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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Junta Coordenadora Revolucionaria y la Operacion Cóndor

Do portal TERNUMA - TERRORISMO NUNCA MAIS

Ternuma Regional Brasília

Pelo General de Divisão Ref Agnaldo Del Nero Augusto

A partir de 1967 nosso País enfrentou uma Guerra Irregular conduzida por cerca de vinte organizações de corte comunista (stalinistas, trotskistas, maoístas, castristas...). Apoiadas do exterior, haviam se preparado para a luta armada, realizando o adestramento de seus militantes, propiciando-lhes treinamento em técnicas de guerrilha em Cuba, na China e na URSS, nesta ordem de importância.

Considerando as condições objetivas favoráveis e a existência de países pertencentes ao Movimento Comunista Internacional, que atendendo a sua estratégia, estavam interessados em incentivá-las e dispostos a apoiá-las no recurso à violência, haviam optado pela luta armada, que caracteriza-se pelo emprego deliberado e abrangente da violência como instrumento para a tomada do poder.

O ingresso nessa situação excepcional é uma decisão decorrente da vontade política na sua essência. É o momento decisivo em que se mudam de pacíficos para violentos os meios empregados para atingir o objetivo político – a transformação da estrutura socioeconômica da sociedade, a implantação do regime de seus sonhos. O regime da justiça social, que sua propaganda tornara privilegio do regime comunista, um regime totalitário. Um regime sanguinário que exterminou milhões de pessoas onde foi implantado. Quem toma essa grave decisão deve avaliar todas as suas conseqüências e responder por ela. É o momento em que se inicia a guerra.

O País começava a enfrentar uma guerra não declarada, clandestina e sem limites, conduzida à sorrelfa, por uma decisão política unilateral das organizações comunistas atuantes no País. Inicia-se com os atentados terroristas. Em pouco tempo, mais de cinqüenta atentados tinham sido realizados, a maioria em São Paulo, tendo como alvo quartéis, jornais considerados favoráveis ao Governo ou anticomunistas, meios de transporte coletivo, residências de autoridades e representações diplomáticas. Milhões de cruzeiros roubados, vultosos danos materiais à propriedade pública e privada. Dezenas de assaltos a bancos e carros pagadores para expropriação de fundos. Assaltos a pedreiras para roubo de dinamite e cordéis detonantes e diversos assaltos a casas de armas e a quartéis para roubo de armas e munições. Assassinatos de pessoas inocentes alheias a esse embate. Greves políticas, inclusive com a invasão de fábricas e feitura de reféns.

Em julho de 1968, as passeatas acompanhadas de depredações de edifícios públicos e estabelecimentos bancários e comerciais, incêndio de viaturas, ocupação de faculdades e enfrentamento aberto à polícia ganhavam caráter de sublevação. Movidas por slogans e palavras de ordem engendradas pelas organizações comunistas que atuavam no seu seio ajudavam a dissimular o verdadeiro objetivo dessas organizações. Assassinatos de pessoas inocentes ou mesmo inimigos que, no eufemismo cínico das esquerdas eram classificados como “justiçamentos”, assim como atentados a autoridades e representações diplomáticas, constituíam uma forma de amedrontar a população, de testar o amadurecimento e o grau de aceitação dos movimentos e incentivar a desobediência civil e até mesmo de verificar a capacidade repressora da autoridade legal. Esse conjunto caracteriza a eclosão da guerrilha urbana que, normalmente, culmina em insurreições.

Várias organizações terroristas haviam selecionado áreas propícias para a guerrilha rural e adquirido sítios que lhes servisse de apoio, algumas haviam iniciado o trabalho de campo, assentando seus militantes nessas áreas. Pelo menos o PC do B iniciara a guerrilha rural e outras organizações estavam prestes a deflagrá-la. A guerra irregular é, de qualquer maneira, uma guerra. É guerra real não um substituto da guerra, nem uma operação que se aproxima da guerra – ou qualquer outra expressão que se pudesse usar numa circunscrição semântica(...) É a guerra promovida fora dos quadros das convenções, na qual leis e normas criadas para a guerra convencional não são aplicáveis ou só são aplicáveis em nível periférico. Quem a promove não conhece quaisquer obrigações, pois nada o submete à obediência da lei civil, da lei internacional, e não há o que o submeta à lei da guerra.

Nos regimes democráticos, o combate a esse tipo de guerra conduzirá o Governo a um dilema: impor certas restrições ao Estado de direito ou correr sério risco de ser derrotado, com todas as conseqüências que essa derrota implicará, para o regime e para a população, que tem a obrigação de proteger. E essa guerra não afeta o Estado de Direito, à vida? O Brasil decidiu se defender e conduzia as ações necessárias com êxito crescente e o mínimo de constrangimento à população ordeira. Todavia, nos anos 70, essas ações recrudesceram, com seqüestros de autoridades estrangeiras por cuja segurança o Pais é responsável, seqüestros de aeronaves e outros atos de terror.

Não era só o Brasil que sofria esses ataques das organizações subversivas comunistas, mas boa parte dos países latino-americanos estavam envolvidos com essas ações deletérias. Nessas circunstâncias, experiências e informações eram trocadas pelos países atingidos pelo mesmo mal por meio de Conferências Bilaterais. Mas também se aprende com o inimigo. A Internacional Comunista não fazia um rígida coordenação dos países comunistas, que para ingresso na organização deveriam cumprir as 21 condições que impunha? A Organização Latino Americana de Solidariedade - OLAS, não se propunha a coordenar a luta armada de seus 27 afilhados latino-americanos, inclusive o Brasil? Cuba, além da Tricontinental, instrumento de coordenação revolucionária, não oferecia preparo e apoio financeiro às atividades guerrilheiras desses países? E não criara a Organização Continental Latino Americana de Estudantes - OCLAE, para cooptar estudantes, orientar e apoiar suas entidades em atividades subversivas?

As organizações terroristas latino-americanas eram apoiadas pela Junta de Coordenação Revolucionária- JCR. Por seu intermédio, trocavam experiências e apoio, particularmente, para a circulação de terroristas, na suas idas e vindas dos treinamentos guerrilheiros e para suas ações em terceiros países. O que pretendiam os “italianos”, membros da organização subversiva comunista Montoneros, ao ingressarem ilegalmente no País? Que crime há em tê-los prendido? O Brasil não enviou há pouco para Cuba os atletas participantes do PAN? Alguém se importou em saber se estão vivos, ou com o que pode acontecer com eles? Algum jornal colocou chamativas manchetes em primeira página? Se desaparecem o generoso governo esquerdista vai indenizar suas famílias, como indenizou as italianas?

Operação Condor - um pouco de história

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Carlos I.S. Azambuja em 10 de setembro de 2003

Resumo: O processo contra o general Pinochet parece ser um acerto de contas, uma vingança política contra quem destruiu um mito marxista, derrubando do poder de um governo comunista.

© 2003 MidiaSemMascara.org

Quando da prisão do general Augusto Pinochet, em Londres, em 1999, foram publicadas no Brasil várias reportagens, algumas de página inteira, sobre a denominada "Operação Condor" (década de 70), buscando vincular especialmente o extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), além de outros órgãos de inteligência brasileiros, à referida operação, por terem "cooperado para formar e preparar quadros para os órgãos de repressão das ditaduras chilena, argentina, boliviana, uruguaia e paraguaia".

(O Globo de 5 de janeiro de 1999).

Após indiciar o general Pinochet por genocídio, o juiz espanhol Baltasar Garzón (ex-deputado socialista) passou a buscar documentos objetivando demonstrar que, depois da deposição de Salvador Allende, no Chile, em 11 de setembro de 1973, os governos de cinco países - Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai - uniram-se, sob o comando da DINA, o Serviço de Inteligência chileno, numa espécie de "Mercosul do terror". A parceria teria sido formalizada em 1975, sendo denominada "Operação Condor".

Nesse mister, o juiz Garzón conta com a colaboração do advogado espanhol Joan E. Garcés, assessor de Allende, no Chile, de 1971 a 1973, que abandonou o Palácio La Moneda minutos antes do suicídio deste último. Joan Garcés, posteriormente, em 1976, foi o fundador, na Espanha, da Federação dos Partidos Socialistas, e, em 1979, da esquerda socialista do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Felipe González.

Em 1976, Joan Garcés escreveu o livro Allende e as Armas da Política, editado no Brasil em 1993 por uma tal Editora Scritta e traduzido pelo escritor e jornalista brasileiro Emir Sader, que viveu no Chile como auto-exilado durante o governo Allende, onde integrou os quadros do Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR).

Vamos aos fatos. Ou seja, àquilo que os jornalistas que abordaram o tema não disseram ou não quiseram dizer. Muitos dados aqui relatados foram extraídos do livro Europa Versus Pinochet - Indebido Proceso, escrito por Hermógenes Perez de Arce, professor universitário e colaborador do jornal El Mercúrio. O livro foi lançado em Santiago do Chile em 1998, e já está em segunda edição.

Deve ficar claro que, quando existe uma ameaça terrorista de caráter internacional, os órgãos de segurança dos países ameaçados se coordenam. Sempre foi assim, e continua sendo. Nesse sentido, a France-Press divulgou, em 21 de novembro de 1998, o seguinte telegrama: "O presidente francês Jacques Chirac e o primeiro-ministro Lionel Jospin confirmaram ao chefe do governo espanhol, José Maria Aznar, a adesão da França à luta antiterrorista na Espanha, ao ser concluída, ontem, a reunião de cúpula França-Espanha, em La Rochelle". Ou seja, esses dois países coordenam seus órgãos de inteligência para combater a ETA basca.

Esse acordo não ficou no papel. No dia 10 de março de 1999, O Globo transcreveu um telegrama vindo de Paris, segundo o qual "as forças de segurança da França e da Espanha" haviam detido no dia anterior, em território francês, seis espanhóis, membros do grupo ETA, "incluindo o chefe militar José Javier Arizcuren Ruiz, conhecido como ‘Kantari’, procurado desde a década de 80 e acusado de haver tentado matar o rei Juan Carlos I, em Palma de Mallorca, em 1995 (...) A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a França e a Espanha".

Voltando à América Latina, é preciso recordar que o desafio terrorista contra os governos do continente, há 25 anos, nada mais era do que uma derivação da Guerra Fria.

Em 1974 - menos de um ano após a deposição de Allende - foi fundada em Paris uma Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), integrada pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) boliviano, o Exército Revolucionário do Povo (ERP) argentino, o Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros (MLN-T) uruguaio e o Movimento de Izquierda Revolucionário (MIR) chileno.

O secretário-geral da JCR era o cubano Fernando Luis Alvarez, membro da Direção Geral de Inteligência (DGI) cubana, e casado com Ana Maria Guevara, irmã de Che Guevara - o que conferia à JCR um caráter de instrumento do Estado cubano.

Pouco tempo depois, em outubro de 1974, a Comissão Política do MIR, através de seu jornal El Rebelde en la Clandestinidad, dava conta do fato nos seguintes termos: "No campo internacional, nosso partido redobrará a coordenação e o trabalho conjunto com o ERP, O MLN-T e o ELN da Bolívia, e junto a eles lutará para fortalecer e acelerar o processo de coordenação da esquerda revolucionária latino-americana e mundial (...) Chamamos a todas as organizações e movimentos irmãos a redobrar a luta em seus próprios países, a fortalecer e ampliar a Junta Coordenadora do Cone Sul (...)".

O dirigente do PC Chileno Orlando Millas, já falecido, e que também foi ministro do governo Allende, escreveu em suas Memórias, 1957-1991 (Santiago: Ediciones Chile-América, 1995, pp. 186-187), o seguinte: "Reunimo-nos em Moscou, em 1974, os membros da Comissão Política do partido que estávamos no exílio, ou seja, os titulares Volodia Teitelboim, Gladys Marin (atual secretária-geral do Partido Comunista Chileno), eu e o suplente Manuel Cantero. Nessa oportunidade soube do acordo a que haviam chegado, em Havana, dirigentes dos respectivos partidos (chileno e cubano), para que contingentes de militantes comunistas chilenos fossem aceitos como alunos, na qualidade de cadetes, na Escola Militar de Cuba.

Foi recrutada para essa tarefa a nata da nova geração no exílio. Senti que os conduzíamos a queimar-se no Chile em batalhas impossíveis. Quem menos direito tem de criticá-los somos nós, que assumimos a responsabilidade, estremecedora, de sugerir-lhes, sendo adolescentes, que o caminho para ser dignos de seu povo deveria ser percorrido empunhando armas".

Infelizmente, isso não aconteceu somente no Chile. No Brasil, também na década de 70, mais da metade dos que foram mandados para a morte pela direção do Partido Comunista do Brasil, nas selvas do Araguaia, eram jovens estudantes ou recém-formados.

Anteriormente a tudo isso, no Congresso do Partido Socialista Chileno, ao qual pertencia Salvador Allende, realizado na cidade de Chillán, em 1967, foi aprovada uma Resolução Política que dizia: "(...) A violência revolucionária é inevitável e legítima (...) Só destruindo o aparato burocrático e militar do Estado-burguês pode consolidar-se a revolução socialista". Essa linha política foi confirmada no Congresso realizado em 1971 - ano em que Allende assumiu o governo -, realizado na cidade de La Serena.

A decisão do PS chileno de optar pela "violência revolucionária" estava de acordo com os protocolos adotados no ano anterior (1966) em Havana, na Conferência Tricontinental, quando foi aprovada pela unanimidade das 27 delegações presentes a sugestão de criar a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS) - ondas, em espanhol -, uma cópia do Komintern dos anos 30, um pacto político-militar para revolucionar a América Latina. O autor dessa proposta foi o delegado que representava o Partido Socialista Chileno: Salvador Allende.

Quem melhor resumiu a consistência da ameaça armada ilegal constituída durante os quase três anos em que Allende esteve no governo foi o ex-senador e ex-presidente do Partido Socialista durante o referido governo, Carlos Altamirano. No livro da jornalista Patrícia Politzer, editado no Chile em 1995, pode ser lido o seguinte diálogo:

Entrevistadora - Quantos homens formavam esse modestíssimo aparato armado do Partido Socialista?

Altamirano - Mas ou menos mil a mil e quinhentos homens, com armas leves.

Entrevistadora - Mil homens não é pouco.

Altamirano - Não seria pouco se houvesse uma coordenação com o aparato militar do MIR, que supostamente era bem mais importante que o nosso, com o do Partido Comunista, que também era maior, e com os que tinham o MAPU e a Esquerda Cristã. Mas essa coordenação não aconteceu...

É evidente que o número de 1.000 a 1.500 homens do PS, 3.000 a 5.000 do MIR ("bem mais importante"), 2.000 do Partido Comunista (que "também era maior"), do MAPU e da Esquerda Cristã, aproximadamente 1.000, redundava em um total aproximado de 10.000 homens armados que, somado aos "companheiros de Tropas" (referidos por Patrício La Guardia, como se verá adiante) e a um número indeterminado de outros estrangeiros, era, sem dúvida, um contingente respeitável.

Nos anos 80, a ação armada subversiva ganhou impulso no Chile, com os sucessivos desembarques de armas realizados desde navios cubanos, em janeiro, junho e julho de 1986: 3.200 fuzis, 114 lança-foguetes soviéticos RPG-7, 167 foguetes anti-blindagem LAW (alguns utilizados no atentado contra Pinochet nesse mesmo ano de 1986, que causou a morte de 5 militares de sua escolta), granadas, munições e outras armas (v. livro Chile, Crônica de um Assédio, Santiago, 1992, tomo I, p. 98). Ou seja, o maior contrabando de armas jamais registrado na América Latina.

A prova da intervenção cubana e de que um contingente dessa nacionalidade encontrava-se no Chile durante o governo Allende, inclusive integrando a segurança pessoal do presidente, pode ser encontrada em uma publicação cubana sobre o julgamento, muitos anos mais tarde, já no final da década de 80, de diversos altos oficiais do Exército cubano acusados de narcotráfico. Um desses oficiais, Patrício La Guardia, amigo pessoal de Fidel Castro, condenado à morte e fuzilado, viu-se submetido ao seguinte interrogatório:

Pergunta - E missões internacionalistas, além dessa de Angola, que cumpriu anteriormente?

Resposta de Patrício La Guardia - Estive no Chile. Fui condecorado com a Medalha Internacionalista de Primeiro Grau porque estava no Chile à frente dos companheiros de Tropas, quando do golpe de Estado, e cumpri outras operações especiais.

("Vindicación de Cuba 1989", Editorial Política, Havana, Cuba, p. 291).

O ex-presidente chileno Eduardo Frei, pai do atual presidente Eduardo Frei, em declarações ao jornal ABC, de Madri, Espanha, disse o seguinte: "O marxismo, com o conhecimento e a aprovação de Salvador Allende, e talvez por instigação dele próprio, havia introduzido no Chile inumeráveis arsenais, que eram guardados em residências, escritórios, fábricas e armazéns. O mundo não sabe que o marxismo chileno dispunha de um armamento superior em número e qualidade que o do Exército (...) Os militares salvaram o Chile e a todos nós, cujas vidas não são, certamente, tão importantes quanto o Chile".

Pergunta-se o que poderiam fazer os governos ameaçados frente a duas internacionais terroristas - a OLAS, nos anos 60, e a JCR, nos anos 70? Obviamente, o mesmo que fazem hoje França e Espanha: coordenar suas ações antiterroristas. Assim teria nascido a Operação Condor.

Se no decorrer das operações repressivas foram cometidos delitos, sucedeu algo parecido com o grupo espanhol denominado GAL (Grupos Antiterroristas de Libertação), constituído por elementos pertencentes aos órgãos de inteligência espanhóis. A responsabilidade pelos delitos deveriam recair sobre as pessoas que os cometeram, como, de fato, recaiu. Em 19 de julho de 1998 o Supremo Tribunal da Espanha condenou vários auxiliares de Felipe Gonzalez (que governou a Espanha por 14 anos, de 1982 a 1996), inclusive seu Ministro da Justiça, por crimes praticados durante a luta contra a ETA basca.

Em nenhum momento, porém, os diligentes juizes espanhóis pensaram em responsabilizar Felipe Gonzalez por esses crimes.

Assim como ao juiz espanhol Baltasar Garzón não ocorreu submeter a processo Felipe Gonzalez, tampouco existe fundamento para acusar o atual senador Pinochet por alguma atuação indevida de seus subordinados quando presidente do Chile durante o desenrolar da Operação Condor.

Hoje, no entanto, o juiz Baltasar Garzón, assessorado por Joan Garcéz, busca satanizar a Operação Condor. É indiscutível, porém, que face a um desafio terrorista coordenado, que não era um pic-nic, os órgãos de inteligência dos países ameaçados fizeram o mínimo que deveriam fazer: coordenar-se. E deverão fazê-lo sempre.

Uma outra acusação feita a Pinochet é a de "genocídio", por haver supostamente perseguido um grupo político: o de comunistas nativos e estrangeiros exilados no Chile. Tal delito, no entanto, é tipificado pela Convenção sobre Genocídio de 1948 como "a perseguição a um grupo nacional, étnico, racial ou religioso", e não de grupos políticos. E mais: a Convenção Internacional para crimes de genocídio, patrocinada pela ONU, estabelece expressamente que o tribunal competente para julgar esse tipo de crime é o do lugar onde foi cometido o delito.

Sobre o assassinato, nos EUA, do ex-chanceler de Allende Orlando Letelier, pelo qual juiz Garzón também responsabiliza Pinochet, recorde-se uma entrevista de seu filho, o deputado Juan Pablo Letelier, a uma jornalista, em Santiago, em 1995:

Pergunta - O sr. tem se dedicado nos últimos tempos a exculpar de toda a responsabilidade o Exército do Chile e seu Comandante em Chefe pela morte de seu pai. Por que?

Resposta - Não me dediquei a exculpar. O que já disse, por mais de uma vez, porque me ensinaram a falar a verdade, é que não há nenhuma evidência que flua do processo, de milhares de folhas, que permita sustentar que tenha havido participação do Exército ou de seu Comandante em Chefe no assassinato de meu pai.

(jornal "El Mercurio" de 4 de junho de 1995, página D-2).

A comunidade jurídica internacional sempre considerou profundamente injusto julgar uma época bom base nos padrões morais de outra. Por isso, entre outras razões, existe universalmente a prescrição que prevê que o transcurso do tempo extingue as responsabilidades. Existe, pois, um ingrediente de tremenda injustiça em querer julgar, 25 anos depois, acontecimentos que hoje parecem desprovidos de toda carga de incerteza, temor e ódio que existiam no Chile e em toda a América Latina nos anos 70. Sempre, "antes" as coisas são diferentes do que parecem "depois", quando o perigo já passou. Um velho ditado diz que "depois da batalha, todos são generais".

O terrorismo e os terroristas, por sua vez, não têm que responder ante ninguém. Se triunfa, converte-se em um regime totalitário, e este, por definição, não tem que responder por seus atos. Se é derrotado, converte suas baixas em "vítimas", e descreve a guerra suja que perdeu como um "extermínio" - ou, como deseja o juiz Garzón, um "genocídio".

Em 1990, mesmo depois do Governo Militar, as vítimas do "genocídio" e do "extermínio" continuaram a atuar, e assassinaram, em plena democracia, o coronel Fontaine, do Corpo de Carabineiros, o Major do Exército Carlos Perez e sua mulher, e feriram gravemente os generais Leigh e Ruiz, da Força Aérea, em atentados.

No Chile, durante os primeiros anos do Governo Militar, o juiz Rafael Retamal, que havia sido presidente da Corte Suprema, ante um requerimento de que a Justiça fosse mais severa com os "excessos repressivos", replicou: "Os extremistas iam nos matar a todos. Ante essa realidade, deixemos que os militares façam a parte suja. Depois chegará a hora dos direitos".

Hoje, não só no Chile, alguns extremistas, que insistem em fazer um boca-a-boca na falida doutrina "científica", e correligionários seus, defensores dos direitos humanos, acusam de "assassinos" os militares. Porém, o então ministro da Supremo Tribunal, e depois presidente desse tribunal, temia ser assassinado pelos extremistas. Quem eram, então, os assassinos?

Nos anos 60 e 70 o mundo vivia sob a chamada Guerra Fria. A possibilidade de um conflito bélico global sempre esteve presente. Na América Latina, a exportação da guerrilha e do terrorismo, de Cuba para o restante do continente, era uma constante. Em 1967, Che Guevara havia sido morto na Bolívia à frente de um grupo de guerrilheiros cubanos. Um grande desembarque de armas extremistas havia sido descoberto e frustrado na Venezuela. Fidel Castro e Guevara falavam abertamente que os Andes se converteriam na "Sierra Maestra do continente" e que seriam criados "vários Vietnãs". Então, os Tupamaros no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile e Marighela e Lamarca no Brasil, atuavam coordenados sob a batuta da Inteligência cubana.

***

Para concluir, deve ser recordado que, recentemente, em 3 de julho de 1998, o comandante Fidel Castro, em discurso pronunciado quando do encerramento de um seminário, em Havana, sobre o tema "Globalização", convocado pela Associação de Economistas da América Latina, reconheceu seu papel de promotor da guerrilha em toda a América Latina nos anos 60. Guerrilha que fez uma montanha de mortos.

Todos os argumentos e relatos acima serviriam para que o pedido de prisão de Garzón-Garcéz contra o atual senador Pinochet fosse arquivado pela Câmara dos Lordes inglesa. Todavia, isso não seria politicamente correto, pois Pinochet não é de esquerda. O processo contra ele parece ser um acerto de contas, uma vingança política contra quem destruiu um mito marxista: a derrubada do poder de um governo comunista.

É isso que a esquerda de todos os matizes não admite, não aceita e não perdoa.

Carlos I. S. Azambuja é historiador.

Operação Condor II

Do portal TERNUMA - TERRORISMO NUNCA MAIS

Ternuma Regional Brasília

Pelo General de Divisão Ref Agnaldo Del Nero Augusto

Pretendia escrever mais um artigo sobre o assunto, complementando o artigo anterior que escrevi para o TERNUMA, apenas para oferecer informação mais detalhada sobre a Junta de Coordenação Revolucionária – JCR, baseado em dados contidos em artigo do historiador Azambuja, publicado no site MSN em 2003.

A minha preocupação sempre foi, como continua sendo, exclusivamente, esclarecer, principalmente os mais jovens, em especial os militares, sobre a permanente deturpação ideológica dos fatos, distorcendo a atuação das Forças Armadas, na luta a que foram levadas a travar para a manutenção da Democracia, aspiração tantas vezes demonstrada pela população brasileira.

Hoje, fui surpreendido com reportagem no O Estado de São Paulo. Surpreendido com o teor das informações, onde alhos são misturados com bugalhos. Informações que obteve, não sei aonde, são colocadas, de forma ambígua, como se tivessem sido prestadas por mim. O jornalista que a produziu leu meu artigo, provavelmente acessando o site do Ternuma. Queria confirmá-lo. Ora, eu não tinha motivo nenhum para rever o que escrevi.

Idiota, conversei descontraidamente com o repórter, falando em tese. Se as organizações subversivas comunistas haviam se organizado internacionalmente para continuar a luta terrorista, para a implantação do regime comunista, absurdo seria que as forças opostas não se organizassem para a troca de informações.

Enfatizei esse aspecto, citando o especialista no assunto, o norte-americano John Dinges, autor do mais exaustivo estudo sobre a repressão da esquerda no Cone Sul. Dinges, segundo tomei conhecimento pela Internet, afirmou em palestra realizada na Universidade de São Paulo - USP, que a participação do Brasil na operação se limitou a fornecer informações e a treinar agentes estrangeiros. Compreende-se que o repórter precise de matéria para preencher o espaço que lhe é atribuído. Os detalhes da referida palestra seriam esclarecedores e acredito que assunto suficiente para que cumprisse sua tarefa semanal. Gostaria de conhecê-los, assim como, acredito, todos os companheiros cujo objetivo seja conhecer a VERDADE. A USP fica ai próximo ao Estadão, um as margens do Tiete, a outra as margens do Pinheiros. Mas esse dado, importante foi omitido.

O general é o “dono, o gerente da guerra no Mercosul”. Teria orgulho se tivesse sido. Sei que meus amigos sabem que não são minhas as informações que quiseram colar-me nesse patamar.

Não fui chefe da Secção de Informações do Estado-Maior do 2o Exército, nunca servi na Seção de Operações do Centro de Informações do Exército, em conseqüência, não poderia tornar-me seu chefe.

Não tenho dupla personalidade e esse desabafo serve mais para minha família, abismada com essa loucura. Para meus filhos e particularmente minha mulher, muito mais inteligente do que eu e que sempre ficava preocupada, quando por educação, atendia a algum jornalista.

Vejamos, porém, mais um caso.

O jornalista mostrava-se muito mais informado do que eu a propósito da tal Operação. Perguntou-me a respeito de dois “italianos” que teriam sido presos no Brasil. Tomei conhecimento do caso pelos jornais desses dias e lhe respondi em tese.

O que pretendiam os “italianos”, membros da organização subversiva comunista Montoneros, ao ingressarem ilegalmente no País?

Sabe-se lá se estavam de passagem, ou viriam realizar seus atos de terror no país.

Entrando ilegalmente no país eram presos. Pertencentes a uma organização terrorista argentina eram devolvidos àquele país. Que crime há em tê-los prendido ou devolvido-os a sua origem?

O Brasil não enviou há pouco para Cuba os atletas participantes do PAN que, ao que consta não eram terroristas, nem se podia prever que pudessem realizar alguma ação prejudicial ao país, embora fossem “violentos” boxeadores?

Alguém, se importou em saber se estão vivos, ou com o que pode acontecer com eles?

Se desaparecem, ou não mais puderem exercer suas atividades, seus meios de sustento, o generoso governo esquerdista vai indenizar suas famílias, como indenizou as “italianas”, ou a dos terroristas que atuaram no país, assassinando inocentes, assaltando, seqüestrando?

O Sr Ministro da Justiça vai ser considerado co-participante de seus desaparecimentos ou da supressão de seus meios de vida?

Essa parte do meu artigo e da conversa não foi aventada.

Naturalmente essa nossa interferência ocorre, por nos sentirmos ofendidos, quando vemos jovens jornalistas, nem por questão ideológica, mas por mera ignorância, emitir opiniões desbaratadas, vilipendiando,destratando,desqualificando oficiais generais, que exerceram os mais importantes cargos no Exército e no País e o Exército se fazendo de surdo e mudo, ou pelo menos não informando que providências pretende tomar.

Uma questão final. Desejo explicar o sentido em que foi empregado o termo idiota utilizado no início desse artigo, em razão da mudança de seu significado ao longo do tempo. Ali ele pode ser substituído por tolo ou simplório, como queiram. Idiota, na Grécia antiga era empregado para classificar pessoas não integradas na Polis, que não se interessavam ou participavam dos assuntos públicos, de grande importância naquela época e só se ocupavam de si próprios. Idiota, na acepção atual é o individuo pouco inteligente, estúpido, imbecil.

Nesse sentido, alerto aos companheiros, coisa sabida, mas o idiota só aprende apanhando, não pense que poderá esclarecer os fatos, restabelecer a verdade, por intermédio de colunistas, de jornalistas de plantão. Não seja educado. Simplesmente não os atenda. Eu lhes garanto que aprendi e arrependo-me de não ter ouvido os sábios conselhos de minha mulher que, graças à Deus, nunca foi idiota.

Por outro lado, na acepção antiga, sempre achei, que mais ainda, precisávamos deixar de ser idiotas e nesse sentido não me sinto idiota. Precisamos participar, naturalmente escolhendo com inteligência os poucos meios e formas que nos restam. Precisamos “denunciar insistentemente a vigarice, a mentira intelectual, a impostura" para restabelecer a verdade. E esse esforço precisa ser feito, simplesmente porque não temos do que nos penitenciar, do que nos envergonhar.

Se amanhã, a nova Junta de Coordenação Revolucionária, que ganhou o inocente nome de Foro de São Paulo, criar as condições para impor o seu lema, de recuperar na América Latina o que perdeu no Leste europeu, isto é, os regimes comunistas, a população brasileira acordara e amante da liberdade e da democracia, de que já deu inúmeras e incontestes demonstrações, apelará para as Forças Armadas.

Seus chefes devem estar cientes do ensinamento de Carlyle: “O homem que quer proceder conscientemente sempre deve crer firmemente”. Para crer é preciso ter por certo, ter confiança. Os militares somente serão eficientes se acreditarem nas qualidades superiores da democracia, orgulharem-se de sua força e de seu País e tiverem respeito e admiração pelos chefes que os precederam. Com essa permanente deturpação da memória nacional e o constante vilipêndio das Forças Armadas, os mais jovens crêem firmemente? Estão preparados para defender esses valores até com o sacrifício da própria vida?

Mas a Democracia é isso mesmo. Seu paradoxo é que as próprias qualidades que a tornam tão vulnerável são as mesmas qualidades que a tornam superior a outros sistemas e que tanto vale preservar.

As Forças Armadas, tão vilipendiadas, precisam ter em mente o ensinamento de Carlyle: O homem que quer proceder conscienciosamente sempre deve crer firmemente. Mas para crer é preciso ter por certo, ter confiança e só a verdade permite ter por certo.

Simplesmente porque não temos do que nos penitenciar, do que nos envergonhar.

AGNALDO DEL NERO AUGUSTO
General de Divisão Reformado

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Novamente a Operação Condor

Do GRUPO GUARARAPES

Novamente ressurge das cinzas a tão falada OPERAÇÃO CONDOR. Continua presente o pensamento - “O orgulho dos que não podem construir é destruir”. Tenta-se destruir a grande obra da contra-revolução de 1964, quando os comunistas, anarquistas, leninistas, stalininistas e outros “istas” queriam implantar no País uma ditadura do proletariado, sanguinária e corrupta como fizeram pelo mundo afora.

Eles são mestres em destruir. Destruíram os túmulos dos reis de França para que o povo aceitasse a guilhotina. Fuzilaram os familiares do TZAR, na revolução russa, para “dar ao povo satisfação, mas sobre tudo se dava prazer aos legisladores, aos advogados, aos jornalistas gananciosos, aves de rapinas das revoluções, cujos olhos sofrem com todo esplendor, como os olhos de seus irmãos as aves noturnas, sofrem com a luz”.

Aqui no Brasil destruíram, mataram, seqüestram, roubaram, assaltaram e para encobrirem os crimes deles criam OPERAÇÃO CONDOR para ocultar os crimes de hoje.

A contra-revolução de 1964 CONSTRUÍU: Itaipu – Tucuruí – Tubarão – Embratel – Eletrobrás – Estádios de Futebol – Estradas de rodagem – Aeroportos – Faculdades – Colocou o Brasil na 8ª economia do mundo –Itaqui – Energia Nuclear ETC.

A esquerda no Poder (FHC E LULA) CONSTRUÍU: compra de deputados para votarem a reeleição - Banestado – Sanguessugas – Aloprados – Dinheiro de Cuba – Dinheiro na Cueca – Dinheiro em mala – Escândalo dos Correios – Francinildo e a Luz vermelha – Leão & Leão.

Citamos os principais feitos. A diferença pode ser aquilatada comparando-se os dois fatos: Local: MARACANÃ – MEDICI ovacionado pelo povo. LULA vaiado pelo mesmo povo.

“POBRES LOUCOS QUE NÃO COMPREENDEM QUE OS HOMENS ÀS VEZES PODEM MUDAR O FUTURO...NUNCA O PASSADO”.

Nosso passado é grandioso e por isso cria a inveja e operações CONDOR. O futuro é incerto, pois temos uma grande quadrilha de ladrões governando o País.

PARABENS AOS MORTOS E AOS VIVOS DA OPERAÇÃO CONDOR. ELES CONSTRUIRAM A NAÇÃO BRASILEIRA.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.299 CIVIS – 41 da Marinha – 401 do Exército – 39 DA FAB total 1780

batistapinheiro30@yahoo.com.br

In memoriam 28 militares e 2 civis

Em defesa das FFAA, contra Operação Condor

Da minha amiga Ester Azoubel

As Forças Armadas são a garantia de paz e segurança da nação. Não é por acaso que são a Instituição mais confiável no país.

Sua função é, primordialmente, garantir o respeito às nossas instituições, à democracia, às garantias individuais tais como a vida, a liberdade, a segurança, a propriedade.

É dever das Forças Armadas cumprir a fazer cumprir a Constituição. E nossa constituição nos define, e, já na versão de 1946, em vigor em 1964, nos definia como uma República Democrática. Em nenhum momento na Constituição de 1946, se aventou a possibilidade de o Brasil se tornar um país comunista em que os direitos individuais não existem.

No início dos anos 60 o país estava à beira do abismo, com políticos corruptos e antipatriotas trazendo ideologias espúrias de outros países, ideologias sangrentas e cruéis que já se haviam mostrado incompetentes para trazer paz e prosperidade para qualquer país.

O Presidente João Goulart, eleito vice-presidente em uma campanha eivada de mentiras e falsas promessas, um indivíduo fraco, covarde e sem escrúpulos, escancarava as portas do país à invasão da perversão comunista.

O povo decente deste país se rebelou e pediu o socorro das FFAA, que acudiu ao clamor popular e veio restituir a dignidade nacional.

Claro que pessoas tiveram de ser presas. Não eram anjos. Eram comunistas que queriam destruir nossas liberdades, nossa tradição de força, coragem e respeito humano.

Na época descrita como os “Anos de Chumbo” viam-se de tudo neste país. De um lado, um governo sério procurando desenvolver o Brasil, trazendo riqueza e prosperidade, de outro, um bando de marginais assaltando, seqüestrando, roubando, matando, tentando poluir as mentes da juventude.

Sabia-se da presença de guerrilheiros estrangeiros, cubanos principalmente, treinando secretamente maus brasileiros para fazerem uma revolução fratricida com o objetivo de nos impor uma ditadura comunista, responsável, como tem sido, pelo maior genocídio que a humanidade já conheceu. Em menos de um século de existência, muito mais de cem milhões de pessoas já foram sacrificadas à sua sanha maldita, à voracidade pelo poder incontestado.

Agora querem reparação? É pouco estarem sendo pagos pelos desmandos que cometeram? Não estão ainda satisfeitos sendo indenizados pelo mal que causaram, pelos prejuízos que deram, pelo medo que espalharam?

É bom que os jovens saibam que, naqueles “Anos de Chumbo” a população tinha muito medo, mas não era do Exército, era dos terroristas.

Nós tínhamos medo, sim, do que os comunistas faziam.

Afinal as FFAA devolveram o governo aos civis. E a baderna se generalizou.

Agora os terroristas se aliaram ao crime organizado brasileiro e internacional: FARC, ELN MIR, MST, PCC, tudo junto a fazer o que se fazia antes, invasões, assaltos, assassinatos, roubos, seqüestros. O narcotráfico dá as ordens e os seus servos obedecem.

INVERSÃO DE VALORES: As FARC junto com o pateta Hugo Chavez acaba de armar um circo na Colômbia e nós os palhaços, assistimos escandalizados a total inversão de valores onde os bandidos dão as ordens a um dos poucos governantes decentes do continente.

Este continente precisa voltar à moralidade com urgência.

Ester Azoubel

Operação Condor

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Por Jarbas Passarinho, Consultor do FDR (Farol da Democracia Representativa)
Foi ministro de Estado, governador e senador

Lei italiana autoriza seus magistrados a investigar assassinatos de cidadãos italianos cometidos no exterior. Enfatize-se que a lei trata de assassinatos.

O vulto incomum da repercussão na mídia brasileira dos mandados de prisão expedidos pelo magistrado contra 140 latino-americanos ganhou força com o fato de que 13 brasileiros estão entre os suspeitos de responsabilidade de assassínios. Seria a Operação Condor, uma espécie de Interpol política, de posse de um rol de foragidos, que os prendia e extraditava para os países onde deviam ser julgados.

Ministro dos governos entre 1964 e 1984, coronel do Exército, só administrei ministérios civis, e não exerci nenhuma função militar, inclusive na contra-insurreição que nos salvou da derrota pelos terroristas e guerrilheiros comunistas, na luta armada desencadeada por eles. O desconhecimento das operações militares não me impede de defender camaradas de farda, muitos deles já mortos, de acusações inverossímeis publicadas com destaque, sugerindo a priori suspeita de participação nos assassínios que o juiz italiano pesquisa.

Conhecendo bem o caráter do presidente João Figueiredo, dos generais Walter Pires, meu instrutor na Escola de Estado Maior, e de Octávio Medeiros, meu colega de turma da Escola Militar, estou absolutamente convicto de que tal suspeição é descabida, se não infamante e caluniosa. A farta publicação dela, até com chamada e retratos na primeira página de jornal, atribuo ao delírio acusatório dos militantes da praxis leninista do marxismo, ou a “inocentes úteis” por eles utilizados. Jamais esqueceram a derrota que colheram, ao tentar conquistar o poder pela força das armas.

Dir-se-á que, ignorante do que foi a Operação Condor, também cometo apriorismo. Não, porque trato não de indícios, como o magistrado italiano, mas de homens dignos, cuja vida inteira me foi dado acompanhar. O prestimoso juiz quer investigar responsáveis pela prisão e extradição de dois italo-argentinos que buscavam entrar no Brasil clandestinamente, fugindo da repressão argentina. Coincidentemente, atuavam na facção extremista dos montoneros, que prenderam e mataram o ex-presidente argentino general Aramburu e tantos outros seus patrícios, numa guerra fratricida. Muito bem-equipados e donos até de uma fábrica de material bélico, teriam direito de matar, só porque seriam intocáveis descendentes de italianos?

A propaganda da esquerda apelida o período que custou mortes, também, dos que venceram os agressores, de “anos de chumbo”. Se vencessem, seriam “anos de ouro”, consagrados a Fidel Castro, que os treinou, financiou e há 48 anos oprime os dissidentes. Da Operação Condor só me chegou a informação de que era uma missão de informação, à semelhança da atividade da Interpol. Agora leio, em O Estado de S.Paulo, documentos da CIA relatando treinamento de “equipes de assassinos chilenos, argentinos e uruguaios para agir contra refugiados políticos, do que o Brasil não concordou em participar”.

Deus me deu a graça de viver por muito tempo, o suficiente para ver a falência do fascismo, do nazismo e do comunismo, deixando atrás de cada um deles milhões de mortos. O mundo de todos os velhos — ensina Bobbio — é, de modo mais ou menos intenso, o mundo da memória. E nela me amparo para compreender as grandezas e as misérias dos homens. Daniel Bell (que já citei mais de uma vez) escreveu Fim da ideologia. Ouso discordar da temerária conclusão, porque ele mesmo reconhece que a ideologia acabou mas não acabou a utopia.

Há, porém, a despeito do colapso do comunismo na Europa, os que em nome do marxismo utópico, ressentidos e até odientos (pois o ódio ideológico é o pior de todos), tudo fazem para desqualificar os presidentes do ciclo militar e os militares que venceram a luta armada. Permanecem leninistas e stalinistas. Usam o velho hábito dos debatedores que, à falta de bons argumentos, empenham-se em desconceituar o adversário. Como acólitos do magistrado que investiga os assassinatos de italianos, afirmam que o Brasil reconheceu sua culpa e indenizou os familiares dos presos ao entrarem clandestinamente no Brasil e logo serem devolvidos ao país de origem. O Brasil, não. Quem “reconheceu” foi uma Comissão constituída de “juízes” prisioneiros do sectarismo, os mesmos que indenizaram regiamente os familiares de Lamarca e a este, desertor e assassino de inocentes seguranças de bancos que assaltou, e de um tenente que lhe era refém, promoveram a coronel com vencimentos de general.

Se prender e devolver revolucionários foragidos argentinos equipara-se a assassinar, que dizer do que o Brasil, para servir a Fidel Castro, fez com os atletas cubanos que, nos Jogos Pan-Americanos, desligaram-se da delegação atlética de Cuba? Policiais brasileiros mascararam a prisão ao vigiá-los, seguir seus passos, no que a linguagem policial chama de acampanar, e puseram-nos a falar por telefone com Cuba, para ouvir suas mulheres que — sabe Deus com que promessas bondosas — os convenceram a voltar, em avião venezuelano. A isso os acólitos aplaudem e batizam de voluntário arrependimento, mas não querem nem ouvir saber o que está sendo feito deles na ilha de Fidel.

Revanchismo nos olhos dos outros é refresco

Do portal ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, sábado 29 de dezembro de 2007

O mundo gira. Os bêbados no poder acreditam que ele dá muitas voltas. Imagina se, do nada, um tribunal de defesa dos Direitos da Humanidade, nos Estados Unidos da América, resolve promover um festival de inquisição contra terroristas, do presente e do passado? Já pensou se algum juiz norte-americano resolve, agora, expedir uma ordem de prisão internacional contra o ilustre bolcheviquepropagandaminister brasileiro Franklin de Souza Martins, pela simples acusação de que participou do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, na tarde calorenta do dia 4 de setembro de 1969?

Imagine se os “justiceiros” norte-americanos quiserem punir Franklin por ter escrito a carta ameaçadora que prometia “justiçar” o embaixador dos EUA, caso não fossem seguidas as exigências dos revolucionários de esquerda tupiniquins daquela época? Já pensou se algum magistrado cometesse a confusão de também indiciar o atual presidente e chefão de Franklin (o poderoso Lula), acusando-o te ter participado também daquela ação terrorista? Afinal, entre os vários codinomes usados por Franklin, na Dissidência do Partido Comunista Brasileiro, um deles era, justamente, “Lula”. Já pensou a confusão instaurada, se tal processo ocorresse? Já parou para pensar como seria extraditar o hoje ilustre ministro Franklin para uma masmorra Ianque? Ou revanchismo nos olhos dos outros é refresco?

Imaginar tal situação é o mesmo que “imaginar”, agora, um tribunal italiano condenando 13 brasileiros pela participação na Operação Condor. A Constituição brasileira de 1988, ainda em vigor até prova petista em contrário, proíbe a extradição de brasileiros para responderem por crimes ou serem processados fora do Brasil. Mesmo assim, alguns radicais do desgoverno Lula querem tirar proveito político-ideológico da recente decisão da Justiça italiana, que deseja prender latino-americanos suspeitos de envolvimento na perseguição às guerrilhas de esquerda, em décadas passadas.

Um dos radicaloides de plantão é o atual ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos. Paulo Vannuchi, defendeu a anulação da Lei de Anistia. Considerou positiva a ação da Justiça italiana. Reclamou que os os tribunais brasileiros precisam se adaptar aos tratados de direitos humanos assinados pelo País que condenam crimes políticos e prática de tortura. Paulo Vannuchi citou o Estatuto de Roma, do qual o Brasil é signatário, condena os crimes cometidos por motivação política. E ressaltou que a Convenção da Organização das Nações Unidas também tem posição contundente contra a tortura.

O grande gênio jurídico e democrata Paulo Vannuchi considera todos esses instrumentos “poderosos para anular a Lei de Anistia”. O revanchista ministro pondera que o Supremo Tribunal Federal brasileiro nunca foi suscitado sobre tal questão. Alega que a única consulta até hoje sobre a legalidade dessa Lei de Anistia foi feita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não é o tribunal constitucional do Brasil. O genial Vannuchi ainda ressaltou que o processo da Justiça italiana trata de episódio ocorrido em março de 1980, que não estaria coberto pela Lei de Anistia, que é de agosto de 1979.

Tarso Genro, ilustre ministro da Justiça de “Lula”, já deve ter recebido do procurador da República italiano, Giancarlo Capaldo, o pedido oficial de extradição dos brasileiros acusados de participação na Operação Condor. Na segunda-feira passada, a juíza Luisanna Figliolia pediu a custódia cautelar de 140 pessoas supostamente envolvidas na Operação Condor, entre elas 13 brasileiros, 61 argentinos, 22 chilenos e 32 uruguaios. Os brasileiros são acusados de colaborar com o seqüestro e a morte de Horacio Domingo Campiglia e com a Operação Condor, esquema de repressão que uniu os regimes militares da América do Sul.

Entre os brasileiros a serem “justiçados” pelos democratas italianos, com o apoio dos democratas petistas daqui, estão: Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do SNI em Porto Alegre; Agnello de Araújo Brito, ex-superintendente da Polícia Federal do Rio; Antônio Bandeira, ex-comandante do 3° Exército; Henrique Domingues, ex-comandante do Estado-Maior do 3° Exército; Luís Macksen de Castro Rodrigues, ex-superintendente da PF no Rio Grande do Sul; João Oswaldo Leivas Job, ex-secretário de Segurança no Rio Grande do Sul; Átila Rohrsetzer, ex-diretor da Divisão Central de Informações; Marco Aurélio da Silva Reis, ex-diretor do Dops no Rio Grande do Sul; Octávio de Medeiros, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI); Euclydes de Oliveira Figueiredo Filho, ex-comandante do 1º Exército, e Edmundo Murgel, ex-secretário de Segurança no Rio.

Vida que segue, enquanto não resolve o dilema diplomático da pimenta nos olhos do bêbado, o desgoverno brasileiro produz mais uma prova da sua boçalidade internacional. Um decreto de 14 de dezembro deste 2007, assinado pelos gênios Luiz Inácio Lula da Silva e pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, concede ao “excelentíssimo senhor Juan Evo Morales Ayma”, Presidente da República da Bolívia, o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – da qual Lula é o Grão-Mestre.

A homenagem é justa. Afinal, índio gosta de colar. Além disso, Morales merece um prêmio por ter dado um prejuízo bilionário à Petrobrás na Bolívia. Nosso ano da graça de 2007 merecia terminar com tamanha boçalidade.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".