Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Blogueiro Ricardo Gama acredita em Deus e nunca negaria a existência Dele por nada!


Quem não conhece a história do RICARDO GAMA logo abaixo poderá conferir o atentado que ele sofreu. E AQUI o blog dele, confira também.

 

 

O advogado e blogueiro Ricardo Gama chorou de alívio por sobreviver a um atentado em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi atingido por quatro tiros e ficou uma semana internado na CTI. ANO: 2011.

Blogueiro Ricardo Gama acredita em Deus, e nunca negaria a existência de Deus por nada

 

 

Terrorismo sobre o clima é ameaça à soberania nacional, diz professor de Meteorologia

 

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O meteorologista Luiz Carlos Baldicero Molion, da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), além do domínio da ciência que demonstra em repetidas ocasiões, tem o mérito da paciência. Pois ele volta uma e outra vez para manter as posições da verdadeira ciência diante da desinformação que tenta confundir o público brasileiro.
E ele voltou a mostrar essas qualidades em mais uma entrevista à “Folha de S.Paulo”:

FOLHA — Como o senhor começou a trabalhar para mostrar que aquecimento global não é resultado da ação do homem?

LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION — Eu estou nessa desde a década de 1970, quando começaram a falar que o aquecimento do planeta era resultado da queima de combustíveis fósseis. Isso não era verdade.
Quando o IPCC lançou seu primeiro relatório [em 1990], nós começamos a comprovar que o aquecimento era causado pelo aumento da atividade solar e pela falta de erupção vulcânica dentre 1912 a 1960 [as erupções reduzem a temperatura da Terra].
Mas, desde então, o terrorismo climático aumentou.

Os cientistas “céticos” reclamam de dificuldades para obter recursos para pesquisas. O senhor já viveu isso?

Eu tenho hoje cerca de R$ 3,2 milhões em projetos de pesquisa sobre eventos extremos, monitoramento de vazão de rio e desenvolvimento regional. Mas não posso usar a palavra “aquecimento global”, senão o projeto não é aprovado.
Na área de aquecimento global, eu nem me arrisco a tentar publicar os meus trabalhos. Os artigos têm de ser “revestidos” por outras temáticas.

Mas, se o senhor submeter um artigo científico questionando o aquecimento global pelo homem, ele será negado?

Sim. A maioria dos pareceristas é a favor do aquecimento global. Então, será negado. Revistas como a Science só publicam artigos sobre a ação do homem no clima. Mas se um trabalho em outra área, como o monitoramento de eventos extremos, cair nas mãos de um “aquecimentista”, será aprovado.

Por que decidiram escrever uma carta para a Dilma?

Existiam na pauta da Rio+20 coisas esdrúxulas como “a temperatura do planeta não pode aumentar mais de 2 graus”. Então nós tivemos a ideia de escrever essa carta. Temos informações de que ela leu e disse “interessante, porém muito tarde”. É uma pessoa que tem acesso a ela, mas não podemos revelar quem é. LEIA A CARTA DOS CIENTISTAS BRASILEIROS A DILMA ROUSSEFF

A carta afirma que não é preciso descarbonizar. O que precisaria ser feito então?

Há registros geológicos ou paleoclimáticos que mostram que quando as plantas surgiram havia uma concentração muito maior de CO2 do que existe agora.
Já mostramos que com mais CO2 as plantas aumentam a sua produtividade. Então falar em descarbonização é absolutamente ridículo. Isso não quer dizer que os combustíveis fósseis não tenham problemas. O enxofre que está no carvão mineral e no petróleo é altamente tóxico.

Video: veja o que acontece numa planta com 180% a mais de CO2

Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI

A muda de feijão-fradinho à esquerda foi fotografada crescendo num ambiente com o CO2 em 450ppm (média global atual: 360ppm/392ppm). A da direita, mesmo feijão, cresceu num ambiente artificial com o nível de CO2 em 1.270ppm, i. é, 282% maior. A vegetação cresce mais e melhor, trazendo mais alimento e bemestar. O CO2 é o "gás da vida", sem ele a Terra seria um planeta morto.

Mas a crise ambiental trata também da escassez de recursos, como a água...

O petróleo não vai acabar. Há reservatórios de petróleo como o pré-sal em todo o planeta. Mas extrair será caro. E a água não será um problema do século 21 porque 71% do planeta é formado por água. O que vai acontecer é que, se poluirmos a água, ela ficará mais cara. Mas não vai faltar.

O que estaria por trás do IPCC?

Há quem diga que a ideia da ONU é ter uma governança global. Não duvido.

O que o senhor achou dos resultados da Rio+20?

Os artigos sobre compromissos, metas e definições foram todos retirados. Ficamos com os parágrafos que repetem as mesmas coisas desde o relatório de Estocolmo, de 1972. Porém, houve coisas interessantes.
A tentativa de transformar o Pnuma [programa ambiental da ONU] em uma agência foi vetada. Se passasse, os países perderiam a sua soberania.
Se você resolve fazer uma hidrelétrica como Belo Monte, a agência da ONU poderia vetar. Seria um problema sério para os países em desenvolvimento. Mas a ONU não desistirá.

(Fonte: Folha de S. Paulo, 27 de junho de 2012)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eleições 2012 RJ: Forças ocultas querem ferrar a candidatura do Ricardo Gama p/ vereador

 

Pr. Silas comenta ‘aberrações’ propostas pelo novo Código Penal

 

VERDADE GOSPEL

28/06/12 - 05:29

 

O Senado iniciou nesta quarta-feira (27) a análise formal de um novo Código Penal para o Brasil. O anteprojeto contendo proposta de reforma elaborada por uma comissão de juristas foi entregue ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

As mudanças propostas envolvem questões polêmicas, como a extensão de casos em que a mulher poderá realizar o aborto, a permissão para plantio de drogas para uso próprio e a criminalização da homofobia.

Os juristas mantiveram a prática do aborto como crime, mas permitem a realização em casos que impeçam a vida do bebê fora do útero ou de incapacidade psicológica da mãe para a maternidade, atestada por médico ou psicólogo.


Pastor Silas Malafaia comenta:

As aberrações da proposta do novo Código Penal:

1) Uma mulher pode interromper uma gravidez até o terceiro mês se um psicólogo ou um médico atestar que ela não está preparada para ser mãe. Que absurdo!

Desde quando um médico ou um psicólogo tem dados científicos para dizer que uma mulher não está preparada para ser mãe?

A mulher, biologicamente e psicologicamente, já foi formada para ser mãe!

É uma maneira descarada de aprovar o aborto, contrário a princípios constitucionais que protegem a vida.

2) Outro absurdo é a liberação do uso de drogas. Tanto cultivar e transportar drogas para uso pessoal está liberado! Aí tem um dado dos hipócritas: consumir drogas perto de escolas é crime. E a hipocrisia geral: criminaliza o traficante.

Por algum acaso quem consome drogas, adquire de quem, um ser extraterrestre ou um demônio que saiu do inferno para vender drogas?

Uma verdadeira palhaçada! Todo mundo sabe que a liberação de drogas aumenta o seu consumo, e as drogas são um dos elementos mais terríveis como produtora de violência.

3) Outro erro é comparar comportamento homossexual com racismo. Raça você não pede para ser ou não decide ser, é! Homossexualismo é comportamento!

4) Outro absurdo é permitir a baderna de movimentos sociais, tais como MST, que quebram repartições públicas, privadas e que o novo Código Penal os protege.

Povo de Deus, oração sem ação não vale nada! Você é cidadão! Exerça a sua cidadania! Multiplique esta informação e vamos bombardear os senadores com e-mails.

Peço a vocês que acessem a matéria sensacional de Reinaldo Azevedo sobre este assunto. É importantíssimo você ler e comentar! Clique aqui.

Mediante a estas aberrações, vamos usar o princípio democrático pacífico, bombardeando os e-mails dos senadores e pedindo: senhores senadores, não aprovem as aberrações do novo Código Penal, tais como o aborto até a décima segunda semana, liberação de drogas, criminalização da homofobia e liberação para badernas de movimentos sociais.

Relação de e-mails dos senadores: (Selecione todos os e-mails e insira-os no espaço para destinatário)

acir@senador.gov.br; aecio.neves@senador.gov.br; alfredo.nascimento@senador.gov.br; aloysionunes.ferreira@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; ana.amelia@senadora.gov.br; ana.rita@senadora.gov.br; angela.portela@senadora.gov.br; anibal.diniz@senador.gov.br; antoniocarlosvaladares@senador.gov.br; antonio.russo@senador.gov.br; armando.monteiro@senador.gov.br; benedito.lira@senador.gov.br; blairomaggi@senador.gov.br; casildomaldaner@senador.gov.br; cassio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; ciro.nogueira@senador.gov.br; clesio.andrade@senador.gov.br; clovis.fecury@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; cyro.miranda@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; eduardo.amorim@senador.gov.br; eduardo.braga@senador.gov.br; eduardo.lopes@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; eunicio.oliveira@senador.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi@senador.gov.br; gim.argello@senador.gov.br; humberto.costa@senador.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; ivo.cassol@senador.gov.br; jader.barbalho@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; capi@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; jorgeviana.acre@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; gab.josepimentel@senado.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; lidice.mata@senadora.gov.br; lindbergh.farias@senador.gov.br; lobaofilho@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; luizhenrique@senador.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; martasuplicy@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; paulobauer@senador.gov.br; paulodavim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; pedrotaques@senador.gov.br; randolfe.rodrigues@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; ricardoferraco@senador.gov.br; roberto.requiao@senador.gov.br; rollemberg@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; sergiopetecao@senador.gov.br; sergiosouza@senado.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; vanessa.grazziotin@senadora.gov.br; vicentinho.alves@senador.gov.br; vital.rego@senador.gov.br; waldemir.moka@senador.gov.br; pinheiro@senador.gov.br; wellington.dias@senador.gov.br; zeze.perrella@senador.gov.br

Luana Piovani e outros famosos estrelam campanha pela descriminalização dos usuários de drogas. Ou desliguem suas TVs que eles perdem seus empregos e serão obrigados a fazer alguma outra coisa de suas vidas…

 

ZERO HORA

09/07/2012 | 10h59

 

"Lei de Drogas: é preciso mudar" da ONG Viva Rio quer coletar 1 milhão de assinaturas

Luana Piovani e outros famosos estrelam campanha pela descriminalização dos usuários de drogas Viva Rio/Divulgação

Luana Piovani e Luís Melo na campanha da ONG Viva RioFoto: Viva Rio / Divulgação

Luana Piovani, Luís Melo e Isabel Fillardis são alguns dos rostos da campanha Lei deDrogas: é preciso mudar da ONG Viva Rio. A instituição deseja coletar 1 milhão de assinaturas para apoiar o projeto de lei que deseja distinguir o usuário dos traficantes. Nas fotos, os atores foram fotografados como para uma ficha criminal e seguram cartazes com os dizeres "é justo isso?"

O lançamento oficial é nesta segunda-feira e, segundo a ONG, tem o objetivo de tornar a legislação sobre drogas no país mais justa e eficaz. A ideia é mudar a Lei 11.343/2006, que normatiza a política de drogas no Brasil, não faz distinção clara entre usuário e traficante.

Segundo comunicado da organização: "Desde que entrou em vigor, o número de presos por porte de drogas no país dobrou. Essa falta de clareza está levando à prisão milhares de pessoas que não são traficantes, mas sim usuárias. A maioria desses presos nunca cometeu outros delitos, não tem relação com o crime organizado e portava pequenas quantidades da droga no ato da detenção".

Mais uma fraude da ATEA, agora manipulando uma tira original de Maurício de Souza

 

LUCIANO AYAN

 

Página em versão manipulada (Clique para ampliar)

Como se nota, a fraude que mostrei ontem não é uma exceção no comportamento da ATEA, mas a regra.  E a regra mater para todo neo ateu que se preze é mentir contra os religiosos tradicionais o quanto conseguirem. Não importa o nível de baixeza. Na regra deles, quanto pior, melhor.

Acima, teríamos uma suposta mini historinha de Maurício de Souza, certo? Nesses quadrinhos, o autor estaria lançando a mensagem subliminar de que confiar em padres é perigoso. (A sempre infame associação com pedofilia, armada pela mídia de esquerda – já que não há evidências de que a pedofilia ocorre em maior quantidades pela categoria profissional de padre, em comparação com outras categorias profissionais)

O problema, mais uma vez, é que Maurício de Souza JAMAIS fez tal história, e os quadrinhos originais, como podem ser visualizados abaixo, demonstram que ele nem de longe fazia associação com a Igreja. Aliás, já dava para suspeitar de malandragem pelo fato do personagem do padre usar camisa de mangas curtas.

Mais uma evidência de que a fraude e o logro são as armas preferidas dos neo ateus. E eles continuarão fazendo isso enquanto não forem vítimas de um sem número de processos judiciais.

A campanha de ódio que eles tem lançado contra os religiosos tradicionais já supera em muito aquilo que os nazistas faziam em relação aos judeus. É claro que o Holocausto posterior foi apenas a coleta dos frutos de uma campanha iniciada muito tempo antes. Será que os religiosos vão começar a reagir ou esperar pelas piores consequências?

Versão original do quadrinho

O Diabo tomando Prozac - Ensaio sobre o Fim da Cultura

 

Por e-mail, com autorização para publicação no Cavaleiro do Templo

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O presente artigo parte da premissa de que, em toda História da civilização, jamais houve verdadeiramente uma cultura que aceitasse completamente a responsabilidade de seus próprios atos. Sustenta ainda a idéia de que a alteridade do mal, ou seja, sua condição de força com vida própria e alheia à vontade humana foi sempre uma necessidade em todas as épocas.

O estudo comparado das religiões não deixa de se mostrar irônico no sentido de que, se o Bem e os deuses responsáveis pela sua existência tem características tão distintas, o Mal nos parece ser o resultado da ação de um Diabo que costuma se repetir muito, ainda que com "excelentes" resultados. Seria falta de imaginação da parte dos criadores das teogonias ou é verdade que o Diabo sempre vai ser o maior inimigo de Sartre? Para quem não lembra, esse talvez tenha sido o filósofo da "responsabilidade" - alguém que sempre vai nos chamar para assumir as consequências das nossas ações e lembrar que estamos "condenados a ser livres" para escolher o nosso destino. É impossível imaginar um papel para o Diabo quando se pensa como um existencialista porque Lúcifer, não tenho dúvida, tem como função negar a liberdade humana. Aqueles que acreditam em possessão demoníaca e exorcismo (não interessa em que tempo ou lugar) não deixam de repetir Rosseau e o seu "bom selvagem" porque não parece diferente dizer que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe do que afirmar que ele é bom; mas o Demônio o possuiu. O que existe em comum nos dois casos é, como eu escrevi no início, a idéia de alteridade, a noção do outro, do objeto externo e da inocência a priori da qual resultará sempre a possibilidade de se redimir e, como gosta de lembrar Luc Ferri, de obter a Salvação - eterna busca do homem e espécie de "primeiro-motor" da filosofia.

O que eu me pergunto às vezes é - que papel pode existir para o Demônio em uma sociedade que não sente mais culpa? Heresia para qualquer discípulo de Freud, essa idéia parece de início um absurdo - "Não há cultura sem Repressão" está muito próximo de "Não há cultura sem Culpa" mas mesmo assim eu gostaria de insistir na hipótese e imaginar um "mundo sem remorsos”...um mundo de Auschwitz, de Pol Pot e do seu Camboja, um mundo de fanatismo com Hitler e Stalin..um mundo assustador e antecipado por Dostoiévski em "Os Demônios"...enfim..um mundo onde a palavra "culpa" já não tem mais significado porque nele impera a ausência de sentido e não se sabe mais o que é o Bem e o Mal..

Eu acho deprimente pensar o mundo assim, mas imagine-se por um momento no papel de "Diabo"..Um Diabo nesse mundo não passaria de um "pobre diabo"..um diabo com "d" minúsculo que não sabe mais ao que veio, já que não tem mais nada para fazer aqui..

Dormindo mal, bebendo, sentindo-se inútil..esse Diabo pós-moderno vai acabar usando Prozac

porque a questão do sentido obrigatoriamente permeia toda ação seja ela humana, divina ou "diabólica" e a depressão adquire aí um caráter quase "sobrenatural"...rsss

Espero, para terminar com mais esperança, que o próprio conceito de Cultura não dependa de tanto maniqueísmo...Bem, Mal, Deus, Diabo...quem sabe a Civilização sempre vai estar aí e essas forças estão dentro de nós mesmos? Quem sabe não há sentido algum a ser buscado como querem os teóricos da Desconstrução..ou quem sabe busca e destino são uma coisa só como querem os budistas? Não sei, mas de uma coisa tenho certeza - até uma certa época da nossa História, de certa maneira, sempre houve um sentido..Agora não parece haver mais e acho difícil que torne a haver enquanto não percebermos que quem morreu foi Nietzsche; não Deus..e que não há espaço para diabo algum quando é Ele que está dentro de nós.

para Eunice.

julho de 2012

Milton Simon Pires
Médico
Porto Alegre - RS

Ifba quer comprar 20 casas para ampliar campus no velho Barbalho

 

CORREIO 24 HORAS

Tentando tranquilizar a comunidade do bairro de Salvador, a direção do Ifba diz que o processo de compra das casas ainda está na fase preliminar

08.07.2012 | Atualizado em 08.07.2012 - 09:01

Alexandre Lyrio
alexandre.lyrio@redebahia.com.br

Ela sofre de artrite, usa um andador para caminhar e só não é mais idosa que a própria casa onde mora. Haydée Alves de Souza, 96 anos, já estabeleceu uma relação quase afetiva com as paredes antigas, o piso de taco e os janelões do início do século passado. Talvez por isso, seja uma das mais preocupadas com a possibilidade de deixar o lugar. “Imagine eu ter que sair daqui? Que calamidade!”.


Imóvel antigo, hoje uma clínica de Fisioterapia, seria transformado em teatro do Ifba (Foto: Rafael Martins)

A aflição de dona Haydée é a mesma de 30 famílias moradoras do Barbalho, algumas delas proprietárias de casarões antigos há décadas. Na semana passada, todos receberam um comunicado do Instituto Federal da Bahia (Ifba), antigo Cefet, que fica no mesmo quarteirão, informando que a instituição daria início a um processo de compra de 20 imóveis do seu entorno para a ampliação do campus.

“Já tentaram isso muitos anos atrás, mas não conseguiram”, entregou Haydée, moradora do número 33 da rua Augusto Guimarães. Na área onde estão as casas, o Ifba pretende construir salas de pesquisa e extensão, laboratórios, salas de aula, um teatro e um estacionamento. Além de apreensivos com a possibilidade de saída, os moradores se mostram preocupados com a preservação do patrimônio, presente principalmente nas residências que conservam o estilo neoclássico.

“Tem famílias morando aqui há mais de 200 anos. O que eles vão fazer com os casarões e casas que pertencem a esse sítio histórico?”, pergunta o advogado Rafael Kafka, morador da casa nº6 da rua do Orum, a que mais seria atingida pela ampliação. A comunidade tem receio de perder suas residências por valores abaixo do mercado. “Não tenho intenção de vender meu imóvel. Se quisesse, botava uma placa”, avisa Raimundo Bispo dos Santos, da rua Emídio Santos, morador de um imóvel erguido há mais de 50 anos.

Tentando tranquilizar a comunidade, a direção do Ifba diz que o processo de compra das casas ainda está na fase preliminar. O diretor geral do Campus Salvador, Albertino Ferreira Júnior, garantiu ao CORREIO que não haverá ação de desapropriação. “É mentira dizer que vamos desapropriar. Marcamos uma conversa com os moradores. Se fosse desapropriar, não chamaria ninguém para diálogo”.

O diretor adiantou que a compra dos imóveis não seria a partir de seus preços venais, ou seja, baseado no IPTU. Albertino também disse que, no caso da retirada das famílias, a instituição de ensino cumprirá todas as normas relativas a patrimônio, gabarito e uso do solo. “Não somos malucos para fazer o que bem entendemos sem respeitar a lei. Sei do valor histórico e afetivo das coisas”, disse Albertino.  

Fachadas

Por outro lado, durante reunião com os moradores, na terça-feira, o próprio diretor afirmou que iria manter apenas as fachadas das construções para usar seus interiores. “Isso é ilegal! O senhor sequer consultou os órgãos de patrimônio”, bradou um dos moradores. Albertino adiantou que, em caso de negativa da comunidade, terá que buscar outras alternativas. Ao mesmo tempo, disse que não existe outra área para a instituição crescer.

A maior parte das casas cobiçadas fica na rua do Orum (antiga rua do Céu), cheia de história. Ali morou Armando Sá, autor da música Colombina, conhecida como o hino do Carnaval. Também fez o primeiro hino do Vitória. “Seu Armando ficaria muito triste se soubesse que o lugar onde morou foi destruído”, disse Alfredo Alves de Jesus, 73 anos, que em 2005 comprou o imóvel da família Sá. Acontece que a via sem saída, formada por uma nesga de casas, “invade” o Ifba. “Um dos dois foi construído no lugar errado. Os varais de roupa adentram a escola. As calcinhas e cuecas molhadas pingam aqui dentro”, ilustra Albertino.

Clínica

Os moradores incluem em suas queixas o prejuízo social que a ampliação causaria. A clínica Clirf, que um dia já foi clube de Carnaval, está instalada em um casarão, na esquina da rua do Orum. Especializada em Fisioterapia, é a única da região que atende pelo SUS. “Se essa clínica sair daqui não sei o que vai ser da gente”, diz a aposentada Maria Guerreiro, 77 anos, que sofre de hérnia de disco, escoliose e artrite.

No seu andador, bem lentamente, dona Haydéee traz lá de dentro fotos antigas de família. Sem filhos, morando praticamente sozinha no casarão que garante ter mais de cem anos, vive das lembranças dos irmãos falecidos, que teriam adquirido o imóvel há pelo menos 60 anos. Prometeu cuidar da casa e de tudo o que foi deixado por eles. “Me tirar daqui é tirar toda minha família. Que calamidade!”, exclamou, repetindo sua expressão favorita.


Local é ‘área de proteção rigorosa’

Apesar de o Iphan confirmar que os casarões cobiçados pelo Ifba não são patrimônios históricos tombados, a região em que eles estão inseridos é considerada Área de Proteção Rigorosa. Ou seja, são vizinhos a monumentos tombados, o que os submete a regras. Além disso, no próprio Barbalho, há a Fortaleza de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ou simplesmente Forte do Barbalho, construído em 1638, esse sim patrimônio nacional.

“Ali faz parte da ‘zona de amortecimento’. Está bem próxima a área tombada”, explica o coordenador técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Bruno Tavares. Nesse caso, antes de serem autorizadas modificações, o projeto teria que ser submetido a análise conjunta do Iphan, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e da prefeitura.
O coordenador observa, porém, que o Iphan não tem autonomia para impor sua análise, já que não se trata de área tombada. “É apenas uma opinião que normalmente é seguida. Uma lei da prefeitura obriga que participemos dessa análise”, afirma. Apesar de o Ifba garantir que não haverá ação de desapropriação, ela não é impossível. Isso porque, com um decreto e uma autorização judicial, o poder público pode desapropriar qualquer área, desde que cumpra o princípio do interesse público. “Mas, como se trata de área próxima a monumento tombado, o construtor teria que manter a ambiência (características do local)”, diz o secretário municipal de Habitação e Meio Ambiente (Sedham), Paulo Damasceno.

Durante reunião com o diretor do Ifba, os moradores deram sugestões. Uma delas é que seja avaliada a possibilidade de fazer uma nova análise da área sem mexer nas casas. “Há vários imóveis, entre eles duas escolas estaduais abandonadas no bairro. Tem também um casarão que foi incendiado e foi o primeiro teatro do Brasil. Fica do outro lado da rua”, propôs o professor Alexandre Costa.

A ameaça da CUT

 

 

Publicado em 09/07/2012 por nivaldocordeiro

O novo presidente da CUT declarou à Folha de São Paulo, referindo-se ao julgamento de José Dirceu no caso do mensalão: "Não pode ser um julgamento político". Ele expressou uma ameaça ao País e tentou constranger os ministros do STF. Se José Dirceu for condenado haverá greve geral? Vão paralisar o Brasil? Não creio, mas p que importa é o acinte de ameaçar. Felizmente, o julgamento do mensalão está demonstrando que ninguém está acima da lei.

Quando a ATEA usa, de forma fraudulenta, um menino mutilado em guerra para capitalizar politicamente, é sinal de que o neo ateísmo já “espanou”…

 

LUCIANO AYAN


ATEA baixando de nível, cada vez mais, e mais…

Que os neo ateus da ATEA não tem o mínimo de dignidade, quanto a isso não há mais dúvida alguma. Para eles, quanto mais mentiras forem lançadas contra os religiosos tradicionais, melhor.

Mas existe um certo limite que, se ultrapassado, já demonstra que estamos diante de pessoas com seríssimos problemas. Não dá para deixar de fazer algumas perguntas. O quão baixo um neo ateu pode chegar? Será que existe um limite da humilhação? Este novo exemplo que vem da ATEA mostra que a incrível capacidade de se superar sempre nos surpreende.

Enfim, a imagem acima mostra um garoto com mutilações escrevendo a expressão “Fuck you God!” em um caderno. Extrema capitalização política deles, certo? O problema é que existem uma fraude na imagem.

Note que o caderno tem linhas. Por que  apenas a parte onde está a expressão “Fuck You” não contém linhas também?

Eu devia agradecimentos ao Emerson Oliveira, do Logos Apologética, por ter apontado a fraude. Mas a coisa ficou ainda mais constrangedora para os neo ateus quando o Macartista (também leitor deste blog) descobriu que a foto original não tem nenhuma conotação religiosa. A foto data de 2005, e foi vencedora do prêmio Pulitzer. O garoto é um iraquiano ferido em um bombardeio aéreo.

Agora, vejam a foto original:

É, ATEA, ficou feio, mas muito feio para vocês.

Começa a aparecer uma herança maldita… de Lula

 

RICARDO SETTI

07/07/2012 às 16:03 \ Política & Cia

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Lula inventou uma "herança maldita" que teria recebido de FHC. Agora, começa a aparecer uma herança maldita novinha em folha -- a dele (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Reproduzo nota publicada no blog Política & Economia na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

A nova herança maldita – capítulo I

Semanas atrás informávamos que nos bastidores oficiais de Brasília já se começava a rosnar sobre certa “herança maldita” – uma “nova”, é claro, distinta daquela que Lula atribuía ao ex-presidente FHC sempre que alguma dificuldade aparecia a sua frente em seus oito anos de Palácio do Planalto.

Agora, já não muito discretamente, esta nova herança começa a ser explicitada. O primeiro foco foi a Petrobras, com a revisão de seus planos de investimentos para os próximos cinco anos. Cortando daqui e dali, a presidente da empresa, Graça Foster, disse, sem citar seu antecessor, José Sergio Gabrielli, que as metas anteriores eram irrealistas, que projetos eram aprovados a esmo, sem estarem prontos e daí por diante.

Graça e sua comandante no Palácio do Planalto estão jogando para o alto facas para que estão caindo em suas próprias cabeças : Lula era o presidente dessa fase de irrealismo, mas Dilma foi ministra das Minas e Energia e, portanto, chefe da Petrobras durante uma parte desse período. Durante todo o mandato de Lula, foi presidente do Conselho de Administração da empresa, só sendo substituída por Guido Mantega quando saiu para se candidatar à Presidência da República. [Sem contar sua responsabilidade como principal ministra do governo, ao comanda a Casa Civil de 2005 a 2010.]

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Por que só Gabrielli paga toda a responsabilidade? (Foto: Petrobras)

Por que só Gabrielli paga toda a responsabilidade por uma gestão de claro viés político na maior estatal brasileira ?

E por falar em política

A revisão feita nos investimentos da Petrobras gerou sérios ruídos políticos com aliados preferenciais e complicados de Dilma: a suspensão da construção das refinarias do Ceará e do Maranhão, dois compromissos político-eleitorais de Lula, acendeu a irritação dos suscetíveis e agressivos irmãos Gomes – Ciro e Cid [do PSB]- e o discreto (nas reações), porém não menos agressivo quando se trata de defender seus feudos, senador José Sarney (PMDB-AP).

Sobrou para Lobão aplacar a irritação dos irmãos Cid e Ciro Gomes

Aplacar a irritação dos irmãos Cid e Ciro Gomes sobrou para o ministro Edison Lobão

Sobrou para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, tourear as feras.

Logo ele, Lobão, que de sua pasta é sempre um dos últimos a saber das coisas.

A nova herança maldita – capítulo II

Há muitas outras línguas coçando em Brasília, além das da Petrobras vindas diretamente do Ro de Janeiro. Das mais inquietas é a área educacional. Mas que está forçada a sofrer calada para não prejudicar o candidato-delfim à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Mesmo assim, possivelmente como reflexo da greve dos professores universitários, que além de reivindicarem um plano de carreira, propugnam também por melhores condições de trabalho, a presidente Dilma baixou um decreto, pouco comentado esta semana, tornando mais rígidas as regras para aberturas de novas universidades públicas federais : “A implantação de novas unidades de ensino e o provimento dos respectivos cargos e funções gratificadas dependerá da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao seu funcionamento”.

Alunos colocam faixas durante ocupação na Unifesp de Guarulhos; situação é precária (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Decreto: universidade federal nova não pode estar em pandarecos, como esta, na Grande São Paulo (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Um dos orgulhos da dupla Dilma-Haddad é exatamente a criação de uma série de novas escolas federais. Em tempo : essas histórias sobre a nova herança maldita terão ainda muitos capítulos.

UM LEITOR "CRISTÃO COMUNISTA"

 

PERCIVAL PUGGINA

07/07/2012

Pois eis que um leitor, desses que vai mensagem, vem mensagem, lá pelas tantas se declarou "defensor do comunismo cristão e da felicidade nele contida, apoiado na regra dos primeiros apóstolos". Ou seja, respaldado em quanto está dito no texto abaixo.

" A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos.

Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um." (Atos dos Apóstolos 4, 32-35)

Eu queria ter um real por vez que essa citação me foi feita por seguidores da tal teologia da libertação. De início, coisa de 40 anos já passados, essa interpretação era dita "leitura do Evangelho com chave marxista". Aos poucos, foi ganhando status de reflexão teológica. E acabou em inevitáveis apostasias e heresias. Mas isso é outra história. O que importa é entendermos a que se refere o texto em questão.

Perceber que estamos diante do relato de uma experiência não exige grande capacidade de análise. Basta saber ler. Trata-se, ademais, de uma experiência singular, que não se reproduziu em qualquer outra das comunidades de fiéis daquele período inicial do cristianismo. O episódio, uma vez mencionado, não retorna à pauta, permitindo presumir que terminou com o fim do estoque. Os estudiosos mais interessados na verdade do que na utilização das Escrituras para fins ideológicos e políticos entendem que aquele grupo inicial de cristãos estava convencido de que a volta de Jesus para o Juízo e para o fim dos tempos era coisa imediata. Provisões para o futuro não teriam, pois, serventia alguma.

O apóstolo Paulo nos socorre na compreensão daqueles primeiros momentos quando menciona que as "comunidades da Macedônia e da Acaia houveram por bem fazer uma coleta para os irmãos de Jerusalém que se acham em pobreza" (Rom 15,26). Referências a essas dificuldades se repetem aos Coríntios (2 Cor 9,7). Também a sentença do apóstolo - "Quem não trabalha que não coma" (2 Tes 3,10) - se relaciona com o fato e mostra que aquele "comunismo" favorecia ao ócio. Ou seja, as coisas já não iam muito bem por lá. Passara a haver necessidades e necessitados, ociosos e oportunistas.

Foi o que expus ao meu leitor fã do "comunismo cristão primitivo" sobre a perspectiva histórica. Na perspectiva doutrinária, acrescentei ser preciso muita imaginação para supor que, ante as circunstâncias daquele momento, a pequena comunidade dos cristãos de Jerusalém estivesse empenhada em propor à humanidade e aos milênios seguintes uma ordem econômica e social.

Deduzi-lo do relato acima é pura sandice ideológica, com severos riscos de incorrer em farisaísmo se não for aplicado à vida concreta de quem o propõe aos demais. Em outras palavras, como aconselhei ao leitor: muito mais útil a ele aplicar pessoalmente o modelo de repartição que sugeria do que pôr-se a oferecê-lo aos povos e nações. Bastava-lhe reunir outros que pensassem assim, juntarem os respectivos trecos e partilharem tudo. Dado que discursos propondo comunismo ao mundo não faltam em parte alguma, não lhe seria difícil reunir parceiros para viverem segundo sua regra. Que ele e os que pensam como ele começassem dando o exemplo e partilhando o que lhes pertencia.

Continuo esperando resposta.
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* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Uma sociedade cada vez mais cega e hipócrita

 

BLOG DO GAROTINHO

07/07/2012 16:08

Reprodução da capa da Veja

Reprodução da capa da Veja

Esta semana como mostrei aqui no blog, eu e Rosinha fomos avós pela quinta vez, nasceu nosso netinho Anthony Garotinho Neto, filho do Wladimir e da Tassiana. Conversando com Rosinha na maternidade relembramos o nascimento dos nossos filhos, e em dado momento ela falou da preocupação com o mundo que nossos netos vão enfrentar, como hoje é muito mais difícil educar uma criança, um adolescente. Por isso achei muito oportuna a matéria de capa da revista Veja desta semana, até para fazer uma reflexão junto com vocês aproveitando o sábado que é um dia mais tranquilo.

Vivemos num mundo doente onde o consumo do álcool e das drogas é incentivado por grande parte da mídia, e pelos artistas e intelectuais como se fosse uma coisa libertária, um avanço no comportamento, uma expressão da modernidade quando eu acho que é exatamente o contrário. E digo isso não apenas porque sou evangélico. A hipocrisia e o preconceito de uma parte da mídia faz com que todas as vezes que um político que é evangélico se levanta em defesa de valores tradicionais seja tratado como se fosse a personificação do atraso.

Quero dizer que nunca bebi mesmo antes de me converter, mas não sou hipócrita de condenar aqueles, como muitos amigos meus, que bebem socialmente. Mas me espanta como pai de nove filhos que muitos pais, independente da religião que professem ou até que sejam ateus, achem normal os filhos saírem para as baladas e encherem a cara de vodca ou uísque com energético e em alguns casos ainda fumem um cigarrinho de maconha. Isso é modernidade?

Vou relembrar aqui uma passagem de quando fiz há um tempo atrás, uma postagem onde condenava a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos da Copa de 2014. É bem ilustrativa. Teve um leitor que sem me ofender e até de forma espirituosa me criticou dizendo: "Garotinho, ir a um estádio ver um jogo de futebol sem beber uma cervejinha é o mesmo que o cara sair com uma garota de programa e só pedir um abraço". Confesso que ri do comentário, mas se pensarmos bem ele incute uma mensagem que faz parte do pensamento coletivo de boa parte da sociedade. As festas, os momentos de confraternização são associados ao consumo do álcool com a complacência e a aprovação de muitos.

Voltando ao ponto principal que é a reportagem da Veja reparem que o levantamento mostrou que 1 em cada 3 adolescentes nos últimos três meses se embriagou. Não estamos falando de consumir bebidas alcoólicas, mas de tomar um porre, se embriagar. Esse dado é assustador.

Tenho observado em conversas com meus filhos, amigos dos meus filhos, com filhos de pessoas próximas e com jovens com quem convivo no trabalho e na política que hoje a "onda" não é mais como nos meus tempos de juventude. A cerveja deu lugar a bebidas mais fortes e mais atraentes para a garotada, vodca com sabores de frutas para estimular o consumo e uísque, misturados com energéticos. Junte-se a isso um cigarro de maconha, que uma parte da sociedade quer liberar, e me perdoem, mas é uma mistura explosiva.

A matéria mostra que estudos científicos comprovam que consumir bebidas alcoólicas sem controle na adolescência aumenta em até 70% o risco de virar dependente de drogas. Antes que os defensores da liberação das drogas me crucifiquem e contestem esse número, quero dizer que não me importa se o risco aumenta 10%, 20%, 50% ou 70%, mas é elementar que o álcool é a porta de entrada de muitos que passam para a maconha e em muitos casos depois partem para drogas mais pesadas.

Não adianta nos chocarmos com o drama do crack ou da cocaína se fechamos os olhos para o consumo sem controle de álcool e aprovamos a liberação da maconha.

Querem ver outra hipocrisia? É possível - não tenho dados concretos - que a maioria dos usuários de maconha não passe para outras drogas. Mas ninguém contesta que um número que não é insignificante, muito pelo contrário, acaba como dependente de cocaína ou crack. Bem, se pegarmos os medicamentos legais vendidos em farmácias muitos já foram proibidos e retirados de circulação nos Estados Unidos, na Europa e até no Brasil porque mesmo sendo benéficos para muitas pessoas descobriu-se efeitos nocivos graves para um pequeno universo de consumidores. É o bastante para serem banidos do mercado. Por que quando se fala da maconha ninguém observa essa questão farmacológica? Não há esse debate na mídia, apenas se defende a liberação e pronto. E me perdoem, mas eu não sou de meias palavras, alguns pais - é claro que não se pode generalizar - defendem a liberação apenas porque sabem que seus filhos fumam ou podem vir a fumar e têm medo que eles enfrentem problemas com a polícia. Não conseguem enxergar adiante e pensar nos riscos.

Eu sei que a mídia tem papel decisivo nessa questão e se posiciona de forma equivocada, muitas vezes por interesses comerciais, no caso das bebidas alcoólicas e energéticos. É público e notório que governantes irresponsáveis como Sérgio Cabral e Eduardo Paes incentivam a liberação das drogas, se embriagam em público dando péssimos exemplos. Mas não vamos tapar o sol com a peneira. Muitos pais estão sendo omissos, às vezes por não saberem como abordar o problema.

A dura realidade, doa a quem doer, é que hoje à noite milhares de jovens vão sair para as baladas e muitos tomarão um porre de vodca ou uísque com energéticos. Alguns vão emendar com um "inofensivo" (não é isso que os defensores dizem?) cigarrinho de maconha. E outros, dependendo do local ou do grupo de amigos, terão a oportunidade de experimentar uma droga mais pesada que lhes será oferecida. Já sob o efeito da bebida da moda aprovada socialmente e sob os efeitos da maconha que muitos acham uma coisa normal quem pode garantir que não vão aceitar?
Eu sei que me alonguei um pouco, mas era preciso esclarecer bem minha linha de pensamento que como podem constatar não tem nada a ver nesse caso com o fato de eu ser evangélico, nem com política, nem é baseada em qualquer preconceito, e tenho convicção que não representa um pensamento retrógrado. São princípios de vida em que acredito, bom senso e preocupação de pai. Acho que muitos pais vão concordar comigo.

Coutinho x Safatle

 

 

Publicado em 08/07/2012 por nivaldocordeiro

A Folha de São Paulo deu nota sobre a participação, na Flip, em Paraty, do português João Pereira Coutinho e de Vladimir Safatle, seus articulista semanais. São autores antípodas. Coutinho defende a sociedade aberta, a democracia, os chamados valores ocidentais. Já Safatle é marxista-leninista. O debate entre ambas as correntes não se esgota e os tempos são de duelo intelectual, pois afinal o modelo social-democrata está esgotado, em crise no mundo todo. Os anos vindouros dirão quem sairá vitorioso nesse debate.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".