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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A defesa dos mensaleiros

 

Publicado em 06/08/2012 por nivaldocordeiro

Hoje teremos o primeiro dia de ação dos advogados de defesa do mensaleiros. Desde o início dos trabalhos do julgamento os advogados têm procurado desqualificar a pessoa e o trabalho do procurador-geral, por vezes de forma desrespeitosa. O ponto central da defesa, sobretudo aquela do acusado de ser chefe da quadrilha, José Dirceu, é que não há provas. Aqui coloca-se a interessante questão se provas testemunhais têm o mesmo valor de provas materiais. O ministro Marco Aurélio de Mello, em entrevista hoje ao Estadão colocou bem o problema, que nunca se terá confissões peremptórias de bandidos de alto escalão, que é a mesma tese do procurador-geral. Esse, me parece, será o ponto central dos debates da defesa e o dilema dos magistrados ao julgar.

Um comentário:

Anônimo disse...

O julgamento dará a aparência de honestidade ao roubo e a esse totalitarismo velado em que vivemos. O fato de ter que dividir o bolo com mais cúmplices não perfaz vitória nenhuma da Democracia. O judiciário brasileiro não é guardião de coisa alguma, é apenas mais um grupo fazendo acordos com outros grupos por mais poder e dinheiro, não é meia-dúzia de bons juízes...se houverem tantos...que vai salvar a estrutura do judiciário. Simplesmente vão ter que dar mais um privilegiozinho para juízes aqui, um dinherinho ali, um aumentinho acolá e vai ficando tudo cada vez pior.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".