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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O EX-PRESIDENTE URIBE

HEITOR DE PAOLA


“Não falo de política”

Patricia López Ruiz



Uribe não tem tempo para perder. Dá aulas na universidade de Georgetown. Investiga para a ONU o caso do assalto israelense à flotilha turca. Escreve suas memórias. Recebe prêmios como o Águia das Américas da Câmara do Comércio dos Estados Unidos. Faz conferências na Guatemala, Brasil, Hungria e Madri. Esteve na inauguração da biblioteca do presidente George W. Bush no Texas. Sonha em fundar uma universidade na Colômbia. Corrige teses de graduação de estudantes colombianos. Faz fila como qualquer cristão em todos os aeroportos do mundo (tira os sapatos, o cinturão e passa pela segurança). Sobe no metrô de Washington. Chama o mordomo de “El Ubérrimo” por telefone todos os dias para ver como vão as coisas. E ainda lhe sobra tempo para fazer gols no Santiago Bernabéu.


Cem dias depois de haver abandonado a Casa de Nariño, Álvaro Uribe decidiu compartilhar sua vida como catedrático e como cidadão comum e corrente em uma entrevista exclusiva para “Poder”.


“Prefiro o power people ao Power Point”, me diz o presidente enquanto subimos apressados as escadas do edifício White Gravenor, na Universidade de Georgetown. Chove e ele tem posto um sobretudo. Já não anda com a ruanita [1]ou o chapéu aguadenho [2] com que os colombianos o vimos durante oito anos. Leva no ombro uma mochila da marca “Tangus” de cor preta, que comprou com a assessoria de estilo que lhe deram seus filhos Tomás e Jerónimo, no Éxito de Rionegro, perto de Medellín.


Dentro está seu computador Mac, o caderno onde prepara os outlines de suas aulas, uma caderneta de apontamentos, “Capitalism 4.0”, um dos livros que está lendo de Anatoli Kaletsy, todo tipo de cabos do computador, um aparelho que traduz palavras do espanhol para o inglês e que data de uns oito anos, e suas gotinhas de valeriana. Na algibeira, um relógio estilo leontina que era de seu avô - são 3:15 p.m.


O acompanha Iván Duque, seu assessor para as Nações Unidas, que converteu-se praticamente em sua sombra nos últimos dias suas escoltas, que parecem saídos de um filme no qual Harrison Ford fazia o papel do presidente dos Estados Unidos e Mário Guarín, “Police Officer Guarín”, da polícia de Washington, D.C. Guarín é um oficial colombiano que em alguma oportunidade cuidou do presidente em uma visita oficial a Washington, e que cada vez que Uribe está em Georgetown se oferece para ser parte da segurança do ex-mandatário. Ao final do corredor o esperam 40 estudantes de pré-grau para uma aula de simulação. O tema: México e a luta contra o narcotráfico.


Enquanto fala, com um sotaque que só pode ser descrito por uma palavra que ele mesmo inventou, “paisainglish”, Uribe é às vezes imponente e às vezes humilde, é carismático e cálido, porém, acima de tudo está empenhado em defender sua “democratic security”, sua política e sua gestão como presidente, com a convicção de que só o investimento e a “coesão social” dão como resultado a segurança, que dá justiça e, portanto, termina em paz.


Ele prepara suas aulas com duas ou três semanas de antecedência, com um tema de reflexão que dura mais ou menos 30 minutos para expor e recomenda uma bibliografia. Suas aulas são estruturadas com uns outlines dos pontos que vai abordar, porém privilegia o contato e o diálogo com os estudantes. Por isso, o resto das aulas, que muitas vezes são de mais de duas horas, as dedica a responder perguntas de seus alunos. E aí Uribe está pleno. Às vezes alguém poderia acreditar que ele é transportado a um sábado à tarde, e que em vez de estar na Universidade de Georgetown está em Puerto López (Meta) e que a aula é um conselho comunal, mas em inglês.


Nesta oportunidade Uribe dividiu os estudantes em grupos e delineou um incidente de narcotráfico na cidade  de Juárez (México). Em um exercício simulado, um estudante atuava como presidente do México e outros de comandante da polícia, procurador geral, secretário do governo e prefeito na cidade de Juárez. O presidente Uribe atuava como assessor e lhe perguntavam, baseado em sua experiência, o que deveriam fazer. A aula terminou em aplausos e os professores convidados com desejo de que a aula se repita. Sorridente, tirou fotos com todos, seguido de um “son, where are you from?” (filho, de onde você é?).


Sentados em seu restaurante favorito em Georgetown, “The Tombs”, e em frente a dois hamburguers com queijo e batatas fritas, Uribe me interrompe para chamar o garçom e lhe dizer: “My friend, more ketchup, please” (meu amigo, mais ketchup, por favor), seguido de sua pergunta favorita: “my friend, where are you from?”. Ele é de Antigua, assim que até aí chega a conversa.


Na mesa repousa seu aparelho tradutor do tamanho de uma caixa de cigarros com seu estojo de couro, para o caso de necessitar dizer algo em inglês que ele não saiba. Álvaro Uribe é agora seu próprio César Mauricio Velásquez - seu chefe de imprensa no governo - minuto a minuto está checando seu Twitter. Não é em vão que é o político colombiano com mais seguidores nessa rede, quase 207.000, muitos deles venezuelanos. Leva a mão direita à cintura onde tem preso seu Blackberry, e fazendo o gesto de quem vai tirar sua capa me diz rindo: “Aqui, armado com meu Twitter!”.


Saímos correndo do restaurante. Alguém o espera, e como quase deixa seu sobretudo pendurado no cabideiro, manifesta: “Em Havard eu tinha uma jaqueta acolchoada levinha, [ainda] não pude me acostumar aos agasalhos”.


Alguns dias antes participei de um jantar de black tie no Hotel Four Seasons de Miami. Álvaro Uribe e sua esposa Lina Moreno eram os convidados de honra e ao chegar lá os vi sentados, de mãos dadas, ele vestido de smoking e ela com um vestido longo escuro com um xale sobre os ombros, adornada com um colar, brincos, muito pouca maquiagem e o cabelo solto.


Quando subiu ao estrado para se dirigir aos assistentes, dona Lina expressou: “Há oito anos que meu marido não sai comigo numa sexta-feira à noite”. Efetivamente, o próprio presidente confirmou que durante os oito anos de seu mandato, todas as sextas-feiras à noite, telefone na mão, ele passava revista aos comandantes das Forças Militares.


No dia seguinte nos encontramos para tomar o café da manhã no restaurante do hotel. Uribe acorda às cinco da manhã todos os dias, corre uma hora na máquina e, quando o clima permite, sai à rua onde às vezes o param para pedir-lhe fotos. Chega recém tomado banho e cheirando à loção que usou a vida toda: Jean Marie Farine. Sua esposa o acompanha.


É sábado de manhã e ele está vestido como fez nos últimos oito anos. Tem pinta de conselho comunal, leia-se: camisa quadriculada e calça caqui, só que agora em vez dos sapatos de couro café, cadarços e sola de pneu gasto, o presidente Uribe usa uns cômodos sapatos crocs com meias.


No café da manhã, ovos moles, cereal com leite e o único café que religiosamente toma no dia. “A doutora Elsa (sua bioenergética) me proibiu o açúcar”, diz enquanto brinca despreocupado com uns frasquinhos de marmelada em miniatura com sabor de laranja, enquanto sua esposa lhe tira a parte superior do ovo com uma colherinha.


Falamos do fim do ano que quase já chega, de que com certeza passarão em sua fazenda em Rionegro, de que não sabem se os filhos estarão e de como passou todos os Natais e os Anos Novos acompanhando os soldados em diferentes rincões da geografia natal.


Justo nesse momento me dei conta de que Uribe sentia nostalgia e que isso é o que mais lhe faz falta por não ser mais presidente. Uribe desocupou dois dos frasquinhos com os quais brincava e, já mais carregado de marmelada e menos carregado de tigre, respondeu algumas perguntas em seu muito previsível estilo, não sem antes me dizer: “Patricia, querida, de política não”.


Bem, presidente, de política não mas, de um a dez, quanto é a possibilidade de que se lance prefeito de Bogotá?


Oxalá eu possa ajudar a eleger um grande prefeito para Bogotá.


Como é sua relação com o presidente Santos? 


Tenho por ele gratidão, admiração, amizade. Desejo-lhe tudo de bom.


Voltou a falar com Pastrana, Samper ou Gaviria? [3]


Não.


Como definiria em uma palavra:


Francisco Santos: sinceridade.

Rodrigo Rivera: dedicação.

Chávez: pergunta seguinte.

Noemí Sanín: carismática.

Gaviria: a seguinte.

Pastrana: a seguinte.

Samper: a seguinte.

Mockus: a seguinte.

Gérman Vargas Lleras: a seguinte.

Andrés Arias: preparação.


Se fosse recomendar um colunista a um professor de Georgetown para conhecer a realidade da Colômbia, a quem recomendaria? 


Diria ao professor de Georgetown que ao chegar ao aeroporto pegue um taxi e pergunte ao taxista como era antes e como deixamos o país.


Tem escutado Francisco Santos agora, em sua faceta de jornalista? 


Falo muito com o ex-vice-presidente Francisco Santos, por quem tenho infinito apreço.


O senhor acredita que depois do fracasso do projeto de legalização da maconha na Califórnia, outros estados desanimarão? Isso mudará o curso do debate em torno da guerra contra as drogas?


Com certeza as tentativas continuarão, enquanto continue a legalização do consumo. Demonstrou-se que a criminalidade não estanca, ao contrário, aumenta o micro-tráfico e os delitos que o acompanham, como a extorsão ao comércio, ao transporte, etc. E sua mais grave expressão: a crescente delinqüência de crianças e adolescentes. Se legaliza-se, por mais que aumente a oferta e se reduza o preço, (a demanda) atrairá o interesse de semear a selva amazônica às custas da selva e da luta contra o aquecimento global. Hoje é difícil encontrar uma resposta razoável para a pergunta de por que o álcool sim e a maconha não. Como responder no futuro por que a maconha sim e a cocaína não?


Está fazendo carreira nos Estados Unidos a tese de que o narcotráfico é a insurgência do século XXI, uma insurgência criminosa, certamente. Na Colômbia não é difícil entender por causa da relação entre a guerrilha e as drogas. Porém, no México se aborreceram quando Hillary Clinton mencionou o tema e comparou o México com a Colômbia. O que o senhor pensa a respeito?


Fala-se de insurgência por sua capacidade de penetrar em crianças, jovens e a comunidade em geral. A única coisa que merece é repúdio.


Em alguma época, os cartéis mexicanos foram subordinados dos cartéis colombianos. Agora parece que ocorre o contrário. E os cartéis mexicanos estão se expandindo por todo o mundo. Isso limita o impacto de programas como o Plano Mérida. Teria que mudar a estratégia em algo?


O Plano Mérida, como todo plano contra o crime, requer perseverança, eficácia em fatores, como evitar a venda de armas de assalto a civis na vizinhança norte-americana e conseguir unificar o comando da polícia mexicana. A globalização do crime também avança, por isso a luta deve envolver todas as nações democráticas.


Até onde chegou a cooperação com o México no tema durante o seu mandato? E com outros países da região?


Nosso apoio ao Governo mexicano foi total. Destacamos sua capacidade de reconhecer e enfrentar o problema, o que não ocorre em outros países latino-americanos onde o flagelo cresce. Compartilhou-se nossa experiência de uma polícia única, da participação de todas as Forças Armadas na luta e da lei de extinção de domínio e suas modificações. Fizemos todo o esforço para treinar a polícia mexicana. Sincronizamos nossas ações.


A estratégia do presidente Calderón foi muito criticada em alguns setores, em particular por haver posto o Exército em operações de narcotráfico e segurança pública. Ele tinha outra opção? É inevitável que aumente a corrupção em um corpo como o Exército, quando se vincula-o a este tipo de tarefas?


Ao contrário! Há maior inclinação à corrupção quando um corpo institucional se sente “liberado” de uma luta fundamental. Primeiro dá as costas ao problema e depois termina penetrado.


Como tem sido como catedrático?


A universidade é a melhor experiência em toda época da vida. Mais do que catedrático, me sinto um estudante.


Com a mão no coração, o que é que mais sente falta do poder?


A atitude de diálogo, deliberação e contradição impedem que se desenvolva sentido de poder em alguém. Sinto enorme afeto pelo diálogo construtivo com meus compatriotas.


Depois de passar oito anos, todos os sábados, em conselhos comunitários, o que o senhor faz agora aos sábados? 


Este sábado estudei para poder cumprir com as aulas da próxima semana. Sempre aparecem umas coisinhas para fazer.


A que horas se deita?


Muito tarde. Oxalá fosse às oito da noite para me levantar fresco às quatro da manhã.


Quantos telefonemas recebia quando era presidente? E agora?


Entre o celular e o fixo eram mais ou menos uns cinqüenta hoje, menos chamadas, porém dúzias de mensagens.


O que é o melhor e o pior de ser presidente?


Bom, cumprir mal, não poder fazê-lo.


Agora sim, vai ao cinema com Lina? Qual foi o último filme que viu, mesmo que seja em um avião? O que o senhor faz nos aviões?


Passei tantas horas em avião que as dediquei a ler e a preparar documentos, esboços, a responder mensagens.


O que não suporta?


Penso em meu país, em meus compatriotas, nos soldados e policiais da pátria e faço força para que o presidente Santos tenha todos os êxitos. 


Depois de passar tantos anos rodeado de tanta gente e de tanta segurança, chegou a se sentir só nestes últimos meses?


As Forças de Segurança foram infinitamente generosas. Mais do que isso, são tão generosos que me emprestaram um lugar onde viver quando estou em Bogotá.


O que queria que os estudantes aprendessem em suas aulas que o senhor teve que aprender com a experiência? 


Dizer não com razões, porém sempre buscar alternativas.


Quanto o senhor demora preparando suas aulas e como faz para que esses garotos em duas e até três horas nem pestanejem? 


Eu procuro chegar com o tema elaborado em um esboço. Concentro-me em suas perguntas e preocupações para responder as perguntas com o maior interesse e respeito.


Que reações tem recebido de seus estudantes nas aulas? O que é que mais lhe perguntam?


De tudo. Os jovens não têm pena para perguntar ou questionar.


Quantos seguidores o senhor tem no Twitter? É o senhor mesmo quem escreve em sua conta de Twitter? Responde a todos? Quantas vezes no dia o atualiza?


Muitos. Não consigo, respondo apenas a alguns.


Como vai com a tecnologia? O ouvi dizer que teve que se alfabetizar em tecnologia.


Estive me alfabetizando em Mac, Skype, Wi-fi. Na cabeça já não cabem poemas, senão chaves e pines.


O senhor acredita que Georgetown está tão organizado como deixou a Colômbia? Parece que o senhor tem mais voltagem que eles e de repente lhe dilatam a cátedra?


Tenho que manter a voltagem, ligado para dar o exemplo.


Entrevista exclusiva para a revista Poder-Colômbia”.


Notas da tradutora:


[1] “Ruanita” é um tecido de lã que se põe em um dos ombros e que é muito freqüentemente usado pelos homens colombianos.

[2] Chapéu fabricado na cidade de Aguadas, no estado de Caldas.

[3] Todos três são ex-presidentes da Colômbia (Ernesto Samper, César Gaviria e Andrés Pastrana) e que em muitos momentos favoreceram as FARC, sobretudo Pastrana, que cedeu ao bando terrorista uma área imensa do território nacional como “zonas liberadas” onde as Forças de Segurança eram proibidas de fazer combates e que, em todo o período que durou o acordo, os narco-terroristas nunca cessaram de atacar. Foi o pior período para a segurança dos cidadãos, e o mais venturoso para as FARC.


Tradução: Graça Salgueiro

Justiça complacente

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO
DOMINGO, DEZEMBRO 05, 2010



FERREIRA GULLAR
FOLHA DE SÃO PAULO - 05/12/10


Alguém em sã consciência acredita que um rapaz de 16 anos quando rouba ou mata não sabe o que faz?


"VIVEMOS NUM regime democrático, logo os presos têm direito a receber parentes, amigos, advogados e visitas íntimas", afirmou um jurista.

A pergunta é: os traficantes respeitam as normas do Estado democrático? Na verdade, os bandidos dominam as comunidades pobres, impõem a pena de morte a quem não os obedece, expulsam de casa os moradores quando lhes convém, enfim mantêm a comunidade sob terror. Ou seja, não respeitam os direitos de ninguém, mas, quando presos, gozam dos direitos democráticos que não respeitam.

Veja bem, não pretendo que os bandidos presos sejam tratados do mesmo modo que tratam suas vítimas; apenas pergunto se não seria mais equânime e sensato usar de maior rigor para impedir que, através das visitas, passem orientações e decisões que os mantêm atuando criminosamente.

A polícia do Rio encontrou, recentemente, uma carta entregue a uma visita por um preso da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, dando ordem a seus asseclas para desencadear os atentados que aterrorizaram a população da cidade do Rio. Não seria mais justo para com todos nós impedir que os chefes do tráfico continuem a comandar suas gangues de dentro do presídio?

Sei muito bem que pega mal dizer coisas como essas. Muitos temem opinar contra certas medidas, estatutos e leis que têm, teoricamente, como objetivo fazer justiça a determinados setores da sociedade.

Não faz muito tempo nossa Justiça decidia que o benefício da progressão da pena (cumpri-la fora da cadeia depois de algum tempo encarcerado) deveria ser estendido aos condenados por crimes hediondos, uma vez que a lei deve ser igual para todos. Depois, parece que voltou atrás e fez um remendo nessa decisão desastrosa.

O estatuto do menor é outra peça intocável. Todo mundo sabe que os bandidões usam menores de idade para consumar seus crimes porque para eles, na prática, não há punição. Se um menor, a seu mando, mata alguém, o máximo que lhe acontece é ser internado por três anos numa casa de recuperação, donde foge com a ajuda do próprio mandante. Mas vá dizer que o estatuto deve ser modificado! Será tachado de desumano e retrógrado.

Alguém acredita, em sã consciência, que um rapaz de 16 anos, quando rouba ou mata, não sabe o que faz? Não conheço ninguém que tenha a coragem de afirmá-lo, olho no olho. Mas os defensores do estatuto lançam mão de todo tipo de subterfúgio para mantê-lo intocado.

Agora mesmo, durante essa onda de terror que aterrorizou a população carioca, a polícia constatou que muitos dos autores desses atentados eram menores. Entravam armados nos ônibus, mandavam os passageiros descer, espalhavam gasolina no veículo e ateavam fogo. Tudo isso sem saber o que faziam.

Muitos deles, presos e encaminhados para uma casa de recuperação, de lá foram retirados pelas mães, que chegaram chorando e lamentando terem sido eles desencaminhados pelos traficantes. Em breve, estarão nas ruas tocando fogo em outros ônibus e assaltando, certos de que nada lhes acontecerá.

Semanas antes disso, em São Paulo, um menor atacou um rapaz, batendo-lhe violentamente com uma lâmpada fluorescente no rosto. Pertencia a um grupo de desordeiros que andava pela cidade agredindo pessoas. Quando o rapaz atingido, com o rosto sangrando, tentou revidar, foi espancado brutalmente pela patota e só se safou graças ao vigia de um prédio em frente. A polícia os prendeu, mas, na manhã seguinte, os que eram menores de idade foram soltos para, se o quiserem, voltar a cometer novas agressões.

Durante a tomada pelas forças policiais do Complexo do Alemão, aqui no Rio, foi preso o bandido Zeu, um dos matadores do jornalista Tim Lopes. Cortou-o aos pedaços e o assou num "micro-ondas". Não obstante, condenado, foi agraciado com a prisão-albergue. Saiu e não voltou mais.
Certamente, não se pode achar que todo jovem delinquente seja um bandido em potencial, mas a nossa tolerância com os criminosos é tal que se tenta aprovar, agora, no Congresso, uma lei para proteger os direitos da vítima, já que a legislação em vigor só cuida dos direitos do condenado. Vivemos numa democracia. O termo "demo" vem do grego e quer dizer "povo". Será que o povo está de acordo com uma Justiça que não o protege?

Marilena Chauí: Uma filósofa de botequim

MÍDIA SEM MÁSCARA

por Carlos I.S. Azambuja em 10 de agosto de 2007

Resumo: Marilena Chauí: sofista, relativista e mentirosa. Tudo, claro, em nome da "causa".

© 2007 MidiaSemMascara.org


“Lula não é comunista. Ele é, na nova moldura petista, um socialista revolucionário, amante da democracia radical onde, segundo a socióloga e ideóloga petista Marilena Chauí, o conflito é um aspecto imanente. Ela se refere à luta de classes ou, de forma mais ampla, ao conflito entre a ‘classe dominante’ ou ‘bloco histórico no poder’ versus ‘os excluídos’ ou ‘novo bloco histórico’ que  luta pelo poder”.
(artigo “Rememorar uma velha história sabida”, de José Luiz Sávio Costa)


Segundo os jornais de 31 de julho de 2007, a dona Marilena Chauí, professora da Universidade de São Paulo e filósofa orgânica do Partido dos Trabalhadores, declarou que
“a imprensa montou um cenário de golpe de Estado durante a cobertura do acidente com o avião da TAM. A grande mídia foi montando, primeiro um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado”. Isso ela escreveu no texto “A Invenção da Crise”, publicado no site do jornalista Paulo Henrique Amorim, outro petista de carteirinha.

Esse, segundo a dona Marilena
, “é simplesmente mais um episódio do fato da mídia e certos setores oposicionistas não admitirem a legitimidade da reeleição de Lula”. Recorde-se que em 2006 a dona Marilena usou o mesmo chavão, dizendo que o mensalão “foi uma construção fantasmagórica da mídia”, ignorando que 40 quadrilheiros foram denunciados ao STF pelo Procurador-Geral da República como os responsáveis pela tal “construção fantasmagórica”.

Para dona Marilena, as publicações de diversos jornais sobre o acidente com o avião da TAM, bem como a falta de respeito do Sr. Marco Aurélio Garcia, também professor da Unicamp e assessor para assuntos internacionais do governo Lula, fazendo gestos obscenos de uma das janelas do Palácio do Planalto, bem como as frases dos ministros Guido Mantega, que classificou a crise nos aeroportos como “sinal de prosperidade econômica”, e da ministra do turismo (cargo adequado à sua personalidade) Marta Suplicy, que sugeriu às famílias que passavam horas, dias e noites nos aeroportos, esperando seus vôos, muitas vezes acompanhadas de crianças e pessoas doentes, para que “relaxem e gozem”, é um exagero da mídia que
inventou a crise aérea.

Em um texto intitulado
Invenção da Crise (http://betobiologia.blogspot.com), a dona Marilena comparou a explosão do avião, noticia dada por todos os canais de TV, contra o prédio da TAM, com o bombardeio do Palácio La Moneda, no Chile, em 11 de setembro de 1973 (sic) imaginando a ocorrência de uma guerra civil ou de um golpe de Estado. “Em certos casos” – escreveu ela – a atitude (dos canais de TV) chegou ao ridículo, estabelecendo relações ente o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lenin e Stalin, mais o Muro de Berlim”(!)

De resto, como o título do seu texto indica, a crise aérea não passa de uma invenção da mídia.

A uma pergunta de Paulo Henrique Amorim (http://betobiologia.blogspot.com) se ela, dona Marilena, vislumbra “sinais de uma nova (sic) tentativa de impeachment”, respondeu afirmativamente, pois
“a mídia e setores da oposição política ainda estão inconformados com a reeleição de Lula e farão durante o segundo mandado o que fizeram durante o primeiro, isto é, a tentativa contínua de um golpe de Estado. Tentaram desestabilizar o governo usando como arma as ações da Polícia Federal e do Ministério Público e, depois, como caso Renan”.

É oportuno recordar que em 2005, no seminário
“O Silêncio dos Intelectuais”, a dona Marilena fez jus ao título do seminário, mantendo-se calada.

Todos conhecem os fatos que a dona Marilena chama de “tentativa de golpe”. Nesse seminário, instada a falar sobre eles, a comentar as notícias sobre corrupção do partido ao qual pertence, o PT, a professora da USP disse que não havia dados suficientes para fazer um julgamento. Segundo ela, não era possível confiar nos meios de comunicação, pois estes eram pautados por “organismos tucanos”. De qualquer forma, aduziu,
“se culpa havia, não era do PT, mas do próprio sistema político brasileiro, no qual o presidente nunca tem maioria no Congresso e é obrigado a negociar com os partidos” – como se a única forma de estabelecer essa negociação política fosse subornando deputados, dando-lhes dinheiro.

Finalmente, recorde-se um capítulo nebuloso da vida acadêmica de dona Marilena e a justificativa que deu sobre o fato quando, de certa feita, dona Marilena, musa da esquerda nacional, foi denunciada por plágio por José Guilherme Merquior. Plagiou textos inteiros do ex-namorado Claude Lefort – e depois se justificou dizendo que
“entre os lençóis seria difícil saber o que é de quem”. Não deixa de ser hilário e, como disse a ilustre ministra do Turismo, “relaxa e goza”.

Sobre os mais de 200 mortos, nem uma palavra...ignorando.

O iminente apocalipse de zumbis: por que o mundo moderno parece morto-vivo

UOL


Chuck Klosterman

Os zumbis são um patrimônio valioso. Eles são mudos, lentos e sem cérebro, mas são um mercado em constante expansão e sem obstáculos. Os zumbis são um ambiente muito rico, literalmente e figurativamente. Quanto mais você os enche de balas, mais interessantes eles se tornam.

Cerca de 5,3 milhões de pessoas assistiram ao primeiro episódio de “The Walking Dead” na AMC, surpreendentes 83% a mais do que os 2,9 milhões que assistiram à estréia da quarta temporada de “Mad Men”. Isso significa que existem pelo menos 2,4 milhões de norte-americanos com TV a cabo que talvez prefeririam ver Christina Hendricks se ela fosse um defunto animado.

Estatística e esteticamente essa dissonância parece perversa. Mas provavelmente não deveria. O interesse da cultura de massa pelos zumbis aumentou constantemente durante os últimos 40 anos. Os zumbis são um produto que avançou lentamente e sem uma grande evolução. Eles são parecidos com as criaturas chocantes que George Romero popularizou em seu filme “Noite dos Mortos-Vivos” de 1968.

O que torna essa ampliação curiosa são as limitações inerentes ao próprio zumbi: não é possível acrescentar muita profundidade a uma criatura que não pode falar, não pensa e cuja única razão de ser é comer carne. Você não pode humanizar um zumbi, a menos que o torne menos zumbi. Há zumbis lentos, há zumbis rápidos – e este é praticamente todo o espectro da diversidade dos zumbis. Não é que todos os zumbis estejam mudando para se adaptar à condição do mundo; é que a condição do mundo se parece mais com uma ofensiva de zumbis. Alguma coisa a respeito dos zumbis está se tornando mais intrigante para nós. E acho que sabemos o que é essa coisa.

Os zumbis são simplesmente muito fáceis de matar.

Quando pensamos criticamente sobre monstros, tendemos a classificá-los como personificações do que tememos. O monstro de Frankenstein ilustra nossa trepidação em relação à ciência descontrolada; Godzilla nasceu do medo da era atômica; lobisomens se alimentam de um pânico instintivo da predação e da alienação do homem em relação à natureza. Vampiros e zumbis compartilham uma ansiedade arraigada em relação às doenças. É fácil projetar uma relação simbólica entre os zumbis e a raiva (ou entre os zumbis e as armadilhas do consumismo), assim como é fácil projetar uma relação simbólica entre o vampirismo e a Aids (ou o vampirismo e a perda da pureza). Do ponto de vista criativo, essas projeções de medo são narrativas fundamentais; elas transformam as criaturas em ideias, e este é o ponto.

Mas e se o público deduzir uma metáfora totalmente diferente?

E se as pessoas contemporâneas estiverem menos interessadas em ver retratos de seus medos inconscientes e mais atraídas pelas alegorias de como se sentem em sua existência cotidiana? Isso explicaria porque tantas pessoas assistiram ao primeiro episódio de “The Walking Dead”: elas sabiam que seriam capazes de se relacionar com aquilo.

Boa parte da vida moderna é exatamente como assassinar zumbis.

Se há uma coisa que todos nós entendemos sobre matar zumbis, é que o ato não é complicado: você explode o cérebro de um bem de perto (de preferência com uma arma de fogo). Este é o primeiro passo. O segundo é fazer a mesma coisa com o próximo zumbi que aparecer. O terceiro passo é idêntico ao segundo, e o quarto não é nem um pouco diferente do terceiro. Repita o processo até que (a) você é derrotado, ou (b) os zumbis acabam. Esta é de fato a única estratégia viável.

Cada guerra com zumbis é uma guerra desgastante. É sempre um jogo de números. E é mais repetitiva do que complexa. Em outras palavras, matar zumbis é filosoficamente semelhante a ler e deletar 300 e-mails de trabalho numa manhã de segunda-feira ou preencher documentos que apenas geram mais documentos, ou acompanhar fofocas no Twitter por obrigação, ou fazer tarefas entediantes nas quais o único risco verdadeiro é ser consumido pela avalanche. O principal problema em qualquer ataque de zumbis é que eles nunca pararão de aparecer; o principal problema da vida é que você nunca vai terminar com o que quer que seja que você faça.

A internet nos lembra disso todos os dias.

Eis uma passagem de uma jovem escritora chamada Alice Gregory, retirada de um ensaio recente sobre o livro distópico de Gary Shteyngart, chamado “Super Sad True Love Story” na revista literária n (PLUS)1: “É difícil não pensar 'pulsão de morte' toda vez que entro na internet”, ela escreveu. “Abrir o Safari é uma decisão ativamente destrutiva. Estou pedindo que a consciência seja tirada de mim.”

O temor auto-dirigido de Gregory é tematicamente semelhante a como o cérebro do zumbi é descrito por Max Brooks, autor da história oral ficcional “World War Z” e do manual de autoajuda que o acompanha, “The Zombie Survival Guide”: “Imagine um computador programado para executar uma função. Esta função não pode entrar em pausa, ser modificada ou apagada. Nenhum dado novo pode ser guardado. Nenhum novo comando pode ser instalado. Este computador fará apenas aquela função, repetidas vezes, até que sua fonte de energia eventualmente se esgote.”

Esta é a projeção do nosso medo coletivo: de que seremos consumidos. Os zumbis são como a internet e a mídia e todas as conversas que não queremos ter. Tudo isso chega a nós incessantemente (e irrefletidamente), e – se nos rendermos – seremos tomados e absorvidos. Mas esta guerra é administrável, se não necessariamente vencível. Desde que continuemos deletando o que quer que esteja à nossa frente, sobreviveremos. Nós vivemos para eliminar os zumbis de amanhã. Nós somos capazes de continuar sendo humanos, pelo menos por enquanto. Nosso inimigo é incansável e colossal, mas também estúpido e sem criatividade.

Lutar contra zumbis é como lutar contra qualquer coisa … ou contra tudo.

Por causa da série “Twilight” é fácil argumentar que os zumbis estão meramente substituindo os vampiros como monstros do momento, uma designação que deveria ser importante por motivos metafóricos, não monstruosos. Mas esse tipo de pensamento é enganador. O aumento de interesse por vampiros durante os últimos cinco anos diz respeito apenas ao sucesso da série multiplataformas “Twilight”, uma marca que não tem nada a ver com o vampirismo. Ela diz respeito à nostalgia pela castidade adolescente, à atração causada pelo elenco do filme e ao fato de que os consumidores de ficção contemporâneos tendem a preferir livros longos e em série que são lidos rapidamente.

Mas isso ainda assim criou um efeito dominó. O filme sueco de vampiros “Let the Right One In”, de 2008, não teria sido refilmado nos Estados Unidos se “Twilight” nunca tivesse existido. “The Gates” foi uma tentativa aberta da ABC de atrair o público pré-adolescente que não sai de casa; “True Blood” da HBO é uma reação à sinceridade direta de Robert Pattinson.

A diferença com os zumbis, é claro, é que é possível gostar de um tipo específico de vampiro temporariamente, o que não é uma opção em se tratando de mortos-vivos. Personagens como Edward Cullen de Pattinson em “Twilight” e o Lestat de Lioncourt de Anne Rice, e até mesmo o velho e chato Conde Drácula, podem ser multidimensionais e eróticos; é possível descobrir quem eles são e quem foram um dia. O amor por vampiros pode ser singular. O amor do zumbi, entretanto, é sempre comunal.

Se você gosta de zumbis, você gosta do conceito inteiro de zumbi. Nunca é algo pessoal. Você se interessa pelo significado dos zumbis, você gosta do jeito que eles se movem e entende o que é necessário para detê-los. E essa é uma atração confortável, porque esses aspectos não mudam na verdade. Eles se tornaram um conhecimento arquetípico compartilhado.

Poucos dias antes do Halloween eu estava no estado de Nova York com três outras pessoas. Nós acabamos indo parar no Celeiro do Terror, nos arredores de uma cidade chamada Lake Katrine. Entrar no celeiro era levemente perturbador, embora talvez não tão assustador quanto entrar num verdadeiro celeiro abandonado que não cobrasse US$ 20 e não tem seu próprio domínio na internet.

Independente disso, a melhor parte foi quando saímos do celeiro do terror e fomos imediatamente conduzidos a um ônibus escolar que nos levou a uma plantação de milho a cerca de 40 quilômetros dali. A plantação estava repleta de atores amadores, alguns interpretando militares e outros fazendo o papel de “infectados”.

Disseram-nos para correr pelo campo à luz da lua se quiséssemos sobreviver. Enquanto corríamos, soldados armados gritavam instruções contraditórias enquanto zumbis emergiam do meio da escuridão da plantação. Era para ser divertido, e foi. Mas pouco antes de entrarmos no meio do milharal, um de meus companheiros criticou sardonicamente a realidade de nossa situação.

“Sei que isso deveria meter medo”, disse ele. “Mas estou muito confiante na minha capacidade de lidar com um apocalipse de zumbis. Sinto-me estranhamento informado sobre o que fazer nesse tipo de cenário.”

Eu não poderia discordar. Nesse ponto, quem não está informado. Todos nós sabemos como é: se você acordar do coma, e não ver imediatamente um membro da equipe do hospital, assuma que os zumbis tomaram o local durante sua incapacitação. Não viaje à noite e mantenha suas cortinas fechadas. Não deixe zumbis cuspirem em você. Se você derrubar um zumbi, atire uma segunda bala em seu cérebro. Mas acima de tudo, não assuma que a guerra está vencida, porque ela nunca está. Os zumbis que você mata hoje serão meramente substituídos pelos zumbis de amanhã. Mas você pode fazer isso, meu amigo. É desencantador, mas não é difícil. Mantenha seu dedo no gatilho. Continue com o extermínio. Não deixe de acreditar. Não deixe de deletar. Responda às suas mensagens de voz e cumpra com seus acordos. Este é o mundo dos zumbis, e nós apenas vivemos nele. Mas podemos viver melhor.

Chuck Klosterman é autor de “Eating the Dinosaur” [“Comendo o Dinossauro”] e "Sex, Drugs, and Cocoa Puffs" [Sexo, Drogas e Cereal de Chocolate]

Tradução: Eloise De Vylder

Tiririca não sabe o que um deputado faz. E seria ele o único entre os candidatos eleitos e não eleitos a não saber?

BLOG DO INSTITUTO MILLENIUM

Cavaleiro: e será que os candidatos "engravatados" SABEM o que faz um deputado? Vamos refletir sobre isto.

Eleito, o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, afirmou em entrevista que ainda não sabe “bem” o que faz um parlamentar na Câmara dos Deputados. “Na realidade [antes] eu não sabia, antes de ler o livro do negócio [sic], como funciona. Mas aí, na realidade, agora…. eu ainda não tô sabendo bem. Mas quando chegar lá eu vou saber. Deixa eu chegar lá. Tô chegando”, disse Tiririca.
Rindo na maioria das respostas que concedeu, o deputado eleito também afirmou que não é analfabeto e questionado sobre se já se havia imaginado fazendo um discurso no púlpito da Câmara, disse que: “não sei nem o que é púlpito”.
O deputado eleito ainda disse que levou a campanha na brincadeira e não imaginava que ia ganhar.
Fonte: jornal “Folha de S. Paulo”

Santos e amigos das FARC em lua de mel

MÍDIA SEM MÁSCARA

Por trás da montagem da UNASUL, da aparente solidariedade e irmandade, os conjurados de sempre tramam a legitimação das FARC, para que o crescente desprestígio do grupo terrorista não faça rachadura nos planos da esquerda latino-americana, traçados pelo Foro de São Paulo, dirigido por Lula e Castro.

Ingenuidade? Cinismo? Hipocrisia mútua? Engano sistemático aos eleitores de ambos os lados? Talvez isto e muito mais se teça por baixo da mesa. Há de tudo, menos sinceridade nem desejo dos cúmplices das FARC (Lula, Chávez, Correa, Evo, etc.) para que por fim chegue a paz na Colômbia.
O continente inteiro sabe quem é Chávez: bandido, mentiroso, histriônico, grosseiro e traidor. Quem pode então acreditar que do dia para a noite este sinistro personagem, peãozinho de Fidel Castro, tornou-se honrado, decente, veraz e leal? Em sã consciência, ninguém.
Só acreditam nisso a estultícia funcional disfarçada de audácia diplomática do presidente Santos e sua submissa chanceler Holguín, os quais parecem não ver, ou não querer ver, que por trás da montagem da UNASUL, da aparente solidariedade e irmandade, os conjurados de sempre tramam a todo custo a legitimação das FARC, para que os comunistas não passem para segundo plano e para que o crescente desprestígio do grupo terrorista não faça rachadura nos planos da esquerda latino-americana unida, traçados pelo Foro de São Paulo, dirigido por Lula e Castro.
Finalmente, todo este arcabouço aponta contra o ex-presidente Uribe, em uníssono com uma corrente de invejosos e medíocres que não só querem vê-lo acabado politicamente, senão oxalá em um cárcere e, se pudessem, com escárnio público próprio da baixeza dos que não têm a menor idéia de sua estatura como estadista.
Resulta curioso que a ópera bufa da UNASUL e a farsa do arranjo diplomático do Equador e Venezuela com a Colômbia, suceda ao mesmo tempo em que, com um enviesamento descarado, a Revista Semana concite alguns historiadores para que como tarefa desqualifiquem Bolívar e Uribe, dois dos melhores e dos poucos presidentes com autoridade e execuções visíveis que a Colômbia já teve.
E ao mesmo tempo em que a politizada Corte Suprema de Justiça deixe de lado a palhaçada e o desrespeito aos colombianos e por fim eleja a Fiscal Geral em um dia, sem que a eleita seja penalista, suposto requisito para dilatar por quase um ano e meio tal decisão.
Sem dúvida, esses magistrados encabeçados pelo doutor Arrubla, pastranista [1] por certo, só pretendiam desqualificar Uribe e para isso não lhes importou brincar com a Justiça de um país inteiro. A história dirá. Resulta também estranho, porém coincidente, que tão sapiente corte de justiça não tenha julgado os bandidos da Farc política, em que pese as provas que são abundantes. Pelo contrário, alguns deles hoje são moralistas por excelência e acusadores de Uribe.
Mesmo sendo de pleno conhecimento todas as sujeiras que foram descobertas do governo chavista e do vizinho Correa a favor das FARC e dos comunistas colombianos, não seria uma surpresa confirmar quem impede e que a farsa seja manipulada, financiada por Chávez em associação com os cúmplices das FARC desde o Foro de São Paulo e UNASUL, que parecem ser o mesmo. E que, inclusive, serviu até para que vergonhas históricas como Ernesto Samper pontifiquem naquilo que carecem.
Nessa ordem de idéias, quem impede que por trás da "amabilidade" comunista se trame "pastranizar" a estratégia de segurança democrática, voltar à vergonha histórica do Caguán, dar status político aos terroristas para que lancem a ofensiva final acompanhados pelos governos cúmplices, e tudo em troca de tirar a ordem de captura do presidente Santos no Equador, "negar" os graves achados dos computadores de Reyes e meter a cunha socialista na Colômbia?
O intercâmbio de três desertores das FARC e do ELN, capturados em atos delitivos na Venezuela por um narco que sabe muito da trama chavista; o "esquecimento" mútuo de Chávez e Santos de que Iván Márquez, Granda e outros bandidos vivem na Venezuela, e que desde lá procuram destruir as instituições na Colômbia, indicam que o plano é esmagar Uribe e "pastranizar" a Estratégia de Segurança Democrática. Ao que tudo indica, com Santos nos venderam gato por lebre.
Nota da tradutora:
[1] "Pastranista" e "pastranizar" referem-se ao ex-presidente Andrés Pastrana e o vergonhoso episódio que ficou conhecido como "a cadeira vazia", em decorrência do vexame nacional em que Pastrana, em comum acordo com Manuel Marulanda "Tirofijo", ficou sentado sozinho frente às câmeras de televisão, durante um evento em que os dois iam discutir um acordo de paz que nunca houve porque Tirofijo não compareceu e porque as FARC nunca desejaram abandonar o terrorismo. A partir desse momento, ao ver-se humilhado perante a nação inteira tendo ao lado um cadeira vazia com a qual não podia dialogar, Pastrana acabou com as "zonas de despejo" que havia concedido às FARC como "gesto de boa vontade" para encerrar a guerra.

Tradução: Graça Salgueiro

Divorciados da realidade

DEXTRA
SÁBADO, 4 DE DEZEMBRO DE 2010


Stephen Baskerville: The American Conservative Magazine, 22 de novembro de 2010
Tradução: Dextra


Não culpe o lobby gay pelo declínio do casamento

Os defensores do casamento devem enfrentar alguns fatos incômodos ou vão perder sua luta - e com ela, muito possivelmente, sua liberdade religiosa, também. A decisão do juíz federal Vaughn Walker de anular a Proposta 8, na Califórnia, demonstra que, a menos que nós possamos demonstrar razões muito específicas pelas quais o casamento homossexual seja socialmente destrutivo, ele em breve será a lei em vigor.

Com conservadores tão proeminentes como Glenn Beck e Ann Coulter juntando-se àqueles "americanos influentes", nas palavras da National Review, que "têm, cada vez mais, passado a considerar a oposição ao casamento homossexual como irracional, na melhor hipótese, e intolerante, na pior," não podemos mais depender de afirmações vagas de que o casamento homossexual enfraquece de alguma forma o casamento de verdade - o que, em si, de fato, não ocorre.

Uma quantidade considerável de bobagens tem sido escrita por alguns oponentes do casamento homossexual, enquanto que algumas verdades fundamentais não estão sendo ouvidas. A análise dos fatos pode nos capacitar a vencer não só esta batalha, mas várias outras até mais importantes, envolvendo o declínio da família e a anomia que ele produz.

Primeiro: o casamento existe antes de mais nada para cimentar o pai à família. Este fato é politicamente incorreto, porém  inegável. A falência do casamento produz ausência paterna em larga escala e não ausência materna. Como Margaret Mead apontou há muito tempo - sim, a esquerdista Margaret Mead tinha razão nisto - a maternidade é uma certeza biológica, enquanto que a paternidade é socialmente construída. O pai é o elo mais frágil da união familiar e, sem a instituição do casamento, ele é facilmente descartado.

As consequências de falhar em ligar os homens a sua prole são evidentes no mundo todo. De nossos bairros pobres e reservas indígenas até o norte da Inglaterra, dosbanlieus de Paris a grande parte da África, a ausência paterna - e não a pobreza ou a raça - é o principal definidor de praticamente todas as patologias sociais entre os jovens. Sem os pais, os adolescentes perdem os limites e a sociedade mergulha no caos.

A idéia de que o casamento existe para o amor ou para "expressar e salvaguardar uma união emocional entre adultos," como um proponente coloca a coisa, é balela. Muitos relacionamentos humanos afetuosos e emocionais não envolvem o casamento. Mesmo o argumento conservador de que o casamento existe para criar os filhos é impreciso demais: o casamento cria a paternidade. Sem casamento não há pais.

Uma vez que se reconheça este princípio, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não faz sentido. A "descoberta" do juíz Walker de que "o gênero não forma mais uma parte essencial do casamento" torna-se absurda. O casamento entre dois homens ou duas mulheres simplesmente achincalha o propósito da instituição. A paternidade homossexual apenas afasta ainda mais os pais biológicos (e algumas mães, também) de seus filhos, já que pelo menos alguns dos pais homossexuais devem adquiririr seus filhos de outras pessoas - normalmente através de um divórcio heterossexual.

Eis aqui a segunda verdade incômoda: não foram os homossexuais que destruíram o casamento, foram os heterossexuais. A ação de exigir o casamento homossexual é um sintoma, não uma causa da deterioração do casamento. De longe, a maior ameaça à família é o divórcio heterossexual. "Os comentaristas erram o alvo quando se opõe ao casamento homossexual sob o argumento de que ele minaria a definição tradicional do casamento," escreve o estudioso da família Bryce Christensen. "É só porque a definição tradicional do casamento já foi severamente minada que os homossexuais agora o estão reivindicando para si."

Embora os ativistas gays mencionem o seu desejo de se casarem como prova de que seu estilo de vida não é intrinsecamente promíscuo, eles prontamente admitem que o casamento não é mais a barreira contra a promiscuidade que já foi. Se os padrões do casamento já foram rebaixados, perguntam eles, porque os homossexuais não seriam admitidos na instituição?

“O mundo do sexo casual sem vínculos dos heterossexuais e as taxas de divórcio de 50% antecedem o casamento gay," aponta Andrew Sullivan. “Todos os homossexuais estão dizendo, se o casamento for isto, na atual definição, não há razão para nos excluirem. Se vocês quiserem fazer o casamento heterossexual retornar aos anos 50, vão em frente. Mas até lá, a exclusão dos gays é simplesmente uma anomalia - e a negação de uma igualdade civil básica."

Uma família americana nos anos 50. O garoto no centro
 é o ensaísta conservador Lawrence Auster

A feminista Stephanie Coontz faz eco a este argumento: "Os gays e as lésbicas simplesmente olharam para a revolução que os heterossexuais tinham feito e perceberam que, com suas novas normas, o casamento poderia funcionar para eles, também."

Com isto, o terceiro fato inconveniente: o divórcio é um problema político. Não é um assunto privado e não vem de forças impessoais da decadência moral e cultural. Ele é guiado pela complexa e lucrativa máquina do governo, operando em nossos nomes e financiada pelos nossos impostos. Ele é imposto a pessoas que não o desejam, cujos filhos, lares e propriedade podem ser confiscados. Ele gera os males sociais que tornam racionais quase todos os gastos domésticos do governo. E ele é promovido ideologicamente pelos mesmos radicais sexuais que agora defendem o casamento homossexual. Os homossexuais podem ter razão sobre os heterossexuais terem destruído o casamento, mas os heterossexuais foram seus companheiros de ideologia sexual.

Os conservadores equivocaram-se completamente sobre o significado da revolução do divórcio. Embora lamentam o divórcio em massa, eles se recusam a confrontar a sua política. Maggie Gallagher atribui este silêncio à "covardia política": "Opor-se ao casamento gay ou aos gays no exército é uma questão fácil, dada e livre de riscos para os republicanos, " escreveu ela em 1996. "A mensagem [é] que nós deveríamos manter o divórcio de fora da agenda política a todo custo."

Nenhum político americano de estatura nacional desafiou seriamente o divórcio unilateral. "Os democratas não quiseram irritar seu grande eleitorado feminino, que viam o divórcio fácil como uma liberdade e prerrogativa conquistada a duras penas," escreve Barbara Dafoe Whitehead. “Os republicanos não queriam alienar seu eleitorado nas classes altas nem sua ala libertária, ambas as quais tendiam a favorecer o divórcio fácil, e nem queriam chamar atenção para os divórcios entre seus próprios dirigentes."

Em sua famosa denúncia da paternidade solteira, o vice-presidente Dan Quayle teve o cuidado de deixar claro: "Eu não estou falando de uma situação em que há um divórcio." Um extenso artigo na atual edição do Political Science Quarterly [Periódico de Ciência Política] é dedicado ao fato - diante do qual o autor expressa espanto - de que os grupos cristãos auto-denominados "pró-família" não dediquem quase que nenhum esforço a reformar as leis sobre o divórcio.

Este fracasso prejudicou seriamente a credibilidade moral da campanha contra o casamento homossexual. "As pessoas que não censuram o divórcio não têm nenhum peso especial como defensores do casamento," escreve a colunista Froma Harrop. "O preço da autoridade moral não é baixo."

Da mesma forma que o casamento cria a paternidade, o divórcio hoje deve ser entendido como um sistema para destruí-lo. Não é por acaso que as varas de família tornaram-se principalmente um meio de pilhar e criminalizar os pais. Com um tal regime aparelhado contra eles, os homes têm um poderoso incentivo a não se casarem e começarem uma família. Não importa o quanto ralhem os moralistas de plantão, os homens não serão persuadidos a entrarem em casamentos que podem significar a perda de seus filhos, a expropriação e o encarceramento.

A quarta questão é mais difícil de apreender: o casamento não é uma instituição totalmente pública que o governo possa definir e regular legalmente. Ele certamente desempenha importantes funções públicas. Mas o casamento também cria uma esfera de vida além do controle oficial - o que o juíz da Suprema Corte Byron White chamou de "um âmbito da vida familiar no qual o estado não pode entrar." Isto não significa que qualquer coisa possa ser declarada como um casamento. Pelo contrário, significa que o casamento cria uma zonha singular de privacidade para um propósito acima de tudo: é a união dentro da qual os pais podem criar seus filhos sem a interferência do governo.

A progenitura, afinal de contas, é politicamente única. É o único relacionamento no qual as pessoas podem exercer autoridade coercitiva sobre outras. É a única exceção ao monopólio da força pelo estado, que é a razão pela qual o governo tenta constantemente miná-la e invadi-la. Sem a autoridade da progenitura, e especialmente da autoridade paterna, legitimada pelos vínculos do casamento, o alcance do governo é total. Isto já é evidente naquelas comunidades nas quais o casamento e os pais desapareceram e o governo entrou em cena para substituí-los com o bem-estar social, a concessão de pensões alimentíceas, a educação pública e o sistema público de saúde subzidiado com o dinheiro dos impostos.

O casamento é paradoxal em um sentido que é essencial para nossos problemas políticos - e isto causa uma considerável confusão entre os conservadores e libertários. O casamento deve ser reconhecido pelo estado exatamente porque cria uma esfera de autoridade de progenitura da qual o estado deve então se retirar. Hoje, não se pode mais esperar que o governo adote voluntariamente este comedimento. Todos nós devemos exigir constanteemte que ele o faça. O casamento - para toda a vida e protegido por um contrato com valor legal - nos dá a autoridade legal e o posto avançado moral a partir do qual se pode resistir aos avanços do estado.

As proibições ao casamento homossexual não vão salvar a instituição. Como escreve Robert Seidenberg no Washington Times, “Mesmo que os republicanos fossem bem-sucedidos em definir constitucionalmente o casamento como um relacionamento entre um homem e uma mulher, algum juíz em algum lugar logo descobriria um novo singnificado para 'homem' ou 'mulher', ou 'entre' ou 'relacionamento' ou qualquer uma da outra dúzia de palavras que podem aparecer na emenda."

Isto já está acontecendo. Na Grã-Bretanha, o Gender Recognition Act [Lei de Reconhecimento de Gênero] permite aos transexuais falsificarem retroativamente suas certidões de nascimento, para indicarem que nasceram com o gênero de sua escolha. “O efeito prático disto será inevitavelmente o 'casamento' homossexual," escreve Melanie Phillips no Daily Mail. “O casamento como uma união entre um homem e uma mulher será destruído, porque 'homem' e 'mulher' não vão mais significar nada além de alguém se sentir como um homem ou uma mulher."

Então, qual é a solução? Um projeto já tramitando no congresso pode ser a resposta. Embora não tenha o objetivo primordial de salvar o casamento, a proposta da Parental Rights Amendment [Emenda dos Direitos dos Progenitores] é o primeiro passo concreto na direção correta. Ela protege "a liberdade dos progenitores para dirigirem a criação e a educação de seus filhos." Como isto fortalece o casamento?

A reafirmação dos direitos dos progenitores - em particular os casados - de criarem os próprios filhos enfraqueceria a interferência do governo na família. Sobretudo se enunciada como uma proteção aos vínculos entre os filhos e seus pais casados, esta medida poderia minar tanto o regime do divórcio quanto o casamento homossexual, ao estabelecer o casamento como um contrato permanente, conferindo direitos aos progenitores que devem ser respeitados pelo estado. Dentro da união do casamento, isto preservaria os direitos dos pais, dos progenitores e dos cônjuges em geral, e tornaria o casamento homossexual por sua maior parte inútil. Os casamentos que produzam  filhos seriam efetivamente indissolúveis e haveria menos crianças sem pais para os homossexuais adotarem. Os homens conseguiriam entender que, para terem plenos direitos como pais, eles devem se casar antes de conceber filhos e teriam, deste modo, um interesse em assegurar a pernanência da instituição.

Esta não é uma tarefa pequena. Isto significaria enfrentar as instituições sexuais radicais em sua totalidade - não só os homossexuais, mas seus aliados entre as feministas, as ordens de advogados, psicoterapeutas, assistentes sociais e escolas públicas. Isto aumentaria significativamente a aposta - ou antes, ressaltaria o quanto a aposta já é alta. Também focaria a atenção pública na interconexão destas ameaças à família e a liberdade. Isto incentivaria uma coalizão de pais com um interesse pessoal no casamento e nos direitos dos progenitores.

A alternativa a isto é continuar a repetir platitudes da boca para fora, e neste caso seremos desprezados como um coro de ranhetas, falsos moralistas e - sim, intolerantes. E nós perderemos.


Stephen Baskerville é professor adjunto de Ciências Políticas na Patrick Henry College e autor deTaken Into Custody: The War Against Fathers, Marriage, and the Family [Sob Custódia: A guerra contra os pais, o casamento e a família]


Lula reconhece Estado “palestino”

MÍDIA SEM MÁSCARA

Sem lhes impor nenhuma condição sobre "direitos" dos homossexuais.

Lula anunciou que decidiu oficialmente reconhecer um Estado "palestino". Esse reconhecimento ocorreu em 3 de novembro de 2010.

O megalomaníaco gosta de estar no centro das atenções. E se o mundo todo está olhando para o Oriente Médio, por causa das aflições de Israel, então Lula quer um pedacinho do holofote. Ele está determinado a passar seus últimos dias na presidência chamando a atenção de todo mundo, nem que para isso ele precise plantar bananeira na ONU.
A imprensa brasileira noticiou o fato de que Lula enviou uma carta ao líder "palestino" reconhecendo o Estado da "Palestina". A mídia internacional não disse quase nada, não porque o assunto seja insignificante, mas porque Lula não tem a importância que ele mesmo dá a seu próprio umbigo.

Contudo, por que reconhecer um país dentro de outro país? Geograficamente, o que alguns chamam de "Palestina" está exatamente dentro das fronteiras históricas e bíblicas de Israel. E Israel é um país extremamente pequeno. Não faz sentido, pois, forçar um país pequeno a entregar suas poucas terras a um povo que tem hostilidade étnica, política e religiosa contra Israel.

Se Lula quer tanto terras para os "palestinos", por que não lhes dá um pedacinho do Brasil? Geograficamente, a terra de Israel é um mosquito perto do Brasil. É injusto fazer o pequeno dar o que ele quase não tem. Quem tem mais tem a obrigação moral de dar o exemplo e repartir o que tem de sobra.

Mas não é só isso. Nas terras ocupadas pelos "palestinos", os homossexuais são realmente agredidos e mortos, sem maiores problemas. Paradas gays? Nem pensar! Doutrinação anti-"homofobia" nas escolas "palestinas"? Traria pena de morte para os professores. Desde cedo, as crianças "palestinas" são ensinadas a odiar e atacar os inimigos do islamismo. Israel, é claro, é um desses inimigos. E os homossexuais também.

Tolerância e pluralidade? Esses conceitos, amplamente impostos pelo governo Lula sobre os brasileiros passivos, são abominados pelos "palestinos". Os homossexuais "palestinos" só não pedem asilo ao amigo Lula porque não dá tempo. Logo que são descobertos, os homossexuais ali são despachados.

Um Estado "palestino" bem no meio do Brasil não seria uma experiência estranha, pois crianças aprendendo a odiar é algo que o MST vem fazendo há muito tempo. O problema maior seria a "cultura palestina" influenciando a cultura brasileira. Aí o governo brasileiro teria de mudar o programa federal "Brasil Sem Homofobia" para "Brasil Sem Sodomia", exclusivamente para apaziguar e agradar aos "palestinos".

Enquanto isso não acontece, o brasileiro tem de sofrer, sendo obrigado a aceitar a doutrinação anti-"homofobia" nas escolas e a mentira de que o Brasil é campeão deassassinatos de homossexuais (como se os cristãos brasileiros estivessem matando centenas deles por dia), e ver Lula prestigiando, honrando e reconhecendo um Estado islâmico que quer não somente a destruição de Israel, mas de todos os homossexuais.

Se Lula não fosse hipócrita, ele diria ao líder dos "palestinos": "Olha, meu governo reconhece o Estado palestino, mas com uma condição: Seu governo palestino tem de fazer seu povo parar de perseguir e matar homossexuais e seu governo tem de ensinar as crianças a amar o homossexualismo como uma opção totalmente normal e saudável".

Alguém realmente crê que os "palestinos" aceitariam tal condição?

A diferença entre eles é clara. Enquanto os interesses dos "palestinos" giram em torno do islamismo e do terrorismo, os interesses de Lula giram em torno de seu próprio umbigo e daquele orifício idolatrado pelos homossexuais.
Aliás, os "palestinos" têm a sua peculiar solução ideal para os adoradores de orifícios: aumentar-lhes, a bala, o número de orifícios!

Dá para ver o que está acontecendo? Se todos os cristãos do Brasil fossem "palestinos" e principalmente islâmicos, Lula e seu governo nos respeitariam, honrariam e prestigiariam, quer ou não matássemos homossexuais.
Quem é trouxa nessa história: Lula ou o povo brasileiro?

Se Lula quiser continuar com seu umbigo nos holofotes internacionais depois da sua presidência, ele terá se disfarçar de travesti na frente de uma mesquita "palestina" e gritar: "Vocês precisam de um programa Palestina Sem Homofobia"!

O cenário seguinte seria proibido para menores de 18 anos.

Mais uma do desgoverno FEDERAL: Diflubenzuron causa desconfiança nos agentes de combate do Aedes

CORREIO DA TARDE
Publicado no Dia 30/04/2009

O mais novo aliado no combate ao Aedes aegypt, o pesticida Diflubenzeron, está causando impasse entre os agentes de saúde e a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) devido às dúvidas sobre o manuseamento do químico.

O novo produto foi escolhido pelo Ministério da Saúde por causa de sua ação mais duradoura, cerca de dois a três meses a mais que o utilizado anteriormente, o BTI. 

Segundo os agentes de saúde do Distrito Norte, o produto é muito forte e está causando alguns desconfortos nos profissionais na hora de manipulá-lo. Reações como dor de cabeça, ardência nos olhos e até coceira. Edson Bezerra, agente de saúde, afirma que no dia da apresentação do produto aos profissionais, um grupo de idosos que estava presente no local passou mal com o cheio forte do químico. E para acentuar o problema, os agentes de saúde denunciaram a falta dos EPI's (equipamentos de proteção individual). 

Preocupados com a manipulação do diflubenzuron, os agentes de saúde fotografaram a embalagem do produto a fim de provar seu risco à saúde. Por esse motivo, eles pesquisaram na internet sobre o químico e mostravam que o produto deveria ser usado exclusivamente em atividades agrícolas e que ele seria tóxico.

A coordenadora do Departamento de Vigilância da Saúde, Cristiana Souto, alega que os agentes de saúde estão equivocados. Ela apresentou uma nota técnica do Ministério da Saúde a qual alegava que o produto estaria sendo usado como substituto do antigo para auxiliar no combate à dengue. Ela afirmou que "a atitude dos agentes de saúde está sendo precipitada".

 Outros estados, como Pará, já utilizam o produto há cerca de um ano e nenhuma ocorrência foi feita com relação ao uso dele. Em um artigo publicado por meio da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), especialistas falam que o produto é" biodegradável e não cumulativo no organismo, por não ser assimilado pelo intestino de vertebrados".

Segundo a coordenadora, os casos de dengue na capital diminuíram cerca de 90% em relação ao mesmo período do ano passado. "E não utilizar o produto é lutar contra o combate a dengue", completa Cristiana.

Hace noticia en LA HORA DE LA VERDAD, el ex presidente de la República ÁLVARO URIBE VÉLEZ

LA HORA DE LA VERDAD
publicado Dec 03, 10:24 am


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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".