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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Homossexualidade: há esperança e libertação fora da psicologia?

Fonte: JULIO SEVERO
24 de novembro de 2009


Então por que alguns psicólogos cristãos falam e agem como se Jesus e o Evangelho precisassem depender da ideologia de Freud para ajudar homens presos no vício homossexual?



Julio Severo


Muitos séculos antes da invenção da ideologia da psicologia, o Cristianismo já oferecia esperança e saída para homens que se encontravam aprisionados aos vícios, pois Cristo era apresentado e visto como o centro da solução para todas as necessidades e conflitos humanos.


No entanto, o mistério moderno é como as igrejas vieram a se distanciar tanto dessa solução fundamental ao ponto de se acharem impotentes de continuar ajudando homens a sair do homossexualismo, temendo uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que não mais permite que seus profissionais façam uso de técnicas de condicionamento mental para essa finalidade.


Na verdade, as resoluções e decisões do CFP afetam exclusivamente seus próprios profissionais, não tendo nenhum efeito sobre a tradicional liberdade cristã de apresentar aos necessitados, inclusive homossexuais, o mesmo Jesus que vem há séculos curando, libertando e salvando todos os tipos de pecadores, sexuais ou não.


A psicologia reconhece sua necessidade de Cristo? Dificilmente, considerando o fato de que seu fundador Sigmund Freud (um judeu rebelde e revoltado contra Deus) fez questão de não centralizar Deus em sua invenção, nem a criou para glorificar o nome de Jesus.


Freud é para a psicologia o que Karl Marx (outro judeu rebelde e revoltado contra Deus) é para o socialismo.


Antes da invenção da psicologia, havia esperança para os homossexuais?


O Apóstolo Paulo pregava o Evangelho de Jesus Cristo (não o evangelho da prosperidade e muito menos o evangelho da psicologia) na cidade de Corinto, na Grécia antiga. No que se refere ao homossexualismo na sociedade, Corinto era um paraíso gay. E como era a mensagem de Paulo nesse contexto social? Ele mesmo diz:

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados[homossexuais passivos], nem os sodomitas [homossexuais ativos], nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus". (1 Coríntios 6:9-11 ACF)


Paulo deixa claro que havia todos os tipos de pecadores em Corinto. E ele também diz que na igreja que ele fundou nessa cidade, alguns viviam nesses pecados, inclusive no homossexualismo. E como todos esses pecadores foram libertos? Pela psicoterapia? Não. Por meio do nome de Jesus e do Espírito de Deus eles foram lavados — no sangue de Jesus Cristo —, santificados e justificados.


O nome de Jesus e o Espírito de Deus precisam da psicologia e suas técnicas de condicionamento para libertar os pecadores? A resposta é óbvia. Mas o que não é tão óbvio é que os psicólogos também precisam de Jesus para libertá-los de um emaranhado de filosofias humanas que apenas atrapalham sua relação com Deus e com o próximo e atrapalham hoje alguns cristãos e igrejas de viverem a realidade libertadora que está no nome de Jesus e o Espírito de Deus.


A maioria dos jovens cristãos que entra na psicologia se afasta de Deus e a maioria absoluta dos psicólogos está afastada de Deus, provando conclusivamente que a psicologia não aproxima ninguém de Deus. Pelo contrário, com essa ferramenta de condicionamento humano pode-se levar o indivíduo tanto a aceitar quanto rejeitar a homossexualidade. Se alguma moda social estranha surgir, o condicionamento poderia levá-lo a se aceitar como coelho, galinha, pato, marreco, etc.


O nazismo também tinha seus próprios psicólogos. O nazismo usava a psicologia para condicionar o povo alemão a admirar Hitler (que era homossexual) e odiar Deus, seus valores e seus seguidores. Mais modernamente, os socialistas estão usando a psicologia para condicionar o povo a admirar o homossexualismo e odiar como intolerantes e discriminatórios os padrões imutáveis e eternos de Deus sobre a homossexualidade e o casamento natural.


Talvez seja por isso que os militantes gays se recusem a aceitar as "curas" de homossexuais por meio psicoterapêutico. Com a psicologia, pode-se tanto "curar" quanto "descurar". O que eles recusam reconhecer, porém, é que se a "cura" psicoterapêutica envolve manipulação mental, o tratamento para um homem se aceitar como homossexual não é em nada diferente de uma lavagem cerebral. Ao lutar para que o CFP apóie somente o homossexualismo, os ativistas gays admitem que querem o controle absoluto da psicologia como instrumento de manipulação mental e emocional.


No caso do Evangelho, o Espírito Santo não é uma ferramenta de condicionamento mental e emocional. Ele não é manipulação nem lavagem cerebral. Não é possível usá-lo para inclinar as pessoas para ou contra a homossexualidade. O Espírito Santo é uma Pessoa que ministra às necessidades dos homens e mulheres que se abrem para Jesus. Se ele conseguiu libertar homossexuais na igreja de Paulo, o que o impediria de continuar operando os mesmos milagres de salvação hoje?


Sem a psicologia Cristo pouco pode fazer pelos homossexuais? Esse é um desafio grande para as igrejas de hoje, principalmente quando a psicologia moderna legitima a homossexualidade e agora está embarcando na legitimação da pedofilia.


A resolução proibitiva do CFP afeta pastores ou padres que não são psicólogos? Então, por que alguns cristãos se preocupam como se o CFP tivesse amplos poderes para cassar ou censurar pastores e cristãos que pregam sobre a homossexualidade sem um diploma de psicologia? Desde quando eles precisam desse tipo de diploma para prosseguir o ministério de dois mil anos de Jesus e seus apóstolos, pregando e ministrando a todos os pecadores, inclusive homossexuais?


Para o seguidor de Jesus, o consultório de psicologia é um mero lugar estratégico para levar o paciente a Cristo, embora alguns cristãos ajam de forma contrária, usando o Evangelho como um meio de introduzir a psicologia na vida da igreja.


Alguns chegam a transparecer um temor infundado de que sem a psicologia o Evangelho poderia perder sua eficácia, como se a Igreja do Senhor Jesus Cristo não tivesse condições de ajudar os pecadores sem depender da ideologia de Freud. Eles se esquecem completamente de que a psicologia e outras filosofias humanas não são componentes indispensáveis ou necessários do Evangelho.


Eu não sou o primeiro nem o último cristão a apontar os perigos de se apoiar num Cristianismo pendurado na muleta de Freud. Entre os católicos, a psicologia e seus malefícios vêm há muitos anos sendo denunciados pelo Dr. Paul Vitz, católico e professor de psicologia na Universidade de Nova Iorque. Entre os evangélicos, a denúncia está vindo de outro professor de psicologia: o Dr. Martin Bobgan.


O cristão que não é psicólogo é livre para ministrar aos homossexuais, não estando sob nenhuma imposição profissional ou legal de encaminhar para psicólogos pró-homossexualismo homens que não querem sair do homossexualismo. Já os psicólogos cristãos estão debaixo de obrigações para com o CFP.


Quase vinte anos atrás, duas senhoras vieram à minha casa pedindo informações sobre onde morava o homem que fazia "benzimento". Eu sabia que elas estavam se referindo ao meu vizinho pai-de-santo, mas imediatamente percebi que seria imoral e anticristão encaminhá-las a um centro de macumba. Por isso, eu lhes disse: "Eu sou um homem que dá benção!" Preguei o Evangelho a elas e orei ali mesmo abençoando-as e presenteando-as com literatura cristã grátis. Elas foram embora muito felizes.


Se eu fosse psicólogo, não seria diferente. Eu levaria essas senhoras a Cristo. Se elas não quisessem Cristo e quisessem o lesbianismo, assim como eu não poderia encaminhá-las a um centro de macumba, eu também não poderia encaminhá-las a um psicólogo pró-lesbianismo. E encaminhar a qualquer psicólogo seria como arriscar na roleta russa, seria um desserviço ao Evangelho, pois a maioria dos psicólogos segue os modismos e manias do CFP sobre a homossexualidade e outras questões importantes.


O cristão psicólogo que de fato quer ajudar homossexuais não precisa temer a resolução do CFP, pois em todo o tempo ele tem a liberdade de sair da esfera do CFP, renunciando publicamente à sua profissão para se dedicar a um chamado maior. A ele, como a todo cristão legítimo, resta fazer sacrifícios: se sua profissão exige o sacrifício dos valores e responsabilidades que Deus lhe deu de ajudar os necessitados ou se os valores de sua profissão exigem estar no mesmo nível de importância dos valores de Cristo, é melhor fazer como o Apóstolo Mateus, que sacrificou sua profissão de cobrador de impostos para pregar o Evangelho do Reino de Deus e escrever o Evangelho de Mateus.


Afinal, esse Evangelho pode ou não realizar muito mais do que cem mil tratamentos psicoterapêuticos?


Sem a psicologia, o que os cristãos psicólogos têm a oferecer aos homossexuais?


Há esperança e vida fora da psicologia?


Então por que alguns psicólogos cristãos falam e agem como se a resolução proibitiva do CFP fosse um grande impedimento para o próprio Jesus, como se sem a psicologia os homens presos no vício homossexual tivessem pouca ou nenhuma esperança de experimentar uma solução em Jesus e no Evangelho?



Leia mais:

Contradições da psicologia evangélica

A profissão de psicólogos e a homossexualidade: lunáticos dirigindo o asilo?

Vídeo sobre psicologia: Deus não é suficiente?

Julio Severo rebate em programa de TV duas psicólogas defensoras do ECA

O problema com a auto-estima

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Tempos difíceis

2 comentários:

Unknown disse...

Adorei seu blog!

Continue me proporcionando grandes momentos de gargalhadas!

Isso é que é humor!

Cavaleiro do Templo disse...

É só continuar a ler.

Recentemente o professor Olavo de Carvalho disse que o argumento do sociopata é o famoso "ha ha ha", o riso escroto de quem sabe que foi pego na mentira, na falsidade e não tem o que dizer. Esta foi uma das coisas mais certas e importantes que já li até hoje.

E mais: há o tempo de rir e o tempo de chorar. O seu de chorar dar-se-á em breve.

Cavaleiro do Templo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".