Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O fim da democracia?

BLOG DO MR. X
sexta-feira, 23 de julho de 2010

Churchill famosamente observou que a democracia era a pior forma de governo, com exceção de todas as outras. Ele tinha razão. Porém, no momento em que vivemos, há muita raiva, aqui e ali, contra a classe política, que talvez termine se traduzindo em raiva contra todo o sistema democrático. 


Bell é uma cidadezinha californiana de 38 mil habitantes, a maioria de origem mexicana. A média salarial é de 29 mil dólares anuais, baixo para os padrões americanos. Mas os salários de seus funcionários públicos? Bem, um ganhava 800 mil dólares anuais. Outro, meros 457 mil. Já o prefeito tinha umlaboratório de produção de drogas em sua casa. 

Corrupção a níveis brasileiros, ou vá lá, mexicanos, já que os envolvidos eram de origem latina também. 

É um caso menor, mas representativo da crescente desconexão existente entre a classe política e o povo, à qual aludi no post anterior. Na pesquisa que mencionei informa-se que 54% dos políticos acreditam que o país está indo em uma boa direção, contra apenas 24% da população. O povo confia cada vez menos nos políticos, e estes cada vez menos representam o desejo da população.

Gasto do dinheiro público, corrupção, nepotismo, políticos que dizem uma coisa e fazem outra. Soa familiar? 

A diferença é que, enquanto os brasileiros reagem reelegendo o PT, muitos americanos estão em polvorosa pré-revolucionária. E não é apenas contra os Democratas, não. O fato é que os Republicanos não são lá muito melhores do que os Democratas: também aumentam os gastos públicos, tampouco controlam a imigração, também são corruptos, etcétera. São apenas a opção menos pior. 

Este artigo de Angelo Codevilla que é longo e complicado e em inglês, é no entanto a melhor análise sobre a política americana recente, e em especial sobre o curioso fenômeno do surgimento de uma nova classe social, uma elite burocrática que se considera a nova aristocracia. Como toda aristocracia que abusa de seus poderes, isto pode terminar em guilhotina e revolução. 

A pergunta que fica é a seguinte: será que a democracia é mesmo a melhor forma de governo? Ou é apenas uma fase transitória, intermediária entre duas tiranias? 

A Democracia, afinal, tem inúmeras desvantagens. O político, dependendo do voto do público, mente sem parar. O crescimento do Estado torna-se inevitável: políticos vendem benefícios, e os eleitores querem mamatas. Com isso, uma porção cada vez menor da população termina sempre sustentando uma outra parte cada vez maior. No Brasil, já é mais de metade da população que depende do Governo para seu sustento.  

Na Venezuela, a mudança de democracia para demodura já aconteceu. No Brasil, quando vai ser? E nos EUA? 

"A Republic, ma'am, if you can keep it," disse Benjamim Franklin sobre o sistema de governo americano, que de acordo com o vídeo do link não seria uma Democracia, mas uma República. Democracia, afinal, é apenas a tirania da maioria sobre a minoria.

E a Monarquia? Recentemente houve discussões aqui no blog sobre a antiga monarquia brasileira, alguns contra, outros a favor. A vantagem da monarquia como sistema é que o governante, não dependendo de eleições a cada quatro anos, pode se concentrar em projetos de longo prazo. A desvantagem é a mesma: um mau governante não pode ser retirado do poder em meros quatro anos. 

Uma monarquia pode ser tão ou mais corrupta do que uma democracia, isso é certo, portanto nesse quesito tampouco vejo vantagem alguma. Uma possível vantagem da monarquia seria a maior identificação popular. Ainda hoje, histórias de reis e príncipes e princesas interessam mais ao povão do que histórias de deputados e senadores.  

Que outra opção há? Um governo não-eleito de tecnocratas? No Brasil, há quem tenha saudade da ditadura militar, observando que naquele período havia crescimento econômico e bem menos violência urbana. É verdade, mas as razões são outras, provavelmente pouco relacionadas com o sistema de governo. 

Uma comissão de sábios? Um rei-filósofo, como queria Platão? Mas quem é que vai decidir quem é o sábio que merece governar?  

É, não tem jeito. Ficamos com a democracia mesmo. Mas será que ela vai sobreviver aos novos populismos do século 21? 


A defender el honor del presidente Uribe

LA HORA DE LA VERDAD
publicado ayer, 10:37 am

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Nos parece que las cartas están echadas y que no hay duda ninguna de su contenido. La izquierda internacional en asocio con el mamertismo colombiano está dispuesta a llevar al presidente Álvaro Uribe Vélez a la Corte Penal Internacional.


Para ouvir clique AQUI.

Malditos racistas!

BLOG DO MR. X
quarta-feira, 21 de julho de 2010

O governo Obama finalmente encontrou uma razão para criticar os terroristas muçulmanos: a Al-Qaeda é racista.

Seria hilário, se não fosse trágico. Ou será o contrário? Agora só falta Obama processar a Al-Qaeda por eles discriminarem os homossexuais, as lésbicas, os vegetarianos, e não se importarem com o aquecimento global. 

Será que ser racista é pior do que ser terrorista? 

Um dos nomes mais engraçados que a esquerda dá a si mesma, ao menos aqui nos EUA, é "reality-based community", ou "comunidade baseada na realidade". É delírio demais. Mas a verdade é que a esquerda não só não entende o mundo, como não entende que não o entende. Pode um louco ser convencido de que ele não é Napoleão? 

Os EUA são um país obcecado com o racismo, como mostram vários eventos ocorridos nas últimas semanas. A maior acusação na América, hoje, é chamar alguém de "racista" e, de fato, os progressistas usam e abusam do método para silenciar seus oponentes. Quase sempre funciona. Mas a palavra já não tem qualquer sentido. O que é ser racista? Ninguém sabe, como mostra este documentário aqui. 

Antes diziam que Obama jamais seria eleito presidente, pois os EUA eram um país "fundamentalmente racista". Agora que o homem foi eleito, as acusações continuam. Se você é contrário a Obama, você é racista. E, de fato, os afro-americanos são os únicos que continuam apoiando Obama em quase 90%, o mesmo nível desde sua posse. Já a cotação entre hispânicos e brancos despencou. 

O fato é que a divisão racial no país só está aumentando com Obama e suas desastradas políticas. O negócio é rezar para que esta tensão fique apenas nas acusações de racismo, e não termine descambando para a violência real.  


The Economist: BNDES o Leviatã Inc – Estado e empresas

FILADASOPA
5 DE AGOSTO DE 2010


Capa da revista The Economist desta semana: Ovo no ninho ou ovo de serpente? O banco de desenvolvimento brasileiro

Seria o BNDES o Leviatã do mercado brasileiro? A analogia criada pelo filósofo Thomas Hobbes, de que o Estado desempenharia o papel de Leviatã, o monstro mitológico, foi usada pela edição desta semana da revista britânica The Economist para descrever a onda mundial de aumento da atuação do poder público na economia.

Enquanto o Leviatã de Hobbes seria um homem ou um conselho de homens com o papel de zelar pelo direito à vida de cada cidadão, e, para isso, teria poder total sobre eles, o Leviatã da Economist representaria o avanço abusivo do Estado no setor privado, na opinião do hebdomadário. Por Sílvio Guedes Crespo

A capa da publicação resume bem essa tese: “Leviatã Inc. – O Estado de volta nos negócios”. Entre reportagens que mostram o aumento da participação estatal na economia “do mundo rico”, aparece uma sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil.

A revista aponta que no mundo desenvolvido o Estado apareceu com força, durante a crise financeira internacional, comprando participações em empresas à beira da falência. No Brasil, diferentemente, a participação do setor público dá-se de outra forma: o BNDES espera financiar neste ano 40% de todo o investimento brasileiro em infraestrutura.

A reportagem diz que o BNDES, segundo críticos, está por trás da “criação de campeões nacionais”, referindo-se a empresas como os frigoríficos JBS e Marfrig, que receberam cerca de R$ 18 bilhões e com o dinheiro fizeram uma “farra de aquisições por aí”, incluindo a compra de empresas norte-americanas de fornecimento de alimentos.

É um “carnaval de crédito”, nas palavras da revista. Em gráfico, a publicação mostra que os desembolsos do BNDES saíram de cerca de R$ 20 bilhões em 1997 para quase R$ 140 bilhões em 2009. Estadão

As reportagens estão no site da Economist (em inglês, para assinantes):

A nova investida para uma moeda global

MÍDIA SEM MÁSCARA

As elites governamentais nunca desistem de tentar obter mais poderes. A proposta de uma moeda global emitida por um banco central global voltou a assombrar o mundo. Trata-se de um plano de longo prazo, com a inconfundível marca de Keynes.
Você certamente não achou que as elites governamentais iriam perder as oportunidades geradas pela atual crise econômica mundial e deixar de criar algum esquema absurdo e ilógico que lhes dará ainda mais poder e controle. Bem, aqui está a encrenca, nada mais que o ressurgimento de uma ideia velha mais de 60 anos: um papel-moeda global, emitido por uma entidade supranacional, com a missão de acabar com todas as nossas enfermidades.
O estudo do FMI que clama pela implementação desta ideia foi feito por Reza Moghadam, do Departamento de Estratégia, Política e Análises, "em colaboração com os Departamentos de Finanças, de Mercados de Capital e Política Monetária, de Direito, e de Pesquisa e Estatística, e com consulta ao Departamento de Áreas". Em outras palavras, esse estudo não deve ser ignorado.
Trata-se de um plano de longo prazo, mas o plano tem a inconfundível marca de Keynes. Logo no início da página 27, o autor já deixa claro que a intenção é homenagear Keynes. Ainda na mesma página, no item 35, lê-se: "Uma moeda global, o bancor, emitida por um banco central global, seria concebida como uma estável reserva de valor que não estaria amarrada exclusivamente às condições de uma economia em particular". Na página 28: "O banco central global poderia servir de emprestador de última instância, fornecendo uma necessária liquidez sistêmica no evento de choques adversos, e de modo mais automático do que no presente."
O termo bancor vem diretamente de Keynes. Ele propôs essa ideia logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, tal ideia foi rejeitada principalmente por razões nacionalistas. Ao invés disso, o mundo ganhou um sistema monetário baseado no dólar, que por sua vez estava ligado ao ouro. Em outras palavras, o mundo ganhou um falso padrão-ouro, o qual estava fadado ao colapso na medida em que os desequilíbrios das reservas de ouro dos países se tornassem insustentáveis - como acabou ocorrendo no final da década de 1960. O que substituiu tal arranjo foi exatamente o nosso atual sistema monetário, em que os papeis-moeda de todos os países flutuam entre si nos mercados de câmbio. (Veja um relato cronológico desses eventos aqui.)
Mas as elites governamentais nunca desistem de tentar obter mais poderes. A proposta de uma moeda global emitida por um banco central global voltou a assombrar o mundo. Qual problema está sendo atacado? O que há de tão desesperadoramente errado no mundo a ponto de o FMI estar testando a ideia de uma moeda única mundial? Em uma só palavra, o problema chama-se 'entesouramento'. O FMI está realmente irritado com o fato de que, "em anos recentes, o acúmulo de reservas internacionais acelerou rapidamente, atingindo 13% do PIB global em 2009 - um aumento de três vezes ao longo de dez anos".
Ou seja, a política monetária não está funcionando como eles gostariam. No mundo idealizado por eles, o banco central imprime dinheiro e, com isso, aumenta as reservas dos bancos. Essas reservas são então emprestadas, o que leva a uma enorme expansão do consumo e do investimento, gerando a felicidade global eterna (não interessa se a hiperinflação e a má alocação - e consequente desperdício - dos bens de capital serão a inevitável consequência). Porém, há um problema com esse plano. O atual sistema monetário funciona em termos nacionais, com cada país adotando sua própria política monetária. Assim sendo, as condições econômicas de um dado país acabam tendo influência sobre o seu mercado de crédito. Se a economia está ruim, não há emprestadores e nem pegadores de empréstimo. O dinheiro fica parado no sistema.
Essa é a história resumida dos EUA dos últimos dois anos, por exemplo. A esta altura, se o Fed tivesse êxito em suas políticas, o país estaria inundado de dinheiro. Porém, as reservas que ele criou ainda estão presas no sistema bancário. É como se toda a população americana repentinamente tivesse sucumbido ao conselho moral: não serás mutuário nem mutuante.
E por quê? Bem, há dois motivos. Os tomadores de empréstimos simplesmente estão um pouco apreensivos quanto às perspectivas de longo prazo. Eles agora estão monitorando seus custos e suas contas diariamente, dominados por um estranho senso de realidade que havia sido jogado pela janela durante o período da expansão econômica artificial. Enquanto isso, os bancos estão avessos ao risco, preferindo manter suas reservas em seus cofres a jogá-las aos ventos do destino incerto e nada auspicioso. Como os examinadores do sistema bancário estão analisando tudo com uma lupa, e fazer empréstimos não ajuda a melhorar a classificação de risco - não com as taxas de juros sendo mantidas em quase zero pelo Fed -, os bancos mantêm-se cautelosos.
Sob essas condições, sim, entesourar parece uma ótima ideia. Mais ainda: todos nós deveríamos estar comemorando essa retração de postura. Afinal, ideia de mergulharmos em outra bolha não é das mais inteligentes.
O FMI, entretanto, tem um problema com essa prática, embora ele não se concentre nela. O problema é que essa prática de manter um alto nível de reservas está arrefecendo o consumo e o investimento, prolongando a recessão. A solução simplória sugerida pelos magnânimos intelectuais do FMI é criar algum sistema, qualquer sistema, que retire o dinheiro dos cofres dos bancos e o coloque nas mãos do público consumidor.
A justificativa para a moeda global e para o banco central global é que, em um sistema globalizado, as reservas sempre encontrariam um mercado. Consequentemente, elas não mais ficariam presas às exigências de um sistema monetário e bancário restrito, de âmbito apenas nacional.
Uma monografia acadêmica pode tergiversar eloquentemente, por centenas de páginas, sobre as vantagens de um sistema global, falando que tal arranjo criaria mais estabilidade e eficiência, e uma menor politização do dinheiro e do crédito. E, de fato, tal raciocínio faz um certo sentido: afinal, um padrão-ouro real sempre tenderá a um sistema monetário global. Diferentes moedas nacionais são apenas diferentes nomes para algo que realiza a mesma função: ser um meio de troca.
Porém, há uma diferença primordial. Sob um padrão-ouro, o metal físico é o limite e o mercado é o supervisor. Sob um sistema global de papel-moeda, o papel não fornece absolutamente nenhum limite à criação de mais dinheiro, e os políticos é que são os supervisores. Assim sendo, não faz sentido algum falar sobre as glórias da globalização no atual contexto. Uma moeda mundial de papel e um banco central mundial iriam intensificar o risco moral e levar a um regime inflacionário global até então nunca visto. Não haveria maneira alguma de fugirmos dos inúmeros controles políticos que inevitavelmente surgiriam sob esse arranjo.
Toda proposta de solução drástica como essa sempre vem acompanhada de um alerta para alguma consequência igualmente drástica que ocorrerá caso tal proposta não seja adotada. No exemplo em questão, o FMI chega a levantar dúvidas sobre a capacidade de sobrevivência do dólar. "Tem havido um prolongado debate especulando sobre a possibilidade de colapso do dólar", diz o estudo. A preocupação é que, se de fato houver uma especulação contra o dólar, os bancos centrais poderiam competir entre si para ver quem seria o primeiro a abandonar o dólar permanentemente.
Porém, como o estudo aponta, muitas pessoas se perguntam se "existem boas alternativas ao dólar". E, por essa razão, o FMI acha que talvez seja uma boa ideia improvisar tal alternativa o mais rápido possível.
Provavelmente há mais verdade nessa afirmação do que a maioria das pessoas quer admitir. Mas a alternativa não está em mais um experimento global, dessa vez ainda mais intenso, envolvendo inflação de papel-moeda. Que Deus não o permita. Se queremos uma alternativa ao dólar, há uma que pode surgir perante nossos olhos - se ao menos deixássemos que isso ocorresse. Corretores de moedas ao redor de todo o mundo poderiam, por conta própria, fazer surgir uma nova moeda lastreada em ouro e comercializada por meios digitais. Em várias ocasiões nos últimos 20 anos tal sistema chegou perto de existir. Porém, adivinhe só? O governo tomou providências severas e interrompeu o processo. As elites governamentais decidiram que só haverá reformas monetárias se estas vierem dos palácios de mármore onde as elites monetárias estão encasteladas.

Lew Rockwell é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.
Tradução: Leandro Augusto Gomes Roque

Quem ganhou o bate-papo vermelho ontem?

O demente do PSOL saiu moralmente vencedor. Talvez até com mais votos que tinha ontem. Foi o único a não disfarçar o que é, o que pensa e o que quer. Os outros três tentaram de todo jeito esconder quem são de fato.

Ontem foi um bate-papo entre "cumpanhêrus", uma rodada de conversas no "buteco" da esquina. Ganhou quem NÃO fez de conta que não estava bêbado.

ENTREVISTA DE INDIRA PEÑA ESCLUSA

HEITOR DE PAOLA



ENTREVISTA DE INDIRA PEÑA ESCLUSA

“Meu avô e meu sogro sofreram o cárcere por defender a liberdade”

Jesenia Freitez


Em uma entrevista publicada pelo diário “
Tal Cual”, Indira de Peña Esclusa assinala que a defesa da democracia tem sido uma constante em sua família. Que Peña Esclusa encontra-se bem de saúde, com bom ânimo e firme em suas convicções.

Na continuação, a entrevista:

Parece que a família de Alejandro Peña Esclusa estava sentenciada a suportar a calamidade de que seus integrantes sejam levados ao cárcere por motivos políticos. José Ramón Perdomo, o avô de Indira Ramírez de Peña e esposa de Peña Esclusa, era um soldado na época de Juan Vicente Gómez, encarregado de fazer a guarda dos presos da Generación del 28. Passava remédios, cigarros e cartas a Ramón J. Velásquez e outros, até que descobriram e o deixaram encarcerado em La Rotunda.

Por sua parte, o pai de Peña Esclusa era capitão do Exército quando Marcos Pérez Jiménez governava. Apesar de não ser político, em uma oportunidade lhe perguntaram se estava de acordo com que se submetesse o mandatário a um referendo e, como respondeu afirmativamente, foi privado de sua liberdade e encarcerado no Castillo de La Guaira. Indira Ramírez considera que ao longo da história tocou-lhes defender a democracia.

Como têm sido estes dias sem Peña Esclusa no lar?

O mais difícil tem sido explicar à minha filha de oito anos tudo o que está acontecendo com seu pai. Quando minhas três filhas viram os explosivos na casa se deram conta de que era uma farsa. Tinham medo, choravam constantemente e estavam muito nervosas. Porém, com o passar dos dias elas compreenderam a situação. Apelei para fatos familiares explicando-lhes que seus avós estiveram presos na ditadura e agora também seu pai. Sob essa premissa, elas assumiram uma atitude bastante firme.

Que papel teve que assumir desde que seu esposo está privado de liberdade?

Sou comunicadora social, porém me dediquei a meu lar. Alejandro se encarregava de sustentar a família agora eu tenho que assumir toda a responsabilidade. Me propus a lutar em instâncias internacionais. Denunciar o sistema de perseguição que há no país.

Qual é o estado de saúde de Peña Esclusa?

Indira Ramírez comentou que seu esposo está há 23 dias sem ver o sol. Para ver o sol por meia hora ele deverá cumprir um mês, conta. Está se cuidando muito e, apesar de que está preso em um recinto que mede 3 x 3, faz ginástica. Levamos comida saudável para que mantenha os ótimos níveis de saúde. Animicamente e sentimentalmente está fortalecido. Hoje completa 23 dias no cárcere. Até agora não o maltrataram fisicamente, porém conseguiram o que queriam: desprestigiá-lo.

A senhora acredita na justiça venezuelana?

Eu não espero um mínimo de justiça por parte do juiz Luís Cabrera que conduz o caso. Porque se à juíza María Lourdes Afiuni a prenderam por ditar uma sentença de liberdade para Eligio Cedeño, nem imagino o que podem fazer ao juiz que dê casa por cárcere ou liberdade a Peña Esclusa, que tem sido crítico de Chávez e não parou de assinalá-lo como totalitário. O juiz Luís Cabrera é simplesmente um refém. Todas as sentenças dos juízes deste país estão sob suspeita, enquanto Afiuni permaneça no cárcere. Todos os juízes deste país estão assustados.

Tradução: Graça Salgueiro

Poll: Venezuela: Do you consider there is a criminal link between Hugo Chavez, ETA and the FARC?

Poll: Venezuela: Do you consider there is a criminal link between Hugo Chavez, ETA and the FARC?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Índio pode virar o jogo

MÍDIA SEM MÁSCARA

Só quem nada estudou da mentalidade revolucionária pode imaginar que, nela, haja alguma contradição entre ideais pomposos e crimes hediondos. Foi a fusão indissolúvel desses dois elementos que a criou e que hoje, como sempre, a define.
Se o PT insistir nessa fanfarronada de processar o candidato vice-presidencial Índio da Costa, o acusado poderá sem a mínima dificuldade virar o jogo, imputando ao acusador a prática manifesta, patente, claríssima, de litigância de má-fé. Na mesma semana em que trombeteava aos quatro ventos a ameaça de processo, o partido do sr. Presidente da República fez publicar em seu site oficial o rascunho do Documento-Base do XVI Encontro do Foro de São Paulo (a realizar-se em Buenos Aires de 10 a 20 de agosto), onde, entre lágrimas de crocodilo jorrando em catadupas, clamava contra "a cruenta agressão armada de tropas colombianas, respaldadas pela tecnologia e pelos serviços de inteligência dos EUA, em território ecuatoriano, em Sucumbios, no dia 1º de março de 2008". Ou seja: no instante mesmo em que acusava de calúnia quem mencionara sua ligação com os narcoguerrilheiros colombianos, o PT se irmanava com eles para protestar contra a liquidação do chefe da quadrilha, o célebre Raul Reyes, tão íntimo da liderança petista. Negar ligações, depois disso, é explicar uma mancha de batom na cuéca como obra de arte comprada na Sotheby's.
O protesto não só vem naquela linguagem entre melosa e truculenta que se tornou clássica da oratória comunista, mas é típico também pela inversão de sujeito e objeto, uma das regras fundamentais da lógica revolucionária. Agressão, segundo o documento, não é abrigar em território equatoriano os terroristas que dali partiam, em segurança, para atacar a Colômbia. Agressão é tirá-los de lá à força para revelar ao mundo o crime praticado por eles em conluio com o governo do Equador.
Leia o documento do PT em http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/100728161714borradorversion3paradeliberaciondelGT.doc e diga se é possível duas ou mais organizações, legais ou ilegais, conceberem uma proposta dessas sem ter ligação nenhuma, nem projeto em comum, nem estratégia conjunta.
***
Em artigo valiosíssimo publicado dias atrás, o prof. Denis Rosenfield desmascara o cacoete mental, de amplo uso nas altas esferas federais e na mídia, que apresenta as Farc como um grupo de idealistas revolucionários tardiamente "degenerado" em quadrilha de narcotraficantes. Não existe, diz ele, essa antinomia. Bem ao contrário, revolução e narcotráfico são irmãos siameses, unidos desde sempre e para sempre. Ele cita a "guerra do ópio" empreendida por Mao Dzedong contra várias províncias chinesas. Esse exemplo fala por si: foi o primeiro caso registrado na História em que um poder político organizado viciou deliberadamente a população do seu próprio país, para enfraquecê-la, explorá-la e dominá-la.
Mas há um exemplo mais próximo de nós. Não sei se o prof. Rosenfield o conhece, mas tem aí uma comprovação da sua tese em grau superlativo. O grande narcotráfico latino-americano não surgiu como puro negócio ilícito, só mais tarde articulado com a luta revolucionária. Até os anos 50, o comércio de drogas no continente era um problema policial controlável. Não cresceu espontaneamente. Quem lhe deu a estrutura organizacional que haveria de transformá-lo num monstro capaz de atemorizar Estados e exércitos foi o governo soviético, através de "medidas ativas" do seu serviço de inteligência. A operação, lenta e sorrateira - até hoje ignorada pela "grande mídia" --, teve dois objetivos: usar as drogas como arma de guerra psicológica, para enfraquecer as nações capitalistas, e criar ao mesmo tempo uma fonte local de dinheiro para os movimentos revolucionários latino-americanos, cujo financiamento estava saindo caro demais para os soviéticos. Os meios utilizados para isso foram bem simples: de um lado, infiltrar agentes nas várias quadrilhas de narcotraficantes, para que as controlassem; de outro, enviar à URSS os traficantes já cooptados e leais, para que aprendessem técnicas avançadas de organização, inteligência, guerrilha urbana etc. A operação foi descrita em detalhes por um de seus próprios mentores e comandantes, o general tcheco Jan Sejna, em depoimento ao escritor inglês Joseph D. Douglass, que a publicou no livro Red Cocaine: Drugging the Americas and the West (London, Edward Harle, 1999).
Ante o desenrolar subseqüente dos acontecimentos, é impossível negar que as duas metas visadas pelos soviéticos foram atingidas. Sem as drogas, jamais teria sido possível corromper a juventude universitária dos EUA ao ponto de fazer dela o principal instrumento de boicote ao esforço de guerra no Vietnã e, desde então, a toda iniciativa anticomunista do governo americano. Sem as drogas, teria sido impossível transformar as frustradas guerrilhas latino-americanas dos anos 60 na tremenda força político-militar-criminal que hoje, sob a proteção do Foro de São Paulo, espalha o terror no continente.
Só quem nada estudou da mentalidade revolucionária pode imaginar que, nela, haja alguma contradição entre ideais pomposos e crimes hediondos. Foi a fusão indissolúvel desses dois elementos que a criou e que hoje, como sempre, a define.
O livro de Joseph D. Douglass é leitura indispensável a quem deseje sinceramente compreender o que está se passando na América Latina.
***
No filme A Batalha da Inglaterra, um capitão do serviço de informações está com os nervos em frangalhos de tanto ver suas análises acertadíssimas serem sistematicamente rejeitadas pelos oficiais superiores, mesmo com risco para o país. Então ele vai chorar as mágoas a um coronel mais compreensivo e o coronel lhe explica:
-- O problema é que achamos você mais inteligente que nós e isso nos deixa inseguros.
Depois de ter cometido tantas vezes o pecado de acertar quando todo mundo em volta errava, começo a desconfiar que o problema do capitão é o mesmo que eu, menos inteligente que ele, tenho com os líderes empresariais, políticos e militares deste país: quando me ouvem eles se sentem burros. Só que, em vez de entender que isso é um sinal de que não são tão burros assim, preferem tapar os ouvidos, tornando-se então, por decisão própria, tão burros quanto se imaginaram.

REMUNERAÇÃO DE BLOGUEIRO

VIVERDENOVO
QUINTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2010

Por Arlindo Montenegro

Supõe-se que uma prestação de serviço mereça uma remuneração. Mas para grande parte dos blogueiros brasileiros, esta atividade parece funcionar apenas como um diário, um registro de reflexões, opiniões, juizos apressados, grosserias desesperadas e protestos. Outros são registros profissionais e busca de afirmação. Existem uns poucos que desenvolvem conteúdo. E finalmente os que se debruçam sobre assuntos mais áridos ou movediços, como a economia e a política.

O que se percebe é que muitos blogs, são janelas para temas informativos e de conteúdo, enriquecedores da percepção dos visitantes, garimpeiros de verdades que a propaganda oficial e sua mídia, professores e "teólogos" materialistas, escondem, com o fito de preservar os antolhos da militância, alicerce do poder esquerdista.

E a única remuneração dos blogueiros não militantes da esquerda, tem sido a certeza de um voluntariado que grita pela lucidez, no meio de uma guerra entre o espírito e a matéria. Muitos tem os textos plagiados e outros não contam nem com a gentileza de um comentário, que seja polêmico, agradecimento ou xingamento, todos motivadores da reflexão do blogueiro e incentivo para a continuidade do trabalho que, de solitário passaria a ser interativo.

Cada blogueiro e cada leitor, carrega um universo de experiência de vida e a necessidade de comunicar-se, dividir suas "descobertas" e testar as reações. Isto nos alimenta no âmbito intelectual e facilita as escolhas pela vida afora. Quando a comunicação é unilateral, semelha somente semente que não brota, seja em flor, fruto ou espinho.

Quando o Google ou qualquer outra destas plataformas que recolhem, arquivam e disponibilizam para o mundo as manifestações literárias, artísticas, crentes ou descrentes na possibilidade de uma civilização plural, livre de controles totalitários, tem a informação de conjuntos, que proporcionam aos pesquisadores avançados a formulação de estratégias para a engenharia social.

"Quem cala, consente"... quem fica "em cima do muro", "passa pela vida em brancas nuvens", sem comprometer-se, que nem um "Jeremias" que aparecia nos quadrinhos de um tal de "Jornal do Brasil" antes de antigamente, o cara que não se comprometia com nada e deixava que os outros escolhessem por ele. É aí que os "engenheiros sociais" atuam, comprometendo a liberdade e a vida.

É bem isto que os poderosos almejam. Quanto menos a gente defende os espaços de manobra e liberdade, tanto mais restrita e direcionada a informação ou ausência da informação, menos escolhas e maiores as possibilidades de enganos, maiores as perdas individuais. Mais poder para os que mantêm as nações separadas em classes sociais – uns de barriga cheia e outros de barriga e mente vazia.

No ambiente da incultura a que estamos submetidos os brasileiros, os blogs têm sido a melhor das fontes de informação. Mas estão carentes de resposta, de interatividade, da manifestação dos leitores, da mobilização física nos momentos em que as ameaças sejam vitais, comprometendo as conquistas democráticas fixadas durante séculos e ameaçadas por uma minoria barulhenta e organizada, bem organizada e bem financiada por recursos públicos, apoderados por homens que se dizem "públicos", mas tratam, em sua quase totalidade, apenas do enriquecimento particular ilícito.

Quase totalidade dos blogueiros, sem remuneração, ainda podem juntar livremente idéias e informações, refletir, complementar, transmitir, facilitando soluções para as mais diversas ignorancias. Semeiam conhecimento gratuitamente. Elegeram uma missão libertária. O mínimo que merecem é o comentário, o argumento, a pergunta, a polêmica num marco de respeito.

Tenho recebido manifestações que não publico. Respeito e compreendo ansiedades, mas não compartilho com a utilização das mesmas armas que, na história nada resolveram do conflito maior, entre os que querem manter suas culturas e avançar nas conquistas do bem estar civilizado e os que querem destruir tudo para tentar um modelo caracterizado pela brutalidade, pela crueldade, pela morte.

E é gente de uma "humanidade" brutal, canibalesca, que utiliza esta ferramenta de comunicação universal, para mostrar a propria cara deseducada e a pobreza espiritual, com xingamentos contra uma senhora respeitável, que presta inestimável serviço de informação, por amor ao próximo, por patriotismo, por denunciar a sujeira da ideologia do Foro de São Paulo, fonte de todas as políticas que deseducam e enterram o espírito desta nação brasileira.

Graça Salgueiro é uma senhora notável, uma intelectual cuja sensibilidade está a salvo destas grosserias proprias da esquerda que, carente de argumentação e razão, vazia de conteúdo e informação, atira pedras que precedem as leis contra a manifestação do pensamento, logo as cadeias como em Cuba, os campos de concentração, fuzilamentos sumários, genocídios da história do comunismo.

E pior, existem "intelectuais, acadêmicos" que defendem o autoritarismo e a força contra as idéias, listam blogs de direita, como alvos para a censura do estado. Forças mais poderosas, princípios, valores maiores acabam por criar ambientes mais seguros, mais propícios para a vida e solução natural das dificuldades. Graça, Olavo de Carvalho, Jorge Serrão e outros tantos, sabem disto. Têm valor.

DPVAT:Seguro de danos pessoais causados por veículos automotores (DPVAT). Um direito de todos acidentados: pedestres e motoristas.

JORGE RORIZ

O Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) indeniza vítimas (motoristas, passageiros e pedestres) de danos causados por acidentes de trânsito.

Em caso de acidente, as situações indenizadas são morte ou invalidez permanente e, sob a forma de reembolso, despesas comprovadas com atendimento médico-hospitalar.

A cobertura do Seguro Dpvat não está vinculada às regras de trânsito. As indenizações são pagas independentemente de apuração de culpa, desde que haja vítimas, transportadas ou não pelo veículo automotor.

Por ser destinado exclusivamente a danos pessoais, também não prevê cobertura de danos materiais causados por colisão, roubo ou furto de veículos.

Alvaro Dias questiona circunstâncias da morte de Yves Hublet

Dica de leitor do CT:

Do FACEBOOK de Yves Hublet:


ESCRITOR, ATOR E DIRETOR BRASILEIRO AUTO-EXILADO NA BéLGICA POR MOTIVOS POLITICOS


SENADOR ALVARO DIAS
03/08/2010

O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) questionou hoje em plenário as circunstâncias da morte do escritor curitibano Yves Hublet - conhecido como o "Homem da Bengala", por ter, em 2005, desferido bengaladas no então deputado José Dirceu, que estava sendo processado por envolvimento no mensalão. Hublet faleceu em Brasília no último dia 27 de julho, aos 72 anos.

Alvaro Dias informou que, segundo relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto, após o episódio da bengalada, Yves Hublet, escritor infanto-juvenil de fábulas ecológicas, enfrentou vários problemas no Brasil e mudou-se para a Bélgica, pois tinha dupla cidadania. Ele voltou em maio para Curitiba para discutir a publicação de um livro, e antes de retornar à Bélgica foi até Brasília. Segundo o editor, ao descer do avião, Hublet foi preso em Brasília e ficou incomunicável. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta. Alegou-se que estava com câncer. Uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange foi quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. O corpo teria sido cremado na capital federal.

"A autoridade tem que esclarecer a sociedade. Por que foi preso? Qual a razão dessa prisão? Em que circunstâncias ele veio a falecer? Isso não foi divulgado. Os relatos do seu editor e amigo fraterno situam, sem deixar dúvidas, que as circunstâncias que envolvem a morte de Yves precisam ser melhor esclarecidas.

Também manifesto solidariedade aos seus amigos e aos seus eventuais parentes que, porventura, estejam em Curitiba ou em qualquer parte desse País. O nosso mais profundo sentimento pelo falecimento de Yves", disse Alvaro Dias.

Yves foi fundador e presidente da Associação Cultural Paranaense de Autores Independentes por duas gestões. Foi fundador da União Brasileira de Escritores (seção Paraná) e seu primeiro presidente. Sua primeira obra, "Artes & Manhas do Mico-Leão" foi um sucesso de público e crítica tendo sido adotada nas escolas de todo o País. "Grande Guerra de Dona Baleia" e "Planeta Água" foram livros de sucesso entre outros igualmente adotados pelas grandes redes de ensino de Curitiba e Brasília.

Socialismo: a "economia" do anticristo

MÍDIA SEM MÁSCARA

Para o socialismo, é o Estado e, por sua vez, seus agentes partidários (já que no socialismo há identidade entre Estado e partido) aqueles que definem o que a sociedade pode ou não comprar e vender, tal como fará o anticristo desenhado na Revelação do apóstolo João.
São Paulo define, em sua 2ª Carta aos Coríntios, cap. 6, verso 15, que não existe concórdia entre Cristo e Belial. Ora, se não pode existir comunhão entre o Reino de Deus e o Reino das Trevas, como poderíamos admitir a união entre o cristianismo e o marxismo, já que o último é não só criação de alguém que se colocava como declarado anticristão e satanista - Karl Marx - como ainda promovia a destruição da liberdade, algo caro ao Evangelho de Jesus? Como pode alguém pressupor existir acordo entre a economia (dimensão da existência humana que encontra no cristianismo uma afirmação bastante sólida) e o socialismo (base econômica do reino do anticristo)?
Quando falamos em economia queremos referir algo diametralmente oposto ao que promove o socialismo. A economia de livre mercado implica em uma relação de oferta e demanda cuja dinâmica depende única e exclusivamente da vontade, da necessidade e dos interesses individuais das pessoas. Essa lição não é nova: a Bíblia Sagrada, a tradição patrística, a escolástica nova com os ensinamentos de São Bernardino de Siena, bem como toda a centralidade da economia moderna imaginada por Smith e Ricardo atestam essa verdade.
Assim, qualquer forma de intervenção externa à relação dinâmica de produção na economia é, naturalmente, um fator prejudicial ao próprio cerne da natureza econômica. Para ser mais exato, basta recordar o papel do antigohomo oeconomicus, ser humano dependente do oikos, nas cidades gregas, que mantinha uma área de produção e subsistência separada da ágora, local reservado para o processo político na antiga pólis. A separação entre o público e o privado na antiga cidade-política grega representava de fato uma divisão entre as coisas da comunidade e as coisas dos indivíduos; ou seja, entre a política e a economia.
As relações de produção eram baseadas em "necessidade", para usar um jargão cunhado por Hannah Arendt (in A Condição Humana). Por "necessidade" se entende àquilo que é indispensável. A economia, portanto, é não apenas "ciência", mas expressão da própria realidade humana, de suas aspirações internas, oriunda de elementos volitivos, psíquicos, biológicos e até mesmo químicos. Qualquer interferência nessa relação de oferta e demanda pode comprometer a natureza do processo natural de satisfação dos anseios e necessidades dos homens.
Por outro lado, assistimos na economia moderna a celebração indevida de algo que, sendo artificial, tornou-se um cânone dos atuais sistemas políticos: trata-se da tão festejada intervenção estatal no processo econômico. O socialismo e a social-democracia aceitam como "natural" uma premissa criada por suas próprias idealizações: a de que todo e qualquer processo econômico demanda uma intervenção externa, já que as relações de oferta e demanda necessitam de um "controle" externo. E mais: no socialismo, há que se dizer, nem mesmo há intervenção, pois que todo o "privado" pertence ao "público". Ora, tal coisa se configura num absurdo! Todo sistema de intervenção na economia- o que se convencionou chamar de economia política - é não apenas antinatural como também um fator desestabilizador da natural relação de oferta e demanda.
A oferta e a demanda implicam em algo que expressa a natureza mesma da constituição humana. A economia não começa na sociedade, mas na própria concepção individual, já que as necessidades, vontades e interesses pertencem ao campo do móbil presente na existência histórica de cada ser humano.
O livro do Apocalipse, cap. 13, nos ensina que a Besta do mar - o anticristo -, selará sua marca naqueles que o aceitarem. Tal marca trará a inclusão do sujeito no processo econômico, pois sem a marca ninguém poderá comprar ou vender. Quer dizer: sem a intervenção do anticristo no processo econômico, não há economia. Sem a presença do Estado mundial nas relações de oferta e demanda, não háverá compra ou venda!
A marca da Besta simboliza exatamente o que representa a intervenção externa no processo econômico, seja do Estado ou do Governo mundial: a idealização de uma economia antinatural, em que quem define a oferta e a demanda não são as aspirações individuais de cada homem, mas aquilo que o governo define como comprável ou vendável. É rigorosamente o estado de fato de uma socialização da vontade humana, das necessidades humanas, enfim, dos interesses concretos dos indivíduos.
Há, assim, um hiato entre a economia natural, aquela que verdadeiramente promove o bem comum, isto é, a economia livre, e a economia artificial, de cunho socialista e interventor. De um lado ao outro, também podemos dizer: de uma economia de base essencialmente cristã para uma economia anticristã. Do reino da liberdade econômica para o reino da escravidão. Dos regimes livres para o regime da atomização, em que o ser humano não se utiliza de mercadorias, mas ele mesmo serve de produto para as aspirações do poder. O anticristo imporá sua marca não somente para estabelecer o controle sobre todos aqueles que o admitirem, mas também para definir, ele mesmo, o que toda a gente deve ou não comprar e vender; em suma, o que seus adeptos devem necessitar ou querer.
A política totalitária do anticristo, por assim dizer, absorve o reino das necessidades, transformando-o em um "outro mundo possível", para usar o slogan do Fórum Social Mundial. Não há uma adequação das instituições políticas ao fulcro cultural da sociedade, mas justamente o contrário: a transformação da sociedade para adequá-la na ideologia produzida em laboratório, pelos idealizadores da messiânica nova ordem mundial.
Uma economia antieconômica, voltada para a destruição da liberdade. Por isso, é possível afirmar que a síntese da economia socialista é, de fato, anticristã, justamente porque acaba com o paradigma de que as relações de produção baseiam-se em demandas e necessidades humanas. Para o socialismo, é o Estado e, por sua vez, seus agentes partidários (já que no socialismo há identidade entre Estado e partido) aqueles que definem o que a sociedade pode ou não comprar e vender, tal como fará o anticristo desenhado na Revelação do apóstolo João.
Por isso, não há como falar em socialismo cristão, ou economia socialista cristã. Tais definições só satisfazem aqueles espíritos imbuídos de ideologias marxistas, neo-marxistas ou totalizantes de um modo geral que querem usar do cristianismo para dar argumento de autoridade para suas idéias utópicas, messiânicas e verdadeiramente gnósticas, como é o caso de Frei Betto, Leonardo Boff e outros. Querem criar um "outro mundo possível" harmonizando o socialismo e o cristianismo, como se fosse possível casar o Evangelho do amor com suas aspirações ideológicas baseadas no ódio.
Na verdade, o que eles realmente querem é transformar o mundo em acordo à suas conveniências político-partidárias, pois sabem que, quando a nova era vingar, precisarão de seus cargos estatais para continuar a anunciar suas profecias "antibíblicas". Querem substituir o Reino de Deus pelo reino de suas aspirações patéticas, anticrísticas e revolucionárias. Esses falsos profetas não são cristãos. Se o próprio Senhor disse que os conheceríamos pelos frutos, como não identificar o falso evangelho fabricado em laboratório partidário que cumula o socialismo com o reino de Deus? Ora, se não há acordo entre Cristo e Belial, não pode, da mesma forma, existir comunhão entre o corpo de Jesus, que é sua Igreja, e uma teoria político-econômica cujo centro é o fim da liberdade! Por isso, "acautelai-vos dos falsos profetas".
Onde o Espírito de Deus está, há liberdade. A economia livre é o ponto de partida para regimes em que as aspirações humanas podem coexistir em paz e harmonia. O trabalho e a produção não existem para o Estado ou desde o Estado, mas para a pessoa. A oferta só existe por que há demanda, e o contrário também. Não há como criar demanda sem oferta e sem que as pessoas se estimulem. A riqueza da economia reside justamente nisso: um espaço para que as decisões humanas sejam autônomas, livres de qualquer intervenção. Sim, pois se a demanda é artificialmente produzida pelo poder, é a própria política que cria a demanda, algo antinatural e contrário a verdadeira dignidade da economia. A economia e a política não são idênticas nem tampouco identificáveis. Toda tentativa de formatar a economia pelo poder acaba por transfigurar a verdadeira essência da mesma, fazendo do ser humano individual escravo do poder político.
A destinação universal dos bens não significa a "publicização" geral dos bens, mas a harmonia entre o usufruto dos bens pelos homens com sua correspondência universal. Sinteticamente falando, corresponde a uma comunhão entre o plano de Deus para a história do homem e a submissão do uso dos bens pelos homens à vontade do Criador. Entenda-se: nenhum homem pode substituir a Deus e impor o que os outros homens devem ou não comer, comprar, vender ou produzir.

Venezuela em crise: o Brasil de amanhã

FILADASOPA
5 DE AGOSTO DE 2010


Qualquer semelhança da PDVSA com a Petrobras (e outras estatais brasileiras) é mera coincidência. O fato é que o caminho para o desastre tem sempre a mesma direção: transformar uma empresa em cabide de emprego, financiar projetos assistencialistas e entupir seu quadro funcional com indicações políticas, em detrimento de pessoal qualificado. É o que você vai ler abaixo, no Editorial de hoje, da Folha de São Paulo. Eles não fizeram comparações com os mastodontes tupiniquins, mas eu faço. A realidade está na cara para quem quiser ver. FDS

A empresa de petróleo venezuelana PDVSA anunciou anteontem uma queda de 53% nos lucros relativos ao ano de 2009, em comparação com 2008. No mesmo período, o faturamento da companhia, de US$ 74,9 bilhões, registrou declínio de 41%.

O anúncio do mau desempenho da estatal, a grande fonte de recursos da Venezuela e do governo de Hugo Chávez, ocorre em meio a previsões sombrias para a economia do país. De acordo com a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o PIB venezuelano deverá encolher 3% neste ano, enquanto o da maioria dos emergentes crescerá.

O quadro é agravado pela expectativa de que a inflação alcance a casa dos 40%, índice impensável no Brasil, que já foi "viciado" em inflação, e bem acima do verificado em economias menos equilibradas da região.

Pesquisas de opinião indicam que mais de 50% dos venezuelanos veem Chávez como responsável pela deterioração das condições econômicas. E já superam 40% os que dizem ter mais confiança na oposição.

Em que pesem as exortações à diversificação da estrutura produtiva, a Venezuela mantém-se dependente do petróleo, que representa cerca de 90% das divisas. Há quem sustente que a situação da companhia é pior do que sugerem os números divulgados pelo governo. Transformada em cabide de emprego e financiadora de projetos assistencialistas, a estatal sofre com a carência de pessoal qualificado e com a baixa capacidade de investimento.

Não é a primeira vez que Chávez enfrenta percalços na economia. A diferença é que agora parece improvável uma nova onda de alta exorbitante do petróleo, que possa lhe servir de tábua de salvação. Não se pode dizer que os dias do chavismo no poder estejam contados, mas é muito provável que as eleições parlamentares de setembro exponham um forte desgaste político do líder bolivariano.

- Editoriais Folha de São Paulo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".