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quarta-feira, 1 de abril de 2009

MISTERIOSAS LIGAÇÕES ENTRE SOCIALISMO, SIONISMO, SATANISMO

ANATOLLI POVIST LIET
SEXTA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2009

Cavaleiro do Templo: para mostrar que não sou um paranóico tentando tentando criar para KARL MARX uma identidade satanista (como se precisasse depois do livro do pastor Richard Wurmbrand), eis aqui QUATRO OUTROS ARTIGOS sobre o assunto reunidos pelo sr. Anatolli Povist Liet.

André F. Falleiro Garcia

Laços incômodos e comprometedores para as esquerdas modernas ligam Karl Marx – filósofo e economista alemão, de origem judaica, fundador do chamado "socialismo científico" ou comunismo – com o satanismo. Como não interessa à esquerda a publicidade sobre essa ligação, ela minimiza este aspecto considerando-o como mera manifestação de linguagem literária de um período em que Marx ainda não tinha atingido seu píncaro intelectual. Não obstante, esta conexão existiu e marcou toda a sua vida. Nunca se retratou do pacto com o diabo. Construiu a mais perversa ideologia da História, responsável por mais de cem milhões de mortos até agora.

As revelações de um pastor romeno, Richard Wurmbrand, foram divulgadas depois de cuidadosa pesquisa no livro que publicou em 1986, Marx and Satan. Muito antes destas revelações, o Papa Pio XII havia declarado que Marx era um "dedicado e consagrado satanista". Wurmbrand, nascido numa família judaica, primeiro tornou-se pastor anglicano, depois luterano. Não chegou a uma conclusão sobre se Marx desejava mesmo a implantação da sociedade socialista igualitária, ou se a usava como pretexto para o seu objetivo maior: uma sociedade da qual Deus estaria expulso. Em outras palavras: teria sido Marx animado pela mística da construção ou da destruição?

Parece-me que Marx desejava de fato a construção de uma sociedade sem classes profundamente igualitária. O culto ao valor metafísico da igualdade levou-o aos arroubos satânicos: "Sou grande como Deus", afirmou. Essa postura igualitária em relação a Deus repetia de algum modo a revolta satânica de Lúcifer contra a autoridade divina. Em Marx a mística da construção da sociedade igualitária provinha de uma revolta interior muita profunda contra toda autoridade e toda superioridade.

Para Marx chegar a "exterminar a religião e a política medieval", e desse modo realizar a destruição da Igreja e da civilização cristã, conforme a intenção declarada por seu guru Moses Hess, seria preciso apagar todos os traços de semelhanças divinas existentes na sociedade humana, em suas instituições e costumes. A dessacralização da sociedade impunha-se como exigência das comunidades socialistas igualitárias que não toleram a infinita superioridade divina nem as desigualdades harmônicas e proporcionadas que se estabelecem nas sociedades sacrais.

O objetivo maior de Marx, a meu ver, era duplo:

– a destruição da sociedade hierárquica, desigual e sacral;
– a construção da sociedade igualitária e dessacralizada, na qual todos os vestígios ou semelhanças divinas seriam banidos sob o pretexto de constituir o "ópio do povo".

Bakunin, companheiro socialista tão satanista quanto Marx, priorizava a destruição do Estado e a anarquia: "Nossa missão é destruir, não edificar. A paixão da destruição é uma paixão criativa". Desse diabólico ânimo destrutivo também Marx deu mostras: em março de 1850 redigiu, junto com Engels, um documento intitulado "Plano de ação contra a democracia", no qual esboçou um programa revolucionário de terrorismo, incitou ao assassinato dos reis, à destruição dos monumentos públicos, e propôs uma aliança entre o proletariado e a pequena burguesia (que desejava ver depois eliminada pelo proletariado).

Não causa surpresa que seu amigo Friedrich Engels tenha elogiado sua sanha destruidora no discurso fúnebre: "Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por esta suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar."[1]

Moses Hess
Ligação misteriosa foi a que se estabeleceu entre Marx e seu mestre, o escritor judeu Moses Hess, considerado Pai do Sionismo Socialista. Na cosmovisão e na mentalidade de Moses Hess há uma curiosa superposição e permeação de camadas ideológicas – a tríade socialismo, sionismo, satanismo. Ao mesmo tempo, Moses foi um dos fundadores do socialismo e mentor de Marx e Engels; arvorou o ideal do sionismo sendo o seu precursor, antes mesmo de Theodor Herzl; ademais, iniciou no satanismo os seus dois discípulos. Moses publicou em 1862 o livro Roma e Jerusalém (Rome and Jerusalem. The Last National Question). Nele Moses Hess preconizou a criação e estabelecimento da nação judaica na Palestina, onde os judeus teriam um estilo de vida agrário socialista e passariam por um processo de "redenção pela terra".

Hess morreu em Paris em 1875, seu corpo foi trasladado para o cemitério judaico de Colônia, e em 1961 transferido para o cemitério do kibbutz de Kinneret em Israel. A ala esquerda da ideologia sionista[2] quis que Moses Hess repousasse nas comunidades agrárias socialistas por ele sonhadas. Todavia, o mistério subsiste: como explicar que o fundador do sionismo socialista tenha sido satanista? Como se harmonizaram em sua mente o sionismo socialista com o satanismo? Não pode ter sido o auxílio do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó que ele invocou para a consecução de seu sonho.
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[1] 

[2] O historiador americano de origem judaica Norman Finkelstein no livro Imagem e Realidade no Conflito Israel-Palestina dividiu o sionismo em três vertentes: sionismo socialista ou trabalhista, sionismo político, e sionismo cultural. Duas outras categorias podem ser sobrepostas às de Finkelstein, já analisadas em artigo publicado neste site: 


MARX E SATà*

Ipojuca Pontes * *

Richard Wurmbrand (1909-2001) desvelou a faceta satanista de Karl Marx que os intelectuais comprometidos se apressam em minimizar.

Livro impressionante, a merecer urgente atenção de um bom editor nacional é, sem sombra de dúvida, este Marx and Satan, do reverendo Richard Wurmbrand (Living Book Company, Bartlesville, USA, 1986). A edição que leio, a oitava, data de 2002, porém em 2008 o livro já cruzara a 20ª impressão e fora traduzido para o russo, chinês, alemão, romeno, eslovaco, húngaro e albanês – não por acaso, línguas de países que constituíam a antiga Cortina de Ferro e materializavam, na prática, as teorias demoníacas de Karl Marx.


No histórico, o livro de Wurmbrand começou como uma pequena brochura que continha algumas anotações sobre as possíveis ligações entre Marx e a igreja satânica. Posteriormente, o autor, durante 14 anos prisioneiro nos campos de concentrações da Romênia comunista, levantou uma quantidade enorme de documentos e correspondências e aprofundou pesquisa biográfica minuciosa em torno do “filódoxo” alemão, mormente no período em que este freqüentou a Universidade de Berlim – sem deixar de lado, no entanto, a temporada em que viveu na próspera cidade de Colônia (1842), onde trabalhou como co-editor da Gazeta Renana – fase em que Marx, negando Deus, “tornou-se um adorador de Satã e partícipe ativo e regular de práticas e hábitos ocultistas”.

De fato, nesta época, conforme registra Wurmbrand com riqueza de detalhes, Marx mudou inteiramente de conduta. Longe da casa paterna, ao repudiar Cristo ele tornou-se um beberrão violento. (Habitualmente, quando embriagado, para não pagar os credores, partia para a briga – sendo autuado, certa feita, por porte de arma). Então, na qualidade de co-presidente do “Clube Tabernário”, que tinha como associados um bando de estudantes porristas, Marx organizava rituais de magia negra, professando a idéia de “chutar Deus do Reino Celestial”. Por qualquer razão, ou sem razão nenhuma, voltava-se para o alto e proclamava, em ira incontida: “Eu o destruirei! Eu o destruirei!”.

O próprio pai de Marx, Heinrich (um advogado judeu convertido ao cristianismo luterano), na ocasião, ao saber que o filho tinha “colocado novos deuses em lugar dos antigos santos” (confissão de Marx), tentou chamar sua atenção, por carta, lamentando o estranho comportamento do jovem radical: “O teu progresso, a querida esperança de ver teu nome algum dia ter grande reputação, e tua riqueza terrena não são os únicos desejos de meu coração. Essas são ilusões que tive há muito tempo, mas posso assegurar-te que a realização delas não me teria feito feliz. Apenas se teu coração permanecer puro e bater humanamente e se nenhum demônio for capaz de desviar teu coração de sentimentos melhores, apenas assim serei feliz”.

Ao lamento da carta paterna, Marx deu o calado como resposta, cortando a correspondência com o pai, salvo no caso de bilhetes curtos para pedir crescentes somas em dinheiro para saldar dívidas provenientes dos porres homéricos e gastos com os rituais ocultistas.

Na mesma época, Marx ficou obcecado pela leitura do “Fausto”, a peça teatral de Goethe em que o personagem central faz um pacto com a figura de Mefistófeles, o “diabo em pessoa”. Num impulso, o futuro “Doutor do Terror Vermelho”, para tornar pública a sua nova crença, escreve um drama intitulado “Ulanem” – anagrama de Emanuel, nome bíblico de Cristo –, tempos depois encenado e representado pelo próprio autor.

No texto, medíocre, mas considerado de natureza confessional, Marx revela o objetivo que marcará todos os atos de sua atribulada existência, qual seja, “a idéia de expulsar o Criador de sua morada e, ele próprio, Karl Marx, substituí-lo”. No último ato de “Ulanem”, em tom apocalíptico, assim se exprime o imperioso cultor de Satã: “Os vapores do inferno enchem o cérebro, até que fico louco e meu coração muda muito. Vês esta espada? O Príncipe das Trevas ma vendeu. Para mim, ele marca o compasso e ordena os sinais. Cada vez mais atrevido, eu danço a dança da morte. E só então poderei caminhar triunfante, como um Deus, através das ruínas do seu Reino”.

Dado curioso, a mudança de Marx não se deu apenas no plano espiritual. Segundo anota Karl Heinzen, jornalista que trabalhou com ele na Gazeta Renana, a transformação se manifestou, também, no aspecto seu físico. “De jovem esbelto, ele se transformou num tipo atarracado, de lábio inferior incomumente grosso e de tez amarelo-sujo, acentuada pelos cabelos negros e espessos que pareciam brotar-lhe de quase todos os poros da face, dos braços, da orelha e do nariz. Cabeludo, com sua juba negra retinta e olhos enlouquecidos por um espírito de fogo perverso, Marx era a imagem de Lúcifer, o anjo decaído”.

O mesmo Heinzen relata que, certa noite, depois de um porre, querendo parodiar Mefistófeles numa cena do “Fausto”, Marx “Aproximou-se e deu a entender que eu estava sob seu poder. Com malícia de pretendido demônio, começou a me agredir com ameaças e tapas. Adverti-o a sério que o trataria do mesmo modo. Como nada adiantasse, derrubei-o com um sopapo num canto da sala. ‘Há um prisioneiro lá dentro...’ – caçoou ele, numa imitação precária de Mefistófeles”.

Mais tarde, consolidada a personalidade demoníaca, Marx observa, em correspondência para Engels (segundo Franz Mehring, em “Marx – Story of His Life”): “A abolição da religião como uma felicidade ilusória dos homens é um requisito para a verdadeira alegria deles. O chamado para o abandono de suas ilusões acerca de suas condições é um chamado para abandonar uma condição que requer ilusões. A crítica da religião é, portanto, a crítica deste vale de lágrimas de que a religião é o halo”.

Marx se deu mal na sua pretensão de abolir a religião sobre a face da terra. A crença na existência de uma força transcendente, considerada como criadora do Universo, nunca esteve tão presente na vida da humanidade – em que pese a ingerência do “neodarwinismo” e a “singularidade” de teorias impossíveis de comprovar como a do Big Bang.

O Cristianismo, por sua vez, infenso a fricção da excomungada “Teologia da Libertação”, nitidamente anticristã, cada vez mais se propaga em número de fiéis, a fortalecer a crença no Cristo filho de Deus.

Quanto à Marx, reconheça-se, o seu espírito maligno permanece atuante – como o do próprio Satã, de resto – a iludir facções de deserdados que, sob seus vapores, alargam as dores do mundo.
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* Artigo publicado no site midiaamais.org em 06/03/2009.
* * Ipojuca Pontes é cineasta, jornalista, escritor, palestrante e ex-Secretário Nacional da Cultura.

O SATANISMO NA VIDA E OBRA
DE KARL MARX
 *

Antonio Ribeiro de Almeida * *

Almeida: na vida particular Marx revelou comportamentos que um Nelson Rodrigues qualificaria como de um “perfeito canalha”.


O livro de Richard Wumbrand, Marx & Satan (Diana Books Publishing, 1976) traz revelações sobre a vida e a obra de Karl Marx (1818-1883) que são desconhecidas pela grande maioria dos leitores. Estas revelações mostram claramente que seu pensamento foi inspirado por um ódio radical contra a religião judaico-cristã (o Cristianismo) e contra Deus. Tudo isto é mostrado na vida do criador do Comunismo e nas suas ligações com os seus mestres. Muito antes destas revelações de Wumbrand – um judeu rumeno – o Papa Pio XII havia declarado que Marx era um “dedicado e consagrado satanista".

O satanismo tem várias conceituações como se pode concluir numa rápida pesquisa sobre o tema. Marx, pelo que se sabe, não participava de missas negras e invocações a Satã, e seu trabalho de demolição do Cristianismo se faz na sua obra e nas poesias que escreveu. Numa carta que enviou ao pai escreveu : “Uma cortina caiu. Meu santo dos santos foi partido ao meio. Sou grande como Deus; envolvo-me em trevas como Ele. Perdi o céu, disto estou certo, minha alma, antes fiel a Deus, está marcada para o Inferno."

A história registra que foi Moses Hess, um conhecido satanista, quem trouxe Marx para uma sociedade secreta, a “Liga do Justo” quando o instruiu nas ideologias coletivistas. Em 1841 Hess escreveu a respeito do seu pupilo : “Dr. Marx é ainda muito jovem, mas é ele que exterminará a religião medieval.“ Esta liga, com a adesão de Marx, foi transformada na “Liga dos Comunistas”, mas foi para a Liga do Justo que ele escreveu o famoso Manifesto Comunista que apareceu no início de 1848.

Bukharin, um dos colaboradores de Marx na Primeira Internacional, era também um fervoroso satanista e escreveu: "Satã é o primeiro pensador livre. Ele livrou Adão e imprimiu nele o selo da liberdade ao levá-lo à desobediência." Alguns intelectuais consideram trechos como este e outros semelhantes apenas como uma forma de expressão e fazem uma aproximação de Satã com o Prometeu da mitologia grega que trouxe o fogo do céu para o homem. Para Wurmbrand é discutível se Marx desejava mesmo uma sociedade mais justa e sem classe, ou se ele usou isto como um pretexto para o seu objetivo maior: uma sociedade onde não haveria lugar para Deus.

Na vida particular o pai do comunismo revelou comportamentos que um Nelson Rodrigues qualificaria de um “perfeito canalha”. Nas cartas a Engels a sua preocupação principal era com dinheiro (Engles o sustentava); com as heranças que parentes ricos poderiam deixar e de um tio a quem chama de “cão velho” cuja morte celebra. Engels relata a sua frieza ao receber a notícia da morte da mãe: "Chegou um telegrama há duas horas dizendo que minha mãe morreu. O destino precisou levar um membro da família... pelas circunstâncias sou mais necessário que a velha mulher. Preciso ir a Trier para ver a herança."

A esposa de Marx o deixou duas vezes, pois ele engravidara a empregada de quem teve um filho, e três dos seus filhos legítimos morreram de desnutrição, e um deles devido ao descuido do pai. Marx disse à família que o filho era de Engels, que, por sua vez, no seu leito de morte contou a verdade a uma das filhas de Marx. Nos seus livros, segundo pesquisadores de Cambridge, falseou citações de Adam Smith e de W.E. Gladstone para fundamentar sua doutrina.

Se o Comunismo resultou num tremendo fracasso na União Soviética e até na China, que mudou a doutrina de Marx, ele, do meu ponto de vista, conquistou uma certa intelligentsia nas universidades do mundo ocidental, na América Latina e no mundo árabe que hostilizam o Cristianismo e seguem o que pregava Mikahil Bakunin: “O Supremo Mal é a revolta satânica contra a autoridade divina, e na nossa revolução deveremos acordar o Diabo nas pessoas, estimular nelas as paixões mais vis..." Não é isto que está acontecendo em nosso país ?
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* Artigo publicado no site Ratio Pro Libertas em 29/09/2009.
* * Antonio Ribeiro de Almeida é Doutor em Psicologia Social pela USP, professor aposentado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, com pós-doutoramento nos EUA.


ERA MARX SATANISTA? ***

Norma Braga


O satanista Karl Marx em 1866

As duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente.

Segundo Richard Wurmbrand, autor de Marx & Satan (Era Karl Marx um satanista?), Karl Marx não visava em primeiro lugar a tão propalada igualdade comunista, mas sim a destituição de Deus de seu lugar na sociedade e no coração das pessoas. A julgar por uma das mais eficientes devastações que o comunismo empreendeu onde quer que fosse implantado – a da fé (conforme as histórias da Rússia, da Coréia do Norte, da Albânia, da China, de Cuba etc.) –, isso não parece tão longe da verdade. De fato, todas as expressões concretas do comunismo, além de não cumprirem com o que prometiam, combateram a religiosidade de modo tão eficaz que engendraram um povo descrente ou alienado da transcendência divina, além de uma cruel perseguição aos fiéis remanescentes.

Porém, não apenas os resultados diretos da implantação de regimes comunistas atestam a centralidade do combate à fé. Muitos aspectos da vida de Marx demonstram uma consciente intenção de opor-se a Deus e uma direta influência demoníaca, desde sua juventude. O que impulsionou Marx para o comunismo não foi uma inclinação altruísta, conforme reza a lenda. É o que explica Wurmbrand: "Não há evidências para a crença de que Marx mantinha nobres ideais com relação à humanidade e teria adotado uma postura anti-religiosa por ter visto a religião como obstáculo a esses ideais. Do contrário, Marx odiava qualquer noção de Deus ou deuses e estava determinado a ser o homem que ia tirar Deus do cenário – tudo isso antes de abraçar o socialismo, que seria apenas a isca para que proletários e intelectuais adotassem para si esse intento demoníaco." Uma das evidências disso é que o primeiro mestre comunista de Marx, Moses Hess, era também satanista.

Um de seus biógrafos, Robert Payne, endossa as afirmações de Wurmbrand ao mencionar um conto infantil inventado por Marx, relatado por sua filha Eleanor: a história interminável de Röckle, um mago infeliz que vendia relutantemente seus brinquedos ao diabo por ter feito um pacto com ele. Diz Payne: "Sem dúvida essas historietas sem fim eram autobiográficas. Marx tinha a visão do Diabo sobre o mundo, e a mesma malignidade. Às vezes parecia saber que cumpria tarefas do mal."

Impressiona o fato de não se achar em suas cartas a Engels expressões do desejo de justiça social, mas sim preocupações com dinheiro (Engels o sustentava) e com heranças vindouras, acompanhadas de linguagem obscena e maldosas referências à morte iminente de parentes ricos – um tio que ele chama de "cão velho", por exemplo, cujo falecimento é finalmente celebrado pelos dois correspondentes. A mesma frieza é percebida no modo sucinto como relata a Engels a morte da mãe: "Chegou um telegrama há duas horas dizendo que minha mãe morreu. O Destino precisou levar um membro da família. Eu mesmo estou com um pé no túmulo. Pelas circunstâncias, sou mais necessário que a velha mulher. Preciso ir a Trier para ver a herança." É de se notar especialmente esse tom de quem se refere a uma instância superior de decisão – não Deus, mas o Destino – atribuindo-lhe ares de sabedoria cósmica ("sou mais necessário").

Quando novo, suas cartas ao pai já atestavam que, embora tivesse recebido educação cristã, afastara-se resolutamente da fé. Escreveu: "Uma cortina caiu. Meu santo dos santos foi partido ao meio e novos deuses tiveram de ser instalados ali." Enviou-lhe como presente de aniversário poemas de teor bastante anti-religioso:

Por ter descoberto o altíssimo E por ter encontrado maiores profundezas através da meditação Sou grande como Deus; envolvo-me em trevas como Ele Perdi o céu, disto estou certo Minha alma, antes fiel a Deus, Está marcada para o inferno.

Seu companheiro Mikhail Bakunin, com quem criou a primeira Internacional Comunista, escreveu loas a Satanás de modo flagrante, vinculando-o estreitamente aos objetivos comunistas: "O Supremo Mal é a revolta satânica contra a autoridade divina, revolta em que podemos ver o germe fecundo de todas as emancipações humanas, da revolução." "Socialistas se reconhecem pelas palavras. No nome daquele a quem um grande erro foi feito." "Satanás o rebelde eterno, o primeiro livre-pensador e o emancipador de mundos. Ele faz com que o homem se sinta envergonhado de sua bestial ignorância e de sua obediência; ele o emancipa, estampa em sua fronte o selo da liberdade e da humanidade, instando-o a desobedecer e comer o fruto do conhecimento." "Nessa revolução deveremos acordar o Diabo nas pessoas, estimular nelas as paixões mais vis. Nossa missão é destruir, não edificar. A paixão da destruição é uma paixão criativa ."

A vida de Marx é recheada de comportamentos inadmissíveis e acontecimentos trágicos, assim como ocorre com todos os que se envolvem de perto com o demônio. Vivia às custas de Engels e da herança de parentes, embora pudesse se sustentar com seu conhecimento de línguas e a formação especializada, um doutorado em filosofia.

Sua esposa abandonou-o duas vezes, voltando sempre, e ele sequer compareceu a seu funeral. Três de seus filhos pequenos morreram de desnutrição, sendo que pelo menos um deles, segundo a própria esposa de Marx, foi vítima dos descuidos do marido com relação ao sustento da família. Tivera ainda um filho com a empregada, negado e tratado como se fosse de Engels - que revelou o engodo em seu leito de morte a uma das filhas de Marx, com a preocupação de que ela não endeusasse o pai. Tinha, com essa, três filhas, que morreram novas: duas delas, do cumprimento de pactos de suicídio com os maridos (um deles se arrependeu e não cumpriu o ato).

Os livros que escreveu, além de trazer uma linguagem vociferante de ódio, vinham recheados de dados inventados e citações falsas de autores como W.E. Gladstone e Adam Smith - distorções consideradas intencionais por pesquisadores de Cambridge, não fruto de displicência. Era dado a bebedeiras e irascível muito além do limite da tolerância: perdia amizades facilmente. Pessoas de sua convivência lhe atribuíram diversas vezes o epíteto "ditador" e um coração rancoroso.

O próprio Bakunin no final declara: "Marx não acredita em Deus mas acredita bastante em si mesmo e faz todo mundo o servir. Seu coração não é cheio de amor, mas de rancor, e ele tem muito pouca simpatia pela raça humana." Fiel ao sábio princípio de não separar o pensamento do autor de sua biografia, Paul Johnson comenta de modo dramático as conseqüências da herança marxista na Rússia e na China: "No devido tempo, Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung puseram em prática, numa imensa escala, a violência que Marx trazia em seu íntimo e que transpira em sua obra."

Escrevo sobre Marx e já me vem à mente a história de Stálin contada por sua filha, Svetlana Alliuyeva. Em Vinte Cartas a um Amigo, ela realiza uma crescente e emocionada catarse ao falar de sua infância e juventude. Presenciou o devastamento de seus entes queridos, alvo das desconfianças obsessivas do pai. Quando não eram assassinados por supostas traições ao regime - parentes próximos, como seus tios, e também amigos íntimos da família -, sucumbiam a gigantescas pressões de morte, seja progressiva (seu irmão alcoólatra) ou imediata (o suicídio de sua mãe aos 30 anos). Na última carta, uma frase sua em especial assusta pela desolação com que constata: "Em torno de meu pai havia uma espécie de círculo negro - todos os que caíam em seu interior pereciam, destruíam-se, desapareciam da vida…" Examinando-se de perto a vida de Karl Marx e o posterior desenvolvimento do marxismo, tem-se a impressão de que o mesmo poderia ser dito dele, sem temor algum de exageros.

Intuindo o quanto a Rússia adotaria seus princípios, pouco antes de morrer Marx manifestava orgulho especial pela recepção de suas obras no país. Décadas mais tarde, o impressionante slogan soviético "Banir os capitalistas da terra e expulsar Deus do céu" não só confirmaria essa intuição, mas, principalmente, tornaria flagrante a missão do projeto marxista desde estados embrionários: destruir a fé em Deus. Em países como o Brasil, essa anti-religiosidade tem sido amenizada para passar a falsa impressão de um comunismo mais conforme à necessidade humana de transcendência, algo indissociável de nossa cultura. No entanto, as duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente. É estudar para saber.
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Fontes:
Alliyueva, Svetlana. Vinte cartas a um amigo: as memórias da filha de Stálin . Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1967.
Johnson, Paul. Os intelectuais. Rio de Janeiro, Imago, 1988, capítulo 3, p. 64 a 94.
Wurmbrand, Richard. Marx & Satan. Living Sacrifice Book Co, 1986, capítulo 2, p. 20 a 35.
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* * * Publicado no site Midia Sem Máscara em 01/07/2006.

1964, oito ou oitenta?

Segunda-feira, 30 de Março de 2009


Afonso Vieira

Estamos no início do ano de 1964, o mundo efervesce no auge da guerra fria. Há uma clara bipolarização política/ideológica em todo o planeta. O “imperialismo” emerge nas versões da águia norteamericana e da foice com o martelo da URSS. Há aproximadamente dois anos o mundo chegou à beira da guerra nuclear, ocasionada pela crise dos mísseis em Cuba. A América Latina vive seu momento mais conturbado da história, falaremos mais especificamente do Brasil e o contexto da situação.

Daniel Aarão Reis, participa do centro estudantil de sua escola - como parte da diretoria -, mais tarde atuará na resistência a o regime militar vindouro, como militante do movimento revolucionário 8 de outubro. Irá exilar-se na Argélia em 1970. Após o término do regime, participará da criação do Partido dos Trabalhadores, atuará como professor e escreverá vários livros. Será um dos poucos que assumirá que as intenções das esquerdas no presente momento, não é a democracia. Dirá - em um futuro não muito distante - que a luta armada que virá foi um grande equivoco, que ela não virá com intuito de liberdade: “As esquerdas radicais não queriam restaurar a democracia, considerada um conceito burguês, mas instaurar o socialismo por meio de uma ditadura revolucionária”.

Heitor de Paola, jovem acadêmico de medicina, em Pelotas, RS. Participa de uma ação comanda por um agitador da Petrobrás e da Superintendência da Reforma Agrária, em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga, ouvindo dos líderes do ato que a República Socialista do Brasil estava próxima. Tornar-se-á membro da organização comunista Ação Popular. Em um futuro não muito distante, mudará radicalmente sua posição ideológica, será classificado como extrema direita e escreverá artigos reconhecendo que, mesmo antes de 1964, já havia um movimento revolucionário com intuito armado em solo nacional.

Francisco Julião, líder da Ligas Camponesas, em meados de 1961/62 flertou com Fidel Castro, conseguindo ajuda financeira e treinamento de guerrilha para si próprio e outros militantes do movimento rural. Alguns relatos dizem que Julião se gabava, pois, “contava com 100 mil camponeses armados”. Será cassado e preso pelo regime militar, suas ligas, desmanteladas.

Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul. Um dos maiores líderes da esquerda na atualidade. Diversos informes dizem que conspira com comunistas, inclusive enviando militantes para treinamento de guerrilha em Cuba e na China. Cunhado do presidente do país. Possui apoio de membros do alto escalão das Forças Armadas. Fugirá do Brasil após o golpe militar. Fixará exílio no Uruguai, onde receberá ajuda financeira cubana para patrocinar movimentos revolucionários em solo nacional. Segundo várias fontes, incluindo o serviço secreto do Itamaraty, desviará boa parte dos recursos em benefício próprio.

João Goulart, Presidente da República. Assumiu o poder após a renuncia de Jânio Quadros. Flerta com as esquerdas, dá amplo apoio a movimentos militares, tidos como subversivos na caserna. Não acredita em um golpe fardado, crê piamente que seu chefe da casa militar, Assis Brasil, tem poder para debelar qualquer ato dessa natureza. Discursará em 30 de março para mais de mil sargentos , quebrando a ordem hierárquica, já abalada pelos acontecimentos recentes. Será deposto pelos generais do alto comando do Exército.

Castelo Branco, atual chefe do Estado-Maior do Exército. Será eleito presidente pelo Congresso, após o golpe de 31 de março. Assumirá o governo com o compromisso de devolver o poder aos civis, o que não se consumará. Segundo a Revista Cruzeiro que sairá em 10 de abril, não será a favor do golpe, “O General Kruel não desejava a deposição do Presidente. O General Jair nunca a desejou. Nem o General Âncora, nem o General Castelo Branco . O Comandante do II Exército chegou a sugerir ao Presidente, no momento em que suas fôrças se preparavam para marchar sôbre o Rio, que desarticulasse o sistema esquerdista, fechasse o CGT, normalizasse a situação na Marinha e êle, Goulart, contaria com o apoio das Fôrças Armadas. Mas o Presidente disse não.”

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Todos os relatos citados acima encontram amparo em livros de historiadores, revistas, artigos de jornais e documentos liberados dos diversos órgãos de informação. A tentativa de contextualizar o momento do golpe é para dar uma visão de como estava o país naquele momento. Não dá para dizer que a esquerda possuía um poder real para um golpe nos moldes que ocorreu através dos militares. Mas estávamos em um momento extremamente delicado, havia clara ameaça à ordem constitucional. Não se defende nenhum tipo de ditadura, mas será que tínhamos outra alternativa entre o socialismo nos moldes de Cuba, e uma ditadura militar? Se foi uma “ditabranda” como disseram, pode até ser, se for para comparar números, mas jamais se justifica 20 anos de privação das liberdades individuais - que se agravou justamente pela luta armada -, talvez se as esquerdas não optassem por esse caminho, o regime teria durado menos. Não há santos quando se fala em política e, como sempre, quem mais sofre é a população como um todo.

*A foto que ilustra esta postagem mostra Jango em meio a uma manifestação sobre a reforma agrária, os cartazes contêm frases como: "na lei ou na marra" e "terra ou morte".

Antiga mas vale relembrar...

SÁBADO, ABRIL 28, 2007


Maiakovski, poeta russo, "suicidado" após a revolução de Lênin escreveu, ainda no início do século XX: 

«Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.»

Depois de Maiakovski:

«Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso; eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso; eu também não era operário.
Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável.
Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando, mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.
» 
[Bertold Brecht (1898-1956)]


«Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram ejá não havia mais ninguém para reclamar.» [Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas ] 


«Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima. Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles. Depois fecharam ruas, onde não moro. Fecharam então o portão da favela, que não habito. Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...» [Cláudio Humberto, em 09/Fev/2007] 


O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski. O incrível é que mais de cem anos após, ainda estejamos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e nos deixam, como meros cidadãos, apenas os ossos roídos e o direito ao silêncio ― porque a palavra, há muito se tornou inútil… 


― O QUE ESTAMOS FAZENDO, E, ATÉ QUANDO?

Lula

Do YouTube 


terça-feira, 31 de março de 2009

31 de março, 1964 - bravos homens brasileiros que nos salvaram da escravidão e de mil anos de trevas!!! Parabéns Forças Armadas brasileiras!!!

QUEM BRIGOU PELO BRASIL...





...CONTRA QUEM ELES BRIGARAM... 









... PARA PRESERVAR O DIREITO DE SERMOS SERES HUMANOS. 


MAS, COMO CHEGAMOS TÃO PERTO DO ABISMO?


Petição aos nossos militares


 
Você percebe que nosso governo busca o PODER TOTAL e que estamos em transição para um Estado DITATORIAL Revolucionário do tipo SOCIALISTA/COMUNISTA com as consequências já observadas nos países que o experimentaram, quais sejam, MISÉRIA, MENTIRA, ASSASSINATOS EM MASSA E DESTRUIÇÃO DO PAÍS? 

Se sim você assinaria esta petição (
http://www.ipetitions.com/petition/pelo_brasil/) a ser enviada para nossos militares dizendo-os que queremos antes um MOVIMENTO CÍVICO-PATRIÓTICO de curta duração e severíssimas punições aos que comungam pela REVOLUÇÃO do que um regime socialista/comunista? Se sim, sinta-se em casa!
 
Envie este e-mail para seus amigos.
 
 
Eu estou trabalhando para que a minha condição humana seja mantida, e você?
 
 

Novo NOTALATINA



Olá pessoal, temos novidades com a Graça Salgueiro e seu mais conhecido e importante blog, o NOTALATINA.

Dêem uma olhada, as mudanças são mais tecnológicas que estéticas, ok? E todo o conteúdo foi preservado, sem exceções.

Abraços e parabéns, Graça!!!

Mais um prêmio nacional, o Prêmio 31 de Março


Agradeço pela indicação de mais este prêmio criado e indicado, desta vez, pelo BLOG DO CLAUSEWITZ, incansável, destemido e íntegro brasileiro, como poucos. Vou copiar e colar na íntegra o que ele fala do prêmio abaixo:

31 de março de 2009


Hoje, 31 de março de 2009, as mentes sãs de nossa nação comemoram um episódio que por muitas gerações ainda representará a efetiva possibilidade de o povo brasileiro ter chegado íntegro ao terceiro milênio... já há alguns dias, vários pensadores vêm demonstrando suas contribuições no sentido de historiar aqueles dias tenebrosos de final de março de 1964, quando a sociedade se mobilizou ansiosa por ver-se livre do mesmo inimigo que a seduziu décadas depois em troca de um prato de comida e de acessos às facilidades pouco meritórias que um estado falido pode oferecer...

Meu silencioso preito de homenagem aos heróis que deflagraram aquele movimento vitorioso que garantiu a normalidade institucional e que, a ferro e fogo mantiveram a normalidade social de um país que era uno até 14 anos atrás, quando foi tomado de assalto pelas mesmas forças marxistas que desafiaram nossas dignidades há 45 anos... vivenciei em minha cidade, uma das maiores de nosso país, a plenitude deste período, que muitos chamam de ditadura, tendo eu usufruido a infância, adolescência e juventude num clima de paz, harmonia e progresso em todos os sentidos de minha vida, enquanto que a nação o tinha em seus campos do poder nacional...

Aos que não viveram as causas e as consequências da contra-revolução de 1964, aconselho a ler aqui um excelente texto de autoria do grande historiador Coronel Manuel Soriano Neto, cujo título remete ao evento que hoje orgulhosamente comemoramos... logicamente, o viés pacifista e harmônico da exceção democrática que foi praticada gerou o perdão aos comunistas que quiseram implantar em nossa cultura um regime ditatorial baseado no modelo cubano, que era uma mescla dos genocidas modelos ditatoriais chinês, albanês e soviético...

E este perdão possibilitou o reajustamento social dos perdedores e sua reinserção no estamento político, conduzindo-os aos palanques e aos cargos eletivos ainda na vigência dos governos militares... e o que aconteceu com a reintegração dos perdedores, é o que vemos por ai, na frágil democracia que rege nossas vidas, em que o conceito de democracia não foi validado, em função de que hoje, mais do nunca, governa-se para minorias, tornando-as o início, o meio e o fim do processo em que a quase totalidade da população se vê preterida e relegada a um plano de contingência...

Objetivo:

Para comemorar os 45 anos da vitoriosa contra-revolução democrática de 31 de março de 1964, o Blog do Clausewitz criou o Prêmio 31 de Março, que será concedido a pessoas, instituições e produtores de sites e blogs que mantém vínculos com o ideário que norteou há 45 anos o repúdio à comunização de massas proposta por João Goulart e outros ícones da esquerda revolucionária, comunização e luta de classes e raças reeditada em nossos dias pelos governos integrantes do foro de São Paulo, do qual o Brasil é signatário e fundador...

Logicamente que a presente comenda é algo eletrônico, virtual, abstrato e que em nada substituirá a ação que temos que levar a efeito diariamente em nossos dias atuais, inseridos que estamos numa sociedade já totalmente destituída de razão e escravizada pelo mesmo inimigo de outrora, que após longos anos de revisionismo entendeu que a única maneira de chegar ao poder seria pela democracia que eles combateram por tantos anos e em tantos lugares do mundo...

Regras:


Gostaria de passar então a elencar as regras da premiação que visarão antes de qualquer coisa, ao não constrangimento dos homenageados, posto que o assunto é cercado por tabus e por uma imagem de mácula que foi criminosamente inserida pelos tablados das difusões intelectuais tanto da imprensa, quanto dos atos religiosos e educacionais... as regras são simples e fiquem os homenageados totalmente a vontade para aceitarem ou não:

1ª- Postar um comentário de aceitação neste blog...

2ª- No caso do homenageado produzir site ou blog, que publique o recebimento do Prêmio 31 de Março, indicando até 10 blogueiros...

3º- Que o símbolo ou link para o Prêmio 31 de Março seja inserido em seu blog ou site...

Agraciados:

Vamos aos homenageados, aos quais transmito minha total e incondicional admiração por suas trajetórias vocacionadas ao patriotismo e à incessante luta pela recuperação democrática de nossa nação... esclareço que os nomes de pessoas foram triados dentro de um universo seleto de patriotas que, tombados ou não, imolaram seus futuros e suas dignidades com o fim de nos legar uma pátria altaneira... os blogs e sites citados são todos antigos difusores da mensagem de esperança e de encorajamento face ao mal incansável... a todos, minha consideração e votos que mantenham a força para continuarmos o combate, pois há muito ainda o que trilharmos neste empreendimento, que apenas agora iniciou:

☼ Major do Exército José Julio Toja Martinez - in memorian

☼ Cap PMESP Alberto Mendes Junior - in memorian

 Cabo PMSP Nelson Martinez Ponce - in memorian

☼ Cabo PMSP Sylas Bispo Feche - in memorian


☼ Delegado de Polícia SP Octávio Gonçalves Moreira Jr - in memorian

☼ Sargento do Exército Mario Kosel Filho - in memorian

☼ Coronel 
Reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra

☼ Coronel 
Reformado do Exército Aloisio Madruga

☼ Tenente Coronel 
Reformado do Exército Licio Maciel

☼ Professor Geraldo Almendra

☼ Dr Orion Alencastro

☼ Sr Miguel Nagib

☼ Sr Alejandro Peña Esclusa

☼ Movimento Endireitar

☼ ONG Terrorismo Nunca Mais

☼ Grupo Guararapes

☼ Site A Verdade Sufocada

☼ Site Brasil Acima de Tudo

☼ Site Imortais Guerreiros

☼ Site Inforel

☼ Site Mídia Sem Máscara

☼ Site O Futuro Começa Agora

☼ Site Olavo de Carvalho

☼ Site Papeis Avulsos

☼ Site Sacralidade

☼ Site Fuerza Solidaria

☼ Site Unoamérica

☼ Blog Alquimistas do Brasil

☼ Blog do Aluizio Amorim

☼ Blog Nacionalista

☼ Blog Eles quiseram me calar

☼ Blog do Airton Ferra Mula

☼ Blog Pobre Pampa

☼ Blog Anti-Foro de São Paulo

☼ Blog da Maria B.

☼ Blog Direto do Abismo

☼ Blog Liberdade de Pensamento

☼ Blog Contra Communismum

☼ Blog Mujahdin Cucaracha

☼ Blog Resistência e Liberdade

☼ Blog Notalatina

☼ Blog Casamata

☼ Blog Cavaleiro do Templo

☼ Blog Observatório Brasileño

☼ Blog Críticas do Cotidiano

☼ Blog Frodo Balseiro

☼ Blog Reservativa

☼ Blog da União Nacional Republicana

☼ Blog Rascunho Geo

☼ Blog A Casa dos Nerds

☼ Blog Alerta Brasil

☼ Blog Sem Máscara

☼ Blog Resistência Militar

☼ Blog do Conde

☼ Blog Fora Apedeuta

☼ Blog Femmes Contra-Atacam

☼ Blog Libertatum

☼ Blog da Educadora

☼ Blog do David Bor

☼ Blog do Renam Diaz

☼ Blog A Capa e Espada

☼ Blog da ANDEC

☼ Blog Politicagem Brasil

☼ Blog Martha Colmenares

☼ Blog Resistência Catia-Caracas

 Blog Epicentro Hispanico

☼ Blog Pátria Judia

PARA OS EMPRESÁRIOS DESTE PAÍS REFLETIREM - Dona da Daslu pega 94 anos de prisão

Décadas de avisos dos mais importantes estudiosos deste país não conseguiram sensibilizar os empresários brasileiros para o fim da atividade empresarial: O COMUNISMO. A cada dia ficamos mais próximos do fim do Brasil que conhecemos.

Nem mesmo o PT afirmando que vai por fim ao CAPITALISMO fez os empresários ficarem preocupados.

Pois bem, talvez agora mudem de idéia e entendam o perigo que ronda seus negócios e, principalmente SUAS VIDAS E A DAS SUAS FAMÍLIAS.

A dona da DASLU foi condenada a 94 ANOS DE CADEIA. Independente dos crimes que ela tenha cometido, a juíza se pronunciou desta forma: "merece ainda maior reprovação, posto que a conduta da acusada, proveniente da cobiça em busca da acumulação de riqueza proveniente de meios ilícitos, visava a angariar recursos bilionários através de lesão ao erário".


O que estamos vendo neste país há algumas décadas é o seguinte: 


Políticos fazem exatamente a mesma coisa e não recebem sequer 50 anos de cadeia. 


MAS SE VOCÊ FOR EMPRESÁRIO...
PRISÃO PERPÉTUA!!!


Isto enquanto não instalam o PAREDÃO, claro!!!

Pergunto aos empreendedores deste país: 

Quando vocês vão entrar nesta briga conosco, com as pessoas que, principalmente através da internet, lutam por barrar o MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO SOCIOPÁTICO SATANISTA disseminando para o Brasil o que de fato está acontecendo aqui? Podem continuar pensando em seus bolsos, não tem problema. Sejam coerentes pelo menos nisto, visto que o risco que correm as suas famílias não os faz tirar a bunda da cadeira. 

REPITO: PENSEM NOS SEUS BOLSOS SE NÃO QUEREM PENSAR EM MAIS NADA MAS AJUDEM-NOS A IMPEDIR QUE O PAÍS MORRA EM VIDA. SEUS FILHOS NÃO SERÃO POUPADOS, LEMBREM-SE DO EXEMPLO ACIMA, A DASLU.  

Pensem mais: 

ATÉ A PRISÃO PERPÉTUA DA DNA. DASLU VOCÊS ACHAVAM QUE ESTAVAM SEGUROS, ISTO? E AGORA, AINDA PENSAM ASSIM?

Apêndice à Mente Infantilizada: Exposição e proposta de cura

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU DESCONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA ESCRITA
QUINTA-FEIRA, MARÇO 19, 2009

Em meu último post concluí uma série crescente de três textos explicativos sobre o que eu chamei da Mente Infantilizada. Essa doença mental que acontece hoje em dia não é mero reflexo de descaso das pessoas. É um estado mental condicionado perfeitamente pelas mais variadas formas da campanha subversiva. Em ação há muitos anos, décadas, a ação subversiva tem como ponto básico, primeiro passo da subversão, desestruturar a moral e os valores tradicionais de um povo. Essa parte já foi completada há muito tempo e hoje colhemos os frutos de uma geração posterior que já nasceu sem referências

A função primária dos pais é educar os filhos, e mais nada. Se os pais não educam seus filhos, esses serão descontinuidades dos valores e padrões morais. Essa regra básica e visível é clara e objetiva e todos podem verificar na realidade. Seja lá como for que os pais eduquem seus filhos, se com amor e dedicação, por mais que seja falha, e sempre vai ser, essa educação vai gerar um novo indivíduo que poderá por conta própria sobreviver e se corrigir ao longo de sua vida das falhas que possui, mas sem perder o núcleo dos valores que serão necessários tanto para ele quanto para a sociedade.

Qual é, então, a primeira regra da subversão? Negar todos os valores

A relativização dos valores em todos os níveis é a função primária do movimento subversivo. Esse movimento revolucionário possui um único alvo, que quando atingido e destruído termina por acabar de vez com todos os valores tradicionais. A família. A constituição da família é o manancial que garante a propagação dos valores, da moral, da decência etc. Quando os pais não educam devidamente os seus filhos eles crescem e nunca se tornam adultos, com responsabilidade, mas crescem infantilizados. A isso eu chamo categoricamente de mente infantilizada. 

Como se dá a desestruturação da família? Simples. Algumas regras básicas podem ser traçadas e todo o resto se assentará nelas. Vamos enumerá-las:

1) Estímulo ao divórcio. 
Ex. “Estudo do BID relaciona novelas a divórcios no Brasil – Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.”
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130_noveladivorciobrasil_np.shtml


2) Direitos feministas.
Ex. “Rede feminista vai monitorar a imagem da mulher na mídia – Cerca de 150 integrantes de movimentos feministas decidiram criar uma rede para monitoramento e controle da imagem da mulher na mídia. As militantes participaram do seminário Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia, encerrado domingo (15) em São Paulo.”
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=21394&mdl=27


3) Estímulo ao homossexualismo.
Ex. “Público da Parada Gay caiu para 3,4 milhões, diz ONG após medição – Depois de três dias, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (28), sua estimativa de público para o evento, cuja 12ª edição foi realizada no último domingo. Nos cálculos da ONG, foram cerca de 3,4 milhões de participantes. Pela primeira vez, o número é menor do que o registrado no ano anterior (3,5 milhões) pelos organizadores.”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u406419.shtml


4) Fomento ao aborto.
Ex. “Menina de 9 anos estuprada por padrasto é submetida a aborto em Recife – A menina de 9 anos abusada pelo padrasto em Alagoinha, em Pernambuco, e grávida de gêmeos, realizou aborto na manhã desta quarta-feira na Maternidade Cisam, vinculada à Universidade de Pernambuco, no Recife. Segundo o diretor médico Sérgio Cabral, responsável pelo procedimento, os dois fetos já foram expelidos. A equipe médica realizou ainda uma curetagem. Segundo Cabral, o aborto em caso de estupro é legal . O padrastro da criança, Jailson José da Silva, confessou o crime, e está preso na Delegacia de Pesqueira, no agreste pernambucano.”
http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/04/menina-de-9-anos-estuprada-por-padrasto-submetida-aborto-em-recife-754680349.asp


5) Direitos da criança e do adolescente.
Ex. “Especialista alerta: Tratado da ONU proibirá disciplina física e educação escolar em casa se filhos objetarem – O tratado internacional cria direitos civis, econômicos, sociais e culturais específicos para todas as crianças e declara que “os melhores interesses da criança receberão consideração prioritária”. Quem fará a monitoração desses direitos é a CDC, que tem poderes para forçar os países signatários a obedecer.”
http://juliosevero.blogspot.com/2009/02/ameaca-da-onu-destruicao-dos-direitos.html


6) Hedonismo sexual.
Ex. Basta ler qualquer revista Nova ou Vogue como exemplo rápido.
Ex2. Benedito Ruy Barbosa critica 'putaria' em novelas da Rede Globo – “As novelas hoje só mostram ‘putaria’. Nenhuma mulher quer ver outra que, no quinto capítulo, já dormiu com três ou quatro caras”, disse.
http://www.gp1.com.br/noticias/benedito-ruy-barbosa-critica-putaria-em-novelas-da-rede-globo-66013.asp

Ex3. "NOVA a favor do orgasmo - sempre! - Quer apimentar ainda mais sua relação? NOVA selecionou posições, curiosidades, passo-a-passo e muito mais para que você e seu amor divirtam-se muito e tenham manhãs, tardes e noites incendiárias, i-nes-que-cí-veis, repletas de prazer."
http://nova.abril.com.br/especiais/guia-orgasmo/

7) Mudança do comportamento pela lavagem cerebral. Apoiado pelos “especialistas”.
Ex. “Chocolate amargo diminui o apetite” ou “Vegetarianos correm menos risco de câncer” ou ainda “Escolha adequada da trilha sonora na atividade física melhora rendimento”. Até o infinito.

8) Destruir a Igreja Católica.
Ex. “Enfermeira é suspensa após orar por paciente — Foi anunciado que os funcionários do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) que falarem sobre sua religião com os pacientes podem perder seu emprego.” 
http://juliosevero.blogspot.com/2009/02/enfermeira-e-suspensa-apos-orar-por.html

***

Posso ter-me esquecido de alguma outra forma de subversão, mas essas oito são as principais. Elas são usadas sistematicamente para destruir o núcleo familiar. E consequentemente fazer com que os filhos já nasçam em um ambiente propício para a nova forma de poder que querem implementar. Afinal é mais fácil dominar uma criança que um adulto. 

A tática da revolução é substituir tudo por palavras de ordem. Transformar todos os cidadãos em militantes, em vozes da consciência revolucionária geral. A patrulha ideológica já atingiu camadas várias mais estratificadas. Assim uma discussão é “ganha” pelo que grita mais alto e consegue atrair mais comparsas para o seu lado. Transformar tudo em palavras de ordem requer que se divida o mesmo mundo concreto em vários submundos ilusórios. Esses são as histórias infantis que contam para cada grupinho que se sente no direito de dizer que o seu mundo é mais válido que outro. Temos o grupinho feminista que diz que o mundo feminino deve ser defendido, como se essa história da carochinha existisse. Temos o grupinho dos homossexuais que crêem fortemente que o mundo heterossexual quer os oprimir. Temos o grupinho dos negros que lutam pela reparação do branco ao mundo negro. E assim sucessivamente. 

Ao segmentar a realidade em diversas camadas ilusórias o movimento subversivo só consegue ser aceito por todos aqueles que possuem uma mente debilitada. Uma mente que não cresceu e não está madura para ver o mundo como ele é. Mas o processo é tão bem engendrado que praticamente não há pessoas apontáveis que estão no comando. Uma vez largadas na sociedade sem qualquer educação as mente infantilizadas vão criando um gigantesco ambiente a lá O Senhor das Moscas. O cúmulo da patetice aguda chega quando vemos na Câmara dos Deputados uma néscia chorar porque foi chamada de FEIA, repito, FEIA (“...Cida relatou que Hernandez teria dito que ela era ‘tão feia que não poderia nem ser puta’.”)
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/05/09/clodovil_agride_verbalmente_deputada_781702.html


Essa realidade é mais notável ainda quando vemos a vida mental interna dos nossos adultos. Isso para nem mencionar as dos jovens. E para chorar de tristeza podemos mencionar a dos nossos adolescentes. Como sabemos procuramos expressar nossos pensamentos com uma linguagem, no nosso caso a portuguesa. O que é muito preocupante é que a deterioração do domínio da língua por nossos cidadãos os torna mais vulneráveis ainda. E isso mostra com mais agudeza a gravidade do problema.

Diz Eugen Rosenstock no seu livro A Origem da Linguagem que as línguas formais são predominantemente nominais e as informais são predominantemente pronominais. Isso quer dizer que enquanto a língua formal se utiliza primariamente de nomes para se expressar, a língua informal, caracteristicamente a dos adolescentes e das crianças, se utiliza dos pronomes. Enquanto uma língua formal diz “apartamento”, “corrimão”, “galho”, “carro” etc., a informal ataca com “isso”, “aquilo”, “coisa”, “negócio”, “troço” etc. para referir-se a toda a gama de objetos e unidades do real. Ainda mais grave é a utilização das gírias pela linguagem informal. 

A falta de exatidão mental reflete no descaso lingüístico. Esse processo, entretanto, é natural e é devidamente corrigido com o ensino eficiente da língua. A realidade é percebida pela pessoa e depois referida pela linguagem. Quando o sujeito nunca aprende a referir-se devidamente ao que experimenta isso só pode fomentar em sua mente uma pasta disforme, que é como acaba enxergando o mundo. Em uma sociedade em que os cidadãos não conseguem diferenciar na prática o que é “depressão” de “angústia”, “tristeza”, “aflição”, “inquietação”, “infelicidade”, “luto”, “desânimo”, “nervosismo” etc., só podemos esperar que qualquer discurso que se utilize dessas palavras nunca vá alcançar qualquer efeito real na mente do indivíduo. 

Vemos que hoje em dia qualquer discussão, ou conversa, recai rapidamente em um verbalismo sem sentido, onde o que é dito nunca é referido com propriedade na realidade em que se vive. E se encontramos palavras de ordem repetidas à exaustão como: “a religião é o ópio do povo” ou “tudo é relativo”, isso só pode se dar por conta dessa separação abismal entre o verbalismo descontrolado e a falta de propriedade mental substancial daquele que fala.

Se o manejo da língua é um benefício para o indivíduo, ao ajudá-lo a identificar e diferenciar as várias camadas e partes da realidade em que vive, só podemos concluir que esses métodos pedagógicos e educacionais, que desprivilegiam o ensino consistente da gramática e da sintaxe, assim como a expansão do vocabulário e o aprendizado das figuras de linguagem, formas retóricas etc., só podem trazer ao indivíduo o rebaixamento da sua mente a nível infantil. 

Toda a luta de pedagogos por uma tal “liberdade” do ensino só pode ser vista como a liberdade mais tosca, uma libertinagem mental. Quando se priva o sujeito do ensino do latim, da gramática e da sintaxe isso não é um ganho ao sujeito, mas a forma mesma de tolher aquele indivíduo das ferramentas mais básicas para experimentar, analisar e pensar o mundo. Toda a desculpa esfarrapada da opressão da elite em relação aos pobres e um hipotético domínio de uma sobre os outros através da linguagem formal, culta e erudita, nunca poderá ser verdadeira. Já que a língua não é um conjunto de regras feitas aleatoriamente ou um conjunto elaborado de normas que separam pobres e ricos. Mas um conjunto vivo e orgânico de manifestações humanas que ao longo do tempo evoluiu e nos deu a capacidade de ver o mundo, analisar o mundo, crescer internamente como seres humanos, independentemente de classe social ou raça. Ou alguém vai dizer que Machado de Assis nascido nas camadas mais baixas da sociedade dominou a norma culta e oprimiu os pobres ao elevar o nível intelectual da literatura brasileira como nunca antes havia sido elevado?

A libertinagem mental estimulada pela desestruturação do ensino sistemático das ferramentas básicas que fazem, ou podem fazer, do sujeito um cidadão, cônscio e completo, mostra sua mais nefasta conseqüência: a infantilização da mente.

Com as mentes débeis e fracas, ou seja, com um exército de adultos com idade mental infantil, a possibilidade é muito maior de guiar a massa para a agenda revolucionária. Quais são os comportamentos típicos das crianças? Se amontoarem em grupinhos, cuja constituição é regida pela regra do “gosto” ou “não gosto”. Brigarem por qualquer coisa. Resolverem quem tem razão pela imposição da maioria que faz coro uníssono e desacredita o outro. E serem completamente vulneráveis a figuras de autoridade. 

Os grupinhos que hoje encontramos na sociedade que reivindicam direitos, que não são mais que privilégios concedidos, possuem essas mesmas características. A única diferença é que são financiados com bilhões e bilhões de dólares. Aqui o paralelo com O Senhor das Moscas é completo. O que acontece quando grupos de crianças ganham poderes de decisão? Só podemos notar a total desestruturação da sociedade, o caos completo e a falta de referências.

Isso toma proporções homéricas quando em todos os estratos da sociedade temos tais tipos de pessoas. O problema maior é que sendo influenciadas pela agenda revolucionária, na maioria das vezes sem saberem, essas pessoas constituem um coro maciço do mais completo e eficiente “cala a boca” contra todos aqueles que possuem uma opinião válida e real, baseada no conhecimento sério. 

Quando unimos a essa realidade um grupo que planeja tudo no plano de fundo temos a composição da nossa sociedade como ela se compõe hoje. Reconhecer tal realidade é muito complexo e requer um profundo centro pelo qual avaliar a situação. Quando o centro de avaliação é desconhecido, toda e qualquer opinião embasada só poderá parecer insana e descabida, logo rechaçada como loucura ou impropriedade do pensamento. Isso se dá porque qualquer coisa dita carecerá de correspondência interna, já que a avaliação do avaliador diferirá da capacidade do avaliado em níveis profundos. 

Como explicar uma teoria complexa a uma criança? É impossível.

Como acima esboçado é impossível não perceber a carência real que a maioria da população tem em relação aos conhecimentos mais básicos. Subvertendo o entendimento comum e o transformando em uma hipotética luta contra a opressão, a subversão termina por destruir qualquer tipo de cultura que existe. E o fato notável é fazer com que a população que se encontra em vias da destruição ainda queira e anseie por isso. Quando vemos a exaltação do não saber, do enaltecimento daqueles que nunca leram um livro, do festejo porque o sujeito não sabe nada... só podemos lamentar a profunda falta de referências que tem nossa sociedade.

A infantilização da mente é um processo vagaroso, contundente e deveras eficiente. Projeto esse que se estende por gerações e nunca poderia ser associado a um conjunto de acontecimentos aleatórios. A superficialização do entendimento da realidade só pode ter como conseqüência a crença sincera de que a realidade é assim mesmo. 

A falta de esquemas mentais para abarcar a complexidade do processo revolucionário é um impedimento à mínima compreensão da nossa situação atual. Por isso vamos ver algumas das armas que são utilizadas no processo subversivo. Essas armas estão em funcionamento há muito tempo e por mais de três décadas já renderam frutos extraordinários. O processo básico para a tomada do poder mediante aplausos estrondosos de ratificação por boa parte da população, que não sabe o que está apoiando, é sutil e bem engendrado. Ele atua em todos os campos da vida social. Sendo assim não se consegue fugir dele em canto algum. Para se ter noção do problema vamos enumerar os mais notáveis meios pelos quais o movimento subversivo atua (conceitos retirados do livro de A.J. Paula Couto, O Desafio da Subversão):

1) Desmembramento – É a técnica que, como o nome diz, visa a desmembrar o antigo organismo social. No quadro da guerra política, conta com dois recursos: a) greves de formas diversas, e b) resistência passiva.

2) Intimidação – É esta uma técnica que permite completar e reforçar a do desmembramento. Consiste em neutralizar a ação daqueles que não têm simpatia ou se opõem à causa comunista, criando neles a sensação de receio ou de medo. Pode ir desde o simples apodo, chamando de fascistas, nazistas, direitistas, reacionários etc... 

3) Desmoralização – Consiste esta técnica em procurar a desmoralização das autoridades políticas, policiais e militares, negando-lhes sistematicamente as vitórias e os acertos e ampliando e exagerando as inevitáveis falhas e desacertos, procurando criar o ceticismo e a descrença em relação às suas iniciativas e a dúvida quanto à sua boa fé. Quando essa técnica pode ser usada em sua plenitude, com irrestrito uso dos meios de comunicação de massa, em pouco tempo os próprios agentes do poder, atingidos pelo peso da pressão psicológica, perdem suas convicções e começam eles próprios a duvidar do valor daquilo que executam.

4) Seleção e formação – Esta técnica é uma das maiores responsáveis pelo segredo da força das minorias comunistas. O primeiro passo consiste em procurar elementos ativos e dinâmicos, com qualidade de liderança em seus diversos aspectos (oradores, propagandistas, especialistas em determinados ambientes, etc...)

5) Semeadura (infiltração, entrismo) – É a técnica complementar da anterior. Consiste em distribuir os quadros selecionados e formados, pelos diversos pontos do país, designando-os para trabalhos nas diversas organizações onde há necessidade de reforçar o trabalho de subversão.

6) Enquadramento – Enquanto a técnica anterior permitia a conquista psicológica, a do enquadramento permite a conquista física das populações, outro importante objetivo intermediário da guerra revolucionária. E isto se realiza através do controle gradativo das associações de classe, diretórios estudantis, sindicatos e todos os órgãos semelhantes que dirigem e centralizam a ação de massas de empregados, funcionários, professores e estudantes, bem como de outros grupos sociais expressivos.

Podemos acrescentar que ainda há o mais notável deles que está em plena atividade hoje em dia. Esse inclui todos grupinhos com raivinha que lutam pelos seus “direitos” sem saberem que praticam a mais mortal e maléfica arma da subversão atual. Essa é a estratégia Cloward-Piven. “A estratégia de forçar uma mudança política através da crise orquestrada. A ‘Estratégia Cloward-Piven’ procura acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia governamental com uma enchende de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para uma crise e um colapso econômico.” (o artigo completo pode ser lido aqui.)

Adicionando aos supracitados meios subversivos a Estratégia Cloward-Piven completa um esquema básico de análise completo do processo subversivo que tem lugar hoje não só nos EUA e no Brasil como em todos os países do Ocidente. Entender a profundidade de cada item já é tarefa hercúlea para um indivíduo mediano, entender o intrincado mecanismo e a complexa rede entrelaçada de todos eles acontecendo ao mesmo tempo é tarefa impossível. E é justamente por isso que sempre à uma crítica fundamentada do processo subversivo o indivíduo encontra mil contradições aparentes e termina por desacreditar o que entende.

Um exemplo, contido nesse texto mesmo pode servir de ilustração. Quando você vê que no item dos Direitos Feministas as ativistas se propõem a patrulhar os programas televisivos, pois esses “vendem” uma idéia de mulher objeto, temos as novelas que fazem isso abertamente, cuja crítica de Benedito Rui Barbosa também foi linkada mais acima. Ao mesmo tempo em que jogam em um lado, também jogam no outro. O espectador, ou leitor, que não possui o esquema completo para começar a entender o processo acha que as duas coisas andam separadas e que nada tem uma com a outra, quando na verdade fazem parte do mesmo plano.

Toda a dificuldade para a mente fragilizada está em compreender que todas as facetas do processo não são manifestações orgânicas e naturais de grupos oprimidos. A própria separação em classes e grupos da sociedade é arma básica do processo subversivo. Ao mesmo tempo em que fomentam a crise econômica com ativistas que obrigam às autoridade a ceder empréstimos de risco às famílias sem dinheiro, são os primeiros a criticar o governo por fazê-lo. Os exemplos se multiplicam ao extremo, e se fossem compendiar todos os tipos em um só semestre, seria praticamente impossível publicá-los em obra com menos de 2000 folhas.

O núcleo principal da luta subversiva é a educação e por isso que hoje em dia é alvo principal de reivindicações. Seja na educação doméstica dos pais, seja na educação escolar. As duas têm sido sistematicamente destruídas. E com isso criando um exército de mentes infantis.

Contra essa doença não basta discutir, não se argumenta com doentes. Contra doentes só há uma saída, o tratamento. Aqui sem esperanças de cura, já que a cultura marxista reestrutura toda a rede mental e todo o horizonte de consciência contemplativa do indivíduo. A substituição dos valores morais e espirituais por valores econômicos está completa. A avaliação de todas as camadas da vida pelos valores econômicos e financeiros é uma certeza.

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Traçado o panorama cultural em que vivemos, o indivíduo tem agora a chave para avaliar o ambiente ao seu redor, assim com se avaliar perante esses fatos. Se não possui o profundo conhecimento, tem as chaves iniciais para o processo de avaliação. 

Sabendo-se infantilizado obtém o primeiro requisito para sair dessa condição, o conhecimento da enfermidade. O sentimentalismo é um campo infantil altamente explorável. Assim como a carência, a necessidade de uma autoridade, a necessidade de indicações por onde se basear, e todos os demais tipos de referência. A mídia inteira está contaminada com o movimento subversivo, salvo uma ou outra exceção. Enquanto não souber diferenciar uma opinião verdadeira de um panfleto subversivo não é recomendável ver jornais televisivos, impressos ou online. Sempre que ver a solução de um problema que se baseie na concentração de poder nas mãos de poucos, há de desconfiar. Sempre, e repito: SEMPRE, busque outra opinião a qualquer assunto. Se alguém diz X e todos dizem X procure alguém que diga Y. Para o bem e para o mal. Assim se acostumará no confronto de idéias e, porventura, como resolvê-las será um problema, que é o primeiro passo para a solução da aporia. Reacostumar-se a ver o mundo com olhos sinceros, sem vieses ideológicos. E, por último e principalmente, ganhar o senso de responsabilidade pelo que pensa e diz. Sempre pensar se uma idéia é sua mesma ou uma mera repetição do slogan da vez.

Com essas recomendações básicas e a exposição do esquema para avaliação da realidade o leitor possui um ferramental básico para começar a tentar entender o mundo em que vive, sem distorções nem descalabros. O que é uma tarefa imensamente difícil, mas o que está em jogo é a sua liberdade, a sua responsabilidade e sua vida. Pois já começam a tirar os filhos dos pais, já começam a querer decidir sobre o que você deve gostar ou desgostar, já definem o que e como se deve pensar, se comportar e viver. Antes que seja tarde demais, e o sujeito se dê conta que é uma pessoa na hora em que estiver aterrorizado no muro de fuzilamento de algum governo comunista revolucionário, já que no século XX matou mais de 100.000.000 de pessoas, e o perigo só faz crescer. Antes que seja irreversivelmente tarde demais, comece a viver!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".