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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“Rezem contra o casamento gay”, pede Igreja francesa.

 

FRATRES IN UNUM

IHU – “Um sinal forte.” Palavra do cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris e presidente da Conferência Episcopal Francesa, em um país onde o único dogma é a laicidade, e onde as intervenções da Igreja são menos frequentes e onde são menos incisivas do que do outro lado dos Alpes. Os destinatários do sinal, François Hollande e seu governo. No seu programa, há duas novidades que não agradam a Igreja da França: o casamento homossexual (com adoção) e a eutanásia. E o primeiro deve ser discutido e aprovado depois das férias.

A reportagem é de Alberto Mattioli, publicada no jornal La Stampa, 04-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Vingt-Trois escreveu uma “oração nacional” que foi enviada a todas as dioceses para que seja rezada em todas as paróquias no dia 15 de agosto, festa da Assunção. Naturalmente, os projetos dos socialistas não são citados explicitamente. Mas é claro que se fala deles quando se reza “por aqueles e aquelas que foram recentemente eleitos para legislar e governar: que o seu senso do bem comum da sociedade prevaleça sobre demandas particulares e que tenham a força de seguir as indicações da sua consciência”.

Quanto à intenção declarada pelas crianças e pelos jovens, pede-se a Deus “para que deixem de ser o objeto dos desejos e dos conflitos dos adultos para se beneficiarem plenamente do amor de um pai e de uma mãe”, não “dos genitores”, que em um futuro próximo, também poderão ser dois pais ou duas mães.

Rezar pelo país em agosto é uma antiga tradição que remonta a 1638. Nesse ano, Luís XIII consagrou a França à Virgem como agradecimento porque, após 23 anos de árduas tentativas (o rei não se sentia atraído pelo sexo oposto), Ana de Áustria havia finalmente engravidado de Louis-Dieudonné, o futuro Rei Sol. Napoleão se inseriu nessa tradição, impondo nesse dia, que também era o seu aniversário, o culto de um improvável São Napoleão. Mas, desde 1945, a oração pela França caiu em desuso.

Agora, ela volta à tona, porque, como explica no jornal La Croix o porta-voz dos bispos, Dom Bernard Podvin, “é importante que haja consciência da gravidade do que está em jogo”. E o próprio Vingt-Trois, encontrando-se pela primeira vez com Hollande, repassou-lhe o catecismo, que, no entanto, o presidente conhece muito bem por ser filho de um médico muito católico: “O matrimônio não é uma forma para reconhecer a autenticidade dos laços entre duas pessoas que se amam. É uma instituição social para assegurar da melhor forma possível a boa educação dos filhos”.

Por trás da iniciativa da hierarquia está também o temor de ser ultrapassada “à direita” pelos católicos integralistas, que na França são muito mais visíveis do que na Itália e ameaçam manifestações clamorosas. “Eles tomam posições radicais, nas urnas e na tribuna pública – confidenciam ao jornal Figaro alguns padres de Paris –, que fazem uma caricatura da nossa comunidade e prestam um desserviço às nossas posições. Não é gritando forte que se detém o monopólio da palavra, muito menos do pensamento”.

Por enquanto, nenhuma reação por parte da política, laicidade oblige. No entanto, com o outono europeu que se anuncia muito quente entre crises, demissões, imprevistos, greves e euro cambaleante, Hollande provavelmente preferiria não se encontrar pelas ruas também com os católicos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".