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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

OUTRO GOLPE PARA AS FARC - E PARA O FORO DE SÃO PAULO, O MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO...

Baixa de Danilo, outro golpe tático de conotações estratégicas para as FARC


* Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido


A surpreendente operação combinada de unidades de superfície da Polícia Nacional com apoio de fogo aerotático da Força Aérea contra uma guarida da nona quadrilha das FARC em San Roque, Antioquia, a qual lançou como resultado a baixa em combate de dez terroristas, dentre eles “Danilo”, cabeça do bando, soma-se como outro golpe tático de conotações estratégicas, à seqüência de ações transcendentais da Força Pública contra as estruturas terroristas das FARC.


Ao comparar o relativo poder de combate das forças em contenda, fica claro que as baixas e capturas dos cabeças, iniciados com a certeira operação contra Martín Caballero até dezembro de 2009, produzem um balanço muito favorável para a Colômbia e o governo nacional, e indicam que a retirada estratégica das FARC, ordenada pelo Secretariado desde muito antes do Plano Renascer, minguou o espírito e a capacidade combativa dos terroristas, gerou deserções e permitiu que a Colômbia manobre a iniciativa operacional contra seu inimigo interno.


Soma-se ao que foi dito acima, o oportuno uso e a vantagem que a Polícia Nacional tirou para bem da ofensiva institucional, já que em boa parte o acesso à cadeia de custódia dos computadores apreendidos pela Força Pública dos cabeças das FARC, foi a fonte primária para coordenar e lançar novas e exitosas operações contra as estruturas armadas das FARC e, em particular, contra os cabeças que por anos assolaram regiões e pareciam imbatíveis.


Com mais de 20 anos de militância terrorista, Danilo era o terror do campesinato no sul oriental e parte do norte oriental antioquenhos. Desde sua já distante participação no assalto e destruição de parte da planta cimenteira de Rio Claro em Puerto Nare em 1987, até a data de seu falecimento, Danilo era o mesmo terrorista que chegou no começo dos anos oitenta a San Rafael, Antioquia, acompanhado pelo negro Filemón do Partido Comunista, junto com Caicedo, Olimpo, Camilo, Joaquín e “os vallunos” [1], com a finalidade de organizar as milícias bolivarianas, as lojas comunitárias e os projetos agrícolas comunistas com os mineiros do rio Nare até a semana passada, foi o terror dos habitantes dessa região.


Fora dos prontuários que as autoridades tinham contra ele, Danilo acumulava assaltos a mão armada na rodovia Medellín-Bogotá recrutamento de menores assalto aos municípios de Granada, Cocorná, San Luis e San Carlos assassinatos de lavradores em El Peñol, Caracolicito, San Roque, San Rafael e San Carlos extorsões na mesma zona seqüestros de fazendeiros tráfico de estupefacientes instalação de blitz ilegais desterro de camponeses assassinatos de soldados e policiais furto de armas e uniformes de uso privativo das Forças Militares atos terroristas nas hidrelétricas de Jaguas e Punchiná derrubada de torres de energia, etc.


Danilo era um delinqüente-chave para a projeção estratégica das FARC no sul oriental antioquenho, e por suas condições delitivas era um terrorista com projeção dentro do auto-denominado “Estado-Maior das FARC”, inclusive com possibilidades de chegar a pertencer à elite criminosa do Secretariado. Por razões óbvias, com muito hermetismo as FARC guardaram discreto silêncio a respeito de sua morte, pois é um golpe tático que sacode a espinha dorsal do grupo delitivo e um paradigma para convidar os demais cabeças de frentes a que desertem e entreguem os computadores, os documentos, as armas, os rádios, o material de intendência e as rotas do tráfico de estupefacientes que cada estrutura farianamanipula, pela simples razão de que, se continuar assim, a guerra está perdida para as FARC.


Por outro lado, é a persistente referendação aos demais terroristas que nem são imunes e que, além disso, tampouco têm locais seguros nas áreas de ingerência, pois além do óbvio cansaço da população civil com a presença intimidante dos bandidos em suas aldeias, cresce o nível de insatisfação e inquietação dentro das guerrilhas, razão pela qual há deserções, ciúmes dos comandos, desconfianças mútuas, fuzilamentos, delações e recorrente recrutamento de menores de idade, dado que os jovens camponeses com mais maturidade não se deixam enganar.


Frente a essa realidade, os cabeças do Secretariado acudiram a dois estratagemas bem claros. Na frente interna, o aumento da militância urbana e a manipulação da libertação dos seqüestrados, graças à dupla moral dos membros do Partido Comunista Clandestino incrustados nos mal chamados “Colombianos pela Paz”.


E no plano internacional, o apadrinhamento e apoio dos governos de Cuba, Nicarágua, Venezuela, Equador, Bolívia, Paraguai, Argentina, Irã e Brasil, em uníssono com os cantos de sereia do Movimento Continental Bolivariano.


A situação tática e estratégica apresenta uma enorme possibilidade de guerra psicológica a favor do Estado colombiano. Este é o momento exato para as Forças Militares e da Polícia desatarem em toda a Colômbia uma intensa campanha de propaganda com volantes, emissões de rádio, televisão, internet e comunicação cara a cara com camponeses, estudantes, presidentes de ação comunal, líderes religiosos, etc., para convidar os terroristas a que se desmobilizem sob pena de correr a mesma sorte de Danilo e seus guarda-costas.


Este trabalho não pode ser isolado. Deve ser excessivo com a publicação de textos impressos, com testemunhos de ex-guerrilheiros desmobilizados, de camponeses que residem em zonas liberadas do flagelo terrorista, com fotos, com charges, etc.


E ao mesmo tempo, que os cônsules, embaixadores e demais plenipotenciários cumpram com o dever patriótico de defender a Colômbia. Que saiam da comodidade de seus gabinetes e horários burocráticos, que sem começar a pedir diárias e saídas especiais, estruturem conferências e reúnam material de vídeo, áudio e impresso, traduzido a outros idiomas, para que possam ir a universidades, centros de estudo político, ONG’s, parlamentos, chancelarias, etc., para mostrar a realidade do que é o narco-terrorismo e quais são os alcances e capacidades da Força Pública na luta contra este flagelo.


Senhor Presidente Uribe, senhor Ministro da Defesa, senhores generais, a oportunidade estratégica está dada para desvertebrar por completo os remanescentes armados das FARC. Lembrem que quando o M-19 se rendeu estava quase nas mesmas condições das FARC, com muito pouca capacidade de resposta militar à pressão militar, porém com vários terroristas incrustados em organismos-chave que lhes permitiam publicidade midiática e manipulação política.


Lembrem, também, que pela falta de patriotismo e a dupla moral do extinto ex-presidente Alfonso López o ELN ressurgiu das cinzas em Anorí. Do mesmo modo que sucedeu quando o condescendente presidente Andrés Pastrana autorizou helicópteros para tirar os terroristas do cerco tático dirigido pelo general Canal na Terceira Brigada. A história militar e a experiência operacional ensinam que a exploração do êxito é a parte mais contundente da guerra pois, do contrário, como dizia Shaka Zulu: “O inimigo salta pelas costas e lhe morde a nuca”.


Não esqueçam que a guerra psicológica é a vitória da mente sobre a espada, e que o objetivo final da guerra é desarticular por completo a capacidade bélica do adversário.


Sem baixar a pressão militar que, pelo contrario, deve aumentar nesta etapa crucial, uma forte dose de ação psicológica sustentada e estruturada como campanha integral, pode contribuir para o desbaratamento final, para o golpe de misericórdia que a Colômbia tanto espera, para que não haja mais curingas de “Colombianos pela paz” brincando com a dor das vitimas do seqüestro e de seus familiares. E como segunda medida, para que os governantes comunistas da vizinhança aterrissem e se dêem conta de que, nem a Colômbia vai se integrar ao embuste escravagista de Fidel Castro e seus peões, nem as FARC poderão ter representatividade política com suas ações terroristas.


[1] Pertencente ou natural do Valle del Cauca, na Colômbia.


* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com


Tradução: Graça Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".