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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

IDEOLOGIA, BASES COLOMBIANAS E TERRAS INDÍGENAS

Fonte: TERNUMA

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva*

O Brasil se deixou levar pela histeria populista dos líderes bolivarianos contra o acordo para a utilização de bases na Colômbia pelos EUA. Qual foi, até hoje, a alternativa apresentada pelo Brasil e vizinhos ao governo colombiano, eleito democraticamente, para apoiá-lo contra a narcoguerrilha que busca tomar o poder pela força? Ao contrário, o governo brasileiro, veladamente, tem simpatia pelas FARC, enquanto o Equador e a Venezuela já não conseguem esconder o apoio ostensivo àquela organização criminosa.

A quem a Colômbia poderia recorrer?

Mais uma vez, nossa política exterior usou de “dois pesos e duas medidas”, deixando a Nação em dúvida sobre quem dá o tom nos assuntos de América Latina. O profissional MRE ou o ideológico Assessor Especial de Assuntos Internacionais? O governo omitiu-se quando o presidente Chávez propôs à Rússia instalar bases na Venezuela, em sua recente visita àquela potência. O Brasil passa a imagem de ator terceiro-mundista, agindo constantemente a reboque do presidente venezuelano e de seus aliados – Evo e Correa – todos os três peões do Foro de São Paulo e grandes óbices à integração regional. Esse perfil não credencia o Brasil como líder capaz de conduzir a integração latino americana.

Há, nitidamente, o fator ideológico na posição adotada pelo País. Existem duas linhas de pensamento no governo, uma social democrata e outra socialista radical, que segue as estratégias do Foro de São Paulo para a tomada do poder e implantação de regimes totalitários e internacionalistas na América do Sul. O segmento socialista ocupa a Casa Civil, o Ministério da Justiça, a Secretaria de Comunicação de Governo, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, além de outras instâncias do Executivo. Esse setor não tem lideranças nacionais expressivas e precisa contar com o presidente da República, que parece observar a evolução dos acontecimentos para adotar, no futuro, a linha com maiores chances de prevalecer.

As bases colombianas, mesmo usadas pelos EUA, não seriam um problema se o Brasil dispusesse de poder militar à altura da posição que pretende ocupar no cenário internacional. O que nos ameaça é a nossa fraqueza, pois “Entre outros males, estar desarmadosignifica ser desprezível” (Maquiavel).

Nas relações internacionais, o poder do mais forte é aplicado sempre que estão em jogo interesses importantes ou vitais. Se a opção militar for necessária para resolver um conflito, uma potência empregará as Forças Armadas desde que o oponente e seus possíveis aliados não tenham capacidade de dissuasão. Assim fizeram os EUA nos Balcãs, no Oriente Médio e na Ásia Central, e assim farão na Amazônia se o País não integrar a região. As Forças Armadas brasileiras estão totalmente incapacitadas para resistir à intervenção militar de potências, em face do absoluto e indesculpável desprezo de sucessivos governos pela defesa nacional. Em que pese o admirável valor moral e profissional do militar e da tropa, que mantêm o compromisso com a Nação, a crença em seus ideais e o amor às Instituições, a despeito de toda adversidade, as exigências do campo de batalha atual estão, e continuarão por muito tempo, bem acima do nível de preparo e equipamento de nossas Forças.

As sociedades das potências ocidentais atingiram um elevado nível de vida e consomem imensa quantidade de recursos, que seus países não podem prover a partir dos próprios territórios ou precisam tê-los como reserva estratégica. É interesse vital garantir o acesso privilegiado a matérias primas e, para isso, projetam poder político-militar sobre áreas detentoras de tais recursos. Assim, precisam manter o status de potências dominantes para controlar regiões de alto valor geopolítico ou negá-las a seus rivais.

Na Amazônia, as potências ocidentais aplicam uma estratégia tácita e velada, desde o início dos anos 90, para impor-nos a soberania compartilhada na região. São ações sucessivas exitosas, pois os governos a elas se dobram voluntariamente, negociando soberania por interesses menores e tornando efetiva e interna uma ameaça antes latente e distante. É incoerência preocupar-se com as bases em tela e não ver ameaça na demarcação de dezenas de imensas terras indígenas (TI) na faixa de fronteiras, onde o índio é liderado por ONGs estrangeiras financiadas por potências alienígenas, inclusive os EUA. Nessas terras, haverá grandes populações indígenas em algumas décadas, que não se sentirão brasileiras por não estarem integradas à Nação. Há 18 anos, quando foi demarcada a TI Ianomâmi, quem alertava para o risco à soberania nacional era ridicularizado. Hoje, ONU, OEA, ONGs, líderes e povos estrangeiros já não reconhecem o indígena como brasileiro e defendem a autonomia das TI com base em Declaração aprovada na ONU com voto favorável do Brasil. Essas TI desnacionalizadas estão dentro do Brasil, ao contrário das bases colombianas.

A ameaça na Amazônia só será revertida se for implantada uma estratégia soberana e corajosa de ocupação, desenvolvimento, preservação e integração da região e se for trocada a atual política indígena segregadora por uma integradora. Portanto, é o campo político o principal ator para neutralizar a ameaça antes que ela chegue ao campo militar, pois este será extremamente vulnerável por muito tempo.

A reação brasileira no episódio das bases, ainda que impedisse a concretização do acordo entre a Colômbia e os EUA, pouco contribuiria para a segurança da Amazônia. O Brasil supervalorizou o periférico em detrimento do fundamental, demonstrou falta de percepção da real ameaça e desnudou seu alinhamento ideológico. A rigor, as bases e os índios, em si, não são ameaças à soberania, mas sim a miopia estratégica, a indigência militar e a ultrapassada orientação ideológica socialista-internacionalista de nossa liderança.

*Foi Comandante e é Professor Emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Uma coisa é discurso, outra é o objetivo real

Por Cavaleiro do Templo, 24 de julho de 2008


Li em um site um artigo que falava sobre a esquerda ter ficado oca pois seus heróis, mitos e ideologias teriam sucumbido ao longo do tempo por alguns motivos. Escrevi este comentário abaixo para o autor pois entendo que é por causa desta falsa percepção que os esquerdopatas ganharam o mundo e infectaram quase todos os seres humanos com a sua doença:

"Olha, professor, se o Sr. prestar atenção vai perceber que mudar o discurso é coisa comum na esquerda. O Sr. acha mesmo que eles estão se importando com a queda de seus mitos e de seus argumentos? Claro que não, professor!!! Eles ABSOLUTAMENTE não ligam para nada disto nem para nada que nós (o outro lado) falamos. Tudo que sai da boca destes caras é mentira pois o único projeto que seguem é a BUSCA DE PODER TOTAL. A China "mudou de lado" para conseguir chegar em que posição??? A HEGEMONIA. A China tenta passar os EEUU, tomar seu lugar no mundo. É só isto, nada mais mas tem uma imensa diferença para o que existe nos EEUU: quem comanda este projeto lá na China são os generais. Não tem voto. Fazem o que querem. Outra vez, PODER TOTAL da "elite" esquerdopata.

Nada na esquerda é verdade, suas ideologias não têm fundamento, seus heróis e mitos são apenas propaganda barata para enganar idiotas de ambos os lados.

E o problema está justamente nesta percepção falsa de que "a esquerda acabou pois caíram seus mitos, suas ideologias e seus argumentos". A doutrina deles é, como já disse, o PODER TOTAL. E deste eles jamais abdicam.

Por menos que se goste dos EEUU, de Isarel e do mundo livre, a pergunta que temos que nos fazer é: em qual das culturas queremos viver? Quem vamos apoiar? Por quem vamos brigar, mesmo morrer se for preciso? Pela cultura socialista ou a democrática? PODER TOTAL (cultura socialista) é sistema escravocrata, ditadura dos "auto-eleitos", e, portanto, os mais mentirosos, senão loucos (Hugo Chávez e Hitler, por exemplo). Democracia já sabemos como funciona (mesmo que mal aqui no Brasil).

Aí é que está o ponto.

Cavaleiro do Templo."

Faço aqui um outro comentário: vi a foto do professor, é uma pessoa de idade, barba e cabelos brancos. Caramba, será que nem mesmo entre nós (o lado de cá), as pessoas percebem o verdadeiro objetivo desta turma? Quantos de nós ainda acha que a esquerdopatia mundial segue uma doutrina, uma ideologia, qualquer que seja? Tudo que produzem é "desmontável" imediatamente, são castelos de areia feitos em praias com vento forte. Nada se sustenta.

O homem decente quando vê que aquilo em que acreditava é falso ele busca estudar mais, se acusa publicamente e trabalha para reverter o mal que fez se for o caso. Já o esquerdopata troca o discurso apenas e continua em sua busca pelo PODER TOTAL.

Até quando vamos acreditar que do lado de lá existem pessoas com boas intenções, mesmo que pouqíssimas? Do lado de lá só tem CELERADO, DOENTE MENTAL, BURRO, ANALFABETO e/ou VAGABUNDO e, os "menos piores", os ESTÚPIDOS. Dizer que esta esquerda que aí está tem algo de bom é o mesmo que dizer que "pancadão" é música.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Discordando de Mainardi

Do blog NIVALDO CORDEIRO
23/09/2007

Recebi por e-mail o link de uma gravação do programa Opinião Livre, tendo como entrevistado o jornalista Diogo Mainardi (http://br.youtube.com/watch?v=21JRgIcNVFM&mode=related&search=).

Na entrevista o jornalista de Veja externa opiniões sobre Lula com as quais estou em franco desacordo. Ele aqui adota a linha de que Lula não passa de uma reencarnação de um coronel nordestino, que tem uma estratégia de manutenção do poder apenas para roubar, que Lula não defende qualquer ideologia que não aquela útil para manter-se no poder. Em suma, Lula é um político medíocre que em nada difere dos seus pares ao longo da história política brasileira. Segundo ele, Lula é como um político qualquer do PMDB.

Essa visão minimalista sobre Lula é já uma vitória da comunicação política do PT e dos estrategistas revolucionários que estão encastelados naquele partido. Conseguiram enganar até o brilhante jornalista. Se um gigante como Diogo Mainardi cai nessa esparrela, o que dizer do grosso da opinião pública relevante? Diogo erra por não ver que Lula – certamente um homem medíocre e sem escrúpulos, cuja moralidade está no nível inferior ao de um esgoto de latrina – se encaixa em um planejamento político muito mais amplo que vai além da política interna brasileira, deitando ramos em todo o Continente Sul-americano. É próprio desses partidos revolucionários a camuflagem com o objetivo de enganar a toda gente enquanto não detiverem o poder total. Um exemplo clássico foi o de Fidel Castro, que chegou ao poder se dizendo não comunista e vimos o que aconteceu depois.

Lula fez-se dirigente dessa organização política, cuja face mais conhecida é o famigerado Foro de São Paulo, por ter a habilidade única de ter votos, algo raro em políticos revolucionários. E esses votos permitiram o acesso a recursos financeiros, organizacionais, do aparelho de Estado brasileiro, de diplomacia, enfim de legalização de sua ação clandestina como a esquerda jamais tinha conseguido em nossa história. O comunismo está se instalando por aqui por inércia e sem oposição. Claro que esses votos são produto de uma bem sucedida estratégia de comunicação e de ação política montada desde os anos setenta, assentada na mentira política, envolvendo a conquista da mídia (que o Diogo Mainardi sublinha corretamente), da Igreja Católica, dos órgãos do aparelho de Estado, do material didático, do corpo discente de todo o País, de sorte que a coisa veio num crescente como em uma avalanche, redundando na sua eleição e subseqüente reeleição para a Presidência da República. A coisa deveria ficar camuflada, mas é tão óbvia e tão idiota que chega a me espantar que Mainardi tenha deixado essa substantiva realidade de lado, reduzindo Lula e o PT à condição de político e partido “normais”. Eles não são iguais aos outros partidos, eles estão fazendo a revolução, eles não entregarão o poder de forma democrática e se não houver a re-reeleição que eles querem eu não tenho um prognóstico favorável para o futuro imediato do Brasil. Eles só sairão do poder pela força.

Falta a Mairnardi esse senso de perigo que deveria ser despertado pela iminência dos acontecimentos trágicos que ameaçam o futuro imediato. O mesmo senso de perigo que vejo ausente na maioria dos brasileiros, sobretudo naquelas pessoas a quem caberia ter, como as elites econômicas e políticas. Estamos a caminhar à beira o abismo sem nos darmos conta.

A entrevista de Mainardi é um emblema da alienação política que tomou conta do Brasil. Que Deus se apiede de todos nós.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".