Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Filme importantíssimo - A Onda

Fonte: REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO

Este filme (A Onda) é por demais importante e poderia ser assistido em grupos para depois o pessoal conversar sobre o assunto. É sobre a estratégia experimental e inteligente do professor que mostra na prática aos seus alunos como nascem os movimentos revolucionários. Os alunos perguntam ao professor como pôde o povo alemão ter sido tão cego aos nazistas. Ele mostrou na prática.

Encontrei a transcrição do discurso do professor, que está na parte final do artigo. Uma análise do filme está no link acima e é muito errada em algumas partes, por exemplo quando o sujeito diz que o nazi-fascismo é de direita. Eu perguntaria só para começar: como pode nazi-fascismo ser de direita se NAZISMO é NACIONAL SOCIALISMO? Esta análise é, para mim, apenas desinformação, mesmo contando com algumas percepções interessantes.



“Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram.
Ele está aqui mesmo em todos nós. Vocês perguntam: como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”.

Blogs fazem pessoas escreverem pior, diz (o idiota) José Saramago

Fonte: G1
21/06/09

(Cavaleiro do Templo: onde já se viu isto? Como pode o exercício do que quer que seja fazer a pessoa piorar naquilo? Já pensou se o Tyson ficasse sabendo disto antes? Teria, com certeza, deixado de treinar. Será que correr todo dia os 100 metros faz o atleta ficar mais lento a cada dia? Olavo de Carvalho já falou de Saramago. Depois de ler o artigo abaixo, eu só posso pensar o seguinte: este cara (Saramago) é mesmo como dizia o professor "uma nota de trinta e dois dólares". Um pessoa de "estatura" não pode analisar da forma como fez o "seu" Saramago um assunto importante, quem tem o direito de falar que quem escreve mais escreve pior é o Lula, um analfabeto por opção.)


Da Efe


Foto: AFP

'Cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance', diz Saramago (Foto: AFP)

O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet "está se escrevendo mais, embora pior".

"A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve", disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Clarín".

O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em "Caderno de Saramago", um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.

"Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance", completou o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo no próximo dia 25 em Lisboa.

Quanto a seu blog, o escritor disse que não destina ao espaço "nenhuma ideia em particular", para depois expressar que "os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo".


"Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado", reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.

O autor de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que "se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve".

A morte do "painel da morte"

Fonte: BOTECO DA SAÚDE
Sábado, 15 de Agosto de 2009


SOB UM CLIMA EXALTADO Na foto à esquerda, Craig Miller, um eleitor de 59 anos, de dedo em riste, xinga um senador, num debate sobre a reforma da saúde, na qual Obama apostou seu futuro político: a oposição quer uma batalha de Waterloo


A ideia, exagerada, de que um comitê federal iria decidir sobre a vida e a morte dos doentes crônicos e dos velhos levou os americanos a uma onda de protestos contra a reforma da saúde proposta por Obama. A ideia sumiu.


Como pode terminar uma discussão nacional em que o governo é acusado de estar preparando um "painel da morte" para decidir sobre a eutanásia dos velhinhos que estão demorando a morrer e não têm dinheiro para pagar sua hospitalização? Com a justificativa do governo de que se trata de uma malévola invenção de seus opositores. Mas que fazer quando o presidente Barack Obama, o grande comunicador, em uma entrevista dada em abril, contribuiu ele próprio para o pânico que está dividindo o país de forma raramente vista?

Obama: Os doentes crônicos e aqueles que caminham para o fim da vida respondem por potencialmente 80% do total da conta de saúde que pagamos.

Repórter: Bem, como o senhor – como nós – vai lidar com isso?

Obama: Bem, penso que terá de haver um diálogo dirigido por médicos, cientistas e especialistas em ética. Depois terá lugar uma discussão democrática muito difícil. É triste imaginar o país tomando essas decisões por meio apenas dos canais políticos normais. Você precisa de um grupo independente para mostrar o caminho.

Os adversários de Obama chamaram esse comitê de "painel da morte". O nome colou. Bem, na sexta-feira, depois de protestos espontâneos, orquestrados, combinados por e-mail ou incentivados pelos hidrofóbicos radialistas de oposição, o comitê sumiu da proposta de reforma. Mas o dano estava feito. Eis o pêndulo da política americana tocando o ponto extremo do intervencionismo e detonando as reações naturais de um país construído sobre o "direito de ser deixado em paz", na memorável interpretação da Constituição feita pelo juiz da Suprema Corte Louis Brandeis (1856-1941).

Em uma simplificação exagerada, mas verdadeira, desde sua fundação como país independente, os Estados Unidos se movem entre dois eixos fundamentais de pensamento político. Um deles é focado no poder central e na união. Outro se revolve na direção contrária e prioriza o indivíduo, seu direito de ser deixado em paz pelo governo e de se responsabilizar pelas decisões que dizem respeito a sua vida, seu dinheiro e propriedade. Os inevitáveis choques entre as duas visões e as ações delas derivadas são arbitrados pela Suprema Corte. O pêndulo, porém, nunca deixa de oscilar de um lado para outro no decorrer da história. Às vezes, seu arco belisca a fronteira do inaceitável. O pêndulo esteve no limite do coletivismo centralizador no governo de Franklin Roosevelt, que, a pretexto de combater ao mesmo tempo dois inimigos, a Grande Depressão em casa e Adolf Hitler no exterior, exigiu – e lhe foram negados pela Suprema Corte – poderes especiais para comandar a economia. Com Ronald Reagan nos anos 80, o pêndulo bateu no extremo oposto, a entronização das ambições individuais em todos os campos da vida nacional. Ainda simplificando, mas sem perigo de turvar a visão, cada vez que um republicano substitui um democrata na Casa Branca, o pêndulo tende ao individualismo. Quando se dá o contrário, o pêndulo ruma para o intervencionismo e o centralismo. Esse movimento pendular e a sabedoria de não deixá-lo se fixar em nenhum dos extremos, à esquerda ou à direita, estão na base da grandeza dos Estados Unidos. Essa habilidade vai ser testada agora com a proposta de reforma do sistema de saúde emanada das mentes que cercam o presidente Obama. Os engenheiros de marketing político insistem que o presidente precisa vitalmente aprovar a reforma de saúde. Do contrário, sua popularidade, já no terreno negativo, vai afundar ainda mais. Parece uma causa perdida. Obama conseguiu dar um novo sentido à famosa frase de Ronald Rea-gan em sua cruzada antiburocracia: "As palavras mais assustadoras da língua inglesa são: 'Eu sou do governo e estou aqui para ajudar'". A versão sob Obama fica assim: "Eu sou do governo e estou aqui para ajudar – você a morrer!". Exagero da extrema direita? Um pouco. Mas ela simplesmente interpretou ao pé da letra o que Obama disse em abril.

DEMANDA REPRIMIDA Dentista de graça nos arredores
de Los Angeles: só no primeiro dia, apareceram 1.500 pessoas. Há filas

à noite e gente dormindo nos carros

Ninguém discute que os Estados Unidos precisam de uma reforma. Se nada for feito, o déficit do sistema estatal de saúde americano vai bater em 1 trilhão de dólares no prazo de uma década. Os Estados Unidos têm um sistema de saúde híbrido, em parte público e em parte privado, com diferenças significativas de um estado para o outro. No plano nacional, 110 milhões de americanos são atendidos por programas públicos, que beneficiam velhos, pobres, crianças, veteranos de guerra e funcionários públicos. Outros 140 milhões têm planos privados, comprados das seguradoras de saúde ou oferecidos pela empresa em que trabalham. No meio deles se espremem 50 milhões de pessoas que levam a vida sem nenhuma cobertura de saúde. Em geral, são ricos demais para se preocupar com os custos dos tratamentos, pobres demais para contratar um plano privado ou jovens sadios, ambiciosos e convencidos de sua invulnerabilidade que preferem fazer poupança a entregar dinheiro às seguradoras.

No fundo, o que o governo Obama propõe é a criação de um sistema universal e obrigatório de saúde em que todos têm de contribuir sob pena de ser multados – e, quem sabe, no futuro, processados. Deixemos o "painel da morte" no campo dos mal-entendidos (mas que Obama propôs sua criação, não há dúvida) e examinemos algumas outras intervenções estatais na vida íntima das pessoas e no funcionamento independente dos estados propostas por Obama.

Cada estado americano oferecerá um plano de saúde, e seus cidadãos serão obrigados a aderir ou a procurar um plano privado que ofereça exatamente as mesmas condições.

As pessoas que decidirem não aderir a nenhum plano de saúde terão sua vida financeira auditada por fiscais do governo.

Um comitê estatal decidirá o tipo de tratamento a que cada doente será submetido – sem direito de apelação caso não esteja de acordo.

Todos os americanos devem portar um carteira nacional de saúde.

Os planos de saúde privados passam ao controle do governo.

A proposta principal dos democratas – existem outras acessórias – tem mais de 1 000 páginas e, se aprovada, transformaria, pelo menos no que diz respeito à saúde, os Estados Unidos em um experimento socializante de consequências imprevisíveis. A reação está nas ruas.

No recesso parlamentar de agosto, deputados e senadores voltaram às suas bases e começaram as reuniões de praxe com eleitores. Em pauta, a reforma do sistema de saúde, um colosso que atende 250 milhões de americanos e movimenta 2,2 trilhões de dólares por ano. Virou um rebu danado. A foto maior desta página é um emblema da fúria dos americanos com os políticos que querem mexer no seu plano de saúde. O eleitor Craig Miller, 59 anos, coloca o dedo na cara do senador Arlen Specter, veterano republicano que se bandeou há pouco para o Partido Democrata. Furioso, trêmulo, o eleitor gritou: "Você está pisoteando a Constituição!". Tem sido assim pelo país afora. Em Mehlville, no Missouri, uma reunião no ginásio de esportes acabou com seis presos. Em Tampa, na Flórida, o auditório com 1 500 eleitores virou uma arena de gritos e empurrões. Em Alhambra, na Califórnia, uns levavam cartazes ("Reforma já!"), outros erguiam faixas ("Não à reforma nazista!"). Em Portsmouth, em New Hampshire, adversários se xingavam na frente da escola onde o presidente Barack Obama falava com eleitores. "Parasitas!", berrava um, aos reformistas. "Ignorantes!", respondia outro.

Com a obrigatoriedade de ter plano, o sistema incorporaria gente que tem dinheiro e queria ficar fora – e, é evidente, gente que não tem dinheiro e quer entrar. Na semana passada, nos arredores de Los Angeles, uma entidade de caridade resolveu oferecer serviços médicos e dentários de graça. Deu-se um alvoroço. Só no primeiro dia, apareceram 1 500. As filas se formavam na noite anterior. Famílias dormiam nos carros. A cidade mudou as rotas do transporte coletivo para dar conta do fluxo. É um sinal de que, de fato, existe uma vasta demanda reprimida, provocada pelos preços exorbitantes da medicina americana.

A outra ideia básica de uma reforma é justamente conter os preços, cuja escalada joga 14.000 americanos por dia na vala comum dos que não podem pagar seu plano. De cada 6 dólares que os americanos ganham, 1 é gasto com saúde. É caro, e está ficando mais caro ainda. Em 2003, 14 milhões de americanos tiveram dificuldades para pagar suas contas médicas. Em 2007, a massa de endividados subiu para 57 milhões. Os americanos são o povo que mais gasta com saúde. É um problema, mas decorre dos mais doces motivos: eles são os mais ricos e os mais bem informados sobre saúde (veja o quadro abaixo). A questão é que, mesmo gastando tanto, o sistema americano não é o melhor e sua população não é a mais saudável. Em 2000, um levantamento sobre os melhores sistemas apontou a França na cabeça. Os EUA ficaram em 37° lugar. Os americanos têm baixa incidência de alcoolismo e tabagismo e ficam num escalão intermediário em doenças cardiovasculares e diabetes. Mas como fazem cirurgias! Em 2006, foram 60 milhões. Dá uma cirurgia para cada cinco americanos.

Em 1965, o democrata Lyndon Johnson criou dois programas públicos gigantes. O Medicare, para idosos e deficientes, e o Medicaid, para atender os pobres. Na década de 90, Bill Clinton tentou revolucionar a saúde, fracassou estrepitosamente e lançou um programa para as crianças. Agora, com Obama, os democratas, que perseguem a universalização há dé-cadas, acharam que chegara a hora. Erraram feio. Uma pesquisa do instituto Gallup informa que 49% desaprovam o modo com que Obama está conduzindo o tema, enquanto 43% aprovam. O que está em jogo agora é mais do que o 1 trilhão do déficit projetado da saúde pública – é como atacá-lo sem arremessar o pêndulo rumo a extremismos insustentáveis.
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A medicina mais cara do mundo

CONTA MALANDRA
Baucus, veterano senador democrata envolvido na reforma da saúde: na sua proposta, não apareceu nada de combate a fraude


A cada trinta segundos, um americano abre falência em decorrência de despesa relacionada com tratamento de saúde. Há dois anos, um levantamento mostrou que 57 milhões tinham, em média, 2.000 dólares de dívida com plano de saúde ou hospitais ou médicos, e já haviam sido procurados pelo menos uma vez pelo setor de cobrança. Os custos da medicina nos Estados Unidos são os mais altos do mundo. Já passam de 16% do PIB do país, o que equivale a 2,2 trilhões de dólares anuais (veja o quadro). Nenhum outro povo no mundo gasta tanto assim. Na Suíça, a saúde responde por menos de 11% do PIB. Na Alemanha e no Canadá, esse índice não chega a 10%. O economista Uwe Reinhardt, da Universidade Princeton, calculou que a despesa per capita dos americanos com saúde deveria ser de 4.800 dólares, considerando a renda e a oferta de saúde. No entanto, os americanos gastam mais de 6.700 dólares anuais. A que se deve a gordura de quase 2.000 dólares? Em parte, deve-se ao que os Estados Unidos têm de melhor.

Como se trata do país mais rico, também se gasta mais. A riqueza nos Estados Unidos, apesar da crise, está se expandindo. À medida que vão enriquecendo, os países tendem a fazer mais despesas com saúde. Além disso, a disseminação de informações sobre cuidados com a saúde e novos tratamentos é cada vez maior, o que também contribui para fazer com que o investimento em saúde cresça num ritmo mais acelerado do que a economia em geral. Por fim, os americanos são grandes gastadores porque têm a mais abundante e mais sofisticada oferta de tecnologia na área da medicina. E, de novo, quem tem usa. Um estudo do Dartmouth Institute for Health Policy & Clinical Practice mostra que a oferta de recursos – de especialistas, de leito hospitalar, de tecnologia – tem influência decisiva sobre decisões médicas. Onde há mais leito, há mais hospitalização. Onde há mais especialista, há mais consulta.

A outra parte da gordura de gastos deve-se à ganância, em que médicos, por exemplo, fazem um procedimento desnecessário para aumentar o preço. Tanto que nos Estados Unidos se brinca que o equipamento mais caro é a caneta do doutor. Há, ainda, cobranças simplesmente exorbitantes. Na semana passada, irritadas com a constante acusação de que são responsáveis pelos altos preços, as seguradoras de saúde divulgaram cobranças absurdas que recebem de médicos – como 23.500 dólares por uma extração de apêndice. No contra-ataque, os médicos dizem que as seguradoras pagam pouco, quando pagam. Em alguns estados, é comum que um médico seja também dono de um laboratório de análises clínicas ou de um aparelho de ressonância magnética, aos quais remete seus pacientes para ganhar em duas frentes. Existem casos de profissionais que recebem das clínicas um salário para remeter seus pacientes até elas. À ganância, claro, aliam-se as fraudes.

No Congresso, onde há cinco comitês elaborando propostas de reforma, a mais promissora parece ser a do comitê financeiro do Senado, liderado pelo senador Max Baucus, um veterano democrata de Montana que tem conseguido formar alguns consensos com seus colegas republicanos. Mesmo ali, não se debateu até agora nenhum mecanismo mais efetivo contra fraudes, sobretudo em contas hospitalares. São tão intrincadas, com códigos e expressões tão enigmáticos para o leigo, que está surgindo até uma nova profissão no mercado: especialistas em interpretar contas hospitalares. Nessas contas, podem-se encontrar erros, mas também se pode fazer uma viagem pela retórica malandra. Os "especialistas" contam que já viram cobrança de 11 dólares por "sistema descartável de reparação de muco". O que é isso? Caixa de lenço. Ou 15 dólares por "aplicação de terapia térmica". Era bolsa de gelo. No mercado das irregularidades, já se descobriram também farmácias que vendem informações dos clientes a empresas de saúde – que, com base nelas, passam a enviar ao cliente ofertas de remédios ou produtos ligados à medicação adquirida. Num mercado de 2,2 trilhões de dólares por ano, controlar as fraudes pode ter resultado maior do que se espera.

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veja.com

Do site do PT: Declaração Final do Foro de SP defende luta pelo socialismo

Fonte: SITE DO PT

Vejam duas coisas:

A luta pelo SOCIALISMO, ou COMUNISMO NENÉM ("Após o socialismo uma fase superior se desenvolveria: o comunismo" - KARL MARX em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/10/o-ltimo-estgio.html) e as homengens às FARC feitas em encontro do Foro de São Paulo. Mais provas? Veja o vídeo do encontro também:



O que precisa mais aparecer para que o mundo entenda que estamos no meio de uma guerra contra sociopatas e criminosos dos mais perigosos que já existiram?

Vamos ao artigo que está no site do próprio PT:

Com uma longa intervenção do presidente nicaragüense Daniel Ortega e outra do senador frenteamplista uruguaio José Mujica, foi encerrada no domingo (25) a 14ª edição do Foro de São Paulo. As atividades ocorreram no belo palácio que abriga a sede do Mercosul, às margens do Rio da Prata, numa avenida beira-rio da capital uruguaia.


Em três dias de reunião, com a participação de 844 delegados de 35 países da América Latina e Caribe — ademais de convidados de outras partes do mundo —, o Foro foi concluído com a aprovação de uma firme e contundente Declaração Final. O texto aponta para o chamado de que “seguiremos reafirmando nossa inquebrantável vontade de luta para conquistar a definitiva libertação de nossos povos e pelo socialismo”.


Nestes dias na capital uruguaia, o PCdoB esteve representado por José Reinaldo Carvalho, secretário de Relações Internacionais, e por Ronaldo Carmona, da Comissão de Relações Internacionais do partido. Também a UJS esteve presente na reunião de juventude do Foro, através de Ticiana Álvares, responsável por solidariedade internacional da organização juvenil.

A deputada federal Manuela D’Ávila — após reunião com o prefeito de Montevidéu, Ricardo Erlich, na qual foi acompanhada por Carmona — participou na sexta-feira de uma reunião dos parlamentares dos Partidos membros do Foro. Já José Reinaldo participou no sábado, em nome do partido, da mesa de abertura do Encontro, que debateu a situação política internacional.

Em sua fala, o dirigente do PCdoB destacou três tendências que marcam o quadro internacional. Em primeiro lugar, está a crescente e permanente ameaça dos Estados Unidos contra os povos do mundo, a partir de conceitos como o das guerras preventivas — materializados em feitos como o conflito guerra contra o Iraque e o Afeganistão e a recriação da IV Frota Naval estadunidense na América Latina

Também é possível classificar como “tendência” a intensa reação de povos e nações soberanas contra essas ameaças, destacadamente na América Latina e no Oriente Médio; e o surgimento de novos atores no cenário internacional que apontam para uma gradual mudança no quadro de forças no mundo, destacadamente China e Rússia.

O secretário do PCdoB também analisou a atual crise econômica internacional sob a ótica dos desequilíbrios estruturais do imperialismo norte-americano. Por fim, valorizou a nova realidade política da América Latina. Após viver dois ciclos reacionários — o das ditaduras militares e o do neoliberalismo —, a região vive um ciclo democrático e de acumulação de forças contra a hegemonia neoliberal.

José Reinaldo chamou a solidariedade com os povos ameaçados pelo imperialismo estadunidense — destacadamente com a Venezuela e com a Bolívia — e defendeu a ampla unidade antiimperialista dos povos do mundo.

O Plenário do encontro também retificou a decisão de incorporação do PCdoB como membro efetivo do Grupo de Trabalho (GT) do Foro de São Paulo. Trata-se da instância de coordenação do Foro entre um encontro e outro, que busca coordenar ações e iniciativas comuns a forças de esquerda da América Latina e Caribe.

Entre outras responsabilidade, caberá ao Grupo de Trabalho organizar as principais campanhas e iniciativas decididas na reunião de Montevidéu. Destaca-se a necessidade de apoiar ao presidente boliviano Evo Morales no referendo de seu mandato em agosto próximo.

Declaração Final
A Declaração Final do encontro, proposta a cargo de uma comissão de partidos que incluiu o PCdoB, retrata os principais debates ocorridos nestes dias em Montevidéu. O documento começa denunciando as grandes ameaças que pairam sobre os povos do mundo, como as políticas de guerra e de agressões por parte do imperialismo norte-americano, cujo objetivo é “frear o desenvolvimento autônomo de nossos países e os processos de unidade e integração”.

O texto denuncia as ameaças ambientais que estão gerando as mudanças climáticas no planeta, as ameaças de recessão mundial provocadas pela crise norte-americana e a crise mundial de alimentos, ameaçando com a fome muitos povos do mundo.

Em seguida, a declaração valoriza o novo momento político da América Latina, registrando que 13 paises da região participam dos governos nacionais partidos e membros do Foro de São Paulo. A lista dos treze países — nas quais partidos membros do Foro participam em distintos níveis — contém Uruguai, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Equador, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Republica Dominicana e Venezuela.

A declaração registra que “as forças progressistas do continente que se encontram no governo buscam por distintas vias implementar projetos que, de acordo com as características próprias de cada país, lhes permitam encarar os principais problemas que o neoliberalismo gerou”, para em seguida apresentar um conjunto de convergências destes novos governos progressistas da região.

O documento denuncia um conjunto de ações do “bloco conservador” contra as mudanças, que possui diversas características. Em seguida o texto se solidariza com a Colômbia – chamando a uma saída negociada do conflito armado – e homenageia Cuba, às vésperas dos 50 anos de sua revolução.

A declaração chama a convergência dos diversos processos de integração (Mercosul, Comunidade Andina, Caricom, Alba-TCP) e saúda a assinatura do Tratado Constitutivo da União Sul-americana de Nações (Unasul) na ultima sexta-feira, em Brasília. Também se lê o apoio ao Banco do Sul e a proposta de criação do Conselho Sul-americano de Defesa.


O discurso de encerramento coube ao presidente nicaragüense Daniel Ortega, que pronunciou um vigoroso e contundente discurso antiimperialista. Nele, o presidente nicaragüense prestou suas condolências às Farc pela morte de seu líder Manuel Marulanda, o Tirofijo, recordando de suas reuniões com o líder insurgente na zona de San Vicente de Caguan, no governo de Pastrana.

Ortega denunciou as falsas qualificações de “terrorismo” por parte dos Estados Unidos e da União Européia e lembrou que os povos da América Latina bem sabem o que é terrorismo, tendo em vista a política de agressões pelo imperialismo norte-americano.

Um guru da educação brasileira e Paranóia sociológica

Dois artigos do Olavo de Carvalho, um é sequência do outro:


A “revolução cultural” opera-se por meio de mudanças sutis e quase imperceptíveis do imaginário popular – do “senso comum” como o chama Gramsci –, de tal modo que tudo pareça espontâneo e que a vontade do Partido não se imponha como ditado autoritário de uma organização política em particular, mas como decorrência involuntária e anônima da natureza das coisas, como “autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino


Um guru da educação brasileira

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 4 de fevereiro de 2009

Uma das idéias mais influentes e respeitadas na educação brasileira é a teoria da “violência simbólica”, criada por Pierre Bourdieu (v. Pierre Bourdieu e Jacques Passeron, A Reprodução. Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino, trad. Reynaldo Bayrão, 3ª. ed., Rio, Francisco Alves, 1992). Por esse termo ele entende “a violência que extorque submissão não percebida como tal, baseada em ‘expectativas coletivas’ ou crenças socialmente inculcadas”. Violência simbólica é toda forma de dominação mediante impregnação inconsciente de hábitos, símbolos e valores que ao mesmo tempo impõem essa dominação e a encobrem aos olhos dos dominados, de modo que a violência é tanto mais efetiva quanto menos reconhecida.

Todo sistema educacional, desta ou de outras épocas, constitui-se, segundo Bourdieu, de “atos pedagógicos” destinados a impor um conjunto de valores culturais, sempre arbitrários e injustificáveis, por meio de “violência simbólica”. As noções de “violência” e “arbitrário” estão interligadas: “A seleção de significações que define objetivamente a cultura de um grupo ou de uma classe como sistema simbólico é arbitrária na medida em que a estrutura e as funções dessa cultura não podem ser deduzidas de nenhum princípio universal, físico, biológico ou espiritual, não estando unidas por nenhuma espécie de relação interna à ‘natureza das coisas’ ou a uma ‘natureza humana’.”

A premissa aí oculta é que, se o sistema simbólico refletisse princípios universais, a ação pedagógica não seria violência simbólica e sim persuasão racional. Mas isso, segundo Bourdieu, jamais acontece: “Toda ação pedagógica é objetivamente uma violência simbólica enquanto imposição, por um poder arbitrário, de um arbitrário cultural.

Mas, se a cultura não tem fundamento, nem por isso deixa de ter utilidade – para alguns, é claro: “A seleção de significações que constitui objetivamente a cultura de um grupo ou classe como sistema simbólico é sociologicamente necessária na medida em que essa cultura deve sua existência às condições sociais das quais ela é o produto.” O esquema dominante (as “condições sociais”) não se limita a “produzir” o sistema simbólico – ele se serve dele para seus próprios fins: “...O arbitrário cultural que as relações de força entre os grupos ou classes... colocam em posição dominante... é aquele que exprime o mais completamente, ainda que sempre de maneira mediata, os interesses objetivos (materiais e simbólicos) dos grupos ou classes dominantes.

Bourdieu apresenta esses parágrafos como uma lição de sociologia, isto é, uma descrição de como as coisas funcionam nas sociedades existentes, inclusive e primordialmente, é claro, a sociedade burguesa. Ele pretende, portanto, que a classe burguesa, na busca de seus próprios interesses, criou um sistema de significações a ser inculcado por meio de atos pedagógicos de violência simbólica nas mentes dos dominados, de tal modo que não só essas significações, mas também aqueles interesses, e a relação de poder que os atende, permaneçam invisíveis. É, convenhamos, uma operação de engenharia psicológica das mais complexas. Para realizá-la, é preciso, primeiro, agentes humanos qualificados. Uma “classe”, afinal, abrange milhões de pessoas e não é possível que todas elas participem do empreendimento. É preciso que, dentre elas, se destaquem uns quantos especialistas, os “educadores”, que estes sejam aceitos como legítimos representantes da classe, que entrem num consenso ao menos aproximado quanto aos interesses da classe que representam; é preciso ainda que esse consenso corresponda de fato aos tais interesses e obtenha, uma vez formulado, a aprovação da classe que nomeou os educadores. Partindo, pois, dessa representação meramente esquemática da situação social, eles teriam de selecionar e organizar os símbolos, estratégias e esquemas mentais mais propícios não só a produzir obediência nos dominados, mas também a manipulá-los e ludibriá-los de tal modo que não percebessem estar obedecendo a uma classe dominante, e nem mesmo a seres humanos, mas acreditassem seguir espontaneamente a natureza das coisas ou a vontade divina.

Vocês conseguem imaginar quantas assembléias, quantos grupos de trabalho, quantas pesquisas científicas, quantos projetos técnicos, quantas tentativas e erros seriam necessários para um plano dessa envergadura? Já imaginaram a imensa capacidade organizativa, os incalculáveis recursos orçamentários e, no topo da hierarquia, a mão de ferro necessária para manter a ordem, controlar o fluxo de trabalho e assegurar a produtividade num empreendimento todo feito de sutilezas psicológicas infinitamente evanescentes? Se algo dessa natureza tivesse um dia sido concebido, os trabalhos preparatórios deveriam ter deixado uma multidão de rastros: monografias acadêmicas, atas, publicações periódicas, regulamentos, ordens de serviço, etc, etc. O problema é o seguinte: nada disso existe, nada disso existiu jamais.

Se vasculharmos todas as bibliotecas, todos os registros, todos os arquivos sobre a história da educação burguesa, não encontraremos um só documento, um só memorando, uma só ata onde apareça, mesmo indiretamente, uma discussão nestes termos: “Os interesses objetivos da nossa classe são tais e quais, os meios de forçar as pessoas a trabalharem para nós são estes e aqueles, e os meios de camuflar toda a operação são x e y.” Nenhum educador, ministro da educação, professor ou inspetor do ensino primário, médio ou superior jamais disse uma coisa dessas, ou pelo menos não há documento que o registre.

Eles falam, sim, de valores, de fins da educação, de aprimoramento da inteligência humana, de virtudes cívicas, etc., mas nunca, jamais, de uma operação para forçar invisivelmente os dominados a uma conduta que, alertados, eles poderiam não aprovar. Como é possível que uma operação tão delicada não deixasse o menor rastro, senão numa linguagem tão desligada, aparentemente, de qualquer intenção manipulatória, de qualquer imposição camuflada, de qualquer “violência simbólica”? Se admitimos que essa intenção existiu, então só há, para explicar a inexistência de registros, as seguintes hipóteses:

Hipótese 1. Além de conceber um sistema de camuflagens para ludibriar os dominados, os malditos educadores burgueses ainda criaram, em cima dele, uma segunda rede de disfarces verbais para enganar os observadores futuros, isto é, nós. Mas esta segunda operação, sendo ainda mais complexa e trabalhosa do que a primeira, e só podendo ser levada a cabo depois que esta estivesse pronta, pela simples razão de que não se pode camuflar o que não existe, também não deixou para os historiadores o menor registro, o que supõe que, além da primeira camuflagem e da segunda, houve em seguida uma operação-sumiço ainda mais gigantesca do que as outras duas.

Hipótese 2. Ao planejar a manipulação dos dominados, os educadores burgueses não tinham conscientemente essa intenção, mas, enquanto serviam aos interesses objetivos da burguesia, acreditavam piamente trabalhar por valores culturais sublimes, pelo aprimoramento da inteligência etc. Isolados da realidade pelo seu próprio véu ideológico que encobria os verdadeiros interesses em jogo, planejaram inconscientemente a manipulação do inconsciente alheio e, embora trabalhassem totalmente às cegas, produziram um sistema tão organizado, racional e eficiente que conseguiram realmente fazer-se obedecer por milhões de paspalhos ainda mais inconscientes que eles – a multidão dos “dominados”. Não me perguntem como é possível uma operação tão vasta e complexa atingir miraculosamente os fins desconhecidos que, por vias ignoradas e inapreensíveis, atendem aos interesses de classe postulados, também inconscientemente, no início do processo.

Quando vemos o gênero de tolice em que os responsáveis pelas nossas escolas públicas devotamente acreditam, torna-se bem fácil explicar por que os alunos dessas escolas tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais.


***

Paranóia sociológica

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 12 de fevereiro de 2009

Terminei o antigo anterior dizendo que a teoria da “violência simbólica” pressupunha ou uma megaconspiração cujos traços documentais desapareceram para sempre, ou o milagre de uma intenção inconsciente ser capaz de manipular o inconsciente alheio com a precisão de um cálculo matemático. Se as duas hipóteses são francamente dadaístas, à segunda vem acrescentar-se ainda mais um fator complicante. Para que os educadores fossem induzidos a trabalhar inconscientemente para os interesses da burguesia, teria sido preciso que a burguesia os manipulasse para esse fim, o que supõe que os capitalistas fossem educadores ainda mais hábeis do que os educadores profissionais, impondo a estes, por meio de “violência simbólica”, as normas e padrões de uma violência simbólica de segundo grau que, inconscientemente, eles deveriam repassar à multidão dos dominados. Também não há registro histórico de que isso jamais tivesse acontecido, é claro.

Ora, se a teoria da educação como “violência simbólica” não corresponde a nenhum fato objetivo, a nada que tenha acontecido historicamente, de onde é que ela extrai sua força de persuasão, a aparência de verossimilhança que a torna aceita, de umas décadas para cá, como uma grande verdade sociológica?

A resposta é escandalosamente simples. Toda a documentação que não existe sobre o planejamento da manipulação psicológica burguesa existe, em abundância, sobre a manipulação educacional revolucionária e socialista. Milhares, centenas de milhares de livros, artigos acadêmicos, atas de assembléias de professores e estudantes, revistas educacionais, circulares de sindicatos, filmes, vídeos etc., sem contar as obras completas de Antonio Gramsci e do próprio Pierre Bourdieu, atestam a existência de enormes trabalhos empreendidos para implantar na cabeça das crianças os valores e condutas que os revolucionários julgam convenientes para transformar os estudantes em massa de militantes ou simpatizantes da causa revolucionária, bem como para fazer com que os agentes desse empreendimento passem despercebidos e os efeitos de suas ações sejam vivenciados como transformações espontâneas do processo histórico. E isto não é uma interpretação que eu esteja fazendo. Os próprios revolucionários declaram que esse trabalho tem de ser feito e explicam como ele deve ser feito (Cavaleiro do Templo: outro exemplo claro e explícito e que está ocorrendo neste momento é o novo modelo educacional venezuelano). A frase de Antônio Gramsci citada no artigo anterior é o resumo da coisa toda. A “revolução cultural” opera-se por meio de mudanças sutis e quase imperceptíveis do imaginário popular – do “senso comum” como o chama Gramsci –, de tal modo que tudo pareça espontâneo e que a vontade do Partido não se imponha como ditado autoritário de uma organização política em particular, mas como decorrência involuntária e anônima da natureza das coisas, como “autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino”.

Mais do que pôr em prática a máxima leninista “acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”, Bourdieu inventa seu inimigo à imagem e semelhança do que ele próprio está fazendo. A famosa “violência simbólica” da cultura burguesa, não existe senão como projeção invertida da educação revolucionária. Ela é, em toda a linha, uma criatura do imaginário militante. É precisamente por só existir como fantasma na alma doente dos revolucionários que a pedagogia burguesa não apenas deixa de oferecer qualquer resistência visível ao avanço da educação revolucionária, mas ainda a protege e fomenta, oferecendo ao educador antiburguês todos os meios de ação disponíveis, acompanhados de honrarias e recompensas. Não há establishment educacional no mundo burguês que não tenha em Pierre Bourdieu o seu queridinho, o seu enfant gâté, infinitamente badalado e paparicado. Na verdade, a maioria dos educadores de grande sucesso no mundo burguês são todos revolucionários – John Dewey, Celestin Freinet, Paulo Freire, Jean Piaget, Emilia Ferrero e tutti quanti –, e é inconcebível que a astúcia maquiavélica dos burgueses que montaram a operação de manipulação invisível descrita por Pierre Bourdieu não tivesse percebido isso e, como uma sonsa, consentisse em promover seus inimigos em vez de seus porta-vozes fiéis.

A “sociologia da educação” de Pierre Bourdieu é não somente uma idiotice: é uma projeção psicótica das ações do próprio Bourdieu e de seus correligionários sobre uma realidade inexistente. É uma doença mental, e seu sucesso se deve precisamente a isso: é mais fácil transmitir o vírus de uma moléstia incapacitante do que algum conhecimento da realidade.

Desinformação já nos anos 40

Vejam este vídeo abaixo, criado supostamente para mostrar como o Comunismo é ruim, mas a coisa não é bem assim. Este trabalho para mim foi produzido por comunistas para desinformar, perceba as sutilezas.

Algumas delas: quando aparece o COMUNISMO a cor VERMELHO nunca é mostrada (aquela mão e braço gigantes, por exemplo). Os investidores ficam CORADOS DE VERGONHA quando o narrador fala que eles são capitalistas. Os caras de Wall Street estão FAZENDO NADA (do jeito exato que os comunas se referem ao "donos do capital") e com os pés em cima da mesa enquanto o trabalhador está em cima do prédio prendendo uma viga (o único que trabalha duro). Não aparecem os crimes desta doutrina ao longo do tempo também.

Eu entendo este filme apenas como desinformação sutil planejada pelos sociopatas de plantão.

sábado, 15 de agosto de 2009

GRAVÍSSIMO!!! - Hugo Chávez y Nueva Demanda ante Corte Penal Internacional

GRAVÍSSIMO!!!


Revelaciones inéditas realizadas por el Dr. Akram El Nimer Abou Assi, la noche del jueves 14 de mayo de 2009, en entrevista exclusiva realizada por Elio Aponte, presidente de ORVEX y editor de RUEDALO.ORG, durante su programa ALO RESISTENTE.

El Dr. Akram El Nimer Abou Assi ha colocado varias denuncias contra Chávez, dos ex-presidentes del Tribunal Supremo de Justicia, y la actual presidente de ese poder nacional.

Cadê o decoro, sr. presidente?

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
KLAUBER CRISTOFEN PIRES | 10 AGOSTO 2009

Tem decoro, pois és presidente! Não é por ti que exijo, isto, mas pelo cargo, que desmereces!

"No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, mas humilhar - e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quando as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade... Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar."[1]

Theodore Dalrymple


De uns tempos pra cá tem se tornado recorrente que os governantes xinguem a população. Parece que não tem bastado nos roubar praticamente a metade de todo o fruto dos que trabalham e produzem; não tem bastado torrar montanhas de dinheiro em finalidades as mais desprezíveis, e fazê-las faltar onde mais indispensáveis; Não tem bastado nos submeter a periódicas crises econômicas por investimentos que haviam de fazer com o nosso dinheiro e não o fizeram; eles também precisam xingar aos que minimamente lhes chamam a atenção para uma prestação de contas.

Fernando Henrique Cardoso já havia chamado os aposentados de "vagabundos"; o então ministro da Fazenda chamou de "otários" quem se submetia a comprar com ágio; todavia, ninguém até hoje superou a marca de Luís Inácio "Lula" da Silva. Não há uma semana, quiçá um dia, que seu espírito boquirroto não lance impropérios àqueles que, no mínimo, querem ouvir esclarecimentos sobre a aplicação do dinheiro público. Lula simplesmente não sabe governar sem a dialética do confronto, sem eleger um inimigo - aquele que, sendo concreto ou mesmo muitas vezes abstrato - situa-se no pólo oposto aos seus projetos.

Lembro-me de, ainda candidato, ter se referido ao Dr Constantine Menges, do Hudson Institute - em célebre entrevista ao jornalista Boris Casoy - como o "patife de Miami", por ter denunciado a existência do Foro de São Paulo e a aliança que Lula e Chávez haviam celebrado, fato de que hoje já nem sequer cuida de proteger, mas antes, já o exibe com satisfação e orgulho. Curiosamente, bastou esta pergunta para que Casoy ganhasse um sumiço da tevê por pelo menos seis longos anos.

Muito mal acostumado este senhor. Mimado pela imprensa e por sua militância, que o têm cultuado acima da condição de homem, e inexplicavelmente tolerado pelos demais representantes das instituições, que guardam por normal seu comportamento tosco e irascível, devido à crença injustificável na imputabilidade de sua origem simples - como se a maioria dos homens e mulheres simples não soubessem o que é decoro, respeito e decência - a cada dia alimenta a brutalidade de sua alma com os germes da arrogância e da impunidade.

No dia 1º de agosto, como bem noticiado - mas não bem criticado - este homem vitupera a mim e a todos os que acreditam no erro do bolsa-voto-de-cabresto-evoluído, chamando a todos de "imbecis". Pois eu retorno: imbecil és tu, patife! Tem decoro, pois és presidente! Não é por ti que exijo, isto, mas pelo cargo, que desmereces!

Por obra do acaso, no mesmo dia, o irmão do teu padrinho ideológico Fidel Castro - o Raulzito, vulgo "China" (bandidos e assassinos sempre são mais conhecidos por seus apelidos, não?), declara que os gastos públicos "fazem com que alguns não sintam a necessidade de trabalhar[2]":

(...)

"Los gastos en la esfera social deben estar en consonancia con las posibilidades reales, y ello impone, suprimir aquellos de que es posible prescindir. Puede tratarse de actividades beneficiosas y hasta loables, pero simplemente no están al alcance de la economía.

(...)

Con similar sentido de racionalidad se adoptarán otras decisiones en la educación, la salud pública y el resto del sector presupuestado, dirigidas a eliminar gastos que sencillamente resultan insostenibles, que han ido creciendo de año en año y que además son poco eficaces o peor aún, hacen que algunos no sientan la necesidad de trabajar".

Tradução:

"Os gastos na esfera social devem estar em consonância com as possibilidades reais, e isto impõe suprimir aqueles que são possíveis prescindir. Pode se tratar de atividades benéficas e até louváveis, mas que simplesmente não estão ao alcance da economia.

(...)

Com similar sentido de racionalidade se adotarão outras decisões na educação, na saúde pública e no restante do setor orçamentado, dirigidas a eliminar gastos que sensivelmente resultem insustentáveis, que têm crescido de ano a ano e que ademais são pouco eficazes ou pior ainda, fazem que alguns não sintam necessidade de trabalhar".

Quero ver-te agora chamar Raúl de imbecil pra todo o Brasil ouvir... (!).

Não que eu considere errada a decisão do General Raúl: muito pelo contrário, considero que é correta, tempestiva e apropriada: afinal, já estava mais do que na hora de se colocar um freio a este consumismo desenfreado dos cubanos... Olha o aquecimento global, hein?

Não obstante, vou explicar como e porquê um bolsa-isto ou um bolsa aquilo, e especificamente o bolsa-família, jamais será uma solução benéfica para o Brasil. E vou fazer isto tanto no plano teórico quanto no plano empírico.

Pra começar, tem perdurado no seio do imaginário da economia política nacional a idéia de que o distributivismo gera renda, e o bolsa-família é o caso por excelência. Mito. Pois, onde mais tem sido aplicado, jamais se teve uma semeada de prosperidade. O dinheiro dos beneficiados - e aqui incluo aposentados e pensionistas, que nas cidades do Norte e do Nordeste muitas vezes representam a maioria e o dinheiro gordo da população local - realmente faz girar o comércio, mas apenas aquele varejista que se desloca para atendê-los. Idem com os salários dos servidores públicos envolvidos (Estes bem menos, pois mal passam nos concursos, conseguem liminares na Justiça para logo voltarem ao Rio ou a São Paulo). Tão logo a chuva mingua, seca a pimenteira. Agora o fato: recentes pesquisas têm dado conta de que os programas sociais - incluso o bolsa-família - não propiciaram o desenvolvimento do Nordeste.

Assim se expressou Lula[3]: "Tem gente tão imbecil, tão ignorante que fala: "O Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas, porque quem recebe o Bolsa Família não quer mais trabalhar'". A boa teoria econômica tem demonstrado, com precisão, que os estímulos encarecem o trabalho e barateiam o não trabalho. Quanto a isto, explica Hans-Hermann Hoppe[4]:

Portanto, a redistribuição das oportunidades de aquisição de ganhos deve resultar em mais pessoas usando a agressão para conquistar a satisfação pessoal e/ou mais pessoas tornando-se agressivas, ou seja, mudando-se gradativamente as regras de não-agressivas para agressivas, e vagarosamente mudando a personalidade delas como uma conseqüência disto; e esta mudança na estrutura do caráter, na composição moral da sociedade, em retorno, leva a uma redução no nível de investimento em capital humano.

Não é tão difícil imaginar o quanto é assertiva a presunção de que um benefício continuado e isento de contrapartidas pode gerar a indolência: o valor do benefício pago apenas compreende uma faixa pela qual alguém pode ser "comprado". Se a algumas pessoas parece ser insuficiente, porque são mais exigentes quanto ao que querem da vida, outras se conformam mais facilmente, e o valor se torna desta forma a medida do conveniente.

Agora, o fato, que já foi largamente noticiado: muitas mães no Norte e Nordeste (e em menor medida, no restante do Brasil), geram filhos com o único propósito de receber a indigitada bolsa!

Porém, mais do que isto, como ensinou Hoppe, o que mais importa são as expectativas criadas: o trabalho, a poupança e o investimento custarão mais caro, e o ócio, a despesa e o consumo imediato serão mais recompensadores.

Torna-se lucrativo, pois, investir em formas agressivas e não-contratuais de aquisição da propriedade, ao mesmo tempo em que vão escasseando as possibilidades de abertura de empresas ou o crescimento delas, e conseqüentemente, a oferta de empregos, que produziriam homens e mulheres independentes e críticos em relação aos atos de seus governantes. Ao governo, por sua vez, isto muito interessa: para fazer um cãozinho comer na mão, basta que esta ofereça um petisco.

Feitas estas considerações teóricas e provadas empiricamente, resta-me apenas dizer que já passa da hora para que homens e mulheres de bem levantem-se contra esta ousadia crescente que já se coloca em tom de desafio, a corroborar a tese exposta na epígrafe. Homens e mulheres de relevo na sociedade têm o dever de censurá-lo. Homens e mulheres do Congresso e do Judiciário idem. A boa imprensa também.



Notas:

[1] Extraído do artigo "Um Gênio da Inépcia", de Olavo de Carvalho:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090129dc.html

[2] "A mí no me eligieron Presidente para restaurar el capitalismo en Cuba ni para entregar la Revolución. Fui elegido para defender, mantener y continuar perfeccionando el socialismo, no para destruirlo" (Discurso pronunciado por el General de Ejército Raúl Castro Ruz, Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, en el Tercer Período Ordinario de Sesiones de la VII Legislatura de la Asamblea Nacional del Poder Popular, en el Palacio de Convenciones, el 1º de agosto de 2009, "Año del 50 aniversario del triunfo de la Revolución"):
http://www.granma.cu/espanol/2009/agosto/lun3/discurso.html

[3] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/palanqueiro-lula-reajusta-bolsa-familia-e-chama-criticos-de-imbecis/

[4] Hoppe, Hans-Hermann. Uma Teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo (tradução autorizada). Arquivo PDF - disponível na Livraria Virtual de meu blog LIBERTATUM
(
http://libertatum.blogspot.com)

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".