Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os roedores da glória

OLAVO DE CARVALHO



Os roedores da glória

JOSÉ INGENIEROS(1877-1925)

De O Homem Medíocre, trad. Gesner de Wilson Morgado, Rio, Melson, 1963.

Todo aquele que se sente capaz de criar um destino, com o seu talento e com o seu esforço, está inclinado a admirar o esforço e o talento nos demais; o desejo da própria glória não pode sentir-se coagido pelo legítimo enaltecimento alheio. Aquele que tem méritos sabe o que eles custam, e os respeita; estima, nos outros, o que desejaria que os outros estimassem nele. O medíocre ignora esta admiração franca: muitas vezes se resigna a aceitar o triunfo que ultrapassa as restrições da sua inveja. Mas aceitar não é amar, resignar-se não é admirar.

Os espíritos de asas curtas são malévolos; os grandes engenhos são admirativos. Estes sabem que os dons naturais não se transformam em talento ou engenho sem um esforço, que é a medida do seu mérito. Sabem que cada passo no sentido da glória custa trabalhos e vigílias, meditações profundas, tentativas de fim, consagração tenaz, a esse pintor, a esse poeta, a esse filósofo, a esse sábio; e compreendem que eles consumiram porventura o seu organismo, envelhecendo prematuramente; e a biografia dos grandes homens lhes ensina que muitos renunciaram o repouso ou o pão, sacrificando, tanto um como outro, a fim de ganhar tempo para meditar, ou para comprar um livro iluminador de suas meditações. Essa consciência daquilo em que o mérito importa, os faz respeitar. O invejoso, que o ignora, vê o resultado a que os outros chegam e ele não, sem suspeitar quantos espinhos foram semeados no caminho da glória. Todo escritor medíocre é candidato a criticastro. A incapacidade de criar impele-o a destruir. Sua falta de inspiração o induz a corroer o talento alheio, empanando-o com especiosidades que denunciam a sua irreparável inferioridade. Os altos engenhos são equânimes na crítica de seus iguais, como se reconhecessem, neles, uma consangüinidade em linha direta; no êmulo, não vêem nunca um rival.

O verdadeiro critico enriquece as obras que estuda, e em tudo o que toca deixa um rastro de sua personalidade., Os criticastros, que são, por instinto, inimigos da obra, desejam diminui-la, pela simples razão de que eles não a escreveram. Nem saberiam escreve-la, se o criticado lhes contestasse: "Faze-a melhor". Têm as mãos travadas por fitas métricas; seu afã de medir os outros corresponde ao sonho de rebaixá-los até à sua própria medida. São, por definição, prestamistas, parasitas, vivem do alheio, pois se limitam a baralhar, com mão hábil, o mesmo que aprenderam no livro que procuram desacreditar. Quando um grande escritor é erudito, reprovam-no como falto de originalidade; se não o é, apressam-se a culpá-lo de ignorância. Se emprega um raciocínio que outros usaram, denominam-no plagiário, embora assinale as fontes da sua sabedoria; se omite a assinalação, acusam-no, por serem vulgares, de improbidade. Em tudo encontram motivo para maldizer e invejar, revelando a sua antipatia interna.

O criticastro medíocre é incapaz de alinhavar três idéias fora do fio que a rotina lhe sugere. Sua bojuda ignorância obriga-o a confundir o mármore com o mecaxisto, e a voz com o falsete, inclinando-o a supor que todo o escritor original é um heresiarca. Os pacóvios dariam o que não têm, para saber escrever um pouquinho, para serem incorporados à crítica profissional. É o sonho dos que não podem criar. Permite uma maledicência medrosa e que não compromete, feita de mendacidade prudente, restringindo as perversidades para que fiquem mais agudas tirando aqui uma migalha e dando ali um arranhão, velando tudo o que pode ser objeto de admiração, rebaixando sempre com a oculta esperança de que possam aparecer a um mesmo nível os críticos e os criticados. O escritor original sabe que atormenta os medíocres aguilhoando-lhes essa paixão que os desespera em face do brilho alheio; o desespero dos fracassados é a lucro que melhor pode premiar o seu labor luminoso. O ridículo de um Zoilo chega sempre a andar passo a passo com a glória de um Homero.

Fermentam, em cada gênero de atividade intelectual, como pragas pediculares da originalidade; não perdoam aquele que incuba, em seu cérebro, essa larva silenciosa. Vivem para manchá-lo ou destroná-lo, sonham com o seu extermínio, conspiram com uma intemperança de terroristas, esgrimem sórdidas calúnias que fariam enrubescer um paquiderme. Vêem um perigo em cada astro e uma ameaça em cada gesto; tremem, pensando que existem homens capazes de subverter rotinas e preconceitos, de acender novos planetas no céu, de arrancar sua força aos raios e às cataratas, de infiltrar novos ideais às raças envelhecidas, de suprimir as distâncias, de violar a força de gravidade e de abalar o governo...

Os espíritos rotineiros são rebeldes à admiração: não reconhecem o fogo dos astros porque nunca tiveram, em si, uma única chispa. Jamais se entregam de boa-fé aos ideais ou às paixões que lhes assaltam o coração; preferem opor-lhes mil raciocínios, para privar-se do prazer de admirá-los. Confundirão sempre o equívoco e o cristalino, rebaixando todo ideal até às baixas intenções que supuram em seus cérebros. Pulverizarão todo o belo, esquecendo que o trigo moído e feito farinha já não pode germinar em espigas douradas, à luz do sol. "É um grande sinal de mediocridade - disse Leibniz - elogiar sempre moderadamente". Pascal dizia que os espíritos vulgares não encontram diferenças entre os homens : descobrem-se mais tipos originais, à medida que se possui maior engenho. O criticastro é miserável; admira um pouco todas as coisas, mas nada merece a sua admiração decidida. Aquele que não admira o melhor, não pode melhorar. Os que não sabem admirar não têm futuro. É uma covardia aplacar a admiração; é preciso cultivá-la, como fogo sagrado, evitando que a inveja a cubra com a sua pátina ignominiosa.

"Corra que tem loucos por aí": CONHEÇA CUBA E SEU EFICIENTE SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA




direitadadireita | 13 de abril de 2010 |  pessoa(s) gosta(m), 4 pessoa(s) não gosta(m)
Este é um pequeno trecho do filme "Corra que tem loucos por aí" este filme faz uma sátira aos documentários "pacifistas" de Michael Moore e o seu ódio contra as forças armadas e aos republicanos. 

Esta parte que eu postei é referente a viagem que ele fez a Cuba levando os bombeiros e os voluntários que ajudaram no 11 de setembro e ficaram com problemas respiratórios e outras complicações, mas eles não tinham condições financeiras de bancar o tratamento nos Estados Unidos. Por isso michael moore os levou a cuba. 

Quem quiser ver um trecho do documentário referente ao trecho do filme que eu postei é só copiar este link: http://video.google.com/videoplay?docid=-8478265773449174245# e quem se divertiu com este pequeno trecho do filme que quiser baixa-lo inteiro aqui vai o link: http://www.megaupload.com/?d=2KTTS6PZ


Agora olhem que gracinha:




Conservative1001BG | 10 de outubro de 2009 | 
Fatso went on 'Hannity' and defended the murderer Fidel Castro and his Communist regime while trashing the U.S. and capitalism.









O Brasil é um país fortemente armado – será mesmo?

MÍDIA A MAIS
em 26 de janeiro de 2011

por Peter Hof


Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará
                                                                                                                     João, 8:32
 
Antonio Rangel Bandeira. Vale tudo da desinformação desarmamentista
OBrasil é um país fortemente armado”. Esta declaração é da lavra do senhor Antonio Rangel Bandeira, um dos diretores do Viva-Rio em entrevista publicada na página 10 do Globo de 21/12/2010. Não sei qual o critério usado pelo senhor Bandeira, mas posso assegurar que não é esta a situação do Brasil no que tange ao cidadão armado. E quem informa isto é o Small Arms Survey, um dos patrocinadores da ONG do senhor Bandeira.
O referido instituto, com sede em Genebra, Suíça, é dedicado à causa do desarmamento e publicou uma pesquisa intitulada Small Arms Survey - 2007, onde mostra a situação em 33 países. A análise é corretamente feita com base em armas de posse de civis por 100 mil civis. Para os não familiarizados, estudos são feitos com base em 1.000, 10 mil ou cem mil habitantes. Por exemplo: o índice de mortalidade infantil é de 35 em cada 10 mil crianças até 3 anos de idade. Isto evita o erro de se comparar a China, com 1,4 bilhões de habitantes, com a Bélgica com seus 10,6 milhões de habitantes.
Qual é a melhor maneira de se saber se algo se enquadra dentro dos limites do aceitável? É estabelecendo-se uma comparação com outros elementos de perfil semelhante. No caso em questão a idéia é se escolher um grupo de países representativos (através da análise do IDH, por exemplo) e comparar o elemento que queremos testar contra o grupo selecionado. E assim foi feito.
 
Como escrevi acima, os fatos não estão exatamente de acordo com o senhor Bandeira. O primeiro país do mundo em armas nas mãos dos cidadãos é, e não há surpresa nisto, os Estados Unidos, com 90 armas por 100 mil civis. O Brasil ocupa um modestíssimo vigésimo quinto lugar com nove armas por 100 mil civis. O interessante de se notar é que os países europeus, de modo geral bastante restritivos a posse de armas por seus cidadãos, tem seis países (Finlândia, Suíça, França, Suécia, Grécia e Áustria) entre os dez primeiros do ranking. E a Grécia, a última do ranking dos dez, tem duas vezes e meia mais armas por cidadão do que o Brasil.
 
Digno de nota também é o fato de ONGs antiarmas receberem generosas doações de entidades daqueles países. Mais ainda: hoje os grandes fabricantes de pistolas automáticas (Walther, Glock, Sig-Sauer, CZ, Beretta, FN) são europeus e boa parte das receitas da Comunidade Européia vem exatamente da exportação de armas de fogo - só Deus sabe para quem.
 
Mas vamos aos números para testar a validade da afirmação do ilustre cientista social... Os elementos da análise, repito, são dados de uma pesquisa conduzida pelo Small Arms Survey, uma ONG sediada na Suíça e que, embora se diga imparcial, é nitidamente contrária ao seu direito de se defender com uma arma de fogo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É importante salientar que estes dados não foram inventados por defensores ou simpatizantes do cidadão armado. Não são, reitero, números produzidos pelaNRA ou Viva Brasil, esta última uma das poucas vozes a se levantar contra o esbulho a que o cidadão armado vem sendo submetido.
Num cálculo simplista, e sem querer aborrecer o leitor com tecnicidades, a média aritmética dos 33 países pesquisados é de 22 armas por 100 mil civis. E é importante se ter em conta que os países representados na pesquisa não são apenas aqueles com altas restrições ao cidadão armado (Inglaterra e China), mas também os situados no outro extremo do espectro - Estados Unidos, Suíça e Finlândia.
 
Com seu vigésimo quinto lugar no ranking, o Brasil se encontra 40% abaixo da média dos países pesquisados. Voltando à afirmação do senhor Bandeira, eu gostaria de saber se algum dos leitores ficaria contente se as notas de seu filho na escola fossem 40% abaixo da média das notas dos outros 32 alunos? Se a média da classe fosse 7.5 e a nota de seu filho fosse 3, ainda assim o senhor acharia que seu filho é forte em matemática?
 
Vejam que o Brasil vem em um modesto vigésimo quinto lugar com nove armas por 100 mil civis, muito atrás de países do primeiro mundo, com um IDH muito melhor do que o brasileiro. Observem que a pacífica Suíça tem 46 armas por 100 mil civis, ou seja, cinco vezes mais cidadãos armados do que o Brasil.
 
Um outro exemplo interessante é o da Austrália, que também fez uma campanha de desarmamento pouco antes da realizada pelo Brasil. A Austrália ainda tem, anos depois de duas campanhas de recolhimento de armas, 67% mais cidadãos armados do que o Brasil. Por outro lado, o último pais da lista, o 33º, é a Nigéria, com apenas uma arma para cada 100 mil civis. Alguém acredita que com tão baixo números de armas em mãos de civis, a Nigéria seja mais tranqüila, segura e pacífica do que a Suíça, Finlândia, Canadá, França, Suécia ou Áustria? E note que todos esses países têm mais de 30 armas por 100 mil cidadãos civis. Onde o leitor se sentiria mais seguro andando sozinho à noite: em Lagos (Nigéria) ou Zurique (Suíça)?
 
Seguindo-se a lógica dos antiarmas e dos governantes brasileiros, os países citados devem estar no topo da lista das mortes por armas de fogo. Afinal, segundo tal lógica, menos armas significa menos mortes. Vejamos então o que se passa por lá. Para isto, vamos nos servir de um estudo realizado pela UNESCO entre 2002 e 2007 e publicada no jornal O Globo. Infelizmente tenho o recorte, mas não tenho a data da sua publicação no jornal. Como a cobertura de países não tem correspondência absoluta com a pesquisa do Small Arms Survey, fui obrigado a usar apenas os países que constam das duas pesquisas e que apresentam o seguinte cruzamento:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
A primeira conclusão que se pode tirar é que a conversa das autoridades e das ONGs antiarmas tipo Viva Rio e Sou da Paz de que mais armas significam mais mortes é pura balela. Se assim fosse, os Estados Unidos estariam vivendo hoje uma situação pior do que a das favelas cariocas, e se tropeçaria em cadáveres baleados nas ruas da Basiléia. Isso num país onde comprar um AR-15 demora cinco minutos e só requer a apresentação da carteira de motorista. Vejam que todos os países, sem exceção, têm uma situação muito melhor do que a brasileira, e nenhum desses países tem uma legislação sobre armas mais restritiva do que a brasileira.

Dakota do Sul pode tornar legal matar médicos que fazem abortos

EU DIGO NÃO AO ABORTO
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Proposta republicana foi aprovada em comissão no estado americano. Lei é 'mal interpretada' e se aplicaria só em casos de defesa, diz autor.

Do G1, em São Paulo

Parlamentares do estado americano de Dakota do Sul estudam propor uma lei que tornaria legal matar médicos que fazem abortos, informa o site “Huffington Post” nesta terça-feira (15).

A ideia é incluir na definição de “homicídio justificável” as mortes que têm intenção de defender o feto de ameaças –uma manobra que pode tornar legal matar médicos que fazem abortos.

O projeto de lei defendido por parlamentares republicanos foi aprovado numa primeira comissão e seria debatido nesta terça na Câmara de Representantes do estado, dominada pelos republicanos.

De autoria do deputado Phil Jensen, conhecido pela sua atuação antiaborto, a lei diz que o homicídio é justificável se cometido por uma pessoa “ao resistir a uma tentativa de prejudicar” diretamente o feto de uma mulher grávida, ou esposa, parceira, parente ou mãe.

Se for aprovada, a lei permite, em tese, que o pai de uma mulher grávida, sua mãe, filho, filha ou marido possa matar qualquer um que tente provocar nela um aborto –ainda que essa seja a vontade dela.

“Essa lei de Dakota do Sul é um convite a matar médicos que fazem aborto”, disse Vicki Saporta, da Federação Nacional pró-Aborto.
Em entrevista, o autor da lei disse a sua lei vem sendo mal interpretada. “Não tem nada a ver com aborto”, disse o deputado.
Segundo ele, a mudança proposta na lei apenas permite o uso de “homicídio justificável” nos casos de defesa própria e não se aplicaria a pais, mães, filhos, filhas ou maridos.
Questionado se a proposta não tornaria médicos que fazem aborto alvos de homicídios, Phil Jensen usou o seguinte exemplo:

“Digamos que um ex-namorado que se torna pai de um bebê não quer pagar a pensão do filho pelos 18 anos, e ele bate na barriga da ex-namorada tentando provocar um aborto. Se ela matá-lo, isso seria justificável. Ela estaria reagindo a uma tentativa de matar seu filho ainda na barriga”, disse.

Questionado se a lei não deixaria uma brecha para justificar o assassinato de médicos que fazem aborto, o deputado negou. “Eu nunca digo nunca, mas se algum maluco fizer o que você está sugerindo, então esta lei não se aplicaria a ele, não seria um homicídio justificável.”

Defensora do controle populacional diz que família Duggar deixaria até coelhos vermelhos de vergonha

JULIO SEVERO
17 de fevereiro de 2011

SANTA BARBARA, Califórnia, EUA, 14 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Comentarista de uma organização de controle populacional da Califórnia divulgou uma acusação mordaz contra a família Duggar que tem 19 filhos, chamando a abertura deles à nova vida de uma “conduta má” que contribui para a explosão populacional do planeta.
Família Duggar
Os Duggars, que deram boas vindas à sua filha mais nova Josie no ano passado, são as estrelas do afetuoso reality show “19 Kids and Counting” (19 Filhos e Contando).
“‘Recomenda-se não imitar essa conduta perigosa’. Esse deveria ser o aviso legal no começo e fim de ‘19 Kids and Counting’… o reality show sobre os Duggars, o casal do Arkansas cuja fecundidade faria até mesmo com que coelhos e ratos ficassem vermelhos de vergonha”, escreveu Maria Fotopoulos, assessora e escritora da entidade Californianos em favor da Estabilização Populacional (CEP), numa postagem de 28 de janeiro no blog da entidade.
Fotopoulos ridicularizou os motivos dos Duggars para não mais usarem pílulas anticoncepcionais: depois de sofrer um aborto espontâneo após quatro anos de casados, o casal ficou sabendo que os hormônios sintéticos das pílulas podem impedir um bebê que foi concebido recentemente de se implantar no útero, fazendo com que ele morra de fome. “Não há dúvida de que a mágoa pode levar a muitas coisas, mas esse pode ser um exemplo incomum de mágoa levando à procriação desenfreada”, escreveu Fotopoulos.
A escritora do CEP declarou que a escolha de Michelle Duggar de não manipular artificialmente sua reprodução está “em contraste marcante com a ciência consagrada sobre a reprodução”, e citou a obra de Margaret Sanger, a pioneira do controle da natalidade nos EUA e fundadora eugênica da Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de clínicas de aborto dos EUA].
Fotopoulos sugeriu que uma filosofia de família grande “insustentável e moralmente indefensável” era responsável pelo fato de que Michelle teve pré-eclâmpsia durante sua última gravidez, o que levou ao parto prematuro de Josie. “Obviamente, tanto o pai quanto a mãe não têm bom senso suficiente para parar de comprometer a saúde da mãe ou do futuro filho, ou filhos, quando tentam esgotar o relógio biológico. Temos a esperança de que uma menopausa precoce logo encerrará as atividades da fábrica de bebês”, escreveu ela.
Jenn Giroux, da entidade Famílias Grandes dos EUA e FourorMore.org, repreendeu Fotopoulos por discriminar as famílias que escolhem ter muitos filhos.
“A atitude de zombar de famílias grandes é vergonhosa e ofensiva”, disse Giroux num email para LifeSiteNews.com/NotíciasPró-Família. “Essa zombaria coloca em destaque a atitude generalizada que se tornou a norma secular nos EUA que não mais enxergam que nosso maior tesouro nacional são os filhos”.
Em resposta às citações de Sanger louvando o controle da natalidade como um meio que “possibilitou a sobrevivência de mulheres e crianças”, Giroux disse, “Diga isso para os milhares de mulheres que tiveram morte precoce devido ao câncer de mama como consequência de usarem a pílula anticoncepcional ou a multidão de filhos que estão solitários e desejam os irmãos e irmãs que seus pais impediram deliberadamente”.
“A revelação mais óbvia desse artigo é que aqueles que são a favor do controle da natalidade e do aborto são ‘pró-escolha’ só se você escolher usar a contracepção ou abortar. O resto do tempo eles são intolerantes e mostram nojo de qualquer estilo de vida que honre a Deus aceitando Seus belos presentes, que são os filhos”, acrescentou ela.
Giroux também apontou para a desacreditada base para as críticas de Fotopoulos: a afirmação de que a terra está com excesso de população. Embora os promotores do controle populacional venham predizendo o fim iminente do mundo por falta de recursos desde o começo do século XIX, muitos cientistas sociais agora advertem que a atual queda vertiginosa da população mundial esteja ameaçando atirar o mundo num “inverno demográfico” que promete catastróficas consequências econômicas e sociais.
“Margaret Sanger introduziu a era do controle da natalidade que levou ao que estamos experimentando 70 anos depois: um pesadelo demográfico e a destruição da família”, disse Giroux.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Jornalista é espancada e violentada sexualmente no Egito



Cavaleiro: ué, Alah deixa estuprar? Para todas as mulheres que trabalham CONTRA o ocidente, isto aí é um recado: se o Ocidente "cair" nas mãos do islã é para isto que vocês servirão. Ah sim, para enterrar e servir de alvo de pedras também. Tem aquela roupa/pacote que vocês terão que usar. Carnaval? Nem pensar. Biquini, topless, nudismo, passeatas de protesto femininas, só em sonho. E mais um monte de "benefícios", recompensas pela destruição do ocidente que vocês, mulheres anti-ocidentais, receberão.

O que Peña Esclusa disse ao juiz Cabrera

MÍDIA SEM MÁSCARA

Eis as palavras de Alejandro Penã Esclusa dirigidas ao juiz Luis Cabrera durante audiência realizada no dia 27 de janeiro. Mais uma vez fica evidente a farsa montada por Hugo Chávez com o apoio do Foro de São Paulo contra um conhecido líder na defesa dos direitos civis na Venezuela.
"Muito boa-tarde.
Antes de começar, queria esclarecer que - como sou um homem de letras e não de armas - vou utilizar durante minha apresentação um recurso literário muito pedagógico, o recurso da ironia. A ironia não é gozação, nem é uma falta de respeito, senão a contraposição de fatos tão contraditórios entre si, tão mutuamente excludentes que provocam riso no espectador - se trata-se de uma obra de teatro - ou ao leitor - se trata-se de uma obra literária.
Antes de abordar minha exposição devo dizer que fiquei surpreso quando o promotor Didier Rojas disse há alguns instantes, que no meu caso havia "perigo de fuga" porque sou um cidadão norte-americano. Quero deixar muito claro que sou única e exclusivamente cidadão venezuelano, não tenho nenhuma outra nacionalidade. É certo que nasci em Washington porque meus pais trabalhavam lá quando eu nasci, mas nunca pedi a nacionalidade americana, apesar de que poderia tê-lo feito, porque eu não quero ter nenhuma outra nacionalidade.
Sou venezuelano, de pais venezuelanos, de avós venezuelanos e amo profundamente meu país. Por isso, quero viver aqui toda a minha vida. Assim que não é certo que haja perigo de fuga no meu caso, como disse o promotor.
Me imputam dois delitos: associação para delinqüir e tráfico de armas de guerra, na modalidade de ocultação. Quero declarar-me absolutamente inocente de ambas as acusações, porém, além disso, quero mudar a qualificação desses dois prováveis delitos por outro muito diferente. Hoje não devemos elucidar se sou "terrorista", como o governo me acusa, mas se estou louco ou desequilibrado. Em seguida veremos por quê.
Não conheço Francisco Chávez Abarca. Nunca o vi em minha vida. A primeira vez que soube dele, foi quando o detiveram no aeroporto de Maiquetía. Aqui se produz a primeira incongruência: de acordo com o informe policial presente no processo, Chávez Abarca "provavelmente" me descreveu como um homem baixinho e gordinho, o qual não corresponde com minha fisionomia.
Também "provavelmente" diz que me conheceu em Honduras, antes da crise de junho de 2009, quando Manuel Zelaya ainda era presidente. Pois bem, a primeira vez que viajei à Honduras foi em julho de 2009, quando Roberto Micheletti já havia assumido a Presidência e isso consta em meu movimento migratório.
E devo ressaltar a palavra "provável", porque AS DECLARAÇÕES DE CHÁVEZ ABARCA NÃO APARECEM NO PROCESSO. Esse senhor nunca depôs em um tribunal, seu suposto depoimento não está assinado por ele, não estão lá suas impressões digitais, não vi nem escutei sua gravação. A única coisa que existe é um informe do Delegado David Colmenares sobre o que supostamente lhe disse Chávez Abarca, que por sua vez um tal "Daniel" supostamente lhe disse, sobre o que eu supostamente lhe havia dito! Tremenda prova o Ministério Público apresentou!
Porém, há algo mais, sumamente grave, em tal informe policial: David Colmenares diz que se ofereceu para interceder para que Chávez Abarca não fosse enviado a Cuba, em troca do seu depoimento. Quer dizer, o próprio Colmenares confessa que Chávez Abarca depôs pressionado, sob coação.
Porém, lamentavelmente Chávez Abarca foi enviado a Cuba, assim que não podemos saber se seu depoimento é certo e se existe o tal "Daniel", que ninguém sabe quem é, qual o seu sobrenome ou onde está.
A segunda incongruência é esta: Chávez Abarca foi capturado em 1 de julho de 2010 no aeroporto de Maiquetía, o que foi documentado em todos os meios de comunicação. Entretanto, Chávez Abarca disse que eu o havia contatado para que "fizesse uns trabalhinhos na Venezuela", mas não qualquer "trabalhinho" senão, nada menos que desestabilizar o Estado.
Se, com efeito, ele era supostamente meu sócio em uma aventura para desestabilizar o Estado, o mais lógico é que eu saísse correndo do país, para me proteger. E certamente três dias depois, em 4 de julho, viajei ao exterior com minha esposa, em uma viagem que já estava planejada.
Se eu tivesse tido algo a ver com Chávez Abarca, teria ficado fora da Venezuela, sobretudo quando, a partir do dia 6 de julho, no canal do Estado (Venezolana de Televisión), se me acusou várias vezes de estar relacionado com Chávez Abarca. Entretanto, assim eu devo estar louco, porque regressei tranqüilamente no dia 8 de julho a Caracas, através do mesmíssimo aeroporto de Maiquetía, e continuei levando minha vida normalmente.
Por isso eu creio que esta audiência preliminar não é para determinar se há motivos para uma imputação sobre ocultação de arma de guerra ou por associação para delinqüir. Não senhor! Aqui o que se está discutindo é a sanidade mental de Alejandro Peña Esclusa, se sou um louco, um insensato, que em vez de ficar fora do país, volto para que me apanhem.
Aqui me detenho para dizer ao promotor Didier Rijas que, como se pode ver, comigo não há perigo de fuga, senão de "contra-fuga", porque estando já "fugido" voltei para ser detido em minha própria casa.
Não estou acima de nenhum cidadão, sou um cidadão comum, mas também é certo que me dedico à política, fui candidato à Presidência da República duas vezes. Além disso, é evidente que tenho um claro perfil opositor ao atual governo. Fui aos tribunais internacionais para acusar este governo, estive em Haya, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O tribunal e os promotores têm que saber que quando um dirigente opositor está "fazendo muita gracinha" deve-se pôr-lhe uma pedra em cima, por isso todo dirigente político de um certo nível foi preso, quer seja Rómulo Betancourt, Jóvito Villalba ou qualquer dirigente político latino-americano que tenha se oposto com firmeza a seus respectivos governos.
Assim que, a partir do dia 6 de julho, quando estando fora do país o canal do Estado começou a vincular-me a Chávez Abarca, soube que, como dizem coloquialmente, estavam me "preparando um falso processo". Supus que eu estava sendo objeto de uma montagem.
Isso me leva à terceira incongruência: em vista de tudo o que foi dito anteriormente, decidi deixar uma mensagem gravada em vídeo, para o caso de me acontecer algo. Gravei a mensagem no sábado 10 de julho e o difundi pelas redes sociais da Internet, ANTES da invasão. Lamentavelmente, por razões técnicas, não pude apresentar o vídeo aqui, porém nele explico claramente que meus adversários políticos queriam envolver-me falsamente com atos terroristas, especificamente com Chávez Abarca, e que proximamente se tomariam ações contra mim para tratar de me calar.
Então eu sou tão louco, e meu senso comum é tão falho que, sabendo que vão executar ações contra mim, supostamente deixo um explosivo em minha casa e o coloco nada menos que na escrivaninha de minha filha de 8 anos. Insisto então, senhor juiz, que devemos mudar a qualificação do delito: não me acusem de "terrorista", senão de ser um tremendo louco.
Passemos agora a analisar a quarta incongruência: um dia ANTES da invasão, no domingo 11 de julho, o semanário "La Razón" publicou uma nota advertindo que o SEBIN (Serviço Bolivariano de Informação Nacional) ia invadir minha casa, com relação ao caso Chávez Abarca. Ao promotor e demais funcionários que estiveram em minha casa, disse-lhes:"senhores, eu já os estava esperando", e em seguida mostrei-lhes o semanário "La Razón".
Lá se explicava claramente que Chávez Abarca havia fornecido uma lista de seus prováveis cúmplices, dentre os quais supostamente se encontrava Peña Esclusa. E também dizia textualmente que "nos próximos dias haverá invasões de domicílio em Caracas". Considerando que eu me dedico à política, é minha obrigação estar informado mas, além disso, nesse domingo o telefone não parou de tocar, advertindo-me de que o SEBIN invadiria minha casa nas próximas horas, segundo informava "La Razón".
Os explosivos nunca estiveram na minha casa mas, na hipótese negada de que estivessem lá, o mais lógico é que eu os tirasse dali de imediato. As incongruências assinaladas deixam claramente dois pontos: primeiro, eu sabia que a invasão era não só possível senão iminente, portanto, é totalmente inverossímil que eu guardasse substâncias explosivas em minha casa. Segundo, não tinha nenhuma intenção de fugir, não tenho a intenção de sair do país, mesmo que me ponham preso e lá eu apodreça.
Meu trabalho como político é dar a cara pelo que eu penso, e não vou deixar de cumprir com meu dever de defender meus ideais, nem por temor à prisão nem por nenhum outro motivo. Aqui está um homem falando com o coração, um homem que ama a Venezuela. Estou orgulhoso de me comportar como estou me comportando. Não fujo, mesmo que queiram me encarcerar.
Agora queria falar de algumas irregularidades em torno do meu caso, além dos já assinalados por meus advogados de defesa em diversos escritos.
Primeiro: há vários anos houve uma campanha contra mim por parte dos meios de comunicação oficiais e, inclusive, por parte de altos funcionários do governo. Vendeu-se uma imagem equivocada de minha pessoa, me atribuíram publicamente crimes terríveis, porém nunca apresentaram provas, nem comprovou-se nenhuma dessas acusações verbais. Na minha opinião, se fez isto para dar credibilidade a qualquer delito que se queira imputar contra mim. Com isto quero dizer que me julgaram e condenaram mas não ante um tribunal, senão ante a opinião pública.
Segundo: se Chávez Abarca era tão perigoso, se pretendia desestabilizar o Estado, por que o deportaram para Cuba? Por que não fizeram uma prova antecipada? Por que não permitiram que eu o visse aqui? O enviaram a Cuba e agora não podemos saber se o que disse é certo ou não. Têm que se basear naquilo que um funcionário da polícia disse. Porém, por que acreditar em suas supostas declarações, se é que na realidade as deu? Se altos funcionários deste governo dizem que as declarações dos terroristas do ETA não têm nenhuma credibilidade, por que as desse presumível terrorista têm?
Terceiro: quero referir-me à invasão. Lá ocorreram várias irregularidades. Entraram em minha casa ao redor de 20 funcionários. Ao me ver, dois funcionários apontaram duas pistolas contra mim. Me algemaram e me imobilizaram, sem ainda ser imputado. Colocaram-me em uma esquina onde eu não podia ver o que estava ocorrendo na minha casa. Ademais, estávamos preocupados por nossas filhas que acreditavam que aquilo era um assalto ou um roubo. Estavam chorando.
Nós não pudemos supervisionar a visita domiciliar. Entraram pessoas vestidas de civil, com bolsas tipo "koala". Cinco funcionários que aparecem assinando a ata não estavam autorizados judicialmente para participar da invasão. Ademais, não deixaram meu advogado entrar, embora ele estivesse parado na porta. Porém, o que mais me preocupa é a maneira como se comportaram os funcionários. Eles ocuparam todos os cômodos da casa simultaneamente, o qual se presta para qualquer tipo de irregularidade, como de fato ocorreu. Não havia forma de supervisionar o que estavam fazendo.
Devo dizer algo muito duro. Eu não posso assegurar que algum desses funcionários plantou a evidência, porém posso dizer sim, que nessa invasão eles roubaram o dinheiro de minha filha mais velha. Quebraram seu cofrinho e roubaram o dinheiro. Levaram os aparelhos eletrônicos das meninas e isso não está dito na ata, quer dizer, que roubaram. E quem é capaz de roubar, também é capaz de plantar falsa evidência.
Quarto: Tenho motivos para pensar mal, sobretudo tenho motivos para pensar que sou um objeto político. Me algemaram de uma vez. Altos funcionários me condenaram publicamente, quando nem sequer se havia levado a cabo a audiência preliminar. Além disso, presumiu-se sem motivo algum que eu ia fugir do país, quando tudo indicava o contrário. Quer dizer, fiz o contrário de fugir. Estava no exterior e voltei à Venezuela. O fato de que tenham me privado da liberdade é uma prova de que se trata de uma perseguição política.
Se há fartas evidências de que eu sabia de antemão da invasão à minha casa e não quis fugir, por que não estou sendo julgado em liberdade? Por que altos funcionários do governo e as agências do Estado já me assinalam como culpado, se o julgamento nem sequer começou? É este tipo de questionamento que tem levado personalidades reconhecidas dentro do país, e altos dignatários de outros países, a pensar que há um interesse político em me criminalizar e assim o manifestaram publicamente.
Finalmente, queria falar de meu perfil como pessoa, em contraposição ao perfil que me querem imputar. Um homem que tem o perfil de um terrorista é uma pessoa desequilibrada, uma pessoa capaz de assassinar gente inocente colocando bombas. Uma pessoa instável, sem família, que se move de um lugar a outro. Esse não é o meu perfil.
Tenho 56 anos. Não tenho antecedentes penais. Não conheço armas. Sou mais um homem de letras. Meus livros circulam em outros países e foram traduzidos em outros idiomas. Um homem de 56 anos não é tão idiota para colocar explosivos em sua casa. Eu tenho uma trajetória internacional que cuidar. Escrevi vários livros e tenho 20 anos de casado.
O mais importante diz respeito aos dados de minha conta bancária, que o Ministério Público consignou no processo: é que ela foi aberta no ano de 1978, há 33 anos! Tremendo terrorista que usa a mesma conta bancária desde há 33 anos! Sempre vivi em meu apartamento, tenho três filhas que pertencem às Orquestras Sinfônicas Juvenis e Infantis. Tremendo terrorista este, que tem filhas em orquestras e que escreveu livros!
Evidentemente sou vítima de uma montagem. Sou um conferencista. Os senhores sabem em quê me consideram um expert no exterior? Como uma pessoa que dá palestras contra o terrorismo! Os que me montaram este "pente" agiram com pouca inteligência. Em minhas palestras contra o terrorismo dou os argumentos do por que o terrorismo não serve. Dou os argumentos sobre o por que colocar bombas não serve. As bombas têm um enorme problema porque matam gente inocente. Nenhuma causa baseada no terrorismo triunfa politicamente. Minha opinião é que os movimentos políticos que recorrem ao terrorismo todos fracassam.
Pôr bombas não convém a um movimento político, porque as pessoas que recorrem a isso vão se degradando moralmente, eu explico isso em minhas palestras. O terrorismo vai contra minhas crenças morais e espirituais. Se chamarem a DISIP (SEBIN) e perguntarem quem são meus visitantes, vão ver que muitos deles são sacerdotes, inclusive hierarcas da Igreja. Eles conhecem minha forma de pensar e sabem que sou incapaz de ter bombas em minha casa ou recorrer ao terrorismo. Eles sabem que isso que atribuem a mim não tem nenhum tipo de relação com a pessoa que eles conhecem desde há muitos anos, por isso os hierarcas da Igreja me apoiaram publicamente.
Creio que há uma vida eterna. Creio que há um Deus no céu. Creio que há um julgamento, o mais importante de todos, que se chama Juízo Final. Leva-se a cabo quando uma pessoa morre. Nesse julgamento tudo fica a descoberto. Não há artimanhas que valham. Não valem os falsos testemunhos. Não contam as paixões políticas. Porque Deus vê tudo e sabe tudo. Não há forma nem maneira de enganá-lo. Não me agrada prejudicar a outros, à parte de que me agrade fazer o bem, confesso que "tenho temor a Deus". Por isso nunca me ocorreria colocar explosivos.
Amo profundamente meu país. Passarei pelo sacrifício que seja necessário para colaborar com o bem-estar da minha pátria. Isso demonstrei depois de seis meses de estar injustamente privado de minha liberdade. Tenho minha consciência tranqüila e Deus é minha testemunha. Espero que os senhores, ao tomar as decisões que vão tomar, possam também responder pelos seus atos diante de Deus Todo-Poderoso. O Grande Juiz, a quem ninguém pode enganar.
Em resumo: me acusa uma testemunha a quem nunca vi e que nunca poderei ver porque foi enviado a Cuba. Me acusa um informe de um homem que não assinou seus supostos depoimentos. Conseguem explosivos em minha casa, quando é evidente que eu sabia da invasão domiciliar. A invasão mesma esteve repleta de irregularidades. Podendo ter saído do país em diversas oportunidades, eu não o fiz. Tenho poderosos adversários políticos que desenvolveram uma maciça campanha contra mim, e que queriam ver-me preso. E minha forma de pensar e de viver demonstram claramente que sou o contrário de um terrorista e que me oponho com firmeza ao terrorismo.
Para terminar, quero dirigir-me ao senhor, com todo o respeito senhor juiz:
Acredito que todas as irregularidades que foram estabelecidas o senhor as conhece bem. O senhor já sabe as causas pelas quais meu advogado solicitou sua renúncia. O senhor sabe que Chávez Abarca nunca deu esse depoimento. O senhor também deve saber que há uma campanha política contra mim. O senhor juiz sabe que sou objeto de ataque político muito forte e que isso desvirtua uma grande quantidade de coisas, e quando alguém vê essas irregularidades que eu expressei aqui, isso me leva a pensar que aqui há uma parcialização de algum tipo.
Não critico que o senhor tenha uma militância política, mas creio que isso tira a imparcialidade do senhor. Na audiência de apresentação o senhor fez um discurso político. Tenho razões bem fundadas para duvidar de sua imparcialidade, por isso quero exercer meu direito cidadão de recorrer ao Artigo 86 do Código Orgânico Processual Penal, e desejo rejeitá-lo neste momento.
Agradeço a paciência que teve em me escutar, porém estou sendo objeto de uma canalhice que não tem nome.
Minha intenção não foi a de ofender ninguém.
É tudo".

Tradução: Graça Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".