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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ESPÍRITO SANTO: Até o pescoço

 

SÉCULO DIÁRIO

Até o pescoço

Da Vitória faz feio ao tentar justificar o injustificável sobre esquema na Acadis

Manaira Medeiros

18/08/2012 13:36 - Atualizado em 18/08/2012 16:37


O deputado estadual Da Vitória (PDT/foto) está perdendo tempo em tentar justificar o injustificável sobre seu envolvimento nos episódios de corrupção no Iases/Acadis. As declarações dele na imprensa corporativa, além de não terem qualquer consistência, chegam a subestimar a inteligência da população. A questão não se resume ao fato de Da Vitória ou sua mulher serem ou não sócios das empresas envolvidas no esquema. Mas sim na movimentação do deputado estadual em fazer lobby para o projeto do colombiano Gerardo Bohórquez Mondragón, desde o primeiro mandato que exerceu na Assembleia, recebendo, em troca, contratos milionários e sem licitação para empresas em nome de seus familiares na Acadis Linhares, onde o deputado também emprega “afilhados”. Todos esses indícios, com provas mais do que evidentes, seriam singelas coincidências? Não brinca, deputado. 

Até o pescoço II

Já diz a expressão popular: na falta do que dizer, é melhor ficar quieto. Pois esse deveria ter sido o comportamento adotado por Da Vitória. A tentativa do deputado de levar a questão para o campo político, atribuindo a citação de seu nome nas investigações ao crescimento na intenção de votos a favor de sua candidatura a prefeito em Colatina (noroeste do Estado), chega a ser cômica. Mostra desespero. 

Até o pescoço III

O deputado, pelo visto, já tenta arrumar uma desculpa para a provável derrota que sofrerá no pleito. Até mesmo porque, em Colatina, todo mundo está careca de saber que a família de Da Vitória responde pelas empresas investigadas, inclusive sua mulher.  E mais ainda: que o deputado mudou de vida. E como!

Números

Para o leitor ter noção do montante, é bom detalhar. Das empresas de familiares do pedetista na Acadis Linhares, a Capixaba Vigilância e Segurança recebe por ano 1.832.306,00, referentes a quatro contratos de terceirização. Já a Capixaba Assessoria Empresarial LTDA fica com R$ 293.960,40, para fornecer mão de obra de serviços à unidade. Tudo sem licitação, com aditivos que garantem a manutenção das empresas no esquema pelo prazo máximo permitido: cinco anos. 

Mesma prática

Quem entra no contexto em expediente semelhante é o juiz Alexandre Farina, que também viajou para a Espanha na companhia de Da Vitória e Mondragón, e ajudou a promover o colombiano no Estado. Assim como o deputado, Farina não responde pelo Grupo Fibra (empresas Fibra e Garra), também investigado, e sim seu irmão Cláudio Farina. A empresa de segurança, até dezembro de 2011, detinha contratos pomposos com a Acadis. 

Mesma prática II

O juiz Alexandre Farina, aliás, é bem conhecido pelo período em que atuou no município de Aracruz (norte do Estado), em favor da Aracruz Celulose (Fibria), no conflito com índios e quilombolas. Época em que um braço do grupo, a empresa Garra, ganhou um dos maiores contratos na área da transnacional.  

Piada pronta

O secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli, ter a coragem de falar que foi pego de surpresa pela operação que comprovou a fraude milionária, é realmente demais. Uma afronta. 

Estratégia

E as cabeças entregues para o sacrifício começam a rolar. Os peixes pequenos, presos nessa sexta-feira (17), foram exonerados. Mas os tubarões continuam à solta.  

Silêncio

E como de costume, a classe política capixaba se cala diante de mais um escândalo. 

140 toques

"A casa caiu". (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter)

PENSAMENTO:

“Quem se compraz em ser adulado é digno do adulador”. William Shakespeare

ESPÍRITO SANTO: Dona Isabel

 

SÉCULO DIÁRIO


A vida, morte e ressurreição da ex-militante da Pastoral Carcerária Isabel Borges, acusada, abandonada e humilhada pelo que não fez

Henrique Alves

19/08/2012 11:00 - Atualizado em 19/08/2012 19:40

Com a boca aberta, a língua para fora e uma expressão grave, Zuca assiste ao espetáculo deprimente que seu companheiro protagoniza. Thor, um corpulento labrador amarelo-claro, de bem vividos sete anos, pusera-se de barriga para cima no chão frio da varanda. Vira, revira e desvira-se inquietamente aos pés da dona, como que implorando carinho ou demonstrando inteira submissão.

Isabel faz-lhe uma festa e comenta: “Ele sempre teve problemas de pêlo, com carrapato. É preciso muito cuidado”. Isabel estava tranquila na iluminada manhã daquela quarta-feira (15). Como todos os dias, às 6h ela já estava de pé. O café da manhã também foi o de todos os dias: um pedaço de mamão, meia fatia de pão integral e uma xícara de café.

Não parecia que dali a alguma horas, com um soberbo vestido e um xale a cobrir-lhe elegantemente o ombro esquerdo, ela seria agraciada com a Comenda Ewerton Montenegro Guimarães, durante a abertura da V Conferência Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que terminou sexta-feira (17) em Vitória. Concedida pela seccional capixaba da OAB, a comenda é um tributo simbólico aos que se destacam na defesa dos direitos humanos.

De certa forma, a mineira Isabel Aparecida Borges da Silva, 67 anos, foi homenageada pelo que não fez. Como alguns outros, o ex-secretário de Segurança do governo Paulo Hartung, Evaldo Martinelli, e a delegada do Núcleo de Repressão à Organização Criminosa (Nuroc), Fabiana Maioral, sabem o que ela fez. E, talvez, melhor que a própria Isabel, sabem o que ela não fez.

Em 2006, aos 25 anos de devoção à Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória, apaziguando ânimos, mediando conflitos, debelando rebeliões, evitando tragédias e salvando a pátria de secretários de Segurança e de Justiça, Isabel viu-se de repente enredada num pesadelo kafkiano.

Já leram O Processo? Igualzinho. Basta trocar poucas palavras de um dos inícios mais devastadores da literatura mundial: alguém certamente havia caluniado Isabel Borges, pois certa tarde ela foi acusada de uma série de crimes sem ter feito mal algum.

Durante os três encontros com a reportagem, Isabel enunciou inúmeros “por ques?”. Reação típica de quem foi tragada pela vertigem de eventos atrozes, gratuitos e sem sentido. Ela conta a história do bolo. Todo ano a Pastoral promovia uma festa de Natal para os detentos. Uma das atrações era sempre um irresistível bolo confeitado.

Mas certa vez na Casa de Custódia de Viana implicaram com o bolo de Isabel. Acusaram-lhe de rechear o interior com uma pistola ponto 40, razão pela qual os agentes, para o desgosto da confeiteira, queriam parti-lo. “Eu não queria que partisse o bolo. Eu queria que o bolo chegasse bonito lá dentro”, ri-se. A relutância de Isabel em violar a integridade física da iguaria foi, claro, interpretada como um indício de culpa.

Para a sorte dela, o bolo foi fatiado. Não havia nada além da combinação de leite, açúcar, farinha, ovos e manteiga. Ainda assim, foi indiciada. “Por que não me prenderam? Cadê a pistola? Cadê o que gerou essa acusação?”, protesta.

Isabel Borges nasceu em Lagoinha (MG), única menina entre quatro varões. O pai a chamava de “princesinha”. Era uma família carente, de uma “pobreza infinita”, como define Isabel. Quando tinha dois anos, os Borges se mudaram para a favela de Turiaçu, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Moravam num exíguo barraco. Os filhos todos dormiam perfilados numa cama de casal.

A mãe, dona de casa, era uma mulher crua, sem instrução, além de católica fervorosa. O pai, pespontador, era uma figura ambígua: sonhador, romântico e boêmio. Gostava de beber e dançar. Mas quando exagerava na dose, o que fazia com frequência, a esposa sofria. “Nunca esqueço uma cena dele quebrando tudo, xingando ela e ela limpando os cacos de vidro entre os dedos dele”, lembra.

Os homens da casa também sofriam com o destempero paterno. Mas na carne. Após 22 anos de uma turbulenta união, um dia brotou a gota d’água e a semente da revolta nasceu milagrosamente da resignação católica da mãe de Isabel. Ela juntou quatro filhos e se mandou para Belo Horizonte. Apenas um ficou, tinha que servir o exército. Quando deixaram a casa, Isabel lembra, já na rua, do choro lancinante do irmão que ficou.

Os cinco foram morar com três tias, irmãs da mãe e tão ou mais carolas que ela. Isabel tinha 13 anos. As dificuldades não cederam e Isabel viu que tinha que trabalhar. Arrumou um emprego de balconista nas Lojas Americanas. Foi subindo na hierarquia: virou subchefe de setor, depois chefe e, finalmente, encarregada. Ia e voltava a pé da labuta, queria poupar o dinheiro do ônibus para investi-lo em casa.

Há quase 30 anos Isabel Borges mora sozinha numa belíssima casa de dois pavimentos, com ares coloniais, encravada aos pés do Morro do Moreno, na Praia da Costa, Vila Velha. É um dos poucos exemplares a salvo do furor imobiliário que há anos varre o bairro. Para o deleite de Thor e Zuca, um amplo e verdejante jardim se estende pela entrada e fundos da residência.

Pelo porte e localização, não é um imóvel acessível a qualquer mortal. Isso também suscitou diversos comentários acerca das atividades da militante. Ela diz que nem liga mais para boatos de como ela vive e se sustenta. Tem até preguiça de se explicar.

A casa liga-se à famigerada história da Loteria Federal, que há mais de três décadas abençoou o ex-marido. Foi na Americanas que Isabel conheceu o estoquista que seria seu futuro esposo. Já casados, mudaram-se para São Paulo. Na capital paulista, Isabel começou uma história efetiva com a Igreja Católica, atuando nas equipes de liturgia e canto.

Aí o destino deu mais uma de suas voltas: o marido fora demitido. Recebia um dos salários mais altos da empresa. Como era capixaba, veio para Vitória, tanto em busca de um recomeço quanto pela saúde de um dos filhos do casal. O menino sofria de asma e bronquite. Os pais acharam que Vitória seria melhor para sua saúde. A vida, aqui, contudo, não prosperou - e todo mundo voltou para Belo Horizonte. Mal sabiam que a sorte era mineira: ele queria comprar um bilhete da loteria, mas, desempregado, achou que era muito dinheiro. Então dividiu o bilhete com um amigo mecânico. A bolada de milhões - uma grana inconcebível - foi dividida ente os dois.

Assim retornaram ao Espírito Santo e foram morar numa casa à Rua Castelo Branco, em Vila Velha, também na Praia da Costa. Só anos depois ela se fixou na atual residência.

Mulher de cabelos negros, olhos grandes e sorriso delicado, Isabel Borges tem uma contundente veia questionadora. Ela não sabe da onde veio esse perfil. A carolice materna não a influenciou. Esta, aliás, só fez fermentar uma natureza insatisfeita: a filha criticava a mãe, as atitudes, a submissão ao sofrimento, a pura e simples resignação. “Eu jamais aceitaria aquilo”, crava.

É possível que muitas das mais de 500 pessoas que lotaram um dos salões do Centro de Convenções de Vitória não sabiam quem era uma das homenageadas da noite (a a ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, também ganhou a comenda).

Isabel Borges dedicou um quarto de século à obsessão de defender a dignidade de seres humanos que erraram uma ou mais vezes na vida e que agora pagavam (justamente) por isso em (injustamente) cubículos sufocantes. “Eu queria que eles tivessem a liberdade de descobrir que eles eram seres humanos, que erraram, que tinham que pagar. Mas que tinham que pagar com dignidade”, fala.

“Quando existiam todos esses problemas dentro dos presídios, era Isabel que ia até o juiz, era Isabel que ia até o Ministério Público. As armas não resolveram o que eu resolvi com a palavra”, diz, sem posar de heroína. A habilidade em resolver pepinos nos horrores das cadeias nasceu de um trabalho cotidiano, que lhe valeu a afável alcunha de Dona Isabel: assim era conhecida entre os do lado de lá das grades.

De volta ao Espírito Santo, agora numa bela residência na Praia da Costa, Isabel queria retomar os mesmos pios trabalhos que fizera em São Paulo. Começou na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em seu próprio bairro, também com liturgia e canto. À época, em todo Brasil nasciam as Pastorais Sociais: Operária, da Saúde, do Menor, entre outras. Isabel resolveu se engajar na Pastoral Carcerária.

Uma vez a convidaram a visitar um presídio. Tiritava de medo - “Meu Deus do Céu, o que que eu tô fazendo aqui?!” - mas foi. Quando finalmente deixou o Instituto de Readaptação Social (IRS), na Glória, em Vila Velha, a impressão era das piores. Tinha achado aquilo terrível.

Os anos seguintes, no entanto, provariam o contrário. Aquele era um mero dia de visitas, ou seja, era um dia tranquilo. Isabel não viu ali nada perto do que veria pelas mais de duas décadas seguintes.

No início, a pretensão era pouca ou nenhuma. A militância resumia-se a orar pelos presos e voltar para casa. Aos poucos, porém, a vida nos presídios se revelou em sua inteireza, sem disfarces. E aquela alma questionadora viu tudo.

Isabel concluiu, imediatamente, que não poderia ir lá apenas rezar. As barbaridades, torturas e misérias que testemunhou não permitiam a omissão. “Quando entrei para esse trabalho, eu entendia que a gente tinha uma linha assim: ver, julgar e agir. Eu vi. E a partir do momento em que eu vi, como é que eu ia me calar?”.

Em 2006, após as rebeliões deflagradas na Casa de Passagem de Vila Velha e no Presídio de Segurança Máxima de Viana, os internos deste foram transferidos para a Casa de Custódia de Viana. Daqui ligou um preso para o celular de Isabel. Ela estava em casa. Segundo o relato do preso, mais de 80 internos haviam sido torturados. Isabel lhe orientou a preparar uma lista com o nome das vítimas. Um promotor queria ouvi-las.

E advertiu: “Não mintam”. Muitas vezes, o mesmo policial que castigava o interno o conduzia ao hospital. E nesse trajeto o carrasco, digamos, trabalhava a cabeça da vítima, que desistia da denúncia. À mesa da sala, com o jornal do dia nas mãos, ela ainda falou da queima de mais um ônibus e que, segundo denúncias, a ordem partira de presos da Segurança Máxima.

“Se não foi, não deveriam ter escrito”, censurou. Antes das rebeliões, membros de entidades de direitos humanos visitaram os presídios. A queima de ônibus estava rolando solta e denúncias davam fé de que as ordens saíam da Segurança Máxima. Mas os internos de lá negavam. Padre Xavier interveio. Foi dele a proposta de que os presos fizessem a própria defesa através de uma carta que seria entregue às autoridades.

Na presença da diretora do presídio e de dois assistentes sociais, Isabel recebeu a carta e a levou para governo e imprensa. Ao celular, ela finalizou: “Se não é daí, então essas pessoas que estão fazendo aquilo não deviam dizer que é daí”. Daí nasceu a acusação de que Isabel orientava presos na redação de bilhetes. Foi o primeiro golpe de uma série inclemente que demoliu uma vida e uma história de 25 anos.

Isabel sobreviveu ilesa a ameaças, armadilhas, cartas anônimas, denúncias vazias. “Eu sabia que um dia a cruz viria”, diz. Apenas o governo levado à Organização das Nações Unidas (ONU) por conta das “masmorras capixabas” conseguiu silenciá-la. O Estado a indiciou por incitação ao crime, auxílio a fuga, tráfico de drogas, formação de quadrilha, queima de ônibus, tentativas de homicídio e 18 assassinatos.

Daí em diante sua vida passou de um pesadelo kafkiano a um suplício dantesco. Setores de governo e de imprensa vilipendiaram-na. Até a Casa de Deus negou-lhe abrigo. Isabel estava só.

Os primeiros quatro meses foram de trevas. Uma escuridão irremediável. Isabel errava murcha, desamparada e abatida pelo casarão silencioso. Chorava como nunca, todos os dias, toda hora, em qualquer cômodo. Até hoje a neta de 12 anos consola quando a flagra: “Vó, mas o motivo já acabou”. Em vão.

Isabel não entende como tudo aconteceu, de onde partiu, por ordem de quem. Uma ponto porém é ainda mais nebuloso os demais: o abandono. Foi a dor mais aguda. O que explica que todos, inclusive os companheiros mais próximos, tenham, de certo modo, comungado com a covardia? Como fica o preceito de uma Igreja segundo o qual, se uma ovelha fica para trás, o pastor larga todas e vai ao encontro da caída?

Dom Luiz Mancilha, arcebispo de Vitória, à época não se pronunciou. E acabou que o abandono também plantou o ódio, que alvejou sobretudo a Igreja Católica. Aos poucos, porém, as trevas foram se dissipando. Isabel percebeu que estava se destruindo, fazendo justamente o que seus “eles” queriam. Ela tinha que se levantar para seguir e se defender. Ao mesmo tempo, se agarrou à fé. Orava e pedia a ajuda de Deus.

Durante aqueles quatro meses, a única pessoa que não largou sua mão foi Maria José, uma companheira da Pastoral e a única que ligava e oferecia amparo. Em dezembro, o celular toca. “Estou com a consciência pesada”, disse a voz do outro lado. Era Padre Xavier. Foi a primeira chamada de alguém mais íntimo desde agosto. Aos poucos, amigos e companheiros reapareceram.

Atribuiu-se o sumiço repentino a uma forte pressão para que Isabel fosse deixada quieta. Mas explicação não a convence. “Eu não entendia porque era aquela visão que sempre tive: se você era meu companheiro e estivesse numa situação igual a que aconteceu comigo, eu nunca ia te abandonar. Eu, Isabel. Não sei você”.

A vida é irônica. Fazia sol na tarde do dia 2 de agosto de 2006. Isabel estava em reunião na sala da Pastoral na Arquidiocese de Vitória. Discutia ali a implantação pelo governo de um projeto de proteção a agentes de direitos humanos que pudessem sofrer o que ela sofreu.

A imprensa passara todo aquele dia à sua procura. Quando saiu com o carro para ir embora, um jornalista já estava a postos. Ele foi ao encontro de Isabel com uma folha em mãos, dizendo que uma conversa dela com presos havia sido interceptada e que ela era acusada de queima de ônibus.

E ainda: na época um agente penitenciário havia sido morto. Suspeitaram que um bilhete encontrado com ele fora elaborado pela militante. O crime também caiu na conta de Isabel. Ela pensou: “Ih, caramba. E agora?”. O mundo ruiu. A partir daquele instante sua vida já não lhe pertencia.

Num primeiro momento, houve defesa. Houve reuniões, todos seus companheiros se pronunciaram. Não adiantou. Chegou um ponto em que consideraram: não há salvação. Deixaram que Isabel carregasse sozinha a sua cruz.

Apenas este ano, por cabal ausência de provas, os procedimentos abertos contra ela foram arquivados pelo Ministério Público Estadual (MPES). Então vieram as homenagens. Em junho, Isabel recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos; essa semana, uma comenda; e nesta quarta-feira (22), no Palácio Anchieta, receberá o  Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Isabel trata com todo o respeito os prêmios que recebeu e receberá. Fica lisonjeada. Mas sabe que honrarias não curam dores morais.

Ano passado, ela foi indicada ao mesmo Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Mas o conselho, formado por pessoas que há conheciam de longa data, não aprovou sua contemplação. O arquivamento dos inquéritos ainda não viera. Poderia haver constrangimento para o governo. Na quarta, o deputado estadual Cláudio Vereza (PT), na fila das autoridades, assistiu à solenidade no Centro de Convenções de Vitória. Em 2011, ele integrava o conselho que negou o prêmio a Isabel Borges.

“Vó, mas o motivo já acabou”, repetiria a neta. Mas, claro, Isabel questiona: “O motivo já acabou será? Se me perguntarem se o arquivamento disso tudo me deixou feliz... Não sei se me deixou feliz. Eu posso até dizer que me deixou aliviada. Mas feliz, não sei, pela injustiça, pela convardia”, diz.

A Pastoral Carcerária, à época coordenada por Isabel, era uma pedra no caminho do governo por tudo que presenciava e denunciava: as vísceras do Novo Espírito Santo foram expostas ao país e ao mundo. A Pastoral precisava de alguma forma ser desqualificada. Fabiana Maioral indiciou Isabel por 18 mortes. “Dizer que eu matei 18 presos... Eu matei? Eu tirei preso da mão de outro preso e falei ‘não vai matar!’”.

O episódio, em que evitou uma morte anunciada, dá o tom do nível de envolvimento com a causa. Talvez tenha sido apaixonado demais. E talvez o grande erro tenha sido dar o telefone de sua própria casa, mesmo que, por isso, tenha salvado muitas vidas.

O gesto, no entanto, foi apenas mais um dos muitos que formou a mulher que discutia numa boa até com o temido Toninho Pavão. Aí nasceu o Dona Isabel. “Tudo deles era ‘Só a senhora mesmo, Dona Isabel. Só a senhora mesmo’’”. Por isso ela diz: se um dia se candidatar, o santinho virá assim Só a senhora mesmo, Dona Isabel.

Estudante é suspenso em escola nos EUA por usar terço

 

notícia de 2011

G1

01/03/2011 06h13 - Atualizado em 01/03/2011 06h13

 

'Eu quero usá-lo, porque tenho orgulho dele', disse Rodrigo Avila.
Ele foi suspenso em uma escola em Collinsville, no estado de Illinois.

Do G1, em São Paulo

Um estudante foi suspenso por cinco dias em uma escola em Collinsville, no estado de Illinois (EUA), porque foi para a aula usando um terço, segundo a emissora de TV "KSDK".

"Eu fiquei com muita raiva", disse Rodrigo Avila, destacando que recebeu o terço de presente de seu padrinho. "Eu quero usá-lo, porque tenho orgulho dele", acrescentou.

Rodrigo Avila pegou 5 dias de suspensão. (Foto: Reprodução)
Rodrigo Avila pegou 5 dias de suspensão. (Foto: Reprodução)

Como o caso do Femen em aliança com os neo ateus comprova que o neo ateísmo é igual ao anti-semitismo nazista (ou até pior)

 

LUCIANO AYAN

 

Segundo o Paulopes, as ativistas do Femen utilizaram uma motoserra para derrubar um crucifixo, em um protesto contra a prisão das punk rockers do Pussy Riot.

Em resumo, um segundo ato de vandalismo em apoio ao ato de vandalismo do Pussy Riot, na transmissão de uma mensagem perigosíssima e devastadora: contra os cristãos qualquer ato vil que for feito está a priori correto, pois (na ótica esquerdista) estes são cidadãos de segunda classe.

Isso, obviamente, é uma cópia do que vimos nos primórdios do nazismo, onde todo o discurso era feito para relegar os judeus a cidadãos de segunda classe, e isso só foi possível pelo fato de que foi possível, através da propaganda, qualificá-los como bodes expiatórios de todos os males.

Com truques retóricos afirmando “intolerância contra os gays” (nem de longe praticada pela Igreja atual) e “opressão das mulheres” (novamente, uma acusação injusta) os neo ateus, aliados aos demais humanistas e esquerdistas, conseguiram criar tal campanha de ódio que hoje em dia supera o ódio que foi inserido na sociedade alemã, antes da Segunda Guerra Mundial, contra os judeus.

Uma evidência de que os cristãos já estão destinados a serem tratados como cidadãos de segunda classe, é que, na ótica militante anti-cristã, eles não possuem direitos básicos como o direito a propriedade ou o direito de não terem suas cerimônias invadidas por puro vandalismo. Esse direito cabe ao cidadão “normal”, que na visão deles é todo aquele que não pertence à religião majoritária.

Alguns poderão protestar, dizendo que eu exagerei. É por isso que este é um blog de ceticismo político, que tem especial apreço por apresentar evidências de suas alegações.

Abaixo, portanto, o discurso de vários neo ateus da ATEA, em relação ao protesto. Observem a forma empolgada com que tratam um crime contra o patrimônio de cristãos:

Poucas evidências? Capaz. Por isso, segue também a manifestação dos comentaristas do blog Paulopes:

Preciso de mais evidências? Claro que não.

As declarações acima mostram o APOIO INCONDICIONAL a atos criminosos DESDE QUE estes atos sejam cometidos contra cristãos.

A mensagem é clara e cristalina, e, enfim, já temos motivos para qualificar o neo ateísmo como uma postura criminosa de ódio, tão perigosa quanto o anti-semitismo nazista.

Resta aos religiosos entenderem que eles são muito mais perigosos do que parecem.

Enquanto alguns achavam que os neo ateus eram “tolos praticando escárnio”, na verdade são pessoas que estão aguardando ansiosamente pelo primeiro momento onde ocorrer uma crise econômica em larga escala para realizarem um “expurgo”. O discurso de retirada de direitos e qualificação de religiosos como cidadãos de segunda classe não só está pronto como está plenamente assimilado por toda a patuléia que frequenta a Internet, em uma guerra de posição conforme previa Gramsci.

A conscientização agora não deve mais ser focada somente em refutá-los, mas em demonstrar aos demais conservadores (cristãos ou não, religiosos ou não) de que o ato formal de apoio à violências contra cristãos está não só nos planos, mas em curso.

A partir de agora, a tendência é que usem a técnica do “teste de limite”, ou seja, se hoje apóiam o vandalismo em Igrejas, futuramente apoiarão o estupro de freiras, por exemplo. Quando lançarem mensagens de apoio na Internet (como fizeram agora), e notarem que não haverá resposta ao ato de apoio ao estupro de freiras, daí aguardarão uma chacina de cristãos (igual o que já ocorre em países islâmicos) no Ocidente. Em seguida, lançarão mensagens de apoio às matanças, e, se notarem que não haverá resposta, daí pedirão que o genocídio seja implementado de vez. Isso, em resumo, é o “teste de limite”.

A pergunta é: quais são os limites dos cristãos? O quanto de vileza vocês tolerarão sem responder? O que é preciso que eles façam para que vocês reajam? E, se houver reação, ela será um chororô ou o lançamento de processos contra todos os apoiadores do crime do lado neo ateísta, incluindo comentaristas do Paulopes e da ATEA, assim como os líderes destas entidades?

Enfim, mais do que nunca o destino dos cristãos está nas mãos dos cristãos. Ignorem o “teste de limite” que os neo ateus estão fazendo, endossando uma campanha de ódio (cada vez mais forte), e aguardem pelas consequências.

Mas não digam que eu não avisei.

P.S.: Antes que venha o chororô dos neo ateus, a garota do vídeo é até gostosinha e eu até fiquei com pena dela quando pegaram ela e suas amigas e lhes bateram e lhes tiraram a roupa. Isso mostra que, mesmo em tempos de guerra cultural, existem limites do lado de cá. A crítica aqui é quanto ao fato da ausência de limites do lado de lá (esquerda). E o foco desta crítica não apenas é a gostosinha que serve apenas como idiota útil, mas sim os militantes que apóiam e glorificam os atos de vandalismo contra os adversários políticos.

Mensalão: ministros indicados por Lula e Dilma viram algozes do PT

 

BLOG DO MESQUITA

AGO, 20

José Mesquita

20 de agosto de 2012 às 07:18

Entendo que os ministros não são “algozes” nem bondosos ou benevolentes: são aplicadores da justiça.

Muito menos entendo os que querem transformar o julgamento do mensalão em um Fla/Flu. O que se espera é que um juiz se comporte com isenção, imparcialidade, sem compromissos pessoais, políticos ou partidários.

É no mínimo falta de percepção do que é o papel de um juiz, passar para a população menos atenta que um ministro do STF, por ter sido indicado por um determinado presidente – sempre é bom lembrar que quem aprova a indicação é o Senado – possa atuar como preposto daquele.

José Mesquita – Editor



Apesar de ter indicado 8 dos 11 ministros do Supremo – seis por Lula e dois por Dilma – o governo comandado pelo PT não tem a menor idéia do resultado do julgamento do mensalão – uma sentença que pode deixar marcas indeléveis na história do partido e de seus líderes.

Aliás, é justamente um dos indicados por Lula o principal algoz dos petistas e demais envolvidos: o relator Joaquim Barbosa, o primeiro negro a chegar à mais alta corte do país e que em novembro assume a presidência do STF.

Entre as poucas certezas que o PT e o governo alimentam neste julgamento é do voto pela condenação, que virá de Joaquim Barbosa. Só não se sabe qual o tamanho das penas que o ministro proporá para alguns dos nomes graúdos do esquema.

Apesar de ter indicado, além de Barbosa, Peluso, Ayres Britto, Carmem Lúcia, Lewandovski e Toffoli- Lula não faz a menor idéia de como votarão; assim como Dilma, que indicou Rosa Weber e Luiz Fux e logo indicará mais dois, com as aposentadorias compulsórias de Peluso e Britto dentro de poucos dias.

O PT seguirá com 8 ministros no STF, mas sem qualquer garantia de proteção pela maioria deles.

Os outros três ministros não pertencem ao bloco de indicações petistas: Gilmar Mendes chegou ao STF por escolha de Fernando Henrique, Marco Aurélio, pela de Collor, e Celso de Mello foi indicado por Sarney.

Com tantas cabeças diferentes e temperamentos variados, alguns mercuriais, o STF se tornou uma incógnita, especialmente quanto ao que esperar deste julgamento.

A tendência entre a maior parte dos ministros é cortar o cordão umbilical com o patrono de sua indicação após cruzar os pilares da corte.

Desta vez, o resultado oscila entre garantir um atestado de inocência a atores nada imaculados da política, e a condenação, que pode ser cabal, parcial ou praticamente só simbólica.

O voto de cada ministro será analisado e a crítica, dosada de acordo com o bom senso de cada um. E a sabedoria popular é infinita.

blog da Christina Lemos

De onde essa certeza, caras-pálidas?

 

MÍDIA A MAIS

20 | 08 | 2012

 

Por: Percival Puggina

Já vi muita gente vaidosa. Já vi muito pavão. Já ouvi muito vitupério. Mas nunca antes lera algo semelhante à declaração que encabeça a segunda parte da proposta do novo Código Penal, elaborada por uma comissão de juristas a pedido do Senado. Trata-se de uma frase de Tobias Barreto, intelectual sergipano do século 19. Afirmada pelo autor, tem o peso de sua opinião pessoal. Reproduzida pelos notáveis, como preâmbulo do trabalho feito, credencia-o por inteiro à cesta de lixo inorgânico. A frase, diz assim: "O Direito não é filho do céu. É um produto cultural e histórico da evolução humana".

Compreenda, leitor, a natureza do problema. Existem correntes conflitantes na Teoria do Direito. Cada qual com sua lógica intrínseca. Com essa frase, os formuladores do anteprojeto assumem a cultura e a história como determinantes do Direito positivo e rejeitam o Direito Natural. Não pensavam assim os legisladores do antigo Código Penal. Nem pensa assim a sociedade brasileira, que tem enraizado em sua cultura o caráter determinante e universal de certos princípios morais sobre as leis dos povos. Abro parêntesis: é por força da lei natural, por exemplo, que nos indignamos quando uma mulher iraniana é morta a pedradas ou quando o regime cubano efetua prisões por delito de opinião. Fecho parêntesis. Tampouco nossos constituintes de 1989, que esculpiram na Carta brasileira um elenco de princípios fundamentais e, até mesmo, cláusulas pétreas, pensavam como os elaboradores do anteprojeto do novo Código Penal. Com efeito, fosse o Direito mero produto cultural e histórico da evolução humana, princípios e cláusulas pétreas o colocariam em oposição tanto à cultura quanto à evolução.

Pois eis que o relativismo moral, associado ao positivismo jurídico, vem fazendo estragos no ordenamento jurídico brasileiro. Recentíssimas decisões do STF foram pinçar e lapidar certos princípios da nossa Constituição, ao gosto de grupos minoritários da sociedade, para forçá-la a admitir o que ela explicitamente recusa. Agora são os notáveis, convidados pelo Senado, que declaram ser, o seu anteprojeto, um produto da nossa cultura e da nossa evolução histórica.

De onde essa certeza, caras-pálidas? Quem os proclamou reflexos perfeitos da atualidade cultural brasileira e tomógrafos precisos a capturar nosso flagrante histórico? A sociedade certamente não foi porque ela discorda de diversos preceitos propostos em vosso anteprojeto. Em quantas famílias os pais permitiriam aos filhos criar sua hortinha de cannabis sativa ou operar um mini-laboratório caseiro para produção de cocaína? Quantos haverá que endossam a autorização para prática do aborto simplesmente porque a mãe tem "condições de criar o filho" que traz no ventre? Quando esse estratagema foi inventado, na Espanha, em 1983, as clínicas de aborto mantinham psicólogos contratados apenas para assinar atestados de incapacidade materna. Em qual recanto cultural do Brasil encontra guarida a descriminação do terrorismo quando seus agentes "forem movidos por fins sociais ou reivindicatórios"?

É claro que nem tudo é imprestável no anteprojeto da comissão. Mas sua mercadoria legislativa vem com esse vício redibitório que a torna imprópria para o uso. Seus autores não são tudo que pensam ser.

Dezenas de cristãos são crucificados no Egito

 

JULIO SEVERO

juliosevero on 18 de agosto de 2012

 

Ação expõe o crescimento do poder da Irmandade Muçulmana e ameaça a Israel

A subida ao poder da Irmandade Muçulmana no Egito, após a chamada “Primavera Árabe” tem gerado muita especulação sobre os rumos desse inimigo histórico de Israel. O presidente Mohammed Morsi prometeu tratar igualmente aos membros de todas as religiões.

Mas órgãos de mídia do Oriente Médio confirmam que durante os recentes ataques, membros da Irmandade Muçulmana “crucificaram os opositores do presidente Morsi em árvores em frente ao palácio presidencial, enquanto outros foram espancados”.

Raymond Ibrahim, do Projeto de Investigação sobre o Terrorismo, disse que as crucificações são feitas pelo que a mídia árabe chama de “partidários”, “apoiadores” e “seguidores” da Irmandade Muçulmana, mas não necessariamente do governo atual.

As vítimas são todas as pessoas que, de alguma forma, contrariam o novo governo, isso inclui muitos cristãos egípcios, esclarece Ibrahim.  A brutalidade é reservada para os cristãos, mas as crucificações são por causa de doutrina islâmica e são ensinadas pelo Alcorão, garante o especialista. Os detalhes das sobre as crucificações não foram divulgados, nem o número total de pessoas, embora sejam dezenas.

Clare Lopez, do Centro para Política de Segurança Americana, lembra que, para o Islã, a crucificação é um hadd [punição], estipulada pela Sura 5:33 do Alcorão, e, portanto, uma parte obrigatória da Shariah. “Essa tem sido uma punição tradicional dentro do Islã…  A Irmandade Muçulmana não tem a opção de não incluir a crucificação em seu código legal. É algo obrigatório para se cumprir a sharia. E claro, para chocar também, pode ter certeza”, esclarece Lopez.

Lopez dá um aviso aos cristãos do Egito, em especial a minoria copta. “Eles devem sair do Egito o mais rápido possível… para os que não conseguirem sair, esperem ver as coisas ficarem semelhantes ao que enfrentarem os judeus na Alemanha nos anos 1930″.

Pamela Geller , analista de Questões do Oriente Médio e Islamismo, concorda plenamente e também cita o Alcorão. “Os cristãos estão com sérios problemas, porque o Alcorão na Sura 9:29 ordena que os muçulmanos façam uma guerra contra eles e os subjuguem”, lembra.

A ONG International Christian Concern, liderada no Oriente Médio por Aidan Clay acredita que há uma relação entre esses recentes ataques contra os inimigos do regime e o ataque de extremistas a Israel através da fronteira do Sinai.

Esse incidente que envolveu guerrilheiros do Hamas resultou na demissão do Ministro da Defesa, o marechal Mohammed Tantawi e de outros líderes militares. A resposta do presidente Morsi incluiu um novo ministro simpatizante da Irmandade Muçulmana.  “É evidente que Morsi está rapidamente se tornando líder absoluto dos exércitos do Egito, o que significa que o controle do país estará nas mãos da Irmandade Muçulmana também”, disse Clay. Isso pode colocar em risco tanto a situação dos cristãos no Egito quanto a paz com Israel.

Traduzido do WND

Fonte: GospelPrime

Divulgação: www.juliosevero.com

Radicais da “Primavera Árabe” Islâmica Recebem Apoio do Governo dos EUA

Governo americano negligencia perseguição a cristãos e apoia o islã

“Primavera Árabe” trazendo horror para cristãos em países muçulmanos

A “Primavera Árabe” e os cristãos esquecidos do Oriente Médio

Como as potências ocidentais ajudam na perseguição aos cristãos

Quem encarregou os EUA de refazer o mundo?

Afinal, Um Presidente Muçulmano nos EUA

Muçulmanos são os líderes mundiais em perseguição aos cristãos

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ENQUETE DA AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS: Revogação do Estatuto do Desarmamento

 

CLIQUE AQUI PARA VOTAR: http://www2.camara.gov.br/agencia-app/votarEnquete/enquete/EFACA575-3AC4-4A69-96CC-C64F8B05A507

Você concorda com a revogação do Estatuto do Desarmamento e uma nova regulamentação da aquisição e circulação de armas de fogo e munições no País? (Clique aqui para saber mais ou leia o conteúdo do link abaixo)


10/08/2012 16:12

Mais de 3,7 mil cidadãos pedem revogação do Estatuto do Desarmamento

Câmara - Participação Popular - Selo telefonia

Projeto é um dos mais comentados no Disque-Câmara.

Uma das propostas mais polêmicas em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei 3722/12, do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que revoga o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) e cria novas regras para a aquisição e a circulação de armas no País, é também uma das mais comentadas pelos cidadãos que contatam o serviço Disque-Câmara (0800 619 619). O projeto é tema de nova enquete da Agência Câmara de Notícias.

A maioria das pessoas que ligam apoia a proposta. Das 3.784 manifestações recebidas até 10 de agosto pelo Disque-Câmara sobre o projeto, 3.754 foram favoráveis e apenas 30 contrárias à matéria, apresentada em abril. Neste ano, o assunto já é o segundo mais comentado pelos cidadãos.

Conforme o PL 3722/12, a regra passará ser a permissão da posse e do porte de armas. Pela proposta, para comprar uma arma de fogo o interessado deverá ter no mínimo 21 anos e precisará apresentar documento de identidade, CPF e comprovantes de residência e de ocupação lícita.

O cidadão que quiser comprar uma arma não poderá possuir antecedentes criminais ou estar sendo investigado pela polícia por crime doloso contra a vida ou mediante qualquer forma de violência. Deverá ainda ter feito curso básico de manuseio de arma e iniciação ao tiro. Além disso, deverá estar em pleno gozo das faculdades mentais, comprovado por atestado expedido por profissional habilitado.

Regra atual
O Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, proíbe o porte de arma aos civis, exceto nos casos em que o cidadão tiver a vida comprovadamente ameaçada. Podem portar armas, por outro lado, os agentes de segurança pública, os integrantes das Forças Armadas, os policiais, os agentes de inteligência e os de segurança privada.

Na avaliação de Rogério Peninha Mendonça, a medida não foi capaz de reduzir a criminalidade no Brasil, ainda que o Ministério da Justiça informe que após a primeira campanha de desarmamento, em 2004, o número de mortes por armas de fogo tenha caído 11%.

Sua proposta, diz, reflete o desejo da população, que em 2005, ao ser consultada em um referendo, rejeitou a ideia de proibir o comércio de armas e munições no Brasil. Naquele ano, 60 milhões de eleitores, ou mais de 60% dos votantes, manifestaram-se contra a proibição.

O resultado manteve a possibilidade de compra de armas por civis, cumpridos requisitos como idade mínima de 25 anos e comprovação de bons antecedentes. Toda arma, porém, deve ser registrada e a posse nas ruas depende de autorização prévia da Polícia Federal.

Debate
Na época do referendo, duas frentes parlamentares  foram formadas com a participação de organizações civis para defender a proibição ou a manutenção do comércio de armas por meio da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

A Agência Câmara também promoveu o debate do assunto. Em uma enquete realizada em outubro de 2005, 86% dos que votaram disseram não à proibição do comércio de armas. Em maio do mesmo ano, os participantes de um bate-papo organizado pela Agência criticaram o desarmamento. Os debatedores disseram que, sem armas, a população ficaria desprotegida e os bandidos teriam mais facilidade para atuar.

Continua:
Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – João Pitella Junior

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

Advogados dos mensaleiros se rebelam

 

Published on Aug 20, 2012 by nivaldocordeiro

O jornal O Estado de São Paulo deu conta hoje de que os advogados dos mensaleiros entraram com petição no STF protestando contra o fatiamento do julgamento proposto pelo relator Joaquim Barbosa. A petição é perfeitamente descabida, porque não cabe a advogados questionar o método de julgamento. O que foi proposto pelo relator é algo perfeitamente lógico e razoável e dará celeridade aos trabalhos da corte. Vamos ver como o STF vai reagir.

Paraguay es soberano y Chávez está vinculado a terroristas, dijo Franco

 

ABC COLOR

20 DE AGOSTO DE 2012
| EN DECLARACIONES A LA CADENA INTERNACIONAL CNN, ANOCHE

 

Paraguay es un país soberano y democrático que rompió con Venezuela porque su presidente, Hugo Chávez, es un dictador vinculado a terroristas que causaron muertes en nuestro país, dijo anoche Federico Franco a la CNN.

Momento en que la cadena internacional CNN en Español transmite la entrevista que el periodista José Manuel Rodríguez realizó al Jefe de Estado en Mburuvicha Róga. En un diálogo de media hora abordaron diversos aspectos generados tras la destitución constitucional de Fernando Lugo el pasado 22 de junio. Las declaraciones motivaron inmediatas reacciones. / ABC Color

En una entrevista en el programa Uno a Uno, del periodista José Manuel Rodríguez en la cadena CNN, emitido anoche, el Presidente de la República, en tono sereno, ratificó la soberanía de nuestro país y criticó al presidente de Venezuela, Hugo Chávez. “En mayo de 1811 Paraguay decidió ser un país soberano. Muchas veces intentaron doblegarnos, y no lo consiguieron. No nos doblegarán ahora”, aseguró.

“Nosotros estamos persuadidos de que el presidente Chávez no tiene credenciales democráticas” porque gobierna “sin Congreso y con decretos”, de una forma dictatorial, que nada tiene que ver con la democracia, sostuvo Franco. Indicó que en nada afectó al Paraguay la decisión del gobernante venezolano de suspender la provisión de petróleo.

Explicó que otra de las causas del rompimiento de relaciones con Venezuela fue el estrecho vínculo que el gobierno de Chávez mantiene con las FARC, criminales que han consumado secuestros y muertes en Paraguay, conforme a evidencias mostradas por autoridades de Colombia.

Esas pruebas están en la computadora que en el límite de Colombia y Ecuador se incautó a Raúl Reyes, jefe de las FARC, abatido por las fuerzas de seguridad colombianas, indicó Franco.

“El presidente Chávez ha reconocido como beligerante a las FARC, y esa relación ha creado una conmoción en mi país porque ha creado una industria del secuestro en Paraguay”, puntualizó Franco.

“En Venezuela se gobierna sin Congreso y por decretos, y lo más grave es la relación con el EPP, el Ejército del Pueblo Paraguayo, grupo criminal relacionado a las FARC que ha cometido asaltos, secuestros, asesinatos y numerosos atentados en el Paraguay”, subrayó el Mandatario.

“Mis compatriotas han muerto como consecuencia de esa relación criminal, terrorista, que tiene la anuencia” de Chávez, situación que “mi país no reconoce o no acepta”, insistió.

Franco también ratificó la injerencia del canciller venezolano Nicolás Maduro al reunirse con mandos militares paraguayos.

Mercosur

Con relación a la suspensión de Paraguay en el Mercosur, dijo que esa decisión “era la crónica de una muerte anunciada” para incorporar por la fuerza a Venezuela. Pero aclaró que tal determinación no afecta a las relaciones reales y bilaterales entre los miembros del bloque. “Hay una hipocresía en las relaciones: cuando se trata de asuntos bilaterales, “hay buena onda”, y cuando se trata de hacer un cóctel oficial a nivel de Mercosur con la presencia de Chávez, somos marginados. Franco descartó que su gobierno decida retirar al Paraguay del bloque y justificó su postura afirmando que estará menos de un año en la Presidencia de la República. “No amerita tomar una decisión tan trascendental, importante, como definir la salida del Mercosur”, aseveró.

Energía de Itaipú y Yacyretá

En otro momento de la entrevista, el presidente Federico Franco ratificó que Paraguay es dueño de la mitad de toda la energía que producen las hidroeléctricas de Itaipú y Yacyretá.

“A nosotros nos corresponde diez de las veinte turbinas en Itaipú”, afirmó Franco al asegurar que igualmente el 50% de la energía producida por Yacyretá es propiedad a nuestro país.

El Jefe de Estado sostuvo que su gobierno está abocado en trabajar para que el país pueda utilizar la energía para su industrialización.

Belo Monte: ambientalismo internacional volta-se contra o Brasil

 

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

domingo, 19 de agosto de 2012

 

Editorial da discórdia volta-se contra o Brasil

Editorial da discórdia volta-se contra o Brasil

O projeto de Belo Monte, matéria exclusivamente brasileira, pois todo ele se realiza em território nacional, está sendo internacionalizado pela militância ambientalista radical.

“Le Monde”, diário porta-voz do socialismo e da esquerda católica francesa, publicou uma Editorial nesta semana reveladora desta ofensiva antibrasileira. Jornais brasileiros concederam notável destaque à publicação, como “O Estado de S.Paulo”.

No dia 16/08/2012 após reconhecer que o projeto ajudaria a tirar de seu estado atual uma das regiões mais pobres do país, e oferecer emprego a dezenas de milhares de brasileiros, o jornal manuseia o argumento da “proteção de tribos indígenas ameaçadas de serem expulsas de suas terras onde vivem desde tempos imemoriais e da bacia amazônica, que não somente é o pulmão ecológico da América do Sul, mas do planeta inteiro”.

O apelo à demagogia não é novidade no ambientalismo. A Amazônia não é o pulmão verde do planeta, segundo reconheceram não somente cientistas da maior autoridade, mas também militantes ecologistas radicais como o falecido Jacques Cousteau.

E se por ventura o fosse, o Brasil e os países com soberania sobre partes da região, deveriam ser recompensados pelo bom serviço prestado à Terra, e nunca punidos por tentar sair de situações de infra-desenvolvimento.

Ativismo teatral de ONGs em Nova York desconhece o Brasil

Ativismo teatral de ONGs em Nova York desconhece o Brasil

O jornal das esquerdas francesas rememora com satisfação os 30 anos de atraso imposto ao projeto pelas ONGs das esquerdas internacionais, de índios, e das Igrejas – como o CIMI, longa manus da CNBB – e “advogados prestigiosos” como o cantor anarco-rockeiro Sting.

Uma frente ampla na aparência muito heterogênea, mas na prática muito unida com um objetivo único anti-civilizatório e, no caso, antibrasileiro.

O jornal francês ainda deplora que ainda haja quem quer impulsionar a grande obra nacional. Ele patenteia um íntimo desejo de que o projeto fracasse.

A Editorial do “Le Monde” apresenta com um viés assustador o alagamento de 500 km2 de terras da Amazônia.

Esta região tem uma superfície de 5.500.000 km², dos quais 49,2% pertencem ao Brasil. Portanto, a área alagada, se é que esse alagamento fosse ruim, ocupa menos de dez milésimos da região.

O impacto negativo – se é que existe – seria insignificante, e até largamente justificado pelos benefícios hauridos sob pontos de vistas muito mais importantes, como o benefício da população local que ficará capacitada de sair do atraso.

Alguns escassos ativistas perturbam obras em Belo Monte

Alguns escassos ativistas bloqueiam obras em Belo Monte

Nada disso importa, Monte Belo deve ser bloqueada qualquer que seja o mal causado ao Brasil e às populações locais e ao País todo.

E os trompetes internacionais do ambientalismo radical estão convocando à ofensiva contra o Brasil.
Para disfarçar o anti-humanismo ambientalista que o jornal parisiense promove, “Le Monde” fala de 20.000 pessoas, essencialmente membros de tribos indígenas, que deveriam se mudar da pequena área alagada, a locais vizinhos.

Esconde que na aldeia Paquiçamba, área de futura barragem, o cacique Manuel da etnia juruna e muitos índios veem com bons olhos a construção da hidroelétrica.

Porém, o cacique e os indígenas que pensam como ele parece ter cometido o crime inafiançável de contradizer a cartilha comuno-tribalista.

Ambientalistas fazem revolução contra o cacique Manuel Juruna
(na foto com a mulher)

A sentença ambientalista redigida antes de qualquer julgamento e posta em vias de aplicação é implacável: eles são desqualificados e midiaticamente “apagados” por se terem ‘vendido’ às empresas responsáveis pelo projeto.

Já ouvimos demais esse argumento cunhado para desmoralizar os que não aceitam as imposições arbitrárias do ecologismo radical.

E os “defensores dos índios” promoveram uma revolução contra o cacique para despossuí-lo de sua liderança tradicional.

“Estão com raiva de mim, querem que eu deixe de ser o cacique. Dizem que eu sou a favor da hidrelétrica” – deplorou o indefeso cacique Manuel Juruna.

E acrescentou: “Se me dessem um dinheiro, ia investir na plantação, comprar uma casinha em Altamira para ter um lugar onde ficar na cidade e uma voadeira (pequeno barco), para ir da aldeia para lá”.

Atriz Sigourney Weaver e grupúsculos manifestam em New York contra Belo Monte

Atriz Sigourney Weaver e grupúsculos
manifestam em New York contra Belo Monte

Quem está expulsando os índios?

Belo Monte produzirá mais de 11.000 megawatts por ano, se tornando a terceira maior barragem do mundo, capaz de atender o 11 % das necessidades energéticas do País.

Para Adoniran Alves, morador da Ressaca, vilarejo do município Senador José Porfírio que será impactado com a diminuição da vazão do Rio, a usina vai trazer desenvolvimento para a região.

"Sou a favor da hidrelétrica. Acho que é a solução. Ela vai trazer dinheiro para a região e melhorar as condições de vida por aqui”, diz.

Estes brasileiros não têm direito humano a melhorar sua vida e de suas famílias?

A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos exigiu a suspensão do projeto porque a são tribos indígenas concernidas não teriam sido ouvidas.

Qualquer exagero serve para tentar engessar o Brasil.

Qualquer exagero serve para tentar engessar o Brasil.

Não tenhamos ilusões, se algum indígena ou algum habitante da região for ouvido tratar-se-á de indivíduos treinados e teledirigidos pelas ONGs e o comuno-progressismo auspiciado pela CNBB.
Os indígenas que estão se integrando na civilização brasileira e que são verdadeiros brasileiros de coração como o cacique Manuel e os seus, além dos pioneiros brancos, também corajosos brasileiros que lutam para levantar a região, não serão ouvidos.

Enquanto, Belo Monte vai sendo bloqueada por manobras ideológicas, os militantes ecologistas do mundo saúdam com euforia seus correligionários ongueiros, indígenas e esquerdistas o mundo inteiro, lendo jornais da inteligência socialista em Paris, Washington ou Roma.

PARTIDOS DE ESQUERDA ACABARÃO COM O PAÍS

 

Published on Aug 19, 2012 by darciovix

Palestra de Olavo de Carvalho (2004)

HOMEM ABRE FOGO EM SEDE DE ENTIDADE EVANGÉLICA PARA PROTESTAR A FAVOR DO CASAMENTO GAY

 

PÚPLITO CRISTÃO

18/08 por: Antognoni Misael2 Comentários


Na última quarta-feira, a sede da entidade cristã Family Research Council, em Washington, nos Estados Unidos, foi alvo de um atentado de um homem ligado ao movimento homossexual, que abriu fogo com uma pistola 9 mm no local.

Detido por um segurança que estava no local e que foi atingido pelos disparos, o homem foi identificado pela policia como Floyd Lee Corkins II, de 28 anos, voluntário de um centro comunitário para gays em Herndon, no Estado da Virginia.

O FBI revelou ainda que Corkins está detido sob acusação de agressão com arma mortal, e que o acusado não possui problemas mentais.

A entidade Family Research Council é uma das entidades cristãs mais conservadoras dos Estados Unidos, e se opõe fortemente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O tema tem se mantido entre os assuntos mais debatidos no país devido à reprovação em plebiscitos em diversos estados norte-americanos ao casamento entre homossexuais.

A recente postura da rede de fast food Chick-fil-A em se declarar contrária ao casamento gay também serviu para acirrar os ânimos entre ativistas cristãos e defensores do movimento homossexual.

O presidente de uma instituição pró-casamento tradicional, Brian Brown, fez uma declaração em um comunicado alertando sobre o atentado: “Este ataque é um dos sinais mais claros que vimos nos últimos dias do resultado dessa campanha de rotulagem de grupos pró-casamento tradicional como se fossem ‘grupos de ódio’”, afirmou o responsável pela National Organization for Marriage.

Segundo o porta-voz do FBI, o segurança Johnson foi levado a um hospital da região e deverá sobreviver: “Ele fez um trabalho fenomenal, acima e além do que ele deveria fazer nesta situação em particular”.

A Family Research Council é presidida por Tony Perkins, membro da Igreja Batista e ex-parlamentar pelo Partido Republicano de Louisiana. A entidade é ligada à organização Focus on the Family, dirigida pelo pastor James Dobson.

(Informações da Redação Gospel+)

***

Se essa moda também pega no Brasil já posso até imaginar quem seriam os primeiros alvos dos ativistas da “Cristofobia”. Se liga Mala!

A igualdade social no boteco

 

ESTADÃO

João Ubaldo Ribeiro

Início do conteúdo

 

19 de agosto de 2012 | 3h 11

João Ubaldo Ribeiro - O Estado de S.Paulo

- Tu tá com uma cara que eu vou te contar! Que foi que houve, isso tudo já é tristeza antecipada pela derrota? O jogo ainda é às seis e meia, até lá tu pode fingir que é feliz, pode até sonhar que o Flamengo vai se dar bem. E não precisa chorar, que não vai ser de goleada, o Vasco não está aí para humilhar ninguém, nem mesmo o Flamengo, não precisa.

- Eu não sei de onde você tira essa sua arrogância. O que é o Vasco?

- O Vasco é uma caravela gloriosa, desbravando os sete mares e navegando serenamente para ancorar no posto de campeão brasileiro!

- Ah, bom, campeonato de vela, isso eu não discuto. Eu pensei que você ia se referir ao vice-campeonato de futebol que vocês vão pegar, como é da tradição do teu time. Vocês do Vasco deviam computar o número de vice-campeonatos que já ganharam, de repente dá para criar uma nova categoria para consolar os vascaínos: campeão dos vices, o maior vice-campeão da história do futebol brasileiro. Brasileiro, não; mundial, acho que esse campeonato mundial é do Vasco. A não ser que vocês também sejam vices dos vices.

- Qual é, cara, tu, como representante de um urubu de asa despencada, um timeco que se daria mal na série C, um...

- Tudo bem, não vamos brigar por causa de futebol. A vida não se resume a futebol, tem muita coisa mais importante.

- Domingo, num boteco do Rio de Janeiro, não tem nada mais importante do que chope, futebol e mulher.

- É verdade, mas eu não posso evitar o que venho sentindo. Eu tenho pesadelos. Essa noite mesmo, eu tive, acordei suando. Sério mesmo, cara, eu acho até que vou consultar um psiquiatra, isso não pode ser normal.

- Ah, é por isso que você chegou aqui meio estranho hoje.

- É, eu agora dei para ficar minhocando esse negócio e dei para ter esses pesadelos, já é o terceiro ou quarto. É uma espécie de assombração, que resolvi chamar de cotismo. É o medo do cotismo.

- Do quê? É doença nova? Se for, não me conta, que eu começo logo a sentir os sintomas. Vou ter um AVC e um infarto a qualquer momento e amanheço de dengue todo dia.

- Não, doença não. É um problema sociopolítico.

- Ah, cara, não vamos entrar nessa de discutir o Brasil, o mensalão, a ladroeira, pelo menos no domingo vamos dar um tempo, ninguém aguenta.

- Não é o mensalão, é bem mais grave. O cotismo é o seguinte: é a nova política nacional para a eliminação das desigualdades.

- Pior do que comunismo, não? Eu só sinto falta deles quando é para botar a culpa em alguém. Era sempre culpa deles e pra mim continua sendo.

- Eles vão dizer que, com a adoção de cotas...

- Eles quem?

- Eles, eles, eles! Eles estão em toda parte, mandam na nossa vida e cada vez vão mandar mais! Eles! Agora eu tenho certeza de que, quando passar esse negócio do mensalão, eles vão adotar cota para tudo. Eu tive um professor, naquele tempo em que tinha professor, que dizia: "senhores, a sábia mão do homem ainda vai destruir o universo!" É verdade, é verdade!

- Mas não vai ser agora, podemos pedir uns pasteizinhos.

- Aí é que você se engana, já está começando agora e vai se estender a tudo. Ao futebol mesmo, por exemplo. Futebol rende muitos problemas por falta de proporcionalidade em vários aspectos e falta de oportunidades para todos. Primeiro eles vão regulamentar as escalações: tem que ter cota racial. Cada jogador declara sua raça e aí a escalação mantém o equilíbrio racial através das cotas. Poderemos ver o Wagner Love declarando que se chama Wagner porque é de família alemã de pai e mãe e o Loco Abreu alegando que é zulu. Mas aí isso não resolve a desproporção entre as torcidas, de maneira que eles vão implantar as cotas de torcida. Cada torcedor será cadastrado numa torcida, devendo apresentar seu cartão de torcedor juntamente com o ingresso. Quando uma torcida ultrapassar o número de torcedores previsto pela cota, o torcedor tem de escolher outro time, em benefício de paz social e, em última análise, em seu próprio benefício. É um assunto complexo, mas nós temos parlamentares à altura das necessidades. Uma coisa é certa: não será permitida uma desproporção gritante, como existe hoje, por exemplo, entre a torcida do Flamengo e a do Olaria, a lei garantirá a todos os times o direito de ter torcedores. E digo mais. Não tem crime de falsidade ideológica? Pois vai ter crime de falsidade clubista. O camarada que for pegado torcendo por um time, mas portando a carteira de outro, perde o registro e não pode mais frequentar estádios, precisamos de leis severas.

- Você está delirando outra vez, eu nunca sei quando você está falando sério.

- Eu não estou delirando nada. Nem falei sobre as outras cotas dos times de futebol. Uma das primeiras a entrar na pauta vai ser a cota dos originários de comunidades carentes, logo seguida das dos jovens infratores em recuperação, dos homossexuais, da terceira idade, dos nativos do Estado onde fica a sede do time e por aí vamos, inclusive na Seleção.

- Você não acabou o segundo chope e já está de porre. Não está vendo que esse tipo de coisa nunca vai dar certo?

- Eu estou. Mas eles não, é por isso que eu me apavoro. Vai ter cota de mulher, pode escrever. Pra cada cinco gatas com quem você sair, vai ter que encarar uma dragonete, é a justiça social.

Da importância do “desapego”

 

LUCIANO AYAN

Estava conversando com um leitor deste blog dia destes (Gabriel Marques) no Facebook, e ele me comentou algo muito interessante.

De um passado neo ateu, hoje ele abandonou o neo ateísmo e possui uma postura cética em relação ao humanismo. Talvez por isso, e por conhecer o neo ateísmo (ele como um ex-aderente, e eu como um combatente), o diálogo foi bem frutífero.

Enfim, o que esse diálogo me relembrou é, de uma forma mais técnica, o motivo pelo qual aquele que está envolvido emocionalmente tende a se dar mal em debates, especialmente quando estes se transformam em uma forma de guerra. Esse é o panorama no qual o neo ateísmo está inserido, até por que da parte deles a proposta foi o estabelecimento da postura de combate, com o fato deles “toparem” participar do movimento esquerdista, que está em guerra cultural contra a direita.

E por que eles estão emocionalmente envolvidos? Pois são eles que possuem uma ojeriza em relação a crença em Deus e às manifestações da religião tradicional, e tomam como VALOR o fato de que a crença religiosa seja eliminada da face da terra para que enfim “seja criado o mundo melhor”. Só que se cavarmos fundo, veremos que isso tudo não passa da malfadada crença no homem. Essa é a crença pela qual eles estão tão apaixonados.

Muitos se orgulham da beleza de sua esposa, do último carrão adquirido, ou de seus atributos físicos. Os neo ateus, por serem humanistas, se orgulham de estarem representando uma ação para transformar o mundo, torná-lo mais justo e “tolerante”, defendendo que isso SÓ OCORRERÁ por causa do fim da religião.

Uma pessoa mais realista e mentalmente sadia, por outro lado, entenderá que os conflitos por recursos são inerentes à espécie humana, e ocorreriam com ou sem religião. Aliás, em cenários sem religião (como na China e Rússia), as mortes ocorreram em larga escala, o que mostra que a “tese” neo ateísta nunca foi nada que prestasse. Mas os neo ateus se apegam a idéias como essa como um carrapato. E jamais as abandonarão.

O resultado é que temos pessoas emocionalmente envolvidas com a crença no homem no batalhão neo ateísta, e hoje em dia ainda vejo isso pouco explorado pelos adversários deles. Esse é o ponto que os desestabilizará no conflito de idéias. Esse é o momento no qual poderemos expor ao público que estamos diante de adversários que possuem idéias facilmente ridicularizáveis e ao mesmo tempo perigosas. Se bem explorado, este é o ponto que os deixará emocionalmente envolvidos no combate, a tal ponto que a batalha de idéias estará vencida desde que tenhamos argumentos minimamente razoáveis contra eles.

Alguns diriam que eu poderia estar “apegado” à descrença no homem, mas eu nem precisaria deste apego, pois os fatos estão em minhas mãos. Eu tenho toda a psicologia evolutiva a meu favor, mostrando que o ser humano não se modifica em termos biológicos somente por causa de sua cultura. Os genocídios da Segunda Guerra Mundial, por sua vez, comprovam que a tese de que não temos indício algum de mudança biológica em relação à mesma espécie perigosa que vivia nos tempos tribais. Aliás, pela tecnologia de morte disponível, basta ocorrer a menor oportunidade que o ser humano mostrará seu instinto de destruição de forma cada vez mais devastadora. Assim, o “apego” que eu teria pela descrença no homem é o mesmo que eu tenho pelo fato de que a chuva é molhada.

O apego de que estou falando é aquele que faz alguém se tornar emocionalmente envolvido pelo objeto da discussão, QUERENDO que todos os outros aceitem que ele é de fato verdadeiro. A crença extraordinária é a crença no homem, não seu oposto.

Alguns místicos do passado, como thelemitas, caóticos e até alguns cristãos “iniciados” (como os R+C), aprenderam, depois de muita disciplina, a se desapegarem de suas crenças no quesito emocional. Ou seja, enquanto um neo ateu está desesperado querendo que todos nutram a mesma crença no homem que ele, um thelemita não está dando a mínima para o fato de que suas crenças sejam aceitas pelo outro. Para este último, crenças são ferramentas para efeitos serem obtidos, mas não objeto de ostentação. A regra é simples: é o outro que tem que ir para a arena, se exibindo por causa de uma crença, não ele. Nesta época (sim, eu já fui um estudioso de Thelema e outras artes similares), eu aprendi a entender melhor isto que denominamos de “falhas de ego”.

De acordo com esta concepção que apresento aqui, a idéia é simples. Coloque suas conquistas como objeto de orgulho, mas não ideologias. É estúpido demais sair defendendo algo que só vai gerar valor para os outros, como no caso da ditadura do proletariado ou o governo global. É se rebaixar demais, tornando-se uma ovelhinha a serviço de pessoas muito mais espertas que você.

Uma crítica que poderia surgir: “Luciano, mas você não defende o conservadorismo?”. Sim e não. Eu me simpatizo com o conservadorismo, e acho-o mais lúcido que o esquerdismo, isso é fato. Mas quantos posts meus vocês já viram “defendendo valores conservadores”? Eu uso a perspectiva do ceticismo em direção ao esquerdismo, na qual o aceite do conservadorismo é uma consequência natural ao questionamento pelo qual passa o esquerdismo, transformando as crenças centrais dos adeptos de Marx e Comte em meros contos da carochinha. Em suma, pelo conservadorismo cético, eu sou muito mais um destruidor do esquerdismo (através do questionamento impiedoso) do que “vendedor de conservadorismo”.

Se fosse no ambiente corporativo, eu estaria muito mais como aquele que diz quais são os gerentes que não prestam do que aquele que define “qual é o gerente ideal”. O lema, neste caso, é “vamos testar aquele ali”, ao invés de fornecer o apoio incondicional. Pode parecer uma perspectiva essencialmente aniquiladora, e realmente é.

O fato é que enquanto estamos endossando algo, estamos vulneráveis. Quando estamos “vendendo” algo, também. Faça o teste e vá em qualquer loja e note quando um vendedor se aproxima de você. Quem está em vantagem? Sempre será você, pois você tem o poder de dizer “eu não quero” em relação ao produto.

Por isso, lembre-se sempre quando estiver em um debate. Quem está “vendendo” algo? É o neo ateísmo que está sendo vendido, ou o teísmo? Neste último caso, caso você seja teísta e se apegue emocionalmente à crença em Deus durante o debate, ele assume vantagem. Mas se você se desapegar desta crença, e reverter o jogo forçando que ele venda o neo ateísmo (e as idéias centrais do ateísmo), tornando-se o esmagador da crença vendida por ele, você tem boas chances de assumir o comando.

Nos tempos de estudos “esotéricos” (que não tem nada a ver com estudos “exotéricos”) aprendi a cultivar a idéia de que eu precisava trabalhar o meu ego. Cada vez mais. Ele sempre vai apresentar um defeito ou outro, por isso a vigilância sempre é útil.

Em resumo, vamos aos guidelines (que não defino como “regras”, pois você segue se quiser):

  1. Descubra o objeto de crença do oponente, dando prioridade àquele do qual ele mais se orgulha
  2. Ataque este objeto de crença, e force-o a ficar cada vez mais apegado (efeito backfire), questionando-o de forma incisiva
  3. Quando o outro estiver irritado, e se este objeto de crença não for justificado, ridicularize o objeto de crença, sem dó nem piedade
  4. Quando o oponente tentar reverter o jogo, demonstre desapego por sua crença, deixando que ele continue na arena

Seguindo essas diretrizes, você poderá observar se as falhas de ego do outro se revelarão, e quando ele colocar como objeto de crença a ser “vendida” algo injustificável, terá, enfim, entregue os pontos.

Não se incomode com a extrema humilhação que o outro poderá sofrer. Como diria Peter J. Carooll: “Talvez ele aprenda uma coisa ou duas”. Ou, como diria Nietzsche: “A vergonha é a mãe do aprendizado”.

Abaixo, uma versão ao vivo, ainda mais arrebatadora, da música que ilustra este post, “Veteran of Psychic Wars”, do Blue Oyster Cult:

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".