Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ASSISTA O FINAL DO FILME DO LULA!

Fonte: maguilavarig


Após sucessivas tentativas, conseguimos o pedaço final do filme BOMBA sobre a vida do Lula até seus 35 anos, antes dele ficar milionário.

Um furo sensacional!

Alô, "gringada" gaúcha

Fonte: COTURNO NOTURNO
SEXTA-FEIRA, NOVEMBRO 20, 2009




Comece a sua campanha para 2010. Recorte, envie, cole, divulgue. E você, não fique aí parado. Conhece um gaúcho de origem italiana? Mande pra ele!

Eis a última declaração de Tarso Genro, ministro da Justiça e candidato a trazer de volta o caos petista ao Estado do Rio Grande do Sul, para defender um assassino, um homicida, um matador de quatro italianos inocentes. Cuidado, "gringada", que ele pode querer mandar vocês de volta pra terra do "Nono"!

"A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana. O fascismo vem ganhando força inclusive em setores do governo."

A colônia de descendentes italianos é de 30% no Rio Grande do Sul. Todos tiveram direito a obter a sua dupla cidadania italiana, igualzinho à Primeira Dama Marisa Letícia. Nas próximas eleições, não esqueça, "oriundi"!

O erro organizado

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
OLAVO DE CARVALHO | 17 NOVEMBRO 2009


Há anos penso em escrever um livro com o título ou subtítulo de Logica Brasiliensis, recenseando os modelos de argumentação mais em voga nas discussões de mídia neste país e mostrando como são, quase que invariavelmente, puras confusões mentais que adquiriram credibilidade de argumentos pela repetição obsessiva e por nada mais.

Nada de parecido, é claro, com os sofismas da lógica clássica nem com os esquemas de argumentação erística, ou falsa dialética, que Arthur Schopenhauer enumerou em Como Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão. Para fazer uso desses dois tipos de ardis é preciso ter alguma destreza que só a freqüentação habitual dos clássicos pode conferir -- uma condição que, na maior parte dos nossos opinadores públicos de hoje em dia, não se cumpre nem em sonhos, embora fosse comum entre muitos articulistas de quarenta ou cinqüenta anos atrás, autênticos escritores no sentido forte da palavra. Lendo um Álvaro Lins, um Júlio de Mesquita Filho, um Otto Maria Carpeaux, um Gustavo Corção, um José Guilherme Merquior, podia-se encontrar, ao lado de muitos arrazoados sólidos, um ou outro sofisma delicioso, quase inocente, fruto do puro ímpeto de criação literária que se sobrepunha por momentos ao desejo da verdade. Desmontá-los com toda a cortesia do mundo era um prazer que o crítico podia compartilhar até com o próprio autor do erro.

Hoje, não há mais nada disso. Quando algum dos mais notórios "formadores de opinião" atuais espreme seus últimos neurônios para dar ares de verossimilhança àquilo que sabe (ou deveria saber) que é falso, só o que consegue é deformar um pouco mais sua própria inteligência, junto com a do público, especialmente estudantil, que, levado pelo prestígio dessas criaturas, acaba por macaquear seus cacoetes mentais na esperança de dar boa impressão nos debates de botequim ou em alguma lista de discussões na internet. Agravados pela comichão de discutir, que é endêmica no ambiente nacional, a incapacidade e o desleixo, descendo dos mais vistosos modelos públicos até às conversas intergrupais e de família, vão espalhando pela sociedade novos padrões de confiabilidade intelectual aparente, cada vez mais baixos, cada vez mais torpes, até o ponto em que, no conjunto, se torna praticamente impossível entender qualquer coisa com base no que os brasileiros estão dizendo dela.

Pode parecer que estou carregando demais nas tintas, mas não esqueçam que venho coligindo exemplos de inépcia letrada desde os tempos do primeiro Imbecil Coletivo (1995). O mostruário de que hoje disponho permite não só apreciar o agravamento progressivo do estado de penúria intelectual reinante, mas também discernir, por trás da maçaroca de enormidades, algumas constantes mentais, alguns esquemas de pensamento errado e grosso que se repetem e, espontaneamente, se organizam numa espécie de sistema: o sistema das razões convencionais de credibilidade, todas elas sem credibilidade nenhuma, que se tornaram meios de prova altamente persuasivos e respeitáveis para a maioria dos brasileiros opinantes.

É a esse sistema que chamo logica brasiliensis. Ela constitui-se inteiramente de erros de leitura, distinção precária entre palavras e coisas, falta de senso das proporções, imprecisões monstruosas de vocabulário, confusões entre diferentes níveis de predicação, misturas de gêneros (e de gêneros com espécies), e demais calamidades da mesma ordem, as quais não denotam apenas ou propriamente falta de cultura e treino, mas falta daquele instinto lógico elementar que é próprio do ser humano enquanto tal e que até os mais iletrados possuem por natureza. Não se trata, pois, em geral, nem de desonestidade premeditada, nem de falha educacional, mas de uma autêntica deficiência mental, adquirida no processo mesmo de aquisição dos meios de expressão necessários ao ingresso nas classes ditas cultas.

É fenômeno caracteristicamente nacional. Não que similares erros de raciocínio não se observem na mídia estrangeira. É que em parte alguma eles são aceitos como meios de prova legítimos, nem muito menos desfrutam da respeitabilidade generalizada que, no Brasil, os eleva à categoria quase que de símbolos da autoridade intelectual. Por toda parte eles existem como anormalidades. No Brasil são normais e normativos, praticamente obrigatórios. Aquele que não os pratique com a naturalidade de quem respira e com a tranqüila certeza de que diz coisas sapientíssimas vê-se logo rejeitado como um excêntrico incompreensível ou mesmo como um tipo perigosamente anti-social. Isso basta para explicar que alguns dos melhores comentaristas políticos e culturais do país tenham sido banidos da "grande mídia" e só encontrem abrigo em sites da internet ou neste heróico Diário do Comércio. Muitas vezes o que os tornou indesejáveis em outros meios não foi nenhum preconceito ideológico: foi o mero desconforto que seus escritos espalham entre pessoas que desejariam ardentemente discuti-los mas só os conseguem entender pela metade.

Diário do Comércio, 17 de novembro de 2009

UM DOCUMENTÁRIO DE HITCHCOCK SOBRE CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTAS!

Fonte: ViVerdeNovo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009



Recebi por email

"Este filme de Hitchcock é para ser esfregado na cara do Ahmadinejad. Hitler, o fascista, foi muito bem instruido por Stalin, o comunista. As covas comuns seguem exatamente a prática que os soviéticos se utilizaram quando eliminaram os oficiais poloneses na floresta de Katyn em 1940, dentre tantos outros. Estas cenas originais em preto e branco, praticamente desconhecidas de todos nós, são fortes e cruéis ao extremo."


IMPRESSIONANTE DOCUMENTÁRIO DE ALFRED HITCHCOCK SOBRE CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTAS!

1. Londres e Washington perceberam que teriam um problema perante a história: alguém, no futuro, tentaria negar que aquilo acontecera. A extensão da crueldade era tamanha - no número de vítimas e no ponto ao qual os nazistas levaram os sobreviventes - que nada parecia, de fato, muito crível. Decidiram produzir um filme. Em Londres, coletaram as cenas filmadas pelas tropas ocidentais nos campos e as puseram nas mãos de Sidney Bernstein, diretor do departamento de propaganda do exército britânico.

2. Quando Bernstein começou a produzir o filme, em maio de 1945, os Aliados ainda não tinham total noção do plano de Solução Final para o problema judaico de Adolf Hitler. Conheciam a crueldade, sabiam do genocídio, mas não tinham ainda levantado todos os documentos que provavam a intenção de eliminar uma etnia. Revisando as imagens que chegavam do continente, o cineasta da propaganda britânica percebeu que o trabalho talvez exigisse mãos mais hábeis que as suas.

3. Lembrou de um amigo dali mesmo de Londres, que durante a Guerra achou por bem se radicar nos EUA. Alfred Hitchcock. Os dois jamais terminaram o filme, batizado "Memória dos Campos", também lembrado como o 'documentário de Hitchcock sobre o Holocausto'. Hitchcock serviu como consultor no processo e orientou a edição. Se preocupou em inserir a maior quantidade possível de planos gerais. Temia que, só mostrando as pessoas de perto, alguém achasse que havia sido montagem.

4. Os planos gerais davam mostras das inacreditáveis montanhas de corpos esqueléticos, nus. Pois é que não há nudez escondida neste filme - nudez de gente viva e de gente morta, seios, sexos à mostra, em corpos cujos rostos por vezes lembram caveiras cobertas por um fino tecido. É um documentário cru, violento, muitas vezes difícil de ver. Os EUA logo abandonaram aquela que deveria ser uma co-produção entre eles e Inglaterra.

5. Alguém, ao ver as primeiras imagens montadas por Hitchcock e Bernstein também decidiu arquivar o projeto. Era duro demais. O mundo não estava preparado para ser exposto a estas imagens de terror. O 'documentário de Hitchcock sobre o Holocausto' terminou esquecido. Em 1985, a rede pública de tevê norte-americana PBS comprou do governo britânico a única cópia conhecida dos originais. As imagens, já editadas, não tinham som. Mas havia um roteiro que a equipe de Bernstein escrevera e texto para narração que acompanhava as imagens. Convidaram o ator Trevor Howard para colocar voz no filme. E o exibiram. Agora está na Internet.

Idade Média: no início analfabetismo geral; no fim triunfo das Universidades

Fonte: GLÓRIA DA IDADE MÉDIA
domingo, 22 de novembro de 2009


O esforço intelectual realizado pela Idade Média foi imenso. Para que se possa avaliar o que, em matéria intelectual, a Europa realizou durante a Idade Média, basta comparar a situação cultural em que ela se encontrava no início e no fim desse período histórico.

Barbarie e analfabetismo eram generalizados no inicio da Idade Média na Europa

É necessário voltar sempre à mesma consideração, que é fundamental no Estudo da Idade Média.

Por isso, lembro novamente aos senhores a situação em que as invasões bárbaras e o fragoroso desabamento do Império Romano do Ocidente deixaram a Europa.

Já tive ocasião de dizer aos senhores que os bárbaros eram totalmente analfabetos, e que, na generalidade, nem sequer seus reis sabiam ler e escrever.


Além de analfabetos, eram de tal maneira estranhos a qualquer idéia de civilização, que não eram capazes de compreender e de velar pelos tesouros artísticos e intelectuais que a civilização grego-romana acumulara.

Os bárbaros arrasaram a civilização. Roma

As invasões bárbaras foram grandes irrupções de analfabetismo, na Europa.

Depois de uma longa e penosa ascensão artística e intelectual a Europa, nos últimos séculos da Idade Média, se apresenta em situação diametralmente oposta a esta.

Numerosas e magníficas universidades se encontravam disseminadas por quase todos os países da Europa. Bastará citar as de Paris, Oxford, Cambridge, Salamanca, Heidelberz e Praga, para que os senhores possam ter uma idéia do desenvolvimento intelectual dos estudos superiores da Idade Média.

Grande parte, senão a quase totalidade destas universidades, ainda subsiste na Europa. E as antigas universidades medievais que ainda existem continuam a ser das mais famosas do mundo inteiro.

Deu-se com as universidades pouco mais ou menos o que se deu com as corporações. Depois de abandonadas em muitos países ‒ que as consideravam como pouco práticas ‒ começaram novamente a ser restauradas.

No Brasil, a fundação das recentes universidades entre as quais a nossa, é um índice bem expressivo de como vai conquistando terreno a idéia da formação dos grandes centros de cultura superior.

Não será ocioso que, em duas palavras, eu lhes lembre o que significa, sob o ponto de vista cultural e didático, uma universidade.

Antes da fundação da Universidade de São Paulo, que tínhamos aqui diversas escolas superiores, entre as quais a nossa Faculdade de Direito, Escola de Medicina e a Escola Politécnica.

Esses estabelecimentos de ensino superior não tinham entre si qualquer vínculo de união, vivendo cada qual sua vida própria e autônoma, sob a direção até de Poderes públicos diversos, pois que nossa Faculdade de Direito era federal e as duas demais escolas eram estaduais.


Com a criação da Universidade de São Paulo, a situação se transformou. A Faculdade de Direito foi "estadualizada", isto é, deixou de ser um órgão de ensino federal, para passar a ser estadual. E, tanto a Faculdade de Direito quanto a Escola de Medicina e a Escola Politécnica, passaram a fazer parte de um mesmo conjunto cultural, submetidas, sem prejuízo de sua autonomia, a uma alta direção comum, que é a Reitoria da Universidade.

No fundo dessa organização, há a idéia de que todos os estabelecimentos de ensino devem ter uma certa unidade de pensamento e de orientação, para que a cultura elaborada pelas escolas superiores seja homogênea nos mais diversos setores do saber humano. Essa homogeneidade é dada à Universidade pelo estudo da filosofia.

Ora esta concepção é, na sua essência, genuinamente medieval e escolástica. As grandes universidades medievais eram grandes centros de ensino superior, onde, à sombra da filosofia escolástica, e super-entendidas por ela, todas as ciências progrediam.

Como os senhores vêem, não apenas as corporações mas também as universidades entram novamente em voga. E isto atesta mais uma vez que a Idade Média não foi a época do obscurantismo e atraso que se costuma dizer...


A criação das universidades medievais foi poderosamente estimulada pelos Papas e pelos Reis. Especialmente os Papas trabalharam com afinco nessa obra, e grande número de universidades ainda hoje existentes foi fundado por decretos pontifícios.

As universidades deram à cultura medieval a magnífica unidade que a caracterizou. Em lugar de termos, como hoje, uma cultura fragmentária, em que muitos juristas elaboram suas concepções com bases filosóficas que eles repudiam no terreno de suas convicções íntimas ou pessoais, em lugar de termos princípios reputados verídicos em Direito e falsos em Medicina, poderíamos ter uma cultura única e uniforme, se uma filosofia comum reunisse os sufrágios de todas as inteligências, como a filosofia escolástica, na Idade Média, reuniu os espíritos.

(Fonte: Curso “História da Civilização”, preleção do Dr. Plinio Corrêa de Oliveira (Resumo ditado para exame). Colégio Universitário anexo à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, por volta de 1940.)

O POLITICAMENTE CORRETO NA CLASSE JURÍDICA DOMINANTE DA ATUALIDADE

Fonte: MARCUS PAULO RYCEMBEL BOEIRA
QUINTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2009



Nosso tema de hoje cinge-se ao problema do politicamente correto. Há, hoje, em tempos de “liberdade de opinião, inúmeros grupos sociais articulados participando do espaço público, reivindicando para si a legitimidade sobre o poder e sobre as instituições. Ademais, fato é que uma boa parte desses grupos acredita possuir a solução para todos os problemas do Brasil e, em alguns casos, até da humanidade! Possuem aquilo que poderíamos chamar de “fórmula” para todos os problemas. Não obstante, quando adquirem alguma chance de colocar em prática suas idéias, promovem dois possíveis espetáculos: ou mostram um radicalismo bastante exagerado ou ainda se apropriam do espaço público com suas idéias “totalizantes”. É que, na esteira mesma desses grupos, a idéia de democracia não se coaduna com a democracia constitucional, formada pela manutenção do consenso em meio conflito, mas com um tipo de democracia inconstitucional, sem limites, cuja regra da maioria aceita a destruição da minoria. Sim, pois basta que um ou alguns desses grupos entrem no poder pela porta da frente e já começam a utilizar a porta dos fundos para implementar suas “reais pretensões”.

Para esses grupos, suas idéias representam não apenas uma alternativa dentre várias, mas “a” alternativa, a única possível, aquela que salvará o Brasil ou até mesmo a humanidade inteira. Para eles, não há oposição aceitável, já que eles detêm a fórmula da única saída possível. Suas ideologias ou conjunto de fórmulas não aceitam o diferente, o novo, o pluralismo, embora falem em “pluralismo” o tempo inteiro. São os primeiros a defender a democracia, mas não dizem “que tipo de democracia defendem”. Falam em Direitos Fundamentais, mas também silenciam sobre o que entendem por “Direitos Fundamentais”. Melhor: falam do Estado de Direito; contudo, só dizem o que ele significa quando chegam ao poder mediante eleições livres e universais. São aproveitadores da democracia constitucional: usam dela para chegarem ao poder e inverter a democracia em regra única da vontade da maioria, isto é, na vontade “deles”. O que deveria ser um espaço em que o consenso e o conflito não se invalidam, transforma-se na superação do conflito pelo único consenso possível, qual seja o consenso da ideologia predominante. E ainda mais: propõe tal ideologia como sendo a própria “verdade universal”, pois falam em nome da “vontade geral” à moda rousseauniana, invalidando toda e qualquer pretensão contrária.

Eis o politicamente correto: o tipo mais comum de nossa tão aclamada democracia atual! Eis o Direito Fundamental da atualidade: direito fundamental ao domínio sobre o espaço público, tudo isso em nome da “liberdade”! Vejam como o uso equívoco dos termos leva a um estado de total ignorância por parte de nossa classe jurídica para o que está acontecendo: nomes de renomados juristas do passado são esquecidos (de propósito) por essa nova classe dominante do pensamento jurídico brasileiro, que coloca os grupos sociais como verdadeiros agentes reivindicadores de idéias cujos propagadores são os papagaios operadores do direito da atualidade, que rezam a cartilha do politicamente correto promovido pelos mesmos membros dessa “nova classe jurídica”. Um círculo vicioso. De um para o outro, tudo em nome da democracia e dos direitos fundamentais!

Na verdade, hoje se repetem tanto essas palavras que, creio, a maior parte dos operadores do direito sequer sabem o que elas significam, mas como derradeiros “papagaios” saem a repetir o que ouviram desses novos propagadores do politicamente correto. São “pessoas maravilhosas”, que lotam os congressos da atualidade repetindo jargões que se sedimentaram em nossa cultura sem qualquer reflexão profunda, mas que por trás trazem uma equivocidade lexicográfica proposital, já que são em nome dessas palavras que as ideologias conseguem entrar na cultura sem um mínimo de barreira crítica.

Falam em nome de uma filosofia chamada “crítica” fazendo acusações exageradas contra o que eles chamam de “sistema dominante”, enquanto na verdade atacam a ordem e a estabilidade dos valores fundamentais da sociedade humana, isto é, à realidade política própria da existência histórica como tal. Criticam aspectos contingentes e específicos dos males do capitalismo dando aos mesmos um tratamento geral, amplo, abstrato, como se o capitalismo fosse só os males e não as benesses. Porém, nesses mesmos congressos em que promovem essas falácias, ocupam os melhores restaurantes e pedem os melhores vinhos após a balbucia intelectual. Dizem que o capitalismo é o grande culpado por todos os males da atualidade, inclusive pelos problemas existenciais deles mesmos, mas são os primeiros a usar do melhor que o capitalismo tem a oferecer: oferta e demanda. Criticam, criticam, criticam, mas correm para os congressos mais caros, para os hotéis de luxo e para os melhores produtos. Falam, falam, falam, mas não vivem, não vivem, não vivem!

A hipocrisia tomou conta de nossos chamados “atuais intelectuais”. A dissonância entre a vida e o que se fala é tanta que os pobres ouvintes desse pessoal nem sequer percebem o que está por trás disso: o uso de termos politicamente corretos para a implementação de uma ideologia específica, mas que por trás tem seus apetrechos preservados, os cargos garantidos, enfim, as posições do partido dominante apropriadas para essa mesma classe da intelligentsia!

Não podemos mais ficar calados diante disso. Precisamos reivindicar a verdadeira teoria dos Direitos Fundamentais, a verdadeira natureza da Democracia, o autêntico Estado de Direito. Não podemos nos contaminar com essas mentiras que estão lavando as mentes dos estudantes com ideologias totais e artificiais. Acordem: não permitam que o politicamente correto domine apenas porque seus anunciadores são “pessoas maravilhosas”.

La Contra-Cumbre en San Pedro Alejandrino

Fonte: FUERZA SOLIDARIA
23 Nov 2009







Mientras se realiza la reunión de partidos comunistas en Caracas, Peña Esclusa informa -desde Santa Marta, Colombia- que hoy comienza en esa ciudad el Congreso Anual de UnoAmérica, con participación de delegados de países latinoamericanos. UnoAmérica promueve la democracia y libertad en la región; y a la vez fomenta la integración iberoamericana. Estono se logra con voladuras de puentes y amenazas de guerra, sino construyendo grandes obras de infraestructura. El Congreso será clausurado en la Quinta San Pedro Alejandrino, donde murió Simón Bolívar.

A verdadeira história do Clube Bilderberg de Daniel Estulin

Cavaleiro do Templo: um grande amigo me deu mais esta dica e ele escreve assim sobre o que lerão abaixo e fazendo o download do livro:

"O dono do site www.nacionalismo.com.br pede desculpas aos que lá buscaram - em vão - o download do livro em epígrafe e avisa que estará integralmente disponível a partir de amanhã, segunda feira, 23 de novembro.

A tradução que nos chegou estava tão defeituosa que parágrafos inteiros faziam-se incompreensíveis. Foi necessário uma novo trabalho de tradução e copydesk a partir do original em inglês, finalmente pronto e à disposição dos que se interessarem.

Àqueles que lhe desconhecem o conteúdo, aviso que será chocante.

Os fatos ali relatados foram confirmados por pesquisadores idôneos em várias partes do planeta, além de comprovados por eventos posteriores.

Vc tomará conhecimento do que se encontra no comando, por trás e acima dos atuais movimentos esquerdopatas e do terrorismo islâmico. Finalmente ficar-lhe-á claro as razões do crescente sucesso, em todo o mundo, destas ondas revolucionárias e destrutivas.

Maiores comentários e análises poderão ser encontrados em O Eixo do Mal Latino Americano e a Nova Ordem Mundial, por Heitor De Paola; nos inúmeros artigos dos arquivos do www.midiasemmascara.org e também nos textos geniais de Olavo de Carvalho - www.olavodecarvalho.org.

O conhecimento dos fatos reais - geralmente ocultados - motivadores desta monstruosa dinâmica sócio-política que atualmente assola a humanidade inteira é a melhor arma à nossa disposição.

Assim, se que quiser somar, opor a Luz ao crescente império de Trevas, conheça e divulgue.

M.

P.S. - Donos de blogs e sites poderiam secundar o Nacionalismo, disponibilizando a tradução aos seus visitantes."






Inserido em 15/08/2009
Corrigido e ampliado em 22/11/2009


Prezados leitores,

O texto abaixo foi objeto de uma vã tentativa de enviá-lo por e-mail aos milhares de endereços que temos disponíveis, na esperança de encontrarmos algum eco. No entanto, uma força misteriosa bloqueava o funcionamento do programa, impedindo que a mensagem fosse enviada com o seu conteúdo. Isso nos intrigou e fomos obrigados a mandar a mensagem com um simples aviso de que havia uma atualização interessante no portal. Deixaremos para vocês a interpretação deste estranho fato!

Também disponibilizamos a versão integral do livro para ser salvo em seu computador e ser amplamente enviado por e-mail aos seus contatos (o arquivo é menor que 1Mb).

O mais importante é que salvem esse arquivo e o enviem por e-mail, apenas com o assunto "Leitura importante". Não coloque o título do livro no assunto da mensagem ou mesmo no corpo dela, pois fatalmente os servidores de Internet apagarão sua mensagem.

BAIXE AQUI O LIVRO COMPLETO

DIVULGUE - ENVIE POR E-MAIL
NÃO DEIXE DE FAZER A SUA PARTE !!!


LEIA ABAIXO UM PEQUENO TRECHO DO LIVRO

O totalitarismo é uma solução patológica a uma vida insegura e atomizada, de maneira que permite vender a vontade imagens demagógicas à populações desmoralizadas. Este fato geral foi facilmente entendido pela força diretriz onipresente em organismos multinacionais como a Comissão Trilateral, o FMI, o secreto Conselho de Relações Exteriores e outras entidades corporativas-financistas-estatais, que formam parte de uma “rede universal” junto com o Grupo Bilderberg, que é o tumor dominante do sistema entrelaçado (que funcionava antes do retorno a um futuro “sem alternativa”).

Manter a maioria da população em um estado contínuo de ansiedade interior funciona, porque a gente está muito ocupada, assegurando nossa própria sobrevivência, ou lutando por ela, assim como, para colaborar na constituição de uma resposta eficaz. A técnica do "Clube", repetidamente utilizada, consiste em submeter a população e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira que a gente chegue a sentir-se tão transbordada, que peça aos gritos, uma solução, seja qual for. Explicarei detalhadamente neste livro como aplicaram esta técnica com as faixas nas ruas, as crises financeiras, as drogas e o atual sistema educacional.

Não esperemos, pois, castigos, nem agressões claras e explicitas por parte dos senhores do mundo sobre a população em geral (sim sobre pessoas concretas), pelo menos até que consigam reduzir a população até o nível que eles consideram “manejável” e estejam seguros de não perder o controle sobre ela. Sua tática, por hora, é muito mais sutil e matreira: estão utilizando o conhecimento de todos os “grandes cérebros” do último século para conseguir seu objetivo, a submissão absoluta da população.

O "Clube" está lutando para romper a fortaleza psicológica do indivíduo e deixá-lo sem defesas. Um dos muitos meios para conseguir este propósito está sendo a insistência atual em potencializar o trabalho em equipe na educação e no âmbito trabalhista, de maneira que nos acostumemos a renunciar às próprias idéias em benefício do grupo. Cada vez são menos os que defendem o pensamento individualista e crítico. Estamos chegando a uma situação em que os “lobos solitários” começam a sentir-se envergonhados de sua existência. Com respeito ao âmbito educativo, também é imprescindível dar a conhecer que os estudos realizados pelo "Clube" demonstram que conseguiram baixar o Coeficiente Intelectual da população, obrigando principalmente a redução da qualidade do ensino planejado e executado faz anos pelo "Clube"; embora, é óbvio, publicamente se lança periodicamente a notícia de que o Coeficiente Intelectual (o Q.I.) médio está subindo. Eles sabem que, quanto menor o nível intelectual dos indivíduos, menor é a sua capacidade de resistência ao sistema imposto. Para conseguir isto, não só manipularam os colégios e as empresas, mas sim se apoiaram em sua arma mais letal: a televisão e seus “programas sem qualidade” para afastar a população de situações estimulantes e conseguir assim adormecê-la.

O objetivo final deste pesadelo é um futuro que transformará a Terra em um planeta-prisão mediante um Mercado Único Globalizado, controlado por um Governo Mundial Único, vigiado por um Exercito Unido Mundial, regulado economicamente por um Banco Mundial e habitado por uma população controlada mediante microchips, cujas necessidades vitais se reduziram ao materialismo e a sobrevivência: trabalhar, comprar, procriar, dormir, tudo conectado a um ordenador global que fiscalizará cada um de nossos movimentos.

Porque quando você compreender o que ocorre, começará a entender que muita gente importante - gente na qual acredita, que admira, a que busca para que o guie e a qual tenta apoiar -, gente que você acreditava, que trabalhava para nós, a favor da liberdade (os líderes escolhidos democraticamente, os delegados europeus não escolhidos pelo povo, os líderes da sociedade civil, a imprensa), todos os que deveriam proteger zelosamente nossa liberdade, na realidade trabalham para eles, a favor de interesses que pouco tem a ver com a liberdade.

A doutrina católica sobre a maledicência e a calúnia, segundo Adolphe Tanquerey

A doutrina católica sobre a maledicência e a calúnia, segundo Adolphe Tanquerey
http://www.olavodecarvalho.org/textos/091120tanquerey.html


Nota introdutória por Olavo de Carvalho

20 de novembro de 2009



"Esses jovens conservadores estão mais longe da verdade que muitos 'melenudos progre' nos anos 60. Nossos cabeludos eram contestadores, atiravam coquetéis molotóv, xingavam, liam livros. Esses liberais que nasceram ontem dizem-se interessados no cristianismo, tiram o brinco (mas continuam vestindo-se mal), começam a tomar vinho e a visitar os avós. Mas na prática – Deus nos liberte desses ateus – só se tornaram um pouquinho mais vaidosos, um pouquinho mais arrogantes, um pouquinho mais sem-vergonha."

Desde há alguns anos, noto que quase ninguém no Brasil, nem mesmo os comunistas, pratica a arte da difamação e da calúnia com o entusiasmo feroz de alguns militantes católicos, seja leigos ou sacerdotes. Protestantes também: com que freqüência deprimente não vemos pastores acusando-se mutuamente, em público, de adultério, de simonia e de sei lá mais o quê? Mas o fato é que a mim nunca me atacaram, ao passo que aqueles católicos, à simples visão da minha pessoa, sentem a comichão irresistível de entregar-se, com deleites de sadismo, à demolição do Oitavo Mandamento.


A desculpa que encontram para tão singular exercício é o zelo pelas almas de meus alunos e leitores, aos quais desejam, segundo alegam, poupar o risco da minha companhia tentadora. Daí o teor geral de suas advertências: Afastem-se do Olavo. O tom é sempre o mesmo, mas as justificativas são de dois tipos: (1) mentiras substantivas, atribuindo-me atos que não pratiquei ou hábitos que não tenho; (2) mentiras adjetivas, isto é, fatos inócuos descritos em palavras que lhes dão o ar de crimes ou pecados. Exemplos misturados:


· Afastem-se do Olavo porque ele é herético.

· Afastem-se do Olavo porque ele é gnóstico e maçom.

· Afastem-se do Olavo porque ele é guénoniano.

· Afastem-se do Olavo porque ele é astrólogo.

· Afastem-se do Olavo porque ele foi tentar arrancar dinheiro noOpus Dei.

· Afastem-se do Olavo porque ele tentou o mesmo na TFP e levou a porta na cara.

· Afastem-se do Olavo porque ele pede esmolas [quer dizer, há umlink para doações no meu site, como em todo site similar nos EUA].

· Afastem-se do Olavo porque ele não tem diploma de filosofia.

· Afastem-se do Olavo porque ele é gay.

· Afastem-se do Olavo porque ele é centralizador e autoritário.

· Afastem-se do Olavo porque ele fala palavrões.

· Afastem-se do Olavo porque a mulher dele é uma prostituta.

· Afastem-se do Olavo porque os cursos dele são uma seita.

· Afastem-se do Olavo porque ele usa métodos de manipulação hipnótica para dominar seus alunos.

· Afastem-se do Olavo porque ele é um covarde: fica lá no bem-bom nos EUA enquanto nós aqui agüentamos o rojão petista, ateísta etc.


E assim por diante. Não vejo por que me defender de acusações tão francamente imbecis e mal intencionadas. Quem quiser acreditar nelas só fará dano a si mesmo. O único ponto que interessa ressaltar por ser em si mesmo um fenômeno sociológico de certa importância é que cada um daqueles que as emitem jura não ter-me ofendido jamais e, ao menor revide da minha parte, sai chorando que foi difamado, atacado, vilipendiado etc. etc. Isso é uma regra geral absolutamente infalível em todos os casos e, sem dúvida, uma expressão notável da logica brasiliensis.


Uma senhorita que recolocou em circulação um velho escrito difamatório anônimo, violando até mesmo meus direitos constitucionais, jamais demonstrou o menor arrependimento por isso, e não consegui por nada deste mundo fazê-la sentir que agira de maneira moralmente ilícita, além de criminosa; admoestada, recolheu-se à torre de marfim da sua religiosidade sublime, e declarou que não devia satisfações a um sujeito da minha baixa espécie.


Um rapaz que me chamara de herege assegurou, ato contínuo, que jamais me insultara de maneira alguma. Mostrou assim ignorar que, na religião que diz professar, a acusação de heresia é a mais grave de todas, superior mesmo à de homicídio, e que, nessas circunstâncias, qualquer insulto que eu lhe dirigisse em resposta seria, em comparação, um pecado venial na mais grave das hipóteses. Pior ainda: é impossível alguém ser até mesmo vagamente suspeito de heresia enquanto não se apresentar como portador de uma teologia católica legítima em oposição à doutrina da Igreja, coisa que obviamente nunca fiz, pela simples razão de que jamais ensinei teologia alguma, limitando-me a investigar assuntos terrenos acessíveis aos métodos da ciência e da filosofia e deixando a teologia para os mais capacitados. Imaginar que qualquer afirmação filosófica ou científica para não dizer qualquer opinião jornalística possa ser lida como preceito teológico, e julgada sob esse prisma, não é só um erro de leitura imperdoável em pessoas que dizem ter formação universitária: é ignorar, na base, o que seja teologia. Teologia é, como o próprio nome diz, a interpretação racional do discurso divino, a explicitação das verdades compactadas no livro sagrado. Só duas ou três vezes me aproximei vagamente desse campo, em mensagens de Natal que se contentavam em estimular a fé cristã dos leitores e de novidade teológica não tinham nada.


O mesmo cidadão assegurava que, com a minha insistência em combater o comunismo em vez de praticar as virtudes cristãs, eu me igualava aos próceres da Teologia da Libertação. Ou seja; de um lado, sem nada saber da minha vida nem me perguntar nada a respeito, baseado portanto só em zunzum de terceiros e na sua própria imaginação, ele dava por previamente demonstrada a minha indiferença ou hostilidade às virtudes cristãs, substituídas por um mero anticomunismo laico; de outro, condenava-me ao inferno com base no princípio de que combater os inimigos da Igreja é tão ruim quanto ser um deles.


Outro acrescentava à maledicência a calúnia, confundindo propositadamente as noções de erro e mentira, de tal modo que, ao me atribuir algum erro que não cometi, podia explicá-lo por uma intenção mendaz que também não tive.


Outro, que proclamava ser eu um boca-suja indigno de freqüentar os meios bem educados, somava a essa piedosa advertência a informação de que eu era um cafetão casado com uma prostituta, além de homossexual, formador de quadrilha e cavador de dinheiro de instituições católicas. Obviamente esse também não me insultou nem difamou nem caluniou, apenas praticou em meu benefício a mais pura caridade cristã.


Outro, ainda, sem medir o grotesco do que fazia, macaqueava a estrutura dialética das quaestiones disputatae medievais para discutir, com ares de Sto. Tomás na sua cátedra de Paris, esta questão transcendente: "É lícito ao filósofo usar palavras de baixo calão?" concluindo, evidentemente, pela negativa, e deixando inculcada nos seus devotos discípulos imaginários a impressão enganosa de que o filósofo referido usara aquelas palavras em demonstrações filosóficas, como substitutivos da argumentação racional, e não apenas num programa informal de rádio destinado a responder e-mails e comentar, por alto, as notícias da semana.


Qualquer que seja a variedade das imputações, uma delas reaparece com a constância recorrente de um Leitmotiv destinado a sublinhar as outras. É a acusação de covardia: sou um covarde porque vivo bem protegido em Richmond, Virginia, EUA, enquanto eles correm toda sorte de riscos no Brasil.


Desde logo, sendo todos esses acusadores bem jovens, ele deveriam fazer as contas e notar que, como jornalista de oposição no regime militar e depois como principal inimigo do esquerdismo na grande mídia, corri perigo, inclusive de prisão e morte, durante um período bem maior que a duração das suas porcas vidas.


Se depois dessa longa batalha eu tivesse me retirado para os EUA na intenção de desfrutar um período de sossego, para me dedicar a atividades intelectuais de maior envergadura longe da agitação imediata, não haveria nisso covardia alguma, apenas o exercício de um direito inerente à velhice ao fim de uma vida de combates.


Não creio que seja tão difícil fazer esse raciocínio, quando se tem alguma intenção de saber a verdade.


No entanto, para piorar as coisas, é absolutamente falso que em Richmond eu esteja protegido do que quer que seja, e os inquisidores-mirins que me condenam não deveriam ter grande dificuldade em percebê-lo, mesmo de longe, se consentissem em pensar no assunto por uns minutos antes de lavrar suas sentencinhas. De um lado, a primeira coisa que fiz aqui foi aproximar-me do grupo conservador mais discriminado, atacado, perseguido e fisicamente agredido dos EUA, grupo cujo líder, Alan Keyes, arrisca a pele diariamente como autor do processo mais explosivo já instaurado contra o presidente Barack Obama e, no curso de uma manifestação abortista, foi parar até na cadeia.


A segunda coisa que fiz nos EUA foi uma série de conferências no Hudson Institute, na Atlas Foundation, na Georgetown University, na America's Future Foundation, na Academia de West Point e em outras instituições, acusando abertamente a mais poderosa central globalista do mundo, o CFR, de mentir para ocultar a existência do Foro de São Paulo e os laços entre a esquerda latino-americana e o terrorismo islâmico. Considerando-se que o autor dessas intervenções era um residente estrangeiro, cuja presença no país é uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento, não creio que elas tenham sido propriamente demonstrações de covardia. Exposto a todas as retaliações do establishment local, não me encontro mais a salvo de qualquer iniciativa vingadora do governo brasileiro, que tem recursos para processar qualquer um em tribunais do exterior, para negar ao infeliz a renovação do seu passaporte ou para agir contra ele de mil maneiras diversas: estariam aqueles meninos afetados de demência senil ao ponto de esquecer que foi já nos EUA que perdi meus empregos no Globo e no Jornal do Brasil, restando somente o do Diário do Comérciopara garantir minha permanência nos EUA com visto de jornalista? Ou padecem de falta de imaginação ao ponto de não conceber a insegurança, a total ausência de garantias em que vive aqui o residente estrangeiro sem um Green Card?


Se alguma comodidade e proteção decorrem do fato de eu residir tão longe do Brasil, é para meus difamadores, que podem dizer o que bem entendem sem precisar temer os processos judiciais que merecem, mas que, à distância em que me encontro, com os recursos de que disponho, não posso lhes mover.


Se não fosse isso, não teriam crescido como cresceram, em número, em arrogância e em virulência, precisamente à medida da distância em que me enxergavam, como hienas que rosnam de longe a um leão do qual não ousariam aproximar-se. Com efeito, até a data da minha partida do Brasil, o contingente dos meus difamadores era recrutado quase que inteiramente na esquerda estudantil (os professores, tantas vezes humilhados em debates, já haviam desistido de me atacar e adotado a regra do Milton Temer: "Do Olavo de Carvalho não se fala"). Desde maio de 2005, quando cheguei aos EUA, hostilidades longamente reprimidas nos círculos liberais, conservadores e católicos começaram a brotar por toda parte, cada vez mais mais abertas e descaradas, sobretudo depois que perdi minhas colunas no Globo e no JB, ficando meus meios de defesa restritos a uma publicação regional, embora respeitável. Encorajados pela situação propícia, indivíduos que antes me repugnavam pela hipocrisia e pela bajulação passaram a fazê-lo pela prática da calúnia e pela ostentação de falsa valentia à distância.


Eles sabem perfeitamente disso, de modo que, se me chamam de covarde, é por pura projeção da má consciência que, no íntimo, lhes revela serem eles os únicos covardes nesta história.


Todos esses jovens escrevem naquele estilo untuoso, cardinalício, pontificando muito sobre as "virtudes", a "fé", a "humildade", o "coração contrito", etc., e praticamente não deixando passar três linhas sem alguma saudação litúrgica, quase sempre em latim.


Em nenhum momento mostram a menor hesitação ou dúvida quanto à bondade intrínseca de suas intenções e atos, na qual confiam tanto que se diria ser esse o dogma central da sua religião, acima dos Dez Mandamentos ou pelo menos do Oitavo.


A distância entre suas auto-imagens e a realidade dos seus atos é tão vasta e intransponível, que se diria tratar-se de casos de dupla personalidade, nos quais a regra evangélica "não veja a tua sinistra o que faz a tua destra" se transmutou psicoticamente em "Não veja a tua consciência o que fazem tuas duas mãos."


Não compreendo que tipo de formação religiosa recebem esses garotos nas instituições católicas que dizem freqüentar, mas certamente não é a que recebi dos padres carlistas na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em São Paulo, onde fiz minha Primeira Comunhão. O que ali se ensinava, a respeito de julgamentos emitidos sobre o próximo, era, em versão simplificada, substancialmente o mesmo que constava do tratado clássico de Adolphe Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, então a obra-padrão para o ensino da matéria nos seminários.


Embora esses meninos se alardeiem conservadores, de vez em quando puxando as orelhas de algum teólogo da Libertação, sua conduta não se assemelha em nada ao que se esperaria dos católicos de antigamente. Ela vai até além do modernismo, dissolvendo a fé católica numa pasta indigesta de preconceitos burgueses que tudo julgam pelas aparências superficiais e consideram a impolidez um pecado mais chocante que a difamação e a calúnia, sem notar que o Primeiro Mandamento implica necessariamente, como regra máxima da moral, o senso da hierarquia dos valores.


Não sei se a leitura do excerto de Tanquerey que transcrevo abaixo servirá de alguma coisa a corações tão empedrados nas suas certezas autolisonjeiras ao ponto de tomá-las como altas expressões da fé. Mas, se não servir a eles, servirá aos demais.


Excerto de Adolphe Tanquerey


1045. B)
Não é menos necessário respeitar a reputação e honra do próximo.


a) Evitar-se-ão, pois, os juízos temerários sobre o próximo: condenar os nossos irmãos por simples aparências e por motivos mais ou menos fúteis, sem conhecer a fundo as suas intenções, é usurpar o direito de Deus, único juiz supremo dos vivos e dos mortos, é cometer injustiça para com o próximo, pois se condena sem ser ouvido, nem conhecidos os motivos secretos das suas acções, e as mais das vezes sofre o império de preconceitos ou de qualquer paixão. A justiça e a caridade exigem, ao contrário, que nos abstenhamos de julgar e interpretemos o mais favoravelmente possível as acções do próximo.


c) Com mor força de razão nos devemos abster de maledicência, que manifesta aos outros as faltas ou defeitos secretos do próximo. Sejam muito embora reais esses defeitos; mas, enquanto não são do domínio público, não temos direito de os revelar. Se o fazemos : l) contristamos o próximo que, ao ver-se atingido na sua reputação, sofre com isso tanto mais quanto mais aprecia a honra; 2) abatemo-lo na estima dos seus semelhantes ; 3) enfraquecemos a autoridade, o critério de que ele tem necessidade para gerir os seus negócios ou exercer legítima influência, e deste modo causamos muitas vezes prejuízos quase irreparáveis.


Nem se diga que aquele, cujas faltas se divulgam, já não tem direito à fama ; conserva-o, enquanto as faltas não são públicas; e, seja como for, não se deve perder de vista a palavra de Jesus Cristo : "Quem de vós estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra" (Jo. VIII:7). É de notar que os Santos são extremamente misericordiosos, e buscam todos os meios de salvaguardar a reputação de seus irmãos. Imitemo-los.


e) E deste modo mais seguros estaremos de evitar a calúnia que, por meio de imputações mentirosas, acusa o próximo de faltas que ele não cometeu. O que é seguramente injustiça, tanto mais grave quanto é certo que muitas vezes é inspirada pela maldade ou pela inveja. E que de males não acarreta! Demasiado bem acolhida, infelizmente, pela malícia, circula rapidamente de boca em boca, destrói a reputação e a autoridade daqueles que dela são vítimas, e por vezes lhes causa prejuízo considerável até mesmo nos negócios temporais.


É, pois, dever estrito reparar as maledicências e os calúnias. É difícil, sem dúvida, pois custa retra tar-se, e, depois, a retratação, por sincera que seja, não faz mais que paliar a injustiça cometida : a mentira, ainda quando se desdiz, deixa muitas vezes vestígios indeléveis. Isso, porém, não é razão para não reparar a injustiça cometida ; é dever até aplicar-se a isso com tanto mais energia e constância quanto maior é o mal. Mas a dificuldade duma reparação deve-nos levar a abstermo-nos de tudo quanto de perto ou de longe nos pudesse fazer cair nesse grave defeito.


Eis o motivo por que as pessoas, que aspiram à perfeição, cultivam não somente a justiça, senão também a caridade que, fazendo-nos ver a Deus no próximo, nos leva a evitar solicitamente tudo quanto o possa contristar.


(Adolphe Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, trad. João Ferreira Fontes, 4a. ed., Porto, Livraria Apostolado da Imprensa, 1948.)

Assassino de Fort Hood sujeito à acusação de assassinar bebê em gestação

Fonte: NOTÍCIAS PRÓ-FAMÍLIA

Código Uniforme da Justiça Militar (CUJM) foi emendado em 2004 para incluir Lei de Bebês em Gestação Vítimas de Violência


Peter J. Smith


FORT HOOD, Texas, EUA, 10 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Um oficial do exército americano com ligações com o islamismo radical e acusado de ter cometido o massacre de treze soldados americanos na base militar de Fort Hood na quinta-feira, verá que fez uma vítima a mais sob a lei federal — o bebê em gestação da soldada rasa morta Francheska Velez.


Velez, de 21 anos, havia retornado de seu período de serviço militar no Iraque e havia solicitado licença maternidade ao descobrir que estava grávida, A soldada, grávida de três meses, havia parado em Fort Hood aguardando sua licença que seria dada em apenas algumas semanas, quando sua vida estava entre aqueles que foram violentamente assassinados pelo Major Nidal Hasan. Hasan, um psiquiatra militar e muçulmano americano que parece ter estabelecido laços com um imame radical no exterior, estava angustiado de ser designado para um período de serviço militar no Iraque onde ele sentiu que estaria participando da matança de colegas muçulmanos.


Hasan conseguiu matar 12 soldados, um civil e feriu pelo menos 30 outros até ser abatido por uma policial civil que também foi ferida.


Enquanto Hasan está se recuperando no Centro Médico Militar Brooke em San Antonio, o exército está se preparando para acusar Hasan em tribunal militar, onde ele poderá enfrentar a pena de morte. Mas promotores terão de acusar Hasan sob o Código Uniforme da Justiça Militar (CUJM), que foi emendado em 2004 para incluir a “Lei de Laci e Conner” ou a Lei de Bebês em Gestação Vítimas de Violência (LBGVV).


A LBGVV exige que o sistema judiciário acuse o autor de um crime violento contra uma mulher grávida, resultando em morte ou dano físico para seu bebê em gestação, de cometer um crime separado e distinto contra o bebê em gestação da mãe. A lei estipula que o castigo aplicado pelo dano ou morte do bebê tem de ser o mesmo — com a exceção da pena de morte — como se “esse dano ou morte tivesse ocorrido à mãe do bebê em gestação”.


Por esses motivos, Hasan poderia enfrentar uma acusação adicional de assassinato na morte do bebê em gestação de Velez além das treze outras acusações de assassinato que ele provavelmente enfrentará quando estiver bem para ser julgado.


Um especialista de imprensa de Fort Hood disse para LifeSiteNews.com nesta tarde que até que haja mais informações, o exército não poderia comentar nesta ocasião com relação a quais acusações Hasan poderia enfrentar, inclusive acusações relativas à LBGVV.


Hasan ainda tem de ser formalmente acusado sob o CUJM.


O jornal Washington Post relata que Hasan criou uma apresentação de PowerPoint em junho de 2007 com o título de “A Cosmovisão do Corão em sua relação aos Muçulmanos nos Exército Americano”. Na apresentação, Hasan palestrou para médicos e funcionários do Centro Médico Militar Walter Reed sobre o islamismo e a possibilidade de “casos adversos” que o exército poderia esperar de muçulmanos nas forças armadas que são enviados para lutar contra outros muçulmanos no Iraque e Afeganistão.


Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com



Veja também este artigo original em inglês:


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Ignorar tratado de extradição pode gerar ação contra Lula no Senado

Fonte: FOLHA ONLINE
20/11/2009

FELIPE SELIGMAN
ANDREA MICHAEL

da Folha de S.Paulo, em Brasília

Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descumprir o tratado de extradição entre Brasil e Itália para manter o terrorista italiano Cesare Battisti no país, ele poderá responder por crime de responsabilidade perante o Senado. A avaliação é de assessores jurídicos do STF, que falaram em caráter reservado.


A lei nº 1.079 de 1950, que trata dos crimes de responsabilidade cometidos por autoridades, prevê no parágrafo 11 do artigo 5º que "são crimes de responsabilidade contra a existência política da União violar tratados legitimamente feitos com nações estrangeiras".


Qualquer cidadão, assim como a Procuradoria-Geral da República, pode denunciar o presidente pela suposta prática de crime de responsabilidade. Caberia ao Senado, porém, aceitar ou recusar a denúncia.


O tratado foi firmado em Roma em 1989 e ratificado pelo Congresso em 1993 e tem força legal. Ele permite que o presidente se recuse a entregar o italiano. Diz, contudo, que o fato precisa ser "motivado", justificado. Existem sete opções para que o presidente deixe de entregar um extraditando, mas a única que poderia ser usada no caso é dizer que o italiano poderá ser submetido a "atos de perseguição por opinião política".


Lula busca uma saída jurídica para manter Battisti no Brasil sem afrontar o Supremo nem desrespeitar o tratado. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, vai se encarregar da engenharia jurídica para sustentar a decisão de Lula.


Segundo o professor de Direito Internacional da UnB (Universidade de Brasília) George Galindo, se Lula argumentar questões humanitárias para não extraditar Battisti, ele estará descumprindo o tratado. "O tratado diz que as razões humanitárias, assim como enfermidade grave ou algum outro processo penal que ele responda no Brasil, só podem ser usadas para postergar a entrega e não para recusa-la", disse.


Ironia


O relator do processo no STF, Cezar Peluso, vencido pela decisão de delegar a Lula o destino de Battisti, ironizou ontem os colegas. Ele questionou quem seria responsável por redigir o acórdão com a decisão. "Não tenho condições intelectuais de sequer resumir com inteira fidelidade o douto raciocínio da maioria", disse.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".