Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

OITENTA ANOS DEPOIS

NIVALDO CORDEIRO - parte I e parte II



The Ogre does what ogres can, 
Deeds quite impossible for Man, 
But one prize is beyond his reach, 
The Ogre cannot master Speech: 
About a subjugated plain, 
Among its desperate and slain, 
The Ogre stalks with hands on hips, 
While drivel gushes from his lips.

W.H.Auden, August 1968. 

 

A crise de 1929 está completando oitenta anos e de novo a humanidade encontra-se confrontada com peripécias equivalentes. As mentes lúcidas da época não se enganaram com o que estava acontecendo. Se a multidão idiotizada não sabia muito bem o que a esperava, tanto os agentes do mal sabiam o que faziam como aqueles que lhes davam combate. Hitler, Stalin e Mussolini tinham seus objetivos bem claros. Na América os progressistas dominavam a Presidência da República e não hesitaram em pôr em marcha a Grande Sociedade. Entre nós tivemos a experiência do Estado Novo, fascista em estado puro. Havia um acordo entre os lideres políticos de que o caminho da prosperidade e da redenção humana passava pelo Estado Grande. Pensadores e filósofos nos dois Hemisférios passaram a legitimar o retorno ao Estado Total, que vigeu desde os tempos bíblicos, tendo sido domesticado somente no Advento cristão.

 

Homens como Ortega y Gasset, Von Mises, Raymond Aron e Irving Babbit faziam solitário contraponto a essa regressão histórica. Eles viam o enorme perigo que era a construção da Grande Sociedade, seja aquela de vertente comunista ou nazista (sua variante nacionalista), seja a fascista, que teve nos EUA um seguidor entusiasta. O redemoinho de destruição que viria embaralhou um pouco o sentido das palavras, mas oitenta anos depois é possível retornar ao ponto de partida e ver mais claramente. Só com a eleição de Barack Obama e o triunfo completo do Partido Democrata é que essa plataforma fascista alcançou o apogeu nos EUA. Não podemos esquecer que na Europa essa forma de organização social em que o Estado é tudo, compra, vende, tributa, emprega e regula a vida cotidiana de cada um – o Estado Total – já é uma realidade há muito tempo.

 

Obviamente que a liberdade como aquela entendia pela tradição judaico-cristã e pelos liberais clássicos está em vias de desaparecer, com todas as conseqüências dessa constatação. O cultivo dos valores morais, dos direitos fundamentais e da ética visigótica que coloca o primado da moralidade sexual e da propriedade foi definitivamente sepultado. O mundo mudou violentamente, de tal sorte que ficamos espantados ao percorrer os caminhos de volta dessa jornada.

 

Isso não seria importante se não tivesse conseqüências para a vida prática e para a vida do espírito. Seria um simples passatempo de um observador diletante, mas infelizmente não é. Na vida prática temos a eclosão das crises econômicas e políticas, que teve agora um novo ciclo aberto com o setembro negro, de desdobramentos imprevisíveis. A vida do espírito, esta está em franca decadência, ficando agora confinada a indivíduos isolados, verdadeiros restos de Israel que são preservados pela graça de Deus, partilhando de angústias indizíveis.

 

O fato é que oitenta anos depois voltamos ao mesmo ponto da espiral descendente que então se formava, como um furacão demoníaco. Voltamos ao mesmo ponto, mas em alguns degraus inferiores. Estamos mais perto do olho do furacão. O deus dos ventos presente no Zaratustra de Nietzsche agora sopra seu bafo infernal com mais vigor. Essa realidade foi escrita em pedra, por toda a eternidade, no poema de Yeats:

 

Tudo se desmancha no ar. O centro não segura 
a imensa anarquia solta sobre o mundo.
Terrível maré de sangue invade tudo e 
as cerimônias da inocência são afogadas.
Os homens melhores não têm convicção;
e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal.

 

Outro poeta não foi menos atento ao que estava acontecendo, W.H.Auden. Em 1929 ele escreveu o poema que ficou até 1945 sem título e inédito. Era demasiado profético e apenas com a consumação dos acontecidos é que veio à luz. O título foi sintomático: “1929”. Transcrevo abaixo a quarta parte do poema, que fala por si: 

 

It is time for destruction of error.

The chair are being brought in from the garden,

The summer talk stopped on that savage coast

Before the storms, after the guests and birds:

In sanatoriums they laugh less and less,

Less certain of cure; and the loud madman

Sinks now into a more terrible calm.

The falling leaves know it, the children,

As play on the fuming alkali-tip

Or by the flooded football ground know it –

This is the dragon’s day, the devourer’s:

Orders are given to the enemy for a time

With underground proliferation of mould,

With constant whisper and with casual question,

To haunt the poisoned in his shunned house,

To destroy the efflorescence of the flesh,

The intricate play of the mind, enforce

Conformity with the orthodox bone.

 

You whom I gladly walk with, touch,

Or wait for as one certain of good,

We know it, know that love

Needs more than the admiring excitement of union,

More than the abrupt self-confident ferewell,

The heel on the finishing blade of grass,

The self-confidence of the falling root,

Needs death, death of grain, our death,

Death of the old gang; would leave them

In sullen valley where is made no friend,

The old gang to be forgotten in the spring,

The hard bitch and the riding-master,

Stiff underground; deep in clear lake

The lolling bridegroom, beautiful, there.

 

Oitenta anos depois podemos recitar o poeta com toda atualidade. Nada do que escreveu envelheceu, mas tudo se agravou. É como se o infernal Plutão rompesse nos céus em duelo apocalíptico com Saturno, devorando a humanidade. Os demônios estão à solta. O falcão não é mais controlado pelo falcoeiro.


De pouco adianta na prática analisar o Estado que se agigantou ao limite. Bem sabemos que análises brilhantes não livraram a humanidade dos tenebrosos anos Trinta, menos ainda os avisos apavorados das vozes proféticas. Os alertas não foram poucos, mas não havia ouvidos para ouvir. Foi como que um encontro com o Destino: forças postas em movimento garantiam que o desfecho seria inevitável e o curso dos acontecimentos não poderia ser mudado sem antes uma grande destruição.

 

Ortega y Gasset, em um dos seus brilhantes textos, mostrou que a combinação do idealismo com a poderosa máquina estatal moderna levou à tentativa de perfeição humana pelo Estado. Não por acaso ele partiu da obra de Cervantes, DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, o grande profeta dos tempos modernos. O primeiro gesto dessa perfeição falsificada, que redundou na nefasta experiência do século XX, foi a expulsão dos judeus da Espanha quatrocentista, gesto capital que antecedeu Auschwitz. O primeiro Estado nacional moderno nem bem nasceu e enveredou pela engenharia social. Era o quixotismo com toda força em ação, o descolamento completo do real. Aquela primeira grande alucinação trouxe enorme sofrimento e perdas para o Reino de Espanha, mas quem se importou? Não haveria, desde então, mais lugar para aqueles que não se conformassem com os ditames estatais de ocasião. Antes os judeus, agora os cristãos. Os homens de poder não se contentariam mais em se dar conta dos fatos como eles são, precisarão agora aperfeiçoar a natureza. O poder crescente do Estado, junto com a alienação dos governantes, formou a receita letal que veio crescendo desde então.

 

O Estado não é apenas o novo deus, é o único deus desses homens arrogantes e desprovidos da Revelação. Mas o Estado é apenas a ferramenta pela qual indivíduos particulares, usando das prerrogativas dadas pelo poder, puderam dar dimensão ao seu ego inflado. Os reis não tão católicos de Espanha (não estou reescrevendo a história, estou dizendo que eram apenas católicos nominais, contrários à doutrina) provaram da maçã envenenada do poder absoluto. O grande símbolo desse momento é aquele criado por Leonardo da Vinci, contemporâneo de D. Fernando e D. Isabel, sua rainha: o homem vitruviano, que desde então foi largamente difundido, a ponto de suplantar o símbolo da cruz como representação religiosa. É Vênus, a Estrela da Manhã,  o símbolo do Anticristo, desde então cantado em prosa e versos. “Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago!” (Lc 10,18)

 

Veja, caro leitor, que esse símbolo representará o novo humanismo renascentista, marcando o resgate das antigas filosofias gregas sepultadas, o epicurismo e o estoicismo, que ressurgiram com grande vigor àquela época. Hoje essas tradições tornaram-se dominantes, dando origem ao Novo Mundo, à própria modernidade. Não haveria Reforma religiosa sem o homem vitruviano. O homem vitruviano pretende tornar literal a máxima sofística de que “o homem é a medida de todas as coisas”, mais um resgate da antiguidade, de Protágoras. Foi descoberta a quadratura do círculo. Sua representação está em toda parte onde a estrela de cinco pontas estiver gravada. É a expressão da máxima arrogância humana, seu desprezo profundo pelas coisas de Deus. Praticamente esse símbolo tremula em todas as bandeiras das nações modernas, mais das vezes em substituição ao antigo símbolo da cruz no Ocidente. Basta ver o escudo da nossa República, que substituiu o escudo Imperial, mudança emblemática dos novos tempos.

[Fui encontrar em um texto despretensioso de Beckett[1] uma bela descrição do símbolo, associado à morte e à desolação. Ei-la: “De seu leito ela vê se levantar Vênus. Mais uma vez. De seu leito com tempo ela vê  se levantar Vênus seguida pelo sol. Sente raiva então do princípio de toda vida. Mais uma vez. À tarde com céu claro ela desfruta da desforra de Vênus. Diante de outra janela. Sentada rígida em sua velha cadeira de carvalho com travessas e sem braços. Ela emerge dos derradeiros raios e cada vez mais brilhante declina e se abisma por sua vez. Vênus”. Não sei se Beckett, neste texto tardio, tinha a intenção de dar uma abordagem religiosa, mas o simbolismo é muito forte a despeito de suas intenções. O personagem feminino é como a nossa civilização, a morrer. Um trecho seguinte é ainda mais assustador: “De tanto – fiasco de tanto fiasco a loucura se imiscui. De tantos escombros. Vistos não importa como não importa como ditos. Receio de escuridão. Do branco. Do Vazio. Que ela desapareça. E o resto. De uma vez por todas. E o sol. Derradeiros raios. E a lua. E Vênus. Só céu preto”. Não escapa aqui ao observador o marcante simbolismo do Crescente, o Anticristo estampado na sua inteireza. Esta última descrição, de tão plástica, lembra um quadro de Van Gogh ou os versos de Walt Whitman citados por mim.]

 

Oitenta anos depois o triunfo do símbolo do pentagrama sobre o mundo é total. No poder assim como nas artes e no cotidiano. Tempos de cantar o Anticristo. Tempos de destruição. É o infernal Plutão rasgando o céu de Saturno.


[1] Beckett, Samuel, MAL VISTO MAL DITO, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008

Crianças na faixa de Gaza

A mídia, como sempre, fazendo propaganda de celerados.

Prestem atenção nas fotos abaixo. Estas crianças, todas elas, são vítimas. Todas são vítimas dos "palestinos" que as usam de todo jeito possível e imaginável desde que o objetivo seja a revolução.

Mostra o que os palestinos fazem com as crianças, mí"r"dia nacional. Digam também que nos últimos seis meses os palestinos mandaram 6 mil e quinhentos mísseis CONTRA ISRAEL. Diga também que os terroristas palestinos se instalam DENTRO DAS ÁREAS CIVIS e de lá atuam CONTRA ISRAEL e por isto caem bombas lá na Palestina depois de seis meses de ataques palestinos a Israel.



domingo, 4 de janeiro de 2009

A teoria do valor e o MITO da mais-valia

MOVIMENTO ENDIREITAR
Qui, 22 de Novembro de 2007 06:32 João Luiz Mauad

"Adam Smith e David Ricardo lançaram, nas suas investigações econômicas, os fundamentos da teoria do valor-trabalho. Marx continuou sua obra. Fundamentou com toda precisão e desenvolveu de forma conseqüente aquela teoria. Mostrou que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho socialmente necessário investido na sua produção."

Vladímir Ilitch Ulianov, dito Lênin.



É quase impossível acreditar que dois dos maiores gênios que a ciência econômica já conheceu estiveram na raiz de toda essa baboseira teórica chamada "mais-valia". Por mais inverossímil que pareça, no entanto, quanto a isso não há em que desmentir o maestro do bolchevismo, autor da epígrafe. Marx realmente apoiou a sua tese fundamental sobre as teorias dos dois economistas clássicos, torcendo e contorcendo argumentos à exaustão, evidentemente, como era do seu feitio.


Naquela época, a maioria dos economistas acreditava que os bens valiam o quanto custava para produzi-los, ou seja, tinham um valor intrínseco. Muito embora Adam Smith tenha partido de um "insight" perfeito, quando inferiu que o trabalho é o meio que tem todo indivíduo para alcançar o verdadeiro fim, ou seja, o consumo das coisas que lhe garantirão o bem-estar, sua dedução sobre o "valor real" dos bens como função exclusiva do "valor-trabalho" neles embutido estava obviamente equivocada, dentre outras coisas, por desconsiderar fatores como as diferenças de produtividade do trabalho ou as preferências individuais.


(Aliás, se o estimado leitor me permite uma rápida digressão, o erro de Smith e Ricardo só vem comprovar aquilo que muitos já sabem, mas que outros tantos ainda insistem em recusar: nenhum homem, por mais sábio que seja, estará certo 100% do tempo. Nem mesmo os maiores filósofos e os melhores cientistas estão imunes ao erro. Alguns acertaram mais do que erraram e outros estiveram equivocados quase o tempo todo. A ciência é uma obra em permanente construção, em que a dúvida e a investigação têm papel decisivo, cabendo aos estudiosos que se debruçam sobre ela separar o joio do trigo e fazê-la evoluir. Nesse contexto, não se pode, por exemplo, considerar a obra de Marx uma completa "nulidade", malgrado ela carregue em seu bojo uma imensidão de equívocos. “O Capital”, principalmente, traz algumas contribuições ao pensamento econômico, notadamente em relação à história do capitalismo ainda em seus primórdios. O que não dá é para transformar uma obra que já se provou ultrapassada em Bíblia de economia, como é feito amiúde nas nossas universidades.)


Mas, voltando à mais-valia, mais incrível ainda do que o erro dos economistas clássicos é constatar que há, em pleno século XXI, certos "intelequituais" que nunca ouviram falar da teoria marginalista ou em valoração subjetiva, e continuam apostando todas as fichas numa extemporânea luta de classes, apoiada no suposto antagonismo entre capital e trabalho, burguesia e proletariado, cuja gênese está justamente na 


tese espúria da "mais-valia" e sua idiota interpretação de que o lucro não é outra coisa senão a exploração do trabalho, quando na verdade ele é fruto da satisfação do consumidor e da eficiência empresarial.


Foram os liberais austríacos que derrubaram a teoria do valor-trabalho de Smith e Ricardo, demonstrando, por tabela, que a base sobre a qual Marx ergueu a tese da mais-valia e tudo que dela deriva, inclusive – e principalmente – a existência de um conflito de classes inexorável (que povoa ainda hoje os sonhos revolucionários de um monte de gente), é uma tremenda furada. 


A "revolução" austríaca está, basicamente, no “insight” de que a pedra angular da teoria econômica é a avaliação (individual) subjetiva.


Fiquemos com uma síntese de Murray Rothbard:


"A ciência econômica não trata das coisas ou dos objetos materiais. Ela analisa os atributos lógicos e as conseqüências da valoração individual. Evidentemente, as "coisas" fazem parte do problema, já que não pode haver valoração sem que existam objetos a serem valorados. Entretanto, a essência e a força propulsora da ação humana – e, portanto, do mercado – são as avaliações dos indivíduos. A ação humana é resultado de escolhas entre alternativas, que refletem valores, ou seja, preferências individuais."


Resumidamente, o que os austríacos fizeram foi demonstrar que o valor de troca dos bens é função de parâmetros outros, que não apenas os custos diretos dos mesmos e, muito menos, a quantidade de trabalho neles embutida, como inferiu equivocadamente Adam Smith. Dentre outras coisas, mostraram que, se o valor dos bens dependesse exclusivamente do seu custo, circunstâncias como escassez, abundância, utilidade ou preferências subjetivas não teriam qualquer relevância na formação do valor de troca e, conseqüentemente, nos preços dos bens. 


Um diamante bruto, achado ao acaso, por exemplo, jamais poderia valer mais do que, digamos, um par de sapatos ou uma bisnaga de pão.


O valor subjetivo que atribuímos às coisas varia em função de diversas circunstâncias, como clima (invernos amenos costumam fazer encalhar coleções inteiras), estado psicológico do consumidor (euforia ou depressão), etc. Quem nunca notou, por exemplo, que é muito mais difícil resistir àqueles lindos salgados da vitrine de qualquer boa padaria antes do almoço do que depois dele? Por conta desse detalhe simples, famílias precavidas e econômicas estabelecem como norma que as compras do supermercado sejam feitas somente de barriga cheia, a fim de evitar que as guloseimas expostas nas prateleiras se transformem em tentações irresistíveis.


Ademais, se a satisfação do comprador ou a escassez de determinado produto não tivessem qualquer interferência na formação do valor de troca, como desejava Marx, nenhuma empresa jamais teria problemas para vender seus produtos, bastando ofertá-los no mercado a preço de custo, mais uma módica margem de lucro e os clientes fariam fila na sua porta. Até mesmo a venda de geladeiras para esquimós seria possível e lucrativa, já que as necessidades e preferências do consumidor não teriam qualquer peso.


Partindo da premissa de que havia um componente subjetivo na formação de valor de todos os bens, os economistas austríacos desenvolveram também o que se convencionou chamar de "teoria marginalista", ou "lei da utilidade marginal decrescente", a qual, resumidamente, estabelece que "cada unidade extra de um determinado bem proporciona menor benefício subjetivo que a unidade anterior". Imagine um homem perdido no meio do deserto, sedento e cansado. Ele provavelmente seria capaz de pagar uma fortuna ao primeiro "capitalista" que aparecesse em seu caminho para vender-lhe uma simples garrafa de água gelada, mas não pagaria o mesmo valor por uma segunda e assim sucessivamente.


Em resumo, o preço de venda de qualquer bem depende da avaliação subjetiva que tanto compradores quanto vendedores fazem dele, e não apenas do custo de produção nele embutido e, muito menos, do tal "valor-trabalho". Se entro numa loja e compro um par de sapatos é porque valorizo mais o produto do que o dinheiro pago por ele, enquanto o comerciante valoriza mais o dinheiro do que a mercadoria. Quem quer que já tenha precisado vender com urgência um bem de menor liquidez (imóvel, veículo, etc.) sabe que o valor que atribuímos a ele se reduz à medida que o tempo se esgota.


De tão óbvias e elementares que são as evidências acima, a impressão que se tem é que os acadêmicos marxistas e sua profusão de acólitos são viajantes do tempo. É como se eles não fossem do presente, mas seres do passado. Em matéria de economia, estão ainda na pré-história. Comparando com a astronomia, por exemplo, eles seriam de uma era anterior a Galileu.

 

Publicado originalmente no MidiaSemMascara.org

LATET ANGUIS IN HERBA

FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Ubiratan Iorio | 31/12/2008
Economista, Fundador do FDR

A propósito da recente tentativa do governo de nos impor, por medida provisória, a capitalização do “Fundo Soberano Brasil”, bem que podemos recordar - tal como Machado de Assis em “A Mão e a Luva”, ao descrever o encontro fortuito entre Estácio e Guiomar nos jardins de uma chácara na bucólica Praia de Botafogo do século XIX - o poeta Virgílio (Eclogae 3.93): há uma cobra escondida no capim! Em termos – digamos - menos literários, isto equivale à afirmativa de que em baixo desse angu tem caroço... Aliás, em se tratando de manobras do governo petista, a experiência tem mostrado com clareza contundente que praticamente todos os angus têm caroços e que há numerosas gatarias escondidas em todas as tubas do Executivo, miando hinos de louvor ao Estado onipotente, aquele mesmo que garante as suas sinecuras e prebendas, sempre custeadas pelos contribuintes...

Qui legitis flores et humi nascentia fraga, frigidus, o pueri, fugite hinc, latet anguis in herba! (Eclogae 3.92)! Ó crianças que colheis flores e morangos que nascem no chão, fugi daqui, há uma fria cobra escondida no capim... Eles – os homens da Fazenda, mentores do gesto despudorado – pensam, decerto, que somos um bando de crianças a colher inocentemente flores e morangos e incapazes de enxergar as víboras que, escondidas sob relvas aparentemente macias e inofensivas, apenas esperam para dar o bote. 

Esse tal “Fundo Soberano Brasil” (FSB) é uma excrescência abominável, cujos únicos propósitos são enfraquecer o Banco Central, fortalecer o projeto de um Estado ainda maior e mais forte e sobrepor o Executivo aos outros dois poderes. O FSB inspira-se em experiências semelhantes nascidas em economias – como a da China – que ostentam sistematicamente superávits nas contas internas e externas, coisas que, efetivamente, não acontecem no Brasil: nossa conta de transações correntes só é superavitária episodicamente e nosso déficit nominal interno é crônico e crescente. Os defensores do Fundo, no entanto, sempre simularam desconhecer essas características estruturais de nossa economia, ou – hipótese pela qual me inclino com probabilidade igual a 1 – julgam que não seriam importantes. Por isso, quando sugeriram, há alguns meses, a sua criação, alguns analistas mais perspicazes aventaram que se tratava de uma manobra – latet anguis! – para tornar possível o projeto do ministro Mantega e de seus súcubos neokeynesianos de intervir na política cambial, criando uma espécie de “BCB do B” (tomando emprestada a expressão do editorial do Globo do dia 30 de dezembro), para adotar medidas diametralmente opostas às de nossas autoridades monetárias. Duplicar os mecanismos de ação sobre o câmbio!... Essa gente não tem mesmo a menor idéia de como os mercados reagiriam a tamanho despautério, o que, aliás, é perfeitamente compreensível, pois nem remotamente são capazes de compreender o que vem a ser o processo de mercado... Um verdadeiro absurdo, que nos faz dar razão ao jornalista Reinaldo Azevedo, quando os denomina, sem a menor cerimônia, de “petralhas”. Com efeito, o Brasil que se dane, porque o importante, o relevante, o crucial mesmo é o “projeto de país” que vaga fantasmagoricamente em suas cabeças socialistas, para gáudio de seus neurônios heterodoxos... Lembremo-nos de que essa gente – que não pode, com efeito, ver um preço no seu lugar certo (determinado pelo mercado) -, quando o dólar estava fraco perante o real – época em que surgiu a idéia de criação do Fundo - pôs-se a crocitar insistentemente, corvejamento naturalmente acompanhado por exportadores e por detentores de posições credoras em dólares, que estavam, obviamente, perdendo. 

Agora, com a valorização do dólar frente à nossa moeda no bojo da crise internacional, o governo vem com essa pérfida manobra da MP 452, que altera inconstitucionalmente a lei de criação do FSB aprovada pelo Congresso, alegando a necessidade de dotá-lo de recursos, ao arrepio do Congresso. Em outras palavras, o presidente do país sanciona uma lei e, imediatamente, muda-a por uma medida provisória, que permite, inclusive, que o governo emita títulos com vistas à capitalização do Fundo. Sem dúvida, é uma Dívida Interna do B... É evidente que, mesmo na hipótese, defendida, pelo governo de que os R$ 14,2 bilhões necessários para iniciar as operações do FSB serão devidamente abatidos da dívida caso o Congresso aprove a MP, trata-se de um inadmissível rompimento de uma regra básica, aquela que não permite financiar gastos públicos via endividamento. Quebrando esse princípio salutar, a responsabilidade fiscal vai, com todas as letras, para a cucuia, ou seja, para o beleléu! Exatamente como eles desejam.

É chegada a hora de nosso Supremo pronunciar-se em defesa da democracia, ou seja, pela inconstitucionalidade da manobra perpetrada à sorrelfa, em meio às festividades natalinas, pelo Executivo. Quem pode garantir, dado o histórico deste governo, que o FSB não será “entendido” como um mecanismo para gastar recursos públicos, escapando aos imprescindíveis controles? Quem pode assegurar que não será utilizado para aumentar nosso – desde muito tempo – paquidérmico Estado? Quem pode asseverar que não se trata de manobra para incrementar sua presença na economia? E quem pode dar como certo o equilíbrio de nossas contas públicas? 

Muitos atos do governo petista podem ser colocados sob suspeição. Mas poucos como essa MP 452, que é uma tentativa claríssima – e não é a primeira! - de aplicar um drible duplo, no Legislativo e no Judiciário. Pela preservação da verdadeira democracia, ela não pode passar. Vejamos se nossos congressistas conformar-se-ão em abrir mão de legislar e se nosso Supremo recusar-se-á a desempenhar o papel de Ínfimo. Ou seja, se os zagueiros se deixarão fintar em troca de sabe-se lá – mas pode-se imaginar - o que... 

In ista vipera est veprecula. Nesta moita há uma víbora... Alguém ainda pode ter alguma dúvida?

Anúncio do fim

Olavo de Carvalho

Jornal do Brasil , 1 de janeiro de 2009


Se fossem apenas previsões em sentido estrito, as especulações do cientista político russo Igor Panarin quanto ao futuro dos EUA não mereceriam mais atenção que um palpite de turfista. Mas, exatamente como aquelas de Arnold Toynbee que comentei em outro lugar (http://www.olavodecarvalho.org/semana/080512dc.html), elas não são previsões: são o resumo de um plano já em avançada fase de execução. Nenhum estudioso em seu juízo perfeito se arriscaria a fazer prognósticos tão detalhados com base em puras tendências econômicas gerais. Se Panarin é levado a sério pelo Kremlin, é porque o Kremlin sabe do que ele está falando. Suas profecias só merecem respeito porque preparam aquilo que anunciam. Discuti-las como teoria é divertimento ocioso: ou a elite americana faz algo de prático para frustrá-las, ou trata logo de inventar algum pretexto elegante para relax and enjoy diante da ocupação estrangeira.


Panarin prevê a decomposição dos EUA a partir de 2010, com a subseqüente divisão do território em seis regiões separadas, sob o domínio da China, da Rússia, do México, da União Européia, do Canadá e do Japão (v.http://online.wsj.com/article/SB123051100709638419.html). Não há espaço aqui para analisar cada um desses casos, mas, só para dar dois exemplos, a China, pretendente à posse de toda a costa oeste segundo Panarin, e o México, virtual herdeiro de nove Estados entre a Flórida e o Novo México, já desfrutam, nos EUA, de uma liberdade de ação que nenhuma potência concede usualmente a nações estrangeiras. Vinte e tantos anos de demolição sistemática da indústria americana em favor de seus concorrentes chineses – verdadeiro protecionismo às avessas –, acabaram por fazer do consumidor americano o principal sustentáculo da economia chinesa, transmutando investimentos em débitos e ajuda econômica em ritual de auto-imolação. A política de favorecimento unilateral inaugurada por Richard Nixon e levada à perfeição por Bill Clinton deu enfim o resultado previsível: mais até do que a velha URSS, que só cresceu às dimensões de potência ameaçadora graças ao auxílio recebido dos EUA, a China tornou-se, para usar a expressão clássica de Anthony Sutton, “o melhor inimigo que o dinheiro podia comprar”. Somem-se a isso a tolerância suicida ante a espionagem chinesa, a superioridade da China na produção de armas nanotecnológicas capazes de paralisar a nação adversária em poucas horas (v. as colunas de Lev Navrozov em www.newsmax.com) e, last not least, a hegemonia cultural do anti-americanismo na Califórnia, e verão que Panarin não está tão maluco quanto parece. Quanto ao México, tem o privilégio de fomentar livremente movimentos de secessão em vários Estados do Sul, sob o olhar complacente do governo americano, que, com toda a certeza, se tornará ainda mais complacente na gestão Obama, de vez que o novo presidente apóia e é apoiado por “La Raza”, organização militante que advoga a expulsão dos “gringos” e a ocupação da área pela autoridade mexicana.


Com cáustica ironia, Panarin lembra que em vão o povo americano espera milagres de Barack Obama: os milagres não virão.


Obama é, na verdade, o presidente menos qualificado que já houve para defender a integridade e a soberania dos EUA. Amplamente beneficiado por ajudas estrangeiras ilegais, vulnerável a toda sorte de chantagens pelo seu passado nebuloso, suas ligações comprometedoras e seus documentos falsificados, Obama foi posto no poder por quem sabe que pode destrui-lo com duas cuspidas. E foi posto lá precisamente por isso. Ele está bem protegido de seus inimigos, mas totalmente à mercê de seus protetores. Contra estes, ele não pode defender nem sequer a si próprio, quanto mais ao país inteiro.


Quanto àqueles que festejam antecipadamente o fim dos EUA, talvez não lhes ocorra, por falta de imaginação, a suspeita de que um mundo dominado pela Rússia e pela China não conhecerá outro regime político senão o russo e o chinês.


Não obstante, desejo a todos um Feliz Ano Novo, seja isto lá o que for.

Duas notas de um católico perplexo - Editora Vozes: uma editora católica?

BLOG DO ANGUETH
Domingo, Dezembro 14, 2008

Sempre que visito uma livraria da Editora Vozes (e também da Paulus) me entristeço com os livros de comunistas confessos publicados pela editora ou vendidos pela livraria. É um desfile de betos e boffs que enjoa o estomago.

No caminho de casa até a livraria, vou me preparando, prometendo-me não olhar as estantes e me concentrar no livro que quero adquirir. Digo a mim mesmo: “Chegue lá e peça o livro ao atendente; verifique se é isso que você quer, pague e vá embora.”

Outro dia, fui com meu filho comprar, para ele, o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luis Maria Grignion de Montfort. Muito auto-disciplinado, pedi ao atendente o livro e fui direto ao caixa. Chega o meu filho e me diz: “Pai, naquela estante ali tem um livro de Calvino.” Disse a ele: “Não filho, a Editora Vozes é católica e nunca publicaria um livro de Calvino.” Pensei comigo mesmo: “Vá lá, betos e boffs, mas Calvino não!” “Pai, está ali o livro de Calvino. Ele não chama João Calvino?”, insistiu meu filho. Fui lá e vi, com meus próprios olhos, “A Instituição da Religião Cristã”. O significado desse livro nos explica Belloc, em As Grandes Heresias: “Não havia nenhuma doutrina construtiva externa em oposição ao antigo corpo doutrinal sob o qual nossos pais viveram, até que um homem de gênio surgiu com um livro como seu instrumento, e um poder pessoal violento de raciocínio e de pregação para atingir seu fim. Este homem era francês, Jean Cauvin (ou Calvino) ...qualquer que tenha sido sua motivação, ele foi certamente o fundador de uma nova religião. Pois foi João Calvino que estabeleceu uma anti-Igreja.”

Expliquei para meu filho o estado lastimável em que se encontra o dito “catolicismo” no Brasil e fui embora, muito mais triste do que tinha antecipado que ficaria ao sair de casa. O livro de São Luis Montfort se tornou ainda mais necessário de ser lido. Rezemos à Santíssima Virgem e a seu Santo Esposo pela Igreja.

A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

Lemos no texto do Prof. Orlando Fedeli, Fátima: um "segredo" contendo um enigma envolto em um mistério, o seguinte:

“No primeiro segredo, Nossa Senhora mostrou aos três pastorinhos de Aljustrel ‘o inferno para onde vão os pecadores’, e explicou-lhes que foram os pecados dos homens que provocaram o castigo da I Guerra Mundial (1914-1917).

Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe lá do céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o céu (na primeira aparição). Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor. Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: 'Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.’

“O segundo segredo: ‘A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedi-la, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.’

Todos sabemos que a Rússia não foi consagrada e estamos sabendo, pouco a pouco, desde a abertura dos arquivos de Moscou, quais foram os erros que ela “espalhará pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja ...” A mais recente notícia que temos é comentada por Olavo de Carvalho em seu artigo, URSS, a mãe do nazismo. Vejam lá de que Nossa Senhora estava falando.

Sobre o medo de ser flagrado lendo Olavo de Carvalho

MOVIMENTO ENDIREITAR
Qua, 31 de Dezembro de 2008 00:24 Ronald Robson

Se há uma coisa especialmente idiota a acometer muitos dos leitores, ex-leitores, alunos ou ex-alunos de Olavo de Carvalho, é isto: desprezá-lo apenas para posar de diferente. Isso possui um segundo motivo, até compreensível, que comento logo à frente. Mas, de imediato, a causa de tal rejeição parte da sensação de que toda e qualquer pessoa jovem minimamente inteligente a existir hoje, no Brasil, não passa um dia sequer sem ler Olavo de Carvalho. E, ora, você não quer ser só inteligente: você quer ser o mais inteligente. Até aí, não há o que condenar. Obstrução canalha a essa aspiração, todavia, é este meio escolhido para realizá-la: já que todo mundo está lendo Olavo, eu preciso rapidamente digerir tudo o que ele ensinou, começar a ler uns autores nunca citados por ele, e – cereja do bolo – dizer que “Olavo já deu sua contribuição à cultura brasileira, já passou, agora eu e meus amigos é que vamos fazer e acontecer”. É batata: entro em blogs de conservadores e liberais e percebo uma espécie de pacto de silêncio em torno a Olavo após terem chupado seu olho até mais não poder e, sobretudo, até mais não compreender. Isso é de um receio pueril: medo de se tornar caricato, de ter impresso em sua testa a marca dos “novos iguais”. Medo, por exemplo, de criar um perfil no Orkut e entrar em cascata naquelas comunidades correlatas tão ao gosto new conservative brasileiro: Olavo de Carvalho, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção, Bruno Tolentino, Otto Maria Carpeaux, José Osvaldo de Meira Penna, José Guilherme Merquior, Ortega y Gasset, Eric Voegelin, René Girard…

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Esse modo de querer fazer-se visto é parte de algo que só vejo ser abordado, e parcialmente, por Pedro Sette Câmara. Mais de uma vez, já disse ele que a disputa entre conservadores e comunistas no Brasil é, mais que uma disputa honesta, um duelo de imagens: e o fato de o time dos conservadores – como alguém já disse – não lotar nem uma kombi é mais um fator a tornar nossos direitistas uns seres histrionicamente empenhados em empinar o nariz e se considerarem infinitamente acima dessa coisa que chamamos, com humildade e aquiescência ao que Deus nos consagrou, “consciência humana”. Aliás, naquela aula estranhíssima – de tão equivocada – do Massimo Borghesi que está na Dicta & Contradicta nº 2, há, todavia, uma síntese brilhante do que resultou do desbunde da geração 68 e da french theory (como chamam os americanos) que a acompanhou: o revolucionário pariu o burguês em estado puro. Pois bem. De forma similar, porém invertida, o Brasil passa – talvez eu esteja delirando, vendo coisas, mas vejamos – por um troço mais bisonho ainda: o novo direitista brasileiro age de forma mais à esquerda que as nossas mais jurássicas esquerdas. Nossos direitistas se idiotizaram antes mesmo de ter nascido por aqui alguma direita. Ou dito de outra forma: o direitista brasileiro mal viu a luz e já se pariu à imagem e semelhança do revolucionário em estado puro.

Há algumas características, principalmente na linha mais highbrow, que fazem com que jovens intelectuais conciliem a defenestração de Olavo a uma mentalidade de gueto iluminado cuja postura, diante dos problemas da ordem do dia, é em tudo igual à presunção de tipo gnóstico que ampara a estrutura cognitiva do revolucionário. Há várias, mas, para não tornar este post mais extenso do que já está, citarei uma apenas: a anglofilia. Algo como querer ser um inglesinho chique só para zombar desse pessoal breguérrimo que lê o brega do Olavo - algo como querer levar a sério o personagem que Alexandre Soares Silva criou para si. Porque, de fato, Olavo de Carvalho não é chique e nem se esforça para ser. E ora: além de ter de ser educado por alguém que todos os meus “pares” estão lendo, ainda terei de agüentar a breguice desse meu professor? Enfim: também já é cool ser um conservador elegante e chique. O que penso disso? Nada. Nem ligo. Eu mesmo sou só um subdesenvolvido falando mal do subdesenvolvimento, como me descreveria Nelson Rodrigues.

E aqui chegamos ao segundo motivo, mais plausível e referido no início deste post, para a renegação de Olavo de Carvalho: muita gente em débito com ele agora dá uma de gostoso porque uns 70% de seus leitores são uns seres nauseabundamente chatos. Mais uma vez, direita e esquerda batem as ancas: politizaram todos os seus interesses. É, por sinal, uma gama de leitores que não vai além dos artigos de jornal do Olavo e que se interessa infinitamente mais por política que por cultura. É uma gente que não dá muita bola à astrocaracteriologia, à teoria dos quatro discursos, à metafísica cuja ontologia toma as posições de sujeito e objeto como abstrações e não dados da realidade, à paralaxe cognitiva, à descrição dos mecanismos cognitivos próprios à mentalidade revolucionária, à dinâmica do Império no mundo ocidental – e demais contribuições originais do Olavo (sem falar nos empreendimentos editoriais). Só querem saber de PT, Obama, FARC e vocês sabem todo o resto. De minha parte, acho bastante nobre a postura de quem se encarrega disso: porque eu simplesmente não tenho saco. Minha paciência é dedicada a temas e estudos que não me permitem me inteirar tanto quanto eu gostaria a respeito desses assuntos “da ordem do dia”. Mas sempre acompanho. Só não faço deles os meus segundos, terceiros ou sequer quartos interesses – pois são os últimos. E, retornando ao que eu queria dizer – não é possível julgar um autor pelos seus maus leitores. Mas é isso que se tem feito com Olavo.

Em resumo, eis o fato que tanto incomoda a muitos: a centralidade de Olavo de Carvalho no que se salvar da atual cultura brasileira. Sua obra transformou os debates intelectuais minimamente honestos do Brasil em um jogo de cartas marcadas. Uma hora, um irá brandir seu Voegelin na cara do adversário. Noutro momento, o segundo surpreenderá com uma citação de Rosenstock-Huessy. Quando o debate se aproximar do ápice, um dos contendores dirá que o outro está tomando o verossímil por provável, em uma alusão à teoria dos quatro discursos. E assim por diante.

Mas, afinal, o que fazer quanto a isso? Eu, como sempre (dizem meus inimigos), tenho uma solução: não fazer nada, apenas continuar estudando. Naturalmente, os meus e os seus estudos deverão se encaminhar para onde nossas alma, seriedade e dedicação indicarem. Pois, a propósito, qual o problema em passar dois, três, cinco ou dez anos digerindo um autor? Que mal haveria, sei lá, em ler Mário Ferreira dos Santos durante a vida toda? Isso é de uma canalhice que me deixa crispado de ódio – a canalhice de “colecionar” autores “diferentes” a fim de tornar mais evidente a sua pinta de “intelectual”, como se leituras rápidas e dispersas produzissem algo mais que cansaço mental.


*

Outro dia, em tom de pilhéria, um amigo me disse que Olavo de Carvalho salvou minha vida intelectual – ou mesmo minha vida. Que, se um dia eu não tivesse aberto O Jardim das Aflições, continuaria lendo Hakim Bay e Guy Debord e me lambuzando no ódio de minha impotência. Eu apenas disse que sim, é verdade, e com uma gratidão sincera. Pois é por essas e outras que não tenho vergonha de ser leitor de Olavo de Carvalho. Não quero ser diferente às suas custas.

*

(Alguém poderá perguntar se não tenho nenhuma objeção a fazer a nada do que Olavo escreveu. É claro que tenho, assim como a qualquer outro autor. Mas não darei isso a público por um motivo evidente: não passo de um moleque de 20 anos. Se com o tempo, estudo e reflexão tais objeções continuarem a me parecer procedentes, cessarei de compartilhá-las em conversas privadas e divulgá-las-ei, pelo menos, em blog. Isso, claro, se alguém além de meus amigos se interessar pelo que tenho a dizer.)


Publicado originalmente em: Fantasia Exata

Islam: 270 Million Bodies in 1400 Years

By admin on Nov 8, 2007 in Politics

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Frontpage Interview’s guest today is Bill Warner, the director of the Center for the Study of Political Islam (CSPI). CSPI’s goal is to teach the doctrine of political Islam through its books and it has produced a series on its focus.


Mr. Warner did not write the CSPI series, but he acts as the agent for a group of scholars who are the authors.


FP: Bill Warner, welcome to Frontpage Interview.


Warner: Thank you Jamie for this opportunity.


FP: Tell us a bit about the Center for the Study of Political Islam.


Warner: The Center for the Study of Political Islam is a group of scholars who are devoted to the scientific study of the foundational texts of Islam—Koran, Sira (life of Mohammed) and Hadith (traditions of Mohammed). There are two areas to study in Islam, its doctrine and history, or as CSPI sees it—the theory and its results. We study the history to see the practical or experimental results of the doctrine.


CSPI seems to be the first group to use statistics to study the doctrine. Previous scientific studies of the Koran are primarily devoted to Arabic language studies.


Our first principle is that Koran, Sira and Hadith must be taken as a whole. We call them the Islamic Trilogy to emphasize the unity of the texts.


Our major intellectual breakthrough is to see that dualism is the foundation and key to understanding Islam. Everything about Islam comes in twos starting with its foundational declaration: (1) there is no god but Allah and (2) Mohammed is His prophet. Therefore, Islam is Allah (Koran) and the Sunna (words and deeds of Mohammed found in the Sira and Hadith).


Endless ink has been wasted on trying to answer the question of what is Islam? Is Islam the religion of peace? Or is the true Islam a radical ideology? Is a moderate Muslim the real Muslim?


This reminds a scientist of the old arguments about light. Is light a particle or is light a wave? The arguments went back and forth. Quantum mechanics gave us the answer. Light is dualistic; it is both a particle and a wave. It depends upon the circumstances as to which quality manifests. Islam functions in the same manner.


Our first clue about the dualism is in the Koran, which is actually two books, the Koran of Mecca (early) and the Koran of Medina (later). The insight into the logic of the Koran comes from the large numbers of contradictions in it. On the surface, Islam resolves these contradictions by resorting to “abrogation”. This means that the verse written later supersedes the earlier verse. But in fact, since the Koran is considered by Muslims to be the perfect word of Allah, both verses are sacred and true. The later verse is “better,” but the earlier verse cannot be wrong since Allah is perfect. This is the foundation of dualism. Both verses are “right.” Both sides of the contradiction are true in dualistic logic. The circumstances govern which verse is used.


For example:


(Koran of Mecca) 73:10: Listen to what they [unbelievers] say with patience, and leave them with dignity.


From tolerance we move to the ultimate intolerance, not even the Lord of the Universe can stand the unbelievers:


(Koran of Medina) 8:12: Then your Lord spoke to His angels and said, “I will be with you. Give strength to the believers. I will send terror into the unbelievers’ hearts, cut off their heads and even the tips of their fingers!”


All of Western logic is based upon the law of contradiction—if two things contradict, then at least one of them is false. But Islamic logic is dualistic; two things can contradict each other and both are true.


No dualistic system may be measured by one answer. This is the reason that the arguments about what constitutes the “real” Islam go on and on and are never resolved. A single right answer does not exist.


Dualistic systems can only be measured by statistics. It is futile to argue one side of the dualism is true. As an analogy, quantum mechanics always gives a statistical answer to all questions.


For an example of using statistics, look at the question: what is the real jihad, the jihad of inner, spiritual struggle or the jihad of war? Let’s turn to Bukhari (the Hadith) for the answer, as he repeatedly speaks of jihad. In Bukhari 97% of the jihad references are about war and 3% are about the inner struggle. So the statistical answer is that jihad is 97% war and 3% inner struggle. Is jihad war? Yes—97%. Is jihad inner struggle? Yes—3%. So if you are writing an article, you can make a case for either. But in truth, almost every argument about Islam can be answered by: all of the above. Both sides of the duality are right.


FP: Why, in your view, is there so much ignorance about the history and doctrine of political Islam in the West?


Warner: First, let’s see how ignorant we are about the history of political Islam. How many Christians can tell you how Turkey or Egypt became Islamic? What happened to the Seven Churches of Asia mentioned in Paul’s letters? Find a Jew who can tell you the Jewish history of dhimmitude (second class citizens who serve Islam). What European knows that white women were the highest priced slaves in Mecca? Everyone knows how many Jews Hitler killed, but find an unbeliever who can tell you how many died in jihad over the last 1400 years.


We are just as ignorant about the doctrine of Islam. An FBI agent gets two hours of training on Islam and most of that is how not to offend the imam. We are fighting in Iraq. Who utilizes the political, military doctrine of Islam to plan strategy? Who can find a single rabbi or minister who has read the Koran, Sira and Hadith? What governor, senator, congressmen or military leader displays a knowledge of the political doctrine of Islam? Try to find a course available in a college about Islamic political doctrine and ethics. Graduates are schooled in Islamic art, architecture, poetry, Sufism, and a glorious history that ignores the suffering of the innocent unbelievers. Graduates read comments about the Koran and Hadith, but do not read the actual doctrine.


FP: So why this ignorance?


Warner: Let’s start at the beginning. When Islam burst out of Arabia into a decaying Byzantine world, the unbelievers recorded it as an Arabic invasion. Similarly, the invasion of Eastern Europe was by Turks; the invasion of Spain was by Moors. Our scholars were incapable of even naming the invaders.


Mohammed killed every single intellectual or artist who opposed him. It was fear that drove the vast majority of the media not to reprint the Mohammed cartoons, not some imagined sensitivity. Fear is a fabulous basis for ignorance, but that is not enough to explain it all. What accounts for the almost psychotic aversion to knowledge about Islam? Beyond fear is the realization that political Islam is profoundly foreign to us.


Let’s examine the ethical basis of our civilization. All of our politics and ethics are based upon a unitary ethic that is best formulated in the Golden Rule:


Treat others as you would be treated.


The basis of this rule is the recognition that at one level, we are all the same. We are not all equal. Any game of sports will show that we do not have equal abilities. But everyone wants to be treated as a human being. In particular, we all want to be equal under the law and be treated as social equals. On the basis of the Golden Rule—the equality of human beings—we have created democracy, ended slavery and treat women and men as political equals. So the Golden Rule is a unitary ethic. All people are to be treated the same. All religions have some version of the Golden Rule except Islam.


FP: So how is Islam different in this context?


Warner: The term “human being” has no meaning inside of Islam. There is no such thing as humanity, only the duality of the believer and unbeliever. Look at the ethical statements found in the Hadith. A Muslim should not lie, cheat, kill or steal from other Muslims. But a Muslim may lie, deceive or kill an unbeliever if it advances Islam.


There is no such thing as a universal statement of ethics in Islam. Muslims are to be treated one way and unbelievers another way. The closest Islam comes to a universal statement of ethics is that the entire world must submit to Islam. After Mohammed became a prophet, he never treated an unbeliever the same as a Muslim. Islam denies the truth of the Golden Rule.


By the way, this dualistic ethic is the basis for jihad. The ethical system sets up the unbeliever as less than human and therefore, it is easy to kill, harm or deceive the unbeliever.


Now mind you, unbelievers have frequently failed at applying the Golden Rule, but we can be judged and condemned on its basis. We do fall short, but it is our ideal.


There have been other dualistic cultures. The KKK comes to mind. But the KKK is a simplistic dualism. The KKK member hates all black people at all times; there is only one choice. This is very straightforward and easy to see.


The dualism of Islam is more deceitful and offers two choices on how to treat the unbeliever. The unbeliever can be treated nicely, in the same way a farmer treats his cattle well. So Islam can be “nice”, but in no case is the unbeliever a “brother” or a friend. In fact, there are some 14 verses of the Koran that are emphatic—a Muslim is never a friend to the unbeliever. A Muslim may be “friendly,” but he is never an actual friend. And the degree to which a Muslim is actually a true friend is the degree to which he is not a Muslim, but a hypocrite.


FP: You mentioned earlier how logic is another point of profound difference. Can you touch on that?


Warner: To reiterate, all of science is based upon the law of contradiction. If two things contradict each other, then at least one of them has to be false. But inside of Islamic logic, two contradictory statements can both be true. Islam uses dualistic logic and we use unitary scientific logic.


Since Islam has a dualistic logic and dualistic ethics, it is completely foreign to us. Muslims think differently from us and feel differently from us. So our aversion is based upon fear and a rejection of Islamic ethics and logic. This aversion causes us to avoid learning about Islam so we are ignorant and stay ignorant.


Another part of the aversion is the realization that there is no compromise with dualistic ethics. There is no halfway place between unitary ethics and dualistic ethics. If you are in a business deal with someone who is a liar and a cheat, there is no way to avoid getting cheated. No matter how nice you are to a con man, he will take advantage of you. There is no compromise with dualistic ethics. In short, Islamic politics, ethics and logic cannot be part of our civilization. Islam does not assimilate, it dominates. There is never any “getting along” with Islam. Its demands never cease and the demands must be met on Islam’s terms: submission.


The last reason for our aversion to the history of political Islam is our shame. Islam put over a million Europeans into slavery. Since Muslims can’t be enslaved, it was a white Christian who was the Turkish sultan’s sex slave. These are things that we do not want to face.


Jews don’t want to acknowledge the history of political Islam, because they were dhimmis, second class citizens or semi-slaves, just like the Christians. Jews like to recall how they were advisors and physicians to powerful Muslims, but no matter what the Jew did or what position he held, he was still a dhimmi. There is no compromise between being equal and being a dhimmi


Why should a Hindu want to recall the shame of slavery and the destruction of their temples and cities? After Hindu craftsmen built the Taj Mahal, the Muslim ruler had their right hands cut off so that they could not build anything as beautiful for anyone else. The practice of suttee, the widow throwing herself on the husband’s funeral pyre, came about as a response to the rape and brutality of the Islamic jihad as it sweep over ancient Hindustan.


Blacks don’t want to face the fact that it was a Muslim who rounded up their ancestors in Africa to wholesale to the white slave trader. The Arab is the true master of the African. Blacks can’t accept the common bond they share with whites: that both Europeans and Africans were slaves under Islam. Blacks like to imagine Islam is their counterweight to white power, not that Islam has ruled them for 1400 years.


Dualistic logic. Dualistic ethics. Fear. Shame. There is no compromise. These are the reasons we don’t want to know about Islam’s political history, doctrine or ethics.


FP So is there such a thing as non-political Islam?


Warner: Non-political Islam is religious Islam. Religious Islam is what a Muslim does to avoid Hell and go to Paradise. These are the Five Pillars—prayer, charity to Muslims, pilgrimage to Mecca, fasting and declaring Mohammed to be the final prophet.


But the Trilogy is clear about the doctrine. At least 75% of the Sira (life of Mohammed) is about jihad. About 67% of the Koran written in Mecca is about the unbelievers, or politics. Of the Koran of Medina, 51% is devoted to the unbelievers. About 20% of Bukhari’s Hadith is about jihad and politics. Religion is the smallest part of Islamic foundational texts.


Political Islam’s most famous duality is the division of the world into believers, dar al Islam, and unbelievers, dar al harb. The largest part of the Trilogy relates to treatment of the unbelievers, kafirs. Even Hell is political. There are 146 references to Hell in the Koran. Only 6% of those in Hell are there for moral failings—murder, theft, etc. The other 94% of the reasons for being in Hell are for the intellectual sin of disagreeing with Mohammed, a political crime. Hence, Islamic Hell is a political prison for those who speak against Islam.


Mohammed preached his religion for 13 years and garnered only 150 followers. But when he turned to politics and war, in 10 years time he became the first ruler of Arabia by averaging an event of violence every 7 weeks for 9 years. His success did not come as a religious leader, but as a political leader.


In short, political Islam defines how the unbelievers are to be dealt with and treated.


FP: Can you touch briefly on the history of political Islam?


Warner: The history of political Islam starts with Mohammed’s immigration to Medina. From that point on, Islam’s appeal to the world has always had the dualistic option of joining a glorious religion or being the subject of political pressure and violence. After the immigration to Medina, Islam became violent when persuasion failed. Jihad entered the world.


After Mohammed’s death, Abu Bakr, the second caliph, settled the theological arguments of those who wished to leave Islam with the political action of death by the sword. The jihad of Umar (the second caliph, a pope-king) exploded into the world of the unbelievers. Jihad destroyed a Christian Middle East and a Christian North Africa. Soon it was the fate of the Persian Zoroastrian and the Hindu to be the victims of jihad. The history of political Islam is the destruction of Christianity in the Middle East, Egypt, Turkey and North Africa. Half of Christianity was lost. Before Islam, North Africa was the southern part of Europe (part of the Roman Empire). Around 60 million Christians were slaughtered during the jihadic conquest.


Half of the glorious Hindu civilization was annihilated and 80 million Hindus killed.


The first Western Buddhists were the Greeks descended from Alexander the Great’s army in what is now Afghanistan. Jihad destroyed all of Buddhism along the silk route. About 10 million Buddhists died. The conquest of Buddhism is the practical result of pacifism.


Zoarasterianism was eliminated from Persia.


The Jews became permanent dhimmis throughout Islam.


In Africa over 120 million Christians and animists have died over the last 1400 years of jihad.


Approximately 270 million nonbelievers died over the last 1400 years for the glory of political Islam. These are the Tears of Jihad which are not taught in any school.


FP: How have our intellectuals responded to Islam?


Warner: The basis of all the unbeliever’s thought has collapsed in the face of Islamic political thought, ethics and logic. We have already mentioned how our first intellectuals could not even name the invaders as Muslims. We have no method of analysis of Islam. We can’t agree on what Islam is and have no knowledge about our suffering as the victims of a 1400-year jihad.


Look at how Christians, Jews, blacks, intellectuals and artists have dealt with Islamic doctrine and history. In every case their primary ideas fail.


Christians believe that “love conquers all.” Well, love does not conquer Islam. Christians have a difficult time seeing Islam as a political doctrine, not a religion. The sectarian nature of Christian thought means that the average non-Orthodox Christian has no knowledge or sympathy about the Orthodox Christian’s suffering.


Jews have a theology that posits a unique relationship between Jews and the creator-god of the universe. But Islam sees the Jews as apes who corrupted the Old Testament. Jews see no connection between Islam’s political doctrine and Israel.


Black intellectuals have based their ideas on the slave/victim status and how wrong it was for white Christians to make them slaves. Islam has never acknowledged any of the pain and suffering it has caused in Africa with its 1400-year-old slave trade. But blacks make no attempt to get an apology from Muslims and are silent in the presence of Islam. Why? Is it because Arabs are their masters?


Multiculturalism is bankrupt against Islam’s demand for every civilization to submit. The culture of tolerance collapses in the face of the sacred intolerance of dualistic ethics. Intellectuals respond by ignoring the failure.


Our intellectuals and artists have been abused for 1400 years. Indeed, the psychology of our intellectuals is exactly like the psychology of the abused wife, the sexually abused child or rape victim. Look at the parallels between the response of abuse victims and our intellectuals. See how violence has caused denial.


The victims deny that the abuse took place: Our media never reports the majority of jihad around the world. Our intellectuals don’t talk about how all of the violence is connected to a political doctrine.


The abuser uses fear to control the victim: What was the reason that newspapers would not publish the Mohammed cartoon? Salman Rushdie still has a death sentence for his novel. What “cutting edge” artist creates any artistic statement about Islam? Fear rules our intellectuals and artists.


The victims find ways to blame themselves: We are to blame for the attacks on September 11, 2001. If we try harder Muslims will act nicer. We have to accommodate their needs.


The victim is humiliated: White people will not talk about how their ancestors were enslaved by Islam. No one wants to claim the victims of jihad. Why won’t we claim the suffering of our ancestors? Why don’t we cry about the loss of cultures and peoples? We are too ashamed to care.


The victim feels helpless: “What are we going to do?” “We can’t kill 1.3 billion people.” No one has any understanding or optimism. No one has an idea of what to try. The only plan is to “be nicer.”


The victim turns the anger inward: What is the most divisive issue in today’s politics? Iraq. And what is Iraq really about? Political Islam. The Web has a video about how the CIA and Bush planned and executed September 11. Cultural self-loathing is the watchword of our intellectuals and artists.


We hate ourselves because we are mentally molested and abused. Our intellectuals and artists have responded to the abuse of jihad just as a sexually abused child or a rape victim would respond. We are quite intellectually ill and are failing at our job of clear thinking. We can’t look at our denial.


FP: So summarize for us why it is so crucial for us to learn the doctrine of political Islam.


Warner: Political Islam has annihilated every culture it has invaded or immigrated to. The total time for annihilation takes centuries, but once Islam is ascendant it never fails. The host culture disappears and becomes extinct.


We must learn the doctrine of political Islam to survive. The doctrine is very clear that all forms of force and persuasion may and must be used to conquer us. Islam is a self-declared enemy of all unbelievers. The brilliant Chinese philosopher of war, Sun Tsu, had the dictum—know the enemy. We must know the doctrine of our enemy or be annihilated.


Or put another way: if we do not learn the doctrine of political Islam, our civilization will be annihilated just as Egypt’s Coptic civilization was annihilated.


Since unbelievers must know the doctrine of political Islam to survive, CSPI has written all of its books in simple English. Our books are scholarly, but easy to read. As an example, anyone who can read a newspaper can pick up A Simple Koran and read and understand it. It is not “dumbed down” and contains every single word of the original.


Not only is the language simple, but logic has been used to sort and categorize. Context and chronology have been restored. The result is a Koran that is an epic story ending in triumph over all enemies of Allah. All of our books and philosophy may be found at our center’s website.


Islam declares that we are the enemies of Allah. If we do not learn the political doctrine of Islam we will end up just like the first victims of Islam—the tolerant, polytheist Arabs of Saudi Arabia who became the Wahabbis (a very strict branch of Islam) of today, the most intolerant culture on the face of the earth.


FP: Bill Warner, thank you for joining us today.


Warner: Jamie, thank you for your kindness and efforts.


Source: FrontpageMag.com

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".