Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os novos demiurgos I e II - ensinando seres humanos a viver de pasto

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA - I e II
OLAVO DE CARVALHO | 23 OUTUBRO 2009

Justamente ao contrário do que proclamavam os acusadores, por toda parte a educação e a alta cultura eram um freio às ambições cruas dos capitalistas mais assanhados, forçando-os pela pressão moral da sociedade -- especialmente nos EUA -- a sacrificar boa parte de suas fortunas em doações para museus, escolas, fundações educacionais e institutos de pesquisa empenhados nas atividades mais alheias a qualquer imediatismo dinheirista ou interesse de classe.



O que torna ainda mais odioso o dirigismo estatal na educação, universalmente buscado e ardentemente defendido pelos sapientíssimos intelectuais de esquerda, é que ele desmente da maneira mais flagrante e cínica o discurso educacional esquerdista de três ou quatro décadas atrás, do qual eles se serviram como puro instrumento de sedução, prontos a jogá-lo fora na primeira oportunidade, como estão fazendo agora.


Nos anos 60, 70, os mais destacados próceres da pedagogia esquerdista posavam de libertários, acusando a "educação burguesa" de ser um aparato de dominação que sacrificava o livre desenvolvimento intelectual e emocional das crianças em favor de objetivos de mero poder político-econômico.


A acusação, verdadeira quanto a alguns casos isolados bem pouco significativos, observados quase sempre em grotescas ditaduras de Terceiro Mundo (por ironia, sempre mais estatistas do que pró-capitalistas), era completamente falsa quando generalizada a toda a "civilização ocidental" ou mesmo a qualquer das grandes democracias capitalistas em particular -- mas seus porta-vozes insistiam em ampliar-lhe o alcance ilimitadamente, dando-lhe foros de teoria científica geral.


No mínimo, a educação ocidental não podia de maneira alguma ser pura dominação de classe, pela simples razão de que se amoldava, com humilde reverência, a valores e critérios velhos de séculos e milênios, muito anteriores e estranhos a qualquer "interesse burguês", como por exemplo a moral judaico-cristã, a arte clássica, medieval e renascentista, o ideal aristotélico da ciência racional e o direito romano.


Justamente ao contrário do que proclamavam os acusadores, por toda parte a educação e a alta cultura eram um freio às ambições cruas dos capitalistas mais assanhados, forçando-os pela pressão moral da sociedade -- especialmente nos EUA -- a sacrificar boa parte de suas fortunas em doações para museus, escolas, fundações educacionais e institutos de pesquisa empenhados nas atividades mais alheias a qualquer imediatismo dinheirista ou interesse de classe.


Não deixa de ser significativo que o projeto educacional mais bem sucedido da história americana tenha sido o dos
liberal arts colleges, hoje espalhados por toda parte nos EUA e responsáveis diretos pela vitalidade cultural do país, que não transmitem a seus estudantes nenhuma "ideologia burguesa" ou técnica utilitária, mas o modelo de alta cultura desenvolvido na tradição greco-romana e medieval do trivium, do quadrivium, da filosofia e das belas artes. Se a educação americana tencionasse mesmo criar servos mecanizados do capital, não se esforçaria tanto para infundir nos estudantes as virtudes dos estadistas romanos e a acuidade crítica dos eruditos escolásticos. E notem que isso não vem de hoje. Eric Voegelin, ao estudar em Columbia entre 1924 e 1926, teve a grata surpresa de descobrir que estava num país onde Platão, Aristóteles, o direito romano e a teologia cristã não eram assuntos só para acadêmicos, mas presenças vivas nos debates públicos.


Ademais, como já observei aqui a propósito de um daqueles teorizadores do inexistente (Pierre Bourdieu), se os burgueses quisessem mesmo fazer da educação um instrumento de dominação de classe, deveriam ter ao menos elaborado um plano de engenharia social nesse sentido, e as marcas do trabalho desenvolvidos para isso -- organizações, atas de assembléias, publicações, orçamentos -- deveriam ser visíveis por toda parte, quando o fato é que nada dessa papelada existe nem existiu jamais, o próprio Bourdieu sendo incapaz de citar um só documento que ateste alguma premeditação técnica por trás da alegada "máquina de reprodução". A única possibilidade de dar razão à sua teoria seria apostar na hipótese de que o controle burguês da educação se construiu por transmissão inconsciente e muda, como que por telepatia (v.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090204dc.html e
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090212dc.html).


Em todo caso, o ódio que esse e outros
pop stars intelectuais do esquerdismo votavam àquele fantasma de sua própria invenção fazia com que parecessem, em comparação com ele, os maiores defensores da liberdade e criatividade infantis, supostamente ameaçadas pelo dirigismo mental do "aparato ideológico burguês". Alguns deles chegavam mesmo, como o Pe. Ivan Illitch, a pregar a "desescolarização" integral da sociedade, a supressão pura e simples do sistema educacional, o advento do homeschooling universal. Alexander S. Neill, um discípulo do psiquiatra e doente mental marxista Wilhelm Reich, anunciava provar que "a liberdade funciona", usando crianças como cobaias de um experimento desastroso -- uma escola onde meninos de cinco anos de idade tomavam decisões administrativas e fumavam durante as aulas, enquanto seus colegas mais velhos preferiam masturbar-se no pátio diante dos olhos complacentes de professores e funcionários. Logo após a morte do fundador, os alunos deram um passo adiante na conquista da liberdade: atearam fogo à escola.


Não por coincidência, esses protetores da meninada ocidental nunca se preocuparam muito com as crianças da URSS, da China e de Cuba, forçadas diariamente a repetir slogans e a fiscalizar-se umas às outras como pequenos policiais, em busca de sinais de desvio ideológico mirim.


Quando, por fim, o Império Soviético veio abaixo, seguiu-se a isso a tremenda ascensão do esquerdismo no Ocidente. Aí os intelectuais ativistas, no poder ou próximos dele, trataram de se livrar do velho libertarismo fingido e encarar a sério a "construção do socialismo". Para isso era preciso admitir que "a liberdade não funciona" e que a educação tem de ser, conforme as recomendações de Antonio Gramsci, um dócil instrumento nas mãos do partido-Estado. Passaram em suma a praticar, na realidade e mil vezes aumentado, o delito que antes atribuíam falsamente à educação burguesa. É sempre assim: quando essa gente planeja um crime, a primeira coisa que faz é acusar dele algum inocente, a título preventivo, para que quando o crime venha mesmo a ser praticado o público se recuse a enxergá-lo, acreditando que é um mal já superado, de outra época. Não por coincidência, os valores universais que antes preservavam a educação de transformar-se em instrumento da ideologia de classe são agora jogados ao lixo. Claro: revolucionários iluminados, imunes aos escrúpulos da burguesia, não iriam deixar-se inibir por tradições milenares -- para eles, meras "construções culturais" tão desprovidas de fundamento quanto as doutrinas que eles próprios inventam. Com a maior desenvoltura, a nova pedagogia estatal cria do nada novos códigos morais, novos padrões de conduta e julgamento, os mais postiços, insensatos e disformes que se possa imaginar, punindo e marginalizando a criança que não se adapte aos mandamentos da recém-criada "socialização" invertida. Como disse o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério da Educação, Carlos Artexes Simões, a escola está aí para "construir um Estado republicano". De seres livres e inventivos, como as proclamavam os Illichs e os Neills, as crianças transformaram-se em tijolos, blocos de argila mudos e passivos nas mãos dos novos demiurgos: Carlos Artexes Simões e similares.

Diário do Comércio, 22 de outubro de 2009




Qual a oposição lógica que esses loucos crêem existir entre o homeschooling e o direito à educação gratuita? Imaginam eles que os pais cobram mensalidades dos filhos para educá-los em casa? A coisa é de um contrasenso tão evidente que não percebê-lo à primeira vista indica deficiência mental.


O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do
homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.


Lembrem o que eu disse dias atrás, sobre as afirmações que não podem ser discutidas, apenas analisadas como sintomas da demência que as produziu. O parecer do MEC sobre o
homeschooling inclui-se nitidamente nessa categoria. Desde logo, um direito que, sob as penas da lei, se imponha ao seu alegado beneficiário como uma obrigação, não é de maneira alguma um direito. Direito, como bem explicava Simone Weil, é obrigação reversa: se tenho um direito, é porque alguém tem uma obrigação para comigo. Ter direito a um salário é ter um empregador que está obrigado a pagá-lo. Se, ao contrário, sou eu mesmo o titular do direito e da obrigação de satisfazê-lo, é claro que não tenho direito nenhum, apenas a obrigação. É assim que os luminares do MEC entendem a educação gratuita: as pobres crianças brasileiras, por serem titulares desse direito, são obrigadas a engolir a cafajestada estatal inteira que se transmite nas escolas, sob pena de que seus pais sejam enviados à cadeia. Isso não é um direito: é uma imposição e um castigo. Para sofrê-lo, basta ser criança e inocente.


O pior é que os apologistas dessa coisa nem reparam na impropriedade do vocabulário com que a defendem, indício não só de suas más intenções como também da sua falta da cultura superior indispensável aos cargos que ocupam na Educação nacional. Segundo a agência de notícias da Câmara dos Deputados, o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério, Carlos Artexes Simões, acredita que "a obrigatoriedade de o Estado garantir o ensino fundamental, conforme prevê a Constituição, deve ser exercida na escola". Qual o nexo lógico que essa criatura crê enxergar entre a obrigação estatal de garantir isto ou aquilo e o direito de o governo mandar para a cadeia quem prescinda desse suposto benefício? Desde quando a obrigação de um se converte automaticamente em obrigação de outro, e, pior ainda, em obrigação do titular do direito correspondente? O Estado tem também a obrigação de garantir assistência médica: deveriam então ser processados e presos os cidadãos que recorram a um médico particular, poupando aos cofres públicos uma despesa desnecessária? O Estado tem a obrigação de pagar aposentadorias: nunca fui buscar a minha, à qual tenho direito há mais de uma década. Não fui buscá-la porque ainda estou forte e saudável, graças a Deus, e fico feliz de poupar ao Estado uma quantia que será melhor empregada em benefício de doentes e incapacitados. Devo ser preso por isso? Quanto custa ao Estado a educação de uma criança? Se um indivíduo tem seus impostos em dia e ainda, possuindo dons de educador, dá instrução a seus filhos em casa, cabe ao Estado ser grato ao cidadão exemplar que o auxilia duplamente, com seu dinheiro e com seus serviços, sem nada pedir em troca. Punir essa conduta honrosa é inversão total da moralidade. Sendo nosso governo o que é, não se poderia mesmo esperar dele outra coisa.


Em terceiro lugar, qual a oposição lógica que esses loucos crêem existir entre o
homeschooling e o direito à educação gratuita? Imaginam eles que os pais cobram mensalidades dos filhos para educá-los em casa? A coisa é de um contrasenso tão evidente que não percebê-lo à primeira vista indica deficiência mental.


Por fim, o próprio Carlos Artexes Simões não percebe a monstruosidade comunofascista que profere ao declarar que "a escola ainda é a vanguarda do ponto de vista do conhecimento necessário para a construção de um Estado republicano". Por que as crianças deveriam ser usadas como tijolos para a construção deste ou daquele regime político que interesse ao sr. Simões? Se o regime fosse monárquico, isso mudaria em alguma coisa o conteúdo das disciplinas essenciais, como gramática, aritmética e ciências? Mesmo a História e a informação básica sobre direitos humanos não têm por que ser alteradas conforme as preferências do regime. Bem ao contrário: qualquer regime que exista só se legitima na medida em que se submeta aos valores e critérios universais dos quais a educação é portadora, em vez de torcê-los para amoldá-los à política do dia. Como expressão da cultura, a educação deve moldar o governo, não este a educação. Transformar a cultura e a educação em instrumentos do Estado foi o que fizeram Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel Castro e Pol-Pot. O sr. Simões defende essa concepção com a naturalidade sonsa de quem não é capaz de enxergar nada acima de uma política mesquinha, abjeta, oportunista. Talvez ele não o note, mas o que ele entende por educação é manipulação, é abuso intelectual de menores.


Mais desprezível ainda se torna a sua opinião quando ele acrescenta que a escola não visa só à educação, mas à socialização. Não sabe ele que tipo de socialização nossas crianças encontram nas escolas públicas? Não sabe que estas são fábricas de desajustados, de delinqüentes, de criminosos? Não sabe que, em nome da socialização, as condutas piores e mais violentas são ali incentivadas pelo próprio governo que ele representa? Não sabe que agredir professores, destruir o patrimônio das escolas, consumir drogas, entregar-se a obscenidades em público, são atos considerados normais e até desejáveis nessas instituições do inferno? Não sabe ele que há um crescimento proporcional direto da criminalidade infanto-juvenil à medida que se amplia a escolarização?


Por que se faz de inocente, defendendo a escola em abstrato, como um arquétipo platônico, fingindo ignorar a realidade miserável que as escolas públicas brasileiras impõem a seus alunos, ou melhor, às suas vítimas? Por que finge ignorar que, além da deformidade moral e social que ali aprendem, tudo o que os nossos estudantes adquirem nessas instituições é a formação necessária para tirar, sempre e sistematicamente, as piores notas do mundo nas avaliações internacionais?


Com que direito o fornecedor de lixo, de veneno, de dejetos, há de punir quem se recuse a ingeri-los, ou a dá-los a seus filhos?


O que se deve questionar não é o direito de os pais educarem seus filhos em casa: é o direito de politiqueiros e manipuladores ideológicos interferirem na educação das crianças brasileiras. É o próprio direito de o Estado mandar e desmandar numa instituição que o antecede de milênios e à qual ele deve o seu próprio ingresso na existência. Muito antes de que o Estado moderno aparecesse sequer como concepção abstrata, as escolas para crianças e adolescentes, anexas aos monastérios e catedrais (e nem falo das grandes universidades), já haviam alcançado um nível de perfeição que nunca mais puderam recuperar desde que a educação caiu sob o domínio dos políticos.


Se queremos melhorar a educação nacional, a primeira coisa que temos de fazer é tirá-la do controle de manipuladores e demagogos que não se educaram nem sequer a si próprios, a começar pelo sr. presidente da República, que se vangloria obscenamente de sua incapacidade de ler livros.

Publicado no Diário do Comércio com o título "Os novos demiurgos (2)".

Obama Pronto a Ceder a Soberania dos EUA, afirma Lorde Britânico

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
WALTER SCOTT HUDSON | 17 OUTUBRO 2009


Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO
2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement].



O Minnesota Free Market Institute organizou evento na Universidade Bethel, na cidade de St. Paul, Minnesota, na noite da última quarta-feira (14/10), tendo como principal orador Lorde Christopher Monckton, que foi assessor para ciências da Primeira-Ministra britânica Margareth Thatcher. Lorde Monckton proferiu longa e cáustica palestra em que apresentou detalhados mapas, gráficos, fatos e dados que culminaram com a total destruição tanto do conceito popular de aquecimento global quanto da credibilidade da ameaça de qualquer mudança climática significativa causada pelo homem.


Resumo detalhado da apresentação de Monckton será publicado assim que compilado. No entanto, trecho de sua palestra requer publicação imediata. Se fidedigna, a preocupação veiculada por Monckton pode provar-se a questão mais importante para a nação americana - mais importante do que a reforma do sistema de saúde, do que o projeto de lei ambientalista de "cap and trade" -, a reclamar portanto a atenção concentrada de todo cidadão.


Eis as palavras finais de Monckton,conforme copiadas de minha gravação:

Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. A maioria dos países do terceiro mundo vai assiná-lo, pois acreditam que vão ganhar dinheiro com ele. A maior parte do regime esquerdista da União Européia vai carimbá-lo. Virtualmente não haverá ninguém que não o assinará.

Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement].

Quantos de vós acreditam que a palavra "eleição" ou "democracia" ou "voto" ou "votação" aparece pelo menos uma vez nas 200 páginas do tratado? É isso mesmo: elas não aparecem nenhuma vez. Então finalmente os comunistas, que saíram correndo do muro de Berlim para dentro do movimento ambientalista, que tomaram o Greenpeace de maneira que meus amigos que o fundaram tiveram de deixá-lo um ano depois, pois [os comunistas] o tomaram - agora a hora da apoteose está próxima. Eles estão prestes a impor ao mundo um governo global comunista. Vós [americanos] tendes um presidente que tem fortes simpatias com esse ponto de vista. Ele vai assinar o tratado. Ele vai assinar qualquer coisa. Ele é ganhador do prêmio Nobel da Paz; é claro que ele vai assiná-lo.

[risos]

E o problema é o seguinte: se esse tratado for assinado, se a vossa Constituição diz que ele tem precedência sobre a Constituição[sic; quis dizer "sobre a lei interna"], e se só se pode deixar o tratado com a concordância de todos os outros membros estatais, e como os EUA são o maior pagador, não vão deixá-lo sair.

Então, obrigado, América! Tu foste o farol da liberdade para o mundo. É já um privilégio apenas pisar neste solo de liberdade enquanto ele ainda é livre. Mas nas próximas semanas, a menos que o impeçais, vosso presidente vai abrir mão de vossa liberdade, de vossa democracia, de vossa humanidade para sempre. E nem vós, nem qualquer governo futuro que elejais terá a menor condição de tomá-los de volta. É tão sério assim. Eu li o tratado. Eu vi esse negócio do governo [mundial] e da dívida climática e da aplicação [do tratado]. Eles vão fazer isso convosco, quer gostais, quer não.

Mas eu acho que é aqui, aqui na vossa grande nação, que eu tanto amo e tanto admiro - é aqui que talvez, à undécima hora, no qüinquagésimo nono segundo do qüiquagésimo nono minuto, havereis de vos erguer e de impedir vosso presidente de assinar esse tratado terrível e sem sentido. Pois não há problema algum com o clima e, mesmo que houvesse, um tratado econômico em nada o [ajudaria].

Concluo dizendo a vós as palavras que Winston Churchill dirigiu a vosso presidente na hora mais escura, antes da aurora da liberdade, na Segunda Guerra Mundial. Ele ciotu vosso grande poeta Longfellow:

Sail on, O Ship of State!
Sail on, O Union, strong and great!
Humanity with all its fears,
With all the hopes of future years,
Is hanging breathless on thy fate!

[Em frente, ó Navio do Estado!
Em frente, ó União, forte e grande!
A humanidade com todos seus temores,
Com toda a esperança dos anos vindouros,
Está suspensa, atada a teu destino!]


Lord Monckton foi aplaudido de pé e respondeu a uma série de perguntas da platéia. Dentre essas, estas são relevantes para o vindouro tratado de Copenhague:

Pergunta:A atual administração e a maioria democrata no Congresso têm mostrado pouca consideração com a vontade do povo. Eles estão tentando aprovar uma agenda de mais governo e mais impostos e encargos para as gerações futuras. E nada parece detê-los. Como o Sr. sugere que impeçamos Obama de fazer isso, porque eu não vejo como impedi-lo de assinar qualquer coisa em Copenhague. Eu acredito que essa é a sua agenda e ele o fará.

LM - Não minimizo a dificuldade. Mas nesse assunto - eu realmente não me meto em política, porque não é certo. No fim, a tua política é para ti. O procedimento correto é entrardes em contato com vossos representantes, tanto no Senado onde o projeto de lei tem de ser aprovado (e podeis tentar pará-lo) e [na Câmara] e levá-los a exigir o seu direito a uma audiência (o qual todos têm) com o presidente e contar a ele sobre esse tratado. Há muitas pessoas poderosas nesta sala, pessoas ricas, influentes. Procurai a mídia, contai-lhes sobre esse tratdo. Se fordes a www.wattsupwiththat.com, encontrareis (se procurardes com cuidado) uma cópia do tratado, pois dei um jeito de colocá-lo lá não faz muito. Lede-o e que a imprensa conte ao povo que a democracia está prestes a ser tomada dele por razão nenhuma, ao menos sem base científica [com relação à mudança climática]. Dizei à imprensa que diga o seguinte: mesmo que exista um problema [com a mudança climática] vós não desejais que vossa democracia vos seja tomada. É tão simples assim.

Pergunta: É mesmo irreversível se o tratado for assinado?Suponha que seja assinado por quem não tem autoridade pois eu tenho algum... tenho um elevado grau de ceticismo de que tenhamos um presidente válido, porque eu...

Eu conheço pelo menos um juiz que partilha a sua opinião, Sr.

Eu não acredito enquanto não o vir. Será que a [possível ilegitimidade de Obama como presidente] não poderia nos dar uma causa razoável para anular qualquer tratado que ele efetivamente assine como presidente?

Eu teria muito cuidado em não confiar em coisas como essa. Embora haja certa dúvida se ele nasceu ou não no Havaí, meu medo é que seria muito difícil provar que ele não nasceu no Havaí, e portanto talvez não sejamos capazes de chegar a algum lugar com isso. Além disso, uma vez que ele assinar o tratado, quer seja válida ou não a assinatura, uma vez que assinou e ratificou, que o Senado o ratifcar, ele se torna vinculante. Mas vou dizer uma coisa: eles sabem, na Casa Branca, que não conseguirão 67 votos no Senado, a maioria de dois terços que vossa Constituição estipula para ratificar um tratado desse tipo. No entanto, o que eles planejaram é o seguinte - e eles realmente deixaram escapar isso durante a campanha eleitoral, e é por isso que eu sei. Ele planejam colocar o tratado de Copenhague em vigor por maioria simples nas duas casas [do Congresso]. Isso eles podem fazer. Mas a vantagem disso, e nisso o Sr. tem razão, é que isso, graças a Deus, é reversível. Então eu quero que rezeis hoje à noite, e rezeis muito pelo Senado, que ele se recuse a ratificar o [novo] Tratado de Copenhague, porque se o recusarem e [Obama] tiver de tentar aprová-lo como se fosse legislação doméstica, podeis rejeitá-lo.

Independentemente de se está ou não ocorrendo aquecimento global ou se ele é causado pela atividade humana, no em qualquer grau, nós não queremos um governo mundial com o poder de impor impostos aos americanos sem representação eletiva ou qualquer coisa análoga às proteções constitucionais. Os Pais da Pátria dariam voltas em seus túmulos se soubessem que seus descendentes conferiram tal autoridade a um poder estrangeiro, desfazendo efetivamente todos os seus esforços em um ato de Revolução Anti-Americana. Se esse é o nosso destino iminente, precisamos suspender tudo mais e nos concentrar em impedir que isso aconteça. Se cedermos a soberania americana, todos os outros debates tornar-se-ão irrelevantes.


Passando os olhos no tratado, encontrei os objetivos da nova entidade mencionados por Monckton:

38. O esquema para o novo arranjo institucional sob a Convenção será baseado em três pilares básicos: governo; mecanismo facilitativo; e mecanismo financeiro, cuja organização básica incluirá o seguinte:

Governo Mundial (título acrescentado)
(a) O governo será regido pela COP ["Climate Change Conference", Coferência sobre Mudança do Clima]com o apoio de um novo órgão subsidiário sobre adaptação e de um Conselho Executivo responsável pelo gerenciamento dos novos fundos e dos processos e órgãos facilitativos relacionados. O atual secreatriado da Convenção operará como tal, conforme apropriado.

Redistribuir Riqueza (título acrescentado)
b) O mecanismo financeiro da Convenção incluirá um fundo multilateral de mudança climática incluindo cinco janelas: (a) uma janela de Adaptação, (b) uma janela de Compensação, para tratar de perdas e danos do impacto da mudança climática [leia-se a "dívida climática a que se referiu Monckton],incluindo seguro, rehabilitação e componentes compensatórios, (c) uma janela de Tecnologia; (d) uma janela de Mitigação; e (e) uma janela REDD ["Reducing Emissions from Deforestation and Degradation", Reduzindo Emissões do Deflorestamento e Degradação], para apoiar processos multi-fásicos para incentivos positivos para florestas relacionados a ações REDD.

Com Autoridade para Aplicação [Enforcement] (título acrescentado)
O mecanismo facilitativo da Convenção incluirá: (a) programas de trabalho para adaptação e mitigação; (b) um processo REDD de longa duração;(c) um plano de ação tecnológico de curta duração; (d) um grupo de especialistas em adaptação estabelecido pelo órgão subsidiário em adaptação,e grupos de especialistas em mitigação, tecnologias e monitoramento, relatoria e verificação; e (e) um registro internacional para monitoramento, relatoria e verificação de observância dos compromissos de redução de emissões, e a transferência de recursos técnicos e financeiros de países desenvolvidos para países em desenvolvimento. O secretariado fornecerá apoio técnico e administrativo, inclusice um novo centro para troca de informações.


ORDEN DE CAPTURA A MANUEL ZELAYA POR TRAICION A LA PATRIA, (ENTRE OTROS DELITOS)





Sabado, 27 de Junio de 2009

Conflicto En esta orden de captura, el mundo podrá entender porque el caso Zelaya no es un "Golpe de Estado" como nos quieren hacer creer todos los chavistas y sus idiotas útiles. Seria bueno que "politologos" y "analistas" se informaran de la realidad que se vive en Honduras, antes de seguir alimentando esta crisis con sus comentarios dañinos.




El Presidente Zelaya (hoy expresidente) violó la constitución de su pais, en varios artículos.

Fue acusado por traición a la su patria y, como lo expresa la constitución, destituido sin miramientos. El ejército Hondureño lo que hizo fue cumplir una orden judicial.


Quizás lo sensurable fue la forma como lo pusieron en El Salvador, en pijama, pero el Ejército debia decidir entre dos males, el menor. Si lo dejan en Honduras, a un ex-ciudadano, pues la constución expresamente se la quita a quien actúa como el, seguro los disturbios provocarían muertes que se han querido evitar.

De onde vem a arma que derrubou helicóptero no Rio? Será a mesma que sociopata venezuelano deu às FARC?

Fonte: PROSA E POLÍTICA
19/10/2009


MED_09.10.19-14.03.10-at4(Claudio Humberto)

Um lançador de mini-foguetes de fabricação sueca, o AT-4 parece a arma mais provável da derrubada do helicóptero da PM, no violento confronto com traficantes neste último sábado, na zona norte do Rio, em que 20 pessoas morreram, entre elas dois PMs. A conclusão é do tenente da Polícia Militar Melquisedec Nascimento, presidente da Associação do Militares Auxiliares e Especialistas. Ele explica no site Militar Legal que populares viram o helicóptero cair, pegando foto, e com muita fumaça preta, após um forte estrondo. Um tiro de fuzil, segundo o tenente, mesmo que atingisse o tanque de combustível, não causaria todo esse dano, concluindo que foi um armamento mais potente que abateu o aparelho da PM, na manhã do dia 17. Melquisedec descarta também um míssil, “porque o helicóptero explodiria no ar”, nem lança-rojão, “há muito anos sequer utilizado pelo Exército, que o substuiu pelo AT-4, espécie de lança-rojão mais sofisticado, descartável e que pode ser transportado em uma mochila”. Informes da Inteligência da PM revelam que narcotraficantes têm esse tipo de armamento. Até agora, porém, a hipótese da cúpula da Polícia Militar do Rio é de que tiros de metralhadora antiaérea podem ter abatido o helicóptero.

Comentário meu: O mini-foguete de fabricação sueca, AT-4, é do mesmo modelo daquele que Chávez comprou para a Venezuela e a Colômbia encontrou com as Farc. O governo sueco cobra de Chávez uma explicação para isso. Seria o caso então da polícia brasileira descobrir a numeração da arma para chegar ao patrocinador da violência no Rio.


Cavaleiro do Templo: seria surpresa para alguém se fosse uma das armas que as FARC ganharam do sociopata venezuelano? Claro que não, se as FARC fornecem drogas e armas "convencionais" ao crime organizado no Brasil, qual o problema de mandar armas mais pesadas?

UnoAmérica - Memorando situacional

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA | 23 OUTUBRO 2009






O Foro de São Paulo está preocupado pelo avanço de UnoAmérica. No domingo passado a agência cubana Prensa Latina catalogou a "União de Organizações Democráticas da América, cabeça da direita na região por suas posturas contra os processos de mudança em marcha".


Uma reação muito interessante está suscitando na Nicarágua, em razão do golpe constitucional dado por seis magistrados sandinistas. Setores opositores, antes separados, estão se unindo para enfrentar esta sapatada.


O diário La Prensa intitula hoje em sua primeira página a seguinte nota:
Unidade total contra a ditadura de Ortega, e explica que representantes de quatro bancadas parlamentares, organizações da sociedade e as duas cúpulas empresariais mais importantes assinaram um comunicado conjunto para rechaçar o golpe. Também informa que os magistrados liberais do Poder Judiciário emitirão um comunicado desconhecendo a sentença de seus colegas sandinistas. Tudo indica que a situação poderia se agudizar nos próximos dias, materializando-se assim o pesadelo dos integrantes da ALBA: que o efeito Honduras se expanda.


É preciso seguir difundindo o que ocorre na Nicarágua, buscando pronunciamentos em defesa da democracia nicaragüense, e em rechaço à atitude cúmplice e parcializada da OEA.


Quanto a Honduras, o ex-secretário geral da OEA, Cesar Gaviria,
declarou no Brasil que o regresso de Zelaya é "impossível", porque ele não conta com o apoio do Congresso, do Poder Judiciário e dos militares. Gaviria recomenda avalizar as eleições como saída à crise. Este é um duro golpe contra a OEA e contra Insulza, por vir de um ex-chefe dessa organização. O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda, foi mais sarcástico, quando disse: "O Brasil permite que Zelaya esteja em sua embaixada e depois não tem um papel negociador. Do jeito como vão as coisas, Zelaya vai terminar ficando na embaixada a vida toda, vai procriar familia e pelo que vejo, será a primeira colônia brasileira em Honduras".


As
declarações do embaixador Roy Chaderton na Assembléia da OEA, insultando e ameaçando Micheletti, demonstram que o governo venezuelano está frustrado e assustado, porque sabe que perdeu a batalha em Honduras e porque crê que o exemplo hondurenho pode se expandir pela região. Por sua parte, o governo hondurenho denunciará a Venezuela ante a ONU e a OEA por suas agressões verbais e o ingresso de narco-avionetas.


O Senado espanhol
aprovou ontem uma iniciativa na qual acusa o governo venezuelano de violar os direitos humanos e se insta o governo espanhol a que interceda ante as autoridades venezuelanas para que respeitem os direitos fundamentais dos opositores nos processos penais contra eles.


O ex-presidente do Paraguai, Nicanor Duarte,
denunciou que Fernando Lugo tem vínculos com os terroristas do Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP), e isso é o que explica a ineficiência do governo em enfrentar os seqüestradores. "Lugo visitou com Lacognata (sua atual chanceler) os responsáveis por estes seqüestros e os líderes do EPP", denunciou.


Uma delegação de deputados argentinos encontra-se na Venezuela denunciando as similitudes que existem entre os modelos totalitários de Chávez e dos Kirchner, pela repressão aos meios de comunicação, a corrupção, etc. Anunciaram uma campanha internacional para libertar os presos políticos na Venezuela, desentranhar a verdade sobre a valise de Antonini e outras iniciativas, tão logo assumam a maioria no Parlamento no próximo dia 10 de dezembro.


É cada vez mais evidente que a batalha pela democracia não pode se dar exclusivamente em território nacional, mas deve efetuar-se em nível continental. A crise de Honduras foi de grande importância, porque desmascarou o papel da OEA e outros organismos multilaterais que operam a favor dos mandatários socialistas e não da democracia regional.


O Foro de São Paulo está preocupado pelo avanço de UnoAmérica. No domingo passado a agência cubana Prensa Latina
catalogou a "União de Organizações Democráticas da América, cabeça da direita na região por suas posturas contra os processos de mudança em marcha". Enquanto que hoje, o diário mexicano esquerdista La Jornadainforma que "prepara-se uma denúncia judicial e pública de diversas organizações contra os anúncios golpistas da ultra-direitista União de Organizações Democráticas da América Latina (UnoAmérica), sobre a decisão de que 20 ONGs da Argentina que pertencem a essa fundação, promoverão a destituição da (presidenta argentina) Cristina Kirchner no marco da Constituição e normas da democracia, como sucedeu em Honduras com o presidente Manuel Zelaya, por considerar o governo local alheio aos interesses dos argentinos, enquadrado dentro do Foro de São Paulo e dentro dos objetivos do Comandante (Hugo) Chávez da Venezuela".


Finalmente, hoje será publicada um nota em
www.unoamerica.org onde se informa que uma importante instituição peruana aderiu a UnoAmérica.



Tradução: Graça Salgueiro

A cortina de silêncio

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Percival Puggina em 20 de outubro de 2009





Com apoio de uma grande mídia incapaz de ver a verdade ainda que ela lhe fosse pingada nos olhos como colírio, cerrou-se uma cortina de silêncio sobre o que aconteceu nos últimos 18 anos da vida política e econômica nacional. E uma espécie de Mal de Alzheimer instalou-se na memória do país, afetando a capacidade de análise. Tudo em perfeita cumplicidade com o estelionato através do qual Lula, ao esticar a mão para colher os frutos do laborioso plantio promovido por seus dois antecessores, assumiu como coisa sua o conjunto da obra.

Para que isso acontecesse, assim como os cãezinhos fazem com suas necessidades, Lula cuidou de jogar terra em cima das bobagens – digamos assim – que fez e disse contra todas as mudanças estruturais empreendidas nos governo de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. O modo como Lula enterrou 12 anos do trabalho planejado e executado pela devastadora máquina do petismo, foi de uma desfaçatez inominável: "a gente, na oposição faz muita bravata"... Pronto! Toda a injúria, toda a irresponsabilidade, todo o malefício que foi gerado e que tanto atrapalhou a vida de quem governava, fica do tamanho de uma bravata, ganha a rápida indulgência plenária e tudo segue conforme concebido nos salões do poder.


Em sucessivos debates em rádio e tevê tenho desafiado o lulopetismo a apontar uma única iniciativa pessoal de Lula à qual se possa atribuir a estabilidade da economia brasileira e sua trajetória superior às expectativas durante a atual turbulência da economia mundial. Não há uma só! Nada! O lulopetismo sabe que essa estabilidade se deve a um conjunto de significativas providências de natureza estrutural, adotadas e preservadas teimosamente, a despeito do constante ataque da artilharia retórica e publicitária do lulopetismo. Foram oito essas medidas saneadoras:

1) o Plano Real, ao qual o lulopetismo se opôs vigorosamente;

2) a abertura da economia brasileira, à qual o lulopetismo denominava "globalização neoliberal";

3) o fim do protecionismo à indústria nacional, que o lulopetismo chamava de "entrega da nossa indústria às multinacionais";

4) o Proer, que deu solidez ao sistema bancário nacional e criou severos mecanismos de fiscalização que impediram a reprodução, n o Brasil, dos financiamentos tipo subprime (a esse Proer o lulopetismo acusava de "dar dinheiro do povo para banqueiro");

5) o cumprimento das nossas obrigações com os credores internacionais, prática responsável, contra a qual o lulopetismo se opunha ferozmente e que Lula chamava de "dar aos ricos o dinheiro dos pobres”, ou de “pagar a dívida com o sangue do povo", prejudicando a imagem do país, ampliando o “Risco Brasil” e onerando a nossa dívida;

6) a geração de superávit fiscal, que o lulopetismo combatia, afirmando tratar-se de "guardar dinheiro para dar ao FMI enquanto o povo passa fome”;

7) a primeira reforma da previdência, que o lulopetismo oposicionista combateu como um leão e que o Lula presidente já teve 2320 dias para mudar e não mudou;

8) o apoio dado à agricultura empresarial, que duplicou a produção nacional de grãos, fazendo com que ela salta sse das 70 milhões de toneladas nas quais estava estagnada havia mais de uma década para 130 milhões de toneladas (a isso o lulopetismo chamava "modelo agrícola exportador, que desemprega e não produz alimentos", embora seja exatamente daí que vem quase todo o lastro de nossas atuais divisas).



Tenho certeza de que os lulopetistas lêem essa lista sem nenhum constrangimento. Depois, olham-se do espelho e gostam do que vêem. Ainda que essa lista lhes traga à memória antigas passeatas, surradas páginas da velha cartilha e muito xingatório desfechado contra a “direita neoliberal”, ainda que ela explicite objetos de seus ódios ancestrais e malquerenças que semearam durante anos a fio, tudo se p assa como se não fosse coisa deles nem com eles. O inteiro receituário contido nessa lista, em relação ao qual Lula presidente não ousou mexer numa vírgula, evadiu-se da memória nacional como coisa irrelevante.

O Brasil vai bem por causa de Lula e do PT e só por causa de Lula e do PT. Vai bem assim, na base da pessoa física do presidente e da pessoa jurídica do partido. Eles teriam o poder de fazer com que as coisas ocorram imotivadamente, tendo o nada como matéria-prima, mais ou menos com o Senhor fez o universo sobre as trevas do abismo.


É bom observar que esses bons resultados estão sendo aproveitados por Lula de modo irresponsável, expandindo excessivamente o gasto público, passa ndo para 37 o número ministérios (os Estados Unidos têm 16), ampliando em mais de 50 mil o contingente de servidores públicos, adquirindo uma nada urgente parafernália militar, enredando-nos com o enorme compromisso da realização dos jogos olímpicos de 2016, gastando em inomináveis mordomias e por aí vai. Como consequência dessa gastança, o governo chegou ao inédito anúncio de que não tinha recursos para continuar devolvendo neste exercício o Imposto de Renda cobrado a mais dos contribuintes.


O círculo de proteção midiática, ideologicamente comprometido ou financeiramente cooptado, faz o jogo lulopetista. Aponta o milagre, mas o atribui ao santo errado. Escap a-lhe à atenção a lei universal segundo a qual não há efeito sem causa. Esquece que as coisas começaram a melhorar, para o Brasil, a partir do ano de 2004. E que não há mágica em matéria de economia. Se alguma iniciativa do governo Lula, tomada em 2003, teve a capacidade de produzir um ciclo virtuoso de desenvolvimento nacional a partir do ano seguinte, haveria um prêmio Nobel na prateleira do sábio de Garanhuns.


Da mesma forma como conseguiu espaço e apoio midiático para desqualificar seus antecessores, o lulopetismo no poder voltou-se para desqualificar moralmente seus opositores. Os rolos em que se meteram não têm agente conhecido nem partido envolvido. Lula, o PT e os lulope tistas sabem coisa alguma. Mas estão a par de tudo sobre a oposição.

Qualquer brasileiro, minimamente informado, sabe que Lula se relaciona, paparica, protege, elogia e vive cercado pela pior espécie de picaretas que já surgiu na política brasileira. São picaretas que ele mesmo sempre definiu como tais. Mas hoje são amigos de copa e cozinha, servindo aos seus interesses e aos interesses do PT. Como são fraudulentos em suas indignações morais! Como são ridículos esses 80% dos brasileiros que se escandalizam perante quaisquer desvios de conduta e, nas pesquisas, apontam o Lula quando lhes perguntam quem é o cara!


Observe, por fim, o ódio do lulopetismo à oposição. É um ódio ideológico. É um ódio que se ouriça ante a menor ameaça à sua continuidade no poder. É inconcebível tamanha ira contra uma oposição inerte, insignificante e impotente. A oposição ao governo Lula é ridícula quando comparada a oposição que o PT faz onde quer que esteja fora do poder. E é absurdo que até esse pouco, muito pouco, quase nada incomode tanto o lulopetismo. A mais tímida manifestação oposicionista suscita uma raiva só comparável com a que eles mesmos cultivavam contra os governos aos quais se opunham. O lulopetismo mantém com a democracia uma relação sui generis.


Ao fim e ao cabo, os lulopetistas, na falta do que contar aos netos como iniciativa própria para a redenção da economia nacional das brumas dos anos 80 do século passado, plantam a ideia de que Lula ama os pobres e seus antecessores amavam os ricos. E essa seria a causa do ciclo positivo vivido pelo país. Ora, isso é falso sob o ponto de vista dos fatos e inconsistente sob o ponto de vista das relações de causa e efeito. Em raros momentos de nossa história os ricos do país andaram tão faceiros como agora.


Não, definitivamente, o Brasil não vai bem por causa do Bolsa-Família. O Brasil não trafega pela crise da economia mundial com certa desenvoltura por causa do Bolsa-Família. O Bolsa-Família é outra coisa. Como disse alguém, é apenas o maior programa de compra de votos do mundo. E eu acrescento que é a felicidade geral da nação: os ricos sempre gostaram de voto comprado e os pobres sempre gostaram de voto vendido.

O PT quer engolir a Vale

Fonte: BRASIL ACIMA DE TUDO
17 de outubro de 2009


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Fotos Chip East/Reuters, Dida Sampaio/AE, Fabio Motta/AE e divulgaão/CVRD
A FERRO E FOGO
Agnelli, Lula e Eike no centro da disputa pelo controle da mineradora: a companheirada não desiste da Vale

Nos bastidores do violento ataque contra a maior empresa privada brasileira existe a articulação para subordiná-la aos planos do partido para 2010


Por Ronaldo França e Felipe Patury (*)


Há duas maneiras de olhar para a Vale, a maior empresa privada do país. A primeira é com orgulho pelo colosso empresarial que se tornou, principalmente, depois da privatização, em 1997. Seus números são inquestionáveis. Ela mantém 60 000 pessoas empregadas e recolhe 3 bilhões de dólares em impostos. Em 2008, faturou 38,5 bilhões de dólares e foi responsável por metade do superávit primário do país. No primeiro trimestre deste ano, garantiu o superávit inteiro. Avaliada em 127 bilhões de dólares, a Vale perde em valor de mercado apenas para a anglo-australiana BHP Billiton e, sozinha, equivale quase à soma da terceira e da quarta colocadas no ranking das mineradoras. A outra forma de ver a Vale é pelo ângulo do oportunismo. A empresa tem a capacidade rara de agradar a governos – e ajudá-los a recolher votos – com sua força para construir ferrovias, estradas, portos e siderúrgicas. E é assim que a enxerga o governo do PT. Seu ponto de vista ficou mais claro nos últimos dois meses, quando se intensificaram as ações para desestabilizar a direção da empresa e enquadrá-la no ideário petista. Fizeram parte do arsenal uma torrente de críticas de integrantes do governo e a tentativa de uma mudança no controle, com estímulo ao empresário Eike Batista para que entrasse no quadro de acionistas com direito a voto.


Na superfície, as ações são movidas pelo descontentamento do presidente Lula em relação a três fatos ocorridos no último ano: a compra de doze navios da China, em detrimento de estaleiros nacionais; o atraso na construção de cinco usinas siderúrgicas no país, que acabaram virando promessa de campanha da candidata oficial, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff; e a demissão de 1 500 funcionários. Isso é o que se mostra na superfície. No fundo, o ataque tem o cheiro inconfundível do ranço estatizante e intervencionista do PT, que nunca se conformou com a privatização da Vale do Rio Doce, antigo nome da companhia. Aliás, com nenhuma privatização, como demonstraram as cenas de socos e pontapés em todos os leilões. Nos últimos tempos, essa parte fossilizada do pensamento petista ganhou fôlego e um banho de loja, inspirado no modelo chinês, de forte dirigismo estatal na economia. Assim como faz na Petrobras, que sozinha sustenta mais da metade do PAC, o governo pressiona a Vale para atender a seus interesses, sem levar em conta a missão da empresa, que é produzir riqueza a seus acionistas. Nisso a Vale é exemplar
(veja o quadro). Até 1997, seu faturamento era de 4,9 bilhões de dólares. No ano passado, superou os 38 bilhões. A produção de minério triplicou. O Brasil não pode aspirar a um papel de liderança mundial sem empresas globais.


Fora essa "visão estratégica", que se integra bem com a imagem que o governo quer projetar interna e externamente, existem ambições menos proclamáveis. A mais forte delas é a utilidade eleitoral inestimável que o PT enxerga no fabuloso caixa da Vale. O presidente da empresa, Roger Agnelli, não menosprezou as delícias que essa situação traz junto aos centros de comando do Planalto. Desde o início do governo petista, Agnelli cultivou uma relação privilegiada com o Palácio do Planalto. O atual presidente da Vale deve seu acesso ao Planalto ao ex-ministro José Dirceu, que mantém antiga e amistosa relação com o Bradesco e com o presidente do conselho do banco, Lázaro Brandão. Ex-executivo do Bradesco, Agnelli foi introduzido por ele no gabinete de Lula. Esse canal começou a ser obstruído há um ano. Lula, que classificou o solavanco na economia de "marolinha", não engoliu a demissão de 1 500 funcionários para compensar os efeitos da crise mundial. O presidente temeu que a decisão da Vale fosse seguida por outras empresas. A relação com o governo azedou. O caldo entornou quando Agnelli respondeu às queixas com uma campanha publicitária, na tentativa de estancar as críticas e impedir um novo avanço do discurso da reestatização. Na semana passada, o executivo correu os gabinetes de Brasília para acalmar os ânimos. Com Lula, só falou por telefone. O presidente e Agnelli voltam a se encontrar em São Paulo na segunda-feira, quando a Vale anunciará seu plano de investimentos para 2010.


Lula e seus assessores já vinham cogitando forçar a substituição de Agnelli. Faltava um candidato. Há dois meses, depararam com Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, o empreendedor ousado, trovador de um discurso nacionalista à feição do gosto petista. Eike trilhou um caminho parecido com o de Agnelli para se aproximar de Lula. No início do governo, recorreu ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) para marcar audiências com o presidente e Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. A partir de 2007, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ajudou-o na aproximação. O empresário financiou, com generosos 23 milhões de reais, a campanha para que o Rio sediasse a Olimpía-da de 2016. Há um mês, Cabral ajudou Batista a se reunir com Lula, em Nova York. Nesse encontro, o empresário expôs seu desejo de comprar a participação do Bradesco na Vale. Lula deu seu aval. A investida de Eike, que chegou a se reunir com Lázaro Brandão, não prosperou.


Fotos Ricardo Stuckert e Christina Bocayuva/Folha Imagem

FELIZMENTE, DERROTADOS
Manifestação contra a privatização da Vale e o pontapé que virou símbolo da irracionalidade no leilão da Usiminas: ainda há quem tenha saudade desse tempo


Foi quando o caso ganhou uma via alternativa. Eike compraria parte das ações dos fundos de pensão estatais. Juntas, a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, a Funcef (Caixa Econômica Federal) e a Petros, dos funcionários da Petrobras, detêm 49% do controle. O Bradesco só tem 21%. A Previ terá de se desfazer de uma parte de suas ações, porque não pode ter investido, em uma única companhia, mais do que 10% de seu patrimônio, hoje na casa dos 130 bilhões de reais. Estaria aí a chance de Eike, que chegou a sugerir o nome de Sérgio Rosa, presidente da Previ, para comandar a Vale. Nada disso andou. Mexer no controle da companhia não é tão fácil. A escolha de um novo diretor-presidente inclui a contratação de um headhunter oficialmente investido da missão de indicar três nomes. Nenhum sócio controlador tem privilégio nessa indicação. Na semana passada, o empresário comunicou que desistiu momentaneamente de seus planos. Eike viu suas investidas comerciais para controlar a Vale ser usadas politicamente e se assustou. "Sou homem da iniciativa privada. Não participo de movimentos políticos. Não sou homem do Lula ou do PT, nem de qualquer partido. Ninguém me usa, como andou saindo nos jornais", disse Eike a VEJA. O desabafo é sincero. Eike é mesmo um extraordinário empresário privado, suas empresas estão listadas em bolsa e é com a avaliação positiva do mercado que elas se valorizam. Mas a meia-volta de Eike no caso Vale foi muito radical e muito rápida para ter sido motivada apenas pela súbita constatação de que estava havendo aproveitamento político de suas investidas. Suas empresas têm negócios em estados governados por outros partidos que não o PT e seus aliados. Foi de territórios tucanos que partiram, na semana passada, alertas pouco amigáveis ao bilionário.


A retomada da Vale pela burocracia petista continua um objetivo a ser perseguido. O governo chegou a pedir a cabeça do publicitário Nizan Guanaes, mentor da campanha que incomodou o Planalto. Nizan foi conversar com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, a quem a Vale imputa a orquestração dos ataques mais odiosos. Dois diretores executivos da empresa, Carla Grasso e Fabio Barbosa, também entraram na alça de mira, por serem identificados com o governo tucano. Agnelli esteve a ponto de pedir ao conselho da companhia uma declaração pública de que a diretoria executiva cumpria diretrizes determinadas pelo próprio conselho. Desistiu, por enquanto. Não há sinais de que o governo tenha desistido de seus planos. É inegável a força do núcleo jurássico do PT, do qual fazem parte colaboradores muito próximos do presidente. É claro também que, quando essa turma olha para a Vale, enxerga possibilidades eleitorais que seu gigantesco programa de investimentos pode trazer. O discurso contra a privatização da joia da coroa da era estatal ainda seduz parte do eleitorado. O marketing petista sonha em reavivar esse sentimento em 2010, a despeito de suas falácias. Se conseguir, pode até levar vantagem nas eleições. Mas todos os brasileiros perdem.


Com reportagem de Ronaldo Soares


(*) Fonte:
http://veja.abril.com.br/211009/pt-quer-engolir-vale-p-72.shtml

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".