Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Irã condena à morte 6 dos detidos por protestos pós-eleições

Fonte: ESTADÃO INTERNACIONAL
15 de março de 2010


Cavaleiro do Templo: no reino dos amigos do lula é assim: protestou, tá morto. Não tenho amigos assim. Se algum inventar de bater em quem o contesta, deixa de ser meu amigo. Se bobear, eu que vou lhe dar porrada. lula gosta dos que mandam matar logo. E não é um amigo só que ele tem e que é assim. Tem fidel também, lembram? E muitos outros amigos iguais entre vivos e mortos.

Procurador de Teerã diz que eles insultaram sacramentos islâmicos durante manifestações de 27 de dezembro

Seis pessoas foram condenadas à morte pela justiça iraniana por participarem nos protestos políticos de 27 de dezembro em Teerã, que contestavam a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho do ano passado, informa nesta segunda-feira, 15, a mídia do país.
Segundo informações da agência semi-oficial de notícias Fars, o procurador-geral de Teerã, Abbas Dolatabadi, anunciou a sentença durante uma reunião na noite do domingo em Qom com o aiatolá Nouri Hamedani. "No momento, as sentenças contra essas seis pessoas estão no tribunal de apelação para uma decisão final", disse Dolatabadi. As autoridades judiciais iranianas já enforcaram duas pessoas acusadas de terem insultado os sacramentos islâmicos durante os protestos pós-eleitorais.
Dolatabadi afirmou que, em princípio, as autoridades deram tratamento conciliador às pessoas que protestaram contra o resultado das eleições. "No entanto, continuaram as concentrações injustificadas, nas quais iam se colocando pouco a pouco slogans contra a República Islâmica", disse.

Segundo ele, os manifestantes condenados insultaram os sacramentos islâmicos durante os acontecimentos de 27 de dezembro passado - dia da Ashura, em que os muçulmanos relembram o martírio de Hussein, o imame mais venerado dos xiitas e neto de profeta Maomé.

PROTESTOS

O anúncio do resultado preliminar das eleições presidenciais de 12 de junho passado suscitou o protesto dos candidatos reformistas, Mir Hossein Moussavi e Mahdi Karrubi, que denunciaram irregularidades maciças no pleito e reivindicaram sua anulação.

Os protestos foram seguidos de manifestações em massa dos opositores, que qualificaram de "golpista" o governo de Mahmoud Ahmadinejad e reivindicaram eleições livres.

Os protestos pacíficos foram reprimidos pelas forças de segurança iranianas com um saldo oficial de pelo menos 40 mortos e milhares de detidos, entre eles centenas de ativistas políticos e jornalistas.

Mais sobre os resultados do "novo mundo possível" causados pelo ensino da anafabetização moral, intelectual, espiritual e, por fim e consequência, material, nas escolas ocidentais

Por e-mail


Amigo,

antes de ler o comentário abaixo, leia este artigo.

Acredito que vasta porção de nós, brazucas viventes nesta Era da Suinidade Petista, ignoramos a existência da guerra psicológica deflagrada contra nosso povo, desde décadas, pela esquerdopatia.

Mesmo muitos dentre a gente, que têm conhecimento desta estratégia, desconhecemos sua gravidade, a imensa e criminosa destrutividade resultante.

A hegemonia comunista em crescimento e a conseqüente demolição de nossas instituições, a animalesca corrupção do espírito nacional e até a popular massiva aprovação ao Quadrigitado Suíno In Excelsis, são consecuções diretas desta estratégia criada por Gramsci.

Ele postulou a prioritária necessidade de "mudança de consenso", expressão eufêmica e inócua ocultando seu real significado: o cuidadoso cultivo da estupidez.

Com a permissão - e provável apoio - de Geisel e Golbery, sabidamente simpatizantes da canhotice (militares são também humanos e como todos, suscetíveis a surtos de cretinice), invadiram - furtivamente, tal uma infecção virótica - as mídias, igrejas e instituições escolares e subrepticiamente iniciaram o sufocamento das mentes jovens.

Estas cresceram (?) e bovinamente assinam um manifesto politicamente correto para extinguir a água no planeta... e votam no Exu de Garanhuns... acham ótimo o desarmamento da população civil... tornam a sufragar o Supremo Boçal... concordam ser direito da mulher assassinar seus filhos ainda no ventre... não enxergam o morticínio de 50 mil brasileiros anualmente...o esmagador peso dos impostos... a escravidão implícita na aceitação de novas leis e decretos...

Nada.

Babam em sonhos infantis e se crêem na Ilha da Fantasia.

Jamais desenvolveram o humano dom de se definir o próprio comportamento a partir de percepção clara, via pensamento lúcido e racional.

Como novilhas que cegamente se encaminham ao matadouro, nossa gente foi transformada em gado - facilmente tangível, cego e obediente às ordens de seus executores.

Agora, atente, amigo:
muitos dos crápulas que executam este menticídio - professores relativamente jovens, p.ex. - são vítimas, eles mesmos do processo do rebaixamento intelectual, e acreditam desde as tripas - não obstante os resultados berrem o contrário! - que operam "para o bem maior do povo". Mas, a canalha esclarecida - FHC, MAG, Serra e similares - sabem perfeitamente que estão rebaixando milhões de seres humanos à condição de idiotas babantes, com habilidades residuais apenas necessárias para dar continuidade a produção de bens e serviços à "aristocracia comunista na Nova Ordem Mundial".

É a demencial sanha por poder, característica do império do Eu Inferior, patologia que cede apenas e tão somente à força maior.

Entretanto, esta atual e alienante estupidez nacional é uma condição curiosa: favorece a saída do tiro pela culatra.

A suscetibilidade à manipulação pode, facilmente, ser voltada contra seus criadores.

Um força maior que assuma o domínio das mídias e demais entes formadores de opinião, conseguiria em curto tempo transformar a presente passividade popular num devastador tsunami de fúria vingativa contra a atual hegemonia.

E aí vai minha esperança que a dica alcance quem de direito.

M.

quinta-feira, 18 de março de 2010

AL QAEDA QUERIA EXPLODIR CRISTO REDENTOR

(WASHINGTON - CMN SPECIAL)

Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal do Brasil revelam que a Al Qaeda, de Osama bin Laden, ordenou a execução de um atentado no Brasil.


O ALVO DA AçãO SERIA A ESTáTUA DO CRISTO REDENTOR, UM DOS SíMBOLOS MAIS CONHECIDOS DO RIO DE JANEIRO. BIN LADEN DESTACOU DOIS MUJAHEDINS PARA O SEQüESTRO DE UM AVIãO QUE SERIA LANçADO CONTRA A "ESTáTUA-SíMBOLO DOS INFIéIS CRISTãOS".

HORA A HORA, A FRUSTRAçãO... OS REGISTROS DA POLíCIA FEDERAL DãO CONTA DE QUE OS DOIS TERRORISTAS CHEGARAM AO RIO NO DOMINGO, 5 DE SETEMBRO, àS 21H47M, NUM VôO DA AIR FRANCE.

A MISSãO COMEçOU A SOFRER EMBARAçOS Já NO DESEMBARQUE, QUANDO A BAGAGEM DOS MUçULMANOS FOI EXTRAVIADA, SEGUINDO NUM VôO PARA O PARAGUAI.

APóS QUASE SEIS HORAS DE PEREGRINAçãO POR DIVERSOS GUICHêS E DIFICULDADE DE COMUNICAçãO EM VIRTUDE DO INGLêS RUIM, OS DOIS SAEM DO AEROPORTO, ACONSELHADOS POR FUNCIONáRIOS DA INFRAERO A VOLTAR NO DIA SEGUINTE, COM INTéRPRETE.

OS DOIS TERRORISTAS APANHARAM UM TáXI PIRATA NA SAíDA DO AEROPORTO. O MOTORISTA, PERCEBENDO QUE ERAM ESTRANGEIROS, RODOU DUAS HORAS DANDO VOLTAS PELA CIDADE, ATé ABANDONá-LOS EM LUGAR ERMO DA BAIXADA FLUMINENSE.

NO TRAJETO, ELE PAROU O CARRO E TRêS CúMPLICES OS ASSALTARAM E ESPANCARAM.

ELES CONSEGUIRAM FICAR COM ALGUNS DóLARES QUE TINHAM ESCONDIDO EM CINTOS PRóPRIOS PARA TRANSPORTAR DINHEIRO E PEGARAM CARONA NUM CAMINHãO QUE ENTREGAVA GáS.

NA SEGUNDA-FEIRA, àS 7H33M, GRAçAS AO TREINAMENTO DE GUERRILHA NO AFEGANISTãO, OS DOIS TERRORISTAS CONSEGUEM CHEGAR A UM HOTEL DE COPACABANA.

ALUGARAM ENTãO UM CARRO E VOLTARAM AO AEROPORTO, DETERMINADOS A SEQüESTRAR LOGO UM AVIãO E JOGá-LO BEM NO MEIO DO CRISTO REDENTOR.

ENFRENTAM UM CONGESTIONAMENTO MONSTRO POR CAUSA DE UMA MANIFESTAçãO DE ESTUDANTES E PROFESSORES EM GREVE E FICARAM TRêS HORAS PARADOS NA AVENIDA BRASIL, ALTURA DE MANGUINHOS, ONDE SEUS RELóGIOS SãO ROUBADOS EM UM ARRASTãO.

ÀS 12H30M, RESOLVEM IR PARA O CENTRO DA CIDADE E PROCURAM UMA CASA DE CâMBIO PARA TROCAR O POUCO QUE SOBROU DE DóLARES. RECEBEM NOTAS DE R$ 100 FALSAS, DESSAS QUE SãO FEITAS GROSSEIRAMENTE A PARTIR DE NOTAS DE R$ 1.

POR FIM, àS 15H45M CHEGAM AO TOM JOBIM PARA SEQüESTRAR UM AVIãO.

OS PILOTOS DA VARIG ESTãO EM GREVE POR MAIS SALáRIO E MENOS TRABALHO.

Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação com os pilotos).

O único avião na pista é da Transbrasil, mas está sem combustível. Foi fretado pela Soletur.

AEROVIáRIOS E PASSAGEIROS ESTãO ACANTONADOS NO SAGUãO DO AEROPORTO, TOCANDO PAGODE E GRITANDO SLOGANS CONTRA O GOVERNO.

O BATALHãO DE CHOQUE DA PM CHEGA BATENDO EM TODOS, INCLUSIVE NOS TERRORISTAS.

OS áRABES SãO CONDUZIDOS à DELEGACIA DA POLíCIA FEDERAL NO AEROPORTO, ACUSADOS DE TRáFICO DE DROGAS, EM FACE DE FLAGRANTE FORJADO PELOS POLICIAIS, QUE "PLANTARAM" PAPELOTES DE COCAíNA NOS BOLSOS DOS DOIS.

ÀS 18 HORAS, APROVEITANDO O RESGATE DE PRESOS FEITO POR UM ESQUADRãO DE BANDIDOS DO COMANDO VERMELHO, ELES CONSEGUEM FUGIR DA DELEGACIA EM MEIO à CONFUSãO E AO TIROTEIO.

ÀS 19H05M, OS MUçULMANOS, AINDA ENSANGüENTADOS, SE DIRIGEM AO BALCãO DA VASP PARA COMPRAR AS PASSAGENS.

Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo determinado.

Assim como as aeronaves.

ELES, ENTãO, DISCUTEM ENTRE SI: COMEçAM A FICAR EM DúVIDA SE DESTRUIR O RIO DE JANEIRO, NO FIM DAS CONTAS, é UM ATO TERRORISTA OU UMA OBRA DE CARIDADE.

ÀS 23H30M, SUJOS, DOLORIDOS E MORTOS DE FOME, DECIDEM COMER ALGUMA COISA NO RESTAURANTE DO AEROPORTO.

PEDEM SANDUíCHES DE CHURRASQUINHO COM QUEIJO DE COALHO E LIMONADAS.

Só NA TERçA-FEIRA, àS 4H35M, CONSEGUEM SE RECUPERAR DA INTOXICAçãO ALIMENTAR DE PROPORçõES EQüINAS, DECORRENTE DA INGESTãO DE CARNE ESTRAGADA USADA NOS SANDUíCHES.

FORAM LEVADOS PARA O HOSPITAL MIGUEL COUTO, DEPOIS DE TEREM ESPERADO TRêS HORAS PARA QUE O SOCORRO CHEGASSE E PERCORRESSE OS HOSPITAIS DA REDE PúBLICA ATé ENCONTRAR VAGA. NO HMC FORAM ATENDIDOS POR UMA ENFERMEIRA FEIA, GROSSA, GORDA E MAL-HUMORADA.

Eles teriam de esperar dois dias para serem examinados, se não fosse pelo cólera causado pela limonada feita com água contaminada por coliformes fecais. Debilitados, só terão alta hospitalar
no domingo.

DOMINGO, 18H20H: OS HOMENS DE BIN LADEN SAEM DO HOSPITAL E CHEGAM PERTO DO ESTáDIO DO MARACANã.

O FLAMENGO ACABARA DE PERDER PARA O PARANá CLUBE, POR 6 X 0.

A TORCIDA RUBRO-NEGRA CONFUNDE OS TERRORISTAS COM INTEGRANTES DA GALERA ADVERSáRIA (QUE HAVIA IDO DE KOMBI AO RIO) E LHES Dá UMA SURRA SEM PRECEDENTES.

O CHEFE DA TORCIDA é UM TAL DE "Pé DE MESA", QUE ABUSA SEXUALMENTE DELES.

ÀS 19H45M, FINALMENTE, SãO DEIXADOS EM PAZ, COM DORES TERRíVEIS PELO CORPO, EM ESPECIAL NA áREA PROCTOLóGICA.

AO VEREM UMA BARRACA DE VENDA DE BEBIDA NAS PROXIMIDADES, DECIDEM SE EMBRIAGAR UMA VEZ NA VIDA, MESMO QUE SEJA PECADO! (ALá QUE SE DANE)

Tomam cachaça adulterada com metanol e precisam voltar ao Miguel Couto.

Os médicos também diagnosticam gonorréia nos rabos inchados ("Pé DE MESA" NãO PERDOA!)

SEGUNDA-FEIRA, 23H42M: OS DOIS TERRORISTAS FOGEM DO RIO ESCONDIDOS NA TRASEIRA DE UM CAMINHãO DE ELETRODOMéSTICOS, ASSALTADO POUCO DEPOIS, NA SERRA DAS ARARAS.

DESNORTEADOS, FAMINTOS, SEM PODER ANDAR E SENTAR, ELES SãO LEVADOS PELA VAN DE UMA ONG LIGADA A DIREITOS HUMANOS, PARA SãO PAULO.

VIAJAM DEITADOS DE LADO. NA CAPITAL PAULISTA, PERAMBULAM O DIA TODO à CATA DE COMIDA.

CANSADOS, ACABAM ADORMECENDO DEBAIXO DA MARQUISE DE UMA LOJA NO CENTRO.

A POLíCIA FEDERAL AINDA NãO REVELOU O HOSPITAL ONDE OS DOIS FORAM INTERNADOS EM ESTADO GRAVE, DEPOIS DE ESPANCADOS QUASE ATé A MORTE POR UM GRUPO DE MATA-MENDIGOS.

O PORTA-VOZ DA PF DECLAROU QUE, DEPOIS QUE OS DOIS SAíREM DA UTI, SERãO RECOLHIDOS NO SETOR DE IMIGRANTES ILEGAIS, EM BRASíLIA, ONDE PERMANECERãO ATé O MINISTéRIO DA JUSTIçA AUTORIZAR A DEPORTAçãO DOS DOIS INFELIZES...

"QUANDO HOUVER VERBA, é CLARO!"

OS DOIS FICARAM TãO APAVORADOS COM O BRASIL QUE Só PENSAM EM IR EMBORA, MAS Já ESTãO FALANDO EM FIRMAR UM CONVêNIO, PARA MANDAR O PESSOAL DA AL QAEDA TREINAR AQUI!!!

A ESCOLA DE MENTIRA ou COMO REPLICAR O lula SEM ENGENHARIA GENÉTICA

ViVerdeNovo
QUINTA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2010


Por Arlindo Montenegro


Em seu livo de memórias, o General Olímpio Mourão Filho profetizou: "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois, a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso."

E a profecia é uma realidade entre nós. O "monstro embriagado pela bajulação" dos donos do mundo promoveu entre nós o emburrecimento educacional e cultural. Hoje temos um Brasil onde as escolas (desin)formaram várias gerações. Melhor dizendo, "formataram" as áreas do cérebro das crianças, incapacitando a juventude para relacionar fatos e exercitar escolhas. FHC e Lula, PSDB e FHC, patrocinaram a escola de mentira.

No endereço virtual abaixo, autoridades do ensino norte americano discutem como foi estruturado o sistema educacional norte americano, "matrix" do sistema adotado no Brasil com os enxertos ideológicos introduzidos pelos marxistas e gramscistas, há mais de 20 anos.



Um amigo on line disse: "Meu pai estudou nas antigas Escolas Técnicas Federais. Migrante, pobre, cheio de irmãos, tornou-se profissional e sustentou a família. Meus tios fizeram o mesmo. Antigamente era possível." E o Senhor Pedro, pai do meu amigo, apareceu no vídeo e contou: "Na década de 1950, entrei para a Escola Técnica Federal do Espírito Santo. O ensino era realizado em período integral: de manhã, hasteávamos a Bandeira Nacional!Quatro horas de oficinas:práticas de mecânica, serralheria, tipografia, artes em couro, alfaiataria."

"Servido o almoço, após um descanso com jogos, sala de aula: português, aritimética, história, geografia. Os professores tinham sido formados nos Estados Unidos, depois da II Guerra. Em Santa Catarina, estava sediada a escola de formação para professores das Escolas Técnicas. Me formei em 1960. Fui dispensado do serviço militar e comecei a fazer o Segundo Grau Técnico".

"Um curso de altíssimo nível, como não existe mais hoje em dia. Findo o que, um aluno foi escolhido para lecionar na escola. Fui eu. Com muito orgulho. A isto dediquei minha vida até a recente aposentadoria. Estou com 66 anos e com muito vigor. O Lula está falando aí em criar 252 escolas técnicas. Fico pensando onde é que ele vai achar professores capazes. A nossa Escola Técnica hoje, é decadente, perdeu a qualidade".

"Fui lá empurrado por um amigo: 'Estão precisando de professores!' Fui. E me disseram que não podia, porque as novas leis exigem que o professor tenha um canudo de bacharel em mecânica. Trinta anos de experiência não valem tanto quanto um diploma."

Curioso! Dei muita aula para engenheiros que saiam das escolas superiores sem distinguir um parafuso de uma arruela. Voltei prá casa com o coração apertado. Foi quando me chamaram de volta para dizer: "Você não pode ser professor oficialmente, ganhando pelo seu trabalho. Mas pode dar aulas de graça, como "voluntário". Voltei para casa pensando o que está ocorrendo com a escola no meu Brasil, meu Deus?..."

Dois vídeos com comentários midiáticos sobre o assunto, parecem preocupar-se com a pergunta crucial do Professor Pedro, aposentado, excluído como profissional:



Há quantos anos se diz que os professores ganham mal? Há quantos anos os sindicatos de professores, maioria dirigida por marxistas, mobilizam greves dos que atuam na escola básica e dos que atuam em centros superiores? Um advogado do Ceará me mandou um comentário indicando os "10 Municípios cearenses que pagam os piores pisos aos seus professores e qual o valor do piso de fome pago". Tem professor que ganha menos que o salário mínimo atual. Uma coisa é o que os governantes dizem e outra é a realidade.

O fato é que os Rockfeller, Morgan, Ford, fundações diversas controladas pelos socialistas fabianos, querem mesmo é "formar gente que trabalhe, mas não gente que pense". Agora o pensamento vem pronto e acabado em embalagem vermellha, como batata frita. E mesmo os professores que queiram ensinar, não se podem afastar dos curriculos e do controle do MEC, que espalha absurdas cartilhas ensinando a luta de classes, pornografia e uso de drogas.

Referindo-se a um aluno formado no segundo grau, incapaz de ler e escrever, a Diretora de uma escola diz que "a culpa é do professor e da direção da Escola". É não, Diretora! É propósito, denunciado, comprovado, documentado por poucos, que nem Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo: o Foro de São Paulo, utilizando as técnicas mais modernas, obriga as escolas a desmontar a história. Um povo burro segue prá onde o "dono" mandar. Gente que não aprende a pensar é fácil de convencer com mentiras.

Continuamos com o mesmo tema no próximo artigo. Vamos tentar montar a estrutura da escola soviética, cubana e a estratégia do poder globalitário, para tornar todos iguais na ignorância. Sem informação ou com desinformação dia e noite, quem pode ver a luz da verdade?

A ‘DECEPÇÃO’ DE MONTANER

A ‘DECEPÇÃO’ DE MONTANER  


HEITOR DE PAOLA









Num artigo publicado em Português pelo Estado de São Paulo em 12/03/2010, A decepção internacional com Lula (versão original em Espanhol e em Inglês) Carlos Alberto Montaner se diz decepcionado com Lula porque este adotou, cruelmente, o ponto de vista de seu amigo Fidel Castro’. Segundo ele a decepção é geral na diplomacia internacional, pois segundo lhe assegurou ‘um presidente latino-americano que o conhece bem (ao Lula)"Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castros, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil".


A leitura atenta do texto mostra uma enorme incoerência. Ora Montaner diz que Lula adotou o ponto de vista de Fidel – sem dizer quando, fica parecendo que foi recentemente quando esteve em Cuba -, ora diz que‘o comportamento de Lula não é surpreendente’ e passa a dissertar pela primeira vez sobre o Foro de São Paulo como se fosse autoridade no assunto - que, até então, negava peremptoriamente -, para adotar, no final, o ponto de vista do tal presidente que conhece Lula bem, de que este padece de uma ‘penosa fragilidade intelectual’, sendo apenas ‘um sindicalista preso à superstição da luta de classes’ e por isto ‘aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus’. Arrisca ainda o palpite de um ex-embaixador americano de que ‘Lula é um inimigo contumaz do Ocidente e, muito especialmente, dos EUA, embora trate de dissimulá-lo’.


O autor não se decide: quem é Lula? Um comunista aliado há 20 anos  de Fidel? Um homem de intelecto frágil, joguete de marxistas radicais? Alguém que até a pouco seguia o bom caminho e era admirado pelo autor e por todo mundo e, subitamente tomou o caminho do mal? Esta indecisão fez com que eu mudasse meu ponto de vista com relação a Montaner. Inicialmente, por motivos que já vou esclarecer, pensei em tratá-lo como hipócrita e mentiroso. Depois me dei conta de que até a visita a Cuba, incluindo o episódio Zelaya, Montaner ainda acreditava na teoria elaborada por Stephen Jonhson [[1]], da Heritage Foundation, sobre a existência na Iberoamérica de duas esquerdas: a ‘carnívora’,representada por Chávez, e a ‘vegetariana’, representada por Lula. Creio, portanto, que Montaner não é apenas um hipócrita, mas também um ‘perfeito idiota latino-americano’, versão Século XXI.  


Em maio de 2005 quando, numa Mesa Redonda sobre A Freedom Agenda for the Americas do Atlas Liberty Forum em Miami, após defender a agenda baseada numa esquerda, então chamada moderada, para fazer frente à outra esquerda, então chamada radical, saiu-se com esta pérola: “Yo creo que José Dirceu hizo un cambio ideológico”. Tendo eu e outros brasileiros atônitos abordado Montaner privadamente após a reunião, caiu a máscara da empáfia e o peremptório “creo” transmutou-se num simples “a mi, por lo menos, me parece que sea”, saindo de fininho logo depois. Este episódio está narrado com mais detalhes no meu artigo Os Três Patetas. Desde então escrevi diversos artigos e juntamente com Graça Salgueiro, Carlos Azambuja, Villamarin Pulido, Armando Valladares, Alejandro Esclusa – sem falar dos incontáveis textos de Olavo de Carvalho e a denúncia original do Professor Constantine Menges – grande parte dos quais foram enviados para Montaner, sendo recebidos com absoluto silêncio.


Pelo contrário, o esforço para a ocultação de Lula vai a ponto de num artigo de 12/08/07, Montaner (“Lula, o senhor de escravos”),&nbspao comentar a entrega de Lula a Fidel dos atletas cubanos que queriam asilo, disse que “o próprio Fidel Castro, que é o proprietário destes rapazes, se comunicou com Lula da Silva e exigiu que ele colaborasse com a imediata devolução da mercadoria. Lula, que entende a lógica dos senhores de escravos, se compadeceu do velho e enfermo ditador. (...) Os negros eram seus. E prossegue: “O difícil de entender é a vil colaboração do presidente Lula da Silva com esta infâmia moral. Não se presume que estamos diante do primeiro presidente latino-americano que provém da classe operária, o primeiro que poderia entender melhor que ninguém a tragédia dos oprimidos? Pensaria que a liberdade destes dois pobres boxeadores negros não tem a menor importância? Pode ser. Assim pensavam os senhores de escravos".


E isto é o pior: Montaner, segundo seu próprio site, é lido por mais de seis milhões de pessoas, pai e filho Vargas Llosa provavelmente por outro tanto, ou ainda mais. A Heritage Foundation teve enorme ascendência sobre o Departamento de Estado no segundo mandato de George W. Bush, orientando a formulação da política para a América Latina com estas esdrúxulas idéias. Não admira que Jeb Bush, ex-governador da Flórida tenha dito a Montaner que ‘seu irmão George, então presidente dos EUA, tinha uma relação magnífica com Lula e estava convencido de que ele era um aliado leal’.


Para evitar me repetir, vão abaixo alguns dos artigos que Montaner certamente recebeu – se leu, não sei dizer – e um interessante vídeo sobre mentirosos.








De Armando  Valladares: A DECADÊNCIA DA DIPLOMACIA BRASILEIRA







[1] Ex-funcionário do Departamento de Estado e Analista Político Senior para a América Latina do Instituto de Estudos Internacionais Kathryn and Shelby Cullom Davis, da Heritage Foundation.

Times Online: Vitamina D é Melhor que Vacinas na Prevenção da Gripe

A NOVA ORDEM MUNDIAL
WEDNESDAY, 17 MARCH 2010


Há algum tempo tenho reportado neste blog os benefícios da vitamina D. A imprensa ignorou durante toda a "pandemia" de gripe suína, mas parece que agora nao conseguiram mais segurar esta informacao.
O jornal Times Online é um dos mais lidos aqui na Inglaterra. Cabe ressaltar que a pesquisa não comparou diretamente as vacinas com a vitamina D, apenas os resultados de pesquisas que verificaram o nível de proteção de ambos vitamina D e vacinas.

O risco de crianças sofrerem de gripe pode ser reduzido para metade se tomarem vitamina D, reportaram médicos no Japã. A descoberta tem implicações para as epidemias de gripe já que a vitamina D, que é produzida naturalmente pelo corpo humano quando exposto à luz solar direta, não tem efeitos colaterais significativos, custa pouco e pode ser várias vezes mais eficaz do que drogas anti-virais e vacinas.

Apenas um em cada dez crianças, com idades entre seis e 15 anos, que tomaram a vitamina D em um ensaio clínico ficou doente com gripe comparado com uma em cada cinco as quais foram dadas um comprimido de placebo. Mitsuyoshi Urashima, o médico japonês que conduziu a pesquisa, disse ao jornal britanico "The Times" que a vitamina D foi mais eficaz do que as vacinas na prevenção da gripe.

As crianças receberam uma dose diária de 1200 UI (unidades internacionais) de vitamina D durante um período de três meses. No primeiro mês as crianças do grupo tomando a vitamina adoeceu tão frequentemente como aqueles que tomam o comprimido de placebo. Mas, pelo segundo mês, quando o nível de vitamina A no sangue das crianças aumentou, a vantagem da vitamina era clara.

Os cientistas japoneses, escrevendo no American Journal of Clinical Nutrition, disseram que a droga anti-viral zanamivir e oseltamivir reduzem o risco de infecção da gripe em 8 por cento nas crianças que tenham sido expostos à infecção, em comparação com um 50 por cento ou mais com vitamina D.

Anti-virais também são muito caros e, possivelmente, muito tóxicos, para serem dada à população como um todo enquanto que a vitamina D tem benefícios adicionais. A vitamina D não só previne fraturas ósseas, mas também se acredita que reduza os riscos de câncer, doenças cardíacas, diabetes e outras doenças, incluindo causadas por várias bactérias, bem como infecções virais.

O achado japonês apoia a teoria de que baixos níveis de sangue da vitamina D durante o inverno explica o porque que o pico das epidemias de gripe, geralmente sao entre dezembro e março (inverno no hemisfério norte).

A vitamina D ativa o sistema imunológico inato, permitindo que o organismo produza diversas proteínas, tais como defensin e cathelicidin que desencadeiam a atividade das células e desabilitam os vírus.


Fontes:
Times Online: Vitamin D better than vaccines at preventing flu, report claims

Será que os dogmas catastrofistas "derretem antes das geleiras"?

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO
Quarta-feira, 17 de março de 2010


Sob o título “O dogma derrete antes das geleiras”,Veja publicou interessante artigo assinado por 
Okky de Souza.

Talvez peque de ingenuidade, supondo que as simples revelações das falcatruas de maus cientistas “catastrofistas” seriam suficientes para desanimar a onda anti-civilização industrial, promovida por ex-comunistas hoje porta-estandartes de um verde falsamente ecológico.

Porém, o artigo tece importantes considerações.

Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade. Agora, revelações sobre manipulações e fraudes nos relatórios climáticos mostram que os céticos devem ser levados a sério

Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade

Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. 

Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1000 anos

As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

O climatologista inglês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.

A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas.

Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. 

O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas.

Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos.

O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.

MEC: Meta do governo é o analfabetismo puro e simples

Fonte: LOST IN THE E-JUNGLE
18/03/2010


Antes de lerem o texto abaixo, vejam esse vídeo:



Agora, leia isso (fonte):

Fim da reprovação até o 3º ano

Projeto a ser aprovado em maio transforma primeiros anos escolares em um ciclo de alfabetização e provoca divergências

As novas diretrizes nacionais para o Ensino Fundamental, com aprovação prevista para maio, devem recomendar a abolição da reprovação até o terceiro ano. O Ministério da Educação (MEC) apresentará a proposta em audiências públicas que ocorrem neste mês e em abril. A intenção é transformar os três primeiros anos em uma espécie de ciclo de alfabetização, durante o qual o aluno não deve ser retido.

Aideia ganhou força com a divulgação dos dados do Censo Escolar de 2008, que revelou a reprovação de 74 mil crianças de seis anos no primeiro ano do novo Ensino Fundamental de nove anos. O dado alarmou o ministério. A interpretação é que a reprovação contraria o espírito da reformulação do primário. O novo Fundamental, criado em 2005, antecipou o ingresso para seis anos com a intenção de dar mais tempo para o aluno se alfabetizar.

O plano de não reprovar está em consonância com o parecer já aprovado pelo Conselho Nacional de Educação, e o Ministério da Educação dá como certo que a orientação será incluída nas diretrizes do Fundamental que estão em preparo. A medida funcionará como uma recomendação para todas as redes de ensino, mas não terá força de lei. Se estivesse valendo em 2008, poderia ter evitado 521 mil reprovações apenas naquele ano. Ao todo, beneficiaria cerca de 6 milhões de crianças das duas séries iniciais.

A adoção da progressão automática gera preocupação entre especialistas. O grande risco é que o aluno promovido chegue ao final do ciclo sem ter aprendido. Para a professora de psicologia da educação da UFRGS Tania Marques, a estratégia traz vantagens e riscos. Ela afirma que a ideia tem o mérito de respeitar o ritmo de cada aluno e de oferecer tempo para que a aprendizagem ocorra. Mas considera perigoso adotá-la sem um acompanhamento adequado e sem que as crianças sejam cobradas:

– Se isso não é muito bem administrado, o professor pode deixar de exigir do aluno tanto quanto deveria. Pode pensar que com o tempo as coisas vão acontecer, mas só a passagem do tempo não garante a aprendizagem.

Escolas da Capital adotam regime há mais 10 anos

A proposta do ministério já é uma realidade nas 55 escolas de Ensino Fundamental de Porto Alegre há mais de uma década. A rede municipal adotou um sistema de ciclos com nove anos de duração a partir de 1996. O primeiro ciclo, com ingresso aos seis anos e um triênio de duração, é dedicado a alfabetizar. No início, não havia reprovação até o final do Ensino Fundamental. No momento, a rede está terminando de implantar a retenção, quando necessária, ao final de cada um dos ciclos de três anos. Segundo Adriana Santos, coordenadora de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação, o pré-requisito para o sistema funcionar é garantir o aprendizado da criança.

– O aluno que tenha alguma dificuldade no aprendizado é promovido, mas com um plano de recuperação das lacunas no ano seguinte – explica.

No Rio Grande do Sul, vigora a regra de não haver reprovação no primeiro ano. Ervino Deon, secretário estadual da Educação, mostra-se favorável ao plano do ministério.

– Não é reprovando que o aluno vai aprender mais – avalia.

Não há unanimidade na secretaria. Sônia Bier, diretora-adjunta do departamento pedagógico, não concorda com a aprovação automática também do segundo para o terceiro ano:

– É válido nos dois primeiros anos, mas além disso é polêmico.

Reprovação é reprovada

A PROPOSTA

O Ministério da Educação (MEC) planeja recomendar o fim da reprovação no início da vida escolar:

- O Ministério da Educação entende que os primeiros anos do novo Ensino Fundamental, com nove anos de duração, devem funcionar como uma espécie de ciclo de alfabetização. A ideia é recomendar que, dentro deles, não ocorra reprovação. O aluno só poderia ser reprovado no final do terceiro ano.

A IMPLANTAÇÃO

- A orientação deverá ser incluída nas novas diretrizes nacionais para o Ensino Médio, que devem vigorar a partir de maio. A não-retenção, que já foi recomendada pelo Conselho Nacional de Educação, será apresentada pelo ministério nas três audiências públicas que antecedem a aprovação das diretrizes. Elas ocorrem em março e abril.

A ABRANGÊNCIA

- As diretrizes não têm força de lei. Funcionam como uma orientação do ministério, mas as redes e as escolas privadas podem não aceitá-las.

OS NÚMEROS

A reprovação no início da vida escolar e o impacto da nova estratégia do MEC:

A REPROVAÇÃO NO 1 ANO

74.471 crianças foram reprovadas no Brasil em 2008 no primeiro ano do Ensino Médio de nove anos, conforme o Censo Escolar
997 crianças foram reprovadas no Rio Grande do sul
OS BENEFICIADOS

6.016.170 foi o número de alunos matriculados no primeiro e no segundo ano do Ensino Fundamental no Brasil de acordo com o Censo Escolar mais recente, de 2008. Esse seria o universo que estaria protegido contra a reprovação

291.920 foi o número de gaúchos nos dois primeiros anos em 2008 (156.876 no primeiro ano e 135.044 no segundo ano)
NO 2º ANO/1ª SÉRIE

447.234 crianças foram reprovadas em 2008 no primeiro ano do Fundamental de nove anos ou na primeira série do Fundamental de oito anos
22.769 foram as reprovações no Rio Grande do Sul

OS PERCENTUAIS

Taxas de aprovação, reprovação e abandono no primeiro ano do Fundamental em 2008, segundo o Ministério da Educação:

APROVAÇÃO 94%
REPROVAÇÃO 3,5%
ABANDONO 2,5%

Voltando:

Agora me digam: Qual é a lógica em acabarem com a reprovação quanto existe o problema claro de analfabetismo funcional, até mesmo no circulo universitário!?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Plagiando García Marquez ou Resumo da Ópera em bom Português

Fonte: JORNAL DA DEFESA
2010/03/17

Vânia L. Cintra[1] (Brasil)



1. À guisa de prólogo
Há quem muito ouça e quem muito leia. E há quem muito fale e quem muito escreva. Há quem escreva versos e diga de sentimentos íntimos, do amor, das expectativas, da felicidade, ou do desencanto, da dor, da desesperança... A sátira já quase não mais inspira versos, e a épica está fora de moda faz tempo. Há quem escreva prosa de ficção em diferentes gêneros: dramas passionais, crimes, comédias, guerra e paz... etc. Há quem se dedique a produzir textos estritamente acadêmicos, que obedecem estritamente aos cânones acadêmicos; há os que se dedicam a produzir biografias; outros há que nos mostram caminhos à salvação de nossos espíritos após a morte. Há quem escreva suas opiniões, há quem escreva reportagens. Há também quem escreva por desabafo, e esconda o que escreveu numa gaveta... etc. etc.

Escrever é muito bom — se gostamos de escrever. E, é claro, se temos assuntos para pôr no papel ou, hoje, mais que no papel, na tela do computador — mas muitos já escreveram nas pedras, e até na areia com um graveto, um dia, Anchieta teria escrito. Em geral, os assuntos nos vêm à cabeça porque observamos fenômenos, participamos direta ou indiretamente de fatos, ou ouvimos ou lemos a respeito deles. Em torno disso tudo que nos provoca emoções, o pensamento dá voltas. É muito bom também — se é que escrevemos para que sejamos lidos — saber que fomos lidos. Mas é secundário. Escrever é impulso, é ato compulsivo. Há quem possua na alma um sensor que detona palavras e frases em discursos, telegráficos ou muito longos, que pedem, exigem ser escoados pelas mãos a cada vez que certos estímulos se fazem presentes. É quando escrever se faz preciso, e viver, não. Escrever é como pensar, é algo impossível de ser controlado ou impedido — mas é um pensar vendo o pensamento surgir em símbolos que por todos possam ser compreendidos e nas tintas disponíveis. É desenhar e colorir o pensamento.

Os textos que escrevo são longos, não enlevam, nem divertem. A maioria deles incomoda. Escrevo motivada por um objetivo que não só me transcende como transcende toda minha prole, minha vizinhança, os tempos de meu tempo e do tempo dos meus; e esse objetivo é político por excelência, político em sentido estrito. Por ele, a meu ver, é preciso lutar. E escrever é minha maneira de lutar.

O campo de batalha em que me encontro é o espaço virtual que se abre quando os adversários se deixam mostrar. De minha trincheira os observo — são inimigos não meus, mas de uma causa real e de uma Bandeira real, que herdei, que defendo com a vida e pretendo legar íntegras aos meus. Esses inimigos se deixam mostrar nas palavras que estão nos textos que leio. Eles não são virtuais, são reais, e, como escrever é, de fato, uma forma de lutar, sua ação provoca efeitos reais. Posso ver outras trincheiras relativamente próximas ou afastadas de mim. Se as idéias são munição, a carga que recebo todos os dias é pesada, e o teclado de minha máquina se transforma em gatilho de metralhadora. Meus tiros nem sempre alcançam o alvo, mas têm alvo certo — esse alvo se torna concreto ao serem levantadas e agitadas bandeirolas tingidas de cores diferentes da minha Bandeira em trincheiras fincadas em território nacional que são, assim, por mim também reconhecidas como inimigas. Elas abrigam a falta de consciência de que ou resolvemos o nosso Estado ou seremos aniquilados. Todos nós. Essa ausência de consciência dos reais problemas brasileiros que vejo exposta ao meu redor me ameaça e ameaça fazer que meus objetivos não possam ser alcançados — é, pois, o meu maior inimigo.

Minha retaguarda, não sei bem onde está e não posso apelar por rádio ao seu auxílio — é uma resistência, hipotética talvez, na qual voluntariamente me incluo, da qual não conheço a força, os elementos, a composição e se tem alguma hierarquia. Apenas creio que ela exista e que lute, assim como eu existo e luto, pois não sou qualquer extraterrestre, e devo ter muitos pontos em comum com outras muitas criaturas que vivem neste meu País. É necessário que se amplie e se organize essa resistência. Por vezes, encontro alguns que me parecem estar lutando nessa mesma frente de batalha em que luto. Por vezes, também, chego à conclusão de que me confundi, e de que estamos lutando em guerras diferentes. São as divergências conceituais o que me leva a compreender que assim é. E muitas vezes me sinto como se estivesse só, porque a comunicação é muito difícil e não sei de qualquer organização.

Mesmo assim, prossigo jogando meus textos neste espaço virtual que se abre a tantos debates que possam pretender ser sérios, pouco sérios ou nada sérios. Porque é não desistindo de nossos objetivos que se criarão as condições a que eles se transformem em realidade. Ou possam transformar a realidade. Mas bem sei, meus amigos, que quem não se interessa por aquilo por que luto muito provavelmente não se interessará pelo que escrevo.[2]

2. Por que enfrentar uma guerra e em que guerra lutar?

Debater é livre debater. E debates são combates. Muitos são os que debatem vários assuntos nos ambientes reais e virtuais. Especializados ou não em qualquer que seja o assunto, muitos defendem suas opiniões e suas posições com vigor e procuram convencer todos os demais de que a forma como pensam e agem está correta. Procuram submeter, à força das suas, as idéias do adversário que, em certos casos, inimigo é. Outros tantos se omitem, o que é também uma forma de pensar e agir. Todos “fazem política”, de um jeito ou de outro.

Talvez na área das ciências exatas os debates produzam muitos bons efeitos. E, talvez em outros países, os debates realizados no campo das chamadas ciências humanas e, especificamente, no campo da Política também produzam algum efeito. Nenhum debate, porém, que se tem levantado no campo da Política, seja em âmbito acadêmico ou fora dele, tem produzido qualquer efeito no Brasil.

Meu País se vê fragmentado, debilitado, fragilizado em sua própria consciência. Muitos de nós nos esquecemos de que o Brasil é um País onde vive uma Sociedade reconhecida em todos os âmbitos e todas as instâncias como Nacional, que precisa de um Estado Nacional que a represente e a defenda, que lhe dê voz, que lhe ofereça condições a evoluir como Sociedade ímpar que é, e ofereça condições a que o indivíduo Nacional — que, hoje, é denominado “cidadão” como se, somente agora, justo quando as cores do Estado que lhe garante essa condição desbotam, tivesse ganho de alguém o direito de ser — trate com os demais indivíduos das demais Sociedades Nacionais, em quaisquer circunstâncias, em pé de igualdade.

Nosso idioma, que representava um instrumento de união e nos indicava parâmetros seguros que nos permitiriam elevar o grau de conhecimento da população, foi considerado desimportante em virtude da própria importância que outros idiomas ganharam à custa de propaganda de que ofereciam maiores oportunidades profissionais. Poucos lhe dão atenção e, portanto, poucos são os que se interessam por compreender o que lhes possa ser dito em bom e claro português. Compreender mais ou menos será o bastante. As verdadeiras “lições” a respeito do que “devemos” pensar são dadas em vocabulário restrito, em discursos repletos de termos estranhos, cujo significado é muito simples onde se originaram, mas a nós parecem palavras mágicas que, por si, realizam milagres e com esse significado entram no vernáculo graças à reedição de Ks, Ws e Ys dos quais já nos havíamos inteligentemente livrado. A “nova ortografia” nos é imposta por decreto assinado por quem não conhece plurais sob aplauso dos que não distinguem “população plural” de “massa”, que é singular e, por isso, tudo tanto faz. A escrita se “simplifica” aviltando a fonética e a gramática histórica, da qual já não se ouve falar. O que era gíria passa a ser “linguagem popular”; o que era erro, também. Um saber bacharelesco nos impõe práticas, regras e processos que ferem a doutrina jurídica cultivada em nosso País, e as Faculdades de Direito valorizam a jurisprudência em detrimento dela. E note-se que os novos Juízes e Promotores que permitem fazer-se tal jurisprudência têm a experiência dos verdes anos. O presente resolve ser juiz da história e nos remete a figuras que nenhum valor nacional representam, e é aplaudido por quem não pôde e não mais poderá conhecer a história. A miscigenação, um fato, não uma idéia, já foi um dos fatores consideráveis de identidade nessa Sociedade que dizemos ser nossa. Hoje, a raça (ou etnia, que tem a mesma conotação de raça tanto na teoria como na prática), ideologicamente encarada, é um fator de maior fragmentação.

Não mais entrarei nessas discussões, ou seja, nesses combates. Primeiro, porque não chegaremos a ser coisa alguma se continuarmos a acreditar que não somos o que somos, mas apenas seríamos o que deveríamos ter sido — ou seja, que somos nada e ninguém, pois mesmo esse “deveríamos ter sido” no imaginário de cada um de nós é coisa diferente do que seria para os demais; em seguida, porque se nos consideramos apenas qualquer-coisa-descendentes continuaremos a ser cada vez mais nada e ninguém; depois, porque a maior fragmentação nacional — inclusive sob pretextos racial, histórico e cultural, impondo-nos uma interpretação caolha de que uma parcela da população estaria em eterna dívida para com outra(s) parcela(s) de acordo com suas origens remotas, sua cor ou sua atividade econômica — dá-se apenas como decorrência de tudo aquilo que POR TODOS NÓS não vem sendo levado a sério.

Mas bem que poderia discutir as eleições, por exemplo — as eleições costumam ser levadas a sério. Como discutir eleições e levá-las a sério se não há programas partidários alternativos? Não discuto. Ganhe quem ganhar, o País seguirá seu firme rumo ao nada. Muito menos vou discutir a exigência de uma “ficha limpa” para candidaturas a cargos eletivos “até que qualquer sentença condenatória tenha sido passada em julgado”. Menos ainda vou discutir a probidade das ‘viúvas’ do PT ou do PSDB ou do PV... ou as intenções das vítimas da fé depositada num sociólogo entusiasta da droga livre ou num sindicalista travestido de Messias dos novos tempos mundiais, ou discutir a pertinência das muitas lágrimas de crocodilo que vertem dos seus palanques e de seus artigos de pedante erudição e/ou intempestiva autocrítica.

O único debate que, a meu ver, deveria ser levado a sério hoje seria aquele que se fizesse a respeito de como poderíamos reagir a uma situação política que, se de fato é caótica, é também inerte, é viciada. E não se confunda inerte com imóvel. Esse debate, que não exige especializações, seria sadio, seria útil. Qualquer coisa que se aproxime de um debate de idéias, porém, logo se transforma em um amontoado de frases feitas sem qualquer sentido, nem prático nem teórico, por vezes chamadas de “axiomas”.

Pretender reagir pressupõe que já compreendemos que, unidos, temos — e somos — poder, e sempre teremos — e seremos — poder. E o poder não é qualquer axioma — é um fato. O debate exigiria, portanto, sistematizar pontos que pudessem nos unir e cada vez mais nos unir. Assim seríamos um poder visando a não apenas substituir Governos, mas um poder que visasse a transformar a situação política nacional, e, em sendo ampliado, agisse firmemente no sentido de transformá-la. Evidentemente, esse debate não interessará a todos, e não interessará definitivamente a quem não creia que possamos ser poder, a quem creia que só há poder no Estado e a quem possa crer que só o Estado transformará o Estado. Mas debate nenhum, a não ser esse, terá algum efeito sobre a realidade, porque os demais debates a respeito dos demais temas que amiúde se levantam pressupõem que a realidade apenas seja mutável através da mudança de foco sobre os interesses imediatos. E apenas condenam a mudança da realidade através da mudança das consciências quando a percebem como um fato. São debates mórbidos, e têm como único efeito manter a inércia mórbida que nos destrói.

Oliveiros S. Ferreira, outro entrincheirado, e eu lançamos, há algum tempo, a idéia de formar um grupo de inteligência para que as Instituições Nacionais fossem discutidas. Nada mais premente. Lamentavelmente, a discussão nesse grupo não foi adiante, ou, melhor, esse grupo nem sequer se formou como um grupo. Necessariamente o debate sobre o Estado Nacional retira o foco das questões que a ele mesmo não sejam importantes. E se apenas insistirmos em discutir o que necessariamente estará fora de foco, o debate sobre temas e questões nacionais não existirá. Tal como hoje não existe, nem entre nós poucos, que nos comunicamos através da internet (exatamente porque entre esses poucos tantos são os que se recusam a sustentá-lo), nem em qualquer ponto da Sociedade Nacional. Enquanto isso, o nosso poder, poder real, o poder nacional, põe-se a serviço dos que usurparam o Estado em nosso nome.

3. Pólvora seca, pólvora úmida e combates impossíveis

Em minha área profissional, o assunto a que me dedico, que elegi como adequado às minhas motivações prévias e ao meu posterior empenho, que é constante, é ideologia. E venho tentando colocar em discussão, insistentemente, a questão dos conceitos. Porque ela se faz prévia a que se possa travar qualquer outra discussão minimamente útil, ordenada e objetiva. Discutir conceitos é discutir idéias, não é discutir o nome daquele a quem se atribui um conceito e avaliar, por esse nome, se poderá estar correto ou errado esse conceito.

Se alguém quer saber o que Lula, Dilma, o PT, o PSDB, o FHC, a candidata “verde”, o tal de “Obama Tupiniquim” etc. etc. pensam a respeito de qualquer palavra que usam em seus discursos, que os ouça, e tente juntar coisa com coisa. Nada disso me interessa discutir. Alguém quer saber que idéias tinham Aristóteles, Hobbes, Rousseau, Locke, Kant, Hegel, Marx e outros menos cotados? Que os leia. E leia a respeito da Polis ou dos Estados que eles viam indo por água abaixo em volta deles, em cima deles, embaixo deles — e, por isso, pensaram tanto nisso, tanto contra quanto a favor, e de tantas regras nos abasteceram, algumas delas até hoje muito válidas ao pensamento e à equação do pensamento caso bem as relativizarmos. Se quiser saber que poderia ter induzido Gramsci a pensar em organizar a Sociedade em certo sentido através de determinados métodos, leia Gramsci — mas leia também a respeito de como pensavam e agiam os bolcheviques e, principalmente, de como pensava e agia a Igreja Católica e no que ela representava principalmente no ambiente de miséria do Sul da Itália no início do século passado; os primeiros fixaram os objetivos da “nova esquerda”, e os métodos serão os da segunda, ou seja, os de qualquer “igreja” que se preze: o método tático, o da catequese a conta-gotas com promessas de um Reino de Justiça e Paz como recompensa ao bom comportamento nos moldes em que é pregado. Querendo saber que pensam os que dizem o que pensam através dos meios de comunicação, que são ditos “de informação”, quando falam em “sociedade civil” e em “Estado”, será bastante que leia os jornais e revistas, que ouça rádio, veja televisão. Tal como os outros temas antes enunciados, esses mais não me interessa debater.

Muito menos discutirei se o Brasil deve aproveitar ou não aproveitar a retaliação aos EUA que a OMC lhe permitiu por conta de subsídios dados à cultura do algodão, se o PIB negativo de 2009 foi ou não foi razoável ou qualquer coisa parecida. Eu não discuto isso, nada disso eu discuto. Porque tudo isso já se discute demais, e porque essa é uma discussão tipicamente bizantina, ou seja, sobre o sexo dos anjos, que nenhum sentido tem hoje, nas circunstâncias em que estamos hoje. Se pretendemos discutir algo além das obviedades ululantes, e pretendemos fazer alguma coisa enquanto ainda é tempo, será necessário que superemos tudo o que, como visgo de jaca, não nos permite sair da mesmice.

E será necessário que nos perguntemos, por um momento, pelo menos, que significam tantas coisas que repetimos sem refletir, viciando nosso discurso, impedindo que nosso raciocínio desperte para temas importantes de fato e impedindo que esses temas sejam levantados e/ou aprofundados. Coisas tais como, por exemplo, “hegemonia das classes subalternas” que tanto assusta aqueles todos que se consideram como não participando das tais “classes subalternas”. A começar do conceito de “subalternidade”, considerado no amplo quadro político internacional, passando pelo conceito de “hegemonia” e terminando no conceito de “classe”: quem compõe as “classes subalternas”? os analfabetos? os operários especializados? os sem-terra? os funcionários públicos? E, já que estamos (ou estou eu sozinha) falando em conceitos, esse vício de falar em “classe” política ou “classe” empresarial etc. é também um bocado improdutivo e complica muita coisa. Nada disso é “classe”, no adequado conceito da palavra “classe”, embora possam os indivíduos ser classificados de um jeito ou de outro, e também, via de regra, possam ser bem desclassificados. Na “classe” empresarial, que não seria subalterna, estariam incluídas as ME? Na “classe” política, que também não seria subalterna, estariam incluídos os “militares”? Quem mais? Se os militares poderão ser considerados como incluídos “por extensão” na “classe” política, como terá sido possível excluí-los da política?

Para compreender a importância que as palavras mal ditas têm sobre qualquer discussão política e por que elas seriam mal ditas (ou malditas) ou não seriam, é preciso emprestar a essas palavras um sentido inequívoco, ou seja, é preciso conhecer e respeitar conceitos. E também elaborar e afinar conceitos, aproveitando ou não aqueles com que já contamos. Daí mais um grande e bom motivo para começarmos a querer entender que é exatamente a “Sociedade Civil” e como esse conceito poderia nos ser útil para começarmos a entender uma série de outros fenômenos e fatos na Sociedade Nacional. 
E começarmos a querer entender que significa ser um Estado; para que não confundamos o nosso Estado com outra coisa qualquer e não imaginemos que ele possa continuar sendo um Estado sendo um não-Estado; para que não o confundamos com os chamados estados dessa nossa República Federativa que alguns já consideram centralizada demais. Caso contrário, estaremos usando pólvora úmida, ou pólvora seca, e todo combate será um falso combate.

4. Desintoxicando a união

4.1. As funções e as instituições - Já que o tema “Instituições Nacionais” é demasiadamente amplo, a discussão que imagino útil — desde, é claro, que sejam adequados os conceitos — poderia começar, talvez, pela Política Externa Brasileira. A de hoje. Porque dedicar-se a conseguir um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas nada vem representando a um Estado cujos Governos fazem da Política de Estado um instrumento da política eleitoral.

Em artigo recente, Pedro Leitão da Cunha[3] examina o Programa do PT também recentemente aprovado, e se demonstra temeroso de que venhamos a ter “sindicalistas, próceres políticos, teólogos socialistas, cabos eleitorais, ‘coronéis’ regionalistas e ex-guerrilheiros” como Conselheiros de Política Externa. E argumenta que “para o sucesso da diplomacia brasileira é necessária uma cristalina cadeia de comando, onde o presidente, assessorado pelos conselheiros que possa convocar, desenvolva a política externa, concedendo ao chanceler a missão de executá-la sem interferência espúria”. Embora seja isso exatamente o que o Governo de Lula da Silva faça, o Presidente e seus assessores o fazem muito mal feito. Mas a importância do artigo citado é que, afirmando que “a intromissão de outras instâncias de poder e influência entre o chefe do Executivo e o Itamaraty apenas servirá para diluir a clareza dos objetivos e a eficácia de sua implementação”, ele contribui bastante com nos trazer à tona (na discussão que, se houvesse... mas não há): 1. a idéia precisa de função política; 2. a idéia de que a função política que cabe à Diplomacia não corresponde a blefes, cartas na manga, tomar o chazinho das 5 com biscoitos, e aperfeiçoar-se em lero-lero em vários idiomas, mas, sim, corresponde apenas a dedicar-se com inteligência a Políticas Estratégicas — que são as Políticas de Estado. Bem, consola-nos saber que já há, e já não sem tempo, quem comece a desconfiar e a não gostar de que o Itamaraty esteja sobrevivendo sob as mesmas condições que levaram as FFAA à breca. Já é um avanço considerável! Eu acho.

Ao lado da Diplomacia, consideremos as FFAA. Ninguém excluiu “militar” brasileiro algum de “processo político” algum. Os “militares” participam ativamente do processo político. Uns tantos deles foram cooptados, o que permitiu que “novos” militares fossem formados e surgissem na cena política nacional. Como cooptados foram também uns tantos Ministros do Itamaraty, permitindo que o Curso oferecido no Instituto Rio Branco oferecesse às consciências dos candidatos a Ministro tantas facilidades ao desmonte do Estado brasileiro e os relegasse a potenciais candidatos à função de “grão-mascates”, a nobrezada tal “brasilidade”. Seria bom e saudável, de vez em quando, que nos lembrássemos de que nenhum regime socialista abre mão do poder militar ou de um bom corpo diplomático. E de que existe algo denominado cooptação e de que cooptação é um conceito que corresponde a um fato. E esse fato não nasceu do catecismo de Gramsci — ele é bem mais idoso. E depende exclusivamente da consciência e da moral de quem é cooptado. Etc. etc. e tal.

Na discussão sobre as FFAA, destaca-se em importância o que se refere à sua reestruturação. Porque ela já foi aprovada na Câmara dos Deputados como “uma grande conquista para reduzir a violência, o crime organizado e aumentar o combate às drogas e ao tráfico de armas” conforme declarou o deputado Raul Jungmann[4]. Porque o PNDH3[6],  está aí, e, com esse Programa, “as polícias deixam de ser forças auxiliares das Forças Armadas, passando a ser forças da reserva, mas não diretamente a elas subordinadas e sim a um Sistema Nacional de Segurança Pública orientada pela União”, conforme lembra Ives Gandra Martins[5], jurista que se queixa de que a “centralização fere ... o pacto federativo das polícias estaduais”. E que mais nos diz? Que “dois regimes diferentes, autônomos e independentes” são criados, o que permite que “no máximo” as forças policiais sejam “forças de reserva das Forças Armadas, em caso de conflito externo”. Assim, “sua direção ficará a cargo de um sistema centralizado, o que fere a autonomia federativa dos estados, ao subordiná-los a um controle superior da União” e, por outro lado as Forças Armadas se vêem “reduzidas ao combate de eventual inimigo externo, pois, nas crises internas, o Sistema Nacional de Segurança Pública – aliás, com um contingente de pessoas muito maior que o das Forças Armadas – terminará por agir, sob a direção da União”.

Eis aí um bom começo de discussão.

Muito bem: ninguém está de acordo com o PNDH3 nem eu. E nem a grande nem a pequena Imprensa estão de acordo. Assim, até mesmo quem não o leu estará. Mas, no que se refere às FFAA, o que há para criticar, tanto nesse Programa quanto na Lei e na Ordem vigente, não é que as Polícias Militares devam exercer o papel de Polícia e que as FFAA se encarreguem de garantir o Estado Nacional contra ameaças externas e não exerçam funções de Polícia. Nem há que se criticar um controle da União sobre as unidades federadas. Essas unidades hoje federadas, que não se federaram, mas, sim, o Estado Nacional federou em 1891, não são e nunca foram unidades soberanas. Muito menos se critique a criação de um Sistema Nacional de Segurança Pública, que permita que, quando a Polícia de um Governador falhe em sua função, possa ser socorrida por este Sistema para que o Estado Nacional (a União) volte à estabilidade.

Federação ou não Federação, as FFAA apenas estão constitucionalmente para garantir a Lei e a Ordem do Estado Nacional, não a ordem de cada uma das unidades da União federativa e a paz dos Governadores. E apenas deverão intervir — e as palavras são essas mesmas: deverão intervir, fazer intervenção — nas Polícias estaduais, militares e civis, a cada vez que essas Polícias falharem. E apenas quando falharem. Nesse caso, as FFAA deverão estar no Comando da situação, não em Comando paralelo ou agindo, elas sim, as FFAA, como forças auxiliares das Polícias dos Governadores. O que há para criticar no Sistema Nacional de Segurança Pública é, pois, que esse Sistema seja concebido como estando em nível de poder paralelo e não subordinado, em cadeia hierárquica, aos Comandos das FFAA; melhor dizendo: que esse Sistema não seja concebido como um “subsistema” vinculado a um Sistema Geral de Segurança e Defesa do Estado Nacional.

Para isso deve existir um Comando Militar Superior ao qual as FFAA se reportem, não cada Comando de cada Força estando subordinado a um Ministério Civil — porque assuntos de Segurança e Defesa do Estado, mesmo que os de Segurança Pública não o sejam, são assuntos militares por excelência, e exigem militares no Comando. E porque só um Estado Maior das FFAA é capaz de bem comandar Comandos militares. Porque o Estado não se sente ameaçado pela ocorrência de qualquer foco de tumulto civil em parte alguma de seu território: a Lei e a Ordem do Estado Nacional não se encontram sob ameaça quando há tumultos nas ruas de qualquer Município — encontram-se ameaçadas apenas se e quando o volume do tumulto for tal que as Policias Militares não logram contê-lo, e se e quando houver ameaça de contágio às demais unidades federadas. E nenhuma das Forças militares precisaria de qualquer Unidade especificamente dedicada à manutenção da ordem pública, como hoje tem o Exército em Campinas-SP. Porque a ação em presença das FFAA somente deve ser requerida quando o problema que requer solução é da alçada específica das FFAA. E da alçada das FFAA é a Defesa e a Segurança do Estado Nacional contra ameaças, externas ou internas, nenhuma outra defesa ou segurança.

Uma intervenção eventual do Sistema Nacional de Segurança Pública sob o comando das FFAA sobre as Polícias, causada por sua inépcia ou insuficiência para resolver pequenos conflitos civis, não interferiria na autoridade — que não se confunde com “autonomia” — dos Governadores que continuariam cuidando de suas tarefas especificamente administrativas; e se deveria restringir ao tempo exato necessário para que a Ordem e a Lei do Estado Nacional, o nosso único Soberano, assim como a organização das forças policiais se vissem recuperadas. Seria exatamente este o caso de uma intervenção que se fizesse para que se recuperassem os territórios urbanos tomados pelo narcotráfico, por exemplo. Porque o território do narcotráfico é um território de administração autônoma e supranacional. É, portanto, invasão do território nacional. Aliás, pensando bem, todos os focos que ameaçam a nossa soberania estão e se organizam em territórios das unidades federadas. Que fizeram seus Governos para combatê-los? Esse é, pois, um problema de Estado, ou seja, da União.

E, meus amigos, pensem bem: se as PMs, que “ultrapassam em três vezes os efetivos das Forças Armadas” (no seu conjunto, no conjunto das unidades federadas) estivessem em desacordo com PNDH-3, “apenas um plano programático, como o é o Decreto nº 7.037/09, que o veiculou”, ter-se-iam elas mobilizado e agido sob Comando das FFAA, caso estas estivessem também em desacordo com o PNDH3, e nada disso seria possível ao Governo posto em Brasília executar. Acrescente-se ao raciocínio que as Polícias Militares e as FFAA são poder e estão no Estado.

Ou discutimos conceitos para poder começar a discutir qualquer outra coisa, ou nada discutiremos. Mas poderemos chegar aos tapas discutindo apenas o nada. Porque não dá para discutir quantos canhões temos para enfrentar a força do poder do Governo (que não se confunde com a do Estado) e enfrentar a força daqueles que apenas desejam assumir o Governo, de preferência sem aquele detalhe incômodo para alguns, ridículo para outros, que tanto lhes estorva a liberdade de movimentos, detalhe esse que é o Estado... E não há candidatos preocupados com o Estado para que pudéssemos discutir a organização de seus eventuais Governos, caso fossem eleitos. E discutir só vale a pena se o objetivo da discussão for organizar o Estado, ou seja, se for discutir o Estado, e discutir o Poder. O resto é o resto.

4.2. Os processos e o poder - Processos são processos. São desencadeados e, caso não sejam interrompidos, prosseguirão se desenvolvendo como processos. Porque são processos. Quaisquer processos.

O processo capaz de criar um Estado Nacional, que é desencadeado por um grupo político denominado Nação, é um processo político. E só um processo político é capaz de criar um Estado Nacional. Mesmo os Estados nascidos artificialmente, através de acordos de terceiros, apenas se comportam como um Estado Nacional caso esse grupo político, a ele prévio ou que em seu interior se crie por força das circunstâncias, tenha interesse em que isso aconteça. O protocolo jurídico exigido para que um Estado se forme — a Constituição — é apenas um protocolo jurídico. Não substitui o processo nem o fato políticos. O protocolo jurídico exigido pelo Direito Internacional — o reconhecimento expresso do Estado que surge pelos demais Estados, para que ele tenha voz entre seus pares — é também mero protocolo jurídico. A ausência dele não elimina a existência do Estado, que apenas poderá ser eliminado pela ação militar impetrada contra sua existência. Assim, o Direito apenas “legaliza” a existência do Estado. Da mesma forma como “legaliza” pretensões e fatos; da mesma forma como a Lei e os códigos jurídicos internos ao Estado surgem como fato para que um fato político qualquer, já defendido ou já praticado por um grupo político que tenha poder e o considere justo, seja consagrado e imposto como norma e, como norma jurídica, deva ser acatado inclusive pelos que com esse fato político estejam em desacordo. Isso é fato. Os princípios jurídicos, assim, não são todos eles princípios de Justiça. Leis, portanto, inclusive a chamada Lei Maior, a Constituição do Estado, são protocolos decorrentes de acordos políticos, que se adaptam aos processos políticos desencadeados por grupos políticos. Da mesma forma são protocolos as chamadas “leis internacionais”.

O que chamamos de Estado Brasileiro é um fato e não está “em processo de” desorganização. Ele está absolutamente desorganizado, e periga deixar de ser um Estado Nacional faz tempo. E isso não se deu em virtude de qualquer interferência marxista, de qualquer herança portuguesa, de qualquer maldade da Geografia que nos colocou abaixo da linha do Equador ou coisa que os valha. O Estado está assim desorganizado porque nós deixamos que ele assim ficasse, porque não nos preocupamos com ele. Porque vimos nele, como muitos ainda hoje vêem, um inimigo. Porque não o reconhecemos como parte visceral de nós mesmos. E, preocupados com minudências, ou com quem disse ou diz o certo ou o errado desde quando o mundo se fez até hoje, em cima de um palanque, continuamos a não nos preocupar com ele — ou continuamos a ajudar a destruí-lo, fazendo coisa nenhuma para que ele se corrija.

De nada vale, portanto, discutir o que a mídia diz ou não diz, o que Gramsci disse ou deixou de dizer, o que os Militares, os Juízes, os Congressistas fazem ou deixam de fazer, o que Lula, Amorim, Garcia, Dilma, Serra, Fernando Henrique, Gabeira, Sarkozy, Chávez, Fidel, os chineses, os norte-americanos et caterva pensam e querem ou não querem. O que deveríamos estar discutindo é por que aceitamos a idéia dita "democrática" de que todos devemos estar submissos a todo e qualquer indivíduo que tenha sido ou venha algum dia a ser eleito, e a toda e qualquer patranha. E a forma de reverter e erradicar um processo autodestrutivo que não remonta às nossas origens, mas tampouco nasceu ontem — já é um bocado antigo.

Assim como processo é processo, poder também é poder. Se o poder estivesse apenas e exclusivamente no Estado, e na Sociedade não houvesse qualquer poder, nem ao absolutismo teríamos chegado até hoje, quem dirá à Revolução Francesa. Aliás, nem à Inglesa teríamos chegado, nem ao Estado Português, nem...

Mas quem quer poder precisa saber de antemão que fazer com ele. É preciso, portanto, saber que faremos se e quando, algum dia, o poder de Estado nos chegar às mãos — o que se fará, em se fazendo, por certo, por obra e graça do Espírito Santo, já que nenhum de nós se preocupa com como fazer que isso aconteça. Aliás, nem nos preocupamos com fazer de nós um “nós” de fato. E nós, que ainda não conseguimos ser um “nós de fato”, haveríamos de querer o poder para quê?

Para “nós”, pouco deveria importar o que é esta “sociedade civil” que se coloca nos bate-papos sobre a conjuntura. Assim como pouco importa o conceito de Estado usado nesses bate-papos. Ele corresponde ao um Estado Nacional Soberano? Não. Então não corresponde a um Estado de fato. Pois “Sociedade Civil” usada de forma errada também não corresponde ao que seja Sociedade Civil. E é exclusivamente com o conceito que corresponde ao fato social que deveremos trabalhar a realidade.

A discussão sobre "conceitos" está, portanto, perfeitamente adequada à conjuntura, ainda que não se faça em parte alguma — e ainda que não se deva fazer exclusivamente no meio acadêmico — para que procuremos bem compreender e bem utilizar as palavras, pois, e muitos concordam com isso, elas dizem!

5. Uma conclusão (precipitada?) e uma interrogação

Há quem fale em política. E há quem afirme e reafirme que “os militares”, por estarem afastados do Congresso e porque ganham tão pouco, estão sendo excluídos da política. Eu não digo dos “militares” – eu digo das FFAA; e digo da Diplomacia; e digo do Poder — eu falo da Grande Política. A Diplomacia, entregue às baratas, empresta seu nome a um Departamento de Propaganda e Vendas deste nosso “estabelecimento”. As FFAA, que deveriam encarnar a defesa contra ameaças ao Estado, são destinadas, com PNDH1-2-3 ou sem qualquer PNDH, a garantir a redução da violência e do crime organizado e a reforçar o combate às drogas e ao tráfico de armas, que são assuntos de Polícia ou, incluamos, tudo bem, deveriam dar emprego a Assistentes Sociais; e a proteger essas leis e essa ordem e as instituições dessa coisa que está aí que alguns concordam com chamar de Estado. Se assim é, nada mais a fazer com elas ou por elas. Estão para nada; ou para o que estão. Há quem peça tanques nas ruas. Eu observo a Sociedade Civil e sua articulação. Há quem diga do que aprontam o PT, o PSDB, o DEM, o PV, a OAB, a ABI etc. etc. e do que pretendem aprontar. Eu insisto na importância do Estado. Há quem insista no poder de reza braba. Eu continuo insistindo em que é possível levar ao Congresso a importância do Estado.

Luto, mas não me iludo. E o conjunto de textos que venho jogando na internet faz já algum tempo talvez nada mais seja que a crônica de uma morte anunciada — que me perdoe García Marquez o plágio do título de seu livro que nada tem a ver com essa história toda e que foi publicado em 1981, ano em que assistíamos às explosões no Riocentro e à 1ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (CONCLAT), entre outros acontecimentos que os precederam, sucederam e entremearam bastante significativos da crise geral que se havia instalado no Estado. Crise que, no campo ideológico, apenas se agravou. E vem sendo assistida como se assiste um campeonato de times de várzea.
Pouco a pouco, o Estado Nacional Brasileiro vai desaparecendo do mapa, assim como já desapareceu da maioria das consciências brasileiras. Não será o primeiro Estado a desaparecer. Nem será o último. Ele desaparecerá por absoluta falta de moral, não de ética — ética é uma outra coisa a ser discutida em outra discussão. Desaparecerá por falta de moral, de saber, de querer e de coragem de querer e de saber dos brasileiros todos. Será empurrado ao túmulo por absoluta ausência de consciência e vontade políticas que, na conjuntura, confundem-se facilmente com falta de decoro cívico. E 200 milhões de consciências e vontades mal formadas em ação jogarão sobre ele, sem qualquer cerimônia, sem Bandeira a meio-pau ou toque de clarim, um igual número de pás de cal. Assim há de chegar o dia em que nos sobrará apenas discutir as eleições municipais.

Isso nos trará algum alívio e alguma alegria?


[1] Vânia L. Cintra é socióloga, com especialização em docência do ensino superior (PUCCAMP), mestrado em Integração da América Latina (USP) e doutorado em Relações Internacionais.
[2] O que, neste texto, foi dito “à guisa de prólogo” seriaadequado, nessas mesmas ou em outras palavras, a introduzir o conteúdo de um sítio virtual que, por motivos técnicos, ainda não está no ar. Mas logo estará. Eserá “minha trincheira”.
[4] CÃMARA APROVA PROJETO QUE REESTRUTURA AS FORÇAS ARMADAShttp://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u704655.shtml
[5] FORÇAS ARMADAS E PNDH-3 –Em diferentes blogues (publicação original não encontrada), e em
http://www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/politica/154572-forcas-armadas-e-pndh-3.html
[6] PNDH – Programa Nacional de Direitos Humanos. Busca ser, em tese, uma adaptação, à realidade nacional, do que foi determinado na Conferência Mundial de Direitos Humanos (Viena -1993), estandoo Brasil na Presidênciado Comitê de Redação. O 1º PNDH foi lançado durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso. Recebeu duas outras versões nossucessivos Governos de Lula da Silva. A atual 3ª versão do Programa — o PNDH-3 — é um Decreto presidencial contendo diretrizes que deverão ser transformadas em Projetos de Lei. Aprofunda, com ligeiras alterações na redação, o que jápropunha a primeira versão, e inclui a reavaliação do papel dos indivíduos na história do País. Tratade inúmeros temas polêmicos diluídos em expressões não só ambíguas como vazias de conteúdo, cuja interpretação se vincula às tendências e ao humor do Governo, tais como “controle democrático”, “controle social”, “práticas contrárias aos direitos humanos”, “apuração e esclarecimento público de violações de direitos” etc. Entre os temas polêmicos estão a eliminação de tradições religiosas, a condescendência com determinadas práticas “de gênero”, procedimentos para-judiciais que visem à solução de conflitos fundiários provocados por invasões em áreas rurais e urbanas, controle dos meios de comunicação etc.http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".