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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Chávez decepciona e amarga queda de popularidade

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Roberto Lameirinhas – O Estado de São Paulo em domingo, 6 abril de 2008

Campeão das urnas, protagonista de nove vitórias seguidas sobre a oposição, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, só tem recebido más notícias dos institutos de pesquisa desde sua primeira derrota eleitoral, em 2 de dezembro, quando fracassou na tentativa de impor por meio de um referendo uma reforma constitucional que reforçaria seus poderes e lhe permitiria candidatar-se a infinitas reeleições. Nos últimos dias, dois institutos, o Datos e o Keller & Associados, mostraram que a popularidade de Chávez está hoje na casa dos 37% - segundo analistas, com tendência de baixa.

Houve uma ruptura na estranha relação de afeto que existia entre Chávez e a população mais pobre”, disse ao Estado o presidente do Keller & Associados, Alfredo Keller. “O presidente chegou ao poder como a grande esperança de promover a distribuição da riqueza e reduzir o abismo que separa ricos e pobres no país. Mas, apesar da alta do preço do petróleo, a condição de vida da população não melhorou no ritmo esperado.

O declínio acentuado da popularidade de Chávez põe em xeque os candidatos chavistas nas eleições do fim deste ano para governadores e prefeitos. Mesmo após o revés de dezembro, o presidente rejeita os números das últimas pesquisas. No programa Alô, Presidente! do domingo passado, disse que “há pesquisas que põem a aprovação do governo na faixa dos 20%”, acrescentando: “Acho que esses institutos fizeram essa pesquisa não aqui, mas nos EUA, e se referem à popularidade de George W. Bush.”

Os especialistas venezuelanos têm apontado inúmeros erros de cálculo de Chávez, principalmente depois de sua reeleição, em dezembro de 2006, quando venceu o candidato da oposição, Manuel Rosales, com quase dois terços dos votos. A confiança de mais de 65% dos eleitores em 2006 começou a virar fumaça já nos primeiros discursos do presidente após a vitória. Neles, Chávez anunciou a fundação do seu “socialismo do século 21” - cujo conceito nem ele nem nenhum chavista conseguiu definir claramente (C. T. - do mesmo jeito que o SOCIALISMO PETISTA, que não existe enquanto projeto pois será criado ao longo do tempo, a maneira perfeita de atribuir TODOS OS PROBLEMAS desta mudança a quem quer que seja, menos ao PT e de não assumir a responsabilidade, portanto, com o processo, o que caracteriza a SOCIOPATIA DESTA ESQUERDA LATINO-AMERICANA) -, decidiu reunir todos os grupos de sua base de apoio num partido único, informou que não renovaria a concessão da emissora Radio Caracas Televisión e lançou a proposta de reforma constitucional que seria sepultada pelos eleitores em dezembro.

Durante esse período, o petróleo que jorra abundantemente na Venezuela atingiu preços recordes, enchendo ainda mais os cofres do Estado. Mas, nas ruas de Caracas, os venezuelanos não sentem que essa riqueza lhes tenha beneficiado.

“Chávez criou uma expectativa altíssima em relação ao projeto de acabar com a pobreza na Venezuela, acabou vendendo uma ilusão”, afirmou Keller. “Como essas expectativas acabaram não se concretizando, o que sobrou foi a frustração. Aos poucos, o eleitor pobre que votava cegamente no chavismo vai assimilando o discurso da oposição e dando razão a esse discurso.”

“Ser chavista, hoje, não é mais que uma questão de fé”, explicou o jornalista Teodoro Petkoff, diretor do jornal Tal Cual e ferrenho opositor de Chávez. “Administrativamente, não há nenhum setor do governo que funcione bem. Politicamente, Chávez é truculento e centralizador.”

Os programas sociais da “revolução bolivariana” andam a passos lentos. A infra-estrutura do serviço de saúde pública não avança na mesma proporção dos bilhões de dólares destinados para o setor. A educação, segundo denúncias da oposição, foi submetida a uma reforma liderada pelo irmão de Chávez, Adán, que visa mais a doutrinar os estudantes do que a capacitá-los para o mercado de trabalho.

A segurança pública deteriora-se cada vez mais, fazendo com que o número de seqüestros aumentasse 900% desde 1999, quando se registraram 44 ocorrências - no ano passado, foram 382 casos.

No campo econômico, apesar do crescimento impulsionado pelos petrodólares, a inflação real está na faixa dos 20% ao ano. O câmbio controlado, que estabelece a cotação oficial de US$ 1 por 2,1 bolívares fortes, provoca distorções que elevam o dólar a até 4 bolívares por unidade no mercado negro - no fim do ano passado, a perspectiva de aprovação da reforma constitucional de Chávez levou o dólar à cotação de até 6 bolívares. A cesta básica está em 220 bolívares fortes, mais de US$ 100 pelo câmbio oficial.

O desabastecimento de produtos generalizou-se desde o ano passado. Em janeiro, o leite converteu-se em artigo raro, causando a revolta em boa parte da parcela da população que normalmente apoiava Chávez.

“A falta de leite jogou um papel-chave na derrota do governo no referendo constitucional de dezembro”, analisou Keller. “Nenhum outro alimento representa um símbolo tão forte, porque está ligado à nutrição das crianças. Muitos eleitores chavistas responsabilizaram Chávez por isso. Era comum ouvir fases do tipo: ‘O presidente não tem coração! Como pode deixar faltar leite para as crianças?’”

Até agora ausentes do debate político nacional - em boa parte por causa do controle que o chavismo exerce sobre os Poderes Judiciário e Legislativo -, surgiram há duas semanas denúncias de corrupção que atingem a família de Chávez. Segundo essas acusações, parentes do presidente têm comprado vastas porções de terras no Estado de Barinas, de onde são originários, por meio de testas-de-ferro.

Crescem também as denúncias de irregularidades nos conselhos comunitários, criados por Chávez para fortalecer seu controle político nas bases do chavismo. Os conselhos são financiados diretamente pela presidência da república e seus recursos são geridos e fiscalizados por agentes da própria comunidade, de forma autônoma. O problema para Chávez é que a corrupção num organismo paraestatal tão próximo às bases não pode ser escondida da população.

“Os conselhos comunitários democratizaram a corrupção, que antes era praticada nas grandes negociatas, na segurança dos gabinetes”, afirma Keller. “Os relativamente pequenos desvios do dinheiro público nos 80 mil conselhos comunitários são muito mais visíveis do que as falcatruas milionárias.”

COMENTÁRIO:
Por Gabriela/Gaúcho

Não aceitamos e duvidamos que as "lombrigas" de Lula possam servir de bandeira a sua campanha ilegal e antecipada para tentar impor um terceiro mandato, cuja maioria da população rejeita

Na Venezuela está acontecendo algo excelente entre os cidadãos: eles estão tendo cada vez mais CONSCIÊNCIA da tragédia e estão fartos da figura gosmenta e mentirosa de Chávez.

Enquanto que, aqui, a CONSCIÊNCIA coletiva do brasileiro passa por um apagão moral, ou seja: quanto mais se mente e se rouba, mais o povão gosta e aplaude a figura mais deplorável de todos os tempos.

Páginas e mais páginas dos jornais se dedicam a divulgar sobre a lama da quadrilha que se instalou no governo, mas, Lula ainda continua nas alturas. Isto deveria merecer provocar nas OPOSIÇÕES, a desconfiança e a necessidade de se de tirar a limpo essa história de pesquisas aqui no Brasil, contratando Institutos de pesquisas mais isentos como os da Venezuela, por exemplo, para sabermos se de fato o Sr. Inácio Lula da Silva goza de tanta popularidade, e se está com essa bola toda. Duvido que sejamos um país de orelhudos e burros como o Lula nos quer fazer acreditar!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".