Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

31 de março, 1964 - bravos homens brasileiros que nos salvaram da escravidão e de mil anos de trevas!!! Parabéns Forças Armadas brasileiras!!!

QUEM BRIGOU PELO BRASIL...





...CONTRA QUEM ELES BRIGARAM... 









... PARA PRESERVAR O DIREITO DE SERMOS SERES HUMANOS. 


MAS, COMO CHEGAMOS TÃO PERTO DO ABISMO?


Petição aos nossos militares


 
Você percebe que nosso governo busca o PODER TOTAL e que estamos em transição para um Estado DITATORIAL Revolucionário do tipo SOCIALISTA/COMUNISTA com as consequências já observadas nos países que o experimentaram, quais sejam, MISÉRIA, MENTIRA, ASSASSINATOS EM MASSA E DESTRUIÇÃO DO PAÍS? 

Se sim você assinaria esta petição (
http://www.ipetitions.com/petition/pelo_brasil/) a ser enviada para nossos militares dizendo-os que queremos antes um MOVIMENTO CÍVICO-PATRIÓTICO de curta duração e severíssimas punições aos que comungam pela REVOLUÇÃO do que um regime socialista/comunista? Se sim, sinta-se em casa!
 
Envie este e-mail para seus amigos.
 
 
Eu estou trabalhando para que a minha condição humana seja mantida, e você?
 
 

Novo NOTALATINA



Olá pessoal, temos novidades com a Graça Salgueiro e seu mais conhecido e importante blog, o NOTALATINA.

Dêem uma olhada, as mudanças são mais tecnológicas que estéticas, ok? E todo o conteúdo foi preservado, sem exceções.

Abraços e parabéns, Graça!!!

Mais um prêmio nacional, o Prêmio 31 de Março


Agradeço pela indicação de mais este prêmio criado e indicado, desta vez, pelo BLOG DO CLAUSEWITZ, incansável, destemido e íntegro brasileiro, como poucos. Vou copiar e colar na íntegra o que ele fala do prêmio abaixo:

31 de março de 2009


Hoje, 31 de março de 2009, as mentes sãs de nossa nação comemoram um episódio que por muitas gerações ainda representará a efetiva possibilidade de o povo brasileiro ter chegado íntegro ao terceiro milênio... já há alguns dias, vários pensadores vêm demonstrando suas contribuições no sentido de historiar aqueles dias tenebrosos de final de março de 1964, quando a sociedade se mobilizou ansiosa por ver-se livre do mesmo inimigo que a seduziu décadas depois em troca de um prato de comida e de acessos às facilidades pouco meritórias que um estado falido pode oferecer...

Meu silencioso preito de homenagem aos heróis que deflagraram aquele movimento vitorioso que garantiu a normalidade institucional e que, a ferro e fogo mantiveram a normalidade social de um país que era uno até 14 anos atrás, quando foi tomado de assalto pelas mesmas forças marxistas que desafiaram nossas dignidades há 45 anos... vivenciei em minha cidade, uma das maiores de nosso país, a plenitude deste período, que muitos chamam de ditadura, tendo eu usufruido a infância, adolescência e juventude num clima de paz, harmonia e progresso em todos os sentidos de minha vida, enquanto que a nação o tinha em seus campos do poder nacional...

Aos que não viveram as causas e as consequências da contra-revolução de 1964, aconselho a ler aqui um excelente texto de autoria do grande historiador Coronel Manuel Soriano Neto, cujo título remete ao evento que hoje orgulhosamente comemoramos... logicamente, o viés pacifista e harmônico da exceção democrática que foi praticada gerou o perdão aos comunistas que quiseram implantar em nossa cultura um regime ditatorial baseado no modelo cubano, que era uma mescla dos genocidas modelos ditatoriais chinês, albanês e soviético...

E este perdão possibilitou o reajustamento social dos perdedores e sua reinserção no estamento político, conduzindo-os aos palanques e aos cargos eletivos ainda na vigência dos governos militares... e o que aconteceu com a reintegração dos perdedores, é o que vemos por ai, na frágil democracia que rege nossas vidas, em que o conceito de democracia não foi validado, em função de que hoje, mais do nunca, governa-se para minorias, tornando-as o início, o meio e o fim do processo em que a quase totalidade da população se vê preterida e relegada a um plano de contingência...

Objetivo:

Para comemorar os 45 anos da vitoriosa contra-revolução democrática de 31 de março de 1964, o Blog do Clausewitz criou o Prêmio 31 de Março, que será concedido a pessoas, instituições e produtores de sites e blogs que mantém vínculos com o ideário que norteou há 45 anos o repúdio à comunização de massas proposta por João Goulart e outros ícones da esquerda revolucionária, comunização e luta de classes e raças reeditada em nossos dias pelos governos integrantes do foro de São Paulo, do qual o Brasil é signatário e fundador...

Logicamente que a presente comenda é algo eletrônico, virtual, abstrato e que em nada substituirá a ação que temos que levar a efeito diariamente em nossos dias atuais, inseridos que estamos numa sociedade já totalmente destituída de razão e escravizada pelo mesmo inimigo de outrora, que após longos anos de revisionismo entendeu que a única maneira de chegar ao poder seria pela democracia que eles combateram por tantos anos e em tantos lugares do mundo...

Regras:


Gostaria de passar então a elencar as regras da premiação que visarão antes de qualquer coisa, ao não constrangimento dos homenageados, posto que o assunto é cercado por tabus e por uma imagem de mácula que foi criminosamente inserida pelos tablados das difusões intelectuais tanto da imprensa, quanto dos atos religiosos e educacionais... as regras são simples e fiquem os homenageados totalmente a vontade para aceitarem ou não:

1ª- Postar um comentário de aceitação neste blog...

2ª- No caso do homenageado produzir site ou blog, que publique o recebimento do Prêmio 31 de Março, indicando até 10 blogueiros...

3º- Que o símbolo ou link para o Prêmio 31 de Março seja inserido em seu blog ou site...

Agraciados:

Vamos aos homenageados, aos quais transmito minha total e incondicional admiração por suas trajetórias vocacionadas ao patriotismo e à incessante luta pela recuperação democrática de nossa nação... esclareço que os nomes de pessoas foram triados dentro de um universo seleto de patriotas que, tombados ou não, imolaram seus futuros e suas dignidades com o fim de nos legar uma pátria altaneira... os blogs e sites citados são todos antigos difusores da mensagem de esperança e de encorajamento face ao mal incansável... a todos, minha consideração e votos que mantenham a força para continuarmos o combate, pois há muito ainda o que trilharmos neste empreendimento, que apenas agora iniciou:

☼ Major do Exército José Julio Toja Martinez - in memorian

☼ Cap PMESP Alberto Mendes Junior - in memorian

 Cabo PMSP Nelson Martinez Ponce - in memorian

☼ Cabo PMSP Sylas Bispo Feche - in memorian


☼ Delegado de Polícia SP Octávio Gonçalves Moreira Jr - in memorian

☼ Sargento do Exército Mario Kosel Filho - in memorian

☼ Coronel 
Reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra

☼ Coronel 
Reformado do Exército Aloisio Madruga

☼ Tenente Coronel 
Reformado do Exército Licio Maciel

☼ Professor Geraldo Almendra

☼ Dr Orion Alencastro

☼ Sr Miguel Nagib

☼ Sr Alejandro Peña Esclusa

☼ Movimento Endireitar

☼ ONG Terrorismo Nunca Mais

☼ Grupo Guararapes

☼ Site A Verdade Sufocada

☼ Site Brasil Acima de Tudo

☼ Site Imortais Guerreiros

☼ Site Inforel

☼ Site Mídia Sem Máscara

☼ Site O Futuro Começa Agora

☼ Site Olavo de Carvalho

☼ Site Papeis Avulsos

☼ Site Sacralidade

☼ Site Fuerza Solidaria

☼ Site Unoamérica

☼ Blog Alquimistas do Brasil

☼ Blog do Aluizio Amorim

☼ Blog Nacionalista

☼ Blog Eles quiseram me calar

☼ Blog do Airton Ferra Mula

☼ Blog Pobre Pampa

☼ Blog Anti-Foro de São Paulo

☼ Blog da Maria B.

☼ Blog Direto do Abismo

☼ Blog Liberdade de Pensamento

☼ Blog Contra Communismum

☼ Blog Mujahdin Cucaracha

☼ Blog Resistência e Liberdade

☼ Blog Notalatina

☼ Blog Casamata

☼ Blog Cavaleiro do Templo

☼ Blog Observatório Brasileño

☼ Blog Críticas do Cotidiano

☼ Blog Frodo Balseiro

☼ Blog Reservativa

☼ Blog da União Nacional Republicana

☼ Blog Rascunho Geo

☼ Blog A Casa dos Nerds

☼ Blog Alerta Brasil

☼ Blog Sem Máscara

☼ Blog Resistência Militar

☼ Blog do Conde

☼ Blog Fora Apedeuta

☼ Blog Femmes Contra-Atacam

☼ Blog Libertatum

☼ Blog da Educadora

☼ Blog do David Bor

☼ Blog do Renam Diaz

☼ Blog A Capa e Espada

☼ Blog da ANDEC

☼ Blog Politicagem Brasil

☼ Blog Martha Colmenares

☼ Blog Resistência Catia-Caracas

 Blog Epicentro Hispanico

☼ Blog Pátria Judia

PARA OS EMPRESÁRIOS DESTE PAÍS REFLETIREM - Dona da Daslu pega 94 anos de prisão

Décadas de avisos dos mais importantes estudiosos deste país não conseguiram sensibilizar os empresários brasileiros para o fim da atividade empresarial: O COMUNISMO. A cada dia ficamos mais próximos do fim do Brasil que conhecemos.

Nem mesmo o PT afirmando que vai por fim ao CAPITALISMO fez os empresários ficarem preocupados.

Pois bem, talvez agora mudem de idéia e entendam o perigo que ronda seus negócios e, principalmente SUAS VIDAS E A DAS SUAS FAMÍLIAS.

A dona da DASLU foi condenada a 94 ANOS DE CADEIA. Independente dos crimes que ela tenha cometido, a juíza se pronunciou desta forma: "merece ainda maior reprovação, posto que a conduta da acusada, proveniente da cobiça em busca da acumulação de riqueza proveniente de meios ilícitos, visava a angariar recursos bilionários através de lesão ao erário".


O que estamos vendo neste país há algumas décadas é o seguinte: 


Políticos fazem exatamente a mesma coisa e não recebem sequer 50 anos de cadeia. 


MAS SE VOCÊ FOR EMPRESÁRIO...
PRISÃO PERPÉTUA!!!


Isto enquanto não instalam o PAREDÃO, claro!!!

Pergunto aos empreendedores deste país: 

Quando vocês vão entrar nesta briga conosco, com as pessoas que, principalmente através da internet, lutam por barrar o MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO SOCIOPÁTICO SATANISTA disseminando para o Brasil o que de fato está acontecendo aqui? Podem continuar pensando em seus bolsos, não tem problema. Sejam coerentes pelo menos nisto, visto que o risco que correm as suas famílias não os faz tirar a bunda da cadeira. 

REPITO: PENSEM NOS SEUS BOLSOS SE NÃO QUEREM PENSAR EM MAIS NADA MAS AJUDEM-NOS A IMPEDIR QUE O PAÍS MORRA EM VIDA. SEUS FILHOS NÃO SERÃO POUPADOS, LEMBREM-SE DO EXEMPLO ACIMA, A DASLU.  

Pensem mais: 

ATÉ A PRISÃO PERPÉTUA DA DNA. DASLU VOCÊS ACHAVAM QUE ESTAVAM SEGUROS, ISTO? E AGORA, AINDA PENSAM ASSIM?

Apêndice à Mente Infantilizada: Exposição e proposta de cura

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU DESCONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA ESCRITA
QUINTA-FEIRA, MARÇO 19, 2009

Em meu último post concluí uma série crescente de três textos explicativos sobre o que eu chamei da Mente Infantilizada. Essa doença mental que acontece hoje em dia não é mero reflexo de descaso das pessoas. É um estado mental condicionado perfeitamente pelas mais variadas formas da campanha subversiva. Em ação há muitos anos, décadas, a ação subversiva tem como ponto básico, primeiro passo da subversão, desestruturar a moral e os valores tradicionais de um povo. Essa parte já foi completada há muito tempo e hoje colhemos os frutos de uma geração posterior que já nasceu sem referências

A função primária dos pais é educar os filhos, e mais nada. Se os pais não educam seus filhos, esses serão descontinuidades dos valores e padrões morais. Essa regra básica e visível é clara e objetiva e todos podem verificar na realidade. Seja lá como for que os pais eduquem seus filhos, se com amor e dedicação, por mais que seja falha, e sempre vai ser, essa educação vai gerar um novo indivíduo que poderá por conta própria sobreviver e se corrigir ao longo de sua vida das falhas que possui, mas sem perder o núcleo dos valores que serão necessários tanto para ele quanto para a sociedade.

Qual é, então, a primeira regra da subversão? Negar todos os valores

A relativização dos valores em todos os níveis é a função primária do movimento subversivo. Esse movimento revolucionário possui um único alvo, que quando atingido e destruído termina por acabar de vez com todos os valores tradicionais. A família. A constituição da família é o manancial que garante a propagação dos valores, da moral, da decência etc. Quando os pais não educam devidamente os seus filhos eles crescem e nunca se tornam adultos, com responsabilidade, mas crescem infantilizados. A isso eu chamo categoricamente de mente infantilizada. 

Como se dá a desestruturação da família? Simples. Algumas regras básicas podem ser traçadas e todo o resto se assentará nelas. Vamos enumerá-las:

1) Estímulo ao divórcio. 
Ex. “Estudo do BID relaciona novelas a divórcios no Brasil – Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.”
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130_noveladivorciobrasil_np.shtml


2) Direitos feministas.
Ex. “Rede feminista vai monitorar a imagem da mulher na mídia – Cerca de 150 integrantes de movimentos feministas decidiram criar uma rede para monitoramento e controle da imagem da mulher na mídia. As militantes participaram do seminário Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia, encerrado domingo (15) em São Paulo.”
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=21394&mdl=27


3) Estímulo ao homossexualismo.
Ex. “Público da Parada Gay caiu para 3,4 milhões, diz ONG após medição – Depois de três dias, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (28), sua estimativa de público para o evento, cuja 12ª edição foi realizada no último domingo. Nos cálculos da ONG, foram cerca de 3,4 milhões de participantes. Pela primeira vez, o número é menor do que o registrado no ano anterior (3,5 milhões) pelos organizadores.”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u406419.shtml


4) Fomento ao aborto.
Ex. “Menina de 9 anos estuprada por padrasto é submetida a aborto em Recife – A menina de 9 anos abusada pelo padrasto em Alagoinha, em Pernambuco, e grávida de gêmeos, realizou aborto na manhã desta quarta-feira na Maternidade Cisam, vinculada à Universidade de Pernambuco, no Recife. Segundo o diretor médico Sérgio Cabral, responsável pelo procedimento, os dois fetos já foram expelidos. A equipe médica realizou ainda uma curetagem. Segundo Cabral, o aborto em caso de estupro é legal . O padrastro da criança, Jailson José da Silva, confessou o crime, e está preso na Delegacia de Pesqueira, no agreste pernambucano.”
http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/04/menina-de-9-anos-estuprada-por-padrasto-submetida-aborto-em-recife-754680349.asp


5) Direitos da criança e do adolescente.
Ex. “Especialista alerta: Tratado da ONU proibirá disciplina física e educação escolar em casa se filhos objetarem – O tratado internacional cria direitos civis, econômicos, sociais e culturais específicos para todas as crianças e declara que “os melhores interesses da criança receberão consideração prioritária”. Quem fará a monitoração desses direitos é a CDC, que tem poderes para forçar os países signatários a obedecer.”
http://juliosevero.blogspot.com/2009/02/ameaca-da-onu-destruicao-dos-direitos.html


6) Hedonismo sexual.
Ex. Basta ler qualquer revista Nova ou Vogue como exemplo rápido.
Ex2. Benedito Ruy Barbosa critica 'putaria' em novelas da Rede Globo – “As novelas hoje só mostram ‘putaria’. Nenhuma mulher quer ver outra que, no quinto capítulo, já dormiu com três ou quatro caras”, disse.
http://www.gp1.com.br/noticias/benedito-ruy-barbosa-critica-putaria-em-novelas-da-rede-globo-66013.asp

Ex3. "NOVA a favor do orgasmo - sempre! - Quer apimentar ainda mais sua relação? NOVA selecionou posições, curiosidades, passo-a-passo e muito mais para que você e seu amor divirtam-se muito e tenham manhãs, tardes e noites incendiárias, i-nes-que-cí-veis, repletas de prazer."
http://nova.abril.com.br/especiais/guia-orgasmo/

7) Mudança do comportamento pela lavagem cerebral. Apoiado pelos “especialistas”.
Ex. “Chocolate amargo diminui o apetite” ou “Vegetarianos correm menos risco de câncer” ou ainda “Escolha adequada da trilha sonora na atividade física melhora rendimento”. Até o infinito.

8) Destruir a Igreja Católica.
Ex. “Enfermeira é suspensa após orar por paciente — Foi anunciado que os funcionários do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) que falarem sobre sua religião com os pacientes podem perder seu emprego.” 
http://juliosevero.blogspot.com/2009/02/enfermeira-e-suspensa-apos-orar-por.html

***

Posso ter-me esquecido de alguma outra forma de subversão, mas essas oito são as principais. Elas são usadas sistematicamente para destruir o núcleo familiar. E consequentemente fazer com que os filhos já nasçam em um ambiente propício para a nova forma de poder que querem implementar. Afinal é mais fácil dominar uma criança que um adulto. 

A tática da revolução é substituir tudo por palavras de ordem. Transformar todos os cidadãos em militantes, em vozes da consciência revolucionária geral. A patrulha ideológica já atingiu camadas várias mais estratificadas. Assim uma discussão é “ganha” pelo que grita mais alto e consegue atrair mais comparsas para o seu lado. Transformar tudo em palavras de ordem requer que se divida o mesmo mundo concreto em vários submundos ilusórios. Esses são as histórias infantis que contam para cada grupinho que se sente no direito de dizer que o seu mundo é mais válido que outro. Temos o grupinho feminista que diz que o mundo feminino deve ser defendido, como se essa história da carochinha existisse. Temos o grupinho dos homossexuais que crêem fortemente que o mundo heterossexual quer os oprimir. Temos o grupinho dos negros que lutam pela reparação do branco ao mundo negro. E assim sucessivamente. 

Ao segmentar a realidade em diversas camadas ilusórias o movimento subversivo só consegue ser aceito por todos aqueles que possuem uma mente debilitada. Uma mente que não cresceu e não está madura para ver o mundo como ele é. Mas o processo é tão bem engendrado que praticamente não há pessoas apontáveis que estão no comando. Uma vez largadas na sociedade sem qualquer educação as mente infantilizadas vão criando um gigantesco ambiente a lá O Senhor das Moscas. O cúmulo da patetice aguda chega quando vemos na Câmara dos Deputados uma néscia chorar porque foi chamada de FEIA, repito, FEIA (“...Cida relatou que Hernandez teria dito que ela era ‘tão feia que não poderia nem ser puta’.”)
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/05/09/clodovil_agride_verbalmente_deputada_781702.html


Essa realidade é mais notável ainda quando vemos a vida mental interna dos nossos adultos. Isso para nem mencionar as dos jovens. E para chorar de tristeza podemos mencionar a dos nossos adolescentes. Como sabemos procuramos expressar nossos pensamentos com uma linguagem, no nosso caso a portuguesa. O que é muito preocupante é que a deterioração do domínio da língua por nossos cidadãos os torna mais vulneráveis ainda. E isso mostra com mais agudeza a gravidade do problema.

Diz Eugen Rosenstock no seu livro A Origem da Linguagem que as línguas formais são predominantemente nominais e as informais são predominantemente pronominais. Isso quer dizer que enquanto a língua formal se utiliza primariamente de nomes para se expressar, a língua informal, caracteristicamente a dos adolescentes e das crianças, se utiliza dos pronomes. Enquanto uma língua formal diz “apartamento”, “corrimão”, “galho”, “carro” etc., a informal ataca com “isso”, “aquilo”, “coisa”, “negócio”, “troço” etc. para referir-se a toda a gama de objetos e unidades do real. Ainda mais grave é a utilização das gírias pela linguagem informal. 

A falta de exatidão mental reflete no descaso lingüístico. Esse processo, entretanto, é natural e é devidamente corrigido com o ensino eficiente da língua. A realidade é percebida pela pessoa e depois referida pela linguagem. Quando o sujeito nunca aprende a referir-se devidamente ao que experimenta isso só pode fomentar em sua mente uma pasta disforme, que é como acaba enxergando o mundo. Em uma sociedade em que os cidadãos não conseguem diferenciar na prática o que é “depressão” de “angústia”, “tristeza”, “aflição”, “inquietação”, “infelicidade”, “luto”, “desânimo”, “nervosismo” etc., só podemos esperar que qualquer discurso que se utilize dessas palavras nunca vá alcançar qualquer efeito real na mente do indivíduo. 

Vemos que hoje em dia qualquer discussão, ou conversa, recai rapidamente em um verbalismo sem sentido, onde o que é dito nunca é referido com propriedade na realidade em que se vive. E se encontramos palavras de ordem repetidas à exaustão como: “a religião é o ópio do povo” ou “tudo é relativo”, isso só pode se dar por conta dessa separação abismal entre o verbalismo descontrolado e a falta de propriedade mental substancial daquele que fala.

Se o manejo da língua é um benefício para o indivíduo, ao ajudá-lo a identificar e diferenciar as várias camadas e partes da realidade em que vive, só podemos concluir que esses métodos pedagógicos e educacionais, que desprivilegiam o ensino consistente da gramática e da sintaxe, assim como a expansão do vocabulário e o aprendizado das figuras de linguagem, formas retóricas etc., só podem trazer ao indivíduo o rebaixamento da sua mente a nível infantil. 

Toda a luta de pedagogos por uma tal “liberdade” do ensino só pode ser vista como a liberdade mais tosca, uma libertinagem mental. Quando se priva o sujeito do ensino do latim, da gramática e da sintaxe isso não é um ganho ao sujeito, mas a forma mesma de tolher aquele indivíduo das ferramentas mais básicas para experimentar, analisar e pensar o mundo. Toda a desculpa esfarrapada da opressão da elite em relação aos pobres e um hipotético domínio de uma sobre os outros através da linguagem formal, culta e erudita, nunca poderá ser verdadeira. Já que a língua não é um conjunto de regras feitas aleatoriamente ou um conjunto elaborado de normas que separam pobres e ricos. Mas um conjunto vivo e orgânico de manifestações humanas que ao longo do tempo evoluiu e nos deu a capacidade de ver o mundo, analisar o mundo, crescer internamente como seres humanos, independentemente de classe social ou raça. Ou alguém vai dizer que Machado de Assis nascido nas camadas mais baixas da sociedade dominou a norma culta e oprimiu os pobres ao elevar o nível intelectual da literatura brasileira como nunca antes havia sido elevado?

A libertinagem mental estimulada pela desestruturação do ensino sistemático das ferramentas básicas que fazem, ou podem fazer, do sujeito um cidadão, cônscio e completo, mostra sua mais nefasta conseqüência: a infantilização da mente.

Com as mentes débeis e fracas, ou seja, com um exército de adultos com idade mental infantil, a possibilidade é muito maior de guiar a massa para a agenda revolucionária. Quais são os comportamentos típicos das crianças? Se amontoarem em grupinhos, cuja constituição é regida pela regra do “gosto” ou “não gosto”. Brigarem por qualquer coisa. Resolverem quem tem razão pela imposição da maioria que faz coro uníssono e desacredita o outro. E serem completamente vulneráveis a figuras de autoridade. 

Os grupinhos que hoje encontramos na sociedade que reivindicam direitos, que não são mais que privilégios concedidos, possuem essas mesmas características. A única diferença é que são financiados com bilhões e bilhões de dólares. Aqui o paralelo com O Senhor das Moscas é completo. O que acontece quando grupos de crianças ganham poderes de decisão? Só podemos notar a total desestruturação da sociedade, o caos completo e a falta de referências.

Isso toma proporções homéricas quando em todos os estratos da sociedade temos tais tipos de pessoas. O problema maior é que sendo influenciadas pela agenda revolucionária, na maioria das vezes sem saberem, essas pessoas constituem um coro maciço do mais completo e eficiente “cala a boca” contra todos aqueles que possuem uma opinião válida e real, baseada no conhecimento sério. 

Quando unimos a essa realidade um grupo que planeja tudo no plano de fundo temos a composição da nossa sociedade como ela se compõe hoje. Reconhecer tal realidade é muito complexo e requer um profundo centro pelo qual avaliar a situação. Quando o centro de avaliação é desconhecido, toda e qualquer opinião embasada só poderá parecer insana e descabida, logo rechaçada como loucura ou impropriedade do pensamento. Isso se dá porque qualquer coisa dita carecerá de correspondência interna, já que a avaliação do avaliador diferirá da capacidade do avaliado em níveis profundos. 

Como explicar uma teoria complexa a uma criança? É impossível.

Como acima esboçado é impossível não perceber a carência real que a maioria da população tem em relação aos conhecimentos mais básicos. Subvertendo o entendimento comum e o transformando em uma hipotética luta contra a opressão, a subversão termina por destruir qualquer tipo de cultura que existe. E o fato notável é fazer com que a população que se encontra em vias da destruição ainda queira e anseie por isso. Quando vemos a exaltação do não saber, do enaltecimento daqueles que nunca leram um livro, do festejo porque o sujeito não sabe nada... só podemos lamentar a profunda falta de referências que tem nossa sociedade.

A infantilização da mente é um processo vagaroso, contundente e deveras eficiente. Projeto esse que se estende por gerações e nunca poderia ser associado a um conjunto de acontecimentos aleatórios. A superficialização do entendimento da realidade só pode ter como conseqüência a crença sincera de que a realidade é assim mesmo. 

A falta de esquemas mentais para abarcar a complexidade do processo revolucionário é um impedimento à mínima compreensão da nossa situação atual. Por isso vamos ver algumas das armas que são utilizadas no processo subversivo. Essas armas estão em funcionamento há muito tempo e por mais de três décadas já renderam frutos extraordinários. O processo básico para a tomada do poder mediante aplausos estrondosos de ratificação por boa parte da população, que não sabe o que está apoiando, é sutil e bem engendrado. Ele atua em todos os campos da vida social. Sendo assim não se consegue fugir dele em canto algum. Para se ter noção do problema vamos enumerar os mais notáveis meios pelos quais o movimento subversivo atua (conceitos retirados do livro de A.J. Paula Couto, O Desafio da Subversão):

1) Desmembramento – É a técnica que, como o nome diz, visa a desmembrar o antigo organismo social. No quadro da guerra política, conta com dois recursos: a) greves de formas diversas, e b) resistência passiva.

2) Intimidação – É esta uma técnica que permite completar e reforçar a do desmembramento. Consiste em neutralizar a ação daqueles que não têm simpatia ou se opõem à causa comunista, criando neles a sensação de receio ou de medo. Pode ir desde o simples apodo, chamando de fascistas, nazistas, direitistas, reacionários etc... 

3) Desmoralização – Consiste esta técnica em procurar a desmoralização das autoridades políticas, policiais e militares, negando-lhes sistematicamente as vitórias e os acertos e ampliando e exagerando as inevitáveis falhas e desacertos, procurando criar o ceticismo e a descrença em relação às suas iniciativas e a dúvida quanto à sua boa fé. Quando essa técnica pode ser usada em sua plenitude, com irrestrito uso dos meios de comunicação de massa, em pouco tempo os próprios agentes do poder, atingidos pelo peso da pressão psicológica, perdem suas convicções e começam eles próprios a duvidar do valor daquilo que executam.

4) Seleção e formação – Esta técnica é uma das maiores responsáveis pelo segredo da força das minorias comunistas. O primeiro passo consiste em procurar elementos ativos e dinâmicos, com qualidade de liderança em seus diversos aspectos (oradores, propagandistas, especialistas em determinados ambientes, etc...)

5) Semeadura (infiltração, entrismo) – É a técnica complementar da anterior. Consiste em distribuir os quadros selecionados e formados, pelos diversos pontos do país, designando-os para trabalhos nas diversas organizações onde há necessidade de reforçar o trabalho de subversão.

6) Enquadramento – Enquanto a técnica anterior permitia a conquista psicológica, a do enquadramento permite a conquista física das populações, outro importante objetivo intermediário da guerra revolucionária. E isto se realiza através do controle gradativo das associações de classe, diretórios estudantis, sindicatos e todos os órgãos semelhantes que dirigem e centralizam a ação de massas de empregados, funcionários, professores e estudantes, bem como de outros grupos sociais expressivos.

Podemos acrescentar que ainda há o mais notável deles que está em plena atividade hoje em dia. Esse inclui todos grupinhos com raivinha que lutam pelos seus “direitos” sem saberem que praticam a mais mortal e maléfica arma da subversão atual. Essa é a estratégia Cloward-Piven. “A estratégia de forçar uma mudança política através da crise orquestrada. A ‘Estratégia Cloward-Piven’ procura acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia governamental com uma enchende de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para uma crise e um colapso econômico.” (o artigo completo pode ser lido aqui.)

Adicionando aos supracitados meios subversivos a Estratégia Cloward-Piven completa um esquema básico de análise completo do processo subversivo que tem lugar hoje não só nos EUA e no Brasil como em todos os países do Ocidente. Entender a profundidade de cada item já é tarefa hercúlea para um indivíduo mediano, entender o intrincado mecanismo e a complexa rede entrelaçada de todos eles acontecendo ao mesmo tempo é tarefa impossível. E é justamente por isso que sempre à uma crítica fundamentada do processo subversivo o indivíduo encontra mil contradições aparentes e termina por desacreditar o que entende.

Um exemplo, contido nesse texto mesmo pode servir de ilustração. Quando você vê que no item dos Direitos Feministas as ativistas se propõem a patrulhar os programas televisivos, pois esses “vendem” uma idéia de mulher objeto, temos as novelas que fazem isso abertamente, cuja crítica de Benedito Rui Barbosa também foi linkada mais acima. Ao mesmo tempo em que jogam em um lado, também jogam no outro. O espectador, ou leitor, que não possui o esquema completo para começar a entender o processo acha que as duas coisas andam separadas e que nada tem uma com a outra, quando na verdade fazem parte do mesmo plano.

Toda a dificuldade para a mente fragilizada está em compreender que todas as facetas do processo não são manifestações orgânicas e naturais de grupos oprimidos. A própria separação em classes e grupos da sociedade é arma básica do processo subversivo. Ao mesmo tempo em que fomentam a crise econômica com ativistas que obrigam às autoridade a ceder empréstimos de risco às famílias sem dinheiro, são os primeiros a criticar o governo por fazê-lo. Os exemplos se multiplicam ao extremo, e se fossem compendiar todos os tipos em um só semestre, seria praticamente impossível publicá-los em obra com menos de 2000 folhas.

O núcleo principal da luta subversiva é a educação e por isso que hoje em dia é alvo principal de reivindicações. Seja na educação doméstica dos pais, seja na educação escolar. As duas têm sido sistematicamente destruídas. E com isso criando um exército de mentes infantis.

Contra essa doença não basta discutir, não se argumenta com doentes. Contra doentes só há uma saída, o tratamento. Aqui sem esperanças de cura, já que a cultura marxista reestrutura toda a rede mental e todo o horizonte de consciência contemplativa do indivíduo. A substituição dos valores morais e espirituais por valores econômicos está completa. A avaliação de todas as camadas da vida pelos valores econômicos e financeiros é uma certeza.

***

Traçado o panorama cultural em que vivemos, o indivíduo tem agora a chave para avaliar o ambiente ao seu redor, assim com se avaliar perante esses fatos. Se não possui o profundo conhecimento, tem as chaves iniciais para o processo de avaliação. 

Sabendo-se infantilizado obtém o primeiro requisito para sair dessa condição, o conhecimento da enfermidade. O sentimentalismo é um campo infantil altamente explorável. Assim como a carência, a necessidade de uma autoridade, a necessidade de indicações por onde se basear, e todos os demais tipos de referência. A mídia inteira está contaminada com o movimento subversivo, salvo uma ou outra exceção. Enquanto não souber diferenciar uma opinião verdadeira de um panfleto subversivo não é recomendável ver jornais televisivos, impressos ou online. Sempre que ver a solução de um problema que se baseie na concentração de poder nas mãos de poucos, há de desconfiar. Sempre, e repito: SEMPRE, busque outra opinião a qualquer assunto. Se alguém diz X e todos dizem X procure alguém que diga Y. Para o bem e para o mal. Assim se acostumará no confronto de idéias e, porventura, como resolvê-las será um problema, que é o primeiro passo para a solução da aporia. Reacostumar-se a ver o mundo com olhos sinceros, sem vieses ideológicos. E, por último e principalmente, ganhar o senso de responsabilidade pelo que pensa e diz. Sempre pensar se uma idéia é sua mesma ou uma mera repetição do slogan da vez.

Com essas recomendações básicas e a exposição do esquema para avaliação da realidade o leitor possui um ferramental básico para começar a tentar entender o mundo em que vive, sem distorções nem descalabros. O que é uma tarefa imensamente difícil, mas o que está em jogo é a sua liberdade, a sua responsabilidade e sua vida. Pois já começam a tirar os filhos dos pais, já começam a querer decidir sobre o que você deve gostar ou desgostar, já definem o que e como se deve pensar, se comportar e viver. Antes que seja tarde demais, e o sujeito se dê conta que é uma pessoa na hora em que estiver aterrorizado no muro de fuzilamento de algum governo comunista revolucionário, já que no século XX matou mais de 100.000.000 de pessoas, e o perigo só faz crescer. Antes que seja irreversivelmente tarde demais, comece a viver!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Diferenças específicas - terceira parte da definição do Marxismo como CULTURA. Por Olavo de carvalho.

Jornal da Tarde, 8 de janeiro de 2004

Esta é a parte 3 dos artigos publicados pelo professor Olavo de Carvalho sobre o Marxismo como cultura. A parte 1 está AQUI e a parte 2 AQUI.

Caracterizado o marxismo como cultura, é necessário dar mais precisão ao diagnóstico por meio de algumas diferenças específicas.


O marxismo não é um processo cultural autônomo, mas uma transmutação ocorrida no seio do movimento revolucionário mundial, que àquela altura já tinha uma tradição centenária e uma identidade definida, ao ponto de ser popularmente designado pela simples expressão “o movimento” ou “a causa”, malgrado a coexistência, nele, de uma infinidade de correntes e subcorrentes em disputa.


Manifesto Comunista de 1848 apresenta-se como superação e absorção desse movimento desordenado numa totalidade superior. Daí por diante, as relações entre o marxismo e as demais correntes revolucionárias foram as do patrão com seus empregados, que a seu capricho ele convoca, demite, expulsa ou chama de volta.


Foi assim que ele pôde condenar como revolta pequeno-burguesa os protestos existenciais de ordem sexual ou impugnar o nacionalismo como o pior inimigo da revolução proletária, e logo em seguida convocar um e outro para que servissem sob suas fileiras. Sua capacidade de absorção e expulsão é ilimitada, já que ele não tem de dar satisfações senão à prioridade única, que é a sua própria subsistência e expansão, toda consideração de veracidade ou moralidade sendo rebaixada, pragmaticamente, à condição de ancilla revolutionis. Oportunismo levado às últimas conseqüências, seu total descompromisso com a verdade pode ser medido pela constância com que o movimento comunista anuncia sua vitória próxima contra as nações capitalistas e, ao mesmo tempo, jura que nem sequer existe materialmente, denunciando como paranóia e “teoria da conspiração” qualquer tentativa de identificar sua rede de organizações e seus modos de ação. Aqui também a comparação com as religiões dogmáticas é inadequada. Nenhum fanatismo religioso produziu esse tipo de sociopatia em massa.


A diferença fundamental entre o marxismo e as demais culturas é que para estas últimas o teste decisivo é a adaptação ao ambiente natural, a organização da economia. Qualquer cultura que falhe neste ponto está condenada a desaparecer. O marxismo, ao contrário, cujo completo fracasso econômico em todas as nações que dominou são notórios (valendo lembrar que nenhuma organização econômica jamais conseguiu matar de fome 10 milhões de pessoas de uma só vez, como o “Grande Salto para a Frente” da agricultura chinesa), parece tirar desse resultado as mais extraordinárias vantagens, crescendo em prestígio e força política quanto mais se torna frágil e dependente da ajuda dos países capitalistas.


Sua incapacidade de explorar eficazmente um território, comparada à brutal eficiência no expandir-se dentro do território alheio, mostra que o marxismo não existe como cultura em sentido pleno, capaz de afirmar seu valor contra a resistência do ambiente material, mas apenas como subcultura parasita incrustada numa sociedade que ele não criou e com a qual não pode competir.


Subcultura parasita da cultura ocidental moderna, o marxismo não é capaz de substituí-la, mas é capaz de enfraquecê-la e levá-la à morte. O parasita, porém, não pode subsistir fora do corpo que explora, e a debilitação do organismo hospedeiro dá margem à ascensão de uma outra cultura concorrente, a islâmica -- esta sim cultura em sentido pleno --, a cujo combate anti-ocidental o marxismo acaba servindo de força auxiliar enquanto procura utilizar-se dele para seus próprios fins. A adesão islâmica de importantes pensadores marxistas como Roger Garaudy e a “aliança anti-imperialista” de comunistas e muçulmanos são símbolos de um processo muito mais complexo de absorção do marxismo, que alguns teóricos islâmicos descrevem assim: a luta pelo socialismo é a etapa inicial e inferior de um processo revolucionário mais vasto que acrescentará à “libertação material” dos povos a sua “libertação espiritual” pela conversão mundial ao Islam. Ao mesmo tempo, os marxistas acreditam dirigir o processo e utilizar-se da rebelião islâmica como em outra época usaram de variados movimentos nacionalistas, sufocando-os em seguida.


Se os marxistas são a tropa-de-choque da revolução islâmica ou os muçulmanos a ponta-de-lança do movimento comunista, eis a questão mais interessante para quem deseje saber para onde irá o mundo nas próximas décadas.

domingo, 29 de março de 2009

Dois artigos do Olavo: A natureza do marxismo - 2003 e Marxismo esotérico - 2004

Olavo de Carvalho

A natureza do marxismoJornal da Tarde, 18 de dezembro de 2003 
Marxismo esotéricoJornal da Tarde, 1 de janeiro de 2004


Dando prosseguimento à definição de MARXISMO enquanto cultura, abaixo temos mais dois artigos do professor Olavo de Carvalho sobre o assunto. A primeira abordagem sobre o mesmo encontra-se AQUI e a terceira AQUI.



A natureza do marxismo



Investigando durante décadas a natureza do marxismo, acabei concluindo que ele não é só uma teoria, uma “ideologia” ou um movimento político. É uma “cultura”, no sentido antropológico, um universo inteiro de crenças, símbolos, valores, instituições, poderes formais e informais, regras de conduta, padrões de discurso, hábitos conscientes e inconscientes, etc. Por isso é autofundante e auto-referente, nada podendo compreender exceto nos seus próprios termos, não admitindo uma realidade para além do seu próprio horizonte nem um critério de veracidade acima dos seus próprios fins autoproclamados. Como toda cultura, ele tem na sua própria subsistência um valor que deve ser defendido a todo preço, muito acima das exigências da verdade ou da moralidade, pois ele constitui a totalidade da qual verdade e moralidade são elementos parciais, motivo pelo qual a pretensão de fazer-lhe cobranças em nome delas soa aos seus ouvidos como uma intolerável e absurda revolta das partes contra o todo, uma violação insensata da hierarquia ontológica.


A constituição da sua identidade inclui dispositivos de autodefesa que  impõem severos limites à crítica racional, apelando, quando ameaçada real ou imaginariamente, a desculpas mitológicas, ao auto-engano coletivo, à mentira pura e simples, a mecanismos de exclusão e liquidação dos inconvenientes e ao rito sacrificial do bode expiatório.


Iludem-se os que acham possível “contestar” o marxismo por um ataque bem fundamentado aos seus “princípios”. A unidade e a preservação da sua cultura estão para o marxista acima de todas as considerações de ordem intelectual e cognitiva, e por isso os “princípios” expressos da teoria não são propriamente “o” fundamento da cultura marxista: são apenas a tradução verbal, imperfeita e provisória, de um fundamento muito mais profundo que não é de ordem cognitiva e sim existencial, e que se identifica com a própria sacralidade da cultura que deve permanecer intocável. Esse fundamento pode ser “sentido” e “vivenciado” pelos membros da cultura por meio da participação na atmosfera coletiva, nos empreendimentos comuns, na memória das glórias passadas e na esperança da vitória futura, mas não pode ser reduzido a nenhuma formulação verbal em particular, por mais elaborada e prestigiosa que seja. Por isso é possível ser marxista sem aceitar nenhuma das formulações anteriores do marxismo, incluindo a do próprio Marx. Por isso é possível participar do movimento marxista sem nada conhecer da sua teoria, assim como é possível rejeitar criticamente a teoria sem cessar de colaborar com o movimento na prática. A investida crítica contra as formulações teóricas deixa intacto o fundamento existencial, que atacado reflui para o abrigo inexpugnável das certezas mudas ou simplesmente produz novas formulações substitutivas que, se forem incoerentes com as primeiras, não provarão, para o marxista, senão a infinita riqueza do fundamento indizível, capaz de conservar sua identidade e sua força sob uma variedade de formulações contraditórias que ele transcende infinitamente. O marxismo não tem “princípios”, apenas impressões indizíveis em constante metamorfose. Como a realidade da vida humana não pode ser vivenciada senão como um nó de tensões que se modificam no tempo sem jamais poder ser resolvidas, as contradições entre as várias formulações do marxismo farão dele uma perfeita imitação microcósmica da existência real, dentro da qual o marxista pode passar uma vida inteira imune às tensões de fora do sistema, com a vantagem adicional de que as de dentro estão de algum modo “sob controle”, atenuadas pela solidariedade interna do movimento e pelas esperanças compartilhadas. Se o marxismo é uma “Segunda Realidade”, na acepção de Robert Musil e Eric Voegelin, ele o é não somente no sentido cognitivo das representações ideais postiças, mas no sentido existencial da falsificação ativa, prática, da experiência da vida. Por isso qualquer povo submetido à influência dominante do marxismo passa a viver num espaço mental fechado, alheio à realidade do mundo externo.


Detalharei mais no próximo artigo estas explicações, resumo das que ofereci no meu recente debate com um professor da Faculdade de Direito da USP, às quais meu interlocutor respondeu que eu pensava assim por ter “problemas emocionais graves” -- sem perceber que, com isso, dava a melhor exemplificação da minha teoria.



Marxismo esotérico



Quando digo que o marxismo é uma “cultura”, está aí implícito que compará-lo a uma “religião” é abusar de uma analogia. Essa analogia só funciona, em parte, se por “religião” se entendem os primitivos complexos mitológicos em que crenças, ritos, governo e sociedade se fundiam numa totalidade inseparável. As religiões universais são por excelência transportáveis para fora da sua cultura originária, e o são, precisamente, porque nelas o depósito inicial da revelação se transmuta numa formulação teológico-dogmática racional com pretensões de verdade universal, a qual se oferece para ser validada ou impugnada no plano do exame teorético. Já o marxismo não admite de maneira alguma ser discutido nesse plano, porque a essência do seu conteúdo intencional, como já expliquei, não está expressa em discurso, mas imbricada organicamente, como um segredo mudo, no tecido da prática revolucionária, do qual deve ser desentranhada por meio de sutis mutações de significado, procedimento esotérico cuja autoridade transcende a dos escritos do próprio Marx.


Antonio Negri, escrevendo em 1994 sobre uma discussão com Norberto Bobbio, afirma: “Para Bobbio, uma teoria marxista do Estado só poderia ser aquela que derivasse de uma cuidadosa leitura da obra do próprio Marx. Para o autor marxista radical (Negri), no entanto, era a crítica prática das instituições jurídicas e estatais desde a perspectiva do movimento revolucionário -- uma prática que tinha pouco a ver com filologia marxista, mas pertencia antes à hermenêutica marxista da construção de um sujeito revolucionário e à expressão do seu poder. Se havia algo em comum entre Bobbio e seu interlocutor era que ambos consideravam o socialismo real um desenvolvimento amplamente externo ao pensamento marxista.”


De um lado, o marxismo não consiste nas formulações expressas de Marx, mas transmuta-se na “construção de um sujeito revolucionário”. De outro, também não se identifica com o “socialismo real”, isto é, com a situação historicamente objetiva produzida por essa mesma construção. Mas, se o “verdadeiro” marxismo não está nem no projeto nem no edifício, nem nas intenções da teoria nem nos resultados da prática, onde está então? Está no trajeto, no processo em si. Está nas profundezas ocultas e moventes da praxis, veladas a seus protagonistas e agora em parte desveladas pelo tirocínio hermenêutico do sr. Negri, para grande surpresa de seus predecessores que se imaginavam marxistas. Longe de ser uma religião dogmática apegada à letra da revelação, o marxismo é um fluxo esotérico de símbolos em movimento perpétuo cujo sentido só vai se revelando ex post facto, cada nova geração provando que os ídolos revolucionários de ontem não eram revolucionários e sim traidores, como numa Igreja auto-imunizante em que a primeira obrigação de cada novo Papa fosse excomungar o antecessor. Compreende-se o risco temível de discutir com marxistas. Você tem um trabalho medonho para vencê-los, só para depois aparecer alguém alegando que, da derrota deles, o marxismo saiu não somente incólume, mas engrandecido.


Nessa linha, o sr. Negri afirma que “uma crítica muito radical do direito e do Estado tinha se desenvolvido no curso do processo revolucionário e tinha sido reprimida nas codificações e constituições da União Soviética e do ‘socialismo real’”. Num estalar de dedos, a máxima realização histórica do movimento socialista se torna o seu contrário: a repressão do socialismo. Mas, com a mesma desenvoltura com que se isenta de responsabilidade por suas ações, a “prática revolucionária” atribui a si própria os méritos de seus inimigos: na perspectiva do sr. Negri, o “conjunto de lutas pela libertação que os proletários desenvolveram contra o trabalho capitalista, suas leis e seu Estado” abrange “desde o levante de Paris em 1789 até... a queda do muro de Berlim”. A leitura esotérica transmuta a derrocada do comunismo em rebelião anticapitalista.


Como raciocínio filosófico, científico, dogmático ou mesmo ideológico, não faz o menor sentido. Como argumento retórico, é ridículo. Como trapaça, é pueril demais. Mas, como operação de emergência para a salvação da unidade cultural ameaçada, faz todo o sentido do mundo. As culturas são a base da construção da personalidade de seus membros, que desmorona junto com elas. A defesa da cultura é uma urgência psicológica absoluta, que justifica o apelo a medidas desesperadas.

The Obama Deception - legendas em português

"Fui enviado para salvar o mundo!!!" - autor: o queniano mestiço BARACK HUSSEIN OBAMA

sábado, 28 de março de 2009

Homenagem às Forças Armadas Brasileiras

Homenagem ao Cel Luiz Mario Mandarino de Sa Freire, pai dos meus filhos (Cavaleiro: da sra. que postou no Youtube) e a todos do meu querido Exercito Brasileiro.

Não cobre atitude de ninguém, enquanto você não tiver uma!

Por e-mail (sic)

Repassando para máxima divulgação. Que esteja presente em todos os blogs e sites do Brasil.
É vital que nos alinhemos - TODOS - em apoio irrestrito às nossas FFAA: isto é o começo da virada!

M.

Não cobre atitude de ninguém, enquanto você não tiver uma!
 
INTENÇÃO É ILUSÃO - AÇÃO É TUDO!!!
 
Há 3 eventos cívicos de relevante importância para o fortalecimento das Forças Armadas Brasileiras acontecendo nos próximos dias em São Paulo:
 
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Dia 29 de março às 09:00
Parque Dom Pedro II 
Saída do desfile de viaturas militares antigas pelas ruas da Capital. Traga sua família, bandeiras, siga a carreata, buzine, vibre, grite, aplauda!
 
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Dia 31 de março às 09:00
Quartel General do Comando do Sudeste - Ibirapuera - Evento alusivo ao 31 de março de 1964 e homenagem às famílias de militares e agentes do Estado, vitimados pelo terrorismo comuna.

Vamos lotar o Quartel General e prestar nosso total apoio ao nosso Exército.
 
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Dia 31 de março às 19:00
Missa em sufrágio das almas dos heróis nacionais, militares e civis, que morreram torturados e/ou assassinados por terroristas. Igreja de Nossa Senhora de Fátima - Bairro do Sumaré - Av. Dr. Arnaldo, 1831 - Metro Sumaré  e estacionamento na igreja.
 
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Meu amigo
 
Você que vive a cobrar uma atitude das FFAA, preste atenção:
 
Para ter o direito de cobrar da sociedade e/ou das FFAA qualquer ação
contra o estado de degradação e emporcalhamento das Instituições e
contra atos de traição à Pátria, por parte da classe política atual e de homens públicos do governo,

COMPAREÇA AOS EVENTOS ACIMA e dê o seu exemplo de Patriotismo, comprometimento, determinação e Amor ao Brasil.
 
Exista, como indivíduo e como Homem e Mulher de Bem!
 
Entretanto, se você tiver algo mais importante para fazer nos dias e horários dos eventos, cale-se e envergonhe-se por priorizar assuntos irrelevantes para a Segurança de sua família, sua liberdade e o futuro de seus descendentes e por relegar a Soberania da Nação a um segundo plano!

 
O momento é AGORA!!!

Este é o Primeiro Passo!!!
 
Esta é a sua oportunidade de provar para si mesmo o quanto você é,
realmente, Brasileiro, Patriota e fiel aos valores que alega defender!
 
Vamos apoiar o Exército Brasileiro, A Marinha e a Força Aérea!!!
 
Qualquer canalha apátrida pode nascer no Brasil, agora... ser Brasileiro, é algo totalmente diferente!!!
 
Ser Patriota não é questão de escolha, é um dever!!!
 
(Joe) Viva Mallet!!! - Ma Force d'en haut.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Da mentira à impostura

DIÁRIO DO COMÉRCIO
Olavo de Carvalho - 25/3/2009 - 22h18


Imprensa minimiza participação de primeira-dama de El Salvador no Foro de São Paulo.

Mentiroso compulsivo é aquele que, desmascarado, não dá o braço a torcer: persiste na mentira, adorna-a de novos floreios, jura, esbraveja, argumenta, e tanto insiste que acaba deixando o interlocutor em dúvida. Porém mais perverso ainda, um sociopata em toda a linha, é aquele que, em tal situação, se faz de desentendido e continua falando no tom da maior normalidade e segurança, como se nada tivesse acontecido.


Aí a mentira singular se transmuta em impostura permanente, estrutural, alterando de uma vez o quadro das relações humanas e quebrando, na alma do ouvinte, não a confiança nesta ou naquela verdade em particular que ele julgava conhecer, mas no próprio valor da verdade em geral.


No primeiro caso, a mentira buscava imitar a verdade, parasitando o seu prestígio; agora ela se impõe por seus próprios méritos, como um valor em si, independente e superior à verdade. Perplexo e atordoado pelo fascínio da insanidade, o ouvinte se vê atraído para dentro de uma espécie de teatro mágico, onde o preço do ingresso é a abdicação não só do poder, mas do simples desejo de conhecer a verdade.


Pois bem, esse é o jogo criminoso, sórdido e indesculpável, que a “grande mídia” brasileira inteira, sem exceção, tem jogado com seus leitores desde que se tornou impossível continuar negando e ocultando, como o fizera ao longo de dezesseis anos, a existência e o poder descomunal do Foro de São Paulo.


Agora, quando tocam no assunto que antes evitavam como à peste, nossos jornais o fazem no estilo distraído e anestésico de quem falasse de coisa banal e rotineira, que tivesse estado presente nas suas páginas desde sempre, com a regularidade das colunas de turfe e das histórias em quadrinhos.


Seriam mais decentes e toleráveis se persistissem na mentira, negando o óbvio com aquela intensidade louca do fingidor histérico, que grita e gesticula para persuadir a si mesmo daquilo em que, no fundo, não pode acreditar. Entre o histérico e o sociopata vai toda a distância que medeia entre a paixão e o cálculo, entre a doença e a maldade, entre a explosão de um sintoma neurótico e o planejamento frio de um crime.


Relatando a vida de Vanda Pignato, a militante comunista brasileira que acaba de se tornar a primeira-dama de El Salvador, a Folha de S. Paulo do dia 23 informa, de passagem, meramente de passagem, que a referida “participava das reuniões do Foro de São Paulo, articulado pelo petismo e controvertido por já ter permitido a participação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), convertida em narcoguerrilha”.


Não é uma belezinha? A mais poderosa organização política da América Latina, financiada por fontes misteriosas jamais investigadas, autora suprema da articulação clandestina que ludibriou povos inteiros durante uma década e meia e salvou o comunismo da extinção mediante o ardil de fazer-se de morto para assaltar o coveiro, de repente aparece como uma entidade normal, legítima como qualquer partido político, só vagamente "controvertida" por ter "permitido a participação" da narcoguerrilha colombiana!


Como se o Foro tivesse se limitado a isso, em vez de prestar apoio unânime e incondicional às Farc, acusando o governo colombiano de "terrorismo de Estado"! Como se entre as fontes de sustentação financeira de um movimento tão vasto e dispendioso fosse dispensável, pela origem espúria, o dinheiro do narcotráfico! Como se do Foro não participassem também outras organizações criminosas, por exemplo o MIR chileno, sequestrador de brasileiros, com direito a manifestações de solidariedade continental cada vez que um de seus agentes armados é preso e enviado à Justiça! Como se a mera existência de um poder invisível e onipresente, capaz de mudar a história de um continente sem que o público tenha a menor notícia do que está acontecendo, já não fosse em si mesma um formidável concurso de crimes, a anomalia das anomalias, a aberração das aberrações!


Nunca, fora dos países comunistas onde a mídia é oficialmente órgão de propaganda e desinformação, os jornalistas jogaram tão sujo quanto na ocultação pertinaz do Foro de São Paulo e na operação-desconversa que se seguiu à queda do muro de silêncio.


Mentir, eles mentiam antes. Agora partiram para o fingimento de segundo grau, a consolidação da impostura como um direito sagrado e um dever moral soberano, nada mais cabendo ao povo, diante desse ritual diabólico, senão curvar-se em respeitoso silêncio, prostituindo e sacrificando ante um ídolo de papel os últimos vestígios de dignidade que possam restar na sua alma exausta e entorpecida.


Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia


NOTA DA REDAÇÃO

Vanda Pignato


A futura primeira-dama de El Salvador (assume em junho) é uma brasileira, advogada de direitos humanos, militante do PT desde a década de 80 e amiga do presidente Lula. Ela vive naquele país desde 1992. Em 1993, no governo de Itamar Franco, assumiu a direção do Centro de Estudos Brasileiros do consulado do Brasil. Mesmo sendo funcionária do governo, Vanda participou de todos os encontros do Foro de São Paulo na América Central.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".