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terça-feira, 5 de junho de 2012

Vídeo: a impressionante máquina ecológica que transforma lixo plástico em petróleo

 

VEJA

04/06/2012 às 18:30 \ Tema Livre

 

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Akinori Ito, um inventor ecológico (Foto: Divulgação)

“Mesmo nos países desenvolvidos, o lixo é desperdiçado por pessoas desleixadas”.

A sincera objetividade do cientista, professor universitário e inventor japonês Akinori Ito é ao mesmo tempo desabafo crítico e mote que justifica a sua maior criação: um sistema que gera petróleo a partir de sacolas e embalagens plásticas, objetos que, produzidos às centenas de bilhões por ano e com demora de até 100 anos para se decomporem, são uma verdadeira praga ambiental.

Sacolas plásticas, que demoram mais de 5o anos para se decompor, descartadas, vão parar em aterros, rios, mares, causando grandes danos ao meio ambiente e destruindo cadeias alimentares, um verdadeiro desastre ecológico

As sacolas plásticas, que demoram entre 50 e 100 anos para se decompor, ao serem descartadas entopem bueiros, vão parar em aterros sanitários, poluem rios e mares, destroem cadeias alimentares de animais e constituem um colossal problema ambiental

A invenção, que Ito já vendeu – em diferentes modelos – pelo site de sua empresa Blest Corporation a compradores de 80 países, apoia-se em uma motivação fortemente ecológica. Afinal, propõe a inversão da “clássica” transformação de petróleo em plástico. E ainda o faz gastando pouca energia (1 kilowatt para a produção de um litro de combustível, a partir de 1 quilo de restos plásticos).

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A impressionante máquina de Ito, que transforma plástico em combustível, usando procedimento inverso à "clássica" transformação de petróleo em plástico

Mais barato e mais “limpo”

Ao passo que mais pessoas e empresas tenham acesso a mecanismos como o de Ito – que ainda é caro, com preços a partir de US$ 10 mil -, o cientista acredita que o nosso dia-a-dia pode tornar-se bem mais “em conta”. Ele usa um exemplo macroeconômico para ilustrar sua teoria, citando o fato do Japão comprar combustível de países como Iraque, Irã e Arábia Saudita, emitindo assim toneladas de CO2 com os veículos que transportam a mercadoria.

Para Ito, ainda, as máquinas transformadoras de plástico em petróleo constituem uma modalidade de geração de combustível e energia não apenas mais barata, como também mais “limpa” do que o de simplesmente queimar sacos e embalagens. A combustão de 1 quilo de plástico produz 3 quilos de gás carbônico poluidor (de CO2), enquanto o sistema do japonês, ao produzir novamente o óleo, reduz a emissão de carbono na atmosfera em até 80%, sem emitir poluentes tóxicos.

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"Lixo? Isto aqui é um tesouro!", diz Ito sobre os restos plásticos.

Cadeia de reciclagem

O produto final pode ser refinado de diferentes maneiras – convertendo-o em querosene, gasolina e diesel – e empregado em gerador, fogão, carro, moto, entre outros dispositivos. Sim, ainda se trata de combustível que fatalmente será queimado, gerando CO2, mas que passa a integrar uma inteligente cadeia de reciclagem.

No vídeo abaixo, Akinori Ito demonstra como funciona o módulo mais básico de sua invenção (há pelo menos quatro outros disponíveis no site): os itens de plástico são depositados na parte superior – não há necessidade de triturá-los – e depois aquecidos. Retém-se os vapores gerados, que posteriormente vão sendo distribuídos por um complexo arranjo de tubos e recipientes de água. Em seguida, resfria-se os gases, convertendo-os em petróleo.

Um comentário:

Unknown disse...

Tô esperando pela invenção do Mr Fusion...

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".