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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mitt Romney e a crônica de uma derrota anunciada e merecida

 

LUCIANO AYAN

 

A metáfora bíblica da “corrupção” (Adão mordendo a maçã) pelo conhecimento não deve ser vista como uma crítica ao conhecimento, mas uma constatação de que, após o conhecimento obtido, não podemos renegá-lo. A partir do momento em que perdemos nossa inocência, mudamos nossos filtros, e não conseguimos retornar ao estado anterior de inocência.

Isto significa que, após eu ter lido “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz, que eu traduzi aqui (vejam os links para os 8 capítulos ao final deste texto), eu não poderia ter esperanças na eleição de Mitt Romney, de maneira diametralmente oposta a muitos conservadores, que ainda alimentavam fé em sua vitória. A cada manifestação do tipo “Romney, eu acredito!” eu já pensava “Se ganhar, é por que o Obama realmente está com o filme queimado, pois no que depender de Romney…”.

A quem ainda não leu o livro de Horowitz, recomendo fazê-lo. Faça por sua livre iniciativa, ciente dos riscos que terá. Simplesmente, após a leitura do livro (e caso sua mente não edite o conteúdo), você perderá o direito à alimentar falsas esperanças na guerra política.

Ao entendermos o que é a guerra política, mudamos a forma de analisar toda a questão envolvendo essa disputa, que transcende à recém terminada eleição. Obama e os democratas estão afundando os Estados Unidos, e seu índice de rejeição era alto. Ganhar dele seria fácil demais, desde que os republicanos soubessem jogar o jogo político.

Porém, enquanto os democratas continuavam com seu “candidato das minorias”, os republicanos colocaram como seu oponente alguém que não possuiria qualquer identificação com o eleitorado. Romney era um verdadeiro aristocrata. Fica óbvio que a estratégia de buscar identificação com a massa dos eleitores nem de longe passou pela mente republicana.

Sei que após muitas eleições, a maioria dos perdedores tem a mania de culpar “a mídia”. Sim, claro que a mídia de esquerda ajudou o Obama tanto quanto aos petralhas no Brasil. Mas a questão é: “Ainda com  a questão da mídia contra, o que vocês (oposição) fizeram para reverter o quadro?”.

Em suma, não dá mais para aturar o chororô de “a mídia é sacana” (sim, ela é, mas a questão é errada, e deveria ser: “agora, como você vai lidar com isso?”), mas já deu no saco ver isso ser utilizado como muleta para que sejam tomadas as mais estapafúrdias decisões políticas sem o menor senso de responsabilidade.

Por exemplo, quem foi que disse aos republicanos que Paul Ryan seria um bom vice? Com suas posições “anti-aborto em qualquer hipótese” (sim, eu sei que muitos conservadores de direita defendem esta posição), qual foi a mensagem que os republicanos queriam sub-comunicar ao eleitorado? Eu só consigo interpretar esta: “O voto feminino, em sua maioria, não nos interessa”.

Sei que o aborto é uma questão dura para a maioria dos conservadores de direita, especialmente os puristas, mas qual era o objetivo: fazer uma afirmação de seus princípios ou ganhar a eleição? Mas se o objetivo é somente afirmar princípios, então para que concorrer à eleição?

Eis então a grande diferença que decidiu esta eleição, mesmo sendo Obama um candidato facilmente derrotável: os democratas entraram para vencer e, na medida do possível, implementarem seus programas; os republicanos entraram para afirmar seus ideais e, com isso, desistiram da eleição.

Agora, a pergunta final: se é através da vitória eleitoral que se consegue implementar programas, o que querem os republicanos? Pode-se supor que a meta é massagearem seus próprios egos e depois terem como contar aos filhos e netos: “Olha, nós perdemos, lindamente, para um candidato fraco, mas não abandonamos nossos ideais”.

Seguem abaixo as regras para a guerra política, diretamente do livro de Horowitz. Regras seguidas à risca pelos democratas, e ignoradas de forma retumbante pelos republicanos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".