Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nossa Senhora da Tamborilação

REINALDO AZEVEDO
12/10/2010 às 17:10

A religiosidade de Dilma Rousseff continua a me encantar. Assistam a este vídeo, do Jornal Nacional de ontem. Prestem especial atenção ao trecho entre 35s e 45s:






Dilma fica tamborilando (batendo os dedos) enquanto fala de sua grande fé em Nossa Senhora Aparecida, o que demonstra, claro!, uma devoção inquebrantável.
Quando foi ao programa do Datena, na Band, Nossa Senhora Aparecida não ocupava lugar tão importante. Ela estava mais ligada, assim, à Nossa Senhora de Forma Geral. Também fez uma coisa monumental nessa entrevista: acabou com o culto monoteísta da Igreja Católica, ao classificar Nossa senhora de “deusa” - o que evidencia a sua intimidade com a religião, não é mesmo? Revejam. Transcrevo o diálogo surrealista na seqüência.





DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus?
DILMA - Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.
DATENA - Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)…
DILMA - Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida…
DATENA - Porque no fundo, no fundo, elas representam é…
DILMA - Nossa Senhora da Boa-Morte…
DATENA - No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?
DILMA - Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa.

Por Reinaldo Azevedo

FHC desafia Lula para uma conversa “cara a cara” após fim de mandato

REINALDO AZEVEDO
14/10/2010 às 21:19


Por Catia Seabra, na Folha:

Principal alvo de críticas do PT no programa eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa “cara a cara”, quando o petista “puser o pijama”.
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda.
“Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja”, discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. “É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Para que ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar a ele. ‘Lula, por que isso, rapaz?’ Você pegou uma boa herança, usou. O Serra vai pegar as duas heranças”.
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
‘Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar”, afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras.
“Perdi uma cátedra”.
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários “estão muito nervosos” por causa do segundo turno. “Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto”.
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo –mas sem a presença de Serra– FHC acusou o PT de uso político da máquina pública, Mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de “aloprados”.
“Não queremos um Brasil de preguiçosos. Não queremos um Brasil de amigos do rei. Não queremos um Brasil de companheiras Erenice”., discursou FHC, que encerrou o discurso propondo um debate com Lula.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
“Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara [...] “Agora de pijama, venha lá. Venha lá. Vamos conversar. Você fez muita coisa boa, mas não precisava ser tão mesquinho, rapaz. Isso diminui você. Não precisa. O Brasil é de todos nós”.
Por Reinaldo Azevedo

Mais um artigo sobre DILMA, A ABORTISTA

Equipe Missionária Regina Apostolorum


Eu dou os dedos da minha mão para provar que jamais os candidatos à presidência da república pensaram que nós, meros seres insignificantes, chamados de loucos, fanáticos, radicais e fundamentalistas, importunariam tanto seus estrategemas para ganharem as eleições. Nem Dilma, nem Serra, nem Lula, nem ninguém pensou nisso. Pois é. Cristão gosta mesmo é de se levantar do nada para defender a honra de Cristo.

No primeiro turno, Dilma disse que o aborto tem que ser sim descriminalizado, haja vista haver muitas mulheres no país que o fazem clandestinamente. Já estava contando com a vitória em primeiro turno. "Pena" que nós, cristãos, não deixamos. Por essa o querido Lula e sua Companheira não esperavam. Lutamos contra esta ideologia cheia de ódio, facismo e incoerência.

Longe da ética e da moral, Dilma resolveu pintar-se conforme a clientela. Resolveu reunir-se com católicos e evangélicos para dizer que é cristã. Chamou Nossa Senhora de Deusa, demonstrando total falta de conhecimento sobre Teologia. Aliás, na Missa em Aparecida, se não fosse a ajuda do Gabi, ela não teria feito o Sinal da Cruz. Mas isso não me espanta. Dilma não é Cristã. É atéia. É Comunista. É mentirosa. Tão mentirosa que ela mesma disse que não acredita em Deus. Ora, se não acredita, porque é que agora quer pintar-se de crente?Ah, sim! Interesse no cliente...

Quando deram início as propagandas eleitorais para segundo turno, Dilma e Lula trataram logo de dizer que são favoráveis à vida e à liberdade religiosa. Eu fiquei enojada. Dá nojo ver que os petistas, que chamam a não-legalização do aborto de carnificina, pagarem de bonzinhos no horário nobre. Como bem disse o Olavo de Carvalho"Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere na sua decisão de matá-los. ". Isso é óbvio. Todo mundo sabe que Lula e Dilma estão ligados a interesses abortistas independente do que a população pensa ou não, se os católicos e evangélicos querem ou não. Na verdade, a única coisa que lhes interessam é o poder.

A única coisa que eu realmente espero é que, até o final destas eleições, haja um debate moral e ético, onde Dilma e Serra sejam honestos e digam o que realmente pensam.

Chega de nos enganarem. Otário nós não somos, não!

Dilma agora não quer assinar manifesto antiaborto e contra casamento gay acertado com evangélicos que a apóiam

REINALDO AZEVEDO
15/10/2010 às 6:39


Não sei quem vai ganhar as eleições. Sei o que é rebaixamento da qualidade do debate. O PT se meteu numa grande enrascada porque é autoritário. Não aceita crítica. O partido sempre foi muito hábil em pespegar no adversário a pecha de reacionário, inimigo do povo ou sei lá o quê. Ao perceber que várias confissões cristãs — católicos, evangélicos, protestantes tradicionais — demonstravam inconformismo na rede com as opiniões da candidata e do partido sobre aborto e outros temas ligados a costumes, como a união civil entre homossexuais, resolveu acionar o botão de emergência de sempre.  Mobilizou movimentos sociais, auto-intitulados intelectuais e alguns porta-vozes na imprensa e denunciou um grande complô contra Dilma Rousseff. Não ocorreu aos petistas que fatias da sociedade simplesmente exerciam o sagrado direito de opinar. Atribuíram ao fator religioso o risco de não vencer a disputa no primeiro turno, como se fosse esse o único passivo da candidata e do partido.
Qual era a aposta? Forma-se um grande movimento cívico contra os “reacionários”, e está tudo resolvido. Mas, como já escrevi aqui, o tiro saiu pela culatra. Deu tudo errado. As entrevistas de Dilma defendendo a descriminação do aborto vieram a público.  O tema ganhou corpo. Ela tem o direito de defender o que acha certo. O problema é que passou a enrolar. O mesmo se diga em relação à sua estranha maneira de acreditar nos, como posso chamar?, “deuses” (???) do cristianismo… Na prática, acha que cada um tem o seu. Também tem lá suas dúvidas se Ele existe ou não. Em vez do “movimento cívico e laico”, o que se viu no país foi uma certa onda de indignação com a tentativa de usar a religião como escada.
Dilma se reuniu anteontem com líderes evangélicos ligados à sua candidatura. Querem que ela dê uma promessa por escrito de que não vai se comprometer, num eventual governo, com ações que conduzam à descriminação do aborto e ao casamento entre homossexuais. A petista é hoje, na prática, uma candidata amordaçada, que teria dificuldades de dizer o que pensa sobre temas que, antes, eram tranqüilos no PT: o partido sempre foi favorável à descriminação do aborto e militante entusiasmado do chamado casamento gay. Já lamentei aqui a sua covardia. Que faça o debate com a sociedade, com os eleitores! Mas não! Tenta dizer uma coisa e seu contrário ao mesmo tempo.
Um tanto curiosamente, quem se pronunciou ontem sobre um dos temas espinhosos, em termos que parecem bastante aceitáveis, foi o tucano José Serra, que não tem por que correr. Ele disse não ver nada demais na união civil entre homossexuais e afirmou que casamento é outra coisa. E lembrou uma obviedade: a própria Justiça tem reconhecido a união de pessoas do mesmo sexo na concessão de direitos. Pronto! Ninguém tem de se meter no que duas pessoas adultas decidem fazer entre quatro paredes. Dilma parece impedida de dizer até isso. Sua campanha comete o erro de ir para uma reunião que poderia resultar num documento que poria uma espécie de mácula numa parcela da população brasileira. Será que assiná-lo seria bom para o PT e para a campanha?
Somou um desgaste ao outro: o de fazer a reunião e o de, agora, resistir a assinar o  texto. O que isso denota? O vale-tudo eleitoral, que, à diferença do que acusam os petistas, está é sendo jogado pelo partido, não pelos adversários. Em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy resolveu meter os pés pelas mãos no debate de costumes e deu no que deu.
Os que achávamos que Dilma Rousseff não teria uma eleição assim tão fácil éramos ridicularizados pelos “especialistas”, que agora vêem Serra ou em empate técnico ou rumo a ele. Reitero: não sei o que vai acontecer, mas sempre me pareceu claro que as restrições a Dilma não se limitavam ao terreno religioso. No que concerne ao aborto, aliás, não é preciso ser cristão, como demonstrou Olavo de Carvalho em texto notável, para rechaçá-lo: a questão tem a ver com uma escolha que é de natureza moral. Conheço agnósticos que o repudiam igualmente.
Estivesse o PT menos confiante, teria sido mais prudente; por prudente, não teria buscado de modo desesperado “a” razão para não ter conseguido eleger a sua candidata no primeiro turno — razão que considerava “culpa” da oposição. A arrogância conduziu ao erro. E ainda não parou de errar neste segundo turno. A eleição, que parecia um passeio, já lhes provoca arrepios.
Por Reinaldo Azevedo

DILMA: POR QUE NÃO VOTAR



Visite este site que tem compromisso com informações de fontes respeitadas. De personalidades, artistas, juristas, jornalistas, religiosos, parlamentares, jovens, mulheres, do Brasil e do exterior.

Não há que se falar em calúnia. 

São verdades ditas, muitas, por eles mesmos. Por ela mesma. E por pessoas verdadeiramente respeitadas. Veja você mesmo e tire suas conclusões em mais de 110 artigos, notícias e vídeos com depoimentos, entrevistas, palestras e eventos que evidenciam motivos para não votar em Dilma. Divididos em temas como CORRUPÇÃO, MENTIRAS, CENSURA À IMPRENSA, SUA TURMA E ALIADOS, PASSADO, ABORTO.

A população é inteligente. Não vai se deixar enganar com mentiras, falsidades e promessas de véspera de eleição.

Envie para seus amigos. Vote e peça votos em Serra presidente. Por um Brasil de verdades.



Dilma, não fale pelas mulheres. A imensa maioria não é devota do "encardido", como disse o já falecido Padre Léo sobre Lula e todo o PT.

MÍDIA SEM MÁSCARA
MÁRCIA VAZ | 14 OUTUBRO 2010

Aborto nunca foi questão de saúde pública e sim de injustiça entre dois pacientes saudáveis (ou não) onde o mais fraco e indefeso, que é o bebê, é arrancado fora.

Em entrevista ao Jô Soares (26/08/2008), Dilma Rousseff disse acreditar que, assim como ela, não exista mulher que não tenha desejado ser bailarina. Não consigo visualizar Dilma na ponta dos pés, de sapatilha rosinha e uma delicada saia de tule. Nem mesmo na sua infância. O que me atrapalha são frases como a do próprio entrevistador Jô Soares que ao ouvir sobre o sonho da candidata de ser bailarina na infância logo emenda comentando que ela passa uma imagem de "durona".

Aproveitando o adjetivo "durona" que o Jô Soares usou na entrevista digo que ela não está autorizada a falar em meu nome e muito menos deduzir quais eram os meus sonhos de criança. Pois, como mulher, ela me envergonha. Nem tanto pela oposição do sonho de "bailarina" com a linha "durona" que ela transmite. A oposição entre nós duas está em questões como a maternidade, a vida, o aborto, a família.

Eu nunca tive o sonho de ser bailarina na minha infância, embora tenha aprendido no lar a apreciar arte. Seja balé, música clássica, canto gregoriano ou ainda a bela voz do meu pai cantando trechos de ópera. Mas se teve um sonho que me acompanhou desde pequenina foi o sonho de ser mãe de muitos filhos. E graças a Deus, que é tão bom, tive seis filhos maravilhosos. Meu quarto filhinho partiu quando eu estava com oito semanas de gestação. Pude ver nas imagens do ultrassom seu coraçãozinho que depois parou de bater e nos deixou. Mas ainda assim, morto, eu não tive a coragem de abandoná-lo no hospital para... experiências? Para ser jogado no lixo? Para estudantes de medicina fazerem análise? Para ser triturado nos famosos liquidificadores que batem bebês até o ponto de caldo? Não. Consciente de que ele era meu filho tanto quanto os outros cinco que estão vivos, quis dar-lhe um enterro de cristão. Solicitei ao meu médico o corpinho do bebê e fui atendida. Destaco aqui as palavras do Dr. Argeu Clóvis de Castro, meu atencioso e competente médico (principalmente na minha 5ª cesariana): "A criança é um Direito dos Pais." Sorte minha ter um médico de tamanha sensibilidade e noções claras do que chamo de Verdadeiros Direitos da Mulher.

Com meu bebê de apenas oito semaninhas, que teve o batismo de desejo, fui providenciar o que já passa da hora da Igreja e do governo providenciar: um lugar para enterrar pequeninos cristãos. Enterrar os mortos é uma das sete obras de misericórdia. Meu amorzinho foi enterrado após uma missa de corpo tão pequeno quanto presente. Já li e ouvi vários depoimentos de mães amorosas que ao perderem seus bebês bem prematuros sentem essa necessidade de um lugar para eles como fazem com qualquer outro falecido da família. Afinal eles são, sem sombra de dúvidas, seres humanos, desde a concepção. Em Brasília existe cemitério até para cachorrinhos, coelhinhos e outros animais irracionais. O homem que se diz "humano" e "racional" parece estar trocando as prioridades reconhecendo mais o direito a enterrar seus fofos bichinhos do que seus filhos, carne da sua carne.

Existem mulheres e... mulheres. Que a candidata Dilma não julgue todas nós brasileiras por modelo como ela. Muitas de nós estão em lados opostos. Dilma junto ao PT, ambos já tendo entrado para a história do Brasil como o lobo-ladrão que surpreende as ovelhinhas pelas costas, pé-ante-pé, com o sol já quase se pondo e as luzes se apagando no final de 2009, Véspera da comemoração da Noite Santa do Nascimento do Menino Jesus. E o presente de Natal não foi nada que lembrasse ouro, incenso e mirra. Mas sim um plano diabólico que bem pode ser chamado de Plano Nacional do Demônio para os Humanos, multiplicado por 3 (PNDH-3). Já eu, me encontro do outro lado, junto à Igreja Católica, a todos os cristãos e aos que estão tendo a coragem de reagir diante da tentativa de implantação de leis infames como a do aborto ou que defendem experiências com embriões e mais todo um pacote fechado contra a família. Leis que se igualam às dos comunistas e nazistas que se fartaram de fazer experiências com criancinhas e adultos humanos nos seus campos de concentração. Ninguém merece. Ninguém! Seja judeu, católico, ateu, negro, branco, índio.

Quanto às suas tentativas frustradas de enganar os eleitores com falas sem nexo: "Eu, pessoalmente, sou contra o aborto. [...] Quem assinou o decreto PNDH3 foi o Lula. [...] Eu desconheço estes fatos. [...] Não houve encontro. Eu não concluí o curso em questão porque estava trabalhando. [...]" Que a candidata não despreze a inteligência dos seus eleitores. Porque dá no que deu. Os brasileiros entenderam sua tentativa de enganá-los e mostraram isso muito bem nas urnas quando lhe tiraram o gosto da pretensa vitória no 1º turno.

Não se afronta Deus audaciosamente como vem sendo feito. A candidata Dilma sabe perfeitamente que o que bagunçou sua pretensa vitória no 1º turno das eleições de 2010 foi o ataque às criancinhas, foi a questão do aborto, a questão da família. Suas palavras enganosas "questão de saúde pública", não prevaleceram. Questão de saúde pública é um bebê ou muitos morrerem num mesmo hospital por causa de infecção hospitalar, por exemplo. Agora, aborto nunca foi questão de saúde pública e sim de injustiça entre dois pacientes saudáveis (ou não) onde o mais fraco e indefeso, que é o bebê, é arrancado fora.

O Menino Jesus escapou da mão pesada de Herodes. Mas, quantas crianças morreram atravessadas pela espada dos soldados que cumpriam as "ordens do partido de Herodes". Que o Brasil esteja livre da maldição do aborto. Que Deus nos livre de um novo Herodes com mão tão pesada. A história da humanidade registra que Herodes foi transparente na sua crueldade ordenando a matança daquelas crianças e ponto final (só faltou um "PT, saudações"). Mas Dilma Rousseff se esconde atrás de jogo de palavras até dentro da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) falseando ser contra o aborto e ainda assim sendo muito bem recebida lá. Dizendo se considerar grande "devedora da CNBB". É com razão que Dom Bergonzini afirmou taxativamente que ele não deve obediência à CNBB. Deve obediência à Igreja, ao Papa Bento XVI e a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela joga a culpa no seu partido. O PT diz que o decreto foi assinado pelo Presidente Lula. Lula diz que particularmente também é contra o aborto. Mas ele não tem deficiência nos olhos, apenas em uma das mãos. Resumindo, ele assinou, Dilma se gaba de ser a continuidade do governo do assinante Lula e ambos são o orgulho um do outro e os dois causam o mesmo orgulho no PT, aquele... o partido que apresentou o PNDH3. Ou será que todos vão dizer o de sempre. Que não se conhecem, jamais se viram ou mesmo que nunca houve antes na história deste país um único encontro entre eles para a "arquitetação" do famoso plano daquele triste Natal?

Meiguice, sonhos de bailarina, mãos que embalam um bebê no berço ou voz que canta doces cantigas de ninar noite adentro certamente não são os pontos fortes de Dilma. E muitas mulheres no Brasil estão se sentindo ofendidas ao serem representadas de forma masculina, por uma "mão pesada", conhecida como "linha dura", o que não condiz com muitas de nós brasileiras. Sendo assim, eu convoco as nossas doces mãezinhas, as mulheres amorosas, as mulheres meigas e que ainda sejam femininas a não votar na candidata Dilma Rousseff para que a ira santa de Deus não caia sobre a nossa nação, sobre nossas famílias. Não quero ter parte nisso. Cresci ouvindo meu sábio pai exaltando o fato de nossa bandeira nacional, além de ser linda, não conter o vermelho, cor de sangue derramado. Ainda hoje guardo na lembrança a letra da música que cantei muito no nosso lar: "Eu te amo, meu Brasil... Eu te amo... Meu coração é verde amarelo, branco, azul, anil."

Que os cristãos, militares, imprensa, intelectuais e todo homem de bem, todos, no segundo turno saibam negar o seu voto à Dilma fazendo ressoar ao pé do ouvido da pretensa candidata, o grito sufocado de tantas crianças inocentes abortadas e que morrem com um "grito silencioso" clamando por justiça.

E para os que se calam fingindo não ter nada que ver com isso, gostaria de lembrar um fato. Edith Stein, filósofa judia renomada e convertida ao catolicismo, foi arrancada do mosteiro onde se encontrava e levada para ser executada no famoso campo de concentração de Auschiwtz. Em 1933 quando Hitler estava apenas começando aquilo que terminaria em matança cheia de experimentos com humanos ela escreveu ao Papa Pio XI alertando-o de que no futuro o pecado recairia sobre aqueles que tivessem silenciado. Acertadas palavras que servem perfeitamente para cada um de nós que se calar hoje, 2010. Se a Igreja em peso se levantar, não será necessário novamente, como fez o Papa Pio XII, esconder milhares de judeus em igrejas, mosteiros ou casas de famílias católicas.

Parabéns Dom Luiz Bergonzini! Parabéns, Pastor Paschoal Piragine, Dr. Ives Gandra, Padre Paulo Ricardo, Dr. Zenóbio Fonseca, Dom Manoel Pestana Filho e... quem mais chegar! Parabéns desde já a todos aqueles que não silenciarem. Aos que fazem gravações usando um simples celular, se manifestam em nome da sua família, fazem emails e outras formas de comunicação que vão parar na internet, no You Tube, na TV, nos jornais...

Não permitir que o aborto e outros decretos contra a família entrem no Brasil através de Dilma Rousseff, do PT ou quem quer que seja (afinal não é nada pessoal ou partidário, mas é quase) exigirá muito de nós brasileiros. Que nossas orações sejam feitas com o fervor de quem crê que tudo depende só de Deus, mas trabalha com garra, com gana. Como se tudo dependesse só das ações de cada um de nós. "Nós", incluindo mulheres, crianças e idosos que normalmente em caso de guerra são resguardados deixando ir à frente apenas os homens, aqueles que honram as calças que vestem, mesmo que seja por baixo da batina. Afinal, eles sabem que largar crianças, mulheres e idosos expostos ao inimigo é ato de covardia!



Márcia Vaz é escritora, mãe de cinco filhos, e sofreu perseguição por insistir em escolarizá-los em casa.

No Piauí, Lula fala em vingança de Deus contra adversários que votaram contra a prorrogação da CPMF

Deu na Folha, íntegra aqui.

Trecho:

"Quero agradecer a vocês, porque vocês derrotaram duas pessoas aqui neste Estado. [...] Me tiraram R$ 120 bilhões da saúde pensando que iam me prejudicar. [...] Prejudicaram o povo pobre desse país. [...] Como Deus escreve certo por linhas tortas, Deus fez a vingança que eu acho que era necessária."

Voltando: quanto mais não-cristãos abrirem a boca para falar Deus melhor fica para nós. Sapo, continue. Ele está na alturas percebendo o que vocês estão fazendo.

De novo a Norma Técnica...

Me madaram, de novo, a Norma Técnica que o Serra, enquanto ministro, assinou. Escreveram no Cavaleiro:

"irmão, veja isso e depois, quem sabe, comente em sue blog.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/norma-assinada-por-serra-orientava-sobre-como-fazer-o-aborto?page=1
"

Eu já escrevi sobre isto e o Serra também disse no debate, que esta Decreto Lei é de 1940, 2 anos antes dele nascer, e que a Norma Técnica é o "como cumprir a lei com segurança médica", em português para todo mundo entender. O que escrevi está aqui. Quem for apresentado a isto que a esquerdopatia chama de "prova que o Serra é abortista", esfregue este link (http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2010/10/serra-e-norma-tecnica-ou-prova-que-por.html) na cara do sujeito ou sujeita e também o que diz o Decreto Lei 2848 de 1940:


"Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ATENÇÃO HOMENS E MULHERES COM ALGUMA CRENÇA RELIGIOSA, QUALQUER QUE SEJA: VICE DA DILMA, A ABORTISTA, QUER QUE A QUESTÃO RELIGIOSA DESAPAREÇA.

Da Folha, íntegra aqui:

Trecho do que o VAGABUNDO DO MICHEL TEMER, O VICE DA DILMA, A ABORTISTA disse:

""Não devemos ficar apenas nesse tema. A questão religiosa deve desaparecer daqui para frente. A discussão sobre o aborto não é útil, já se esgotou", disse (Michel Temer, vice da DILMA, A ABORTISTA)."

Voltando: no Brasil somos, os que possuem crença religiosa, mais de 70% da população. Se o careca não tiver pelo menos 70% dos votos no segundo turno, os que votarem na DILMA, A ABORTISTA e disserem que possuem alguma crença religiosa estão MENTINDO PARA SI E PARA TODOS OS OUTROS.

Lógica do abortismo: não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.

MÍDIA SEM MÁSCARA
OLAVO DE CARVALHO | 14 OUTUBRO 2010

Para o abortista, a condição de "ser humano" não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram.



O aborto só é uma questão moral porque ninguém conseguiu jamais provar, com certeza absoluta, que um feto é mera extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. A existência mesma da discussão interminável mostra que os argumentos de parte a parte soam inconvincentes a quem os ouve, se não também a quem os emite. Existe aí portanto uma dúvida legítima, que nenhuma resposta tem podido aplacar.



Transposta ao plano das decisões práticas, essa dúvida transforma-se na escolha entre proibir ou autorizar um ato que tem cinqüenta por cento de chances de ser uma inocente operação cirúrgica como qualquer outra, ou de ser, em vez disso, um homicídio premeditado. Nessas condições, a única opção moralmente justificada é, com toda a evidência, abster-se de praticá-lo.


À luz da razão, nenhum ser humano pode arrogar-se o direito de cometer livremente um ato que ele próprio não sabe dizer, com segurança, se é ou não um homicídio. Mais ainda: entre a prudência que evita correr o risco desse homicídio e a afoiteza que se apressa em cometê-lo em nome de tais ou quais benefícios sociais hipotéticos, o ônus da prova cabe, decerto, aos defensores da segunda alternativa. Jamais tendo havido um abortista capaz de provar com razões cabais a inumanidade dos fetos, seus adversários têm todo o direito, e até o dever indeclinável, de exigir que ele se abstenha de praticar uma ação cuja inocência é matéria de incerteza até para ele próprio.


Se esse argumento é evidente por si mesmo, é também manifesto que a quase totalidade dos abortistas opinantes hoje em dia não logra perceber o seu alcance, pela simples razão de que a opção pelo aborto supõe a incapacidade - ou, em certos casos, a má vontade criminosa - de apreender a noção de "espécie". Espécie é um conjunto de traços comuns, inatos e inseparáveis, cuja presença enquadra um indivíduo, de uma vez para sempre, numa natureza que ele compartilha com outros tantos indivíduos. Pertencem à mesma espécie, eternamente, até mesmo os seus membros ainda não nascidos, inclusive os não gerados, que quando gerados e nascidos vierem a portar os mesmos traços comuns. Não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.


A opção pelo abortismo exige, como condição prévia, a incapacidade ou recusa de apreender essa noção. Para o abortista, a condição de "ser humano" não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram. Quem decide se o feto em gestação pertence ou não à humanidade é um consenso social, não a natureza das coisas.


O grau de confusão mental necessário para acreditar nessa idéia não é pequeno. Tanto que raramente os abortistas alegam de maneira clara e explícita essa premissa fundante dos seus argumentos. Em geral mantêm-na oculta, entre névoas (até para si próprios), porque pressentem que enunciá-la em voz alta seria desmascará-la, no ato, como presunção antropológica sem qualquer fundamento possível e, aliás, de aplicação catastrófica: se a condição de ser humano é uma convenção social, nada impede que uma convenção posterior a revogue, negando a humanidade de retardados mentais, de aleijados, de homossexuais, de negros, de judeus, de ciganos ou de quem quer que, segundo os caprichos do momento, pareça inconveniente.


Com toda a clareza que se poderia exigir, a opção pelo abortismo repousa no apelo irracional à inexistente autoridade de conferir ou negar, a quem bem se entenda, o estatuto de ser humano, de bicho, de coisa ou de pedaço de coisa.


Não espanta que pessoas capazes de tamanho barbarismo mental sejam também imunes a outras imposições da consciência moral comum, como por exemplo o dever que um político tem de prestar contas dos compromissos assumidos por ele ou por seu partido. É com insensibilidade moral verdadeiramente sociopática que o sr. Lula da Silva e sua querida Dona Dilma, após terem subscrito o programa de um partido que ama e venera o aborto ao ponto de expulsar quem se oponha a essa idéia, saem ostentando inocência de qualquer cumplicidade com a proposta abortista.


Seria tolice esperar coerência moral de indivíduos que não respeitam nem mesmo o compromisso de reconhecer que as demais pessoas humanas pertencem à mesma espécie deles por natureza e não por uma generosa - e altamente revogável -- concessão da sua parte.


Também não é de espantar que, na ânsia de impor sua vontade de poder, mintam como demônios. Vejam os números de mulheres supostamente vítimas anuais do aborto ilegal, que eles alegam para enaltecer as virtudes sociais imaginárias do aborto legalizado. Eram milhões, baixaram para milhares, depois viraram algumas centenas. Agora parece que fecharam negócio em 180, quando o próprio SUS já admitiu que não passam de oito ou nove. É claro: se você não apreende ou não respeita nem mesmo a distinção entre espécies, como não seria também indiferente à exatidão das quantidades? Uma deformidade mental traz a outra embutida.


Aristóteles aconselhava evitar o debate com adversários incapazes de reconhecer ou de obedecer as regras elementares da busca da verdade. Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere, no mais mínimo que seja, na sua decisão de matá-los. Mas confessar isso seria exibir um crachá de sociopata. E sociopatas, por definição e fatalidade intrínseca, vivem de parecer que não o são.

A Ciência e o Declínio das Artes Liberais

DEXTRA
THURSDAY, OCTOBER 14, 2010

Patrick J. Deneen, para a The New Atlantis, edição de verão/inverno, 2010.
Artigo original AQUI.

O estado escandaloso da universidade moderna pode ser atribuído a várias deturpaçãos que penetraram fundo nas disciplinas de Humanidades. A universidade já foi o local exato das Humanidades: educação sobre os grandes livros; hoje, é mais provável encontrar lá doutrinação em Multiculturalismo, Estudos da Deficiência,Estudos Gays, Estudos Pós-Coloniais, um monte de categorias de raça, gênero e classe. As Humanidades atualmente parecem estar se desvanecendo em  presença e poder na moderna universidade, em grande parte por causa de sua irrelevância solipcística, que previsivelmente aumentou o desinteresse dos alunos por elas.

Embora os críticos do sequestro das Humanidades possam estar inclinados a ver sua nova irrelevância como um motivo para comemorar, ela deveria ser uma profunda fonte de preocupação e o estímulo para esforços renovados em insistir em seu lugar central nas Artes Liberais, corretamente entendidas. Entretanto, para recuperar o lugar de direito das Humanidades, é necessário primeiro diagnosticar as origens de sua decadência. Estas origens precisam ser vistas em um quadro amplo, não começando simplesmente no clima lireracionista dos anos 60, mas tendo um pedigree que remonta a séculos, ao invés de décadas.  A crise das Humanidades na verdade começou no início da Idade Moderna, com a idéia de que uma nova ciência  era necessária para substituir a "velha ciência" das Artes Liberais, uma nova ciência que não buscasse mais simplesmente entender o mundo e suas criaturas, mas transformá-las. Este impulso deu origem, primeiro, a uma revolução científica na teoria e, por fim, a uma revolução científica, industrial e tecnológica, na prática. E o mais importante: ela viabilizou teorias de racionalização e padronização de método, ao mesmo tempo em que rejeitava as pretensões mais antigas da tradição e da cultura, do culto e do credo, do mito e da ficção. Ela deu origem a prosperidade, oportunidade, abertura, descoberta e tecnologia sem precedentes - contribuindo grandemente para o que Francis Bacon chamou de "o alívio da condição do homem." Mas ao mesmo tempo,  ao suprimir as Humanidades, ela tornou a humanidade cada vez mais sujeita a um tipo de hubris incontrolável. Infelizmente, a ciência moderna aspira a transcender o domínio da natureza rumo ao domínio da natureza humana, a última fronteira para seu domínio. A supressão das Humanidades levou inevitavelmente a um desdém gnóstico pelo humano.

Uma diferente concepção de conhecimento se encontrava anteriormente no coração da educação liberal. Ela era pré-moderna em suas origens,  e era principalmente religiosa, cultural,  sua autoridade emanando das tradições de fé e práticas culturais que uma geração buscava passar para a próxima. Ela ainda existe em muitos campus como um palimpsesto que um olho atento ainda consegue ler - os prédios góticos; os títulos de "professor," "deão," "reitor"; as becas  flutuantes, vestidas uma ou duas vezes por ano em ocasiões cerimoniais - estas e outras presenças e práticas remanescentes são fragmentos de uma tradição mais velha, ainda bem viva na maioria dos campus universitários, mas lembretes, entretanto, do que um dia já foi o espírito animador destas instituições.

Durante séculos, as disciplinas humanísticas estiveram no coração da universidade; embora as ciências fossem parte integral da educação original nas Artes Liberais, estas últimas, sim, eram consideradas a principal via rumo a um entendimento da ordem natural e criada da qual a humanidade era a coroa. Reconhecendo o homem como o objeto mais merecedor de estudo, mas, pela mesma razão, o mais desafiador, esta tradição mais velha procurava adotar uma ética de humildade: buscar entender ao mesmo tempo em que adimite a insuficiência da capacidade humana para algum dia entender completamente.

"A ciência mais velha" reconhecia que uma característica única do homem era sua capacidade para a liberdade: não movido pelo simples instinto, o homem era singular entre as criaturas por sua habilidade em escolher, em dirigir e ordenar conscientemente sua vida. Esta liberdade, como entendida pelos antigos e pelas religiões bíblicas, estava sujeita a mal-uso e excesso: algumas das histórias mais velhas de nossa tradição, inclusive a história da queda do Éden, falavam da propensão humana a usar mal a liberdade. Entender a nós mesmos era entender como usar bem nossa liberdade e especialmente como controlar apetites que pareciam insaciáveis. As Artes Liberais reconheciam que a submissão a  estes apetites sem limites resultaria na perda de nossa liberdade e refletiriam nossa escravização ao desejo. Elas buscavam encorajar aquela tarefa difícil de negociar o que era permitido e o que era proibido, o que constituía o mais alto e melhor uso de nossa liberdade e quais de nossas ações eram hubrísticas, imorais, erradas. Ser livre - liberal - era em si uma arte, algo que se aprendia não por natureza ou instinto, mas por refinamento e educação. No centro das Artes Liberais estavam as Humanidades, a educação de como ser um ser humano. Cada nova geração era encorajada a consultar as grandes obras de nossa tradição, os vastos poemas épicos, as tragédias e comédias clássicas, as reflexões dos filósofos e teólogos, a Palavra revelada de Deus, os livros incontáveis que buscaram nos ensinar o que era ser um humano - sobretudo, como usar bem nossa liberdade.

A Ascensão da Multiversidade
No século XIX, as instituições americanas de ensino superior começaram a emular as universidades alemãs, dividindo-se em disciplinas especializadas e enfatizando a especialização e a descoberta de novos conhecimentos. As bases religiosas da universidade se dissolveram, a visão abrangente que a religião tinha oferecido não eram mais um guia. O que tinha sido o principio organizador para os esforços da universidade - a tradição da qual a faculdade recebia sua vocação - foi sistematicamente desmontada. Na parte central do século XX, uma ênfase renovada no treino científico e na inovação tecnológica - estimulados por investimentos maciços do governo nas "artes e ciências úteis" - reorientaram ainda mais muitas das prioridades do sistema universitário.

Quando os críticos conservadores de nossas universidades lamentam hoje o declínio da educação liberal, eles deploram sua substituição por uma agenda politizada tendente à esquerda. Mas a verdade mais profunda é que a educação liberal foi mais fundamentalmente substituída por uma educação científica fortalecida pelas demandas da competição global. Embora os conservadores talvez quisessem dividir a culpa com aquelas faculdades cada vez mais irrelevantes cujo pós-modernismo tinha se tornado uma forma de ortodoxia institucional antiquada, a verdade é que a ascensão deste tipo de faculdade foi uma resposta a condições que já estavam tornando a educação liberal irrelevante, um esforço auto-destrutuvo para tornar as Humanidades "atuais." Estes supostos radicais - na maior parte ex-filhos burgueses dos anos 60 - não eram agentes de libertação, mas antes sintomas do negligenciamento das Artes Liberais no amanhecer de uma nova era de ciência reforçada por competição global.

Declarando a idéia da universidade estar se tornando um arcaísmo, o reitor da Universidade da Califórnia, Clark Kerr, saudou, em suas Palestras de Godkin, de 1963 (mais tarde expandidas e publicadas como o imensamente influente As Utilidades da Universidade), a ascensão de um novo sistema, a Multiversidade, uma entidade "central na industrialização posterior da nação, para aumentos espetaculares na produtividade com  a riqueza subsequente, para a extensão substancial da vida humana e para a supremacia militar e científica mundiais." Os incentivos e motivações da faculdade seriam cada vez mais adequados ao novo imperativo científico de criar conhecimento novo: a instrução na faculdade enfatizaria a criação de trabalho original, e a cátedra seria alcançada através da publicação de um corpus de tal trabalho e a aprovação de especialistas avançados da área. Nascia um mercado de contratação e recrutamento universitários.

A Universidade deveria ser reestruturada para incentivar a motivação e o progresso. Os reformadores educacionais seguiram a liderança de John Dewey, ao lutar para substituir a "leitura de livros" com a ação.  Entendeu-se que o passado oferecia pouca orientação em um mundo orientado em direção ao progresso futuro. Dewey sustentou que

isto que se ensina [hoje] é considerado essencialmente estático: É ensinado como um produto acabado, com pouca relação seja com os modos como foi construído ou com as mudanças que certamente ocorrerâo no futuro. É, em grande medida, o produto cultural de sociedades que supuseram que o futuro seria bastante parecido com o passado, e é usado, entretanto, como alimento educacional em uma sociedade onde a mudança é a regra, não a exceção.

No coração da velha universidade estava a biblioteca, normalmente um belo prédio e quase sempre ocupando um lugar central no campus, a par de seu lugar central na transmissão da cultura e da tradição. Na exposição de Dewey, o lugar de preeminência era, ao invés disto, ocupado pelo laboratório. (Na verdade, John Dewey começou o Colégio Laboratório em Chicago, substituindo um currículum baseado em livros por um "aprendizado experimental") Cursos centrais - formados originalmente pelo entendimento do que as gerações mais velhas tinham vindo a considerar necessário para a formação de seres humanos completos - foram cada vez mais substituídos ou por "requisitos de distribuição" ou nenhum requisito sequer, na crença de que os jovens alunos seriam livres para estabelecer seu curso de estudos de acordo com suas próprias luzes.

Em resposta a estas mudanças tectônicas, as Humanidades começaram a questionar seu lugar na universidade.  Os que a exerciam ainda estudavam os grandes textos, mas se o exercício permanecia o mesmo, o objetivo era cada vez menos claro. Ainda tinha sentido ensinar aos jovens os desafios instrutivos de como usar bem a liberdade, se cada vez mais o mundo científico parecia tornar aquelas lições desnecessárias? Seria possível uma abordagem baseada na cultura e na tradição continuar relevante em uma época que valoriza, acima de tudo, inovação e progresso? Como as Humanidades poderiam provar seu valor, aos olhos dos administradores e do público mais amplo?

Liberalismo e Libertação 
Estas dúvidas dentro das Humanidades se tornaram um canteiro fértil para tendências auto-destrutivas. Informados por teorias Heideegerianas que davam primazia à libertação da vontade, primeiro o Pós-Estruturalismo e depois o Pós-Modernismo criaram raízes. Estas e outras abordagens, embora aparentemente hostis às pretensões racionalistas das ciências, foram encampadas, devido à necessidade de se adaptar às reivindicações acadêmicas sendo feitas pelas ciências naturais, especialmente por conhecimento "progressista."  A faculdade podia demonstrar seu progressismo mostrando como eram retrógrados os textos; elas podiam "criar conhecimento" mostrando sua própria superioridade sobre os autores que estudavam, elas podiam exibir seu anti-tradicionalismo atacando os próprios livros que eram a base de sua disciplina. Filosofias que pregavam a "hermenêutica da desconfiança," que exultavam em expor o modo como os textos foram profundamente informados por preconceitos inegualitários, e que até questionavam a idéia de que os textos continham qualquer "ensinamento" que fosse, ofereceram às Humanidades a possibilidade de provar serem elas mesmas relevantes nos termos estabelecidos pela abordagem científica moderna. Adotando um jargão conhecido apenas por alguns "especialistas", elas podiam emular o sacerdócio científico - traindo a lei original das Humanidades de guiar os alunos através da herança cultural e dos ensinamentos dos livros clássicos. Os professores de Humanidades mostraram seu valor destruindo a coisa que estudavam.

Subjacente a esta auto-imolação estava uma aceitação do entendimento moderno da liberdade. Para as Humanidades, há muito a liberdade tinha sido entendida como uma realização da disciplina severa, uma vitória sobre o apetite e o desejo. Mas no século XX, as Humanidades adotaram o entendimento moderno e científico, que sustenta que a liberdade é constituída pela remoção dos obstáculos, pela superação dos limites, pela transformação do mundo - seja o mundo da natureza ou a natureza da própria humanidade. Assim, a  educação passou a ser vista como um processo de libertação do auto-controle. A Pós-Modernidade procurou expor todas as formas de poder e controle, dando a entender que a condição humana ideal era a da completa liberdade - até a liberdade daquilo que um dia foi considerado humano.

E assim, no esforço de superar seus rivais científicos, as Humanidades se tornaram a mais ubiquamente liberativa das disciplinas, desafiando (embora de forma inepta) até a legitimidade do empreendimento científico. As condições naturais - tais como as inescapavelmente ligadas aos fatos biológicos da sexualidade humana - passaram a ser consideradas como "socialmente construídas," inclusive o "gênero" e a "heteronormatividade." A natureza não é mais um parâmetro em sentido algum, já que a natureza agora é manipulável. Por que aceitar qualquer um dos fatos da biologia, se estes "fatos" podem ser alterados? Se o homem tiver algum tipo de "natureza", então a única característica permanente que parecerá aceitável será a centralidade da vontade - a afirmação crua de poder por sobre quaisquer constrangimentos ou limites que poderiam limitar a ele e às possibilidades sem fim de auto-reprodução daquela.

As circunstâncias atuais apenas aceleraram a morte das Humanidades. Na ausência de defensores vigorosos de sua existência nos campus, hoje em dia, a combinação de exigências de "utilidade" e "relevância" , paralelamente à realidade de orçamentos em retração, provavelmente tornarão as Humanidades uma parte ainda menor da universidade. Elas persistirão, de alguma forma, como uma vitrine de butique, um ornamento que indica respeito pela alta erudição, mas a trajetória das Humanidades continua sendo declinante.

Embora poucos professores de Humanidades agora consigam expor razões para protestos, eu prefiro pensar que as Humanidades de antigamente seriam capazes de se sair com uma argumentação poderosa  contra esta tendência. O alerta seria muito simples: no fim do caminho da libertação está a escravidão. A libertação de todos os obstáculos é, no fim, ilusória, porque o apetite humano é insasiável e o mundo é limitado. Sem domínio sobre nossos desejos, nós seremos eternamente movidos por eles, nunca satisfeitos com sua posse.

A resposta da liderança de nossa nação e nossas instituições de ensino superior à recente crise econômica não é promissora, a este respeito. Ausente da tentativa de dominar a situação com ferramentas pseudo-científicas - os apelos por regulamentação, por melhor conhecimento técnico dos mercados financeiros - está uma simples porém esquecida verdade moral: Nós não podemos viver além de nossos meios. 

Nas faculdades de todo o país, bancas de discussões organizadas por causa da crise econômica têm deplorado coisas como a ausência de supervisão, um regime regulatório leniente, a incompetência das entidades públicas e privadas em distribuir crédito ou desenvolver produtos financeiros complexos. Mas qual reitor ou líder de universidade admitiu que havia alguma culpabilidade da parte de sua própria instituição por falhar em educar bem seus alunos? Afinal de contas, foram os melhores universitários das instituições de elite da nação que ocupavam as posições de prestígio nas instituições financeiras e políticas de todo o país e que ajudaram a precipitar esta crise. Nossas universidades tomam crédito prontamente por seus estudiosos de Rhodes e vencedores do prêmio Fulbright. E aqueles universitários que ajudaram a cultivar um ambiente de ganância e golpes para enriquecimento rápido? Será que temos tanta certeza assim de que eles não aprenderam perfeitamente bem as lições que receberam na faculdade?

Para Recuperar a Educação Liberal 
Se quisermos evitar os excessos da modernidade - o achatamento do espírito, uma ética do consumo, a dilapidação dos recursos do mundo - nós devemos tentar restaurar as Artes Liberais. Embora tenha restado uma grande miscelânea deFaculdades de Artes Liberais, a maioria das instituições de Artes Liberais se baseou profundamente nos pressupostos da perspectiva científica. A contratação e a promoção são feitas cada vez mais de acordo com as exigências da produtividade de pesquisa. Os departamentos e as faculdades de Artes Liberais operam à sombra das principais instituições de pesquisa, nas quais as prioridades aparentemente científicas dominam - e então elas internalizaram estas prioridades, mesmo que não se adequem bem ao cenário das Artes Liberais. O resultado é que muitas destas instituições aspiram incoerentemente ao status de elite macaqueando as universidades de pesquisa.

Entretanto, seu reestabelecimeno não está totalmente fora do alcance. Quando consideramos a história das Artes Liberais, reconhecemos corretamente uma variedade de instituições diferentes, a maioria com filiação religiosa (ao menos passada). A maioria foi formada tendo alguma relação com as comunidades nas quais foram construídas - fosse por suas tradições religiosas, pela a atenção dada aos tipos de perspectivas profissionais que a economia local permitiria, por uma íntima associação com os "anciãos" da localidade, por uma forte identificação com o lugar ou por um possível corpo estudantil atraído da vizinhança. A maioria procurava uma educação liberal não para libertar seus alunos do local e do "ancestral," mas para imergi-los nas tradições de que eles vieram, aprofundando seu conhecimento das fontes de suas crenças, buscando devolvê-los a suas comunidades, onde se esperará deles que contribuam para o bem-estar cívico e a continuidade.

Até o século XX, a maior parte das instituições de Artes Liberais clássicas fundadas dentro de uma tradição religiosa exigiam não só conhecimento dos grandes textos da tradição - incluindo (e especialmente) a Bíblia - mas um comportamento correspondente que constituía um tipo de "habituação" às virtudes aprendidas em sala de aula. A frequência compulsória na capela ou na missa, regras para a  interação entre alunos e alunas, atividades extra-curriculares supervisionadas por adultos e os cursos obrigatórios de filosofia moral (muitas vezes ministrados pelo diretor da respectiva faculdade) buscavam integrar as Humanidades e os estudos religiosos da sala de aula com a vida diária dos alunos.

Baseada em um entendimento clássico ou cristão da liberdade, esta forma de educação foi empreendida com vistas a enfocar nossa dependência - não nossa autonomia - e nossa necessidade de auto-controle. Como o ensaísta e agricultorWendell Berry escreveu, os limites

não são a condenação que podem parecer.  Pelo contrário, eles nos devolvem a nossa real condição e nossa herança humana, da qual nossa auto-definição como animais ilimitados há muito nos amputou.  Toda tradição religiosa de que tenho conhecimento, mesmo reconhecendo nossa natureza animal, nos define especificamente como humanos - ou seja, como animais (se esta palavra ainda se aplicar) capazes de viver não só dentro de limites naturais, mas também dentro de limites culturais  auto-impostos. Como criaturas terrenas, nós vivemos, por necessidade, dentro de limites naturais, que podemos descrever por nomes tais como "Terra", "ecossistema". "bacia hidrográfica" ou "lugar." Mas como humanos, nós podemos escolher responder a esta localização necessária por meio dos auto-limites aos quais a sociabilidade, o bom governo, a parcimônia, a temperança, a generosidade, o zelo, a gentileza, a amizade, a  generosidade e o amor obrigam. 

Uma educação baseada em um conjunto de condições culturais partiria da natureza e operaria em concordância com ela, por meio de atividades como a agricultura, o profissionalismo, o serviço religioso, a ficção, a memória e a tradição; ela não buscaria a rendição da natureza. Ela adotaria como responsabilidade fundamental a transmissão da cultura - não sua rejeição ou transcendência. Evitaria o tipo de filosofia desenraizada recomendada por uma educação baseada num mero "pensamento critico" e não se curvaria à trajetória intelectual exigida por nosso sistema econômico global.

Por fim, uma educação liberal restaurada não seria uma libertação do "ancestral" ou da natureza, mas uma educação sobre os limites que a cultura e a natureza nos impõe - uma educação sobre como viver de um modo que não nos tente rumo a formas prometéicas de auto-engrandecimento individual e generacional.
E particularmente numa era em que nos familiarizamos cada vez mais com as consequências de viver somente no e para o presente, quando muitos de nós não conseguimos viver dentro de nossos meios -seja financeira ou ambientalmente - , nós nos beneficiaríamos com uma restauração do entendimento correto da liberdade: não como uma libertação dos limites, mas antes como uma capacidade de nos controlarmos. Este auto-controle, igualmente recomendado por tradições antigas e religiosas, torna possível uma forma de liberdade mais verdadeira - liberdade da escravidão em relação a nossos apetites e à força destruidora deles.

Patrick J. Deneen é professor adjunto de Ciências Políticas na Universidade de Georgetown, onde ocupa a Cadeira de Estudos Helenisticos Markos e Eleni Tsakopoulos-Kounalakis e é diretor-fundador do Forum Tocqueville sobre as Raízes da Democracia Americana

Tradução do blog DEXTRA.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".