Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ainda a hegemonia

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 03 de julho de 2008

Um dos princípios fundamentais do marxismo é a união indissolúvel do conhecimento e da ação revolucionária. Quaisquer que sejam os erros da teoria, eles acabam sendo neutralizados, na prática, pela constante revisão da estratégia à luz da experiência adquirida pelo “intelectual coletivo” (o Partido) na sua luta pela conquista do poder absoluto e pela destruição final do adversário.

A intensidade do esforço intelectual coletivo, organizado e voltado a objetivos mensuráveis, dá aos partidos de esquerda uma capacidade de ação concentrada, orgânica, que seus adversários no campo liberal e conservador nem de longe conseguem emular, e no mais das vezes nem mesmo conceber.

Na verdade, a simples necessidade de adestrar os intelectuais e organizá-los para uma ação cultural integrada é algo que jamais passou pelas cabeças dos nossos “direitistas”. No máximo, o que concebem é uma pura “disputa de idéias”, como se, uma vez demonstrada em teoria a superioridade intrínseca da livre empresa, a militância socialista se dissolvesse por si, cabisbaixa e arrependida, desistindo para sempre de suas ambições revolucionárias.

Nem de longe suspeitam que, na voragem da ação política, as “idéias” podem vir a representar um papel bem diverso – ou até inverso – daquilo que parecem anunciar pelo seu mero conteúdo. O “intelectual coletivo”, consciente dessa diferença bem como do fato de que os direitistas em geral a ignoram, diverte-se sadicamente, num jogo de gato e rato, fazendo as idéias mais ortodoxamente direitistas trabalharem pela glória e triunfo do esquerdismo.

A aposta unilateral dos liberais no “enxugamento do Estado”, inspirada em considerações econômicas e morais perfeitamente verazes e justas em si mesmas, mas amputadas de toda conexão com a estratégia política e cultural, só tem servido para transferir as prerrogativas do Estado para as ONGs esquerdistas, quando não para organismos internacionais perfeitamente afinados com o esquerdismo.

A idéia abstrata de “lei e ordem”, inteiramente correta, mas letal quando desligada do respectivo quadro cultural e estratégico, levou muitos liberais a colaborar servilmente na derrubada de Fernando Collor, a entronizar portanto a esquerda como detentora das virtudes morais por antonomásia e a dar-lhe por essa via os meios de elevar a corrupção a alturas que o ex-presidente não poderia nem mesmo imaginar.

Não houve então um só intelectual esquerdista que, vendo o decano liberal Roberto Campos sair do hospital em cadeira de rodas para ir votar contra Collor, não se lembrasse, com enorme satisfação, da máxima de Lênin que recomenda fazer o adversário lutar contra si próprio. E não houve um só deles que não enxergasse, no sepultamento político do ex-presidente, o prenúncio da iminente ascensão petista.

Já assinalei também, nestes artigos, a facilidade com que, em prol da liberdade de mercado, liberais e conservadores admitem negociar – ou ceder de graça – os princípios morais e culturais que geraram essa liberdade e sem os quais ela não subsiste senão como etapa de transição para o socialismo.

A “direita” deixa-se conduzir porque não tem nenhuma visão ou plano de conjunto, apenas o apego a pontos de detalhe que, de um modo ou de outro, sempre podem ser manejados para encaixar-se na estratégia abrangente da esquerda.

Para que tivesse essa visão ou plano, a direita precisaria ter formado uma genuína militância intelectual habilitada, no mínimo, a acompanhar as discussões internas da esquerda e a prever o curso das manobras estratégicas que ali se preparam.

Mas como esperar que os intelectuais da direita enxerguem o futuro, se não querem nem mesmo olhar para o passado e o presente? Participei de muitos Fóruns da Liberdade, em Porto Alegre – a maior concentração de inteligências liberais e conservadoras que já se viu no Brasil – e jamais ouvi ali uma única palavra sobre o Foro de São Paulo, exceto saída da minha própria boca.

Enquanto os liberais e conservadores discutiam em abstrato o sistema econômico e a estrutura do Estado, a esquerda construía, diante dos seus olhos cegos, a maior e mais poderosa organização política – político-militar, na verdade – que já existiu no continente.

E, cada vez que falo em criar uma intelectualidade, eles me olham como se eu fosse um professor de abstratices, a quem se pode ouvir com reverência polida, mas jamais levar a sério no campo da “prática”, que eles consideram o seu terreno próprio. Como se fosse muito prático teimar no erro e perder sempre.

Quem nos governa, afinal?

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 05 de julho de 2008

O plano de transição para o governo mundial, que Arnold Toynbee expôs mais de meio século atrás e que mencionei brevemente nesta coluna, já está em avançadíssima fase de implantação, ao ponto de que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível. Que a maioria dos seres humanos ignore isso por completo e ainda tenha a ilusão de poder interferir de algum modo no curso das coisas por meio do "voto", eis aí a prova de que Toynbee tinha toda a razão ao dizer que a nova estrutura de poder não seria democrática, nem democrática a transição para ela. Não há estado de sujeição mais completo do que ignorar a estrutura de poder sob a qual se vive.

É verdade que a mera complexidade crescente da administração estatal moderna já era, por si, conflitiva com as pretensões democráticas de transparência, informação acessível, "voto consciente", enfim, com as presunções da "cidadania". Mas o que vem acontecendo no último meio século é o aproveitamento deliberado e sistemático da complexidade burocrática para criar, acima do governo representativo, uma nova estrutura de poder que o domina, o estrangula e acaba por eliminá-lo. A maior parte das nações já vive sob o controle dessa nova estrutura global sem ter disso a menor consciência e acreditando que continua a desfrutar das garantias e meios de ação assegurados ao eleitor pelo antigo sistema de governo representativo, hoje reduzido a um véu de aparências tecido em torno do poder mais centralizado, abrangente e incontrolável que já existiu ao longo de toda a história humana.

Não só essa transição já aconteceu, mas ela foi realizada sob a proteção de um conjunto de pretextos retóricos altamente enganosos, criados para dar à população a idéia de que a mudança ia no sentido da maior liberdade para os cidadãos, da maior participação de todos no governo e de mais sólidas garantias para a empresa privada. Todos os termos-chave dessa retórica – "governo reinventado", "parcerias público-privadas", "terceira via", "descentralização" – significam precisamente o contrário do que parecem indicar à primeira vista.

Os dois diagramas que acompanham este artigo tornarão isso bastante claro. As flechas aí indicam a origem do poder e o objeto sobre o qual se exerce. No antigo sistema representativo, o eleitorado escolhia o governo segundo os programas que lhe pareciam os mais convenientes, e o governo eleito – executivo e parlamento – repassava esses planos aos órgãos da administração pública, para que os executassem. No novo sistema de "parcerias público-privadas", a administração pública é só uma parcela do órgão executor. A outra parcela é escolhida por entidades sobre as quais o eleitorado não tem o menor controle e das quais não chega às vezes a ter sequer conhecimento. Tal como apresentado na sua formulação publicitária, o novo sistema é mais democrático, porque reparte a autoridade do governo com "a sociedade". Mas "a sociedade" aí não corresponde ao eleitorado e sim a ONG's criadas sob a orientação de organismos internacionais não-eletivos – ONU, UE, OMS, OMC, etc – e subsidiadas por bilionárias corporações multinacionais cuja diretoria não é mesmo conhecida do público em geral.

A orientação geral dessas ONG's reflete um conjunto de novas concepções socioculturais e políticas que jamais foram postas sequer em discussão, e que por meio delas são implantadas do dia para a noite, sem que o eleitorado chegue a saber nem mesmo de onde vieram. A própria velocidade das transformações é tamanha, que serve para reduzir as populações ao estado de passividade atônita necessário para tornar inviável não só qualquer reação organizada, mas até uma clara tomada de consciência quanto ao que está acontecendo. Paralelamente, muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento.

Ao desfazer-se de uma parte das suas prerrogativas, sob as desculpas de "privatização", "democratização", "descentralização", "desburocratização" etc., o governo não as transfere ao povo, mas a um esquema de poder global que escapa infinitamente à possibilidade de qualquer controle pelo eleitorado. As ambigüidades decorrentes, que desorientam o público, são então aproveitadas como instrumentos para gerar artificialmente novas "pressões populares", que não são populares de maneira alguma, mas que refletem apenas a vontade da chamada "sociedade civil organizada", isto é, da rede de ONGs criadas pelo próprio esquema de poder global.

Subsidiadas pelas grandes corporações e fundações, essas ONGs, prevalecendo-se da "parceria" que têm com órgãos do governo, passam então à parasitagem voraz de verbas públicas, somando aos recursos que as alimentam desde fora o sangue extraído do próprio eleitorado que as ignora e que elas falsamente representam. Essa nova estrutura de poder não é um plano, não é um objetivo a ser alcançado: ela já é o sistema de poder sob o qual vivemos, construído sobre os escombros do antigo governo representativo, que hoje em dia só subsiste como aparência legitimadora da transformação que o matou.

Uma ambigüidade especialmente irônica e por isto mesmo proveitosa da situação é que um dos instrumentos principais para a implantação do novo esquema reside na rede mundial de ONG's e movimentos esquerdistas, desde os mais radicais até os mais brandos e inofensivos em aparência. Ao mesmo tempo, como a violência e rapidez das mutações gera toda sorte de desequilíbrios, temores e insatisfações, essa rede de organizações esquerdistas é usada por outro lado como megafone para lançar a culpa de todos esses males no velho capitalismo liberal, apontado como beneficiário maior das mesmas transmutações que o esmagam. Os sintomas colaterais mórbidos da transformação servem eles próprios como pretextos para acelerá-la e aprofundá-la, canalizando em favor dela as dores que ela gerou.

Numa obra memorável, "Du Pouvoir. Histoire Naturelle de Sa Croissance", Bertrand de Jouvenel mostrou que a história da modernidade não é a história da liberdade crescente, como pretendia Benedetto Croce, mas a história do poder crescente do Estado avassalador.

Esse livro é de 1945. Desde então, o curso da História tomou um rumo que o confirma na medida mesma em que aparenta desmenti-lo. A "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas, foi posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global. Não só o eleitorado foi submetido a essa gigantesca mutação sem a menor possibilidade de interferir nela ou de compreendê-la, porém até mesmo alguns dos mais intelectualizados porta-vozes do liberal-capitalismo, enxergando apenas o fator econômico e recusando-se a investigar a nova estrutura de poder político por trás da globalização comercial, colaboraram ativamente para que o processo de centralização mundial se implantasse pacificamente, sob a bandeira paradoxal da liberdade de mercado.

O camponês antigo, o servo da gleba e até mesmo o escravo romano gemiam sob o tacão de um poder incontrastável, mas pelo menos tinham uma idéia clara de quem mandava neles e compreendiam perfeitamente o funcionamento do sistema que os governava. O cidadão da "democracia de massas" está cada vez mais submetido a decisões que não sabe de onde vieram, implantadas por um sistema de governo que ele nem conhece nem compreende. O globalismo é a apoteose do processo de centralização do poder, centralizando até o direito de conhecer o processo.


Emissário confirma reunião com Farc antes da libertação de Betancourt

Do portal G1
Da France Presse, 06/07/2008
Contato foi feito no sábado (28), na "zona das Farc". Autoridades colombianas esperaram o retorno dos emissários para ativar a operação.
Noel Sáez, um dos emissários encarregados por França, Suíça e Espanha (C.T. - ou seja, nada a ver com COLÔMBIA e o plano de libertação bem-sucedido dos sequestrados) para estabelecer contatos com as Farc para a libertação de reféns na Colômbia, confirmou neste domingo (6) à AFP que manteve contato com a guerrilha antes do resgate de Ingrid Betancourt.

O ex-consul francês em Bogotá evitou comentar as suspeitas que pesam sobre outro emissário, o suíço Jean-Pierre Gontard, que segundo Bogotá teria entregue cerca de 500 mil dólares à guerrilha em março passado.

Sáez e Gontard chegaram no sábado, dia 28 de junho, a uma "zona das Farc" próxima à fronteira com o Equador e situada a cerca de 400 km do local onde Ingrid Betancourt foi resgatada, em uma operação do Exército colombiano, na quarta-feira passada (2).

Nesta "zona das Farc" os emissários se reuniram com um "homem de confiança de Alfonso Cano (o líder da guerrilha), a seu pedido", explicou Sáez.

Este homem pediu que "esperassem alguns dias" para obter a resposta de Alfonso Cano sobre as propostas para um possível acordo sobre os reféns, mas por razões de segurança, os emissários partiram sem a resposta e regressaram a Bogotá em 30 de junho, dois dias antes da operação que resgatou Ingrid e outros 14 reféns, segundo Sáez.

Fontes ligadas ao caso informaram que as autoridades colombianas "esperaram o retorno dos emissários para ativar a operação e evitar represálias contra o grupo".

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, admitiu na sexta-feira passada que vazou informações para a imprensa sobre a missão dos emissários europeus, a fim de aumentar a credibilidade da falsa transferência dos reféns para outro acampamento das Farc, simulada pelos militares durante o resgate.

Santos também acusou Gontard de ser o "portador" de 500 mil dólares para as Farc em março passado, como aparece em arquivos encontrados no computador do número dois da guerrilha, Raúl Reyes, morto pelo Exército colombiano.

Mais um prêmio internacional


O super Blog do Clausewitz me honra mais uma vez com outra indicação para mais um prêmio internacional, o Blog Ácido, criado pelo De Libre Opinión Política. Não é de se estranhar que a internet esteja trazendo "problemas" para os celerados esquerdopatas, visto que sem apoio nenhum da grande mídia e nem mesmo do grande público que permanece insensível aos problemas da América Latina, exceção apenas dos leitores e colaboradores da imensa massa de blogs denuncistas (no melhor sentido possível) mundo afora, vamos fazendo história através deste movimento cívico-patriótico como foi o 1964 no Brasil.

Nossas armas são a liberdade e a utilizamos em prol da verdade, não da absoluta, mas daquela que as pessoas de bem percebem no dia-a-dia de nosso país e deste continente chamado América Latina.

A poucos meses eu me sentia desolado e com vontade de mudar de país, sair da terrinha. Hoje me sinto fortalecido pois a grande rede mundial de computadores é a terra da liberdade e da verdade e nela encnnotrei não apenas eco para meus sentimentos mas amigos como o Carl. Por ela (liberdade) brigamos hoje e brigaremos sempre, mesmo que para isto a morte chegue mais cedo. Não temos medo pois não somos covardes e defendemos a bandeira dos cidadãos de bem que querem trabalhar por um mundo melhor.

Agradeço a todos e por este prêmio vai aqui o meu imenso abraço ao irmão em armas e em espírito Carl do magnífico BLOG DO CLAUSEWITZ, uma das fontes que o Cavaleiro do Templo não cansa de nela beber.

Entrevista com Heitor de Paola, autor do livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial"

Do blog DIRETO DO ABISMO
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

É uma honra publicar a entrevista que nos concedeu Heitor De Paola*, o qual compartilha seu conhecimento baseado nos processos históricos e políticos aliado a uma amplitude de visão fundamental, não só para nos ajudar a superar os limites que vão além do nosso ‘quintal’, como também para projetar um futuro sombrio caso nada se faça de concreto para modificá-lo.

Heitor De Paola acaba de lançar seu livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial” com apresentação de Alejandro Peña Esclusa e prefácio de Olavo de Carvalho:

“(...)Na verdade o jornal revelou Heitor De Paola ao próprio Heitor De Paola, roubando-o em parte aos clientes do seu consultório de médico e psicanalista e colocando-o diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.(...)”
(Olavo de Carvalho em MÍDIA SEM MÁSCARA)

“À tese de Marx de que a “história dos homens é a história das lutas de classes”, Lenin completou com a recomendação de “acirrar todas as contradições, e aonde não existirem, criá-las”. Como já demonstrei anteriormente em A essência do comunismo , o comunismo é uma máquina ininterrupta de produção de mentiras e a maior de todas é a de que através de engenharia social – comandada obviamente por eles mesmos – é possível chegar a uma sociedade onde as diferenças entre os homens serão abolidas e a paz eterna reinará. Esta falsa utopia serve na medida para conquistar idiotas úteis para a luta pela hegemonia e, em última análise, pelo poder total e irrestrito dos doutrinadores, uma vez tornados hegemônicos. Estes sabem que não existe utopia alguma, é puro engodo.”
(Heitor De Paola em Direito Alternativo e luta de classes)

“É esta alternatividade do direito que cria, por “legítimas” embora ilegais, as cotas raciais e os direitos das minorias “alternativas” e impõe às maiorias “opressoras” obrigações absurdas como ter que aceitar conviver em pé de igualdade com todas as extravagâncias e perversões sexuais. Simultaneamente, legalizam-se também, por “legítimas”, as várias formas de fragmentação territorial: as invasões urbanas e rurais, a instalação de quilombos, os direitos das “nações” indígenas à autonomia – e, muito em breve, as declarações de independência. Ora, se é legítimo, dane-se a Constituição que prevê a integridade territorial do País e as leis que valem para os demais. Espertamente os mentores da governança global e aspirantes a membros do futuro governo mundial, valem-se de documentos alienígenas, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina o “Direito de autodeterminação dos povos indígenas e tribais, incluindo fazer suas próprias leis, regulamentos, convenções, etc. e proíbe operações militares nas reservas em quaisquer circunstâncias”
(Heitor De Paola em A fragmentação do Brasil)

“Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver aqui), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?”
(Heitor De Paola em Amazônia: doação anunciada)

“Durante oito anos o circo foi constantemente armado pelo PT. Desde 2002, obedecendo rigorosamente ao rodízio acordado em Princeton, cabe ao PSDB fazê-lo - e com mais habilidade ainda! O PMDB não é um partido: é um bando de caçadores de cargos públicos e de estatais. O DEM, embora tenha quadros importantes e sérios, parece um amontoado de baratas tontas que tende a se tornar um partideco sem importância, controlado pelos Maias – com o devido perdão de Eça de Queiroz.”
(Heitor De Paola em Cortinas de fumaça)

"Por que nunca namorei Fidel, se fui comunista nos anos 60? Pela simples razão que nem eu, nem ninguém que esteve realmente envolvido no movimento comunista – e não quer apenas posar de bom moço, porque é bonito e dá ibope – jamais acreditou que Fidel fosse outra coisa além do que realmente era: um brutal ditador, assassino de dezenas de milhares de cubanos, latino-americanos em geral, angolanos e quem mais se atravessasse em sua frente e tentasse obstruir seu caminho para o poder total. Assim como Fidel, Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot e outros menos votados. Nunca encontrei um revolucionário comunista autêntico – nem quando eu era um, nem depois – que acreditasse por um segundo sequer na tal “utopia” que eles usam – nós usávamos – para enganar os trouxas e imbecis e convertê-los no que já nos primórdios Lenin chamava de idiotas úteis. Lembro-me de como ridicularizávamos estes babacas que serviam de excelente massa de manobra! Nunca houve esta tal de utopia, ou idealismo utópico - só como estratégia de doutrinação."
(Heitor De Paola em Nunca namorei Fidel!)


1- Lula é um semi-analfabeto, ignorante, presunçoso e que se gaba de ser iletrado. Na sua opinião, qual é o maior legado que Lula deixará ao Brasil, (um país de tolos), na hipótese de deixar o poder? (Luiz Inácio, símbolo do Brasil)

Heitor De Paola --> Apesar de semi-analfabeto e tudo o mais, Lula tem uma característica extraordinária: é de uma sagacidade ímpar e de uma capacidade de apreender o significado de coisas complexas e sintetizá-las, raramente encontradas num homem público. Só é comparável a Adolf Hitler, outro homem de pouca instrução. Esta característica permite a Lula uma comunicação instantânea com as massas. Não é à toa que se gaba de ser iletrado, de ter criado os bordões “nunca antes neste país”, “nunca, nos últimos 500 anos....” e de interpretar corretamente qual é o caminho da felicidade do PT, inchando a máquina estatal e cooptando o apoio dos grandes empresários e banqueiros: “vamos deixar de lado as ideologias; a China tem partido único e imprensa controlada e ninguém reclama porque estão ganhando muito dinheiro”, o que inclui uma ameaça óbvia: “seu eu fizer o mesmo aqui os empresários e banqueiros vão adorar!”. Não creio que Lula deixe o poder tão cedo, pode até trocar de endereço físico – se não for re-eleito - mas continuará mandando, seja através de um candidato petista ou de um tucano, dá no mesmo. Seu legado será de uma unanimidade burra a duradoura.

2- Na sua opinião, qual o paralelo existente entre o crime do aborto e a possibilidade de geração de melhores condições de vida ao ser humano, através da manipulação de células embrionárias?
(Quando começa a vida?)

Heitor De Paola --> Quando saiu a decisão do STF sobre as células-tronco embrionárias houve uma imensa comemoração: “vitória da ciência sobre o obscurantismo religioso!”. O que venceu foi o pior obscurantismo de todos, o dogmatismo pseudocientífico, baseado num falso entendimento de ciência. Qualquer pessoa familiarizada com os procedimentos científicos sabe que os cientistas não formulam verdades absolutas, mas conjecturas que permanecerão sempre abertas às refutações e que, portanto, é impossível enunciar julgamentos morais ou éticos com base nelas. Os cientistas abrem caminhos; não encerram diálogos! Cada vez que se faz isto, milhões morrem. É o que vai acontecer com os seres humanos em fase embrionária. Não foi lapso, é assim mesmo: embriões são seres humanos tanto quanto as crianças, os adultos, os idosos. O limite da ciência, neste particular, é dizer que os embriões já são humanos, pois possuem 46 cromossomos, exclusivo da espécie humana, e se sobreviverem não há a menor possibilidade de se tornarem jacarés ou rinocerontes ou árvores. Não cabe à ciência determinar quando os seres humanos adquirem o status de pessoa e se e quando devem ser eliminadas. Isto é da área da ética, da religião, da moral, da política. E enquanto nenhuma pesquisa séria aponta os tais benefícios, outras mostram a grande evolução havida com as células-tronco adultas. Por que então matar embriões? Obviamente, aberta a exceção estará livre o caminho para aprovação do aborto legal.

3- Recentemente veio à baila que a mulher de Olivério Medina, “embaixador” das FARCs no Brasil, trabalhava à custa do erário brasileiro. E com o aval do governo petista, esse é só mais um exemplo da intimidade do atual poder executivo com terroristas de ontem e de hoje, que dele fazem parte. Temos alguma chance ou já está “tudo dominado”?

Heitor De Paola --> Está tudo dominado e tenho sérias dúvidas se esta situação poderá ser revertida por via democrática, pois o povão está comprado pelas diversas “bolsas” e programas “sociais” e o empresariado e os banqueiros pelas fortunas que “nunca antes neste país” ganharam em tal enxurrada. Estão todos, como dizia Lenin, comprando a corda com que serão enforcados. Cada um recebe a anestesia correta e só uns poucos conseguem enxergar o conjunto das ameaças. E estes estão sendo calados: recentemente o Jornal do Brasil desconvidou todos os articulistas que escreviam discordando da linha oficial, com a exceção de Olavo de Carvalho (até quando?) e o Estadão acabou de fazer o mesmo com um dos seus articulistas. Na área política não existe oposição. O PSDB é governo, embora finja ser oposição, o DEM sei lá para quê existe, sobram quais? Muita gente exultou quando FHC estrilou e chamou Lula de nazista. Ora, não passou de briga de quadrilhas, Lula deve ter ultrapassado os limites da área da outra “famiglia”, como nos velhos tempos de Chicago. Como o Lula jamais perseguiu judeus e não consta que tenha alguma simpatia por idéias anti-semitas, a denúncia é absolutamente vazia! Se fosse para valer tê-lo-ia chamado do que ele é: comunista!

4- Nos corredores palacianos comenta-se que o grande facilitador da tramitação do Projeto de Lei que resultou na Lei de Mobilização Nacional foi José Dirceu. Você acha que o advento desse dispositivo legal (Lei 11631/07) capacita o governo do PT a articular qualquer “golpe de mão” na rés publica (coisa pública) e na rés privatae (coisa particular), sob falso pretexto de mobilizar a nação para o enfrentamento a um possível avanço colombiano em solo amazônico, sob orientação norte-americana? (Big Brother is Watching You)

Heitor De Paola --> Sim, mas não creio que venha a ser esta a razão da mobilização, se houver. Não é do interesse do atual governo tomar nenhuma atitude contra os EUA, ao menos enquanto não terminar o governo Bush, já que as relações correm em mar de almirante com a crença idiota da Casa Branca e do Departamento de Estado de que Lula serve para apaziguar Chávez et caterva – sem perceber que Lula é o chefe da caterva. Creio que o SINAMOB (Sistema Nacional de Mobilização) foi criado mais como uma estratégia preventiva de reações das Forças Armadas ou de setores civis contra o avanço cada vez maior nas nossas liberdades – e no nosso bolso. Note-se que a Lei prevê no artigo 3º, a tomada de ações estratégicas “desde uma situação de normalidade”, isto é, qualquer coisa pode ser interpretada como uma ameaça. É uma prévia do Estado Policial que se avizinha e já conta com algumas estruturas bem montadas, como a Receita Federal.

5- Desde 2003 ( Lendas e mistérios da Amazônia) você alerta para os problemas de fronteira da Amazônia e a política indigenista (na aparência caótica), e finaliza seu último artigo sobre o tema com uma série de questões: “Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver notícia), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?” Você poderia nos dar o caminho para as respostas a algumas dessas perguntas aqui postas por você? (Amazônia: doação anunciada)

Heitor De Paola --> A soberania brasileira está reduzida a nada, não somos um país soberano há muito e não há fronteiras a salvar e sim a retomar, à força se necessário. Mas isto dependerá da disposição das Forças Armadas em tomar as medidas cabíveis para fazer cumprir o artigo 142 (sua destinação para a defesa da Pátria, da garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem). A soberania não está restrita às fronteiras físicas da Nação. De nada adianta mantê-las se a Nação não tiver o poder de, livremente e sem ingerências externas, tomar as decisões que julgar mais adequadas. E isto o Brasil já perdeu desde que se submeteu a todas as determinações oriundas da ONU e outros organismos internacionais e a qualquer ONG financiada por multibilionárias fundações internacionais que se arvore a ditar ordens. O governo brasileiro não é mais o defensor do poder nacional, mas apenas um sátrapa que executa as ordens do Foro de São Paulo, do Diálogo Interamericano, da Comissão Trilateral e até do Príncipe Charles que reina mais aqui do que na sua terra onde não pode nem escolher a própria mulher! A abdicação começou com Collor: na palhaçada de tampar o buraco da Serra do Cachimbo, com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, culminando na realização da ECO 92 onde aceitamos todas as idiotices ambientalistas coordenadas pela Fundação Gorbachov para inviabilizar a economia Ocidental. Itamar tentou resistir, mas FHC enterrou de vez, na medida em que se comportou menos como Presidente do que como Governador da Capitania do Brasil em nome do Diálogo Interamericano. Os organismos eletivos viraram nada mais do que fantasmas que pairam em Brasília e apenas sua corrupção é real, nada fantasmagórica. Finalmente, alguma coisa eles têm que fazer!

6- Como você compreende a recente lei de repatriação de imigrantes ilegais aprovada pela União Européia, à luz dos objetivos de instalação do governo mundial onde a ONU é a fachada das mãos invisíveis do corpo de elite não eletivo formado pelo Council on Foreign Relations, A Trilateral Commission, Bildeberg Club entre outras organizações internacionais, o Komintern (Internacional Comunista) e o Islam (A “Comunidade Internacional")? Como a Nova Ordem Mundial (socialista, da maneira que se apresenta) trataria a imigração (a legal e a ilegal, que são situações bem distintas)? Os distintos "blocos" que já se formam na configuração da nova ordem mundial construiriam "novos muros de Berlim"?

Heitor De Paola --> A formação destes blocos estanques é bem provável, como o futuro previsto por George Orwell: Oceania (Inglaterra e Américas), Eurásia (Europa, União Soviética com suas repúblicas federadas) e Lestásia (China, Japão, Sudeste Asiático) – a África seria um eterno campo de batalha. Mas tudo é especulação, o futuro só é previsível para os “iluminados” marxistas e não podemos incorrer no mesmo erro e nos igualarmos a eles, como Francis Fukuyama (O Fim da História). A Trilateral Comission, uma evolução do atlanticismo (América do Norte e Europa) para incluir o Japão, ignora o resto do mundo como áreas de conflito permanente. Até então o problemas das imigrações era o mercado de trabalho que poderia ser dividido nas áreas menos nobres desde que não criassem problemas na camada mais rica. No entanto, o rápido crescimento do Islam no final do século passado e o advento da moderna Jihad, não previstos por estes movimentos puramente ocidentais, criam uma zona cinzenta que dificulta a avaliação dos futuros previsíveis. Inclusive, e principalmente, a questão da imigração. Jamais houve uma onda migratória que ameace tanto os países hospedeiros como a invasão islâmica. As antigas ondas migratórias européias para as Américas contribuíram e muito para o desenvolvimento dos países receptores porque eram constituídas por migrantes – legais ou ilegais, não importa – com a mesma tradição cultural. O Islam tende e romper com as tradições e impor a shari’a, suprema lei corânica, para todos.

7- No seu artigo “A Fragmentação do Brasil”(Publicado no Jornal Inconfidência, Ano XIV, Nº. 127, Junho/2008), você alerta para o fato de que a “legitimação” em oposição à legalidade tem sido um dos principais fatores para a manutenção da proto-ditadura comunista que ora vivemos no país. No momento em que o poder legislativo já se encontra praticamente anulado como tal diante do abuso das medidas provisórias (e outros tantos “instrumentos”), no seu ponto de vista, que razões levam o poder Judiciário a se ajoelhar diante de tanta legislação infra-legal?

Heitor De Paola --> Um misto de ideologia, demagogia e intimidação. Alguns juízes são ideologicamente identificados com os “movimentos sociais”, são realmente comunistas, já formados dentro da ideologia do direito alternativo; outros votam demagogicamente, como bem o disse o próprio Presidente do STF a respeito da publicação da lista dos políticos submetidos a processos, uma medida obviamente inconstitucional e que viola as melhores tradições do direito – a de que só as pessoas com sentença transitada em julgado podem ser consideradas culpadas -; os demais se deixam intimidar pelas pressões de três origens: populares, ONG’s e do próprio Executivo. Isto ocorreu, por exemplo, no caso das células-tronco embrionárias: nenhum dos quatro que não votaram a favor teve a hombridade de se pronunciar claramente contra, mas levaram horas justificando votos ambíguos. Com o aprofundamento do processo revolucionário os últimos tendem a desaparecer primeiro e depois os demagógicos, até que sobrem apenas os ideológicos. É como dizia Churchill: “um pacifista é um sujeito que alimenta o jacaré na esperança de ser comido por último”. A revolução não tem pressa e as aposentadorias nos órgãos de cúpula da Magistratura estão à vista. Alguns dirão: e a corrupção, não existe? Sim, como em qualquer grupo humano devem existir juízes corruptos, só que sempre existiram e estamos falando aqui de uma situação revolucionária.

8- Na série de artigos “O Suicídio da águia – (I-II-III-IV)" você diz que “A dissolução dos Parlamentos nacionais e até mesmo dos governos é uma questão de tempo, pois se tornarão completamente desnecessários.” (...) “Mas, para se obter sucesso pleno, a caminhada rumo a esse objetivo deve eliminar a soberania de um país em particular: os EUA.” Como (e em que proporção) a eventual vitória de Barack Hussein Obama concorre com esse suicídio?

Heitor De Paola --> Obama é uma incógnita, mas suas raízes comunistas e islâmicas certamente concorrem para aumentar as chances deste suicídio. No entanto, ainda é muito cedo para um julgamento. Note-se que as posições dos dois candidatos estão mudando a toda hora: Obama já não vai retirar as tropas do Iraque em 18 meses; McCain mudou de idéia quanto à liberação do aborto “em certos casos”. É melhor aguardar.

9- Como você compreende a contradição(?) do apoio dos financiadores judeus ao partido democrata norte-americano e em especial a Barack Hussein Obama, que demonstra uma predileção pela causa palestina e sinaliza para uma relação no mínimo amistosa com Ahmadinejad?

Heitor De Paola --> (Para responder contei com a ajuda de amigos judeus que conhecem a história da comunidade judaica americana). Por terem sofrido discriminação e preconceito dos gentios, os judeus europeus seculares e mais ou menos seculares se filiaram a partidos de esquerda e criaram o primeiro partido comunista-judeu (é contraditório mas é um fato), o Bund, essencialmente anti-sionista, defendia uma cultura judaica européia com o yiddish como a lingua-mãe e não o hebraico. Os judeus sefaraditas ou mizrahim nao existiam para eles. Os partidos de esquerda eram os únicos que combatiam a discriminação e preconceitos, prometendo igualdade social, econômica, etc. Com a chegada dos pogroms promovida pelos czares houve uma emigração desses judeus e sua utopia para os mais diversos paises, inclusive os EUA. Assim como o partido comunista nunca foi muito forte nos EUA, a maior identificação ocorreu com o partido Democrata e não com o Republicano que arregimentava os magnatas, conservadores e anti-semitas (não que não houvesse anti-semitismo no PD). E essa tradição da maioria dos judeus se filiarem ao PD perdura, independentemente do candidato. Obviamente hoje em dia não há lógica nisso, mas persiste uma forte desconfiança histórica quanto aos republicanos. Para alguns caiu a ficha, como para o senador Joe Liberman. O Obama é muito esperto: ele tem um discurso ambíguo. Apóia Israel incondicionalmente, mas não apoiaria a política do Likud. Na realidade hoje em dia muitos eleitores judeus que tradicionalmente votam nos democratas estão perplexos. Os financiadores judeus existem, mas são os de esquerda, e o principal deles, é o anti-sionista George Soros, que vive financiando causas Anti-Israel, e promove grupos que constantemente têm sido os mais ferrenhos e preconceituosos críticos das relações entre os Estados Unidos e Israel.

10- Como viabilizar a reversão da grande escalada das “mentiras convenientes” como a do terrorismo ecológico e desmascarar para o grande público a “conexão de Al Gore e seus cúmplices atuais, Nancy Pelosi na política, idiotinhas deslumbrados como Leonardo Di Caprio e o Príncipe Charles, com a antiga gang comunista de Gore Sr. e Hammer"?
(
A Comunidade Internacional II – Final)

Heitor De Paola --> Não será fácil, nem sei se será possível. As campanhas de esclarecimento pela internet têm demonstrado uma força inesperada, como no caso do desarmamento. Jornais eletrônicos, sites e blogs como Mídia Sem Máscara, Farol da Democracia Representativa (onde, clicando em Temas e escolhendo Falácias sobre Aquecimento Global existem vários artigos sobre o tema), e o de vocês, atingem uma camada grande da população, mesmo quem não tem internet através da transmissão boca-a-boca. Articulistas que têm acesso à grande mídia (não cito nomes para não deixar ninguém de fora injustamente) têm feito seu papel. Ultimamente vem surgindo também uma imprensa “nanica” e jornais de bairro que apresentam uma visão bem mais clara da situação. Cito o Ilha Capital, de Florianópolis que conheci recentemente. É muito pouco porque há interesses poderosos por trás da mídia chapa branca que bloqueia até cartas de leitores. Nos EUA existe o potente instrumento de difusão das informações: o rádio. Apesar de todos os progressos o rádio é ainda um maior formador de opinião do que a TV. E aqui, pelo famigerado sistema de concessões, o que se pode fazer se a qualquer momento o governo pode cassá-las?

11- O gradualismo gramscista é bem exemplificado pela entrevista de Garcia (MAG) ao Le Monde onde afirma que “as eleições democráticas são uma farsa, unicamente um passo para a tomada do poder de uma nação”. Uma vez que “uma parte essencial do gradualismo gramscista é o controle cada vez maior das comunicações”, como você entende que se poderia concretizar um bem sucedido ataque anti-comunista contra tais amarras paralisantes “antes que seja impossível vencer as avalanches catastróficas da maldade comunista”? (A colheita I - O Eixo do Mal Latino-Americano)

Heitor De Paola --> A resposta é igual à anterior. É necessário ressaltar que a tomada do poder a que se refere o MAG não é mais, necessariamente, aquela revolução violenta em que os comunistas se apossam do poder e fuzilam todos os opositores. Basta ter o Governo nas mãos e permitir que as ONG’s e os organismos internacionais tomem o verdadeiro controle das decisões. E esta fase já está completada. Toda a imprensa depende de dinheiro público e/ou está em regime de concessão e é diariamente vigiada pelos órgãos policiais e de inteligência, exatamente o que acusavam a “ditadura” de fazer. Mas naqueles tempos havia alguma censura específica sobre determinados temas, hoje é muito mais abrangente. Com os atuais meios de comunicação não é mais necessária a presença física dos censores. As grandes empresas privadas dependem de contratos do governo e/ou financiamento do BNDES. Pode-se contra-argumentar que a mídia tem denunciado o Foro de São Paulo e algumas revistas vêm criticando duramente o MST e até suas ligações com as FARC. Bem, o Foro já está instalado plenamente no poder central e pode ser falado. Quem deu a autorização foi o próprio Lula quando abriu o jogo. Nenhum dos articulistas e repórteres que antes negavam veementemente sua existência veio a público pedir desculpas por sua cumplicidade ou inépcia. Quanto ao MST também já precisa mais de propaganda do que sigilo e, por outro lado, o PT pode controlar melhor sua arrogância e radicalização, tomando aqui e ali medidas que parecem repressivas.

12- O Eixo do mal latino-americano conta com um considerável aparato de apoio a seus objetivos sub-reptícios como o Foro de São Paulo (criado por Fidel e Lula e que além de abrigar terroristas já elegeu Lugo no Paraguai, seu 12º presidente) e também “outras entidades interessadas que se aliaram a ele”, como “O Diálogo Interamericano” (do qual FHC é “membro nato”), o Pacto entre eles e que foi acertado em Princeton entre Lula e FHC em 1993, bem como as conexões extra-continentais. Você poderia expor um pouco mais sobre essas conexões extra- continentais? ( A colheita I, A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano e A colheita final: URSAL em marcha)

Heitor De Paola --> A rede é vastíssima e nem sempre os interesses são idênticos. De maneira geral todas as entidades interessadas no aprofundamento do governo mundial estão representadas. Em meu livro cito, além da ONU e suas Agências – que a meu ver já são verdadeiros Ministérios Mundiais – as grandes fundações, Ford, Rockfeller, Carnegie Edowment for International Peace, Woodrow Wilson International Center for Scholars. Organizações como o COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS, a TRILATERAL COMMISSION, ASSOCIATION OF WORLD FEDERALISTs, Bilderberg Group (BG), o Committee for Economic Development (CED). As religiosas, como National Council of Churches, World Council of Churches, United Religions Initiative (recomendo a leitura do livro False Dawn de Lee Penn para ver a enorme extensão desta última). Posso citar ainda aquelas ligadas ao Príncipe Charles e seu pai, dois ilustres desocupados: Prince’s Foundation for the Built Environment, Prince’s Regeneration Trust e a Cambridge University. Guerrilheiras “camponesas” como a Via Campesina, Friends of MST, National Farm Workers Service Center Inc. As ligadas à liberação das drogas, como Open Society Institute e Marijuana Policy Project.

13- Ainda em seu artigo A colheita final: URSAL em marcha, você diz que a “contra cúpula” dos povos expressou sua imensa satisfação com o trabalho de Chávez como sucessor de Fidel. Alardearam especificamente Chávez ter controlado e dominado facilmente a “classe política” venezuelana o que lhe credencia para controlar a classe política de toda a América Latina, iniciando um processo irreversível de integração latino-americana, do qual a integração comercial em acordos “neo-liberais” é apenas o início mais aceitável para a “comunidade internacional”. Não seriam essas futuras fronteiras artificiais advindas da instalação da URSAL um dado passível de ser explorado pelos anti-comunistas uma vez que parece ter sido sub-dimensionado por seus “idealizadores”?

Heitor De Paola --> Não creio. Já criaram a UNASUL, uma antecessora da URSAL como eu previra, e ninguém chiou, a não ser os mesmos de sempre. Já está em franco processo a união das Forças Armadas da América do Sul, já existe Banco, TV, tudo e quem fala algo sobre isto? A única esperança é que as Forças Armadas se recusem ao desarmamento, sucateamento e transformação em meras milícias regionais. E voltarem às suas funções primordiais de defesa do território nacional. A UNASUL segue os planos do Diálogo Interamericano de levar a estes resultados. Quanto à sucessão de Fidel, observe-se a reciprocidade entre Chávez e Raúl e o fato de que o primeiro se declarou, há alguns dias, “filho de Fidel”, entrando assim para a família. Ninguém, nem Fidel nem Raul, o desdisse.

14- Você concorda com a suposição de que a UNASUL é o incremento de legalidade à fundação da URSAL, mediante a continentalização do MERCOSUL, criação de um banco central sul-americano, criação de um conselho de defesa, moeda única, tudo aos moldes da União Européia? E que a permanência da Colômbia à margem do processo poderá ser um entrave providencial para esse passo inicial? (A colheita final: URSAL em marcha)

Heitor De Paola --> Não só a Colombia, mas também o Peru; e o Uruguai poderá, nas próximas eleições, eleger um Presidente liberal, se os tradicionais Partidos Blanco e Colorado se unirem. Também o Chile, com o crescente descontentamento popular, poderá ter um resultado não previsto. Aqui parece que vai ocorrer o oposto da Europa: lá, os países que submeteram a adesão ao referendo popular se deram mal, veja-se a Holanda e agora a Irlanda. Por isto a EU está implementando a união através de mecanismos não eleitorais. Aqui, a resistência só ocorrerá enquanto Alan Garcia e Uribe estiverem no poder (e se se confirmarem as possibilidades acima do Uruguai e do Chile). Se for a referendo a propaganda do Chávez é fortíssima, através das cartilhas bolivarianas distribuídas por empresas interessadas em contratos lá. Pode ser wishful thinking, mas acho que aqui no Brasil, indo a referendo, não passa, então provavelmente vão aproveitar os desvãos da “Constituição Cidadã” para aprovar no Congresso mesmo. Quando eu estava respondendo a esta entrevista deu-se a libertação de Ingrid Bettancourt e outros reféns das FARC mediante, ao que transpareceu nos primeiros momentos, uma espetacular ação do Exército colombiano. O fortalecimento de Uribe se incrementou. A reação de Chávez: calou-se! De Correa: pena que não tenha havido negociação de paz, mas um resgate. E a de Lula: mandou o Amorin, menino de recados do MAG, dizer que não tivera tempo para telefonar a Uribe! O golpe foi tão grande que eles vão ter que reunir extraordinariamente o Foro de SP para ver o que fazer; ou dizer! Entretanto é preciso observar bem os futuros desdobramentos. Ingrid é de esquerda e poderá se lançar contra Uribe, pois comunista não tem palavra de honra, só palavra de ordem!

15- As previsões feitas em 2002 por Constantine Menges (falecido em 2004) que alertava para a constituição de um "eixo do mal" latino-americano com a participação da Venezuela , Cuba e Brasil, onde o Irã seria parceiro desse eixo, são um fato consumado que deve ser complementado pelo surgimento de um "eixo auxiliar de governantes de esquerda que assumem o papel de "moderados úteis", para adormecer as sãs reações e pavimentar o terreno ao "eixo do mal" (e onde Lula desponta como um dos principais expoentes continentais). Você concorda que a partir dos acordos firmados entre Chávez e Ahmadinejad "a América Latina poderá se transformar, em curto ou médio prazo, em um novo campo de batalha político, financeiro e, quem sabe, militar, dos conflitos do Oriente Médio", além dos conflitos que se desenham contra a Colômbia, por exemplo? ( Aliança Chávez-Ahmadinejad: "eixo do mal" e "eixo auxiliar")

Heitor De Paola --> Não creio. Os conflitos do Oriente Médio têm raízes milenares, Bíblicas. Não se reduzem a meros esquemas economicistas, como o controle do petróleo, explicação preferida pelos esquerdopatas, nem territoriais, como preferem os defensores dos “palestinos”. É o tipo do caso para o qual a expressão popular “o buraco é mais em baixo” se aplica. Ou melhor, mais em cima: é a questão da Terra Santa para as três religiões monoteístas, tendo como centro Jerusalém. É um conflito interminável a meu ver, a não ser que os países islâmicos se desarmem, o que não correrá. Como bem o disse Binyamin Netanyahu, se os árabes se desarmarem acaba a guerra; se Israel se desarmar, acaba Israel. O eixo Venezuela-Irã é parte de uma luta global para destruir os EUA, mas nunca terão a radicalização religiosa que existe lá. O eixo latino-americano não tem conotações anti-semitas. Isto não implica que não exista preconceito e até algum grau de discriminação, mas nenhum dos governantes da área sustenta uma política consistentemente anti-semita por princípio.

16- “A sucessão de Fidel por Chávez, mesmo que numa Federação co-presidida por Raúl Castro, teria o objetivo de impedir qualquer ação americana após a morte do primeiro já que Cuba não seria um país acéfalo e sim, no gozo de sua plena soberania, além de que Chávez colocaria novo vigor na repressão interna em Cuba.” Como a ascensão da esquerda norte-americana, representada pelos democratas, modificaria essa configuração? (A colheita final: URSAL em marcha)

Heitor De Paola --> Em princípio reforçaria. Obama já se declarou disposto a “dialogar” com Raúl e, como todo Democrata, manda sinais de paz para os inimigos. Se Obama for da estirpe de Carter e Clinton, estamos fritos! Lembrem que tais sinais de conciliação por parte de Carter ensejaram dois desastres: a queda do Xá do Irã e do Somoza. Ambos foram substituídos por regimes antiamericanos infinitamente mais cruéis. Mas mantenho o que eu disse acima: Obama ainda é uma incógnita.

17- Você adverte para o fato de que apesar de muitos movimentos anti-nacionais estarem baseados nos EUA, não se pode dar vazão “às interpretações delirantes dos ultranacionalistas e das esquerdas – que não deliram, sabem muito bem da verdade mas não lhes convém difundir - de que os EUA estão preparados para invadir o Brasil, principalmente a Amazônia”. Uma vez que esta é uma “interpretação simplista e mesmo simplória que vê os EUA como um todo homogêneo”, e que “É impossível haver consenso de Washington se não existe consenso em Washington.”, como se deve tratar esse assunto para que a população em geral se livre da cultura anti-americana ? (A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano)

Heitor De Paola --> Rezando! Só por milagre isto acontecerá. O Brasil é o país mais antiamericano do mundo, ganha até da França!, embora, como lá também, todo mundo adore viajar para Disneyworld, hambúrguer do McDonald’s, carrões, lojas com nome em Inglês e calças jeans.

18- Você cita Sun Tzu quanto ao desequilíbrio da balança entre quem defende e quem ataca. A postura do Exército adotada de 1979 para cá, que visa unicamente defender-se e buscar uma parceria com a esquerda revolucionária e vingativa, não seria uma demonstração cabal de que o EB (ativa) na verdade serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro, o que fere inclusive suas atribuições constitucionais? ( As raízes históricas do Eixo do Mal Latino-Americano - Parte V)

Heitor De Paola --> O Exército está intimidado e na defensiva, a meu ver sem nenhum motivo já que continua sendo a instituição mais confiável para a população, segundo pesquisas do próprio governo. Por isto, sempre que Exército se manifesta e encontra eco na população, como no caso da Amazônia, surgem novamente os processos contra os Coronéis Ustra e Lício e são preparadas armadilhas como a dos sargentos gays (ao menos um deles era desertor) e do Morro da Providência. A gana que estes caras têm do Exército é incomensurável! Notem bem: isto não é, como comumente se diz, revanchismo. Não mesmo, é um plano muito bem urdido para liquidar com a única força que pode deter a revolução comunista, como já fez em 35, 64 e 68/73. Sem anular o Exército nada feito. No entanto, não é o Exército como um todo que “serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro”. Por mais que se mantenha coeso nota-se certas fraturas cada vez mais acentuadas. Se eles se renderem de todo só nos restará duas saídas: Galeão e Guarulhos!

19- “(...) Bom Senso morreu depois de seus pais, Verdade e Confiança; de sua mulher, Discrição; de suas filhas, Responsabilidade e Razão. Sobreviveram a ele seus irmãos adotivos: Eu Conheço Meus Direitos, Eu Quero Já, O Outro é o Culpado e Eu Sou Uma Vítima.
Poucos compareceram ao seu enterro porque só uma minoria percebeu que ele havia morrido. Se você ainda se lembra dele, re-envie esta notícia. Caso contrário junte-se à maioria e nada faça.” Você considera que somente o re-envio da notícia da morte do Bom Senso consegue mudar a postura apática da maioria das pessoas?
(Obituário do Sr. Bom Senso - © London Times -Tradução: Heitor De Paola)

Heitor De Paola --> Claro que não, aquilo faz parte do texto original do Times, não é de minha autoria. É preciso levar em conta que a revolução gramscista tem como um dos seus principais componentes a modificação do senso comum. (Traduzi commom sense por bom senso porque se aplica melhor à linguagem comum. Já quando se trata de uma linguagem técnica a tradução deve ser literal).

20- No dia 30 de Junho p.p., a É Realizações lançou o livro de sua autoria "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", onde Alejandro Peña Esclusa o apresenta como “um acurado estudo sobre o neocomunismo, partindo do período do pós-guerra até o Foro de São Paulo, organização que já conta entre seus membros com doze presidentes latino-americanos.” E Olavo de Carvalho no prefácio menciona o fato de que você se viu “diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.”
(Prefácio de Olavo de Carvalho aqui). O que mais você poderia nos adiantar sobre o seu livro?

Heitor De Paola --> Na Introdução faço um resumo da minha história nas esquerdas brasileiras e as razões pelas quais revi minhas posições. Nos demais capítulos faço um levantamento histórico das raízes que levaram nosso Continente a ser comandado pelo Foro de São Paulo e o Eixo Havana-Caracas-Brasília.

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21- Você concorda com Olavo de Carvalho, que no artigo "Quem nos governa, afinal?" afirma que "que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível"? Por que?

Heitor De Paola --> Certamente! Quem dá as cartas na economia mundial? O FMI e o Banco Mundial. Quem supervisiona a educação mundial? A UNESCO. Quem determina as leis trabalhistas? A OIT. Quem dá as diretrizes da saúde? A OMS. Quem faz e desfaz nas leis sobre a infância? A UNICEF. FAO na agricultura, AIEA determina quem pode ou não desenvolver o potencial nuclear. E por aí vai! São verdadeiros Ministérios mundiais, só falta mudar o nome, o que nunca vai acontecer para não despertar grandes resistências e rechaço. Os ministérios nacionais existem para implementar as ordens que vêm de fora; os legislativos, para sacramentar as leis impostas pela Nova Ordem. E quem comanda a ONU são as ONG’s globalistas e as grande fundações multibilionárias. É irreversível, a não ser que seja substituída por outra: a Ordem Islâmica. O Cristianismo acovardou-se ou está infiltrado e já não consegue resistir mais, nem aos ataques materialistas e pagãos da Nova Ordem Ocidental, nem aos da Ordem Islâmica. Estas duas vão se enfrentar para herdar o que restar dos escombros da civilização judaico-cristã, pois Israel sozinho não conseguirá resistir.

22- No mesmo artigo ( "Quem nos governa, afinal?"), Olavo de Carvalho desnuda o papel desempenhado pelas ONGs e afirma que "muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento". Na sua avaliação, é viável a hipótese de se impedir a existência dessas ONGs no país como um caminho para a reversão do processo de instalação da "Nova Ordem globalista-socialista"?

Heitor De Paola --> Muito difícil, talvez impossível. Falando do Brasil a única possibilidade é que as Forças Armadas compreendam a situação e tomem uma atitude como a de 64. Mas sem o amplo apoio civil como houve naquele ano elas não se mobilizarão.

23- De que maneira seria possível (pelo menos teoricamente) superar os fatos que promovem "a "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas" a qual foi "posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global"? ("Quem nos governa, afinal?" de Olavo de Carvalho)

Heitor De Paola --> Quem nos governa já foi respondida na resposta 22. Teoricamente: se os EUA tomassem vergonha na cara, saíssem da ONU e parassem de financiar o seu maior inimigo e a expulsasse do East River. Chances de isso acontecer: uma em cem milhões! Se tanto! Pois os EUA também não são mais um País autônomo. No dia em que estou respondendo esta pergunta (4 de julho) os americanos estão comemorando o Independence Day. Para quem tem uma visão de conjunto como a que estou expondo aqui é deprimente que eles não percebam que a grande conquista de mais de 200 anos já não passa de uma ficção!

24- Ante o enfraquecimento das Forças Armadas, citado no Capítulo XII de seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial" , qual sua opinião pessoal sobre o emprego do Exército em uma obra de cunho eleitoreiro (cimento social), vindo a confrontar de maneira criminosa os efetivos daquela força com os efetivos do tráfico carioca?

Heitor De Paola --> A mesma opinião técnica do Comando Militar do Leste que foi contra tal emprego.

25- Qual sua opinião sobre a participação das Forças Armadas brasileiras num país como o Haiti, incrustado numa área estratégica como o Golfo do México e culturalmente desvinculado de nosso país e de nosso povo?

Heitor De Paola --> Um absurdo! Não pelo problema cultural, que não tem importância, mas porque aceitar fazer parte das tropas da ONU, usar aquele famigerado capacete azul ao invés do nosso verde oliva, é sinal de rendição da soberania nacional. Tropas brasileiras em país estrangeiro só em caso de guerra declarada soberanamente pelo Brasil!

26- Ainda no Capítulo XII do mesmo livro, você se refere à oposição brasileira como "grupo de poltrões que esganiçam como velhotas de aldeia, mas nada fazem se ganharem carguinhos mesmo chinfrins e algumas regalias...". No prolongamento da idéia, o PSDB é citado por ser "interessado direto, nada diga...". Essa sua afirmação seria a mesma coisa que dizer da irmandade ideológica entre o PSDB e o PT?

Heitor De Paola --> Claro, é um casal muito feliz que briga de vez em quando por coisas menores e que jamais se separarão. E quem afirmou isto foi o FHC.

27- Em relação à análise constante no Capítulo XIII do seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", sobre a consolidação da URSAL, ao analisar-se que a UNASUL já foi institucionalizada, que abertamente já se planeja o conselho de defesa sul-americano, que há uma tendência de distensão do MERCOSUL, que a TELESUR já é uma realidade, que a moeda única já está engatinhando em acordos alfandegários entre Brasil e Argentina, qual será o mote de criação da URSAL, que necessariamente deverá aglutinar a América Central e o Caribe?

Heitor De Paola --> A necessidade de integração de toda a América Latina para enfrentar o “império” e liquidar o “injusto” sistema capitalista.

28- Você gostaria de acrescentar alguma coisa que considere importante e que não foi aqui perguntado, já que temos consciência de que o assunto não se esgota e também de que muitas outras entrevistas seriam necessárias?

Heitor De Paola --> Nada. Para uma entrevista geral está muito bem montada. Outros assuntos específicos poderão ser abordados em outras oportunidades, como o ambientalismo, a invasão gramscista nas ciências e na psicanálise, etc.

Bate bola com Heitor De Paola..........

• Um livro –
Heitor De Paola --> Mr Pickwick Papers

• Uma música -
Heitor De Paola --> When the Saints go Marching in

• Um filme –
Heitor De Paola --> O Homem que não vendeu sua alma

• Um verbo –
Heitor De Paola --> Pesquisar

• Campo minado –
Heitor De Paola --> Movimentos “sociais”

• Pedra no sapato –
Heitor De Paola --> Ecochatos, viciados em ginástica e dietas orientais

• Sonho de consumo –
Heitor De Paola --> Editar um jornal

• Um lugar –
Heitor De Paola --> Escócia

• Um projeto –
Heitor De Paola --> Editar um jornal

• Uma previsão –
Heitor De Paola --> Dentro de 50 anos a Terra estará esfriando a haverá um Movimento Contra o Esfriamento Global, obviamente culpa da ação humana, comandado pelo neto do Al Gore

• Uma mulher –
Heitor De Paola --> A minha

• Um homem –
Heitor De Paola --> Meu pai

• Uma indignação –
Heitor De Paola --> Nenhuma

• Uma covardia –
Heitor De Paola --> A rendição da Civilização Ocidental ao coletivismo e ao Islam

• Uma ameaça –
Heitor De Paola --> O Islam

• América Latina –
Heitor De Paola --> Existe isto? Chamar nosso Continente de latino é herança do passado colonial. Hoje é uma mistura de latinos, negros, índios, imigrantes de várias origens não latinas, judeus, árabes, asiáticos. Uso o termo apenas como referência geográfica.

• Barack Hussein Obama –
Heitor De Paola --> Incógnita

• Brasil –
Heitor De Paola --> A maior vitória de Antonio Gramsci em toda a história da destruição do pensamento.

• 2010 –
Heitor De Paola --> LulaLá!

• Um pensamento, uma reflexão –
Heitor De Paola -->
"O pacifista é um sujeito que alimenta o crocodilo na esperança de ser comido por último."
(Churchill).


*HEITOR DE PAOLA

Médico, psicanalista, escritor e comentarista político, estudioso de filosofia, filosofia da ciência, história, ciência política e política internacional.

Articulista do jornal eletrônico Midia Sem Máscara e do Jornal Inconfidência.

Membro da International Psycho-Analytical Association, Ex Clinical Consultant da Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural do
Farol da Democracia Representativa, Membro do Conselho Consultivo da organização Brasileiros Humanitários em Ação (www.braha.org), Membro da ONG Terrorismo Nunca Mais www.ternuma.com.br .

Publicou trabalhos nas áreas de psicanálise no Brasil e no exterior e artigos de análise política nos sites
FrontPageMagazine, Hispanic American Center for Economic Research (HACER), VCRISIS, Laigles Forum.

Organizador e Coordenador do I Seminário Latino-Americano sobre Democracia Liberal – Democracia, Liberdade e o Império das Leis, São Paulo 16-17 de maio de 2006.

Autor do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, editado pela
É Realizações.

Site (em construção): www.heitordepaola.com

ESTOU FARTA! CHEGA DESTE SURTO BURRO E IDEOLÓGICO

Ana Prudente por e-mail

Diante da libertação dos 15 reféns das FARC, dentre eles os importantes Ingrid Betancourt e 3 militares norte-americanos, declaro que acredito que tenhamos assistido a uma extraordinária operação militar, nunca vista pelos latino-americanos. E talvez por esta razão e pela conduta politica interna do nosso país, estejamos tão receosos em acreditar no que aconteceu.

A tal da Ingrid sempre defendeu as esquerdas a até as FARC nos anos idos. Ela, em campanha, desobedeceu todas as advertências e foi até lá, exatamente no local onde as FARC haviam tomado o domínio. Até poderíamos dizer que ela queria ser sequestrada, sem saber porém, que seria tratada por eles como uma inimiga. Talvez ela só estivesse tentando uma aventura inconsequente mas que lhe daria notoriedade quando devolvida à sociedade e consequentemente, a presidência. É certo que durou bem mais do que o previsto, conforme a própria Ingrid declarou com a frase: "talvez eu precisasse passar por tudo isso para aprender sobre muitas coisas...". Esperamos que ela tenha aprendido sim, ahhhh, esperamos!

As versões são muitas, inclusive a de que Uribe teria pago 20 milhões pela libertação dos reféns, Traduzindo, ele teria "negociado" com o líder das FARC para esta libertação. Oras, pensem, não seria então menos arriscado, caso fosse esta a intenção, deixar que a França mediasse este pagamento, linha altamente defendida por Sarkozy? Ou por acaso alguém acredita que Uribe colocaria seu curriculun vitae à disposição para ser denegrido pelos vizinhos esquerdistas e louquinhos para pegar um furo dele?

Comentário do Cavaleiro do Templo: pensemos ainda um pouco mais: se Uribe tivesse pago pela libertação, o FORO DE SÃO PAULO estaria bradando vitória, visto que é nesta entidade se congregam e trocam beijos toda a esquerdopatia latina e as FARC, que fazem parte desde o início. O que estamos vendo são presidentes mal falando no nome do URIBE e com aquelas caras de quem perderam o melhor da festa. Quem defende a tese do pagamento de resgate ou negociação financeira com os meliantes precisa explicar este pequeno detalhe, qual seja porque o pessoal do FORO DE SÃO PAULO não está dando pulos de alegria com a libertação dos reféns. Se URIBE tivesse dado em sigilo 2 dólares que seja pras FARC esta mesma entidade teria escondido isto do resto da gangue do FORO DE SÃO PAULO e isto seria maravilhoso do mesmo jeito que um resgate sem pagamento algum pois seria uma prova do desmantelamento das duas entidades criminosas, tanto das FARC quanto do FORO DE SÃO PAULO, não acham?

Ademais, mais um pequeno detalhe: as FARC teriam entregue de presente e de bom grado os três meliantes que foram capturados na operação também?

A mídia nunca faz conjecturas a favor do URIBE e todos os leitores de blogs denuncistas como este sabem porque. Pelo mesmo motivo, nunca faz conjecturas que desfavoreçam a esquerdopatia, como por exemplo mostrar as relações entre as FARC e 12 presidentes latino-americanos no FORO DE SÃO PAULO.

E então uma rádio, lá dos cafundós, declara que foi assim que aconteceu e o mundo que "quer acreditar em tramóias" leva a sério. Porque alguém pode achar que a informação de uma radiozinha qualquer, só porque é de um país de primeiro mundo, terá mais valor do que a declaração oficial de um país que já foi do terceiro mundo, agora passando a segundo e brevemente ao primeiro, não tem credibilidade?

Oras, todo o país que investe em suas Forças Armadas com quem sabe como fazer e que está seriamente comprometido com seu povo, passa a
um elevado nível de conhecimento, principalmente quando aprende a utilizar as ferramentas da inteligência. Sim, o resgate foi um sucesso e o presidente brasileiro está mordido de raiva. É claro que ele jamais irá declarar isso e nem precisa, já que todos sabemos que ele e sua prole está do lado é das FARC e não de Uribe.

E a Colômbia não se furtou de informar que teve treinamento com israelenses e norte-americanos. Muito bem fez Uribe, meus parabéns Presidente. Os colombianos têm razões de sobra para festejar um Presidente que está cumprindo o que prometeu. E se ele tivesse pago qualquer quantia,
a ninguém interessa e sim, o desfecho da operação. Isto está absolutamente fora do debate, o fim é outro!

Uribe teve seu pai assassinado pelas FARC e sabemos que ele irá aniquilar com eles, até o último guerrilheiro, seja homem ou mulher
. E Lula e seu Foro de São Paulo terão de engulir com farofa seca a popularidade de Álvaro Uribe na América do Sul. Que chorem muitas lágrimas este comunas-travestidos-de-socialistas-reunidos e pensem que suas propostas estão fora de cogitação por aqui. Nós não queremos e não aceitaremos que um presidente nos coloque em situação de "silêncio" ante a vitória estratégica e irrevogável de Álvaro Uribe.

VIVAS URIBE, VOCÊ É O ÍDOLO DE UM CONTINENTE.

CONTINUE, POR FAVOR!

Colômbia - Uribe ganha apoio para 3º mandato e Ministro da Defesa é plano B de Uribe para continuar no governo

Do blog do REINALDO AZEVEDO 1 e 2
Segunda-feira, Julho 07, 2008

COLÔMBIA 1 - Uribe ganha apoio para 3º mandato

No Estadão:

O sucesso do resgate dos 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) transformou o colombiano Álvaro Uribe num adversário político imbatível na Colômbia e o presidente com mais chances de romper a polêmica barreira do terceiro mandato na região. De acordo com pesquisa da revista Semana divulgada ontem, 77% dos colombianos apóiam uma segunda reeleição do presidente. Em abril, esse índice era de 56% apesar de, na época, a aprovação de Uribe já ser de 84% (agora está em 91%).

Se as eleições fossem hoje, o segundo lugar ficaria com a ex-senadora e ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, refém resgatada na quarta-feira e maior símbolo da luta por um acordo humanitário com as Farc. Ingrid teria 9% com Uribe no páreo, mas seria a candidata favorita, com 31% dos votos, caso ele desistisse de concorrer. Quando foi seqüestrada, em 2002, Ingrid era candidata à presidência e tinha apenas 2% das intenções de voto.

O presidente colombiano até agora ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma nova reeleição, mas seus aliados estão recolhendo assinaturas entre a população para pedir que o Congresso debata uma emenda constitucional sobre o tema.

Hoje, a Carta colombiana só permite ao presidente se reeleger uma vez. Uribe pode tentar mudar isso por meio do Legislativo ou de um referendo - opção que parece favorável a ele. No último caso, o presidente precisaria de 7,5 milhões de votos. Em 2006, Uribe foi eleito com 7,4 milhões de votos - o equivalente a 62% do total.

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COLÔMBIA 2 - Ministro da Defesa é plano B de Uribe para continuar governo

Por Eliane Cantanhêde, na Folha:

O consenso na Colômbia é que só há uma alternativa para as eleições de 2010: ou o presidente Alvaro Uribe será eleito para o terceiro mandato (caso queira e consiga mudar a Constituição) ou fará o seu sucessor. Neste caso, o nome mais forte, pelo cargo que ocupa, pela proximidade de Uribe e pela ambição política, é o do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

A decisão de Uribe de recuar dos holofotes e delegar a Santos o anúncio do resgate da ex-presidenciável Ingrid Betancourt, de três norte-americanos e de 11 soldados e policiais colombianos foi entendida nos meios políticos como um sinal, o de que Uribe passa a testá-lo, como plano B, para 2010.

Em entrevista publicada ontem pelo jornal "El Tiempo", da sua família e que ele já dirigiu, Santos falou como quem espera as bênçãos de Uribe. Ao admitir que teve benefícios políticos pelo êxito da operação de resgate, disse que dará "apoio incondicional" a Uribe se ele decidir concorrer mais uma vez -e, se não, está disposto a apoiar quem ele indicar.

Duas pesquisas divulgadas ontem em Bogotá dão 72% e 79% para Uribe se houver re-reeleição -medida apoiada por 77% na primeira enquete.

Caso ele não dispute, uma das pesquisas, a do Centro Nacional de Consultoria, lança Ingrid Betancourt como o grande fato novo, com 31% das intenções de voto. A outra, do Instituto Ipsos-Napoleón Franco, publicada pelo jornal "El Espectador", mostra a ascensão lenta e segura de Santos, que foi de 5% para 10%.

(...)

Juan Manuel Santos, que completa 57 anos em agosto, é o homem-forte do governo. O Ministério da Defesa é particularmente importante num país conflagrado como a Colômbia, com 6% a 7% do PIB (cerca de US$ 370 bilhões em 2007) e 400 mil homens das três Forças Armadas e da Polícia.

Ao contrário de Uribe -descrito ora como "um Bush colombiano", ora como um "matuto com muito faro político"-, Santos vem de uma das famílias mais ricas e tradicionais da Colômbia, é intelectualmente refinado, fala línguas, tem trânsito internacional e desenvoltura nos meios diplomáticos.

Exemplo: ele tem bons contatos com o embaixador brasileiro, Valdemar Carneiro Leão, a quem conheceu em Londres há décadas. "O ministro é um homem muito hábil, muito inteligente", diz o diplomata.

(...)

Seu tio-avô, Eduardo Santos, foi presidente de 1938 a 1942, e sua família é dona há décadas do "El Tiempo", principal jornal colombiano, no qual o ministro atuou por uma década, como diretor-presidente do Conselho Editorial e jornalista. Chegou a ganhar o prestigiado prêmio Rei de Espanha ao cobrir a guerra na Nicarágua.

O principal ponto de ligação entre Uribe e Santos é que ambos são de direita, pró-Washington e linha dura no combate ao narcotráfico e às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). E ambos são assumidamente adversários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apontado como o líder das esquerdas no continente.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".