Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Maçonaria do DF sai da toca...

BLOG DO CLAUSEWITZ
Domingo, 28 de Dezembro de 2008

O GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL, NA PESSOA DO SEU GRÃO MESTRE, VEM A PUBLICO RATIFICAR E APOIAR INCONDICIONALMENTE O MANIFESTO ABAIXO, JÁ QUE SE COADUNA COM A MAIORIA DOS OBREIROS DE SUA JURISDIÇÃO, E PARA TANTO, CONVOCA TODOS PARA DIVULGAR NO MEIO MAÇÔNICO,BEM COMO PUBLICAMENTE, FAZENDO DELE UMA TRINCHEIRA DE HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES QUE TIVERAM, TEM E TERÃO RESPONSABILIDADE PARA COM O BRASIL DO AMANHÃ.

BRASÍLIA,12 DE DEZEMBRO DE 2008


JAFÉ TORRES

GRÃO MESTRE DO
GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL



Manifesto à Nação Brasileira


Nós, do Conselho Maçônico de Sorocaba e Votorantim, tendo jurado "Glorificar a Verdade e a Justiça" e " ...promover o bem estar da Pátria e da Humanidade", vimos, por meio deste manifesto, demonstrar nosso veemente repúdio para com as espoliações anunciadas de nosso Território, que se quer perpetrar contra o Povo Brasileiro, inclusive afetando as gerações futuras, decorrente da demarcação da Reserva Indígena Raposa da Serra do Sol (RIRSS), em áreas contínuas e com superfície desproporcional ao número de índios, de diversas etnias, que nela habitam.


Não somos contra os direitos das tribos indígenas, desde que tais direitos não se amparem em ingerências de organismos nacionais e internacionais, que possam colocar em risco a Soberania Nacional.


I - DIRIGIMO-NOS:


1 - Ao Poder Judiciário, particularmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável precipuamente pela guarda da Constituição da República Federativa do Brasil (Constituição) como redigida em seu Art. 102º e a quem cabe decidir em favor da união indissolúvel da Nação e de sua soberania, como reza seu Art. 1º;


2 - Aos integrantes do Poder Legislativo (Câmara dos Deputados e Senado), nossos representantes eleitos e Legais, responsáveis pela fiscalização dos atos exercidos pelos poderes constituídos;


3 - Às Forças Armadas, Instituições Nacionais Permanentes e Regulares, destinadas à defesa da Pátria (Art. 142º da Constituição);


4 - Às Associações de Classe, Empresariais e de Trabalhadores Brasileiros;


5 - Às Instituições Universitárias, Acadêmicas e Estudantis;


6 - À População Brasileira.


Para alertá-los sobre, fatos, decisões, concessões e constatações de extrema gravidade, no cenário Político-Estratégico da Amazônia Brasileira, neste início de século XXI, conclamando, a todos os nominados a agir, dentro de suas esferas de atuação, para que não exista a possibilidade de desmembramento do Território Nacional, em decorrência da política indigenista adotada desde Governos anteriores até ao Governo atual...


Manifesto completo


Um único comentário meu:


► Surpreendente e corajoso o manifesto de apoio do Grão-Mestre do DF, Jafé Torres, num momento em que todas as instituições brasileiras mostram o fundo soberano ao soberano Lula da Silva... parabéns e que deixemos de confabular e estravazemos nossa indignação com o estado de coisas em que se transformou nosso país, vítima das políticas coitadistas de um partido interessado tão somente na perpetuação de sua ideologia nociva no comandamento de nossos destinos individuais e coletivos... que outras autoridades maçônicas cumpram sua missão histórica de zelar pelo bem da nação e da pátria, visto que os guardiões da soberania já se entregaram à orgia embriagante da subserviência ao poder...


Dória Vigaristinha e seu devoto seguidor

Olavo de Carvalho

6 de dezembro de 2008


Alguém me envia artigo de um tal Pedro Dória, que promete a seus leitores desmascarar a “lógica primária” (sic) daquilo que tenho dito e escrito sobre Barack Hussein Obama.


Não sabendo quem era Pedro Dória, fui averiguar no seu blog e descobri que é um jornalista cuja maior realização, no seu próprio julgamento, foi ter descoberto e divulgado Bruna Surfistinha, ex-prostituta autora de revelações de bordel que talvez provocassem um frisson nos anos 50, mas que hoje em dia soam como uma sessão nostalgia para leitores de Carlos Zéfiro.


A respeito do atestado de nascimento publicado pela campanha de Obama e confirmado como “autêntico” pelo site FactCheck.org, que se alardeia “organização apartidária”, o que afirmei foram três coisas principais e uma secundária:


1. O documento não é uma cópia da certidão de nascimento original (com a assinatura do médico e o nome do hospital), mas um atestado posterior, sem nenhum valor jurídico.


2. Além disso, havia razões para suspeitar que o documento fosse materialmente falso (v. http://www.worldnetdaily.com/index.php?pageId=82503).


3. Factcheck acrescentou a isso uma segunda falsificação: as fotos que exibiu para comprovar a “autenticidade” do documento publicado pela campanha de Obama mostravam um atestado assinado em 2007, mas num formulário impresso em 2008.


4. FactCheck não é uma organização “apartidária”, uma vez que pertence à ONG Chicago Annenberg Challenge, que contribuiu para a campanha de Obama.


Pedro Dória esquiva-se de discutir as três primeiras afirmações, mal chegando a citá-las de passagem (veja adiante), e concentra seu ataque na quarta, dando a entender que foi dela, sem nenhuma outra base factual, que deduzi tudo o que estou afirmando sobre o documento de Obama. Daí ele conclui, muito naturalmente, que faço uso daqueles métodos de difamação por associação de casualidades, tão característico dos filmes de Michael Moore. Já eu não posso dizer o mesmo de Pedro Dória. Michael Moore jamais usaria o método de difamação dele, porque tem QI superior a 12.


Isso não impede, no entanto, que Dória tenha discípulos. Un sot a toujours un plus sot qui l’admire. Um cidadão que se assina Leonardo Bernardes, em cujo currículo não consta sequer alguma realização comparável à de Dória no campo da proxenetagem literária, jura tomar seu artigo como fonte de inspiração e entra no picadeiro brandindo-o contra meus “fervosos preponentes” (sic, juro). Imaginem as reservas de caridade que precisei mover para continuar lendo a coisa depois desse início triunfal.


Em todo caso, eis o parágrafo de Dória que encorajou o menino a proclamar a minha absoluta nulidade intellectual:


Alguém diz que o Obama não apresenta documentos, aí ele apresenta. Então dizem que o documento é falso porque não tem selo. Aí alguém vai lá, vê o selo, fotografa o selo. Então dizem que não basta que nem era um documento apenas um comprovante de que o documento existe. Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.”


Nessas linhas imortais, Dória não informa onde foi que usei essa seqüência de deduções. Ele nem poderia fazê-lo, porque jamais a usei.


O que ele faz é falar genericamente dos adversários de Obama e deixar no ar uma vaga insinuação de que sou culpado do que quer que eles façam. Bernardes, extasiado, acha que isso é uma demonstração científica irrefutável, porque não consegue distinguir entre método científico e fofoca de puteiro (o único ramo erudito, vale recordar, no qual Dória se orgulha de ter realizado alguma coisa).


Em todo caso, é claro que nem mesmo a campanha anti-obamista seguiu o trajeto lógico que Dória lhe imputou. O primeiro – não o segundo ou o terceiro – argumento que se alegou contra a certidão de nascimento publicada pela campanha de Obama foi o mais óbvio e imediato: ela não era uma certidão de nascimento. Qualquer cidadão americano que tenha tentado tirar um passaporte ou uma carteira de motorista com documento semelhante sabe disso: mandam que volte para casa e traga uma cópia da certidão original. Os exames técnicos que sugeriram a falsidade do atestado vieram depois, motivados justamente pela estranheza de que Obama quisesse impingir aquela coisinha como certidão de nascimento em vez de mostrar logo a certidão original. Dória inverte a seqüência dos fatos, em seguida transfigura essa ordem invertida num suposto “método de argumentação” e o atribui primeiro aos adversários de Obama e depois a mim, como se ele próprio não fosse o seu único e exclusivo inventor. Seu discípulo é ainda mais explícito, proclamando que a narrativa invertida criada pelo seu mestre desmascara o método de “retrocesso lógico” usado pelos anti-obamistas – e, naturalmente, por mim – na nossa ânsia de provar retroativamente uma tese escolhida de antemão.


Mas a maior realização de Dória no domínio dos métodos lógicos vem na frase seguinte. Procurando enfatizar a teimosia psicótica do anti-obamismo, ele exclama: “Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.” Ou seja: vocês não podem denunciar Obama como inelegível porque se ele fosse inelegível vocês o denunciariam. E Dória ainda fica indignado de que esse argumento não seja aceito!


Confiante no rigor exemplar das demonstrações dorianas, seu devoto exegeta proclama a minha total ignorância do método científico. Para maior ilustração da platéia, ele expõe em seguida um dos elementos essenciais do referido método tal como ele o concebe:


No lastro da ciência há uma noção de comunidade científica, isto é, de um grupo que inserido em contextos não apenas científicos mas políticos, decide sobre a forma como os enunciados científicos irão moldar o mundo.”


A comunidade científica, portanto, é algo assim como um coletivo do MST, que, em assembléia, decide quais os enunciados científicos convenientes e inconvenientes aos seu projeto de “transformação do mundo”, aprovando os primeiros e rejeitando os segundos como barbaramente anticientíficos.


Bernardes não cita um único exemplo de descoberta científica efetuada por esse método. Nem poderia. Mas eu posso citar dois: a embriologia fraudulenta de Ernest Haeckel e a falsa genética de Lyssenko, a primeira aprovada pelo coletivo nazista, a segunda pelo comunista. Ninguém pode negar que “transformaram o mundo”. A primeira levou um bocado de gente para Auschwitz, a segunda para o Gulag.


Dória e Bernardes escrevem muitas outras tolices infames nos seus respectivos artigos, mas as que assinalei já bastam para mostrar que, intelectualmente, aquele é um vigarista pé-de-chinelo e este um aspirante a ser Pedro Dória quando crescer. Nem eu nem meus “fervosos preponentes” nos sentimos nem um pouco ofendidos por gente que cospe para cima. Também não rimos deles mais do que a caridade permite. Tudo o que sentimos é uma humilhação profunda por termos nascido num país onde os Dórias e Bernardes, reproduzindo-se aos milhares e aos milhões como memes ou vírus de computador, dão o tom dos debates ditos intelectuais e decidem, no aconchegante uniformismo mental do seu coletivo, “sobre os instrumentos de verificação e refutação, sobre os meios pelos quais conversar, concordar e discordar”. Deve ser por isso que há décadas a ciência e a tecnologia, no mundo, não avançam um passo sem as contribuições da universidade brasileira...


Só mais um ponto tem de ser mencionado, porque é difamação porca de um grande artista falecido. Bernardes diz que “Bruno Tolentino só se ergue mediante ataques a Augusto e Haroldo de Campos, ou a Giannotti, ou cantando loas ao próprio Olavo.” Tolentino, quando chegou ao Brasil, já era reconhecido como um dos maiores poetas do mundo por Jean Starobinsky, W. H. Auden, Geoffrey Hill, Giuseppe Ungaretti e Elizabeth Bishop, entre outros inumeráveis. Imaginar que ele precisasse “se erguer” depois disso, e que a tanto se destinassem suas denúncias contra o charlatanismo dos Campos ou a inépcia de José Arthur Gianotti, é coisa de uma mesquinharia tão doente e de uma estupidez tão abissal, que só poderia vir mesmo de um membro mirim do “coletivo” brasileiro.


P. S. – Ao contrário do que afirma Pedro Dória, a inutilidade legal do atestado publicado pela campanha de Obama não é um “argumento dos adversários”. É um simples fato da lei americana. O próprio Governo do Havaí não aceita esse documento como prova de nacionalidade. O site oficial do registro imobiliário do Governo havaiano (Department of Hawaiian Home Lands, DHHL) explica a diferença entre a Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth) e o mero atestado (Certification):


“Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth)... é um registro mais completo do seu nascimento do que o Atestado (Certification) gerado por computador. Apresentar a Certidão de Nascimento poupará tempo e dinheiro, pois o Atestado requer verificação adicional pelo DHHL. Ao solicitar uma cópia autenticada ao Departamento de Saúde (DOH, Department of Health), informe ao funcionário que você a está requerendo ‘para fins da DHHL’ e que você precisa de uma cópia da Certidão de Nascimento original de nascimento, e não do Atestado gerado por computador.” (V.http://hawaii.gov/dhhl/applicants/Loaa%20Ka%20Aina%20Hoopulapula.pdf.)


Em suma: Obama não poderia comprar uma casa, um apartamento, um lote de terra, uma kitchenette no Havaí só com aquela porcaria de atestado que ele impingiu aos eleitores como prova cabal da sua elegibilidade à Presidência dos EUA. Todos os candidatos à presidência sempre apresentaram cópias de suas certidões originais. Obama poderia receber a sua em casa, pelo correio, preenchendo um formulário de menos de uma página e pagando uma taxa de dez dólares.


No próprio Estado onde ele se elegeu senador – Illinois – Obama não poderia tirar sequer uma carteira de motorista só com aquele atestado. O DMV (Department of Motor Vehicles) de Illinois exige ou uma cópia autenticada da certidão original ou qualquer outro documento, de uma lista de dezenove – por exemplo histórico escolar, cartão de residente temporário, etc. – que não inclui a tal Certification. Em suma, esta vale menos, como prova de nacionalidade, do que um histórico escolar (mas Obama também não mostra o histórico escolar, porca miséria). Confira em http://www.dmv-department-of-motor-vehicles.com/IL_Illinois_dmv_department_of_motor_vehicles.htm.

Meditação de Natal

Olavo de Carvalho

Jornal do Brasil , 25 de dezembro de 2008



Se há no mundo uma coisa óbvia, é que o cristianismo não é na origem uma doutrina, mas uma narrativa de fatos miraculosos. O próprio Jesus deixa isso muito claro em Mateus 11:1-6, quando lhe perguntam quem Ele é: “Contem o que ouviram e viram: os cegos enxergam e os paralíticos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem e os mortos se levantam”. Se essa é a autodefinição de Jesus, essa é a definição do cristianismo: não um discurso doutrinal, mas uma sucessão de milagres.

Mas vivemos numa época tão estúpida que as pessoas, mesmo crentes, já não conseguem conceber o que seja um milagre: acreditam que é um acontecimento estranho ao qual se atribui uma “causa divina” por falta de uma “explicação científica”. Essa idéia é absurda. Vejam, por exemplo, o milagre de Fátima: ele junta, num só momento do tempo, uma variedade de acontecimentos correlatos – as aparições, milhares de curas de doenças, as profecias confirmadas pelo decorrer da História e, por fim, a “dança do Sol”, vista a centenas de quilômetros por pessoas sem a menor idéia dos demais fatos que ocorriam simultaneamente. Uma “explicação materialista” requereria uma superciência inexistente e, a rigor, impossível, que fosse capaz de encontrar uma causa material comum não só para os variados fatos de ordem histórica, médica e astronômica que compõem o episódio mas para a sua convergência naquele instante e lugar, bem como para a sua coincidência acidental com a simbólica e as doutrinas cristãs.

Na verdade, todo milagre é assim: não é um fato recortável nos padrões desta ou daquela ciência existente ou inexistente, mas um complexo inseparável, e inexplicavelmente harmônico, de diferentes fatos pertencentes a diferentes planos de realidade. Não pode haver uma “explicação científica” dos milagres antes da sua descrição científica, e esta não pode ser válida se começa por mutilar os dados que pretende explicar. Não obstante, a mera hipótese de uma “explicação material” futura, embora problemática e virtualmente impossível, é usada com freqüência como argumento cabal para negar de imediato o caráter miraculoso de fatos bem comprovados. Suponham que seja possível encontrar uma explicação médica para a menina que, curada pelo Padre Pio de Pietrelcina, enxerga sem pupilas. Seria ainda preciso explicar a coincidência de que esse fato médico inusitado acontecesse em seqüência com centenas de outros fatos miraculosos, uns semelhantes, outros diferentes, ocorridos no curso de uma mesma vida de santo. Por exemplo, o fato de que o mesmo sacerdote conhecesse tão bem a vida secreta de tantas pessoas que ele via pela primeira vez, ou de que, ao contrário, fosse visto à distância por pessoas que nunca tinham ouvido falar dele, e que depois ao conhecê-lo confirmavam o que ele lhes havia dito nessas aparições. O Padre Pio de verdade, efetivamente existente, é o mesmo ser humano concreto que fez todas essas coisas, e não as fez em momentos isolados, inconexos, mas no curso de uma vida coerentemente dedicada àquele que, no seu entender, era o Autor desses milagres. Qual o nexo comum entre esses vários fatos – entre a disciplina cristã do Padre Pio, a menina que vê sem pupilas, as aparições à distância, os segredos íntimos conhecidos à primeira vista, etc. etc.? Ou você encontra esse nexo, ou as “hipóteses científicas” que você inventou para explicar um ou outro detalhe isolado – só existente como tal na sua imaginação abstrata – não serve para absolutamente nada. A impotência da ciência materialista ante os milagres não é um obstáculo temporário que possa ser removido por “progressos” futuros: é um abismo intransponível. Os milagres, a começar por este que celebramos hoje, não são fatos comuns provisoriamente inexplicados: são fatos de uma ordem específica, com uma estrutura interna reconhecível e irredutível, distintos não só dos fatos acessíveis a esta ou àquela ciência materialista, mas até mesmo a uma utópica articulação de todas as ciências materialistas existentes ou por existir.

URSS, a mãe do nazismo - artigo do Olavo de Carvalho sobre a mãe do maior flagelo da humanidade

Diário do Comércio, 11 de dezembro de 2008

Se você acha que comunistas, socialistas e marxistas acadêmicos são pessoas normais e respeitáveis, com as quais é possível um "diálogo democrático", veja o filme abaixo, The Soviet Story (legendas em português), que o cientista político Edvins Snore escreveu e dirigiu baseado em documentos recém-desencavados dos arquivos soviéticos.

Eis algumas coisinhas que você pode aprender com ele:


1. Toda a tecnologia genocida dos campos de concentração foi inventada pelos soviéticos. Os nazistas enviaram comissões a Moscou para estudá-la e copiar o modelo.


2. O governo da URSS assinou com os nazistas um tratado para o extermínio dos judeus e cumpriu sua parte no acordo, entre outras coisas enviando de volta à Gestapo os judeus que, iludidos pelas promessas do paraíso comunista, buscavam asilo no território soviético.


3. A ajuda soviética à máquina de guerra nazista foi muito maior do que se imaginava até agora. O nazismo jamais teria crescido às proporções de uma ameaça internacional sem as armas, a assistência técnica, os alimentos e o dinheiro que a URSS enviou a Hitler desde muito antes do Pacto Ribbentrop-Molotov de 1939.


4. Altos funcionários do governo soviético defendiam – e os remanescentes defendem ainda – a tese de que fortalecer o nazismo foi uma medida justa e necessária adotada por Stálin para combater o "fascismo judeu" (sic).


5. Nada disso foi um desvio acidental de idéias inocentes, mas a aplicação exata e rigorosa das doutrinas de Marx e Lenin que advogavam o genocídio como prática indispensável à vitória do socialismo.


Todo militante ou simpatizante comunista é cúmplice moral de genocídio, tem as mãos tão sujas quanto as de qualquer nazista, deve ser denunciado em público e excluído da convivência com pessoas decentes.


A alegação de ignorância, com que ainda podem tentar se eximir de culpas, é tão aceitável da parte deles quanto o foi da parte dos réus de Nuremberg.


É uma vergonha para a humanidade inteira que crimes desse porte não tenham jamais sido julgados, que seus perpetradores continuem posando no cenário internacional como honrados defensores dos direitos humanos, que partidos comunistas continuem atuando livremente, que as idéias marxistas continuem sendo ensinadas como tesouros do pensamento mundial e não como as aberrações psicóticas que indiscutivelmente são. É uma vergonha que intelectuais, empresários e políticos liberais, conservadores, protestantes, católicos e judeus vivam aos afagos com essa gente, às vezes até rebaixando-se ao ponto de fazer contribuições em dinheiro para suas organizações.


Seguem abaixo algumas considerações sobre esse fenômeno deprimente. A convenção vigente nas nações democráticas trata os porta-vozes das várias posições políticas como se fossem pessoas igualmente dignas e capacitadas, separadas tão-somente pelo conteúdo das suas respectivas convicções e propostas. Confiantes nessa norma de polidez e aceitando-a como tradução da realidade, os conservadores, liberais clássicos, social-democratas e similares caem no erro medonho de tentar um confronto com os revolucionários no campo do diálogo racional.


Todos os seus esforços persuasivos dirigem-se, então, no sentido de tentar modificar o "conteúdo" das crenças do interlocutor, mostrando-lhe, por exemplo, que o capitalismo é mais eficiente do que o socialismo, que a economia de mercado é indispensável à manutenção das liberdades individuais, ou mesmo entrando com eles em discussões morais e teológicas mais complexas. Tudo isso não apenas é uma formidável perda de tempo, mas é mesmo um empreendimento perigoso, que coloca o defensor da democracia numa posição extremamente fragilizada e vulnerável. A discussão democrática racional não somente é inviável com indivíduos afetados de mentalidade revolucionária, mas expõe o democrata a uma luta desigual, desonesta, impossível de vencer. O debate com a mentalidade revolucionária é o equivalente retórico da guerra assimétrica.


Trinta anos de estudos sobre a mentalidade revolucionária convenceram-me de que ela não é a adesão a este ou àquele corpo de convicções e propostas concretas, mas a aquisição de certos cacoetes lógico-formais incapacitantes que acabam por tornar impossível, para o indivíduo deles afetado, a percepção de certos setores básicos da experiência humana.


A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa.


É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux descrevia como delírio de interpretação.


Numa discussão com o homem normal, o revolucionário está protegido pela sua própria incapacidade de compreendê-lo. Os antigos retóricos consideravam que o gênero mais difícil de discurso, chamado por isso mesmo genus admirabile, é aquele que se dirige ao interlocutor incapaz. Os melhores argumentos só podem funcionar ante a platéia que os compreenda; eles não têm o dom mágico de infundir capacidade no auditório, nem de curá-lo de um handicap adquirido.


Os sintomas mais graves e constantes da mentalidade revolucionária são, como já expliquei, a inversão do sentido do tempo (o futuro hipotético tomado como garantia da realidade presente), a inversão de sujeito e objeto (camuflar o agente, atribuindo a ação a quem a padece) e a inversão da responsabilidade moral (vivenciar os crimes e crueldades do movimento revolucionário como expressões máximas da virtude e da santidade). Esses traços permanecem constantes na mentalidade revolucionária ao longo de todas as mutações do conteúdo político do seu discurso, e é claro que qualquer alma humana na qual eles tenham se instalado como condutas cognitivas permanentes está gravemente enferma.


Tratá-la como se estivesse normal, admitindo a legitimidade da sua atitude e rejeitando tão-somente este ou aquele conteúdo das suas idéias, é conformar-se em representar um papel numa farsa psicótica da qual os dados da realidade estão excluídos a priori, já não constituindo uma autoridade a que se possa apelar no curso do debate.


Revolucionários são doentes mentais.


Os exemplos de sua incapacidade para lidar com a realidade como pessoas maduras e normais são tantos e tão gigantescos que seu mostruário não tem mais fim. Cito um dentre milhares.


O sentimento de estar constantemente exposto à violência e à perseguição por parte da "direita" é um dos elementos mais fortes que compõem a auto-imagem e o senso de unidade da militância esquerdista.


No entanto, se somarmos todos os ataques sofridos pelos esquerdistas desde a "direita", eles são em número irrisório comparados aos que os esquerdistas sofreram dos regimes e governos que eles próprios criaram.


Ninguém no mundo perseguiu, prendeu, torturou e matou tantos comunistas quanto Lenin, Stálin, Mao Tsé Tung, Pol Pot e Fidel Castro. A militância esquerdista sente-se permanentemente cercada de perigos, e nunca, nunca percebe que eles vêm dela própria e não de seus supostos "inimigos de classe". Esse traço é tão evidentemente paranóico que só ele, isolado, já bastaria para mostrar a inviabilidade do debate racional com essas pessoas.


O que separa o democrata do revolucionário não são crenças políticas. É um abismo intransponível, como aquele que isola num mundo à parte o psicótico clinicamente diagnosticado.


O que pode nos manter na ilusão de que essas pessoas são normais é aquilo que assinalava o Dr. Paul Serieux: ao contrário dos demais quadros psicóticos, o delírio de interpretação não inclui distúrbios sensoriais. O revolucionário não vê coisas. Ao contrário, sua imaginação é empobrecida e amputada da realidade por um conjunto de esquemas ideais defensivos.


A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal. Uma doença mental não pode ser curada por um "ataque lógico" aos delírios que a manifestam. Se o debate político nas democracias sempre acaba mais cedo ou mais tarde favorecendo as correntes revolucionárias é porque estas estão imunizadas por uma incapacidade estrutural de perceber a realidade e entram no ringue com a força inexorável de uma paixão cega. E não se pode confundir nem mesmo este fenômeno com o do simples fanatismo. Fanatismo é apenas apego exagerado a idéias que em si mesmas podem ser bastante razoáveis.


Em geral, mesmo o mais louco dos revolucionários não é um fanático. É um sujeito que expressa com total serenidade os sintomas da sua deformidade, dando a impressão de normalidade e equilíbrio justamente quando está mais possuído pelo delírio psicótico.


Na peça de Pirandello, Henrique IV, um milionário louco se convence de que é o rei Henrique IV e força todos os seus empregados a vestir-se como membros da corte. No fim eles já não têm mais certeza de que são eles mesmos ou membros da corte de Henrique IV. É este o perigo a que os democratas se expõem quando aceitam discutir respeitosamente as idéias do revolucionário, em vez de denunciar a farsa estrutural da própria situação de debate. A loucura espalha-se como um vírus de computador. A maioria dos democratas que conheço é inteiramente indefesa em face da prepotência psicológica do discurso revolucionário. Daí a hesitação, a pusilanimidade, a debilidade crônica de suas respostas ao desafio revolucionário.

Uma doença mental não pode ser "respeitada", aliás nem "desrespeitada". O respeito ou o desrespeito supõem um fundo de convivência normal, que justamente o delírio revolucionário torna impossível.


P. S. Sheila Figlarz, editora do jornal Visão Judaica, avisa que finalmente a devotada estudiosa Sonia Bloomfield terminou seu trabalho de traduzir para o português a página do Memorial do Holocausto. A versão está no ar em http://www.ushmm.org/museum/exhibit/focus/portuguese/.

Enciclopédia do Holocausto

Holocausto” é uma palavra de origem grega que significa “sacrifício pelo fogo”. O significado moderno do Holocausto é o da perseguição e extermínio sistemático, apoiado pelo governo nazista, de cerca de seis milhões de judeus. Os nazistas, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que os alemães eram “racialmente superiores” e que os judeus eram “inferiores”, sendo uma ameaça à auto-entitulada comunidade racial alemã.

Clique AQUI e veja o que SOCIALISTAS/COMUNISTAS fazem quando tomam o poder, como aconteceu na Alemanha Nazista (Nazismo = NACIONAL SOCIALISMO), na União Soviética comunista, em Cuba e na China. 

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aquecimento global: pseudo-ciência a serviço da dominação

"Global Warming" Profiteers Exposed

 

Red Hot Lies

Dear Fellow Conservative:

It's enough to turn you purple with rage.

 

Power-hungry politicians blacklist scientists who reject global warming alarmism...

 

U.S. Senators threaten companies that fund climate-change dissenters...

 

Mainstream media outlets openly reject the notion of "balance"...

 

Unscrupulous scientists candidly admit the need to twist the facts to paint an uglier picture in order to keep the faucet of government money flowing...

 

In the name of "saving the planet," anything goes.

 

But now, Christopher Horner -- bestselling author of The Politically Incorrect Guide to Global Warming, and himself the target of environmentalist dirty tricks and smears -- blows the whistle on this campaign of lies and threats.

 

In his brand-new book, Red Hot Lies: How Global Warming Alarmists Use Threats, Fraud, and Deception to Keep You Misinformed, Horner reveals how global warming alarmists, relentless in pursuing their anti-energy and anti-capitalist agenda -- together with unscrupulous scientists who see this scare as their gravy train to federal grants and foundation money -- resort to dirty tricks, smear campaigns, and outright lies, abandoning scientific standards, journalistic integrity, and the old-fashioned notions of free speech and open debate.

 

Now, for a limited time, HUMAN EVENTS is making Red Hot Liesavailable to you absolutely FREE.

 

In your FREE copy of Red Hot Lies, you'll discover:

 

  • How the global warming industry is made up of lifestyle nags and nanny-statists who are seeking to curtail our liberties -- backed by "green" industries who want the state to create mandates and hike subsidies
  • How Big Government, politicians and global warming nutjobs are abusing power in the pursuit of even more power, as environmental alarmists knowingly spread false and exaggerated data on global warming
  • How, in the Left's efforts to suppress free speech (and scientific research), they have compared global warming dissent with "treason"
  • How the liberal media lie and conceal the truth while the global warming establishment moves ruthlessly to crush dissent and ruin the lives of dissenters
  • How that establishment, not content to dominate the mainstream media, is even propagandizing children, and not hesitating to use alarmist scare tactics to do so
  • Proof that most scientists are actually global warming skeptics

 

CLICK HERE to get your FREE copy of Christopher Horner's Red Hot Lies today.

 

Sincerely,

Thomas S. Winter
Editor in Chief, HUMAN EVENTS

 

P.S. Here is how to tick off a liberal... just subscribe to HUMAN EVENTStoday! (And you'll receive a FREE copy of Red Hot Lies -- a $27.95 value.)

 

P.P.S. Make a liberal even angrier by subscribing for 70 weeks and also get absolutely free, The REALLY Inconvenient Truths. For instant service, call us toll-free at 888.GO.RIGHT (888.467.4448).

 

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Obama e o futuro da liberdade de expressão e de imprensa

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 17 dezembro 2008
Editorias - CulturaEstados Unidos


“O Congresso não fará lei relativa ao estabelecimento de religião; ou que limite a liberdade de expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de reunir-se pacificamente e de dirigir petições ao Governo para a reparação de seus agravos”. (PRIMEIRA EMENDA À CONSTITUIÇÃO DOS EUA)


Pouco depois da promulgação da Constituição os framers (“modeladores” da Constituição) se deram conta de que deveriam esmiuçar melhor os direitos dos cidadãos frente ao Governo e foram propostas dez emendas que levaram 810 dias para serem discutidas, votadas e referendadas, constituindo a Declaração de Direitos (Bill of Rights) [i]. O fato da liberdade de expressão e de imprensa ter sido dos primeiros assuntos discutidos mostra a importância que foi atribuída a elas na organização de um país livre: a busca da verdade, o progresso científico, o desenvolvimento cultural, o incremento da virtude entre o povo, a adesão dos funcionários governamentais aos princípios republicanos, o reforço da comunidade e uma ameaça a políticos demagógicos. A discussão que se seguiu foi a respeito do verdadeiro significado da liberdade de imprensa, principalmente em relação a um ponto crucial: haveria somente proibição de censura prévia e necessidade de registro de publicações, como na lei britânica, permitindo a punição após a publicação (como defendiam os Federalistas e Sir William Blackstone); ou proibiria também a punição pós-publicação, como defendiam os Republicanos e James Madison: “Esta idéia (britânica) jamais deverá ser admitida como uma idéia americana, pois uma lei que permita punir publicações a posteriori teria efeito similar a uma que prevê a censura prévia”. Os Federalistas defendiam que deveria haver limitações porque “…o Governo não pode estar seguro se forem permitidas calúnias falsas e maliciosas que diminuam a confiança e a afeição do povo”. Predominou, até 1937 (ver adiante), a posição dos Republicanos, de que mesmo discursos que criem “desprezo ou má reputação ou ódio (do governo) no meio do povo” devem ser tolerados porque a única maneira de determinar se este desprezo é justificado, é “pelo livre exame (das ações do Governo) e a conseqüente livre comunicação no meio do povo” [ii] [iii].


Em 1644 o poeta britânico John Milton (Paradise Lost), escrevendo contra a censura, instou seu país a ser ‘a grande casa da liberdade’ (the mansion house of liberty [iv]). Dizia ele: “Se os censores atacarem os livros porque não iriam proibir canções populares, conversas privadas ou até mesmo espetáculos de rua? (…) A principal marca de nosso caráter não está na proteção contra as palavras dos outros, mas em nossa responsabilidade por nossas opções”. (…) “A autoridade deve confiar que, sob a liberdade e a lei, a verdade (e a virtude) prevalecerão num livre enfrentamento com os erros e vícios”. A liberdade de expressão é parte essencial da dignidade humana, do progresso e da liberdade. “A Primeira Emenda garante aos indivíduos e aos grupos uma grande autonomia, não apenas para decidir suas mensagens, mas também de se expressar de forma criativa até mesmo em assuntos controversos”. [v]


* * *


Este preâmbulo foi necessário porque o que se chamava então de imprensa era o que hoje chamamos de mídia escrita (oriunda do inglês communications media, meios de comunicação), pois desde então o conceito de imprensa se ampliou para o rádio, o cinema, a televisão e, mais recentemente, a internet. A Suprema Corte tem tomado todos estes meios como expressões do original imprensa. Já liberdade de expressão é um termo mais vasto e abrangente, incluindo a livre discussão de idéias em público ou privado, os discursos de qualquer natureza, a divulgação de descobertas científicas e desenvolvimentos tecnológicos, a livre circulação de idéias dentro das sociedades científicas e o direito de divulgá-las [vi].


A Suprema Corte vem dando preferência para a interpretação Republicana da Emenda e esta é a base do direito ao sigilo das fontes adotado por toda a mídia. Os Democratas nunca engoliram esta liberdade total. Desde o governo socialista de Franklin D. Roosevelt que as coisas começaram a mudar, pois era preciso impedir que o público soubesse das nomeações de altos dirigentes comunistas para cargos de relevância no seu governo, como Alger Hiss, agente soviético nomeado para funcionário do Departamento de Estado – Departamento entregue totalmente, na ocasião, ao Council on Foreign Relations (CFR) - e Presidente da Comissão que elaborou a carta da ONU.


A Seção 315 do Communications Act de 1937 obrigava as estações de rádio a oferecer ‘oportunidades iguais’ para todos os representantes de candidatos dentro de uma emissora, exceto nos noticiários, entrevistas e documentários. Desde o início da década de 40 a Federal Communications Commission (FCC) adotou a “Mayflower Doctrine” que proibia as emissoras de rádio de expressar as idéias do editor (editorializing). Ao longo da década houve um relaxamento, permitindo a editoração em casos em que outros pontos de vista fossem igualmente irradiados. Finalmente, em 1949, no governo do ex-Vice de Roosevelt, Harry S. Truman, foi adotada a Fairness Doctrine que estabelecia a obrigatoriedade de balanceamento de opiniões nos programas de rádio, a critério da FCC, para estimular a discussão de opiniões controversas sobre assunto de importância pública. Enquanto a Seção 315 era lei federal aprovada pelo Congresso, a Fairness Doctrine não passava de política interna do FCC, portanto não é lei federal, como muitos acreditam.


A pergunta que fica no ar é: por que só o rádio e, desde que existe, a TV a cabo? Os jornais apresentam claramente seus pontos de vista e apóiam candidatos e as grandes redes de TV também. A resposta é dupla. Em primeiro lugar é o rádio que é o meio de comunicação mais apreciado pelos americanos. O programa de Rush Limbaugh, por exemplo, atinge 40 milhões de ouvintes diariamente, número muito maior do que os grandes jornais e as redes de TV, exceto nos horários de pique e em finais de competições esportivas. Nos jornais nem todos lêem os editoriais e nas redes de TV o tempo é tão caro que torna impossível algum repórter ou mesmo um âncora se estender em grandes elucubrações. E se o fizesse o público mudaria de canal, pois o que se procura na TV não é profundidade e sim divertimento rápido e notícias idem.


Em segundo, porque tanto o cinema de Hollywood quanto o teatro da Broadway encontram-se firmemente em mãos esquerdistas desde o magistral trabalho com a intelectualidade americana feito por Willi Münzenberg na década de 30 [vii]. Os grandes jornais e as redes de TV seguiram o mesmo caminho. Estando de acordo com o “progressivismo” do Partido Democrata não é necessária uma Fair-ness, pois tudo é fair (leal, justo, honrado). A onipotência e a onisciência das esquerdas, claramente psicóticas, torna suas opiniões sempre justas e corretas por falarem em nome de um delirante mundo futuro brilhante e glorioso. Mas não o rádio e as estações de TV a cabo, locais ou regionais, que, por atingir os grotões bluegrass (regiões de caipiras, onde imperam as tradições) os conservadores têm mais sucesso. Aí não é fair que eles expressem suas opiniões ‘retrógradas’.


Inúmeros jornalistas protestaram por considerá-la uma violação da Primeira Emenda e dos direitos de livre manifestação e liberdade de imprensa, e defendiam que os repórteres é que deviam decidir por si mesmos sobre o ‘balanceamento’. Ao contrário da tão magnânima intenção da Doutrina, ao invés de estímulo ocorreu uma maior inibição por medo de censura – o efeito assustador (chilling effect): para evitar a obrigatoriedade de andar em busca de pontos de vista opostos, a maioria dos jornalistas simplesmente evitava cobrir qualquer item controverso. Deve-se notar aqui a clarividência de James Madison: expor a punições é igual à censura prévia.


Com a desregulamentação do governo Reagan o novo Presidente do FCC, Mark Fowler, elaborou o Fairness Report em que se evidenciava que ela estava tendo o efeito contrário por causa do chilling effect. Declarou extinta a Doutrina e finalmente, em 1987, várias Cortes declararam que a doutrina não era lei e, portanto, não poderia ter força de lei. Mas os Democratas voltaram ao ataque: na primavera de 87 ambas as Casas do Congresso aprovaram a doutrina como lei, obrigando a FCC a torná-la obrigatória, mas Reagan vetou a lei e não houve votos suficientes para derrubar o veto (2/3 dos votos de ambas as Casas). O mesmo voltou a ocorrer no governo Bush com igual resultado. No entanto a fairness permanece como pano de fundo e membros do Congresso – a maioria expressiva de Democratas – continuam a ameaçar torná-la lei.

* * *

Agora, com os Democratas controlando a Presidência e ambas as Casas do Congresso a Speaker (equivale a Presidente) da Casa dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da maioria Reid, já disseram que querem trazer de volta a Fairness para impedir os talk shows conservadores de criticarem seu partido. Obama tem interesses primordiais em aprová-la pois, tal como Roosevelt, tem muito a esconder: sua verdadeira nacionalidade, seus aliados passados e presentes e seus planos de insurreição social através dos ‘organizadores de comunidades’ da ACORN (www.acorn.org/) e outras organizações. Mas ele é mais esperto do que Pelosi e sabe que exumar agora a doutrina seria visto como um ataque frontal à Primeira Emenda e despertaria a fúria dos ouvintes de Limbaugh, Hannity, Glenn Beck – que já foi avisado que será retirado do ar caso seja aprovada - e muitos outros, além de milhares de processos. O que Obama tem em mente é um ataque indireto à liberdade de imprensa. De fato, em junho ele declarou (http://www.humanevents.com/article.php?id=29566) que se opunha a trazer de volta a doutrina e sim apoiava a abertura das transmissões radiofônicas e das modernas comunicações aos mais diversos pontos de vista. À primeira vista uma abertura, não parece? Mas não é!


Mark Rudd (www.markrudd.com/Homepage/Who%20is%20Mark%20Rudd.htm), ex-terrorista da organização Weather Underground (http://en.wikipedia.org/wiki/Weatherman_(organization)) e um dos fortes apoios de Obama, afirma (http://www.aim.org/aim-column/is-obama-following-the-leninist-line/) que ele ‘finge ir para a direita e se move para a esquerda’. Outro ex-terrorista da WU, Jeff Jone (www.democracynow.org/2004/12/3/growing_up_in_the_weather_underground), declarou que os compromissos de Obama com o centro são apenas cortinas de fumaça para cooptar centristas, mas ele continua sendo o Comandante-em-chefe, sugere olhar detidamente para o segundo escalão, totalmente de esquerdistas e acrescenta: ‘Até Lenin ficaria impressionado!’


É claro que Obama não pode se sentir seguro “se forem permitidas calúnias falsas e maliciosas que diminuam a confiança e a afeição do povo”, pois esta ‘afeição’ é baseada exclusivamente em falsidades e imposturas e no desconhecimento de suas ligações com grupos terroristas e criminosos de Illinois. Três dias depois das eleições o Vice-Presidente para Estudos de Governabilidade da Brookings Institution (www.brookings.edu/), Darrell West, mandou para Obama o primeiro de 12 memorandos a serem enviados nas próximas semanas, instando-o a restaurar a Fairness Doctrine para ‘restaurar a ética jornalística e cumprir com a função da mídia de educar o povo’.


A grande novidade que será encaminhada ao Congresso chama-se localismo.


Localismo, Diversidade, e Propriedade dos meios de comunicação


A interpretação progressivista [viii] dada ao localismo exige que as emissoras sirvam aos interesses das comunidades locais para manterem suas licenças de transmissão. Ocorre que muitas emissoras possuem várias estações em cidades diferentes e/ou promovem programas nacionais, o que permite que os talk-shows conservadores tenham uma audiência nacional. Se fizermos o que Jeff Jones recomendou e ficarmos atentos ao segundo escalão, veremos que o escolhido por Obama para chefiar esta área e a equipe de transição é John Podesta, Presidente e CEO do Center for American Progress (CAP) (www.americanprogress.org/), o todo poderoso Chief of Staff de Clinton de outubro de 1998 a janeiro de 2001, quando dirigia e gerenciava a política interna e todas as operações diárias da Casa Branca. O Relatório Podesta recomenda maior responsabilidade sobre as licenças de transmissão e multas às emissoras que transmitem vozes conservadoras consideradas fora das necessidades ‘locais’. A receita gerada pelas multas seria revertida para financiar transmissões esquerdistas (liberals). Mas os esquerdistas já possuem vários órgãos de divulgação e os conservadores só têm os programas de rádio. Localismo não passa de um disfarce para silenciar a voz dos conservadores.


Além disto, o think tank de Podesta exige ‘diversidade de propriedade’, de forma a transferir a propriedade dos meios de comunicação a minorias esquerdistas do tipo Al Sharpton ou Jesse Jackson. Não passa de mais uma arma contra os conservadores que ‘não refletiriam a diversidade das comunidades às quais servem’ e, portanto, devem ser substituídas por vozes das supostas ‘minorias’, totalmente controladas pela esquerda. Isto é, roubo puro de propriedade!, nada mais característico dos esquerdopatas.


Jim Boulet, Jr., o dirigente da organização English First (http://www.englishfirst.org/) que inclui o projeto Keep Rush on the Air (www.keeprushontheair.com), vem advertindo há meses sobre a transformação do localismo do FCC. Boulett declarou à Human Events (www.humanevents.com/) o seguinte:


Em setembro de 2007 Obama fez uma declaração pró-localismo a uma audiência do FCC na sede do Operation Push do Reverendo Jesse Jackson (http://www.encyclopedia.chicagohistory.org/pages/934.html). Um mês depois Obama insistia junto ao Presidente do FCC Martin: “A Comissão falhou quanto às metas de diversidade nos meios de comunicação e de promover o localismo”. O CAP, dirigido por John Podesta produziu um relatório The Structural Imbalance of Political Talk Radio (http://www.americanprogress.org/issues/2007/06/talk_radio.html) com a conclusão de que “a ausência de localismo levou a uma maioria de talk-shows conservadores” e instou um “incremento de responsabilidade de maior localismo sobre as licenças de rádio”.


O escolhido para a equipe de transição para o FCC é Henry Rivera, Presidente do Minority Media Telecommunications Council (www.mmtconline.org/) que defende que as rádios não devem visar ao lucro, mas servir às comunidades, principalmente os interesses de grupos minoritários através de organizações que não visam lucro. As emissoras que não conseguirem aplacar os ‘líderes comunitários locais’ (os ‘organizadores comunitários’ de Obama, única atividade ‘profissional’ conhecida do próprio) poderão ter suas licenças revogadas automaticamente.


Curiosidade: qual foi a primeira organização que usou o localismo desta modalidade? Nada menos do que a altamente politizada The United Church of Christ (www.ucc.org/) do Reverendo Jeremiah Wright que já roubou a licença de uma emissora sulista que não ‘preenchia as condições de defesa dos direitos civis’.


Sou testemunha visual e auditiva de que essas afirmações ‘localistas’ são falsas. No lounge do aeroporto de San Francisco, que já freqüentei algumas vezes, existiam 4 aparelhos de TV transmitindo em inglês, espanhol, chinês e japonês. Nas rádios do Texas e do Arizona, que muito escutei andando de carro, tem programas totalmente em espanhol voltados para a comunidade mexicana. Existem em vários estados programas de rádio em árabe, russo e outros idiomas não identificáveis.


O que vem por aí com a eleição deste impostor é a estatização total dos meios de comunicação através da qual suas imposturas ficarão definitivamente enterradas sob um monturo fedorento de mentiras esquerdistas; e 211 anos depois colocarão uma pá de cal sobre o mais importante documento a favor da liberdade de todos os tempos: a Constituição Americana. Que se juntará à estatização dos meios de produção, conforme o discurso do Senador Ron Paul (ver vídeo aqui publicado). Como venho denunciando há anos, é mais um passo no sentido do suicídio da águia!


Notas:


[i] Não confundir com a Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU, uma empulhação comunista. Em breve comentarei a diferença entre ela e o direito anglo-saxônico.


[ii] As informações sobre a Constituição e as discussões subseqüentes estão baseadas em The Heritage Guide to the Constitution, Edwin Meese III, Ed., Regnery, Washington DC, 2005 e The Constitution and what it Means Today, Edward S. Corwin, Princeton, 1978 (1920).


[iii] As diferenças entre as leis britânica e americana estão bem evidenciadas no artigo a ser publicado de Rachel Ehrenfeld Rocking the free speech boat sobre o processo movido contra ela pelo bilionário saudita Khalid bin Mahfouz na Inglaterra.


[iv] A expressão Mansion House tem também significado simbólico de poder, pois é a denominação da residência oficial dos Prefeitos de Londres, Dublin e York.


[v] The Fire Guide to Free Speech on Campus, David A. French, Greg Lukianoff & Harvey A. Silvergate, Foundation for Indicidual Rights in Education (FIRE), 2005


[vi] Uma das táticas para coibir a livre circulação de idéias muito comum nas universidades e sociedades científicas é a pressão para manter as discussões “dentro da comunidade” (o famoso ‘roupa suja se lava em casa’), impedindo o público de tomar conhecimento das divergências que eventualmente poderiam lhe interessar diretamente, como no caso das sociedades médicas e psicológicas. Nos últimos tempos o próprio conceito de ética foi distorcido para voltar-se mais para a relação entre colegas do que desses com o público diretamente afetado. Voltarei a este assunto em outro artigo.


[vii] Ver meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial. Também para o CFR.


[viii] O termo progressivismo é preferível a progressista, pois o último é propositadamente confundível com os defensores do progresso real, seja tecnológico, científico, cognitivo, etc., enquanto o primeiro é a progressão rumo ao comunismo.


Hitler mamou em Marx. NAZISMO (Nacional SOCIALISMO) = COMUNISMO como já está mais do que provado

"Não sou apenas o vencedor do marxismo, sou seu realizador. Aprendi muito com o marxismo e não pretendo escondê-lo. O que despertou interesse nos marxistas e me forneceu ensinamentos foram seus métodos. Eu, simplesmente, levei a sério o que essas mentes de pequenos comerciantes e secretárias haviam vislumbrado timidamente. Todo o nacional-socialismo lá está contido. Veja bem: os grêmios operários de ginástica, as células empreendedoras, os desfiles monumentais, os folhetos de propaganda redigidos em linguagem de fácil compreensão pelas massas. Esses novos métodos de luta política foram praticamente inventados pelos marxistas. Eu só precisei me apoderar deles e desenvolvê-los para conseguir assim os instrumentos de que necessitávamos."

- Fonte: "Hitler m'a dit" (1939)



"Eu aprendi muito com o Marxismo, como não hesito em admitir. A diferença entre eles e eu é que eu tenho posto em prática o que esses 'revolucionários teóricos' têm começado timidamente. Eu tive apenas de concluir logicamente que a Social-Democracia falhou repetidamente devido à sua tentativa de realizar a evolução dentro da estrutura democrática. O Nacional-Socialismo é o que o Marxismo poderia ter sido se ele tivesse quebrado suas ligações absurdas e artificiais com a ordem democrática."

- Fonte: "The Ominous Parallels" (1982)



"Há mais do que nos une ao Bolshevismo do que nos separa dele. Há, acima de tudo, um sentimento genuinamente revolucionário, que está vivo em todo o lugar na Rússia. Eu sempre considerei essa circunstância, e dei ordens para que ex-Comunistas sejam admitidos no Partido imediatamente. A pequena burguesia Social-Democrata e os sindicalistas nunca serão um Nacional-Socialista, mas o Comunista sempre será."

- Fonte: "The Ominous Parallels" (1982)


E ainda por cima, tem isto: 

KARL MARX: Após o socialismo uma fase superior se desenvolveria: o comunismo.

De tudo, resta que nazismo=socialismo=comunismo.

O está faltando para as pessoas deste planeta entenderem que esta é a pior estirpe de seres humanos que já nasceu?

A liberdade e a esquerda

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 26 dezembro 2008 
Editorias - CulturaPolítica

Cavaleiro do Templo: leiam atentamente o artigo e, logo abaixo, os comentários enviados por e-mail (sic) pelo meu amigo M.

A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.


Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.


Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e universidades do “serviço comunitário”, para admissão de estudantes.


Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em atividades arbitrariamente definidas como “serviço comunitário”.


A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens – em vez de deixá-los (e a seus pais) livres para decidir como usar seu tempo – só não é maior que a arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.


Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um “serviço comunitário” – como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.


Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?


Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e recompensa.


Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um “direito” para indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo, nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de alguém ou eles não existirão.


Para alguns, o que “direitos” significam é forçar outras pessoas a trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de pára-choque de caminhão diz: “Trabalhe duro. Milhões de pessoason welfare [vivendo dos programas sociais do governo] estão dependendo de você.”


O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares são exigidas dos estudantes sob o título “serviços comunitários”.


A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas noções arbitrárias?


Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos outros? O que suas imposições mostram, exceto que “os idiotas abundam onde os anjos temem pisar”1?


Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder arbitrário?


A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da esquerda.


Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de “serviços comunitários” entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.


De fato, muitos que promovem o “serviço comunitário” obrigatório são fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se recusam a trabalhar.


Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas idéias do que é bom para toda a sociedade – um direito que eles veementemente negam àqueles cujas idéias do que é bom para a sociedade diferem das deles.


A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados oponentes da liberdade.


Townhall.com


Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo.


***


O estilão de Sowell tem como selo inconfundível este abrir com lucidez o cerne vivo, essencial, dos temas tratados. E o faz com tal engenho e arte que alcança condensar mais de um sentido em um única frase. Atente para a primeira delas:
 
"A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade."
 
Significa:
 
a) - Muitos esquerdistas não alcançam entender que suas intervenções são negativas e fatalmente limitarão a liberdade.

Esta é a postura do primeiro dos três - únicos e clássicos - perfis humanos passíveis de adição ao esquerdismo - o imbecil.

O termo resume várias condições, desde a ingenuidade desarmada do adolescente inexperto até a madura estupidez congênita, incapaz de senso crítico, desprovida desta humana curiosidade que nos leva a esmiuçar os vários aspectos de um fenômeno em busca da verdade. Como cracas - cujo Q.I. compartilham - aderem teimosamente à primeira visão-de-mundo haurida de algum doutrinador canhoto e tanto, que se tornam inamovíveis, pouco importando a pertinência e factualidade da argumentação contraditória. Formam a maior porção das massas de manobras.
 
b) - Esquerdistas 'dizem' não se opor à liberdade, ao tempo que labutam por sua extinção.

É a disposição dos dois tipos seguintes, que completam a trilogia maldita: o 'doente' e o canalha, características frequentemente somadas no mesmo indivíduo, como ocorria com Karl Marx, Lênin, Stalin, Trotsky e atualmente, cá por casa. em uns tantos personagens em Brasília.

Entre aspas, porque tal patologia é tão encontradiça que se faz estatisticamente normal. Refiro-me a fulcros neuróticos que a partir do inconsciente ( instância anímica existente apenas no Outro, claro! Não em mim, Deus me livre! ) determinam as opções existenciais e, sob capas racionalizantes, moldam o comportamento.

A criatura, em geral, é um 'universitariado', semi-intelectualizado, tem umas quantas leituras que, inclusive, lhe facultam conhecimento dos efeitos inevitavelmente ruinosos das ideologias canhotas. Atente, amigo: ele sabe que o esquerdismo é uma maldição para a humanidade. Este é um dado-chave para a real natureza deste espécimen:
 
o anzol que assegura sua adição é precisamente a destrutividade implícita na práxis ideológica.
 
É um fato muito bem conhecido por psicoterapeutas, mas que o tipo nega à própria consciência. E o faz porque o passo seguinte em direção à causa usa ser insuportável - aceitar que é um medíocre frustrado consumindo-se em inveja. (Há tempos, uma pesquisa entre brazucas revelou que 86% dos entrevistados apontam a inveja como o pior dos defeitos humanos. Mas, atenção! defeito do Outro. Apenas 1% admitia sentir inveja - ocasionalmente.).

Claramente, todos nós, bípedes implumes, somos suscetíveis à inveja. Entretanto, seres sadios não a negam, reconhecem sua ocorrência enquanto evento que nos acomete desde os porões psiquicos, aceitam-na como traço humano, mas não se identificam com ela ( está momentaneamente em nós, mas não somos aquilo ) e cuidam que se dissipe sem prejuízos para ninguém. 

Inveja é a difusa sensação da própria incompetência e inferioridade em relação ao objeto-alvo e tão indigesta para a auto-estima, tão dolorosamente humilhante, que egos primários tendem a assumir, por dinâmica defensiva inerente à natureza humana, que a destruição do objeto invejado é, não apenas, a única solução para seu sofrimento, como também 'perfeitamente justa'. Para criar-se tão curioso e confortável sentimento de 'justiça', que alicerça e apoia as resultantes agressões, ativam-se banais mecanismos projetivos: atiro sobre o invejado todo o lixo anímico que, mui cuidadosamente, nego reconhecer em mim mesmo: ele - não eu! - é desonesto; ele - nunca eu! - é ganancioso, odiento, inescrupoloso, agressivo, mentiroso, destrutivo, voraz, falso, hipócrita... e o que mais se fizer necessário para configurar no próprio imagínário "um cachorro muito do fia-da-puta", merecedor de todo meu ódio.

No rude bestunto esquerdótico o futuro 'benefício à humanidade' derivado da destruição de tamanho monstro, justifica a priori que ele atue com malícia, que minta, roube, perverta, corrompa, assassine... Para isto foi criado o sofisma Os fins justificam..Atuando como lente inversora coadjuvante da auto-cegueira, reveste sua própria monstruosidade com a brilhante armadura de um paladino pela justiça: "-- Nossa! Como EU sou ótimo! "
 
As zelites esquerdopatas, sempre compostas pelo terceiro tipo ( canalhas bem criados ) usam ser desdobramentos - por aprofundamento da auto-corrupção - do segundo perfil, com um fator superlativamente agravante: a compulsiva ânsia por domínio e poder, temperada com aquela sede de vingança que era uma característica de Marx.

O foco é neurótico, turbinado pela inevitável dinâmica da compulsão.

Atenta, amigo: compulsão é coerção, imposição interna irresistível que obriga a dado comportamento, e tanto mais coercitiva quanto mais inconsciente.

A periculosidade de tal quadro se potencializa maximamente pela completa ausência de escrúpulos limitantes. Há muito, ele - ateu convicto - sabe que "se Deus não existe, tudo é permitido."  Sabe também que a ideologia canhota é nada mais que um amontoado de absurdos, mas excelente instrumento para manipular idiotas. Algo que executa com frio cinismo e total desprezo pelos "otários".

O símile cabível é o da fera à solta na selva, exclusivamente motivada a livremente satisfazer seus apetites. É precisamente este o termo com que um evangelista nos alertava desde séculos - a Fera.

Reagan sabia bem o que dizia ao chamar a URSS de "o império do Mal".
 
Às vítimas, presas potenciais expectantes - democratas, empresários, militares - fica a questão:
 
- Como se pára uma fera?
 
M.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".