Olavo de Carvalho no Bibo Nunes
Published on Oct 08, 2006
Resumo: brasileiro é o povo mais assassino, burro e covarde do mundo.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Published on Oct 08, 2006
Resumo: brasileiro é o povo mais assassino, burro e covarde do mundo.
Quem tenha compreendido bem o meu artigo anterior, "Armas da Liberdade", deve ter percebido também a conclusão implícita a que ele conduz incontornavelmente: boa parte do esforço moralizante despendido pela "direita religiosa" para sanear uma sociedade corrupta é inútil, já que termina sendo facilmente absorvida pela máquina da "dissonância cognitiva" e usada como instrumento de perdição geral.
Moralidade é consciência, é discernimento pessoal, é busca de uma meta de perfeição que só aos poucos vai se esclarecendo e encontrando seus meios de realização entre as contradições e ambiguidades da vida.
Lutero – para não dizerem que puxo a brasa para a sardinha católica – insistia em que "esta vida não é a devoção, mas a luta pela conquista da devoção". E o santo Padre Pio de Pietrelcina: "É melhor afastar-se do mundo pouco a pouco, em vez de tudo de uma vez".
A grande literatura – a começar pela Bíblia -- está repleta de exemplos de conflitos morais angustiantes, mostrando que o caminho do bem só é uma linha reta desde o ponto de vista divino, que tudo abrange num olhar simultâneo. Para nós, que vivemos no tempo e na História, tudo é hesitação, lusco-fusco, tentativa e erro. Só aos poucos, orientada pela graça divina, a luz da experiência vai dissipando a névoa das aparências.
Quando os códigos são vários e contraditórios, é a própria forma final que se torna incongruente e irreconhecível, desgastando as almas em esforços vãos que as levarão a enroscar-se em problemas cada vez mais insolúveis e, em grande número de casos, a desistir de todo esforço moral sério.
Muito do relativismo e da amoralidade reinantes não são propriamente crenças ou ideologias: são doenças da alma, adquiridas pelo esgotamento da inteligência moral.
Em tais circunstâncias, lutar por este ou aquele princípio moral em particular, sem ter em conta que, na mistura reinante, todos os princípios são bons como combustíveis para manter em funcionamento a engenharia da dissonância cognitiva, pode ser de uma ingenuidade catastrófica. O que é preciso denunciar não é este ou aquele pecado em particular, esta ou aquela forma de imoralidade específica: é o quadro inteiro de uma cultura montada para destruir, na base, a possibilidade mesma da consciência moral.
O caso de Tiger Woods, que citei no artigo, é um entre milhares. Escândalos de adultério espoucam a toda hora na mesma mídia que advoga o abortismo, o sexo livre e o gayzismo. A contradição é tão óbvia e constante que nenhum aglomerado de curiosas coincidências poderia jamais explicá-la. Ela é uma opção política, a demolição planejada do discernimento moral.
Muitas pessoas que se escandalizam com imoralidades específicas não percebem nem mesmo de longe a indústria do escândalo geral e permanente, em que as denúncias de imoralidade se integram utilmente como engrenagens na linha de produção. Ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal.
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia
Baixa de Danilo, outro golpe tático de conotações estratégicas para as FARC
* Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido
A surpreendente operação combinada de unidades de superfície da Polícia Nacional com apoio de fogo aerotático da Força Aérea contra uma guarida da nona quadrilha das FARC em San Roque, Antioquia, a qual lançou como resultado a baixa em combate de dez terroristas, dentre eles “Danilo”, cabeça do bando, soma-se como outro golpe tático de conotações estratégicas, à seqüência de ações transcendentais da Força Pública contra as estruturas terroristas das FARC.
Ao comparar o relativo poder de combate das forças em contenda, fica claro que as baixas e capturas dos cabeças, iniciados com a certeira operação contra Martín Caballero até dezembro de 2009, produzem um balanço muito favorável para a Colômbia e o governo nacional, e indicam que a retirada estratégica das FARC, ordenada pelo Secretariado desde muito antes do Plano Renascer, minguou o espírito e a capacidade combativa dos terroristas, gerou deserções e permitiu que a Colômbia manobre a iniciativa operacional contra seu inimigo interno.
Soma-se ao que foi dito acima, o oportuno uso e a vantagem que a Polícia Nacional tirou para bem da ofensiva institucional, já que em boa parte o acesso à cadeia de custódia dos computadores apreendidos pela Força Pública dos cabeças das FARC, foi a fonte primária para coordenar e lançar novas e exitosas operações contra as estruturas armadas das FARC e, em particular, contra os cabeças que por anos assolaram regiões e pareciam imbatíveis.
Com mais de 20 anos de militância terrorista, Danilo era o terror do campesinato no sul oriental e parte do norte oriental antioquenhos. Desde sua já distante participação no assalto e destruição de parte da planta cimenteira de Rio Claro em Puerto Nare em 1987, até a data de seu falecimento, Danilo era o mesmo terrorista que chegou no começo dos anos oitenta a San Rafael, Antioquia, acompanhado pelo negro Filemón do Partido Comunista, junto com Caicedo, Olimpo, Camilo, Joaquín e “os vallunos” [1], com a finalidade de organizar as milícias bolivarianas, as lojas comunitárias e os projetos agrícolas comunistas com os mineiros do rio Nare até a semana passada, foi o terror dos habitantes dessa região.
Fora dos prontuários que as autoridades tinham contra ele, Danilo acumulava assaltos a mão armada na rodovia Medellín-Bogotá recrutamento de menores assalto aos municípios de Granada, Cocorná, San Luis e San Carlos assassinatos de lavradores em El Peñol, Caracolicito, San Roque, San Rafael e San Carlos extorsões na mesma zona seqüestros de fazendeiros tráfico de estupefacientes instalação de blitz ilegais desterro de camponeses assassinatos de soldados e policiais furto de armas e uniformes de uso privativo das Forças Militares atos terroristas nas hidrelétricas de Jaguas e Punchiná derrubada de torres de energia, etc.
Danilo era um delinqüente-chave para a projeção estratégica das FARC no sul oriental antioquenho, e por suas condições delitivas era um terrorista com projeção dentro do auto-denominado “Estado-Maior das FARC”, inclusive com possibilidades de chegar a pertencer à elite criminosa do Secretariado. Por razões óbvias, com muito hermetismo as FARC guardaram discreto silêncio a respeito de sua morte, pois é um golpe tático que sacode a espinha dorsal do grupo delitivo e um paradigma para convidar os demais cabeças de frentes a que desertem e entreguem os computadores, os documentos, as armas, os rádios, o material de intendência e as rotas do tráfico de estupefacientes que cada estrutura farianamanipula, pela simples razão de que, se continuar assim, a guerra está perdida para as FARC.
Por outro lado, é a persistente referendação aos demais terroristas que nem são imunes e que, além disso, tampouco têm locais seguros nas áreas de ingerência, pois além do óbvio cansaço da população civil com a presença intimidante dos bandidos em suas aldeias, cresce o nível de insatisfação e inquietação dentro das guerrilhas, razão pela qual há deserções, ciúmes dos comandos, desconfianças mútuas, fuzilamentos, delações e recorrente recrutamento de menores de idade, dado que os jovens camponeses com mais maturidade não se deixam enganar.
Frente a essa realidade, os cabeças do Secretariado acudiram a dois estratagemas bem claros. Na frente interna, o aumento da militância urbana e a manipulação da libertação dos seqüestrados, graças à dupla moral dos membros do Partido Comunista Clandestino incrustados nos mal chamados “Colombianos pela Paz”.
E no plano internacional, o apadrinhamento e apoio dos governos de Cuba, Nicarágua, Venezuela, Equador, Bolívia, Paraguai, Argentina, Irã e Brasil, em uníssono com os cantos de sereia do Movimento Continental Bolivariano.
A situação tática e estratégica apresenta uma enorme possibilidade de guerra psicológica a favor do Estado colombiano. Este é o momento exato para as Forças Militares e da Polícia desatarem em toda a Colômbia uma intensa campanha de propaganda com volantes, emissões de rádio, televisão, internet e comunicação cara a cara com camponeses, estudantes, presidentes de ação comunal, líderes religiosos, etc., para convidar os terroristas a que se desmobilizem sob pena de correr a mesma sorte de Danilo e seus guarda-costas.
Este trabalho não pode ser isolado. Deve ser excessivo com a publicação de textos impressos, com testemunhos de ex-guerrilheiros desmobilizados, de camponeses que residem em zonas liberadas do flagelo terrorista, com fotos, com charges, etc.
E ao mesmo tempo, que os cônsules, embaixadores e demais plenipotenciários cumpram com o dever patriótico de defender a Colômbia. Que saiam da comodidade de seus gabinetes e horários burocráticos, que sem começar a pedir diárias e saídas especiais, estruturem conferências e reúnam material de vídeo, áudio e impresso, traduzido a outros idiomas, para que possam ir a universidades, centros de estudo político, ONG’s, parlamentos, chancelarias, etc., para mostrar a realidade do que é o narco-terrorismo e quais são os alcances e capacidades da Força Pública na luta contra este flagelo.
Senhor Presidente Uribe, senhor Ministro da Defesa, senhores generais, a oportunidade estratégica está dada para desvertebrar por completo os remanescentes armados das FARC. Lembrem que quando o M-19 se rendeu estava quase nas mesmas condições das FARC, com muito pouca capacidade de resposta militar à pressão militar, porém com vários terroristas incrustados em organismos-chave que lhes permitiam publicidade midiática e manipulação política.
Lembrem, também, que pela falta de patriotismo e a dupla moral do extinto ex-presidente Alfonso López o ELN ressurgiu das cinzas em Anorí. Do mesmo modo que sucedeu quando o condescendente presidente Andrés Pastrana autorizou helicópteros para tirar os terroristas do cerco tático dirigido pelo general Canal na Terceira Brigada. A história militar e a experiência operacional ensinam que a exploração do êxito é a parte mais contundente da guerra pois, do contrário, como dizia Shaka Zulu: “O inimigo salta pelas costas e lhe morde a nuca”.
Não esqueçam que a guerra psicológica é a vitória da mente sobre a espada, e que o objetivo final da guerra é desarticular por completo a capacidade bélica do adversário.
Sem baixar a pressão militar que, pelo contrario, deve aumentar nesta etapa crucial, uma forte dose de ação psicológica sustentada e estruturada como campanha integral, pode contribuir para o desbaratamento final, para o golpe de misericórdia que a Colômbia tanto espera, para que não haja mais curingas de “Colombianos pela paz” brincando com a dor das vitimas do seqüestro e de seus familiares. E como segunda medida, para que os governantes comunistas da vizinhança aterrissem e se dêem conta de que, nem a Colômbia vai se integrar ao embuste escravagista de Fidel Castro e seus peões, nem as FARC poderão ter representatividade política com suas ações terroristas.
[1] Pertencente ou natural do Valle del Cauca, na Colômbia.
* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com
Tradução: Graça Salgueiro



| Os quatro níveis de alfabetização, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional: | |
|---|---|
| Analfabetismo | Não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura, embora consigam ler números familiares (telefones, preços, etc.). |
| Alfabetismo rudimentar | São capazes de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamentos. São considerados analfabetos funcionais. |
| Alfabetismo básico | Leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências e resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações. No entanto, mostram limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de etapas ou relações. |
| Alfabetismo pleno | Conseguem compreender e interpretar textos longos, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos. |
NIVALDO CORDEIRO | 18 DEZEMBRO 2009
COBERTURA - CONFECOM
Existe uma pedagogia da Confecom para os amantes da sociedade aberta. Essa pedagogia ensina que não mais os valores tradicionais poderão viver de sua inércia. Eles terão agora que ser defendidos nos mesmos termos e no terreno em que são atacados, no campo da mobilização política.
O balanço final da Confecom revela vitória total dos seus idealizadores, pois os trabalhos chegaram a bom termo, com a chancela de um segmento empresarial importante. Celso Schröder, do FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, me disse que agora os movimentos populares terão substância para pressionar o Congresso Nacional na busca de transformar as "propostas" em marco legal. Provavelmente veremos acontecer uma grande mobilização no Ano Novo. No âmbito do Executivo tudo que depender de decretos e portarias poderá ser implementado, mesmo que contrarie o mercado e a sociedade aberta.
O mal político não se corrige automaticamente, necessitando da ação dos homens lúcidos e moralmente elevados. É o tempo de agir.
Mesmo o Estadão, que nos últimos dias quebrou o silêncio e escreveu lúcido editorial, na edição de hoje ("Exumação de uma ameaça"), a pretexto de criticar acabou por ocultar o essencial da Confecom: "as restrições à liberdade de imprensa se intensificaram assustadoramente nos países vizinhos - da Argentina à Venezuela, passando pela Bolívia e o Equador. Mais uma razão para levar a sério a nova sortida da Fenaj, em que autoritarismo e corporativismo se combinam de forma ominosa para manietar a mídia". O jornal se recusa a usar a expressão Foro de São Paulo para designar essa orquestração continental contra a liberdade. Ao fazer isso, presta um grande desserviço aos leitores e ao país, desarmando os espíritos.
O jornal O Globo, que ignorou os preparativos e a própria Confecom, hoje publicou o editorial "Cartas Marcadas", em que denuncia a má fé: "Encerrada ontem, a Confecom, como previsto, aprovou propostas que vão contra a liberdade de imprensa e expressão, procuram intervir nas redações e criar obstáculos à ação da iniciativa privada nos meios de comunicação. Todos projetos de vezo inconstitucional".
A Rede Globo é o principal alvo dos revolucionários, aliados à Telebrasil e à Abra. Caberia à Globo, até por um imperativo de sobrevivência, liderar uma campanha para desacreditar os bolcheviques, e não se escorar nessa visão falsamente jurídica da questão, que é política. Não fará isso, todavia. Todos conhecem a fragilidade e a dependência da Rede Globo para com o poder estabelecido. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, é essa a tragédia para a qual caminha o tradicional grupo carioca.
A Folha de São Paulo também guardou silêncio e só hoje deixou sair uma reportagem bastante acanhada, que esconde o substantivo e até elogia os trabalhos: "Sindicatos rejeitam redução de impostos sobre banda larga", como sub-título "Propostas consideradas ainda mais polêmicas, que tratavam do controle social da mídia, acabaram sendo derrubada em votação". O sub-título mente descaradamente, como podemos ler no site do FNDC resumindo o que foi aprovado: "Controle social e participação popular: a proposta estabelece uma "garantia de mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular" no financiamento das emissoras e nos conteúdos de promoção de cidadania, no cumprimento de "percentuais educativos" e de produções nacionais. Durante o debate em plenário, a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) disse que já existe uma forma de fiscalização por parte do governo; para o representante da sociedade civil, a proposta abre a possibilidade para maior participação da sociedade nos meios de comunicação".
Como podemos ver, nem os principais atores, que deveriam estar engajados na luta contra a tirania, estão de fato se engajando na própria defesa. Por conta disso, posso dizer que os idealizadores conseguiram uma ampla vitória: levaram a bom termo a Confecom, mostraram grande capacidade de mobilização, de articulação (seduziram um segmento importante do empresariado) e têm agora 672 "propostas" aprovadas, prontas para servirem de apoio ao seu proselitismo.
Para que a Confecom? Para uma única coisa: instituir a tirania nos meios de comunicação e, por essa via, pavimentar a instalação da tirania institucional no Brasil.


UNOAMÉRICA | 21 DEZEMBRO 2009
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO
Bogotá, 19 de dezembro - A União de Organizações Democráticas da América, UnoAmérica, anunciou hoje a criação de uma Comissão Internacional para investigar o vil assassinato dos defensores de direitos humanos, Manuel Moya Lara e Graciano Blandón, pelas mãos da Frente 34 das FARC, fato acontecido no passado 17 de dezembro.
Em 4 de fevereiro de 2008, Moya Lara e Graciano viajaram à Costa Rica, para denunciar ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos a ação das FARC e da mencionada ONG Comissão Inter-eclesial de Justiça e Paz, por suas ações criminosas contra as comunidades afro-descendentes de Curbaradó e Jiguamiandó.
Na mesma audiência, Moya Lara e Graciano solicitaram medidas provisórias para conseguir a proteção do Estado da Colômbia frente às múltiplas ameaças que desde muito tempo atrás se crivavam sobre suas vidas, as de suas famílias e as de seus representantes em Puerto Lleras e Pueblo Nuevo.
Ironicamente, em 17 de dezembro de 2009, justo no mesmo dia em que Moya Lara e Graciano foram torturados e assassinados, a Corte Interamericana de Direitos Humanos emitiu uma resolução negando as medidas provisórias solicitadas 22 meses antes pelos defensores de direitos humanos.
Frente a estes fatos tão deploráveis, UnoAmérica declara o seguinte:
Primeiro, manifestamos nossa condenação mais enérgica pelo cruel assassinato antecedido de tortura dos defensores de direitos humanos, Manuel Moya Lara e Graciano Blandón, pelas mãos da Frente 34 das FARC.
Segundo, instamos a Procuradoria Geral da Nação da Colômbia a investigar os fatos, assim como os possíveis vínculos do sacerdote Javier Giraldo com este massacre.
Terceiro, denunciamos a omissão cúmplice da Corte Interamericana de Direitos Humanos e a negligência do Estado Colombiano ao não outorgar as medidas provisórias solicitadas oportunamente pelos hoje mártires afro-descendentes, Manuel Moya Lara e Graciano Blandón.
Quarto, solicitamos outorgar o status de Alerta Prematuro, com medidas provisórias e de proteção efetiva a favor dos representados por Moya Lara e Blandón, entre eles as 231 famílias pertencentes aos Conselhos Menores de Puerto Lleras e de Pueblo Nuevo, a ao Conselho Menor de Bocas de Curbaradó, assim como as 450 famílias deslocadas representadas pelo "Comitê de Gestão para o Retorno".
Quinto, anunciamos a criação de uma Comissão Internacional para investigar os fatos acima mencionados, a fim de determinar as responsabilidades a que tenham lugar e executar as ações internacionais correspondentes.
Sexto, instituímos o dia 17 de Dezembro de cada ano, dia de luto humanitário em memória dos mártires afro-descendentes defensores dos direitos humanos, Manuel Moya Lara e Graciano Blandón.
Tradução: Graça Salgueiro
HEITOR DE PAOLA | 21 DEZEMBRO 2009
ARTIGOS - DESINFORMAÇÃO
A lei a que se refere Cícero é comum a todos os seres vivos, mas só o Homem tem a capacidade de usá-la de acordo com sua consciência. Freud deu a ela o nome de instinto de vida e atribuiu sua existência à herança genética. Embora a Lei Mosaica inclua o não matarás, a Torah admite a supremacia da defesa da própria vida, dos seus, e dos bens de sua propriedade. Este impulso está tão arraigado em nós que até a lei positiva admite alegítima defesa como fator de absolvição. Esta lei, que vale para todos, parece ter sido revogada para o Estado de Israel e, por extensão, a todo o povo judeu. A revogação não se deu inicialmente em nenhuma instância específica e identificável, como o Partido Nazista, mas através da fórmula I. I. D. I. N., sigla em inglês de Infiltração, (in)Doutrinação, Desmoralização, Intimidação e, finalmente, Normalização (apud Marion Valentine).
O furor anti-judaico, presente em grande parte da história conhecida, refluiu dramaticamente após o conhecimento dos horrores do Holocausto. Mas foi um refluxo do tipo ondas do mar: a ele se segue novo fluxo, geralmente mais forte. Durante o refluxo o furor não mais que permaneceu latente, conseqüentemente mais perigoso ainda. Se a fonte não era identificável o alvo agora sim: não é necessário atacar os Judeus, mas o Estado de Israel [[*]]. Inicialmente foi-se infiltrando na mídia a idéia de que havia um povo ocupando o território e que Israel era um invasor de terra alheia. Criando-se a ficção do 'povo palestino' e infiltrando-a de forma subliminar, mas contínua e maciça, passou-se à fase da doutrinação utilizando-se a idéia mágica da paz. Não se pergunta quem iniciou alguma hostilidade, pois a infiltração da idéia de invasão basta para estabelecer que fosse o invasor. O argumento de que Israel foi desde sua fundação e diversas vezes depois invadido já está estabelecido como somente campanhas de retomada de território ocupado. O obstáculo à 'paz', como bem maior da humanidade', é sempre o invasor, Israel.
Mas Israel se defende, seguindo aquela lei que está 'em nossos corações'. Então é preciso seguir para a fase dedesmoralização: toda ação defensiva de Israel passa a ser, por princípio, imoral por ser 'desproporcional', contra um povo faminto, pobre, maltrapilho e verdadeiro dono do território. Episódios lamentáveis ocorrem em qualquer guerra, mas assimetricamente aqueles perpetrados pelos 'palestinos' estão desculpados in limine, enquanto os que ocorrem por tropas da Tzahal são genocidas. Sabra e Chatila foi um prato cheio. A mais cruel campanha de desmoralização mostra os soldados de Israel com a suástica e compara a guerra contra um povo pesadamente armado pelos 'irmãos' árabes e pelos países ocidentais com o Holocausto.
Preparado o terreno parte-se para a intimidação: resoluções da ONU, condenações da 'comunidade internacional', investigações e relatórios falsos tentam acuar o Estado Judeu do qual se exigem concessões covardes e indignas em nome da 'paz', subserviência a 'obrigações internacionais' abjetas, e conseguem eco dentro da própria comunidade judaica, como o movimento Paz Agora.
Após décadas submetida a este processo a população mundial - e até mesmo dentro de Israel - já não consegue assimilar informações realísticas sobre a situação na região: é o estágio final, a normalização: a condenação a Israel, prévia a qualquer julgamento da consciência e exame da situação, tornou-se a norma.
As ameaças iranianas de provocar um novo Holocausto pareciam que podia reverter o quadro, mas não: existe o horror, sim, mas por trás há uma frasezinha não falada: se Israel não existisse...! Além do que, as ameaças são atribuídas à 'loucura' de um líder e não à própria natureza do Islam xi'ita. Os protestos contra Ahmadinejad são baseados na crença que se ele cair e o governo iraniano for outro, as coisas se passarão diferentemente, pois outro seria mais confiável. Há um desconhecimento total do sistema de crenças xi'ita baseado fundamentalmente na doutrina da taqiyya, um dos principais elementos da fé, a lógica religiosa que obriga os fiéis à dissimulação e a esconder suas reais intenções no trato com os infiéis.
Não dá mais para esperar, ou Israel ataca as instalações nucleares iranianas imediatamente ou há grandes chances de que as ameaças se concretizem.