Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Todo o poder para a demência senil

FILADASOPA
8 DE AGOSTO DE 2010


Em 13 de agosto, Fidel Castro completa 84 anos. Há algumas semanas atrás Raúl alcançou 79. Dois anciãos. É verdade que Fidel parece ter se recuperado da gangrena intestinal que quase o liquidou, mas os sintomas de deterioração mental continuam vigentes. O diagnóstico que em sotto voce ['em voz baixa’, em italiano] gerenciam seus médicos cubanos é o de "Demência Vascular”, uma vez que no passado ele teve vários espasmos cerebrais transitórios que foram minando sua saúde mental com um efeito cumulativo.

Na verdade, Fidel apresenta quase todos os sintomas descritos pela Classificação Internacional de Doenças, publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por Carlos Alberto Montaner

Ele tem dificuldades na fala, coordena desajeitadamente seus movimentos, repete idéias paranóides e ri, em circunstâncias imprevisíveis. É um velho louco e desobediente com raros momentos de lucidez os quais utiliza para contar antigas batalhas ou para tratar de deslumbrar o interlocutor com sua infinita sabedoria, traço clássico do narcisista incurável que sempre foi.

Para Raul, o quadro de deterioração mental de Fidel não é surpreendente. Ramon Castro, só dez meses mais velho que Fidel, está praticamente louco, como acontece com Angelita, a mais velha de todos os irmãos Castro Ruz. Mas o grave não é que Fidel tenha regressado da sepultura, algo que Raul não tinha em seus planos, mas que voltou disposto a coogovernar, apesar de seu penoso estado mental, que ele não é capaz de perceber e ninguém se atreve a revelar-lhe. Nos cálculos de Raúl, como no de quase todos os cubanos, a estas alturas do campeonato, Fidel já deveria ter estreado o enorme panteão que fizeram para ele em La Plata, onde o comandante teve seu acampamento quando lutava em Sierra Maestra.

Talvez isso explique a tímida natureza das pequenas mudanças anunciadas em 26 de Julho. Tudo segue igual, tal como exigido por Fidel. Raul afirmou que continuarão com o planejamento centralizado da economia e os princípios do regime comunista, incluindo a ausência de liberdades políticas e civis. No entanto, avançam para o passado. Eles curvam-se, lentamente, sem dizer às claras, ao ano 1968, quando Cuba era, como hoje, uma ditadura militar coletivista, mas com alguma atividade econômica menor em mãos de particulares que tornavam mais suportável o desastre marxista-leninista.

Nesse ano, Fidel decidiu que Cuba seria o mais comunista dos países e, contra o parecer de muitos líderes, lançou a "ofensiva revolucionária" para acabar com os hábitos burgueses dos cubanos empreendedores, tipos desprezíveis e exploradores que se moviam por estímulos materiais. Com um golpe cruel e desnecessário, Fidel destruiu todo o pequeno tecido empresarial que tornava a vida mais suportável para os cubanos.

Em Cuba, pois, não haverá correções e nem reformas estruturais, o que provocou o desencanto de quase toda a população, incluindo os membros do Partido Comunista que em 2007, impulsionados por Raúl Castro, pediram mudanças profundas que devolvessem aos cubanos o controle de suas vidas e lhes dessem a possibilidade de criar riqueza para o seu próprio benefício e para a coletividade. Mais de um milhão de sugestões chegaram ao gabinete de Raúl e a maioria pedia abertura, mercado e liberdades. Ou seja, um milhão de "revolucionários" frustrados com o desempenho de Raul, em quem haviam depositado certas esperanças.

A pergunta que se fazem hoje, os cubanos, os comunistas do poder e os democratas da oposição, é o que vai acontecer no país, quando os irmãos Castro, finalmente, morrerem ou quando a demência colocá-los fora de combate. É possível que Raúl acredite que seu filho Raul Alejandro possa continuar a dinastia militar, como Kim Jong Il na Coréia do Norte ou Bashar Al Assad da Síria, os herdeiros das satrapias fundadas por seus pais, mas em Cuba é improvável que isto ocorra, dada a falta de legitimidade histórica do jovem militar e a decepção profunda que existe na cúpula dirigente. Por que um partido comunista e um exército desmoralizado por mais de meio século de fracassos vão obedecer a um obscuro oficial de inteligência, filho de um homem que os desapontou totalmente, se o que prevalece entre eles é o desejo de uma radical mudança do sistema?

Por não fazer uma reforma profunda, Raul vai provocar o colapso da revolução. Talvez essa seja sua melhor contribuição para a história de Cuba. Tradução do FDS (Arthur)

Carlos Alberto Montaner é escritor e jornalista cubano

Curtinho: Político corrupto, o mal que vem do povo

JULIO SEVERO
9 de agosto de 2010 
O povo reclama dos políticos corruptos, que são homens e mulheres que tiram proveito da elevada riqueza que o governo usurpa a força do povo mediante impostos.


Mas de onde vem todo o dinheiro que os políticos roubam para comprar mansões e viver no luxo? Do povo.
De onde vêm os políticos? Do povo.
O povo vota no político que mais dá “presentes” e “benefícios”. Do meio desse povo sairá o político que igualmente, quando chegar ao poder, vai querer continuar recebendo “presentes” e “benefícios”, mas maiores.
O político, na verdade, é a cara do seu povo.
Do povo vem o dinheiro que sustenta a ganância política. Do povo vem o político ganancioso.
Os políticos precisam mudar? Sem dúvida. Mas antes, povo precisa mudar.
Quando o povo mudar, querer tudo com trabalho e recusar “presentes” e “benefícios” do Estado sugador de impostos e suor, aí ele terá políticos que recusarão “presentes” e “benefícios”. Aí ele terá políticos que trabalharão.
A volta do profeta Elias: o que a unção de Elias representa para as famílias e para o mundo político nestes últimos dias

Ampla liberdade aos condenados

MÍDIA SEM MÁSCARA

É preciso que se diga, sem medo de ser tachado de populismo penal ou de parecer reacionário e careta, que não se permitirão testes de laboratório com a vida alheia; que é preciso construir um mundo em que sejam respeitados os direitos sobre a propriedade; que é sagrada a liberdade de ir e vir aos que aceitam o estado democrático de direito.
O Congresso Nacional enviou ao Presidente Lula um Projeto de Lei que alterava o Código de Processo Penal e a Lei de Execuções Penais. Pelo texto original, os condenados que viessem a cumprir a parte final das penas em liberdade "poderiam" ser submetidos à fiscalização por meio de monitoração eletrônica, desde que houvesse uma decisão fundamentada do juiz competente. O sistema rastreador, que teria o formato de uma pulseira ou tornozeleira, daria ao juiz o controle sobre a localização física do preso, uma garantia de cumprimento da obrigação de comparecer ao juízo para "informar e justificar suas atividades", já prevista em Lei.
O objetivo do monitoramento eletrônico era reduzir o alto índice de fugas nos regimes aberto e semiaberto, um dos pontos mais críticos da execução penal. As evasões, mais que demonstrar que os apenados reinseridos na sociedade não foram dissuadidos da prática criminosa enquanto estiveram reclusos, geram a necessidade de maior estrutura de policiamento uma vez que se juntam aos criminosos que nunca foram presos aqueles que simplesmente não cumpriram o restante de suas penas. Sob a ótica da comunidade, o rastreamento de presos poderia reduzir aquele sentimento de revolta ao se saber que o assassino ou estuprador, preso anteriormente, deveria estar sob acompanhamento do Estado até o fim da pena, mas foi posto em liberdade "desvigiada", tendo somente sua boa-vontade por controle e freio.
Porém, no último 15 de junho, o Presidente da Lula sancionou a Lei nº 12.258/2010 [i], com o veto à maioria dos dispositivos do Projeto de Lei original e restringindo o monitoramento eletrônico aos casos de saída autorizada e prisão domiciliar, situações que representam uma parcela ínfima dos casos. No que depender da Presidência da República, as progressões para os regimes aberto e semiaberto e a liberdade condicional continuarão sem qualquer garantia sobre seu efetivo cumprimento, transigindo com a liberdade dos que optam por viver sob o império da Lei e veem a ausência de controle como uma ameaça à justiça criminal.

Nas razões para o 
veto [ii], o Presidente Lula informa que o Projeto de Lei, na forma original, "aumenta os custos com a execução penal sem auxiliar no reajuste da população dos presídios, uma vez que não retira do cárcere quem lá não deveria estar e não impede o ingresso de quem não deva ser preso", além de "contrariar a sistemática de cumprimento de pena prevista no ordenamento jurídico brasileiro".
Em apenas duas frases, o veto desconstrói totalmente a ideia original, sem dar qualquer explicação adicional acerca do que consistiria um "reajuste desejável" da população dos presídios, nem apontar as incompatibilidades do monitoramento eletrônico com o ordenamento jurídico pátrio. Analisando-se as breves razões apresentadas, constata-se que as ações de "retirar da prisão quem lá não deve estar" e "impedir o ingresso de quem não deva ser preso" redundam, ambas, no objetivo de não mais se promover prisões, ao mesmo tempo em que cuida do esvaziamento das penitenciárias. Aparentemente, para a Presidência da República, a imagem de uma prisão cheia é desagradável, um desvio estético incompatível com o ideário do governo, como se elas não estivessem assim em razão da necessidade de punição a crimes ocorridos no meio social.
Ignorando um fato do mundo real, a Presidência da República age como se o Projeto de Lei fosse dedicado à fase de apuração do crime. Mas seu tempo processual é o da execução penal, com disposições para apenados que têm sentenças definitivas e penas a cumprir. Pelas razões apresentadas, o veto pretende atribuir ao Projeto de Lei objetivos que ele nunca teve, pois não fazia parte de seu escopo a retirada do cárcere de quem lá não devesse estar, tampouco o de impedir a entrada na prisão de quem não o precisasse. Para encontrar a pertinência e a utilidade do Projeto de Lei, caberia ao redator do veto ter se perguntado se o monitoramento eletrônico retiraria o livre flanar de quem ainda deve à justiça criminal. E mais, se impediria que o preso fosse devolvido à sociedade sem garantias de que cumprirá o restante da pena, podendo evadir-se se assim entender.
Quanto ao argumento de que o monitoramento eletrônico fere o ordenamento jurídico, o que dizer da manutenção do instrumento para os casos de saída temporária e prisão domiciliar? Por qual razão o dispositivo de vigilância é adequado à prisão domiciliar e ao mesmo tempo é uma afronta ao regime semiaberto? Não seriam os dois regimes espécies de um mesmo gênero de penas, integrando uma mesma sistemática de execução penal? O argumento usado, pela sua generalidade, apenas denuncia a análise ligeira, e errada, de quem atendeu a propósitos velados ao deixar de criar um maior controle sobre os apenados.
Caso fosse feita uma análise mais cuidadosa, poder-se-ia constatar que o rastreamento de presos promoveria até mesmo um incremento no número de progressões de regime e de liberdades condicionais, pois daria ao juiz, pela primeira vez, a garantia de que a pena seria cumprida até o final, benefício que hoje está condicionado à boa vontade do apenado, sujeito que não chegou ali exatamente por sua capacidade colaborativa e seu engajamento cívico.
Até mesmo a questão dos custos foi subvertida, pois omitiram que a liberdade vigiada possibilitaria a eliminação das despesas com os albergues noturnos, hoje utilizados como pousada para os presos do regime semiaberto. Uma vez fechados os albergues, seria possível uma economia de verba que poderia, no decorrer do tempo, superar o custo inicial da implantação do sistema.
Sob qualquer ângulo que sejam analisadas, as justificativas do veto só fazem sentido se for feita a admissão prévia de que a privação da liberdade é algo a ser evitado pela política oficial de segurança, que, de resto, é uma política cara às ideologias de esquerda. Para esses, soi-disant progressistas, o homem é dotado de uma inclinação natural ao bem e ao justo, sendo a sociedade a responsável por sua corrupção. Desta falsa premissa, sustentam-se as muitas correntes de relativização das condutas criminosas, entre elas as que pregam o direito penal mínimo e a co-culpabilidade social. Estas teorias são em tudo concordantes com as declarações do Presidente Lula, que em mais de uma ocasião afirmou que "seu governo fez a opção de investir em educação os recursos antes usados para construir cadeias", ou quando disse "que é mais barato investir no ensino do que construir cadeias".
Mais que retórica populista inconsequente, há nas palavras do Presidente uma enunciação de princípios. Ora, quando o maior dignitário da República olha para estas duas necessidades do mundo real e as vê como excludentes uma da outra, ao optar por uma delas - a educação -, omite-se ante o dever de dar destino aos que não estão aptos ao convívio social. Perfazendo-se o caminho inverso desta premissa original, pode-se aferir o seu reflexo no âmbito de toda a segurança pública, pois que, não sendo possível o encarceramento dos comprovadamente incapazes de conviver em liberdade, já não se fazem necessárias as polícias, os órgãos acusadores, nem os juízes. Resta então, como forma de harmonização do sistema, a revogação das leis criminais, a despeito de continuarem existindo, no mundo dos fatos, as ofensas e os ofensores.
O veto ao Projeto de Lei do monitoramento eletrônico - que o Congresso, podendo afastar, sequer apreciou -, assim como as declarações presidenciais, evidenciam o tempo curioso em que vivemos. Num ritmo crescente dos índices de criminalidade, com vergonhosos 50.000 mil homicídios por ano, entende-se por bem eliminar qualquer óbice à ação delitiva dos presos que alcançaram algum estágio temporário de liberdade. Pior que isso, adota-se como paradigma a diminuição da população carcerária, como se isto pudesse ser resolvido com uma canetada (ou tesourada) de um político, e não estivesse o aprisionamento atrelado à prática do crime, resultado das escolhas pessoais do indivíduo.
Não olhar para este dado da realidade é deixar de promover o bem-estar da população brasileira, que cada vez mais vincula esta percepção à questão da segurança pública. Para se ter uma ideia, na mais recente pesquisa Ibope sobre as maiores preocupações do eleitor, a insegurança foi apontada como a segunda área mais problemática do país (42%), atrás apenas da saúde (66%). Em terceiro lugar, com forte dependência das ações de segurança, seguem as preocupações com o tráfico e o consumo de drogas (29%). A falta de emprego aparece em quarto lugar (29%) e a educação, que o Presidente entende como substituto adequado à construção de presídios, surge apenas em quinto lugar (27%). Extrai-se dos números que o Presidente Lula teria adotado uma política de maior promoção do bem-estar se houvesse privilegiado o aumento das vagas do sistema prisional. Parece que o paradigma nacional no quesito popularidade desta vez não combinou o discurso com a plateia. Caso tivesse perguntado, teria ouvido que "bandido bom é bandido preso".
O contraste entre as ações do governo federal (de que o veto é exemplo patente) e as aspirações do brasileiro comum revela que a política engajada dos que pretendem liderar as massas rumo a alvoreceres radiantes esbarra num obstáculo natural: a existência do estado de direito não prescinde do encarceramento dos que teimam em não reconhecê-lo.
Aceitando esta obviedade, os candidatos aos cargos políticos que estão na praça poderiam rejeitar os discursos etéreos que exaltam que "um novo mundo é possível", abandonar de vez os esforços em parecer politicamente correto aos olhos de uma minoria ideológica e começar a traçar programas de governo destinados ao amparo daquela maioria de brasileiros que precisa, imediatamente, e não amanhã, das garantias da ordem e da paz, promotoras universais do progresso material de uma nação.
Ao abdicar da sanha ideológica, poderia o nobre candidato (tornado limpo por força de Lei) começar por estudar o perfil da violência tendo por base o cruzamento da taxa de homicídios [iii] com a população carcerária [iv] de cada estado. Dentre as muitas análises possíveis, pode-se ver que no período de uma década (1997-2007), somente nove estados conseguiram reduzir o número de homicídio; dos nove, oito aparecessem entre as nove maiores taxas de encarceramento. Para comprovar a relação, na outra ponta dos índices de insegurança, as maiores altas na taxa de violência pertencem aos estados com as menores populações carcerárias. Transpondo as informações para um gráfico [v], surge incontrastável uma regra de ouro: "quanto mais se prende, menos se mata". É o caso do estado de São Paulo, que mesmo possuindo o maior adensamento demográfico nacional (fator dos mais sensíveis no estabelecimento da ordem) apresenta a terceira menor taxa de homicídios. A política de segurança de São Paulo - que possui 22% dos brasileiros e responde por 34% dos presos do país - permitiu ao estado a redução de 58% da taxa de homicídios, configurando a maior redução do índice em todo o Brasil. Para fins comparativos, no mesmo período, em Alagoas - com apenas 1,65% da população nacional e míseros 0,48% da população carcerária nacional - o número de homicídios cresceu 147%.
Em qualquer ambiente minimante racional, em que o combate ao crime e a educação das crianças não sejam vistas como políticas mutuamente excludentes, a relação direta entre o aumento do número de criminosos presos e a redução do número de homicídios seria a pedra de toque da segurança pública. E uma política que cuidasse de manter na cadeia os que infringissem os deveres de convívio em sociedade seria aclamada como "o" modelo a ser copiado. Neste lugar, uma lei que desse ao juiz a garantia de que os presos antecipadamente libertos permaneceriam sob os olhos atentos do Estado, evitando que retornassem ao mundo do crime sem qualquer controle, seria saudada como um instrumento moralizador do próprio sistema de progressão das penas e um eficiente mecanismo de combate à impunidade, esta chaga social que aterroriza os que optam por seguir as leis.
O quadro de calamidade que se encontra a segurança pública permite concluir que se precisa urgentemente de pessoas que demonstrem aos teóricos da liberdade incondicional que "reajuste da população carcerária" pode significar algo diverso da retirada de presos das cadeias e que a ausência de controles, pulseiras ou tornozeleiras, está alimentando um círculo nefasto de crimes. São indispensáveis os defensores do óbvio, que apontem somente existir superlotação de penitenciárias porque as temos em número insuficiente. É fundamental que os racionalistas façam o confronto dos ensaístas da questão penal, sempre prontos a sacar da algibeira uma ideia revolucionária - e mortal - para testar na comunidade que tanto dizem defender. Ainda há tempo de se trazer a lume as correlações ancestrais que sustentam que o trabalho é o maior redentor social, a ordem é instrumento de paz por excelência, a certeza da punição é inibidor da atividade delitiva e o respeito às leis é a mais democrática das instituições, pois que a todos baliza e iguala.
Enfim, ante a promoção de políticas falsamente libertárias, é preciso que se diga, sem medo de ser tachado de populismo penal ou de parecer reacionário e careta, que não se permitirão testes de laboratório com a vida alheia; que é preciso construir um mundo em que sejam respeitados os direitos sobre a propriedade; que é sagrada a liberdade de ir e vir aos que aceitam o estado democrático de direito; que é dever do Estado a construção de um ambiente de segurança, o que pode significar a necessidade de maior controle sobre os que a refutam; e, que para promover o bem-estar e a segurança dos que se esforçam por seguir as leis, pode ser indispensável, de vez em quando, que se exija dos apenados o uso de uma tornozeleira, constrangimento infinitamente menos gravoso que as ofensas que um dia praticaram.

Notas:
[i] Lei 12.258/10 disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12258.htm>. Acesso em 31 jul. 2010.
[ii] Veto à Lei 12,258/10 disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Msg/VEP-310-10.htm. Acesso em 22 jul. 2010.
[iii] WAISELFISZ, J.J. Mapa da violência 2010: Anatomia dos Homicídios no Brasil - Sumário Executivo. Instituto SANGARI, São Paulo. Disponível em:<http://www.institutosangari.org.br/mapadaviolencia/>. Acesso em 29 jul. 2010.
[iv] Departamento Penitenciário Federal. Sistema Penitenciário no Brasil - Dados Consolidados. Ministério da Justiça, Distrito Federal. Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJD574E9CEITEMIDC37B2AE94C6840068B1624D28407509CPTBRNN.htm >. Acesso em 29 jul. 2010.

Licurgo Nunes Neto, engenheiro eletricista e bacharel em direito pela UFRN, desempenha as funções de policial rodoviário federal no RN.

Por que Lula treme?

UCHÔA DE MENDONÇA
08/08/2010


Por que Lula treme de forma desesperada, para que Dilma ganhe as eleições de José Serra? Se Dilma perder, Lula está frito! Virão à baixa assuntos extremamente difíceis de serem explicados. O negócio é tão violento que fará o PT desaparecer, mudar de nome e endereço, como tem mudado alguns de suas figuras mais estranhas.
Vejam se você, caro leitor, conhece essa gente:

    No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada. Em Brasília, há passe livre para os egressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT. Para essas pessoas parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos. Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República sindical brasileira. “Nunca antes na história desse País” tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos chaves no destino da Nação Brasileira. É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora que nós iremos falar.
Jair Meneguelli – torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC? Alguém lembra dele? Pois bem, ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (no tempo de sindicalista) R$ 1.671,61.
Heiguiberto Navarro – ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do Secretário Nacional de Estudos e Políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual: R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do Presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e na época tinha um salário de R$ 1.671,61.
João Vacari Neto – bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília? Certa a resposta! O que ele faz atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000,00. Salário de R$ 13.000,00. Antes o seu salário era de R$ 4.909,20.
Paulo Okamoto – fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília? Certa a resposta! O que ele faz hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.00,00. Comanda um orçamento de R$ 1.800.000.000,00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.
Luis Marinho – pintor de veículos – ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo. Em Brasília? Certa a resposta! Estou devendo um doce para milhões de pessoas. O que é que ele está fazendo? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000.000,00. Anteriormente o seu salário era de R$ 1.620,40.
Wilson Santarosa – operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do Conselho Deliberativo da Petros. Salário atual R$ 39.000,00 comanda um orçamento de R$ 250.000.000,00. Salário anterior era de R$ 3.950,90.
João Antônio Felício – professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, salário R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000,00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior R$ 1.590,00.
Sergio Rosa – escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do Previ, Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual de R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000,00. Salário anterior R$ 4.500,00.
José Eduardo Dutra – geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, atual Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 e 2012, um orçamento de 
R$ 2.600.000.000,00. Salário anterior era R$ 10.000,00.
Wagner Pinheiros – analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da Petros, Fundo de Pensão dos Funcionários da Petrobrás. Salário atual apenas de R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio R$ 32.400.000.000,00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.
Como se não bastasse esses que aqui foram citados, outros estão lá, levados que foram pela força do voto popular. Vide casos: Vicentinho, professor Luizinho, João Paulo Cunha e outros menos ou mais cotados. Num País onde vivenciamos a cada instante a falta de empregos e de oportunidades, mesmo para aqueles que lutaram e conseguiram fazer um curso superior, tivemos oportunidade de ver como  para determinadas pessoas os caminhos são menos íngremes e as oportunidades parecem bater-lhes às portas. O momento é de reflexão.
É esta a República que nós queremos? A República que nós queremos nós a construiremos com o nosso trabalho, com as nossas atitudes e com o nosso voto. Queremos as oportunidades como um direito de todos e não como um privilégio, como monopólio de uns poucos. 

DEMOCRACIA PUTA!

VIVERDENOVO
DOMINGO, 8 DE AGOSTO DE 2010

O título acima é do editorial do dia 07/08/2010, publicado no ABC Color, o jornal mais importante do Paraguai, ocupando toda a primeira página.

Tradução livre, abaixo:

“Nos dias correntes, as democracias latino americanas passam por uma dura prova, porque com os mesmos mecanismos das eleições livres e plurais, alguns líderes esquerdistas eleitos, são investidos e no dia seguinte começam a executar seus projetos, para acabar com o sistema político de que se valeram para subir ao poder.”

“Como intentam eternizar-se no poder e reinventar a democracia, entendida como rotação permanente de projetos políticos e de pessoas. Pretendem excluir para sempre todos os que não sejam filiados a seu partido. Constroem ditaduras com fórmulas “democráticas” e quando se sentem fortes e dispõem dos meios, iniciam a segunda parte do plano: a exportação de sua “revolução”.

“Internamente, a primeira vítima são as Forças Armadas, das quais são excluídos todos os militares que não mereçam a confiança integral do novo único líder. Uma purga geral, com a destituição dos chefes e oficiais institucionalistas, deixando as Forças armadas sob a responsabilidade dos “leais”.

“Depois a arremetida é contra o Poder Judiciário, que passa pelo mesmo processo de depuração. Com os principais recursos controlados, começa a fase de desmantelamento da imprensa não alinhada e a supressão progressiva da liberdade de expressão.”

“O resultado final deste processo é a anulação completa, senão a supressão definitiva de toda ideia, doutrina, orientação partidária ou movimento contrário à ideologia oficial da nova ditadura. Sucumbe a liberdade em todas as suas formas tradicionais e o que resta é um povo indefeso, submetido a suas novas cadeias.”

“Confia-se que o passar do tempo apagará da memória a democrcia anterior, o gozo dos benefícios da liberdade. Então o povo tonto, obrigado a trabalhar para sobreviver e para alimentar o Partido, reprimindo suas dúvidas, inquietudes e oposições, acabará convertido em dócil rebanho de carneiros, como bem recordam os paraguaios que vivemos na era de Strossener.”

“Este é o processo que vemos atualmente sendo executado na Venezuela, Bolívia e no Equador. Particularmente na primeira, onde Hugo Chávez, há dez anos no governo, se apressa para dar o golpe final, fazendo-se coroar governante vitalício, impondo ao país uma nefasta ditadura de corte marxista, no molde da que triunfou e se impôs na Russia em l917, desconhecendo o triste final que estes sangrentos regimes tiveram, depois de seis décadas de explorar e oprimir seu povos, assassinar adversários e colocar em grave risco a paz mundial.”

“Hugo Chávez, um dinossauro que surgiu das cavernas mais escuras da história, está quase se tornando o amo e senhor definitivo da sorte do povo venezuelano e dos imensos recursos econômicos do país, livrando-se de toda a competição real e suprimindo todo obstáculo que possa entrepor-se, entre ele e seu projeto vitalício. E ainda conta com o dinheiro necessário para comprar vontades e pagar o preço de “lealdades”, dentro e fora do seu país.”

“Chávez é um ditador, mas UM DITADOR MUITO RICO. Dispõe de poder absoluto para realizar qualquer capricho com o dinheiro produzido pelo petroleo. Não se submete a nenunhuma controladoria, nem presta contas a ninguém. Com seus petrodólares percorre a América Latina, financia partitos, movimentos, organizações sociais e campanhas eleitorais. O que não pode comprar, aluga ou neutraliza.”

“Comprou do Kirchner, os bonos do tesouro argentino que ninguém quer e assim pode exibir sorrisos cumplices, aplausos e abraços, passeando livremente pela Argentina e fazendo discursos inflamados, chamando à “revolução popular” com tiradas teatrais para exportar sua ditadura.”

“Ser admitido ao Mercosul é uma prioridade para agilizar seu intervencionismo na política interna dos paises membros, com os quais já não tem nenhuma afinidade, por que bem ou mal, na Argentina, Brasil, Paraguay e Uruguay, os princípios básicos do direito do regime democrático e as liberdades públicas, ainda estão presentes. Chávez vai pagar à vista e já tem o dinheiro e as patadas. Quer comprar sua legitimidade internacional pelo menor preço pago ao Brasil e Argentina, visando o que lhe vai proporcionar a entrada ao Mercosul”

“A pergunta que vamos continuar fazendo continuamente é: para que serve o Protocolo de Ushuaia, que pretende estabelecer o compromisso de todos os estados membros para conservar intactas as instituições democráticas? Naquele documento, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, declaram que “A plena vigência das instituições democráticas é essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo” (Art. 1). Os países se comprometem formalmete a que “toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes deste Protocolo, dara lugar à aplicação dos procedimentos previstos nos seguintes artigos” (Art. 3).”

“Vão admitir a Venezuela, cujo ditador, por antecipação já se excluiu das cláusulas citadas? Ou vão admití-lo primeiro para depois aplicar a “Cláusula Democrática”? O absurto e o ridículo que rodeia esta intenção de prostituir o Mercosul, está em marcha e somente os parlamentares brasileiros e paraguaios tem em suas mãos a possibilidade de impedir esta vergonhoso deserção dos princípios fundamantais, declarados em nossas Constituições e tratados de integração.”

“Aos atuais governantes dos nossos países, que tanto falam de democracia e liberdades fundamentais, graças às quais subiram ao poder, estão com as pernas tremendo e os dentes arreganhados, diante da carteira de petrodólares de um rústico ditador inescrupuloso, disposto a tudo, incluindo o suborno de “democratas”.

“Se nossos presidentes do Mercosul, mesmo sabendo da obrigação histórica na defesa dos princípios e valores políticos que iluminam nossos povos, forem capazes de vender-se ou de ligar-se, numa relação adúltera com um ditador megalómano, surgido das catacumbas de um passado sinistro, teremos de convir que nossas democracias se vendem como autêncicas prostitutas. Não cabe uma qualificação mais dura para descrevê-las.”

Obrigado, Presidente Uribe!

MÍDIA SEM MÁSCARA

Após vinte anos de utopias, erros e capitulações ante o terrorismo, a Colômbia estava em um beco sem saída. Uribe, porém, mostrou um novo caminho e provou que a chave da paz e da prosperidade do país está na derrota efetiva dos inimigos da paz, não nas concessões a estes.
Todos deveríamos agradecer ao presidente Álvaro Uribe desde onde estejamos e como possamos. Eu o farei desde Paris e mediante esta tribuna de "El Mundo", de Medellín. Escrevo estas linha em 6 de agosto, um dia antes da passagem do poder ao presidente eleito Juan Manuel Santos.
Durante estas últimas semanas, em atos massivos, em cidades e povoados, milhões de colombianos de todas as condições e idades expressaram seu afeto e gratidão pelo presidente Uribe. Milhares de pessoas escreveram discursos, editoriais, artigos e cartas para felicitá-lo. Não lembro de que no país, ao final de outros governos, tenha havido uma onda de simpatia assim tão franca e massiva para um presidente que entrega o poder.
Desde há mais de um ano, os colombianos decidiram que Álvaro Uribe é o melhor presidente que o país já teve. Eu compartilho desse sentimento. Uribe passará à história não só como um presidente imensamente popular, com 86% de favorabilidade ao final de seu mandato, mas como o grande estadista que conseguiu demonstrar, em oito anos de intenso e abnegado trabalho, lutando contra pressões imensas, que não havia uma muralha entre a segurança e a liberdade.
Ele descobriu essa profunda verdade e não ficou na mera estruturação de uma teoria senão que passou ao ato: inspirou e dirigiu um processo complicado no qual as energias do Estado e do povo foram, por fim, coordenadas para obter resultados. O brilhante balanço final é o que todos saudamos hoje.
Desde o começo de sua primeira campanha presidencial em 2001, tenho observado a atuação do Presidente Uribe. Desde então, sem excluir um só dia, segui sua ação iniciante por todos os meios ao meu alcance. Sou uma testemunha de seu grande amor pela Colômbia.
Após vinte anos de utopias, erros e capitulações ante o terrorismo, a Colômbia estava em um beco sem saída. Uribe, porém, mostrou um novo caminho e provou que a chave da paz e da prosperidade do país está na derrota efetiva dos inimigos da paz, não nas concessões a estes.
Uribe restabeleceu a aliança entre a cidadania e as Forças Militares, entre o Estado e a sociedade. Essa aliança parece intacta hoje. O novo presidente da República tem a enorme responsabilidade de preservá-la e consolidá-la. O crescimento econômico do país, a concórdia nacional, dependem disso.
Há povos que se dotam de heróis tutelares nos momentos mais infelizes de sua história. O fez a Grã Bretanha com Winston Churchill, em maio de 1940, e o fez a França, com o general Charles de Gaulle em junho de 1940. A Colômbia o fez em maio de 2002, ao eleger Álvaro Uribe e ao reelegê-lo em 2006. Muito resta por fazer, evidentemente. O importante é que agora nós colombianos sabemos o que é que falta fazer e como fazê-lo.
O presidente Juan Manuel Santos, o ex-presidente Álvaro Uribe, o uribismo popular, corrente que atravessa todas as correntes políticas colombianas, inclusive as mais sectárias, e os grandes partidos, têm diante de si a possibilidade de continuar fazendo da Colômbia, apesar de um contexto continental difícil, um país cada vez mais livre e mais dinâmico desde o ponto de vista político, espiritual, econômico, cultural e social. A unidade de todas essas forças é essencial para avançar.

Tradução: Graça Salgueiro

Peña Esclusa explica cómo ganar la guerra asimétrica

FUERZA SOLIDARIA

9 AUGUST 2010
Cumpliendo con el compromiso de publicar por entregas el libro “El Plan B”, escrito por Alejandro Peña Esclusa desde la cárcel, anexamos a continuación el capítulo 3, titulado “¿Cómo vencer la guerra asimétrica?”:
Se entiende por “guerra asimétrica” el método de lucha que utiliza un ejército para enfrentar a otro más poderoso.
Aunque existen diversos tipos de “guerra asimétrica”, el más eficiente es aquel que apunta a la psiquis de las fuerzas contrarias, para confundirlas, dispersarlas o hacerlas creer que no tienen oportunidad de triunfar. Esta variante se denomina “guerra psicológica”. Lo anterior no se limita sólo al ámbito militar, sino también al político.
El gobierno y sus colaboradores constituyen un pequeño grupo; mientras que quienes se oponen al oficialismo constituyen la inmensa mayoría de los venezolanos.
Sin embargo, aquellos hacen creer que tienen gran respaldo y poder. Esto lo logran mediante la propaganda, encuestas falsas, y elecciones fraudulentas, avaladas por algunos sectores de la oposición.
Si el gobierno realmente contase con la mayoría, sería el primer interesado en el voto manual y en el conteo total de las cajas.
Otro aspecto de la “guerra psicológica” es mantener una ofensiva permanente en contra de la población, para que no tenga tiempo de pensar o de reaccionar. Esta ofensiva incluye la promulgación de leyes totalitarias, medidas arbitrarias contra la disidencia, persecución a los adversarios, ataques públicos y escandalosos contra quien se atreva a opinar en contrario y, en fin, todo aquello que sirva para infundir miedo o impedir una contraofensiva.
Esta estrategia logra, entre otros efectos, que cada sector se mantenga distraído defendiendo su propio espacio, para que no se ocupe de los asuntos globales. Por ejemplo, los empresarios luchando contra las confiscaciones, los medios defendiendo la libertad de prensa, los sindicatos protegiendo sus reivindicaciones laborales, y así sucesivamente.
Por su parte, el ciudadano común se encuentra neutralizado, porque todo su esfuerzo está orientado a sobrevivir, en medio del desempleo, la inflación, el colapso de los servicios, la inseguridad, y otros males.
Además, mientras el gobierno maneja recursos billonarios (provenientes del tesoro de Estado), la oposición es ahogada financieramente, ya sea a través de las confiscaciones, las trabas cambiarias, la suspensión de pagos a contratistas, o de la persecución impositiva.
Para colmo de males, el gobierno ha cambiado todas las reglas del juego democrático, para que le sea imposible al individuo hacer valer sus derechos. Las elecciones están arregladas, la Asamblea controlada, los jueces parcializados o asustados, la ley mordaza impide denunciar la verdad, y la reforma del COPP criminaliza la protesta.
En resumen: estamos gobernados por una minoría que se hace pasar por mayoría; la ofensiva diaria nos impide respirar; cada quien está ocupado defendiendo su propio espacio; y las reglas del juego están en contra.
La única manera de ganar esta guerra asimétrica -y como consecuencia, resolver las situaciones particulares- es uniendo todos los esfuerzos en la obtención de una sola meta: el cambio de gobierno.

Peña Esclusa explica cómo ganar la guerra asimétrica

FUERZA SOLIDARIA

9 AUGUST 2010
Cumpliendo con el compromiso de publicar por entregas el libro “El Plan B”, escrito por Alejandro Peña Esclusa desde la cárcel, anexamos a continuación el capítulo 3, titulado “¿Cómo vencer la guerra asimétrica?”:
Se entiende por “guerra asimétrica” el método de lucha que utiliza un ejército para enfrentar a otro más poderoso.
Aunque existen diversos tipos de “guerra asimétrica”, el más eficiente es aquel que apunta a la psiquis de las fuerzas contrarias, para confundirlas, dispersarlas o hacerlas creer que no tienen oportunidad de triunfar. Esta variante se denomina “guerra psicológica”. Lo anterior no se limita sólo al ámbito militar, sino también al político.
El gobierno y sus colaboradores constituyen un pequeño grupo; mientras que quienes se oponen al oficialismo constituyen la inmensa mayoría de los venezolanos.
Sin embargo, aquellos hacen creer que tienen gran respaldo y poder. Esto lo logran mediante la propaganda, encuestas falsas, y elecciones fraudulentas, avaladas por algunos sectores de la oposición.
Si el gobierno realmente contase con la mayoría, sería el primer interesado en el voto manual y en el conteo total de las cajas.
Otro aspecto de la “guerra psicológica” es mantener una ofensiva permanente en contra de la población, para que no tenga tiempo de pensar o de reaccionar. Esta ofensiva incluye la promulgación de leyes totalitarias, medidas arbitrarias contra la disidencia, persecución a los adversarios, ataques públicos y escandalosos contra quien se atreva a opinar en contrario y, en fin, todo aquello que sirva para infundir miedo o impedir una contraofensiva.
Esta estrategia logra, entre otros efectos, que cada sector se mantenga distraído defendiendo su propio espacio, para que no se ocupe de los asuntos globales. Por ejemplo, los empresarios luchando contra las confiscaciones, los medios defendiendo la libertad de prensa, los sindicatos protegiendo sus reivindicaciones laborales, y así sucesivamente.
Por su parte, el ciudadano común se encuentra neutralizado, porque todo su esfuerzo está orientado a sobrevivir, en medio del desempleo, la inflación, el colapso de los servicios, la inseguridad, y otros males.
Además, mientras el gobierno maneja recursos billonarios (provenientes del tesoro de Estado), la oposición es ahogada financieramente, ya sea a través de las confiscaciones, las trabas cambiarias, la suspensión de pagos a contratistas, o de la persecución impositiva.
Para colmo de males, el gobierno ha cambiado todas las reglas del juego democrático, para que le sea imposible al individuo hacer valer sus derechos. Las elecciones están arregladas, la Asamblea controlada, los jueces parcializados o asustados, la ley mordaza impide denunciar la verdad, y la reforma del COPP criminaliza la protesta.
En resumen: estamos gobernados por una minoría que se hace pasar por mayoría; la ofensiva diaria nos impide respirar; cada quien está ocupado defendiendo su propio espacio; y las reglas del juego están en contra.
La única manera de ganar esta guerra asimétrica -y como consecuencia, resolver las situaciones particulares- es uniendo todos los esfuerzos en la obtención de una sola meta: el cambio de gobierno.

A urna eletrônica e abrindo o bocão pra chorar…

PODCAST LOST IN THE E-JUNGLE

Episódio 025 (05-Ago-2010): A urna eletrônica e abrindo o bocão pra chorar…




Obs: sorry por falar “urnica” no início do podcast! :)
Você também pode baixar este episódio aqui.

GRAÇA SALGUEIRO CORRIGE: URIBE, CHÁVEZ E VENEZUELA

Lembram desta postagem AQUI, a míRdia falando que Uribe processou Chávez e a Venezuela?

POIS É MAIS UMA &%$#*&¨%$¨% da míRdia brasileira.

Graça Salgueiro, a guerreira do NOTALATINA e do OBSERVATORIO BRASILEÑO corrige:



Meu querido Cavaleiro,

Como sempre, os jornais brasileiros deturpam TUDO o que lêem de fora.

NÃO foi Uribe nem o Governo da Colômbia que denunciaram Chávez nesses organismos internacionais, mas o advogado Jaime Granados, na condição de representante das vítimas do terrorismo, quem fez, na condição de cidadão colombiano.

Por coincidência, ele é também advogado de Uribe. Os dementes esquerdosos logo tomam a denúncia como sendo um "ato de Uribe" para "estragar" as possíveis negociações para reatar as relações diplomáticas.

Entende por que eu não leio NADA que se publica no Brasil sobre a América Latina? Quando estes "jornalistas" não são ignorantes de dar vergonha, são coniventes com a patifaria comunista.
Beijão!

MG

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".