Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Crean confederación de ONGs para enfrentar el avance del Foro de Sao Paulo

FUERZA SOLIDARIA

Bogotá, 15 de diciembre.- Hoy se creó en esta ciudad una confederación internacional de organizaciones no gubernamentales, denominada Unión de Organizaciones Democráticas de América (UnoAmérica), cuyo objetivo principal será la defensa de la democracia y la libertad, amenazadas por la expansión del castro-comunismo y su nueva versión, el Socialismo del Siglo XXI, a través del Foro de Sao Paulo. La reunión fundacional contó con la participación de delegados y adhesiones de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, El Salvador, Perú, Uruguay y Venezuela.


Los delegados denunciaron los métodos que usan los integrantes del Foro de Sao Paulo para destruir las democracias y acabar con las libertades, utilizando mecanismos como las reformas constitucionales y el fraude electoral, para controlar los poderes públicos y eternizarse en el poder, señalando particularmente a Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, y Daniel Ortega.


Así mismo, acusaron a UNASUR de ser un instrumento del Foro de Sao Paulo, para intervenir en los asuntos internos de otras naciones y favorecer a sus miembros, como ocurre en Bolivia, donde UNASUR ha avalado la gestión totalitaria de Evo Morales y tergiversado los hechos sobre la masacre de Pando (Informe Mattarollo), inculpando injustamente al prefecto Leopoldo Fernández. También criticaron el intervencionismo de Chávez, quien financia ilegalmente a sus aliados, como lo hizo con Cristina Kirchner, y lo hace ahora con el salvadoreño Mauricio Funes, del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional.


Según indica su declaración final, UnoAmérica proporcionará a los sectores democráticos del continente un mecanismo de intercambio de información, coordinación permanente y apoyo mutuo. Adicionalmente, UnoAmérica elaborará programas de desarrollo e industrialización, a fin de resolver los problemas de fondo de la región, particularmente el de la pobreza, como verdadero antídoto al totalitarismo.


UnoAmérica será presidida por Alejandro Peña Esclusa, presidente de la ONG venezolana Fuerza Solidaria, quien fue elegido por unanimidad, mientras que la Secretaría Ejecutiva quedará a cargo de la Federación de Organizaciones No Gubernamentales Verdad Colombia. Al finalizar el encuentro, los delegados invocaron la guía y la protección de Dios, para cumplir cabalmente con sus objetivos; e invitaron a todas las fuerzas democráticas de América a incorporarse a esta iniciativa.

Annus Gramscii

Olavo de Carvalho


Por Félix Maier
17 de março de 2002

 

A imprensa tem o dom de trazer à baila, de tempos em tempos, os mesmos assuntos de sempre, em datas criteriosamente escolhidas. Com este tipo de propaganda maciça e contínua, os jornais e as revistas esperam conquistar corações e mentes, especialmente dos mais jovens, que não presenciaram os "anos de dinamite" dos 60 e 70. Pela eterna repetição dos assuntos, sob o enfoque dualista de sempre, como convém à doutrinação marxista, aos poucos parece que a sociedade brasileira está se acostumando a comer gato por lebre, lambendo os beiços com satisfação, pedindo até repetição do prato. A verdade histórica, assim, está se tornando mentira, a mentira um dogma.


Quando chega o 31 de março, lá vem uma enxurrada de artigos tratando do contragolpe dos militares, e tudo o que seguiu depois, unicamente sob a ótica marxista: a luta do bem (eles) contra o maligno (os militares). Isso, quando não é apresentado um documentário sobre o AI- 5, que foi decretado em dezembro de 1968, mas apresentado em 2001 pela TV Cultura (TV Lumumba?) no dia 31 de março.


Chega o dia 19 de abril, e durante semanas é reprisada a novela do "massacre" de Eldorado do Carajás, a maioria dos artigos inocentando completamente aquela turba enfurecida do MST que atacou, qual exército de Brancaleone, um destacamento da polícia do Pará, acionada para desobstruir uma rodovia. O mesmo período de abril é utilizado pelo MST para uma campanha acirrada na mídia contra o governo, fazendo marchas da vagabundagem pelo País, assaltando prédios públicos e fazendo reféns, tomando fazendas e matando gado - quando não chegam a matar pessoas também. Um verdadeiro menu terrorista.


Para não deixar empalidecer a "mística" esquerdista, que deve ser continuamente polida para se tornar cada vez mais brilhante, as claques esquerdistas, unidas mais do que nunca na imprensa, quando não têm à mão um episódio recente para atacar, por exemplo, as Forças Armadas, requentam fatos ocorridos há muito tempo, como a biografia de um guerrilheiro morto pelas forças de segurança, em uma situação que sempre denigre os antigos defensores da lei, ou a morte de um Vladimir Herzog ou de um Manoel Fiel Filho, que todos os anos são lembrados com pompa e circunstância, com páginas e mais páginas relatando os terríveis "anos de chumbo". São balões de ensaio lançados no ar, de tempos em tempos, para aferir a "temperatura" e a "pressão" do momento político atual, de modo a garantir uma tranqüila navegação da espaçonave esquerdista. E para fazer apologia de terroristas.


Em 2001, voltou à pauta esquerdista a questão dos guerrilheiros do PC do B mortos na região do Araguaia. Dizem os cínicos esquerdistas que é para as famílias enterrarem seus parentes mortos, que merecem um sepultamento digno. Que é uma questão "humanitária". Pura encenação. A maioria desses cretinos, nos anos 60 e 70, saíram por aí matando um monte de pessoas, em nome de uma ideologia que trucidou mais de 100 milhões de pessoas, e nunca se penitenciaram em público pelos crimes cometidos, ou pelo apoio dado a criminosos, no País ou no exterior. Nunca se empenharam em encontrar os ossos de milhões de condenados que sumiram nos gulags soviéticos, por que se importariam com meia dúzia de ossadas perdidas no Pará? O único fato é que os ossos dos terroristas precisam ser encontrados, para serem esfregados nas fuças das Forças Armadas.


Investigando documentos que versariam sobre a Guerrilha do Araguaia, procuradores da República encontraram em Marabá, PA, documentos sigilosos do Exército, emitidos pela sua Escola de Inteligência. O que fizeram os procuradores? Apuraram se havia alguma irregularidade nas cartilhas daquela Escola? Não. Simplesmente chamaram um jornalista da "Folha de S. Paulo", Josias de Souza, para publicar a íntegra de textos secretos que nunca poderiam ter vindo a público.


E toda a cínica imprensa esquerdista nacional ficou "estarrecida", o Presidente do STF se mostrou "perplexo", em saber que um órgão de Inteligência do Exército faz espionagem, coisa que acontece em todos os países do mundo, seja com os CDRs cubanos, a CIA dos EUA, seja com o Mossad israelense ou o KGB russo atualizado. Convém esclarecer que o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST.


O PT tem a PTpol, trocadilho da palavra Interpol e da "polícia do PT", criado pelo então Senador Esperidião Amin durante a "CPI dos Anões do Orçamento", em 1993. Amin estranhava a desenvoltura com que José Dirceu apresentava documentos que só um espião poderia fazer. Aliás, José Dirceu, atual presidente do PT, é especialista em informações, contra-informação, estratégia e segurança militar, com treinamento em Cuba, e fez parte do serviço secreto cubano durante os governos militares. E vai receber uma bela "bolada" do Governo FHC por estes feitos, por conta da "perseguição" sofrida pelos governos militares...


Hoje, a arapongagem é uma prática comum em todos os setores da vida nacional, se proliferando pelo país como geração espontânea. Até a TV Globo tem diariamente um encarte de "araponganews" no Jornal Nacional, com repórteres travestidos de Sherlock Holmes, fazendo reportagens com filmadoras e microfones escondidos. Toda essa prática ilícita não é contestada por órgãos como a OAB, organizações de direitos humanos etc. Pelo contrário, ela é até incentivada. Para esses, os fins propostos justificam os meios utilizados, abolindo-se qualquer noção de ética.


Por que, então, os órgãos de Inteligência do Brasil iriam andar com capacetes com a inscrição "SECRETO"?


Bem, prossigamos com o Annus Gramscii da esquerda brasileira, e com seus assuntos de sempre pautados em datas específicas.


Passou o abril de Eldorado do Carajás do MST, passaram-se os meses de julho e agosto com os noticiários dos documentos secretos surrupiados do Exército e publicados na imprensa. Vamos entrar em setembro. O que teremos em setembro?


- Dia da Pátria - diria o último patriota ainda existente no Brasil.


Que nada, 7 de setembro não é Dia da Pátria para a turma da canhota, apenas "dia dos excluídos". Nada de a população se confraternizar, ir à rua com bandeirinhas para celebrar nossa nacionalidade. O que se vê são grupos cheios de ódio, que fazem um desfile alternativo, com punks, anarquistas e uma claque de estudantes, normalmente com ações de vandalismo, todos incitados pelo MST, pelo PT, pela CUT e pela CNB do B, para que tenham ódio do desfile militar, ataquem as atuais instituições brasileiras, que devem ser modificadas a seu gosto, o do totalitarismo socialista. Enfim, o 7 de setembro será utilizado pela esquerda apenas para que muitos brasileiros tenham ódio de sua própria Pátria.


Depois do dia 7, tem também o 11 de setembro. Por que o 11 de setembro é um dia importante para a esquerda brasileira? Simples, é o dia do "martírio" de Salvador Allende. É também o dia em que a famigerada "Comissão dos desaparecidos políticos" presenteou uma bolada de US$ 100,000.00 aos familiares de Lamarca e Marighela. Uma "ação entre amigos" promovida pelo deputado Nilmário Miranda e outros colegas esquerdistas da Comissão a velhos camaradas de outrora. Depois dessa vergonha nacional, o dia 11 de setembro deveria ser o "dia da traição", como já sugeriu o deputado Jair Bolsonaro.


Se Tancredo Neves foi "morto" no dia 21 de abril, para que sua morte coincidisse com a de seu conterrâneo Tiradentes, para que fosse santificado sem a necessidade dos estudos do Vaticano, com peregrinações a seu túmulo ocorrendo até os dias atuais, por que a Comissão de Nilmário não iria homenagear a data do suicídio de Allende, associando seu nome aos de Lamarca e Marighela, alçados desde então a heróis nacionais?


Em 2001, o 11 de setembro não foi o dia de Allende, Lamarca e Marighela. Foi o dia de intensa comemoração esquerdista, com a derrubada das torres gêmeas de Nova York e de uma ala do Pentágono. Junto com palestinos da Cisjordânia e de muçulmanos do Sul do Brasil, a canhota brasileira foi ao delírio, espumando de satisfação.


E aí o Annus Gramscii apresenta a folhinha de outubro. Que terá outubro, além da Revolução de Outubro, da Rússia, que na verdade ocorreu em novembro de 1917? Outubro terá o dia 8, dia de mais um "martírio" no calendário da esquerda latino-americana, a morte de Ernesto Che Guevara, na Bolívia, em 1967. Quem traiu Guevara? Foi a maldita CIA? Foi o próprio Fidel Castro que o mandou para a morte, com ciúmes do guapo líder argentino? Ou foi sua amante, enviada pelo Comintern (URSS) para trair Che? Tudo isso será especulado nos jornais e nas revistas no mês de outubro. Só nunca foi e nunca será especulado pela esquerda se os ossos de Che foram realmente aqueles encontrados na Bolívia, se foram feitos análises de DNA ou não para comprovar sua autenticidade, já que foram rapidamente transportados para um mausoléu em Cuba, para que não fosse feita mais nenhuma pergunta. Exatamente como convém à mitologia esquerdista, seguidora da "máxima de Ricúpero", de encobrir tudo o que lhe é adverso, de alardear tudo o que lhe convém, doutores e mestres que são na arte da desinformação.


E vem novembro, e vem dezembro, e algo sempre será escrito para manter a "mística" da esquerda latino-americana. E antes de janeiro chegar, antes que o Annus Gramscii volte a apresentar mais um Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, para condenar o maldito capitalismo americano, muito já se escreveu sobre os novos heróis brasileiros, criados durante essa "nova era" esquerdista que já dura há anos.


Nem calendário juliano, nem calendário gregoriano. Hoje, o Brasil adota o calendário gramscista, o Annus Gramscii com sabor de mojito e cigarro de palha messetê.


TERNUMA REGIONAL BRASÍLIA - ternumabrasilia@terra.com.br 
VISITE O SITE DO TERNUMA - www.ternuma.com.br

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quanta mediocridade e desperdício de oxigênio, água, comida...

Olhem o pseudo-comentário deste sujeito sobre o artigo A essência do comunismo. Como pode isto? Como pode uma pessoa que escreve como uma criança de dois anos e meio de idade querer fazer críticas a quem quer que seja? 

Primeiro, não é possível entender o que esta mente destruída pela estupidez tenha querido dizer. Segundo, como qualquer mente infantil a pessoa simplesmente não sabe escrever, não sabe a GRAFIA das palavras. Terceiro, ele deve estar convencido que conseguiu expor um raciocínio e, pior, me criticar, sendo eu apenas um PUBLICADOR de matérias de outros durante quase 100% do blog.

Leiam vocês também mas os que têm estômago fragilizado tomem antes um remédio.

1 comentários:

Rodolfo Galdino Drilard disse...


Bom, não espero que esse comentário seja aprovado por sua moderação, não tem importancia, pois o objetivo principal é que você leia.

Me
empreciona como alguem que se atreve a escever um blog usa argumentos tão religiosos, fala de qualquer coisa que seja contra o comunismo, ora referências neoliberais (que vale lembrar o tombo dos ultimos tempos), ora escritos como NOSSO PAIS (em letras garrafas), escolha um lado.

Não sou de esquerda nem comunista, mas não se anime.
Comparou o nazismo aos massacres
trotskista com o exercito vermelho, vale lembrar que ambos queraram desgraças para a humanidade por andarem no extremo, assim como os muçulmanos.

Vai uma critica, se é que já
nao a precebeu, não enxergo conteúdo ciêntifico em em seu blog, mas apenas fanatismo.

Para finalizar uma opinião pessoal, Liberdade e Livre iniciativa não se faz nem com propriedade privada nem com Estado.

Abraço

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Andando na lua

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 8 de dezembro de 2008

A ciência histórica, dizia Leopold von Ranke, é “contar as coisas como efetivamente se passaram”. Tal é também, em escala mais modesta, a missão do jornalismo. As dificuldades para cumpri-la são muitas. A principal é que cada personagem envolvido na trama tem sua própria versão dos acontecimentos, não raro concebida de antemão para produzi-los no sentido desejado, o que inclui forçosamente a dose de camuflagem necessária para que o público não apreenda o que está acontecendo, mas se limite a decorar e recitar a sua parte num enredo cujo nexo com os fatos lhe escapará por completo. Tal é a diferença entre “acontecimentos” e “narrativa”. A narrativa pode rastrear os acontecimentos depois que sucederam, mas pode também substituir-se a eles, antecipadamente, para ao mesmo tempo gerá-los e encobri-los. Para este último fim ela tem de ser mais atraente e parecer mais natural, mais fácil de acreditar do que os fatos que encobre. A primeira condição obtém-se amoldando-a às esperanças, sonhos, temores e ódios do público; a segunda, repetindo-a com insistência e por uma variedade muito grande de canais, dando uma impressão de testemunho universal convergente de tal modo que suspeitar da veracidade da coisa pareça um sinal de demência pura e simples.


Distinguir entre narrativa e acontecimentos é questão de inteligência. A mais decisiva operação da inteligência é distinguir entre o essencial e o acessório, ou, como dizia Aristóteles, entre a substância e o acidente. A substância é a “diferença específica” que destaca uma coisa daquelas que se lhe assemelham. Uma narrativa astuta pode trazer um elemento acidental e secundário para o centro da trama, bloqueando a percepção do essencial, de modo que este se realize discretamente enquanto todos estão olhando para o outro lado.


A narrativa da vitória de Barack Obama já estava pronta muitos meses antes das eleições: era o “presidente negro” que vencera a “herança racista” da nação americana, marcando “uma mudança histórica”. Tal era o discurso de propaganda, repetido, como traslado puro da realidade, por todas as grandes empresas de mídia, cujos proprietários e controladores aliás eram, eles próprios, adeptos e contribuintes do candidato.


No entanto, basta um pouco de inteligência para perceber que a cor da pele de Obama não é sua diferença específica, essencial: é apenas a sua diferença mais vistosa. Examinando sua história, sua formação, suas ligações políticas e sua conduta de campanha, verifica-se acima de qualquer dúvida possível que, como político, ele difere imensamente mais de todos os candidatos anteriores à presidência americana do que um negro difere de um branco ou um esquimó difere de um negro. Não há, afinal, grande originalidade em um negro eleger-se presidente dos EUA. Pela lei das probabilidades, isso acabaria acontecendo mais cedo ou mais tarde. E, ao contrário do que alardeia a narrativa forjada com base num estereótipo de cinco décadas atrás, as resistências à presença de negros nos altos postos são hoje praticamente nulas na sociedade americana; ao contrário, essa presença é aplaudida quase unanimemente, mesmo quando o personagem incumbido de personificá-la não é dos mais talentosos. Dos eleitores, apenas a sexta parte declarou que a raça foi importante na escolha do seu candidato e, desses, a quase totalidade votou em Obama. Por que então declarar, como o fez o candidato contra todo o senso das proporções, que sua vitória é um feito tão grandioso quanto o desembarque do primeiro homem na Lua? É fácil demais atribuir essa declaração à megalomania narcisista (que Obama tem, mas um pouco abaixo da dose demencial requerida para dizer uma coisa dessas). Obama tem razões para dizer o que disse: ele sabe que traz consigo uma diferença específica mais discreta, porém infinitamente mais significativa do que a cor da sua pele, e que essa diferença, ela sim, faz do seu acesso à presidência um acontecimento mais que espetacular, um acontecimento de proporções quase apocalípticas. Não é uma diferença totalmente invisível. As pessoas só não a enxergam porque a mídia não a aponta e porque, ao contrário do que acontece com a diferença epidérmica, ela não é animadora e sim temível, temível em grau maior do que a média dos seres humanos é capaz de suportar.


A diferença a que me refiro salta aos olhos mediante o simples cotejo de três ordens de fatos bem comprovados:


(1) Desde ontem, Obama, como presidente eleito, passou a receber os relatórios reservados dos serviços de inteligência, tendo acesso a todos os segredos de Estado da nação americana.


(2) Ao mesmo tempo, continua severamente bloqueado ao público, à mídia e aos investigadores em geral todo acesso aos documentos do próprio Obama, seja referentes à sua biografia pessoal, seja à sua carreira política. Ninguém pode examinar sua certidão original de nascimento, seu histórico escolar, seus registros médicos, sua tese de doutoramento, sua agenda de audiências no Senado, a lista dos clientes do seu escritório de advocacia ou mesmo o rol completo de seus contribuintes de campanha. A vida de Obama é mais secreta do que os mais altos segredos de Estado. Nada se pode saber dela, exceto na versão aprovada por ele. É um privilégio que nem os imperadores da antigüidade ou os tiranos mais prepotentes da modernidade jamais desfrutaram. Lênin, Stálin, Hitler e Mussolini jamais fizeram de seus históricos escolares um segredo de Estado. As vidas de Vladimir Putin, de Fidel Castro, de Hugo Chávez, são muito mais transparentes que a de Barack Hussein Obama. O homem mais visível do universo é ao mesmo tempo o mais opaco, o mais incognoscível.


(3) Para completar, a biografia “oficial” de Obama é tão cheia de inconsistências e contradições que só um público reduzido à infantilidade mental pode aceitá-la sem perguntas. Ele diz que nasceu num lugar, sua avó diz que ele nasceu em outro. Ele diz que nasceu no Havaí quando sua mãe estudava e morava em Seattle, a duas mil milhas de distância. Não existe a mais mínima prova de que seu pai estivesse no Havaí – e muito menos em Seattle – na época em que Obama teria sido gerado. Nenhum dos colegas de universidade de sua mãe, em Seattle ou no Havaí, se lembra de tê-la visto grávida. Ele disse que só conhecera William Ayers de vista, mas os documentos provam que trabalharam juntos por muito tempo, que Ayers o indicou para diretor da ONG Chicago Annenberg Challenge e que muito provavelmente foi o ghost-writer da sua autobiografia. Ele disse que não foi favorecido na compra da sua casa com dinheiro do vigarista sírio Tony Resko (recebido de Sadam Hussein, by the way), mas o recibo prova que pagou 300 mil dólares abaixo do preço. Ele disse que nunca trabalhou na Acorn, mas aparece em fotos dando aulas para os militantes da organização. Ele negou qualquer ligação política com Raila Odinga, mas as fotos o mostram no palanque, fazendo comício na campanha presidencial do genocida. Ele disse que não sabia das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas passou vinte anos ouvindo todas as semanas os sermões dele, que só falavam de política. E ainda restam algumas perguntas vitais: Por que tantos árabes – um príncipe saudita, um vigarista sírio e dois famosos agitadores pró-terroristas estão na lista – decidiram, sem mais nem menos, pagar todos os estudos de um jovem negro americano que não tivera até então nenhuma atuação pública digna de atenção? Como o conheceram? Por que decidiram ajudá-lo a subir na vida? São perguntas que até um candidato a sargento de polícia teria de responder obrigatoriamente. Dispensar delas um presidente da República, ao mesmo tempo que se desvelam diante dos seus olhos os mais altos segredos de Estado, é dar a ele o privilégio de tudo saber sem ser conhecido por ninguém, mesmo sendo ele um personagem que dá razões de sobra para ser investigado, um tipo suspeito que, se não foi plantado no posto mais alto da República americana pelos inimigos da nação, ao menos consentiu que eles lhe pagassem para chegar lá – um tipo que, se não é o “candidato da Manchúria”, é o que já houve de mais parecido com ele na realidade.


Pela primeira vez na história da humanidade a nação mais poderosa que já houve no mundo entrega seu comando e seus segredos de Estado a um completo desconhecido, envolto em segredos e mentiras como jamais um governante foi, mesmo nas ditaduras mais tenebrosas.


Perto dessa diferença abissal e imensurável, perto dessa originalidade inédita e absoluta, ser um candidato negro é, a rigor, um detalhe irrelevante, exceto no sentido de que a diferença epidérmica é usada justamente para encobrir a diferença profunda, tanto mais decisiva quanto mais proibida e inacessível. Se isso não é como andar na Lua, é pelo menos reinar na Terra sobre um eleitorado perdido no mundo da Lua, alienado da realidade pela sedução da narrativa.

Recado para internauta que inventou (?) uma palavra, qual seja EMPRECIONA

Não vale a pena dar atenção ao conteúdo de um comentário postado no Cavaleiro, vou apenas dizer
o seguinte ao autor do mesmo: escreva outra vez, por favor, seu comentário mas só que agora em português, inglês, espanhol, francês ou alemão. Assim eu conseguiria entender e/ou pedir a um tradutor que transcreva o que escreveu. De outra forma, minha ignorância não permitirá que eu te responda, ok?

Pois não sei o que significa EMPRECIONA.  Parece que o resto do texto está em português mas não vou arriscar não. 

Abraços do Cavaleiro do Templo. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dória Vigaristinha e seu devoto seguidor


Olavo de Carvalho
6 de dezembro de 2008



Alguém me envia artigo de um tal Pedro Dória, que promete a seus leitores desmascarar a “lógica primária” (sic) daquilo que tenho dito e escrito sobre Barack Hussein Obama.


Não sabendo quem era Pedro Dória, fui averiguar no seu blog e descobri que é um jornalista cuja maior realização, no seu próprio julgamento, foi ter descoberto e divulgado Bruna Surfistinha, ex-prostituta autora de revelações de bordel que talvez provocassem um frisson nos anos 50, mas que hoje em dia soam como uma sessão nostalgia para leitores de Carlos Zéfiro.


A respeito do atestado de nascimento publicado pela campanha de Obama e confirmado como “autêntico” pelo site FactCheck.org, que se alardeia “organização apartidária”, o que afirmei foram três coisas principais e uma secundária:


1. O documento não é uma cópia da certidão de nascimento original (com a assinatura do médico e o nome do hospital), mas um atestado posterior, sem nenhum valor jurídico.


2. Além disso, havia razões para suspeitar que o documento fosse materialmente falso (v. http://www.worldnetdaily.com/index.php?pageId=82503).


3. Factcheck acrescentou a isso uma segunda falsificação: as fotos que exibiu para comprovar a “autenticidade” do documento publicado pela campanha de Obama mostravam um atestado assinado em 2007, mas num formulário impresso em 2008.


4. FactCheck não é uma organização “apartidária”, uma vez que pertence à ONG Chicago Annenberg Challenge, que contribuiu para a campanha de Obama.


Pedro Dória esquiva-se de discutir as três primeiras afirmações, mal chegando a citá-las de passagem (veja adiante), e concentra seu ataque na quarta, dando a entender que foi dela, sem nenhuma outra base factual, que deduzi tudo o que estou afirmando sobre o documento de Obama. Daí ele conclui, muito naturalmente, que faço uso daqueles métodos de difamação por associação de casualidades, tão característico dos filmes de Michael Moore. Já eu não posso dizer o mesmo de Pedro Dória. Michael Moore jamais usaria o método de difamação dele, porque tem QI superior a 12.


Isso não impede, no entanto, que Dória tenha discípulos. Un sot a toujours un plus sot qui l’admire. Um cidadão que se assina Leonardo Bernardes, em cujo currículo não consta sequer alguma realização comparável à de Dória no campo da proxenetagem literária, jura tomar seu artigo como fonte de inspiração e entra no picadeiro brandindo-o contra meus “fervosos preponentes” (sic, juro). Imaginem as reservas de caridade que precisei mover para continuar lendo a coisa depois desse início triunfal.


Em todo caso, eis o parágrafo de Dória que encorajou o menino a proclamar a minha absoluta nulidade intellectual:


Alguém diz que o Obama não apresenta documentos, aí ele apresenta. Então dizem que o documento é falso porque não tem selo. Aí alguém vai lá, vê o selo, fotografa o selo. Então dizem que não basta que nem era um documento apenas um comprovante de que o documento existe. Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.”


Nessas linhas imortais, Dória não informa onde foi que usei essa seqüência de deduções. Ele nem poderia fazê-lo, porque jamais a usei.


O que ele faz é falar genericamente dos adversários de Obama e deixar no ar uma vaga insinuação de que sou culpado do que quer que eles façam. Bernardes, extasiado, acha que isso é uma demonstração científica irrefutável, porque não consegue distinguir entre método científico e fofoca de puteiro (o único ramo erudito, vale recordar, no qual Dória se orgulha de ter realizado alguma coisa).


Em todo caso, é claro que nem mesmo a campanha anti-obamista seguiu o trajeto lógico que Dória lhe imputou. O primeiro – não o segundo ou o terceiro – argumento que se alegou contra a certidão de nascimento publicada pela campanha de Obama foi o mais óbvio e imediato: ela não era uma certidão de nascimento. Qualquer cidadão americano que tenha tentado tirar um passaporte ou uma carteira de motorista com documento semelhante sabe disso: mandam que volte para casa e traga uma cópia da certidão original. Os exames técnicos que sugeriram a falsidade do atestado vieram depois, motivados justamente pela estranheza de que Obama quisesse impingir aquela coisinha como certidão de nascimento em vez de mostrar logo a certidão original. Dória inverte a seqüência dos fatos, em seguida transfigura essa ordem invertida num suposto “método de argumentação” e o atribui primeiro aos adversários de Obama e depois a mim, como se ele próprio não fosse o seu único e exclusivo inventor. Seu discípulo é ainda mais explícito, proclamando que a narrativa invertida criada pelo seu mestre desmascara o método de “retrocesso lógico” usado pelos anti-obamistas – e, naturalmente, por mim – na nossa ânsia de provar retroativamente uma tese escolhida de antemão.


Mas a maior realização de Dória no domínio dos métodos lógicos vem na frase seguinte. Procurando enfatizar a teimosia psicótica do anti-obamismo, ele exclama: “Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.” Ou seja: vocês não podem denunciar Obama como inelegível porque se ele fosse inelegível vocês o denunciariam. E Dória ainda fica indignado de que esse argumento não seja aceito!


Confiante no rigor exemplar das demonstrações dorianas, seu devoto exegeta proclama a minha total ignorância do método científico. Para maior ilustração da platéia, ele expõe em seguida um dos elementos essenciais do referido método tal como ele o concebe:


No lastro da ciência há uma noção de comunidade científica, isto é, de um grupo que inserido em contextos não apenas científicos mas políticos, decide sobre a forma como os enunciados científicos irão moldar o mundo.”


A comunidade científica, portanto, é algo assim como um coletivo do MST, que, em assembléia, decide quais os enunciados científicos convenientes e inconvenientes aos seu projeto de “transformação do mundo”, aprovando os primeiros e rejeitando os segundos como barbaramente anticientíficos.


Bernardes não cita um único exemplo de descoberta científica efetuada por esse método. Nem poderia. Mas eu posso citar dois: a embriologia fraudulenta de Ernest Haeckel e a falsa genética de Lyssenko, a primeira aprovada pelo coletivo nazista, a segunda pelo comunista. Ninguém pode negar que “transformaram o mundo”. A primeira levou um bocado de gente para Auschwitz, a segunda para o Gulag.


Dória e Bernardes escrevem muitas outras tolices infames nos seus respectivos artigos, mas as que assinalei já bastam para mostrar que, intelectualmente, aquele é um vigarista pé-de-chinelo e este um aspirante a ser Pedro Dória quando crescer. Nem eu nem meus “fervosos preponentes” nos sentimos nem um pouco ofendidos por gente que cospe para cima. Também não rimos deles mais do que a caridade permite. Tudo o que sentimos é uma humilhação profunda por termos nascido num país onde os Dórias e Bernardes, reproduzindo-se aos milhares e aos milhões como memes ou vírus de computador, dão o tom dos debates ditos intelectuais e decidem, no aconchegante uniformismo mental do seu coletivo, “sobre os instrumentos de verificação e refutação, sobre os meios pelos quais conversar, concordar e discordar”. Deve ser por isso que há décadas a ciência e a tecnologia, no mundo, não avançam um passo sem as contribuições da universidade brasileira...


Só mais um ponto tem de ser mencionado, porque é difamação porca de um grande artista falecido. Bernardes diz que “Bruno Tolentino só se ergue mediante ataques a Augusto e Haroldo de Campos, ou a Giannotti, ou cantando loas ao próprio Olavo.” Tolentino, quando chegou ao Brasil, já era reconhecido como um dos maiores poetas do mundo por Jean Starobinsky, W. H. Auden, Geoffrey Hill, Giuseppe Ungaretti e Elizabeth Bishop, entre outros inumeráveis. Imaginar que ele precisasse “se erguer” depois disso, e que a tanto se destinassem suas denúncias contra o charlatanismo dos Campos ou a inépcia de José Arthur Gianotti, é coisa de uma mesquinharia tão doente e de uma estupidez tão abissal, que só poderia vir mesmo de um membro mirim do “coletivo” brasileiro.


P. S. – Ao contrário do que afirma Pedro Dória, a inutilidade legal do atestado publicado pela campanha de Obama não é um “argumento dos adversários”. É um simples fato da lei americana. O próprio Governo do Havaí não aceita esse documento como prova de nacionalidade. O site oficial do registro imobiliário do Governo havaiano (Department of Hawaiian Home Lands, DHHL) explica a diferença entre a Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth) e o mero atestado (Certification):


“Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth)... é um registro mais completo do seu nascimento do que o Atestado (Certification) gerado por computador. Apresentar a Certidão de Nascimento poupará tempo e dinheiro, pois o Atestado requer verificação adicional pelo DHHL. Ao solicitar uma cópia autenticada ao Departamento de Saúde (DOH, Department of Health), informe ao funcionário que você a está requerendo ‘para fins da DHHL’ e que você precisa de uma cópia da Certidão de Nascimento original de nascimento, e não do Atestado gerado por computador.” (V.http://hawaii.gov/dhhl/applicants/Loaa%20Ka%20Aina%20Hoopulapula.pdf.)


Em suma: Obama não poderia comprar uma casa, um apartamento, um lote de terra, uma kitchenette no Havaí só com aquela porcaria de atestado que ele impingiu aos eleitores como prova cabal da sua elegibilidade à Presidência dos EUA. Todos os candidatos à presidência sempre apresentaram cópias de suas certidões originais. Obama poderia receber a sua em casa, pelo correio, preenchendo um formulário de menos de uma página e pagando uma taxa de dez dólares.


No próprio Estado onde ele se elegeu senador – Illinois – Obama não poderia tirar sequer uma carteira de motorista só com aquele atestado. O DMV (Department of Motor Vehicles) de Illinois exige ou uma cópia autenticada da certidão original ou qualquer outro documento, de uma lista de dezenove – por exemplo histórico escolar, cartão de residente temporário, etc. – que não inclui a tal Certification. Em suma, esta vale menos, como prova de nacionalidade, do que um histórico escolar (mas Obama também não mostra o histórico escolar, porca miséria). Confira em http://www.dmv-department-of-motor-vehicles.com/IL_Illinois_dmv_department_of_motor_vehicles.htm.

Aculturação e integração

ESTADÃO - OPINIÃO
Segunda-Feira, 08 de Dezembro de 2008

Denis Lerrer Rosenfield

A homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol, de forma contínua ou descontínua, coloca um problema de ordem cultural e histórica, que concerne ao processo de formação de nosso próprio país. Na verdade, duas abordagens se defrontam: a da demarcação contínua, procurando fechar esse território como nação, numa economia de auto-subsistência; e a da demarcação descontínua, mantendo o intercâmbio entre as populações indígena, mestiça e branca.

A primeira parte do pressuposto de que a política indigenista deveria consistir em manter os indígenas separados dos demais brasileiros, como se fosse possível voltar a um estágio pré-cabraliano de existência e imune à atração que o mundo civilizado exerce sobre eles. Segundo ela, os indígenas são brasileiros de segunda categoria, que deveriam ser mantidos sob tutela, como se fossem incapazes de decidir por si mesmos. Recusa, na verdade, toda a história brasileira de aculturação e de assimilação das tribos indígenas, em processos que remontam, conforme as tribos, ao século 17. É como se a história brasileira não devesse ter existido.

A segunda parte da posição de que as tribos indígenas em geral e, em particular, as da Raposa Serra do Sol estão em processo acentuado de aculturação e assimilação, com casamentos mistos e famílias nucleares que se constituem desta maneira. Adotaram as religiões católica, protestante e evangélica, num exemplo claro de transformação de suas religiosidades originárias. A própria advogada de origem indígena presente no anterior julgamento do Supremo mostra o êxito dessa aculturação. A economia da região é também o reflexo dessa integração, com indígenas que reivindicam liberdade de escolha, e não uma nova forma de tutela, como se uma economia de auto-subsistência ainda fosse possível.

Processos de aculturação decorrem de vários fatores, desde os que podem, a nossos olhos, parecer anódinos, como vestimentas, até modificações religiosas, que alteram profundamente o modo como um povo se representa e se sente, transformando profundamente a idéia que tem de si. A introdução de novas técnicas e tecnologias, como o machado de ferro em tempos mais remotos ou automóveis e celulares hoje, tem a propriedade de transformar as relações vigentes em determinada tribo. Muda, assim, o seu comportamento com outros agrupamentos humanos, como sertanejos, caboclos, mestiços e brancos.

Tais elementos modificam a forma não apenas de trabalhar, mas de pensar, sentir e representar. Outros elementos igualmente poderosos são a indumentária, o dinheiro, a língua, a escola e a religião, que solapam os fundamentos mesmos dessas culturas indígenas. Observe-se que se trata da introdução de fatores que são inevitáveis em toda relação que se estabeleça com a moderna civilização brasileira, não podendo, na verdade, ser barrados por uma política indigenista. O que, sim, pode ela fazer é minimizar os seus efeitos do ponto de vista social, o que significa dizer do ponto de vista de uma melhor e mais humana integração dessas tribos à sociedade brasileira.

Vários pensadores e etnólogos se dedicaram a essa questão, com rigor científico e uma visão de integração dos indígenas à sociedade brasileira: Karl von den Steinen, Herbert Baldus, Eduardo Galvão, Egon Schaden e Darcy Ribeiro, entre outros. Eram etnólogos com profunda visão humanista, e não ideólogos que advogavam por um suposto retorno a uma situação idílica e falsa de um estado de natureza bom e harmônico. Seguiam a ciência, e não a religião, como ocorre hoje com a política do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a orientação correlata da Funai.

Neste sentido, uma política indigenista deveria controlar os efeitos dos processos de aculturação e integração indígenas, fazendo-os ocorrer gradativamente, assegurando políticas sociais e mesmo econômicas, sabendo de antemão que esse processo se apresenta como irreversível. O índio passa a depender de elementos e fatores estranhos - como os produtos do mundo civilizado - sem ter, muitas vezes, os meios próprios de compreender como são feitos e podem ser adquiridos. Em todo caso, o fascínio é irreversível e se coloca a questão de sua aquisição por meio do trabalho e do comércio, e não de políticas assistencialistas, que só desmerecem e desonram os que são delas beneficiários.

Isso significa que os problemas daí decorrentes são apenas parcialmente fundiários e dizem respeito a um conjunto de políticas sociais e trabalhistas que poderiam ser objeto de intervenção estatal que não se reduzisse a tentar criar condições primitivas de existência que já foram abolidas e às quais o retorno é culturalmente impossível. A demanda, no caso, é por postos de saúde, com enfermeiras, médicos e medicamentos, e não pela volta do pajé. A demanda é por uma educação que, resgatando as tradições indígenas, ofereça a eles a possibilidade de uma boa integração ao mundo civilizado. A demanda não é por ausência de trabalho, mas por condições dignas de trabalho, não tornando o indígena um novo miserável urbano.

A questão consiste numa adaptação eficaz e controlada ao mundo civilizado, de tal maneira que cause a menor dor possível aos indígenas e que estes possam usufruir os produtos da sociedade ocidental, almejados por eles mesmos. Tudo depende, evidentemente, do grau de aculturação em que se encontrem as diferentes tribos, não devendo haver uma regra de conduta única, mas políticas adaptadas a cada situação. 

A educação dos jovens, por exemplo, é uma forma de adaptação que se escalona no tempo e propicia, se bem feita, uma integração harmoniosa. Uma interação satisfatória deveria necessariamente contemplar a integração econômica e cultural, condição de novas formas de prestígio, auto-estima e aquisição de bens.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS

A farsa do momento, uma das maiores do mundo: OBAMA

This video provides an analysis of Obama's Certificate of Live Birth by Dr. Ron Polarik detailing the factors contributing to his conclusion that the document is not authentic. "Dr. Polarik" is a pseudonym and his identity is obscured in this video.

For more info, visit www.obamacrimes.com
and for Dr. Polarik's full report go to polarik.blogtownhall.com

NOTE: TO BETTER PROTECT DR. POLARIK'S IDENTITY, WE HAVE POSTED THIS NEW VERSION OF THE VIDEO.

Molotov Mitchell interviews Dr. Ron Polarik, PhD about his findings concerning Obama's alleged Certification of Live Birth (COLB). Dr. Polarik explains, step by step, why Obama's COLB is without a doubt, a forgery. This video is a more technical version of the upcoming "I Invented the Internet" episode, "Catch Me If You Can".

NOTE: We had to repost the video after further diguising Polarik's voice.


Press Release: U.S. Supreme Court asked to issue an injunction

OBAMA CRIMES
Monday, 08 December 2008 17:04

U. S. Supreme Court asked to issue an injunction to stay electorial votes on December 15, 2008 until Obama proves he is "qualified" to be President as this is the largest "HOAX" in 200 years. 


TRADUÇÃO FEITA PELO HEITOR DE PAOLA:

"Foi pedido à Suprema Corte suspender a votação eleitoral do próximo dia 15 até que Obama prove estar "qualificado" para ser Presidente, pois este é o maior HOAX (falsidade) em 200 anos."


Cocaína faz o Sendero renascer

ESTADÃO DE HOJE
Domingo, 07 de Dezembro de 2008

Guerrilha maoísta ressuscita graças ao lucro do narcotráfico e espalha uma nova onda de violência pelo Peru

As atividades do narcotráfico em áreas cocaleiras do Peru trazem de volta a lembrança dos violentos episódios que abalaram o país durante o auge dos ataques do Sendero Luminoso, nos anos 80. Fortalecidos pelo lucro da produção de cocaína, grupos remanescentes da guerrilha maoísta dão início a um novo capítulo na luta do governo peruano contra os rebeldes. Desta vez, porém, os objetivos econômicos do Sendero parecem se sobrepor aos políticos.

"O novo Sendero não é uma organização que busca poder político - os militantes lutam agora pelo controle das rotas de escoamento da droga", afirmou ao Estado, por telefone, Jaime Antezana, pesquisador peruano especializado em narcotráfico. "O movimento impulsionado por esse grupo é tão diferente da guerrilha dos anos 80 que é mais apropriado denominá-lo ?narco-senderismo?. Eles não são como os revolucionários de antigamente."

VIOLÊNCIA

Depois de passar mais de uma década na obscuridade, os ataques da guerrilha têm-se tornado cada vez mais freqüentes. Em menos de dois meses, mais de 20 militares foram mortos, segundo dados do governo. Na semana passada, o presidente Alan García afirmou que os recentes atentados são perpetrados por "traficantes disfarçados de terroristas políticos".

O Peru é, juntamente com Colômbia e Bolívia, um dos principais produtores mundiais de coca. Segundo Héctor Luis Saint-Pierre, coordenador da área de paz, defesa e segurança internacional do programa San Tiago Dantas (que reúne pesquisadores da Unesp, PUC-SP e Unicamp), o Sendero aproximou-se dos traficantes depois que teve contato com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), há dois anos. 

"O vínculo com o tráfico ajudou o Sendero a melhorar seu estoque de armas", disse Saint-Pierre. "Todo o financiamento que eles recebem hoje vem das drogas e seus objetivos também se concentram nesse campo - não há mais nenhuma reivindicação política."

As autoridades peruanas estimam em 300 o número de combatentes ativos do Sendero. Combatê-los se transformou em um grande desafio para García, que tem o índice mais baixo de popularidade desde que assumiu, em 2006 - apenas 19% aprovam seu governo. 

"A fragilidade do sistema político peruano sempre deixou aberta a possibilidade de a guerrilha recuperar força", afirmou o historiador Eduardo Toche, do Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento, em Lima. "No entanto, o Sendero não é ameaça para o governo."

Entre 1980 e 2000, a guerra entre o Estado peruano e a guerrilha deixou cerca de 70 mil mortos. Para Antezana, o ressurgimento do Sendero renova o conflito, que agora tem novas metas. "Apesar de as facções remanescentes terem retomado o discurso ideológico, a reinvenção da guerrilha tem apenas um fim: ocultar o que eles realmente são - um braço armado do narcotráfico." 

OFENSIVA GUERRILHEIRA

18/5/1980:
 Sendero Luminoso declara guerra ao Estado peruano, abrindo campanha de violência que deixaria cerca de 70 mil mortos no país

16/7/1992: Carro-bomba explode na Rua Tarata, em Lima, matando 23 e ferindo 100

21/3/2002: Atentado com carga de 50 quilos de dinamite deixa dez mortos e 30 feridos nas proximidades da Embaixada dos EUA, em Lima

9/6/2003: Cerca de 200 guerrilheiros seqüestram 60 pessoas - entre eles policiais e estrangeiros - perto de La Mar, 350 quilômetros ao sul de Lima

9/10/2008: Ataque a comboio militar mata 14 pessoas

26/11/2008: Guerrilha ataca militares e mata quatro pessoas. Já são mais 20 o número de de policiais mortos nos últimos dois meses pelo grupo

Vale do Juruá: uma das maiores rotas do tráfico de drogas do país

TRIBUNA DO JURUÁ
Cruzeiro do Sul, AC, 08 de December de 2008

Em comunidades ribeirinhas traficantes andam armados como se fossem a polícia e crianças estão sendo viciadas para se associar ao tráfico.

 

mapa_regiao_jurua.jpgNa região acreana do Vale do Juruá localizada no meio da floresta amazônica está à fronteira entre Brasil e Peru. A região é considerada uma das principais rotas de tráfico de drogas do Brasil, formada pelos municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Cruzeiro do Sul. Esta, a segunda maior cidade do Acre. Os vários rios que cortam a área de 74.965,417 km² são utilizados para o escoamento de produtos entorpecentes, quase sempre a pasta-base de cocaína.   


rio_jurua_acima.jpgOs rios Juruá Mirim e Paraná dos Mouras, afluentes do Rio Juruá são os  mais utilizados pelos traficantes. O Juruá Mirim que deságua no Juruá próximo ao município de Porto Walter é o mais usado para o transporte de cocaína. Em virtude disso nem todo mundo se arrisca a navegar pelas águas barrentas em meio à densa floresta.


A Comunidade Tamburiaco localizada próxima à cabeceira do rio, já na fronteira, é a mais temida. Segundo informações de moradores de comunidades ao longo do rio, no Tamburiaco e em outras comunidades próximas a divisa entre os dois países, brasileiros e peruanos transitam durante o dia fortemente armados, preparados para negociar droga. Os armamentos utilizados são fuzis, pistolas, metralhadoras e até granadas. Um morador que não quer ter o nome citado, disse que um dia passava com droga_90_quilos.jpguma arma de caça e encontrou um peruano portando uma pistola, ele cumprimentou o estrangeiro que o seguiu por cerca de 15 minutos, mas não foi incomodado.


A passagem de estranhos pelo Rio Juruá Mirim é comum, os moradores supõem que sejam traficantes. Temerosos, os ribeirinhos tratam bem esses desconhecidos. "Não mexemos com eles, passam e ninguém intervém, até porque se incomodar é perigoso", diz um morador antigo que também pediu pra ter a identidade preservada.


Um outro ribeirinho revelou uma tragédia que está acontecendo nas comunidades invadidas pelos traficantes. Eles estão incentivando os menores a usarem drogas, desde cedo, conforme o morador: "As famílias estão sendo atingidas, crianças usando droga, jovens passam de três droga_planta.jpgdias na mata fumando. Alguns pais vão sair de lá porque estão nervosos e não querem ver os filhos viciados", explica.

  

O perigo para quem se arrisca


Um homem morador em Cruzeiro do Sul identificado apenas por Marcos saiu há seis meses para o Rio Juruá Mirim e até hoje não voltou. Na cidade surgiram comentários de que ele teria ido à fronteira negociar drogas junto com dois amigos, apenas um deles teria retornado. A mulher dele não sabe com quem Marcos saiu, mas ele a informou que iria trabalhar na construção de canoas no Rio Juruá Mirim. A dona de casa pediu para não ter o nome divulgado, ficou sozinha com três filhos, um menino e uma menina que são do desaparecido. "Fiquei sem nada, agora tenho que trabalhar farinha_com_coca.jpgna agricultura para criar as crianças, fica muito difícil", ressalta a mulher.


Alguns desaparecimentos já foram notados de pessoas que sobem o Rio Juruá Mirim num caminho sem volta, mas os fatos geralmente não são levados ao conhecimento das autoridades. As famílias ficam amedrontadas e não costumam falar, por isso, não há dados concretos sobre tais fatos.

 

Como a droga é distribuída


Os traficantes vão comprar a droga na fronteira. Se não tiverem informações sobre barreiras da Polícia Federal ou do Exército, descem o rio em suas embarcações até droga_no_fusca.jpgCruzeiro do Sul. Os que não se arriscam utilizam mulas (pessoas que transportam a droga).


Com algumas apreensões realizadas durante esse ano, os traficantes estão utilizando trilhas pela floresta até chegar ao Rio Paraná dos Mouras, que fica próximo de vários ramais dos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves.


Antes, o Rio Môa também era uma das principais rotas do tráfico, mas com a instalação de um Pelotão do Exército, os traficantes desviam antes da base militar para o Rio Paraná dos Mouras através de trilhas que ligam os rios.    

Moradores são convidados a traficar

droga_2.jpgUm aposentado que mora em uma comunidade do Rio Juruá Mirim, afirma que foi convidado a guardar pasta-base de cocaína em casa, mas não aceitou. A proposta partiu de um funcionário público. "Eu recomendei que procurasse outro, porque comigo não ia conseguir", disse.


Um agricultor que também mora no Rio Juruá Mirim não teve o mesmo pensamento. Ele recebeu uma proposta de dois peruanos para transportar em seu pequeno barco, 8 quilos de pasta-base de cocaína para vender em Cruzeiro do Sul, em troca ganharia R$ 4 mil. No caminho foi abordado pela polícia e passou dois anos e dez meses no presídio. "A gente do seringal quando vê o dinheiro cai mesmo, mas deu tudo errado. Agora estou trabalhando ao lado da minha família pra descontar o tempo perdido. Eu aconselho quem tem essas idéias a trabalhar, a cadeia não é coisa boa", droga_nas_cadeiras.jpgcomenta o morador.

   

Em Mâncio Lima vários ramais interligados permitem o acesso ao Rio Paraná dos Mouras. Um jovem morador do Ramal Bahia, disse que pessoas entranhas quase sempre armadas costumam passar pelas casas e deixam veículos durante dias escondidos no mato. "Alguns que passam a pé com cargas, às vezes pedem aos moradores que têm moto para fazer a viagem pra eles, eu não me arrisco", garante.


Repressão


O 61° Batalhão de Infantaria de Selva localizado em Cruzeiro do Sul tem a missão de vigiar a fronteira, mas também combate o tráfico de drogas que é alarmante na região. O coca_1.jpgtenente coronel Alexandre Jansen comandante da unidade militar, entende que seriam necessárias instalações de outros postos militares em pontos estratégicos para um combate mais eficaz. Ele cita os exemplos dos pelotões instalados no Rio Môa e no município de Marechal Thaumaturgo que dificultam a passagem dos traficantes. "Eu propus ao comando do Exército a instalação de um novo pelotão em Porto Walter que é um meio caminho entre Juruá Mirim e Paraná dos Moras, para melhorar o patrulhamento nesses rios, impedindo que a droga chegue ao Juruá onde já fica difícil o controle, porque daí existem uma infinidade de saídas", comenta. 

  

Para o tenente-coronel, o problema é complexo. De acordo com ele, nas cabeceiras do rio Juruá Mirim os brasileiros utilizam trilhas para fazer compras no município peruano de Cantagalo. "Eles compram alimentos que tem um preço mais em conta e é mais fácil do que vir a Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. Então, se há essa facilidade de trânsito que eles têm pra comprar comida, também tem pra voltar com droga", explica Alexandre Jansen.  

  

O tenente-coronel entende que viciar as crianças é uma tática normal, "primeiro trabalhar pra eles em troca de um punhado de droga, ou então, ser um consumidor deles do futuro", diz. 


O delegado Marcel Antônio Neme chefe da Delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul reconhece que a passagem de droga pela região é grande. "Uma pequena parte fica para o consumo local, o restante é enviado para Manuas e Rio Branco de onde seguem para o Sudeste e Nordeste para a exportação", explica.


Apreensões feitas pela Polícia Federal mostram que grande parte da droga que sai de Cruzeiro do Sul é pelo Rio Juruá dentro de balsas carregadas de farinha. Mas, como houve apreensões, o delegado acredita que hoje esse não seja mais o principal disfarce para o despache da pasta-base de cocaína.  


Segundo o delegado, com os investimentos dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas na Colômbia o refino da cocaína passou a ser realizado no Peru o que torna o tráfico ainda mais intenso na fronteira com o Brasil. Uma das preocupações da Polícia Federal é com carregamentos de cimentos e produtos químicos enviados ao auto Juruá, que podem chegar ao Peru para o refino da droga. "Mas a fiscalização também é intensa nesse sentido, os produtos químicos controlados só podem ser comercializados com autorização da Polícia Federal", diz.


Marcel Antônio Neme disse que o efetivo da Polícia Federal está sendo reforçado e embarcações estão sendo adquiridas para tornar o combate ao tráfico mais eficaz e cita a importância da ajuda das comunidades com informações para o trabalho da polícia.  

 

www.tribunadojurua.com - Genival Moura

Agora o Jalapão/TO é território de gringo!

VIVO VERDE
SÁBADO, 29 DE NOVEMBRO DE 2008

"Jalapão é território americano desde setembro; tocantinense está impedido de entrar na área" - (25/11/2008)

Esta foi a notícia que recebi em um e-mail hoje, eu já sabia que estava rolando este reality show, (tenho até amigos que estão dando susporte) mas não sabia que estava tomando esta proporção, muito chato, ridículo até... não sei como poder ajudar, porque ir ao Jalapão agora não dá, mas espero que esta notícia chegue até pessoas que podem tomar as providências cabíveis. E o Jalapão para quem não conhece é LINDO, MARAVILHOSO e saber que nem nós brasileiros podemos ver algo que é NOSSO... chega a ser constrangedor.

Leia a notícia completa abaixo:

Tem muita gente indignada com o que está ocorrendo no Jalapão. Há cerca de 90 dias, a rede americana de TV CBS grava o programa Survivor, um reality show, que será comercializado para 120 países - menos para o Brasil, segundo nota do jornalista Luiz Armando Costa, na coluna Cidade Aberta, em O Jornal desta semana.

Mais de 300 pessoas estão trabalhando confinadas no projeto desde setembro. São 75 contêineres instalados para suporte do programa, numa área de preservação ambiental, transportados para lá sobre as estradas sensíveis do Jalapão. As gravações estão sendo feitas às margens do não menos sensível Rio Sono. Segundo informações que circulam pelo Estado, são US$ 30 milhões em equipamento.

O Jalapão foi totalmente interditado ao povo tocantinense e brasileiro. Foi transformado em território americano, e até o espaço aéreo está fechado. Para se ter idéia da "internacionalização", o avião do governador Marcelo Miranda (PMDB), que foi visitar as gravações, teve que mudar a rota porque não podia sobrevoar a área.

Fitas de filmadoras e chips de câmaras fotográficas - mesmo da Secretaria Estadual de Comunicação (Secom) - são confiscados pela equipe da CBS e só serão liberados após 12 de dezembro, quando terminam as gravações. Quem foi até o local diz que para entrar é necessário assinar um contrato, em inglês, de dez folhas (detalhe: até o governador!).

Americanos e australianos, que comandam o programa, instalaram no Jalapão a bandeira dos Estados Unidos - nem sinal, nem qualquer lembrança, de que se trata de território brasileiro e tocantinense.

Também conforme informações de quem foi até o local, há placas nas vias de acesso às dunas com as inscrições (em inglês e português) do tipo "dunas fechadas para o público" e "propriedade particular".

O retorno do Tocantins com perda temporária (esperamos!) da autonomia sobre parte de seu território é a divulgação das imagens do Estado para 120 países (mesmo considerando que o Jalapão, conforme especialistas, não está preparado para receber mais do que 200 visitantes).

É uma modernização daquela estratégia usada por portugueses para conquistar nossos índios: trocar espelhinhos por ouro.

Com o custo adicional da depredação de uma das nossas maiores riquezas naturais, patrimônio do povo tocantinense e brasileiro.

Será que os americanos aceitariam que fechássemos o Grand Canyon para fazer algo parecido? Que submetêssemos o governador do Colorado a esse tipo de humilhação: ter que desviar sua rota área para não sobrevoar seu território e ter que obrigá-lo a assinar contrato em inglês para
poder entrar em seu território? Será ainda que aceitariam que fincássemos bandeiras brasileiras no Grand Canyon? E se impedíssemos o ingresso nele do povo americano?

Parece que temos vocação para colônia. Não tem dinheiro, nem divulgação nenhuma, que pague abrirmos mão de nossa dignidade e de nossa autonomia.

Como diz aquela música: "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor"!
______________

Por favor galera ... isso não dá para ficar assim... O JALAPÃO É NOSSO!

As explicações do sifu do Lula

TERÇA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2008

Casamata

As baixarias do Lula, do MAG top-top, da Martaxa relaxa e goza e de tantos outros companheiros, todas estão de acordo com a orientação gramscista. 

Leiam este artigo e entenderão que tudo isso não faz parte de "gafes" e sim, de uma técnica para plantar a esculhambação, confundindo as pessoas de inicio mas com o tempo, acostumando-as ao desmonte dos valores, do respeito, da boa educação e de tudo o as esquerdas consideram "comportamento burguês"

Muito esclarecedor está este artigo. 

Ana Prudente 


*** 

GRAMSCISMO E COINCIDÊNCIAS 


É Larry Rother quem conta em livro publicado recentemente no Brasil: 

- "Dois repórteres da `Folha' e do `Estado de S. Paulo' (`Viagens com o presidente', de Eduardo Scolese e Leonencio Nossa), contam: `Ao chegar a um jantar na embaixada brasileira em Tóquio, Lula pediu uma dose caprichada de uísque com gelo e antes mesmo do jantar mandou servir o segundo, o terceiro e o quarto copos, usando linguagem chula, que deixou constrangidos os presentes, diplomatas, ministros, senadores: `Tem hora que eu tenho vontade de mandar o Kirchner para a puta que o pariu. A verdade é que temos que ter muito saco para aturar a Argentina. O Chile é uma merda. Querem mais é que a gente se foda'". 

A cantilena da imprensa sobre o “sifú” que o ilustre presidente cuspiu na cara Brasil que via o noticiário no “horário nobre” da TV, me arrancou um “puta merda!” - interior, envergonhado, triste. Lembrei o que me contou um daqueles jovens que nos anos 60 do século passado - (parece muito tempo! Tempo suficiente para enrolar uma nação em papel vermelho) sobre palestras num dos cursos de guerrilha em Cuba. 

Tentarei reproduzir o mais fielmente possível: 

“Entre as marchas, confecção de bombas ofensivas e incendiárias, tiro com tudo quanto era arma, a gente também ouvia as palestras do político. Era um oficial do exercito cubano que contava histórias exemplares para ilustrar o comportamento revolucionário diante dos burgueses.” 

“Eu ouvia pensando que eram piadas ou que o sujeito queria aliviar a tensão e o cansaço do grupo. Hoje sei que ele estava aplicando as lições de Gramsci contra a ética e os bons costumes. Contou que um “companheiro” fingiu vomitar no prato num restaurante luxuoso, somente para escandalizar os burgueses... que um outro aproximou-se de um lord inglês homossexual, deixou-se fotografar em intimidades e depois utilizou as fotos para chantagear. Quebrou a cara porque o tal Lord apenas comentou sorrindo: “Ficaram lindas!”(as fotografias) e convidou-o para fazer outras mais”. 

Gramsci: ética aristotélica e valores devem ser atirados à lata do lixo. Infiltração em todas as áreas e provocar os comportamentos amorais, na contra mão dos costumes conservadores e do respeito. Inverter tudo. E a infiltração está aí, até no exemplo do primeiro (ou será segundo, terceiro, décimo...) mandatário desta republiqueta em que transformaram um Brasil que já tentou ser soberano. 

A infiltração nas faculdades está nos computadores do farquista Reyes: os militantes das farc eram enviados para universidades brasileiras e mexicanas, para aliciar jovens militantes. Nesta onda há muitos sumidos das famílias e a polícia não os encontra. 

Sexo, drogas, Gramsci, palavras chulas e semi analfabetos na universidade, são hoje a regra de ouro, boa para petistas e outros comunistas. 

Família, religião (ópio do povo) já estão bastante desmoralizadas. A violência corriqueira, completa o quadro de terrorismo imposto para abrir caminho para os discursos “light” e salvadores. Os capitalistas, os banqueiros, o imperialismo, tudo”direitista”, “nazi-fascista”, “explorador” leva a bronca. Devem ser atirados à “lata de lixo da história”. É o que querem, é o que fazem. 

Imagino, agora, (amanhã não sei) que a ausência da prática e consciência política, a falta de manifestação e mecanismos de exigência práticos, perpetua o poder de oligarcas. E que os acadêmicos, formadores de opinião, professores, padres e anexos, estão todos com os olhos cheios de poeira... A democracia não é entendida, nem praticada. É apenas uma utopia. 

"Burgueses não pegam na enxada / Burgueses não plantam feijão / E nem se preocupam com nada / Arrasam aos poucos a nação", diz a letra de uma das canções ensinadas aos "sem-terrinha". 

A Juventude Revolucionária Oito de Outubro (JR8) é a organização de frente para a atuação do Movimento Revoucionário Oito de Outubro no movimento estudantil. O V Encontro Nacional da JR8 reuniu jovens de vários estados do país na Praia Grande (SP), entre os dias 8 e 11 de abril, para debater temas como conjuntura nacional, movimento estudantil, socialismo, cultura, e eleger a nova Coordenação Nacional da JR8. 

Com a palavra de ordem “1, 2, 3, 4, 5 mil, a JR8 é a energia do Brasil”, a juventude reafirmou a bandeira da libertação nacional e a construção do socialismo, e elegeu como coordenador nacional Pedro Campos Pereira. 

O novo coordenador da JR8 prestou homenagens a Márcio Cabreira, que deixou a direção da coordenação nacional. “A JR8 que temos hoje é fruto dessa força e dessa capacidade de compromisso com o povo e, muito especialmente, o nosso camarada Márcio representa e sintetiza essas qualidades, a de um revolucionário, de um socialista”, 

“A cultura pode tanto atuar pela revolução ou pela conservação das relações sociais”, disse Valério. “Por exemplo, o Império Romano, em relação à cultura, incorporava palavras, culto aos deuses e costumes de outras culturas. Por quê? Porque sabia que quanto mais identificação o dominado tivesse com o dominador, melhor” 

Um fato inusitado nunca esclarecido: em maio de 1972, o Consulado da Inglaterra no Rio de Janeiro retirou do país o jovem cidadão inglês Thimothy William Watkin Ross, professor de inglês em um colégio em Santa Teresa, que com o codinome de “Samuca” era militante do MR8, tendo participado de diversas ações armadas. Antes disso, um diplomata do Consulado havia estado no “aparelho” onde “Samuca” residia, tendo retirado todos os documentos que lá se encontravam, muitos deles já destruídos, levando-os para o Consulado. Esses documentos foram retirados de dentro do Consulado, contra a vontade dos diplomatas, por uma equipe da Inteligência da Força Aérea. Ou seja, um cidadão inglês atuando em um grupo terrorista nacional sob a virtual proteção do Consulado! 

A partir de uma profunda autocrítica realizada por esses militantes, no Chile, o MR8, em um Pleno, realizado em dezembro de 1972, abandonou a luta armada, definindo-se pelo trabalho de massa, considerado uma absoluta necessidade histórica. Retemperado pela autocrítica e rejuvenescido pela nova linha política, o MR8 voltaria, no ano seguinte, 1973, às suas atividades no Brasil, gradativamente deixando de ser uma organização guerrilheira e transformando-se em um balcão de negócios. Inicialmente tornando-se a chamada “Juventude do PMDB”, ou seja, a ala esquerda do PMDB, sobrevivendo graças ao auxílio financeiro recebido, durante anos, de um ex-governador de São Paulo, auxílio que permitiu a manutenção, desde então até hoje, de um jornal – “Hora do Povo” – editado às terças e sextas-feiras. (Mídia sem Mascara, Carlos Azambuja). 

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".