Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Cresce nossa mobilização contra o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo, que criminaliza práticas comuns na Internet no Brasil, como a troca de arquivos P2P e o anonimato na rede.
Em 2008 o projeto foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado à Câmara dos Deputados para nova tramitação. Com sua ajuda, ao assinar a petição online contra esse AI-5 Digital, e com dezenas de atos públicos por todo o Brasil, conseguimos emperrar a votação do Projeto de Lei, mas ele ainda é uma ameaça à nossa liberdade e privacidade. Conseguimos também fazer com que o Ministério da Justiça lançasse uma consulta pública para que o Brasil tenha um Marco Regulatório Civil na Internet. (Leia mais). Precisamos agora que todos os que defendem a Internet Livre entrem no blog www.culturadigital.br/marcocivil ou no twitter www.twitter.com/marcocivile exijam das autoridades nossos direitos! Propomos que sejam considerados direitos dos cidadãos os seguintes pontos:
Todos os brasileiros têm o direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, opção sexual, sem discriminação física ou cultural
Todos internautas têm o direito à acessibilidade plena, independente das dificuldades físicas ou cognitivas que possam ter.
Todos cidadãos brasileiros têm o direito de abrir suas redes e compartilhar o seu sinal de internet, com ou sem fio.
Todos os cidadãos têm o direito à comunicação não-vigiada.
Todo internauta tem o direito à navegação livre, anônima, sem interferência e sem que seu rastro digital seja identificado e armazenado pelas corporações, pelos governos ou por outras pessoas, sem a sua autorização.
Todo interagente tem o direito de compartilhar arquivos pelas redes P2P sem que nenhuma corporação filtre ou defina o que ele deve ou não comunicar.
Todo cidadão tem o direito que seu computador não seja invadido, nem que seus dados sejam violados por crackers, corporações ou por mecanismos de DRM.
Todo brasileiro tem direito a cópia de arquivos na rede para seu uso justo e não-comercial.
Todo cidadão tem direito de acessar informações públicas em sites da Internet sem discriminação de sistema operacional, navegador ou plataforma computacional utilizada.
Toda pessoa tem o direito a escrever em blogs e participar de redes sociais com seu nome, com codinome ou anonimamente.
Todo blogueiro tem o direito de aceitar ou não comentários anônimos, não sendo responsável pelo seu teor.
Amb. Alan Keyes, Professor Olavo de Carvalho and Venezuelan oppositionist leader Alejandro Peña Esclusa met in 03.03.09 in a DC hotel room for an informal and friendly talk. This is the recording of the conversation, where three of the most prominent conservative voices in their countries...
Uma das primeiras lições que o esquerdista aprende no cursinho de mistificação é que chamar seus oponentes intelectuais de "fascistas" constitui a maneira mais eficiente de simular autoridade moral e inteligência superior. É uma palavrinha mágica. Nas ocasiões em que o esquerdista se vê encurralado (resumindo, quando o esquerdista enfrenta alguém com os neurônios sadios), ele estufa o peito, despeja o "fascista!" e sai de cena com o nariz empinado, transbordando presunção. Esquerdistas gostam de se apresentar como defensores da liberdade. É uma mentira grotesca, alimentada por semântica deturpada, valores invertidos e muita, muita propaganda.
Acaba de ser lançando no Brasil o livro Fascismo de Esquerda, escrito pelo americano Jonah Goldberg. Analisando "a história secreta do esquerdismo americano" (é o subtítulo), Goldberg mostra a semelhança de idéias entre os liberals dos Estados Unidos (lá, liberal significa esquerdista) e os fascistas. Friedrich Hayek dizia o mesmo em 1944, com o magistral O Caminho da Servidão (baixe-o de graça, bem como muitos outros livros essenciais, na LIVRARIA VIRTUAL do super blog LIBERTATUM clcando aqui). Na época, a crença nos benefícios do socialismo reinava entre os políticos e intelectuais ingleses. O próprio Hayek simpatizou com o socialismo na juventude. Mas ele notou, partindo do estudo da economia, que a crescente primazia do Estado sobre o indivíduo propicia o estabelecimento de um regime totalitário. De favor em favor, e geralmente sem que os governados percebam, o Estado benfeitor se transforma no monstro. Hayek escreveu o livro como advertência e o dedicou "aos socialistas de todos os partidos".
São intermináveis os exemplos do fascismo de esquerda no Brasil do PT. O caso mais recente: a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram uma emenda à Constituição que obrigará os pais a entregar seus filhos de quatro anos à escola. O esquerdista dirá: "Certíssimo. O Estado tem a obrigação de garantir educação e quanto mais cedo melhor". A educação estatal é um direito, recitará o esquerdista. Por aí vocês vêem qual é a noção de liberdade dessa gente: é um direito, mas eu não tenho a liberdade de rejeitá-lo. Educar os filhos de forma privada dá cadeia.
No noticiário, a PEC 96A/03 foi tratada como uma emenda para destinar mais dinheiro ao MEC, o que já é trágico (mais dinheiro do brasileiro no lixo). No entanto, o mais grave é que a PEC torna compulsório o ensino para crianças e jovens de quatro a 17 anos. Nossos parlamentares nem se preocuparam em consultar os pais. Por que deveriam? A idéia da autoridade paterna não lhes passa pela cabeça. A tutela estatal vale mais. A escola é um parque de diversões para a doutrinação dos alunos com esquerdismo e correção política. Agora a operação ficará mais fácil para os burocratas do MEC. O que pode ser melhor para eles do que ter à disposição crianças de quatro anos de idade?
Vão dizer que sou paranóico. Que sou exagerado. Que sou conspiracionista. Não importa. É o preço a pagar por não ser de esquerda, nem acreditar na conspiração certa (que foram os judeus, ou a CIA, que explodiram as Torres Gêmeas, por exemplo). Leiam primeiro o que digo em seguida. Depois, podem me chamar do que quiserem.
Mais uma vez, o Rio de Janeiro é palco de uma batalha sangrenta entre narcotraficantes e policiais. Mais uma vez, o noticiário é preenchido com cenas de guerra e de barbárie, com helicóptero da polícia abatido a tiros, ônibus queimados etc. Mais uma vez, a rósea e ufanista propaganda oficial feita para as Olimpíadas de 2016 é manchada pela violência urbana sem controle. Mais uma vez, ouvem-se vozes repetindo a mesma velha e surrada ladainha, os mesmos lugares-comuns, tão óbvios quanto ocos, sobre "Estado paralelo", "terrorismo", "guerra civil", "necessidade de segurança", "ausência do Estado" etc. etc. Mais uma vez, serão ouvidas vozes de espanto e lamento. Mais uma vez, irão focar no secundário e perder de vista o essencial. Mais uma vez...
E assim será, ad infinitum, até a próxima batalha dessa guerra sem fim. Pelo menos enquanto a imprensa e a opinião pública, que nada mais é do que uma extensão da primeira, insistirem em bancar o cego, o surdo e o mudo e se recusarem a ligar os pontos. Como ninguém se habilita, é isso que eu faço aqui.
A primeira coisa a se levar em conta é que nem o Rio de Janeiro, nem qualquer outro Estado brasileiro, produz um grama de cocaína. De onde ela vem, então? Até uma criança sabe: vem do exterior, de países vizinhos como a Colômbia e a Bolívia, passando cada vez mais, nos últimos anos, mais ao norte, pela Venezuela. E quem produz toda essa droga comercializada nos morros cariocas? Novamente, a resposta está na ponta da língua: os principais produtores e distribuidores mundiais são os narcoguerrilheiros marxistas das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia; na Bolívia, a produção de coca é defendida com unhas e dentes, como "tradicional", pelo governo de Evo Morales.
Muito bem. Já sabemos de onde vem e quem fornece a droga. Agora vejamos o que faz - ou melhor: não faz - o governo brasileiro, o governo Lula, a respeito.
O governo Lula se recusa a considerar as FARC uma organização terrorista, assim como Morales como um narcotraficante, apesar de a realidade dizer o contrário. O motivo? Tanto as FARC como Morales são parceiros do PT, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Foro de São Paulo. O que é o Foro de São Paulo? É uma organização revolucionária que congrega os principais partidos e movimentos de esquerda do continente, fundada em 1990 por Lula e Fidel Castro para, como está nos seus documentos, "restaurar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". O que "se perdeu" no Leste Europeu no final dos anos 80? O comunismo. O que desejam as FARC, Morales, Hugo Chávez e o PT? Resposta: derrubar o capitalismo e substituí-lo por uma nova ordem social, pretensamente superior - com eles no topo, claro.
Já vimos o porquê. Agora vejamos o como. Antes, uma pequena lição de História.
Desde a década de 30, os intelectuais marxistas escolheram os marginais como força potencialmente revolucionária, pintando-os como vítimas do capitalismo e como rebeldes sociais. De Lampião a Fernandinho Beira-Mar (capturado, aliás, num acampamento das FARC na Colômbia), passando por todos os tipos de criminosos e assassinos, a esquerda elegeu esse setor do lumpemproletariado como a vanguarda da transformação social.
Sobretudo a partir dos anos 60, com a Escola de Frankfurt e, principalmente, com os escritos de Herbert Marcuse, seu expoente mais popular, a classe operária, vista como cada vez mais "aburguesada", passou a dar lugar a novos atores, vale dizer os estudantes e, cada vez mais, os criminosos, a escória da sociedade, como a "vanguarda da revolução". O culto às drogas, generalizado a partir dessa época - não por acaso, nas universidades -, passou a ser entusiasticamente estimulado pelos serviços de espionagem da antiga URSS, como uma maneira de enfraquecer a sociedade ocidental capitalista e destruir por dentro seus valores e instituições, como a moral cristã, a família etc. Isso é relatado inclusive em vários livros, infelizmente desconhecidos por aqui, como Red Cocaine: The Drugging of America and the West, de Joseph D. Douglass, Christopher Story e Ray S. Clyne (London, Harle, 1999) e as memórias do ex-general tcheco Jan Sejna, We Will Bury You (Sidgiwick & Jackson, 1985). (Recomendo também o excelente The World Was Going Our Way: The KGB and the Battle for the Third World, de Christopher Andrew e Vasily Mitrukhin [Basic Books, 2005], que mostra com riqueza de detalhes como o plano comunista de dominação mundial estava longe de ser uma fantasia de alguns reacionários de direita.)
Desde então, a glamourização do crime e do vício tornou-se uma constante, sendo sistematicamente reproduzida e difundida por meio do cinema, do teatro, da literatura, das artes plásticas e da televisão. Popularizou-se, desse modo, a idéia do "seja marginal, seja herói", apregoada em pôsteres e cartazes. Ao mesmo tempo, a esquerda apropriou-se da causa dos direitos humanos, instrumentalizando-a. Primeiro, como ferramenta em causa própria, nos anos do regime militar (como se os terroristas, chamados aqui de guerrilheiros, tivessem algum compromisso com os direitos humanos), e depois, a favor de bandidos comuns. A tal ponto chegou essa manipulação dos direitos humanos pela esquerda - sempre contra a polícia, sempre a favor da bandidagem -, que existe hoje uma "Bolsa-Bandido", destinada a não deixar desamparada a família de estupradores, ladrões e assassinos, enquanto suas vítimas não contam com nada parecido, permanecendo à míngua (não por acaso, na percepção popular, a idéia de direitos humanos continua a ser entendida como "direitos humanos para bandidos", o que não está muito longe da verdade).
No Brasil, a aliança dos revolucionários marxistas com a bandidagem se esboça na década de 30, com as tentativas de contato do PCB com os cangaceiros de Lampião no Nordeste. Essa aproximação, que obedecia a uma diretriz da Internacional Comunista em Moscou, porém, falhou. Ela só se consolidaria a partir dos anos 70, com a troca de experiências na cadeia entre terroristas e presos comuns, que deu origem à principal facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, e, mais tarde, ao PCC em São Paulo. Logo os bandidos trataram de copiar as táticas e até a linguagem das organizações armadas de esquerda, imitando sua forma de organização e até os chavões ideológicos contra o "sistema". A partir da década de 80, sucessivos governos populistas de esquerda, como os dois de Leonel Brizola (1983-1987 e 1991-1995), trataram de agravar o problema da violência urbana, mediante a negligência proposital e até o estímulo à ocupação desordenada dos morros e à expansão das favelas cariocas: a polícia foi proibida de subir as favelas, vistas não como problema, mas como "solução", enquanto o governo se locupletava com os chefões do jogo do bicho. As favelas foram transformadas, assim, em território livre do narcotráfico, que passou a ditar as regras nas comunidades carentes (o tal "Estado paralelo").
Tudo isso que está aí em cima não é nenhum segredo. Os próprios criminosos já deixaram claro o papel da esquerda na consolidação e expansão do crime organizado em lugares como o Rio de Janeiro. Um dos fundadores do Comando Vermelho, William da Silva Lima, o "Professor", escreveu até um livro, Quatrocentos contra Um: Uma História do Comando Vermelho (Iser-Vozes, 1991), no qual dá todo o serviço, explicando como a criminalidade carioca bebeu na fonte de Lênin e Carlos Mariguella. No livro (que virou filme, a ser lançado em breve), ele explica como o germe do Comando Vermelho nasceu no presídio da Ilha Grande, no começo dos anos 70, a partir da convivência com terroristas de esquerda presos que instilaram nos bandidos comuns a "idéia socialista".
Os narcotraficantes de hoje estão apenas aplicando na prática o que aprenderam no convívio com seus comparsas esquerdistas, décadas atrás. E, hoje, dedicam-se a aplicar esses ensinamentos com mais intensidade, graças ao apoio, velado ou não, de governos constituídos como o de Lula e de Evo Morales. Relatórios de serviços de inteligência dos EUA e de outros países vêm apontando, nos últimos anos, que a Venezuela de Hugo Chávez se transformou em valhacouto das FARC e no novo corredor do tráfico de drogas da América do Sul para os EUA e a Europa. E também para o Brasil. Está claro que Chávez dá guarida e dinheiro, inclusive lança-mísseis, aos narcoterroristas das FARC, como foi descoberto há alguns meses. Todos sabem que Chávez é companheirão de Lula, e que este justifica todas as suas traquinagens. Assim como todos sabem que o "embaixador" das FARC no Brasil, o ex-padre Olivério Medina, anda solto por aí, sob a proteção do governo brasileiro.
Então, entenderam como e por que se chegou a esse estado de coisas? Ou terei que desenhar para ficar mais claro?
A guerra de gangues nas favelas e na periferia das grandes cidades pela posse de bocas-de-fumo é apenas a diminuta ponta de um imenso iceberg, o estágio final de um enorme esquema revolucionário que tem sua origem nas florestas colombianas e em refrigerados gabinetes oficiais. Diante disso, entregar a responsabildade pela segurança pública ao PT, a Lula e a Tarso Genro é como deixar um louco armado até os dentes tomando conta de um jardim de infância. É como colocar a cabeça na guilhotina e pedir que o carrasco apare apenas as pontas do cabelo. Dessa gente, não se deve esperar nada além da cumplicidade com o crime. É essa a missão deles, sua tarefa revolucionária.
Quem pode negar que o que está escrito acima corresponde unicamente aos fatos, e não a opiniões? Mas, infelizmente, quem fala essas coisas é tachado imediatamente de paranóico, teórico da conspiração, extremista, louco. Enquanto a imprensa e a opinião pública continuarem tratando os 50 mil mortos por ano pelo crime organizado no Brasil como uma simples anomalia, em vez de parte de um gigantesco e bilionário esquema revolucionário internacional; enquanto continuarem a enxergar os governantes atuais como parte da solução, e não do problema, recusando-se a ver a conexão entre estes e a criminalidade, não farão nada além de enxugar gelo e correr atrás do próprio rabo. Enquanto isso, todos vão continuar a lamentar e a chorar. Mais uma vez.
P.S.: Já tinha terminado de escrever o texto acima quando li, na internet, o texto a seguir, de autoria de Hélio Penafiel. Não tenho a menor idéia de quem é Helio Penafiel. Mas, devo dizer, o texto que ele escreveu resume com clareza e objetividade o que venho afirmando sobre o PT e suas relações com o crime organizado.
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O PCC DE TERNO
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Por Helio Penafiel
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São intrigantes as coincidências do PT no governo, com o PCC dos presídios.
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- Tal qual o PCC das cadeias, todos membros do PT contribuem com um percentual de seus ganhos para o partido ou facção.
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- O PT explora as empresas de ônibus e empresários no ABC paulista e em outras cidades. Comprovado por CPI.
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- O PCC explora as Vans de transporte público da grande São Paulo. Comprovado pela polícia.
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- O PCC assalta bancos e empresas, agindo em quadrilhas organizadas.
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- O PT assalta os cofres públicos do Estado com uma quadrilha organizada formada por amigos e membros do governo Lula, conforme comprovado pela CPI.
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- Ambos utilizam os recursos roubados para enriquecimento pessoal e fortalecimento de suas organizações. Comprovado por CPI.
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- Tanto o PT como o PCC são fundamentados na ideologia comunista, ou de “esquerda”. Ambos possuem relações com as FARC, que têm fortes laços com Hugo Chávez, o grande amigo de Lula.
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- Tanto o PT como o PCC, eliminariam seus inimigos. Vide Celso Daniel e as testemunhas do caso, Toninho do PT, e aquele presidente do sindicato, morto pelo sindicalista Zezé em Santo André, entre outros tantos.
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- O PCC odeia os policiais. O PT odeia os militares, o que no fundo é o mesmo...
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São tantas as coincidências entre as duas organizações que se poderia considerar o PCC como um PT carcerário; e o PT do governo Lula, como um PCC Estatal ou Chapa Branca.
O título deste artigo do ESTADÃO é este abaixo e o vídeo acima explica muito bem o porque desta situação:
40% dos viciados começam a se drogar antes dos 12
Estudo foi feito por centro do Estado que trata dependentes; defasagem escolar é uma das sequelas do uso de entorpecentes na infância
Fernanda Aranda
Levantamento recém-concluído pelo Centro Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) mostra que em São Paulo a dependência química começa ainda na infância. O acompanhamento de 112 jovens atendidos na unidade mostrou que, em média, quatro em cada dez deles começaram a usar entorpecentes, lícitos ou não, antes dos 12 anos de idade. Das crianças e adolescentes recebidos no local - uma das únicas referências públicas no atendimento -, 17 deles têm entre 7 e 9 anos de idade, fase em que ainda há troca de dentição.
A pouca idade que apareceu na amostra estudada pelo Cratod é ainda menor do que a faixa etária detectada em outros levantamentos. A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), por exemplo, em seus dados estatísticos sobre o uso de drogas psicotrópicas, aponta que entre os estudantes dos Ensino Fundamental e Médio das 27 capitais brasileiras, a idade relatada para o primeiro uso de crack é de 13,8 anos. Entre as crianças estudadas no centro estadual de São Paulo, bebida alcoólica e cigarro são citados em índices semelhantes ao de maconha, inalantes e crack.
A defasagem escolar desponta como uma das sequelas do uso de drogas na infância, uma vez que 33% dos meninos com menos de 11 anos que participaram da pesquisa estão fora da escola. Mas a distância da sala de aula não é o único impacto social mapeado. "A maior parte deles, cerca de 70%, cumpre medidas socioeducativas na Fundação Casa", afirmou o autor do estudo e coordenador do Programa de Adolescente do Cratod, Wagner Abril Souto. "O restante está em algum abrigo, ou porque viviam em situação de rua ou sofriam algum tipo de violência doméstica", disse o pesquisador.
Essa geração de meninos dependentes de drogas pesadas faz parte da história dos 20 anos de crack na cidade de São Paulo - a primeira apreensão policial paulistana foi em 1989. O estudo também sugere a influência dos pais no comportamento destrutivo dos filhos. Das crianças e adolescentes que participaram do levantamento, que teve início no ano de 2007, 39% informaram que os pais têm problema com o uso de álcool. Além disso, 6% disseram conviver com mãe e pai que usam crack em casa.
Para Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), ligada à Unifesp, apesar de o espelho hereditário ter influência no uso precoce de drogas, a explicação para os produtos ilícitos estarem mais próximos das crianças e adolescentes é outra. "A droga é um fenômeno urbano. Os preços têm ficado cada vez mais baratos, a distribuição mais eficiente e o tráfico mais profissionalizado", disse Laranjeira. "E a resposta do governo, em programas e projetos, não é eficaz. Isso facilita o acesso."
FUTURO AMEAÇADO
Enquanto as pesquisas evidenciam a iniciação cada vez mais cedo na rotina da dependência, outros estudos enfatizam o destino complicado dos usuários. Laranjeira acompanhou por 12 anos 124 dependentes de crack da capital paulista. A maioria foi vítima de morte violenta - os homicídios responderam por 17,6% dos casos ainda nos cinco primeiros anos de uso da substância ilícita. Os que conseguiram "driblar" os assassinatos esbarraram na aids, uma vez que o HIV matou um terço deles. Menos de 10% dos pacientes estudados morreram de overdose.
Não são apenas as drogas ilícitas que encurtam a sobrevida dos dependentes. Segundo dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (Proaim), computados pelo Estado, entre 2003 e 2008, morreram 45 pessoas na cidade com menos de 29 anos vítimas de alcoolismo - o que também indica início precoce, pois os prejuízos físicos do álcool demoram até uma década para aparecer.
Além das pesquisas, os agentes que saem a campo também têm encontrado crianças e adolescentes. Na cracolândia - circuito de ruas na região central paulistana onde há a maior boca de fumo a céu aberto -, os agentes que participam da Operação Centro Legal estimam que 10% dos abordados têm menos de 18 anos. Desde julho, a Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a polícia, está no local na tentativa de resgatar os usuários. No período, foram 27.865 abordagens de dependentes e 1.645 encaminhamentos ao tratamento médico.
Vote e divulgue esta mensagem a todos os seus amigos para que votem "não" ao PLC 122/2006 em enquete do Senado
Julio Severo
Parece muito mais do que coincidência que, no mês de novembro quando a senadora petista Fátima Cleide está determinada a avançar o PLC 122/2006 custe o quanto custar ao Brasil, o Senado faz vista grossa às manobras dela, anula resultados da enquete anterior favoráveis aos sentimentos da própria população brasileira e refaz uma enquete que, do ponto de vista técnico, é uma grande furada.
Apesar disso, a redoma do Senado ou do PT não permite que Fátima Cleide aceite a realidade do Brasil. E a enquete, feita propositadamente ou não para que crianças de cinco anos votem quantas vezes quiserem, vem no mesmo passo do PT em geral e de Fátima Cleide em particular: manobras, manobras e manobras.
Se votarmos em número suficiente, o Senado provavelmente anulará os resultados. Se permitirmos que o voto "sim" prevaleça, Fátima Cleide usará os resultados como prova de que o Brasil pensa como os habitantes da redoma.
Mas não fique só no voto. Incomode os habitantes da redoma do Senado com seus telefonemas, emails e outros contatos. Visite os senadores do seu estado em suas respectivas localidades. Ajude-os a entender que, fora da redoma do PT e dos radicais grupos homossexuais, 99% da população pensam normal: homossexualismo não é bom para o país, para a sociedade e para as famílias. Homossexualismo e homossexualidade não são bons para ninguém.
Um estudo de autoria do Prof. Franklin Goldgrub sobre a matéria de RenataMalkes no Globo do RJ a respeito da cerca de segurança de Israel e sua comparação com o Muro de Berlim.
Para mandar sua crítica à RenataMalkes, basta clicar aqui
A falta de isenção de RenataMalkes e do Globo absolutamente não são nenhuma novidade. Mas o que chama a atenção é a falta de vergonha em ao menos disfarçar a parcialidade nesta matéria. Intitulada, " Derrubada Também Na Cisjôrdania: Ativistaspalestinos aproveitam a data para escalar e destruir trecho do muro erguido por Israel", o texto não passa de reprodução copy/paste da fala de porta vozes dos principais grupos palestinos. Não há UMA entrevista com algum responsável israelense. Não se apresenta as estatísticas que mostram a queda de 93% nos atentados desde a construção da Cerca. Sim, cerca. Já que o muro em si representa menos de 7% do traçado da barreira. Omissão sem fim de informações.
Curiosamente, dependendo da necessidade e da convêniencia, Renata adapta seu discurso ao momento. Há cerca de dois anos, no Globo Repórter especial de 60 anos de Israel, o "Muro" virava Cerca, estas estatísticas eram apresentadas e se falava ainda das correções no traçado impostas pelo Supremo de Israel para evitar perdas e danos aos palestinos. A produtora do programa? RenataMalkes. Agradecemos a Renata pelas aulas de bom jornalismo e da adaptação das circunstâncias e da "verdade" as suas necessidades pessoais.
Agora com a palavra, o Prof. Franklin Goldgrub:
O muro de defesa de Israel e seus críticos
Menos civis israelenses morreram em conseqüência de ataques palestinos, em 2006, do que em qualquer outro ano desde que a intifadapalestina começou em 2000. Os militantes palestinos mataram 23 israelenses e turistas estrangeiros em 2006, em comparação com o número máximo de 289 atingido em 2002, no auge da intifada. Mais significativo ainda, o número de ataques com homens-bomba suicidas em Israel foi quase reduzido a zero. No último ano apenas dois homens-bomba suicidas conseguiram infiltrar-se em Israel, matando 11 pessoas e ferindo outras 30. Em quase nove meses quase não houve qualquer ataque suicida a Israel, o período mais longo sem ataques desde 2000. (...) Uma porta-voz das forças armadas israelenses disse que um dos fatores mais importantes desse êxito é a controversa barreira de separação construída por Israel, uma rede de 400 quilômetros que continua a crescer, feita de paredes de concreto, cercas de alta tecnologia e outros obstáculos, que se ergue em partes da Cisjordânia (Judéia e Samária). “A barreira de segurança foi feita para parar o terror e é isso que está fazendo”, disse a capitã NoaMeir, uma portavoz das Forças Armadas de Defesa de Israel. (...) “Os críticos reconhecem, a contragosto, que o muro é eficaz em evitar os ataques, mesmo quando se queixam que a sua trajetória deveria ter seguido a fronteira entre Israel e os territórios palestinos conhecida como “linha verde” (...) A portavoz das Forças Armadas de Defesa de Israel disse que, " as operações militares israelenses que desarticularam os planos de ataque dos militantes da Cisjordânia também merecem crédito pela diminuição das baixas israelenses”.Nissenbaum, Dion (10 de janeiro de 2007). "Taxa de mortes de civis israelenses assassinados por palestinos caem a seu nível mais baixo em 2006”. Washington Bureau. McClatchyNewspapers (16-04- 2007).
“… há uma barreira de separação que é um obstáculo à resistência. Se ela não estivesse lá, a situação seria inteiramente diferente”. (Declaração de RamadanAbdallahShalah, líder da Jihad Islâmica Palestina, ao Al--Manar, canal de TV do Hezbollah, em 11 de novembro de 2006).
“...por exemplo, eles construíram uma barreira de separação na Cisjordânia. Não negamos que isso limita a nossa capacidade de resistência, nossa capacidade de penetrar profundamente para levar a cabo ataques suicidas, mas a resistência não se rendeu nem se tornou impotente, e está buscando outras maneiras de cumprir os requisitos de cada estágio da luta”. (Declaração feita ao jornal Al-Sharq, do Qatar, em 23 de maio de 2008, pelo mesmo RamadanAbdallahShalah, líder da Jihad Islâmica Palestina).
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A diminuição, quase extinção, dos ataques terroristas levados a cabo por homens-bomba, já foi alcançada com a construção de metade da barreira, cuja extensão total prevista é de quase 800 quilômetros. As unidades do exército e da polícia de fronteira podem concentrar-se nas regiões onde a infiltração permanece possível, otimizando assim a defesa contra o terror.
Como acontece costumeiramente, as organizações terroristas são muito mais sinceras em suas declarações do que as Ongs e os jornalistas cuja posição anti-israelense antecede e impede qualquer exame isento do conflito. Os críticos ocidentais, que contestam o muro a partir de considerações apresentadas como humanistas, argumentam que a barreira afeta o cotidiano da população da Cisjordânia, separando-a da terra que cultiva e criando enclaves, ou seja, cidades e povoados totalmente cercados, entre os quais a circulação fica prejudicada ou mesmo impedida.
Entretanto, os sucessivos governos israelenses têm assinalado que a barreira, cuja parte de concreto é inferior a cinco por cento da extensão total, não é definitiva e pode ser facilmente removida, caso a Autoridade Palestina desmantele as milícias terroristas e impeça os ataques contra Israel perpetrados a partir do seu território.
A decisão de construir o muro decorreu da constatação de que essa possibilidade permanece remota. A oficialização da Autoridade Palestina coincidiu com a criação de uma infra-estrutura beligerante que entrou em funcionamento após o fracasso dos acordos de Oslo. Qualquer exame superficial do sistema educacional, da mídia e dos sermões proferidos por autoridades religiosas mostra que o ódio não só a Israel mas aos judeus é parte integrante do dia a dia da população árabe da Cisjordânia e de Gaza. Prepara-se dessa maneira o caldo de cultura responsável pelo recrutamento de terroristas. Conseqüentemente, o planejamento e a execução de ataques desferidos contra cidadãos israelenses — quer sejam judeus, árabes, circassianos, drusos, beduínos ou turistas estrangeiros — prossegue ininterruptamente.
A preocupação com o bem estar da população da Cisjordânia não se estende via de regra aos cidadãos israelenses. Os militantes das referidas Ongs, auto-denominadas pacifistas, bem como os jornalistas que por princípio criticam a existência do estado judeu, proferem diariamente suas acusações a qualquer medida de auto-defesa empregada por Israel, quer por meios militares quer através de bloqueios de estrada e/ou mediante a barreira anti-terrorista. Mais de mil pessoas foram assassinadas pelas milícias entre 2000 e 2003 e o número de feridos e mutilados é sete vezes maior. A mídia e as ONGs justificaram a carnificina, direta ou indiretamente, dando-lhe o nome de resistência, e concederam a seus autores o estatuto de combatentes, embora a grande maioria de suas vítimas seja constituída por civis desarmados. Esse partidarismo palpável retira qualquer credibilidade às respectivas alegações, que exemplificam notavelmente o uso do critério “dois pesos, duas medidas”. Para a mídia e as Ongs anti-israelenses a defesa dos interesses da população residente na Cisjordânia tornou-se uma prioridade absoluta, exatamente na mesma medida em que a vida e a integridade física dos cidadãos israelenses permanecem desprovidas de qualquer importância.
Inversamente, do lado israelense, todos os cuidados são tomados para preservar a população palestina. A Suprema Corte de Justiça de Israel tem examinado as petições feitas contra a barreira e em muitos casos ordenou a alteração de sua trajetória, sempre que a mudança não afetassesignificativamente os requisitos de segurança. A barreira contém dezenas de aberturas para a circulação de pessoas e mercadorias. Em acréscimo, a sua existência não implica apenas em conseqüências negativas para a população local, porque tem prevenido incursões do exército israelense nas cidades e povoados da Cisjordânia e permitiu a diminuição de controles de estrada. Desse ponto de vista, o muro diminuiu os confrontos armados, favorecendo assim a possibilidade de estabelecer negociações, exatamente o oposto do que é afirmado pelos meios de comunicação e pelos militantes dos movimentos que se dizem pacifistas.
Todos esses aspectos são convenientemente ignorados pelos habituais demonizadores de Israel.
Os críticos mais moderados admitem que o muro é necessário mas lhe objetam a localização, ou seja, o fato de estar sendo construído em “território ocupado”.
Essas alegações deixam de levar em consideração alguns aspectos fundamentais da questão.
O primeiro refere-se a que a soberania israelense sobre a Cisjordânia e Gaza deveu-se a uma guerra de defesa, inserida no conflito caracterizado por sucessivas e contínuas tentativas de destruição do país, iniciadas no exato momento em que foi criado. Efetivamente, a beligerância contra o estado judeu jamais cessou, alternando-se entre as formas complementares dos confrontos militares e das ações terroristas. O direito internacional e o senso comum coincidem em relação ao direito de defesa de qualquer nação que se encontre nessa situação. Na prática, porém, essa prerrogativa é negada somente a um estado: Israel.
Ao contrário do que acontece na região de Gaza, a Cisjordânia tem uma forte concentração demográfica. Entre as cidades e povoados palestinos e os centros urbanos israelenses mais próximos as distâncias podem ser cobertas em meia hora de caminhada. Nessas circunstâncias, qualquer muro de defesa ocupará terras dedicadas à agricultura, prejudicará a circulação de veículos e pessoas e não poderá deixar de afetar, em algum grau, atividadeseconômicas. A atitude dos sucessivos governos israelenses, quer de centro direita ou centro esquerda, é guiada pela diretriz de reduzir os danos. Nesse sentido, a barreira foi planejada com passagens para permitir a circulação de pessoas e mercadorias, assim como foram transplantados pomares afetados pelo muro e construídos túneis para atenuar os impedimentos à circulação entre cidades e povoados palestinos.
Visto que se trata de uma barreira de defesa contra ataques terroristas e não da demarcação de uma fronteira, processo que será objeto de negociações, o local escolhido para o muro obedece a critérios de segurança e não políticos. Sempre que possível, são levados em conta os interesses da população residente, mas, evidentemente, trata-se de uma preocupação subordinada à questão da segurança. O governo israelense evitou ao máximo a utilização de terras de propriedade particular e, quando não foi possível escolher outro rumo, fez acordo com os proprietários, pagando aluguel pelo uso da terra, que não foi confiscada.
Finalmente, o estatuto legal da Cisjordânia, desde 1949, quando foi celebrado o armistício, é o de território em disputa. A respectiva soberania deverá ser decidida em negociações sem condições prévias. A resolução número 242 da ONU, redigida na seqüência ao cessar fogo em 1967, estipula que Israel deverá retirar-se de territórios ocupados e não dos territórios ocupados, no âmbito de um acordo de paz com todas as garantias de praxe, entre as quais, obviamente, a principal é a da renúncia à violência.
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Ainda que o muro de defesa israelense fosse o único do mundo, a sua construção estaria mais do que justificada. Entretanto, ele foi precedido e sucedido por vários outros. Os vinte e cinco membros que compunham a União Européia em 2004 votaram a favor da resolução que condenava Israel pela construção do muro e pediam que o mesmo fosse removido. Entretanto, um mês depois da referida resolução, em agosto, a mesma União Européia abriu uma licitação para a construção de uma barreira de separação entre seus países e os da Europa Oriental, que na época não a integravam, e cuja população emigrava buscando trabalho nas economias mais desenvolvidas do continente.
A índia construiu uma barreira de segurança na fronteira com o Paquistão, em 1989, numa região sujeita à disputa territorial(Jammu e Cachemira), onde qualquer iniciativa de alterar o status quo previamente a negociações havia sido expressamente proibida. Apesar disso, e alegando que mais de 40 mil pessoas haviam morrido em decorrência de atentados terroristas e represálias, o governo da Índia erigiu o muro de defesa.
No mesmo ano de 2002 em que começou a construção do muro em Israel, a Arábia Saudita ergueu uma cerca para prevenir o contrabando de armas e a infiltração de terroristas do Iêmen. A Turquia estabeleceu uma barreira, protegida com minas, para impedir ataques sírios, na província fronteiriça de Hatay. A própria ONU optou pela mesma medida na ilha de Chipre, para garantir a separação entre as populações grega e turca, no âmbito do acordo de transferência graças ao qual o conflito foi solucionado. O Marrocos ergueu a sua barreira de defesa contra a Frente Polisário, respaldada pela Argélia, e também a protegeu com minas.
É desnecessário dizer que, assim como a União Européia, a ONU, a Índia, a Turquia, a Arábia Saudita e o Marrocos condenaram o muro de defesa de Israel.
A Inglaterra, que jamais poupou críticas à barreira israelense, separou as duas Irlandas, a católica e a protestante (incorporada à Grã-Bretanha), de maneira semelhante. Dessa forma foram divididos os 32 condados da ilha, decisão não aceita pelo Eire (Irlanda do Sul). Seguiu-se uma campanha terrorista que resultou em cerca de 4 mil mortes e sete vezes o número de feridos. O Ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, declarou irrelevantes e temporárias as vantagens da cerca anti-terrorista construída por Israel, sem levar em consideração não somente o êxito alcançado em Chipre, na Índia, na Turquia e no Marrocos, mas as barreiras erguidas pelo seu próprio governo na Irlanda...
O muro inglês chegou a dividir bairros católicos e protestantes em Belfast, com paredões que atravessam quintais e, contrariamente às previsões feitas em relação a Israel, os ingleses parecem bem satisfeitos com a sua função anti-terrorista, destinada a impedir as ações do IRA (Exército Republicano Irlandês). De acordo com a costumeira tendência britânica a usar eufemismos, a barreira de Belfast recebeu o nome de “linha da paz”. Talvez não seja apenas um eufemismo. Mas o que impediria então que os políticos ingleses empregassem a mesma expressão em relação à medida idêntica adotada por Israel?
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Ocorre exatamente o contrário. A barreira israelense tem sido comparada com o muro de Berlim e usada para justificar a acusação de “apartheid”.
Nesse sentido, trata-se de uma situação exemplar, que mostra até onde podem chegar a hipocrisia e a dissonância cognitiva quando combinadas.
O muro de Berlim destinava-se a impedir que os alemães residentes na parte oriental da cidade, governada por um regime comunista, passassem para o lado ocidental, cujas condições de vida eram consideradas muitíssimo mais favoráveis pelos cidadãos sujeitos à liderança de Walter Ulbricht.
Não consta, porém, que qualquer cidadão israelense, quer seja judeu, árabe, druso, circassiano ou beduíno, deseje viver sob o regime político oferecido pela Autoridade Palestina. A afirmação oposta, porém, é totalmente verdadeira. Existe um movimento contínuo da população árabe da Cisjordânia (e também de Gaza, quando era possível), em direção a Israel, para trabalhar e usufruir de melhores condições de vida.
A motivação em questão inclui o acesso à cidadania plena, porque em Israel não há qualquer discriminação em relação às diversas etnias que compõem a respectiva população — educação, saúde, habitação, justiça e transporte são direitos inerentes a todos os membros da sociedade. O contrário pode ser dito das ditaduras árabes, onde não muçulmanos são submetidos à condição de“dhimmis” (cidadãos de segunda classe) e nas quais até as minorias islâmicas recebem tratamento desigual, consagrado por lei (sunitas são oprimidos no Irã e xiitas na Arábia Saudita, por exemplo). A discriminação não é apenas religiosa. Do ponto de vista político, acontece o mesmo: membros do Fatah são perseguidos em Gaza e militantes do Hamas na Cisjordânia. Se se quiser comparar o‘apartheid’ sul-africano com as instituições e as leis vigentes no Oriente Médio, todos os países árabes e/ou muçulmanos oferecem excelentes exemplos de práticas semelhantes.
Não é preciso ser um juiz que prima pela isenção para perceber, sem qualquer dificuldade, que o discurso anti-sionista inverte totalmente a realidade quando procura associar Israel com regimes que se tornaram célebres por práticas desumanas. Às cada vez mais freqüentes comparações com o regime nazista, o muro de defesa presenteou em acréscimo os demonizadores de Israel com duas outras analogias igualmente absurdas, a associação com o regime comunista da Alemanha Oriental e com o regime racista que vigorou por décadas a fio na África do Sul.
Tais comparações, no entanto, são sumamente reveladoras, levando em conta que os seus autores situam-se ideologicamente no campo da esquerda. Tudo se passa como se os militantes auto-denominados socialistas projetassem em Israel os crimes dos governos comunistas que oprimiram as populações da Europa Oriental e da Ásia, quer na União Soviética, quer nos países em que o avanço do Exército Vermelho em 1945 foi instituindo regimes comunistas, quer na China, Vietnã, Coréia do Norte e Cambodja.
A essa estratégia de atribuir a Israel — de acordo com a milenar prática de usar o judeu como bode expiatório — as violações dos direitos humanos que caracterizaram a existência, passada e presente, dos regimes auto-denominados socialistas, soma-se o epíteto do colonialismo, associado ao racismo, cujo modelo é a África do Sul, bem como a comparação com as ditaduras da extrema direita, representadas pelo nazismo.
O partido nacional socialista alemão atribuía aos judeus, em simultaneidade, os crimes do capitalismo e do comunismo. O discurso anti-sionista acrescenta a essa acusação, que confere ao povo do livro o dom da ubiqüidade ideológica, mais uma imputação, a de praticante anacrônico do colonialismo.
Já não é possível manter a menor dúvida acerca de que o Tribunal Internacional de Justiça de Haia e o Conselho de Direitos Humanos da ONU repetem, ponto por ponto, as decisões do judiciário alemão em setembro de 1935, que transformou os judeus do país em cidadãos de segunda classe, mediante as célebres Leis de Nuremberg, verdadeiro modelo do racismo legalmente amparado.
Similarmente, Israel foi transformado em país de segunda classe pela ONU. A resolução de 1975 equiparando sionismo a racismo constituiu o prelúdio da situação atual. A decisão do Tribunal Internacional de Justiça sediado em Haia com relação à barreira anti-terrorista construída por Israel, o relatório Goldstone e as resoluções do Conselho de Direitos Humanos são marcos que atestam o caráter absolutamente discriminatório dessa entidade.
A grande maioria dos 191 países que compõem a ONU é constituída por ditaduras. Parcela significativa dos países cujo regime não é ditatorial depende de petróleo ou de petrodólares, o que configura uma maioria automática anti-israelense. Os clientes dos exportadores de petróleo incluem a União Européia e a maioria das nações latino-americanas.
A condenação da barreira de proteção israelense se insere na estratégia de impedir todo e qualquer gesto de defesa por parte do estado judeu, e integra um conjunto de medidas respaldadas pelas resoluções do Conselho de Direitos Humanos e pelo relatório Goldstone.
Após quatro derrotas militares (1948, 1956, 1967 e 1973), as ditaduras do Oriente Médio decidiram entregar a milícias terroristas (Fatah, Hamas e Hezbollah) as fronteiras que antes pertenciam à Jordânia, ao Egito e ao Líbano. A esquerda, derrotada na guerra fria, aliou-se às tiranias árabe/muçulmanas do Oriente Médio, com as quais compartilha tanto as práticas policialescas e belicistas típicas do stalinismo como o ódio às democracias liberais, estigmatizadas como “burguesas”.
Todo e qualquer gesto de defesa de Israel é definido apriori como crime de guerra, toda e qualquer ação terrorista é caracterizada como resistência. Todo ataque a civis israelenses é ignorado, enquanto a morte de civis árabes, usados como escudos pelas milícias terroristas, é caracterizada como violação da convenção de Genebra.
A barreira de defesa atrapalha essa estratégia, já que impede o ataque direto a civis israelenses e diminui as incursões israelenses em áreas habitadas, deliberadamente utilizadas pelas milícias para aumentar o número de baixas da própria população que alega defender.
O terror recorre então a armas de longo alcance, como os qassams disparados desde Gaza pelo Hamas e os katiushas com que o Hezbollah bombardeou o norte de Israel. A mídia e as Ongs, declaradamente anti-israelenses, encarregam-se de “lavar” as campanhas terroristas, chamando-as de resistência, invertendo causa e efeito, enquanto os regimes autoritários, majoritários na ONU, cumprem a outra parte da tarefa, que consiste em condenar todas as ações de defesa empreendidas por Israel.
Na década de 30, os partidos de direita ecoaram as diretrizes nazistas em toda a Europa e boa parte da América Latina. Atualmente, o aparato político e sindical da esquerda tem constituído uma caixa de ressonância considerável, constantemente utilizada para difundir aos quatro ventos a mensagem da demonização de Israel. Poucos, na Alemanha, conseguiram opor-se ao racismo do regime contra os judeus. Poucos, atualmente, conseguem enfrentar a pressão para que adiram à demonização de Israel, considerada de bom tom, atitude quase obrigatória nos meios universitários, políticos e sindicais.
Quando a demonização de Israel deixar de fazer parte do presente para integrar-se à vastíssima história da ignomínia, da injustiça e da vergonha, algo previsível devido à urgência da mudança da matriz energética, aqueles que, como Richard Goldstone, se colocaram a serviço de ditaduras hediondas e de seus vassalos na ONU, serão julgados — se não pessoalmente, certamente como testemunhas do grau de abjeção a que se pode chegar quando a responsabilidade para com a verdade é abandonada.
A grande maioria daqueles que de uma forma ou outra participaram desse processo, como os jornalistas que preferiram obter vantagens pessoais em detrimento da ética profissional e a vasta maioria silenciosa que se calou em nome da conveniência, procurarão, como aconteceu com tantos cidadãos alemães que se beneficiaram do anti-semitismo entre 1933 e 1945, mimetizar-se dissimuladamente aos novos tempos.
A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".