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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os fiéis da Canção Nova, o PT de Edinho Silva e o PMDB de Chalita. Ou: Não se deve usar o Reino de Deus para conquistar poder no reino dos homens. Ou: Rebanho de Deus não é rebanho de partidos

REINALDO AZEVEDO
16/11/2011 às 6:24


Escrevi ontem um post sobre o programa que o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT de São Paulo, ganhou na TV da Canção Nova. O texto está aqui. No programa de estréia, lá estava o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. Luiz Inácio da Silva trabalha para que ele seja vice de Fernando Haddad. Caso isso não aconteça, é certo que estarão juntos num eventual segundo turno se um deles passar para essa etapa. Assim, a TV Canção Nova leva ao ar o que é, antes de mais nada, uma aliança de caráter político. Em suma, TRATA-SE DA POLITIZAÇÃO DE UMA CORRENTE QUE SE IDENTIFICA COM A IGREJA CATÓLICA. O pretexto para Edinho Silva estar lá seria a sua expertise na chamada “doutrina social da Igreja”. Entendo. A Canção Nova procurou, procurou e não encontrou ninguém melhor do que o presidente estadual do PT, é isso?
Tenho uma relação transparente com os meus leitores. E essa transparência me obriga a dizer que não me alinho com as correntes carismáticas da Igreja Católica, sempre reconhecendo que há genuínas vocações cristãs e católicas entre os que fazem essa escolha, sejam sacerdotes, sejam fiéis. Acho, inclusive, que a Igreja “tradicional” — recorro a essa palavra à falta de uma mais precisa para o caso — teria algumas coisas a aprender com correntes que me parecem viver a fé com mais entusiasmo e vivacidade. A Canção Nova sempre me pareceu uma força importante de renovação da fé. Mas tenho a impressão de que algo um tanto estranho pode estar se passando por lá.
O petista Edinho Silva, que acaba de ganhar um programa na emissora da comunidade, foi o mesmo que comandou os esforços para censurar — infelizmente, foi bem-sucedido — um manifesto de católicos contra políticos que apóiam o aborto. Não havia no texto qualquer referência a partido nem se citavam nomes. Uma lideranç da Igreja Católica, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, foi impiedosamente demonizado por petistas . No comando, Edinho Silva!
Caso do padre José AugustoFicou conhecido o caso do padre José Augusto, que pertence à Canção Nova. Em uma homilia, censurou o PT por sua posição simpática ao aborto. Ele foi repreendido pelo comando da Canção Nova, que fez questão de desautorizá-lo. O pretexto para fazê-lo foi a neutralidade da comunidade, que não deveria se envolver em questões político-partidárias. Não obstante, Gabriel Chalita, claramente identificado com essa corrente, andava pra cima e pra baixo com Dilma, tentando corrigir o que ela própria, por livre e espontânea vontade, havia dito sobre o aborto. Pois bem: se o padre José Augusto foi censurado, não me parece, como posso dizer?, decoroso ver o próprio presidente da Canção Nova, Wellington Silva Jardim, conhecido como “Eto”, dividindo a mesa, como dividiu, com Edinho Silva em seu programa de estréia. Quer dizer que, quando um padre censura o PT, isso é politização indevida, mas quando se entrega um horário da emissora para o presidente do partido, só estão fazendo “coisas de Deus”???
Não, senhores! Algo não vai bem no comando da Canção Nova no que diz respeito à doutrina. Parece que os dirigentes da comunidade estão perigosamente perto do poder terreno e um tanto mais distantes do poder de Deus — E ISSO NADA TEM A VER COM OS FIÉIS, JÁ QUE A VERDADEIRA IGREJA É O REBANHO. Homens podem se desvirtuar, todos sabemos disso. Chalita também estava na estréia de Edinho. Parece-me que está em curso uma tentativa de instrumentalizar a fé em favor de uma escolha político-eleitoral.
Dada aquela relação transparente de que falei, não é segredo para ninguém que não sou fã de Chalita. Sua superficialidade é constrangedora. Seus textos são bisonhos. Tem-se mostrado ainda muito hábil (!) em contar uma verdade diferente a cada público. Em entrevista à Folha, por exemplo, disse ter deixado o PSDB porque estaria sendo perseguido por José Serra. Ao Estadão, já afirmou outra coisa: é que teria se encantado com Dilma. À Folha, em 2004, contou ter comprado um apartamento avaliado então em R$ 4,5 milhões com parte de uma herança da família; numa palestra no começo deste ano, fabulou a sua infância pobre, filho de pai analfabeto e feirante. Em 2000, tinha um patrimônio de R$ 741 mil; em 2011, chega a R$ 15 milhões (ler reportagem aqui), um crescimento de 1.925% — 115% só nos últimos três anos. Como conseguiu? Com seu salário de professor e com a venda de seus livros!!! Tentar saber, no entanto, o que essa venda significa em números é tarefa impossível — segredo de estado.
O leitor tem de saber, e sabe, que tenho, sim, meus pontos de vista. O caso de agora, no entanto, não tem nada a ver com eles. Escolher o presidente de uma seção — a paulista — do maior partido do país para falar sobre a “doutrina social da Igreja” tem pouco de religião e muito de política.
A comunidade da Canção Nova não merece ter a sua fé manipulada desse modo. Até porque PT e Chalita são só manifestações deste mundo, que um dia passam. Mas a Igreja fica. Que reflitam bastante sobre o que está em curso e tomem cuidado com os discursos de manipulação, que recorrem à palavra de Deus para conquistar posições do reino dos homens.
Reflitam! Aborto, disputa eleitoral, alianças partidárias… Cuida-se aqui de religião ou de política? Os fiéis da Canção Nova são parte do rebanho de Deus, não vacas de presépio de falsos profetas. O mal que está perto de nós sempre é mais insinuante. Ou nós já o teríamos afastado para longe.
PS - Nos comentários, não aceitarei ataques aos fiéis da Canção Nova, cujos propósitos são os mais louváveis e não podem responder por eventuais desvios de dirigentes.
Por Reinaldo Azevedo

Frank Miller vs. "Ocupe Wall Street"

JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB
domingo, 13 de novembro de 2011


O movimento “Ocupe Wall Street” tem sido apoiado por muita gente badalada, sobretudo pessoas do mundo de Hollywood: Susan Sarandon, Michael Moore, Morgan Freeman, George Clooney, dentre outros. Não é novidade alguma que o mainstream do mundo do entretenimento nos Estados Unidos é esquerdista (ou, como eles chamam, liberal). O universo dos quadrinhos usualmente têm a fama de atrair alienados de todo tipo, gente incapaz de enxergar o mundo real e só se importa com as tramas fictícias dos super-heróis. Frank Miller, artista consagrado do gênero, mostra, com o texto abaixo, que ainda há pessoas inteligentes e sérias trabalhando na indústria do entretenimento.
_______________________
Anarquia

Frank Miller
De seu blog pessoal




Todo mundo está educado até demais sobre esse disparate:

O movimento “Ocupe”, esteja ele se mostrando em Wall Street ou nas ruas de Oakland (que, com covardia indescritível, o abraçou) é qualquer coisa menos um exercício de nossa abençoada Primeira Emenda. “Ocupe” não é nada além de um bando de imbecis, ladrões e estupradores, um rebanho de foras-da-lei, alimentado pela nostalgia da era de Woodstock e uma honradez falsa e pútrida. Esses palhaços não podem fazer nada além de prejudicar a América.

“Ocupe” não é nada exceto uma tentativa grosseira e mal-articulada de anarquia, na medida em que o “movimento” -- HAH! Grande “movimento”, exceto se a palavra “intestinal” vier junta -- não é nada mais do que uma manifestação de mau gosto de um bando de moleques mimados de iPhone e iPad que deveriam parar de atrapalhar as pessoas que trabalham e arrumar um emprego para eles mesmos.

Isso não é um levante popular. Isso é lixo. E Deus sabe que eles estão vomitando seu lixo -- tanto política quanto fisicamente -- de todas as maneiras que eles podem encontrar.

Acorde, gentalha. A América está em guerra contra um inimigo cruel.

Talvez, entre rodadas de autopiedade e todos os outros petiscos saborosos de narcisismo dos quais vocês têm se servido em seus mundinhos protegidos e confortáveis, vocês tenham ouvido termos como Al-Qaeda e Islamicismo.

E esse inimigo meu -- não seu, aparentemente -- deve estar casquinando à beça, se não estiver gargalhando até perder o fôlego, de seu espetáculo vão, infantil e autodestrutivo.

Em nome da decência, voltem para a casa de seus pais, seus perdedores. Voltem para os porões de suas mamães e joguem com seus Lordes do Warcraft.

Ou, melhor ainda, alistem-se pra valer. Talvez nossos militares possam colocar alguns de vocês em forma.

Entretanto, talvez eles não deixem vocês, bebezões, com seus iPhones. Tentem agir como soldados.

Otários.
 

Frank Miller é roteirista e desenhista de quadrinhos. Dentre suas obras mais famosas, estão “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “300” e “Sin City”.

Corrupção mata os pobres, os velhos e os doentes na fila do SUS, diz juiz

CORREIO DO ESTADO
14/11/2011 16h15

ADILSON TRINDADE E DANÚBIA BUREMA


foto
Foto: Arquivo
Contribuintes sofrem na fila do SUS enquanto dinheiro é desviado por corruptos
Os escândalos de corrupção que já derrubaram, em menos de um ano, seis ministros do Governo Dilma Rousseff, e deixaram, no momento, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, na mira para cair, mostram a existência de organização criminosa para “roubar” o dinheiro do contribuinte. As autoridades do Judiciário de Mato Grosso do Sul começaram a se manifestar sobre o caso, engrossando a indignação da sociedade espalhada nas redes sociais e nas ruas de todo o País.

“A corrupção acaba matando os pobres, os velhos e os doentes na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) e deixa as pessoas morrerem de Aids”, afirmou o juiz federal Odilon de Oliveira, responsável pela vara de combate à lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Por causa da corrupção, observou ele, há déficit de 100 mil escolas e de um milhão de professores no Brasil.

Portanto, segundo o magistrado, os crimes econômicos praticados contra a administração pública afetam diretamente os pobres. “Quanto mais baixa a classe social, mais as pessoas são atingidas pela corrupção”, observou Odilon, que critica duramente o legislador por criar normas permitindo a impunidade dos corruptos e corruptores.

Pela estatística em seu poder, o juiz aponta as consequências da corrupção. “Quem precisa de saúde é o pobre. Hoje, estima-se que 150 milhões de pessoas estão se tratando e morrendo pelo SUS”, disse. Ele observa ainda que só 20% da população têm plano de saúde. “Se o dinheiro desviado pela corrupção fosse usado em educação e saúde, a população teria um tratamento melhor”, afirmou.
Atraso
Avaliando outras consequências, o magistrado observou os efeitos devastadores do desvio do dinheiro do contribuinte para o desenvolvimento econômico do País. Para ele, a roubalheira provoca o atraso no desenvolvimento nacional, como também no crescimento econômico do município e do Estado corrupto. “A imagem do Brasil fica desgastada no exterior, causando um efeito político, ético e moral”, advertiu.

A corrupção provoca ainda, na avaliação do magistrado, a fuga de investimentos no País. Ninguém gostaria de trabalhar num Estado com os políticos, por exemplo, envolvidos em escândalos de lavagem de dinheiro, corrupção, peculato, sonegação fiscal e outros tipos de crimes que dilapidam os cofres públicos e empobrecem a Nação e enriquecem os corruptos sem medo de punição por causa da sensação da impunidade.

“A corrupção provoca o desemprego, afugenta investimentos estrangeiros e as empresas ao invés de gastarem seus lucros no País, por segurança, vão aplicar em um país onde não tenha nenhum problema”, argumentou o juiz.

Por causa da corrupção que assola o País, Odilon aponta ainda o agravamento da desigualdade social. “Ao invés de ter escola, nada tem. O rapaz estuda até o segundo grau e tem que parar (de estudar) para ajudar no sustento da família que não tem emprego”, afirmou o magistrado, ressaltando também como consequência o aumento da violência, da descrença popular nas autoridades e instituições, além do descrédito e da falta de respeito.

“Para você ter uma ideia, 45% da renda brasileira está nas mãos de 10% da sociedade, 50% da renda ficam com 15% da população e os outros 40% ficam entre aqueles que não são pobres e nem ricos, são os mais ou menos”, observou o juiz federal. A corrupção agrava a situação do brasileiro, “fazendo aumentar o percentual da miserabilidade”, acrescentou.

Chocante: exigir morte antes de doação de órgãos é desnecessário, diz especialista

JULIO SEVERO
16 de novembro de 2011


TORONTO, Canadá, 1 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Pelo fato de que os doadores de órgãos muitas vezes estão vivos quando seus órgãos são tirados, a classe médica não deveria exigir que os doadores sejam declarados mortos, mas em vez disso deveria adotar critérios morais mais “honestos” que permitam a remoção de órgãos de pacientes que estão “morrendo” ou que estão “gravemente feridos”, com consentimento apropriado, argumentaram três importantes especialistas.
Os doadores de órgãos precisam estar mortos antes da remoção de seus órgãos? De acordo com três especialistas, não.
Essa abordagem, dizem eles, evitaria a afirmação “pseudo-objetiva” de que um doador está “realmente morto”, o que é muitas vezes baseado em definições puramente ideológicas de morte designadas a expandir as reservas de doadores de órgãos, e permitiria que os removedores de órgãos fossem mais honestos com o público, bem como garantiria que os doadores não sentissem dor durante o processo de remoção dos órgãos.
Esses comentários horripilantes foram feitos pelo Dr. Neil Lazar, diretor da unidade de terapia intensiva médico-cirúrgica do Hospital Geral de Toronto, pelo Dr. Maxwell J. Smith da Universidade de Toronto e por David Rodriguez-Arias da Universidade del Pais Vasco na Espanha, numa conferência de bioética nos EUA em outubro e publicada num recente documento da Revista Americana de Bioética.
Os autores declaram francamente que sob os costumes atuais, os doadores podem estar tecnicamente ainda vivos quando os órgãos são removidos — uma condição necessária para se produzir órgãos saudáveis e vivos. Por causa disso, eles dizem que o protocolo que exige a morte do doador é “perigosamente enganador”, e poderia ignorar o bem-estar do doador que pode ainda estar em condições de sofrer durante o procedimento de remoção.
“Pelo fato de que há uma suposição geral de que não dá para se machucar indivíduos mortos, a veneração da norma do doador morto é perigosamente enganadora”, escrevem eles. “No final das contas, o que é importante para a proteção e respeito dos potenciais doadores não é ter uma certidão de óbito assinada, mas em vez disso ter certeza de que eles não podem sofrer e garantir que a autonomia deles seja respeitada”.
Em vez da tão chamada Norma do Doador Morto (NDM), os autores propõem que os doadores sejam “protegidos de sofrer dores” (isto é, que eles recebam anestesia de modo que não sintam dor durante o processo de doação), que o consentimento informado deva ser obtido e que a sociedade seja “plenamente informada da natureza inerentemente contestável de qualquer critério de declaração de morte”.
Os médicos observam que o desenvolvimento dos critérios para a tão chamada “morte cerebral”, que é muitas vezes usada pelos médicos para declarar morte antes de uma doação de órgãos, foi uma “estratégia ideológica” com a finalidade de aumentar as reservas de doadores que se constatou tinha “falhas empíricas e teóricas”. Eles também criticam a mais recente tentativa de se criar definições novas e ainda mais vagas da morte, tal como morte circulatória, que eles argumentam equivale a simplesmente “fingir” que o paciente está morto a fim de se obter seus órgãos.
A legitimidade da “morte cerebral”, “morte cardíaca” e até mesmo “morte circulatória” — que pode ser declarada apenas 75 segundos depois da parada circulatória — como real morte tem sido um debate permanente nos comentários do público sobre a doação de órgãos. Muitos especialistas afirmam que os médicos que conhecem a doação de órgãos estão cientes de que os termos, cuja intenção é delinear um ponto inicial de provável morte, são diferentes da real morte do corpo, tornando altamente incerta a condição moral da doação de órgãos.
Enquanto isso, inúmeros casos estão surgindo de despertamentos “miraculosos” após uma morte cerebral, fornecendo o peso para os argumentos de médicos e outros que dizem que o processo de obter órgãos viáveis não só não consegue garantir que um paciente tenha morrido com certeza, mas é impossível, a menos que um corpo esteja ainda tecnicamente vivo.
O Dr. Paul Byrne, neonatologista de muita experiência, professor clínico de pediatria na Universidade de Toledo e presidente da Fundação Guardiã da Vida, disse que não está surpreso com essas recentes declarações, que ele disse meramente refletem um segredo que todo mundo da área de doação de órgãos já sabe há muito tempo.
“Todos os participantes de transplantes de órgãos sabem que os doadores não estão realmente mortos”, Byrne disse para LifeSiteNews.com numa entrevista por telefone na terça-feira.
“Como é que dá para se conseguir órgãos saudáveis de um cadáver? Não dá”.
Byrne afirmou que dar medicação contra dor para doadores de órgãos é rotina. Os médicos que removem órgãos de doadores cerebralmente mortos “têm de paralisá-los de modo que eles não se mexam quando os médicos estão cortando aberturas dentro de seus corpos para remover órgãos, e quando eles os paralisam sem anestesia, o batimento cardíaco se acelera e a pressão sanguínea sobe”, observou ele. “Isso não é algo que acontece com alguém que está realmente morto”.
O neonatologista disse que pessoalmente tem estudado a teoria da “morte cerebral” desde 1975, sete anos depois do primeiro transplante de órgão vital em 1968, e descobriu que os critérios de morte estão sendo continuamente mudados para atender à demanda de órgãos frescos. A ideia de uma “norma de doador morto” só surgiu na década de 1980, disse ele, e só entrou na linguagem coloquial anos mais tarde.
“Não existe realmente nenhuma norma de doador de órgão, embora estejam tentando fazer parecer que há”, disse Byrne.
Byrne liderou uma conferência do Vaticano sobre critérios de “morte cerebral” em 2008 em que um grande grupo de especialistas internacionais, muitos dos quais são líderes mundiais em suas áreas, testificaram que é ilegítimo usar a “morte cerebral” como um critério aceito para se remover órgãos.
Os comentários dos especialistas canadenses e espanhol estão sendo criticados pela classe de doadores de órgãos, onde alguns de seus membros estão expressando preocupação com o fato de que essas declarações poderiam levar as pessoas optar por não doar seus órgãos.
“Na vasta maioria dos casos, o conceito de morte é fácil, óbvio e não realmente sujeito a nenhuma interpretação complexa. É muito claro”, o Dr. Andrew Baker, diretor medico da Rede Dom da Vida Trillium, a qual supervisiona o sistema de transplante de órgãos de Ontário, disse para o jornal National Post. “Eles estão mortos, dá para você ver isso, não há volta para nada”.
James DuBois, professor de ética de saúde da Universidade de Saint Louis, também criticou os comentários, dizendo que a eliminação da Norma do Doador Morto poderia “ter consequências negativas: uma diminuição no índice de doações de órgãos, transtorno dos membros da família do doador e criação de estresse entre funcionários médicos”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Obama faz liquidação da América Latina para comunistas

HEITOR DE PAOLA


Cliff Kincaid


Enquanto a mídia dos EUA continua preocupada com as alegações infundadas de assédio sexual contra Herman Cain, a América está perdendo de novo a Nicarágua para os comunistas. O flagrante roubo nas eleições neste país da América Central tem sido ignorado pelas manchetes na imprensa, proclamando que Daniel Ortega ganhou a reeleição de forma avassaladora. A Administração Obama, que tem incentivado o processo na “Primavera árabe”, o qual resultou em ganhos islâmicos no Oriente Médio, tem se recusado até agora a condenar o roubo da democracia na Nicarágua.

Ortega, um acusado pedófilo (sexual child abuser) e os seus camaradas comunistas do movimento Sandinista, tomaram o poder em 1979 com a ajuda do presidente Democrata dos EUA, Jimmy Carter, o qual declarou que os americanos tinham um medo exagerado do comunismo. Carter cortou a ajuda ao regime pró-americano de Somoza na Nicarágua e, em seguida, propôs ajuda externa para os sandinistas. Carter também perdeu o Irã dos mulás fanáticos no ponto em que adquiririam armas nucleares.

Em 1990, os sandinistas foram forçados a ceder o poder e realizar eleições livres, perdidas por eles, em face de uma revolta militar liderada pelos Contras, combatentes da liberdade da Nicarágua apoiados pelo sucessor de Carter, o presidente republicano Ronald Reagan. Mas Ortega e seus apoiadores nunca desistiram, subvertendo o processo democrático por meio de infiltração, fraude e roubo. Eles têm sido ajudados pela ajuda externa de Hugo Chávez, da Venezuela.

Desta vez, sem oposição visível da Administração Obama, Ortega roubou a eleição presidencial violando a Constituição da Nicarágua que limita um presidente a dois mandatos. É o método de Hugo Chávez de apreensão e manutenção do poder. Os companheiros de Ortega da Corte Suprema da Nicarágua violaram a Constituição e decidiram que ele poderia disputar a presidência novamente.

New York Times citou Robert Pastor, professor de relações internacionais na American University, que disse que a decisão de Ortega de buscar a reeleição foi um “retrocesso para a democracia na América Central”, mas que ele “não é o revolucionário dos anos 70” [1]. Ele acrescentou que “Seria um grave erro para os Estados Unidos retornar para uma nova era de hostilidade”.

O jornal esqueceu de observar que Pastor trabalhou para Jimmy Carter, quando os sandinistas tomaram o poder. Ele foi assessor de segurança nacional dos EUA sobre a América Latina e no Caribe neste período. Nos últimos anos ele vem promovendo a “comunidade norte-americana”, que seria mesclar as economias e, talvez, os sistemas sociais e políticos dos EUA, Canadá e México.

A AP no The Washington Post chamou Ortega de “um sandinista revolucionário de outrora” (“one-time Sandinista revolutionary”). Porém, não há nenhuma evidência de que Ortega já deixou de ser um revolucionário.

O site La Voz del Sandinismo destaca os elogios para Ortega, Hugo Chávez, Raúl Castro e para o Partido Comunista Espanhol, entre outros marxistas e anti-americanos de esquerda.

Tivemos que ir a uma fonte de notícias estrangeiras, El País, um jornal diário espanhol, para ler sobre os cabos divulgados pela WikiLeaks que documentam os laços sandinistas com os traficantes de drogas.

A Republicana Ileana Ros-Lehtinen, presidente da Comissão dos Assuntos Externos da Câmara, disse que a nossa mídia deveria ter relatado como o fato - que a eleição de domingo na Nicarágua “foi uma farsa completa”.

Ela explicou: “Segundo a Constituição da Nicarágua, Ortega não era elegível para correr para mais um mandato como presidente. Mas ele forçou seu caminho para a votação através de um esquema corrupto que atropela os mandatos constitucionais da Nicarágua. E uma vez que ele forçou o seu caminho para a votação, Ortega usou de truques para se certificar de que iria ganhar. Ele negou a incontáveis nicaragüenses o direito ao voto, a fim de colocar a votação a seu favor. Ele aprendeu, claramente, com seus amigos ditadores da região, tal como Hugo Chávez, que é um especialista em espezinhar a democracia”.

Ros-Lehtinen disse que ela havia enviado uma carta ao Departamento de Estado pedindo a Administração para “acordar” para o esquema de Ortega de se agarrar ao poder, acrescentando: “Os EUA e outras nações responsáveis não podem reconhecer o resultado desta eleição roubada”.

Ela pediu antes das eleições:

• Quais ações o Departamento de Estado estavam tomando para garantir que a democracia e o Estado de Direito estão defendidos na Nicarágua?

• O Departamento de Estado irá reconhecer a legalidade das eleições em novembro se é permitida a participação de Ortega, em clara violação da Constituição da Nicarágua?

“A Embaixada dos Estados Unidos em Manágua não quis comentar sobre a votação de domingo”, reportou o The New York Times. Na segunda-feira, um porta-voz do Departamento de Estado de nome Victoria Nuland foi citada como questionando se as eleições foram transparentes e livres de violência, intimidação e assédio.

“Há um grande número de relatórios e nós estamos preocupados porque as condições não estavam indo bem”, disse Nuland. “E, francamente, se o governo da Nicarágua não tinha nada a esconder, deveria ter permitido um amplo monitoramento de observadores internacionais”. Nuland concluiu, no entanto, que o Departamento esperaria para o comentário “formal”.

Estes comentários breves e insuficientes vieram no final do briefing de imprensa de segunda-feira do Departamento de Estado.

Um dos adversários de Ortega na eleição, Fabio Gadea, disse que a oposição não aceitará os resultados apresentados pelo Conselho Supremo Eleitoral, porque há motivos para crer que ocorreu “uma fraude de proporções sem precedentes e arranjos”.

The Economist, uma publicação britânica, reconheceu o estado de coisas na Nicarágua, em um editorial intitulado: “Como roubar uma eleição”. Ortega, que ganhou uma eleição presidencial em 2006, contra uma oposição dividida, tem uma aliança com Hugo Chávez e “parece determinado a extinguir a jovem democracia da Nicarágua”. Entre outras coisas, a publicação menciona:

- O regime de Ortega desclassificou da votação dois partidos da oposição.

-Ele enviou a polícia para saquear os escritórios de um importante jornalista investigativo do país, Carlos Fernando Chamorro.

- Foram recusadas credenciais para observadores independentes, locais e estrangeiros para monitorar a eleição.

The Economist chama Ortega de uma fraude, observando que nas eleições“locais em 2008 houve fraude amplamente, com a FSLN [sandinistas] recebendo erroneamente cerca de 40 prefeituras. Doadores estrangeiros suspenderam mais de US$ 100 m em protesto. Este ano, os sinais são sinistros. Cartões de voto não foram entregues em algumas áreas, e o credenciamento dos agentes dos partidos de oposição foram lentos. O governo admitiu alguns observadores eleitorais da UE, mas não há observadores independentes nacionais”.

Mas os comunistas estão satisfeitos com os resultados.

Em um comunicado divulgado pela Chancelaria venezuelana, Chávez disse que“Os povos da Nossa Grande Pátria Americana ... com alegria celebram a vitória esmagadora do presidente camarada Comandante Daniel Ortega”.

Marxistas e/ou anti-americanos de esquerda estão no controle dos seguintes países da América Latina: Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia, Argentina, Peru, Cuba e Brasil.

A administração Obama parece perfeitamente bem com isso, chegando ao ponto de ajudar a uma empresa de energia espanhola, a Repsol, a desenvolver as capacidades cubanas na perfuração offshore de petróleo.

A Republicana Ros-Lehtinen acompanhou os representantes Albio Sires (D-NJ), Mario Diaz-Balart (R-FL), e David Rivera (R-FL) no envio de uma carta bipartidária para o presidente Obama protestando sobre essa ajuda. Sua carta diz que a assistência, orientação e assessoria técnica à Repsol do Departamento de Interior viola a Lei - Enemy Act.

Sob Obama, o Departamento de Estado também ampliou viagens e remessas para Cuba, apesar de um refém americano, Alan Gross, estar detido pelo regime de Castro.


Nota:

[1] O professor Robert Pastor, com essa afirmação, ou desconhece ou desinformou propositadamente, pois Daniel Ortega continua o mesmo “revolucionário” de sempre, considerando que seu partido (FSLN) e ele próprio pertencem ao Foro de São Paulo (FSP) e que membros das FARC têm acolhida de irmão em território nicaragüense, além de negócios de armas e drogas com os terroristas colombianos. E tanto é assim que no Encontro do FSP de 2008, ocorrido em maio, em Montevidéu, Ortega enviou sentidas “condolências” à família de Manuel Marulanda “Tirofijo”, no encerramento do Encontro, conforme pode-se ver no vídeo abaixo. E quando Raúl Reyes, o número 2 das FARC foi abatido, em 1º de março, em Sucumbíos, Equador, ele fez duríssimas críticas ao presidente Uribe alegando que o ato foi um “bárbaro assassinato”.

 

 


Original: Obama Sells out Latin America to Reds

Tradução: Richard Jayaprada

Curso “A música do apocalipse”, com Nivaldo Cordeiro

DICA DO MÍDIA SEM MÁSCARA


mannGostaríamos de anunciar que no dia 17 de Novembro, iniciará o curso "A música do apocalipse: Thomas Mann e a lenda do Dr. Fausto" do Prof. José Nivaldo Cordeiro.
O curso será ministrado em quatro aulas noturnas (20:30 às 21:30) nos dias 17 e 24 de Novembro e 01 e 08 de Dezembro.
A inscrição é de R$ 100,00 que pode ser dividida em até 4 vezes sem juros no cartão de crédito.
Confira a ementa completa no site que hospedará o evento: www.cedetonline.com.br.
Eis um pequeno resumo:
Ninguém melhor que Thomas Mann fez a crônica e interpretou melhor o fenômeno do totalitarismo. Discípulo e continuador da obra de Goethe, Mann conseguiu no livro Doutor Fausto juntar as partes do quebra-cabeça: o mito do Fausto, a filosofia da rebelião contra Deus, fundada no Iluminismo, o satanismo militante e o niilismo tão bem retratado na filosofia de Nietzsche. Tudo costurado numa trama que relata a ascensão e a queda do nazismo.
Doutor Fausto é também uma obra autobiográfica, que relata a ruptura espiritual de Thomas Mann com esse caldo de cultura satânico da modernidade. Mann terá sido o primeiro exilado, o alemão exemplar, que jamais se iludiu com o populismo nazista. O anti-Goethe e, ao mesmo tempo, o maior dos seus discípulos. Ele sempre soube que Hitler, mais que um fenômeno político, encarnava um problema espiritual. Dentro dos meios civis foi Thomas Mann aquele que impôs a mais severa oposição ao nazismo, o que mais agiu e o que mais sofreu sofreu as consequências de um exilado.
Gratos pela atenção,
Equipe da Livraria do Seminário de Filosofia

O padrão de má conduta sexual de David Axelrod

MÍDIA SEM MÁSCARA

Herman Cain nunca viveu em Chicago. Mas você sabe quem morou por lá? David Axelrod! E adivinhe quem morou no mesmíssimo edifício de Axelrod? Acertou de novo: Sharon Bialek, a mais recente acusadora de Cain.

Herman Cain passou a vida morando e trabalhando em todo o país – Indiana, Geórgia, Minnesota, Nebraska, Kansas, Washington, D.C, –, mas jamais em Chicago. Por isso, é curioso que todas as acusações de assédio sexual contra Cain venham de Chicago, lar de David Axelrod, o autômato de Daley e consigliere de Obama.
Já havia suspeitas sobre Sheila O'Grady, alguém próximo de David Axelrod e que passou de chefe de gabinete do ex-prefeito de Chicago Richard M. Daley a presidente do Illinois Restaurant Association (IRA), ser quem desenterrou os registros pessoais de Herman Cain na National Restaurant Association (NRA).
A IRA controlada por Dailey funciona grudada na NRA. E, por estranho que pareça, o breve período de três anos de Cain à frente da NRA é, evidentemente, a única fase de sua carreira de décadas durante as quais ele foi acusado de ter sido um predador sexual.

Após o nome de O'Grady vir à tona relacionado ao milagroso aparecimento de arquivos pessoal de Caim da NRA, ela emitiu um desmentido “clintonesco” de qualquer envolvimento em produzi-los, negando vigorosamente que conhecia Cain quando ele estava na NRA. (Dã!)
E agora, após uma semana de afetação conservadora sobre denúncias vagas e anônimas contra Cain, de repente ficamos sabendo de acusações de agressão sexual bastante específicas vindas de uma acusadora nova em folha de... Chicago.
Herman Cain nunca viveu em Chicago. Mas você sabe quem morou por lá? David Axelrod! E adivinhe quem morou no mesmíssimo edifício de Axelrod? Acertou de novo: Sharon Bialek, a mais recente acusadora de Cain.
As acusações de Bialek foram realmente específicas, mas também demonstraram por que denúncias anônimas são inúteis.
Em vinte e quatro horas após a conferência Bialek para a imprensa, amigos e conhecidos dela começaram a dizer que ela é uma oportunista, que estava constantemente em apuros financeiros – tendo declarado falência pessoal por duas vezes – e, claro, que tinha vivido no apartamento de Axelrod na 505 North Lake Shore Drive, onde, admite ela, conheceu o homem que o New York Times chama de “músculo a soldo” de Obama.
Acrescente um pouco de evasão fiscal federal e ela será a próxima escolha de Obama para o ministério.
A razão de tudo isso ser relevante é que Axelrod Daley têm um histórico de manchar a reputação de adversários políticos desenterrando alegações de má conduta sexual contra eles.
John Brooks, ex-chefe dos bombeiros de Chicago, entrou com uma ação contra Daley há seis meses, alegando que Daley o ameaçou com acusações de assédio sexual caso Brooks não renunciasse. Ele se demitiu, e descobriu-se posteriormente que as acusações de assédio sexual eram totalmente falsas.
Enquanto isso, como amplamente mostrado no meu livro “Guilty: Liberal ‘Victims’ and Their Assault on America”, a única razão pela qual Obama se tornou senador dos EUA – fato que lhe permitiu concorrer à presidência – foi que David Axelrod puxou da cartola registros de divórcio sigiloso contra, primeiramente, o adversário democrata de Obama nas primárias e, posteriormente, contra o adversário republicano de Obama.

Um mês antes das primárias dos Democratas de 2004 para o Senado dos EUA, Obama estava em posição muito desvantajosa nas pesquisas, a ponto de perder para Blair Hull, um empresário multimilionário do setor financeiro.

Eis que então o jornal Chicago Tribune – onde Axelrod trabalhava – começou a publicar alegações de que a segunda ex-esposa de Hull, Brenda Sexton, havia solicitado uma ordem de proteção contra ele durante o processo de divórcio do casal em 1998.

A partir dali e até o dia da eleição, Hull viu-se envolvido na luta contra as acusações de que era um “espancador de esposas”. Ele e sua ex-esposa por fim concordaram em liberar seus registros de divórcio sigilosos. Sua primeira ex-esposa, as filhas e a babá o defenderam em uma conferência de imprensa, jurando que ele nunca fora violento. Durante um debate dos Democratas, Hull foi forçado a explicar que sua mulher o havia chutado e que ele apenas havia feito o mesmo em retribuição.

A substancial vantagem de Hull apenas um mês antes das primárias desabou com a atenção ininterrupta da mídia para os registros de seu divórcio. Obama tomou a frente do pelotão e venceu as primárias. Hull terminou em terceiro, com 10% dos votos.

Felizmente para Axelrod, o adversário de Obama nas eleições gerais também havia se divorciado.

O candidato republicano era Jack Ryan, formado nas faculdades de direito e administração de Dartmouth e de Harvard, que havia abandonado sua lucrativa sociedade na Goldman Sachs para ensinar em uma escola do centro da cidade no South Side de Chicago.

Entretanto, em uma disputa de custódia infantil alguns anos antes, a ex-mulher de Ryan, a ardente atriz de Hollywood Jeri Lynn Ryan, alegara que, enquanto estava casados, Jack a tinha levado para clubes de trocas de casais em Paris e Nova York.

Jack Ryan negou as acusações veementemente. No interesse de proteger seu filho, ele também solicitou que os registros fossem colocados permanentemente sob sigilo.

Os agentes infiltrados de Axelrod no tribunal obtiveram os documentos “sigilosos” e, na mesma hora, estes foram parar nas mãos de todos os investigadores políticos de Chicago. Sabendo perfeitamente bem o que constava nos registros, os advogados do Chicago Tribune voaram para a Califórnia e pediram que o tribunal oficialmente “retirasse o sigilo”, apesar das objeções de Jack e Jeri Ryan.

Excelentíssimo senhor juiz, quem sabe o que pode haver nesses registros?

Um juiz da Califórnia ordenou que os documentos fossem abertos, o que permitiu aos jornais publicar as lascivas alegações, e quatro dias mais tarde Ryan abandonou a disputa, sob pressão de republicanos estúpidos (que deveriam ter sido perseguidos e abatidos).

Com Alan Keyes sendo o substituto de última hora como adversário republicano de Obama, este foi capaz de estabelecer o recorde em uma eleição ao Senado de Illinois, vencendo com uma margem de 43%.

E foi assim que Obama se tornou senador, quatro anos depois de perder uma corrida do Congresso para Bobby Rush. (Por conta de uma série de eventos desastrosos, Rush não era divorciado.)

Axelrod destruiu os dois únicos homens que estavam entre Obama e o Senado com alegações sensacionalistas sobre seus passados obtidas ilicitamente.

Em 2007, muito tempo depois de Obama estar seguramente abrigado no Senado dos EUA, o New York Times informou que “o repórter do Tribune que escreveu a matéria original (sobre os registros sigilosos do divórcio de Hull) posteriormente reconheceu na imprensa que a campanha de Obama havia ‘trabalhado agressivamente nos bastidores’ para que a história fosse publicada”.

Alguns tinham sugerido, continuava o artigo do Times, que Axelrod teve “um papel ainda mais significativo: que ele havia ‘vazado’ a história inicial”.

Desta vez, os pequenos ajudantes de Obama não apenas lançaram uma bomba nas primárias republicanas, mas esperam também destruir o homem que priva os democratas de seu único argumento para 2012: Se você se opõe a Obama, então deve ser racista.

Publicado no WND.
Tradução: Rodrigo Dubal

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sinceridade de Fato nº 2 - Ministro Ari Pargendler, do STJ, é intelectualmente desonesto e a sua autoridade não deve ser respeitada por nenhum cidadão de bem porque ela não existe

BLOG DO JOSÉ OCTÁVIO DETTMANN
segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Preliminarmente, transcrevo este artigo da CRFB:

Art. 3º Constituem objetivos da República Federativa do Brasil:
I – Construir uma sociedade, livre, justa e solidária
Agora, prestem atenção nessa brilhante refutação do professor Olavo de Carvalho a respeito desse termo "sociedade justa[1]”, que é ideologicamente oco, falso por si mesmo e que legalmente nunca vai se cumprir, por ser inefetivo. Isso prova os meus argumentos a respeito do princípio da não-traição[2].

Se o termo é tão facilmente refutável intelectualmente, então a lei, sim, pode ter termos inúteis. E isso é inconstitucional por si mesmo. É inconstitucionalidade lógica e natural.
Aprende a lição, ó Ministro Ari Pargendler, presidente dessa nulidade chamada STJ. VOCÊ[3] DISSE EM UM VOTO, QUANDO ERA MINISTRO DO TSE[4], QUE A LEI NÃO TEM TERMOS INÚTEIS[5]. ENTÃO, ISSO QUE VOCÊ DIZ É INTELECTUALMENTE DESONESTO – POR CAUSA DISSO, NÂO POSSO E NÃO DEVO TE RESPEITAR COMO MINISTRO DE TRINUNAL SUPERIOR. SOU BRASILEIRO DE BEM E NÃO SOU OBRIGADO A OUVIR TAL SANDICE.
DURANTE SUA PRESIDÊNCIA, VOCÊS, MINISTROS DO STJ, RECONHECERAM A UNIÃO GAY COMO VÁLIDA, VIOLANDO DISPOSITIVO LITERAL DE LEI[6]. Você e essas samambaias que reconheceram tal união como válida são pessoalmente responsáveis por esse crime, seus trouxas. NENHUM BRASILEIRO DE BEM DEVE RESPEITAR A AUTORIDADE DE CRÁPULAS COMO VOCÊ.
VAI TOMAR NO CU, seu zé mané.
Peço desculpas pelos palavrões, minha gente, mas contra crápulas revolucionários, que usam a toga para fins maléficos, é preciso pregar contra essa gente com base no apostolado dos palavrões.


[1] Destaque do trecho em que Olavo afirma, categoricamente, que sociedade justa não existe. http://adf.ly/3ikGd. Isso foi extraído do True Outspeak do dia 16/02/2011.

[2] José Octavio Dettmann e Tiago Cabral – Uma Conversa sobre o princípio da não-traição:http://adf.ly/1s8My
[3] Chamarei um trombolho desse de “você“ e não de “Vossa Excelência”, pois ele é uma excrescência que está abaixo da altura da dignidade do cargo que ocupa.
Em sessão do TSE, transmitida pela TV Justiça no dia 26/08/2008, ao proferir um voto, ele declarou peremptoriamente isso. Tentei baixar a sessão da central de downloads da TV Justiça, mas não consegui encontrar.

Lembro de haver declarado isto em meu diário: “Isso não é coisa que se diga. Para mim, esse homem (Min. Ari Pargendler) já passou atestado de burrice notória – e isso vai contra todas as regras constitucionais e de bom-senso. Será que esse ministro sabe bem qual é o seu papel? O seu papel é fazer justiça – e não ficar passando cheque em branco pra causa revolucionária.”

E, pelo que vejo, ele ainda não aprendeu a lição. E creio que não vai aprender.

[5] Quando eu era adolescente, eu vi um filme de saga viking, do qual não lembro o nome, em que o ancião de uma vila dizia: “Eu sou o legislador – e estou, em nome de Odin, proibido de mentir”. Ele morreu por causa disso. Confesso: ele tinha mais hombridade que os Sarnas da vida que estão no Congresso Nacional e esse lixo humano que está a vilipendiar a toga que veste todo santo dia, nos tribunais superiores, seja STF, STJ ou o diabo a quatro.

[6] Com base no artigo 485, V, do CPC, o tribunal ofendeu o artigo 226, § 3º da Constituição, em que, para efeitos de união estável, se reconhece como entidade familiar a união de fato, duradoura e contínua, entre homem e mulher, com o intuito de se constituir uma família. E, na mesma linha, o preâmbulo, em que o Constituinte PEDE A PROTEÇÃO DE DEUS – será que eles não sabem que a verdadeira família vem da autoridade do pai e da santidade da mãe? Será que os ministros leram a Bíblia? Como estão servindo notoriamente a esses criminosos do PT, esses vermes todos estão automaticamente excomungados da Igreja.

Maçonaria da USP (a Bucha) influiu na vida política da Primeira República (1889-1930)

Maçonaria da USP (a Bucha) influiu na vida política da Primeira República (1889-1930)

Uma lição tardia - IV: O reino do ódio

OLAVO DE CARVALHO 

Diário do Comércio, 10 de novembro de 2011


No artigo anterior falei do zelo devoto com que a matilha do “Roda Viva” defende a honra e o prestígio do movimento comunista, atacando seus inimigos a dentadas e habituando o público a dar por pressuposto, sem a mais mínima discussão, que ninguém pode ser anticomunista por motivo moralmente respeitável ou intelectualmente relevante. Nenhuma apologia do comunismo é mais eficaz e penetrante do que essa. Discursar em favor da estatização da economia, argumentar pela teoria da luta de classes, enaltecer o futuro brilhante da humanidade no jardim das delícias do socialismo – nada disso tem a força persuasiva da prática reiterada, tanto mais sedutora quanto mais implícita, de atribuir aos comunistas e seus parceiros o monopólio do bem e da virtude, reduzindo seus adversários e criticos à condição de delinqüentes pérfidos movidos por interesses egoístas. A propaganda comunista ostensiva colocaria o seu praticante na difícil contingência de ter de defender o indefensável: o genocídio, a tirania, o trabalho escravo, a miséria. Muito mais prático é contornar o assunto, evitar até mesmo a palavra “comunismo”, omitir cuidadosamente as comparações e em vez disso concentrar as baterias no “trabalho do negativo”: a demonização constante e sistemática dos inimigos, donde resulta, por irrefreável automatismo mental, a canonização dos amigos, reforçada aqui e ali por alguma louvação discreta e comedida o bastante para não dar impressão de sectarismo. Toda argumentação explícita em favor de alguma idéia ou partido desperta irresistivelmente o impulso da contestação. A devoção tácita e indireta, consagrada em hábito inconsciente, inibe e paralisa a discussão, dando ao objeto de culto aquele poder mágico cuja conquista Antonio Gramsci considerava o objetivo supremo da propaganda comunista: “a autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino”.

Tal tem sido o objetivo estratégico e a única razão de ser da TV Cultura desde há muitos anos, e especialmente o de um programa cujo nome já é, por si, um dos emblemas consagrados da autobeatificação mitológica da esquerda como vitima santa e inocente da maldade direitista.

Chamarei a essa devoção “fanática”? O termo é inexato. O fanatismo supõe uma crença formal, positiva, declarada. Os homens do “Roda Viva”, como em geral os esquerdistas brasileiros, não necessitam de nada disso. O esquerdismo que os unifica, que lhes garante o esprit de corps, não consiste em nenhuma fé, em nenhuma doutrina, em nenhum projeto de sociedade explícito o bastante para poder ser discutido e, eventualmente, impugnado. 
Consiste unicamente no ódio ao inimigo, um inimigo que ao mesmo tempo não querem conhecer nem compreender, do qual só querem saber, com seletividade obstinada e fiel, o que podem dizer contra ele. No Brasil, a deformidade congênita da “imaginação esquerdista” descrita por Lionel Trilling tornou-se obrigação legal, critério de veracidade na mídia, mandamento número um da moral e princípio fundador da educação.

No fundo, todo esquerdismo, hoje em dia, é isso e nada mais que isso. Há muito tempo os comandantes do processo já desistiram de impor ao movimento revolucionário a unidade da vulgata marxista-leninista que dava aos militantes de outrora uns ares de “intelectuais populares” não desprovidos de certa nobreza. Hoje preferem dirigir as massas na base de slogans e palavras-de-ordem puramente emocionais, sem um arremedo sequer de conteúdo sociológico ou filosófico. Um marxista às antigas chamaria a isso “irracionalismo”, mas racionalismo e irracionalismo só existem no plano da discussão teórica. Esta foi substituída pelo engenharia comportamental, e, nessa clave, nada pode ser mais racional que a manipulação científica da irracionalidade alheia. Os arruaceiros de Nova York acreditam combater a alta finança internacional, mas seguem ordens de George Soros, que é a própria alta finança encarnada, apóiam o governo Obama, que é um pseudópodo de Wall Street, clamam por uma moeda mundial, que é a menina-dos-olhos da elite bancária globalista, e bradam de ódio a Rupert Murdoch, um homem de indústria totalmente alheio a especulações financeiras. Se não têm a menor idéia de contra quê estão lutando, tanto melhor: sua fúria pode ser canalizada contra qualquer alvo que o comando revolucionário escolha no momento.
A unidade da esquerda militante hoje em dia é simplesmente a do ódio – um ódio que se torna tanto mais radical e intolerante quanto mais vagos e indefinidos os objetos contra os quais se volta e as metas que nominalmente o inspiram. Como explicar, fora dessa perspectiva, o fato de que a esquerda internacional lute, ao mesmo tempo, pelo império do gayzismo e pelo triunfo do mais estrito moralismo islâmico, sem que surja, no seu seio, a mais mínima discussão a respeito, o mais leve sentimento de desconforto ante uma contradição intolerável?

É aí que se deve buscar também a raiz da facilidade com que uma militância inflada de retórica autobeatificante se acomoda, sem o mais mínimo escrúpulo de consciência, aos interesses do narcotráfico e do banditismo organizado em geral. Quando os sentimentos morais prescindem de qualquer deferência para com os dados da realidade e se condensam no puro ódio a um objeto indefinido, é inevitável que já não haja mais distância entre a presunção de santidade e o mergulho na treva mais funda do crime e da maldade.

Isso é a esquerda, hoje em dia: a síntese militante das ambições mais altas com os sentimentos mais baixos. A tensão insolúvel entre os dois pólos traz como conseqüência incontornável a redução da vida psíquica aos seus mecanismos mais toscos e elementares, o enrijecimento numa atitude de permanente autodefesa paranóica, a produção obsessiva de novos pretextos de ódio e, portanto, a supressão de toda compreensão humana, trocada por uma autopiedade cada vez mais exigente e rancorosa.

Em muitos países esse fenômeno está limitado às massas militantes, mas, no Brasil, onde a hegemonia esquerdista reina sem contraste, ele se tornou o padrão e norma da cultura nacional.

Eis o motivo pelo qual a lição de Lionel Trilling já não pode ser aprendida nesta parte do mundo. Uma esquerda civilizada, capaz de apreender os sentimentos morais de seus adversários (condição sine qua non da alternância democrática no poder), não tem razão de existir, nem possibilidade de vir a existir, num ambiente onde esses adversários se tornaram tão pequenos e inofensivos que a esquerda não precisa mais compreendê-los: pode inventá-los como bem lhe interesse.

A maconha e a invasão da USP

PERCIVAL PUGGINA
11/11/2011

Quando leio sobre a violência dos assaltos praticados hoje em dia, fico com saudade do tempo dos trombadinhas. Era uma época tranquila, em que o gatuno esbarrava na vítima, tomava-lhe algo e saía correndo. Tinha medo, e por isso fugia. Era um infeliz constrangido. Hoje, o ladrão ofende e maltrata. Anda armado e aperta o gatilho sem que nem porquê. Sente-se como grande senhor da selva urbana onde impõe sua própria lei. O medo fica por conta apenas da vítima. É a vítima que corre para longe. Se puder.

O que foi que mudou? O que fez o trombadinha transformar-se nesse monstro urbano? Foi a droga. A droga converteu as necessidades sob cujo impulso agia o trombadinha em insaciável demanda por dinheiro para as urgências do vício. Estendeu suas malhas sobre a sociedade, multiplicou a dependência e o exército do crime urbano. Gerou recursos para aquisição de armas letais. Organizou as redes criminosas do tráfico e corrompeu setores do Estado (não apenas na área de segurança pública). Por isso, tenho saudade do tempo dos trombadinhas.

A maconha - nunca esqueça que foi com ela, com a maconha, que tudo começou - abriu a porta desse cofre de perversões e perversidades. Primeiro gerando o hábito social, em seguida o vício, e, depois, desfiando a longa sequência das drogas cada vez mais pesadas que invadiram o mercado com seu poder de destruição.

Outro dia, participando do programa Conexão Band, da rádio Bandeirantes de Porto Alegre, eu disse que a invasão da reitoria da USP tinha sito mais uma evidência dos males causados pela maconha. Imediatamente, um ouvinte protestou dizendo que a erva não leva alguém a agir daquela maneira. Obriguei-me, então, a explicar algo que me parecera óbvio: a sequência de fatos que levara à invasão havia iniciado com a detenção, pela Polícia Militar, de alguns estudantes que curtiam seus baseados no estacionamento da universidade. Ora, se uma ocorrência policial comum dava causa suficiente aos atos que se seguiram, apenas por envolver maconha, era óbvio que ela, independentemente dos efeitos psicotrópicos, se faz perigosa, também, sob o ponto de vista social. A desproporção na relação de causa e efeito - a detenção de alguns maconheiros e a violência que se seguiu - era apenas mais uma amostra desses tantos males. E, aquele fato em si, um dos muitos episódios diários que têm curso em toda parte exibindo a terrível face social da droga.

Ouvir - não raro de autoridades - um discurso de tolerância em relação à maconha, ou, o que talvez seja ainda pior, perceber que se difunde por repetição a ideia de que maconha não faz mal algum, é profundamente perturbador para quem tem informação verdadeira e objetiva sobre o assunto. Pergunte a profissionais da área de saúde que lidam com dependência química. Ouça peritos a respeito dos efeitos da maconha sobre a atividade cerebral. Indague a pais, mães e professores sobre o impacto que o uso dessa droga determina na capacidade intelectiva, na concentração, na disciplina e na vida escolar dos jovens.

A maconha pode não estar na reta final de muitas tragédias existenciais, mas está no início de boa parte delas. E os enlouquecidos vândalos da reitoria da USP talvez não estivessem sob direto efeito dos seus baseados, mas agiram tendo-os como causa da violência que empregaram.

______________
* Percival Puggina (66) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Este é o povo brasileiro. Não um Lula, não uma Dilma.

A USP e a Folha

OLAVO DE CARVALHO

Folha de S. Paulo, 13 de novembro de 2011

Nos anos 30-40, quando a USP ainda estava se constituindo administrativamente e o espírito dessa comunidade se condensava na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a luta dos estudantes contra a ditadura getulista expressa o anseio de uma ordem constitucional democrática como viria a ser proposta consensualmente em 1945 pelas duas alas da UDN, o conservadorismo cristão e a Esquerda Democrática.

O suicídio de Getúlio Vargas e o recrudescimento espetacular do getulismo na década seguinte afetam profundamente a mentalidade uspiana, que, num giro de 180 graus, adere ao discurso nacional-progressista onde a ênfase já não cai no culto das liberdades democráticas mas nos programas sociais nominalmente destinados a erradicar a pobreza, ainda que ao custo do intervencionismo estatal crescente. Surge nessa época o mito da “camada mais esclarecida da população” que, se conferia aos estudantes o estatuto de guias iluminados da massa ignara, ao menos lhes infundia algum senso de gratidão e responsabilidade.

Nos anos 60, o nacional-progressismo uspiano transmuta-se em marxismo explícito, com a adesão maciça do estudantado à revolução continental orquestrada em Cuba. As correntes liberais e democráticas desaparecem, só restando, como simulacro de pluralismo, as divisões internas do movimento comunista: estalinistas, trotsquistas, maoístas etc.

Nas duas décadas seguintes a esquerda internacional, sob a inspiração da New Left americana (herdeira da Escola de Frankfurt), vai abandonando as formulações marxistas dogmáticas para ampliar a base social do movimento, absorvendo como forças revolucionárias todas as insatisfações subjetivas de ordem racial, familiar, sexual etc., muitas das quais a alta hierarquia comunista, até então, condenava como irracionalistas e pequeno-burguesas. Ao mesmo tempo, no Brasil, a derrota das guerrilhas abre caminho à adoção da estratégia gramsciana, que integra como instrumentos de guerra cultural o sex lib, a apologia das drogas e a legitimação da criminalidade como expressão do “grito dos oprimidos”.

O fracasso do modelo soviético acentua ainda a flexibilização do movimento revolucionário, com o abandono da hierarquia vertical e a adoção do modelo organizacional em “redes”.

Bilionários globalistas passam a patrocinar movimentos esquerdistas por toda parte, de modo que rapidamente o discurso agora chamado “politicamente correto” se erige em opinião dominante, inibindo e marginalizando toda oposição conservadora ou religiosa, que se refugia em grupos minoritários cada vez mais desnorteados ou entre as camadas sociais mais pobres, desprovidas de canais de expressão.

Os efeitos desse processo na alma uspiana foram profundos e avassaladores: consagrados como representantes máximos do novo ethos global, os estudantes já não têm satisfações a prestar senão a seus próprios impulsos e desejos. O jovem radical ególatra, presunçoso e insolente, a quem todos os crimes são permitidos sob pretextos cada vez mais charmosos, tornou-se o modelo e juiz da conduta humana, a autoridade moral suprema a quem o próprio consenso da mídia e do establishment não ousa contrariar de frente, sob pena de autocondenar-se como reacionário, fascista, assassino de gays, negros e mulheres, etc. etc. etc.

Há quem reclame dos “excessos” cometidos por aqueles jovens, mas a expressão mesma denota a queixa puramente quantitativa, a timidez mortal de contestar na base uma ideologia de fundo que é, em essência, a mesma de deputados e senadores, professores e reitores, ministros de Estado e empresários de mídia – a ideologia de todo o establishment, de todas as pessoas chiques. A ideologia, em suma, da própria Folha de S. Paulo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".