Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cada Supremo tem o Lula que merece

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR JOSÉ MARIA E SILVA | 08 JUNHO 2012
ARTIGOS - DIREITO

Os ministros do Supremo Tribunal Federal — especialmente Gilmar Mendes — precisam tomar cuidado com Lula da Silva, o Zumbi do Planalto, que não desencarna da Presidência. No confronto entre o palanque e a toga, o palanque sempre vence.

São as próprias fragilidades do Judiciário que lhe abrem o flanco para os ataques que sofre.

Ao fazer a apologia de Sócrates, Platão afirma que “o juiz não é nomeado pa­ra fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”. Essa afirmação do filósofo grego contraria o pensamento dominante no Brasil da Era Lula, em que a lei é oprimida por uma esquizofrênica bipolaridade jurídica: ora é vista como um obstáculo à realização da justiça, ora é tratada como um manifesto revolucionário dos injustiçados. Uma coisa não contradiz  a outra e, frequentemente, os que acusam as leis vigentes de não serem capazes de fazer justiça são os mesmos que escrevem leis utópicas na esperança de erradicar o mal do mundo.

Essa tendência, que remonta ao direito ibérico de Portugal e Espanha, tornou-se hegemônica com o totalitarismo ideológico que a esquerda exerce nas universidades, subjugando até as faculdades de direito, outrora consideradas baraços e cutelos do Estado capitalista. Dois episódios recentes da República comprovam esse fenômeno: de um lado, a Comissão de Juristas instituída pelo Senado Federal, que pretende submeter o destino da nação à vontade tortuosa das minorias de proveta; de outro lado, a  contenda entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhou as manchetes dos jornais.

A Comissão de Juristas do Senado é uma espécie de grêmio livre jurídico, que tenta impor à nação todas as teses supostamente progressistas da esquerda, começando pela criminalização da “homofobia”, a ficção gay que já virou ditadura legal. E, pode não parecer, mas essa comissão é apenas uma das muitas facetas do danoso protagonismo jurídico por que passa o Brasil, do qual a reação do ministro Gilmar Mendes à pressão do ex-presidente Lula da Silva (para que seja adiado o julgamento do mensalão) é apenas o sintoma atual — ainda que não menos recorrente na história do Brasil.

A pressão do Executivo sobre o Judiciário é uma caraterística basilar da República brasileira, que nasceu de um golpe e se consolidou com o arbítrio — a ditadura do Estado Novo, protagonizada pelo presidente civil Getúlio Vargas, mas sustentada por militares, pois não existe ditadura sem o concurso das armas. Ao pressionar ministros do Supremo para que eles não julguem o caso do mensalão neste ano, visando proteger seus companheiros de partido, Lula retoma uma danosa tradição brasileira que remete aos primórdios da República, com a ditadura de Floriano Peixoto, e ainda age desbragadamente, como um velho coronel da Primeira República. Nunca antes na história deste país, um político conseguiu ser tão reacionário no justo instante em que proclama revoluções por minuto, como faz Lula.

Retrocesso republicano

O Supremo Tribunal Federal já começou mal. Ele foi idealizado pela mente democrática do imperador Dom Pedro II, mas acabou sendo instalado sob o tacão da caserna, numa República militarizada. Em julho de 1889, meses antes de ser deposto, o imperador designou Salvador de Mendonça (1841-1913) e Lafayette Rodrigues Pereira para cumprirem uma missão oficial nos Estados Unidos, e lhes recomendou: “Estudem com todo cuidado a organização do Supremo Tribunal de Justiça de Washington. Creio que nas funções da Corte Suprema está o segredo do bom funcionamento da Constituição norte-americana”.

Dom Pedro II disse mais aos dois interlocutores antes de despachá-los para Washington: “Entre nós as coisas não vão bem, e parece-me que se pudéssemos criar aqui um tribunal igual ao norte-americano, e transferir para ele as atribuições do Poder Moderador da nossa Constituição, ficaria esta bem melhor”. Entretanto, quatro meses depois, Dom Pedro II foi deposto. Lafayette Pereira, que tinha sido republicano quando mais jovem, manteve-se fiel ao governo monárquico e se recusou a permanecer no posto diplomático sob a República. Já Salvador de Mendonça foi um entusiasta do novo regime e atuou decisivamente para que Washington reconhecesse o novo governo.

Mas não foi exatamente uma traição à monarquia deposta. Salvador de Mendonça já era um propagandista da República desde a juventude e foi convidado por Dom Pedro II para integrar o governo monárquico, porque essa era uma prática recorrente do imperador. Nesse ponto, o imperador era muito mais democrático do que Lula da Silva e, mesmo encarnando o poder divino que todo monarca representa, não se deixava confundir com o Estado brasileiro, como faz o petista mesmo fora do poder. Os republicanos se faziam representar no gabinete do governo imperial, sem precisar abdicar do seu credo, como foi o caso de Salvador de Mendonça. Nesse aspecto a tentativa de aparelhamento do Estado por parte do PT é um retrocesso não só em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas até em relação a Dom Pedro II.

Por isso, a pressão que Lula tenta exercer sobre os ministros do Supremo — segundo os diversos relatos de Gilmar Mendes à imprensa — se assemelha ao poder discricionário com que o ditador Floriano Peixoto desrespeitava a Constituição e seus intérpretes, governando mediante a decretação, por diversas vezes, do estado de sítio, sob o pretexto de que precisava enfrentar a Revolta da Armada e a Revolução Federalista. No início de 1892, por exemplo, Floriano Peixoto não cumpriu os habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal beneficiando presos políticos acusados de conspirar contra o governo. Num desses atos de desobediência chegou a enviar mensagem ao STF alegando erro dos ministros da Corte na concessão do benefício.

Imoralidade da retórica

Mas a harmônica divisão de poderes da República idealizada por Montesquieu não chega a ser perfeita em lugar nenhum do mundo. Em sua obra inacabada “História do Supremo Tribunal Federal”, em quatro tomos, que abrange do nascimento do STF em 1891 até 1963, a jurista Leda Boechat Rodrigues, afirma que o Supremo Tribunal Federal “enfrentou dias difíceis desde o seu segundo ano de existência” e observa que os constituintes de 1891 procuraram definir expressamente sua competência constitucional, “alertados pela experiência americana de interferência dos Poderes Executivo e Legislativo nos trabalhos da Corte Suprema, através do aumento e diminuição de seus juízes e da maior ou menor extensão de sua competência — especialmente no período de Reconstrução que se seguiu à Guerra Civil”.

A diferença em relação ao Brasil é que, aqui, as pressões políticas sobre o Supremo ocorrem durante todo o tempo, mesmo porque o país há mais de século não vivencia guerras, salvo as batalhas políticas localizadas em torno dos governos estaduais durante a Primeira República, como o bombardeio de Manaus, durante 10 horas, por tropas do Exército e da Marinha, em 8 de outubro de 1910, e o bombardeio de Sal­vador, por parte do Exército, em 10 de janeiro de 1912, que reduziu a cinzas a Biblioteca Pública Estadual da Bahia e atingiu vários edifícios próximos, inclusive o Palácio do Governo. Esses entreveros resultavam quase sempre da tentativa da Justiça Federal de fazer cumprir determinadas decisões que davam ganho de causa a uma das facções estaduais em disputa, descontentando a outra e provocando a intervenção federal.

Rui Barbosa, no alvorecer da República, já se preocupava com a fragilidade do Judiciário brasileiro e, certa feita, alertou num discurso:

“Se a política não recuar diante desta casa sagrada, em torno da qual marulha furiosa desde o seu começo; se os governos não se compenetrarem que na vossa independência [do Supremo] consiste a sua maior força, a grande força do princípio da autoridade civil; se os homens de Estado não se convencerem de que o que se passa aqui dentro é inviolável como os mistérios do culto; se os partidos não cessarem de considerar inocentes e impenetráveis sob os tênues véus dos artifícios políticos as suas conspirações contra a consciência judiciária, ai de nós! Porque em verdade vos digo, não haverá quem nos salve. O sino da liberdade não terá de dobrar sobre o sepulcro dos juízes, mas sobre o ignominioso trespasse da Re­pública, contra a qual, nas mãos da nação revoltada pela falta de justiça, se levantarão as pedras das ruas.”

Essas palavras foram pronunciadas por Rui Barbosa em 26 de março de 1898, um sábado, ao impetrar um habeas corpus no Supremo Tribunal Fe­deral. Como se antecipasse a prolixidade de Lula e Fidel Castro, seu discurso tinha 84 laudas e durou das 13h30 às 16h50, arrastando-se por 3 horas e 20 minutos. Esse detalhe aparentemente desimportante é revelador do caráter da Justiça brasileira. E, pode não parecer, mas ele também está na raiz dos R$ 15 milhões cobrados pelo advogado Márcio Tho­maz Bastos para defender o bicheiro Carlos Cachoeira.

O que pode haver de tão importante na defesa de um determinado réu que sejam necessárias 84 laudas para ser dito, como parecia acreditar Rui Barbosa? Essa doentia obsessão do nosso maior jurista pela prolixidade é reveladora do principal traço de caráter do direito brasileiro — a retórica patológica de seu DNA lusitano. É essa retórica que corrompe a Justiça. Que crime neste mundo gera um custo material e intelectual para sua defesa capaz de exigir honorários de R$ 15 milhões de reais? Eis uma atividade cujo lucro supera proporcionalmente o de qualquer tubarão das finanças no mundo em qualquer tempo. E esse lucro é facilitado pelo cipoal de leis inúteis, que não buscam fazer justiça, mas enganá-la.

Descompromisso com a nação

É óbvio que o direito, assim como o jornalismo, tem como alicerce a palavra e guarda semelhanças com a literatura. Há uma incontornável dimensão metalinguística nessas atividades, o que torna inevitável o concurso da retórica quando de seu pleno exercício. Mas a eloquência deve bordar as imagens, com precisão e sobriedade, para exprimir ideias — ou vai se perder nas lantejoulas da retórica que sufoca o entendimento. Como ensina o padre Antonio Vieira, no célebre tratado poético que é o “Sermão da Se­xagésima”, “o pregar há-de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja”. Ele recomenda que o sermão (e podemos acrescentar: qualquer texto) deve ser ordenado como as estrelas, pois nelas “o rústico acha documentos para sua lavoura e o mareante para sua navegação e o matemático para as suas observações e para os seus juízos”. Portanto, conclui Vieira, “o estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito que entender os que sabem”.

Infelizmente, o direito brasileiro — e, por consequência, as leis que produz — seguiu o caminho oposto ao indicado por aquele grande gênio da língua portuguesa. Toda a Justiça brasileira se assenta na retórica e sufoca a vida da nação em palavras vãs. Se no tempo de Rui Barbosa as sessões do Supremo eram tertúlias literárias, com as metáforas sufocando a lógica, hoje, elas se tornaram tertúlias acadêmicas, em que a linguagem bizantina da ciência universitária, adotada pela maioria dos ministros, finge ser conhecimento, quando não passa de vaidade. E a lógica, a verdade, o compromisso com a nação (que não se confunde com populismo) continuam tão esquecidos quanto sempre foram.

Sim, são as próprias fragilidades do Judiciário que lhe abrem o flanco para os ataques que sofre. Foi o que se viu, por exemplo, com a Revolução de 30, quando os tenentes vitoriosos chegaram ao poder e, no dizer do ministro Pires e Albuquerque, resolveram exercitar o “humaníssimo sentimento de vingança”, voltando-se contra o STF que lhes negara habeas corpus quando estavam sendo perseguidos pelo governo nas revoltas de 1922, 1924 e 1927. Em 18 de fevereiro de 1931, o governo provisório liderado por Getúlio Vargas diminuiu os vencimentos dos ministros do STF e demitiu seis deles. O pretexto para a demissão era a doença de alguns e a aposentadoria de outros.
Em relação à maioria dos ministros, não era verdade, mas havia um caso de ministro quase completamente surdo, o presidente da Corte, Godofredo Cunha, que precisava de dois auxiliares para ajudá-lo a entender o que diziam os demais. Tanto que um de seus colegas, o ministro Edmundo Lins, segundo nota de uma revista jurídica da época, atribuiu “à surdez do presidente equívocos lamentáveis de Sua Excelência”.

Mais sintomático da fragilidade do Judiciário brasileiro foi o caso do ministro Hermenegildo Barros, que redigiu e pronunciou um longo protesto contra a aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo determinada por Vargas. “Nenhum ministro, digno da investidura, poder-se-á considerar garantido na situação em que se encontra, presentemente, o Supremo Tribunal Federal, que não tem, não pode ter independência e viverá exclusivamente da magnanimidade do Governo Provisório”. E disse mais: “Pela minha parte, declaro que não tenho honra nenhuma em fazer parte deste Tribunal, assim desprestigiado, vilipendiado, humilhado, e é com vexame e constrangimento que ocupo esta cadeira de espinhos, para a qual estarão voltadas as vistas dos assistentes, na dúvida de que aqui esteja um juiz capaz de cumprir com o seu dever”.

Zumbi do Planalto


A exemplo do que ocorre hoje com Gilmar Mendes, o desabafo público de Hermenegildo Barros dividiu opiniões: enquanto parte da imprensa elogiava sua coragem, os jornais governistas o criticavam. O “Diário de Notícias” de São Paulo, em sua edição de 26 de fevereiro de 1931, elogiou suas “palavras de fogo”, afirmando que se tratava da “figura de um grande magistrado, de raras tradições de independência e cultura, que se ergue, fraco, contra o arbítrio, que o pode fulminar também, mas enormemente forte pelo desassombro e a justiça de seu gesto”.

A resposta do Executivo veio através do ministro da Justiça, Oswaldo Aranha, que, numa reportagem do jornal “O Globo”, revelou que estava sendo solicitada ao governo a nomeação de um genro de Hermenegildo Barros e que o pedido fora feito não só por um amigo do ministro (posteriormente identificado como Afrânio de Mello Franco, que integrava o governo Vargas), mas também por outros interessados (que, se soube depois, eram a mulher e a filha do próprio ministro do Supremo). O pedido de emprego, segundo Oswaldo Aranha, foi negado, pois o governo não contratava parentes de autoridades do Executivo ou do Judiciário.

Como o ministro Hermenegildo Barros negou que tivesse pedido emprego para o genro, a polêmica continuou nos jornais e Oswaldo Aranha voltou à carga revelando que “não lhe causara surpresa o protesto do Sr. Hermenegildo Barros, pois, depois de ter recusado o recebimento de vencimentos elevados pelo Congresso, foi recebê-los no Tesouro, não somente 8 contos do exercício, mas 54 contos de exercícios findos, sem que tivesse sido aberto pelo Congresso o crédito especial para esse fim”. Como se vê, o polêmico recebimento de gordas remunerações extras pelos magistrados brasileiros é um mal que acompanha historicamente os tribunais. E o Executivo sempre soube explorar essas fragilidades do Judiciário.

Por isso, os ministros do Supremo Tribunal Federal — especialmente Gilmar Mendes — precisam tomar cuidado com Lula da Silva, o Zumbi do Planalto, que não desencarna da Presidência. No confronto entre o palanque e a toga, o palanque sempre vence. Ainda mais no Brasil, em que a magistratura não goza de nenhuma simpatia da população, e Lula, seu principal antagonista, foi canonizado em vida — graças ao apoio das universidades, à covardia da oposição e, também, ao populismo jurídico que Gilmar Mendes tanto condena, mas também pratica. Seu enfrentamento público com Lula, por exemplo, ainda que represente uma vitória momentânea, com o recuo do ex-presidente, desgasta ainda mais o Supremo e expõe os ministros.

Lula inimputável

O próprio Gilmar Mendes já se expôs além da conta. Começando pelo fato de que não devia comparecer à casa de Nelson Jobim (outro boquirroto, que confessou ter fraudado a Constituição), sabendo que Lula lá estava. Se durante seus dois mandatos Lula se beneficiou da omissão de todas as instituições e abastardou o Brasil como e quanto quis, o que podem fazer contra ele, agora, quando não passa de um idoso doente e sem mandato? Se Lula já era inimputável quando chefiava o Executivo, e nessa condição só podia fazer o que a lei mandava, mais inimputável se torna agora, em que, como cidadão comum, só não pode fazer o que a lei proíbe. É claro que a lei proíbe qualquer um de atrapalhar a Justiça, mas como o ministro Gilmar Mendes poderá provar que Lula tentou pressioná-lo, a não ser que lhe tivesse dado voz de prisão na própria casa de Jobim? É a palavra de Gilmar contra o silêncio de Lula — o que só prejudica o ministro.

Prova disso é que Gilmar Mendes deu uma desastrada declaração ao blog “Rádio do Moreno”, do jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal “O Globo”. Segundo ele, o ministro informou que entrará com uma ação na Procuradoria-Geral da República “pedindo o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para o financiar blogs que atacam as instituições”. Disse Gilmar: “É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições”.
Começando pela expressão “blogueiros sujos”, foi desastrosa a declaração do ministro, o que só ajuda Lula e o PT.

Quem chama os jornalistas Luiz Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch, entre outros, de “blogueiros sujos” é o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista “Veja” — o que é compreensível, pois se trata de uma polêmica entre colegas de profissão. Mas uma autoridade constituída jamais pode valer-se dessa linguagem vulgar, como se fosse mero ombudsman de jornal alheio e não um ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo silêncio já é uma advertência, pois sua palavra é sempre uma sentença, mesmo quando imagina que seja uma opinião.

É claro que é indesejável o governo patrocinar blogs de partido disfarçados de imprensa livre, como são os blogs citados pelo ministro. Mas se Gilmar Mendes considera que eles estão atacando as instituições e seus representantes, que ingresse na Justiça pedindo reparação por danos morais. O que não convém é o próprio ministro procurar membros do governo para exigir que se ponha fim ao patrocínio oficial desses blogs, como se fosse papel do Supremo fazer o trabalho do Tribunal de Contas ou dos partidos de oposição com assento no Legislativo.

Já que o ministro Gilmar Mendes é tão zeloso com sua honra, a ponto de esquecer que é ministro e descer à condição de cozinheiro, digo, jornalista, por que ele não pediu o impedimento do seu colega Joaquim Barbosa, que, em plena sessão do Supremo Tribunal Federal, com transmissão ao vivo pela TV, o acusou de ter “capangas” em sua fazenda no Mato Grosso, num evidente caso de calúnia so­mado ao preconceito contra os mato-grossenses? Brigas públicas do gênero têm sido uma constante no Supremo, inclusive as que envolveram recentemente Joaquim Bar­bosa e Cezar Peluso.
E já que é para um ministro do Supremo se comportar como  ombudsman do mundo, por que Gilmar Mendes não encontrou uma maneira legal de pressionar o presidente do STJ, Ari Pargendler, que agrediu verbalmente, humilhou e demitiu um estagiário negro do tribunal, apenas porque o rapaz estava na fila de um caixa eletrônico, atrás do ministro, que se sentiu no direito escorraçá-lo feito um cachorro, num caso evidente de quebra de decoro, que talvez devesse render ao ministro a perda do cargo vitalício e bem pago? Para que serve o Conselho Nacional de Justiça, se mantém silêncio diante desse provável atentado aos direitos humanos, preferindo realizar mutirões carcerários em defesa dos direitos de latrocidas e estupradores?

Como se vê, não é fácil defender o Judiciário brasileiro (o que, aliás, já fiz em muitos artigos), pois o Executivo co­nhe­ce seus pontos fracos e sabe explorá-los como ninguém. E, quanto mais o Ju­diciário insistir em seu protagonismo, mais ficará a mercê dos predadores de instituições.
Infelizmente, cada Supremo tem o Lula que merece.

Publicado no Jornal Opção, de Goiânia.
José Maria e Silva é sociólogo e jornalista.

An American Carol: “exemplo” de uma aula de doutrinação esquerdista

 

LUCIANO AYAN

Essa é uma cena do filme “An American Carol”, que satiriza Michael Moore.

Antes, algumas retificações.

O termo “liberal” é utilizado nos Estados Unidos para definir os esquerdistas.

E aos 1:03 a legenda traz um erro de tradução. Na verdade, o que os professores de esquerda cantam é “tenha certeza de não rezar…”.

De resto, dá para notar como não é muito difícil ridicularizar a esquerda americana. Na verdade, é fácil ridicularizar QUALQUER esquerdista.

Mensalão e a parada gay

 

Publicado em 11/06/2012 por nivaldocordeiro

A duas notícias mais importantes de hoje são o refluxo de público da para gay, que ocorreu ontem, e a entrevista de Marcio Thomas Bastos, ex ministro da Justiça, no site do Uol. O refluxo da parada gay eu já esperava e se nota pela ausência dos principais postulantes ao cargo de prefeito neste ano. Deixou de ser celeiro de votos para ser fonte de perda de apoio popular. Márcio Thomas Bastos se fez portador de queixa do partido governante contra a imprensa livre. Bom sinal. O partido governante não tem como calar a imprensa livre. O PT fica assim mais longe de suas pretensões totalitárias.

A palavra-gatilho

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 08 JUNHO 2012
ARTIGOS - CULTURA

Se você é treinado para ter sempre as mesmas reações diante das mesmas palavras, acaba enxergando somente o que é capaz de dizer, e dificilmente consegue pensar diferente do que os donos do vocabulário o mandaram pensar.

Em artigo anterior, mencionei alguns termos da "língua de pau" que domina hoje o debate público no Brasil, inclusive e sobretudo entre intelectuais que teriam como obrigação primeira analisar a linguagem usual, libertando-a do poder hipnótico dos chavões e restaurando o trânsito normal entre língua, percepção e realidade.

Mas estou longe de pensar que os chavões são inúteis. Para o demagogo e charlatão, eles servem para despertar na plateia, por força do mero automatismo semântico decorrente do uso repetitivo, as emoções e reações desejadas. Para o estudioso, são a pedra de toque para distinguir entre o discurso da demagogia e o discurso do conhecimento. Sem essa distinção, qualquer análise científica da sociedade e da política seria impossível.

A linguagem dos chavões caracteriza-se por três traços inconfundíveis:

1) Aposta no efeito emocional imediato das palavras, contornando o exame dos objetos e experiências correspondentes.

2)   Procura dar a impressão de que as palavras são um traslado direto da realidade, escamoteando a história de como seus significados presentes se formaram pelo uso repetido, expressão de preferências e escolhas humanas. Confundindo propositadamente palavras e coisas, o agente político dissimula sua própria ação e induz a plateia a crer que decide livremente com base numa visão direta da realidade.

3)  Confere a autoridade de verdades absolutas a afirmações que, na melhor das hipóteses, têm uma validade relativa.

Um exemplo é o uso que os nazistas faziam do termo "raça". É um conceito complexo e ambíguo, onde se misturam elementos de anatomia, de antropologia física, de genética, de etnologia, de geografia humana, de política e até de religião.

A eficácia do termo na propaganda dependia precisamente de que esses elementos permanecessem mesclados e indistintos, formando uma síntese confusa capaz de evocar um sentimento de identidade grupal. Eis por que a Gestapo mandou apreender o livro de Eric Voegelin, História da Ideia de Raça (1933), um estudo científico sem qualquer apelo político: para funcionar como símbolo motivador da união nacional, o termo tinha de aparecer como a tradução imediata de uma realidade visível, não como aquilo que realmente era – o produto histórico de uma longa acumulação de pressupostos altamente questionáveis.

Do mesmo modo, o termo "fascismo", que cientificamente compreendido se aplica com bastante propriedade a muitos governos esquerdistas do Terceiro Mundo (v. A. James Gregor, The Ideology of Fascism, 1969, eInterpretations of Fascism, 1997), é usado pela esquerda como rótulo infamante para denegrir ideias tão estranhas ao fascismo como a liberdade de mercado, o anti-abortismo ou o ódio popular ao Mensalão.

Certa vez, num debate, ouvi um ilustre professor da USP exclamar "liberalismo é fascismo!". Gentilmente pedi que a criatura citasse um exemplo – unzinho só – de governo fascista que não praticasse um rígido controle estatal da economia. Não veio nenhum, é claro. A palavra "fascismo", na boca do distinto, não era o signo de uma ideia ou coisa: era uma palavra-gatilho, fabricada para despertar reações automáticas.

Deveria ser evidente à primeira vista que os termos usados no debate político e cultural raramente denotam coisas, objetos do mundo exterior, mas sim um amálgama de conjecturas, expectativas e preferências humanas; que, portanto, nenhum deles tem qualquer significado além do feixe de contradições e dificuldades que encerra, através das quais, e só através das quais, chegam a designar algo do mundo real. Você pode saber o que é um gato simplesmente olhando para um gato, mas "democracia", "liberdade", "direitos humanos", "igualdade", "reacionário", "preconceito", "discriminação", "extremismo" etc. são entidades que só existem na confrontação dialética de ideias, valores e atitudes. Quem quer que use essas palavras dando a impressão de que refletem realidades imediatas, não problemáticas, reconhecíveis à primeira vista, é um demagogo e charlatão.

Aquele que assim escreve ou fala não quer despertar em você a consciência de como as coisas se passam, mas apenas uma reação emocional favorável à pessoa dele, ao partido dele, aos interesses dele. É um traficante de entorpecentes posando de intelectual e professor.

A frequência com que as palavras-gatilho são usadas no debate nacional como símbolos de premissas autoprobantes, valores inquestionáveis e critérios infalíveis do certo e do errado já mostra que o mero conceito da atividade intelectual responsável desapareceu do horizonte mental das nossas "classes falantes", sendo substituído por sua caricatura publicitária e demagógica.

Como chegamos a esse estado de coisas? Investigá-lo é trabalhoso, mas não substancialmente complicado. É só rastrear o processo da "ocupação de espaços" na mídia, no ensino e nas instituições de cultura, que foi, pelo uso obsessivamente repetitivo de chavões, uniformizando a linguagem dos debates públicos e imantando de valores positivos ou negativos, atraentes ou repulsivos, um certo repertório de palavras que então passaram a ser utilizadas como gatilhos de reações automatizadas, uniformes, completamente predizíveis.

Se você é treinado para ter sempre as mesmas reações diante das mesmas palavras, acaba enxergando somente o que é capaz de dizer, e dificilmente consegue pensar diferente do que os donos do vocabulário o mandaram pensar.

Esse foi um dos principais mecanismos pelos quais a festiva "democratização" do Brasil acabou extinguindo, na prática, a possibilidade de qualquer debate substantivo sobre o que quer que seja.

Atenção! Reaja a Favor da Vida! Vote Aqui Contra a Aprovação do anteprojeto do Novo Código Penal Brasileiro

 

IPCO

13, maio, 2012

Você teria coragem de sacrificar um filho por que ele não nasceu perfeito?

Caso algum familiar seu estivesse num hospital em coma, você teria a frieza de pedir para o matarem, desligando os aparelhos que o alimentam e mantêm vivo?

O anteprojeto do Novo Código Penal Brasileiro, que está em fase final de elaboração, deve ser entregue até maio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Ele deve criar uma comissão especial de senadores para discutir o assunto e para que a proposta comece a tramitar na forma de um projeto de lei. Se for aprovado, o aborto e a eutanásia terão as penas criminais atenuadas.

OU SEJA, ESTÃO PRIORIZANDO A CULTURA DA MORTE!

Assine Aqui a Petição ao Presidente do Senado Contra a Aprovação da Reforma do Código Penal e apoie a vida!

Parece mentira, mas querem infringir o direito à vida num documento que deveria acima de tudo zelar por ela.

Grupos feministas a favor da legalização do aborto estão forçando a aprovação desse anteprojeto. Isso fere completamente a moral. É um crime à vida…

…perderam um tempo precioso analisando a morte de
inocentes, ao invés de propor soluções para que a vida seja sempre prioridade.

Por que não desburocratizar a adoção?

Ou ainda… por que não criar casas de apoio a gestantes em situações de risco?

É porque o anteprojeto faz parte de um conjunto de medidas para tentar, de qualquer maneira, impor o assassinato de inocentes no Brasil.

Em maio essas alterações irão para discussão no Senado e, até lá, se você participar, o senador José Sarney já terá recebido milhares de petições contra o anteprojeto do Novo Código Penal.

Mas ele só receberá milhares de petições se você nos ajudar a divulgá-la

Assine aqui e depois convide seus amigos a fazer o mesmo!

Inscreva-se para o Painel RioMENOS20

 

IPCO

6, junho, 2012

Neste mês de junho, vai acontecer no Rio de Janeiro, a Rio + 20, uma Conferência das Nações Unidas para tratar do desenvolvimento sustentável no mundo. Este evento acontece 20 anos após a Eco 92, você se lembra dela?

Na ocasião da Eco 92, o professor Plinio Corrêa de Oliveira fez algumas observações que de tão atuais, nem parecem que se passaram 20 anos.

“A reunião de chefes de Estado foi um primeiro passo para a constituição de uma autoridade ecológica mundial, sob a qual todas as nações se apagariam para ir formando um só magma universal”.

E disso, resultaria o pior dos pesadelos, segundo Plinio Corrêa de Oliveira:

“Nas reuniões das ONGs pairava a concepção de que todas as religiões se equivalem. Ser católico, budista, bramanista, adorador do sol, tudo é a mesma coisa. É o ecumenismo mais radical, numerosas vezes condenado pela Santa Sé”.

Com estas preocupações em mente, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vai promover no dia 21 de junho, o painel:

RioMENOS20

DENÚNCIA: O que os jornais não irão publicar sobre a Rio+20

Mitos e verdades sobre o desenvolvimento sustentável

Faça agora sua inscrição!

Os painelistas serão:

- Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança: Denúncia, análise e crítica às resoluções ambientais impostas no Brasil, violando nossa soberania.

- José Carlos Sepulveda da Fonseca: Analista Político do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, falará sobre o que acreditam e planejam os que apoiam a Rio+20.

- Jornalista Nelson Barreto: As consequências do novo Código Florestal Brasileiro, a verdadeira ameaça ambiental que paira sobre o Brasil.

Não deixe de participar. Clique aqui para se inscrever sem nenhum custo.

Convide pessoas que tenham interesse pelo tema.

Idosos fogem da Holanda com medo da “eutanásia não solicitada”

 

IPCO

6, junho, 2012

A eutanásia não desejada virou o pesadelo dos holandeses

Se o leitor estiver fazendo turismo na Holanda com algum parente idoso ou doente e este passar mal, tome cuidado na hora de chamar uma ambulância: se discar o número errado, poderá receber a visita de uma “ambulância da morte”, encarregada de “eutanasiar” idosos ou doentes.

A eutanásia não desejada virou o pesadelo dos holandeses, informou a rádio oficial alemã Deustche Welle. Muitos procuram novo asilo na cidade alemã de Bocholt, perto da fronteira, temerosos de serem mortos contra a própria vontade.

Na Alemanha, a eutanásia não por enquanto é oficial. Os nazistas a praticaram em larga escala contra deficientes físicos e mentais, e em outras pessoas que eles consideravam indignas de viver. Mas esta lembrança não atrapalha os adeptos da“Cultura da Morte”, nem na Holanda nem no Brasil.

Nazismo, fascismo, etc. são meros slogans dos cultores da morte na hora de tentarem impor leis e regulamentos cristianofóbicos que o próprio Hitler teria assinado.

Ocupada pelos nazistas, a Holanda aplicou as regras que eles lhe impuseram. Isso não a impediu de se tornar pioneira de medidas liberais, inimagináveis na maior parte do mundo, como a legalização das drogas, prostituição, aborto e eutanásia.

O povo holandês foi o primeiro a adotar o criminoso “direito à morte abreviada e assistida por médicos”. Mas o medo da eutanásia é grande entre muitos holandeses idosos.

Segundo a Universidade de Göttingen, 41% dos sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda foram a pedido da família, que queria liberar-se do “incômodo velho”. 14% das vítimas estavam totalmente conscientes na hora em que foram liquidadas.

Os médicos – ou frios exterminadores – escreveram que em 60% dos casos a eutanásia se justificava legalmente, por falta de perspectiva de melhora dos pacientes. Em 32% dos casos, eles alegaram incapacidade dos familiares para lidar com a situação.

A eutanásia ativa mata anualmente quatro mil pessoas na Holanda.

De acordo com Eugen Brysch, presidente do Movimento Alemão Hospice, a liberalidade da lei deixa os médicos de mãos livres para praticá-la de acordo com a sua própria interpretação do texto legal.

Resultado: há grande perda de confiança dos idosos holandeses na medicina nacional, levando-os a procurar mais os médicos alemães. É o que afirma Inge Kunz, da associação alemã Omega, voltada para a assistência de pacientes terminais e de suas respectivas famílias.

A lei determina que a eutanásia só pode ser permitida por uma comissão constituída por um jurista, um especialista em ética e um médico. Cinicamente, na prática a realidade é outra, conforme a citada análise da Universidade de Göttingen.

Esta é uma realidade a ser vista muito seriamente no Brasil, onde se quer inocular certa “principiologia” em inúmeras reformas legais. Desconhecida dos brasileiros, essa“principiologia” deixa via livre para aplicações legais iguais ou mais terríveis das que estão em curso na Holanda.

A Marcha do Vadio, ou: Soneto do novo Calígula

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 10 JUNHO 2012

ARTIGOS – HUMOR

O imperador devasso ressuscita no Brasil e faz o maior sucesso.

Pelado e altivo, sairei pelas praças
Com meu peru à mostra, ereto e duro,
E mandarei marcar com ferro em brasa
Quem nele veja algo de feio e impuro.

Do alto dos templos tocarei punheta
E por força de lei será proibido
Conjeturar que há nisso troça ou treta
Ou coisa de maluco pervertido.

Mostrar o pau em público é um direito,
O cume da moral e da beleza,
Ao qual ninguém pode negar respeito.

Sou o novo paradigma, pois tarado
É quem sente conforme a natureza
Em vez de ceder tudo à moda e ao Estado.

Redução de danos para aborto ilegal: mais uma investida pró-aborto do governo

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR JORGE FERRAZ | 09 JUNHO 2012

ARTIGOS - GOVERNO DO PT

As atuais políticas de redução de danos não fazem sentido. Acho que nunca conheci alguém que fosse defensor entusiasta delas e, ao mesmo tempo, não nutrisse uma simpatia mal-disfarçada pela prática cujos “danos”, supostamente, se está querendo minimizar. Na teoria, tais políticas deveriam servir para minimizar os impactos de uma prática nociva enquanto se trabalha diligentemente por sua erradicação; na prática, elas servem para anestesiar as consciências e acostumar as pessoas (e o orçamento público) a determinadas atitudes pouco aceitas pela sociedade enquanto se planeja (e se executa) a sua inserção social.

E a coisa se reveste de uma particular perversidade quando alguém propõe políticas de redução de dano para o aborto. A notícia já provocou reações bastantes fortes internet afora. À guisa de exemplo, trago duas.

Primeiro, o Reinaldo Azevedo, dizendo que o Ministério da Saúde estuda forma oblíqua de legalizar e patrocinar o aborto. Destaco: "Dilma era favorável à legalização do aborto. Disse isso mais de uma vez. Declarou ter mudado de opinião quando se fez candidata. [...] Eleita, Dilma nomeou para o Ministério das Mulheres uma abortista fanática e aborteira confessa e mantém o tema como agenda permanente do governo, embora escolha sempre um caminho oblíquo".

Depois, este excelente editorial da Gazeta do Povo sobre o assunto. Excerto: "A população brasileira não quer o aborto livre – fato demonstrado por inúmeras pesquisas. Todas as tentativas de legalizar a prática foram, até o momento, barradas pelo Congresso Nacional. É lamentável que, na contramão do desejo dos cidadãos e da garantia do direito fundamental à vida, o governo federal siga insistindo em maneiras de contornar a legislação e permitir a eliminação indiscriminada de inocentes".

Não se trata, por óbvio, de socorrer as mulheres que tenham complicações por conta de abortos clandestinos já consumados. É óbvio que não é este o objetivo destas novas políticas, uma vez que jamais passou pela cabeça de ninguém defender que se negue assistência médica às mulheres que chegam aos hospitais após saírem das clínicas dos aborteiros. O objetivo orquestrado aqui (e na questão do aborto dos anencéfalos, dos embriões humanos destruídos em pesquisas, em “normas técnicas” de atenção humanizada ao abortamento, na alquimia jurídica transmutando um crime em um dever do Estado, na nomeação de abortistas escancarados para postos-chave da administração pública, no anteprojeto de reforma do Código Penal, etc., etc.) é claramente a implantação do aborto no Brasil à revelia da população.

Sim, porque a população brasileira é majoritariamente contrária ao aborto, como lembrou recentemente a Dra. Lenise Garcia. E esta ubiqüidade subreptícia da agenda abortista no Brasil só revela o quanto o nosso atual governo está pouco se lixando para os anseios da população brasileira, ao menos tempo em que trabalha com afinco para honrar os compromissos abortistas assumidos com entidades e organismos internacionais.

Jorge Ferraz edita o Deus lo Vult!.

Lula confirma que portadores da síndrome de Deus são muito parecidos com um Napoleão de hospício

 

AUGUSTO NUNES

10/06/2012 às 19:34 \ Direto ao Ponto

 

A arrogância do chefe da seita e a docilidade do rebanho reafirmam que a mais notável diferença entre um Napoleão de hospício e um líder político portador da síndrome de Deus está na reação das testemunhas confrontadas com surtos de grosso calibre: enquanto os enfermeiros providenciam a camisa-de-força e um sossega-leão, os devotos batem palmas e berram amém. A história informa que foi sempre assim. Assim tem sido com Lula e seus seguidores.

Depois da vitória de Dilma Rousseff em 2010, o maior dos governantes desde Tomé de Souza botou na cabeça que é mesmo onipresente, onisciente e onipotente. Quem transforma um neurônio solitário em presidente do Brasil pode fazer o que quiser, deduziu o mestre e concordaram os discípulos. Poderia, por exemplo, tornar-se o primeiro secretário-geral da ONU que não sabe falar sequer a língua do país onde nasceu. Ou ganhar o Prêmio Nobel da Paz com o apoio militante dos aiatolás atômicos e dos genocidas africanos.

Mas primeiro deveria livrar São Paulo do jugo dos tucanos, decidiu o intuitivo incomparável ao deixar a Presidência. Para pavimentar o caminho que levaria Antonio Palocci ao Palácio dos Bandeirantes, ordenou à sucessora que garantisse ao estuprador de sigilo bancário uma escala na Casa Civil. O plano infalível não durou seis meses. A descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio escancarou as patifarias do consultor de araque, o reincidente acabou despejado do Planalto e hoje usa o direito de ir e vir para driblar camburões na planície.

O fiasco aconselhou o articulador genial a esquecer por uns tempos o governo paulista, mas não lhe reduziu a autoconfiança, nem a ansiedade pela anexação do território paulista aos seus domínios. Convencido de que quem elegeu um poste de terninho nem precisa suar em palanques para eleger um poste com topete, comunicou ao PT que o prefeito de São Paulo seria Fernando Haddad. Ele cuidaria pessoalmente de domar os recalcitrantes, silenciar os descontentes, alegrar os amuados, renovar o contrato com a base alugada e, de quebra, consolidar uma surpreendente parceria com o PSDB de Gilberto Kassab.

Deu tudo errado. Prematuramente aposentada pelo dono do partido, Marta Suplicy continua fora da campanha de Haddad. O PMDB lançou a candidatura de Gabriel Chalita. O PR e o PP avisaram que o acerto nacional não se estende aos municípios e se juntaram à coligação liderada pelo PSDB de José Serra. Kassab fechou exemplarmente a procissão de adversidades. Antes de reatar o noivado com Serra, apareceu numa festa do PT como convidado de honra e caprichou na piscadela para Dilma Rousseff. O SuperMacunaíma que passa a perna em todo mundo foi ostensivamente tapeado por Gilberto Kassab.

Lula achou que decidiria a disputa em São Paulo com meia dúzia de comícios. Neste junho, enquanto tenta submeter os interesses do PT à vontade do governador pernambucano Eduardo Campos, para celebrar um acordo com o PSB que amplie o espaço de Haddad no horário eleitoral, o campeão das urnas anda pedindo votos para o afilhado até em festa de batizado. Mergulhados na mudez dos nascidos para obedecer, os devotos contabilizam sem queixas os estragos causados por outros dois surtos do homem que mesmo depois do câncer insiste em confundir-se com Deus.

Um deles resultou na primeira CPI da história parida pelo próprio governo. Concebida para decretar a morte política de inimigos goianos, a CPI da Vingança também atrairia atenções até então monopolizadas pelo julgamento dos mensaleiros. Mais um fiasco. Sem a CPI do Cachoeira, Demóstenes Torres e Marconi Perillo dificilmente sobreviveriam às bandalheiras reveladas pela Polícia Federal. Graças ao que se transformou na CPI da Delta, ambos deverão afundar abraçados a Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz, Fernando Cavendish e ao resto do bando enlaçado pelo polvo administrado por Fernando Cavendish. O segundo surto fez Lula acreditar que quem nomeia oito ministros vira presidente de honra do Supremo Tribunal Federal, com direito a antecipar ou adiar julgamentos e, em casos de alta periculosidade, fixar o resultado da votação.

Para não atrapalhar a campanha do PT, entendeu que o julgamento do mensalão deveria ocorrer só em 2013. Ordenou ao revisor Ricardo Lewandowski que retardasse a conclusão do relatório. Ordenou a Dias Toffoli que ignorasse os muitos motivos para declarar-se sob suspeição e votasse a favor dos culpados. Já começava a comemorar o sucesso da sequência de achaques quando o país ficou sabendo do que houve no desastroso encontro com Gilmar Mendes. Graças ao lobista trapalhão, o STF recuperou a agilidade. Lewandowski foi informado de que precisa terminar o serviço ainda neste mês. O julgamento vai começar em 1° de agosto. Até o fim de setembro, uma cadeia nacional de rádio e TV transmitirá ao vivo esse Big Brother Brasil da Bandidagem. Lula merecia ser convidado para apresentá-lo.

Em 2010, colérico com as críticas formuladas por Fernando Henrique Cardoso, o cacique incapaz de aceitar o convívio dos contrários avisou que, assim que deixasse o cargo, ensinaria ao antecessor como deve comportar-se um ex-presidente da República. De lá para cá, FHC manteve a postura digna de sempre. Lula está cada vez mais parecido com José Sarney e Fernando Collor.

Dr. Carbone, Pres. da Ong Brazil No Corrupt em SP, vai defender o blogueiro Ricardo Gama no processo contra Dep. Cidinha Campos

 

Pelo FACEBOOK

por Ong Mãos Limpas, sexta, 8 de Junho de 2012 às 06:37

CONVOCAÇÃO: Todos que apóiam e gostam do trabalho feito pelo blogueiro Ricardo Gama, aOng Brazil No Corrupt pede a todos que compareçam na audiência do dia 14/06/2012, às 13:30 horas, no 9º Juizado Especial Criminal da Barra da Tijuca, Av. Luiz Carlos Prestes s/nº - 1º andar. Para apoiá-lo e fazer pressão contra a atitude descabida da Dep. Cidinha Campos.

PRESSÃO PELO TWITTER

Façam pressão, pedindo a Dep. @cidinhacampos que desista da ação, pois o blogueiro @ricardo_gama agora tem advogado renomado, @drangelocarbone, Pres. da Ong Brazil No Corrupt em SP.

Jairo Filipe sai cagando regras, mesmo que tenha mais responsabilidades por abortos irrestritos do que pensa ter

 

LUCIANO AYAN

Segue um nova rodada do embate entre eu (Luciano Ayan) e Jairo Filipe, do blog Arquivo Reaccionário.

Noto que tendo se esgotado o arsenal argumentativo dele, restam a Jairo apelações como repetir “atenção, gente, notem que ele é alguém que diz que ‘não está nem aí’ para os bebês”, tentando jogar com a emoção da platéia. Deixarei para, no momento adequado, explicar o motivo da expressão “não estou nem aí”.

O último texto dele em oposição aos meus argumento é “Luciano Ayan, o mentiroso”.

Vamos, como diria Jack, o Estripador, por partes:

Não quero saber se a vida humana passar a ter o valor de uma pedra. A legalização do esquartejamento e matança de bebés não me incomoda e quero o direito à eutanásia. Sou um poderoso inimigo da Esquerda porque defendo o livre-mercado e impostos baixos…

Acima, é uma tentativa de se parodiar meus textos. Entretanto, ele ainda não entendeu que eu jamais afirmei ser um inimigo da esquerda por defender livre-mercado e impostos baixos. Na verdade, sou um inimigo da esquerda por defender o ceticismo em relação à religião política, e portanto o ceticismo em relação ao homem. Isso implica em suspeitar do ser humano quando este alega ter “causas nobres”, “criação do mundo justo” e coisas do tipo. Também implica em suspeitar do ser humano quando este diz que só poderá levar a frente suas implementações quando tiver o poder em mãos, seja em um estado inchado como em uma ditadura do proletariado. Nota-se que o início do texto de Jairo não é nada promissor…

Basta imaginar alguém que se beneficie mentindo sem ser apanhado, para a dita “explicação científica da valorização da verdade” ser refutada. Essa explicação também serviria para explicar a valorização da mentira. Se o que interessa é a SOBREVIVÊNCIA, então o darwinista Luciano Ayan não pode negar que a mentira tem valor igual ao da verdade. Aliás, é impossível um darwinista defender qualquer coisa como o melhor para sobreviver é… Tudo depende das circunstâncias e dos indivíduos. Por exemplo, uma tribo que use mentiras para enganar e obter vantagem sobre uma tribo rival.

Aqui novamente ele se perde, como não poderia deixar de ser. Em uma investigação técnica (não necessariamente darwinista), é verdade que uma tribo que use mentiras e o logro para ludibriar uma tribo rival leve vantagem, mas ao mesmo tempo a tese darwinista não faz juízos de valor a respeito do uso ou não da verdade em termos de aptidão evolutiva, pois a mesma característica de apreço pela verdade continuaria existindo nos habitantes das duas tribos.

O que o darwinismo explica é como esses componentes foram úteis ao longo do tempo para a espécie humana, e como eles foram selecionados através do tempo.

Quando ele usa a expressão “se o que interessa é sobrevivência”, novamente faz um erro de conceito gravíssimo. Na verdade, falamos em sobrevivência de uma espécie sobre a outra, de um grupo sobre outro, de um indivíduo sobre outro e daí por diante. O darwinismo, ao invés de visões mais dogmáticas como as de Dawkins ou E.O. Wilson, é visto na perspectiva multi-nível.

Ora, se alguém é capaz de sacrificar sua vida para salvar alguém que está morrendo, esse pode ser o exemplo de uma característica (“alto altruísmo”) benéfica para a sobrevivência da espécie humana. Ao mesmo tempo, se alguém é capaz de sacrificar sua vida por um dogma, sendo no caso a aceitação de valores fundamentais mesmo que estes o levem para a pena de morte, essa é uma característica a ser estudada do ponto de vista darwinista.

Quando ele diz “Basta imaginar alguém que se beneficie mentindo sem ser apanhado, para a dita “explicação científica da valorização da verdade” ser refutada”, isso não tem a menor lógica, pois isso só provaria que a capacidade de ludibriar, assim como de dizer a verdade, é inerente à espécie humana.

O erro de Jairo é achar que os componentes existentes na espécie humana são auto excludentes, portanto se alguém é capaz de dizer mentira, não pode dizer verdade, ou se alguém é capaz de ser predador, não pode ser empático.

Isso é coisa que fica engraçada em filmes do Jim Carrey (aproveitando a deixa dele ter usado uma imagem do ator), mas não cai bem em um debate sério.

Portanto, se Jairo quer convencer a platéia de que “O Luciano tem uma explicação para a busca da verdade do ponto de vista darwinista, portanto não deve ser confiável, creiam em mim, não creiam nele”, que fique claro que isso é um truque que não funcionará por aqui.

Eu não disse que o Luciano estava excluído de escrever, argumentar ou o que valha. Apenas conclui que, em função dele ter dito que o ser humano é nada mais que um animal predador, essas suas actividades teriam de ser interpretadas como a manifestação de um animal lutando pelos seus interesses particulares, e não NECESSARIAMENTE interessadas ou focadas na verdade.

Talvez por não gostar de minha análise darwinista, o Jairo não tenha mais lido este blog. Acontece. Mas isso não justifica erro tão grotesco como o acima, pois essa é uma objeção que este blog já tratou extensivamente.

Enfim, vamos lá, de novo, e de forma bem didática: não importa se você crê em Deus, ou se não crê, não importa se você crê no darwinismo ou não, o que importa é: “seus argumentos passam em um crivo cético ou não passam”. É possível que não passem mesmo que você se declare o crente religioso mais fiel que existe.

O que Jairo tenta é um self-selling baratíssimo, ao tentar dizer que o oponente dele, ao reconhecer que é não mais que um animal predador (como o são todos os demais humanos), não é “confiável”, fazendo um apelo à platéia. É exatamente para desmascarar truques deste tipo (tão comuns aos esquerdistas em geral) que este blog foi criado.

Jairo provavelmente se acostumou a ganhar debates em que implementava um rótulo no oponente e a partir daí não precisava mais argumentar. Mas este truque é exatamente o que é investigado aqui.

Abaixo, ele tenta distorcer minhas citações sobre empatia, fingindo que eu a usei como “apelo emocional”.

Invoca a sua “empatia” para justificar esses abortos.

Mentira deslavada. Na verdade, eu não citei a empatia (que não rotulei como “minha”, mas da espécie humana no geral, a não ser os psicopatas) como justificativa para aborto, mas como justificativa para NÃO QUERER abortos ocorridos em estágios avançados de gravidez. Quer dizer, tal qual visto em minhas investigações contra os esquerdistas, Jairo tira TOTALMENTE minha frase do contexto e atribui a ela um significado que nem de longe eu pensei para então criticar esse significado.

Isso, logo de cara, já refuta a idéia de que ele “é mais confiável, pois se acha mais que um animal predator, e realmente crê na busca da verdade, me comprem”. Pois é, deu para notar por que ele se importa tanto em “se vender” antes de começar o debate.

Mais abaixo:

-Ele disse ser a favor do aborto (em algumas circunstâncias.)
-Ele confessou não ter um bom argumento a favor do aborto.
-Ele define-se como nada mais que um animal predador.

A minha conclusão: um animal predador não precisa NECESSARIAMENTE de argumentos, nem de verdade, para ser a favor de algo. Basta que esse algo lhe seja particularmente útil para sobreviver. Se o Luciano não entende o que significa NADA MAIS QUE, isso não torna a minha conclusão numa falácia.

Lá vamos nós de novo ter que ensinar um pouco sobre ceticismo para este rapaz. Não importa se eu “preciso ou não de argumentos”, o que importa é se eu trago argumentos bons ou não trago, se eu digo mentiras ou não digo, se eu uso fraudes ou não uso.

Jairo está, assim como a cadelinha manca que já citei, provavelmente tão acostumado a receber elogios de seus adeptos pelo uso do self-selling que quer ganhar a contenda antes do duelo de argumentos começar.

Aliás, eu já ganhei um bom argumento para o aborto nos estágios preliminares da gravidez, como bem lembrado pelo leitor Leo: “Alonzo Fyfe defende que os desejos são as únicas razões para agir. Grosso modo, no caso do aborto, a partir do momento que o feto passa a ter desejos (como desejo de viver, aversão à dor, etc..) o aborto é imoral por frustrar esses desejos. Os desejos do feto, quando existem, são as razões reais para não se abortar. “

Pronto. Gostei deste argumento.

E quem disse o contrário? De facto, podemos constatar que a mentira pode ser útil. É verdade. Pode. E se alguém se define como nada mais que um animal predador, também podemos concluir que para essa pessoa obter vantagens e prejudicar outros com mentiras não é um problema moral, mas um mecanismo de sobrevivência útil e permitido. Esse tipo de pessoas, que assumem ser animais predadores, não são de confiança. É óbvio. Nem preciso fazer qualquer juízo de valor moral.

Tradução: “Ei, platéia, o Luciano é darwinista, e se define como nada mais que um animal predador, mas eu sou muito mais que um animal predador. Ele acha portanto que obter vantagens e prejudicar os outros não é um problema moral, mas eu não acho, portanto não quero obter vantagens e prejudicar os outros. Eles, que assumem ser animais predadores, não são de confiança. Eu assumo que não sou, portanto sou de confiança. Me compre”.

É com este tipo de palhaçada acima que o Jairo quer vencer debates. Notem que até o momento:

  1. Foi feito um estudo de como surgiu a busca pela verdade na espécie humana (ele tomou como se eu tivesse falado de vontades individuais, tomadas em nível racional)
  2. Neste momento, eu reconheci como surgiu o apreço do ser humano em observar a verdade praticada por outros (ele maquiou isso para dizer que era o surgimento da decisão racional de dizer uma verdade)
  3. Ele passa a usar o truque de dizer “quem defende essas idéias científicas, gente boa não é”
  4. Ele diz algo que pode ser traduzido como “Eu sou contra essas idéias, sou gente boa, me compre”

Mas, de novo, somente para evitar confusões, repito. A constatação de que o ser humano não é nada mais que um animal predador (e o fato de ser empático, valorizar a verdade vista nos outros e demais atributos não diminuem esse instinto preador) é uma constatação sobre a espécie humana, não sobre indivíduos em particular. Jairo tenta iludir a platéia fingindo que eu disse que essas são constatações sobre indivíduos em particular (no caso, eu). É mais ou menos como estudarmos uma característica presente nas doninhas e ele tomar isso como se fosse o gosto por ouvir uma banda específica de rock.

Em resumo, a análise darwinista não faz juízo de valor algum em como devemos proceder no debate. Ele maquia tudo o que eu digo para fingir que essa análise está ditando normas de comportamento para o debate, finge que essas normas são maquiavélicas e tenta convencer o leitor de que o oponente deixa de ser confiável por causa dessas duas premissas.

Acho que irritei o Jairo, a ponto dele perder todo e qualquer limite ético no debate.

Que provas temos de que ele é empático? Nenhuma. Pelo contrário, temos mais motivos para desconfiar se não será psicopata, quando revela absoluta indiferença, com risos, pela possibilidade do aborto ser legalizado.

De novo aqui ele tenta enganar a platéia fingindo que eu tentei me declarar como “empático” como se isso fosse um atributo especial. Na verdade, eu queria dizer o oposto, reconhecendo que eu sou “empático, na medida em que os seres humanos normais são”, retirando qualquer mérito em alguém ser empático. Note que ele de novo inverte o significado do que eu diz simulando algo somente para atacar o oponente.

Em relação à alegação de eu ser um psicopata, essa sim é uma alegação extraordinária, pois de acordo com estudos 3 a 4% da população é composta de psicopatas. Isso significa 1 em cada 25 pessoas. Sendo muito mais difícil alguém ser um psicopata do que não sê-lo, é Jairo que teria aí uma alegação a provar em mãos. Já, pela normalidade, somos todos seres humanos com capacidades de empatia. E isso não é, repito, nenhum mérito.

Aliás, os psicopatas são reconhecidos por sua indiferença ao sofrimento alheio. Mas eu não disse que só toleraria o aborto em estágios nos quais o bebê ainda não tivesse desenvolvido uma capacidade de sentir dor? É, Jairo, mais uma mentirinha que encontramos em vosso discurso.

Portanto, se aborto for aprovado como os “esquerdistas” querem, ou seja, incluindo abortos em que o bebé sente dor, o Luciano “está nem aí”.

Vamos de novo à minha afirmação original, cujo sentido novamente foi inteiramente distorcido por Jairo: “Se os esquerdistas defendem o aborto, eu não estou nem aí se o aborto é aprovado ou não. Não dou a mínima. Até por que não tenho mais esse direito (risos).”

Mesmo com a distorção dele, eu ainda tenho uma clarificação a fazer ao texto original. De fato, eu não estou nem aí se os esquerdistas aprovam o aborto na mesma situação em que eu aprovo, ou seja, nos estágios iniciais de gravidez. Também aprovo o aborto em casos de estupro, por exemplo, nas mesmas condições.

O que eu quis dizer é que eu não posso pautar minhas decisões em termos de “se os esquerdistas apóiam, eu sou contra”. Não é tudo que um esquerdista aprova que será automaticamente errado, assim como não é tudo que um conservador aprova que será automaticamente certo. Minha discordância em relação aos esquerdistas está em relação aos dogmas centrais que eles possuem, como apologia aos criminosos, crença no homem, apoio a totalitarismos e daí por diante.

Em resumo, até agora:

  1. Eu sou a favor do direito ao aborto para as crianças que estejam em estágios iniciais de gravidez.
  2. Esquerdistas também são a favor, e eu não dou a mínima se eles são, pois não posso pautar minhas opiniões pelas deles. Algo como “se o esquerdista mandar você não pular do prédio, pule”.
  3. Minha opinião é mencionada em 1 pois a partir do momento em que a criança “se apegou” à vida, lutando pela sobrevivência, e sentindo dor, por ter seu sistema nervoso desenvolvido, temos empatia por ver um ser humano indefeso sendo morto. Não há nada de especial nessa empatia, ela é normal dos seres humanos.

Qual a interpretação dele? Simples: “O Luciano não está ‘nem aí’ pro sofrimento das crianças”.

Não há debate com o Jairo. É deixar ele escrever e refutar as desonestidades.

O apelo à vaidade não é um argumento. É uma falácia emocional. Ele não me conhece, como sabe sequer se eu sou empático? Que provas tenho de que ele é tão empático como eu?

Relembrem o que eu escrevi para ele dizer o item acima: “Em termos de normalidade, eu sou empático, na mesma medida em que o Jairo é.”

Notem que eu usei a premissa “em termos de normalidade”. O que significa dizer que, se julgarmos pela média, somos todos empáticos, tirando a justificativa de alguém que quer ganhar um debate dizendo “eu sou mais empático, me compre”.

De novo, Jairo dá um sentido oposto ao que escrevi. Isso cansa, não?

Quem se define como nada mais do que um animal predador, só pode entender a empatia como um mecanismo de sobrevivência com valor moral equivalente à crueldade, outro mecanismo de sobrevivência.

Que raios tem a ver estudar a origem da empatia na espécie humana (e em outras espécies) com aumento ou diminuição no instinto empático que esta pessoa possui? Ou até melhor: com aumento ou diminuição da qualidade e veracidade dos argumentos desta pessoa?

Resposta: não tem nada a ver.

Como sempre, mais uma apelação de Jairo.

Se ele não tem problemas em ver, não significa que não haja um problema de facto. Os problemas de visão do Luciano não são a referência da verdade.

Eu havia escrito o seguinte: “Por essa empatia, eu não tenho problemas em ver uma mulher tomando a pílula do dia seguinte.”

Eu estava nesse momento explicando minha posição em relação ao aborto em estágios iniciais, e não dando um argumento para validá-lo. Ele fingiu que eu estava dando um argumento para o aborto. (Detalhe: depois do post do Leo, agora eu tenho um argumento, que antes não possuía)

Aliás, a utilidade da pílula do dia seguinte só ocorre caso a gravidez não tenha se iniciado ainda. Isso pode ocorrer em situações em que o espermatozóide ainda não chegou ao óvulo, ou até mesmo quando já tenha se unido ao óvulo, mas não tenha se fixado no útero (a nidação ainda não terá ocorrido neste caso). Mas caso o ovo já tenha se grudado ao útero, a pílula do dia seguinte não funcionará. Será que temos ainda um bebê neste estágio? Para Jairo, temos sim, e esse é um ato “realmente violento”.

Estou quase a chorar com esta manifestação de humildade ( “não estou alegando como superior em mim”) e empatia deste ser maravilhoso que não quer ver crianças indefesas serem abortadas. Pena é que esta mesma pessoa tenha escrito, como já citei acima, “estar nem aí” se o aborto é ou não aprovado…

De novo o truque de citar o “estar nem aí” fora do contexto? Já refutei isso antes.

Mas ao dizer “não estou alegando como superior em mim”, eu não estou fazendo uma manifestação de humildade. Eu estou adaptado ao paradigma de debates defendido aqui, no qual QUALQUER ALEGAÇÃO política deve passar por um crivo cético. Portanto, se eu dissesse “eu sou mais empático que meus oponentes…”, aí eu poderia ser motivo de ceticismo. É, Jairo, realmente vai demorar algum tempo para você se acostumar com os duelos céticos, certo?

O mesmo discurso de qualquer abortista ou ateísta militante. Ainda que esses princípios viessem da religião tradicional, isso não seria uma objecção. Identificar de onde vêm os princípios, não demonstra que sejam falsos. Se não matar vida humana inocente é um “princípio” que vem da religião tradicional, óptimo. Pior para o ateísmo.

Só que se os princípios vem somente da religião, isso não os torna um bom argumento contra o aborto. Dizer “eu não posso ser contra o aborto, pois a Bíblia não os quer” é, ao contrário, um péssimo argumento.

Se este “conservador céptico” nunca se especializou no debate sobre o aborto, então a prudência mais elementar obrigaria a que ele fosse contra TODO o tipo de aborto, até prova de que é possível abortar sem matar um ser humano inocente.

Essa crítica já foi “vencida”, pois agora eu adotei um argumento a favor do aborto, que é somente válido para estágios onde a criança não tenha capacidade de sentir dor. Problema resolvido.

Continuando, « Ele [ eu, Jairo] absolutamente não entendeu o contexto em que citei Schopenhauer. » Falso. Entendi perfeitamente o contexto, pois citei esse contexto. E, para que não fiquem dúvidas, reproduzo novamente as palavras do Luciano: « Eu tenho a OPINIÃO de que o aborto não é um problema, desde que a criança não tenha ainda um desenvolvimento que a habilite a sentir dor. Ou seja, não é um animal lutando por sua sobrevivência ou anseiando por ela. Na verdade, nem esse instinto surgiu ainda. Isso nos primeiros estágios de gestação. Explico. Eu sou um fã de Arthur Schopenhauer. Segundo ele, “a maior felicidade é não nascer”. Então, essa “valorização da vida a qualquer custo” nunca foi parte de minhas crenças. É assim que sou.» Conclusão: o contexto em que ele citou Schopenhauer foi para explicar a sua opinião sobre o aborto.

Errado. Eu citei Schopenhauer para citar minha característica particular de proteção ao viver, ao invés de proteção à vida a qualquer custo. É claro que, depois de algum tempo, isso pôde ser refletido em minha postura em relação ao aborto, com ressalvas. Mas não é ela que justifica diretamente minha posição sobre o aborto.

Sendo assim, quando Jairo diz que citei Schopenhauer para validar o aborto ou eutanásia, está realizando uma ampliação indevida de meus argumentos. Ele no máximo poderia ter classificado a citação como gratuita e desnecessária, dizendo algo do tipo: “Não interessam seus motivos para valorizar o ‘viver’ ao invés da ‘vida’, o que importam são seus argumentos a favor do aborto ou não”.

O truque da ampliação indevida, que foi inclusive mapeado por Schopenhauer em sua Dialética Erística, é a tentativa do Jairo em tentar vender ao público a idéia de uma “ontologia do Schopenhauer”. Infelizmente, enquanto Jairo não comprovar que a citação do Schopenhauer é DIRETAMENTE ligada ao argumento sobre o aborto, ele não poderá fazer tal associação.

Sei que ele tentou aprontar todo um circo, fazendo simulações de refutações a Schopenhauer, mas isso não funcionará aqui.

O fato é que citei Schopenhauer para mostrar que essa cultura da ‘vida a qualquer custo’ tira a capacidade de alguém levar a discussão sobre o aborto para além de alguns dogmas pré-estabelecidos. Tira a capacidade também de alguém levar a discussão sobre a eutanásia para discussão do ato em si (que pode ser um ato caridoso, em muitos casos). Simplesmente teríamos pessoas dizendo “vida é sagrada, fim de conversa”, mesmo quando ainda temos crianças que nem sequer tiveram seu primeiro espasmo de instinto de sobrevivência, e quando temos pessoas que estão pedindo “me matem, seus filhos da p… , eu não suporto mais”.

Ao contrário, eu valorizo o ato de “viver”, ao invés da valorização da vida a qualquer custo.

Ele tentou justificar logicamente que a maior felicidade é não nascer. A mesma lógica que ele usou [ vida tende para felicidade negativa + antes de nascer o saldo de infelicidade é zero = a maior felicidade é não nascer] obrigaria a concluirmos que a maior riqueza, beleza, bondade, verdade, etc, também seria… não ser.

Claro que não. A interpretação correta seria “se quisermos a garantia de uma felicidade absoluta, é melhor não nascer”. E nesse caso falamos da felicidade da pessoa em si, e dos demais que estão ao seu redor.

As extrapolações de Jairo só seriam válidas se fosse a luta pela “riqueza absoluta”, “beleza inigualável” e coisas do tipo. Nesse caso, é melhor nem nascer mesmo pois as pessoas não as terão.

O que me causa estranheza é reconhecer que Schopenhauer nesse caso estava coerente com a crença dos religiosos em Deus, pois os atributos “oni” só podem estar em Deus.

Mas a intenção de Schopenhauer era muito mais simples. Era tirar a ilusão das pessoas de que podemos “garantir felicidade”.

E, como já disse, a conclusão de que o que importa é “viver”, e não “ter vida a qualquer custo” (o que é uma consequência disso), é uma conclusão minha, que foi INSPIRADA pela leitura de Schopenhauer.

Mas eu ainda entendo que Schopenhauer é algo que Jairo ainda não consiga entender, então, para facilitar a assimilação das idéias (a não ser que o efeito backfire seja forte demais nele), que tal o diálogo entre um schopenhauriano, prestes à morrer, com seu filho, o adepto ao jairismo (chamarei assim aquele que valoriza a vida a qualquer custo):

  • SCHOPENHAURIANO: Pois é, meu filho, terça-feira que vem terei meus aparelhos desligados. Enfim, estou de saco cheio, e já adquiri o direito judicialmente. Se você quiser a herança, não tente entrar com nenhuma ação judicial tentando reverter e me manter vivo mais tempo.
  • JAIRISTA: Mas a vida é sagrada. É imoral interrompê-la.
  • SCHOPENHAURIANO: O problema é que estou nessa cama, preso, e não posso obter uma arma. Senão resolveria o problema e estouraria os miolos. Mas como não pude, já decidi e a justiça está a meu favor. A eutanásia ocorre na terça que vem.
  • JAIRISTA: Isso é inaceitável! Você tem que seguir vivo. A vida é sagrada! Eu ficarei muito infeliz se você for.
  • SCHOPENHAURIANO: A vida é cheia de infelicidades, conforme-se. Não posso te garantir felicidade. O que me importa é que por causa disso, não tenho que permanecer vivo.
  • JAIRISTA: Não vou aceitar. É crueldade demais você morrer.
  • SCHOPENHAURIANO: Ah, véi, na boa…

Será que deu para entender um pouco da lógica? Se assim não for possível para o Jairo abstrair a idéia, nesse caso do entendimento de Schopenhauer sobre a “felicidade” humana, eu realmente desisto de explicar.

Quem invocou a felicidade, citando Schopenhauer, foi o Luciano. Eu nunca lhe pedi para ele se preocupar com a minha felicidade, e nunca colocaria em causa a preocupação que ele tem por proporcionar felicidade às mães que desejam matar os filhos. A questão é simples: o aborto é sempre a morte de um ser humano inocente; provocar o aborto é sempre errado. Há pessoas que obtêm felicidade matando bebés em gestação? Já sabia. Que um animal predador tenha empatia por pessoas com desejos homicidas ( e esteja “nem aí” se o aborto é ou não aprovado) também não me surpreende.

Aqui é só um resumo do que tem sido a argumentação do Jairo. O fato é que ele compilou seus truques em um parágrafo só, e, pior, ainda usou o perfil “jairista” que descrevi para o diálogo hipotético entre um schopenhauriano e um jairista. O parágrafo acima fica apenas como comédia.

« Jairo lança a seguinte questão: “Para o aborto ser lícito, só há duas possibilidades: ou o bebé abortado mereceu uma pena de morte, ou então não é humano.”» A resposta do Luciano foi esta miséria: « Ora, então a questão está fechada. Basta definir que o bebê merece ser abortado a partir do dia em que sua hospedeira (a mãe) não o quer mais em sua barriga. Simples assim, sendo feita uma exceção à regra em caso de estágio avançado de gestação.» Ou seja, como outra pessoa deseja que o bebé morra, o bebé MERECE morrer.(!) Será que ele entende o que significa MERECER?

Talvez pudéssemos perguntar se o bebê quer ou não viver. Poderíamos fazer alguns testes para ver se há luta pela sobrevivência, pois sabemos que a criança ainda nem desenvolveu a linguagem. Ei, esperem. A criança ainda não tem nem um sistema nervoso, portanto nem luta pela sobrevivência e nem sequer sente dor (pois isto depende da existência de um sistema nervoso). E, ao mesmo tempo, a mãe já decidiu que não quer a criança em seu ventre. Entendo que é o suficiente para a criança receber a “pena de morte”. (Aliás, o termo “pena de morte” é uma sentença aplicada pelo poder judiciário – podemos notar seu uso aqui como apenas mais uma tentativa de apelo emocional)

«Entendo que assim que a criatura humana adquire seu instinto de sobrevivência, devemos valorizar a vida humana e proibir o aborto.» Ele falou de instinto de sobrevivência. Como lhe expliquei, instinto de sobrevivência têm todos os seres vivos, a partir do momento em que são concebidos. É de la palice. Se ele acha que só há instinto de sobrevivência se houver capacidade de lutar ou reagir conscientemente à dor, nega a biologia. Quando diz que podemos abortar os fetos que não conseguem lutar e reagir à dor, faz a apologia da covardia. Matar um ser humano nessas circunstâncias é ainda mais grave.

Opa, mais uma tentativa erística aqui. Ele não demonstrou por que seria “mais grave” matar um feto que não sente dor, não reage à dor e nem sequer luta por essa sobrevivência. Aqui ele omitiu o fato de que a criança, neste caso, não tem sequer luta pela sobrevivência, pois nem tem um cérebro para direcionar essas ações. Poderíamos até aplicar a idéia reversa, em relação a alguém ser declarado como morto: a partir do momento em que ocorre a morte cerebral. E para a vida ser declarada como iniciada, o “nascimento” cerebral.

É um argumento logicamente válido: se o aborto é aceitável quando o feto não consegue lutar e reagir à dor, e sendo o aborto o acto de matar um ser humano, então significa que é aceitável matar seres humanos que não conseguem lutar nem reagir à dor. Entre os seres humanos que não consegue reagir à dor ou lutar pela sobrevivência, incluem-se seres humanos adultos, que estejam anestesiados,deprimidos, apáticos, com intenções suicidas, etc, etc.

Em relação a tentativa de ampliação indevida acima, serve o exemplo do parágrafo anterior feito por mim. Basta definir um “nascimento” cerebral, tal qual existe a morte cerebral, que essa falácia do apelo à consequência do Jairo fica totalmente inválida.

«Em relação a matar adultos com intenções suicidas? É para já. Sou adepto da idéia de que se alguém afirma que vai se matar, que isso deva ser retrucado com “eu duvido que tenha coragem”. E se a pessoa fizer, a culpa é da própria pessoa, não de quem a desafiou.» Lógico. Se é favorável ao aborto de fetos que não pediram para morrer, então não poderia deixar de apoiar e incentivar a morte de pessoas que expressam vontade de morrer. Se alguém ainda tivesse dúvidas, está definitivamente provado que o sádico Luciano Ayan, adepto de que se incentivem à morte os que têm desejos suicidas, é um adversário de quem acredita no Cristianismo.

Se vocês acharam que eu exagerei no diálogo entre o schopenhauriano e o jairista, vejam isso que o Jairo disse agora. Ele simplesmente confirma que eu não exagerei nem um pouco. Para ele, se alguém pede “por favor, me mate”, ele diz que é sadismo auxiliar essa pessoa.

O divertido é quando ele diz que eu, por causa desta postura, sou um “adversário de quem acredita no Cristianismo”. Não, não sou. Eu já disse no texto O inimigo do meu inimigo é meu amigo que sou aliado dos cristãos no caso da luta destes contra os humanistas. O máximo que pode acontecer é ver alguns de meus princípios não se coadunarem com TODOS os princípios cristãos, o que é plenamente normal… já que não sou cristão.

Se é correcto matar fetos que não lutam para sobreviver, então é correcto matar qualquer ser humano inconsciente. Não apenas os fetos, mas todos. Incluindo as pessoas que estejam a dormir.

Se em algum dia o Jairo provar que dormir causa morte cerebral…

Tomamos por princípio que o feto, caso não seja abortado vai viver e querer viver. É por isso que o abortam, para que ele não viva.

Sim, mas nem sabemos se ele vai querer viver. Aliás, ele nem tem um cérebro para tomar esta decisão, mesmo que instintiva…

Se o aborto é permitido nos casos em que não existe capacidade de dor ou de luta, então também deve ser permitido a morte das pessoas que estejam a dormir profundamente.

:) [obs: só rindo mesmo de tamanha bobagem]

Protótipo de ser humano?! O darwinista deve ter faltado a algumas aulas de biologia.

Essa definição se coaduna com o que falei do “nascimento” cerebral. Mas, por justiça, coloquemos a expressão “protótipo” entre aspas. Pronto, menos um motivo para birrinhas do Jairo.

« … ele [ eu, Jairo ] tenta associar os milhões mortos em genocídios como se fosse por causa da “relativização da vida humana”. Nada mais falso. As pessoas mortas em campos de concentração eram vítimas de um extermínio, e eram chamadas de periculosas.» O Luciano é um fraco ilusionista. Matar pessoas num campos de concentração, exterminá-las, não exclui relativizar o valor dessas vidas humanas. Pelo contrário, nos campos de extermínio a vida humana adquire o valor de gado.

Não. Nos campos de extermínio a vida humana adquire o mesmo valor que tinha antes, por isso os totalitários lutam para exterminá-la o mais cedo quanto possível. É o extermínio de inimigos, que, vivos, possuem valor, ao menos valor de oposição. De novo, não há nada de “relativização da vida humana” em campos de concentração. O próprio ato de exterminar os inimigos é identificar que, quando vivos, eles são considerado um problema para as intenções totalitária de quem os mata.

«Dizer que a discussão do aborto levará a idéias que gerem genocídios é uma mistura bizarra de falácia da derrapagem com apelo à consequência, totalmente injustificada.» Só nos EUA, a legalização do aborto já matou mais de 50 milhões de crianças. Se isto não é genocídio, nada é genocídio.

O genocídio ocorre pelo assassinato deliberado de pessoas por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e políticas. Não há nada disso no aborto de uma criança. Por mais que Jairo considere errado (e eu considero errado, no caso dos estágios avançados de gravidez), não é genocídio.

Piada? O “conservador céptico”, inimigo dos “esquerdistas”, acha que a tentativa de legalização e banalização do infanticídio dos nascidos é uma piada? O infanticídio dos nascidos já está legalizado em alguns países.

Jairo tenta usar o seguinte link, que mostra a interrupção da alimentação artificial de um bebê (a pedido dos pais), para definir o infanticídio como “legalizado” em alguns países.

«Para Jairo, desligar o tubo de alimentação de Terry, a pedido dela, é um ato de homicídio. A meu ver, matá-la (quando ela pediu exatamente isso), é um ato de caridade. Neste caso, se isso é ser esquerdista, então estou do lado dos esquerdistas.» O acto de desligar o tubo de alimentação a pedido foi um homicídio. Facto. Eu considero esse homicídio um acto imoral. O Luciano, deturpando um conceito cristão equiparando-o ao sentimentalismo demagógico, considera esse homicídio um “acto de caridade”. Está do lado dos esquerdistas? Nunca disse o contrário.

Terry queria parar de sofrer, e pediu para morrer. Para Jairo, atendê-la é um ato imoral. Por que será? Talvez para manter a felicidade daqueles que querem que ela continue vida, mesmo sofrendo. Curiosamente, esta conclusão é a mesma a qual chegou um neo ateu radical, Jocax, ao definir sua meta ética científica: “Quase todo mundo foi envolvido, através da grande mídia, sobre o problema “Terry Schiavo”. Terry foi uma jovem que ficou em estado vegetativo por muitos anos e com grande parte do cérebro destruída e sem chances de recuperação. Sua tragédia ocorreu devido à falta de oxigênio no cérebro em virtude de uma parada cardíaca que, por sua vez, foi causado por um regime de emagrecimento inadequado. O ex-marido queria a retirada da sonda de alimentação que a mantinha viva enquanto os pais dela queriam mantê-la viva artificialmente apesar de sua recuperação ser, segundo a medicina atual, impossível. Vamos fazer uma abordagem deste problema ético à luz da “Meta-Ética-Científica” (MEC). A pergunta é: “A sonda que a mantinha viva deveria ou não ser retirada?”. A MEC aborda o tema sob a perspectiva da Felicidade. Que felicidade? Da doente? Dos pais? Do ex-marido? De quem? Resposta: Da SOMA da felicidade de todos os seres que são afetados de uma forma ou de outra pela decisão a ser tomada.”

Quer dizer, por “manias” que algumas pessoas possuem (de acordo com suas crenças), a liberdade dos outros até em decidir o fim da própria vida é irrelevante.

Dito isto, eu argumentei contra a eutanásia. A desonestidade intelectual é do Luciano, que ignora os meus argumentos e prefere bater na tecla de que vê a eutanásia como “acto de caridade”. Não sou eu quem pretende criar emoção na plateia. O choradinho foi dele: “A eutanásia seria praticada por médicos bonzinhos, altruístas. Um acto de caridade. Não seria homicídio, porque homicídio é um assaltante que mata a vítima….” Ora, homicídio a pedido ainda assim é homicídio. Mesmo que o Luciano diga que é um “acto caridoso”, não pode negar que esse acto necessariamente inclui uma pessoa, que mata outra.

O detalhe é que neste caso teríamos uma pessoa que mata outra a PEDIDO desta pessoa, o que é exatamente o oposto do que ocorre em um latrocínio, onde um assaltante mata alguém que quer viver. Mas, para Jairo, a opinião do dono da vida (a própria pessoa) é irrelevante. A não ser que ele utilize a idéia de que o dogma cristão diz que a vida “pertence a Deus, e só ele pode retirá-la”. Respeito essa crença, mas desde que ela não afete aqueles que não acreditam nela. Não seria mais ético agir assim?

«Ele [ eu, Jairo ] não apresentou um argumento para dizer que a eutanásia “apenas a pedido do doente” só existe na minha cabeça.» Dizer que a eutanásia apenas a pedido do doente só existe na cabeça do Luciano, não precisa de argumentos. É um facto. Se não fosse, ele teria conseguido nomear um país onde a eutanásia foi legalizada e apenas aplicada a doentes que a pediram.

Eu nomeio. Nos Estados Unidos, a eutanásia foi aplicada, e não está sendo aplicada à revelia.

« Se alguns países expandiram a prática da eutanásia, incluindo à revelia do doente, isso é um problema daqueles países, não de meus argumentos, e não há evidências de que isso foi uma estratégia praticada de forma arquitetada.» Se nunca existiu um país onde a eutanásia, depois de legalizada, se tenha limitado apenas a doentes que pediram para morrer, a afirmação do Luciano de que é “simples” implementar a eutanásia com essa limitação, é totalmente infundada. Onde está a prova, o caso, o exemplo, a demonstração, de que é “simples”?

Eu mostrei o exemplo de países que aplicaram a eutanásia a pedido do paciente, e não a converteram em eutanásia forçada. Eis que ele pode citar um país, talvez a Noruega, em que os velhinhos estão sendo mortos a sua revelia, por pedido da família ou mera decisão dos médicos. Mas não há evidências de que isso ocorreu em uma sequência na qual primeiro existiu a aprovação da eutanásia a pedido do paciente, e posteriormente veio a eutanásia à revelia.

Podemos, aliás, entende que o tipo de posição extremista de gente como o Jairo é que tem ajudado aqueles que defino como abortistas irrestritos e praticantes da eutanásia a revelia.

Se estudarmos a estratégia gramsciana (e notar por que ela obteve sucesso no Ocidente), vemos que, de acordo com a janela de Overton, os esquerdistas se colocaram na posição extrema, querendo o aborto em quaisquer circunstâncias. Ao invés de contrapor e defender o aborto com ressalvas, de modo que aos poucos a posição pudesse ser puxada “para baixo”, reduzindo a aceitação do aborto, muitos conservadores foram para a posição de “aborto sob nenhuma circunstância”, postura que seria facilmente vencida pelos esquerdistas. Os gramscianos, por outro lado, foram implementando aos poucos suas idéias.

Atenção: eu não digo que algo, por ser implementado, é automaticamente correto. Mas sim que a estratégia adequada pode ser útil para a implementação de suas idéias.

Jairo nunca conseguiu fazer nada a favor da vida das crianças que diz defender por sua posição extremista. Já uma posição moderada, neste caso, poderia ser mais útil, pois haveria um argumento para dizer aos extremistas pró-aborto: “não deve ser tolerado o aborto de crianças em estágios avançados, pois essas crianças tem um sistema nervoso, e são iguais as crianças nascidas”. Essa pessoa não poderá ser rotulada como fanático religioso e retirado automaticamente do debate. Infelizmente, hoje em dia, existem duas opiniões em geral: (1) proibição total, sem conversa, (2) liberação irrestrita. Os esquerdistas, que estão no item (2), ganham fácil essa, pois os oponentes que estão no outro extremo são facilmente retirados do debate. É como no exemplo do criacionismo. Como uma opção ao darwinismo, este só serve para ajudar os darwinistas como eu. Isso por que é facil retirar do debate alguém que crê na Terra Jovem.

Em resumo, o Jairo, com seu extremismo anti-aborto (até contra a pílula do dia seguinte) está sendo mais danoso à vida das “crianças inocentes” do que parece. Ele poderia até dizer que “pelo menos está em paz com a consciência”. Mas aí seria egoísmo, não?

O mesmo vale para a posição dele quanto à eutanásia. Por ser contra a eutanásia a revelia (assim como eu sou), ele mantém uma posição em que mesmo que alguém sofra horrores e peça para morrer (e assim parar de sofrer), não poderá ser atendido. Com isso, no máximo ele ajuda aqueles que querem eutanásia a revelia, pois automaticamente ele é retirado do debate.

Enfim, o importante é que Jairo, antes de sair cagando regras, talvez devesse pensar em fazer um exame de consciência. Uma mínima auto-crítica já mostraria que ele é mais responsável por abortos irrestritos e eutanásias forçadas do que pensa ser.

Piada pronta: Travestis e transexuais protestam contra parada gay. Segundo eles, é “machista e misógina”.

 

LUCIANO AYAN

Fonte: UOL/Blogay

Neste sábado, 9, foi lançado nas redes sociais um protesto da Frente Paulista de Travestis e Transexuais contra a organização da Parada Gay de São Paulo.

Em conversa por telefone com o Blogay,  a travesti Janaína Lima, 36, esclarece o que está acontecendo. “Este ano não temos o nosso tradicional trio nem conseguimos colocar nossos cartazes. Mas acordamos com a Parada que iríamos no trio oficial de abertura e algumas outras no trio da Paz que encerra o evento. Depois vieram nos anunciar que iríamos no sétimo carro e no último. Por fim, ontem (sexta-feira) avisaram que seria só no sétimo carro e que não adiantava nem reclamar porque não tinha acordo.”

As travestis e transexuais iriam vestidas de professora, enfermeiras, advogadas. “Eles [os organizadores] pediram que nós não fossemos peladas ou de vestido curto. Mesmo a gente achando que no fundo tinha algum preconceito porque boy de sunga branca sem camisa iria ter aos montes, nós concordamos porque era uma maneira de dar visibilidade aos transgêneros.”

Toda esta situação escancara um certo desdém, mesmo que implícito, pelas vítimas mais visíveis da homofobia. “Com esta gestão não conseguimos diálogo algum, existe uma invisibilidade para as travestis e transgênros. A Parada Gay hoje é uma parada machista e misógina”, desabafa Janaína.

Esta situação levou a Frente a divulgar a seguinte nota:

“Nós, travestis e transexuais reunidas no dia 09 de junho de 2012 após discussão pelo conjunto de pessoas presentes na reunião ordinária, como consta registrado em ATA, vimos por esse intermédio protestar pela forma como foram tratadas as travestis e transexuais desse estado na 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Não concordamos com os argumentos usados nas discussões para as nossas participações limitando e impondo o modo de nos vestir e se comportar durante a parada, ainda assim concordamos.  Porém, nem com esse acordo fora disponibilizado para nós o trio como de costume, mais espanto causou ainda quando fomos informadas que nem as nossas participações nos demais trios fora garantida como um acordo prévio com os organizadores da mesma. Nesse sentido não nos cabe outra atitude senão PROTESTAR pela forma transfóbica dos organizadores da 16ª Parada e esperar que a gente possa ser incluída não somente nos discursos, mais nas ações e atitudes que tenham a ver com a população LGBT de São Paulo, pois também fazemos parte dessa cidade e estado.

O OUTRO LADO

Em conversa com o Blogay, o assessor de imprensa da Parada de São Paulo, Leandro Rodrigues, explicou que “existem 40 pulseiras reservadas para as travestis e transexuais. 20 para o sétimo carro e 20 para o último carro que será um trio da diversidade, voltada a grupos vulneráveis, além da questão do casamento igualitário.”

Segundo Rodrigues, o trio oficial da Parada, o chamado carro oficial acabou ficando apertado para o grupo de travestis pois terá a presença de políticos como Marta Suplicy, Jean Wyllys e o governador Geraldo Alckmin que virá com uma comitiva de oito pessoas.

Ele também afirma que “em nenhum momento a Parada resolveu impor uma certa vestimenta para as travestis. E que cada um vá vestido como bem entender. Importante frisar é que a orientação para se vestirem como profissionais de várias áreas atende a uma demanda levantada por nosso grupo quinzenal de TTs [travestis e transexuais], que é a inserção delas no mercado de trabalho. Portanto, virem fantasiadas de médica, comissária de bordo, professora etc é um protesto alegórico pelo o reconhecimento das TTs como capazes de executar qualquer função. Porém, nenhuma delas é obrigada a acatar essa orientação e podem se vestir da forma que quiserem.”

Sobre uma posição  de transfobia da Parada , ele alega que em seus quadros têm as travestis Greta Star, tesoureira do evento, e Adriana da Silva.

Meus comentários

Os gayzistas se acostumaram tanto, mas tanto, a usar a estratégia da sensibilidade artificial histérica que agora até entre eles não conseguem se entender.

Daí basta não darem uma posição (epa, epa) preferencial para os travecos no desfile da Avenida Paulista que eles já desenterram mais um rótulo: “transfobia”. Detalhe: transfobia esta praticada pelos gays que promovem a Parada Gay.

O fato é que essa situação deixa claro que a transfobia é apenas uma versão nova da “homofobia”. Ambas praticamente não existem por aí, e, quando um gayzista grita “homofobia” (ou agora, “transfobia”), em geral é truque.

Não deixa de ser irônico ver que o truque agora foi praticado contra o time deles (gayzistas). Que provem um pouco do veneno que eles mesmos criaram.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".