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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ataques nunca dantes desfechados

ESTADÃO
Marco Antonio Villa* - O Estado de S.Paulo | domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cavaleiro do Templo: agora que a revolução conseguiu o apoio dos menos favorecidos e/ou dos menos esclarecidos não é mais necessário lamber as botas da mídia por seus favores como dar cara de boa moça para a esquerda revolucionária brasileira, esta turma pode jogar a mí"r"dia fora. 

Lula, em 74 meses de governo, é o presidente da República que mais violentamente fustigou a imprensa na história do Brasil

 - Nunca antes na história deste País um presidente fez ataques tão violentos à imprensa como os realizados nos 74 meses da gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Nos pouco mais de seis anos de governo, Lula passou por uma séria crise política em 2005 - quando do mensalão - e por uma campanha eleitoral amena, como a de 2006. Nada, portanto, excetuando alguns meses de 2005, que justificasse uma espécie de cerco da mídia ao governo. Nos 120 anos de república ocorreram diversas crises políticas com repercussão na imprensa. Basta recordar o episódio das cartas falsas, de 1922, quando foi atribuída a Artur Bernardes uma série de cartas críticas ao Exército. O então candidato respondeu através da imprensa e travou-se um acirrado debate político. Mas Bernardes não imputou aos jornais a razão da crise. Evidentemente que havia periódicos abertamente anti-Bernardes, como o Correio da Manhã, porém a disputa ficou no campo político.

Em agosto de 1954, depois do atentado da Rua Tonelero, excetuando o Última Hora, a imprensa fez o maior ataque coletivo a um presidente até hoje conhecido. Mesmo assim, Getúlio Vargas manteve a disputa - que acabou tragicamente - na esfera política, contra seus adversários da UDN. Dez anos depois, a mídia foi parte da efervescente contenda entre os defensores da democracia e aqueles que buscavam encontrar uma saída do impasse político pelo caminho do golpe de Estado.

Durante o regime militar, os presidentes, claro, não foram simpáticos às críticas da imprensa. Especialmente depois do Ato Institucional nº 5 (1968), fizeram de tudo para controlar e impedir a divulgação de notícias que o presidente Lula chama de negativas. Neste caso, há um ponto de convergência entre os presidentes Médici - que melhor representou os anos de chumbo - e Lula: ambos, no exercício da Presidência, manifestaram preferência por uma imprensa do sim, e, se possível, do sim senhor. Médici dizia que ficava muito feliz ao assistir ao Jornal Nacional e ver como o Brasil era uma ilha de tranquilidade em meio a um oceano turbulento marcado por greves, guerras e revoluções, por todo o mundo. Não tinha azia, diversamente de Lula, ao ler os jornais. Havia a censura, jornalistas eram presos e alguns, mortos. Eram os tempos das páginas em branco ou adornadas com receitas de bolo ou trechos de Os Lusíadas. Lula nem deve ter percebido tudo isso, pois, como revelou ao site www.abcdeluta.org.br, naquela época "meu negócio era ler o Diário da Noite porque tinha a coluna que falava de futebol e eu queria ler tudo que falava do Corinthians, era isso. Não tinha cabeça para outra coisa". Nem Fernando Collor, no auge da CPI que levou ao seu impeachment, em 1992, teve coragem de usar as mesmas palavras que Lula utilizou na última semana ((assim como o fez, só para ficarmos neste ano, no Fórum Social Mundial, em janeiro, ou na entrevista a revista piauí).

Para os padrões brasileiros, Lula é um gênio da política. Ataca violentamente e ameaça de forma subliminar a imprensa - e não se ouvem protestos. Diz que o ato de campanha de Dilma com os prefeitos, pago com dinheiro público, não foi uma ação político-partidária. Elogia o regime militar, mas paga a alguns perseguidos políticos da ditadura aposentadorias milionárias. Tem como guru Delfim Netto - célebre por ter manipulado o índice de inflação de 1973, quando era o todo-poderoso ministro da Fazenda - e censura os governos militares pela péssima distribuição de renda. Faz severas críticas ao coronelismo nordestino e incensa José Sarney como exemplo positivo de político. 

Lula fala o que quer, disserta até sobre o nada, tudo porque não tem oposição. Os partidos oposicionistas estão sempre evitando o confronto. Consideram o embate político um desserviço ao Brasil (lembra, neste caso, o discurso dos generais presidentes). Para usar uma metáfora ao gosto do presidente, a oposição quer ganhar o jogo sem entrar em campo. No auge do mensalão, achou que já estava ganha a eleição presidencial do ano seguinte. Agora imagina que a crise mundial vá fazer seu papel e derrotar o candidato governamental. Supõe que a popularidade de Lula seja uma espécie de antídoto ao debate, quando justamente ocorre o contrário: o índice é alto porque não há contraponto ao presidente. 

Centrar fogo na imprensa é peça de uma estratégia maior. Lula simula uma relação cordial com prefeitos e governadores de oposição que não passa de representação mambembe de política republicana. Sabe que é uma farsa. Mas contém os tímidos, os oposicionistas café-com-leite (como no futebol se faz com as crianças). O Lula real é o que ameaça a imprensa. Faz isso porque sabe que é na mídia que encontra seus reais opositores, não por motivo político, mas simplesmente por questionar o discurso oficial ufanista; discurso que deve deixar invejoso o coronel Octávio Costa, chefe da Assessoria Especial de Relações Públicas, do ditador Médici. O curioso (ou triste) é que a imprensa faz um papel que não é o seu. O faz porque a oposição lembra a célebre Conceição, sucesso musical de Cauby Peixoto, aquela que ninguém sabe, ninguém viu. 

Enquanto isso, Brasília, a capital da esperança (?), viveu dias momentosos em fevereiro, uma espécie de prenúncio do carnaval e com foliões animadíssimos. Primeiro, a eleição para as mesas da Câmara e do Senado. Só as fotos de confraternização dos poderosos da hora dão pavor. Quem não ficou receoso ao ver os efusivos cumprimentos de Fernando Collor ao bissenador (Maranhão e Amapá) José Sarney, sob as vistas de Renan Calheiros? Quem não ficou envergonhado ao ver os prefeitos participando da encenação da fotomontagem com Lula e Dilma? E com o presidente dizendo que o batom da ministra candidata é pago pelo contribuinte? 

A política brasileira faz com que o cidadão oscile entre o medo e a vergonha. Para o historiador há sempre uma saída: o passado. Mas será que esse refúgio também não é uma farsa? Em algum lugar do passado tivemos um varão de Plutarco? Ou será que sempre estivemos mais para algum personagem suburbano de Nelson Rodrigues, um Palhares qualquer, aquele que beijou a cunhada no pescoço, no corredor apertado? 

* Marco Antonio Villa, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de 1932: Imagens de uma Revolução



quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Uma pessoa que trabalhou na Secretaria de Assuntos Estrategicos da Presidencia da Republica fala que a crise da grande mídia é ruim. Mas para quem?

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Bernardo Kucinski em 28/1/2009

Cavaleiro do Templo: currículo do Sr. Bernardo na íntegra aqui, mas vejam este pedacinho abaixo durante o governo LULA:

Presidência da República, PR, Brasil.
Vínculo institucional
2003 - 2006Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Professor, Carga horária: 0
Atividades
2/2003 - 6/2006Direção e administração, Secretaria de Assuntos Estrategicos da Presidencia da Republica, Gabinete da Secretaria.
Cargo ou função
Assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social (SECOM), da Presidência da República.

Cavaleiro do Templo: Portanto, é claro que perder a grande mídia só poderia ser ruim para quem trabalha/trabalhou para este governo. Lula existe POR CAUSA da grande mídia que o idealizou e, principalmente, ESCONDEU o FORO DE SÃO PAULO, por exemplo, organização criada por LULA e outros entre eles as FARC, MIR e todos os esquerdopatas da América Latina. Se não fosse a mídia TRABALHANDO SEMPRE A FAVOR de LULA, se ela tivesse cumprido seu papel existencial (informar fatos), jamais teríamos esta pessoa na cadeira mais importante do país. Mesmo assim, vamos desmontar um pouco mais o artigo dele.

De repente, não mais que de repente, grandes jornais do mundo ocidental entraram em crise financeira aguda. Entre eles o New York Times, ícone do capitalismo ocidental (Cavaleiro do Templo: como pode um ícone do capitalismo ser anti-capitalista e principalmente antiamericano??? O New York Times é agência de publicidade do partido Democrata!!! Vejam a ocultação (não só deste jornal) sobre o OBAMA, por exemplo! Tem coisa mais antiamericana que isto???), o El País, símbolo do novo expansionismo ibérico, os poderosos Chicago Tribune e o veterano Christian Science Monitor. Estão sem caixa. Alguns venderam seus prédios, outros buscam injeções de capital, redações foram reduzidas à metade. O Christian Science Monitor deixou de vez a forma impressa, ficando só na internet. Será o começo do fim da era dos grandes jornais?

Ignácio Ramonet apontou, no Fórum de Mídia Livre de segunda-feira (26/1), para a estreita relação, quase que orgânica, entre o capital financeiro e os grandes grupos de mídia. É como se os bancos fornecessem o combustível dos conglomerados midiáticos. Quando advém o estrangulamento do crédito, principal mecanismo desta crise depois do colapso dos grandes bancos americanos e alguns europeus, precipita-se uma situação de insolvência que já vinha tomando forma desde que a internet começou a comandar a dinâmica do jornalismo.

Para Ramonet , o aprofundamento e o espalhamento da recessão econômica, etapa seguinte desta crise, afeta profundamente o modo de produção da grande mídia, principalmente ao reduzir sua principal fonte de financiamento, a publicidade.

São três pauladas sucessivas na grande mídia impressa. Primeira paulada: o esvaziamento de suas funções pela internet, processo de natureza estrutural que deverá se aprofundar (Cavaleiro do Templo: sim, a internet está minando as grandes mídias, o motivo é que na Internet a função jornalística PODE REALMENTE EXISTIR enquanto nas empresas de mídia não. São apenas agências de publicidade e o leitor está percebendo isto cada vez mais a cada dia que passa. No Brasil e no mundo). Segunda paulada: o estrangulamento do crédito, fator apenas temporário mas que precipitou decisões radicais, algumas irreversíveis. Terceira paulada: a queda das receitas publicitárias, que está apenas no começo, devendo perdurar pelo tempo das grandes recessões, em geral três a cinco anos.

Ocupar espaços

Os grandes jornais já vinham sofrendo há muito tempo a erosão de suas funções editoriais principais, apontaram nessa mesma sessão do Fórum os jornalistas Pascual Serrano do site Rebelión, e Luiz Navarro, do La Jornada. Na invasão do Iraque, por exemplo, a grande mídia americana tornou-se uma disseminadora de mentiras geradas pelo governo (Cavaleiro do Templo: como pode o sujeito falar isto, se a grande mídia não parou de criticar e MENTIR CONTRA O GOVERNO por um minuto sequer? Alguém aí viu a glorificação de BUSH durante e/ou depois da guerra contra o terror? Alguém aí leu na grande mídia que a economia iraquiana é uma das que mais cresce em termos percentuais no mundo depois da invasão e fim do terror?). Com isso, negou sua função jornalística principal de asseverar verdades (Cavaleiro do Templo: concordo, claro. Mas pelo motivo contrário ao alegado pelo autor do artigo como disse acima). Também perdeu sua função mediadora, na medida em que abandonou a mediação dos grandes problemas que efetivamente interessam à população. E mais; perdeu legitimidade, perdeu autenticidade.

Conclusão: mais empresas e grupos midiáticos devem fechar jornais nos próximos meses. O novo príncipe, como Octavio Ianni definiu o poder midiático dos nossos tempos, está em crise existencial.

Bom para a democracia? Talvez não. Ruim com os grandes jornais, pior sem eles (Cavaleiro do Templo: lembrem-se que esta declaração é de um agente (ou ex-agente, o que dá no mesmo) do Governo LULA. Portanto, deve-se entender exatamente o contrário como verdade. Ruim sem grande mídia (eu nem mesmo isto acho), INFINITAMENTE PIOR COM ELA). A democracia de massa precisa meios de comunicação de massa para funções de mediação e agendamento do debate nacional e mundial, que a mídia pequena ou alternativa não tem escala para exercer.

O que interessa à democracia é que esse espaço, o da comunicação de massa, seja habitado por uma mídia mais plural, mais comprometida com os valores humanos e menos com os ditames do capitalismo (Cavaleiro do Templo: como poderia a grande mídia ser capitalista se fabrica LULAs, OBAMAs, EVOs, CORREAs...? Os inimigos do capitalismo ESTÃO NAS CADEIRAS DE COMANDO nos Estados Unidos e no Brasil, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru, Argentina... Todos estes presidentes trabalham CONTRA seus países e a favor de seus grupos revolucionários.) Vários participantes desse debate apontaram para a necessidade do campo popular disputar a hegemonia da grande imprensa, com projetos de mesmo porte.

Também foram cobradas políticas públicas mais audazes de democratização do espaço midiático por parte dos novos governos da América do Sul (Cavaleiro do Templo: leiam mais sobre a tal democratização aqui, aqui e aqui, por exemplo. Socialista/comunista entende como DEMOCRATIZAÇÃO ter tudo nas mãos deles). E mais empenho das entidades mais poderosas da sociedade civil na ocupação desse espaço. A hora é agora, quando a crise jogou os tycoons da comunicação na defensiva e as novas tecnologias favorecem o pluralismo no espectro eletromagnético e barateiam a produção dos meios impressos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Comparação

Do portal OLAVO DE CARVALHO
Por OLAVO DE CARVALHO, 24 de março de 2008

Já fazia um ano que a revista Newsmax havia descoberto a ligação perigosa de Barack Obama com o pastor racista e pró-comunista Jeremiah A. Wright, Jr., quando a mídia chique por fim resolveu, timidamente, perguntar algo a respeito ao queridinho e intocável pré-candidato democrata. Daí por diante foi vexame atrás de vexame. Obama primeiro negou que conhecia as idéias do pastor, mas logo veio a prova de que sabia de tudo. Depois tentou embelezar a imagem do sujeito, mas os vídeos da pregação histericamente esquerdista e anti-americana começaram a circular pelo país inteiro. Por fim, todo mundo se deu conta de que a apresentadora Oprah Winfrey , a mais popular aliada de Obama, já havia prudentemente se afastado do pastor desde 2007, prevendo encrenca.

É uma mancha de batom na cueca, como diria o falecido dr. Ulysses Guimarães. Não tem explicação que convença. A candidatura Obama despencou ruidosamente nas preferências do eleitorado democrata, e parece não haver guindaste que possa levantá-la. O comentarista de TV Sean Hannity, um dos que mais vigorosamente denunciaram a farsa, recebe diariamente centenas de mensagens de eleitores democratas agradecendo o aviso que os salvou do erro.

O que todos se perguntam agora, o que se discute acaloradamente na TV e no rádio é o papel feio a que tantos órgãos de mídia se prestaram, ocultando por meses a fio a história comprometedora para não manchar a reputação de seu candidato preferido. Mais do que com Obama, o público está furioso com o New York Times , a CNN, a CBS e, em geral, todo o presunçoso establishment jornalístico.

Ninguém ignora que, se o eleitorado americano costumeiramente se divide meio a meio entre democratas e republicanos, a proporção destes últimos na classe jornalística é de quinze por cento para menos – um abismo de diferença entre o público e a elite supostamente “formadora de opinião”.

O episódio Obama-Wright teve o mérito de fazer com que a consciência desse desequilíbrio ameaçador extravasasse em protestos gerais, mostrando que, com a credibilidade de Barack Obama, caiu também a da “grande mídia”, mais até do que já vinha caindo fazia mais de uma década.

Agora comparem isso com o que acontece no Brasil.

(1) Conservadores em sentido estrito inexistem nas redações. Na melhor das hipóteses há meia dúzia de socialdemocratas, que representam o máximo de direitismo permitido nesse ambiente seletíssimo, e são vistos por seus colegas como tipos anormais, tolerados apenas por formalismo jurídico.

(2) O que se ocultou na mídia brasileira não foi uma amizade espúria de um pré-candidato, mas a colaboração explícita e constante de um partido inteiro e de um presidente da República com dezenas de organizações comunistas, algumas delas envolvidas diretamente em atividades criminosas, especialmente narcotráfico e seqüestros. (C.T. - é o FORO DE SÃO PAULO)

(3) Esse escândalo dos escândalos não foi encoberto durante alguns meses, mas ao longo de pelo menos dezesseis anos.

(4) A grande mídia não se limitou a esconder os fatos, mas com freqüência se empenhou em negá-los explicitamente, até que o assunto se tornou objeto de atenção internacional e o muro de silêncio ruiu por si, de podre, de velho, de insustentável.

(5) O público, até agora, não deu o menor sinal de indignação ou revolta por ter sido enganado ao longo de tanto tempo. Chefes de redação, colunistas, repórteres soi disant investigativos, analistas políticos que, nos EUA, estariam totalmente desmoralizados -- isto se não perdessem seus empregos nem sofressem processos judiciais --, continuam firmes nos seus postos, respeitadíssimos, bem remunerados, falando com a mesma voz de autoridade com que ludibriaram o povo durante mais de uma década e meia.

Evidentemente, esse povo já não tem mais a noção do que é imprensa livre, já nem faz mais idéia do que é o direito à informação, já se acostumou a pagar para que o enganem, já perdeu totalmente o senso da própria honra, já acha normal e justo que o façam de palhaço.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".