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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Bento XVI: "beatificação" do internacionalismo castrista?

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
ARMANDO VALLADARES | 11 JANEIRO 2010

Se Cuba continua sendo assim, como compreender, nesse contexto, as afirmações acima consignadas da recente alocução papal ao novo embaixador cubano? Se, pelo contrario, Cuba comunista tivesse deixado de ser uma "vergonha de nosso tempo", quais seriam as altíssimas razões que haveriam inspirado uma tal virada interpretativa de 180 graus a respeito de aspectos intrínsecos a esse regime?


Qual seria então a essência desse "protagonismo" cubano aludido no discurso de Bento XVI? A paz, o bem e a prosperidade cristã? Ou o caos, a subversão e todas as demais formas de neo-revolução anti-católica inspiradas e impulsionadas desde Cuba?



1. O discurso de recepção de Bento XVI das cartas credenciais do novo embaixador de Cuba comunista, Eduardo Delgado Bermúdez (cf. "Le lettere credenziali dell'Ambasciatore di Cuba presso La Santa Sede", Departamento de Imprensa da Santa Sé, 10 de dezembro de 2009, com texto completo da alocução em idioma espanhol), foi pouco divulgado pela imprensa e praticamente não recebeu comentários.


2. Não obstante, a referida alocução merece a máxima atenção porque mostra uma faceta até agora pouco realçada do pontificado de Bento XVI, considerado por muitos como conservador, porque constitui uma reafirmação da incompreensível política de distensão da diplomacia vaticana com relação ao regime cubano desde os primeiros anos da sangrenta revolução, diplomacia que não pode ter deixado de ter um papel e uma responsabilidade fundamentais na redação desta alocução, e porque as palavras do Pontífice poderão ter conseqüências sérias, não somente para o futuro de Cuba comunista, como para o da América Latina, na medida em que de uma maneira ou de outra beneficiam o "eixo do mal" chavista-castrista-evista-correísta-orteguista.


3. O Santo Padre, depois de se referir com deferência ao ditador Raúl Castro, realça o "decidido protagonismo" que Cuba comunista continuaria tendo no "contexto político" da América Latina. Nesse sentido, no texto lido pelo Pontífice se elogia que o regime cubano "continue oferecendo sua colaboração a inúmeros países", com uma atitude que favoreceria e impulsionaria "a cooperação e a solidariedade internacionais". Segundo parece interpretar o Pontífice, essa cooperação e solidariedade internacionais seriam desinteressadas, leais e sinceras ao ponto de que não estariam sujeitas a "mais interesses que a ajuda mesma às populações necessitadas".


4. Entretanto, com o máximo respeito devido à benevolência papal, tal como se verificará na continuação, a interpretação de um alegado desinteresse cubano se vê desmentida flagrantemente pela própria definição de "internacionalismo" incluída na Constituição desse país, uma definição que por certo não é nada desinteressada e não se reduz a uma simples intenção de "ajudar" os "necessitados".


Já em seu Preâmbulo, a Constituição de Cuba deixa claro seu sentido intrinsecamente maléfico quando define o "internacionalismo proletário" como a matriz inspiradora das numerosas aventuras revolucionárias impulsionadas em tantos países da América Latina e da África, qualificadas de "heróicas" pela mesma Constituição, porém que, na realidade, como se sabe, foram e continuam sendo sinônimo de sangue, revoluções e mais miséria para os necessitados.


Para não deixar dúvidas, a Constituição comunista, em seu Artigo 12, retoma e "faz seus" os "princípios internacionalistas" contemplados no Preâmbulo, deixando claro que eles estão de mãos dadas, sem separação possível, com os "princípios anti-imperialistas" (Parágrafo 2), ou seja, revolucionários. E chega a justificar no mesmo artigo não somente a "legitimidade" de "resistência armada", como também assume o "dever internacionalista" (Parágrafo 4) de se solidarizar com esses movimentos revolucionários, algo que Cuba comunista cumpriu ao pé da letra da maneira mais cruel possível.


5. Para desencargo do que foi dito anteriormente, se poderia argumentar que a alocução pronunciada por Bento XVI refere-se especificamente a duas "áreas vitais", definidas em tal discurso, respectivamente, como a "alfabetização" e a "saúde". Na realidade, o dito anterior dificilmente constituiria um desencargo senão, melhor, uma circunstância agravante. Com efeito, tal como demonstraram inúmeros estudos acadêmicos e como a própria Constituição cubana o reconhece, a educação e a saúde, esses tão mencionados e publicitados supostos "logros" do comunismo cubano, foram duas tenazes satânicas do controle psicológico, mental e social de jovens e adultos, durante cinco longas décadas de revolução castrista. Por isso, internacionalizar essas tenazes psicológicas, como o regime está fazendo na Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e outros países do "eixo do mal" latino-americano, é de suma gravidade.


Se houver alguma dúvida a respeito, o Artigo 39 da atual Constituição a dissipa: o Estado comunista "fomenta e promove a educação" exclusivamente em função do "ideário marxista", com o implacável objetivo de "promover" a"formação comunista das novas gerações" (Parágrafos 1 e 3), na realidade, uma suprema deformação espiritual e moral.


Qual seria então a essência desse "protagonismo" cubano aludido no discurso de Bento XVI? A paz, o bem e a prosperidade cristã? Ou o caos, a subversão e todas as demais formas de neo-revolução anti-católica inspiradas e impulsionadas desde Cuba? Como entender o destaque papal a esse "protagonismo", em um contexto explicitamente elogioso, quase se diria de "beatificação" do internacionalismo cubano?


6. Porém, as dolorosas surpresas do discurso papal não são somente essas. Na continuação, parece que o Pontífice trata de atenuar a verdadeira causa da situação de extrema miséria de Cuba comunista, diluindo-a na "grave crise internacional", nos "devastadores efeitos" dos "desastres naturais" e no denominado "embargo econômico" norte-americano. Ao mesmo tempo, omite a causa profunda da miséria cubana, que é um sistema econômico que aplica um implacável "embargo interno" contra a população através da abolição da propriedade privada e da asfixia da livre iniciativa.


7. A respeito dos "sinais concretos" da "abertura ao exercício da liberdade religiosa" que o Pontífice destaca como aspectos favoráveis da situação dos católicos cubanos, me permito lembrar o nefasto Artigo 62 da Constituição, que constitui um implacável "torniquete" jurídico-penal contra todas as "liberdades", inclusive e principalmente a "liberdade religiosa", que cinicamente oferece aos desditosos habitantes da ilha-cárcere. Esse artigo constitui literalmente uma ameaça: "Nenhuma das liberdades" reconhecidas aos cubanos poderá ser exercida "nem contra a existência e fins do Estado socialista, nem contra a decisão do povo cubano de construir o socialismo e o comunismo", advertindo que "a infração deste princípio é punível". Em Cuba, do dito ao feito nunca houve muito trecho. Essa "punição" tornou-se realidade contra centenas e milhares de opositores que foram assassinados no "paredão" ou que passaram pelas masmorras do regime, contra tantos outros presos políticos que permanecem nelas, contra as Damas de Branco, que são mães, esposas e irmãs de prisioneiros políticos, humilhadas e espancadas nas ruas de Havana e, inclusive recentemente, contra jovens blogueiros da ilha.

8. Em 6 de agosto de 1984, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, em sua "Instrução sobre alguns aspectos da 'teologia da libertação'", diagnosticava de maneira clara e categórica, como se estivesse descrevendo a realidade cubana de hoje: "Milhões de nossos contemporâneos aspiram legitimamente recuperar as liberdades fundamentais das quais foram privados por regimes totalitários e ateus que se apoderaram do poder por caminhos revolucionários e violentos, precisamente em nome da libertação do povo. Não se pode ignorar esta vergonha de nosso tempo: pretendendo proporcionar a liberdade se mantém nações inteiras em condições de escravidão indignas do homem". E concluía o atual Pontífice de maneira estremecedora: "Os que se tornem cúmplices de semelhantes escravidões, talvez inconscientemente, traem os pobres que tentam servir".


Hoje, 26 anos depois de haver inspirado, ditado e assinado essa brilhante análise, a pergunta que se coloca é se na mente do então prefeito de tão alta Congregação romana e atual Pontífice, Cuba comunista continua sendo, ou não, uma "vergonha de nosso tempo". Se Cuba continua sendo assim, como compreender, nesse contexto, as afirmações acima consignadas da recente alocução papal ao novo embaixador cubano? Se, pelo contrario, Cuba comunista tivesse deixado de ser uma "vergonha de nosso tempo", quais seriam as altíssimas razões que haveriam inspirado uma tal virada interpretativa de 180 graus a respeito de aspectos intrínsecos a esse regime?


9. Poderiam ser comentados outros aspectos não menos importantes do discurso papal que, lamentavelmente, não são menos dolorosos. Esses comentários, invariavelmente respeitosos, poderão ser efetuados em outra oportunidade, se as circunstâncias assim o exijam.


10. Consigno, finalmente, o estremecimento que me causou a alusão às relações "nunca interrompidas" entre a Santa Sé e o regime cubano. Foram-se sucedendo em minha memória, como em um trágico filme, episódios de décadas de política de distensão do Vaticano com Cuba comunista, com a peregrinação de tantos altos prelados, cardeais e secretários de Estado, incluindo o atual, vários dos quais chegaram a fazer rasgados elogios ao tirano Fidel Castro e a supostos "logros" do regime, assim como tantos lances de colaboração comuno-católica, encabeçados pelo atual cardeal de Havana, monsenhor Jaime Lucas Ortega y Alamino. Também evocando esse período de relações "nunca interrompidas", ressoaram em meus ouvidos, como se fosse hoje, os gritos de jovens mártires católicos, fuzilados no "paredão" da sinistra La Cabaña, que morriam proclamando "Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo!", e recordei o episódio dos três jovens irmãos García Marín, que em dezembro de 1980 procuraram asilo na Nunciatura de Havana, sendo posteriormente retirados dali com promessa de liberdade e segurança individual, por pessoas que entraram vestidas com roupas eclesiásticas no próprio automóvel da Nunciatura. Na realidade, não eram eclesiásticos e sim agentes da polícia política cubana que os arrancaram da Nunciatura mediante engano, para ser selvagemente torturados e finalmente fuzilados. Narro esse episódio em minhas Memórias e, até hoje, não fui desmentido. (Cf. A. Valladares, "Contra toda esperanza", Plaza & Janes, Barcelona, 1985, cap. 48, pág. 416).


11. Já expressei em artigos anteriores sobre a política de distensão do Vaticano com o regime cubano, e o reitero com especial ênfase nesta respeitosa e angustiada análise: enquanto católico, enquanto cubano e enquanto ex-preso político, me dói enormemente efetuar este tipo de considerações públicas, que faço como um desencargo ineludível de minha consciência, com toda a veneração devida a Cátedra de Pedro. Isso produz uma dor e dilaceração talvez maiores do que as piores torturas físicas que recebi durante 22 anos nas masmorras cubanas, porque o sofrimento espiritual é mais profundo, inclusive que o físico.



*Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Recentemente lhe foi outorgado em Roma o Prêmio Internacional de Jornalismo ISCHIA e, em Tegucigalpa, a Ordem José Cecilio del Valle, no grau de Comendador, a mais alta distinção que Honduras outorga a um estrangeiro.


Tradução: Graça Salgueiro

DOS DIREITOS HUMANOS

Fonte: NIVALDO CORDEIRO
09 de janeiro de 2010



Outrora todos eram loucos, dizem os mais espertos, e dão uma piscadela”.

Stéphane Rials


Na longa história dos chamados direitos subjetivos é possível detectar dois ramos de pensamento que foram cristalizados a partir da filosofia política de Hobbes. Os direitos subjetivos – direitos humanos ou do homem – é um fenômeno que duela com os grandes pensadores da humanidade e se opõe ao chamado direito natural. A essência da modernidade consiste no abandono do direito natural clássico e na adoção, no seu lugar, das pomposas declarações de direitos subjetivos, cuja apoteose está na Declaração das Nações Unidas.


O primeiro ramo tem origem diretamente nos sofistas da Grécia clássica, cuja antropologia era radicalmente diferente daquela defendida por Platão e Aristóteles (e Sócrates). Estes viam o homem inserido na ordem cósmica e a ordem jurídica e política deveria espelhar a realidade maior. A busca do justo por natureza levava à aceitação de Deus e à verdade óbvia de que, acima do homem, está o Criador. O direito natural é a afirmação de que existe um critério objetivo de justiça de origem transcendente, resumido na fórmula: “Deus é a medida de todas as coisas”. Os sofistas, por seu lado contrapuseram a fórmula “O homem é a medida de todas as coisas”.


Suposto a visão do homem que, segundo Aristóteles, é um ser, por natureza, social, político. O homem na polis é o homem “segundo a natureza”. Os sofistas dirão que o homem “natural” vive só e a polis só surge por sua vontade, mediante o contrato social. É a senha para o abandono completo das coisas do espírito, de Deus, da metafísica. O direito passou então a ser pura expressão da vontade do governante e o positivismo jurídico substituiu as tábuas da lei. A lei natural passou a ser ignorada.


Dois mundos radicalmente diferentes são formados a partir dessas idéias fundamentais. Desde o século IV a.C até o século XV d.C. vigorou a tese do direito natural, que foi abraçada pelo cristianismo desde os seus primórdios. Com a modernidade, sobretudo depois de Hobbes, ruiu essa visão de mundo, que deu lugar ao que temos hoje, o império do direito subjetivo. Diga-se que Hobbes não inventou nada: os nominalistas franciscanos, eis aqui o segundo ramo, no âmbito da teologia cristã, já haviam preparado o caminho para o triunfo dessas idéias, ao refutar abertamente a filosofia “pagã” de Aristóteles e de seu discípulo maior, Tomás de Aquino.


Hobbes só pôde fazer essa guinada filosófica sensacional porque as crenças coletivas da Europa já haviam se modificado desde alguns séculos, pelo menos desde o século XIII. Hobbes foi além: contrapôs ao direito natural clássico a “razão histórica”, fazendo de Tucídides o substituo de Aristóteles no panteão dos grandes pensadores. O autor inglês deu força institucional ao que os grandes pensadores de todos os tempos até então entendiam ser uma completa loucura. Hobbes é o pai do historicismo, o apóstolo do Estado totalitário. É o precursor de Rousseau, Hegel, Marx e todos os seus discípulos. É o criador do Deus mortal, o Leviatã.


Direitos humanos é a falsificação do direito e da filosofia, funcionam como mecanismo de mergulho na Segunda Realidade fantasmagórica de que nos falou Cervantes, no Dom Quixote, assim como os grandes filósofos do século XX, como Ortega y Gasset e Eric Voegelin e Leo Strauss. A dessacralização do direito, a antropologia sofista desprovida de Deus, o anelo perfectibilista que propõe as leis estatais como instrumento de beatitude salvífica ainda nesse mundo são a fórmula da loucura coletiva que gerou o comunismo, o nazismo, as fórmulas híbridas de socialismo que dominam hoje em todo o mundo. Gerou Obama e gerou Lula.


Essa digressão toda para falar do famigerado decreto do ministro Paulo Vannuchi. Como eu suspeitava, toda a peçonha revolucionária do PT veio a tona de uma só vez. Como eu suspeitava, Lula não vai rever o decreto. Se Nelson Jobim quiser que peça demissão, se os comandantes das Forças não estiverem satisfeitos que se demitam. Todos que apoiaram Lula e o PT se desiludam, que agora são os “verdadeiros” petistas os que darão as cartas. Se Dilma for eleita (e será, não consigo mais imaginar o PT entregando o poder de forma pacífica) essa loucura bolchevique será posta em prática enlouquecendo a Nação e conduzindo-a para o beco da destruição. Foi assim em toda parte em que os revolucionários tomaram o poder, será assim também por aqui.


Vivemos como viveram os alemães nos anos trinta, à espera do pior.


Eu vi na Confecom, outra assembléia leninista apoiada pragmaticamente por grupos empresariais. Um ensaio do que nos espera. Essa gente usa o bordão dos direitos humanos para justificar todas as suas loucuras e até mesmo a Confecom foi assim justificada, definindo comunicação enquanto um dos direitos humanos. Não há mais força organizada que possa enfrentar as maluquices revolucionárias. Nem mesmo os militares, que falam sozinhos sobre os perigos, sem apoio algum da sociedade civil. O poder está concentrado nos alucinados que bradam por direitos humanos, essa estultice filosófica, essa mentira da alma. Os lunáticos tomaram conta do país e passaram a formular suas políticas e a escrever as leis e decretos. O desastre será inevitável.

Codinome PNDH-3

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
PERCIVAL PUGGINA | 11 JANEIRO 2010
ARTIGOS - GOVERNO DO PT1



Se houvesse efetivo compromisso de nosso governo com democracia e direitos humanos, seus representantes não se posicionariam contra quaisquer decisões da ONU que reprovem a situação de países como Cuba e China.


Méritos inquestionáveis a Reinaldo Azevedo, o primeiro jornalista a ler a imensa tralha de ponta a ponta. Até que ele postasse a primeira denúncia pública sobre seu verdadeiro conteúdo, a mídia nacional já escrevera bastante sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (codinome PNDH-3) sem o haver analisado. Durante quase três semanas as matérias versavam sobre a proposta de investigação dos crimes de tortura e a "busca da verdade histórica da repressão" - vale dizer, o que constara dos releases oficiais. Mas Reinaldo descobriu que esse específico tema era uma pequena marola no tsunami concebido para varrer o ordenamento jurídico e institucional do país, transformando-o num território subordinado à engenharia social e política petista.

Fiz o mesmo, então. Li tudo. São 41 páginas em letra corpo 8 praticamente inacessível a uma pessoa com visão normal. Posto em corpo 11, letra de gente, a peça saltou para 76 páginas! Seu coordenador foi o ministro Paulo Vannuchi. Ele comanda a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, setor do governo que, há coisa de quatro anos, sob direção anterior de Nilmário Miranda, respondeu pela edição da famosa "Cartilha do Politicamente Correto". Para quem não lembra, esse outro documento visava a banir do vocabulário nacional o uso de inúmeras palavras tais como veado, funcionário público, comunista, homossexualismo, sapatão, negro, palhaço e até farinha do mesmo saco.


Agora, Paulo Vannuchi brinda-nos com algo infinitamente mais pretensioso. Quer desfigurar a democracia representativa, o poder judiciário, o direito de propriedade, a religiosidade popular, a cultura nacional, a família e a liberdade de imprensa. Numa tacada, pretende liberar o aborto, mudar para pior o Estatuto do Índio, autorizar a adoção de filhos por casais homossexuais, valorizar a prostituição e se intrometer em temas que vão da transgenia à nanotecnologia e do financiamento público das campanhas eleitorais à taxação de grandes fortunas.


Que dirão os eternos defensores do indefensável? Alegarão que Lula não sabia de nada? Que desconhecia o conteúdo do decreto assinado por todo seu governo? Impossível admitir como verdadeira tal alegação porque Lula participou do ato de lançamento do programa, fez um enorme discurso e afirmou que o PNDH-3 era "resultado da maturação democrática da sociedade brasileira". E a ministra Dilma (que, por dever de ofício deve ler tudo que leva para o presidente assinar) está deixando claro a que pretende vir, se lhe permitirem chegar. Ela também conhecia o conteúdo daquela maçaroca. Ambos sabiam o que estavam enaltecendo em seus emocionados discursos no dia 21 de dezembro.


O PNDH-3 é uma ladainha em que direitos humanos e democracia fazem o estribilho, mas tudo vai em direção oposta por uma simples razão: seus objetivos reais, do primeiro ao último, são todos partidários. Se houvesse efetivo compromisso de nosso governo com democracia e direitos humanos, seus representantes não se posicionariam contra quaisquer decisões da ONU que reprovem a situação de países como Cuba e China.


Por fim, todo o auê em torno da "verdade" e da "memória histórica" é uma tentativa de tomar conta de um discurso que serviu muito bem ao crescimento da esquerda: a tal luta pela democracia, com a qual o PT nada teve a ver porque sequer existia quando tudo começou e porque era insignificante quando tudo terminou (o PT saiu do pleito de 1986 com apenas 16 deputados federais). Como o discurso da ética foi para o saco há muito tempo, o partido trata, agora, de se apropriar desse. E nada melhor do que criar um conflito para dominar um dos lados do tabuleiro.

FALSAS VÍTIMAS, AGRESSORES

Fonte: NIVALDO CORDEIRO
03 de janeiro de 2010



Não foram vítimas, os militantes agressores das organizações de esquerda. Foram agressores, de armas na mão. Colocaram-se contra a ordem estabelecida. Viraram inimigos do Estado e do povo. Digam o que disserem, mintam como quiserem, estes são os fatos.



O notável artigo do Demétrio Magnoli, publicado no Estadão de hoje (Os vitoriosos de hoje), me levou a meditar sobre a mentira de vitimização que as esquerdas repetem sem cessar e que está de novo na boca de Frei Betto:
"As vítimas de ontem são os vitoriosos de hoje. Elas não se envergonham de mostrar a cara e manter viva a memória nacional, ao contrário dos torturadores, que trafegam pelas sombras e insistem em negar o que fizeram." Dizer que aqueles que jogaram bombas, mataram friamente prisioneiros, sequestraram, roubaram e – o maior dos crimes – tentaram instaurar uma ditadura comunista com apoio de Cuba e da ex-URSS foram vítimas é falsificar a história, distorcer palavras e fatos.


As Forças Armadas deram combate aos guerrilheiros por dever constitucional, por imposição das circunstâncias. Tão logo venceram instauraram o regime democrático. Em gesto magninâmico permitiram que seus inimigos de sempre se integrassem na vida nacional. O gesto, todavia, servia meramente de apoio para a vingança muitas vezes repetida, que se manifesta no achincalhe das instituições militares, na provocações, nas indecentes indenizações pelos crimes perpetrados.


Não foram vítimas, os militantes agressores das organizações de esquerda. Foram agressores, de armas na mão. Colocaram-se contra a ordem estabelecida. Viraram inimigos do Estado e do povo. Digam o que disserem, mintam como quiserem, estes são os fatos. Jamais tiveram uma vitória militar que fosse. Tiveram vitórias eleitorais por usarem os métodos de propaganda os mais espúrios, a manipulação retórica mais mentirosa.


Ao contrário do Demétrio Magnoli não creio que as Forças Armadas façam parte desse condomínio de poder. Os quartéis são ainda a cidadela a ser conquistada pela malta esquerdista. Eles não escondem isso. Sim, a última cidadela, mas elas têm o que as esquerdas não têm; armas de guerra e organização. Daí o ressentimento estampado na retórica beligerante de Frei Betto.


Na verdade, as esquerdas não podem conquistar as Forças Armadas porque elas representam um outro mundo, muito diferente daquele por elas almejado. As Forças Armadas são constituídas por uma forma genuinamente aristocrática e meritocrática de recrutamento dos seus quadros. São adminsitradas de forma aristocrática também. Talvez sejam o último reduto aristocrático nesse mundo enganoso e insidioso de democratismo deletério. Água e vinho. As esquerdas intuitivamente demostram que precisam vencer no campo militar seu sempiterno inimigo militar. Não sabem, todavia, nem como fazê-lo e nem o tempo de fazê-lo. Ainda não podem vencer as Forças Armadas no seu campo.


O recente enfrentamento criado pela tentativa de rasgar a Lei da Anistia é só mais um round nesse processo, que se agrava e se afunila. As esquerda estão convidando os generais para o confronto. Penso que poderão ter o que querem. Um dia a onça cutucada dará o bote.


Veja, caro leitor, que o movimento no Brasil está em sincronia com o mesmo movimento levado a efeito nos demais países sob a bandeira do Foro de São Paulo. Nada é por acaso. As esquerdas não mais escondem da opinião pública que querem o poder total. Para tanto, terão que dobrar os indobráveis militares. O confronto será inevitável. Neste ano de sucessão eleitoral muita água poderá rolar nesse front.


Frei Betto tem razão ao dizer que as esquerdas não se envergonham de nada, pois são desavergonhadas. Deveriam ter vergonha de sua ação política, de antes como de agora. Mas elas são impermeáveis à moralidade. São amorais. Movem-se unicamente na busca do poder total. Os fins justificam os meios, na sua ótica torta e alucinada. É a lógica satânica que tem sido o combustível revolucionário em toda parte onde os alucinados percebem a chance de chegar ao poder total.

Leiam isto, principalmente os negritos - site DEFESANET

Fonte: DEFESANET


Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) e entrega do Prêmio Direitos Humanos 2009


Palácio Itamaraty, 21 de dezembro de 2009
(negritos DefesaNet)

Meu querido companheiro José Alencar, vice-presidente da República,
Minha querida companheira Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil,
Vocês me viram botando a mão no cabelo do Zé Alencar? É que teve um tempo em que tinha caído o cabelo do Zé Alencar. E vocês estão percebendo que a Dilma está de cabelo novo. Não é peruca não, é o cabelo normal dela, que voltou a se apresentar em público. Eu acho que foi uma homenagem à Inês, porque eu estou pedindo para a Dilma tirar a peruca já faz um mês, e ela não quis tirar a peruca. E hoje ela apareceu aqui, na frente da Inês, sem peruca, mostrando seu novo visual.


Quero cumprimentar o companheiro Paulinho Vannuchi, ministro dos Direitos Humanos,
O companheiro Tarso Genro, ministro da Justiça,
O companheiro Juca Ferreira, ministro da Cultura,
O companheiro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
O nosso querido companheiro Paulo Bernardo, do Planejamento,
A Izabela Teixeira, interina do Meio Ambiente,
O Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário,
O Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República,
O Luís Inácio Adams, advogado-geral da União,


Vocês não imaginam como o Brasil é fantástico, não é? Um Luiz Inácio nordestino encontra um Luís Inácio com sobrenome alemão! Eu não sei quem é que viajava muito, mas de qualquer forma...


Quero cumprimentar o nosso querido companheiro Padilha, de Relações Institucionais,
O Franklin Martins, de Comunicação Social,
Samuel Pinheiro Guimarães, de Assuntos Estratégicos,
Edson Santos, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
A Nilcéa Freire, de Políticas para as Mulheres,
Tem mais ministro aqui do que nas reuniões ministeriais que eu convoco.


Quero cumprimentar os deputados federais: Fernando Ferro, a deputada federal Janete Pietá, o deputado federal Luiz Couto, o deputado federal Pedro Wilson,


Quero cumprimentar o nosso companheiro e embaixador Antonio Patriota, secretário-geral das Relações Exteriores,
Nossa querida companheira Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal,


Nossa querida companheira Dayse Benedito, representante da sociedade civil,
Quero cumprimentar os companheiros e as companheiras que foram agraciados com o Prêmio,


E quero cumprimentar todos os companheiros que estão aqui.


Primeiro, eu não vou ler meu discurso. Por quê? Porque não tem sentido, ou seja, não vou falar das coisas que já falou a Dilma, o Paulinho, a Dayse. Eu vou ser breve, porque direitos humanos é garantir ao presidente da República ter uma agenda mais humana, também. Faz quatro finais de semana que nós trabalhamos. Portanto, a dona Marisa está com um cartão vermelho para mim lá, que... Eu vou tentar fazer uma média, para ver se eu ganho apenas um amarelo.


Mas dizer, Paulinho, da alegria de podermos hoje estar lançando o 3º Plano de Direitos Humanos. Programa feito a muitas mãos. Mãos conhecidas, mãos menos conhecidas, e mãos anônimas de pessoas que não saem em fotografias, de pessoas que não sobem em palanques, mas de pessoas que diariamente estão fazendo alguma coisa para que o mundo melhore e para que as pessoas sejam tratadas com mais respeito e com mais cidadania.


Ao concluir o Programa de Direitos Humanos nº 3, nós também estamos concluindo, este ano, um momento muito fantástico no Brasil. Na sexta-feira passada terminou, aqui no Brasil, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Mil e seiscentos delegados participaram, envolvendo empresários, envolvendo o movimento social, gente da televisão, gente do rádio, gente das favelas. E pelo fato de ser o primeiro, pelo fato de ser um tema complicado, eu penso que o resultado foi excepcional. Nós então completamos, com esse encontro da Comunicação, 63 conferências nacionais.


Então, vocês podem dizer, como militantes de algumas dessas conferências, e podem dizer orgulhosamente, que praticamente todas as políticas que nós levamos a cabo neste governo - não é da cabeça do presidente Lula, não é da cabeça do Zé Alencar, não é da cabeça da Dilma -, mais elas significam o resultado da maturação democrática que a sociedade brasileira vem construindo neste país.


E isso é importante. É importante porque vai consolidando uma coisa com muito mais, eu diria, segurança de que não vai aparecer ninguém, ninguém com o espírito de aventureiro, para achar que pode desmontar tudo o que está feito neste país, e a gente voltar ao tempo em que apenas meia dúzia de pessoas tomavam decisões neste país, elaboravam as políticas, sem levar em conta o que a sociedade brasileira pensava, pensa e pensará daqui para diante.


Eu lembro, Paulinho, eu lembro perfeitamente bem a emoção que eu senti na primeira vez em que os catadores de materiais recicláveis, mais popularmente conhecidos como catadores de papel, entraram no Palácio do Planalto e fizeram uso da palavra. Eu lembro quando, pela primeira vez, os sem teto deste país entraram no Palácio, e lembro da emoção do companheiro que fez uso da palavra, dizendo que ele não precisaria conquistar mais nada, só o fato de ele ter entrado no Palácio do presidente da República já era uma conquista que eles não imaginavam.


Eu me lembrei, Paulinho, quando eu fui, em 94, à África do Sul, e fui visitar o Mandela - eu, a Benedita da Silva e o companheiro Vicentinho -, e vi aquela fila de gente, em volta do Palácio do Governo, que não queria nem ver o Mandela. Eles só queriam botar a mão no Palácio, porque nunca tinham conseguido chegar perto daquele Palácio. Ora, para quem estava lá dentro podia parecer pouco. Mas para quem apanhava quando chegava a 10 quilômetros do Palácio, tocar na parede do Palácio era uma conquista democrática de uma grandeza extraordinária. E a gente precisa aprender a valorizar essas conquistas que vão se somando e que terminam mostrando uma conquista quase infinita.


Eu lembro do famoso encontro com o GLBT. Eu lembro da preocupação que reinava no Palácio. Eu lembro. Tinha sido, como todas as conferências, um decreto presidencial convocando a conferência. Mas aí, depois, o pessoal começava a dizer: “Mas, ô Lula, e se tiver algum problema lá? E se alguém quiser te beijar? E se alguém quiser tirar foto? E se alguém quiser fazer alguma coisa?” Eu falei: Se alguém quiser fazer, vai fazer, porque nós vamos lá. Eu penso que foi, possivelmente, a maior aula de cidadania contra o preconceito de que eu já participei, foi aquela conferência. Porque o preconceito... Aliás, quem fez o filme cortou, acho, a palavra preconceito, porque quando eu falo de uma doença, a doença... eu estou falando do preconceito. Mas parece que, no filme, cortaram o preconceito e ficou “uma doença” que não sei das quantas...


Eu lembro da campanha, eu lembro da campanha de um candidato nosso em Pernambuco, em 1982, o Manoel Conceição. Ele era dirigente sindical de Pindaré-Mirim. Ele teve uma bala na perna e ele foi preso, virou gangrena, e tiveram que cortar a perna dele. Ele ficou só com o joelho para cima. Foi candidato em 82, em Pernambuco, e na televisão, no tempo da Lei Falcão, você só dizia assim: “Fulano de tal, faz isso”. Então, o Manoel Conceição, a propaganda dele era assim: “Manoel Conceição, perdeu uma perna”. E não dizia por que ele perdeu a perna. E o preconceito, eu confesso a vocês que eu acho que o preconceito e a hipocrisia são duas doenças que nós precisamos, quem sabe, fazer muito investimento em pesquisa para que a gente possa banir essa coisa do meio da Humanidade. Porque é gravíssimo o preconceito, ou seja, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém pergunta a um negro, ninguém pergunta a um pobre, ninguém pergunta a um hanseniano, ninguém pergunta a um cego, ninguém pergunta a um homossexual, ninguém pergunta, na hora da eleição, o que ele é, a pessoa quer o voto dele.


A Receita Federal, a Receita Federal não quer saber se a pessoa é branca, se ela é negra, se ela é homossexual, se ela é portadora de deficiência, se ela é ex-presa política, ou seja, ela quer saber de receber o imposto que a pessoa deve. Ora, isso só já nos dá o direito de brigar com muito mais força pelo resto da cidadania. Se a gente já tem a cidadania de votar e a cidadania de pagar os nossos tributos, o resto é consequência das coisas que nós temos que conquistar neste país.


Eu lembro, Paulinho, do dia em que nós lotamos o Palácio do Planalto de cachorros. Tinha uma briga, pela imprensa, que cachorro não podia entrar no shopping, cachorro não podia entrar no ônibus, cachorro não podia entrar no metrô, cachorro não podia entrar em igreja, Ricardo, não podia entrar em igreja. E aí eu resolvi fazer um desafio, para quebrar mais esse preconceito, que era levar os portadores de deficiência física, com os seus olhos, que eram os cachorros que guiavam eles. E foi interessante, porque nenhum cachorro fez qualquer sujeira, que muitos outros já fizeram dentro do Palácio do Planalto.


Eu acho que a gente ainda está muito longe de chegar à perfeição. E acho, Abdias, que esses teus 140 anos de luta pela igualdade racial não foram suficientes para que a gente conseguisse transformar aquilo que está na nossa Constituição em práticas concretas pelos seres humanos, que têm que cumprir a Constituição. Ou seja, nós estamos nos tornando um país quase perfeito, do ponto de vista da elaboração das normas, das leis: é o Estatuto da Criança e do Adolescente, é o Estatuto da Igualdade Racial, é o Estatuto... é a nossa Constituição mesmo, é Quioto... hein? Ah, do Idoso, de tudo... mas o de Quioto, também, que quiseram quebrar, agora!


Então, eu penso, eu penso que nós estamos quase atingindo a perfeição. Agora, é importante lembrar que a sociedade que cumpre as leis é feita por seres humanos. E nós é que somos defeituosos, nós é que descumprimos aquilo que nós mesmos fazemos. Nós é que, muitas vezes, quando lemos, não entendemos; e se não lemos, não sabemos aquilo que é a normatização das conquistas dos direitos neste país. Isso vale para todos os segmentos da sociedade. E quando a gente constata essas dificuldades, nós temos que estar animados. Por quê? Nós temos que estar animados porque outros países levaram muito mais tempo do que a gente para conquistar, e nós estamos caminhando, eu diria, a passos extraordinários.



Vejam uma coisa, quando a Dilma estava falando, eu estava lembrando de um discurso que eu fiz no Rio de Janeiro, em um encontro da UNE, sobre a questão dos desaparecidos brasileiros. Eu estava dizendo: a gente sofreria menos, se a gente transformasse os nossos companheiros em heróis, não apenas em perseguidos, mas em heróis. Vejam uma coisa: a Inês lutava por quê? Porque ela queria ter liberdade, neste país. Ela lutava por quê? Porque ela sonhava que um dia este país iria ter um governo que tivesse compromisso com a grande maioria da sociedade. A Dilma lutava pelas mesmas coisas. O Franklin Martins participou do sequestro de um embaixador americano exatamente para que a gente tivesse mais liberdade. O Tarso Genro foi preso para isso, o outro foi preso para aquilo. O Paulinho Vannuchi ficou não sei quantos anos; a Dilma, não sei quantos anos. Ora, gente! Então, eu acho que é importante a gente colocar isso na nossa consciência: é que valeu a pena, valeu a pena!


A mãe, a mãe do nosso companheiro, a nossa querida... eu não sei o nome dela todo... Elzita Santa Cruz. Ela falou aqui no começo, na abertura. Aquela mãe... Obviamente que a gente nunca vai tirar do coração da mãe o sofrimento de não ter visto o seu filho e enterrado ele. Isso é impagável, isso não tem política que consiga resolver esse problema. Agora, nós temos que ter consciência de que valeu a pena, de que a vida dele e de que a vida de outros significaram a gente chegar aqui porque, senão, ninguém vai lutar mais. Então, eu acho que esse, Paulinho, é o grande gesto, é a grande conquista.

Eu, um dia, desci com a Dilma lá no Quartel, no Comando do 2º Exército, lá na frente do Ibirapuera. Aí, quando o helicóptero parou, a Dilma ficou olhando, ficou olhando, e falou para mim: “Engraçado, eu não tenho raiva. Eu vim para cá.” Eu acho que ela não tem raiva é porque ela, se alguém prendeu a Dilma, se alguém torturou a Dilma, achando que tinha acabado a luta da Dilma, ela é uma possível candidata a presidente da República deste país.


E é assim que as coisas acontecem, é assim. Eu acho que nós estamos andando no tom certo, na caminhada certa, fazendo as coisas certas. Quem me conhece sabe que, desde o tempo do movimento sindical, eu não gosto de fazer nada precipitado, Abdias. Por isso é que eu quero chegar à tua idade, fazer as coisas com mais tranquilidade, mas com mais segurança. Se me derem um rio com cachoeira para eu entrar em um caiaque para chegar em um lugar que está a apenas dez minutos de onde eu estou, e me derem um rio mais tranquilo que vai demorar meia hora, podem ficar certos de que eu vou pelo rio de meia hora, porque eu sei que eu vou chegar em segurança e vou cumprir a minha missão. Então, o importante é que a gente tenha consciência de que nós estamos neste mundo para cumprir missões. E que tem dia em que a gente vai dormir frustrado, tem dia em que a gente pensa que não vale a pena. Quantas vezes a gente vai ficando decepcionado com aquilo que a gente faz no dia-a-dia? E aí, quando a gente chega no dia 21 de dezembro, próximo do Natal e a gente consegue fazer... Na entrega do 3º Programa de Direitos Humanos, a gente conseguir trazer gente, assim, de todo o Brasil, e saber que vocês estão lutando pelos direitos humanos, independentemente de quem seja o presidente da República. É mera coincidência eu estar aqui. Mas vocês já lutavam antes de eu chegar aqui e, certamente, vão continuar lutando muito mais, porque vocês vão aprendendo.


Então, eu quero terminar dizendo para vocês que essa demarcação das terras indígenas que nós fizemos agora... Eu não ia fazer agora, Marcio, porque você me deve uma, que eu vou cobrar só no ano que vem, agora. Estamos com espírito de Natal, vamos deixar para lá. Mas eu acho que essas... Por mais que a gente faça pelos índios neste país, por mais que a gente faça pelos negros neste país, a dívida é uma dívida impagável, é uma dívida impagável. E ela não pode ser paga em dinheiro, ela tem que ser paga em gestos, em atitudes, em comportamentos, em uma aproximação entre as várias gerações, para que a gente vá criando um mundo sem mágoas, sem ressentimentos porque as coisas... não tem como pagar, não é uma quantidade em dinheiro, é muito mais uma quantidade de gestos, de olhar, de coisas que nós temos que fazer.


Então eu quero, Paulinho, sem elogiar tanto o teu pessoal, porque daqui a pouco vão pedir aumento de salário, e dizendo que eu já transformei a Secretaria em Ministério, já faz um ano. Na outra, eu anunciei. Somente seis meses depois é que eu fui descobrir que faltava um DAS-6 para poder consagrar como Ministério. Aí eu fui ver, o DAS-6 estava com o Paulo Bernardo. Eu fui tomar, do Paulo Bernardo, o Ministério. Na verdade, eu dei um DAS-6 da Presidência, para poder consagrar o Ministério. Ou seja, nós vamos terminar o governo sem secretarias. Todas vão ter que ser transformadas em Ministério. E quem vier, ou crie mais, ou faça o que quiser, porque depois que vier outro, é o outro que vai fazer. Outro ou outra, sei lá quem é que vem.


De qualquer forma, de qualquer forma eu quero, Paulinho, agradecer, agradecer a sabedoria de todos vocês. Não é fácil fazer um documento como este. Os interesses pelas palavras são enormes, a importância das vírgulas ganha a dimensão de uma exuberância extraordinária. E esse teu jeito de ser, esse teu jeito equilibrado de fazer as coisas permitiu que nós chegássemos a este documento que agora vamos digeri-lo, vamos tentar trabalhar outra vez, transformar em projeto de lei aquilo que for projeto de lei, mandar para o Congresso Nacional debater, e assim nós vamos construindo a nossa democracia.


Então, Inês, minha querida Inês, eu só queria te dizer uma coisa, - eu estou vendo a Margarida Genevois ali, eu estou vendo... - é que valeu a pena, valeu a pena cada gesto que vocês fizeram, cada choque que vocês tomaram, cada apertão que vocês tiveram valeu a pena, porque nós aprendemos. E na medida que a gente aprende, a gente garante que não haverá mais retrocesso neste país. E isso nós devemos a vocês, que lutaram antes de nós.


Um abraço. Parabéns, Paulinho. Parabéns à Secretaria dos Direitos Humanos, e parabéns a todos vocês.

Codex Alimentarius - Substâncias

Fonte: VÍDEO DA SEMANA DO MÍDIA SEM MÁSCARA



Vigente desde o último dia de 2009, o Codex Alimentarius é a mais nova ferramenta das hostes globalistas que controlam a ONU para moldar o planeta conforme seus devaneios. Desta vez, a planificação é alimentar. Confira as novas substâncias (muitas delas cancerígenas) que já podem estar presentes na comida da população dos países adotantes do Codex Alimentarius, que serão favorecidos nas disputas da Organização Mundial do Comércio.

O grande objetivo do Codex: reduzir a população mundial, de acordo com os interesses confessos da máfia globalista.

Educação sexual homossexual tem de ser obrigatória

Fonte: JULIO SEVERO
10 de janeiro de 2010



James Tillman


AMSTERDÃ, Holanda, 11 de dezembro de 2009 (
Notícias Pró-Família) — De acordo com o parlamentar holandês Boris van der Ham, do esquerdista Partido Democratas 66, o governo tem de obrigar todas as escolas, inclusive as escolas religiosas, a incluir a homossexualidade como tópico de suas aulas de educação sexual.

“Um número muito grande de crianças está sendo criada com uma moralidade homofóbica”, disse van der Ham. “Embora isso seja mais comum em famílias imigrantes urbanas, as famílias rurais holandesas também têm tais preconceitos. As escolas têm de corrigir essa imagem”.

A declaração do parlamentar foi marcada para coincidir com um debate na quinta-feira sobre esse assunto. Seis organizações homossexuais
enviaramuma carta conjunta ao parlamentar holandês pedindo a inclusão da homossexualidade como tema obrigatório.

Em Amsterdã, 82 por cento das escolas nada falam sobre o assunto da homossexualidade na educação sexual,
de acordo com a Rádio Holanda Mundial. Van der Ham nega que seu projeto de lei violaria a liberdade de educação religiosa conforme estipula o Artigo 23 da Constituição holandesa.

“As escolas são livres na forma de suas lições”, disse ele, “mas os objetivos principais têm de ser cumpridos”.


Boris van der Ham havia anteriormente
protestado contra a atitude do governo polonês para com os homossexuais salientando o dever da Polônia de seguir os regulamentos da União Européia. Ele também apoiou uma emenda à Constituição holandesa para incluir os homossexuais entre os grupos contra os quais a discriminação é explicitamente proibida.

A Holanda já tem algumas das políticas mais pró-homossexualismo e anti-vida de todos os países do mundo. A Holanda foi o primeiro país a legalizar o “casamento” homossexual e a permitir que parceiros homossexuais adotassem crianças e tem gasto milhões de euros para promover a homossexualidade como normal.


O governo holandês também subsidia o aborto e permite que os médicos holandeses matem os doentes, os idosos e os bebês deficientes.

Veja notícia relacionada de LifeSiteNews.com

Netherlands Government Pledges 2.5 m. Euros to Crack Down on Religious Dissent from "Gay Rights"

Traduzido por Julio Severo:
www.juliosevero.com

Veja também este artigo original em inglês:
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09121112.html

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Jair Bolsonaro: Crise militar e a verdade

Fonte: O DIA ONLINE
11.01.10



É preciso abrir arquivos dos partidos e investigar os crimes da esquerda

Deputado federal (PP-RJ)


Rio - O presidente Lula faz malabarismo para acomodar todos pelo que chama de governabilidade. Mas, afeto a metáforas futebolísticas, agora leva bola nas costas de seus ministros Vanucchi e Tarso Genro, ao querer rever pela ótica dos derrotados apenas a meia história de 1964 a 1985.


Quando José Dirceu, foi destituído da Casa Civil, na despedida, ao dirigir-se a Dilma Rousseff saudou-a como “compaheira em armas”. Mas seus crimes não estariam na pauta da dita Comissão da Merdade, apenas os equívocos da direita.


Por que não abrir os arquivos de partidos políticos, que, apesar de pessoas jurídicas de direito privado, também são de interesse público? Os arquivos do PC do B interessam aos militares, à verdade e ao Brasil. Teriam eles sidos queimados? Se foram, com que moral acusam militares de terem queimados os seus?


Em 1966, Oswaldão, regressando do exterior onde fez curso de guerrilha, comprou posse de extensa área no pé de Serra das Andorinhas, rica em ouro. Este fato desmente que o PC do B foi para o Araguaia fugindo da repressão, colocando também por terra o declarado por Elza Monerat, em arquivos do STM, sobre a Guerrilha do Araguaia.


O PC do B, a exemplo das Farc que subsistem graças ao tráfico de cocaína, seria bancado pelo ouro vendido a países comunistas que financiavam a luta armada.


Nota-se, não por acaso, que os autores do projeto da Comissão são os mesmos que defendem o terrorista italiano Cesare Battisti, no passado lutaram pela liberdade dos sequestradores de Abílio Diniz e tudo fizeram para que o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel não fosse esclarecido.

Quem tem medo da verdade? Os militares ou a esquerda?

NOTALATINA - A indiferença do governo brasileiro ante os crimes hediondos dos amigos farianos

domingo, 10 de janeiro de 2010


Olá, amigos,
O Notalatina comenta hoje sobre vários crimes hediondos ocorridos no final do ano passado e que não mereceram qualquer atenção por parte da mídia mas, principalmente, do governo brasileiro. Quatro deles cometidos pelas FARC, amigas de Lula e do PT, e os outros no México mas que se conectam todas entre si.

Há indicação de links e alguns vídeos importantíssimos que os convido a vê-los para poder compreender muitas coisas que acontecem no Brasil hoje, sobretudo as relações com a famigerada lei (na verdade, uma nova constituição - propositalmente em minúsculas) sobre os "Direitos Humanos" dos terroristas.

Se acharem importante divulguem, mas não esqueçam de dar os créditos ao
Notalatina.

Fiquem com Deus e até a próxima!

G. Salgueiro


Jimmy Carter afirma que católicos e batistas são culpados por todos os crimes contra as mulheres

Fonte: JULIO SEVERO
10 de janeiro de 2010


John-Henry Westen



MELBOURNE, Austrália, 11 de dezembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Em palestra numa reunião patrocinada pelo Parlamento das Religiões Mundiais (PRM), o ex-presidente americano Jimmy Carter mais uma vez culpou as religiões tradicionais, principalmente os batistas do Sul dos EUA e os católicos, por “criarem um ambiente onde se justificam violações contra as mulheres”.

É um tema que Carter está usando com muito sucesso para atrair a atenção dos meios de comunicação há anos.

Embora numa coluna de julho no jornal The Observer Carter tenha confessado “não ter nenhuma educação religiosa ou teológica”, em sua palestra para o PRM Carter apelou para sua autoridade como alguém que “tem ensinado lições bíblicas por mais de 65 anos”.

Em oposição à vasta maioria de autênticos acadêmicos e historiadores, Carter declarou: “É claro que durante o início da era cristã as mulheres serviam como diaconisas, padres, bispas, apóstolas, mestras e profetizas”. Ele acrescentou: “Só foi a partir do quarto ou terceiro século que líderes cristãos dominantes, todos homens, torceram e distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuarem suas posições de autoridade dentro da hierarquia religiosa”.


Contrariando as hipóteses de Carter, o Papa João Paulo II ensinou: “O Senhor Jesus escolheu homens para formar a instituição dos doze apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram colaboradores para sucedê-los em seu ministério”. Ele acrescentou: “a Igreja reconhece-se como amarrada a essa escolha feita pelo próprio Senhor. Por esse motivo a ordenação das mulheres não é possível” (Catecismo da Igreja Católica: 1577).


Carter selecionou a Convenção Batista do Sul e a Igreja Católica Romana, afirmando que elas “acham que o Todo-poderoso considera as mulheres inferiores aos homens”. Contudo, ambas as religiões cristãs defendem a verdade bíblica de que Deus criou homens e mulheres iguais.


Carter sugere que o único modo de os líderes religiosos do sexo masculino escolherem interpretar os ensinos para exaltar em vez de subjugar as mulheres é permitindo que as mulheres se tornem padres e pastoras. “Eles têm, para suas próprias finalidades egoístas, escolhido subjugá-las”, disse ele.


“A persistente escolha deles fornece a base ou justificação para grande parte da generalizada
perseguição e abuso contra as mulheres no mundo inteiro”, disse Carter. Carter enumerou horrendas violações contra as mulheres, tais como estupro, mutilação genital, aborto de embriões do sexo feminino e violência doméstica.


Respondendo aos pontos praticamente idênticos de Carter em julho, John Paul Meenan, professor de teologia na Academia Our Lady Seat of Wisdom em Barry’s Bay, Ontario, Canadá,
caracterizou os pontos de Carter como “ridículos”, comentando que não há evidência de que a Igreja primitiva ordenava mulheres.

Além disso, Meenan frisou que historicamente o Cristianismo tem de receber o crédito por promover a dignidade das mulheres. “É a Igreja que invariavelmente melhorou a sorte das mulheres nas terras que se convertiam e se tornavam cristãs”, disse ele.

Traduzido por Julio Severo:
www.juliosevero.com

Veja também este artigo original em inglês:
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/dec/09121113.html

Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “
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Leia também:

CRIAR IGREJA E SE LIVRAR DE IMPOSTOS CUSTA R$ 418 BASTAM R$ 418,00

Fonte: MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO


Autor(es): HÉLIO SCHWARTSMAN
Folha de S. Paulo - 29/11/2009


Religiosos ainda têm direito a prisão especial e dispensa do serviço militar


Bastaram cinco dias úteis e R$ 418,42, somando gastos com cartório e obtenção de CNPJ, para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com o número no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, os três fundadores da igreja puderam abrir uma conta bancária e fazer aplicações livres de Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras. Livrar-se de tributos é a principal vantagem material de abrir uma igreja. Conforme a Constituição, templos estão dispensados de taxas como o IPTU (imóveis urbanos), o IPVA (veículos) e o ISS (serviços). No Brasil, ministros religiosos também têm direito a prisão especial e não precisam prestar serviço militar. Segundo defensores, o objetivo das isenções é evitar que o Estado interfira na liberdade de culto.

Após fundar igreja, reportagem da Folha abre conta bancária e faz aplicação isenta de IR

Além de vantagens fiscais, ministros religiosos têm direito a prisão especial e estão dispensados de prestar serviço militar

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: "São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento".

A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.

A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como "supremo governador" o monarca britânico.
Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.

Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários "Is" que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.

Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.

A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).

Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.

Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.

Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.

Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.

O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.

Sim, verde é a NOVA COR do Comunismo, como diz o site onde encontrei este vídeo

Fonte: VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

ONDE ESTÁ O AQUECIMENTO GLOBAL?

Fonte: A NOVA ORDEM MUNDIAL
FRIDAY, 8 JANUARY 2010


Os alarmistas do aquecimento global usam inúmeras desculpas para justificar a onda congelante de frio aqui na europa, mas a verdade e que a mudança do clima e natural e estamos longe da catástrofe que Al Gore vislumbra para o nosso futuro. O estadao, por exemplo, estampou ontem a noticia de que "Onda de frio não refuta alerta para aquecimento, diz cientista", "Isso faz parte de uma variação natural. Nós continuaremos registrando recorde de temperaturas baixas, mas com menor frequência no decorrer dos próximos anos". E isto ai, quando temos uma onda de calor, e por causa do aquecimento global, mas quando todos congelam em um frio de -14 (aqui em Reading/UK), e apenas variações normais da temperatura.


A foto acima mostra o Reino Unido totalmente coberto por neve.


Irei mais tarde postar algumas fotos de como minha cidade ficou depois de 2 dias de neve. Pela primeira vez em cinco anos que eu moro aqui a neve perdura, tornando um caos o transito, mas fazendo a mais bela paisagem que já vi aqui. Fiz até snowboard em um parque dois dias atrás

Voto manual, conteo total

Fonte: FUERZA SOLIDARIA
11 Ene 2010




El año 2010 es un año electoral. Muchos creen que esta vez los factores democráticos podrán obtener la mayoría en la Asamblea y, desde allí, comenzar a revertir el proyecto socialista que Chávez viene implementando. Sin embargo, para lograr esa meta, primero hay que depurar el CNE, a fin de implementar el voto manual y el conteo total de las urnas. Peña Esclusa propone a los venezolanos unificar todos los esfuerzos en lograr un sistema electoral independiente, transparente y confiable.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".