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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

CONTRA-INFORMAÇÃO E PROPAGANDA

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
16/08/2008

Foi cirúrgico: ao tempo em que vieram a público as notícias sobre os e-mails encontrados no computador do terrorista Raúl Reys, comprometendo autoridades brasileiras ligadas ao PT, o ministro da Justiça, Tarso Genro, inventou o factóide de revisão da Lei de Anistia, atiçando a ira do meio militar. A notícia importante, a ligação de nossas autoridades com o terrorismo das FARC, sumiu como por encanto de todos os meios de comunicação, entrando em seu lugar o factóide inventado por Genro. Dias depois o bondoso Lula mandou seu ministro se calar, ficando o dito pelo não dito, mas o escândalo dos e-mails foi devidamente esquecido.

Fiquei muito impressionado com o poder da contra-informarão e o soberbo poder demonstrado sobre a mídia que têm os estrategistas do Planalto. Nem nos tempos do Regime Militar vi tamanha eficiência e grau de controle do poder constituído sobre a mídia. A notícia mais sensacional e importante de nossa grande política foi picada no triturador de papel, no caso as manchetes de jornais que deixaram de ser impressas.

-x-x-x-

Vou votar em Geraldo Alckmin para prefeito de São Paulo. É o melhor nome, o único em condições de vencer Marta Suplicy. Ontem o IBOPE divulgou estranhíssima pesquisa, pela qual a candidata do PT abriu quinze pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB. Como nenhum fato novo relevante aconteceu desde a última pesquisa divulgada (dava vantagem a Alckmin), só posso concluir que esses novos números ou têm forte viés de amostra (erro técnico) ou a mão deliberada do inimigo. A mesma técnica usada para apagar os rastros de Raúl Reys da mídia pode estar sendo utilizada para induzir o eleitorado a achar que Marta “já ganhou”.

Reiteradas vezes tenho apontado que o fato de São Paulo (prefeitura e Estado) não estar nas mãos do PT é o grande freio para as ambições totalitárias do partido governante. Não que José Serra seja alguém diferente do PT, ao contrário. Serra, assim como muitos dos que se filiam ao PSDB, comunga das idéias igualitaristas do PT e pratica objetivamente a mesma política. Ocorre que esses políticos não empunham mais a bandeira revolucionária e aceitam o jogo democrático da alternância de poder. No caso particular de Serra há um terceiro fator: seu grupo não se dá pessoalmente com o PT, até onde se sabe. O efeito “caciquismo” é importante para que o governador de São Paulo se mantenha longe da influência petista.

Mas Serra, por seu voluntarismo individualista, pode indiretamente estar ajudando o PT. Ao forçar a candidatura do prefeito Kassab contra suas próprias bases e contra as evidências de que Alckmin reúne as melhores condições para derrotar Marta Suplicy, põe água a mover o moinho do PT. De fato Serra, ao não se ligar publicamente ao candidato de seu partido e ao não somar esforços eleitorais consistentes – vale dizer, pôr recursos e energia na campanha – está fazendo o jogo do inimigo.

Uma eventual derrota de Geraldo Alckmin poderá comprometer mais do que a futura candidatura de Serra à Presidência da República, poderá significar a perda sucessiva da prefeitura de São Paulo e do governo do Estado. Marta, eventualmente vitoriosa, marchará resoluta para ganhar o governo do Estado. Aí o país inteiro ficará á mercê dos revolucionários que comandam hoje o Palácio do Planalto. O que está em jogo é o futuro da democracia no Brasil.

A miopia do grupo de José Serra reflete a miopia de nossa classe pensante (C.T. - fico com as observações do Olavo de Carvalho: o PT e o PSDB são irmãos gêmeos criados pela mesma mãe monstruosa, a mentalidade revolucionária dos celerados da USP. Fazerem o jogo situação/oposição e vice-versa com o objetivo de monopolizar o poder político entre dois pólos apenas enquanto este não se transforma em PODER TOTAL, como estamos vendo acontecer no Brasil), desde sempre, a de que o PT é um partido como outro qualquer. Não é. É um partido revolucionário que está à espera de acumular forças suficientes para colocar seu projeto totalitário em ação. Se seus dirigentes ganharem a prefeitura de São Paulo darão um passo gigante na direção de sua hegemonia. Aí até o projeto de re-reeleição de Lula sairá do papel com rapidez.

Mentiras como essas de Tarso Genro sobre a Lei da Anistia, para enganar a opinião pública, assim como essas pesquisas tecnicamente contestáveis sobre a tendência do eleitorado nem mais precisarão ser utilizadas como expediente. Podemos estar agora na véspera do poder totalitário.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Por favor, me expliquem

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 7 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Os documentos publicados pela revista “Cambio” esclarecem detalhes da conspiração PT-Farc, mas não são de maneira alguma necessários para prová-la. Ela já estava provada, muito além do que a mente mais cética poderia desejar, nas atas do Foro de São Paulo e nas edições da revista comunista “America Libre”. Se um grupo de políticos se reúne com delinqüentes para traçar uma estratégia em comum com eles para a tomada do poder, isso já constitui, acima de qualquer dúvida razoável, delito de formação de quadrilha.

Elaborar um plano revolucionário junto com quem quer que seja é aceitá-lo, a priori, como futuro parceiro na partilha do aparelho de Estado, com toda a promessa de vantagens comuns que isso implica. Portanto, o sr. Luís Inácio Lula da Silva e outros líderes petistas, conscientes dos crimes hediondos praticados pelas Farc, pelo MIR chileno e organizações congêneres, inclusive contra cidadãos brasileiros, não só se omitiram de denunciar seus autores mesmo quando estes se encontravam no território nacional, e incorreram assim em delito de prevaricação, mas ainda os premiaram antecipadamente, convidando-os para desfrutar com eles os benefícios do poder sobre todo um continente.

Mas essa aliança nunca foi só um plano de futuro: foi uma prática presente, efetiva, ao longo de toda a existência do Foro de São Paulo. Qualquer plano estratégico traçado em comum entre organizações militantes absorve e integra em si, por definição, as várias ações, lícitas e ilícitas, desempenhadas por todas elas em seus respectivos campos de atuação. A articulação engenhosa, ora camuflada, ora ostensiva, da luta política legal com o uso da violência criminosa é uma tradição centenária do movimento comunista. No Foro ela é mais que visível, na medida em que os assassinatos, os seqüestros, o contrabando de armas e o narcotráfico prosseguiram imperturbavelmente ao longo dos dezesseis anos em que o sr. Luís Inácio Lula da Silva presidiu a entidade. Nem uma única vez, ao longo desse tempo, ele deu ali o menor sinal de descontentamento ou inconformidade com esses crimes. Bem ao contrário, aplaudiu e apoiou seus autores ao ponto de condenar como “terrorismo de Estado” as ações antiguerrilha do governo colombiano. Já em plena gestão presidencial do sr. Lula, seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, ao lado do principal intelectual petista, Emir Sader, continuava publicando uma revista de propaganda comunista em associação com as Farc, enquanto seu partido se mobilizava, sistemática e obstinadamente, para proteger e libertar cada agente dessa organização ou do MIR chileno preso no Brasil. Se isso não é formação de quadrilha, por favor me expliquem o que é.

Em 28 de outubro de 2003 já fazia dois anos que o traficante Fernandinho Beira-Mar havia confessado vender armas às Farc em troca de drogas para distribuir no mercado brasileiro (clique aqui). Nessa data, o dr. Emir Sader e o vice-presidente do PT, Valter Pomar, estavam no seminário internacional “Experiencias de Poder Popular en América Latina y el Caribe”, da revista “America Libre”, ao lado de Raul Reyes, aquele mesmo comandante das Farc que havia confessado à Folha de S. Paulo ser o PT o principal contato da quadrilha no Brasil. Confiram em http://www.nodo50.org/americalibre/eventos.htm. Se até agora toda a “grande mídia” continua fazendo de conta que esse encontro jamais aconteceu – embora ele não se realizasse em nenhum cafundó inacessível, e sim em São Paulo –, é justamente porque ele é a prova cabal de que, pelo menos durante o primeiro mandato do sr. Lula, o PT e as Farc continuavam unidos na busca de seus objetivos comuns. E a mentira mais cínica das últimas semanas é aquela de que quaisquer contatos do com as Farc foram motivados por interesse humanitário do partido pela sorte dos reféns mantidos em cativeiro pela quadrilha. Verifiquem as atas do Foro e as de todos os seminários de “America Libre”: nem uma única palavra se disse ali, jamais, em favor desses reféns. Tudo o que se disse foi em favor do socialismo e da tomada do poder continental.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Acabando com as FARC?

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
07 de agosto de 2008

Por Rebecca Santoro (*)

FARCREVISTACAMBIO

RESUMO: Seria uma espécie de programa de anistia, certo? E o que tem acontecido nos países que solucionaram, com anistia aos revolucionários, seus problemas de luta armada contra grupos que pretenderam promover a revolução comunista pela via das armas? Em todos os lugares nos quais isso aconteceu, os 'revolucionários' acabam aparelhando as instituições e a mídia, o que, mais cedo ou mais tarde, provoca uma mudança no discurso de tratamento de seus atos e de suas posições político-ideológicas passados, de forma a que se transformem em heróis dos 'pobres e dos oprimidos', fazendo com que, já pelas vias 'democráticas', cheguem ao poder, e, de lá, comecem a se vingar de seus 'inimigos' e a implantar seus projetos de poder comunistas – todos, é claro, de longuíssimos prazos. Nós já vimos esse filme – estamos dentro dele agora mesmo.

A semana começou com a denúncia da revista colombiana Cambio de novas evidências sobre laços clandestinos entre o governo brasileiro e as Forças Armadas Revolucionárias Comunistas da Colômbia (Farc). Seriam 85 mensagens eletrônicas trocadas por representantes das Farc entre 1999 e 2008. Apreendidos nos computadores de Reyes - o número 2 das Farc, morto pelo Exército da Colômbia, na polêmica operação na fronteira com o Equador. Os arquivos chegaram às mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ainda foram objeto de uma conversa mantida pelo presidente brasileiro com o da Colômbia, Álvaro Uribe, na última visita que Lula fez a aquele país. Embora nenhuma das mensagens divulgadas até agora seja endereçada a autoridades ou a membros do PT e do governo brasileiros, existem diversas referências comprometedoras aos mesmos.

Novidade nestas 'revelações' só mesmo para aqueles que ainda insistem em se informar apenas através dos veículos de esquerda e dos de comunicação de massa (se é que falar assim não seja redundância) e o fato de que, agora, se possa ligar inúmeras revelações já feitas por sites como o Mídia Sem Máscara, por exemplo, com evidências representadas nos tais e-mails. Aliás, estou lendo o livro de Heitor de Paola – O Eixo do Mal Latino-Americano, recentemente lançado. Quem quiser se alfabetizar na história real do que vem acontecendo na América-Latina, leia – o livro é sensacional!

Voltemos às antigas revelações e às novas evidências.

Em 2005 (em 2005!!!), o jornalista Carlos I.S. Azambuja escrevia um artigo chamado 'A guerrilha na Colômbia' (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4333), no qual citava as ligações das FARC com governos da América Latina, principalmente por sua participação no Foro de São Paulo. Azambuja lembrava uma entrevista de Raul Reyes à Folha de S. Paulo, de 27 de agosto de 2003 (2003!!!), em que o próprio Reyes declarava abertamente que as FARC tinham "contatos, não apenas no Brasil, com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais" e citava nomes: "... o PT e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas..." e ainda os 'intelectuais' "Emir Sader, frei Betto e muitos outros".

Azambuja dizia que "Essas relações, inclusive, com autoridades governamentais, são enormemente facilitadas pelos contatos estabelecidos pelos membros do Departamento Internacional das Farc", formado por militantes que "desde a Argentina até o México, passando pelo Paraguai e Honduras", mantinham "vínculos com membros de grupos de pressão de extrema esquerda e, em muitos lugares, realizam juntamente com o chamado crime organizado, atividades ilícitas como seqüestros, tráfico de drogas e contrabando de armas, além de inserir seus simpatizantes dentro de grupos sociais e de pressão". Este 'Departamento Internacional' tinha "representantes na União Européia, Japão, Austrália, México, Canadá, EUA, Honduras, Costa Rica, Panamá, Cuba, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Chile e Brasil, isso apesar de ser considerada pelos EUA, OEA e União Européia uma organização", revelava o jornalista em seu artigo.

farcx

Entre os e-mails agora revelados pela Câmbio, estão os de Olivério Medina (ou Cura Camilo, e na foto acima ele é o cara com a camisa e boné das FARC ao lado do amigo assassino fardado) para Reyes:

De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
17 de janeiro de 2007

"Na segunda-feira, dia 15, a "Mona" começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República".

De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
14 de abril de 2007

"Devo atuar com cautela para não facultar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido a transferência de "La Mona" e "La Timbica" para a capital do país foi importante. Manterei essa discrição até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro, e a primeira coisa que devo pensar é ir vê-los"

Ora, quando o colunista da Veja, Diogo Mainardi, revelou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pessoalmente, teria pedido a transferência da mulher do terrorista Olivério Medina, Angela Maria Slongo, para Brasília, o Ministério da Pesca informou que Mona apenas mandara um currículo e fora selecionada por critérios profissionais. Então, Mainardi não teve escolha: publicou o documento de pedido transferência oficial e assinado pela ministra. Encoberto por outros escândalos, o assunto ficou na 'geladeira'. E agora, com mais esta prova contundente de que houve uma orquestração, a partir de dentro do Planalto para proteger Medina – o companheiro do Foro de São Paulo, 'embaixador das FARC' no Brasil, o que 'inventará' o governo como resposta?

Segundo o jornal El Tiempo, uma das funções de Medina, no Brasil, seria recrutar pessoas e traficar armas e que a principal fachada das Farc, hoje, seria a Coordinadora Continental Bolivariana (CCB), da qual Olivério integrava o comando, em companhia de Raúl Reyes e de Orlay Jurado Palomino, ou "Hermes", que estaria na Venezuela. O atual esforço da CCB seria tentar instalar-se nos EUA por intermédio de uma ONG e de uma entidade ambientalista.

Ambientalista? Isso mesmo. Recentemente, o site Mídia Sem Máscara publicou a tradução de um artigo de Cliff Kincaid – O Novo Comunismo – que falava sobre o livro Blue Planet in Green Shackles, do presidente da República Tcheca, Václav Klaus, denunciando que o movimento para "salvar" o meio ambiente foi tomado por ideólogos que defendem o controle total do governo sobre as nossas vidas. Klaus diz que o ambientalismo pode ser considerado uma forma de comunismo, de socialismo ou mesmo de fascismo. O resultado? Segundo o autor, será a extinção da liberdade humana. Cliff Kincaid lembra em seu artigo que "Staudenmaier escreveu que 'a incorporação ao movimento Nazista de temas ambientalistas foi um fator crucial para a ascensão deles à popularidade e ao poder estatal'"... "Klaus, por seu lado, escreve que 'a atitude dos ambientalistas em relação à natureza é análoga à abordagem marxista relacionada à economia. O objetivo em ambos os casos é substituir a evolução livre e espontânea do mundo (e da humanidade) pelo suposto planejamento otimizado central ou – utilizando o adjetivo mais elegante atualmente – global, do desenvolvimento mundial'".

procuador_luiz_francisco

Voltemos novamente às antigas revelações e às novas evidências.

Outro que está comprometido pelos e-mails é o procurador da República Luiz Francisco de Souza, que, durante muito tempo, pertenceu aos quadros do PT, chegando a se candidatar a deputado federal pelo partido, não conseguindo ser, entretanto, eleito. Luiz Francisco é mencionado em um extenso e-mail de Olivério Medina (Cadena Colazzos) a Raúl Reyes, datado do dia 22 de agosto de 2004, relatando o diálogo que Medina havia tido com o procurador, que o aconselhava a como se proteger das investigações policiais: "Ande com uma máquina fotográfica e, quando possível, com um gravador, para o caso de voltar a acontecer de um agente de informação o fotografar e o gravar, tendo o cuidado de não permitir que ele pegue a câmara e o gravador. Que em relação com o sucedido fizemos uma denúncia dirigida a ele, como procurador, para fazê-la chegar ao chefe da Polícia Federal e à Agência Brasileira de Informação".

Que investigações eram essas? Bem, a principal delas era sobre a doação de US$ 5 milhões das Farc para campanhas eleitorais do PT, em 2002, quando faltavam 6 meses para as eleições. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, que aconteceu no dia 13 de abril de 2002, numa chácara nos arredores de Brasília, comunicou o fato a Agência Brasileira de Investigações (Abin), num documento datado de 25 de abril de 2002, que foi catalogado com o número 0095/3100 e que recebeu a classificação de "secreto". O arquivo informava que na tal reunião, que durara cerca de 6 horas, havia um grupo de 30 pessoas - todos militantes de esquerda e simpatizantes das Farc - e Olivério Medina, que anunciou a doação dos US$ 5 milhões a candidatos petistas.

Numa CPI instalada já depois das eleições, o ex-general Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, disse que o fato não era verdadeiro e que o documento da Abin havia sido classificado como 'secreto' para que as informações não vazassem e viessem a prejudicar a campanha presidencial de Lula da Silva. Até hoje, não se sabe direito o que teria acontecido nesse episódio. Não deixem de ler a versão, bem oposta, dos agentes que participaram das investigações da Abin AQUI.

A mensagem agora revelada pela Cambio apenas reforçam as já conhecidas relações entre o procurador Luiz Francisco e o ex-padre Olivério Medina. Reportagem da revista Consultor Jurídico, publicada em maio de 2006, mostrou que o procurador interveio, indevidamente, na Justiça, em favor Medina. Atitude arriscada, porque colocava em xeque a autoridade do Supremo Tribunal Federal. O ex-padre era acusado de assassinato na Colômbia. Preso no Brasil, aguardava o julgamento do pedido de extradição. O STF, através dos ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, solicitou que ele fosse alojado no Centro de Internamento e Reeducação do Distrito Federal. Foi então que o procurador Luiz Francisco de Souza, que, aparentemente, nada tinha a ver com o caso, entrou em ação, pedindo à Justiça do Distrito Federal que o colombiano fosse devolvido à Polícia Federal – o que foi providenciado, sem que se desse ciência ao STF, porque o pedido foi encampado pelas autoridades interessadas do Distrito Federal — Ministério Público, Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior. Dois meses depois do episódio, o guerrilheiro colombiano obteve asilo político do governo brasileiro. Nesse período, a mulher de Medina, servidora pública, conseguiu ser transferida para Brasília, onde pode permanecer com o ex-padre, que estava em prisão domiciliar na capital. Hoje, sabe-se que a transferência da mulher de Medina foi conseguida pela atuação direta da ministra Dilma Roussef, como já mencionei acima.

ACTUAR CON CAUTELA
14 de abril de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"Devo atuar com cautela para não facultar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido a transferência de "La Mona" e "La Timbica" para a capital do país foi importante. Manterei essa discrição até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro, e a primeira coisa que devo pensar é ir vê-los"

Já está mais do que sabido que uma das principais estratégias dos terroristas é enviar ao exterior representantes que acabam ganhando o status de refugiados políticos. O jornal El Tiempo já forneceu alguns nomes de membros do grupo que atuam em vários países. Entre eles, está o de Francisco Antonio Caderna Collazos – o ex-padre Olivério Medina -: "(...) o contato das Farc, o 'Camilo' — casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes —, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006".

A Abin – de Lacerda de Lula - está analisando o teor dos e-mails das Farc. Como a Folha da São Paulo revelou em julho (portanto, bem antes da Cambio) há mais de 60 brasileiros citados nos 85 e-mails apreendidos nos computadores de Reyes. Neles, além dos nomes acima referidos, também são mencionados assessores do próprio Lula, como Selvino Heck e Gilberto Carvalho, deputados, vereadores, acadêmicos e sindicalistas.

Foi Lula quem encaminhou o caso ao general Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual a Abin está subordinada. Como se sabe, uma análise preliminar havia concluído não haver vínculo direto entre integrantes do governo e membros das Farc. Não me digam...

O mais difícil, entretanto, é driblar as evidências, que acabam sendo noticiadas na imprensa como fatos isolados, mas que cuja interligação com o tema 'governo do Brasil – as Farc' não passa despercebida por analistas mais atentos.

Em 2004, por exemplo, uma ação da Polícia Federal apreendeu, numa lancha acidentada da guerrilha, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), região sob forte influência da guerrilha colombiana, cinco lotes de medicamento usado em tratamento contra leishmaniose - havia 2.768 ampolas de glucantime, substância distribuída exclusivamente pelo Ministério da Saúde e que saíram de Brasília, conforme investigação da PF, obtida em inquérito policial instaurado em novembro de 2004 para apurar o caso.

Como esse, há inúmeros outros fatos espalhados entre as notícias dos mais diversos jornais do continente.

Mas, o principal motivo desse artigo, a despeito da longa introdução que julguei necessário fazer, é tratar de números em relação às Farc e, a partir destes, fazer uma análise de qual teria sido o 'cenário' imaginado pela esquerda em ascensão do continente que acabasse favorecendo a transformação da guerrilha em partido político, sem desperdiçar, entretanto, o 'talento' narcoguerrilheiro-armamentista de parte de seu contingente – que poderá vir a ser útil aos objetivos revolucionários na região.

A Inteligência militar do governo da Colômbia revelou que, quando o presidente Álvaro Uribe chegou ao poder, em 2002, Bogotá estava cercada por várias frentes da Farc e sofria com o crime e o terrorismo. A guerrilha contava então com 19 mil membros, distribuídos em 70 frentes. Hoje, os seqüestros anuais diminuíram de 2.883 para pouco mais de 500; os atentados, de 1.645 para 328; as principais estradas do país já são novamente transitáveis; o Estado retomou o controle do território; o efetivo das Farc estaria em torno de 8 mil guerrilheiros e as frentes não passariam de 45 (a guerrilha, entretanto, insiste em informar que ainda contaria com 17 mil homens e mulheres em armas).

Façam as contas: seriam 8 mil homens a menos. De acordo com as autoridades colombianas, desde 2002, mais de 9.000 integrantes do grupo teriam deixado a guerrilha. Além disso, as informações são de que cerca de 3 mil dos guerrilheiros teriam sido mortos, 1 mil feridos. Somente no ano de 2006, de acordo com declarações do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, ao jornal "El Pais cerca de 2.500 combatentes haviam deixado a guerrilha. Para onde teriam ido? Teriam sido acolhidos por um programa do governo colombiano que beneficia quem aceita se entregar oferecendo benefícios jurídicos, subsídios e acesso à educação, à saúde e à capacitação profissional.

Seria uma espécie de programa de anistia, certo? E o que tem acontecido nos países que solucionaram, com anistia aos revolucionários, seus problemas de luta armada contra grupos que pretenderam promover a revolução comunista pela via das armas? Em todos os lugares nos quais isso aconteceu, os 'revolucionários' acabam aparelhando as instituições e a mídia, o que, mais cedo ou mais tarde, provoca uma mudança no discurso de tratamento de seus atos e de suas posições político-ideológicas passados, de forma a que se transformem em heróis dos 'pobres e dos oprimidos', fazendo com que, já pelas vias 'democráticas', cheguem ao poder, e, de lá, comecem a se vingar de seus 'inimigos' e a implantar seus projetos de poder comunistas – todos, é claro, de longuíssimos prazos. Nós já vimos esse filme – estamos dentro dele agora mesmo.

Com políticos ligados, senão às próprias Farc, pelo menos a seu perfil ideológico, já plenamente instalados na vida política colombiana, somados à massa 'desertora' do grupo e aos simpatizantes, poderíamos ver nascer daí, 'novas forças políticas' na Colômbia. De perfil de esquerda, é claro, e perfeitamente alinhado ao estabelecido pelo Foro de São Paulo – de Lula, de Fidel (de Raul), de Chavez, de Ortega, de Evo, dos Kirschner, etc. Mais tarde, chegariam ao poder, pelas vias democráticas.

farc3300Paralelamente, as atividades narcogerrilheiras da organização se espalhariam pela América Latina, descentralizando-se, através de 'dissidentes' das Farc (e da ELN) que seriam 'adotados' pelos mais diversos 'movimentos sociais' e poderosas organizações criminosas (máfia chinesa, máfia russa, PCC, CV, Al Qaeda), todas escondidas por trás de grupos criminosos, aparentemente surgidos das práticas de crime comum (assalto, tráfico de drogas, seqüestros, contrabando, etc.). Afinal, quantas já são as denúncias, no caso do Brasil, por exemplo, de ligações das Farc com tantos desses grupos, que, realmente, diga-se de passagem, já adotam, visivelmente, táticas de ação de guerrilha?

Sem querer desmerecer o trabalho honesto de muitos inocentes úteis que, sinceramente, combatem a guerrilha colombiana, e seu terrorismo, querendo a paz e a prosperidade da Colômbia, e da própria América Latina, não se pode desconsiderar esta hipótese na rápida 'eliminação' das Farc.

Com a palavra, os senhores e senhoras estrategistas e especialistas em crime organizado...


VISITE: Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/

A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
(Cópia em: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/reproduoavozdosguerrei.htm)

CRISE AÉREA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/crisearea.htme http://acidentetam2007.blogspot.com/

MEMÓRIA INFOMIX: http://acidentetam2007.blogspot.com/ (Deixe seu recado)

MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm

domingo, 30 de março de 2008

Acórdão do TCU contradiz versão de Dilma Rousseff

Do blog do JOSIAS DE SOUZA

De passagem por Curitiba (PR), neste sábado (29), Dilma Rousseff foi espremida por repórteres. Crivaram-na, de novo, de perguntas sobre o dossiê que coleciona despesas palacianas atribuídas ao ex-presidente Fernando Henrique e à ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Além das negativas de praxe, a chefe da Casa Civil mencionou um documento: o acórdão 230/2006, do Tribunal de Contas da União.

Em vez de desfazer as suspeitas, o documento que a presidenciável de Lula trouxe à baila tonificou-as. O texto do TCU não condiz com o que Dilma afirmou. Bem ao contrário. Anota o oposto. Deu-se o seguinte:

1. Na entrevista, Dilma repisou a versão segundo a qual o Planalto organizou um “banco de dados”, não um dossiê. Chama-se Suprim (Sistema de Controle de Suprimento de Fundos). Registra, eletronicamente, as despesas feitas com cartões de crédito corporativos e com verbas destinadas a suprir pequenos gastos da presidência da República;

2. Segundo a ministra, a base de dados do Suprim começou a ser alimentada em 2005, “por recomendação do TCU”. No ano seguinte, o tribunal teria pedido, por meio do acórdão 230, que o arquivo eletrônico retroagisse ao período FHC. “O TCU aprovou o banco de dados e pediu um recuo para 2002”, disse Dilma;

3. Diante da suposta determinação, Dilma diz ter ordenado à sua secretária-executiva, Erenice Alves Guerra, que cumprisse “tudo o que Tribunal de Contas pedir". Por isso não vê razões para demitir Erenice, apontada como autora da ordem que resultou na elaboração do dossiê. É nesse ponto que a versão da ministra começa a fazer água;

4. O signatário do blog obteve cópia do acórdão 230, citada por Dilma. Pode-se lê-lo clicando aqui. É datado de 22 de fevereiro de 2006, dia em que foi aprovado pelos ministros do TCU. Traz o resultado de uma auditoria nos cartões de crédito da presidência da República. Cobre o período de setembro de 2002, quando os cartões começaram a ser usados, ainda sob FHC, a julho de 2005, já sob Lula;

5. Percorrendo-se o texto, descobre-se que o Suprim é festejado pelos auditores do TCU não como o atendimento a uma exigência do tribunal, mas como uma “iniciativa do próprio gestor”, a Secretaria de Administração da Casa Civil. “Houve um nítido aprimoramento dos controles internos sobre a gestão dos cartões de pagamento”, anota o relatório;

6. Não há no documento do TCU uma mísera menção à necessidade de recuar os arquivos eletrônicos à gestão FHC. Na parte em que relaciona as recomendações que julgou conveniente fazer ao Planalto, o relator do processo, ministro Ubiratan Aguiar, escreveu: “Há que salientar que algumas questões abordadas no relatório dispensaram a formulação de proposta de encaminhamento, tendo em vista as providências já adotadas” pela Casa Civil. “Com destaque para o desenvolvimento do Sistema de Suprimento de Fundos, o Suprim”, fez questão de realçar o ministro;

7. Ou seja, diferentemente do que afirma Dilma Rousseff, a criação do “banco de dados” não foi determinada pelo TCU. Tampouco partiu do tribunal qualquer pedido para que os dados da era FHC fossem adicionados ao "banco de dados" da Casa Civil. Deve-se o par de providências à exclusiva deliberação da pasta gerida por Dilma;

8. A equipe de auditores do TCU encontrou um Suprim já em franca implantação. A coisa já estava automatizada. Os auditores descreveram a novidade em seu relatório: “A alimentação do sistema é descentralizada, iniciando-se pelo próprio portador do cartão e complementado com informações específicas pelos setores competentes da Secretaria de Administração” da Casa Civil. Já estavam cadastrados, àquela altura, todos os gastos de 2004 e as despesas relativas aos meses de janeiro a julho de 2005. Fez-se menção à coleta retroativa de dados. Mas o o Planalto pretendia recuar recuar só até o primeiro ano da administração Lula: “Relativamente a 2003”, informa o relatório do TCU, “os processos estavam sendo primeiramente desmembrados por portador, para que, então, pudessem ser lançados segundo o padrão adotado pelo sistema.”

9. A ausência de menções ao período FHC deixa evidente que, até a conclusão do trabalho do TCU, dois anos e três meses atrás, a Casa Civil de Dilma não esboçara a menor intenção de levar ao novo “banco de dados” as despesas realizadas na gestão do antecessor de Lula. Uma idéia que só ocorreu ao Planalto nos primeiros dias de fevereiro de 2008, uma fase em que a proposta de criação da CPI dos Cartões já estava pendurada nas manchetes dos jornais;

10. Resta a bruma de mistério. Há na praça uma planilha de computador que contém, esparramadas em 13 folhas, 295 despesas atribuídas a FHC, a Ruth Cardoso e a funcionários que passaram pelo Planalto na gestão tucana. Dilma reconhece que os apontamentos foram extraídos dos arquivos mantidos pela Casa Civil. O dossiê chegou ao Congresso, ganhou as páginas de Veja e tomou conta do noticiário. Como documento com pernas é algo que não existe, ficam no ar as perguntas: como os dados saltaram para fora do "banco de dados" da Casa Civil? Quem vazou as informações? Por ordem de Dilma, abriu-se, em 22 de março, uma sindicância para tentar responder às perguntas.

11. Há, porém, uma outra indagação que a ministra pode responder sem a necessidade de esperar pela sindicância: Por que a Casa Civil decidiu remexer a papelada da era FHC?

12. A pedido do TCU, como já restou demonstrado, não foi. Os auditores foram cavar os dados relativos a 2002, o último ano de FHC, nos computadores do Siafi, sistema eletrônico que armazena todos os gastos do governo. A propósito, o TCU informa em seu relatório que, no período coberto pela auditoria –2002 a 2005— “não se constatou a aquisição de bens ou o fornecimento de serviços de caráter estritamente pessoal”. Ressalva, porém, que não foram analisados os “gastos com alimentação, higiene, cerimonial e outros empregados em eventos sociais.”

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".