Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Belo Monte: ambientalismo internacional volta-se contra o Brasil

 

IPCO

27, agosto, 2012

Editorial da discórdia volta-se contra o Brasil

Editorial da discórdia volta-se contra o Brasil

Luis Dufaur

Apesar de o projeto de Belo Monte ser exclusivamente brasileiro, por realizar-se integralmente em território nacional, ele está sendo internacionalizado pela militância ambientalista radical.

“Le Monde”, jornal porta-voz do socialismo e da esquerda católica francesa, publicou nesta semana um editorial que é revelador de uma ofensiva antibrasileira a propósito da barragem de Belo Monte. Jornais brasileiros concederam notável destaque à publicação, como por exemplo “O Estado de S.Paulo”.

No dia 16/08/2012, após reconhecer que o projeto ajudaria a tirar de seu estado atual uma das regiões mais pobres do País e oferecer emprego a dezenas de milhares de brasileiros, o jornal agita o espantalho da “proteção de tribos indígenas ameaçadas de serem expulsas de suas terras onde vivem desde tempos imemoriais e da bacia amazônica, que não somente é o pulmão ecológico da América do Sul, mas do planeta inteiro”.

O apelo à demagogia não é novidade no ambientalismo. A Amazônia não é o pulmão verde do planeta, segundo reconheceram não somente cientistas da maior autoridade, mas também militantes ecologistas radicais, como o falecido Jacques Cousteau.

E, se porventura o fosse, o Brasil e os países com soberania sobre partes da região deveriam ser recompensados pelo bom serviço prestado à Terra, e jamais punidos por tentarem sair de situações de infra-desenvolvimento.

Ativismo teatral de ONGs em Nova York desconhece o Brasil

Ativismo teatral de ONGs em Nova York desconhece o Brasil

O jornal das esquerdas francesas rememora com satisfação os 30 anos de atraso imposto ao projeto pelas ONGs das esquerdas internacionais, de índios, e das Igrejas – como o CIMI,longa manus da CNBB – e “advogados prestigiosos” como o cantor anarco-rockeiro Sting.

Uma frente ampla na aparência muito heterogênea, mas na prática coligada com um objetivo único anticivilizatório – e, no caso, antibrasileiro.

O jornal francês também deplora que ainda haja quem queira impulsionar a grande obra nacional. Ele patenteia um íntimo desejo de que o projeto fracasse.

O editorial do “Le Monde” apresenta com um viés assustador o alagamento de 500 km2 de terras da Amazônia, região com uma superfície de 5.500.000 km², dos quais 49,2% pertencem ao Brasil. Portanto, a área alagada – se esse alagamento fosse ruim – ocupa menos de dez milésimos da região.

O impacto negativo – se é que existe – seria insignificante, e até largamente justificado pelos benefícios hauridos pela população local, entre outros, o de sair do atraso.

Alguns escassos ativistas perturbam obras em Belo Monte

Alguns escassos ativistas bloqueiam obras em Belo Monte

Nada disso importa, Monte Belo deve ser bloqueada qualquer que seja o mal causado ao Brasil e às populações locais e ao País todo.

E os trompetes internacionais do ambientalismo radical estão convocando à ofensiva contra o Brasil.

Para disfarçar o anti-humanismo ambientalista que o jornal parisiense promove, “Le Monde” fala de 20.000 pessoas, essencialmente membros de tribos indígenas, que deveriam se mudar da pequena área alagada, a locais vizinhos.

Esconde que na aldeia Paquiçamba, área de futura barragem, o cacique Manuel da etnia juruna e muitos índios veem com bons olhos a construção da hidroelétrica.

Porém, o cacique e os indígenas que pensam como ele parece ter cometido o crime inafiançável de contradizer a cartilha comuno-tribalista.

Ambientalistas fazem revolução contra o cacique Manuel Juruna
(na foto com a mulher)

A punição ambientalista redigida a priori e em vias de aplicação é implacável: eles são desqualificados e midiaticamente “apagados” por se terem ‘vendido’ às empresas responsáveis pelo projeto.

Já ouvimos demais esse argumento, cunhado para desmoralizar os que não aceitam as imposições arbitrárias do ecologismo radical.

Os “defensores dos índios” promoveram uma revolução contra o cacique para a fim de destituí-lo de sua liderança tradicional.

“Estão com raiva de mim, querem que eu deixe de ser o cacique. Dizem que eu sou a favor da hidrelétrica” – deplorou o indefeso cacique Manuel Juruna.

E acrescentou: “Se me dessem um dinheiro, ia investir na plantação, comprar uma casinha em Altamira para ter um lugar onde ficar na cidade e uma voadeira (pequeno barco), para ir da aldeia para lá”.

Atriz Sigourney Weaver e grupúsculos manifestam em New York contra Belo Monte

Atriz Sigourney Weaver e grupúsculos
manifestam em New York contra Belo Monte

Quem está expulsando os índios?

Belo Monte produzirá mais de 11.000 megawatts por ano, tornando-se a terceira maior barragem do mundo, capaz de atender 11% das necessidades energéticas do País.

Para Adoniran Alves, morador da Ressaca, vilarejo do município Senador José Porfírio, o qual será impactado com a diminuição da vazão do Rio, a usina vai trazer desenvolvimento para a região.

“Sou a favor da hidrelétrica. Acho que é a solução. Ela vai trazer dinheiro para a região e melhorar as condições de vida por aqui”, diz.

Estes brasileiros não têm direito humano para melhorar suas vidas e as de suas famílias?

A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos exigiu a suspensão do projeto porque as tribos indígenas concernidas não teriam sido ouvidas.

Qualquer exagero serve para tentar engessar o Brasil.

Qualquer exagero serve para tentar engessar o Brasil.

Não tenhamos ilusões, se algum indígena ou habitante da região for ouvido, tratar-se-á de indivíduos treinados e teledirigidos pelas ONGs e pelo comuno-progressismo auspiciado pela CNBB.

Os indígenas que estão se integrando na civilização brasileira e que são verdadeiros brasileiros de coração – como o cacique Manuel e os seus, além dos pioneiros brancos, também corajosos brasileiros que lutam para levantar a região – não serão ouvidos.

Enquanto Belo Monte vai sendo bloqueada por manobras ideológicas, os militantes ecologistas do mundo inteiro saúdam com euforia seus correligionários ongueiros, indígenas e esquerdistas através das páginas dos jornais da inteligência socialista de Paris, Washington ou Roma.

Caso Cidinha Campos: Ricardo Gama pode ser preso hoje…

 

Drogas: Desconstruindo, com impiedade, o pensamento infantil do doutor Gadelha, um figurão da Fundação Oswaldo Cruz. Ou: Cuidado, senhores parlamentares! Querem transformá-los em “vapores” do PCC e do Comando Vermelho

 

VEJA

25/08/2012 às 6:09

 

O pessoal que quer descriminar as drogas afirma que gosta do debate. Eu também gosto. Então vamos colaborar. Espalhem este texto para animar a conversa.

Está em curso uma campanha nacional pela descriminação do uso de drogas. À frente dela, os bacanas de sempre. Acham que esse é um assunto que concerne, digamos assim, às classes médias ilustradas. Quanto mais distante do debate ficar o povo, melhor.  Os progressistas odeiam o povo reacionário. O governo do Uruguai foi mais estúpido, porém mais honesto: propôs logo de cara a estatização da maconha. Por aqui, tenta-se revestir a legalização branca de “descriminação do consumo”. Frauda-se a lógica, ignoram-se os fatos, mistifica-se.

Os sites e fóruns da turma “pró-descriminação” adoram me demonizar. Um amigo com acesso a um desses debates fechados, que requerem senha, me enviou alguns comentários que fazem por lá a meu respeito. Apareço como uma pessoa má. Só não são capazes de responder aos argumentos porque gostam de discutir o assunto entre os que concordam. É um jeito de fazer as coisas.

Um dos líderes da campanha é o médico Paulo Gadelha, presidente da Fundação Oswaldo Cruz. Reproduzo em vermelho entrevista que ele concedeu a Márcio Allemand, no Globo Online. Houve um tempo em que entrevistar alguém compreendia buscar também eventuais contradições em seu pensamento. A depender do tema, a nossa imprensa transforma uma entrevista num release entremeado de perguntas. Leiam. Comento em azul.

À frente da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), que na quarta-feira entregou um anteprojeto de lei ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), propondo a descriminalização dos usuários de drogas no país, está o médico Paulo Gadelha. Graduado em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, tem mestrado em Medicina Social e doutorado em Saúde Pública, Gadelha ocupa a presidência da Fundação Oswaldo Cruz desde 2009. É lá que ele costuma se reunir para discutir questões a respeito da legislação brasileira sobre drogas e garantir uma diferenciação mais clara entre usuários e traficantes. O anteprojeto entregue em Brasília já conta com mais de 100 mil assinaturas de apoio. Mas a expectativa de Gadelha é que este número chegue a mais de um milhão em três meses.

Qual o teor do anteprojeto entregue ao presidente da Câmara?
PAULO GADELHA: É centrado na visão de que o usuário não pode ser considerado criminoso. Desde 2006 a lei garante que o usuário não seja preso, mas é preciso diferenciar o que é um traficante do que é um usuário. Apesar de a lei dizer que o usuário não pode ser preso, ela não diz se uma pessoa que está portando 1 ou 100 gramas seja usuário ou traficante. Fica a cargo da autoridade policial decidir, criando insegurança para todos os agentes envolvidos e uma enorme vulnerabilidade para os usuários.

Não sei onde este senhor estudou lógica elementar, mas não foi na faculdade de medicina. Se ele cuidar de gente tão bem quanto cuida do raciocínio, estamos feitos. É bem verdade que sua área é “medicina social”, “saúde pública” (e cargo público). Parece que não precisa receitar nem aspirina, o que é bom. Entendo que o doutor pretende que a lei estabeleça quantidades para definir o que é o que não é tráfico. Aquele projeto aloprado de reforma do Código Penal prevê que deixaria de ser tráfico quem portar o suficiente para cinco dias de consumo. Isso é quanto? Tomar-se-á como média quantos cigarros de maconha, de que tamanho? Quantas carreiras de cocaína? Quantas pedras de crack? Quantos comprimidos de ecstasy?

Gente que gosta de enfiar o pé na jaca (não estou dizendo que seja o caso do doutor), especialmente os maconheiros, detesta precisão. Eu adoro. Quero saber. Quero também que o doutor Gadelha me explique por que, uma vez definida a quantidade, os traficantes não fariam com que seus “vapores” — os distribuidores da droga — passassem a portar, no máximo, a quantidade permitida. Mais: Gadelha tem de me explicar outra coisa. Peguemos o indivíduo X como exemplo, flagrado numa segunda-feira qualquer com uma quantidade Y de droga para o seu consumo por Z dias. Como isso não é crime, não se lavra boletim de ocorrência, nada. Zero de documentação! Na terça, o mesmo indivíduo X é flagrado de novo com a mesma quantidade Y, e de novo na quarta, na quinta, na sexta… O nome disso, meu senhor, é legalização do narcotráfico. É isso o que o senhor está propondo e ainda que não se deu conta — ao menos espero que não.

Vejam lá… O doutor Gadelha está preocupado é com a “vulnerabilidade do usuário”… Huuumm… Mais adiante, ele vai cobrar que a sociedade também lhe dê tratamento — se ele quiser, é claro! Entendi! Um usuário precisa consumir o que bem entender em segurança. Caso decida se tratar, isso passa a ser, então, um problema nosso. Se ele quiser puxar fumo, cheirar pó, cachimbar um crack na pracinha em frente de sua casa, leitor, perto de suas crianças, você deve considerar que isso é um direito porque crime não é — sendo só pra consumo e ele prometendo que não vai oferecer pra mais ninguém, não podemos impedi-lo (com a lei atual, isso ao menos é possível). Mas, quando ele se cansar dessa vida, aí, então, avança no nosso bolso. Aí passa a ser problema nosso!

O que mudou depois da lei que entrou em vigor em 2006?
PAULO GADELHA: Dobrou o número de prisões de supostos traficantes por porte de drogas e aumentou a população prisional. Isso porque há em nossa sociedade traços de discriminação e preconceito social e racial. No caso de um dependente, o que ele está precisando é de ajuda e tratamento de saúde, e não ser penalizado com detenção. Ele acaba preso e sem tratamento.

Essa resposta escandaliza a lógica, o bom senso, o pensamento matemático e a razão. Como é que uma lei que NÃO MANDA para a cadeia os usuários poderia estar na raiz do aumento da população prisional de consumidores? É um pensamento cretino, infantiloide, mágico. Mais: quem disse que o “dependente precisa de ajuda e tratamento de saúde”? Precisa se ele quiser! Se não quiser, não! Se a droga é, nessa perspectiva, só uma doença, acredito que o doutor não esteja pensando em tornar compulsório o tratamento de drogados e diabéticos… O senhor entendeu ou tento agora com desenho? Como o argumento é furado — e o repórter não lhe cobrou que explicitasse a relação entre causa e efeito —, resta a velha e boa tecla do “preconceito”. Houvesse uma categoria chamada “vergonha na cara argumentativa”, o doutor teria optado pelo descaramento: o que a questão racial faz no meio desse imbróglio? O aumento da população prisional rende outro bom debate. Aumentou, sim! Em São Paulo, onde se costuma prender bandido. Não por acaso, o índice de homicídios despencou quase 80% em 12 anos.

Como a sociedade deveria lidar com isso?
PAULO GADELHA:
O álcool, por exemplo, que é considerado uma droga lícita, também causa um sofrimento enorme e é responsável por 70% das internações por dependência de drogas e por 90% da mortalidade. Precisamos educar a população. Nossa proposta no que se refere às drogas ilícitas é para que haja um debate com a sociedade para que ela saiba lidar com o problema. Atualmente a guerra contra as drogas tem como principal bandeira a repressão ao tráfico e ao usuário. Gastam uma fortuna e fracassam. O consumo aumenta, aumenta a violência.

Jamais, nem que fosse o último médico, eu me consultoria com doutor Gadelha! Se ele me mandar tomar a tal aspirina, bebo suco de laranja. Seu pensamento frauda a lógica de uma maneira escandalosa. Está na Fundação Oswaldo Cruz? Tomara que a burocracia por lá ande sozinha. É CLARO QUE O ÁLCOOL RESPONDE PELO MAIOR NÚMERO DE OCORRÊNCIAS DE TUDO O QUE HÁ DE RUIM EM MATÉRIA DE DROGA. O DOUTOR NÃO SABE POR QUÊ? EU SEI! PORQUE É LEGAL. PORQUE SEU CONSUMO NÃO É COIBIDO. Quando a droga — só para consumo, claro! —, circular livremente, o que vai acontecer? Uma elevação do consumo e, pois, dos casos a elas relacionados. Na sua lógica estupidamente infantil, o doutor diz que o aumento do consumo é fruto, ora vejam!, do combate ao consumo. Por quê? Porque, se a lógica fosse um ser bípede, o doutor a enfrentaria com quatro patas. Ele pensa assim: a) existe uma política de repressão ao tráfico e ao consumo; b) houve aumento do consumo; c) logo, aquela política é a responsável por isso; d) então por que não testar o contrário, a saber: descriminar as drogas — e, pois, pôr fim a qualquer interdição no consumo — para a gente diminuir… o consumo??? Um homem do povo que pensasse desse modo não chegaria à idade adulta. Mas sabem como é… As classes médias protegem os seus rebentos… De novo, não adianta me xingar e me satanizar em forunzinhos mixurucas. Não dou a mínima!

A propósito do álcool: a venda é proibida para menores — embora aconteça. O doutor, claro!, vai dizer que a questão não é concernente à droga porque o tráfico continuaria proibido. Entendo. Mas entendo também que um policial que flagrasse uma criança de 15 anos com droga “apenas para consumo”, dada a descriminação, não teria o que fazer, não é? Não caberia nem mesmo avisar aos pais. Reitero! Essa gente acha que o Brasil é o Posto 9!

Quem usa a droga é criminoso?
PAULO GADELHA: Nossa proposta vai justamente contra esta máxima. Antes de mais nada é preciso encarar o problema das drogas como problema de saúde pública. Se a legislação continuar como está, o usuário ou dependente dificilmente vai procurar um serviço de saúde para se tratar. O que estas pessoas precisam é de tratamento e elas não querem e nem podem ser confundidas ou rotuladas como criminosas.

Não sei como o repórter se prepara antes de uma entrevista, e Paulo Gadelha, como a gente nota, não ajuda ou também não sabe. Sim, meu valente entrevistador! Quem usa droga é criminoso porque o consumo não foi descriminado, não. Apenas não rende prisão. Por isso, à polícia cabe reprimir também o consumo da droga em locais públicos. No dia em que não for mais, aí é o vale-tudo. Quanto ao mais, dizer o quê? É mentira! Ninguém deixa de procurar tratamento porque consumir droga é crime! Qualquer pessoa que se apresente e se diga dependente químico em busca de reabilitação não sofrerá qualquer sanção penal. Não sei se por ignorância ou por má-fé, o doutor está misturando alhos com bugalhos.

O senhor procurou exemplos bem-sucedidos de outros países?
PAULO GADELHA: Sem dúvida. Hoje há uma consciência internacional de que é preciso mudar. Estudos mostram que nos 21 países que resolveram despenalizar o usuário, como Portugal, por exemplo, houve vários avanços importantes. Não houve aumento do consumo, a população prisional reduziu, os recursos para o aparato policial foram transferidos para outras áreas e os índices de saúde relacionados às drogas melhoraram sensivelmente.

Não é pergunta, mas levantada de bola na rede. E o doutor corta com outra mentira escandalosa. Atenção! Em Portugal:
– houve aumento do consumo;
– houve aumento do tráfico;
– houve aumento de homicídios.
Escrevi a respeito no dia 28 de julho. Reproduzo um trecho.

Houve um aumento de 53,8 % no número de pessoas que experimentaram drogas ao menos uma vez: de 7,8% para 12% . Em Portugal, existe o IDP (Instituto de Drogas e de Toxicodependência). Lá como cá, os defensores fanáticos da descriminação tendem a ignorar a realidade. Caso se leiam as entrevistas de seus diretores, seremos informados de que o sucesso é retumbante. É??? Vejam estes dados do próprio IDP. As drogas foram descriminadas em 2001. Reparem no que aconteceu nos anos seguintes. Mais: a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2003 (1,43 por 100 mil habitantes) cresceu 43% em relação a 2001, ano da descriminação (1,02 por 100 mil). Em 2010, ficou em 1,26 (crescimento de 24% em relação a 2001). Os homicídios relacionados às drogas cresceram 40%.


Não obstante, o sucesso da política do país é alardeado pelos tais fanáticos dentro e fora dos domínios portugueses. Ainda que fosse verdade (não é, como se vê), note-se: Portugal é menor do que Pernambuco e tem uma população INFERIOR À DA CIDADE DE SÃO PAULO. Quando as drogas foram descriminadas por lá, reitero, a taxa de homicídios era de 1,02 por 100 mil. E cresceu 24% ao longo de 9 anos. A do Brasil é quase VINTE E QUATRO VEZES MAIOR HOJE! Ah, sim: Portugal não é rota preferencial do tráfico. O Brasil é.

Observem o que aconteceu com a apreensão de drogas nos anos subsequentes. A parte continental do país, com o mar a oeste e ao sul, tem uma costa de 1.230 km apenas; ao norte e ao leste, um único vizinho: a Espanha. Banânia tem 9.230 km de Litoral a serem vigiados e faz fronteira com nove países. Quatro deles são produtores de coca: Colômbia, Venezuela, Peru e Bolívia. O Paraguai é um grande exportador de maconha. Mas o especialista Abramovay acredita que Portugal pode servir de exemplo a um gigante com as características do Brasil, com uma população 18 vezes maior, num quadro de brutal desigualdade, desaparelhamento da polícia, fronteiras desguarnecidas… Pior não é dizer o que diz; pior é lhe darem trela.

E qual a importância da sociedade nesse debate?
PAULO GADELHA: O mais importante do processo é o debate público. Uma mudança desta natureza só acontece se toda a sociedade participar. A questão da AIDS, por exemplo, só foi possível porque houve um programa de enfrentamento e iniciativas de discutir tudo o que envolvia a doença: religião, diversidade sexual, uso de camisinha, liberdade sexual. A sociedade inteira foi mobilizada para permitir ações eficazes. Queremos algo semelhante. Se a questão das drogas continuar a ser abordada e carregada de muito preconceito não haverá regressão nem de consumo, nem de tráfico, nem de violência e, sim, haverá aumento de sofrimento.

A associação é cretina, estúpida, indevida, intelectualmente vigarista. No caso da Aids, tratava-se de sugerir às pessoas menos exposição ao risco — é isso o que significa a camisinha. A descriminação do consumo de drogas significa exatamente o contrário: maior exposição ao risco.

Quais serão os próximos passos da comissão?
PAULO GADELHA: Vamos começar um debate junto ao pessoal da educação e tentar angariar apoio de formadores de opinião. Nesse ponto, a mídia será fundamental. Nossa proposta em nenhum momento propõe o incentivo ao uso e muito menos à legalização. Nossa proposta é para despenalizar criminalmente o usuário.

É isso aí. É uma campanha feita pelos bacanas. Se o país enfrenta já o flagelo do crack mesmo havendo uma interdição ao consumo, imaginem o que vai acontecer quando não houver mais. O doutor também quer revolucionar a lei da oferta e da procura. Pretende aumentar brutalmente a demanda, mas supõe que não haverá elevação do suprimento. Ele é membro da tal Comissão Brasileira Sobre Droga e Democracia. Aqui estão os integrantes do grupo. Foram eles que levaram ao ar aquela propaganda “É preciso mudar”, pedindo uma nova lei — na verdade, defendiam a descriminação, mas não deixaram isso claro ao telespectador.

O orientador da turma é Pedro Abramovay, que já foi Secretário Nacional de Justiça. Foi chutado por Dilma quando estava prestes a assumir a secretaria responsável pelo combate às drogas. É autor, embora negue, da tese de que também os “pequenos traficantes” devem ficar soltos. É considerado gênio por alguns. Transita com desenvoltura entre petistas e entre tucanos que só não são petistas porque não podem, não porque, no fundo, não quisessem. Abramovay é mesmo um portento. Não faz tempo, em entrevista ao Globo, atribuiu a queda de homicídios em São Paulo ao PCC… Prêmio Nobel da Paz para o PCC!

Eis as mentalidades que estão por trás de campanhas nessa natureza.

Podem babar à vontade em seus respectivos fóruns. Eu os acuso de:
– ignorar a lógica quando pensam;
– ignorar os fatos quando fazem propostas;
– mentir de forma descarada quando se referem a Portugal como exemplo bem-sucedido de política de drogas.

Podem fazer vodu ideológico com a minha foto entre um relaxamento e outro. Não ligo. Mas tentem ao menos argumentar na vertical e com sobriedade! Quero fatos e lógica, e não “preconceituosos do bem”.

PS – Se eu fosse do PCC, do Comando Vermelho ou do Amigos dos Amigos, mobilizaria minhas franjas para apoiar essa proposta. O QUE PODE HAVER DE MELHOR PARA O CRIME ORGANIZADO DO QUE DESCRIMINAÇÃO DO CONSUMO E PROIBIÇÃO DO TRÁFICO? É o paraíso na terra. E tudo isso no Brasil, um país que faz fronteira com quatro altos produtores de droga e que é rota do tráfico internacional. Marcola e Fernandinho Beira-Mar já aderiram.

Texto publicado originalmente às 20h24 desta sexta

Por Reinaldo Azevedo

Pensem nesta vergonha, senhoras ministras e senhores ministros do Supremo: até agora, esta inocente é a única punida do mensalão!

 

VEJA

26/08/2012 às 5:01

 

Vocês têm de espalhar na rede a história desta mulher porque ela é a evidência viva do modo como “eles” operam. Ela se negou a endossar a roubalheira dos mensaleiros no Banco do Brasil. Sabem o que aconteceu? Perdeu o emprego, não consegue mais trabalho e já foi ameaçada de morte três vezes. Leiam a reportagem de Gustavo Ribeiro e Hugo Marques na VEJA desta semana.

Danevita: ela fez a coisa certa e, por isso, perdeu o emprego e recebeu três ameaças de morte

A publicitária Danevita Magalhães não ajudou a desviar recursos públicos, como fez o PT e seus dirigentes, não fraudou empréstimos bancários, como o empresário Marcos Valério, nem sacou dinheiro sujo na boca do caixa de um banco, como fizeram os políticos. Sua situação, porém, é bem pior que a de muitos deles. Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária.

Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema —, Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro.

O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição. Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua. Em depoimento à Justiça, Danevita contou ainda que ouviu de um dos diretores da DNA que a cam­panha contratada jamais seria realiza­da. “Como não assinei, fui demitida”, lembra.

Depois disso, ela não conse­guiu mais arrumar emprego e perdeu tudo o que tinha. Saiu de um padrão confortável de vida — incluindo um salário de 15000 reais, carro do ano e viagens frequentes — para depender da boa vontade de amigos e morar na casa da filha, que a sustenta. “Estou sofrendo as consequências desse esquema até hoje. O pior é que eu não participei de nada. Você deveria falar com Dirceu, Lula…”, disse.

Danevita hoje vive reclusa na casa da filha e evita conversar sobre o mensalão. Ela conta que sofreu três ameaças de morte. Sempre telefonemas anônimos, pressionando-a para mudar suas alegações às autoridades. Seu desespero é tamanho que, em entrevista a VEJA, ela pediu para não ser mais procurada: “Peço que me deixem em paz. Eu não tenho mais nada a perder”, disse. Danevita credita aos envolvidos no esquema — e prejudicados pelo teor do seu testemunho — as dificuldades que tem encontrado no mercado de trabalho. Apesar de um currículo que inclui altos cargos em empresas multinacionais, ela conseguiu apenas pequenos serviços. A publicitária não tem dúvida de que os mensaleiros a prejudicam, mas não cita nomes. “Fico muito magoada com isso. Já perdi meu dinheiro e minha dignidade”, desabafa. Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros.

Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ‘Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de uma forma muito negativa”, lamenta.

Por Reinaldo Azevedo

ESPÍRITO SANTO: Operações Pixote e Lee Oswald estimulam interatividade em SÉCULO DIÁRIO

 

SÉCULO DIÁRIO

Discussões sobre os desdobramentos do escândalo do Iases e declarações de Pedro Valls marcaram a semana

Lívia Francez

24/08/2012 18:48 - Atualizado em 25/08/2012 14:17

A interação dos leitores no novo formato de Século Diário se intensificou na última semana. Com quase um mês de implantação, o leitor parece ter se habituado com o novo sistema de comentários, que permite respostas diretas e suscita o debate. A semana que passou foi de ressaca da Operação Pixote, que levou para a cadeia a cúpula do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis) no dia 17 deste mês. 

Durante a semana, Seculo Diário destrinchou o teor das denúncias que motivaram a operação, além de apontar suas ramificações. Na terça-feira (21), em discurso inflamado na Assembleia Legislativa, o deputado Gilsinho Lopes (PR) contestou o secretário de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli, quem afirmou não saber das irregularidades antes da denúncia. 

O deputado fez críticas que foram além da situação do Iases e disse em seu pronunciamento que já levou ao conhecimento do secretário, inclusive munido de documentos, os problemas relacionados ao fornecimento de alimentação para os presídios e sobre a escola penitenciária. Nos comentários os leitores parabenizaram o parlamentar pela atitude.

O advogado André Moreira lembrou que o caso pode ensejar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa.

Na quarta-feira (22), Século Diário publicou uma matéria que mostra como o escândalo envolvendo o Iases e a Acadis pode chegar ao sistema prisional. A matéria mostra como as unidades prisionais foram construídas, sem licitação, com gasto de meio bilhão de reais com praticamente duas empresas: Verdi Construções e DM Construtora, ambas do Paraná. Além disso, o jornal também denunciou os contratos com as empresas terceirizadas que hoje administram sete das 35 unidades prisionais. 

Os leitores lamentaram a postura do governo em manter a cúpula da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

Mas as manifestações da semana não giraram apenas em torno do escândalo de corrupção envolvendo Iases e Acadis. Na quarta-feira (22), o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, em decisão histórica, devolveu a denúncia criminal oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPES) sobre os episódios de corrupção flagrados na “Operação Lee Oswald”. Citando a existência de um “crime organizado”, Pedro Valls questionou a exclusão de outras pessoas citadas durante as investigações na ação – restrita apenas a envolvidos com a quadrilha que atuava no município de Presidente Kennedy, no litoral sul do Estado.

A notícia, publicada na quarta-feira, ainda mobiliza os leitores, que fizeram da matéria a mais comentada desde a implantação do novo formato do jornal. O desembargador foi parabenizado por todos os leitores que se manifestaram. 



O editorial de quarta-feira questionou a cobertura da imprensa a respeito da decisão histórica, que não foi tratada com a importância que o caso exigia. Os leitores aproveitaram o espaço de comentários para debaterem o tratamento atual dos casos de repercussão na mídia corporativa.



Marcos Valério, o homem-bomba


 

Publicado em 23/08/2012 por vejapontocom

Condenado pelos ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, o
empresário mineiro que atuava como gerente do mensalão pode cumprir a
promessa de afundar atirando.

O Salvador filósofo

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR EDSON CAMARGO | 26 AGOSTO 2012
ARTIGOS – CULTURA

PauloemAtenas

Mário Ferreira dos Santos, o maior filósofo que o Brasil já teve, afirmou que o cristianismo era por definição a grande religião capaz de levar os homens à condição de verdadeiros filósofos. A lista destes é imensa, e inclui gigantes de várias épocas, como Justino Mártir, Agostinho, Tomás de Aquino e Edmund Husserl. Recorrendo a ela, deve-se concluir que se o “ide e fazei discípulos” resultou no surgimento de inúmeros filósofos ao longo da história, certamente algo há em Cristo e em sua doutrina que gera esse maravilhoso resultado.

O filósofo norte-americano Peter Kreeft, em seu The Philosophy of Jesus – traduzido para o português dos brasileiros com o título marotamente marketeiro Jesus, o maior filósofo que já existiu– destaca, usando um parecer de C. S. Lewis, que se num certo sentido, Confúcio, Buda e Maomé são filósofos, Jesus Cristo também o é, não só por conta do conteúdo da sua mensagem, mas também pela forma com que a apresentava, para que os homens apreendessem o sentido mais profundo de seus ensinamentos.

Kreeft apresenta na obra os pareceres definitivos do Mestre dos mestres nas quatro disciplinas fundamentais da filosofia. Há uma metafísica de Jesus: Ele responde o que é o ser, o que é o real. Há uma epistemologia do Cristo: Jesus responde como podemos conhecer a realidade, e também apresenta os limites do conhecimento humano. Há a antropologia do Logos Encarnado: “Ele é o homem como o homem foi planejado para ser”, diz Peter Kreeft, que, em seguida, denuncia: “Toda psicologia, sociologia e antropologia secular é fundamentalmente oblíqua em seu próprio fundamento, pois assume, de forma errônea, que seu objeto de estudo, o homem, se encontra em seu estado natural”.

O filósofo está correto. Sem levarmos em conta a Queda, nossa condição de seres caídos, imersos no pecado, não entederemos a Cristo, seu sacrifício, e a nós mesmos. A confusão moderna e as tragédias da modernidade encontram aí sua raíz. E então adentramos nas questões centrais da quarta grande disciplina filosófica: a ética do Salvador filósofo. Como viver? Como agir? Como se portar? Nossa cultura rejeita a moralidade cristã por rejeitar a Cristo, avisa Kreeft. Mas Ele é a refutação do relativismo: mas que um argumento perfeito, Ele é a Pessoa Perfeita. “Os argumentos mais irrefutáveis são sempre fatos, dados, realidade concreta”, lembra o autor, evocando um tema que, vergonhosamente, e por conta dos que rejeitam a Cristo, ainda integra o debate político: “o argumento mais eficaz contra um aborto é simplesmente assistir a um aborto”. Aquele que diz: “quem vê a mim, vê ao Pai, se apresenta e diz:

“Segue-me”. E na santidade o homem encontra sua realização plena, pois foi criado santo, sem pecado. Nela encontra a resposta também da metafísica. Pois um santo é um homem mais parecido com Cristo, que é o fundamento de toda a realidade. É nessa ética que a plena percepção do real pode se ser encontrada, ainda que com limitações: “em parte conhecemos, em parte profetizamos”. Kreeft aborda estas questões decisivas para a saúde espiritual de todo e qualquer ser humano com um texto leve, mas com argumentação sólida.

E aí vem a dimensão pública da ética, a realidade política. O autor exorta: Cristo é mais real do que as doutrinas da direita, que apenas apontam para o real. Cristo é mais amoroso com o pobre do que o entusiasta do esquerdismo. “Por que ser um ‘liberal de coração mole’? Porque Cristo o é. Por que ser um ‘conservador cabeça dura’? Porque Cristo o é”, afirma Peter Kreeft, sem se omitir a respeito do grande vilão em nossa sociedade: a Cristofobia. Declara que vivemos numa época revolucionária, denuncia o pensamento “politicamente correto”, o falso conceito de “tolerância” vigente, e o fraco fundamento dos secularistas para a solidariedade: nossa origem comum, que, segundo estes, é o macaco. “Um fundamento não muito bom”, ironiza. Também critica a chamada revolução sexual. “Cristo modifica radicalmente a revolução sexual. Como ele faz isso? Não ao contrapor religião e sexo, mas ao contrapor a verdadeira e a falsa religião”. E aqui expõe a farsa fundamental do marxismo cultural gestado pela Escola de Frankfurt, sem citá-la, talvez por conta dos fins mais evangelísticos da obra.

Imagino que Kreeft sabe o quão sensíveis são às críticas os autoproclamados defensores da diversidade e do pluralismo; pessoas, que, no fim das contas, são os mais ferrenhos dogmáticos das religiões políticas que geraram as grandes matanças do século XX.

Jesus, o maior filósofo que já existiu convida cristãos tendentes ao irracionalismo e ao desleixo em relação à vida intelectual, como é boa parte dos cristãos do Brasil, a uma vida mais parecida com a de seu Mestre e a de seus grandes discípulos que surgiram ao longo da história. Filósofos, teólogos, mártires, missionários, avivalistas, em várias épocas, mergulhavam nas obras clássicas que tratavam das grandes questões relativas à vida humana. Assim, seguiam a ordenança do apóstolo Paulo à igreja de Filipos (4:8):

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Dispersa no entretenimento, “o substituto diabólico da alegria”, como bem o definiu Leonard Ravenhill, nossa (a minha; também sou um filho dessa derrocada cultura caótica) geração pode encontrar, em obras como esta, um incentivo à busca do vigor intelectual necessário para “responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”, como ordenou o apóstolo Pedro (1. Pe.3:15), e seja possível dizer que “destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2.Co. 14: 4b,5).

Dizem que a filosofia passa por uma crise. Negativo. O que passa por uma crise é o vasto conjunto de filosofias seculares desprovidas de coerência e incapazes de fornecer respostas adequadas: o naturalismo, o modernismo, o cientificismo, as ideologias de massa, e a loucura pós-moderna. Essas sim, são as “vãs filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens” (Cl. 2:8). Os cristãos têm um Salvador que é mais que um filósofo, é o próprio Logos, é o fundamento de toda a existência e de toda a realidade. Que cada um de seus discípulos esteja cada vez mais disposto a mergulhar na sabedoria e santidade de seu Mestre. Até por que essa não é uma opção. É um dever daquele que professa o nome de Cristo.

(Imagem: Paulo em Atenas, Rafael, 1515).

A Consciência de Imortalidade

 

SEMINÁRIO DE FILOSOFIA

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Olavo de Carvalho
Realizado em Colonial Heights, VA, entre 11 e 16 de outubro de 2010

Embora uma infinidade de experimentos científicos jamais contestados tenha mostrado a consciência humana como uma substância agente independente do corpo, as conclusões desses estudos ainda não se integraram na cultura dominante, mas isso não se deve somente à natural resistência da militância ateística: deve-se à completa ausência, no vocabulário dos debates contemporâneos, de conceitos que tornem inteligível o fenômeno da imortalidade. As expressões mesmas "vida após a morte", "experiências fora do corpo", etc., as mais correntes no debate público a respeito, são fontes de inumeráveis confusões.

A gravidade desse estado de coisas repousa no fato de que, sem uma adequada consciência de imortalidade, todo o quadro espaço-temporal das nossas idéias se deforma ao ponto de tornar a concepção do homem no cosmos nada mais que uma ficção culturalmente aprovada.

Mais erros ainda acumulam-se quando as discussões tendem a tomar a convicção de imortalidade como matéria de fé religiosa exclusivamente -- uma deformidade conceptual comum a praticamente toda a mídia contemporânea e a frações enormes da comunidade acadêmica.

Mesmo pessoas crentes tendem a formar uma imagem do mundo inteiramente baseada nos dados banais da vida terrestre, apenas acrescentando-lhe depois da morte um apêndice "eterno" que substancialmente não modifica essa imagem em nada. Não podemos "tornar-nos imortais" depois da morte se não somos imortais desde já. E, se o somos, a imortalidade não é somente “outra vida”: é a escala verdadeira dentro da qual transcorre a nossa vida presente. As implicações disto para a filosofia, que praticamente todos os filósofos conheciam antes do advento da “modernidade”, são imensuráveis, não no sentido que esta palavra tem na linguagem comum, mas no sentido de que a imortalidade é a medida verdadeira de tudo quanto sabemos, somos e podemos.

Corrigir as perspectivas, ensinar a vivenciar a consciência de imortalidade como uma experiência vivida e reformar, em conseqüência, os conceitos com que se tem vulgarmente discutido o assunto, tal é o propósito deste curso. O simples contato com esse tema, encarado da maneira apropriada, deixará no aluno uma marca indelével e modificará de maneira proveitosa o conjunto não só da sua vida intelectual, mas da sua experiência existencial.

Aula 1 - A estrutura da percepção humana
Aula 2 - O conhecimento por presença e o acesso ao mundo real
Aula 3 - A estrutura do Eu e a exigência básica do autoconhecimento
Aula 4 – Experimentos e exercícios para a tomada de consciência do Eu imortal
Aula 5 - O confronto com o Observador Onisciente e o sentido metafísico da humildade
Aula 6 - Perguntas e respostas

ESPÍRITO SANTO: Gerardo Mondragón “comprou” ONG com 10 cheques sem fundos

 

SÉCULO DIÁRIO

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José Rabelo

26/08/2012 13:34 - Atualizado em 27/08/2012 10:03

Desde que largou a batina de frei, e junto com ela os juramentos religiosos – sobretudo o voto de pobreza -, o diretor-executivo da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), Gerardo Mondragón, provou que a ambição humana, muitas vezes, não tem limite. Após deixar a carreira religiosa, em 2006, o ex-frei passou a ser tentado pelos pecados da carne. Na vida entre os homens, o colombiano mostrou que estava disposto a fazer qualquer coisa para conquistar fama, poder e dinheiro. Com a ajuda de Silvana Gallina conseguiu os três, mas queria mais. Há pouco mais de uma semana, porém, ele viu seus planos ruírem. Mondragón foi preso, junto com mais 12 pessoas, suspeito de envolvimento num esquema de corrupção nos contratos firmados entre a Acadis e o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo, comandado por Silvana Gallina, que também continua detida.

Na esteira das irregularidades que cometeu para se tornar um homem poderoso e rico, Mondrágon “comprou” uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o Inbradese – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social e Educacional. A primeira irregularidade cometida por Mondragón nessa transação está no fato de ser ilegal comprar ou vender uma organização sem fins lucrativos, como ele mesmo explica. A segunda é que o colombiano “pagou” o “dono” da organização com dez cheques sem fundos. 

Insatisfeito com o “calote”, um conhecido de Mondragón, que intermediava a negociação, exige o pagamento da dívida. Acompanhe as mensagens de e-mail, de setembro de 2009, trocadas entre os dois. Omitimos os nomes dos personagens que aparecem nas mensagens.

Intermediador: “Gerardo, imagine um brasileiro ir a colombia e sacanear os colombianos??? Imaginou?? Conheci um colombiano que vive fazendo isso com os brasileiros

O (...) tem 10 cheques que vc deu pra pagar os ativos do INBRADESE que hoje vc usa como sendo sua.. e nenhum cheque que voce deu compensou... o pior que depois de varios anos esse seu rolo sobra pra eu pagar.. como seu eu tivesse alguma coisa com vc.

Gostaria de saber como o (...) faz para receber o que vc deve a ele com os juros que o cara ta cobrando que é o minimo que um homem de PALAVRA pode fazer.

Me revolta em saber que vc adora sacanear a galera tanto do Brasil como seus compatriotas. Acredito eu que a propria congregação [Amigonianos] tenha sofrido com a sua falta de caráter... Mais pode ter certeza que esse mundo da muitas voltas.

Segue meus telefones de contato caso vc não se manifeste para o pagamento dos 10 cheques dado por você para o Daniel todos sem fundo.. 

Aqui no Brasil chamamos isso de estelionato a emissão premeditada de cheques sem provisão de fundos...não sei como vc chama em seu país”, finaliza o intermediador. 

Mondragón se irrita com a cobrança, e alega que teve muitos gastos com o Inbradese. Ironicamente, ele lembra ao cobrador que é ilegal vender uma organização sem fins lucrativos, dando a entender que não vai saldar a dívida. 

Mondragón: “Eu paguei o que deveria ter pago, estou pagando juros de algo que não estou utilizando e ainda mais deve estar fechada porque não fiz nenhum negocio com ela. Quando vcs passaram estava com muitas dividas de juros ale´m dos juros que (...) pagou, neste momento ainda devo pagar mais. Não estou sacaneando a ninguem, nem a (...). e muito menos a (...), dei trabalho para eles e vc vai ver quem são os sacanas. Depois de 5 anos vc vem a encher meu saco, porque? ta pensando que trabalho com essa ong. Estou mais para que vcs me deem trabalho cara, meu slario da só para pagar meu aluguel. Entra na justiça, por acaso vc não sabe que ongs não se vendem? elas são sem fins lucrativos.

Nenhuma ONG é de propriedade privada de uma pessoa, ela esta cosntituida segundo estatuto social por membros e estes membros não tem poder sobre a mesma”, explicou o ex-frei.

Apesar do currículo pouco confiável da Oscip, o Iases promoveu, inclusive com dinheiro público, uma série de eventos em parceria com o Inbradese. Veja uma das chamadas publicadas no Diário Oficial do Estado em 2011: “O Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases) está apoiando a realização do II Seminário Estadual do Projeto “Adolescência Sem Grades” (Niñez Sin Rejas), sobre o tema “Justiça Restaurativa’” que será realizado nos dias 18 e 19 de novembro, pelo Instituto de Desenvolvimento Social e Educacional (Inbradese). O evento acontecerá no auditório da ArcelorMittal Tubarão, no município da Serra, e já está com as inscrições abertas, que podem ser realizadas gratuitamente no site da Inbradese (www.inbradese.org.br)”. 

Na última terça-feira (21), quando a reportagens estava trabalhando nas informações finais desta matéria, ainda era possível navegar no sítio do Inbradese (acima). Havia muitas informações e fotos de Gerardo Mondragón e Silvana Gallina provendo eventos em nome da organização comprada com cheques sem fundos. 

Estranhamente, não sabemos por que motivo, o site foi retirado do ar. Inclusive todos os links que davam acesso às informações relativas a Mondragón e Gallina foram “quebrados”. Para conferir, basta colocar o nome de Silvana Gallina ou Mondragón e Inbradese. As matérias aparecem no “cash” do Google, mas não podem ser mais acessadas. 

Isto nos faz suspeitar que há pessoas incumbidas de “apagar” indícios que comprovem a ligação entre Silvana Gallina e Gerardo Mondragón. Isso tudo em pleno curso da Operação Pixote, que investiga o escândalo no Iases. O delegado Rodolfo Laterza, que comanda a operação, pediu a prisão preventiva dos dois justamente para que as investigações não sofressem interferência.

ESPÍRITO SANTO: APLAUSOS PARA O DESEMBARGADOR

 

REVISTA CLASS

24/08/2012 14:30 pm

 

Embora a chamada “grande imprensa” mantenha-se em silêncio, não divulgando absolutamente nada que possa magoar (ô…tadinho!!!) PH, quem acompanha, como este colunista, o belíssimo trabalho do jornalista Rogério Medeiros e sua equipe do site Século Diário, se orgulha de saber que temos no Tribunal de Justiça do ES um homem com coragem para cumprir o seu papel: fazer justiça, seja lá com quem for.

Assim é o presidente do Tribunal, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que, segundo matéria no site, ontem deu um baile no senhor Fernando Zardini, do Ministério Público, ao entregar documentos do caso de Presidente Kennedy. O desembargador disse: “Após ter tomado as providências iniciais que me competiam, aguardei em absoluto silêncio por mais de 100 dias. Mas, hoje, chega a hora de falar e perguntar: ‘Quantas das autoridades do presente e do passado marcados, em nível municipal e estadual, foram ouvidas’”?

Bravo! Bravo! Vale a pena ir correndo lá no site Século Diário e ler toda a matéria.

ESPÍRITO SANTO: O verdadeiro crime organizado

 

SÉCULO DIÁRIO


Mais do que papel de ofício, a investigação é um compromisso com a história do ES

 

Nerter Samora

24/08/2012 18:01 - Atualizado em 25/08/2012 09:58

“Quem está no topo da pirâmide do crime organizado?”. A questão lançada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls FeuRosa, expôs que o verdadeiro núcleo do crime organizado no Estado não foi atingido graças ao “alto poder de corrupção e intimidação”. Com essas palavras, o chefe do Judiciário capixaba fez história, pela segunda vez, nos desdobramentos da “OperaçãoLee Oswald”, que desarticulou uma quadrilha especializada em lesar os cofres públicos no Espírito Santo. 

Assim como na primeira decisão, em abril deste ano, quando expôs a transcrição de denúncias de corrupção no governo Paulo Hartung (PMDB), Pedro Valls colocou o dedo na ferida ao devolver a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES) que, na interpretação do magistrado, não avançou nas investigações das peças de informações constantes nos autos do processo.

Mais do que isso, o presidente do TJES fez questão de pontuar, no voto proferido esta semana, que o escândalo em Presidente Kennedy (litoral sul do Estado) não poderia se resumir apenas ao pequeno, mas milionário município no litoral sul do Estado. As investigações feitas pela Polícia Federal deram conta da existência de uma complexa rede de tráfico de influência que ignora as divisas de municípios e chega até mesmo ao Executivo estadual.

Relações de poder tão promíscuas que o próprio Ministério Público se manifestou quanto à existência de uma “estrutura piramidal” do crime, mas este não fez questão de apresentar os nomes. Motivando a queixa não só do desembargador, mas como de toda sociedade capixaba, que ouve há quase uma década de que uma tal “onça não estaria morta, mas adormecida”. Será que ela chegou a ser abatida? Pelo visto, não.

Nesse sentido, a decisão de Pedro Valls também é repleta de simbolismo. Talvez o maior deles seja a confirmação da procedência de algumas das denúncias lançadas por ele contra o governo passado, como a deflagração da “Operação Pixote”, que prendeu acusados de fraudes no sistema prisional capixaba. Se a Polícia Civil desenvolveu as investigações e confirmou os ilícitos, qual a razão do MPES não ter avançado nas demais denúncias de corrupção?

Enquanto questões como essas permanecerem em aberto, as palavras de Pedro Valls vão continuar ecoando – mesmo que parte da chamada imprensa corporativa tente minimizar este fato. Afinal, estamos falando de talvez o “maior escândalo de corrupção na história do Estado”, como bem resumiu o desembargador.

Desta forma, a investigação sobre toda essa pirâmide se torna mais que uma função de ofício, mas um compromisso histórico. A história deste novo Espírito Santo.

URGENTE! PESQUISA INDICA PELA PRIMEIRA VEZ O FIM DA 'ERA CHÁVEZ'. CAPRILES JÁ ULTRAPASSA O CAUDILHO.

 

BLOG DO ALUIZIO AMORIM

sexta-feira, agosto 24, 2012

 

Henrique Capriles, da Unidade Democrática, ultrapassou o caudilho Hugo Chávez, segundo a agência Reuters.

O candidato opositor Henrique Capriles superou pela primeira vez o ditador Hugo Chávez nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro na Venezuela, apontou a mais recente enquete da Consultores 21, à qual a Reuters teve acesso. A instituição mostrou que, se o pleito ocorresse agora, Capriles ficaria com 47,7% dos votos, enquanto Chávez teria 45,9%.

Na pesquisa de junho, o presidente liderava com 3,4 pontos de vantagem. A diferença atual, de 1,8 ponto, está dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos porcentuais.

A pesquisa, que ouviu 1.000 venezuelanos, foi feita na primeira quinzena de agosto e enviada a clientes na quinta-feira. O número de indecisos é de 6,4%. 

Capriles diz que pode ganhar as eleições com uma vantagem de mais de dois milhões de votos. Sobre pesquisas que apontam Chávez na frente, ele afirmou: “Todos sabemos quais são os números reais. No pior cenário nosso, hoje há uma disputa apertada. Mas, no dia 7 de outubro, eu não creio que haverá um final por fotografia”, disse o líder opositor. 

Chávez lidera a maioria das pesquisas feitas por empresas privadas, mas a margem entre ambos os candidatos difere substancialmente entre as enquetes. Do site da revista VEJA

Leia também: Entrevista com o candidato da oposição na Venezuela que quer derrotar o caudilho Chávez - Do site da revista VEJA

Mensalão: Relator vai rebater teses de Lewandowski nesta segunda

 

VEJA

27/08/2012 - 07:11

Mensalão

 

Joaquim Barbosa anunciou que fará 'ponderações' sobre o voto do revisor; Lewandowski defendeu na última semana a absolvição de João Paulo Cunha

Laryssa Borges

 

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) - Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pretende utilizar a sessão plenária desta segunda-feira para rebater as teses que foram utilizadas pelo revisor, Ricardo Lewandowski, para absolver o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT).
Barbosa vai levar aos demais ministros a argumentação de que tanto João Paulo quanto o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato se valeram do mesmo mecanismo para receber propina do valerioduto. Lewandowski votou pela condenação de Pizzolato por corrupção passiva, mas defendeu a absolvição do deputado petista, acusado pelo mesmo crime, por falta de provas.

Leia também: entenda o escândalo do mensalão
Não temo críticas, diz ministro Lewandowski

Joaquim Barbosa já tinha se proposto a fazer “considerações” sobre a manifestação do revisor e “iluminar outros ministros sobre dúvidas surgidas”. Para o ministro, que há quase sete anos trabalha no caso, tanto Pizzolato quanto João Paulo usaram recursos enviados pela agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, e sacaram a propina por meio de emissários. Por esse raciocínio, ele acredita que os dois réus tinham que ser condenados pelo crime de corrupção.
Originalmente, a 15ª sessão plenária do mensalão, agendada para esta segunda-feira, abriria espaço para as manifestações dos nove outros ministros que ainda não se pronunciaram nem sobre Pizzolato nem sobre João Paulo Cunha. É possível que após a argumentação de Barbosa contra o voto de Lewandowski, os demais ministros possam votar. A primeira a se manifestar será a ministra Rosa Weber, novata na Corte.
Os embates entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski têm marcado o julgamento do mensalão e polarizado as discussões sobre a culpabilidade de cada réu. Na última sessão plenária, o revisor chegou a ameaçar deixar o plenário caso não possa rebater as considerações que serão apresentadas por Barbosa. Antes, Lewandowski já ameaçara abandonar o próprio posto de revisor da ação penal, situação que paralisaria de vez o julgamento.

Leia também: Debate do mensalão: revisor absolve João Paulo Cunha

A estupidez politicamente correta

 

Publicado em 27/08/2012 por nivaldocordeiro

Os artigos de Luiz Felipé Ponde são muito pedagógicos porque o filósofo é impiedoso com o politicamente correto. O publicado hoje na Folha de São Paulo está ótimo. Quem tem a oportunidade de conversar com os letrados estupidificados pela propaganda política esquerdista passa pelo que Pondé tem passado: uma vontade de desmascarar os umpulhadores e empulhados. Assim também faz Olavo de Carvalho, com sua ira pedagódica que nem ira é, é apenas um meio de despertar os otários engabelados pela revolução grasmsciana. Pena que nem sempre haja ouvidos para ouvir e os otários continuarão sua carreira de otários. É a predominância do homem-massa de que nos falou Ortega y Gasset.

MOVIMENTO GAY PERDE BATALHA JUDICIAL CONTRA BOLSONARO

 

FAMÍLIA BOLSONARO

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

 

Bolsonaro mostra dois dos livros do kit-gay que já estão nas escolas.

Jornal Extra

Berenice Seara

Extra, Extra

Direito à polêmica

> A Procuradoria-Geral de Justiça arquivou o processo do Ministério Público Federal de São Paulo contra o Vereador Carlos Bolsonaro, do PP do Rio. 

> O MPF acusou o moço de postar, no Twitter, ofensas aos homossexuais. 

> O subprocurador-geral Antonio José Campos Moreira entendeu que as mensagens “não incitam publicamente ao cometimento de violência”. 

> E completou: “O parlamentar é reconhecidamente um político de posições conservadoras, expressando, com frequência, opiniões polêmicas”. 

link da matéria original.

 

Carlos Bolsonaro:

“A Justiça reconheceu que nada temos contra a opção sexual de ninguém. Continuarei batalhando contra covardia de se aplicar o kit-gay nas escolas para crianças de 6 anos de idade. Ser processado por ativistas homossexuais com seus argumentos rotineiramente mentirosos é a certeza que tenho de estar no rumo certo, e nada, absolutamente nada, me fará mudar de postura e opinião.”

Postado por FAMÍLIA BOLSONARO às 08:11

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Veja aqui o conteúdo dos livros do kit-gay.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O KIT GAY JÁ CHEGOU NAS ESCOLAS PRIVADAS.

O livro didático “Menino Brinca de Boneca?” citado acima foi adotado pelo Ministério da Educação como referência para alfabetização de nossas crianças (até 6 anos de idade) e já está sendo utilizado em algumas escolas particulares em São Paulo existindo ainda a orientação do Governo Federal para que seja expandido para todo o Brasil.

Caso seus filhos tenham este exemplar em suas mochilas, fiquem atentos pois certamente estão recebendo carga de informações estimulando o homossexualismo em suas cabeças.

Foram tiradas algumas fotografias de páginas do livro “Menino Brinca de Boneca?” para concretizar as colocações citadas. 

Prefácio: Escrito pela senadora Martha Suplicy (PT-SP), a mesma critica a relacionamento familiar baseado nas convicções dos pais e é direta ao abordar o assunto “livro infantil dedicado para mudança da sexualidade das crianças".

Página 16: As palavras “vulva”e “pênis” são expostas como se o assunto “sexo” fosse algo totalmente natural entre crianças de 6 anos nas escolas. 

Contra-Capa: Frei Betto é incisivo ao dizer que a obra criada estimula o público infantil à decidir-se por si só sobre sua sexualidade e coloca os filhos contra os pais.

O livro didático “Porta Aberta” de Geografia e História, voltado para o público do primeiro ano, ou seja, alfabetização das crianças (CA) também é gritante quanto ao estímulo ao homossexualismo. 

Página 73: A lição mostra uma brincadeira intitulada de “Gavião", na qual um homem adulto agarra uma criança, ambos nús, orientando que os meninos e meninas brinquem daquela maneira com seus amigos. Uma clara afronta que estimula a pedofilia.

Página 225: Um jogo da memória formando famílias de pais homossexuais é ensinado para o público infanto-juvenil. 

Além das mensagens diretas, em ambos, é nitidamente fácil constatar as mensagens subliminares envolvendo o homossexualismo e pedofilia, que são exploradas durante as tarefas ensinadas.

A sanha dos ativistas homossexuais, que desde o início mentem e dizem que o kit-gay não seria para o público infantil é desmascarada e vem tomando as escolas privadas primárias do Brasil. É isso que queremos para nossos filhos?

Postado por FAMÍLIA BOLSONARO às 10:50

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".