa percebem como normal e natural. Como tal, ela é fundamentalmente imoral. Tendo de escolher entre a lealdade jurídica devida ao novo Estado, estabelecido ontem, e a lealdade moral devida às suas próprias províncias e à sua antiga identidade nacional, os povos da Europa estão agora diante do mesmo desafio no qual se encontram os flamengos desde sua incorporação, pela força, ao Estado da Bélgica em 1830. Alguns, como o Sr. Van Rompuy, escolherão as obrigações legais sobre as morais; outros escolherão a moralidade sobre a lei. A questão a ser indagada é a de se é legítimo um Estado que impõe tal dilema a seu povo.

É este tipo de gente que o Brasil glorifica no boteco e na faculdade e, portanto, por merecimento, torna-se "prezidênti"...

Abaixo dois artigos do BLOG REINALDO AZEVEDO que, depois de lermos o que diz a Dra. Ana Beartiz Barbosa Silva, ficarão cristalinos, serão perfeitamente compreendidos e ninguém mais ficará surpreso com nada que venha de "brazílha":

Mas o psicopata (ou sociopata) não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

Psiquiatra e escritora, diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos.



LULA, O SEXO, OS ANIMAIS E AS VIÚVAS

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 16:56

Vocês sabem: fim de ano é hora de jogar fora papel velho, livros de auto-ajuda que lhe mandam na suposição de que você precise deles, jornais e revistas que vão ficando pelo caminho. Regra geral: “Conteúdo que já estiver na Internet vai pro lixo, excetuando-se algumas edições históricas de momentos históricos”. Há algumas coisas aqui: o fim do AI-5, os grandes comícios das diretas, afastamento de Fernando Collor, atentados de 2001, mensalão… Não jogo essas coisas, não, ainda que uma ou outra possam estar na rede. E eis que me deparo com algo tornado também histórico: a entrevista de Lula à revista Playboy em 1979. TRINTA ANOS ESTA TARDE!


Pena não ser possível digitar tudo. Sabem aquela máxima de Wordsworth que vivo citando aqui, “o menino é o pai do homem” (depois “popularizada” por Machado de Assis)? Pois é… O sindicalista era o pai do presidente. Vou brindá-los com alguns trechos que revelam o, digamos, espírito do homem por dentro daquela figura pública mítica que começava a se plasmar ali.


Lula tinha, então, 34 anos e era visto por parte da esquerda como a grande novidade da política — uma liderança genuinamente operária. Outra parte torcia o nariz e rejeitava o que lhe parecia individualismo excessivo, falta de “consciência de classe” (risos), despolitização, flerte com o populismo etc. Eu tinha 18 anos à época, militava numa organização trotskista e o considerava um verdadeiro violador dos princípios da classe operária… Bem, já contei para vocês como eu e o mito Lula nunca nos demos: antes, eu era esquerdista demais para suportá-lo; depois, acho que virei democrata demais…


Na entrevista, como não poderia deixar de ser, Lula fala sobre sexo também. Destaco um trecho:


Playboy - Com que idade você teve sua primeira experiência sexual?
Lula -
Com 16 anos.

Playboy - Foi com mulher ou com homem?
Lula
(surpreso) - Com mulher, claro! Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre…


Comento


Evito comentar. Não considero o trecho propriamente político. Apenas relevo que, dada a pergunta, a resposta-síntese é esta: “Nem com mulher nem com homem”. Vamos a outro trecho. Este, com efeito, apela a algumas instâncias um tanto mais graves da vida pública.


Referindo-se a seu passado, Lula conta que já era viúvo e costumava sair da casa de uma namorada no começo da madrugada. Andava de táxi (!!!). Sempre o mesmo. O motorista lhe contara que o filho fora assassinado ainda muito jovem e que sua nora prometera jamais se casar. Pressuroso e solidário, Lula pensava
segundo ele próprio confessa: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”. Agora sigo com Lula, entre aspas:


“Nessa época, a Mariza apareceu no sindicato. Ela foi procurar um atestado de dependência econômica para internar o irmão. Eu tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viúva bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”.


Comento


Entendeu, leitor amigo? Era morrer um representante da “craçe trabaiadora”, Lula estava ali, preparado, para “papar” a carente mulher do defunto. Se eu fosse esquerdista, construiria aqui um raciocínio demonstrando que Lula cresceu sobre os cadáveres da classe operária. Mas eu não sou. A abordagem que me interessa é a do caráter dos indivíduos. Então afirmo que Lula abusava de sua posição institucional, política, para obter uma vantagem que era, convenham, absolutamente individual. E isso expõe a diferença entre individualismo e oportunismo.


Que outro brasileiro teria sobrevivido politicamente à confissão de que usava o sindicato para “papar” a mulher de companheiros mortos? Lula sobreviveu. E se tornou um mito. Não sei se o filme mostra todo o seu empenho em conquistar as viúvas. A turma da hagiografia vai dizer que ele fizera aquele pedido porque estava em busca de uma “esposa”. O seu pensamento enquanto o taxista contava as suas agruras diz tudo: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”


Na vida de Lula, tudo termina em filme. A “nora do velho” que ele prometera “papar” era, o que ele só soube depois, justamente… Marisa! Não é demais? Sua antevisão se consumou. Só que, consta, ele casou primeiro e “papou” depois. Mirian Cordeiro, tornada a bruxa nacional pelos adoradores de Lula, é desse período. Ele próprio já confessou que a abandonou grávida. Papou e largou. Nem todas as filhas e mulheres da classe operária que cruzaram com Lula tiveram a mesma sorte…


Ainda comentarei por estes dias outros aspectos da entrevista. Uma coisa é certa: o mito estava em construção — e a excelente entrevista feita pela Playboy — 13 páginas — não deixa de ser parte dessa construção. Mas que se releve: embora seja simpática a Lula e o trate sempre com admiração (e alguma benevolência), revela de modo indubitável que o sindicalista era o pai do presidente. Tudo estava devidamente anunciado ali.


***


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 17:50


Os petralhas estão injuriados com a transcrição de trechos da entrevista que Lula concedeu em 1979 à Playboy. Dizem que isso é “golpe baixo”. Desde quando usar as palavras do líder supremo deles, do aiatolula, é “golpe baixo”?

Nem transcrevi ainda tudo o que há lá de interessante. Lula expressou, por exemplo, um juízo sobre as mulheres e sua, como direi?, resistência. Marisa está contando que estava entre dois pretendentes - um deles era Lula:

MARISA -
Um tinha boa intenção, outro, intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone [gargalhada de Lula]. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas, no fim, acabava atendendo.

LULA -
Charminho dela… O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…

Comento

Precisa?

UnoAmérica denuncia fraude electoral em Bolivia






UnoAmérica denuncia fraude electoral en Bolivia



Por UnoAmerica

Politica

La Unión de Organizaciones Democráticas de América, Unoamérica, denunció hoy que en Bolivia se llevó a cabo un masivo fraude electoral, cuyo propósito es legitimar en ese país un modelo totalitario, diseñado en Cuba y financiado desde Venezuela.


Martes, 08 de Diciembre de 2009

Bogotá, 8 de diciembre.- La Unión de Organizaciones Democráticas de América, Unoamérica, denunció hoy que en Bolivia se llevó a cabo un masivo fraude electoral, cuyo propósito es legitimar en ese país un modelo totalitario, diseñado en Cuba y financiado desde Venezuela.


Ya el 6 de noviembre, UnoAmérica había señalado las inconsistencias en el padrón electoral y la feroz persecución a la oposición (
UnoAmérica: Las elecciones bolivianas están viciadas), lo cual invalidaba de antemano los comicios. Sin embargo, antes y durante la jornada electoral del domingo pasado, nuestros temores fueron reconfirmados, encontrando las siguientes irregularidades:


1. Una intensa persecución judicial contra el principal candidato opositor, Manfred Reyes Villa, inducida desde el gobierno.


2. Impedimento de hacer campaña al principal candidato a vicepresidente, Leopoldo Fernández, quien se encuentra encarcelado desde hace más de un año, sin juicio y sin condena.


3. Violación sistemática del marco normativo electoral por parte de la administración de Evo Morales.


4. Violencia política ejercida por los grupos de choque del partido oficialista.


5. Violaciones al voto secreto bajo la figura de “voto comunitario”.


6. Financiamiento poco transparente de la campaña oficialista.


7. Sospechoso crecimiento del padrón electoral, que en varias localidades sobrepasó el 300% de inscritos.


8. Participación en la elaboración del nuevo padrón de una empresa venezolana acusada de colaborar en el fraude de Hugo Chávez.


9. Denuncias de notarios electorales sobre 175 máquinas de registro biométrico cargadas con 3.000 inscritos adicionales cada una por técnicos de la Corte Nacional Electoral (CNE).


10. Presiones del gobierno a la CNE, como amenazas de juicio y de investigación por parte de la Contraloría, con el fin de manipular a ese organismo.


11. Habilitación irregular de alrededor de 100.000 inscritos observados, a raíz de las presiones del gobierno sobre la CNE.


12. La CNE no entregó el padrón con huellas digitales y fotografías a los partidos políticos.


13. En varias mesas de votación se constató la existencia de papeletas sin fotografías de los candidatos opositores.


14. En varios puntos del país, el partido de gobierno trasladó votantes en camiones y otros vehículos el día del sufragio, contraviniendo las disposiciones legales.


Estas irregularidades y delitos electorales ponen en duda no sólo la validez de los resultados, sino el supuesto 63 por ciento de respaldo popular a Evo Morales; cifra que está siendo manipulada por el oficialsimo para justificar cambios drásticos y permanentes en el sistema político boliviano.


UnoAmérica hace un llamado a las misiones de observadores electorales aún presentes en Bolivia a cumplir su labor con responsabilidad y a no hacerse cómplices del fraude, recogiendo en sus respectivos informes las denuncias sobre las evidentes irregularidades existentes en los comicios. Además, hace un llamado a los factores democráticos de América Latina a rechazar el modelo totalitario que pretende implantar Evo Morales en Bolivia, con el apoyo de sus aliados del Foro de Sao Paulo.

“CNI-IBOPE – Serra volta a subir e aumenta vantagem sobre Dilma”

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 | 16:24

Há dias, foi divulgada uma pesquisa CNT-Sensus que apontava uma queda de intenções de voto para a Presidência no tucano José Serra. O jornalismo online fez um escarcéu. Até Clésio Andrade, misto de moralista contumaz e presidente da Confederação Nacional de Transportes, deu entrevista como analista político. Pois é… Falou-se em mudança de patamar de intenções de voto. Ciro Gomes saiu prevendo a desistência de Serra — e lhe deram um amplo espaço para falar o que lhe viesse à veneta, como de hábito. Como sabemos, este rapaz adora falar antes e, se houver tempo, pensar depois. Quase nunca há.


Foi divulgada hoje uma nova pesquisa CNI/Ibope. No cenário mais provável, os números são estes:

Serra - 38%
Dilma - 17%
Ciro Gomes - 13%
Marina Silva - 6%


O que aconteceu em relação ao cenário de 22 de setembro, data da pesquisa anterior do CNI-Ibope? Serra foi o único que, tecnicamente, ganhou voto: a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e ele acresceu três pontos. Ciro caiu. Dilma cresceu a margem de erro, e Marina caiu na margem. Na pesquisa anterior, neste mesmo cenário, os números eram estes:

Serra - 35%
Dilma - 15%
Ciro - 17%
Marina - 8%


AGORA PRESTEM ATENÇÃO


Sabem qual é a manchete da Folha Online? Esta: “Dilma abre vantagem sobre Ciro; Serra lidera corrida”. E se lê na reportagem: “Apesar da vantagem do tucano, que recebeu 38% das intenções de voto em novembro, a pesquisa mostra o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, se consolidando em segundo lugar na disputa.”


Sabem qual é a manchete do Estadão Online? “Ministério divulga novo gabarito oficial do Enem”. Na seção de política, há ao menos um título, embora não manchete: “CNI/Ibope: intenção de voto em Serra sobe para 38%”.


Voltem aos números. Em setembro, a diferença entre Serra e Dilma era de 20 pontos percentuais. Em dezembro, ela é de 21 pontos. Por que o texto da Folha Online, por exemplo, afirma: “Apesar da vantagem do tucano (…), a pesquisa mostra o crescimento de Dilma…”? A rigor, não mostra: ela variou dentro da margem de erro. E se pode dizer não mais do que “PROVAVELMENTE está à frente de Ciro, o que não é certo: com margem de erro de dois pontos para mais ou mais menos, ambos podem estar com 15%… É o menos provável, mas podem.


Ademais, convenha-se: dado o massacre noticioso, às vezes “noticioso” e publicitário do lulo-petismo, tal resultado não deixa de ser surpreendente.


Esta pesquisa resolveu não dar truque no eleitor e não trouxe indagações especiosas sobre como ele veria, por exemplo, a união entre Aécio Neves e Ciro… O Ibope também testou o comportamento do eleitor caso Aécio estivesse no lugar de Serra. Eis o resultado:

Ciro Gomes - 26% (28% em setembro)
Dilma Rousseff - 20% (18% em setembro)
Aécio Neves - 14% (13% em setembro)
Marina Silva - 9% (11% em setembro)


Falo mais sobre pesquisas e cenários nos próximos posts.

CLIMAGATE - O latido em uníssono da mídia amestradaCom esse vergonhoso reconhecimento da sua submissão e seu auto-reconhecimento como jornalismo laca

Fonte: HEITOR DE PAOLA

Carlos Reis


Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência. (Editorial de Zero Hora).


Com esse vergonhoso reconhecimento da sua submissão e seu auto-reconhecimento como jornalismo lacaio da Nova Ordem Mundial, Zero Hora hoje chegou ao seu ponto mais baixo. Com um Editorial desses para que uma confissão? E isso tudo em uma hora nada boa para o lobby globalista do man-made global warming.

O escândalo da revelação por hackers russos de
10 anos de trocas de e-mails que revelam fraudes de todo os tipos, com fabricação de resultados convenientes à Uma Verdade Inconveniente – impossível resistir à ironia com a menção à obra-prima da propaganda democrata americana – oriundos de muito suspeitos cientistas que se alinharam ideologicamente à causa pseudoambiental, trocando a seriedade científica por grants milionários, foi convenientemente escondido por Zero Hora.

Pois tudo já foi desmascarado.

É só ler os blogs do mundo inteiro que, diga-se de passagem, nunca engoliram a palhaçada econômica e tributária da Nova Ordem Mundial. A "emergência" de que trata o Editorial é de quem mesmo?

E a lacaia Zero Hora resolveu se juntar à matilha que uiva em uníssono pela defesa do indefensável, fraudulento e mentiroso programa de criação de taxas, a política cap and trade da quadrilha de Obama, Hillary Clinton, Al Gore, et caterva.
O assunto é apaixonante, os atores muito bons, o cenário, aquele do filme 2012. Agora surgiram os detratores, embora de forma clandestina, incrivelmente danosos à continuação da enganação global.

A minha dúvida é quanto à procedência desses hackers. Trabalham eles para a KGB e/ou os interesse sino-soviéticos?
É sabido que o controle da mídia por parte do cartel de seis pessoas que controla toda a mídia impressa, eletrônica, falada e televisionada do mundo não alcança a Rússia e a China.

Lá os Rockfellers e Rothschild não mandam. Não está fora de propósito cogitar que o trabalho dos hackers tenha o dedo da KGB e de alguma Sociedade de Dragões chinesa. Quem perderia com isso senão os sustentadores dos democratas, os mentores da Nova Ordem Mundial, os membros do CFR?

Não admira então que a cachorrada correu para ensaiar seu uivo de protesto contra a destruição de seus planos. Vejam acima o logo da submissão. Vejam o primarismo do texto que quer nos fazer crer que o voto do Lula, o palhaço principal do circo globalista, junto com outros atores traidores de suas respectivas pátrias, servirá para salvar o mundo. De novo essa história de salvação? Deus nos livre dos nossos salvadores, especialmente aqueles que aboliram na mídia os valores melhores da civilização humana.


A vergonha ainda inclui a admissão daquilo que falo há anos, que as notícias do mundo de hoje são pasteurizadas, digeridas, e expelidas de forma homogênea, a não dar a mínima chance ao contraditório. Toda unanimidade é burra todo globalismo unicórdico é criminoso. Pior que a vítima principal não é a verdade, somos nós mesmos.


Leiam o texto-confissão de um representante legítimo da Nova Ordem Mundial.


PARA ACESSAR A LISTA DOS EMAILS QUE DENUNCIAM O CLIMAGATE

Climagate: Al Gore renuncia a participar en su propia cumbre del Cambio Climático

Fonte: URGENTE 24

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CIUDAD DE BUENOS AIRES (Urgente24) - Al Gore canceló la conferencia que tenía programada realizar en la Cumbre del Cambio Climático en Copenhague en los próximos días, según informa el diario danés Berlingske. Aunque Al Gore especificó los motivos concretos, aparentemente se debe a cambios imprevistos de agenda (?).


La renuncia de Gore a la participación en la Cumbre resulta sumamente sospechosa, dado que en la reunión se diseñará la nueva estrategia en la lucha contra el temido calentamiento global durante los próximos años y que sentará las bases del denominado Protocolo de Kioto II.


De más está decir que Al Gore es el más famoso activista en pro de políticas mundiales para paliar el supuesto cambio climático de origen antropogénico.


La cancelación dejará en el calle a 3.000 personas que ya habían comprado su entrada para asistir al nuevo espectáculo mediático de Al Gore. El dinero de la entrada será devuelto a los afectados.


El ex vicepresidente de USA, Premio Nobel en 2007 gracias al éxito de su documental "Una Verdad Incómoda", acaba de publicar su nuevo libro "Nuestra opción: un plan para resolver la crisis del clima (Our Choice)". En dicha obra Al Gore analiza los pros y contras de desarrollar fuentes de energía alternativa como la energía solar, la eólica, geotérmica, la biomasa o la nuclear.



El escándalo tapado


Los grandes medios de comunicación, tanto nacionales como internacionales, siguen haciendo caso omiso al escándalo desatado por la revelación de la burda manipulación de datos por parte de científicos defensores del modelo del cambio climático de origen antropogénico.


Y cuando no lo hacen, se esmeran en llevar la discusión hacia lugares que nada tienen que ver con el cuestionamiento original.


Así, el diario La Nación volvió a publicar una nota sobre el calentamiento global, pero esta vez remitiendo a una nota del diario El País, de España, que pone en el centro del debate la existencia del cambio climático y no sus causas, verdadero meollo de la cuestión. Y no sólo eso, sino que en su "imparcialidad", citan a 6 defensores del calentamiento global de origen antropogénico (basados en cifras manipuladas) y solo a dos que cuestionan las prácticas de los científicos denunciados.


De hecho, una avalancha de comentarios de lectores salieron a refutar las versiones volcadas por el diario de los Mitre en la primera nota que publicó sobre el Climagate el pasado 3 de diciembre.


El punto en cuestión que plantean los escépticos (no negacionistas, como son definidos por ciertos medios de prensa) es que el calentamiento global es una realidad, pero no tiene origen en la acción del hombre de manera significativa como pretenden hacer Al Gore y sus aliados (aliados que, por otra parte, taparon opiniones disidentes y modificaron datos para hacerlos encajar en sus teorías).


La importancia de esta cuestión reside en que si el hombre no es el principal responsable del cambio climático, las políticas globalistas en pos de impuestos mundiales al uso del aire no serían una solución necesaria o plausible para el problema. De hecho, el ignorar y desestimar la influencia de la actividad solar sobre el fenómeno parece intencional cuando se estudia un fenómeno tan complejo como el calentamiento del planeta.


A menos de una semana de la cumbre en Copenaghue, Al Gore por el momento parece borrarse del mapa sin dar mayores explicaciones y el debate crece en Internet y cuestiona las prácticas dudosas de los medios al respecto del tema.

Climagate: Renuncia el director del organismo que sostiene la teoría del cambio climático de origen antropogénico (tiemblan los globalistas)

Fonte: URGENTE 24
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CIUDAD DE BUENOS AIRES (Urgente24) - El escándalo científico que ha originado la publicación de los documentos y correos internos de los investigadores del CRU, el conocido Watergate Climático (Climategate) acaba de cobrarse su primera gran pieza.


Este escándalo daría por tierra la teoría de que el calentamiento global tiene origen antropogénico. Esto no significa negar el calentamiento global, sino que desarticula los argumentos de grupos globalistas que buscan instaurar políticas planetarias de cobro de impuestos al uso del aire.


En este marco, la Universidad británica de East Anglia anunció el lunes en un comunicado la dimisión temporal de Phil Jones, director del CRU y uno de los principales gurús de los calentólogos, hasta que concluya la investigación que ha emprendido dicha universidad a raíz del escándalo que ha provocado la filtración de tales datos.


La bomba informativa saltó a la luz hace apenas diez días, cuando un ataque informático desveló documentos y correos electrónicos de la elite científica vinculada al Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático de la ONU (IPCC). En sus correos internos, los calentólogos del CRU admiten que manipulan datos, destruyen pruebas, ejercen fuertes presiones para acallar a los científicos escépticos...


Tras el descubriemiento, tanto escépticos como alarmistas del cambio climático coincidieron en pedir responsabilidades a los encargados del CRU y, en concreto, a Phil Jones, ahora apartado de la dirección de dicho organismo.


Los investigadores del CRU se negaron a facilitar los datos en los que basan sus estudios. Hasta tal extremo que podrían haber violado las leyes de transparencia de sus respectivos países. De hecho, según los correos internos, borraron datos y emails con el fin de ocultar información que debería ser pública, según la Ley de Información británica, puesto que los estudios de este organismo se financiaba mediante recursos públicos.


Estos investigadores presionaron a los medios de comunicación y revistas especializadas (peer review) para impedir que los cinéticos escépticos publicaran sus investigaciones. Por si ello fuera poco, los correos revelan que manipularon datos y registros de temperatura con el fin de exagerar el calentamiento del planeta. Así, en uno de los correo los científicos del CRU admiten que "no podemos explicar la falta de calentamiento en estos momentos [...] Nuestro sistema de observación es inadecuado".


Además, el CRU cocinó sus datos.Gráficas como el palo de hockey no se derivan directamente de los datos; estos deben tratarse para poder obtener el resultado final. Pero hay formas y formas de hacerlo, y los calentólogos introdujeron modificaciones arbitrarias para que los datos dijeran lo que debían decir, según la información confidencial descubierta.


Ante toda esta serie de escándalos, Jones señala en su comunicado oficial que "lo más importante es que el CRU continúe como líder mundial en la investigación" del clima, y señala que los correos se han malinterpretado.


Pese a todo, la Universidad ha aceptado la dimisión temporal de Jones para "garantizar que el CRU pueda seguir funcionando con normalidad y la investigación independiente [a raíz del escándalo] se pueda llevar a cabo". El profesor Peter Liss sustituirá a Jones como director del CRU.


Recriminan a Al Gore


We Are Change Colorado confronta a Al Gore durante una firma de libros en la tienda Borders por Climategate, impuestos al carbono y el Nuevo Orden Mundial.




¿Censura en Meneame?


El popular ranking español de noticias en Internet, Meneame, da nuevamente que hablar entre los usuarios a causa de las repercuciones que tuvo la noticia del hackeo de correos electrónicos de científicos que se dedicaron abiertamente a tergiversar los datos meteorológicos de distintos estudios, para ajustarlos a su teoría del cambio climático de origen antropogénico.

Paradojicamente el sitio publica en su portada una nota de un blog en inglés que desmerece la noticia del hackeo en base a opiniones personales de un blogger mientras que a la vez desmerece la información acerca de la renuncia del director del CRU a raíz del escándalo.


Lo más extraño, comenta un usuario, es que mientras la gente no mostró interés por la noticia del hackeo en Meneame, sí mostró interés por la opinión del blogger que desestima el escándalo. Así, mientras que la nota titulada "No existe nada tras los correos del climategate extraño ni que de la razón a los negacionistas" tiene 187 votos (al momento de publicarse esta nota), la que habla sobre la renuncia del director del CRU tiene sólo 20.


La situación se plantea, como mínimo, como sospechosa y la manipulación de datos, denunciada desde distintos sectores es moneda corriente en Internet hoy en día, por lo que no sería realmente sorprendente que la noticia esté intentando ser desacreditada o tapada con los mecanismos habituales.

Geração maldita

Geração maldita


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 8 de dezembro de 2009
http://www.olavodecarvalho.org/semana/091208dc.html



Todo dia recebo dezenas de cartas de leitores, das quais respondo algumas pelo meu programa "True Outspeak" (www.blogtalkradio.com/olavo, segundas-feiras, às 20h00 do Brasil). As outras ficam sem resposta, não por serem desimportantes, mas por simples impossibilidade física de escrever as centenas de páginas diárias que seria preciso para dar a cada uma a atenção merecida. No entanto, algumas são irrespondíveis num outro sentido: o que dizem é tão verdadeiro, tão sério, tão pungente, que nada tenho a lhes retrucar nem acrescentar.


Eis aqui dois exemplos. O primeiro, do leitor Ithamar Paraguassu Ramos, até saiu no Diário do Comércio do dia 17 (http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=32129):


"A única coisa que posso dizer é que eu amo as materias do Olavo. Já faz um bom tempo que tenho reclamado do que eu chamo de 'esquizofrenia' dos formadores de opinião brasileiros. Na mesma sentença eles dizem uma coisa e se contradizem completamente... Mas o ponto é que infelizmente Olavo não esta atingindo uma parcela muito importante da nossa população, isso por causa do declínio da educação... Para o meu horror, os jovens universitários de hoje não sabem o sgnificado de palavras como: 'sofisma', 'erítistica', 'ardil', 'arrazoado', 'verossimilhança' e por aí vai."


O segundo, do leitor Leandro Coelho, sai aqui pela primeira vez:


"Não tenho (e não sei) os meios de verificar se todas as pessoas brasileiras são assim, mas todas as pessoas com as quais converso, todas praticamente sem exceção, só pensam em levar vantagem seja com processos trabalhistas, seja se inscrevendo em programas sociais sem necessidade ou de qualquer outra maneira. Trabalhar para prosperar, talvez, mas ganhar um dinheirinho na base da enganação, processos etc., ah, aí todos querem. Vendo isso, não vejo por que achar triste que estas pessoas sejam governadas pelo Foro de São Paulo. As pessoas que se enquadram no esquema acima merecem toda a miséria nacional. Se o jeitinho acima descrito é aplicável a grande parte da população brasileira, então o Lula, o PT... estão no lugar certo."


Que é que posso dizer diante dessas coisas? Elas são a verdade pura e simples, constatada diariamente por quem quer que tenha um pingo de capacidade de observação. E essa verdade é tão horrível, tão deprimente, que o cérebro humano, ao admiti-la, entra em estado de torpor e busca logo pensar em outra coisa. Quanto mais grave e temível é um estado de coisas, menos atenção ele recebe e mais facilmente é aceito como fatalidade inevitável, na qual não vale a pena pensar. Nem entendo por que há tantos cursos de auto-ajuda ensinando as pessoas a evitar assuntos desagradáveis. Elas já fazem isso por mero automatismo, e precisamente porque o fazem as coisas vão se tornando cada vez mais desagradáveis.


O colapso intelectual do Brasil, ao qual se seguiu a completa deterioração moral da população, ao menos nos grandes centros urbanos, não aconteceu simplesmente porque sim. Foi a obra criminosa da geração mais presumida e torpe que as universidades brasileiras já produziram. Para cada dez mil sexagenários letrados que hoje ocupam posições de destaque na política, nas universidades, no show business, no mundo editorial, mal se encontra um que tenha consciência das suas responsabilidades, que não sufoque sua consciência de culpa sob toneladas de chavões politicamente corretos, de modo a sentir que é bom quando pratica o mal.


Quando se encontra essa exceção memorável, um homem de bem, podem ter a certeza de que ele vem enfraquecido pela contaminação do ambiente geral adverso, ao qual não ousa opor a necessária severidade. Estou lendo, com uma satisfação mista de tristeza, o livro de Boris Tabacof, Espírito de Empresário. Reflexões para Construir uma Gestão Baseada em Valores (São Paulo, Editora Gente, 2009). Quanta boa vontade, quanta sugestão construtiva, quantas idéias úteis, quanto sentimento moral saudável, quanto sincero amor pelo Brasil e quanto desejo de ver sua gente prosperar não perpassam essas páginas que todo empresário deveria ler! E tudo isso dito por quem não se limita a dizer, mas há décadas se esforça para que suas idéias se realizem. No entanto, quantas concessões de ingênua polidez não faz o autor a pessoas e grupos que, se pudessem, gostariam mesmo é de assassiná-lo! Como realizar as mais belas propostas sem primeiro neutralizar as forças que as estrangulam e que, quando não conseguem destrui-las, tratam de corrompê-las e prostitui-las para que acabem servindo ao mesmo mal que pretendiam corrigir? Quando as pessoas imbuídas das melhores intenções neste país vão aprender a lição de Hegel sobre "a obra do negativo", a função preliminar, básica e imprescindível que a crítica corrosiva e a destruição dos antagonismos desempenham na liberação das forças melhores e mais promissoras? Uma só palavra gentil dita aos homens que criaram as situações descritas pelos leitores Ramos e Coelho é o bastante para deitar a perder todos os esforços mais generosos despendidos para corrigi-las. Mais vale um bom palavrão atirado em público à cara de um Tarso Genro, de um Marco Aurélio Garcia, do que mil palavras construtivas atiradas ao vento.


Ninguém, no mundo, tem o monopólio das boas idéias. Elas surgem naturalmente, quando a situação permite -- mas a situação só o permite quando os piores e os mais estúpidos desocupam os altos postos e são devolvidos à sua justa escala de insignificância.


O Brasil, no momento, não precisa de boas idéias. Precisa é de uma ação vigorosa, implacável, contra o império da maldade, da mentira e da estupidez. Esse império foi instaurado pela geração que, nos bancos da universidade, se deixou seduzir pela crença de que era "a parcela mais esclarecida da população" e de que todos os problemas estariam resolvidos quando ela chegasse ao poder. Ela chegou -- e fez do povo brasileiro o mais ignorante, o mais assassino e provavelmente o mais desonesto do mundo.


Posso falar de cátedra, porque essa geração é a minha. Observei como ela se formou e sei o quanto a ilusão de pertencer a uma elite predestinada pode corromper o coração humano. Eu mesmo participei dessa ilusão, e vivo até hoje do arrependimento que ela me infunde. Vejam os cinquenta mil homicídios por ano, vejam o fracasso dos nossos estudantes nos testes internacionais, vejam o poder crescente das gangues de narcotraficantes e de invasores de terras, vejam a amoralidade cínica estampada nos rostos de tantos dos nossos concidadãos -- e me digam se algo de bom é possível construir enquanto os homens que criaram tudo isso continuam mandando no país e acumulam mais poder a cada dia que passa.


Quando nada se faz contra o mal, a apologia do bem torna-se mera desconversa -- a forma passiva e afável da mentira na qual o mal se sustenta.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".