Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

SOBRE AS DESCULPAS ÀS VÍTIMAS DO REGIME MILITAR

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Jorge Baptista Ribeiro, Fundador do FDR e Coordenador da FTRD


Clicando em O Jornal do Comércio, o leitor poderá se inteirar da íntegra da notícia, sob o título “Governo pede desculpas às vítimas do regime militar”. Encontrará um texto, sem encadeamento lógico e pleno de divergências e incoerências, mas propositalmente elaborado para estimular os seus neurônios a produzirem uma confusão mental subconsciente que ponha dúvidas em suas certezas conscientes. E quando dúvidas pululam numa cabeça em conflito, nada mais simples do que preencher esses espaços com conotativos tais que o “Respeitável Público”, já alquebrado nas suas trincheiras mentais, placidamente, os considere como verdades irretorquíveis, inclusive, respaldadas pelo Direito Consuetudinário e pareceres de “especialistas” encomendados, de forma que “entre les deux, o embuste e a verdade, “votre coeur balance”.

Com bastante clareza e inegável propriedade, o filósofo Olavo de Carvalho, didaticamente, resume essa técnica, bastante utilizada na guerra psicológica revolucionária, num seu artigo publicado em: 

< http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6445 >. Entretanto, como o site Mídia Sem Máscara encontra-se fora do ar, em reparo técnico, para solucionar os problemas decorrentes da ação de um hacker. em anexo, segue cópia do artigo supracitado, intitulado: “
Engenharia da confusão (Cavaleiro do Templo: ou clique aqui).

Por oportunas, algumas considerações se impõem quando se trata de uma luta revolucionária cruel e diabólica que, através os séculos, intenta a criação de um homem novo, totalmente diferente daquele que nos dá conta a tradição humana e cristã. Em “1984”, Orwell e em “Uma nova visita ao homem feliz”, Aldous Huxley, nos mostraram o poderio da ciência de domesticação dos povos que é a Psicopolítica, mais conhecida como lavagem cerebral, praticada pelos profissionais agentes do credo vermelho. Tanto usada para subjugação das massas quanto para transformar as convicções de um indivíduo e escravizar a sua psique aos desígnios comunistas. 

Para os que desejarem se aprofundar nesse assunto peço vênia para indicar quatro esclarecedoras leituras:

1 – “A Multidão” - obra do filósofo francês Gustave Le Bon que em 1896 já apontava que a maioria das revoluções era feita com sucesso, trocando-se o significado das palavras e com isto promovendo-se uma enorme confusão de idéias em pessoas que, atônitas, repetiam sem pensar, certas instruções premeditadas para favorecerem a causa revolucionária, sem perceberem seus verdadeiros objetivos

2 - “Psicopolítica – Técnica da lavagem cerebral” de Kennet Goff, um ex-comunista norte-americano que se sentindo trapaceado por seus instrutores comunistas, ainda em tempo, tornou-se um fervoroso combatente anticomunista. Goff louva sua obra no que lhe fora ensinado, entre maio de 1936 e outubro de 1939 nas escolas clandestinas dos Estados Unidos, na sua maior parte, instruções extraídas do “Manual Comunista de Adestramento para a Guerra Psicológica”.

3 - Entrevista com Yuri Alexandrovitch Bezmenov - Ex-Agente da KGB – disponibilizada em: 
- Depoimento que mostra seu trabalho a serviço da KGB para cooptar intelectuais formadores de opinião, artistas e diplomatas para que estes se transformassem em agentes orgânicos. 

4 - “Técnicas de Persuasão – Da propaganda à lavagem cerebral – J A C Brown – Editora Zahar
O autor, formado em Psiquiatria pela Universidade de Edimburgo e diretor do Instituto de Psiquiatria Social, de Londres, nesse livro, especialmente se dirige aos jovens que desejam pensar livremente, aconselhando que se informem, raciocinando com apoio em provas racionais. Adverte também que as tentativas de modificar opiniões alheias são tão antigas quanto a palavra humana, mas a evolução das ciências humanas, aperfeiçoou de tal forma as técnicas de persuasão que todos devem se cuidar para não sujeitar o seu livre pensar à desonestas manipulações e disfarçados processos da Guerra Psicológica que se valem das vulnerabilidades humanas para deformar raciocínios. 

Ao finalizar, quero deixar bem claro que nem é obra do acaso e muito menos mera coincidência o fato do caro leitor encontrar no texto da notícia do Jornal do Comércio divergências entre as falas do comandante Supremo da Forças Armadas e seus comparsas ideológicos. Tudo faz parte da estratégia da Guerra Psicológica que muitos não percebem e ainda debocham de uma minoria que procura fazer a parte que lhe toca como patriota que não deseja para o seu país a adoção de um regime alienígena e totalitário.

Engenharia da confusão

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Diário do Comércio (editorial), 14 de março de 2008

O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 - 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes.

Isso funciona de maneira quase infalível, mesmo que os estímulos sejam de ordem puramente cognitiva e sem grande alarde emocional (frases contraditórias ditas numa seqüência camuflada, de modo a criar uma confusão subconsciente). Mas é claro que funciona muito mais se o sujeito for submetido ao impacto de emoções contraditórias fortes o bastante para criar rapidamente um estado de desconforto psicológico intolerável. Esse mesmo desconforto serve de camuflagem, pois a vítima não tem tempo de averiguar que a contradição vem da fonte, e não do seu próprio interior, de modo que ao estado de aflição vêm somar-se a culpa e a vergonha. A reação automática que se segue é a busca desesperada de um novo padrão de equilíbrio, isto é, de um sentimento mais abrangente que pareça comportar em si, numa síntese dialética, as duas emoções inicialmente vivenciadas como contraditórias, e que ao mesmo tempo possa aliviar o sentimento de vergonha que o indivíduo sente perante a fonte estimuladora, que a esta altura ele toma como seu observador crítico e seu juiz.

Se o leitor examinar com certa atenção o discurso esquerdista, verá que ele procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva.

Digo medo e compaixão, mas nunca de trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária, a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. As destruições de fazendas pelo MST são um exemplo nítido: a classe atacada fica paralisada entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar proteção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

Não é coincidência que a primeira descrição científica desse mecanismo tenha sido obra de um eminente psicólogo russo: o emprego da estimulação contraditória já era uma tradição no movimento revolucionário quando Ivan Pavlov começou a investigar o assunto justamente nos anos em que se preparava a Revolução Russa. Seus estudos foram imediatamente absorvidos pela liderança comunista, que passou a utilizá-los para elevar a manipulação revolucionária da psique às alturas de uma técnica de engenharia social muito precisa e eficiente, capacitada para operações de grande porte com notável controle de resultados.

Nas últimas quatro décadas, com a passagem do movimento revolucionário da antiga estrutura hierárquica para a organização flexível em “redes” informais com imenso suporte financeiro, o uso da estimulação contraditória deixou de ser uma exclusividade dos partidos comunistas e se disseminou por toda sorte de organizações auxiliares – ONGs, empresas de mídia, organismos internacionais, entidades culturais -- cuja índole revolucionária não é declarada ex professo , o que torna o rastreamento da estratrégia unificada por trás de tudo um problema muito complexo, transcendendo o horizonte de consciência das lideranças empresariais e políticas usuais e requerendo o concurso de estudiosos especializados. Em geral, os liberais e conservadores estão formidavelmente desaparelhados para enfrentar a situação: esforçam-se para conquistar o público mediante argumentos lógicos em favor da democracia e da economia de mercado, quando o verdadeiro campo de batalha está situado muito abaixo disso, numa zona obscura de paixões irracionais administradas pelo adversário com todos os requintes da racionalidade e da ciência.

Em artigos vindouros ilustrarei o emprego da estimulação contraditória por vários “movimentos sociais”: feminista, gayzista, abortista, ateísta, ecológico, etc.

Sobre grupos, atitudes e atividades

Por e-mail (sic)

Esta semana que termina realizei duas apresentações no Rio de Janeiro.

As duas em ambientes supostamente favorável às propostas liberais-democratas, onde todos se dizem "contra-comunistas". Cultos. Nível superior, empresários, militares, radialistas, de vários estados do Brasil.

Maior problema, já lugar comum: todos "politicamente corretos" e com o "senso comum modificado". Resultado: falam o que as esquerdas querem que falem, pensam como querem que pensem e reagem a qualquer sugestão de posicionamento como seria, conseqüentemente, de se esperar: duvidam da realidade que deixamos clara em sua frente, evitam encarar suas próprias fraquezas escondendo a cabeça na areia como avestruzes. E pensam que estão reagindo contra o socialismo.

Não compreendem, na maioria - há sempre as brilhantes exceções - que o que enfrentamos é uma "revolução cultural", que se passa dentro de suas próprias cabeças, balizando seus comportamentos. Não conseguem perceber que até mesmo os movimentos de expressão de revolta que têm vontade de realizar são predizíveis e esperados. Não percebem que por trás do que os invoca há um discurso de lindas palavras, suaves, cheias "de amor", um ensaio libertário, do anarco-comunismo que hoje é movimento transversal a todas as movimentações socialistas, facilitando sua comunicação como vazos comunicantes e levando a todas as seis linhas de socialismo que lutam pela tomada de poder no país o suporte da militância e da mobilização popular, no que são mestres.

A recuperação da sociedade só terá lugar no momento em que as pessoas se conscientizarem realmente que estão doentes e que precisam aprender a lidar com essa doença chamada socialismo.

Convidar os palestrantes que o grupo organizador convidou, sem qualquer exceção ainda que pese o carinho ao "rústico" Gen. Torres de Mello, demonstra que não conseguem nem perceber o que está se passando em suas cabeças, quanto mais o que se passa no país.

Jorge

domingo, 28 de setembro de 2008

Atuais governantes não têm oposição no Brasil, diz Sérgio Guerra

Da FOLHA ONLINE
FÁBIO GUIBU, 26/09/2008 - da Agência Folha, em Recife

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse nesta sexta-feira, em Recife, que os governantes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão "sem oposição" no país.

Cavaleiro do Templo: isto não é novidade alguma, o plano PT/PSDB tem como um de seus tentáculos fazer o Brasil todo crer que são oposição um do outro. MAs FHC já afirmava o contrário, que são A MESMA PORCARIA, O MESMO LIXO COMUNISTA EM BUSCA DO PODER TOTAL, TRAVESTIDO APENAS EM DUAS ROUPAS "DIFERENTES". Vejam aqui.

"Não tem oposição nas Assembléias, na Câmaras municipais, aqui e em todo lugar", afirmou. "O Parlamento está muito ruim. O Senado, que é menor, ainda tem uma ilha de oposição substantiva", declarou. "Não é que falte luta na Câmara, mas falta voto lá."

Segundo Guerra, Lula "navega em uma onda favorável, é um superstar, um cara de muito talento", mas que "tem grandes pontos negativos" em seu governo que deixam de ser explorados pela oposição.

Como exemplo de ponto negativo, citou "o campo da democracia, do respeito às instituições". "O presidente se exclui da categoria política, fala como se não tivesse nada a ver com o Senado, com os partidos", afirmou o tucano.

"Nada tem a ver com ele, ele faz cara de paisagem", disse. "Agora, ser radical contra Lula não faz sentido, até porque tem coisas que ele fez que estão certas", declarou Guerra.

Questionado sobre o clima da disputa eleitoral em São Paulo, envolvendo Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o tucano afirmou que, para ele, "a briga já passou muito do limite" e que vê risco de enfraquecimento do partido e da oposição, "porque o nosso adversário lá é o PT e a Marta Suplicy".

Sobre a disputa em Recife, o líder do PSDB, declarou que a oposição, por não combater a atual gestão municipal do PT, será responsável por uma eventual vitória do candidato petista, João da Costa. "Será culpa da oposição, de um lado, e do uso desbragado do poder e da desconsideração pela democracia, do outro lado."

Costa, que teve sua candidatura cassada pela Justiça Eleitoral, por uso da máquina da prefeitura, aguarda o resultado do recurso sem suspender sua campanha.

Guerra esteve em Recife para acompanhar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em visita a candidatos tucanos de cidades do interior de Pernambuco e da Paraíba.

FHC - A Luta de PT e PSDB é Política (disputa de cargos), não Ideológica (orientação política). Portanto, o projeto é o mesmo: COMUNISMO!!!

Do portal FALA BRASIL
Escrito por Cristovam Buarque*, Monday, 06 December 2004

Cavaleiro do Templo: notem pelos trechos em vermelho que PT e PSDB são a mesma imundíce e, portanto, não são de forma alguma oposição um do outro, diferindo apenas nos seus nomes. Um é PT, outro é PSDB. A afirmação é de FHC.


Apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira, Cristovam Buarque e Fernando Henrique Cardoso.

Foi uma longa conversa para reinterpretar o passado, analisar o presente e pensar o futuro. Com um gravador em punho, o senador petista Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação, resolveu registrar a troca de impressões com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, quando eles se reuniram, um mês atrás, em Providence, nos Estados Unidos.

O diálogo, cedido ao Globo por Cristovam, somou 50 páginas impressas, das quais foram extraídos alguns trechos.

Entrevistador e entrevistado revelam identidades. Ambos defendem um choque social e acreditam que, um dia, apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira.

CRISTOVAM BUARQUE: A sua eleição e a do Lula não são fatos inesperados? A esquerda chegar ao poder?

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Totalmente.

CRISTOVAM: E não é uma surpresa que tenhamos chegado ao poder sem uma proposta nova para o povo? Chegamos rebocados pela direita.

FERNANDO HENRIQUE: Surpresa não é chegar, é chegar pelas duas vias... (risos)

CRISTOVAM: Nossas brigas (PT e PSDB) não podem impossibilitar um trabalho?

FERNANDO HENRIQUE: Não discutimos nem disputamos ideologia. É poder, é quem comanda. Minha idéia para o Brasil é a seguinte: você tem uma massa atrasada no país, e partidos que representam esse atraso, clientelismo. Os dois partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB. Em aliança com outros partidos. No fundo, disputamos quem é que comanda o atraso. O risco é quando o atraso se comanda. É um pouco o negócio do pacto com o diabo, do Fausto, não é? Você pode perder a sua alma nesse processo, porque o atraso pode te comandar. O risco neste momento é de vocês, do PT. De comandar um pouco o atraso e imprimir os outros nessa direção.

CRISTOVAM: Ainda é possível uma aliança PT-PSDB?

FERNANDO HENRIQUE: Acho que sim. Porque a luta é política, não é ideológica.

CRISTOVAM: Nós, do PT, fomos cooptados, ficamos lúcidos, amedrontados ou oportunistas? A nossa mudança veio de qual destes fatos?

FERNANDO HENRIQUE: Veio de tudo isso. Na campanha, é natural um certo oportunismo. Com jogada de marketing, você cria um mito, conta uma história. O meu mito era fácil, era o real, moeda, estabilidade. O Lula era ele próprio, a vida dele. Eu não estava mentindo, realmente tinha feito o real. O Lula também não, representa a ascensão de uma camada. Mas uma coisa é campanha e outra é governo. No governo, não basta paz e amor.

CRISTOVAM: Não está na hora de a gente dar um choque social no Brasil?

FERNANDO HENRIQUE: Se não fizermos alguma coisa rápido, haverá danos à democracia. Se o resultado vai muito devagar, é uma tragédia. Se não anda, pior ainda. Andar para trás é inaceitável. Eu resumiria dizendo: mais investimento em infra-estrutura e um choque social.

CRISTOVAM: Com uma carga fiscal de mais de 30% do PIB já dá para fazer...

FERNANDO HENRIQUE: Aumentou muito a arrecadação. Não entendi porque houve um aumento do superávit primário. Sou doutor nisso. Desde 1999 estou lutando com o FMI. A idéia do Fundo é sempre um pouco mais alto. Porque com o superávit atual, de 4,5%, você não paga nem os juros. Mas se for de 5%, também não vai pagar. Não precisa exagerar no superávit primário. Eu até posso dizer isso. O Lula é que não pode porque é o presidente. Os mercados caem no dia seguinte, é verdade.

CRISTOVAM: Mas para dar esse choque, não é preciso ter um compromisso (a palavra pacto não é boa)?

FERNANDO HENRIQUE: Não devemos falar de pacto porque dá má sorte. Digamos uma convergência. Tem de ser uma coisa suprapartidária. A sociedade tem de comprar a idéia. E tem que pegar gente influente na mídia, porque hoje não existe nada sem mídia. Na política atual, parafraseando Descartes (“Penso, logo existo”), é “estou na TV, logo existo”. Se você não é virtual, você não existe.

CRISTOVAM: A imprensa a gente até traz, agora a Justiça é que difícil trazer...

FERNANDO HENRIQUE: As classes dirigentes, dominantes, e mais do que as classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais estão encasteladas na Justiça.

CRISTOVAM: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: “Lula, venha conhecer a casa onde você um dia vai morar”. Foi generosidade ou previsão?

FERNANDO HENRIQUE: 
Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele dia: “Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição”. Era uma época muito difícil para o Brasil.

Eu disse lá, não sei se você se lembra: “Algum dia nós podemos ter de estar juntos”. Eu pensava numa crise.

E disse ao Lula: “Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa noção de que num país, você não pode alienar uma força”. Lula conversou comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse... Na hora de ir embora, o Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim, chorando. E disse: “Você deixa aqui um amigo”. Foi sincero, não é?

CRISTOVAM: Você é adversário dele?

FERNANDO HENRIQUE: Eleitoralmente, sim. Mas tem que estar perto. Tem que saber o que o outro pensa.

* Cristovam Buarque é Ph.D. em Economia, ex- governador (DF) (1995-1998), em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Foi Ministro da Educação (2003-2004). É membro do Instituto de Educação da Unesco. Autor do livro "Admirável Mundo Atual", e nosso colunista. Você pode visitar sua homepage - http://www.cristovam.com.br e escrever-lhe em mensagem@cristovam.com.br.

Especialistas desconfiam da inviolabilidade das urnas

Do JB ONLINE
Raphael Bruno, domingo, 28 de Setembro de 2008 - 02:00

Cavaleiro do Templo: cliquem abaixo e baixem uma matéria sobre FRAUDE EXPLÍCITA nas urnas eletrônicas. Enquanto a mídia e os "poderosos" desconfiam, fatos são jogados fora e as eleições no Brasil são apenas QUESTÃO  DE MERCADO: compre seu mandato com as URNAS ELETRÔNICAS.



OAB pediu auditoria porque Abin é a responsável por sigilo do sistema


BRASÍLIA

Mesmo com todas as garantias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a segurança das urnas eletrônicas brasileiras está longe de poder ser considerada um consenso. Engenheiros, especialistas em computação e parlamentares levantam dúvidas sobre a inviolabilidade das urnas e a capacidade dos equipamentos permanecerem livres de fraudes e manipulações.

Semana passada, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a pedido de um grupo de parlamentares, enviou ao TSE proposta de auditoria no sistema de criptografia das urnas eletrônicas. O motivo: o órgão responsável pelo sistema, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), está no furacão de denúncias envolvendo abuso de poderes e interceptações telefônicas ilegais.

– A Abin está politizada e fora de controle – queixa-se o deputado federal Raul Jungmann, um dos que motivaram a OAB a pedir a auditoria ao TSE. – Não tenho maiores receios de fraude eleitoral, mas o que está em jogo é muito sério, é importante demais para que todos os cuidados não sejam redobrados.

As dúvidas que pairam sobre o sistema eletrônico de votação não são novas. Em 2003, quando alterações na legislação que regulamenta os procedimentos de segurança do voto eletrônico foram aprovadas, manifesto assinado por especialistas na área de segurança de dados e ciência da computação falava em "ameaça ao regime democrático", classificava as urnas eletrônicas como "uma verdadeira caixa-preta" e afirmava, em tom alarmante, que "os fundamentos do projeto democrático brasileiro estavam em xeque".

Maior preocupação

O atual papel da Abin na criptografia das máquinas é a menor das preocupações de especialistas. No final de 2007, a Subcomissão Especial de Segurança do Voto Eletrônico da Câmara, após ouvir verdadeiro batalhão de técnicos, professores e representantes da Justiça Eleitoral, formulou uma série de projetos de lei propondo alterações na legislação da área.

– A conclusão unânime da subcomissão foi a de que o sistema precisa ser aperfeiçoado – lembra o deputado Geraldo Magela (PT-DF), presidente da subcomissão.

Atualmente, os projetos produzidos pela subcomissão estão engavetados esperando por uma chance de entrar na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

As principais críticas ao modelo atual estão relacionadas à ausência de um registro impresso do voto, cuja existência tornaria possível ao eleitor checar na hora se o voto que está sendo computado pela máquina eletrônica é realmente o que ele nela digitou, ao mesmo tempo em que forneceria uma base paralela para futuras auditorias, e às exigências dos partidos políticos por um acesso maior aos programas do TSE, desde sua fase de elaboração até o momento de totalização – contagem final – dos votos.

– Não queremos voltar ao modelo manual – explica Magela. – Queremos apenas aprimorar o voto eletrônico. O próprio TSE admitiu nos trabalhos da subcomissão que não há segurança absoluta na informática.

Não foi o que o presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto, comentou ao encerrar, no dia 12 de setembro, a cerimônia de assinatura digital e lacre dos sistemas que serão utilizados nas eleições municipais do próximo domingo.

– É a mais avançada tecnologia eletrônica a serviço da verdade do jogo eleitoral – definiu Britto. – Antigamente, um candidato ia para o processo eleitoral afirmando que poderia ganhar e não levar porque seria fraudado. Agora não, a pessoa já vai para a urna com a convicção de todo o aparato tecnológico a serviço da velocidade, da segurança, transparência, visibilidade do sistema.

Caso de Alagoas

Nem todos os candidatos, contudo, depositam no sistema de votação eletrônica a confiança sugerida pelo presidente do TSE. Em Alagoas, o candidato derrotado nas eleições para o governo estadual em 2006, João Lyra (PTB), enfrentou uma batalha judicial contra o TRE-AL para conseguir auditar o resultado que saiu das urnas.

Lyra, que aparecia tecnicamente empatado nas pesquisas de intenção de voto com o então adversário e hoje governador Teotônio Vilela (PSDB), não se conformou ao perder a eleição já no primeiro turno. Relatórios preliminares revelaram que, em boa parte das urnas, erros de registro foram encontrados. Dados das urnas apontavam horários, zonas eleitorais e até cidades incorretas.

R$ 2 milhões para auditar

A Justiça Eleitoral cobrou R$ 2 milhões do candidato do PTB para levar adiante uma auditoria completa. Lyra não quis bancar o custo e recuou. O caso é considerado por especialistas brasileiros que duvidam da inviolabilidade das urnas como uma espécie de Flórida ou Ohio brasileiro, em referência aos Estados norte-americanos que ficaram famosos pelas suspeitas de irregularidades na contabilidade de votos nas eleições presidenciais que elegeram e mantiveram George W. Bush na presidência dos EUA.

MATO GROSSO DO SUL PEDE SOCORRO - 2008


A diretoria do MNP convoca todos os cidadãos para manifestarem sua  insatisfação quanto à demarcação de propriedades rurais.


CONVOCAÇÃO!

O MNP - Movimento Nacional de Produtores - convoca todos os cidadãos  sul-matogrossenses para participarem da manifestação pública que será  realizada em Miranda-MS nesta segunda-feira dia 29 de setembro de 2008, com  o objetivo de demonstrar a insatisfação da população do estado contra a 
ampliação das terras de aldeias indígenas já existentes, comprometendo a  economia das cidades, expropriando terras produtivas.

Local: Cidade de Miranda - no Zero Hora (na entrada da cidade).
Data: 29 de setembro de 2008
Horário: Reunião a partir das 6 horas
Saída da passeata 7 horas e 30 minutos em direção ao centro da cidade


Compareçam!

Só seremos fortes se estivermos unidos!

Movimento Nacional de Produtores

__._,_.___
http://www.mnp.org.br/

Algumas razões cristianíssimas

Do blog CAVALEIRO CONDE (Conde Loppeux de la Villanueva)
DOMINGO, SETEMBRO 21, 2008


Uma das razões de eu ter buscado o cristianismo, e, em particular, o catolicismo, foi a minha profunda aversão ao materialismo moderno. Durante uma boa parte da minha adolescência, eu me embebi do veneno do ateísmo e do relativismo, e não percebia o quanto isso tinha um potencial destrutivo. Minhas idéias passavam de uma estranha mistura de liberalismo anticlerical, com aquela pitada de pseudo-cientificismo pedante, tão comum a muitas estrelas do circulo acadêmico (embora eu não pertencesse a nenhum).Lembrava os velhos ódios maçônicos da Revolução Francesa contra a igreja católica e contra o cristianismo em geral. Claro, com sacadas de Nietszche na cabeça. Na verdade, meus sentimentos eram até sinceros, embora obtusos. Observava alguns absurdos sendo atribuídos a religião e acabava crendo nisso como se fosse uma totalidade. A minha crença era a de que a religião visava um mal, os clérigos foram feitos para dominar a sociedade em causa própria e a fé era um emaranhado de superstições. E eu infernizava a vida dos pobres religiosos: os protestantes eram minhas maiores vítimas. Paradoxalmente, hoje, eles são todos amicíssimos meus. E, confesso, tenho um carinho profundo por eles.

É curioso que, a despeito desse aparente conflito com a religião, nunca me isentei dos valores com que ela me ensinou. Felizmente, percebi, com o tempo, que meu relativismo era postiço; que minha visão anti-religiosa era falsa. E tais manifestações não condiziam com a realidade dos meus sentimentos. Percebia que me identificava com o passado, com a história e com a Idade Média cristã. Algo estranho para um suposto ateu militante. . .

O materialismo promete a liberdade insuflando a revolta contra Deus e mesmo contra os homens. É pior: 
ele insufla uma revolta sem precedentes contra a realidade e contra a escala das premissas morais, éticas e epistemológicas elementares, deformando a própria compreensão do mundo. Analisando parcamente as teses iluministas atéias, marxistas, positivistas e outros tipos ideológicos “cientificistas”, deparo-me com algo que me foi particularmente incômodo: elas conspiram contra a consciência e contra a liberdade humana. Porque os aspectos filosóficos que dimensionam a liberdade, a consciência, a moral, a ética, entre outros, só podem ser visíveis e substanciais, dentro de uma profunda crença na transcendência. Até então, eu, que acreditava lutar pela liberdade, na prática, estava ajudando a destruí-la.

Se há algo que existe nos materialismos é um profundo fatalismo da realidade humana. Não existem atributos inatos que nos caracterizam como seres humanos livres, independentes ou espirituais. Os marxistas, os positivistas, os evolucionistas e outros tipos de 
“ismos” nos reduzem a um rebanho determinado por forças históricas, biológicas e materiais arbitrárias e impessoais. Às vezes pensava comigo: como conciliar a razão humana e seus valores dentro de uma perspectiva filosófica que transforma a humanidade num nada? O matemático Blaise Pascal falava do terrível silêncio do universo na falta de Deus. Este universo sem voz, sem razão de ser, sem nexo causal, anulava e esmagava o significado e a importância do homem no mundo. O que percebi, cada vez mais nos materialismos, é que eles supõem piamente que o acaso é algo superior a racionalidade. Mas desde quando o acaso cria alguma coisa? Se os homens não conseguem criar quase nada ocasionalmente, como isso pode ser uma realidade do surgimento do mundo, com suas complexidades, suas harmonias e suas maravilhas? Qual seria o sentido de discutir sobre a liberdade, sobre os direitos, sobre a consciência, sobre a sacralidade da vida humana, se todo o resto do universo silencia quanto a isso? Um amigo ateu me perguntou por que comecei a crer em Deus. E aí respondi: - Por uma razão muito simples. Se Deus não existir, todas as hierarquias valorativas da ética, da moral e mesmo da existência humana, com os quais cremos com tanta preciosidade, simplesmente não terão sentido.

Apesar disso, nunca ignorei a existência da religião. Pelo contrário, comecei a ficar impressionado com suas metáforas, quando li algumas questões a respeito do judaísmo. Havia uma singeleza simbólica nas tradições ancestrais daquele povo errante do deserto da Palestina. Isso também me aproximou do cristianismo, em particular, o catolicismo romano, com suas complexidades teológicas e filosóficas e sua gloriosa história civilizacional. Assim, conhecer a figura de Jesus Cristo é algo que me apaixonou.


A idéia mitológica de uma modernidade utópica foi outro caso com que perdi a fé. É um senso comum a muitos intelectuais, ativistas e políticos, essa perspectiva idolátrica do progresso da humanidade, como se o presente e o futuro por si mesmos fossem uma época superior aos tempos históricos do passado. Essa crença fantasmagórica evolutiva da humanidade parece ser uma ilusão da era dourada, uma laicização do juízo final e do reino de Deus na Terra. O positivismo prega um futuro onde o mundo será regido pela cosmovisão racionalista e científica e a religião e a metafísica serão trituradas pela perspectiva positiva. O marxismo pretende essa mesma finalidade, através de um paraíso da sociedade materialista e sem classes. No geral, percebi que são falsas religiões, são falsas concepções de mundo. Não é por acaso que Auguste Comte acabou criando uma lunática e esotérica 
“religião da humanidade” e um“catecismo" ou uma "igreja positivista”. E os marxistas criaram o Partido-seita-oráculo-da-deusa-história, implantando a pior tirania jamais registrada na história humana.


Sinceramente, eu não acredito na 
"evolução" histórica da humanidade, tal como se supõe esse culto idolátrico ao tempo. Acho até uma tolice. Não existe nada criterioso que possa nos levar a crer que, cronologicamente, há um aperfeiçoamento da humanidade. Esta não se aperfeiçoa por um mecanismo evolutivo. Pelo contrário, a civilização pode ser perdida em uma década. Basta esquecermos os legados do passado e tudo será jogado na lata de lixo. Se há algo que acredito é que a civilização não é evolução, mas permanência. A história da civilização é um esforço pela continuidade e tradição. Algumas tradições se preservam através dos tempos, precisamente porque são autênticas, atemporais e universais. O cristianismo me ensinou uma coisa preciosa: que por trás das aparentes mudanças históricas, sociais e políticas, o que vale mesmo é o que pode ser preservado na eternidade, na transcendência. É ela, de fato, que dá uma continuidade histórica ao homem e a sua existência. Dá, inclusive, um referencial ético, moral e filosófico à sua existência. O que é de fato imutável, atemporal e eterno é o que deve ser compreendido como um legado autêntico da historicidade. Os homens podem viver em várias culturas e épocas. E, no entanto, continuam os mesmos nas suas essências. Sob determinados aspectos, a história nos liga ao passado, precisamente porque os homens de outrora possuem os mesmos dilemas, aptidões e dramas visíveis à nossa atualidade. A natureza humana continua a mesma. O culto do progresso é uma ideologia de glorificação insana do tempo, uma vangloria insensata de quem é contemporâneo a tal época. Em suma, uma notória besteira renascentista e iluminista. Quando me deparo com o culto do progresso na boca dos ativistas, eis que me recordo do nazismo e do bolchevismo, as duas doenças espirituais do século XX. Raramente a humanidade registrou tamanha perversidade moral. É tudo isso que até então o século XVIII, com o seu desprezo pelo passado religioso e pela sua idolatria ao progresso nos esperava?

Santo Agostinho, em suas Confissões, fala de algo que me causou profunda impressão: 
“Observado as outras coisas que estão abaixo de Ti, compreendi que absolutamente não existem, nem totalmente deixam de existir. Por um lado existem, pois provém de Ti; por outro lado não existem, pois não são aquilo que És. Só existe aquilo que permanece imutável. ‘Bom para mim é apegar-me com Deus’, porque, se eu não permanecer Nele, tampouco poderei permanecer em mim mesmo. ‘Ele, imutável em si mesmo, renova todas as coisas. Tu és o Meu Senhor, porque não tens necessidade dos meus bens”. Para os homens, os números são infinitos. E para Deus, o tempo simplesmente não existe, é insignificante.

Daí minha atávica rejeição e desprezo por todas as ideologias revolucionárias. Porque elas são essencialmente anti-históricas e destrutivas. Ou melhor, são doenças. Uma coisa que aprendi com elas é que as desordens espirituais do gênero humano acabam se refletindo na realidade e na ação humana. A deformidade política e social da ideologia nazista precisou, primeiramente, de uma deformidade moral sem precedentes no intelecto humano, na figura dos pensadores acadêmicos e universitários. O bolchevismo é algo bem pior. Aumentou exponencialmente o número de cadáveres do nazismo. E a loucura continua solta, sob os auspícios de uma classe de pessoas levianas, irresponsáveis, que apregoam novas justificativas para o genocídio. O embelezamento intelectual da feiúra estética, do rebaixamento moral e da violência e do crime em todas as suas formas é uma das coisas mais assustadoras da nossa época. Quem vê beleza num campo de concentração nazista e comunista e crê que isso é o belo futuro redentor da humanidade, deveria estar internado num manicômio judiciário. Porém, estes são os nossos formadores atuais de opinião, seja na mídia ou nas faculdades. O sonho deles é uma bota esmagando um rosto humano. São os sacerdotes da modernidade, que ao rejeitarem os compromissos da realidade e da transcendência em Deus, querem ser como deuses. Acabam virando monstros, tão demoníacos como aqueles encontrados no romance de Dostoievski.

Não me vejo como um grande modelo de cristão. Estou muitíssimo longe da perfeição e muito longe de ser um carola. Contudo, não consigo viver sem o cristianismo. Aliás, não consigo ver o mundo sem o cristianismo. São as minhas razões cristianíssimas, meus motivos autênticos de referência. Penso que quando o ocidente abandonar totalmente a fé na Cristandade, ele estará em decadência. Já está. É o que se assiste na civilização européia. Tomará conta do resto?! Aí será o final dos tempos!

Caseiro Francenildo rejeita oferta de indenização da CEF

Do ESTADÃO
sexta-feira, 26 de setembro de 2008

BRASÍLIA - O caseiro Francenildo dos Santos Costa rejeitou a proposta da Caixa Econômica Federal (CEF) de indenizá-lo em R$ 45 mil, desde que ele concordasse em assinar uma petição inocentando a instituição de ter violado o sigilo de sua conta bancária. A condição para fechar o acordo - sugerido pelo juiz da 4ª Vara da Justiça Federal, Itagiba Catta Preta Neto - consta na petição enviada pelos advogados da Caixa à defesa de Francenildo.

O documento afirma que "a Caixa mantém o seu entendimento de que em nenhum momento violou o sigilo bancário do autor". Mais à frente, a CEF impõe a mesma afirmação a Francenildo. Ou seja, para ter direito à reparação, ele teria de recuar da denúncia de que seu sigilo bancário foi quebrado e endossar a afirmação de que "o senhor Francenildo dos Santos Costas mantém o mesmo entendimento da Caixa", como consta na petição.

Para o advogado do caseiro, Wlicio Chaveiro Nascimento, os termos da proposta inviabilizaram de vez o acordo. "Não só por anular o esforço de reparar um ato criminoso, mas também porque fica claro a tentativa de derrubar a denúncia contra o ex-ministro Palocci no Supremo", explica, referindo-se à petição do Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suposta participação do então ministro Antonio Palocci, hoje deputado, na violação da conta bancária de Francenildo.

O processo é relatado pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes e está prestes a ser julgado. Os termos da petição mostram, ainda, na avaliação do advogado, que o ex-ministro Palocci "continua tendo a máquina do governo trabalhando a seu favor". Na última audiência com o juiz Itagiba, dia 5 de agosto, o caseiro disse que aceitaria uma indenização de R$ 45 mil, e não de R$ 35 mil, como propunha a Caixa, não por concordar com ela, mas por "duvidar da Justiça no País". 


Bingos


Procurada, a CEF divulgou uma nota, na qual afirma que sua posição "foi oficializada mediante petição protocolada nos autos". Diz ainda que "a Caixa defende no processo a regularidade e legitimidade de todos os procedimentos adotados no âmbito da instituição em relação àquele cliente". E que mantém "há alguns anos, política de conciliação em processos judiciais, visando a redução de custos e extinção de litígios" e que, "neste caso, a conciliação não foi possível e o processo terá seu andamento normal no Poder Judiciário". 

Francenildo teve a conta na Caixa violada em abril de 2006, após ter afirmado em entrevista ao jornal 
O Estado de S. Paulo que o então ministro era um dos freqüentadores das reuniões realizadas mansão do lago sul, alugada por seus amigos de Ribeirão Preto, em que ele trabalhava. Segundo ele, ali eram realizadas festas com garotas de programa e ocorria a partilha de dinheiro que chegava numa mala. Na CPI dos Bingos, o caseiro disse que Palocci era chamado no local de "chefe".

Hora e vez da lealdade

Do ESTADÃO
Mauro Chaves, sábado, 27 de Setembro de 2008 

"A lealdade é o bem mais sagrado do coração humano", dizia Sêneca.
"Um grama de lealdade vale um quilo de inteligência", dizia Elbert Hubbard.
"A lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração", dizia o marquês de Maricá.
"A lealdade dá tranqüilidade ao coração", dizia William Shakespeare.
"Falta de lealdade é uma das causas principais de fracasso em todo o caminhar da vida", dizia Napoleon Hill.
"A lealdade é o caminho mais curto entre dois corações", dizia José Ortega y Gasset.
"A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem", dizem os textos judaicos.
"Reserva um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade", dizem os textos confucionistas.

De todos os valores que têm sido destroçados no seio da sociedade brasileira, nos últimos tempos, o que mais sintetiza os valores perdidos é o da lealdade. A ambição individual desmedida, o oportunismo carreirista, o medo de enfrentar a luta política desabrigado de algum cargo notório, o rompimento de compromissos e alianças pela conquista de um cargo, os golpes baixos desferidos contra quem se apoiou - e não mudou -, o fomento da desunião sob o aleivoso disfarce da tentativa de união, a traiçoeira associação da imagem do adversário a figura desgastada (de quem se recebe apoio por baixo do pano), o ataque rasteiro aos que crescem graças à própria competência e não se deixam conduzir por marqueteiros para um lado ou para o outro, feito biruta de aeroporto, os ataques desleais lançados para se conseguir, mesmo que só momentaneamente, uns pontinhos nas pesquisas, julgando que depois é só recuar e "tudo bem", o ato de se tornar "cavalo de Tróia" a serviço de rival correligionário de outra região são fraquezas que no cenário da vida política cabocla agridem fundo o valor da lealdade.

Quando o instituto Vox Populi atesta que apenas 3% dos brasileiros acham que é possível confiar nos outros, enquanto nas democracias civilizadas esse porcentual de confiança chega a 65%, é o valor da lealdade que escorreu pelo ralo social, como "nunca antes na História deste país". Por sobre todas as tramóias dos mensaleiros, dos sanguessugas, dos vampiros, dos portadores de dinheiro vivo "não contabilizado", dos carregadores de dólares na cueca, dos aloprados produtores de "dossiês", dos aplicadores de grampos ilegais, dos fritadores de companheiros de governo, dos certeiros utilizadores de "fogo amigo", o que mais transparece é a deslealdade plena, geral e irrestrita que, como praga, assola o País. A espionagem, a delação, os vazamentos, as difamações cuidadosamente plantadas e cultivadas se originam ou robustecem com a compra de informações de confidentes de inimigos - o que só é possível quando o fator deslealdade cresce e se agiganta.

Se fosse para escolher o tema predominante nas novelas de televisão do Brasil, onde pululam as chantagens, os golpes baixos, as traições entre parentes e amigos, as maquinações para demolir a imagem do concorrente, o cinismo com que se disfarça a inveja que se tem dos bem-sucedidos e pequenezas assemelhadas, sem dúvida o termo deslealdade resumiria bem tudo isso. Diga-se o mesmo quanto aos programas do tipo "reality show" em que a deslealdade é sempre o trunfo de que se lança mão para seduzir os amigos dos inimigos, é o instrumento da tentativa de implosão, em proveito próprio, do que há de leal, de solidário e de harmônico entre adversários e seus aliados. No campo político-policial é a carcomida bandeira moral da grampolândia, do "criptogoverno que é uma ameaça ao Estado de Direito e à democracia", como já disse, neste espaço, Celso Lafer.

Agora, se a lealdade é o bem que se tornou mais escasso em nosso cenário público-político, certamente será um dos elementos decisivos para a escolha nas eleições que se avizinham. Com toda a probabilidade será valorizado aquele que cumpriu à risca o programa combinado com os aliados, que deu seqüência, com determinação e coragem, ao que dele se esperava. O eleitorado tem consciência de que a recuperação da lealdade pode significar o início da reconstrução de tantos outros valores, para as atuais e futuras gerações. O valor do esforço do aprendizado, o valor do espírito público colocado acima do carreirismo político, o valor do reconhecimento aos que se empenharam em seguir o rumo certo, o valor dos que não temem afrontar os usurpadores dos espaços coletivos, todos esses e tantos outros valores poderão ressurgir se prevalecer a bandeira generosa da lealdade.

Vivemos um momento em que as novas gerações nem têm idéia do que significava o compromisso assentado só no fio da barba - ou do bigode -, de tempos passados, em que os homens públicos sabiam bater em retirada, tirando o chapéu da chapeleira e o colocando na cabeça no rumo da porta de saída, caso percebessem que não tinham mais apoio do próprio grupo político. Hoje em dia, os que por ambição pessoal se tornam reincidentes em produzir cizânia e rachas partidários, estes falam despudoradamente em "união" em pleno estado de implosão - que provocaram - e insistem em anunciar o recebimento de apoios que não recebem, com o que apenas aumentam o constrangimento, a "saia-justa" de quem não deposita neles um mínimo de confiança.

Sim, ao chegar à urna eletrônica e digitar os números dos candidatos, o eleitor poderá observar bem a feição e o sorriso de cada um, para detectar qual semblante lhe parecerá mais leal. Perderá ele a grande oportunidade de fulminar o festival de deslealdades que assola o País? 

Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor. E-mail: mauro.chaves@attglobal.net

Evolução e permanência: outras razões cristianíssimas.

Do blog CAVALEIRO CONDE (Conde Loppeux de la Villanueva)
SÁBADO, SETEMBRO 27, 2008


Estranha é a definição com que muitos fazem da chamada“evolução”. Quando este raciocínio é aplicado cronologicamente, ele se torna particularmente corrosivo. Na verdade, o mito evolutivo da história parte do pressuposto de que o tempo tem algum mecanismo auto-regulatório da espécie humana, destruindo os valores e tradições das épocas passadas que não condizem com as conveniências da realidade futura. De fato, este raciocínio também é aplicado à mutação biológica das espécies. Através de um processo de adaptação contínua, alguns seres se tornam inaptos à vida natural e desaparecem, para dar lugar a outros. Dentro dessas crenças, existe um moto perpétuo de modificações de ordem biológica e histórica, em que o homem não é visto como alguém portador de uma natureza própria imutável e atemporal, porém, como uma vítima amorfa destes processos de transformações. Na prática, a única coisa absoluta é o mecanismo de mutação.


Todavia, há um problema sério nessa perspectiva evolucionista. Ela tem um caráter destrutivo, porque não reconhece a herança cultural e histórica acumulada. Quando algumas ideologias afirmam que uma época histórica 
“substitui” a outra, há uma ruptura do processo histórico, uma descontinuidade daquilo que o homem criou através dos tempos. É, em suma, uma filosofia anti-histórica. Certos conceitos evolucionistas possuem as sementes do ódio revolucionário contra as tradições. Não é por acaso que muitas revoluções quiseram destruir os legados do passado em nome de um futuro hipotético “maravilhoso” da humanidade. Quiseram criar uma espécie de “tabula rasa” milenarista de uma época dourada hipotética, ainda que para isso se apagasse toda a memória intelectual, moral, cultural e histórica do mundo. O “progresso”, no sentido moderno e iluminista tal como é entendido, é justamente uma rebelião contra o passado histórico da civilização, em particular, a civilização cristã. É uma revolta mesma contra a realidade e a natureza humana.


Há outra contradição séria na idéia exaltada e futurista do progresso evolutivo da humanidade: 
é que não há parâmetros morais e éticos sólidos ou absolutos para consagrá-la. Só podemos falar em “evolução” dentro de um universo de valores e de uma realidade preexistentes que possam ser aperfeiçoados. Pois dentro dessa mesma realidade, alguns aspectos da natureza se mantêm imutáveis e alguns valores permanecem absolutos. Por mais que haja mudanças aparentes na forma em como a sociedade aborda seus valores, a perspectiva da realidade, a causalidade e conseqüência dos atos e mesmo a boa tradição que a sustenta tendem a permanecer os mesmos, na sua essência. Só há como aceitar a melhora ou evolução da humanidade dentro de atos humanos sublimes de criação ou o aperfeiçoamento do que já existe de bom. Isto porque a boa tradição é que assegura a validade e a consagração destes parâmetros.


Neste caso, existe outro mito tão alardeado pela cantilena revolucionária idólatra do futuro: 
a de que a tradição é refratária ao progresso ou contra a melhora da humanidade. A palavra tradição já está implícita no seu sentido: ou seja, o repasse de experiências, conhecimentos, valores, de gerações a gerações, no objetivo de se preservar uma bagagem cultural, histórica e de conhecimento da civilização. Uma sociedade sem tradições é uma cabeça com amnésia existencial, uma planta sem raízes, uma prataria sem valor real. Porque a tradição, através da solidez da experiência e do conhecimento, aperfeiçoa continuamente a humanidade. Jamais a cultura pode se renovar sem os parâmetros comparativos do passado e do futuro e sem sua interligação histórica no tempo e no espaço. Na verdade, a tradição é uma tensão permanente entre o que foi construído, cultivado e descoberto e o que há para descobrir. A tradição não é válida porque pertence ao passado; não é uma época que a valida. O tradicionalista que eleva o passado pelo passado, peca pela mesma idolatria cronológica revolucionária do progressista. Ela é válida porque seu legado vale para todas as épocas vindouras. Quando se fala de uma tradição ocidental respaldada na cultura judaico-cristã e greco-romana, se está falando de um acúmulo histórico e existencial de experiências que criam nortes para as criações futuras. Da boa árvore, conhecereis os frutos. A negação completa da tradição não somente nega a historicidade dos atos humanos, como destrói a memória cultural da humanidade, já que esta se torna alijada de suas criações através da história. Sem a tradição, a humanidade perderia sua memória e seria incapaz de compreender a si mesma.


Isto porque toda grande tradição histórica que permanece, um dia representou a renovação, a novidade que se firmou no tempo e no espaço. Quando Deus revelou os Dez Mandamentos no Sinai para os judeus e quando Jesus Cristo chegou à Terra para pregar as boas novas, tudo isso era novidade aos homens. E depois se tornou costume, tanto pela prática, como pelo valor. Alguém poderia objetar, afirmando que há costumes ruins que são preservados no tempo. Isso também é verdadeiro. Entretanto, a reflexão histórica da tradição é que faz resguardar valores autênticos e, ao mesmo tempo, abandonar costumes e práticas odiosas em nome dela. O cristianismo aboliu muitas práticas terríveis do mundo antigo, consideradas
“tradicionais”, e, nem por isso, revogou a grandeza da filosofia antiga grega e do direito romano. Mesmo na história cristã, muitas coisas ruins surgiram em nome da Cristandade. Porém, os princípios essenciais do cristianismo foram educativos, no sentido de corrigir ou combater essas distorções muitas vezes imprevistas.


Há outro aspecto que a tradição revela, ainda que não se confunda com ela: 
a transcendência. A busca filosófica, como a busca religiosa, revela, através dos tempos, que a história implica uma continuidade, um estado de permanência, ainda que algumas coisas da natureza pareçam mutáveis. Quando se lê Aristóteles, Platão ou Santo Tomás de Aquino; ou quando se degusta a leitura da bíblia ou de Dom Quixote, existe um componente de identificação de certas questões que permanecem dentro de nosso meio, mesmo que isso tenha sido escrito num passado longínquo e distante. Há nestes pensadores, escritores e obras, uma busca do absoluto, do universal e do eterno. A identificação ou mesmo a rejeição pessoal do que podemos ter pelo passado nos liga a uma continuidade histórica com ele. O acúmulo das tradições, como a valoração do que elas preservam, implica um permanente estado de coisas existentes na realidade e que ganham universalidade, na medida em que são imutáveis no tempo e no espaço. Quem lê Aristóteles ou Santo Tomás de Aquino, em parte, sente os mesmos dramas filosóficos e existenciais que estes. Quem ama a figura do Dom Quixote vê um personagem que se eterniza na existência humana, a do homem iludido e sonhador. E a bíblia, com suas tramas familiares, seus personagens enigmáticos, suas guerras e mesmo os conflitos do povo eleito de Israel sujeito a uma obrigação moral com Deus, implica um reflexo da relação do homem temporal com a eternidade determinada pelos céus. Por mais que a humanidade modifique suas instituições e a expressão formal da cultura, na prática, os dilemas políticos, morais, éticos, filosóficos, continuam parecidos, senão os mesmos. A unidade, harmonia, coerência, revelados na tradição através da historia, acabam nos levando a crer que existe uma ordem superior que coordena toda a natureza das coisas. Os valores do sagrado, por assim dizer, permanecem eternizados, precisamente porque comprovam uma continuidade, uma permanência, uma imutabilidade, uma fé no absoluto. E a tradição é mero canal disso. Há certas características ontológicas do homem e da natureza que são imutáveis. E essa imutabilidade só é possível dentro de um pré-ordenamento do universo vindo de uma inteligência superior, que é Deus.

Interessante observar que uma boa parte da perspectiva política e moral do mundo ocidental foi influenciada pela idéia da imutabilidade de certos valores e atributos da natureza, produto tanto da tradição cristã, como da filosofia greco-romana. A idéia moderna dos “direitos humanos”, indevidamente possuída pelos politicamente corretos cheios de relativismos, só tem substância, de fato, na premissa de que existem princípios invioláveis e imutáveis do direito, no âmbito da natureza e da realidade humana e divina. A vida, a liberdade e a propriedade são sagradas porque existe uma ordem natural inata na realidade que valida a consagração destes direitos. Mesmo a ordem política, pautada nos valores do bem comum e da verdade objetiva, só tivera respaldo autêntico e completo dentro dos valores cristãos da Idade Média. Que a filosofia grega e o direito romano tenham contribuído para esse fim, isso é inegável. Mas foi a associação com a transcendência cristã que deu os critérios teológicos necessários para a legitimação de valores essenciais a uma sociedade política virtuosa. Em outras palavras, o cristianismo medieval colocou o direito romano e a filosofia grega nas alturas. Quando o homem ocidental médio repudia a escravidão, a violência, a barbárie e enaltece a idéia da compaixão, da piedade e do amor pelos fracos; ou quando ele se recusa a aderir à divinização das tiranias, pela idéia dos direitos individuais elementares e irrevogáveis, ele pensa como cristão, ainda que não o seja por confissão. Repudia-se o totalitarismo nazista e comunista e demais aberrações da modernidade, pela visão judeu-cristã tradicional de que somos portadores naturais de direitos e de que a sociedade política visa o bem comum da verdade, da justiça e da concórdia. Essa sorte de direitos é imutável porque é condição necessária a nossa felicidade e existência e reflete a própria realidade mesma, seja no âmbito da natureza como da conduta humana. Por mais que certas sociedades violem a consagração de tais direitos, postergam o princípio básico da justiça elementar vinda dos céus. Direitos são“justos” ou “injustos”, precisamente por há algo além das leis jurídicas que o pré-ordena, um propósito da realidade e da transcendência que assim o determina.

As ideologias totalitárias, como negadoras completas de absolutos na natureza, projetaram criar um homem e uma realidade artificiais, negando a natureza humana e mesmo a realidade tais como elas são. Não é por acaso que elas negam as tradições mais genuínas e as crenças mais absolutas da Cristandade, já que o único absoluto que reconhecem é a gnose da engenharia social, a gnose destrutiva de revogar o que é imutável no homem e no universo. Como o homem do passado e do presente é apenas um 
“atraso”, dentro da concepção evolucionista do futuro, os regimes totalitários acabam devastando o homem real, imutável nas suas qualidades, em nome de um homem fictício, irreal e mutável. O “homem novo” do nazismo e do comunismo é a destruição da humanidade tal como ela é. Os relativismos e os materialismos representam o homem rebaixado à cova e ao desespero do nada. E o totalitarismo que os inspira é uma bota esmagando um rosto humano, na feliz expressão de George Orwell.


Civilização, tradição, transcendência, Cristandade. Legados que permanecem no tempo, a despeito de algumas mudanças, boas ou ruins. No entanto, mudam-se as aparências, e as essências continuam imutáveis. Não se pode falar em 
“evolução”, aperfeiçoamento, sem referências absolutas. Não se pode falar em melhora dos valores e da sociedade, sem sustentáculos morais e éticos autênticos. Não se pode falar em causalidades e efeitos fora da realidade. As concepções evolucionistas do tipo materialista não visam reformular ou melhorar o ser humano. Visam sim, destruir a natureza humana, a sociedade, os valores absolutos e mesmo a memória histórica milenar. Esse é o preço a se pagar pelas revoluções do século XX.

A cura do câncer!

Do blog LOST IN THE E-JUNGLE
11 Setembro 2008 

Dr. Tullio Simoncini, oncologista italiano, descobriu - em 2003! - a provável causa do câncer. A informação veio de matéria divulgada no podcast do Olavo de Carvalho.

Em todos os tipos de câncer apenas uma constante se mantém: Um fungo, conhecido como "Candida Albicans", tido até então como um causador de infecção secundária, oriunda da doença em si. O médico italiano observou que se essa é a única constante nos diversos casos então há probabilidade de ele próprio ser o causador da doença.

O fungo é basicamente o mesmo que causa infecções conhecidas com "haftas". O tratamento para o câncer então é mais simples do que se pensava: 
Bicarbonato de Sódio!

É claro que minha descrição não poderia ser mais leiga... mas, maiores informações podem ser obtidas 
aqui (em inglês). Os relatos são de que vários casos de câncer foram tratados com sucesso através desse método. Método este que baseia-se em estudos científicos cuidadosos.

Se você duvída, veja outros casos no decorrer da história. Figuras como Alexander Fleming que descobriu a penicilina graças a um fungo (aliás, descobriu em 22 de setembro de 1928... 22 de setembro... meu níver!!!). A penicilina levou 13 anos para começar a ser usada com sucesso... e é usada até hoje.

Pense bem... Qual é o problema do câncer ser causado por um fungo?

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".